UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 23 Apr 2026 06:20:42 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/26/inovatec-ufsm-seleciona-bolsista-de-jornalismo-para-producao-de-podcast Thu, 26 Mar 2026 13:27:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72270

O InovaTec UFSM - Parque Tecnológico publicou um edital para seleção de estudantes de Jornalismo que desejam atuar na produção do podcast Ecos da Inovação e demais atividades relacionadas ao ambiente de inovação. O pré-requisito é ter cursado ou estar cursando a disciplina de Radiojornalismo II do curso de Comunicação Social - Jornalismo. 

A bolsa é destinada a estudantes que desejam ampliar suas habilidades no âmbito sonoro. Como parte das atribuições, o selecionado irá atuar em um projeto radiofônico do Parque Tecnológico, auxiliar no planejamento e desenvolvimento do projeto, apresentar pautas para o programa, agendar entrevistas com diferentes fontes ligadas a empreendedorismo e inovação, apurar informações em fontes confiáveis, redigir roteiros, realizar a locução e mediação do programa e contribuir com outras atividades de apoio relacionadas ao InovaTec UFSM, como a cobertura de eventos e redação de notícias. 

É desejável que os inscritos possuam conhecimento prévio da linguagem radiofônica, proatividade e disponibilidade para participar do programa. As inscrições serão realizadas por meio do formulário eletrônico e permanecerão abertas até o dia 1º de abril. Para realizar a inscrição, o estudante deverá enviar uma cópia do comprovante de matrícula atualizado, uma cópia do currículo da Plataforma Lattes atualizado e seu portfólio de trabalhos/projetos em um link no Google Drive. 

O processo seletivo será dividido em duas etapas, a primeira corresponde à análise do currículo e do portfólio, com peso de 5 pontos, e a última será referente a uma entrevista individual e presencial, também com peso 5. A segunda etapa incluirá a avaliação de uma atividade prática em que os candidatos terão que apresentar um roteiro de um boletim informativo de rádio com a duração máxima de 2 minutos. 

De acordo com o edital, para essa atividade o estudante deverá pesquisar previamente no site ou nas redes sociais do InovaTec UFSM e selecionar três pautas ou mais (notícias, projetos, eventos ou iniciativas) para compor o conteúdo do boletim. A proposta é simular um material informativo de podcast/rádio, com linguagem clara, dinâmica e adequada ao público. No dia da entrevista, o candidato deverá apresentar o roteiro finalizado e realizar sua leitura em voz alta. 

A avaliação desta etapa irá considerar a organização e coerência das ideias, a qualidade e estrutura do roteiro, a adequação da linguagem ao formato de áudio e a interpretação na leitura (entonação, ritmo e clareza). As entrevistas serão realizadas entre os dias 6 e 8 de abril, no Prédio 61H da UFSM. A data e horário serão informados por e-mail aos selecionados na primeira etapa. 

Para mais informações acesse o documento. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/editais/002-2026 Thu, 26 Mar 2026 12:00:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/?post_type=editais&p=3981 O Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia – INOVATEC, por meio da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM (PROINOVA/UFSM), torna público o processo seletivo para a contratação de bolsista de jornalismo, nos termos da resolução 01/2013-UFSM.

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O Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia – INOVATEC, por meio da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM (PROINOVA/UFSM), torna público o processo seletivo para a contratação de bolsista de jornalismo, nos termos da resolução 01/2013-UFSM.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/21/coordenadora-do-curso-participa-de-treinamento-em-conferencia-internacional-da-uniao-europeia-e-fgv Sun, 22 Mar 2026 00:24:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1008

A professora Luciana Carvalho, coordenadora do curso de Jornalismo da UFSM - 55BET Pro Santa Maria e líder do Grupo de Pesquisa Desinfomídia (UFSM/CNPq), participou de um treinamento sobre ‘Manipulação e Interferência Estrangeira da Informação’, realizado de 17 a 19 de março, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília. 

Representantes da SECOM da Presidência, Nina Santos, e da AGU, Marcelo Almeida, abriram a conferência com o painel “O impacto da Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes no Processo Democrático”. Imagem: FGV COMUNICAÇÃO.

O curso integrou a programação da conferência internacional ‘Desinformação, Soberania e Democracia na Era da Inteligência Artificial’, realizada pela Delegação da União Europeia no Brasil e pela Escola de Comunicação da FGV, em parceria com a Debunk.org - think tank com sede na Lituânia focada em detectar e desmascarar campanhas de desinformação online. O treinamento foi ministrado por analistas da Debunk e pesquisadores da FGV a jornalistas, fact-checkers, pesquisadores, universidades e ONGs de várias regiões brasileiras. 


Professora Luciana Carvalho, do curso de Jornalismo da UFSM, com jornalistas e pesquisadores de todo o Brasil que participaram de treinamento na FGV Brasília durante evento da União Europeia. Imagem: FGV COMUNICAÇÃO.

Para a docente da UFSM, foi uma oportunidade de atualização sobre como identificar e enfrentar campanhas de desinformação que são promovidas por agentes externos visando atacar nossa democracia. “Foi um privilégio estar nesse curso e conhecer uma modalidade de desinformação que ainda não tinha estudado, sobretudo ter acesso a um conhecimento especializado que poderá ampliar a atuação do Desinfomídia. Além disso, foram dias de ótima convivência com colegas incríveis e de muito networking”, afirmou a professora Luciana.


O segundo painel da conferência abordou “Desafios da desinformação e interferência estrangeira no Brasil e na América Latina”, com a participação de Marcela Ríos Tobar (diretora para América Latina e Caribe do International IDEA) e Patricia Campos Mello (jornalista da Folha de São Paulo). A moderação foi de Beatriz Farrugia, analista sênior da Debunk.org.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/03/20/estudante-de-jornalismo-conquista-estagio-na-revista-piaui Fri, 20 Mar 2026 18:16:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=1004
Pedro Moro, na sede da revista "piauí", no Rio de Janeiro. Foto: Acervo pessoal.

O estudante Pedro Moro, do 7º semestre do curso de Jornalismo, foi selecionado para um estágio de seis meses na revista piauí, uma das mais prestigiadas publicações do país no campo do jornalismo narrativo. As atividades iniciaram no começo de março, com uma imersão completa na estrutura da revista, participação em reuniões de pauta e encontros com as equipes de checagem, de redes sociais e de edição.

Pedro conta que conheceu a revista em 2023, logo no início da graduação. Desde então, tem identificação com a proposta editorial da revista. Diferente do jornalismo factual, a piauí é conhecida por apostar em matérias com abordagem aprofundada e em tom literário, característica que chamou a atenção do estudante.

O processo seletivo nacional incluiu entrevistas com o editor-chefe e com estagiários da redação. Para Moro, um dos principais aprendizados até agora foi perceber a valorização de perfis autênticos. Segundo ele, apostar na própria singularidade faz toda diferença. O estudante acredita que sua seleção esteja relacionada ao interesse em unir o jornalismo aos quadrinhos. A combinação de interesses pessoais com a prática jornalística é essencial para ir além do padrão, comenta.

Agora, a atuação segue de forma remota. Mas o período imerso na redação da revista, no Rio de Janeiro, entre os dias dois a sete de março, e viabilizado pela publicação, permitiu compreender bem o funcionamento interno, especialmente o rigor da equipe de checagem: “São apenas três pessoas responsáveis por essa etapa, mas o nível de exigência é muito alto”, relata. 

Segundo Pedro Moro, a experiência no estágio deve agregar elementos significativos à sua formação em Jornalismo na UFSM, diversificando compreensões sobre a prática da reportagem e aproximando a teoria do exercício profissional. Ele destaca que já está em processo de apuração de matérias e vê a oportunidade como um passo importante na carreira. A expectativa, comenta, é que essa experiência também contribua para abrir portas a outros estudantes da universidade. O estágio continua até agosto deste ano.

Pedro Moro (esquerda) com a equipe do podcast Foro de Teresina. Foto: Acervo pessoal.

Redação e reportagem: Lavínia Coradini - Bolsista; estudante do curso de Jornalismo

Imagens: Pedro Moro/Arquivo Pessoal

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/06/radio-unifm-transmite-serie-de-entrevistas-com-mulheres-que-fazem-a-ufsm Fri, 06 Mar 2026 20:31:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72143 Cartaz de divulgação da série de entrevistas.Desta segunda (9) até a próxima sexta-feira (13), a UniFM 107.9 apresenta a série de entrevistas “Mulheres que fazem a UFSM: trajetórias que inspiram”, veiculada dentro do programa Ponto de Partida, que vai ao ar das 7h às 8h30min, com as entrevistas transmitidas em torno das 8h. Com duração média de meia hora cada uma, as entrevistas foram realizadas pela estudante Prisley Zuse, do curso de Jornalismo.

A iniciativa integra a programação do mês de março em alusão ao Dia Internacional das Mulheres e busca dar visibilidade às trajetórias daquelas que ocupam espaços de liderança, ensino, pesquisa e extensão na UFSM. A série é uma parceria da Casa Verônica, da Pró-Reitoria de Extensão e das rádios da UFSM.

