UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sun, 22 Mar 2026 23:21:44 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2026/03/21/hub-doc-realiza-terceiro-seminario-de-pesquisa-no-dia-25-de-marco Sun, 22 Mar 2026 00:25:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=176 O terceiro Seminário de Pesquisa do Hub.doc ocorre, via Google Meet, no dia 25 de março, das 15:30 às 17:30 horas. O evento tem como principal objetivo criar um espaço contínuo para que pesquisadores vinculados ao projeto, ou que atuem em temas correlatos da arquivologia, possam apresentar e discutir seus trabalhos em andamento, além de trocar ideias e receber um feedback qualificado de colegas e outros profissionais. As inscrições podem ser feitas via formulário.

Confira a programação

Primeira palestra: Caracterização de amostras de papel danificadas por enchentes: interfaces entre a química e recuperação de documentos Palestrantes: Thiago Castanho Pereira, Sônia Elisabete Constante, Débora Flores e Érico Marlon de Moraes Flores Resumo: A apresentação mostra como técnicas químicas, como microscopia eletrônica de varredura (MEV) e espectroscopia FTIR, ajudam a analisar danos em documentos de papel após enchentes. As análises permitem observar alterações nas fibras e na celulose, comparar materiais danificados e preservados e avaliar os efeitos de processos de conservação, contribuindo para a preservação documental. Segunda palestra: Ferramenta para o gerenciamento da recuperação de arquivos Palestrantes: Anselmo R. Cukla, André Palharini e Leonardo Martins Brisolla Resumo:A pesquisa apresenta o desenvolvimento de uma ferramenta digital para gerenciar e acompanhar etapas da recuperação de documentos, como restauração e higienização. O sistema busca automatizar processos, garantir rastreabilidade e identificar gargalos, utilizando recursos como QR Code e integração de dados, com o objetivo de aumentar a eficiência e a qualidade da gestão documental.

Faça a inscrição via Google Forms

As inscrições para participar do Seminário podem ser feitas pelo Google Forms. Os inscritos receberão o link da reunião, realizada via Google Meet, pelo e-mail cadastrado no formulário. Atente-se à data e horário do Seminário: Data: 25 de março de 2026 Horário: das 15:30 às 17:30 horas]]>
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Nesta sexta-feira (27), aproximadamente 540 caixas com documentos recuperados foram entregues pelo Hub.Doc em Porto Alegre, marcando a primeira grande devolução realizada pelo projeto. A entrega teve início ainda pela manhã na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que recebeu 200 caixas, seguindo depois para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com 40, e, por fim, para o Banco Central, onde foram entregues 300. As instituições tiveram seus acervos afetados pelas cheias de maio de 2024 e estão sendo atendidas pelo Hub.

Os documentos saíram no início desta manhã de Santa Maria, onde estavam sendo tratados no Espaço Multiuso da UFSM, utilizado pelo projeto para as atividades de recuperação documental. Após meses de trabalho técnico de higienização, estabilização e organização, o material pôde retornar aos seus locais de origem.

A coordenadora do Hub, Débora Flores, avalia positivamente o processo. “A ação representa um marco nas atividades do Hub.Doc, sendo a primeira devolução em grande escala de acervos restaurados desde o início da operação emergencial criada após as enchentes de maio de 2024”, comenta. “O retorno dos materiais às instituições sinaliza o avanço do processo de recuperação documental”, finaliza a coordenadora.

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O Hub.doc acaba de alcançar um marco importante em sua trajetória acadêmica e institucional. Um artigo científico internacional que utiliza o Transdoc, laboratório associado ao Hub.doc, como estudo de caso, foi publicado na revista Archives and Records, uma das mais relevantes da área arquivística no mundo.

O artigo, intitulado A model of coordination and collaboration for the protection and recovery of archives affected by natural disasters, é assinado por Jonas Ferrigolo Melo, Juliano Silva Balbon e Moisés Rockembach, e analisa estratégias de proteção e recuperação de arquivos públicos afetados por desastres naturais, a partir das enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024. Esta é a primeira publicação internacional em revista científica resultante dos esforços da equipe de bolsistas de pós-graduação do Hub.doc desde o início de suas atividades.

Um problema estrutural

De acordo com o arquivista e pesquisador Jonas Ferrigolo Melo, o objetivo central do estudo foi investigar como as ações de salvamento e recuperação de arquivos públicos podem ser fortalecidas diante de situações de desastre em larga escala. Para isso, os autores analisaram dados numéricos e documentais sobre arquivos atingidos pelas enchentes, cruzando informações do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) com o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

Os resultados evidenciam uma fragmentação significativa nas respostas institucionais voltadas aos arquivos, marcadas pela ausência de padronização, pela baixa integração entre órgãos públicos e pela dependência excessiva de ações voluntárias. Um dos achados centrais do artigo é que os danos aos arquivos não estão incorporados aos sistemas oficiais de gestão de riscos e desastres, o que reduz sua visibilidade e dificulta a destinação de recursos específicos para sua preservação.

Esse cenário se reflete diretamente nos resultados práticos observados após as enchentes. Enquanto a UFSM conseguiu recuperar 100% de seu acervo, graças a uma ação imediata e coordenada de salvamento, outros órgãos públicos, especialmente em Porto Alegre, enfrentam perdas irreversíveis por falta de apoio institucional, priorização dos arquivos e alocação adequada de recursos.

