UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 25 Mar 2026 21:12:39 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/13/assistente-virtual-mariano-tira-duvidas-sobre-bolsas-e-normas-institucionais-da-ufsm Fri, 13 Mar 2026 20:29:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72172 Já está disponível para acesso e interação o Assistente Virtual MarIAno. Trata-se de um chatbot baseado em inteligência artificial, treinado com as normativas institucionais vigentes da UFSM, com o objetivo de agilizar o atendimento de dúvidas relacionadas a projetos institucionais e bolsas estudantis, qualificando o acesso à informação para a comunidade acadêmica. O nome MarIAno é uma homenagem ao médico e educador José Mariano da Rocha Filho, reitor fundador da UFSM. Atualmente o assistente virtual se encontra em fase de testes, como projeto-piloto, etapa na qual se busca a validação das soluções técnicas e o aprimoramento das respostas. A comunidade é convidada a experimentar a plataforma e contribuir com o processo de aprimoramento.

A proposta foi idealizada pelo assistente em administração Dilvan Maurício Lopes, da Divisão de Projetos do 55BET Pro de Frederico Westphalen (UFSM/FW), tendo em vista o volume recorrente de dúvidas da comunidade acadêmica relacionadas às normativas institucionais de projetos e bolsas estudantis. Diante desse cenário, foi estruturada a proposta de criação de um assistente virtual baseado em Inteligência Artificial, com o objetivo de facilitar o acesso às informações institucionais.

Desenvolvida em parceria com o professor Evandro Preuss, do curso de Sistemas de Informação da UFSM/FW, a proposta foi contemplada no Programa Inovagente, promovido pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas. Dilvan e Evandro são, respectivamente, coordenador geral e coordenador técnico do projeto. Alunos do mesmo curso, Carlos Eduardo Piccinini e Gabriel Artur Silva Espanhol também participam do projeto, como bolsistas desenvolvedores.

Funcionalidades do MarIAno

O MarIAno é um assistente virtual que utiliza inteligência artificial para:

• responder dúvidas sobre normativas de projetos e bolsas estudantis da UFSM;

• interpretar documentos institucionais oficiais;

• indicar as fontes e trechos das normativas utilizadas nas respostas;

• facilitar o acesso às informações institucionais de forma rápida e organizada;

• apoiar estudantes e servidores na compreensão das regras relacionadas à gestão de projetos;

A plataforma foi treinada com documentos normativos da UFSM, permitindo que o assistente consulte e interprete esses conteúdos para elaborar suas respostas.

Proposta de expansão

A proposta do projeto é que, após a fase de testes e validação da plataforma, o modelo desenvolvido possa ser expandido para outros setores da UFSM, permitindo que diferentes setores da universidade utilizem a tecnologia para qualificar o acesso às informações institucionais.

A iniciativa também busca evoluir para que o MarIAno possa se tornar uma plataforma institucional

de assistência virtual, capaz de apoiar a comunidade acadêmica no acesso a diferentes normativas,

serviços e informações administrativas da universidade.

Com informações da Divisão de Projetos da UFSM/FW

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/04/pesquisador-da-fiocruz-ministra-aula-inaugural-conjunta-do-ccne-ccr-e-ccs Wed, 04 Mar 2026 19:56:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72121 Interdisciplinaridade, inovação e IA Para marcar a abertura do curso de Nanotecnologia e Inovação Computacional, o CCNE realiza uma outra aula inaugural na próxima segunda-feira (9), com o tema “Interdisciplinaridade, inovação e inteligência artificial (IA): queremos uma universidade do século 19 ou 21?”. O ministrante será o físico Adalberto Fazzio, professor da Universidade de São Paulo (USP) e ex-reitor da Universidade Federal do ABC. Igualmente aberta ao público em geral, a aula inicia-se às 10h no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – prédio 8 do campus sede da UFSM. Outras informações constam na página do CCNE no Instagram. Com informações da Subdivisão de Comunicação do CCNE]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/01/05/comunidade-academica-e-consultada-para-guia-de-uso-da-inteligencia-artificial Mon, 05 Jan 2026 13:27:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71743

Um grupo de trabalho, composto por técnico-administrativos e docentes, está elaborando o Guia de Uso Ético e Responsável da Inteligência Artificial na UFSM. 

Com o objetivo de ouvir a comunidade acadêmica e compreender suas necessidades, expectativas e anseios relacionados à temática, foi elaborado um questionário. As contribuições coletadas subsidiarão a construção do guia, de modo que o documento contemple, de forma representativa, as demandas e perspectivas da comunidade universitária.

O questionário permanecerá disponível até 28 de fevereiro pelo link.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/10/ufsm-tem-docente-aprovado-no-banco-de-instrutores-do-ministerio-da-saude-em-inteligencia-artificial-e-ciencia-de-dados Wed, 10 Dec 2025 10:27:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71622

O professor Marcos Cordeiro D'Ornellas, do Departamento de Computação Aplicada da UFSM, foi aprovado no processo seletivo do Ministério da Saúde destinado à constituição do Banco de Servidores Instrutores, regulamentado pelo Edital nº 17/2025 e suas retificações.

O docente foi aprovado no eixo temático "Análise e Ciência de Dados", tema "Técnicas de Inteligência Artificial para Análise de Dados". De acordo com o resultado final da primeira etapa, D'Ornellas obteve 73 pontos, superando o mínimo estabelecido e avançando para a fase seguinte.

Na segunda fase, dedicada à avaliação técnica de miniaulas, o professor alcançou 52 pontos, somando 125 pontos no total e obtendo a 7ª colocação nacional, conforme o resultado preliminar da segunda etapa.

Com esta aprovação, o docente passa a compor o Banco de Instrutores do Ministério da Saúde, estando apto a atuar em ações de desenvolvimento voltadas à qualificação de servidores em temas estratégicos relacionados à inteligência artificial, ciência de dados e tecnologias aplicadas à gestão pública em saúde, conforme diretrizes estabelecidas pelo Edital nº 17/2025.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/07/ufsm-fw-e-iffar-fw-promovem-xv-eati-inteligencia-artificial-como-eixo Fri, 07 Nov 2025 17:23:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71308 [caption id="attachment_71309" align="alignleft" width="521"]Foto colorida horizontal de palestra. Bem ao fundo, o palestrante. À frente dele um grupo expressivo de pesssoas sentadas. Palestra com Cleber Zanchettin sobre IA para Negócios[/caption]

A XV edição do Encontro Anual de Tecnologia da Informação (EATI) reuniu estudantes, pesquisadores(as) e profissionais no Salão Social do Instituto Federal Farroupilha 55BET Pro Frederico Westphalen (IFFar/FW), nos laboratórios do 55BET Pro da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW) e no Salão Nobre da Associação Empresarial do município (AEFW). A iniciativa, realizada entre 3 e 7 de novembro, é promovida conjuntamente pela UFSM/FW e pelo IFFar/FW e, nesta edição, teve como tema central a Inteligência Artificial (IA).

  Ao longo da programação, o EATI contou com palestras e minicursos, proporcionando atualização de conhecimentos e troca de experiências entre os(as) participantes. O evento também buscou fortalecer os vínculos entre estudantes, comunidade e mercado de trabalho, estimulando o diálogo sobre o papel da tecnologia no desenvolvimento regional.

Palestras 

Entre os palestrantes convidados, esteve Cleber Zanchettin, doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco (CIn/UFPE) e referência nacional na área.  Cleber abordou o tema “IA para Negócios”, além de ministrar as palestras “IA para Todos: Descubra, Use e Entenda” e “Aumento de Produtividade no Desenvolvimento de Softwares utilizando IA”, destacando como as ferramentas de IA podem ser aplicadas no comércio, na indústria e na tecnologia, tornando as rotinas empresariais e profissionais mais eficientes e estratégicas.

A programação contou ainda com Lucas Machado da Palma, gerente de projetos no Laboratório de Segurança em Computação (LabSEC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que apresentou a palestra “Documentos Eletrônicos na Era das Credenciais Verificáveis”, com reflexões fundamentais sobre segurança, autenticidade e confiabilidade na era dos documentos eletrônicos. 

Outro destaque foi a palestra “Desvendando a IA: Estratégias para Inovar’”, ministrada por Douglas Pereira, pós-graduado em MBA em Gestão de Pessoas e em Gestão pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que trouxe uma visão de gestão e inovação, buscando mostrar como pensar estratégias para inovar com o uso da IA nas organizações. O público também acompanhou o relato de Gabriel Ferreira Umbelino, engenheiro de software sênior na Upsiide, que compartilhou sua experiência internacional na palestra “Trabalhando para o Exterior”, abordando desafios, oportunidades e competências exigidas no mercado global de tecnologia.

Sobre a programação do EATI

 De acordo com André Fiorin, docente do IFFar/FW e um dos organizadores do evento, a escolha da temática surgiu a partir de um debate entre os alunos dos diretórios acadêmicos dos cursos envolvidos, considerando a relevância e o crescimento do debate sobre IA nos últimos anos e a consolidação das credenciais digitais verificáveis, duas áreas que estão transformando tanto o mercado quanto a forma como as pessoas se relacionam com a informação e com a tecnologia. “A IA deixou de ser um tema do futuro para se tornar uma ferramenta do presente, nas empresas, na educação, no setor público, entre outros. O XV EATI veio para discutir esses temas de forma prática, aproximando o conhecimento técnico da realidade das organizações e da vida das pessoas. As credenciais verificáveis, por sua vez, interessam tanto à área acadêmica quanto à sociedade, pois impactam diretamente a forma como validamos diplomas, certificados e identidades digitais”, destacou o organizador.

O evento aproximou o ambiente acadêmico das tendências reais do mercado e reforçou o seu papel como espaço de inovação, integração e desenvolvimento regional, reafirmando o compromisso da UFSM/FW e do IFFar/FW com a formação de profissionais qualificados e o desenvolvimento científico e tecnológico da região do Alto Médio Uruguai.



Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM/FW

Fotos: Aline Eduarda Iora, bolsista da Assessoria de Comunicação da UFSM/FW

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/03/palestra-de-abertura-da-40a-jai-aborda-o-uso-da-inteligencia-artificial-na-academia Mon, 03 Nov 2025 20:20:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71227 Foto horizontal. Uma mulher branca de cabelos castanhos longos, vestida de preto, fala ao microfone. Ela aparece sobre um fundo escuro e, em frente dela, há um púlpito com o brasão da UFSM Professora da Universidade de Copenhage, Natacha Klein Käfer é egressa do curso de História da UFSM[/caption] A pesquisa com a inteligência artificial (IA) Durante a palestra, a pesquisadora apresentou aspectos positivos e negativos do uso de IA dentro da pesquisa científica. Para isso, mostrou uma pesquisa feita em 2023 com 1.600 pesquisadores, majoritariamente dos Estados Unidos, demonstrando que o maior ponto positivo do uso de IA em pesquisas é como ela fornece formas rápidas para processar dados. “Mas esse é o levantamento de 2023 e isso já é questão de décadas atrás, quando se fala de desenvolvimento com inteligência artificial”, comentou. Então, apresentou dados atuais que mostram que a IA tem sido usada, em sua maioria, para a formulação de escrita dos trabalhos acadêmicos. “O poder de resumo que essas tecnologias produzem, e escrever algo para leigos, é algo que está sendo muito usado”, complementou Natacha. Esses aspectos refletem ainda negativamente dentro da metodologia de pesquisas. Um exemplo disso é como fazer a citação de uma IA, algo que ainda é discutido por algumas universidades. A principal complexidade disso, segundo Natacha, é como garantir que os avaliadores possam entender se o uso da IA foi adequado no trabalho. A pesquisadora também comentou sobre a importância de ter grandes volumes de dados para as pesquisas. Honestidade, confiança e conduta ética A integridade acadêmica também foi assunto na palestra. “A gente tem isso em geral: não colar nos testes, não pedir para outras pessoas escreverem o nosso texto. São questões que já estavam ali. O que muda é como essas questões agora estão sendo trazidas quando se tem acesso em massa a algo que é gratuito”, explicou Natacha. O plágio é uma preocupação quando se trata do uso de informações em inteligência artificial. A pesquisadora contou que muitas vezes as informações dadas pelas IAs são de outros autores, que acabam, mesmo que não intencionalmente, não recebendo créditos. A IA também pode ser vista como escritor fantasma. Não é permitido que uma pessoa seja paga para escrever o trabalho de outra, mas a IA pode fazer isso. Então, como a academia pode lidar com isso? Como creditar isso à IA? Para Natacha é importante que a IA não esteja atuando como autora dos trabalhos. Preocupações que afetam os pesquisadores e os riscos da IA Muitos pesquisadores ainda se veem resistentes em relação ao uso da IA. Segundo uma pesquisa da Nature, isso acontece, principalmente, por questões éticas. Outro ponto é a precisão. O que é perdido quando se usa essas tecnologias que, muitas vezes, têm alucinações e criam falsas informações? Além disso, a transparência é um ponto questionado. Os usuários dessas tecnologias podem não saber os cálculos que são feitos para obter os resultados que pediram. Isso acontece porque as inteligências artificiais trabalham em formato de Black Box, no qual não é possível ver o que acontece para a concepção das informações. “A gente não sabe os vieses que estão sendo introduzidos”, argumentou a pesquisadora. Os riscos da inteligência artificial também são discutidos pela academia. A introdução de vieses e a exacerbação de desigualdades em universidades, departamentos e organizações que têm acesso a tecnologias mais poderosas são os principais pontos vistos. Natacha reiterou que “a gente tem que planejar para o futuro ser mais igual e os modelos serem mais representativos de múltiplas realidades”. [caption id="attachment_71230" align="alignleft" width="581"]Foto horizontal. No canto direito inferior da imagem, aparece uma mulher branca de cabelos castanhos longos, vestida de preto, que está falando ao microfone. Ao fundo, aparece um slide sobre inteligência artificial, tema de sua palestra. Em sua palestra, Natacha falou de várias controvérsias que envolvem a utilização da inteligência artificial no ambiente acadêmico[/caption] Um gráfico feito pela Scopus and Web of Science mostrou um aumento de 47% no número de publicações entre 2016 e 2024. A quantidade de trabalhos que é produzida é mais do que os avaliadores podem avaliar. “E eu vi uma entrevista com o diretor da arXiv, que é um repositório de e-prints. E ele mencionou que, olhando nas publicações no campo de física quântica no início do século 20 (1900 a 1950), nós tivemos 1.600 publicações em física quântica. Do ano 2000 ao ano 2024, a gente teve quase um milhão. Então, para um pesquisador de física quântica ler as publicações no campo dele, por oito horas diárias ele levaria em torno de 200 anos”, exemplificou Natacha, sobre o impacto das inteligências artificiais na quantidade de produções acadêmicas. Loop problemático A dificuldade para ter a quantidade de avaliadores necessária para corrigir os trabalhos que são produzidos faz com que exista, como chama a pesquisadora, um loop problemático. “Achar avaliadores para todas elas é quase impossível. E é um trabalho que geralmente é feito gratuitamente, são pesquisadores que já estão sobrecarregados”. Assim se utilizam inteligências artificiais para avaliar os trabalhos. O loop é criado quando os acadêmicos usam a IA para produzir os trabalhos e a própria IA é usada para avaliar os mesmos. “É robô falando com robô”, ironizou a doutora. Nesse sentido, por causa da quantidade imensa, os trabalhos produzidos podem não ter boa qualidade nem podem ser avaliados de modo adequado. A inteligência artificial no ensino Um levantamento feito pela Exame com alunos de 166 universidades mostra que 85% já usaram IA generativa. Por isso, para Natacha, é necessário conversar sobre essas tecnologias com os alunos. O grupo de Copenhague encontrou quatro vieses para o uso da IA por alunos: o intrapessoal, o interpessoal, o institucional e o sociopolítico-ambiental. Para a pesquisadora, é importante que os acadêmicos ajudem os alunos a entender os usos da IA, para que decidam se vão usar ou não as tecnologias, incentivando o uso consciente e reflexivo delas. Aponta, também, a relevância da formulação de diretrizes para o uso das inteligências artificiais. Guias e regulamentações podem facilitar a comunicação entre estudantes e docentes para entender qual é o uso adequado das tecnologias. As regulamentações podem ainda ser voltadas para pensar a proteção de dados dos usuários, a manutenção de políticas públicas e questões éticas e ambientais. Natacha apontou algumas recomendações, como a criação de comissões sobre inteligência artificial nas universidades, no formato de um grupo multidisciplinar que permita discutir o melhor uso dela para diversas áreas. Apontou a importância da transparência (dizer quando a IA foi usada), da proteção de dados (avaliar quais dados podem ser trabalhados com as ferramentas), da autoria (a IA não pode ser autora), da clareza (é importante definir o que os estudantes podem ou não fazer com a IA) e da consciência dos vieses de cada tecnologia. A inteligência artificial interpretativa Um estudo feito pelo Alan Turing Institute propôs a formulação de uma nova IA, a interpretativa. Para o instituto, a inteligência artificial deve ser repensada em três pontos: a virada qualitativa, o problema da homogeneização e a transformação da cognição humana. Assim, propõe-se uma IA que tenha “sistemas projetados para lidar com a pluralidade, ambiguidade e significado contextual como capacidades essenciais”: a inteligência artificial interpretativa. Texto: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Fotos: Felippe Richardt Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/18/o-futuro-do-pampa-a-partir-dos-algoritmos-da-inteligencia-artificial Thu, 18 Sep 2025 12:52:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70487

Conhecer o futuro do maior bioma do Rio Grande do Sul. Esse é o objetivo de “Cenários Futuros da Vegetação Nativa na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria: Uma Integração entre Ecologia de Paisagem e Inteligência Artificial”, pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação de Engenharia Florestal. 

O pampa é o bioma predominante no Rio Grande do Sul. De acordo com dados do site MapBiomas, entre 1985 e 2024, a vegetação caiu de mais de 10,260 milhões, o equivalente a 52,9% do território, para aproximadamente 6,345 milhões de hectares, ou seja, 32,72%. No mesmo período, a área destinada à agropecuária, que correspondia a 4,816 milhões de hectares, cerca de 24,83%, e cresceu para mais de 8,600 milhões, somando mais de 44,35%. 

O objetivo do trabalho é investigar o impacto da ação do homem no uso do solo e na mudança da vegetação. “Escolhemos o Pampa porque ele abriga uma diversidade muito grande de espécies na sua fauna e flora, mas é um dos biomas brasileiros mais negligenciados em questões de conservação”, explica Pedro Seeger, estudante de mestrado em Engenharia Florestal da UFSM e autor da pesquisa.

A escolha pela bacia hidrográfica do Rio Santa Maria é justificada pela abrangência dentro do território do bioma. O rio, localizado no sudoeste do estado, passa pelos municípios de Rosário do Sul, Cacequi, Santana do Livramento, Dom Pedrito, São Gabriel e Lavras do Sul.

Para a realização do trabalho são selecionados dados históricos e periódicos sobre clima, solo e desmatamento da região. Os dados foram obtidos no período de 2003 a 2023, em intervalos de 5 anos. 

As informações coletadas integram banco de dados, que será analisado a partir de modelos matemáticos de machine learning, em que o algoritmo de inteligência artificial aprende a interpretar as variáveis climáticas e de paisagem dos últimos 30 anos. A partir desses dados, é possível prever como estará a vegetação, o clima e a paisagem do bioma daqui a cinco anos com precisão. De acordo com Rudiney Soares, modelos que utilizam essa metodologia podem ter um índice de precisão entre 90 e 95%.

O projeto utiliza três modelos de inteligência artificial: Floresta Randômica, Suporte Vetor Máquina e Redes Neurais. “A partir desse mapeamento, vamos conseguir estimar os anos de 2028 e de 2033 para verificar se as políticas ambientais atuais são de fato efetivas para a manutenção da biodiversidade no Pampa”, afirma Seeger.

Modelos de IA para previsão de cenários

O modelo Floresta Randômica reúne as variáveis de dados para realizar uma previsão. Esse prognóstico é feito por uma série de estruturas, chamadas de árvores, cada uma com uma resposta. Com esse mecanismo é possível obter respostas do tipo de resposta mais comum entre as árvores ou a média entre elas. Por combinar a resposta das diferentes árvores, o modelo assegura respostas robustas e precisas.

Já o Suporte Vetor Máquina tem como objetivo encontrar a melhor separação entre dados de diferentes classes, como se desenhasse uma linha reta para separar os grupos A e B com a maior distância possível entre eles. Caso seja difícil separar os dois grupos, é possível utilizar recursos mais complexos, como traçar curvas para separar os elementos. Esse mecanismo funciona de forma eficiente para dados estruturados.

O funcionamento das Redes Neurais é mais conhecido, pois é a base de modelos de inteligência artificial como o Chat GPT e o Gemini. Esses modelos se baseiam no cérebro humano e utilizam neurônios artificiais que são conectados para aprender e resolver problemas. Esse modelo é indicado para lidar com uma grande quantidade de dados e aprendizado de padrões complexos. 

As redes neurais Large Language Models (LLMs) são voltadas para o processamento de linguagem e predominam nos assistentes de inteligência artificial. Essa interface está presente no projeto desenvolvido por Seeger para que seja interativo e responda questões sobre o clima e a vegetação do pampa em certa época ou sob determinada condição climática.

A validação dos modelos escolhidos é feita mediante testes com parte dos dados coletados. Os testes visam analisar se o modelo é capaz de dar respostas precisas a partir de dados reais. Para que os algoritmos sejam considerados ajustados, eles devem estar preparados para diversas variáveis. Quando surge uma variável imprevista, pode ocorrer o que é chamado de alucinação, e a inteligência artificial começa a dar informações equivocadas ou até mesmo inventadas.

Apesar da popularização recente entre os usuários comuns, a inteligência artificial já é um instrumento consolidado na pesquisa científica. Estudos do PPG em Engenharia Florestal usam modelos de previsão de cenários ambientais há mais de 10 anos, como destaca o professor Rudiney Soares Pereira, orientador do trabalho.

Essa reportagem integra a série “Inteligência Artificial em Pauta”, uma iniciativa da Agência de Notícias que busca refletir sobre os desafios, oportunidades e consequências das IAs em diferentes contextos.

Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Ilustração: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/04/como-o-uso-de-inteligencias-artificiais-consome-agua Thu, 04 Sep 2025 15:00:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70398

O dicionário de Oxford define a palavra “tecnologia” da seguinte forma: “conhecimento, ferramentas e processos utilizados para resolver problemas e melhorar a vida das pessoas, por meio da aplicação do conhecimento científico em atividades práticas”. Porém, o que acontece quando o uso dessas ferramentas gera consequências ao meio ambiente e, com isso, afeta a humanidade?

Esse questionamento evidenciou um debate inesperado: o aumento de consumo de água doce devido ao uso de inteligências artificiais (IA). Por mais inofensivas que pareçam, as respostas, as imagens ou os vídeos gerados automaticamente por ferramentas como Chat GPT, Google Gemini ou Deep Seek, movem uma série de mecanismos que exigem o uso de energia e, por consequência, água.

Tudo isso acontece nos “data centers”, em português: centros de processamento de dados (CPD), locais, muitas vezes grandes pavilhões, onde os sistemas computacionais de uma empresa, organização ou instituição de ensino, armazenam informações. Ao contrário do que muitos pensam, as inteligências artificiais não “vivem” em dispositivos como celulares e computadores, mas sim em um data center, o “cérebro” responsável por gerar o que pedimos às IAs.

O egresso do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e especialista em Gestão de Tecnologia de Informação (TI), Marcelo Henrique Casali, apontou que os data centers são estruturas essenciais na era digital e são considerados uma base invisível que sustenta quase tudo que fazemos no mundo virtual. “Eles funcionam como grandes centrais de processamento e armazenamento de dados, garantindo que serviços digitais como redes sociais, e-mails, sistemas corporativos, streaming e agora também as inteligências artificiais estejam sempre disponíveis e operando com eficiência”, explica.

Foto em preto e branco horizontal. Sala com grandes painéis de cabos e circuitos do Integrador Numérico Eletrônico e Computador ocupando toda a parede. Dois profissionais trabalham, um homem à esquerda e uma mulher à direita, ambos próximos às máquinas.
Equipe de programadores operando o Integrador Numérico Eletrônico e Computador, o Eniac (Fonte: ARL Technical Library / U.S. Army/Reprodução)
Foto colorida horizontal. Interior de data center com várias fileiras de servidores prateados alinhados. Cabos pretos e azuis estão organizados nas estruturas.
Imagem interna do Server Blade, data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)
Foto colorida horizontal. Vista aérea de pavilhões brancos de data center alinhados lado a lado, cercados por ruas asfaltadas e carros estacionados. Mais ao fundo, uma área verde extensa com árvores e, à direita, uma torre de água branca.
Visão externa dos pavilhões de data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)

Data centers e o gasto de água

O primeiro data center surgiu ainda em 1945 - ao fim da Segunda Guerra Mundial - com a criação do Mainframe, uma instalação,  na  Universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos, para armazenar o Integrador Numérico Eletrônico e Computador (Eniac), o primeiro sistema computacional eletrônico e digital. Na época, utilizado para fins militares, o sistema inteiro pesava 27 toneladas e ocupava 27 metros quadrados de espaço.

Com o tempo, os limites da engenharia foram desafiados até que empresas como Google, Apple, Microsoft e Meta, as Big Techs, tornaram-se proprietárias dos maiores centros existentes no mundo e os grandes responsáveis pelo consumo exagerado de energia e água no setor da tecnologia, mesmo antes da fama chegar às IAs. 

Para exemplificar, os data centers da Google possuem, hoje em dia, aproximadamente, um padrão de 100 mil metros quadrados de extensão. Nessa linha, apenas em 2021, conforme pesquisa feita pela Faculdade de Engenharia Bourns, os CPDs da empresa, nos Estados Unidos, consumiram cerca de 12,7 bilhões de litros de água doce. 

Em paralelo a isso, o Relatório de Sustentabilidade da Microsoft de 2022 evidenciou que o consumo de água nos CPDs da empresa cresceu 34%, em relação a 2021, devido à implementação de IAs no sistema. Em números mais expressivos, o aumento foi de 6,4 milhões de litros, cerca de 2.500 piscinas olímpicas. Outro estudo desenvolvido pela Universidade da Califórnia Riverside, publicado em abril de 2023, apontou que o treinamento completo do GPT‑3 em data centers da Microsoft consumiu cerca de 700 mil litros de água potável. 