As entrevistadas compartilharam experiências profissionais e pessoais, refletindo sobre os desafios e as contribuições das mulheres em suas áreas e na construção da universidade e da sociedade.

Convidadas da série

Cinco mulheres com trajetórias de destaque em diferentes áreas participam da iniciativa:

Segunda-feira (9): Renata Rojas, professora do Departamento de Estatística. Recebeu em 2025 o Prêmio Para Mulheres na Ciência (L’Oréal/ABC/Unesco). Integra a Academia Brasileira de Ciências e atua como embaixadora do Instituto Internacional de Estatística. Coordena o projeto GuriasTec, que incentiva meninas na área da tecnologia.

Terça-feira (10): Elaine Resener, professora de ginecologia e obstetrícia. Primeira e única mulher a dirigir o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e a atuar como superintendente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) na instituição. Também foi Secretária de Saúde de Santa Maria (2006-2009). Ao longo da carreira, recebeu 29 comendas e distinções por sua atuação acadêmica e na gestão em saúde pública.

Quarta-feira (11): Simone Messina, técnica em assuntos educacionais e doutora em Educação pela UFSM. Diretora do Jardim Botânico da UFSM, é referência em iniciativas de educação ambiental e na aproximação entre universidade e comunidade.

Quinta-feira (12): Raquel Guerra, professora do Centro de Artes e Letras, com atuação voltada a projetos que articulam teatro, circo, audiovisual e formação artística. Raquel também dirigiu o Teatro Caixa Preta em sua reabertura e atualmente está à frente da Coordenadoria de Cultura e Arte da UFSM.

Sexta-feira (13): Marcia Henke, professora do curso superior de Redes de Computadores do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism). Doutora em Informática, coordena o projeto de extensão Gurias em Redes, que aproxima meninas em idade escolar da área da computação.

A série “Mulheres que fazem a UFSM: trajetórias que inspiram” também pode ser acompanhada pela internet, no site das rádios da universidade. Posteriormente, as entrevistas serão disponibilizadas no Spotify das Rádios da UFSM.

Texto: Núcleo de Rádio

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Curso de Jornalismo terá tour e momento com a coordenação na terça-feira, dia 3

O curso de Jornalismo também participa das atividades de Recepção Estudantil 2026.1 da UFSM, com atividades planejadas pela Coordenação de curso e por veteranos. Além desses momentos específicos, organizados pelos cursos, a UFSM também preparou uma série de eventos para a primeira semana de aulas. O objetivo é oferecer acolhida e celebrar a entrada dos novos estudantes na Universidade.

Na terça-feira, 3/3, está previsto um momento de conversa com a coordenação, quando o grupo de ingressantes receberá as boas-vindas e informações iniciais sobre o curso de Jornalismo. O encontro será na Sala 3128 - Prédio 74B (CCSH). A seguir, os calouros farão um tour guiado pela Casa da Comunicação, conhecendo a equipe e a estrutura dos meios de comunicação da UFSM. Os veteranos ainda organizaram uma segunda visita, ao Estúdio 21, para apresentar o laboratório. Ela está prevista para a sexta-feira.

A programação completa da Recepção Estudantil da UFSM, que vai de 1 a 6 de março, está disponível aqui.

Programação específica do curso de Jornalismo

Segunda-feira, 2/3

  • 10h - Centro de Convenções - Recepção Estudantil da UFSM

Terça-feira, 3/3

  • 13h30 - Sala 3128 - Prédio 74B - Conversa com a Coordenação
  • Tour guiado na Casa da Comunicação (após o encontro com a coordenação)

Sexta-feira, 6/3

  • 14h - Prédio 21 - Visita ao Estúdio 21 e teste de câmera (promovida pelos veteranos)

Programação Específica do Centro de Ciências Sociais e Humanas

02 de março

9h – Hall do Prédio 74C (próximo à portaria)
13h – Hall do Prédio 74B (próximo ao elevador e aos banheiros do térreo)
15h – Hall do Prédio 74A (próximo ao painel artístico)
19h – Auditório do CCSH (Prédio 74C, sala 4222), reunindo os cursos noturnos

Saiba mais clicando aqui


Contato com a coordenação de curso: coordenacaojn@55bet-pro.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2026/02/27/2026-1-curso-de-jornalismo-divulga-horarios-e-salas Fri, 27 Feb 2026 20:32:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=998

O horário e a sala das disciplinas oferecidas pelo curso de Jornalismo 55BET Pro Sede, neste primeiro semestre letivo de 2026, podem ser visualizados no link a seguir.

O documento também informa sobre o/a docente responsável pela disciplina. Estudantes devem ficar atentas/os aos avisos de cada disciplina, remetidos por e-mail ou via Moodle.

CLIQUE AQUI | Jornalismo | Horário e salas 2026.1

A tabela serve de referência para docentes e para estudantes, e será atualizada caso houver alguma alteração.

Dúvidas: coordenacaojn@55bet-pro.com

Saiba mais sobre a Infraestrutrura do CCSH.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/01/29/desinfomidia-lanca-chamada-de-capitulos-para-livro-sobre-desinformacao-e-saude-mental Thu, 29 Jan 2026 19:47:10 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71923 VerdadeiraMente e integra uma iniciativa contemplada em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Saúde. O projeto reúne pesquisadoras e pesquisadores da área de comunicação e saúde, com foco na divulgação científica, nas ações extensionistas e no enfrentamento à desinformação em saúde mental, em articulação com a comunicação pública e com as políticas de cuidado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O livro propõe reunir capítulos que analisem a desinformação como fenômeno estrutural do ecossistema midiático contemporâneo e seus impactos no campo da saúde mental. A abordagem considera não apenas os processos de produção e circulação da informação, mas também a forma como os conteúdos são recebidos, interpretados e ressignificados por diferentes públicos, em contextos socioculturais diversos. A chamada contempla contribuições teóricas, empíricas, metodológicas e relatos de experiência que dialoguem com a interface entre comunicação, desinformação e saúde mental. Trabalhos interdisciplinares, extensionistas e com recortes regionais terão prioridade na avaliação. Entre os eixos temáticos indicados estão: os ecossistemas de desinformação em saúde; os estudos de recepção e consumo midiático; as relações entre plataformas digitais, juventudes e subjetividades; as políticas públicas de comunicação em saúde mental; e as iniciativas de literacia midiática, informacional e em saúde. Os textos completos devem ser enviados até 18 de junho de 2026, às 23h59, para os e-mails do projeto e dos coordenadores. A previsão de retorno dos pareceres é para o início de setembro de 2026. O cronograma prevê a publicação do e-book entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Faça o download da chamada completa com os eixos temáticos e do template de submissão. Texto: Desinfomídia]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/19/pesquisadores-da-ufsm-e-da-colombia-lancam-e-book-sobre-jornalismo-e-memoria Fri, 19 Dec 2025 11:10:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71684

O milpa – laboratório de jornalismo (CNPQ/UFSM) lançou, nesta semana, o e-book "Jornalismo e memória: escrituras possíveis, lugares (in)comuns". A publicação reúne capítulos assinados por pesquisadores brasileiros e colombianos dedicados ao estudo das relações entre a prática jornalística e a produção da memória coletiva e individual. O e-book traz textos em espanhol e em português, tem acesso aberto e está disponível no site da Editora Facos-UFSM.

Os nove textos da coletânea são convites à reflexão sobre distintas práticas de pesquisa e procuram fomentar o diálogo de saberes na América Latina. Ao aproximar realidades dos dois países, o e-book proporciona o contato com as tarefas do jornalismo quando observado em realidades sociais complexas e em território cujas feridas ainda pulsam no imaginário e na realidade social.

O projeto de pesquisa, do qual este livro é um dos produtos finais, é uma investigação nascida em solo colombiano, no contato com intensas experiências jornalísticas e de narrativa do conflito. Em sua fase final, a investigação “Escrituras possíveis, lugares (in)comuns: saberes, sujeitos e compreensões sobre o jornalismo narrativo latino-americano”, contou com apoio financeiro do edital 07/2024 da Capes, por meio do Programa Move La America, que proporcionou a vinda do doutorando Amaury Núñez González, da UdeA, para o doutorado sanduíche na UFSM, além de Auxílio Pesquisador Orientador, fomentando ações no escopo do projeto, em especial a realização do Simpósio Internacional Jornalismo e Memória, em maio e em junho de 2025, cujas intervenções e debates motivaram a elaboração dos textos presentes na obra.

