UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 01 Apr 2026 22:21:40 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2024/10/10/ctism-reutiliza-materiais-em-desenvolvimento-de-pendrives-para-uso-na-ufsm Thu, 10 Oct 2024 18:14:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=10595 [caption id="attachment_10592" align="alignright" width="225"] Placas de armazenamento chegaram sem estrutura externa.[/caption]

Impressão 3D. Conectores USB. Placas de memória. Criatividade. Esses foram os ingredientes utilizados pela equipe liderada pelos professores Moacir Eckhardt e Gilmar Fernando Vogel para a produção de um pen drive para uso na UFSM. O projeto utiliza placas de memória doadas, conectores USB em desuso e corpos de apoio impressos em 3D, com impressoras e materiais do CTISM (Colégio Técnico Industrial de Santa Maria), criando um produto sustentável que já faz parte da rotina de equipes de setores da universidade.

Segundo Victor de Carli Lopes, da Coordenadoria da Cidadania da PRE (Pró-reitoria de Extensão), as placas de armazenamento fazem parte de uma doação da Receita Federal. Elas chegaram à UFSM isoladas, mas com o potencial de auxiliar em demandas que envolvem o compartilhamento e a mobilidade de arquivos. O problema era justamente a ausência de uma estrutura adequada e firme, o que impedia as placas de terem contato com o computador e, portanto, de serem utilizadas.

Neste momento, entrou em ação a equipe do CTISM. Além dos professores do curso de Fabricação Mecânica, participaram da empreitada o técnico administrativo Carlos Benetti e os bolsistas de graduação Guilherme Benites Rodrigues, Matheus Steindorff Xavier e Samuel Davi Bley. Juntos, eles passaram a buscar possíveis soluções, esboçando ideias de estruturas e chegando, ao final, à ideia de um pen drive.

[caption id="attachment_10594" align="alignright" width="400"] Conectores USB reutilizados são destaque sustentável do projeto.[/caption]

Ao longo da ideação e discussão dos protótipos possíveis, a equipe teve a ideia de reutilizar a estrutura de metal de conectores de USB. Com isso em mente, deslocaram-se até o Almoxarifado Central da UFSM e recolheram esses materiais de periféricos (mouses, teclados e afins) que estavam a caminho do descarte. Para acabamento, a equipe utilizou um material termocontrátil, que encolhe ao entrar em contato com calor. A partir daí, foi fácil dar continuidade ao projeto, que foi concluído em menos de um mês.

Ao todo, 55 pen drives foram fabricados. Antes de enviá-los para os usuários finais, a equipe ainda testou um por um, identificando uma perda mínima de dois dispositivos. Concluídos, eles foram distribuídos para a PRE e entre os professores do CTISM, onde têm sido especialmente úteis para estudantes que não possuem condições financeiras para adquirir um pen drive novo. Além disso, o professor Eckhardt afirma que existe interesse e disponibilidade de produção de novas unidades, caso haja demanda – “O conhecimento de como fazer, nós já temos”, afirma. 


Texto: Pedro Souza, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

Revisão: Valéria Luzardo, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

Imagens: Professor Moacir Eckhardt, do curso de Fabricação Mecânica do CTISM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/06/02/grupo-de-pesquisa-da-ufsm-realiza-impressoes-3d-em-concreto Thu, 02 Jun 2022 14:49:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58738 [caption id="attachment_58745" align="alignright" width="629"]foto colorida horizontal mostra em detalhe a impressora emergindo de uma bancada. abaixo dela estão os materiais impressos, alguns em cubos e outros em formato de cone, na cor cinza Impressão 3D necessita de equipamentos e materiais adequados ao que se deseja construir[/caption]

A impressão 3D vem sendo amplamente utilizada em vários campos de pesquisa, tornando-se uma das tecnologias criativas que mais irão contribuir para o futuro. Moldando produtos sólidos através do empilhamento de materiais camada a camada, esse tipo de produção pode encurtar o ciclo de desenvolvimento dos produtos e diminuir os custos, em comparação com os métodos tradicionais de fábrica.

