UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 21 Mar 2026 02:24:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/5-acoes-ineficazes-contra-covid-19 Fri, 29 Oct 2021 15:54:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8728 Em meio aos avanços das pesquisas da comunidade científica internacional, surgem novas confirmações do que é - ou não - eficaz no que se refere a medidas de segurança contra a  Covid-19. Porém, ao contrário do que indicavam os órgãos especializados em saúde e ciência, entidades públicas e parte da população sugeriram uma antecipação de retorno à normalidade, como a flexibilização do comércio nos momentos em que a pandemia atingia altos índices de internados, ou a volta das aulas presenciais nas escolas. Em forma de convencimento da volta “segura” da população aos afazeres de antes da pandemia, protocolos de enfrentamento à Covid-19 foram apresentados como soluções para o período de flexibilização, mas estes nem sempre são eficazes.

Para a docente do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM, Liane Beatriz Righi, a falta de coordenação nacional e a priorização da economia em detrimento da crise sanitária por parte do poder público impactou na qualidade do enfrentamento da pandemia: “Grande parcela dos governantes atua com a falsa segurança das extensas listas de condutas, das cores dos mapas, de normas de flexibilização sustentadas em cruzamento de algumas informações. Perdemos a possibilidade de enfrentar a crise sanitária ampliando a autonomia das pessoas”.

Iniciou-se, então, o “teatro da pandemia”, expressão utilizada pela socióloga turca Zeynep Tufekci como crítica às ações inúteis da pandemia, segundo o site El País. Nesse contexto, há uma maior preocupação em demonstrar as medidas de proteção que estão sendo tomadas do que, de fato, explicar como elas são eficazes contra o vírus - porque, justamente, algumas delas não são. 

A problemática que envolve esse tipo de protocolo é o fato de gerar uma falsa sensação de segurança. Eles transmitem a ideia de proteção para o público, ou seja, que naquele local visitado há um controle para a não entrada e disseminação do vírus, mesmo que, na realidade, as chances de contágio em decorrência dos protocolos não diminuam.

Abaixo, algumas condutas que geram essa falsa sensação de segurança, mas que são - ou podem ser - ineficazes para o controle do coronavírus:

1. Medição de termômetros infravermelhos (e suas práticas no pulso)

A prática de medir a temperatura com termômetros infravermelhos dos visitantes se tornou obrigatória em estabelecimentos com grande fluxo de pessoas, como shoppings, mercados e lojas. As verificações ocorrem na entrada dos espaços e, teoricamente, apenas poderiam entrar aqueles sem indícios de temperatura corporal acima de 37,8° C. Isso se justifica porque um dos sintomas do novo coronavírus é a febre. Então, se uma pessoa está com a temperatura mais elevada, apresentaria riscos de estar contaminada e disseminar o vírus aos que estão no local. Ou seja, a medida é tomada em prol da segurança dos presentes no estabelecimento. Mas será que ela é efetiva?

O médico epidemiologista da Vigilância em Saúde de Santa Maria e professor do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM, Marcos Antônio de Oliveira Lobato, relata que uma série de motivos comprovam a ineficácia da prática. O primeiro é que, quando contaminadas, algumas pessoas transmitem o vírus antes dos sintomas da doença - chamadas pré-sintomáticas, que são responsáveis por 45% das transmissões da infecção do coronavírus segundo relato da médica Ana Maria Castro, exposto no site Senado Notícia. Além disso, há também os pacientes assintomáticos, que contagiam mesmo que não possuam reações ao vírus, como confirmado pela Organização Mundial da Saúde desde 2020. Ainda, pessoas com sintomas febris poderiam passar despercebidas pelos aparelhos ao utilizarem medicamentos que regulam a temperatura corporal, o que geralmente ocorre quando se busca amenizar o mal-estar provocado pela reação atípica.

Então, mesmo com essas exceções, alguém que esteja com febre em decorrência da Covid-19 e não tenha tomado medicamentos para normalizar a temperatura vai ser notificado pelo aparelho, certo? Errado! Há outra questão: o manuseio errado do termômetro infravermelho. Segundo o professor Lobato, embora haja exceções, esses aparelhos são preparados para realizar a medição na testa das pessoas e, atualmente, na maioria dos locais a ação é efetuada pelo pulso - processo muito intensificado após a disseminação de notícias falsas sobre o aparelho causar danos ao cérebro: “Se um aparelho foi projetado para medir na testa, ele não vai captar a temperatura adequada no pulso. Estudos mostram que a variação pode aumentar em um grau conforme o local que for aferido. É a diferença de 36° C para 37° C, ou 37° C para 38° C. É exatamente entre dizer se está ou não está com febre”.

Ou seja, essa utilização não agrega no controle da pandemia, já que a maioria dos casos de pessoas com Covid-19 não serão notificadas pelo aparelho e, portanto, poderão circular normalmente pelos locais, transmitindo o vírus.