A organização do livro é do professor Reges Schwaab (Poscom/UFSM) e dos doutorandos Amaury Núñez González (UdeA/Colômbia) e Wellington Hack (UFSM). Assinam os textos os pesquisadores Jorge Bonilla, Raúl Hernando Osorio Varga, Amaury Núñez González, da Colômbia; Angela Zamin, Marta Maia, Carlos Augusto Pereira dos Santos Júnior, María José Gonzalez Piris, Jorge Ijuim, Hila Rodrigues, Helena Paz de Andrade Pessoa, Felipe Adam, Josué Gris, Micael Olegário, Júlia Petenon e Reges Schwaab, do Brasil.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/2025/12/17/milpa-lanca-e-book-sobre-jornalismo-e-memoria Thu, 18 Dec 2025 00:38:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/?p=184 A obra reúne contribuições de pesquisadores brasileiros e colombianos

O milpa - laboratório de jornalismo (CNPQ/UFSM) lançou, nesta semana, o e-book Jornalismo e memória: escrituras possíveis, lugares (in)comuns. A publicação reúne capítulos assinados por pesquisadores brasileiros e colombianos dedicados ao estudo das relações entre a prática jornalística e a produção da memória coletiva e individual. O e-book traz textos em espanhol e em português, tem acesso aberto e está disponível no site da Editora FACOS-UFSM.

Os nove textos da coletânea (veja lista a seguir) são convites à reflexão sobre distintas práticas de pesquisa e procuram fomentar o diálogo de saberes na América Latina. Ao aproximar realidades dos dois países, o e-book proporciona o contato com as tarefas do jornalismo quando observado em realidades sociais complexas e em território cujas feridas ainda pulsam no imaginário e na realidade social. 

O projeto de pesquisa, do qual este livro é um dos produtos finais, é uma investigação nascida em solo colombiano, no contato com intensas experiências jornalísticas e de narrativa do conflito. Em sua fase final, a investigação “Escrituras possíveis, lugares (in)comuns: saberes, sujeitos e compreensões sobre o jornalismo narrativo latino-americano”, contou com apoio financeiro do edital 07/2024 da Capes, por meio do Programa Move La America, que proporcionou a vinda do doutorando Amaury Núñez González, da UdeA, para o doutorado sanduíche na UFSM, além de Auxílio Pesquisador Orientador, fomentando ações no escopo do projeto, em especial a realização do Simpósio Internacional Jornalismo e Memória, em maio e em junho de 2025, cujas intervenções e debates motivaram a elaboração dos textos presentes na obra.

A organização do livro é do professor Reges Schwaab (POSCOM/UFSM) e dos doutorandos Amaury Núñez González (UdeA/Colômbia) e Wellington Hack (UFSM). Assinam os textos os pesquisadores Jorge Bonilla, Raúl Hernando Osorio Vargas, Amaury Núñez González, da Colômbia; Angela Zamin, Marta Maia, Carlos Augusto Pereira dos Santos Júnior, María José Gonzalez Piris, Jorge Ijuim, Hila Rodrigues, Helena Paz de Andrade Pessoa, Felipe Adam, Josué Gris, Micael Olegário, Júlia Petenon e Reges Schwaab, do Brasil.

Informações técnicas:

GONZÁLEZ, Amaury Nuñez; SCHWAAB, Reges; HACK, Wellington (orgs.). Jornalismo e memória: escrituras possíveis, lugares (in)comuns. Santa Maria, RS : FACOS-UFSM, 2025.

ISBN 978-65-5773-110-9


Capítulos, autoras e autores:

  • La iconografia del conflicto: imagenes, memoria y atrocidad - Jorge Ivan Bonilla (Universidad Eafit/Colômbia)
  • Residencia en la transnarrativa: viajes transmodernos… sujetos y personas en tránsito - Raúl Hernando Osorio Vargas (UdeA/Colômbia)
  • Narrativas de la memoria: procesos creativos y formatos innovadores en la representación del pasado - Amaury Núñez González (UdeA/Colômbia)
  • Periodistas por las veredas del dolor - Angela Zamin (UFSM/Brasil)
  • Narrativas do jornalismo de posição contra o esquecimento: memória e testemunho sobre a ditadura - Marta R. Maia (UFOP/Brasil) e Carlos Augusto Pereira dos Santos Júnior (UFF/Brasil)
  • O Memoricídio e a ressurreição de Nísia Floresta: a autora, escritora, jornalista, tradutora, educadora não pode ser esquecida - María José Gonzalez Piris  e Jorge Ijuim (UFSC/Brasil)
  • Entre notícias e assombrações: jornalismo e memória em Mariana - Hila Rodrigues e Helena Paz de Andrade Pessoa (UFOP/Brasil)
  • Vozes inaudíveis: a invisibilidade feminina nas biografias publicadas no Brasil (1990-2020) - Felipe Adam (UFPel/Brasil)
  • Gestos, contextos e memórias do narrar de jornalistas brasileiros em reportagens do Prêmio Gabo (2013-2023) - Josué Gris, Micael Olegário, Júlia Petenon, Reges Schwaab (UFSM/Brasil)
Clique aqui para acesso gratuito ao e-book ]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/27/uma-decada-dando-voz-ao-que-o-mundo-cala-gritos-do-silencio-completa-10-anos-de-existencia Thu, 27 Nov 2025 22:07:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71492 [caption id="attachment_71495" align="alignleft" width="566"] Evento integrou a programação da Quarta Autoral e ocorreu no Dona Maria Lounge[/caption]

Na noite do dia 19 de novembro, foi realizado o evento de celebração dos 10 anos de existência do projeto de extensão Gritos do Silêncio, programa desenvolvido por alunos dos cursos de Comunicação Social da UFSM, vinculado à Rádio UniFM 107.9. A ação integrou a programação da Quarta Autoral, atividade que tem como objetivo promover a criação artística de Santa Maria, sediada no bar Dona Maria Lounge.

O encontro teve a presença de membros atuais, estudantes que já deixaram a iniciativa e egressos da Universidade que participaram do grupo durante a graduação. A comemoração foi aberta com uma fala da acadêmica de Jornalismo, Rinália Figueiredo, que destacou a importância da realização do Gritos do Silêncio. Vale destacar que o principal intuito dos episódios são dar espaço e visibilidade à pautas ignoradas pela grande mídia e torná-las acessíveis à comunidade, através do radiojornalismo.

A aluna, que ingressou na UFSM no início deste ano, conta que fazer parte do projeto reforça a sensibilidade que um comunicador precisa ter. “O Gritos me mostra que o jornalismo funciona muitas vezes como uma ponte de compromisso com o outro. Tudo o que vivo no projeto está formando a profissional que quero ser algum dia, alguém que usa a comunicação para escutar as pessoas”, afirmou Rinália.

Nas ondas da UniFM 107.9

O programa do Gritos do Silêncio vai ao ar todas às quartas-feiras, das 13h às 14h, com diferentes apresentadores e convidados. A iniciativa foi criada em 2015 pelos então acadêmicos Caline Ganbim, Dreyfus Gomes e Mayara Souto, com a mesma missão dos dias de hoje: disseminar informações acerca de movimentos sociais, minorias sociais e culturais.

[caption id="attachment_71494" align="alignright" width="481"] Programa é vinculado à Rádio UniFM 107.9 e vai ao ar todas às quartas-feiras[/caption]

Após a abertura, foi exibida uma vídeo-reportagem produzida pela estudante de Jornalismo, Camille Moraes, sobre o funcionamento da atividade e o impacto dela no desenvolvimento profissional dos discentes de Comunicação. Entre as entrevistadas estava a atual coordenadora Débora Dalla Pozza, diretora de produção das Rádios da UFSM, que também estava presente na celebração.

Na filmagem, a jornalista dá detalhes sobre os bastidores do Gritos do Silêncio e exemplifica de que forma participar do projeto auxilia o crescimento dos integrantes: “com as trocas (de ideia) com os técnicos (de áudio) e conforme a gente consegue escutar, ouvir, dar sugestões, aprimorar os temas, os entrevistados… Tudo isso vai qualificando a produção e também gerando uma experiência enriquecedora para todos os envolvidos”.

A estudante Camila Castilho, que hoje é bolsista do programa, revela que sempre foi uma pessoa muito tímida e não gostava de ter os holofotes voltados para si, preferindo atuar nos bastidores. Entretanto, quando passou a se envolver mais com a iniciativa, no seu próprio tempo, teve evolução nesses quesitos. “A partir desse ano, eu comecei a trabalhar na produção geral e ir testando. Eu fazia pequenas coisas e, quando vi, estava apresentando”, enfatizou.

Rinália evidencia que, outro fator que impacta o crescimento de cada participante, é o próprio trabalho em grupo. “O que eu mais aprendi no Gritos foi o espírito de cooperação que existe na nossa equipe. Produzir um programa não é simples. Precisamos encontrar as fontes, organizar o roteiro, conciliar com outras atividades e, claro, lidar com os imprevistos. Nem sempre as coisas saem como a gente planeja, mas é justamente nessas horas que o coletivo aparece”, salientou.

Após a exibição ao vivo na Rádio UniFM 107.9, os episódios são disponibilizados pelo Spotify - clique aqui para acessar o Gritos no Cast.