Na UFSM, o Grupo de Estudos em Materiais Sustentáveis para Construção (Gemasc), do Centro de Tecnologia (CT), está desenvolvendo um projeto de impressão 3D em concreto. Estão sendo realizadas as primeiras impressões, ainda em estágio inicial de experimentação. O objetivo da equipe, formada por docentes e estudantes de graduação e pós-graduação em Engenharia Civil, é contribuir para o desenvolvimento, caracterização e entendimento de materiais tradicionais e alternativos para a construção civil, reduzindo seu impacto ambiental. 

Tuani Zat, doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC), explica que a ideia do grupo é utilizar a pesquisa científica como ferramenta de mudança na sociedade, diminuindo o impacto ambiental produzido pela indústria da construção civil e garantindo uma melhor qualidade de vida para a população.

A atuação do grupo é voltada para a reciclagem de resíduos de outras indústrias (lodo de esgoto e de tratamento de água e resíduos da queima de carvão), assim como o desenvolvimento de cimentos mais “verdes”, como por exemplo os de tipo álcali-ativados (ou geopolímeros) e com baixo teor de clínquer. Desse modo, o grupo vem desenvolvendo a impressão 3D em concreto, com o intuito de proporcionar uma maior rapidez, eficiência, diminuição de mão de obra e também, de maneira significativa, da quantidade de resíduos gerados pela indústria civil.

Processo de impressão 3D em concreto

A tecnologia da impressão 3D tem uma vantagem especial para a construção de componentes geométricos complexos, que pode dar aos designers grande liberdade, e o mais importante, pode ser utilizada na indústria da construção civil, contribuindo significativamente para o seu avanço.

Tuani explica como funciona o processo: “A impressão 3D necessita de equipamentos e materiais adequados ao que se deseja construir. Quando se trata da construção civil, já que a construção é robotizada (impressora), necessita-se de baixa quantidade de mão de obra. Os sistemas de impressão podem variar de acordo com o equipamento utilizado, mas em geral, para ser impresso, o material precisa de características muito específicas, principalmente em estado fresco, e é em cima disso que estamos mantendo nosso foco de trabalho”, explica ela. Além disso, para se fixar e endurecer durante o processo de impressão, o concreto só pode ser utilizado em um método de extrusão contínua. 

O processo de impressão 3D em concretos divide-se em quatro etapas. Tuani explica como funciona cada uma delas: 

  1. modelação 3D: é pensado no que se gostaria de construir. Alguns projetos são avaliados através da análise de imagem, e alguns são para produção de corpos de prova ou protótipos em escala reduzida;
  2. segmentação 3D (fatiagem): é a linguagem que a impressora entende. São adicionados os parâmetros de impressão adequados ao material que será utilizado e ao que se pretende imprimir;
  3. produção do compósito cimentício (concreto, pasta ou argamassa): o material produzido para impressão é pensado cuidadosamente, desde a escolha dos materiais e dosagem, para que tenha as características de impressibilidade e suporte de camadas. É realizado um teste de consistência antes de colocar o material na impressora para conferir se está adequado;
  4. orientando a impressora a imprimir: é o momento em que ocorre o acompanhamento para verificar se tudo funcionou como planejado ou ainda há pontos a serem melhorados na parte de projeto ou de dosagem de material. 

A avaliação é de que o processo realizado pelo Gemasc torna a eficiência da construção mais elaborada, garantindo a qualidade da construção. A impressão 3D possibilita diminuir a produção de resíduos e de mão de obra envolvida, além de trabalhar com projetos muito mais esbeltos e geometrias mais complexas que a construção civil tradicional. Entretanto, ainda é considerado um método de construção de elevado custo, devido à tecnologia e equipamentos necessários.

Uma alternativa para viabilizar o alto custo da impressão 3D em larga escala é o desenvolvimento de materiais com propriedades que permitam atingir os diferentes critérios de imprimibilidade, assim como o desempenho mecânico e durabilidade e que sejam ambientalmente sustentáveis.