2. Higiene excessiva e fumigação de espaços públicos

Outra prática que não garante eficácia contra a Covid-19 é a higiene excessiva de superfícies, bem como a fumigação de espaços. O professor Lobato explica que essas ações só fazem diferença se realizadas em locais onde haja grande circulação de coronavírus, como em alas de Covid-19 nos serviços de saúde: “As chances de o vírus estar em uma superfície e ser transmitida é muito baixa. Dependendo do local, ele perde sua capacidade de infecção em poucas horas”. No mesmo sentido, uma pesquisa europeia da cientista Teresa Moreno, do Instituto de Avaliação Ambiental e Pesquisa Hídrica, referenciada em matéria já mencionada do El País, encontrou fragmentos do vírus em superfícies do metrô e dos ônibus de Barcelona, mas estes não tinham capacidade de contágio.

Outra prática não mais entendida como eficaz é a higiene excessiva de objetos, como compras, embalagens, etc. Segundo o site GZH, um comunicado feito pela instituição americana Administração de Alimentos e Medicamentos e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ressaltou que as chances de contágio por Covid-19 em alimentos e suas embalagens também são mínimas. O professor Lobato ressalta que a prática não necessita mais de tamanha atenção no que tange a Covid-19, mas que a limpeza de frutas, verduras e embalagens sempre foi recomendada para evitar doenças causadas por bactérias e protozoários, por exemplo.

Entretanto, para os que preferem dar continuidade com a prática em decorrência da Covid-19, é preferível que uma atenção maior seja dada apenas a partes manuseadas dos objetos, como a alça das sacolas de compras, por exemplo. É importante também que, ao praticar essas ações, esteja-se atento ao principal problema que elas acarretam: em meio a tantas informações sobre a doença, outras condutas já comprovadas mais eficazes podem perder o destaque que deveriam ter - como uso de máscaras e de álcool em gel. Se essas ações não forem priorizadas, novamente, pode-se gerar uma falsa sensação de segurança e aumento da circulação do vírus.

3. Utilizar a máscara apenas em locais movimentados

Uma situação bem comum praticada pelas pessoas é a retirada da máscara do rosto quando estão sozinhas em locais públicos, como banheiros, elevadores, provadores. Isso acontece pela falsa ideia de que o vírus é um risco apenas através do contato com pessoas contaminadas. Na realidade, ele também circula pelo ar e pode contaminar mesmo quem está sozinho em locais fechados. O professor Lobato explica que, quando o lugar é pequeno e tem pouca circulação de ar, basta que uma pessoa infectada entre e deixe partículas do vírus no local para que a outra, assim que adentrar e retirar a máscara, contamine-se por aquele mesmo ar com gotículas expirado pela pessoa contaminada. É diferente, entretanto, de se estar em locais abertos, em que o ar circula intensamente, onde as chances de contágio ao tirar a máscara são menores. 

Deve-se atentar ao cenário em que se está: se o local é fechado, com baixa circulação de ar e baixa ventilação - mesmo que em um estabelecimento grande - ao tirar a máscara, as chances de contaminação não diminuem por não haver ninguém por perto, justamente porque o vírus já pode estar no ar:  “O vírus é carregado pelo ar e ele permanece nos ambientes no ar. É assim que a gente se contamina”, ressalta o pesquisador. Então, o recomendável é que não se tire a máscara quando sair de casa, mesmo que se esteja isolado.

4. Fazer o uso da máscara sem uma higienização correta

Pode-se pensar, então, que ao utilizar a máscara se está necessariamente protegido de contrair o vírus. Porém, mesmo que as máscaras sejam usadas para uma saída rápida, se não forem cuidadas de maneira correta, elas se tornam ineficazes para a proteção. Ainda de acordo com o professor Lobato, a utilização de uma mesma máscara diariamente e mal cuidada resulta em uma falsa sensação de segurança contra o vírus, porque estas precisam de medidas específicas de higienização para estarem ativas na proteção. O recomendado é ter várias máscaras, e as intercalar conforme ficam higienizadas.

Cada tipo de máscara possui cuidados específicos, mas, no geral, máscaras de tecido não podem estar úmidas ou sujas, nem serem guardadas para reuso sem a higienização com água e sabão, porque elas perdem a eficácia de filtragem das gotículas. Da mesma forma, máscaras como a PFF2 e KN95/N95, que possuem um tipo diferente de filtragem, não podem ser utilizadas e guardadas em ambientes fechados - elas precisam de circulação de ar e seguimento das instruções do fabricante. Ainda, máscaras descartáveis não podem em nenhuma hipótese serem utilizadas mais de uma vez. Além da ineficácia, o site Estado de Minas alerta que o mal uso pode causar outros problemas de saúde, como infecções respiratórias, dermatites e halitose.

Essas ações mal executadas levam a outro cenário, explicado pela professora Liane Righi: o uso de máscaras, embora necessário e eficaz, não garante total segurança à população, porque as pessoas se prendem na obrigatoriedade do uso e não entendem por que é necessário o uso e a higienização adequados. Logo, não os fazem. Além disso, há pouco esforço por entes governamentais em explicar tais questões à sociedade. “A vendedora da loja sem ventilação que retira a máscara para falar alto e ser ouvida pelo colega não conseguiu entender o mecanismo da transmissão. Neste contexto, o uso da máscara é mais uma encenação, um cumprimento de regras para os outros”, exemplifica. Assim, estar em um estabelecimento onde a entrada cobra o uso obrigatório de máscaras não garante seguridade contra o vírus, já que a má utilização representa mais um item do teatro da pandemia. 

