UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 30 Mar 2026 13:14:13 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2022/08/09/comissao-de-extensao-do-centro-de-ciencias-rurais-divulga-o-resultado-final-do-edital-destaque-extensionista-ccr-2022 Tue, 09 Aug 2022 17:41:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=6768

Todos os projetos de extensão desenvolvidos no Centro de Ciências Rurais merecem reconhecimento, alguns deles obtiveram ótimos resultados e por isso a Comissão de Extensão do CCR lançou o Destaque Extensionista CCR 2022.
Neste Edital foram premiadas duas categorias:

  • Extensionista Docente e
  • Extensionista Externo.

DESTAQUE EXTENSIONISTA DOCENTE
PROF.ª DR.ª NEILA SILVIA PEREIRA DOS SANTOS RICHARDS

Mulheres sustentáveis e transformadoras: Neila Richards e a ODS 2 – UMA

Docente do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSM. Coordena ações de extensão voltadas a qualificar a comunidade, produtos e serviços, principalmente com ênfase no trabalho social, com a finalidade de fortalecer a função produtiva, promovendo, desta forma, o acesso à inclusão do principal ator, ou seja, os participantes/munícipes que necessitem de orientações pontuais, no processo produtivo, nas ações de inovação, na consultoria em questões de legislação, no apoio e capacitação na área de manipulação segura dos alimentos.

As ações tem o objetivo principal de estimular o resgate e a construção de histórias, instigando o caráter criativo, proativo e preventivo, aumentando suas capacidades e potencialidades, visando o enfrentamento da vulnerabilidade social. Ao longo dos anos, as ações foram orientadas conforme a demanda proposta pela comunidade, definindo ações de acordo com a situação atual, pois uma das premissas é a busca de experiências que permitam a reflexão e a apropriação do contexto social numa perspectiva ampla, com foco no trabalho interdisciplinar e diálogo, oportunizando a transformação por meio da educação.

Neste processo, há a forte inserção das mulheres, pois a sua presença é importante para a harmonia e a permanência das famílias nas pequenas cidades e no campo, pois muitas vezes elas buscam trabalho nas “cidades grandes” para evitar a lida de campo e, quando consegue trabalhar na propriedade, junto à família, a chance de melhorar a qualidade de vida é maior. Todas as ações desenvolvidas ao longo dos 15 anos vão ao encontro da promoção do ensino e aprendizagem. Várias ações promoveram a interação dialógica da Universidade com a sociedade, mas enfatiza-se a ação “Geoprodotto: valorando saberes e sabores da Quarta Colônia”, que tem melhorado a situação social e econômica dos participantes. As ações propostas estão sendo importantes na construção e projeção identitária dos produtos artesanais do território da Quarta Colônia.

Lista de algumas das ações desenvolvidas:

  • Mídias digitais na informação da cadeia produtiva do leite - #leite na mídia,
  • Ação de extensão voltada ao enfrentamento a COVID 19 por parte de estabelecimentos comerciais de alimentos em Santa Maria e Quarta Colônia,
  • Plantas alimentícias não convencionais (panc): cultivo, identificação e usos alimentares e medicinais,
  • Programa de extensão em desenvolvimento da cadeia produtiva do leite de Santa Maria,
  • Geoprodotto: valorando saberes e sabores da Quarta Colônia,
  • Controle de qualidade e valor nutricional dos alimentos, das matérias primas alimentares e subprodutos agroindustriais.

 

DESTAQUE EXTENSIONISTA EXTERNO
LUIZ ANTÔNIO LORETO (Mestre Militar)


É presidente da Associação de Moradores do Residencial Dom Ivo Lorscheiter (AMDIL), no Bairro Diácono João Luis Pozzobon. É participante do Programa de Extensão “Hortas Comunitárias em Santa Maria - Segurança alimentar e economia solidária”. Atualmente, estão implantadas em Santa Maria três hortas comunitárias:

  • Horta Agroecológica Comunitária Neide Vaz,
  • Horta Zilda Arns e
  • Horta Cipriano da Rocha. 

Duas estão em formação: Horta SUSEPE (Penitenciária Estadual de Santa Maria) e Horta Auta de Souza (Bairro Santa Marta). Merece destaque a participação do Mestre Militar na questão ambiental:

  • Construção do Relógio Biológico de Plantas Medicinais, em parceria com a UBS Maringá;
  • Compostagem na horta dos resíduos orgânicos das famílias envolvidas;
  • Educação socioambiental das 47 crianças e adolescentes participantes das aulas de capoeira, que ministra na sede da AMDIL, pela Associação Capoeira de Rua Berimbau (onde atua como fundador e presidente);
  • Recuperação de área de preservação permanente que circunda o Residencial D. Ivo, com a implantação de um sistema de agrofloresta.