Texto e fotos: Pedro Pereira, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2025/11/11/corrida-a-favor-do-tempo Tue, 11 Nov 2025 18:24:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=4120

Natural de Teutônia, interior do Rio Grande do Sul, Jaqueline Beatriz Weber, 30, demonstrou cedo o interesse e a aptidão pelo esporte. Ainda na escola, seu talento no atletismo chamou a atenção e lhe rendeu medalhas e convocações para as seleções brasileiras de base. Aos 17 anos, mudou-se para Santa Cruz do Sul, decidida a ir atrás do sonho de ser atleta profissional. A velocidade com que despontou contrastava com a lentidão na valorização de seu esporte no país, desafio enfrentado desde o início de sua trajetória.

De lá pra cá, entre glórias e frustrações, 13 anos se passaram, e uma rotina de 12 treinos por semana, resiliência e muita dedicação colocaram a gaúcha entre as melhores do país nas corridas de meio-fundo (provas de 800m a 3000m).  Entre 2023 e 2025, foi campeã sul-americana Indoor, categoria disputada em estádios fechados, representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos, no Mundial de Atletismo e no Mundial de Corrida de Rua. Feitos relevantes, mas que segundo a atleta não afastaram as contestações: ‘’já me perguntaram se eu trabalho além de correr, então eu digo que correr é o meu trabalho. No início foi difícil lidar com isso, mas usei como combustível para provar para todo mundo que fiz a escolha certa’’, comenta Jaqueline.  

Entre pistas e pesquisas 

Apesar das conquistas, as incertezas de uma jornada como atleta profissional no Brasil, que em geral estende-se por apenas um terço da vida dos competidores, fizeram com que Jaqueline investisse seu tempo também nos estudos. Nas palavras dela, ‘’os atletas ganham os holofotes e contam com suporte financeiro de instituições quando estão bem, e quando eles param são deixados de lado, com ainda dois terços de vida pela frente. Então, é preciso estar preparada’’. 

Nos primeiros anos da dupla carreira, a esportista conciliou os treinos com a graduação em Educação Física na Universidade de Santa Cruz  (Unisc) e no final de 2024, recebeu o título de mestra em Gerontologia, ciência que estuda o envelhecimento humano, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A escolha do tema de seu mestrado não foi por acaso: com o intuito de arquitetar sua aposentadoria, ao longo dos dois anos, a corredora pesquisou sobre o envelhecimento e o processo de transição de carreira de atletas olímpicos meio-fundistas no Brasil. Em seu estudo, Jaqueline investigou como eles administram o fim de suas trajetórias nas pistas, como foi a adaptação a novas funções, e qual foi o impacto da rotina regrada na saúde e na qualidade de vida pós-carreira. 

Preparada para o futuro

Os resultados da pesquisa indicam uma transição de carreira promissora para Jaqueline. Corredores de alta performance que se mantiveram academicamente ativos apresentaram um processo de transição mais suave e positivo, principalmente no que diz respeito à necessidade de nova profissão em uma idade considerada precoce. Outro dado favorável indica que nenhum dos atletas entrevistados apresentou dores ou lesões oriundas da alta performance; pelo contrário, a maioria se encontram fisicamente ativos, o que reforça a eficácia da prática diária de exercícios físicos na melhora da saúde e da qualidade de vida. 

Com a conclusão de seu mestrado, a desportista tem se dedicado exclusivamente ao atletismo. Atualmente, está em fase de preparação, na busca para obter o índice necessário para a disputa dos Jogos Olímpicos de 2028, seu grande objetivo de carreira.

Enquanto corre contra o relógio, em busca da vaga olímpica, Jaqueline também corre em prol da vida. Em meio à rotina intensa de treinos, ela ainda encontra tempo para compartilhar suas experiências com crianças e adolescentes, por meio da Associação Medalha de Ouro,  projeto social que estimula a prática esportiva e oferece orientação a quem sonha trilhar caminhos parecidos com o dela.

Dentro e fora das pistas, o legado de Jaqueline Weber continua a ser escrito. E ela está preparada para qualquer linha de chegada.


Repórteres: João Victor Barbat e Matheus Lanzarin

Contato: joao.barbat@acad.55bet-pro.com / lanzarin.matheus@acad.55bet-pro.com

Link para a reportagem: http://youtu.be/_k-pFHcZAh4?si=aN-7X_ve4anRqpSB

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O jornalista e integrante do milpa - laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), Micael dos Santos Olegário, participa neste mês de novembro da cobertura jornalística da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). Micael é mestrando no Programa de Pós-graduação em Comunicação (Poscom) e pesquisa sobre práxis comunicativa e jornalismo socioambiental.

De 10 a 21 de novembro, a COP30 reúne diversas lideranças globais para discutir alternativas para lidar com a crise climática. Esta é a primeira vez que o encontro acontece no Brasil, na Amazônia. Repórter do #Colabora - Jornalismo Sustentável, Micael atuará na cobertura da conferência, com foco na escuta de pessoas e comunidades já atingidas pelas mudanças climáticas. 

O jornalista ficará na Casa do Jornalismo Socioambiental, espaço que vai hospedar jornalistas de diferentes estados do Brasil. A iniciativa é uma parceria entre 21 veículos de comunicação, entre eles, o #Colabora. O local também contará com uma programação de atividades sobre jornalismo e temas socioambientais, além de lançamentos de relatórios, ferramentas e outros produtos para a imprensa e a sociedade civil.

Natural de Caibaté (RS), no interior do Rio Grande do Sul, Micael se formou em jornalismo pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e ingressou no mestrado em 2024.

COP 30 | Leia as reportagens produzidas por Micael Olegário direto de Belém ]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/2025/11/06/coordenador-do-milpa-integra-juri-do-47-o-premio-vladimir-herzog Thu, 06 Nov 2025 19:56:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/?p=177 O professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM) e coordenador do milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), Reges Schwaab, compôs o júri do 47.º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos (PVH). Ele atuou na categoria Produção Jornalística em Áudio, cujo trabalho premiado foi a audiossérie Dois Mundos, de Vinicius Sassine, Raphael Concli, Daniel Castro, Gustavo Simon e Magê Flores, publicada pela Folha de S. Paulo. A solenidade de premiação aconteceu em 27 de outubro de 2025, em São Paulo, seguida de uma roda de conversa com os vencedores, registrada no canal @tvpuc do Youtube.

O júri responsável pela seleção dos finalistas foi formado por 58 convidados. Em Sessão Pública de Julgamento realizada em 7 de outubro, a Comissão Organizadora elegeu os vencedores. O prêmio reconhece jornalistas, repórteres fotográficos e artistas que atuam na defesa da democracia, da paz, da justiça e dos direitos humanos. Nesta edição, foram recebidas quase 500 inscrições, divididas em oito categorias: texto, vídeo, áudio, multimídia, fotografia, arte e livro-reportagem. As produções premiadas podem ser conferidas no site do PVH.

O evento de 2025 também marcou os 50 anos do assassinato de Vlado, patrono do prêmio. No cronograma, em 25 de outubro, foi realizado um ato inter-religioso em memória do jornalista e de todas as vítimas da ditadura militar. No dia seguinte, 26 de outubro, foi inaugurado o Calçadão do Reconhecimento, que projeta a aplicação de quase dois mil tijolos gravados com o nome de cada um dos vencedores do PVH ao longo de suas edições.

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Dois trabalhos de estudantes do curso de Jornalismo da UFSM, do campus Santa Maria, foram vencedores na categoria jornalismo universitário do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental. O anúncio dos premiados e a entrega dos troféus aconteceu na quarta-feira (29), no Jardim Botânico de Porto Alegre, em cerimônia realizada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).

[caption id="attachment_71140" align="alignright" width="529"]Foto colorida e horizontal de quatro jovens que estão lado a lado, sorrindo e segurando prêmios. Da esquerda para a direita: um homem de óculos veste camisa bege e segura um certificado, uma mulher de cabelo loiro veste vestido preto e segura um troféu com mosaico colorido, outro homem, também segura um troféu semelhante e veste camisa preta e o quarto homem, de óculos e bigode, veste camisa azul e segura um certificado. Ao fundo, várias pessoas estão em pé, em um ambiente iluminado, com árvores e decoração de natureza. Estudantes de Jornalismo João Victor Souza, Jessica Mocellin, Pedro David Moro e Alexandre La-Bella (Foto: Mariana Henriques)[/caption]

Os trabalhos premiados

Em primeiro lugar ficou o podcast narrativo “À margem” e, na segunda posição, a reportagem em quadrinhos “Quando a rua enche”. Ambos os trabalhos foram encaminhados pelo estudante Pedro Pagnossin Moro ao edital da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). 

O trabalho em áudio foi produzido em conjunto com Alexandre La Bella, Jessica Mocellin e João Victor Souza para a disciplina de Radiojornalismo III, ministrada pelo professor Maicon Kroth, e veiculado no Spotify. Já a HQ foi feita para a Agência de Notícias, sob a supervisão do jornalista Maurício Dias, e foi publicada no site e nas redes sociais da UFSM.