5. Acreditar que o que os outros fazem não te afeta

A última questão é em relação ao enfrentamento social diante da pandemia. Infelizmente, as ações não são totalmente eficazes se cumpridas por apenas parte da população. Aqueles que seguem os protocolos garantidos pelas organizações de saúde e especialistas, se informam e contribuem em prol do fim da pandemia, não estarão seguros enquanto a outra parte da sociedade optar por ignorar as recomendações do momento atual. Máscaras, isolamento social e álcool em gel são medidas eficazes apenas se aplicadas corretamente, e atos irresponsáveis de outras pessoas (talvez contaminadas) colaboram para a diminuição da proteção. 

A professora Righi explica os motivos pelos quais as ações dos outros em uma pandemia também prejudica a saúde coletiva: “Precisamos pensar em redes, itinerários, desenhar trajetos. A pessoa que está na sala de aula usa o transporte e/ou está em contato com quem usa o transporte e que está em outra sala ou escola. Alguém da família trabalha em uma loja, entra em contato com muitas pessoas em ambiente sem ventilação”. 

Quando se trata da responsabilidade social no enfrentamento do vírus, todo cuidado é pouco. Porém, algumas ações podem gerar uma falsa sensação de segurança perigosa visto que ainda estamos em um contexto pandêmico.  Os protocolos precisam ser seguidos e as informações comprovadas por especialistas precisam seguir sendo disseminadas por entes públicos e pela mídia. 

Expediente

Repórter: Paula Appolinario, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Ilustrador: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/me-vacinei-e-agora Wed, 27 Oct 2021 12:28:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8726 Posicionado em quarto lugar no ranking entre países que mais aplicaram doses no mundo, o Brasil já conta com mais de 153 milhões de pessoas vacinadas pelo menos parcialmente contra Covid-19. Isso representa 71% da população brasileira, segundo dados desta terça-feira (26/10) do Mapa de Vacinação contra Covid-19 no Brasil, do G1 – o qual é baseado em informações do Consórcio de Veículos de Imprensa, com dados retirados de secretarias estaduais de saúde. Quando se trata de imunização completa, 52% da população já tomou as duas doses ou a dose única da vacina. Essas progressões colocam o Brasil em 62º lugar no ranking mundial referente à classificação proporcional, ou seja, considerando a quantidade de doses aplicadas em relação à população total de um país, segundo a Agência CNN.

Apesar dos avanços nas campanhas de vacinação e da consequente maior flexibilização das medidas de segurança em diversos estados brasileiros, muitas dúvidas permanecem sobre o contexto atual e o futuro da pandemia. Transmissão pós-vacina, passaporte vacinal, vacinação de crianças, dose de reforço, fim da pandemia: a Arco conversou com o professor do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM, Marcos Antônio Lobato, para tirar essas dúvidas.

Transmissão pós-vacina

Após a vacinação, seguimos transmitindo? Segundo Lobato, a resposta é sim: “São poucas as vacinas que conseguem nos impedir de transmitir. Por exemplo, a vacina da gripe não nos impede totalmente de contrair ou transmitir a doença. Isso já conhecido na ciência: não é sim ou não, não é branco ou preto. O fato de não haver essa certeza acontece por um motivo semelhante ao de algumas pessoas conseguirem resistir ao vírus, ou transmitirem menos, ou mal adoecerem: porque depende da resposta imune de cada pessoa. Mas, quando temos uma exposição à vacina, isso gera uma resposta imune melhor. O que acontece é que pessoas vacinadas, quando contaminadas, pela memória imunológica recorrente da imunização, têm uma resposta mais rápida ao vírus. Mas existe a possibilidade de nunca deixarmos de transmitir. Na verdade, é essa a expectativa da maioria dos cientistas do mundo e da própria OMS [Organização Mundial de Saúde].”

Vacina x imunidade natural

A imunidade natural se refere à que é construída a partir de uma contaminação prévia. No caso do coronavírus, ela era usada como uma justificativa para negacionistas da vacina relativizarem as campanhas e promoverem que a “imunidade de rebanho” só seria atingida a partir de uma infecção em massa. Porém, segundo estudo norte-americano publicado no CDC (Center for Desease, Control and Prevention), a possibilidade de uma reinfecção do vírus em casos de não vacinados é duas vezes maior do que entre as pessoas totalmente imunizadas pela vacina. 