Além disso, dados da pesquisa realizada pela Universidade Riverside, nos Estados Unidos, também revelaram que a cada 20 a 50 interações de uso pessoal das IAs utilizam, aproximadamente, 500ml de água. Tendo isso em mente, um levantamento do site Exploding Topics (2025) apontou que o ChatGPT, desenvolvido pela Open IA, possui cerca de 800 milhões de usuários ativos por semana e mais de 122 milhões de acessos diários, somando mais de 1 bilhão de interações por dia. Com base nessas estimativas, isso representaria um consumo de 10 a 25 milhões de litros de água diariamente.

Infográfico colorido horizontal .Título: “Consumo em Dados”. À esquerda, texto sobre aumento de uso de água pela Microsoft em 6,4 milhões de litros, equivalente a 2.500 piscinas olímpicas. Ao centro, texto indicando que a cada 20 a 50 interações com IA, 500ml de água são consumidos. À direita, informação de que mais de 1 bilhão de interações diárias com o ChatGPT representam de 10 a 25 milhões de litros de água consumidos por dia.

Imagens geradas com IA exigem 30 vezes mais água

Outro ponto relevante, é o tipo de interação. Recentemente, os feeds das redes sociais têm sido tomados por imagens e vídeos gerados por ferramentas de inteligências artificiais, bem como o programa de auditório fictício Marisa Maiô, produção desenvolvida pelo artista brasileiro Raony Phillips, com o uso do Veo 2, IA geradora de vídeos da Google. 

Uma pesquisa realizada pelo MIT Technology Review revelou que o uso de IAs generativas de imagens podem consumir 30 vezes mais energia e, portanto, utilizam mais água nesse processo.

O professor Leonardo Emmendörfer, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, explica que o consumo por parte das inteligências artificiais varia de acordo com o tipo de conteúdo processado - como textos, imagens ou vídeos. Isso acontece por causa das diferentes “dimensionalidades” desses arquivos.

Foto colorida vertical de Marisa Maiô, que sorri segurando um celular para selfie, cercada por três homens sorridentes que a acompanham. Um deles segura microfone, outro está com fones e câmera, e o terceiro também sorri próximo ao grupo.
Programa de auditório fictício Marisa Maiô, desenvolvido com a IA geradora de vídeos Veo 2, da Google (Fonte: Instagram/Reprodução)

No caso dos textos, antes de serem interpretados pela IA, eles são convertidos em uma sequência de elementos chamados “tokens”. “Em geral, cada palavra é transformada em um token, o que cria uma estrutura unidimensional, ou seja, uma linha de dados que a IA consegue ler e processar com mais facilidade”, explica.

Já as imagens são mais complexas. Elas são formadas por milhões de “pixels” organizados em duas dimensões (altura e largura), o que exige maior capacidade de processamento. E os vídeos são ainda mais exigentes: além da imagem, é preciso considerar o tempo de duração, o que transforma o arquivo em uma estrutura tridimensional. “Como o processamento por IA depende da análise de todas essas dimensões para identificar padrões, arquivos como vídeos e imagens acabam exigindo muito mais energia do que os textos”, resume o professor.

Mas afinal, por que os data centers, e as IAs, utilizam a água?

Sabemos que as IAs não se alimentam de água diretamente. O seu consumo está atrelado a outra questão: o resfriamento dos data centers. Na prática, quando os computadores processam as perguntas feitas a uma IA, milhares de cálculos são realizados, atividade que consome energia elétrica, aquece as estruturas do sistema e compromete a eficiência do computador. 

Leonardo explica que, atualmente, os data centers utilizam duas formas de resfriamento. Segundo ele, sistemas mais simples são baseados no uso de ar condicionado. “Por meio desta abordagem, o efeito de resfriamento se dá por meio da troca de calor resultante do contato entre os circuitos e o ar resfriado.  O funcionamento é baseado na refrigeração por meio do uso de compressores”, conta.

O outro modelo mais utilizado realiza o resfriamento dos circuitos se dá por meio de serpentinas - tubos, geralmente de cobre ou alumínio que otimizam a transferência de calor - nas quais circula a água resfriada. “Tal abordagem em sistemas de resfriamento é motivada pelo princípio físico de que os líquidos são condutores de calor muito mais eficientes do que o ar, de um modo geral”, afirma Leonardo.

Marcelo Casali é autor do trabalho “Uma pesquisa descritiva para compreender aspectos de sustentabilidade ambiental em tecnologia da informação”. Nesse estudo, ele destacou que o consumo de recursos naturais por data centers é uma discussão antiga. “Em minha pesquisa, foi mostrado que, mesmo antes da IA, o consumo já era preocupante. Agora, com o crescimento acelerado dessas tecnologias, a eficiência operacional e a sustentabilidade ambiental desses centros se tornaram ainda mais estratégicas, exigindo ações concretas das empresas e uma discussão mais ampla na sociedade sobre os impactos ambientais da transformação digital”, elucida o especialista.

Foto colorida horizontal de um prédio sistema de resfriamento com grades metálicas largas, de onde saem várias colunas de vapor branco em direção ao céu. Ao fundo, colinas escuras.
Torres de resfriamento de data center do Google em Oregon, Estados Unidos (Fonte: Google/Reprodução)

Brasil, data centers e a crise hídrica

No Brasil, o mercado dos data centers ainda está em expansão. Esse cenário retoma uma reflexão feita por Marcelo: “embora tenhamos uma legislação ambiental relativamente robusta em temas como uso da água, energia e licenciamento ambiental, falta uma abordagem mais direcionada aos desafios específicos da infraestrutura digital e aos impactos causados pelos data centers”, denuncia.

Conforme ele, atualmente, os data centers operam em uma espécie de “zona cinzenta” regulatória, onde as exigências ambientais ainda não acompanham o avanço e a escala da transformação digital. “Não há normas específicas que obriguem os operadores a divulgar o consumo hídrico ou a adotar tecnologias mais eficientes do ponto de vista ambiental”, exemplifica.

Outra questão apontada pelo pesquisador é a falta políticas públicas mais integradas, que incentivem a construção de data centers sustentáveis. “Essa falta de investimento para o uso de energias renováveis, reaproveitamento de calor ou alternativas ao resfriamento por água é evidente. Também é necessário investir em capacitação técnica e institucional, para que os órgãos reguladores consigam acompanhar a complexidade e o crescimento desse setor”, reforça Marcelo.

O uso exagerado da água retoma outra questão: a crise hídrica. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 bilhões de pessoas já enfrentam escassez severa de água durante, pelo menos, um mês ao ano. Em contraponto a isso, a demanda global por água deve aumentar entre 20% a 30% até 2050, conforme dados da ONU-Água, setor responsável por coordenar ações relacionadas à água em nível global. 

Ao observar esses levantamentos, o professor Pedro Kemerich, do Departamento de Geociências da UFSM,  ressalta que a escassez de água não se limita à ausência de chuvas, mas resulta de fatores combinados, como o crescimento populacional acelerado, urbanização desordenada e má gestão dos recursos.

Segundo o professor, “a distribuição desigual da água, a poluição dos mananciais e a superexploração de aquíferos são componentes críticos que agravam esse cenário”. Ele alerta ainda para os efeitos das mudanças climáticas: “O aumento das temperaturas, a irregularidade das chuvas e a evaporação intensificada afetam diretamente a disponibilidade hídrica e os ciclos naturais da água”.

Apesar da fama de país com grande disponibilidade de água doce, o docente reforça que “a distribuição hídrica no Brasil é profundamente desigual”. Ele pontua que “enquanto a região Norte concentra a maior parte da água superficial, o Sudeste e o Nordeste sofrem com escassez devido à alta densidade populacional e à intensa atividade econômica”. 

Tendo em vista essas desigualdades ressaltadas pelo docente, vale apontar que os data centers existentes no Brasil estão concentrados em regiões que sofrem com intensa escassez hídrica. De acordo com dados da Associação Brasileira de Data Centers, há, atualmente, 162 estruturas no país, sendo 110 na região Sudeste, 27 no Sul, 15 no Nordeste, 8 no Centro-oeste e 2 no Norte. Esses dados representam os centros de empresas externas como Amazon, Microsoft e Google.

Pedro reforça que “a crise hídrica é resultado de fatores interconectados e exige ações integradas entre diferentes setores da sociedade”. Para ele, só será possível garantir o acesso à água no futuro “com políticas públicas fortalecidas, tecnologias eficientes e uma mudança no comportamento social frente ao uso dos recursos naturais”.

Alternativas sustentáveis

Ao observar essa realidade, em sua pesquisa, Marcelo buscou reunir e sintetizar práticas sustentáveis nas relações humanas com a tecnologia. Segundo ele, uma das alternativas para redução do uso de água seria: “adotar  sistemas de resfriamento com menor uso de água, como os baseados em ar ou circuitos fechados. Além disso, instalar data centers em regiões com clima naturalmente frio pode reduzir drasticamente a necessidade de refrigeração ativa”, sugere .

Nessa linha, Leonardo aponta os sistemas de resfriamento por imersão líquida como uma possível alternativa. “Nesse modelo, o equipamento do servidor é imerso em um líquido não condutor de eletricidade. Esta alternativa permite reduzir ou, até mesmo, eliminar a necessidade de utilização de água”, pontua. O professor ainda acrescenta: “esta solução, ambientalmente mais responsável, demanda um custo financeiro mais elevado para os investidores”.

Outra possibilidade destacada por Marcelo é a utilização de inteligências artificiais para otimizar o funcionamento dos sistemas de refrigeração. “Uma alternativa é usar as IAs para  distribuir a carga computacional, reduzindo o pico de consumo energético e, consequentemente, a necessidade de resfriamento com a água”, explica.

De acordo com o pesquisador, a conscientização popular sobre os impactos ambientais  gerados pelo uso das IAs é cada vez mais urgente. “No meu trabalho, analiso justamente como a sustentabilidade precisa ser incorporada às decisões em TI, e isso vale também para o comportamento dos usuários e a forma como a sociedade entende a tecnologia”, conta Marcelo.

“Hoje, usamos IA com naturalidade e até com certa banalização, pedimos respostas, geramos imagens, automatizamos tarefas sem refletir”, alerta o autor.

Para Marcelo, a educação ambiental digital deve ser parte da formação de novos profissionais, usuários e tomadores de decisão. “É necessário ensinar que o uso de tecnologia tem custo ambiental, e que escolhas mais conscientes, como otimizar tarefas, evitar uso excessivo e cobrar transparência das empresas, fazem parte de um novo tipo de cidadania digital. A tecnologia não é neutra, e seu impacto pode ser positivo ou negativo, dependendo da forma como a usamos e entendemos o seu papel no mundo”, conscientiza.

Os desafios para integrar tecnologia e sustentabilidade

Para a professora Rutineia Tassi, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, integrar tecnologia e sustentabilidade é um dos grandes desafios do século XXI. “Os avanços tecnológicos podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis, mas, às vezes, essa conciliação enfrenta diferentes desafios que são complexos e interdependentes, afetando os componentes ambiental, social e econômico”, avalia a pesquisadora.

Ela também chama atenção para a origem dos componentes tecnológicos. “Os dispositivos eletrônicos demandam minerais como lítio e cobalto, que são recursos naturais extraídos do meio ambiente, geralmente com impactos ambientais significativos”, alerta.

Além disso, a obsolescência programada e o descarte inadequado de lixo eletrônico agravam o cenário. “O descarte inadequado desses materiais pode causar a contaminação do solo e da água, além de representar uma perda de recursos que poderiam ser reciclados”, acrescenta Rutineia.

Outro ponto levantado pela professora é a desigualdade de acesso às tecnologias sustentáveis. “Algumas soluções tecnológicas como a energia solar ou sistemas de reaproveitamento de água ainda são caros, e inacessíveis para grande parte da população”, aponta. Essa barreira econômica, aliada à ausência de regulamentações específicas e políticas públicas atualizadas, acaba dificultando o avanço sustentável da inovação.

Diante desse cenário alarmante, Marcelo reforça que a questão é de responsabilidade corporativa e ambiental. “Se a transformação digital quer ser, de fato, sustentável, ela precisa considerar não só o avanço tecnológico, mas o equilíbrio com os recursos do planeta. O impacto ambiental das tecnologias digitais pode ser significativo, mas com responsabilidade e inovação, é possível equilibrar desempenho e preservação ambiental”, frisa.

Leonardo também reflete sobre o papel das universidades no atual contexto: “Devemos, por meio de projetos de extensão, por exemplo, evidenciar e abordar aspectos relacionados ao uso consciente da IA, promovendo uma maior consciência ambiental nesta área”. 

Em concordância com o pensamento de Marcelo e Leonardo, Rutineia conclui: “É necessário desenvolver políticas de uso ético e sustentável da tecnologia, com critérios transparentes de avaliação ambiental, metas de eficiência energética e compromisso com a justiça climática”.

Essa reportagem integra a série “Inteligência Artificial em Pauta”, uma iniciativa da Agência de Notícias que busca refletir os desafios, oportunidades e consequências das IAs em diferentes contextos.

Texto e artes gráficas: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/28/inteligencias-artificiais-historias-infantis Thu, 28 Aug 2025 16:28:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70309

O Pequeno Príncipe, As Aventuras de Pinóquio e o Patinho Feio são exemplos clássicos da literatura infantil. De maneira geral, esses livros tratam de amizade, sonhos e autodescoberta. Assim, esses elementos tornaram as obras marcantes na vida de inúmeras pessoas. 