Ambas as produções tratam das consequências da crise climática causada pelas enchentes de 2024 na vida de moradores que vivem às margens do Arroio Cadena no Bairro Urlândia, em Santa Maria. Entre os temas abordados está a ansiedade climática, sentimento de aflição quando chove – ou ocorrem outros fenômenos naturais – por pessoas que sofreram perdas de entes queridos, animais de estimação, moradias, negócios, móveis e/ou objetos pessoais. 

Além de moradores atingidos pelas enchentes, os estudantes ouviram fontes especializadas, como a coordenadora do Plano Municipal de Redução de Riscos, Andrea Nummer; o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Neves; a psicóloga especialista em situações de Emergências e Desastres, Melissa Couto; e o meteorologista Murilo Lopes, da UFSM.

Pedro celebrou a conquista ainda durante a formação: “Receber esse prêmio significa que fomos bons jornalistas e que conseguimos tratar as histórias com ética e dignidade. Para mim e para os meus colegas que produzem o podcast, estar entre os premiados reforça a importância da nossa profissão e o quanto ela é necessária, ainda mais quando pensamos no futuro do mundo. Poder contribuir de forma tão marcante, mesmo ainda estudantes, mostra que estamos no caminho certo.” 

O Prêmio

O Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental reconhece trabalhos jornalísticos voltados à sustentabilidade, às mudanças climáticas e ao uso consciente dos recursos naturais e energias limpas. Com o tema “Construindo juntos um futuro mais forte para o RS”, a terceira edição do prêmio reforçou a importância da união da sociedade na reconstrução adaptada e resiliente frente aos eventos meteorológicos extremos que impactam o Estado.

A edição de 2025 registrou recorde de participação, com 235 trabalhos concorrendo nas seis categorias: fotojornalismo, webjornalismo, jornalismo impresso, radiojornalismo ou podcast, telejornalismo e jornalismo universitário.

Com informações da Ascom/Sema

[caption id="attachment_71139" align="aligncenter" width="841"]Fotografia horizontal colorida com várias pessoas em cima de um palco, uma ao lado da outra, segundo os prêmios Vencedores das seis categorias foram reconhecidos na cerimônia (Foto: Igor de Almeida/Ascom Sema)[/caption]

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/2025/10/25/pesquisas-de-integrantes-do-milpa-serao-levadas-a-40a-jai-ufsm-e-ao-8o-congresso-de-extensao-da-augm Sat, 25 Oct 2025 21:19:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/?p=175 Entre os dias 3 e 7 de novembro, acontece a 40ª edição da Jornada Acadêmica Integrada da UFSM (JAI). Durante o evento, membros do milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM) irão apresentar duas pesquisas em andamento no grupo, focadas na compreensão do Jornalismo e de sua participação na constituição de outras formas de narrar a sociedade.

O texto “Uma epistemologia da apuração imersiva como método no jornalismo”, de autoria de Josué Ângelo Gris, sob orientação do professor Reges Schwaab, busca compreender como o método jornalístico da imersão é capaz de construir uma perspectiva decolonial na Comunicação. O trabalho é um recorte da pesquisa de mestrado em andamento no milpa, e articula diferentes formatos e denominações utilizadas pelo jornalismo para realizar um panorama geral de como a metodologia de apuração vem sendo acionada no jornalismo latino-americano.

O trabalho “Saberes (in)comuns: o conhecimento jornalístico em um não-lugar”, de Wellington Hack, também sob orientação do professor Reges Schwaab, articula bases dos Estudos em Jornalismo e da Filosofia na compreensão do conhecimento social produzido pela prática noticiosa. A partir de uma abordagem teórico-crítica, o trabalho realiza uma revisão conceitual dos trabalhos brasileiros que utilizam a noção do jornalismo como conhecimento no início da década de 2020. A pesquisa integra o trabalho de doutorado que vem sendo realizado no milpa e conta com apoio do CNPq.

8º Congresso de Extensão da AUGM

No final do mês de novembro, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, acontece o 8º Congresso de Extensão da AUGM. No evento, o doutorando Wellington Hack apresentará o trabalho “Filosofia em saberes (in)comuns: o jornalismo na educação popular pré-universitária”

A pesquisa é resultado de ações de extensão desenvolvidas com foco na Educação Básica que buscam unir a produção jornalística com o ensino de Filosofia. Por meio de uma leitura crítica de mundo, o trabalho ressalta os potenciais dessa união para a construção de novos imaginários coletivos e para fornecer instrumentos de emancipação às classes populares. O trabalho é apoiado pelo CNPq, Ministério da Educação e Pró-Reitoria de Extensão da UFSM.

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Dois trabalhos de estudantes do curso de Jornalismo da UFSM foram selecionados entre os finalistas do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental. Uma das produções foi feita como atividade do curso e a outra como conteúdo da Agência de Notícias da UFSM. O podcast narrativo “À margem” e a reportagem em quadrinhos “Quando a rua enche” foram encaminhados pelo estudante Pedro Pagnossin Moro ao edital da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

O trabalho em áudio foi produzido em conjunto com Alexandre La Bella, Jessica Mocellin e João Victor Souza para a disciplina de Radiojornalismo III, ministrada pelo professor Maicon Kroth, e veiculado no Spotify. Já a HQ foi feita para a Agência de Notícias, sob a supervisão do jornalista Maurício Dias, e foi publicada no site e nas redes sociais da UFSM.

Ambas as produções tratam das consequências da crise climática causada pelas enchentes de 2024 na vida de moradores que vivem às margens do Arroio Cadena no Bairro Urlândia, em Santa Maria. Entre os temas abordados está a ansiedade climática, sentimento de aflição quando chove – ou ocorrem outros fenômenos naturais – por pessoas que sofreram perdas de entes queridos, animais de estimação, moradias, negócios, móveis e/ou objetos pessoais. 

Além de moradores atingidos pelas enchentes, os estudantes ouviram fontes especializadas, como a coordenadora do Plano Municipal de Redução de Riscos, Andrea Nummer; o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Neves; a psicóloga especialista em situações de Emergências e Desastres, Melissa Couto; e o meteorologista Murilo Lopes, da UFSM.

“Trabalhar com jornalismo ambiental tem sido uma experiência marcante, ainda mais experimentando diferentes formatos. Foi desafiador contar algo tão recente e que afetou tanta gente, mas também muito importante. No podcast, buscamos dar voz às pessoas e entender melhor o impacto das chuvas e na HQ, tentei traduzir tudo isso de forma mais sensível e visual”, comentou Pedro. O universitário e bolsista da Coordenadoria de Comunicação Social ainda ressalta a relevância de tratar sobre meio ambiente: “Acredito que esse tipo de trabalho faz a gente repensar o papel do jornalismo em tempos de crise climática”.

terceira edição do Prêmio da Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental tem como tema “Construindo juntos um futuro mais forte para o RS”. O objetivo da premiação é reconhecer produções jornalísticas que tratam de meio ambiente, mudanças climáticas, uso consciente dos recursos naturais e energias limpas.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/2025/10/06/chamada-de-textos-e-imagens-para-publicacao-comemorativa-da-facos Mon, 06 Oct 2025 20:47:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?p=591

A FACOS-UFSM Editora e o Departamento de Ciências da Comunicação do CCSH lançam chamada de originais (textos e imagens) para publicações alusivas às comemorações do cinquentenário da FACOS, seus cursos, projetos e laboratórios. 

A chamada é destinada a estudantes, docentes, técnicos e egressos que fazem parte da história e do cotidiano do Departamento. São aceitos textos de caráter pessoal e autobiográfico, além de relatos sobre o convívio cotidiano, histórias curiosas, crônicas, contos, anedotas, episódios, dificuldades e desafios da vida na UFSM. As imagens (fotografias, desenhos, ilustrações, charges ou colagens) que resgatem memórias ou retratem relações do convívio na Universidade. Os materiais poderão ser de autoria individual ou coletiva.

Como sugestão, os materiais irão compor obras em comemoração aos:

53 anos da FACOS e do DCC

53 anos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas

31 anos do Gabinete de Leitura

30 anos da Facos Agência

30 anos da Assessoria de Relações Públicas

22 anos do Estúdio 21

20 anos do POSCOM

15 anos do curso de Comunicação Social Produção Editorial

Os materiais podem ser enviados até 27 de outubro pelo formulário.

Dúvidas podem ser sanadas através do email facos.editora@55bet-pro.com

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2025/10/02/radio-universidade-resiste Thu, 02 Oct 2025 16:36:39 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=4106

O rádio alcança semanalmente 80% da população brasileira, segundo a Kantar IBOPE Media, mas enfrenta limitações técnicas: 68% das emissoras utilizam equipamentos com mais de dez anos de uso, de acordo com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). Além disso, muitas emissoras AM enfrentam desafios logísticos e financeiros para migrar para a faixa FM, um processo iniciado em 2013 com o Decreto nº 8.139, que visa melhorar a qualidade de áudio e competitividade frente às mídias digitais. A migração exige investimentos em novos equipamentos, pagamento de outorgas (que variam de R$ 8 mil a R$ 4 milhões a depender da cidade e potência) e, em grandes centros, depende da liberação da faixa estendida após o desligamento do sinal analógico de TV, concluído em 2023. Esses custos e a demora na aprovação de projetos pelo Ministério das Comunicações e Anatel dificultam o processo, especialmente para emissoras menores. 