O papel do Hub.doc e do Transdoc

A atuação do Hub.doc e do Transdoc se mostra ainda mais relevante no contexto atual. Segundo Jonas, o Hub.doc passou a assumir operações de salvamento de documentos de órgãos públicos afetados na capital gaúcha, reforçando a importância da colaboração institucional e da difusão de métodos eficazes para a preservação documental. “Se não fosse a colaboração institucional e a circulação de processos efetivos para salvar os documentos, provavelmente a perda documental seria ainda maior”, destaca Jonas.

Um modelo para políticas públicas

A partir das análises realizadas, o artigo propõe um modelo de coordenação e colaboração para tornar as respostas institucionais mais eficazes, integradas e sustentáveis em contextos de desastre. O modelo é composto por seis elementos interdependentes:

  • padronização de procedimentos de avaliação de danos;
  • integração de sistemas de informação;
  • formação e capacitação institucional;
  • uso estratégico de tecnologias;
  • obrigatoriedade de notificação de danos aos arquivos;
  • monitoramento contínuo das coleções afetadas.

O principal resultado do estudo, segundo os autores, é a demonstração de que a proteção de arquivos precisa deixar de ser uma ação pontual e reativa, passando a integrar de forma estruturante as políticas públicas de gestão de riscos, reconhecendo os arquivos como infraestruturas essenciais para a memória, os direitos e a governança.

Infográfico do modelo de coordenação e colaboração para a proteção e recuperação de arquivos

Reconhecimento internacional e produção latino-americana

Publicada pela Archives and Records, revista internacional de alto impacto (Qualis Q1) vinculada à Archives and Records Association, dos Estados Unidos, a pesquisa representa um reconhecimento expressivo para seus autores e para o Hub.doc. Para Jonas, a publicação também tem um significado político e epistemológico. “É uma validação científica de uma pesquisa produzida a partir da América Latina, que tensiona a centralidade do Norte global na construção do conhecimento arquivístico. Mostramos que, no Rio Grande do Sul, temos experiências e pesquisas de alto nível, em pé de igualdade às produzidas em países do norte-global”, afirma.

Além disso, o artigo integra um dossiê temático sobre Sustentabilidade e Mudanças Climáticas, ampliando a visibilidade do debate sobre a relação entre arquivos, crise climática e resiliência institucional no cenário internacional.

Próximos passos

Os pesquisadores agora pretendem expandir e testar operacionalmente o modelo proposto, por meio de projetos piloto ou de sua aplicação em outros contextos regionais e nacionais. A expectativa é aprimorar o modelo a partir dessas experiências e publicar os resultados em uma revista brasileira, em língua portuguesa.

O grupo também se mostra aberto a colaborações com outros pesquisadores interessados em aplicar e desenvolver o modelo, reforçando o compromisso do Hub.doc com a produção de conhecimento colaborativo, aplicado e socialmente relevante.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista no Hub.Doc
Imagens: Jonas Ferrigolo Melo, pesquisador do Hub.doc
Edição: João Ricardo Gazzaneo, jornalista


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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2026/01/20/conservadora-restauradora-passa-a-integrar-o-hub-doc-e-avalia-acervo-em-porto-alegre Tue, 20 Jan 2026 18:28:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=157 O Hub.Doc avança em mais uma etapa de suas atividades com a incorporação da conservadora-restauradora Andrea Santos, arquivista da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), à equipe técnica. Com formação específica em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, uma especialidade ainda pouco comum em operações de preservação de acervos documentais públicos, Andrea passa a atuar de forma transversal nas ações do Hub, contribuindo para a avaliação, preservação e qualificação dos processos de recuperação de diferentes acervos atendidos pela iniciativa.

A chegada da profissional foi marcada por uma visita técnica a Porto Alegre, na tarde desta terça-feira (20), onde, acompanhada pelas coordenadoras do Hub, Débora Flores, Leolíbia Linden e Daiane Segabinazzi Pradebon, além da arquivista da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e coordenadora das atividades do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Graziela Cé, Andrea realizou uma avaliação do acervo do Departamento e no Ministério da Saúde. A atividade teve como objetivo compreender as condições materiais dos documentos e aprofundar o diagnóstico dos desafios enfrentados na operação de recuperação.

Andrea Santos (à direita) (FURG) visita o acervo do DNIT em Porto Alegre com a equipe do Hub.Doc para avaliação técnica.
A fragilidade dos documentos do DNIT revela os desafios da preservação e a importância do trabalho do Hub.Doc.

Durante a análise, a conservadora identificou um cenário crítico, com documentos em condições extremamente frágeis de manuseio, o que evidencia a complexidade do trabalho realizado pelo Hub e a necessidade de estratégias específicas de conservação preventiva e intervenção técnica qualificada.

A visita contou também com a presença de Isabel Bohrer Scherer, nova pró-reitora de Administração da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Na ocasião, ela declarou que sentiu-se impressionada com a recuperação minuciosa realizada pela equipe do projeto e destacou que as ações do Hub.Doc possuem grande valor para a conservação da memória coletiva do Rio Grande do Sul.