“As narrativas infantis têm papel central na formação de valores e visões de mundo. Pensando nisso, quanto mais pluralidade e diversidade houver nessas histórias, maiores são as chances de se construir uma sociedade mais justa e respeitosa”, pensa Camila Peixoto Farias, psicanalista e professora do curso de psicologia da Universidade Federal de Pelotas.

Ao pensar na concepção dessas narrativas, com o tempo, as formas de criação de histórias sofreram mudanças. Antes da popularização do uso do computador, o uso de lápis ou canetas, papel e outras ferramentas manuais eram indispensáveis. Hoje, com o rápido avanço tecnológico, um novo mecanismo de produção se destaca: a inteligência artificial (IA) gerativa.

Esse crescimento se apresenta em dados publicados pela Google e Ipsos revelam que o Brasil é um dos países que mais utilizaram IAs generativas em 2024. Em números expressivos, em média 54% dos brasileiros usaram essas ferramentas, enquanto a média global ficou em 48%. O estudo, que entrevistou cerca de 21 mil pessoas em 21 países, destacou ainda que os brasileiros optam pelas IAs, principalmente, como assistente de escrita e tradutor.

Disciplina aborda o uso de IAs na criação de narrativas infantis

Discussões sobre esse novo modelo de criação já são feitas nas salas de aula da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Um exemplo disso acontece na disciplina complementar de graduação (DCG) de Inteligência Artificial Generativa e Narrativas Para a Infância, ministrada pela primeira vez em 2025 pela professora Cristina Marques Gomes, do Departamento de Comunicação da UFSM.

Capacitar estudantes de comunicação para compreender, aplicar e supervisionar ferramentas de IAs generativas na criação, análise e adaptação de livros e narrativas infantis, além de promover o pensamento crítico e ético sobre as implicações legais, estéticas, sociais e culturais dessas ferramentas na infância estão entre os objetivos da cadeira.

Segundo a professora Cristina, a DCG surgiu a partir da experiência com a disciplina intitulada Inteligência Artificial Aplicada à Pesquisa Científica, ofertada em 2023 e 2024. A docente conta que a primeira versão contou com estudantes de diversas áreas, como Turismo, Sistemas de Informação, Administração e Ciências Sociais. Já na segunda oferta, em 2024, a turma passou a ser composta apenas por alunos de Comunicação, o que motivou a criação de uma disciplina mais especializada.

Ao considerar os objetivos da disciplina, Cristina revela que os estudantes utilizarão diferentes recursos de inteligência artificial, como ferramentas de revisão de literatura científica, design gráfico e produção visual. “A disciplina é extremamente relevante, porque aborda os impactos que as ferramentas de inteligência artificial generativa vêm exercendo nos processos criativos, de publicação e circulação de livros infantis”, destaca.

Esse impacto citado por Cristina também estimulou a estudante de Relações Públicas Myrela da Silva Porciúncula Pinta a se inscrever na disciplina. “Eu sinto que a gente ainda não tem tanto conhecimento aprofundado sobre inteligência artificial, principalmente com um tema relacionado à infância”, pontua. Myrela considera importante a inserção de debates sobre IAs na formação de profissionais de comunicação e opina que “se usarmos de forma moderada e com cuidado, não haverá tantos problemas”.

Uso ético e responsável das IAs

A professora Cristina informa que o debate acadêmico é marcado por duas correntes: “alguns autores adotam uma visão apocalíptica, alertando para os riscos de vieses algorítmicos, perda de diversidade narrativa e questões éticas graves. Outros defendem a integração criativa da IA como ferramenta democratizadora, que pode ampliar o acesso e a produção literária, especialmente para autores independentes”.

Ao pensar na questão ética mencionada pela professora, a psicóloga Camila Peixoto alerta que a IA não cria de forma autônoma, apenas replica padrões existentes nos dados que recebe. Por isso, considera essencial a supervisão de adultos e profissionais da educação e psicologia no processo criativo com crianças, para garantir que as narrativas sejam éticas, seguras e adequadas ao desenvolvimento. “A inteligência artificial não é nem inteligente nem artificial. Ela é um banco de dados alimentado por seres humanos. Então precisa de supervisão, especialmente quando falamos em criança, porque ela vai reproduzir tanto o que temos de bom na sociedade quanto as violências e preconceitos”, enfatiza.

Além de professora de psicologia, Camila é autora do livro infantil Enraive-ser para construir o próprio caminho, lançado em julho deste ano. Na obra, que surgiu da sua vivência como mãe e pesquisadora, a docente percebeu a falta de narrativas infantis que abordassem a raiva de forma construtiva e com personagens femininas. A proposta do livro é ajudar a criança a reconhecer e direcionar esse sentimento de forma saudável, rompendo com estereótipos de gênero e oferecendo alternativas que não sejam violentas.

Nesse sentido, a autora contempla o valor de obras que estimulam a criatividade e a pluralidade. “Se a gente sonha em construir um mundo melhor, a gente tem que cuidar das narrativas que está transmitindo para as nossas crianças. Quanto mais a gente puder pluralizar, diversificar, trazer diferentes perspectivas, é mais provável da gente ter um mundo mais igualitário, mais respeitoso, menos desigual”, afirma.

Universidades devem incentivar o debate ético sobre IAs

Diante do atual contexto de avanços das IAs, tanto Cristina quanto Camila defendem o papel vital das universidades nessa discussão. Para Cristina, “as instituições de pesquisa e os professores devem assumir um papel ativo no estudo aprofundado e contínuo da inteligência artificial, promovendo a compreensão crítica das potencialidades e riscos das tecnologias, integrando a IA aos currículos, incentivando o debate ético, social e cultural sobre o impacto da IA nas atividades acadêmicas, culturais e profissionais”.

Em consonância com o pensamento de Cristina, a psicóloga acrescenta: “o nosso papel é trazer para cena essa complexidade dos debates. Não deixar que uma perspectiva capitalista, mercadológica, individualista, fique como dominante. Ao falar de inteligência artificial ou de eletrônicos, temos que falar também de vínculo, da forma como os adultos trabalham, do tempo livre, de como a sociedade se relaciona com as crianças”.

Inteligência artificial é tema motivador da 40ª JAI

Como reforçado pelas pesquisadoras, o debate sobre as IAs no mundo acadêmico é emergente e necessário. Com isso, neste ano, o tema motivador da 40ª edição da Jornada Acadêmica Integrada (JAI) aborda os desafios e oportunidades diante do avanço das inteligências artificiais (Não há obrigatoriedade dos trabalhos submetidos abordarem IAs).

As inscrições estão abertas até as 17h desta sexta-feira (29), exclusivamente pelo site da JAI

A submissão é gratuita e aberta a estudantes da UFSM e de outras instituições, no caso da JAI Externos. A jornada acontece entre os dias 3 e 7 de novembro de 2025, integrando atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação. 

Essa reportagem integra a série “Inteligência Artificial em Pauta”, uma iniciativa da Agência de Notícias que busca refletir sobre os desafios, oportunidades e consequências das IAs em diferentes contextos.

Texto: Pedro Moro e Jessica Mocellin, estudantes de Jornalismo e bolsistas na Agência de Notícias;

Artes: Pedro Moro (Conversa do chat sobre narrativa) e Unicom (campanha JAI)

Edição: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/18/palestra-nesta-quarta-feira-vai-discutir-o-uso-da-inteligencia-artificial-nas-ciencias-humanas Mon, 18 Aug 2025 19:05:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70168 Nesta quarta-feira (20), às 14h30min, acontece a palestra “Inteligência artificial nas ciências humanas: informações e experiências no ensino e na pesquisa”, que será ministrada pela professora Leticia Lopes Leite, da Universidade de Brasília (UnB). O evento será realizado em formato online. A palestrante é doutora em Ciência da Computação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e professora adjunta do Departamento de Ciência da Computação da UnB. Sua trajetória acadêmica inclui pesquisas e experiências relacionadas à aplicação da tecnologia no ensino e na produção de conhecimento. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até meia hora antes da palestra, por meio de formulário eletrônico. O evento é promovido pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Cultura, Gênero e Saúde (Gepacs), vinculado ao Departamento de Ciências Sociais e ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFSM. Texto: Subdivisão de Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/04/11/aula-inaugural-do-curso-de-ciencia-de-dados-e-inteligencia-artificial-da-ufsm-cs-acontece-na-proxima-terca-feira-15 Fri, 11 Apr 2025 13:24:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68793

Na próxima terça-feira, 15 de abril de 2025, às 19h, ocorre a aula inaugural do Curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da UFSM – 55BET Pro Cachoeira do Sul. O evento será realizado no Auditório do Sicredi, localizado na Rua Saldanha Marinho, 825, e contará com a presença do CTO da WideLabs, Rodrigo Mor Malossi, que abordará o tema “Inteligência Artificial e a Era do Compute: Implicações Globais e Brasileiras.”

Aberta ao público, a atividade também será transmitida ao vivo pelo YouTube da UFSM Cachoeira do Sul.

Sobre o palestrante

Rodrigo Mor Malossi é doutor em Física pela UFRGS, pesquisador e cofundador da WideLabs, empresa especializada em Inteligência Artificial Aplicada. Desde sua fundação, em 2020, a WideLabs tem acumulado prêmios internacionais por soluções de IA, como o bAlgrapher, voltado ao auxílio de pacientes com Alzheimer, e a Amazônia IA, uma família de modelos soberanos focados no contexto brasileiro.

A empresa é parceira global de gigantes como ORACLE, Ascenty e NVIDIA, com soluções para clientes públicos e privados em infraestrutura, modelos e aplicações de IA. Em 2025, Malossi foi destaque no Sovereign AI Summit como representante da única empresa latino-americana convidada, onde apresentou o sistema de justiça inteligente desenvolvido para o Ministério Público do RS.

A participação de Rodrigo Malossi marca o início das atividades letivas do curso com uma reflexão atual e estratégica sobre o impacto da Inteligência Artificial no Brasil e no mundo.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/03/25/ufsm-firma-parceria-para-desenvolver-modelo-de-inteligencia-de-dados-aplicado-a-negocios Tue, 25 Mar 2025 22:58:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68639 Vitrola para desenvolver o projeto “Vitrola IA: modelos de predição e inteligência de dados aplicados ao ambiente de negócios”. Com apoio da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs), o projeto tem como objetivo aprimorar a tomada de decisão da empresa na abertura de novos pontos de venda, utilizando inteligência de dados e análise preditiva. Coordenado pelo professor Roberto Franciscatto, do Departamento de Tecnologia da Informação da UFSM Frederico Westphalen, o projeto é uma iniciativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação que busca fortalecer a relação entre a universidade e o setor empresarial. “A proposta nasceu da necessidade da Vitrola em expandir sua presença no mercado de forma estratégica. A partir do uso de algoritmos e modelos preditivos, queremos identificar padrões de comportamento e apontar os melhores locais para novos pontos de venda, garantindo mais assertividade nas decisões da empresa”, explicou Franciscatto. A Vitrola, uma das cinco maiores editoras e distribuidoras do Brasil, já possui cerca de 3 mil pontos de venda e ainda busca sua expansão. O sistema a ser desenvolvido permitirá que a empresa utilize inteligência de dados para avaliar informações estratégicas e, assim, definir novas unidades de comercialização de seus produtos. “Esse modelo não apenas ajudará na escolha dos locais, mas também contribuirá para um crescimento mais sustentável e alinhado às demandas do mercado”, acrescentou o coordenador. O projeto envolve três partícipes: a Vitrola, responsável por fornecer os dados e definir as necessidades estratégicas, a UFSM, que contribuirá com conhecimento técnico e expertise acadêmica, e a Faurgs, que atuará como facilitadora do processo, promovendo a integração entre universidade e empresa. “Esse tipo de parceria é benéfica para todas as partes. A universidade cumpre seu papel de levar conhecimento e inovação para além do ambiente acadêmico, enquanto os alunos e pesquisadores envolvidos ganham experiência prática em projetos aplicados. Já a empresa, por sua vez, se beneficia ao receber uma solução baseada em pesquisa científica, desenvolvida especificamente para suas necessidades”, destacou Franciscatto. Além de impulsionar a inovação no setor empresarial, o projeto também fortalece a formação acadêmica dos alunos da UFSM. Segundo o coordenador do projeto, a participação dos estudantes é essencial para a execução das pesquisas e permite que os estudantes desenvolvam habilidades fundamentais para o mercado de trabalho. “Iniciativas como essa dão aos alunos a oportunidade de aplicar, na prática, o conhecimento adquirido em sala de aula. Isso torna a experiência universitária muito mais enriquecedora e prepara esses jovens para os desafios do futuro”, afirmou. Com duração de 12 meses, o projeto está atualmente na fase inicial, focada no alinhamento entre equipe e empresa, na definição dos dados relevantes e no planejamento das próximas etapas. A expectativa é que, ao final do processo, a ferramenta desenvolvida pela UFSM ofereça à Vitrola um sistema eficiente para apoiar sua expansão no mercado brasileiro. Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/03/20/inteligencia-artificial-na-educacao-ferramentas-etica-e-aplicabilidades-no-ensino Thu, 20 Mar 2025 12:16:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=11370

A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), por meio do Núcleo de Educação e Desenvolvimento (NED), promove uma formação voltada para docentes e técnicos administrativos da UFSM. Conduzida pelo professor Marcos Ramon Gomes Ferreira, a palestra abordará os princípios fundamentais da (IA), suas tendências e inovações na educação, além de apresentar ferramentas e recursos que podem auxiliar no processo de ensino e aprendizagem.