Lobato explica: “O vírus precisa entrar no nosso corpo para manter a sobrevivência da espécie dele, e nós precisamos evitar que ele nos cause mal. É uma briga. Quem tem as melhores estratégias sobrevive. Os vírus têm essas estratégias envolvidas em enganar o nosso sistema imunológico, mas as vacinas são desenvolvidas estrategicamente para evitar isso. Os desenvolvedores das vacinas procuram características que possam estimular a nossa imunidade de maneira melhor, para [caso haja uma contaminação] provocar mais resposta imune. Por isso, quem é vacinado tem menos chance de ter a doença e de ‘repetir’ a doença, em comparação a quem não é vacinado, e tem o que chamamos de “imunidade natural”, por já ter contraído a doença. E daí, de onde vem a imunidade rebanho? Não vem. A imunidade natural com esse vírus não funcionou, se não o grande experimento natural da história do Brasil, que foi Manaus, não teria acontecido.

Vamos imaginar que temos um sistema de vigilância para detectar [o vírus]. A ‘arma de defesa’ é a mesma, mas, com a vacina, colocamos mais um ‘sensor’ – e, assim, a resposta é mais rápida.”

Vacinação de crianças

No Brasil, a vacinação de crianças menores de 12 anos ainda não foi permitida – como em alguns países como China e Chile. Lobato comenta:  “A regra geral é que, primeiro, testamos as vacinas em adultos, depois em idosos e, depois disso tudo, aplicamos nas crianças. Mas temos que ponderar o risco-benefício: com a Covid-19, nós descobrimos que as crianças têm muito menos probabilidade de adoecer gravemente do que todos os outros grupos etários. Isso nos dá mais tempo, eticamente falando, de estudar mais os efeitos possíveis nas crianças antes de aplicar em massa. O que não era o caso dos idosos: nós tivemos que ofertar antes, porque eles eram o grupo mais frágil, então a chance de ter danos colaterais, o risco disso, era compensado pelo benefício potencial.

E tivemos êxito, porque mesmo tendo menos pesquisas do que seria o ideal, as respostas foram boas entre os idosos - isso levando em conta a experiência que já tínhamos com outras vacinas. Não somos novatos nesse aspecto.”

Passaporte Vacinal

A implementação da exigência do passaporte vacinal na entrada de algumas atividades de lazer e estabelecimentos no Rio Grande do Sul aconteceu no início de outubro. Mas será que essa medida, que já havia sido adotada em outros estados, como em São Paulo, tem eficácia assegurada quando se trata de reduzir os riscos da flexibilização de tais atividades?

Nesse sentido, Lobato explica: “Existe uma certa controvérsia em relação a isso, mas, por princípio, o uso do passaporte vacinal faz todo o sentido. Se pensa assim: ‘qual é o objetivo de fazer a vacinação?’, é que toda a população se vacine e isso garanta que todo o espaço que frequentamos esteja mais protegido. Isso porque as pessoas irão contrair e transmitir menos, assim como ter menos probabilidade de adoecer - e estaremos protegidos contra o adoecimento grave e a morte. Se estamos entre um grupo que não está totalmente vacinado, teremos mais pessoas doentes circulando - mesmo entre as vacinadas -, carregando uma carga viral maior, e mais pessoas com chance de adoecer gravemente. 

Então, separar esses grupos e dizer que quem é vacinado tem mais liberdade de circular ou pode acessar espaços mais confinados, como teatros e cinemas, faz sentido. É como se a gente criasse artificialmente uma comunidade 100% coberta pela vacina. De certa forma, também estimula a vacinação para poder participar. É como todo mundo andar com cinto de segurança nos carros: eu estou me protegendo, mas estou protegendo o outro também.

Mas, ainda assim, tem que haver alguns cuidados, como todo mundo estar de máscara e o ambiente estar com muita ventilação.  Do ponto de vista coletivo, já tivemos muitas flexibilizações. Isso aconteceu porque tem mais gente vacinada. Parar o uso da máscara é o último passo, quando já tivermos o que chamamos de imunidade coletiva.  Isso significa que a pessoa que não está protegida, ao estar no meio de outras vacinadas, conta com uma barreira de proteção, que impede que essa pessoa tenha contato com outros não vacinados. Esse é um dos princípios da vacinação que gera imunidade coletiva. Não há a necessidade de se ter 100% de cobertura da população para isso.  Nos fenômenos de epidemia de transmissão que são com doenças como Covid-19 - doenças de transmissão ampla -, quando não conseguimos identificar exatamente quem transmitiu primeiro, precisamos manter alguns tipos de cuidado até atingirmos uma boa cobertura plena de vacinação em toda a população, pensando coletivamente.” 

Dose de reforço

A aplicação das doses de reforço em idosos e profissionais da saúde já é uma realidade no Brasil. Mas será que, no futuro, ela será aplicada em toda a população? Lobato diz que: “É provável, eu não tenho certeza disso ainda. Com mais certeza, mais evidências, os idosos e as pessoas com algum comprometimento da imunidade têm de receber. Mas, daí, o princípio é outro: a resposta imunológica dessas pessoas à vacina é menor do que das pessoas que têm imunidade plena - jovens, pessoas que não tomam medicamentos que diminuem a imunidade. E o reforço entre pessoas que têm imunidade plena e que são trabalhadores da saúde é justificado porque a exposição ao vírus no ambiente de trabalho ainda é muito grande, mesmo que não seja tão alta como antes. Então faz sentido o reforço para trabalhadores de saúde. E depois, é possível que sim, o resto da população toda. Mas isso não está confirmado, porque tem uma coisa para se ponderar, que é: não é melhor termos todos, no mundo todo, vacinados do que algumas pessoas com três doses? Inclusive tem um questionamento, até da OMS, de estarmos pensando na terceira dose enquanto há alguns países que não conseguiram vacinar nem 10% de sua população. E isso nos deixa em risco: entre essa população que não foi vacinada, onde o vírus ‘original’ ainda circula, pode surgir uma nova variante, inclusive que seja resistente às vacinas – que hoje estão nos protegendo. Isso é uma discussão de saúde global. Pandemias são coletivas, as decisões têm que ser coletivas.”