Desse modo, como a pesquisa feita pelo grupo de estudos é voltada para o desenvolvimento de materiais para impressão, é avaliado se o mesmo possui capacidade de imprimibilidade, se suporta bem as camadas, a aderência entre as camadas, propriedades como resistência à compressão, cisalhamento e flexão do material já endurecido. 

Trabalho do Gemasc

O laboratório do Grupo de Estudos em Materiais Sustentáveis para Construção é voltado para o estudo das propriedades de diferentes materiais de construção, trabalhando principalmente com concretos, argamassas, cimentos alternativos e materiais de natureza cerâmica (principalmente tijolos). Frequentemente, o grupo caracteriza os materiais com o objetivo de entender seu desempenho em serviço, correlacionando diferentes características microestruturais. Também é estudado o desenvolvimento de materiais alternativos mais sustentáveis, com o objetivo de viabilizar sua utilização na indústria da construção civil. 

Texto: Mariana Souza, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alícia Pontelli Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista


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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2017/03/29/parceria-entre-centro-de-tecnologia-e-sttalo-estimula-o-campo-de-impressao-3d Wed, 29 Mar 2017 17:34:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2017/03/29/parceria-entre-centro-de-tecnologia-e-sttalo-estimula-o-campo-de-impressao-3d/ maquete ctVocê já deve ter visto uma maquete do Centro de Tecnologia no hall, né? Produzida pela Sttalo em parceria com o Centro de Tecnologia, a maquete foi idealizada a partir da necessidade de localização no CT e com o objetivo de mostrar a real dimensão do Centro. Dentro da UFSM, o projeto é vanguardista na área de impressão 3D.

O Centro de Tecnologia é, constantemente, cliente dos empreendimentos desenvolvidos por seus alunos e orientado pelos professores, dando o suporte necessário para a realização de inúmeros projetos inovadores. Diante disso, a Sttalo, uma startup  fundada e gerenciada pelos alunos do CT, e incubada na Incubadora Tecnológica de Santa Maria (ITSM), propôs uma parceria com a direção do Centro para a realização de uma maquete da sua área física.

Foi numa conversa entre a diretora de projetos e marketing, Jaqueline Oliveira, e da também diretora de projetos e finanças, Taís Carvalho, que surgiu a ideia. “O campus é muito grande e não existia nada que mostrasse onde ficam os prédios do CT, vimos aí a necessidade de  criar uma maquete de localização para o CT”, disse Jaqueline. Para ela, a maquete facilita a locomoção dos alunos, principalmente os calouros, e torna visível a real dimensão do Centro, já que existem alguns prédios que são conhecidos por poucos. Para concretizar o projeto, a Sttalo teve apoio do Centro de Tecnologia. “Conversamos com o Schuch, diretor do CT, e propomos trazer para dentro do Centro essa tecnologia que é a impressão 3D e que ainda não havia sido testada”, contou Jaqueline.

O CT tem um longo histórico de parcerias e apoios a projetos desenvolvidos pelo alunos, que participam de projetos de extensão, empresas juniores e outros, pois isso incentiva e estimula a inovação. Segundo a diretora de projetos e finanças Taís Carvalho, esse apoio dado pelo Centro é fundamental e influenciou muito para o crescimento tanto da empresa quanto pessoal.

Além dessa parceria, a Sttalo realiza trabalhos de produção 3D, modelagem, e prototipagem com outros centros e empresas, visto que o campo de impressões 3D é bastante diversificado. Os cursos de Engenharia e de Arquitetura e Urbanismo são os mais próximos da empresa, que também trabalha com o HUSM - devido a demanda de prototipagem na área da saúde - e com empresas como a Chip Inside, Seven Engenharia e Delivery Much.

 

Imagem por Gabriel Branco, sócio da Sttalo. | Texto por Leandra Cruber, acadêmica de Jornalismo. - Núcleo de Divulgação Institucional do CT/UFSM.

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