  • Inscrições: até 26/03/2025 pelo Portal de Capacitação
  • Data e horário de realização: 26/03/2025 (quarta-feira), às 10h
  • Modalidade: EaD 
  • Local: google meet

A palestra tem como objetivo promover um espaço de diálogo e reflexão sobre o impacto da Inteligência Artificial (IA) na educação, explorando suas possibilidades, desafios e aplicações práticas no ensino e na gestão acadêmica. Essa é uma oportunidade para os servidores da UFSM ampliarem seus conhecimentos sobre o uso responsável da IA e refletirem sobre seu papel na transformação do ensino.

O professor Marcos Ramon é Doutor em Comunicação pela Universidade de Brasília, Mestre em Cultura e Sociedade e Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão. Atualmente, é professor no Instituto Federal de Brasília, onde coordena o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Filosofia e Cultura, com foco nas relações entre tecnologia, sociedade e inovação educacional. Seu trabalho abrange temas como estética, cibercultura e ensino, e ele já ministrou diversas palestras sobre Inteligência Artificial em instituições como o Tribunal de Contas do DF, 55BET Pro Party Brasília, IFPR, IFPI, SECOM da Presidência da República e na VXIII Conferência do CEDF. Além disso, é criador do curso online "Aplicações da Inteligência Artificial na Educação Profissional", ofertado pelo IFB.

Dúvidas? E-mail: ned@55bet-pro.com.

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A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), por meio do Núcleo de Educação e Desenvolvimento (NED), promoverá no dia 26 de março, às 10h, pelo Google Meet, uma formação voltada para docentes e técnico-administrativos da UFSM. A palestra intitulada "Inteligência Artificial na educação: ferramentas, ética e aplicabilidades no ensino" abordará os princípios fundamentais da IA, suas tendências e inovações na educação, além de apresentar ferramentas e recursos que podem auxiliar no processo de ensino e aprendizagem.

O objetivo é promover um espaço de diálogo e reflexão sobre o impacto da IA na educação, explorando suas possibilidades, desafios e aplicações práticas no ensino e na gestão acadêmica. Essa é uma oportunidade para os servidores da UFSM ampliarem seus conhecimentos sobre o uso responsável da IA e refletirem sobre seu papel na transformação do ensino.

O ministrante será o doutor em Comunicação Marcos Ramon Gomes Ferreira, professor no Instituto Federal de Brasília (IFB), onde coordena o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Filosofia e Cultura, com foco nas relações entre tecnologia, sociedade e inovação educacional. Seu trabalho abrange temas como estética, cibercultura e ensino. Já ministrou diversas palestras sobre Inteligência Artificial em instituições como o Tribunal de Contas do DF, 55BET Pro Party Brasília, IFPR, IFPI e Secom da Presidência da República. Além disso, é criador do curso online “Aplicações da Inteligência Artificial na educação profissional”, ofertado pelo IFB.  

As inscrições estão abertas até o dia do evento pelo Portal de Capacitação.

Mais informações pelo e-mail ned@55bet-pro.com.

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A qualidade da resposta deixou o professor surpreso e instigado. “Percebi que os meus alunos iriam utilizar essa ferramenta, então eu precisava entender como ela funcionava, incorporá-la no meu dia a dia e adaptar a minha forma de ensinar. Era uma nova dinâmica no processo de educação”, lembra. Hoje, o autor de mais de 200 artigos internacionais utiliza ferramentas de inteligência artificial no planejamento de suas aulas, mas também em suas atividades de pesquisa para simplificar a escrita de seus textos e facilitar a tradução para outros idiomas. Os próximos passos de uma revolução em andamento Em um cenário com tantas possibilidades, Moraes alerta para a importância de incentivar o uso consciente das ferramentas, bem como para a necessidade de participação do meio acadêmico nas discussões sobre o seu futuro. “Sem atuar na promoção do uso ético desses recursos, são as pessoas que os utilizam sem responsabilidade que vão pautar o debate”, pontua. Um ponto destacado pelo professor é a falta de transparência a respeito do funcionamento e treinamento dos mecanismos de inteligência artificial. Isso ocorre por conta do alto custo do desenvolvimento tecnológico, que restringe este setor a poucos atores, como Big Techs e países desenvolvidos que, por questões comerciais e estratégicas, não revelam os segredos de suas tecnologias. O pesquisador defende que o senso crítico sobre a inteligência artificial e seus usos é um dos fatores essenciais para afastar o medo de que esta nova tecnologia acabe substituindo profissionais e pesquisadores. “As tecnologias evoluem e ficam mais complexas, mas ainda são ferramentas. Quem conseguir utilizar a inteligência artificial para melhorar o seu trabalho, ao invés de deixar tudo para ela fazer, vai continuar sendo relevante”, afirma. A estudante Alícia Bassan, da Pós-Graduação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo, tem uma opinião parecida. Para ela, é preciso apostar na força da criatividade humana para que esses novos recursos gerem mais e não menos possibilidades. Por isso, ela – que já utiliza algumas ferramentas em seus trabalhos – pretende testar algumas das sugestões que ouviu na palestra. Mesmo na sua primeira semana do mestrado, esta não é a primeira discussão que a estudante acompanha sobre o tema. “Ontem mesmo em sala de aula uma professora falou sobre o uso de inteligência artificial de forma mais contrária. Hoje o professor se posicionou a favor. Saio daqui com mais dúvidas do que quando cheguei, mas isso é bom porque aumenta minhas possibilidades de reflexão”, relata. Para quem não pôde comparecer à aula inaugural da pós-graduação, é possível assistir à gravação dela no canal da UFSM no Youtube. [caption id="attachment_68532" align="alignright" width="485"] (Imagem: reprodução/Rafael Moraes)[/caption] Ferramentas que podem facilitar a vida acadêmica Veja aqui a lista de algumas ferramentas indicadas pelo professor Rafael Moraes durante a sua apresentação e a função de cada uma delas. Fichamento e busca de artigos: Elicit: Encontra, resume e utiliza artigos acadêmicos para responder perguntas (versão grátis e paga) SciSpace: Ajuda a compreender trechos e conceitos de artigos acadêmicos (versão grátis e paga) Scite: Analisa citações de artigos para indicar credibilidade e relevância (versão grátis e paga) Consensus: Motor de busca baseado em IA que encontra respostas em artigos acadêmicos (versão grátis e paga) Perplexity: Buscador de IA com respostas baseadas em fontes científicas (versão grátis e paga) SciSummary: Resume os principais pontos de artigos científicos (teste grátis de sete dias e um mês gratuito para estudantes) [caption id="attachment_68533" align="alignright" width="483"] (Imagem: reprodução/Rafael Moraes)[/caption] Ferramentas para tarefas acadêmicas e profissionais: ChatGPT: Gera textos, responde perguntas, auxilia na escrita, programação e criação de ideias com inteligência artificial (plano gratuito com limitações e versão plus paga) Leonardo.AI: Utiliza inteligência artificial para criar imagens (versão grátis e paga) MindMeister: Mapeamento mental para organização de ideias, planejamento de projetos e colaboração com outras pessoas (plano gratuito com restrições e versão premium paga) Graphy: Gera gráficos para visualização de dados (versão gratuita e planos pagos para gráficos avançados) Flux AI: Criação de vídeos com uso de inteligência artificial (versão gratuita e paga) ChatPDF: Gera resumos e respostas baseadas em documentos de PDF (gratuito) ZeroGPT: Verifica a autenticidade de textos (gratuito) Presentations: Criação de slides com IA (versão gratuita e paga) Napkin: Transforma texto em apresentações visuais (gratuito) Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/03/06/ia-arquitetura-de-computadores Thu, 06 Mar 2025 15:33:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68414 [caption id="attachment_68415" align="alignleft" width="538"]Foto colorida horizontal de dois homens jovens em pé à frente de uma apresentação em formato slide. A apresentação está em um telão, ao centro deles, com um fundo azul, a sigla Lascas, uma foto do pórtico da cidade de Bento Gonçalves, que é uma pipa de vinho gigante. A tela também traz o título do trabalho em inglês Mathias Cirolini Michelott e Bruno Henrique Spies apresentaram pesquisa no congresso latino de microeletrônica em Bento Gonçalves[/caption]

A aceleração da inteligência artificial (IA) no reconhecimento e na classificação de imagens é o tema da pesquisa dos estudantes Bruno Henrique Spies e Mathias Cirolini Michelotti, ambos do curso de Engenharia da Computação da UFSM. A pesquisa teve orientação dos professores Leonardo Londero de Oliveira e Everton Alceu Carara, do Grupo de Microeletrônica (GMicro) do Centro de Tecnologia. 

O trabalho discute a relação entre IA e a arquitetura de computadores e foi apresentado na 16ª edição do IEEE Latin American Symposium on Circuits and Systems (Lascas), no dia 28 de fevereiro, em Bento Gonçalves. A comunicação científica foi feita com uso de slides e em inglês sob o título Evaluating Multiplier-Less CNNs in RISC-V Architecture.

Conforme Mathias, a pesquisa tem como objetivo “acelerar a execução de redes neurais convolucionais, um tipo de inteligência artificial amplamente utilizado para reconhecer e classificar imagens”. Para que isso ocorra, o estudo propõe a substituição de operações de multiplicação por deslocamentos de bits, conhecidos como operações de shift. 

O estudante diz que é semelhante à multiplicação por potências de 10 no sistema decimal. “Por exemplo, ao multiplicar 9 por 10, basta adicionar um zero à direita: 9 × 10 = 90. No sistema binário, o deslocamento de bits para a esquerda equivale a multiplicar por uma potência de 2”, comenta. Ele ainda usa com a seguinte ilustração: “o número binário 101 (que representa 5 no decimal), ao ser deslocado uma posição para a esquerda, se torna 1010 (10 em decimal), o que equivale a multiplicar por 2”.

Com a substituição proposta pelo grupo de pesquisadores ligados ao GMicro, algumas redes neurais podem realizar tarefas de reconhecimento e classificação de imagens na metade do tempo. “Isso ocorre porque as operações de deslocamento exigem muito menos tempo de processamento”, conclui.

UFSM no congresso latino-americano de microeletrônica

O IEEE Latin American Symposium on Circuits and Systems, mais conhecido como Lascas, é um congresso itinerante promovido pela IEEE Circuits And Systems e parceiros sobre microeletrônica. A edição de 2025 contou com mais de 300 inscritos - a maior até agora -, incluindo participantes de outros continentes, como Ásia e Europa. As sedes das próximas edições devem ser no Peru e no Panamá. 

A UFSM teve dois artigos selecionados. Além do trabalho sobre IA e arquitetura de computadores, teve um estudo orientado pelo professor João Baptista Martins, da UFSM, e pelo professor Ricardo Reis, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Os demais pesquisadores são Wilian Padilha, Augusto Weber e Freddy Morales, da UFSM, e Elias de Almeida Ramos, da UFRGS. A pesquisa desenvolveu um modelo determinístico para o “Random Telegraph Noise (RTN)”, um tipo de ruído que provoca alteração em circuitos eletrônicos. 

A participação da instituição também se deu na comissão organizadora do evento presencial do Lascas com cinco estudantes do curso de Engenharia da Computação.

 

Texto: Maurício Dias

Foto: João Baptista Martins/Especial/UFSM

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/02/21/campus-de-cachoeira-do-sul-tera-curso-de-inteligencia-artificial-no-proximo-semestre Fri, 21 Feb 2025 18:41:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67546 O 55BET Pro da UFSM em Cachoeira do Sul ganhará um novo curso de graduação neste ano, somando-se aos outros cinco que já funcionam no local (Arquitetura e Urbanismo, Engenharia de Transportes e Logística, Engenharia Agrícola, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica). O novo curso é o de bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial, cuja criação foi recentemente autorizada pelo Ministério da Educação. O curso será noturno e terá duração de 4 anos, sendo ofertadas 40 vagas no total. O primeiro ingresso será realizado por meio de um edital extraordinário, que será divulgado em breve. Trata-se de uma inovação não apenas para o campus, mas também para o estado.

O responsável pelo curso será o docente Adriano Quilião, que atua como professor adjunto dos cursos de engenharia do campus. De acordo com ele, algumas das disciplinas incluídas serão de computação com ênfase em inteligência artificial (IA), estatística com foco em ciência de dados e disciplinas matemáticas como cálculo e álgebra. Segundo Adriano, a ideia do curso surgiu por conta da ausência de um curso presencial de computação em Cachoeira do Sul, e visa contribuir para a diminuição da falta de profissionais qualificados na área.

“Existe uma demanda crescente por profissionais de computação/IA, o que originou a ideia de criarmos um curso na área. Fizemos, inclusive, uma reunião com o coordenador do curso de Ciência de Dados e IA da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), e ele revelou que o curso tinha muita procura. Esta informação e a demanda de mercado acabaram motivando a escolha”, explica o professor.