O fim de pandemia

Em relação ao fim da pandemia, Lobato ressalta: “A classificação de pandemia é feita pela Organização Mundial da Saúde. É a OMS que vai declarar o fim da pandemia. Existem parâmetros técnicos para isso: quando tivermos uma estabilidade e uma queda importante do número de casos, quando chegarmos perto do fim da transmissão, quando tivermos algo que é chamado um estado endêmico. A pandemia é um estado epidêmico, que significa que os casos continuam crescendo ao longo do tempo e que, se liberamos o comportamento para uma normalidade, eles irão aumentar - então temos que estar controlando.  A pandemia terminará quando nós chegarmos em uma dimensão de casos leves, graves e número de óbitos que seja estável, mas não existe um parâmetro de quantidade certo, ainda precisamos de um tempo para entender isso. Podemos projetar: se chegamos nos números de agora com cerca de 50% das pessoas com as duas doses, então devemos esperar ter um número muito melhor quando estivermos perto de 100% das doses”.

Expediente

Repórter: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustrador: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/liliana-fontana-premiada-evento-imunologia-usp Wed, 29 Sep 2021 14:57:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8681

Liliana Berté Fontana é natural de Putinga, que fica na Região do Vale do Taquari/RS. Em 2017, mudou-se para Palmeira das Missões para estudar Ciências Biológicas em um dos campi da Universidade Federal de Santa Maria. Na graduação, a acadêmica experienciou diferentes laboratórios: primeiro, na área de botânica; depois, participou do PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - e do Laboratório de Primatologia; por fim, entrou no Laboratório de Microbiologia, onde desenvolveu o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Com a temática da higiene das mãos, Liliana iniciou o TCC em 2019, no quarto semestre da faculdade. O projeto foi feito no primeiro semestre daquele ano, e a prática no segundo, o que envolveu observações da adesão à higiene das mãos no Hospital de Caridade de Palmeira das Missões, coleta microbiológica para análise dos micro-organismos e teste de sensibilidade a antibióticos. Após essas etapas, ela levou os resultados ao hospital, além de realizar um treinamento com os profissionais no início de março de 2020, pouco antes da pandemia chegar ao Brasil e das aulas presenciais da UFSM serem suspensas. A formação educativa, que fazia parte dos objetivos do trabalho, contribuiu para o enfrentamento da pandemia pelo hospital.

Recentemente, Liliana entrou para a equipe do Detecta, laboratório da UFSM que realiza testes de Covid-19, sequenciamento para detecção do vírus e treinamentos para profissionais de diferentes municípios. A Revista Arco entrevistou Liliana para saber mais sobre a pesquisa, os resultados do trabalho e a premiação no evento de imunologia da Universidade de São Paulo - USP.

Revista Arco:  Por que a higienização das mãos é uma precaução universal?

Liliana: Teve um médico, Ignaz Semmelweis, que estudou a adesão à higiene das mãos. Foi o primeiro que percebeu a importância da higienização. Mesmo após 174 anos dessa descoberta para a prevenção de doenças infecciosas, nós temos dificuldade de fazer com que a população entenda a importância da higiene. Muitas pessoas negligenciam essa prática tão essencial. Ela é uma prática universal e já confirmada há muitos anos, que, além de barata, possui importância extrema para contenção de doenças, contenção de pandemias, para contenção da disseminação de micro-organismos e de patologias, que muitas vezes podem ser muito resistentes. 

Revista Arco: Tem a ver com o fato de usarmos as mãos para tudo e termos o costume de colocá-las no cabelo e no rosto?

Liliana: As mãos são a principal ferramenta de trabalho da maioria das pessoas. Estão em contato com diversas superfícies: cumprimentamos as pessoas com as mãos, nos alimentamos com as mãos, as utilizamos para realizar todas as nossas atividades diárias, tanto pessoais quanto profissionais. Muitas vezes também estamos mexendo no cabelo, coçando, limpando o olho, limpando a boca, limpando o nariz - então é um meio que entra em contato com tudo, com diversas superfícies, com diversas pessoas e também com nós mesmos. 

É tanto uma precaução para nossa saúde quanto para saúde das outras pessoas, porque a gente pode passar os nossos micro-organismos para os outros. A gente sabe que os micro-organismos estão por todas as áreas do nosso corpo, por toda a superfície da pele, mas existem algumas regiões que podem concentrar micro-organismos que apresentam mais possibilidades de serem patogênicos. Para garantir a sua própria segurança e segurança das pessoas ao seu redor, a higiene das mãos é uma medida que vai auxiliar nesse processo.