Texto: Pedro Moro, estudante de jornalismo e bolsista do Hub.Doc

Fotos: Marcelo Pires, estudante de jornalismo e bolsista do Hub.Doc

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2025/12/10/seminario-de-pesquisa-hub-doc Wed, 10 Dec 2025 20:57:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=143 O Hub.doc realizou o segundo Seminário de Pesquisa na tarde desta quarta-feira (10). O evento ocorreu via Google Meet e promoveu o diálogo entre pesquisadores que desenvolvem trabalhos relacionados à recuperação de arquivos. Nesta edição, foram apresentadas pesquisas sobre controle de fungos e sanitizantes químicos, além de um mapeamento de acervos afetados pelas águas ao redor do mundo.

Durante a abertura, o arquivista Jonas Ferrigolo Melo destacou que o principal objetivo do seminário é valorizar a troca de experiências e fortalecer o intercâmbio científico. "Foi feito para reunir pesquisadores associados ao Hub ou que tenham pesquisas relacionadas ao projeto. Com isso, realizamos esse momento de troca de experiências, de conhecer as pesquisas e de transformar a transdisciplinaridade em algo palpável", disse.

Pesquisas abordam controle de fungos na recuperação de arquivos

A primeira apresentação foi realizada por Juliana Copetti, aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos (PPGCTA) da UFSM. A pesquisadora apresentou o trabalho Sanitizantes para controle de Stachybotrys chartarum, comentou sobre o perigo do micro-organismo e compartilhou o processo metodológico e os resultados da iniciativa.

[caption id="" align="alignleft" width="641"] A mestranda Pâmela Oliveira Soares (PPGCTA/UFSM) apresentou um estudo que compara meios de cultivo para quantificar fungos de emergências climáticas e seu controle por sanitizantes[/caption]

Segundo Juliana, a motivação para o estudo surgiu após a catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul e diversos acervos em 2024. Ela explica que, no caso do fungo Stachybotrys chartarum, conhecido como “mofo preto”, os arquivos inundados pela água ficaram em condições ideais para o crescimento do micro-organismo, pois o fungo utiliza a celulose como principal fonte de nutrientes.

Nesse sentido, a pesquisa buscou avaliar a eficácia dos sanitizantes químicos cloreto de benzalcônio e bórax na recuperação de papéis. "Após a nossa avaliação, identificamos que o bórax não é recomendado, pois não foi eficaz em nossos testes; já com o cloreto tivemos bons resultados, e entendemos que ele é uma alternativa eficiente e segura", apontou Juliana.

Na sequência, a estudante de mestrado do PPGCTA da UFSM, Pâmela Oliveira Soares, apresentou a pesquisa Comparação de meios de cultivo para a quantificação de fungos oriundos de emergências climáticas e controle por sanitizantes. Em sua fala, a pesquisadora relembrou o cenário das mudanças climáticas e salientou o aumento das enchentes e inundações ao redor do mundo.

Nesse sentido, Pâmela explicou que a pesquisa buscou entender, por meio da amostragem microbiológica, quais materiais possuem melhor desempenho na quantificação de fungos em um material afetado. "O objetivo do trabalho é avaliar dois meios de cultivo para identificar aquele que apresenta o melhor desempenho na recuperação quantitativa de fungos em papéis", disse.

Mapeamento de desastres naturais e acervos afetados foi apresentado no Seminário

Por fim, o trabalho Mapa Mundial dos Arquivos Alagados: a construção de um banco de dados para promover a colaboração foi apresentado por Bianca Magro, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Educacionais em Rede. A pesquisa, também desenvolvida pela coordenadora do Hub.doc, Débora Flores, e por Jonas Melo e Igor Treptow, começou com 163 eventos registrados, apenas com nome, país e ano de ocorrência, sem detalhes adicionais.

[caption id="" align="alignright" width="668"] Igor Treptow, integrante da pesquisa do mapeamento, apresentou o banco de dados desenvolvido até o momento[/caption]

Com o avanço da pesquisa, a equipe passou a buscar documentos e registros que comprovassem e contextualizassem cada evento. A intenção era reconstruir as situações de forma mais completa. Bianca destacou desafios como cobertura jornalística incompleta, relatórios sem tradução, inconsistências de registros oficiais e a escassez de documentação em muitos países. “As principais fontes foram notícias locais e internacionais, artigos científicos, relatórios e publicações de órgãos ambientais. Um ponto importante foi perceber como pesquisar na língua nativa do local impacta diretamente na quantidade e na qualidade dos resultados”, destacou.

O projeto, segundo ela, pretende se tornar colaborativo e permitir que pesquisadores do mundo todo registrem novos eventos e complementem dados existentes. “Esse banco de dados nos ajuda a entender onde, como e quando os desastres ocorreram. É uma base contínua, que oferece subsídios para análises históricas, climáticas e arquivísticas cada vez mais sólidas”, refletiu.

Trabalhos apresentados fortalecem as práticas de preservação e recuperação

Após as apresentações, Débora Flores destacou as orientações emitidas pelo Arquivo Nacional durante as enchentes de 2024 e reforçou a carência de pesquisas sobre sanitizantes seguros para o tratamento de acervos molhados. Ela relembrou o episódio em que as águas afetaram o Departamento de Arquivo Geral (DAG) da UFSM e apontou como a ausência de estudos consolidados dificultou o atendimento emergencial na época.