Assim, a indicação da Comissão se deve ao seu ativismo social, comprometido com a educação popular, inclusão social, geração de renda por meio da economia solidária e defesa ambiental sustentável e por ser uma figura social fundamental nesse momento histórico, para a continuidade desse programa de extensão universitária da UFSM e para a constituição em Santa Maria de uma política municipal de agricultura urbana e periurbana.

A Comissão de Extensão parabeniza os extensionistas premiados e também todas as pessoas envolvidas nos projetos de extensão do CCR.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/12/09/com-apoio-da-ufsm-horta-comunitaria-neide-vaz-transforma-sustentabilidade-em-bem-estar-e-geracao-de-renda Thu, 09 Dec 2021 13:51:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57441 [caption id="attachment_57442" align="alignright" width="487"]Foto vertical colorida mostra uma senhora agachada, olhando para a câmera, enquanto cuida de um canteiro com plantas e uma estrutura de cobertura. Ao fundo, telhados de casas em um dia nublado Moradora do loteamento Dom Ivo Lorscheiter trabalhando em seu canteiro na horta Neide Vaz[/caption]

Em novembro de 2016, a comunidade do bairro Diácono João Luiz Pozzobon, em Santa Maria, via um espaço coletivo se converter em um aterro sanitário, sem seu consentimento. A Associação de Moradores Dom Ivo Lorscheiter (Amordil) tinha então duas opções: abrigar o Centro de Tradições Gaúchas ou, por sugestão do líder comunitário Luiz Antonio Loreto, transformar o espaço em uma horta comunitária. A segunda ideia foi a que angariou mais adeptos.

Para levar o projeto da horta adiante, ele precisava de apoiadores. Um dos primeiros a serem acionados foi o Conselho de Segurança Alimentar de Santa Maria (Consea-SM), cujo presidente do conselho era então Juarez Felisberto, técnico-administrativo do Departamento de Zootecnia da UFSM e que, com o tempo, tornou-se um apoiador fundamental para a continuidade da horta. Com essa parceria foi promovida, em julho de 2017, durante a  24ª Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), a Roda de Conversa “Hortas Comunitárias Agroecológicas: O desafio da produção de alimentos saudáveis em espaços urbanos”.

Já em 2018, coordenado por Juarez Felisberto, o projeto começou a dar seus primeiros passos com o apoio do Fundo de Incentivo à Extensão Universitária (Fiex) da UFSM. A iniciativa, apoiada pela Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), possui o objetivo de enfrentar a insegurança alimentar no país, sobretudo em comunidades de vulnerabilidade social. Também houve o apoio do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que busca promover a agricultura sustentável e combater a fome. 

O coordenador Juarez conta que a inspiração do projeto vem de Maringá, no Paraná, do Centro de Referência de Agricultura Urbana e Periurbana da Universidade Estadual de Maringá, uma iniciativa que conta com 40 hortas comunitárias espalhadas pela cidade. Além disso, o técnico ressalta a importância das parceiras tanto dentro da Universidade quanto fora: o Museu dos Solos, o Departamento de Solos, ambos da UFSM, o Projeto Esperança, coordenado pela irmã Lourdes Dill, a Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, dentre outros.

O Colégio Politécnico começou a participar recentemente, por meio do Setor de Olericultura e do Setor de Máquinas Agrícolas. O técnico Raviel tem colaborado com orientações técnicas para a equipe que coordena o projeto, assim como produzindo mudas de hortaliças para serem implantadas. Já o Setor de Máquinas Agrícolas está colaborando na abertura de uma nova horta, situada na Rua Zilda Arns. Além das parcerias dentro da Universidade, também houve o apoio das empresas Cotrel, com empréstimo de máquinas, e a Multi Fértil, com adubos para adubação, bem como de pessoas da comunidade que se envolvem pela causa.

Entre os objetivos do projeto estão a geração de renda direta e indireta, por meio da venda dos excedentes da sua produção, e a promoção de saúde preventiva e holística, que ocorre por meio da produção de um canteiro para ervas medicinais. Também é uma meta implementar o sistema de agrofloresta, no qual a produção e o cultivo dos solos procura minimizar os efeitos e impactos ambientais sobre a mata nativa existente. Além disso, são cultivadas as Plantas Não Convencionais Alimentícias (PANCs) e utilizadas sementes crioulas, para resgatar a valorização dos saberes regionais. O nome escolhido para a horta foi uma homenagem à moradora do bairro e ativista social, falecida em 2018.