Revista Arco: O seu trabalho foi feito antes da pandemia. Você considera que ele ganhou mais relevância, não só no sentido de repercussão, mas de importância, pelo fato de termos entrado em um período em que higienizar as mãos se tornou um protocolo?

Liliana: Sim, com certeza. Eu acredito que as pessoas sabem da importância, mas o problema é que acabam negligenciando: a gente pensa que não encostou em nada, eu olho para as minhas mãos e elas não estão sujas, não tenho a sensação de sujidade. Não é como quando eu tomo um sorvete e tenho a sensação de que as mãos estão grudentas. Os micro-organismos não dão essas sensações, a gente não consegue enxergar, então pode ser que a mão esteja totalmente contaminada, mas a sensação é de limpeza. Eu acredito que, com a pandemia, isso foi enfatizado. Como as pessoas contraem algo que não conseguem ver? Essa é a prova de que sim, os micro-organismos estão no ambiente, nas mãos, no corpo, em todos os locais. A gente não enxerga, mas eles podem causar doenças e problemas para a saúde das pessoas. Então, higienizar as mãos contempla tanto a pandemia da Covid-19 e elimina o Sars-Cov 2 quanto outros micro-organismos que também são vinculados a infecções, a casos de internação hospitalar e até casos de morte. A higiene das mãos ajuda a diminuir a carga viral, a carga bacteriana e microbiológica.

Liliana Berté Fontana, acadêmica de Ciências Biológicas da UFSM - campus Palmeira das Missões, ficou em terceiro lugar na premiação de trabalho destaque da categoria graduação no “XIII Curso de Inverno em Imunologia”, da Universidade de São Paulo - USP.

Revista Arco: Como foi feita a aplicação do seu estudo no Hospital de Caridade de Palmeira das Missões? 

Liliana: O trabalho consistiu em 45 horas de observação da adesão à higiene das mãos. Eu fiquei num ponto específico do setor de clínica médica, que é o de maior número de internações do hospital. Fiquei lá observando os profissionais de saúde durante o seu dia de trabalho. Eu não falei pra eles o que estava observando para não influenciar nos resultados, e tinha uma prancheta com informações, com momentos e oportunidades para higiene das mãos que são recomendados pela Anvisa. Eu ficava observando e anotando se a adesão foi realizada ou não foi realizada. 

Eu não observava as pessoas, eu observava as oportunidades de higienização. Com esse trabalho, eu encontrei 791 oportunidades, e dessas, 16,18%  foram aderidas. Esse número é baixo se pensar  que, das cem vezes que tive oportunidade de higienizar as mãos, higienizei só em dezesseis. Mas isso é encontrado em outros estudos, principalmente quando se trata de hospitais de pequeno porte. A adesão mundial está em média de 5% a 40%. 

Eu percebi que não tinha dispensers de álcool gel nos quartos, e poucos quartos tinham banheiro. Quando o profissional entrava no quarto e atendia ou tocava no paciente, para higienizar as mãos precisaria sair do quarto e ir até o posto de enfermagem ou até o corredor, que tinha um dispenser de álcool em gel. Os profissionais de enfermagem já têm uma carga horária bem alta e uma demanda grande de trabalho. Além de ter pouco tempo, eles tinham que fazer todo esse trajeto. Imagina o tempo que perdiam. Esse é um dos principais motivos para a adesão ser baixa.

Essa [as observações] foi a primeira parte do trabalho. Além disso, foi aplicado um questionário com questões fechadas relativas aos conhecimentos da higiene das mãos. Foi pedido dos profissionais quantos treinamentos eles já tinham realizado, se conheciam as normas da Anvisa, quais micro-organismos eles acreditavam existir nas mãos, porque eles higienizavam ou não as mãos. 

A partir disso realizamos coletas microbiológicas. Os profissionais colocaram a mão dominante dentro de um saco contendo uma solução meio de transporte. 

Revista Arco: O que seria a solução meio de transporte? 

Liliana: Esse meio de transporte é um líquido que vai manter os micro-organismos viáveis, vai manter eles vivos até serem levados para o laboratório, para que depois eu possa fazer a análise. Além disso, essa solução não vai influenciar na reprodução: ela não contém os nutrientes ideais para algum crescimento dos micro-organismos, só para evitar que eles morram. Era uma solução salina, com água destilada e uma concentração de sal de 0,1%.

Os profissionais colocavam a mão dentro do saco e faziam movimentos para que o líquido passasse por toda a superfície da mão, durante um minuto. Depois disso, levamos todos esses sacos, essas amostras, pro laboratório de microbiologia, e realizamos todos os procedimentos microbiológicos para analisar quais micro-organismos tinham e em qual quantidade. 

Técnica utilizada para a coleta microbiológica consiste em mergulhar a mão dominante em um saco com uma solução meio de transporte e fazer movimentos circulares durante um minuto.