Cursos de IA no Brasil

Esta é uma profissão com uma demanda cada vez maior no mercado de trabalho, que busca cada vez mais incorporar a IA na rotina de trabalho diária. De acordo com um relatório deste ano realizado pela Microsoft e LinkedIn, 71% dos executivos entrevistados preferem contratar candidatos com habilidades de IA, mesmo que tenham menos experiência. Ainda, a demanda por profissionais de IA aumentou 323% nos últimos oito anos.

Apesar de existirem disciplinas de IA e vários cursos de pós-graduação e graduação na modalidade de ensino a distância (EaD), ainda são poucos os cursos de bacharelado presenciais de IA no Brasil. Ainda existe uma maior variedade de opções em instituições privadas, mas em universidades federais a oferta ainda é limitada. No Brasil, existem 19 cursos de graduação presenciais com foco em IA em atividade, e apenas um no estado: o curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), que teve início no ano de 2021.

Por isso, a demanda por cursos de graduação na área também aumentou exponencialmente nos últimos anos. O primeiro curso criado no Brasil foi o da Universidade Federal de Goiás (UFG), em 2020. Na mesma modalidade de bacharelado presencial, são dois cursos em atividade no momento: o curso de Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG) e o curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da UFPB, ambos iniciados em 2020.

Além destes, mais um curso em desenvolvimento está registrado no Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC): o curso de Inteligência Artificial e Engenharia de Software da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com oferta de 30 vagas e previsão de início para 2025. O curso da UFPB também é o único na mesma área do futuro curso de Cachoeira do Sul em atividade em uma universidade federal no momento. Em instituições privadas, há cerca de 14 cursos de Ciência de Dados e IA no país.

Texto: Giulia Maffi (estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias), com informações da Assessoria de Comunicação de Cachoeira do Sul

Edição: Lucas Casali

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/2024/10/03/cte-ufsm-e-ppgeci-ufrgs-disponibilizam-a-partir-de-04-10-2024-curso-mooc-sobre-inteligencia-emocional-e-inteligencia-artificial Thu, 03 Oct 2024 18:02:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/cte/?p=7752

A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE) e parceria com o Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências (PPGECI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, disponibiliza à comunidade o MOOC Inteligência Emocional e Inteligência Artificial: um debate para o futuro da educação.

O curso visa refletir sobre as estratégias e meios de enfrentar os desafios presentes na era da inteligência artificial em consonância com a educação socioemocional.

Veja abaixo informações sobre o curso ou clique na imagem:

- Curso on-line aberto e massivo (Massive Open Online Course - MOOC), autoinstrucional.
- Plataforma de ensino: Moodle Capacitação da UFSM.
- Carga horária de 80h.

- Inscrições permanentes, pelo tempo em que estiver disponível no site.
- Público indicado: profissionais da educação e demais interessados na temática.
- Certificado de conclusão aos concluintes.
- Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail: equipecapacitacao@cead.55bet-pro.com.

Para se inscrever em qualquer curso MOOC promovido pela CTE, o interessado precisa criar uma conta no Moodle Capacitação. Caso já tenha um cadastro, basta escolher o curso e solicitar a autoinscrição.

Para ler o informativo completo do curso, CLIQUE AQUI.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/03/22/inteligencia-artificial-auxilia-na-previsao-de-futuros-surtos-de-dengue-em-santa-maria Fri, 22 Mar 2024 12:46:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65507

Os casos de dengue no Brasil já chegam em quase dois milhões de registros e as mortes confirmadas passaram de 600, conforme dados do mês de março de 2024. No Rio Grande do Sul foi decretado estado de emergência devido à doença. Apenas neste ano o estado já contabiliza mais de 34 óbitos. Até o dia 20 de março, Santa Maria já tinha registrado mais de 180 casos confirmados de dengue. 

Para auxiliar no combate à doença, pesquisas sobre o tema têm se multiplicado, em diferentes frentes de atuação. Uma delas conta com o auxílio da Inteligência Artificial (IA) para prever, com cerca de um mês de antecedência, um novo surto de dengue. O estudo é do mestrando no  Pós-Graduação em Ciência da Computação, Pedro Henrique Pinto Leão, que desenvolve uma pesquisa que possibilita identificar em qual região de Santa Maria irá ocorrer o próximo surto. 

Para isso, o pesquisador utiliza dados locais anteriores relacionados a temperatura, chuvas e umidade, além dos registros das ocorrências de casos de dengue. Esses dados são disponibilizados pela Prefeitura de Santa Maria, além de serem retirados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Com essas informações, se torna possível antever com 30 dias de antecedência qual será a região da cidade que terá o próximo surto. Os dados da Prefeitura, sobre a ocorrência de dengue nos bairros de Santa Maria são primordiais, pois são eles que possibilitam maior precisão no resultado. Afinal, como destacado por Pedro, cada local é uma situação: “A situação em Camobi não será a mesma que no bairro Tancredo Neves”, explica.

Pedro comenta que a parceria com a Prefeitura deu acesso a dados dos últimos cinco anos. Essas informações serão cruzados com dados meteorológicos da época. “Nós conseguimos dados de dengue desde 2017. Vamos cruzar esses dados com os meteorológicos do município, separados por bairros”, ressalta. Dessa forma, é possível identificar por que determinada região possui um maior número de casos e, por consequência, evitar esse aumento. 

A estimativa de previsão de 30 dias é o tempo necessário para que os agentes de saúde da cidade possam intervir. “Se eu passar de 30 dias já vira meio futurologia, chute. E se eu prever que amanhã vai ter um caso não adianta, porque a equipe deles trabalha com um calendário de ação que dura em torno de 3 meses”, explica o mestrando. 

Avanços com a Inteligência Artificial

Estudos que identificam quais regiões são mais propícias para desenvolver o mosquito da dengue já existem antes mesmo da Inteligência Artificial. A diferença é que agora um trabalho que antes era feito manualmente e demandava uma grande equipe, pode ser feito apenas por um computador. 

“Com a inteligência artificial a gente consegue fazer esses cruzamentos muito mais rápido, [a inteligência artificial] consegue fazer com que nós tenhamos um tempo hábil de ação. A gente poderia pegar cinco anos atrás, só que aí ficaria pronto daqui cinco anos, se a gente colocar ali no computador o computador já faz”, explica Pedro. De acordo com o mestrando, o uso da IA possibilita prever o que vai acontecer com base em resultados anteriores. A respeito da margem erro Pedro comenta: “ainda não foram definidas pois dependemos da análise de todos os dados e ver quais tem mais relevância para a previsão, como ainda temos dados por receber da Prefeitura, esses dados podem impactar bastante na variação”.

Para o professor orientador do estudo, Daniel Welfer, o uso de Inteligência Artificial nesse tipo de pesquisa é de extrema importância. “A predição de casos de dengue utilizando inteligência artificial é de extrema relevância para a saúde pública pois pode prever surtos de dengue com antecedência, auxiliando no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti em municípios ou bairros. Dessa forma, é possível melhorar as respostas dos sistemas de saúde locais através da implementação de medidas preventivas e gerenciando de forma otimizada os impactos da doença”, relata Daniel.

Resultado na mão

Pedro explica que a pesquisa vai ser qualificada esse ano e por isso os resultados ainda não são precisos. Até poucas semanas atrás, ele utilizava dados do município de Porto Alegre, pois ainda não tinha acesso aos dados específicos de Santa Maria, dessa forma, os resultados preliminares são baseados lá. “Porto Alegre tem um clima parecido e uma densidade também parecida, dadas as proporções. Nós temos bairros muito pouco densamente povoados e temos bairros muito densos. Então, estava dando em torno de 73%, 74% de acerto. A gente quer aumentar isso. Agora, trabalhando com os dados daqui, o que vier vai ser mais assertivo”, explica Pedro. 

O mestrando explica que quanto mais específicos os dados forem para cada região melhor é. Por exemplo, a metodologia e estudos realizados no Rio de Janeiro não proporcionam a mesma eficácia, afinal o clima de lá é tropical o ano inteiro enquanto aqui encontra-se um clima subtropical. Além disso, Pedro identifica que resultados abaixo de 70% são achismos e não devem ser utilizados: “A gente busca trabalhar entre 70% e 90%”.

Daniel comenta sobre a importância desses estudos chegarem em outras cidades: “Há grande possibilidade de que esses estudos de predição de casos de dengue usando inteligência artificial se expandam para outras cidades. Trabalhos do estado da arte na literatura recente já demonstram isso. A ideia central é adaptar o modelo de IA que foi treinado para outras localidades permitindo assim melhorar a resposta dos sistemas de saúde”.

Futuramente, quando Pedro terminar o mestrado, objetiva entregar os resultados do estudo para os agentes de saúde de Santa Maria, de forma que possa contribuir para evitar novos surtos. Além disso, os resultados também podem auxiliar na conscientização da população no geral. “Temos poucos agentes de saúde, então se conseguirmos fazer com que eles trabalhem melhor e consigam eliminar mais focos, a situação vai melhorar para toda a comunidade”, finaliza o pesquisador.

Texto: Gabriel Escobar, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/02/16/projeto-que-une-robotica-e-inteligencia-artificial-para-o-desenvolvimento-de-criancas-com-autismo-e-aprovado-em-edital-finep Fri, 16 Feb 2024 14:13:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65163 [caption id="attachment_65171" align="alignleft" width="603"] Robô Nico fala, mexe cabeça, olhos e braços para interagir com crianças[/caption]

A Qiron Robotics, startup incubada na Pulsar Incubadora Tecnológica, especializada na criação de robôs sociais, com foco particular no campo educacional e terapêutico, foi selecionada no edital Startups em Tecnologias Habilitadoras, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O projeto aprovado utiliza robôs humanoides em sala de aula e ambiente clínico como uma ferramenta para o auxílio do desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

O edital, lançado em setembro de  2022, teve seu o resultado publicado este ano, contemplando a Qiron Robotics com um recurso de R$ 1.623.615,28. Esse valor será investido pela startup em inovações que possam impactar positivamente na educação e na terapia de crianças com TEA, transtorno que tem afetado um número crescente de pessoas ao redor do mundo. Assim, o projeto da Qiron Robotics surge como uma iniciativa promissora, buscando utilizar a tecnologia robótica e de inteligência artificial para melhorar o aprendizado e comportamento de crianças com TEA. 

Sobre o projeto

O projeto “Robô autônomo para saúde mental”, aprovado no edital, é resultado de uma parceria de cerca de dois anos com a Universidade Federal do Tocantins (UFT). Na iniciativa, um robô apelidado de Nico é utilizado para trabalhar formas de interagir, habilidades sociais e comportamentais, criando atividades e jogos que auxiliam no desenvolvimento de crianças com autismo. Ele movimenta a cabeça, os braços, os olhos e consegue interagir verbalmente, ajudando no processo de desenvolvimento de habilidades sociais e comportamentais das crianças autistas. 

A pesquisadora do projeto, Héllen Souza Luz, ressalta que a dificuldade de interação social é uma das características centrais das crianças com TEA. “Ele [o robô] consegue estimular, por exemplo, a fala e outras habilidades sociais nas crianças com TEA, desenvolvendo micro-comportamentos fundamentais para o processo escolar dessas crianças – como a troca de turnos, atenção conjunta, entre outros. Em indivíduos neurotípicos, esses comportamentos são desenvolvidos naturalmente, a partir da observação; já na criança com TEA, não: ela precisa ser treinada para isso e, quanto antes ocorrer, melhor, para que tenha um processo acadêmico com menos prejuízo”, comenta ela em entrevista ao Sexta com Ciência, da UFT.

O modelo de robô para iniciativa utilizado é o Beo, desenvolvido pela Qiron e usado, também, em outras finalidades como em eventos e ambientes de engajamento com o público. “O Beo se destaca em salas de aula e clínicas como um parceiro expressivo do professor e um facilitador para terapeutas, ajudando na interação e no engajamento de crianças, incluindo aquelas com Transtorno do Espectro Autista. Ele combina inteligência artificial com conteúdo personalizável, tornando a aprendizagem mais inclusiva e a terapia mais eficaz. Essa abordagem mais empírica é o que nos embasou para buscar a profundidade científica junto à UFT”, comenta Rafael Miranda, CEO da Qiron Robotics.

Simone Irigon também integrante do projeto na UFT,  em entrevista ao Sexta comCiência, destaca que o robô Nico tem sido eficiente no processo de aprendizagem dos estudantes com TEA por conta de sua tecnologia e recursos disponíveis. “Suas especificações permitem programação e seus estímulos são observados por meio de movimentos corporais, roteiros verbais gravados, orientação da cabeça, movimentos do olhar e coordenadas de braços e mãos, controlados por iPad, que se comporta como um controle em tempo real, sendo assim uma ferramenta com profundidade de ensino e pesquisa capaz de despertar a empatia com o participante”, ressalta a pesquisadora.

Impulso para desenvolvimento de tecnologia

[caption id="attachment_65169" align="alignright" width="599"] Para o futuro, o objetivo é aumentar as parcerias e soluções na área de tecnologia[/caption]

Rafael destacou a importância do recuso recebido no edital para impulsionar a pesquisa que já era desenvolvida há um tempo, mas que necessitava de recursos para o aprofundamento e melhora da tecnologia. “ Estamos agora em uma posição única para não apenas aprofundar nossa pesquisa, mas também tornar nossa tecnologia mais acessível e adaptável às necessidades dessas crianças. Este investimento é um testemunho do potencial do nosso projeto em fazer uma diferença real na vida das pessoas e serve como um catalisador para futuras inovações”, ressalta. A aprovação no edital vai permitir que a Qiron acelere o seu desenvolvimento, tanto na parte científica (pesquisas sobre o TEA junto à UFT) quanto na parte tecnológica (ampliação do potencial do robô Beo).