“O trabalho na Neide Vaz tem sido muito gratificante"

[caption id="attachment_57443" align="alignleft" width="571"]Foto vertical colorida mostra dois jovens em meio a canteiros da horta comunitária. Eles carregam regadores, um deles está regando um dos canteiros, com a água caindo. Ao fundo, casas em um final de tarde Bolsistas da UFSM ajudam na produção da horta Neide Vaz[/caption]

Luiz Antônio Loreto, líder comunitário conhecido como Mestre Militar, ressalta como a horta melhorou a qualidade de vida das famílias. “O trabalho na Neide Vaz tem sido muito gratificante, cada família tem um canteiro, o excedente é vendido para complementar a renda de cada uma, e os relatos sempre ressaltam como a horta é terapêutica e como é incrível acompanhar e depois comer o que você mesmo produziu”. Além disso, as crianças, que antes não comiam hortaliças, apenas gostavam de produtos industrializados, começaram a melhorar sua alimentação por gostar de consumir os alimentos da horta. “Nós, aqui em casa mesmo, nunca mais compramos verduras no mercado, e às vezes conseguimos fazer uma refeição inteira só com o que produzimos”. 

Mesmo com a pandemia, e as dificuldades que o projeto passou para continuar com os bolsistas e as reuniões, as famílias não pararam de produzir. Nesse período, o apoio veio de uma emenda parlamentar para poder continuar com o apoio dos bolsistas durante 2020. A horta comunitária Neide Vaz, mesmo tão jovem, já é exemplo e instiga outras comunidades da região de Santa Maria a fazerem o mesmo, servindo de objeto para artigos científicos, apresentações de trabalhos na JAI da UFSM (Jornada Acadêmica Integrada) e também na Feicoop.  

Programa poderá alcançar mais bairros da cidade

A melhor notícia que podia chegar nesse momento é a inclusão do Programa de Hortas Comunitárias no Plano Diretor de Santa Maria, podendo, assim, alcançar mais bairros com o auxílio da Prefeitura. Uma iniciativa de uma pequena comunidade, junto com o estímulo à pesquisa dentro da Universidade e a intenção de uma produção sustentável e humana - pautas essenciais para o Brasil de hoje -, tornam o projeto um exemplo a ser seguido não só pelos santa-marienses, mas por todos os brasileiros.

Texto: Clarisse Amaral, da Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico
Fotos: Juarez Felisberto/acervo do projeto

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/06/25/selecao-de-dois-bolsistas-para-horta-comunitaria-agroecologica Fri, 25 Jun 2021 11:31:39 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56144
Estão abertas até domingo (27) as inscrições para seleção de duas bolsas de extensão para o projeto Fiex “Horta Comunitária Agroecológica Neide Vaz na Associação de Moradores Dom Ivo Lorscheitter”. 
 
Podem participar da seleção alunos dos cursos de Agronomia, Engenharia Ambiental e Sanitária, Técnico em Agricultura e Técnico em Agropecuária.
 
Mais informações no edital.
 
 
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/06/02/selecao-de-bolsistas-para-projeto-de-extensao-horta-comunitaria-agroecologica Wed, 02 Jun 2021 12:32:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55946

Estão abertas desta quarta (2) até domingo (6) as inscrições para seleção de acadêmicos para bolsa de extensão para o Projeto Fiex "Horta Comunitária Agroecológica Neide Vaz na Associação de Moradores Dom Ivo Lorscheitter" – Ação: Suporte forrageiro e apoio veterinário e zootécnico para equinos de famílias de carroceiros catadores de materiais recicláveis, como estratégia de saúde mental, segurança alimentar, educação ambiental e construção de uma política de bem estar dos animais na comunidade.

Podem participar da seleção alunos de Medicina Veterinária, Zootecnia, Comunicação Social (Publicidade e Propaganda, Produção Editorial, Relações Públicas e Jornalismo). Interessados devem enviar currículo para o e-mail juarezf2008@gmail.com. 

Mais informações no edital.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/riqueza-que-vem-do-chao Mon, 01 Apr 2019 15:52:53 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=5449 Ouça esta reportagem:

[audio mp3="http://www.55bet-pro.com/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Riqueza-que-vem-do-chão-Locução-Marcelo.mp3"][/audio]

 

Você já ouviu falar em agroecologia? Desde o início de 2018, a Organização das Nações Unidas (ONU) aposta nessa palavra para erradicar a fome e proteger os recursos naturais do planeta. Por meio dela, é possível conquistar autonomia na alimentação.

Para colocar em prática esta atitude sustentável, a UFSM firmou parceria com os 587 moradores do Residencial Dom Ivo Lorscheiter, localizado próximo à faixa nova (BR-287) - que liga o centro de Santa Maria ao bairro Camobi. Em conjunto, idealizaram a primeira Horta Agroecológica Comunitária da cidade de Santa Maria.