Revista Arco: A ação de mergulhar a mão no saco e mexê-la ali dentro é para que os micro-organismos presentes na mão soltassem, o saco era fechado e levado pro laboratório, é isso?

Liliana: Isso. É uma técnica onde esse líquido vai passar pela superfície das mãos e vai fazer com que esses micro-organismos se desprendam para a solução. Obviamente não vão passar todos os micro-organismos. Existem outros métodos de coleta e análise, como por exemplo o swab, o mesmo que a gente faz com os testes de Covid,  porém esse método acaba espalhando os micro-organismos nas mãos e, como a mão é uma superfície relativamente grande, a recuperação de micro-organismos é um pouco mais baixa. Enquanto o swab recupera aproximadamente 1,9% dos micro-organismos da mão, o saco consegue recuperar mais de 40%. Além de recuperar mais micro-organismos, ele consegue recuperar uma diversidade maior porque, com esses movimentos dentro do líquido, além de desprender os micro-organismos da microbiota transitória, é possível desprender os micro-organismos da microbiota residente - que fica numa camada um pouco mais inferior da pele, e que com o swab é mais difícil de ser atingida.

Comparação da coleta com o método “Swab” e o método “Enxágue com Luva”. Além de recuperar mais micro-organismos, o método da luva recupera uma maior diversidade deles.

Revista Arco: Uma das técnicas que você utilizou é a contagem padrão em placas. Pode explicar o que ela é e como funciona?

Liliana: Essa é uma técnica de contagem. O que acontece: os micro-organismos formam colônias, e só conseguimos as observar quando houver uma quantidade “x” de micro-organismos unidos, até porque eles são invisíveis a olho nu. Mas quando eles crescem num meio de cultura que tem os nutrientes ideais pro crescimento, eles vão formando colônias, que parecem um conjunto de bolinhas. Nós fazemos a contagem dessas bolinhas para fazer todos os cálculos e saber quantos micro-organismos estavam presentes na mão dessa pessoa. Fazemos todo esse processamento, essa semeadura dos micro-organismos, dentro de uma placa, contendo um meio de cultura, com todos os nutrientes ideais pro crescimento deles. Colocamos na estufa em uma temperatura ideal - que é a temperatura do nosso corpo, 37 graus - e deixamos ali de 24 a 48h. 

Depois desse tempo, observamos a placa e vemos se os micro-organismos cresceram ou não, se cresceram, quanto? Cada micro-organismo vai crescer em um meio diferente. Eu analisei fungos, bactérias aeróbias mesófilas, que são bactérias que vivem  com a presença de ar, geralmente estão na superfície do nosso corpo, na superfície do ambiente. Também observei estafilococos, dentro deles eu identifiquei os estafilos aureus, que são os micro-organismos mais vinculados às infecções hospitalares. 

Após a identificação, fizemos testes de sensibilidade a diferentes antibióticos utilizados no hospital, para ver se eles eram resistentes  ou sensíveis.

Revista Arco: Quais são os principais resultados do seu trabalho?

Liliana: Depois de todo o processo de observação,  analisamos os resultados, fomos para o hospital e os apresentamos para a direção e para o controle da comissão hospitalar. Apontamos que implementações estruturais precisariam ser feitas, e que havia a necessidade de desenvolver treinamentos. Em março [2020], realizamos o primeiro treinamento com os profissionais. Depois, foram feitos outros treinamentos, mas pro meu TCC foi apenas esse primeiro, os outros foram consequência.

Com a pandemia, depois de todos os treinamentos e dos profissionais e da direção saberem o número do nível de adesão, foi possível serem tomadas medidas para analisar porque a adesão estava baixa, o que teria que melhorar. Foram implementados dispensers de álcool em gel nos quartos do setor de clínica médica, através de doações - nós arrecadamos o dinheiro -, e foi implementado outro lavatório, já que só havia um no posto de enfermagem. 

A higiene das mãos é uma medida essencial para contenção de eventos pandêmicos, para contenção de disseminação de micro-organismos, e é uma medida extremamente simples, prática, barata e eficaz, que pode ser realizada em qualquer local, por qualquer pessoa. É necessário uma maior conscientização, tanto para população quanto com os profissionais de saúde. É preciso haver treinamentos frequentes nos hospitais para enfatizar, porque podemos escutar algo mil vezes, mas sempre aprendemos algo novo.

Revista Arco: Pode contar como foi participar do evento da USP?

Liliana: Foi algo muito positivo para a minha formação. Tinha muitos inscritos, ao todo foram 780 inscritos, e foram selecionadas 60 pessoas. E eu fiquei entre essas 60. Foram duas semanas de palestras, sendo que participaram os professores do Programa de Imunologia, e também acadêmicos, mestrandos, doutorandos, egressos da instituição, do curso, da especialização. A experiência foi muito positiva e, além disso, eu pude conhecer outra instituição - tão almejada e tão disputada no nosso país.

Revista Arco: E qual foi a sensação de saber que você ganhou o prêmio?

