UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 30 Apr 2026 20:49:52 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/2025/10/31/estudantes-do-curso-vencem-premio-sema-fepam-de-jornalismo-ambiental Fri, 31 Oct 2025 23:10:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/jornalismo/?p=856
Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental entregue a estudantes de Jornalismo da UFSM. Foto: Igor de Almeida/Ascom Sema

Dois trabalhos de estudantes do curso de Jornalismo da UFSM - campus Santa Maria, foram vencedores na categoria Jornalismo Universitário do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental. O anúncio com a entrega dos troféus foi realizado na quarta-feira (29/10/2025), no Jardim Botânico de Porto Alegre, em cerimônia realizada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).

Em primeiro lugar ficou o podcast narrativo “À margem” e, na segunda posição, a reportagem em quadrinhos “Quando a rua enche”. Ambos os trabalhos foram encaminhados pelo estudante Pedro Pagnossin Moro ao edital da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). 

O trabalho em áudio foi produzido em conjunto com Alexandre La Bella, Jessica Mocellin e João Victor Souza para a disciplina de Radiojornalismo III, ministrada pelo professor Maicon Kroth, e veiculado no Spotify. Já a HQ foi feita para a Agência de Notícias, sob a supervisão do jornalista Maurício Dias, e foi publicada no site e nas redes sociais da UFSM.

Ambas as produções tratam das consequências da crise climática causada pelas enchentes de 2024 na vida de moradores que vivem às margens do Arroio Cadena no Bairro Urlândia, em Santa Maria. Entre os temas abordados está a ansiedade climática, sentimento de aflição quando chove – ou ocorrem outros fenômenos naturais – por pessoas que sofreram perdas de entes queridos, animais de estimação, moradias, negócios, móveis e/ou objetos pessoais. 

Além de moradores atingidos pelas enchentes, os estudantes ouviram fontes especializadas, como a coordenadora do Plano Municipal de Redução de Riscos, Andrea Nummer; o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Neves; a psicóloga especialista em situações de Emergências e Desastres, Melissa Couto; e o meteorologista Murilo Lopes, da UFSM.

Pedro celebrou a conquista ainda durante a formação: “Receber esse prêmio significa que fomos bons jornalistas e que conseguimos tratar as histórias com ética e dignidade. Para mim e para os meus colegas que produzem o podcast, estar entre os premiados reforça a importância da nossa profissão e o quanto ela é necessária, ainda mais quando pensamos no futuro do mundo. Poder contribuir de forma tão marcante, mesmo ainda estudantes, mostra que estamos no caminho certo.” 

O Prêmio

O Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental reconhece trabalhos jornalísticos voltados à sustentabilidade, às mudanças climáticas e ao uso consciente dos recursos naturais e energias limpas. Com o tema “Construindo juntos um futuro mais forte para o RS”, a terceira edição do prêmio reforçou a importância da união da sociedade na reconstrução adaptada e resiliente frente aos eventos meteorológicos extremos que impactam o Estado.

A edição de 2025 registrou recorde de participação, com 235 trabalhos concorrendo nas seis categorias: fotojornalismo, webjornalismo, jornalismo impresso, radiojornalismo ou podcast, telejornalismo e jornalismo universitário.

Com informações da Ascom/Sema

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Dois trabalhos de estudantes do curso de Jornalismo da UFSM, do campus Santa Maria, foram vencedores na categoria jornalismo universitário do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental. O anúncio dos premiados e a entrega dos troféus aconteceu na quarta-feira (29), no Jardim Botânico de Porto Alegre, em cerimônia realizada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).

[caption id="attachment_71140" align="alignright" width="529"]Foto colorida e horizontal de quatro jovens que estão lado a lado, sorrindo e segurando prêmios. Da esquerda para a direita: um homem de óculos veste camisa bege e segura um certificado, uma mulher de cabelo loiro veste vestido preto e segura um troféu com mosaico colorido, outro homem, também segura um troféu semelhante e veste camisa preta e o quarto homem, de óculos e bigode, veste camisa azul e segura um certificado. Ao fundo, várias pessoas estão em pé, em um ambiente iluminado, com árvores e decoração de natureza. Estudantes de Jornalismo João Victor Souza, Jessica Mocellin, Pedro David Moro e Alexandre La-Bella (Foto: Mariana Henriques)[/caption]

Os trabalhos premiados

Em primeiro lugar ficou o podcast narrativo “À margem” e, na segunda posição, a reportagem em quadrinhos “Quando a rua enche”. Ambos os trabalhos foram encaminhados pelo estudante Pedro Pagnossin Moro ao edital da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). 