Nasce um terreno fértil

A horta foi planejada ainda em 2016. Começou a ganhar forma em 2017. Mas só se consolidou em 2018. O interesse pela criação partiu dos moradores do residencial após rodas de conversa, sobre economia solidária e agricultura familiar, na Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), que ocorreu entre os dias 12 a 15 de julho de 2018.

A comunidade firmou parceria com o técnico-administrativo Juarez Felisberto, do Departamento de Zootecnia da UFSM, que também já foi presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comsea).

O projeto é baseado nas hortas comunitárias da cidade de Maringá, no Paraná. Lá, a Universidade Estadual de Maringá desenvolve a assistência técnica e a extensão rural em conjunto com a Prefeitura, responsável por auxiliar na logística. Mais de mil famílias participam do programa que produz cerca de 900 toneladas de alimento por ano.

A horta, em Santa Maria, fica localizada ao lado do Centro Comunitário do residencial - construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida em 2014. Antigamente, esse mesmo terreno, que hoje germina hortaliças, plantas condimentares e fitoterápicas, era usado como local de despejo. “As pessoas jogavam fogão, sofás e outros resíduos”, conta Juarez. Segundo o técnico, a terra era muito maltratada, principalmente pela situação do aterro de lixo.

Para o voluntário Jonathan Pereira, a horta é importante para os moradores por incentivar o empoderamento e a autonomia, em conjunto com as práticas agroecológicas. “Essa iniciativa ajuda as pessoas a entenderem que sai riqueza de um chão que sempre foi dito que era pobre”, comenta Jonathan.

Atualmente, onze famílias participam do projeto. Crianças e idosos convivem no mesmo ambiente com um propósito em comum: plantar e cultivar as coisas na terra. As crianças costumam ser um público fiel da horta, admirando e ajudando a cuidar. “Tá ali a esperança de botar aquela sementinha pra chegar em casa e florescer”, comenta Lucas Murari, bolsista do projeto. Na horta são cultivados pés de alface, beterraba, repolho, brócolis, couve flor, cebola, ervilha, abóbora, berinjela, cenouras, salsa, entre outras hortaliças.

Recentemente, os moradores do Dom Ivo decidiram homenagear Neide Vaz, líder comunitária que faleceu no final de 2018, dando seu nome ao projeto. Para Juarez, essa atitude mostra que a horta tem como prioridade não apenas o cultivo de alimentos, mas a produção de solidariedade.

Os recursos

A horta comunitária, que está registrada como um projeto de extensão da UFSM, busca estimular uma alimentação saudável e sustentável, sem o uso de agrotóxicos ou outros tipos de veneno.

Os resíduos orgânicos gerados pelos moradores do Residencial possuem uma finalidade útil: eles ajudam a horta a crescer ao servirem como adubo para as plantas, pelo processo de compostagem.

A UFSM auxiliou a estruturar a horta, com adubo, terra, trator e algumas mudas de hortaliças, pelo setor do Colégio Politécnico da parte de fruticultura e também do Jardim Botânico.

O Departamento de Solos da UFSM doou caixas d’água para que a água da chuva seja coletada pelas calhas, e a horta possa ser irrigada. Outros materiais, como tubo de PVC para a irrigação, foram comprados pelo projeto. Para auxiliar ainda mais nas partes prática e técnica da agricultura, foi firmada uma parceria com o PET de Agronomia da UFSM.

Para alguns participantes do projeto, como o casal seu Adair e dona Florência da Rosa, a horta surtiu efeito terapêutico e ajudou a melhorar a qualidade de vida. Para a senhora de 71 anos, a horta é um ganho pro residencial “a gente tira muita coisa dali: salada, tempero… a gente nem compra mais fora”. Ela nunca havia cultivado uma horta antes e se sente muito bem com a integração que a plantação proporciona.

Em constante renovação

As plantações em escala industrial consistem em terrenos com milhares de hectares com fauna e flora natural desmatados, para então ser plantado o produto que será cultivado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, é muito comum a plantação de soja. A agrofloresta, por outro lado, é a plantação que une várias plantas com diferentes extratos (tamanhos) e ciclos de vida. Elas convivem em harmonia, sintropia, e criam um sistema de constância entre si, imitando um sistema florestal equilibrado.

No caso da horta comunitária no Dom Ivo, a agrofloresta que está sendo implementada  contará com pés de bananeiras - já que essas árvores retêm água e, em período de seca, podem liberar esse recurso para as outras plantas. As plantas têm autonomia para fazer o que é necessário para manter o sistema vivo, mesmo que isso signifique sacrificar uma delas. Tudo é feito para o bem maior.

Reportagem e fotografias: Mirella Joels, acadêmica de Jornalismo
Edição: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo
Infografia: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial
Locução: Marcelo De Franceschi

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