Além disso, o CEO destaca que o edital da Finep traz celeridade e notoriedade para o projeto. “É um cartão de visita. Várias portas se abrem com esse aporte. Podemos tornar o Beo mais acessível e adaptável, e também podemos explorar novas oportunidades de parcerias, que podem beneficiar não apenas crianças com TEA, mas também outros grupos”, pontua. Para o futuro, a Qiron pretende expandir suas parcerias e soluções. Dentre seus planos, está a possibilidade de trabalhar com idosos, adultos com TEA e outras neurodivergências. Além de ampliar as parcerias já existentes, a exemplo da com o Sebrae  e no Descubra da UFSM, em que o robô foi hostess.

Com informações da Assessoria de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico
Fotos: Qiron Robotics

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/16/jornada-de-matematica-reune-pesquisadores-da-regiao-sul-na-ufsm Thu, 16 Nov 2023 20:00:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64555 4ª Jornada de Matemática e Matemática Aplicada. Trata-se de um evento de agregação de pesquisadores da região Sul do país, voltado principalmente para alunos de graduação e pós-graduação dessa área. Além de divulgar o trabalho desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Matemática da UFSM, o evento tem como objetivo proporcionar aos participantes uma oportunidade para que ampliem seus conhecimentos em tópicos relevantes de pesquisa. Com uma programação constituída por palestras, minicursos e apresentação de trabalhos, a jornada está acontecendo no auditório anexo ao prédio 17 do campus sede. Entre os palestrantes, estão professores da UFSM, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), bem como da Northeastern University e Harvard University, dos EUA. Entre os temas abordados, estão inteligência artificial, redes neurais artificiais, teoria espectral de grafos e matemática computacional em Python.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/08/24/startup-e-pesquisadores-da-ufsm-trabalham-em-projeto-de-inteligencia-artificial-na-transmissao-de-energia-eletrica Thu, 24 Aug 2023 13:45:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63469 [caption id="attachment_63470" align="alignright" width="723"]foto colorida horizontal com duas mãos, em plano fechado, segurando um equipamento preto, do tamanho de um tablet, com um monitor mostrando uma imagem de cabos de energia Entre as etapas do projeto estão o treinamento dos voos dos drones e a configuração dos algoritmos de IA[/caption]

O projeto de P&D intitulado “Diagnóstico inovador e automatizado do estado de cadeias de isoladores e estruturas de torres de transmissão de energia elétrica através de aeronaves remotamente tripuladas e inteligência artificial”, desenvolvido pela Fox IoT, startup da Pulsar Incubadora vinculada ao InovaTec Parque Tecnológico, e pesquisadores da UFSM, tem como objetivo o desenvolvimento de um sistema autônomo para a inspeção do estado operacional de cadeias de isoladores e estruturas em torres de transmissão. Quem explica isso é o engenheiro e professor Dion Lenon Prediger Feil, coordenador do projeto. Segundo ele, esse processo será feito através da análise, por ferramentas de IA, de imagens coletadas em campo por aeronaves não tripuladas com rotinas de voo automatizadas. 

Filipe Carloto, CEO da Fox IoT, explica que a ideia é usar inteligência artificial para analisar as imagens de maneira automatizada, que são coletadas a partir de drones. A Fox IoT atuará na aplicação da inteligência artificial como um todo. A partir da coleta de imagens, nossos algoritmos conseguem fazer análises do estado íntegro das estruturas de transmissão, com foco mais operacional, complementando muito bem com a Universidade.  Nosso papel no projeto é justamente usar nossa expertise tecnológica para auxiliar a transmissora de energia e a academia no desenvolvimento de uma nova tecnologia, contribuindo para a interação entre pesquisa e a aplicação a campo”, afirmaPara Carloto, o papel da Fox IoT, uma startup no meio de um projeto P&DI, é justamente esse: conseguir levar a pesquisa para uma aplicação – e posteriormente, até mesmo uma comercialização.

A professora Laura Lisiane C. dos Santos, participante do projeto, também falou sobre a importância do desenvolvimento dessa tecnologia. Para ela, “as estruturas de uma torre de transmissão e as cadeias de isoladores são elementos vitais para a integridade das linhas de transmissão de energia elétrica. Assim, a manutenção preventiva desses isoladores e das estruturas é de extrema importância para a confiabilidade, robustez, qualidade e eficácia da transmissão de energia elétrica. A automação desse processo de inspeção, através de aeronaves não tripuladas aliado ao processamento de dados por tecnologias de inteligência artificial apresenta inúmeras vantagens".

O projeto terá mais de R$ 4 milhões em investimento e será executado via Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Pesquisa e Desenvolvimento do Brasil (Inesc P&D), entidade que irá representar a equipe do projeto da UFSM e que será responsável pelo embasamento teórico, além de revisão bibliográfica. A CPFL-T está presente no projeto como investidora e suas equipes de inovação e técnica atuam como pesquisadores, em conjunto das equipes do INESC e Fox IoT. O projeto segue os Procedimentos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PROPDI), programa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). 

O trabalho também conta com a participação dos professores Nelson K. Neto e Paulo César V. Luz, do curso de Engenharia Elétrica do 55BET Pro Cachoeira do Sul, do professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Daniel Pinheiro Bernardon, que atuará na orientação de mestrandos e doutorandos e na elaboração e publicação de trabalhos científicos em congressos e revistas, junto com o professor Vinícius Jacques Garcia, do 55BET Pro Sede, além de três alunos de doutorado, um aluno de mestrado e dois estudantes de iniciação científica da UFSM. 

Texto: Izadora Lemes Rocha, estagiária do InovaTec UFSM Parque Tecnológico
Revisão: Luana Giazzon, assessora de comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico
Foto: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/2023/08/23/inteligencia-artificial-na-transmissao-de-energia-eletrica-fox-iot-startup-da-pulsar-incubadora-trabalha-em-projeto-de-pd-com-pesquisadores-da-ufsm Wed, 23 Aug 2023 13:52:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/?p=1283

O projeto conta com a participação da Fox IoT e tem entre as principais etapas os estudos teóricos, o treinamento dos voos dos drones e a configuração dos algoritmos de Inteligência Artificial.

O projeto, intitulado Diagnóstico inovador e automatizado do estado de cadeias de isoladores e estruturas de torres de transmissão de energia elétrica através de aeronaves remotamente tripuladas e Inteligência Artificial”, tem como objetivo o desenvolvimento de um sistema autônomo para a inspeção do estado operacional de cadeias de isoladores e estruturas em torres de transmissão. Quem explica isso é o engenheiro e professor Dr. Dion Lenon Prediger Feil, coordenador do projeto. Segundo ele, esse processo será feito através da análise, por ferramentas de Inteligência Artificial, de imagens coletadas em campo por aeronaves não tripuladas com rotinas de voo automatizadas. 

Filipe Carloto é CEO da Fox IoT, startup da Pulsar Incubadora vinculada ao InovaTec Parque Tecnológico, que está envolvida no projeto, explica que a ideia é usar inteligência artificial para analisar as imagens de maneira automatizada que são coletadas a partir de drones.  “A Fox IoT atuará na aplicação da inteligência artificial como um todo. A partir da coleta de imagens, nossos algoritmos conseguem fazer análises do estado íntegro das estruturas de transmissão, com foco mais operacional, complementando muito bem com a Universidade.  Nosso papel no projeto é justamente usar nossa expertise tecnológica para auxiliar a transmissora de energia e a academia no desenvolvimento de uma nova tecnologia, contribuindo para a interação entre pesquisa e a aplicação a campo". Para Carloto, o papel da Fox IoT, uma startup no meio de um projeto P&DI, é justamente esse: é um projeto onde se consiga levar a pesquisa para uma aplicação - e posteriormente, até mesmo uma comercialização.

A professora Dra. Laura Lisiane C. dos Santos, participante do projeto, também falou sobre a importância do desenvolvimento dessa tecnologia. Para ela, “as estruturas de uma torre de transmissão e as cadeias de isoladores são elementos vitais para a integridade das linhas de transmissão de energia elétrica. Assim, a manutenção preventiva desses isoladores e das estruturas é de extrema importância para a confiabilidade, robustez, qualidade e eficácia da transmissão de energia elétrica. A automação desse processo de inspeção, através de aeronaves não tripuladas aliado ao processamento de dados por tecnologias de inteligência artificial apresenta inúmeras vantagens.” afirma.

O projeto terá mais de R$ 4 milhões em investimento e será executado via INESC P&D - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Pesquisa e Desenvolvimento do Brasil, entidade que irá representar a equipe do projeto da UFSM e que será responsável pelo embasamento teórico, além de revisão bibliográfica. A CPFL-T está presente no projeto como investidor e suas equipes de inovação e técnica atuam como pesquisadores, em conjunto das equipes do INESC e Fox IoT. O projeto segue os Procedimentos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PROPDI), programa da Agência Nacional de Energia Eelétrica (ANEEL). 

 

O trabalho também conta com a participação dos professores Nelson K. Neto e Paulo César V. Luz, do curso de Engenharia Elétrica do campus da UFSM - Cachoeira do Sul do Professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFSM, Daniel Pinheiro Bernardon, que atuará na orientação de mestrandos e doutorandos e na elaboração e publicação de trabalhos científicos em congressos e revistas, junto com o professor Vinícius Jacques Garcia do 55BET Pro sede, além de três alunos de doutorado, um aluno de mestrado e dois estudantes de iniciação científica da UFSM. 

 

Texto: Izadora Lemes Rocha, estagiária do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Revisão: Luana Giazzon Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Imagem: Filipe Carloto. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/06/13/uso-da-inteligencia-artificial-na-educacao Tue, 13 Jun 2023 11:34:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62474

Grandes produções audiovisuais como Blade Runner: o Caçador de Andróides e a série Black Mirror, criaram no imaginário popular um medo de que ferramentas tecnológicas muito avançadas acabariam, em algum momento, se tornando uma ameaça à existência humana, em decorrência do seu nível de inteligência. Em 2023, este sentimento começou a tomar proporções maiores com a série de avanços realizados em torno do que é chamado de Inteligência Artificial (IA), promovendo questionamentos, inclusive, no meio educacional. Contudo, dispositivos como ChatGPT são realmente uma ameaça à qualidade de aprendizagem, ou eles estão recebendo o título de vilões injustamente?

[caption id="attachment_62477" align="alignleft" width="408"] Imagem criada através de IA mostra Papa Francisco usando um casaco da Balenciaga[/caption]

Ao longo destes seis meses iniciais de 2023, o mundo tomou conhecimento de ferramentas tecnológicas que fazem uso da IA em seu funcionamento. Evidências sendo cantada pela cantora Ariana Grande e foto do Papa Francisco vestindo casaco da Balenciaga são apenas dois exemplos que viralizaram nas redes sociais recentemente, mas que já impressionaram a todos pelo nível de semelhança com a realidade. Contudo, apesar de as criações citadas terem repercutido por serem engraçadas, outros usos dessas IAs têm despertado preocupação entre algumas pessoas, porque, para além dos dispositivos já citados, ferramentas como o ChatGPT, Decktopus AI ou o ChatPDF representam uma revolução na forma de se produzir conteúdos criativos, científicos e educacionais. Isso porque tais ferramentas agora são capazes de desempenhar atividades que, até pouco tempo atrás, só poderiam ser feitas por humanos.

Para se ter uma ideia, o ChatGPT funciona da seguinte forma: você acessa um chat para conversar com a ferramenta e solicitar qualquer tipo de informação; o dispositivo, utilizando uma base de dados gigantesca, é capaz de te responder, te poupando do esforço de pesquisar por conta própria e de estruturar um texto explicando o conteúdo. Outra Inteligência Artificial semelhante é o ChatPDF, em que o usuário faz a inserção de um documento na plataforma, para que o próprio dispositivo analise o conteúdo daquele texto e, posteriormente, responda os questionamentos que o usuário fizer acerca do material. Além destes, outro recurso é o Decktopus AI, que produz apresentações profissionais, por meio do que é solicitado por quem está utilizando a ferramenta, e também consegue traduzir apresentações para idiomas diversos.

A partir desse panorama, é possível compreender o porquê de a Inteligência Artificial ter se tornado um motivo de medo para o meio educacional, uma vez que estudantes desde o nível básico até a pós-graduação podem utilizá-la para fins acadêmicos, abrindo espaço para o plágio, baixa produção de novos conhecimentos e até mesmo desinformação. Ao encontro desse pensamento, o professor do Departamento de Processamento de Energia Elétrica (DPEE) do Centro de Tecnologia (CT), Anselmo Cukla, argumenta que a IA apresenta desafios para seus usuários, no entanto, assim “como qualquer ferramenta, quando mal utilizada, apresenta resultados fracos ou sem sentidos”. Essa explicação do professor diz respeito ao modo de funcionamento das Inteligências Artificiais, que, diferente do que se idealiza, não são capazes de atender a todas as demandas com 100% de precisão.

