UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 18 May 2026 20:22:05 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/12/11/grupo-de-pesquisa-em-motores-combustiveis-e-emissoes-da-ufsm-apresenta-primeiro-veiculo-movido-a-hidrogenio-do-pais Thu, 11 Dec 2025 13:03:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=7628

Uma cena inusitada chamou a atenção de quem passou pelo hall do CT-UFSM nesta terça-feira (10/12): um carro estacionado no meio do hall do prédio 07, personalizado com adesivos verdes e marcas de empresas e agências financiadoras de pesquisa. Trata-se de um veículo de combustão a hidrogênio - o primeiro do Brasil a utilizar essa nova tecnologia - convertido no Laboratório de Motores do GPMOT, na UFSM, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica.

Primeiro veículo movido a hidrogênio do país, adaptado na UFSM

A conversão para propulsão a hidrogênio faz parte do trabalho de conclusão do estudante Augusto Graziadei Folletto, do curso de Engenharia Mecânica, intitulado "Adaptação e calibração de um veículo à combustão interna, usando hidrogênio como combustível". Augusto faz parte do Grupo de Pesquisa em Motores Combustíveis e Emissões da UFSM (GPMOT) e foi orientado pelo professor Mario Martins, e coorientado pelo Prof. Thompson Lanzanova, ambos do Departamento de Engenharia Mecânica. O veículo (modelo Fiat Siena) mantém todas as características de fábrica, mas sua fonte de energia é o hidrogênio, uma alternativa possível aos combustíveis convencionais. O veículo movido à hidrogênio adaptado na UFSM mostra que é possível alcançar um powertrain com emissões de poluentes virtualmente zero, cujo único subproduto é água ou vapor d’água no escapamento.

A pesquisa se insere no âmbito do Programa Rota 2030 - Mobilidade e Logística, parte da estratégia elaborada pelo Governo Federal para desenvolvimento do setor automotivo no país. O veículo convertido é resultado de vários projetos do GPMOT e teve financiamento de diversas instituições de pesquisa - CNPq, Finep, Fapergs -, em especial o projeto "Desenvolvimento de Motor Automotivo Movido a Biohidrogênio para o Mercado Brasileiro”, financiado pela Chamada Pública nº 3/2021 do Programa Rota 2030 da FUNDEP, em parceria com as empresas Marelli e TCA-HORIBA, coordenado pela professora Nina Paula Gonçalves Salau, do Departamento de Engenharia Química. Como o projeto está na vanguarda do setor de transportes, também contou com patrocínio de diversas empresas do setor automotivo, como Marelli e TCA-Horiba. Por meio de um acordo de cooperação técnica, a empresa Fueltech também apoiou de forma muito importante, dando suporte técnico e fornecendo o sistema de controle do motor.

O professor Mario Martins destaca que o hidrogênio, quando produzido de origem renovável (como o hidrogênio verde) é uma excelente alternativa em substituição aos combustíveis fósseis como gasolina, diesel e gás natural. Embora tecnicamente viável, tanto em células a combustível quanto em motores de combustão interna para hidrogênio, a presença no mercado de veículos movidos a hidrogênio ainda é limitada por fatores econômicos e estruturais. "A adoção em larga escala depende principalmente da expansão da produção, do armazenamento e da rede de distribuição do hidrogênio", afirma Mario. O professor acredita, entretanto, que veículos a hidrogênio poderão se tornar mais comuns entre 2030 e 2040, acompanhando a maturação tecnológica e o crescimento da oferta de hidrogênio renovável: "Nos próximos anos, espera-se uma forte expansão da chamada 'economia do hidrogênio', impulsionada pela descarbonização industrial e pelo uso crescente desse combustível em setores como siderurgia, transporte pesado e geração de energia. À medida que a infraestrutura se consolida e os custos de produção de hidrogênio verde diminuem, a tendência é que ele também avance no transporte leve e chegue a aplicações domésticas, como fogões e sistemas de aquecimento de água."

Após a conversão, segundo o professor Mário, há etapas subsequentes no desenvolvimento do veículo. O projeto já demonstrou que é possível a conversão de um modelo de veículo mais antigo (retrofitting), e o objetivo futuro é passar para a conversão de um veículo mais moderno.

A pesquisa desenvolvida no GPMOT é mais uma de diversas iniciativas do Centro de Tecnologia da UFSM que buscam contribuir para o desenvolvimento de alternativas aos combustíveis fósseis.  O CT possui uma equipe de competição de protótipos movidos a hidrogênio (Bombaja H2), projetos de geração de energia elétrica em células a combustível, movidas a hidrogênio, entre outras pesquisas premiadas e publicações na área.