O sistema de Amplitude Modulada (AM) surgiu em 1906 e se consolidou no período pós-Primeira Guerra Mundial, com destaque para o grande alcance do sinal. A Frequência Modulada (FM), que surgiu em 1933 e se consolidou nos anos 1960, trouxe qualidade sonora superior, menos interferência e programação mais variada. Com o tempo, o rádio enfrentou novos desafios trazidos pela televisão, pela internet e pelas plataformas digitais. A sobrevivência do meio passou a depender da reinvenção de sua linguagem e formatos. 

Em meio a esse cenário, a Rádio Universidade 800 AM, da UFSM, destaca-se como exemplo de adaptação e compromisso com a comunidade, com operação mantida em AM e alcance ampliado via streaming online. A emissora resiste aos desafios e inova com a transmissão online, que expande sua audiência globalmente. Durante a enchente de maio de 2024, no Rio Grande do Sul, a Rádio Universidade permaneceu no ar enquanto outras mídias sofreram interrupção por falta de infraestrutura digital. O diretor do Núcleo de Rádios da UFSM, Jonathan Ferreira, relembra o período: “A FM ficou fora do ar por 15 dias. Já a AM seguiu no ar e informou a população.” A equipe da universidade organizou uma campanha que arrecadou rádios AM e os distribuiu às comunidades afetadas, o que reforçou sua relevância social. 

A UFSM mantém duas emissoras: a Rádio Universidade, inaugurada em 1968, e a UniFM 107.9, lançada em 2017. Ambas desempenham papel relevante na formação universitária e na prestação de serviço público. A Rádio Universidade e a UniFM nasceram com o objetivo de divulgar as atividades da instituição e, conforme estimativa do Núcleo de Rádios da UFSM em 2020, chegou a ultrapassar um milhão de ouvintes. De acordo com dados fornecidos pela direção das Rádios, a Universidade AM alcança 51 cidades da região, enquanto a UniFM cobre cerca de 20 municípios, com audiência aproximada de 480 mil pessoas. A programação educativa, cultural e científica, apoiada por uma equipe multidisciplinar integrada à comunidade acadêmica, consolida a missão pública das emissoras, que transcendem a lógica comercial.

A programação da 800 AM inclui coberturas de vestibulares, congressos, projetos acadêmicos e eventos institucionais, além de conteúdos de cidadania e divulgação científica. “O rádio público não pode ser pensado com lógica comercial. Ele tem que chegar aonde o mercado não tem interesse em ir”, afirma Ferreira. A emissora conta com 10 servidores, entre jornalistas, sonoplastas e programadores, dois operadores terceirizados e bolsistas dos cursos de Jornalismo,  Jornalismo, Relações Públicas, Produção Editorial, Engenharia Acústica, Música e Tecnologia.


Ao longo de mais de cinco décadas, a 800 AM passou por diversas mudanças técnicas. Discos e fitas foram substituídos por sistemas digitais por computador, sistema esse que foi ampliado com o surgimento da conexão Wi-Fi. O locutor Roberto Montagner destaca que, com o streaming, a diferença de qualidade entre AM e FM deixa de ser relevante. “Hoje qualquer rádio pode ser ouvida online, de qualquer lugar do mundo”, explica. Embora muitas AM tenham migrado para FM, a 800 AM permanece em sua frequência original. “O grande diferencial do AM é o alcance geográfico. Ele chega a lugares que o FM não alcança, especialmente em regiões remotas”, observa Jonathan

Segundo o site Tudo Rádio, apenas três universidades no Rio Grande do Sul ainda mantêm estações AM: a UFSM, a UFRGS e a UCPel. O Atlas da Notícia de 2023 aponta que mais de 26 milhões de brasileiros vivem em “desertos de notícia” — municípios sem veículos jornalísticos locais. Neste contexto, emissoras universitárias, como a 800 AM desempenham um papel essencial ao oferecer informações de interesse público, programação educativa e cultural, além de dar visibilidade a comunidades negligenciadas pela grande mídia.

O pesquisador Luiz Arthur Ferraretto, da UFRGS, define em seu artigo científico “Uma proposta de periodização para a história do rádio no Brasil” que o atual momento da radiodifusão é de convergência, em que o rádio expande sua presença em podcasts, streamings e web rádios. Para ele, o futuro do AM dependerá de sua capacidade de adaptação às transformações tecnológicas e culturais. A Rádio Universidade AM mostra que é possível inovar sem abandonar a missão pública que a originou. Seu papel pedagógico, cultural e social sustenta sua relevância, mesmo em meio às ondas da crise.

Desesrtos de Informação

Quem vive em um deserto de informação enfrenta uma realidade distante e desconexa com o resto do mundo e até mesmo da sociedade, e são vulneráveis a possíveis desastres socioambientais. Um exemplo claro disso foi durante as enchentes de Maio de 2024 no Rio Grande do Sul que deixou centenas de famílias desabrigadas. Durante a tragédia as pessoas afetadas tinham dificuldade para se informar sobre pontos de coletas de doações e locais de abrigo, pois a energia elétrica foi afetada e a internet instável.

Para tentar mitigar este problema, foi lançado no dia 24 de Março de 2025 o Fundo de Apoio ao Jornalismo (FAJ). A primeira iniciativa no Brasil com o objetivo de apoiar o Jornalismo Local. Foram selecionadas até 15 organizações, que receberam entre R$75 mil e R$150 mil por ano durante três anos. Quem empreendia nesse setor sabe que, embora não fosse uma quantia absurdamente volumosa, esse tipo de recurso tem o potencial de transformar completamente organizações pequenas em veículos profissionais e de qualidade.


Repórteres: Renan Silveira, Pedro Felipe de Almeida, João Pedro Amaral

Fotos: Matheus Lanzarin/Acervo Rádios UFSM 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/30/palestra-na-proxima-semana-vai-discutir-como-noticiar-o-suicidio-de-forma-responsavel Tue, 30 Sep 2025 21:07:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70833 formulário de inscrição. Outras informações constam nos perfis do Desinfomídia e do VerdadeiraMente no Instagram.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/editais/094-2025 Fri, 26 Sep 2025 19:42:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?post_type=editais&p=13755 A Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE) da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), abre processo seletivo para nova/o bolsista, de graduação ou pós-graduação, para atuar na área de Jornalismo.

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A Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE) da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), abre processo seletivo para nova/o bolsista, de graduação ou pós-graduação, para atuar na área de Jornalismo.

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Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:

Foto: Mathias Ilnick

Para o senso comum, a moda pode parecer isto mesmo: um sistema superficial, movido pela lógica irracional do consumo. A acadêmica de Artes Visuais da UFSM Dárica Gomes não enxerga assim. “É algo afetivo, emocional, das raízes. É ancestral”, comenta a jovem a respeito de sua relação com o fazer artístico e a confecção de roupas. Ela afirma que a costura é uma forma de se conectar com as origens e alcançar um estilo único. 

Além de estudante, Dárica é uma das colaboradoras do Brechó Apenas, um empreendimento coletivo que expõe seu acervo, geralmente, no brique da Vila Belga e no hall do Restaurante Universitário I (RU I). O espaço de convivência do RU é casa para muitos outros negócios, organizados, inclusive, pelos próprios estudantes. Para expor, nenhum acordo é necessário; o Brechó Apenas, por exemplo, somente se instala e põe à venda peças de garimpo e de fabricação própria - muitas delas, com o uso do upcycling.

Trata-se não apenas de uma técnica, mas da “epítome da autenticidade”, como descreve Pedro Ivo Vieira, idealizador do Relance Brechó. O upcycling é uma abordagem sustentável na qual materiais que seriam descartados são transformados em novos produtos. Diferente da reciclagem tradicional, não há decomposição de matéria - o novo produto é criado a partir do velho, sem destruir sua forma original. No universo da moda, o upcycling acontece com recortes, costuras, pinturas e outras personalizações que dão continuidade à história das peças. 

No Perspectiv é o nome dado pelo relações públicas formado pela UFSM Brenner Barbosa à linha de peças sustentáveis produzida para seu Trabalho de Conclusão de Curso. As roupas, inspiradas nos estilos Y2K, Clubber Punk e Hip-Hop, foram produzidas a partir da reutilização de aparatos encontrados em pequenos bazares, todos bastante gastos e com avarias. Barbosa define-as como peças que atingiram o seu ciclo máximo na visão comercial. 

O projeto, acompanhado de uma série de vídeos e fotografias, simboliza o que o profissional de Relações Públicas descreveu como a falta de perspectiva para encontrar sua visão de mundo dentro de Santa Maria. Os artistas visuais Leo Penna e Rayssa Barcelos, amigos de Brenner, foram responsáveis pela tradução desses sentimentos nas peças ao trabalharem com estamparias que cobriam os rasgos das roupas originais. “Foi uma ligação de relações que eu tive durante a minha graduação, que diziam respeito às coisas que eu era e que eu sou”, explica.