Débora explicou que essa lacuna foi o ponto de partida para novas iniciativas de pesquisa dentro do Hub.doc, incluindo a construção do mapa-múndi que reúne registros de desastres e acervos atingidos ao redor do planeta. “É essencial compreender o que aconteceu, registrar e alimentar esse banco de dados com informações sobre procedimentos adotados em cada situação. Infelizmente, esses eventos serão cada vez mais frequentes”, afirmou.

Segundo ela, o objetivo é formar uma rede internacional de especialistas. “Queremos conectar arquivistas experientes para que compartilhem suas vivências por meio desse mapa, fortalecendo práticas de preservação e recuperação”, completou.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista no Hub.Doc

Fotos: Jonas Ferrigolo Melo, pesquisador do Hub.doc

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2025/12/08/hub-doc-realiza-2o-semiario-de-pesquisa-nesta-quarta-feira Mon, 08 Dec 2025 13:15:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=114 Na próxima quarta-feira (10), o Hub.Doc promoverá o segundo Seminário de Pesquisa das 15h30min às 17h30min. Realizado via Google Meet, o evento busca compartilhar técnicas voltadas ao controle de fundos em documentos danificados por água, além de divulgar uma pesquisa sobre a criação de um banco de dados de acervos danificados ao redor do mundo.

Confira a programação completa:

Tema: “CLORETO DE BENZALCÔNIO E BÓRAX: CONTROLE DE FUNGOS EM DOCUMENTOS DANIFICADOS POR ÁGUA”

Apresentação 1: SANITIZANTES PARA CONTROLE DE STACHYBOTRYS CHARTARUM

Pesquisadoras: Juliana Copetti Fracari e Pâmela Oliveira Soares

O estudo aborda o controle do fungo Stachybotrys chartarum, conhecido como "mofo preto", que pode ser encontrado em ambientes úmidos e em materiais celulósicos danificados por água, como papel. Este fungo é preocupante devido à sua capacidade de produzir micotoxinas que afetam a saúde, especialmente em pessoas com problemas respiratórios. O objetivo da pesquisa foi avaliar a eficácia de dois sanitizantes, o cloreto de benzalcônio e o bórax, em diferentes concentrações, no controle de Stachybotrys chartarum por meio de testes in vitro, isolados de papéis da enchente de 2024 no Rio Grande do Sul. O estudo utilizou o protocolo do Comitê Europeu de Normalização (CEN) para testar a ação antimicrobiana dos sanitizantes.

Apresentação 2: COMPARAÇÃO DE MEIOS DE CULTIVO PARA A QUANTIFICAÇÃO DE FUNGOS ORIUNDOS DE EMERGÊNCIAS CLIMÁTICAS E CONTROLE POR SANITIZANTES

A recuperação de documentos danificados por enchentes é essencial para preservar informações, pois o contato prolongado com a água torna os documentos suscetíveis ao crescimento fúngico. Diante disso, este trabalho tem como objetivo avaliar dois meios de cultivo com o objetivo de identificar aquele que apresenta o melhor desempenho na recuperação quantitativa de fungos em papéis. Além disso, busca-se investigar a eficácia de dois sanitizantes, cloreto de benzalcônio e bórax, nas concentrações de 1%, 3% e 5% aplicados no controle do crescimento fúngico em documentos afetados pela enchente ocorrida no Rio Grande do Sul em 2024. A aplicação dos sanitizantes será realizada com algodão após uma etapa prévia de limpeza com auxílio de pincel. As amostragens ocorrerão por meio da técnica de esfregaço de superfície, após tempos de contato de 15 minutos, 7, 14, 21 e 28 dias, sendo o controle positivo realizado sem aplicação do sanitizante. Os meios de cultivo serão avaliados quanto à capacidade de recuperação, considerando características qualitativas e quantitativas das colônias. A eficácia dos sanitizantes será avaliada pela diferença entre as contagens fúngicas do controle e dos tratamentos. Espera-se, assim, identificar o sanitizante mais eficaz e contribuir para o estabelecimento de protocolos de conservação de documentos afetados por enchentes.

Tema: "MAPA MUNDIAL DOS ARQUIVOS ALAGADOS: A CONSTRUÇÃO DE UM BANCO DE DADOS PARA PROMOVER A COLABORAÇÃO"

Pesquisadores: Débora Flores, Jonas Melo, Igor Treptow e Bianca Magro

A pesquisa “Mapa dos Arquivos Atingidos por Desastres Naturais” tem como objetivo identificar e georreferenciar eventos de sinistros envolvendo água, tais como enchentes, tempestades, furacões e rompimentos de barragens, que afetaram arquivos e instituições de memória ao redor do mundo. Os pesquisadores apresentarão o mapa interativo e colaborativo que está sendo construído para que profissionais e instituições identifiquem rapidamente outros casos semelhantes próximos a si. Essa visualização facilita o intercâmbio de informações, a cooperação internacional e o desenvolvimento de estratégias mais eficazes de preparação e resposta a desastres. Até o momento, mais de 200 casos já foram registrados globalmente, resultando em um mapa inicial que será apresentado.