Para explicar como funciona uma IA e refletir sobre as formas com que ela pode afetar o ensino brasileiro, a Agência de Notícias da UFSM conversou com Cukla e alguns outros docentes da instituição para descobrir o que eles pensam sobre o assunto.

Como funciona uma Inteligência Artificial?

Basicamente, as Inteligências Artificiais são projetadas para desempenharem atividades que, até então, só poderiam ser feitas por humanos, como redigir uma redação em linguagem natural. Porém, para além de tarefas simples, boa parte das IAs são feitas com o objetivo de desenvolver ações repetitivas ou difíceis de realizar, como responder clientes em alguma rede social ou certos procedimentos médicos, por exemplo. Cukla esclarece que uma IA é composta essencialmente por três blocos principais: entrada de dados, processamento e resposta ao usuário. Nesse sentido, a IA, resumidamente, é um conjunto de algoritmos que processam um grande volume de informações fornecidas pelo usuário e entrega um resultado a partir desses materiais, segundo o docente. Para que isso aconteça, esses algoritmos são “ensinados” a realizar determinada função, o que é conhecido como machine learning, por meio das bases de dados apresentadas pelo programador. 

Apesar de parecer ser uma tecnologia nova, a IA já está bem inserida na realidade brasileira, já que o país é o que mais usa Inteligência Artificial na América Latina, segundo dados do estudo de 2022 Avanços na cultura organizacional baseada em dados, analytics e IA. Conforme essa pesquisa, elaborada no território nacional, 63% das empresas já utilizam aplicações baseadas na tecnologia. Fora isso, a Inteligência Artificial vem se desenvolvendo há décadas, de acordo com o também professor do DPEE do CT, Leonardo Emmendorfer: “[com IA] podem-se realizar tarefas como o reconhecimento biométrico, onde a identificação e verificação de indivíduos é obtida com base em características únicas, como impressões digitais, padrões da íris e características da face. Nesta aplicação, uma base de exemplos seria composta de diversas imagens da face da mesma pessoa, em diferentes situações. Outros casos de sucesso incluem a robótica, a detecção de fraudes, a análise automática de risco de crédito e os sistemas de recomendação, muito presentes em plataformas de conteúdo e em redes sociais”, explica. 

E, pensando especificamente no uso de IA para a educação, o cenário não é diferente. Desde a década de 1960, sistemas de IA vêm sendo adotados no ambiente escolar: o sistema intitulado ELIZA, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), tornou-se popular por permitir que se conversasse, de forma simples, com a máquina. Emmendorfer lembra também que, nos anos 1980 e 1990, sistemas computacionais já auxiliavam a educação tutorial, o que segue acontecendo hoje em dia, mas de forma aprimorada, como reitera a professora de Departamento de Tecnologia da Informação, Adriana Pereira: “há algum tempo já estamos utilizando destas tecnologias no nosso dia-a-dia, como exemplo o uso de assistentes virtuais nas atividades rotineiras, tipo Alexa, Siri e Google Assistente. Ou então os nossos smartphones que fazem recomendações personalizadas e mostram resultados de pesquisa relevantes conforme o nosso perfil de consumidor.” A professora lembra também da geração automática de legendas nos vídeos do YouTube e o próprio Google Tradutor, que são tecnologias que fazem uso de sistemas inteligentes para funcionar.

Medo superestimado?

Ainda que não se saiba os possíveis alcances da Inteligência Artificial, Emmendorfer prefere assumir uma postura mais otimista em relação à tecnologia, justamente por já se utilizar inovações tecnológicas no dia a dia e no meio acadêmico. Ademais, o professor do CT conta que IAs talvez não sejam tão inteligentes assim, pois estão passíveis de erro, com certa frequência. Um exemplo disso aconteceu com o Bard, novo sistema de IA do Google, que divulgou uma informação falsa ao questionamento de “que novas descobertas do Telescópio Espacial James Webb (JWST) posso contar ao meu filho de nove anos?”. A essa pergunta, o Bard afirmou que o JWST foi responsável por fotografar as primeiras imagens de um planeta fora do sistema solar da Terra, o que é incorreto, uma vez que isso foi feito em 2004 pelo Very Large Telescope (VLT) do European Southern Observatory, segundo a NASA.

Por conta de questões como essa, o professor Anselmo Cukla também não acredita que a Inteligência Artificial afetará o avanço acadêmico, porque, embora possua a capacidade de processar mais dados que humanos, ela não é capaz de raciocinar e escrever textos com novas ideias e conclusões originais tal como um pesquisador humano é qualificado para fazer. “Elas [Inteligências Artificiais] são usadas apenas para auxiliar na organização do texto e facilitar a expressão de ideias já existentes, em vez de produzir conteúdo original. É como uma evolução do corretor ortográfico do MS Word. Elas nunca substituirão a criatividade do autor, nem têm a capacidade de criar novos conhecimentos’’, reforça o docente. Nessa lógica, ele enxerga que existe uma dramatização em torno das competências da IA, quando, na realidade, essas ferramentas não passam de algoritmos programados para executar tarefas específicas.

Sob outra perspectiva, o professor e coordenador do curso de graduação de Geoprocessamento e da especialização em Geomática do Colégio Politécnio, Luiz Kayser, admite que a sociedade pode estar sim perdendo o domínio em relação à IA - da mesma forma como já está perdendo também com vários outros aspectos da vivência humana: esse prejuízo talvez já exista com as atuais tecnologias. Perdemos o hábito de ler e escrever, a capacidade de conviver uns com os outros, a prática de esportes e atividades físicas, por exemplo”, reflete Kayser. Nesse sentido, o coordenador crê que todos os avanços promovidos pela sociedade trazem insegurança para quem está de fora do seu processo de implementação, por isso o importante é saber dosar o uso dessas ferramentas, para que possam ser inseridas no ambiente escolar de forma adequada. 

Para a professora e pesquisadora da temática, Elena Mallmann, vinculada ao Centro de Educação, qualquer dispositivo tecnológico impacta os processos de aprendizagem de crianças, jovens e adultos. Logo, é preciso estabelecer um tempo de acesso máximo ideal para amenizar possíveis prejuízos do uso descontrolado de plataformas digitais, os quais ainda não são conhecidos completamente. “Não sendo a tecnologia uma produção humana neutra, tampouco sua integralização poderia ser neutra’’, afirma Elena.

Aplicação prática 

Ao encontro do que a professora pensa, algumas reportagens com especialistas do tema afirmam que o uso de IA por crianças pode ocasionar em falta de apreço pela leitura, limitações no exercício da escuta e até dificuldades para transmitir informações oralmente com coerência e clareza. Nesse sentido, Elena afirma que os estudantes, principalmente os mais jovens, só serão afetados pelo uso da IA se as escolas e os docentes negligenciarem e omitirem a existência dos dispositivos tecnológicos. “O que pode mudar [com a inserção da IA no ensino] é o recurso de apoio e o ponto de partida. Por exemplo, ao invés de leituras e cópias baseadas em material impresso, professores podem propor exercícios de pesquisa a partir das compilações geradas por algum chatbot”, exemplifica a pesquisadora. 

Adriana Pereira comenta, também, sobre outras formas de inserir a IA na rotina escolar, por meio, por exemplo, dos Ambientes Virtuais de Ensino e Aprendizagem, que utilizam Inteligência Artificial para identificar as preferências de aprendizagem do aluno e personalizam os materiais didáticos conforme o algoritmo indica; ou então através de jogos educacionais, que permitem que o estudante aprenda enquanto se diverte. Alterações como essas nos métodos de ensino se somariam a outras ferramentas que, há um tempo atrás, não faziam parte da rotina escolar, como é o caso da plataforma Moodle.

No Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM), os alunos já utilizam ferramentas como o ChatGPT para auxiliar nas produções acadêmicas, de acordo com o professor que leciona aulas de Informática no ensino médio da Instituição, Rafael Teodósio. Contudo, o docente afirma não haver preocupação em relação a isso, já que os estudantes utilizam as plataformas de modo exploratório e não como um dispositivo que irá resolver e solucionar as questões propostas. Fora isso, os resultados apresentados pelas IAs precisam ser conferidos pelos discentes, considerando  os possíveis erros gerados por elas, como citado anteriormente. Nessa lógica, Teodósio defende que os educadores tomem a frente dessas ferramentas, para que se garanta o melhor aproveitamento dos meios por parte dos estudantes: “seria de fundamental importância que nossos alunos e professores pudessem dispor de treinamentos, palestras, ou oficinas que desmistificassem o uso das tecnologias para, assim, começar a utilizá-las de forma agregadora ao ensino”.

Dessa maneira, havendo uma revisão dos métodos de ensino e de avaliação, o docente acredita que a IA pode melhorar o aprendizado de disciplinas, por meio de aprimoramento do raciocínio crítico, verificação de fontes e construção de argumentos, por exemplo. Além de facilitar a resolução e elaboração de trabalhos e provas para os professores, com possibilidade de criar questionários e tarefas mais direcionadas a determinadas turmas, conforme explica o educador. Em consonância a este pensamento, Luiz Kayser entende que, para não promover confusão no processo de inserção da Inteligência Artificial no dia-a-dia acadêmico, esse procedimento deve ser feito paulatinamente. Assim, os docentes conseguem reaprender a lecionar a partir das novas tecnologias e instruir seus alunos acerca do funcionamento de tais ferramentas, mas impondo limites de uso, especialmente no ensino médio, fundamental e pré-escola, “visto que é nessa fase que são formados os princípios morais e éticos de crianças e adolescentes”.

A possível regulamentação da IA

Um dos problemas que se discute quando se fala em Inteligência Artificial no meio acadêmico é a facilidade de se plagiar conteúdos, uma vez que ferramentas como o ChatGPT fornecem respostas com base em materiais científicos já existentes. Contudo, Elena Mallmann argumenta que o reúso fraudulento de produções acadêmicas não é exclusivo da IA, é algo que acontece independentemente do auxílio dessa tecnologia, pois está ligado a questões humanas mais complexas, envolvendo ética, cidadania, cultura, política e a vida em sociedade como um todo. Ainda assim, estão sendo desenvolvidas iniciativas de aplicativos capazes de identificar se um texto foi ou não gerado por um humano, como o detector de plágios Turnitin, bem como em relação a áudios e vídeos produzidos por IA. Entretanto, Leonardo Emmendorfer destaca que essa identificação automática de conteúdo “real ou falso” tem se mostrado difícil de se consolidar na prática. 

Na tentativa de estabelecer normas para a Inteligência Artificial, o Brasil começou em maio a discutir sobre o Projeto de Lei 2.338/2023, que pretende consolidar regras para orientar o funcionamento dessas tecnologias no país, a fim de que os dados dos usuários sejam protegidos e as plataformas sejam supervisionadas e fiscalizadas por meio de dispositivos criados especificamente para isso. Outras medidas incluídas na proposta de criação do Marco Regulatório das Inteligências Artificiais no Brasil dizem respeito à classificação de risco das plataformas, definição de conceitos, treinamento para que as IAs não cometam discriminações, dentre outras. No momento, o PL está em discussão nas comissões temáticas do Senado e, caso siga em análise, o Brasil será um dos primeiros países a discutir a regulamentação das Inteligências Artificiais. 

Embora ainda não exista uma definição acerca das normas da IA e seu avanço constante torne difícil compreender as funcionalidades desse tipo de ferramenta, isso não significa que a sociedade deve temê-la. O mais importante de toda essa discussão é conhecê-la e entender que, embora ainda não se saiba até onde a IA pode chegar, ao menos ela está provocando reflexões em relação aos modelos de ensino, segundo Emmendorfer. Em concordância a esse pensamento, para Elena, a percepção de que o desenvolvimento da IA está mais acelerado ocorre porque há muita divulgação em torno do assunto, o que não significa que no futuro as pessoas serão reféns da máquina, muito menos que a educação sofrerá prejuízos aterrorizantes por causa da Inteligência Artificial.

Texto: Laurent Keller, acadêmica de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias.
Edição: Mariana Henriques, jornalista

Imagens: geradas através de Inteligência Artificial

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A palestra "Inteligência artificial e sua aplicação na saúde - A experiência da Iara Health" será realizada na próxima segunda-feira (8), na sala 1003 do CCS, às 18h30.

A Iara Health é uma startup health tech com foco em transformar a saúde por meio da inteligência artificial. O principal desafio da empresa é utilizar o estado da arte das tecnologias de aprendizado de máquina para auxiliar nos procedimentos de diagnóstico médico.

O palestrante, Bernardo Henz, professor de computação no Instituto Federal Farroupilha, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Computação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e cofundador e consultor da Iara Health, é formado em Ciência da Computação pela UFSM.

Ele vai mostrar algumas soluções inteligentes que estão revolucionando a área da inteligência artificial de diferentes maneiras, seja facilitando e agilizando o trabalho do médico, reduzindo erros, melhorando a precisão de resultados e até mesmo automatizando tarefas que antes eram exclusivamente realizadas por humanos.

A palestra é organizada pelo Grupo de Computação Aplicada em Saúde (Casa) da UFSM e pela Animati Computação Aplicada à Saúde. Faz parte das atividades didáticas das disciplinas de Informática em Saúde do MPCS e TICs em Saúde do Departamento de Clínica Médica da UFSM.

Podem participar alunos de todos os cursos, matriculados ou não, e profissionais interessados. Não é preciso inscrição antecipada.

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