Muito mais que uma iniciativa sustentável para a indústria têxtil - visto que o setor é responsável por, aproximadamente, 2% a 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo estudo de 2017 da Ellen MacArthur Foundation -, o upcycling se mostra, também, uma maneira singular de expressão pessoal. Para Brenner, a técnica ressignifica algo criado por outra pessoa e produzido em larga escala. Ele acrescenta: “você revive uma coisa que poderia estar morta. Você transmite a sua realidade, a sua verdade, os seus consumos, as coisas em que você acredita”.

Sustentabilidade ainda não é tendência

Mesmo que velados, estigmas relacionados ao mercado da moda sustentável ainda persistem. Em questionário realizado de forma on-line com 62 estudantes da UFSM, 25% informaram que não costumam comprar roupas em brechós. Dárica, do Brechó Apenas, ratifica o dado: “muitas vezes, a gente recebe críticas do tipo: ‘olha ali, aquele pessoal comprando roupa velha’”. 

O Relance Brechó, empreendimento inaugurado em Santa Maria no ano de 2021 e atualmente localizado no bairro Botafogo, no Rio de Janeiro, faz sucesso com o público carioca - mas não foi assim em todos os lugares por onde passou. Pedro Ivo percebe, desde a mudança, uma “diferença gritante” no interesse dos gaúchos e dos cariocas por moda sustentável. Segundo seu relato, os compradores da cidade maravilhosa deteriam maior poder aquisitivo, fator que incentiva a valorização de seu trabalho e das roupas comercializadas.

O fato é que a moda sustentável - nisso, inclui-se a técnica de reciclagem têxtil - ainda não faz parte da corrente de consumo cultural dominante. Para entusiastas da temática, “o upcycling, realmente, é o futuro”, como manifestou Pedro Ivo. Essa opinião é reiterada não só pelos artistas independentes, mas por grandes nomes da indústria como a estilista britânica Vivienne Westwood. Ela costumava dizer que o único efeito possível que alguém pode ter no mundo é por meio de ideias impopulares.


Repórteres: Camille Moraes e Pedro Gonçalves

Contato: camille.moraes@acad.55bet-pro.com/ pedro.marion@acad.55bet-pro.com

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Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:

A quadra pode parecer um lugar democrático: quem tem talento, joga. No entanto, para as mulheres, esse caminho é repleto de obstáculos. Na UFSM, os times femininos enfrentam muito mais do que adversárias, lidam com estruturas precárias, preconceitos e, muitas vezes, com o silêncio institucional.

A técnica do Handebol Feminino da UFSM, Ysadora Freitas, afirma que é necessário ter postura e conduta para conquistar respeito. Com mais de 10 anos de experiência como atleta e agora como treinadora, ela fala com propriedade sobre o que é liderar uma equipe em um ambiente ainda marcado pela desigualdade. “Já vivi o machismo na pele, em diferentes contextos. Quando sou a única mulher em reuniões técnicas ou em competições, a postura das pessoas muda”, expõe. Ysadora conta que hoje consegue lidar melhor com essas situações, pois há homens que a auxiliam na beira da quadra. “Eles me ajudam a fazer os outros me escutarem.” O relato mostra uma realidade recorrente entre mulheres do esporte: é preciso provar o tempo todo que o trabalho desenvolvido é sério.

A mesma sensação aparece nas falas das jogadoras. “A gente tem que espernear, gritar, para ter um reconhecimento que no masculino é básico, algo normal”, relata a atleta da equipe UFSM/Dallas Futsal, Elizabeth Amaral Neves. Mesmo com um histórico de conquistas tão relevante quanto o masculino, o time feminino ainda enfrenta desafios relacionados à visibilidade e valorização. Atualmente, composto por metade das atletas da universidade e metade de fora, a diversidade enriquece o elenco, mas também torna difícil conciliar horários de treino com o calendário acadêmico. “Semana de prova, aula à noite, projetos… tudo interfere”, comenta Elizabeth.

Falta estrutura básica. As atletas de Futsal relatam que um dos ginásios não tem condições adequadas para sediar jogos, e, quando chove, a umidade impossibilita o treino. Além disso, embora haja apoio de fisioterapeutas, o time ainda carece de nutricionistas e psicólogos. A jogadora ainda afirma: “A gente tem o curso de Nutrição na universidade, mas não consegue trazer esses alunos para o projeto. A maioria prefere atuar com os meninos.”

Para as jogadoras do Voleibol UFSM, Caroline Cipolatto e Lívia Lese, o esporte feminino tem recebido mais apoio nos últimos anos, mas ainda há diferenças claras de tratamento por gênero. “A gente ia para torneios em que o feminino era deixado para jogar no domingo, enquanto o masculino podia escolher entre sábado e domingo. Até hoje, a premiação é o que mais mostra essa diferença”, conta Caroline. Lívia cita a lista de 100 atletas mais bem pagos do mundo, divulgada pelo site Sportico: “Todos são homens. Não sei quando vai aparecer uma mulher nessa lista. É uma luta.” 

A representatividade feminina nas comissões técnicas é uma conquista. “Eu gosto de ver a mulher em posição de comando”, diz Caroline. O projeto Voleibol conta com uma comissão técnica formada majoritariamente por mulheres - treinadora, auxiliar, preparadora física e fisioterapeuta - além do apoio de professoras da Educação Física, Nutrição e Medicina da UFSM.

A equipe de Basquete feminino da UFSM também enfrenta dificuldades. O time nasceu em 2022 quando algumas atletas foram convidadas a disputar um campeonato 3x3 no Ceará. Sem equipe técnica e com um grupo pequeno, elas jogaram contra adversários experientes e voltaram com o título dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) . Ali começava a construção de uma equipe que hoje representa o estado na Liga Gaúcha e no JUBs. Assim como no futsal, a rotina também não é fácil. Entre treinos à noite, aulas durante o dia e infraestrutura limitada, as atletas se dividem para manter o sonho vivo. Das quatro quadras disponíveis na universidade, apenas uma possui medidas e tabela oficiais para o basquete.

A capitã do time de basquete, Evelyn Spengler,  rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho em novembro de 2024, durante os Jogos Interatléticas de Santa Maria (JISM). Em dezembro, passou por cirurgia e desde então vive o desafio da recuperação e do afastamento temporário. “A parte mais difícil é não poder jogar. Não poder estar ali com as gurias, não ajudar como ajudava antes.” Ela é formada em Fisioterapia, cursa Educação Física e organiza sua vida em torno do esporte. “Já deixei de ir a aniversário para estar no treino. Meu foco sempre foi: primeiro o treino, depois os outros afazeres.” Hoje, ela apoia e incentiva a equipe de fora da quadra, enquanto treina individualmente.

Evelyn lamenta a ausência de categorias de base no basquete em Santa Maria e no estado, e aponta a falta de incentivo desde a escola como um dos principais entraves para que mais meninas se interessem pela modalidade. Para ela, embora a visibilidade do esporte feminino universitário tenha crescido, a falta de divulgação e investimento ainda desmotiva muitas atletas. “Se não tem renda com o esporte, a mulher tem que trabalhar. Aí muitas desistem, mesmo com talento. Quantas ‘Martas’ já não foram perdidas por isso?”, questiona. A desigualdade de tratamento e visibilidade é a maior barreira, segundo a jogadora,. Enquanto o masculino é impulsionado por mídia e lucro, no feminino é preciso lutar todos os dias apenas para ser vista.

Na UFSM, a estrutura oferecida ao time de basquete também é limitada, e o espaço é disputado pelas demais modalidades como  futsal e handebol, o que obriga o grupo a treinar em quadras menores, em horários alternativos, geralmente à noite. “Às vezes começamos às oito e terminamos depois das dez da noite, porque é o único horário possível. A maioria das gurias tem aula, estágio, trabalho… e mesmo assim, seguem firmes”, explica Evelyn. 

O apoio da Universidade é importante, mas ainda insuficiente. A UFSM oferece materiais de treino, acesso à academia e, quando possível, transporte para competições. No entanto, quando se trata dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), por exemplo, o suporte vem do Governo do Estado Rio Grande do Sul através da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), que garante transporte aéreo, além de todo suporte logístico durante a realização dos jogos. 