Faça a inscrição via Google Forms

As inscrições para participar do Seminário podem ser feitas pelo Google Forms. Os inscritos receberão o link da reunião, realizada via Google Meet, pelo e-mail cadastrado no formulário.

Atente-se à data e horário do Seminário:

Data: 10 de dezembro de 2025

Horário: das 15:30 às 17:30 horas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2025/11/26/conheca-o-processo-de-recuperacao-de-arquivos-realizado-pelo-hub-doc Wed, 26 Nov 2025 13:50:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=112 Espaço Multiuso conta com câmaras frias e de secagem[/caption] As etapas do processo de recuperação são organizadas da seguinte maneira: congelamento, descongelamento, higienização, secagem e digitalização. Em um tour guiado no Espaço Multiuso da UFSM, local onde ocorre a operação de recuperação de arquivos, a arquivista e pesquisadora do Hub.Doc Débora Bianquin Chiapinoto descreve detalhadamente o passo a passo da operação.

Congelamento

Após serem resgatados, os documentos encharcados foram colocados em sacos plásticos para contenção. Antes do congelamento, retirou-se o excesso de água com aspiradores e, quando possível, utilizou-se seladoras a vácuo para remover o ar e reduzir a umidade. Os arquivos são armazenados em contêineres refrigerados, com temperatura abaixo de 20 °C. O congelamento é uma técnica de emergência que interrompe processos de degradação, como a proliferação de fungos e o amolecimento das fibras do papel. Ao congelar, também se evita que as folhas grudem umas nas outras ou que sofram deformações severas.

Descongelamento

O descongelamento ocorre de forma controlada e gradual. Essa etapa é importante para evitar choques térmicos capazes de danificar ainda mais o papel. À medida que o gelo derrete lentamente, os documentos retornam ao estado úmido, mas de maneira mais uniforme e estável, o que facilita a higienização e reduz o risco de rasgos, deformações ou manchas. [caption id="" align="alignleft" width="577"]IC3A8728 A higienização reduz a carga microbiológica dos documentos em afetados[/caption]

Higienização

Com os documentos descongelados e ainda úmidos, inicia-se a higienização. Essa etapa envolve a remoção de grampos, clipes, sujidade e resíduos trazidos pela inundação. Para isso, utiliza-se trinchas, panos macios e a capela de higienização para retirar impurezas sem agredir o papel. A higienização também reduz a carga microbiológica, evitando que fungos se proliferem durante a secagem. Outra etapa da higienização é o entrefolhamento que é feito com folhas absorventes o inseridas entre as páginas molhadas ou parcialmente úmidas. Esse material ajuda a retirar a umidade interna e impede que as folhas fiquem aderidas entre si. Os papéis absorventes devem ser trocados periodicamente, acompanhando o processo de secagem. Essa técnica é fundamental para manter a integridade física do documento, evitando manchas d'água e deformações.

Secagem

A secagem pode ocorrer ao ar, em ambiente ventilado, ou com o auxílio de equipamentos específicos. O objetivo é remover a umidade restante de forma lenta e controlada, preservando ao máximo a estrutura do papel e das tintas. Durante essa etapa, os documentos são monitorados para evitar o surgimento de fungos e para corrigir possíveis ondulações, sempre com manuseio mínimo para não fragilizar ainda mais o material.  Após isso, os documentos passam por uma conferência de páginas e ordenação antes de seguir para a próxima etapa.

Digitalização

Com os documentos já estabilizados e secos, procede-se à digitalização. Essa etapa garante o registro do conteúdo, permitindo acesso seguro às informações e reduzindo a necessidade de manuseio dos originais, que podem permanecer fragilizados mesmo após o tratamento. A digitalização é uma estratégia de preservação a longo prazo e permite que o conteúdo seja consultado e armazenado de maneira mais segura. Acompanhe as redes sociais do Hub.Doc para saber mais: Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista no Hub.Doc Fotos: Paulo Barauna, da Agência de Notícias UFSM Revisão técnica: Débora Bianquin Chiapinoto, arquivista e pesquisadora no Hub.Doc]]>
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Equipe do Hub.Doc integrou a comitiva brasileira no Congresso

Pôsteres do Hub.Doc destacam inovação e resiliência

Na seção dos totens digitais, as coordenadoras do Hub.Doc, Débora Flores e Daiane Segabinazzi Pradebon, apresentaram o trabalho “Resiliência e determinação no avanço da ciência: protegendo a memória da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) após as enchentes”. Desenvolvido em conjunto com a pesquisadora e arquivista Neiva Pavezi (UFSM), o estudo evidencia que o principal desafio é a velocidade de recuperação. “Pós-enchente, buscamos entender quais mecanismos e metodologias poderiam ajudar a recuperar esse grande número de documentos. Entendemos que o congelamento de arquivos, como executamos, tem demonstrado resultados positivos e levamos isso ao evento”, conta Débora.