Em estreita colaboração com a indústria automotiva nacional, as pesquisas do GPMOT impulsionam o setor automotivo e de mobilidade ao criar soluções veiculares mais eficientes e sustentáveis - como motores avançados, combustão limpa, hidrogênio e biocombustíveis - ao mesmo tempo em que oferecem à indústria dados técnicos, inovação aplicada e profissionais altamente qualificados. Essa integração entre ciência, experimentação e desenvolvimento tecnológico contribui diretamente para acelerar a transição para uma mobilidade limpa, de baixo impacto ambiental e competitiva para o transporte, a logística e setores estratégicos da economia.


Texto e fotos por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações do GPMOT.
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A equipe Bombaja H2, do Centro de Tecnologia da UFSM, celebrou sua estreia na competição de veículos movidos a hidrogênio com resultados expressivos. A 4ª edição da SAE BRASIL & BALLARD Student H2 Challenge ocorreu entre 30 de julho e 3 de agosto, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba-SP, e reuniu 12 equipes, incluindo uma equipe chilena. A recém-criada Bombaja H2 foi premiada na categoria Melhor ESG (sigla para Environmental, Social, and Governance) e conquistou o 3º lugar na etapa classificatória da Categoria Júnior, destinada a equipes estreantes, que apresentam seus projetos na competição.

Equipe Bombaja H2 reunida para a retomada dos trabalhos após a competição (foto: divulgação)

A equipe

A Bombaja H2 desenvolve um projeto de adaptação de um veículo já existente para o modelo de propulsão por hidrogênio. A nova equipe, formada no CT, vem sendo planejada desde o começo de 2025 mas foi oficializada no início de junho. A equipe de H2 deriva da Bombaja, equipe de protótipos off-road com mais de 20 anos de trajetória, já consolidada e premiada nas competições de categoria. O protótipo que será adaptado ao hidrogênio pela Bombaja H2 utilizará o chassi do carro BJ-16, que já foi premiado em competições pela equipe original.

Atualmente, a Bombaja H2 conta com 36 membros de diversos cursos da universidade, estabelecendo desde o início dos trabalhos o aspecto multidisciplinar do projeto. A equipe conta com a orientação do docente Jonas Roberto Tibola, do CTISM, e coorientação do professor Thompson Lanzanova, do Departamento de Engenharia Mecânica, coordenador do Bombaja, e do professor Rafael Concatto Beltrame, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica.

Um dos primeiros objetivos da nova equipe era garantir a participação na competição nacional da modalidade. Foi também um desafio: a equipe teve que correr contra o relógio para dar conta de atender todas os requisitos de participação dentro dos prazos. A decisão de participar da competição foi tomada apenas 26 dias antes do evento. A intensa e ágil mobilização da equipe garantiu que a Bombaja H2 fosse a primeira representante da região sul do país na modalidade.

Destaques da participação
A equipe foi representada na competição por Eduarda Fardin, acadêmica de Química licenciatura e uma das gerentes da equipe, que apresentou o projeto aos avaliadores. Apesar de ser uma das cinco equipes novatas, o projeto da Bombaja H2 chamou atenção pelo compromisso com sustentabilidade e inovação, fatores que garantiram o prêmio de Melhor ESG. A categoria avalia iniciativas que promovem responsabilidade ambiental, impacto social e governança, pilares essenciais para o desenvolvimento de tecnologias limpas. O projeto abrangeu desde as formas adequadas de descarte de resíduos até a previsão de realização de oficinas para estudantes da rede pública sobre a tecnologia desenvolvida. A diversidade da equipe também foi um fator determinante: além de contar com estudantes de vários cursos e unidades da UFSM, do ensino médio à pós-graduação, 14 dos 36 membros são mulheres.

Além disso, a equipe conquistou um inesperado 3º lugar geral na categoria Júnior, etapa classificatória. O resultado deveu-se em parte à boa pontuação no design report da equipe, apresentado em formato de artigo científico. Para Leonardo Felipe dos Santos, estudante do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFSM (PPGEE) e um dos gerentes da equipe, o bom desempenho nesse aspecto evidencia a qualidade da formação recebida na instituição: "conseguimos a maior pontuação nessa parte e muito desse desempenho vem da UFSM, porque nas engenharias a gente recebe muito conhecimento em formato de artigo e produz muitos artigos científicos".

Eduarda destaca que, diferentemente das outras competições de protótipos automobilísticos, a modalidade H2 tem características menos competitivas e mais científicas: "o foco da competição não é nem o carro andar, mas sim todo o estudo por trás de como a gente coloca o hidrogênio no carro". Também por isso, já na fase preparatória para a competição, a Bombaja H2 recebeu muito apoio das outras equipes - o que foi crucial para que a equipe desenvolvesse o design do projeto em menos de 30 dias.