Liliana: Foi muito boa. Uma sensação de que realmente o meu trabalho fez a diferença, de que é relevante. Foi algo bom porque eu já tinha essa sensação, eu já tinha recebido elogios, agradecimentos do hospital. Claro que eu sou muito grata a eles porque, sem eles, eu não teria feito nada, a confiança foi essencial. O prêmio foi só um motivo a mais para me deixar mais orgulhosa. Também sinto gratidão pela UFSM, porque ela é uma instituição extremamente importante, não só pra mim mas para diversos estudantes - é uma instituição pública, gratuita e possui uma extrema qualidade. Tanto a minha orientadora quanto todos os outros professores que eu tive durante a graduação sempre incentivaram essa parte de extensão, de apresentação dos trabalhos de escrita científica. Se eu consegui conquistar tudo isso, consegui tantos reconhecimentos, foi porque eu tive bons professores. 

Expediente

Reportagem: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustração: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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Na última sexta-feira (10),  Karine Gehrke Graffunder, estudante de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde da UFSM (PPGECQVS-UFSM), recebeu o prêmio de melhor apresentação oral do III Karyokinesis Symposium, na categoria de “Scientific dissemination: Science is pop”. O evento internacional é realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e do Desenvolvimento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a terceira edição teve como principal objetivo a divulgação científica. 

O trabalho, com co-autoria de Cíntia Moralles Camillo e orientação da Profª. Drª. Lenira Maria Sepel, é intitulado: “Influences of technologies on science: is there a vaccine against disinformation?” (PT: Influências da tecnologia na ciência: existe uma vacina contra a desinformação?). Nele, foi elaborado um resumo de divulgação científica sobre desinformação envolvendo a área de Imunologia, assunto abordado na dissertação de mestrado de Karine. 

O objetivo deste foi explorar um método para combater e evitar a desinformação, por meio de processo que se dá em duas etapas: 1) despertar o interesse das pessoas pelos problemas do cotidiano; 2) orientar as pessoas a buscarem informações sobre como a Ciência responde a esses problemas, através de sites oficiais dos países relacionados à saúde pública, institutos de pesquisa, universidades, periódicos e sites de sociedades científicas. 

De acordo com Karine, associar os saberes de alfabetização midiática, alfabetização informacional e alfabetização científica proporcionam aos indivíduos condições de entender o processo pelo qual os conhecimentos científicos são formulados e validados, considerando que a Ciência também precisa ser lida e interpretada. Para ela, o processo exemplificado no trabalho funciona como uma vacina: “acreditamos que leituras em fontes confiáveis permitem que o público em geral entenda o que é uma vacina, como ela funciona e como nós, ou nossos animais de estimação, somos protegidos de doenças graves através da vacinação”, completa a pesquisadora. 

Em breve, o resumo da divulgação científica estará disponível à comunidade para leitura nos anais do evento, através do link do evento. Apesar de o evento possuir o nome e as publicações em inglês, foi realizado e apresentado na língua portuguesa e espanhola.

Link de acesso à apresentação do trabalho (início em 2h19min): <http://www.youtube.com/watch?v=eiaK295-P8k>

Link de acesso à Cerimônia de Premiação e de Encerramento do III Karyokinesis Symposium (início em 4h23min): <http://www.youtube.com/watch?v=QAOzrJoOeY8>

 


Texto: Jéssica Missias Medeiros

Edição: Natália Huber da Silva


 

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Na última sexta-feira (23), a acadêmica do curso de Ciências Biológicas da UFSM 55BET Pro Palmeira das Missões Liliana Berté Fontana foi premiada com o terceiro lugar, na categoria graduação, dentre as apresentações orais do 13º Curso de Inverno em Imunologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), com o tema “Higienização das mãos na assistência à saúde e sua importância para prevenção de doenças infectocontagiosas”. A apresentação faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso da estudante e é um projeto de Pesquisa e Extensão desenvolvido pelo Laboratório de Microbiologia (Cemicro), em parceria com o Hospital de Caridade de Palmeira das Missões.

Conforme a estudante, ter sido selecionada para participar do evento, que contou com centenas de inscritos de todo o país, já foi uma grande vitória. “Por ser um curso da USP, a melhor universidade do Brasil em ranking internacional, já fiquei muito feliz por ter ficado entre os 60 selecionados dentre 780 inscritos para participar do curso. Não imaginava ficar em 3º lugar dentre tantas apresentações maravilhosas. Estando no final da minha graduação, posso dizer que me sinto extremamente satisfeita com minha jornada acadêmica, sou muito grata a todas as oportunidades que tive e pela excelência do ensino, pesquisa e extensão da UFSM-PM”, afirma Liliana.

De acordo com a docente Terimar Moresco, orientadora do trabalho, conquistas como essas mostram o potencial dos pesquisadores da UFSM-PM. “Fizemos parte de um 55BET Pro pequeno, no interior do estado, e nem sempre acreditamos no nosso potencial como pesquisadores, mas nossos alunos, corajosos e dedicados, nos mostram que nosso trabalho vale a pena e que podemos, sim, concorrer com grandes instituições. Tenho muito orgulho de fazer parte da trajetória da Liliana, e tenho certeza que ela tem potencial para muito mais”, declara.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM-PM

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