Outro destaque foi o trabalho “Um modelo de recuperação de desastres para arquivos por meio da realidade virtual”, desenvolvido por Jonas Ferrigolo Melo, Juliano Silva Balbon, Moisés Rockembach, Débora Flores e Daiane Segabinazzi Pradebon. Segundo Daiane, o principal objetivo do estudo foi compartilhar as ações de recuperação com pesquisadores de todo o mundo: “essa tecnologia de realidade virtual permite que as pessoas vejam, na prática, a estrutura que montamos e o trabalho que desenvolvemos em relação à recuperação”.
A Diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima (à esquerda), prestigiou o pôster ao lado de Daiane Segabinazzi Pradebon (ao centro) e  Débora Flores (à direita)
A Diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima (à esquerda), prestigiou o pôster ao lado de Daiane Segabinazzi Pradebon (ao centro) e Débora Flores (à direita)
A arquivista ainda frisou que os óculos evidenciam as etapas da recuperação e possibilitam uma melhor compreensão da operação. “Nós mostramos o passo a passo e isso auxilia demais, ainda mais em situações de emergências, pois as pessoas conseguem observar aquilo que os manuais dizem para ser feito. Mostrar esses processos de maneira real e inovadora tem grande potencial, especialmente quando pensamos na questão do intercâmbio. Temos que migrar para uma realidade que permita a acessibilidade a todas as regiões do mundo”, explica. A criação do modelo de realidade virtual teve apoio do Grupo de Automação e Robótica Aplicada, coordenado pelo professor Anselmo Cukla, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, e por alunos de Engenharia de Computação e Ciências de Computação. O Grupo colaborou na aquisição e edição de imagens e vídeos em 360°, captando ambientes do projeto de restauração, como o container onde estão armazenados os documentos atingidos pelas enchentes, e as diferentes etapas do processo de recuperação. Para Anselmo, o trabalho interdisciplinar realizado em conjunto com o Hub.Doc auxilia no diálogo e troca de experiências para a criação de novas tecnologias. “Sem dúvida, gerou resultados importantes, principalmente no que se refere ao crescimento profissional de todos os envolvidos, principalmente, maior conhecimento e domínio técnico de ferramentas para trabalhar com aquisição e criação de imagens e vídeos utilizando VR”, destacou o professor.
Durante o evento, congressistas puderam experimentar a tecnologia de realidade virtual
Durante o evento, congressistas puderam experimentar a tecnologia de realidade virtual

Apresentações do Hub abordam a arquivologia digital

Além da seção de totens digitais, colaboradores do Hub.Doc apresentaram trabalhos em sessões orais. O analista de Tecnologia da Informação (TI) da UFSM, Marcos Vinícius Bittencourt de Souza, divulgou a pesquisa “Repositórios institucionais brasileiros em risco”, desenvolvida em parceria com o analista de TI Gustavo Zanini e as coordenadoras Débora Flores e Daiane Regina Segabinazzi Pradebon. O trabalho, apresentado por Marcos, buscou identificar que “grande parte dos repositórios nacionais ainda não atende a fatores críticos de confiabilidade, como a existência de planos de preservação, infraestrutura organizacional adequada e equipes capacitadas”. Ele explica que a ausência de políticas institucionais consolidadas e o baixo investimento financeiro agravam a vulnerabilidade desses acervos, que são essenciais para a preservação da produção científica nacional. “Muitos repositórios funcionam bem do ponto de vista tecnológico, com servidores e sistemas mantidos pelas instituições, mas ainda carecem de planejamento e de uma estrutura de governança que assegure a preservação a longo prazo”, observa o analista de TI. Entre as soluções propostas, Marcos destaca a necessidade de implementar Planos de Preservação e de Continuidade adaptados à realidade de cada instituição, alinhados às normas nacionais e internacionais. Para ele, discutir o tema em um evento internacional como o ICA foi fundamental: “Apresentar esse diagnóstico fora do Brasil permite traçar paralelos com outras realidades e buscar soluções conjuntas com profissionais de diferentes países, que enfrentam desafios semelhantes”, afirma. Na mesma ocasião, Gustavo Zanini também apresentou o estudo “Ciência Arquivística e Aprendizado de Máquina: Classificação Automática de Documentos Arquivísticos”. Desenvolvido pelos mesmos integrantes da apresentação anterior, o estudo explorou o uso de aprendizado de máquina, ou inteligência artificial, para a classificação automática de documentos arquivísticos, destacando soluções inovadoras para otimizar a organização e o acesso a acervos digitais e físicos. Conforme Gustavo, a classificação é uma etapa essencial para garantir a organização, a transparência e o acesso à informação, além de atender às legislações de acesso público. Nesse contexto, o uso de inteligência artificial surge como uma ferramenta capaz de acelerar processos antes realizados manualmente, permitindo classificar documentos de forma automática, tanto em acervos já existentes quanto na própria produção documental digital. Durante o desenvolvimento do estudo, um dos principais desafios técnicos foi reunir uma base de conhecimento previamente classificada para que os algoritmos pudessem aprender e reconhecer padrões. De acordo com Gustavo, o plano de classificação é extenso e varia conforme as especificidades de cada instituição, o que aumenta a complexidade da tarefa e o risco de erros nas previsões automáticas. Ainda assim, os resultados foram promissores: utilizando um conjunto de 11.041 documentos, todos emitidos entre 2014 e 2024 , os testes alcançaram uma média de 98% de acerto na identificação das classes documentais. “O experimento demonstrou o potencial da automação para acelerar a organização e reduzir o acúmulo de MDA”, aponta.