A competição, portanto, também é significativa para a indústria nacional do setor, que ainda é pouco desenvolvida, apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores de hidrogênio verde do mundo. Diversos representantes de empresas que atuam na área de hidrogênio, como a Neuman & Esser e o Instituto Hercílio Randon, estavam presentes na competição, que também é uma vitrine para os talentos da equipe. Leonardo Amaral, estudante de Engenharia de Telecomunicações e outro dos gerente do projeto, destaca que um dos objetivos da competição é "contribuir com a formação de engenheiros que possam vir a trabalhar na área" e desenvolver a pesquisa nacional, visto que o centro da pesquisa na área atualmente está na Europa. 

O resultado reforça o potencial da equipe que, mesmo com pouca experiência, competiu e se destacou entre universidades já consolidadas na modalidade. O desempenho foi fruto de meses de dedicação em projetos e simulações, que incluem a participação nos cursos preparatórios oferecidos pela SAE BRASIL (voltados à capacitação estudantes em tecnologias de hidrogênio e célula a combustível) mas envolve uma união de conhecimento que vem dos diversos trabalhos realizados em outros projetos e laboratórios da UFSM pelos membros da equipe.

Próximos passos: do projeto ao protótipo
A equipe se prepara para os desafios da próxima edição da competição, daqui a aproximadamente um ano, na qual terão o objetivo de construir e testar um veículo funcional movido a hidrogênio. Portanto, o próximo passo da equipe é aplicar o projeto no veículo BJ-16. A partir dos bons resultados na categoria Júnior, a Bombaja H2 está habilitada para a categoria Sênior. Isso significa que a equipe receberá da SAE Brasil os componentes necessários para a adaptação do veículo à propulsão por hidrogênio - equipamentos caros e restritos devido à periculosidade do manuseio - em especial a célula de hidrogênio, que será importada do Canadá.

Enquanto os equipamentos não chegam, a equipe está desenvolvendo um programa de trainee, no qual toda a equipe recebe capacitação para compreender as diversas etapas do projeto. A equipe já planeja melhorias no projeto atual e espera que até o fim deste ano o veículo já esteja funcionando ainda que parcialmente.

A trajetória da Bombaja H2 reforça o compromisso da UFSM com inovação e energia limpa, abrindo portas para futuras colaborações acadêmicas e industriais no promissor mercado de hidrogênio verde.

Confira mais sobre a equipe no Instagram @bombajah2.ufsm


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações de Rafael Boufleuer.
Foto: divulgação Bombaja H2

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O Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI) da UFSM realiza no dia 25 de setembro o 11º Encontro dos Seminários de Pesquisa, intitulado “A geopolítica do hidrogênio”, que contará com o professor Flávio Augusto Lira Nascimento (PPGRI/UFSM e Unipampa) como palestrante e a mestranda Cristiane Barboza Lopes da Silva como mediadora.

A atividade acontecerá às 18h, em formato virtual, pelo canal do PPGRI/UFSM no YouTube. Os participantes que responderem ao formulário de inscrição que será compartilhado durante o evento receberão certificado de participação de 2h.

Flávio Augusto Lira Nascimento é pesquisador na área de geopolítica energética (com ênfase em hidrogênio), cooperação energética Brasil-UE/Brasil-Alemanha e geopolítica eurasiática (com enfoque no ex-espaço soviético). 

Os seminários de pesquisa buscam debater estratégias de pesquisas científicas nas Relações Internacionais e áreas afins e difundir os resultados dessas pesquisas à sociedade, para além dos muros da Universidade.

Mais informações no site do PPGRI.

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O Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI) da UFSM realiza no dia 25 de setembro o 11º Encontro dos Seminários de Pesquisa, intitulado “A geopolítica do hidrogênio”, que contará com o professor Flávio Augusto Lira Nascimento (PPGRI/UFSM e Unipampa) como palestrante e a mestranda Cristiane Barboza Lopes da Silva como mediadora.

A atividade acontecerá às 18h, em formato virtual, pelo canal do PPGRI/UFSM no YouTube. Os participantes que responderem ao formulário de inscrição que será compartilhado durante o evento receberão certificado de participação de 2h.

Flávio Augusto Lira Nascimento é pesquisador na área de geopolítica energética (com ênfase em hidrogênio), cooperação energética Brasil-UE/Brasil-Alemanha e geopolítica eurasiática (com enfoque no ex-espaço soviético). 

Os seminários de pesquisa buscam debater estratégias de pesquisas científicas nas Relações Internacionais e áreas afins e difundir os resultados dessas pesquisas à sociedade, para além dos muros da Universidade.

Mais informações no site do PPGRI.

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