Fotografia vertical e colorida de um ginásio poliesportivo vazio à noite, iluminado por luzes artificiais. No chão, há linhas brancas que delimitam as áreas destinadas a diferentes modalidades esportivas, nas cores azul e laranja. Ao fundo, há uma goleira de estrutura de ferro nas cores vermelho e branco. Acima dela, há uma estrutura de cesta de basquete na cor branca com marcações pretas e, mais acima, a presença de um placar eletrônico. A estrutura de ferro do teto está exposta e há diversas lâmpadas de led fixadas nela, além de uma cesta de basquete. Ao fundo, paredes de tijolos à vista na cor marrom-claro com alguns detalhes em azul. Há janelas de vidro com esquadrias claras que mostram o lado de fora do ginásio, completamente escuro.
Ginásio poliesportivo

Ser vista também é vencer

Os relatos revelam que o esporte universitário feminino vai muito além da competição. Funciona também como espaço de resistência, onde mulheres enfrentam diariamente a falta de estrutura, o machismo e a invisibilidade. Ainda assim, seguem firme, treinam, competem e abrem caminhos para que outras mulheres ocupem esse lugar. A busca por igualdade atravessa tanto a quadra quanto a vida fora dela. Vencer, nesse contexto, é também ser reconhecida, ser vista, ser valorizada.


Reportagem: Jaíne Cristofari e Clara Basso

Contato: jainecristofari@gmail.com / claraantonelobasso2006@gmail.com

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Segundo o dicionário Aurélio, rotina é um substantivo feminino que significa a sequência de ações, algo que se faz todos os dias da mesma forma. A rotina pode ser usada com o objetivo de resolver problemas recorrentes e alcançar resultados. Elas são como regras que reduzem a incerteza e coordenam atividades, conforme explicado no artigo Rotinas – Uma Revisão Teórica da professora Rosiléia Milagres da Universidade Estadual de Campinas, publicado na Revista Brasileira de Inovação, da mesma universidade. 

 Com o passar dos anos, as redes sociais digitais tornaram-se cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, era de se esperar que elas se relacionassem com suas rotinas, o que influencia diretamente na organização do dia a dia dos usuários. Rotina de produção, de estudos, de exercícios, independente do objetivo, ela está presente na vida das pessoas há muito tempo. A organização é uma aliada quando supre as necessidades cotidianas, mas pode ser  vilã, se idealizada.

 O psicólogo, mestre em psicologia social da personalidade, Renato Favarin dos Santos, explica a ação da rotina na saúde das pessoas. Renato trabalha na Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED), na Subdivisão de Educação e Saúde, onde ajuda os estudantes a lidarem com o processo de formação acadêmica. Ele explicou que, na maioria dos casos, em que seus pacientes relatam estresse e ansiedade com as tarefas da universidade, pode-se perceber um problema em relação à rotina. 

Para um dia produtivo, o psicólogo orienta que uma boa noite de sono, boa alimentação e momentos de lazer são indispensáveis para conseguir cumprir as tarefas do dia. A rotina não é sempre absoluta e regrada, como sua definição teórica indica, e  Renato alerta que ela pode ser uma geradora de sofrimento e angústia. “Alguns chegam aqui já sabedores de que a rotina é importante, mas com uma ideia de ‘rotina ideal’, que hoje em dia está muito em alta na internet, “ disse o psicólogo sobre os relatos dos estudantes. 

Ainda na área da Psicologia, o psicanalista Sigmund Freud explica o conceito  do “princípio do prazer”, que é quando a mente busca uma gratificação imediata, sensação de controle, ordem e segurança. A rotina pode ser entendida a partir disso, por conta da sensação de dever cumprido das tarefas estipuladas para o dia. Com base nos estudos de Freud, a teoria da compulsão explica que, a repetição se torna um padrão automático, que auxilia no controle da ansiedade.

No entanto, a ideia de “rotina ideal” não surge por acaso. Ela é, muitas vezes, moldada por discursos, imagens e vídeos que circulam nas redes sociais digitais, onde os influenciadores digitais transformam seu dia a dia em conteúdo altamente editado, esteticamente atraente e até mesmo comercial. Foi o que apontaram os professores e pesquisadores Vinicius Kenji Shimazaki e Márcia Matos Pinto da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC), ao analisar em seu artigo, A influência das redes sociais na vida dos seres humanos como as novas tecnologias vêm reconfigurando identidades, comportamentos e o modo de viver da sociedade na era digital. O texto mostra que o modo como as pessoas constroem e compartilham suas vidas nas redes digitais não só altera a percepção que as pessoas têm de si mesmas, mas também a forma como os outros passam a entender e, na maioria das vezes, idealizar o que é uma “vida organizada” ou “produtiva”.

Nos meios digitais, a rotina deixa de ser apenas uma ferramenta pessoal de organização e passa a ocupar o lugar das aparências. Diante disso, tarefas habituais como acordar cedo, estudar ou até mesmo preparar uma refeição são exibidas com filtros, tornam-se o exemplo de modelo a ser seguido. 

O problema desse tipo de exposição é que ele tende a esconder os fracassos, a desorganização e o cansaço, que também fazem parte da vida, o que, como abordado anteriormente, cria um padrão de rotina idealizada e inalcançável. A repetição desse modelo nas plataformas digitais reforça um imaginário coletivo de que existe uma maneira específica de viver bem, estudar melhor e ser mais eficiente, mas na prática essa “rotina perfeita” não é coerente com a realidade da maioria das pessoas.

Por meio de um formulário on-line disponibilizado no período de um mês, durante o primeiro semestre do ano, buscou-se compreender como os estudantes da UFSM lidam com a rotina, como a organizam, o que pensam sobre ela e onde consomem conteúdos relacionados ao tema. O questionário foi respondido por 37 alunos de diferentes idades, gêneros, cursos e centros de ensino da Universidade. A maioria afirmou ter algum tipo de rotina, embora ela não seja fixa, variando conforme a disponibilidade de tempo. Em geral, a organização diária é feita a partir dos horários das aulas. Poucos citaram práticas adicionais. Apenas um aluno demonstrou preocupação em dormir cedo, outro mencionou a inclusão de esportes, e nenhum relatou dedicar tempo específico ao lazer.

Em relação às redes sociais digitais, metade dos participantes relatou ver com frequência, em sua “for you” (para você) do Instagram, vídeos sobre rotina. No entanto, afirmam que não se inspiram nesse tipo de conteúdo. Para organizar o dia a dia, alguns acadêmicos disseram utilizar métodos de gerenciamento de tempo de estudo como a técnica pomodoro (técnica de gestão de tempo que divide o trabalho em pequenos intervalos) e ferramentas de organização como Google Agenda ou Notion. Também destacaram que mudar de ambiente contribui para a concentração, por isso preferem estudar em espaços mais reservados, como bibliotecas, laboratórios e outros ambientes da própria Universidade. Embora a maioria descreva a rotina de forma positiva, muitos admitem ter dificuldade em mantê-la.

Diante de tantas possibilidades, expectativas e modelos compartilhados diariamente nas redes sociais digitais, é importante lembrar que a rotina ideal não tem a obrigação de ser bonita ou produtiva aos olhos dos outros. Como reforça o psicólogo Renato, cada rotina é única e precisa ser construída de forma coerente com a própria realidade. A pesquisa dos professores Vinicius e Márcia também mostra que a rotina deve ser uma aliada, um recurso para organizar a vida, e não um padrão idealizado. No fim das contas, talvez o mais importante seja entender que, longe dos filtros e das plataformas digitais, a rotina não é, e não precisa ser perfeita, só precisa ser possível.

Entre vídeos e pausas: Um jeito real de viver a rotina

Ilustração de Roberta, estudante de Farmácia. Ilustração: Ana Rebeca Ramos Machado

Às 6h30 da manhã, Roberta Marchesan já está de pé. Mesmo depois de dormir tarde estudando para alguma prova, ela se levanta, prepara um café e começa mais um dia de aulas, estágios, gravações e organização. Estudante de Farmácia na Universidade Federal de Santa Maria, Roberta faz parte de um grupo crescente de universitários que dividem sua rotina com seus seguidores nas redes sociais. 

Estudante do sétimo semestre, Roberta começou a postar vídeos ainda no ensino médio, compartilhando muitos de seus resumos, a pedido de alguns colegas. O perfil cresceu aos poucos, virou companhia durante a pandemia e hoje atrai seguidores interessados em organização, dicas acadêmicas e reflexões sobre saúde mental. Seus seguidores, em sua maioria mulheres também da área da saúde, acompanham dicas sobre a faculdade, momentos do dia e reflexões sobre autoestima. Ela diz que a organização a ajuda a ter clareza sobre como está se sentindo, que se vê tudo muito "carregado", tenta aliviar no decorrer dos dias.

Apesar da organização, Roberta não compartilha uma rotina perfeita. Pelo contrário, se preocupa em mostrar que dias difíceis também existem. “Não gosto de vender uma vida que não vivo. Gosto de influenciar, mas com realismo", explica. Para ela, os vídeos que romantizam produtividade extrema podem gerar frustração. Por isso, escolhe compartilhar o que faz sentido para si, mesmo que isso signifique cortar uma parte do vídeo que a deixou desconfortável.

Quando o relógio marca 23h, Roberta finalmente encerra o dia. A rotina pode até começar cedo, mas não precisa seguir o roteiro de ninguém, apenas o dela.


Repórteres: Fabiola Nicoletti e Matheus Bernardes

Contato:  fabiola.nicoletti@acad.55bet-pro.com/ matheus.bernardes@acad.55bet-pro.com 

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