Congresso promoveu intercâmbio científico

Para Débora, a participação do Hub.Doc no Congresso permitiu o compartilhamento de experiências e técnicas. “Nós mostramos que no Brasil temos soluções que podem ser replicadas em outras partes do mundo que passaram por situações semelhantes. Temos obtido sucesso e sinto que seremos exemplo para outros países”, revela. A coordenadora Daiane Segabinazzi Pradebon disse que o evento fomentou a inovação proposta pelo Hub.Doc. “No Congresso, vimos que estamos no caminho certo. Conhecemos profissionais de locais como Valência e Caribe que passaram por situações difíceis com arquivos e conseguimos ter um panorama diferente. Essa vivência nos fez perceber que trouxemos uma inovação para a situação de recuperação de acervos no mundo”, finaliza.
Apresentações em formato de slides também marcaram o Congresso
Apresentações em formato de slides também marcaram o Congresso

Sobre o ICA

O Conselho Internacional de Arquivos atua na preservação, no acesso e na utilização de arquivos em todo o mundo, fortalecendo o papel dos arquivos como instrumentos essenciais para a memória, a transparência e a cidadania. Por meio de congressos, workshops e eventos, o ICA conecta profissionais e instituições, promove o compartilhamento de experiências e melhores práticas, e apoia o desenvolvimento da arquivologia em nível global, contribuindo para que estratégias e políticas arquivísticas estejam sempre alinhadas às necessidades da comunidade internacional. Mais informações sobre futuras edições e eventos podem ser consultadas diretamente no site oficial do ICA: www.ica.org. Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista do Hub.Doc Fotos: arquivo pessoal]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2025/10/17/primeiros-lotes-de-documentos-recuperados-pelo-hub-doc-em-santa-maria-sao-devolvidos-a-orgaos-publicos Fri, 17 Oct 2025 19:37:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=93
Entrega dos arquivos recuperados para a Superintendência Regional do Trabalho no RS

Os primeiros lotes de documentos restaurados pelo Hub.Doc, em Santa Maria, foram devolvidos aos órgãos de origem nesta semana. Na quinta-feira (16), a Superintendência Regional do Trabalho no Rio Grande do Sul, unidade vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), recebeu um conjunto de carteiras de trabalho. Já nesta sexta (17), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) teve seus projetos e relatórios de engenharia entregues, marcando mais uma etapa no processo de devolução dos acervos recuperados.

No primeiro lote, foram entregues 14 caixas ao Dnit e 10 ao MTE. Atualmente, o Hub.Doc já recuperou materiais que compõem cerca de 300 caixas pertencentes a diversos órgãos.

A entrega dos arquivos mencionados, porém, representa o primeiro ato simbólico de devolução. Nesse sentido, as coordenadoras do Hub.Doc, Débora Flores, Leolíbia Linden e Daiane Regina Segabinazzi, estiveram presentes na entrega oficial dos documentos.

Para a arquivista e coordenadora Débora Flores, a devolução dos materiais recuperados representa a concretização do esforço coletivo do projeto. “Eu sinto que o trabalho está sendo feito com uma base sólida e temos confiança de que estamos devolvendo um documento vital para que um papel social seja cumprido”, afirmou.

Na mesma linha, a coordenadora Daiane Regina Segabinazzi destacou que outros lotes já estão sendo organizados para devolução aos órgãos que solicitaram o serviço de recuperação. “Já estamos encaminhando outro lote, com maior volume de caixas recuperadas. O Hub.Doc tem um papel fundamental e articulador na recuperação e salvaguarda desses acervos”, ressaltou.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo

Fotos: arquivo pessoal

Entrega dos arquivos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/23/quatro-instituicoes-federais-lancam-o-hub-doc-centro-de-pesquisa-e-inovacao-em-arquivos Tue, 23 Sep 2025 22:14:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70607 Foto horizontal e colorida de Débora Flores, mulher branca vestindo roupa social nas cores preta e laranja, apresentando um slide do Hub.Doc Diretora do Departamento de Arquivo Geral da UFSM e coordenadora do Hub.Doc, Débora Flores realizou o discurso de abertura do lançamento[/caption] Um exemplo de inovação e intercâmbio técnico-científico. Essas características definem o Hub.Doc, iniciativa oficialmente lançada na tarde desta terça-feira (23), no Salão Imembuí da UFSM, que busca impulsionar a pesquisa científica sobre arquivos por meio da transdisciplinaridade. Coordenada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e do Arquivo Nacional, a iniciativa prevê a criação de produtos inéditos e acessíveis que geram novos e inovadores protocolos de recuperação de acervos atingidos por inundações, ou demais situações de vulnerabilidade, por meio da união de pesquisadores e profissionais de diversas áreas científicas. Autoridades prestigiaram o lançamento O lançamento iniciou com a manifestação de Débora Flores, diretora do Departamento de Arquivo Geral (DAG) da UFSM e coordenadora do Hub.Doc, que relembrou o dano causado pelas enchentes de 2024 no acervo da universidade. A coordenadora também reconheceu o apoio da reitoria da UFSM na resposta emergencial de recuperação e destacou a dimensão internacional da operação de congelamento de arquivos realizada na UFSM. “Aquela crise exigiu uma nova estrutura de pesquisa que antes era inexistente. Não somos um único projeto, o hub é uma composição de vários. Temos em torno de 150 pessoas vinculadas a mais de 30 cursos diferentes”, contou. [caption id="attachment_70610" align="alignleft" width="548"]Foto horizontal e colorida de um grupo de pessoas observando uma das etapas de recuperação de arquivos. O público visita o Espaço Multiuso, lar da operação de congelamento e recuperação de arquivos[/caption] Para a professora da UFRGS Leolíbia Linden, coordenadora do hub em Porto Alegre, um dos aspectos que merecem destaque é a cobertura geográfica da iniciativa. “Assim como na UFSM, vários arquivos da capital gaúcha também foram afetados. Então, é importante que essas instituições saibam como tratar os seus acervos. Essas parcerias entre instituições ajudam a ampliar o raio de atuação do Hub.Doc”, apontou. Na perspectiva da diretora do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, Carla Vargas Segatto, os conhecimentos científicos desenvolvidos no Hub.Doc serão necessários para a formação dos profissionais do futuro. “Na minha formação, nós não tínhamos algo que ensinasse a lidar com os contextos climáticos atuais. O hub faz a diferença na preservação do futuro, já que o cuidado e a ciência produzida com esses documentos garantem direitos e a memória da sociedade”, comentou Carla. Segundo a vice-reitora da UFSM, Martha Adaime, a iniciativa representa a força total das equipes responsáveis pelos arquivos. “É lindo ver essa criação de laços entre as instituições que fazem parte do Hub.Doc para tratar de ensino, pesquisa e extensão e, também, promover a preservação da história documental”, disse. A vice-reitora ainda relembrou que, na época da crise climática em maio de 2024, “diversas pessoas falaram que estávamos perdendo tempo carregando aquelas caixas. Mas, hoje, o surgimento dessa iniciativa prova o contrário”, acrescentou Martha. Pró-reitores, servidores, docentes e estudantes da UFSM e UFRGS, que integram o Hub.Doc, também prestigiaram o lançamento. [caption id="attachment_70611" align="alignright" width="575"]Identidade visual do Hub.Doc. A frase “Hub.Doc – Hub Transdisciplinar de Pesquisa e Inovação em Arquivos” está escrita em letras brancas, sob um fundo laranja. Identidade visual do Hub.Doc[/caption] A construção da identidade do Hub.Doc Durante o lançamento, a identidade visual do hub, desenvolvida pelo professor da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da UFRGS Francisco Santos, foi divulgada ao público. De acordo com ele, a construção da marca baseou-se nos valores da iniciativa. “Pensamos em algo relacionado à ideia de pensar fora da caixa. Uma questão de incentivo à inovação e criatividade”, explicou. De maneira didática, Francisco explica que o hub representa um ponto central que conecta o conhecimento. “A caixinha representa esse elemento muito utilizado no mundo da arquivologia e o ponto representa a conexão que o hub faz”, contextualizou o designer. Como surgiu o Hub.Doc? O surgimento da iniciativa está atrelado à catástrofe climática que acometeu o Rio Grande do Sul em 2024. Na época, 12 mil caixas do acervo de documentos históricos da UFSM foram submersos pelas enchentes. Para além da universidade, mais de 100 arquivos públicos também foram atingidos, segundo o Governo do Estado. Esse contexto culminou na criação do Transdoc, um espaço transdisciplinar de pesquisas e práticas em restauração e preservação de arquivos desenvolvido pelo DAG da UFSM. Essa iniciativa enquadrou-se como a primeira estrutura brasileira dedicada à recuperação emergencial de documentos prejudicados pela catástrofe. Com isso, a falta de um centro especializado em pesquisas sobre arquivos revelou lacunas graves no âmbito nacional. Tendo essa carência em mente, somada à operação de recuperação emergencial, nasceu o Hub.Doc. [caption id="attachment_70612" align="alignleft" width="546"]Foto horizontal. Um grupo de pessoas, fotografadas de costas, sobe uma rampa que os conduz do subsolo até o estacionamento da Reitoria. O público visitou também o subsolo da Reitoria, onde os arquivos foram atingidos durante a catástrofe climática que acometeu o Rio Grande do Sul em 2024[/caption] Daqui para o futuro De acordo com Débora, o hub também surgiu da noção de que o impacto de um arquivo não pode ser medido a curto prazo. “A perda de um arquivo afeta o futuro. Quando um cidadão precisar acessar uma informação e ela não for localizada, haverá problemas. O Hub.Doc deve mostrar que os arquivos são importantíssimos para a preservação da memória e dos direitos de cada cidadão”, observa. A coordenadora ainda frisou que o hub buscará formalizar outras parcerias a fim de estabelecer uma melhor estrutura física e de equipe, tendo em vista a alta demanda. “Um dos nossos próximos passos é capacitar o maior número de pessoas que possam se conectar com as ações do hub”, revelou. Atualmente, a iniciativa também tem recebido apoio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Banco Central do Brasil, Prefeitura Municipal de Dona Francisca, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Saúde, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) e Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Acompanhe o Hub.Doc Os avanços relacionados ao Hub.Doc e as iniciativas que serão desenvolvidas podem ser acompanhados pelo site e redes sociais do projeto: Site: hubdoc.55bet-pro.com Instagram: @hubdoc.gov.br Facebook: /hubdoc.br LinkedIn: @hubdocgovbr Youtube: @hubdocufsm Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]>