O trabalho em áudio foi produzido em conjunto com Alexandre La Bella, Jessica Mocellin e João Victor Souza para a disciplina de Radiojornalismo III, ministrada pelo professor Maicon Kroth, e veiculado no Spotify. Já a HQ foi feita para a Agência de Notícias, sob a supervisão do jornalista Maurício Dias, e foi publicada no site e nas redes sociais da UFSM.

Ambas as produções tratam das consequências da crise climática causada pelas enchentes de 2024 na vida de moradores que vivem às margens do Arroio Cadena no Bairro Urlândia, em Santa Maria. Entre os temas abordados está a ansiedade climática, sentimento de aflição quando chove – ou ocorrem outros fenômenos naturais – por pessoas que sofreram perdas de entes queridos, animais de estimação, moradias, negócios, móveis e/ou objetos pessoais. 

Além de moradores atingidos pelas enchentes, os estudantes ouviram fontes especializadas, como a coordenadora do Plano Municipal de Redução de Riscos, Andrea Nummer; o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Neves; a psicóloga especialista em situações de Emergências e Desastres, Melissa Couto; e o meteorologista Murilo Lopes, da UFSM.

Pedro celebrou a conquista ainda durante a formação: “Receber esse prêmio significa que fomos bons jornalistas e que conseguimos tratar as histórias com ética e dignidade. Para mim e para os meus colegas que produzem o podcast, estar entre os premiados reforça a importância da nossa profissão e o quanto ela é necessária, ainda mais quando pensamos no futuro do mundo. Poder contribuir de forma tão marcante, mesmo ainda estudantes, mostra que estamos no caminho certo.” 

O Prêmio

O Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental reconhece trabalhos jornalísticos voltados à sustentabilidade, às mudanças climáticas e ao uso consciente dos recursos naturais e energias limpas. Com o tema “Construindo juntos um futuro mais forte para o RS”, a terceira edição do prêmio reforçou a importância da união da sociedade na reconstrução adaptada e resiliente frente aos eventos meteorológicos extremos que impactam o Estado.

A edição de 2025 registrou recorde de participação, com 235 trabalhos concorrendo nas seis categorias: fotojornalismo, webjornalismo, jornalismo impresso, radiojornalismo ou podcast, telejornalismo e jornalismo universitário.

Com informações da Ascom/Sema

[caption id="attachment_71139" align="aligncenter" width="841"]Fotografia horizontal colorida com várias pessoas em cima de um palco, uma ao lado da outra, segundo os prêmios Vencedores das seis categorias foram reconhecidos na cerimônia (Foto: Igor de Almeida/Ascom Sema)[/caption]

 

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Dois trabalhos de estudantes do curso de Jornalismo da UFSM foram selecionados entre os finalistas do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental. Uma das produções foi feita como atividade do curso e a outra como conteúdo da Agência de Notícias da UFSM. O podcast narrativo “À margem” e a reportagem em quadrinhos “Quando a rua enche” foram encaminhados pelo estudante Pedro Pagnossin Moro ao edital da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

O trabalho em áudio foi produzido em conjunto com Alexandre La Bella, Jessica Mocellin e João Victor Souza para a disciplina de Radiojornalismo III, ministrada pelo professor Maicon Kroth, e veiculado no Spotify. Já a HQ foi feita para a Agência de Notícias, sob a supervisão do jornalista Maurício Dias, e foi publicada no site e nas redes sociais da UFSM.

Ambas as produções tratam das consequências da crise climática causada pelas enchentes de 2024 na vida de moradores que vivem às margens do Arroio Cadena no Bairro Urlândia, em Santa Maria. Entre os temas abordados está a ansiedade climática, sentimento de aflição quando chove – ou ocorrem outros fenômenos naturais – por pessoas que sofreram perdas de entes queridos, animais de estimação, moradias, negócios, móveis e/ou objetos pessoais. 

Além de moradores atingidos pelas enchentes, os estudantes ouviram fontes especializadas, como a coordenadora do Plano Municipal de Redução de Riscos, Andrea Nummer; o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Neves; a psicóloga especialista em situações de Emergências e Desastres, Melissa Couto; e o meteorologista Murilo Lopes, da UFSM.

“Trabalhar com jornalismo ambiental tem sido uma experiência marcante, ainda mais experimentando diferentes formatos. Foi desafiador contar algo tão recente e que afetou tanta gente, mas também muito importante. No podcast, buscamos dar voz às pessoas e entender melhor o impacto das chuvas e na HQ, tentei traduzir tudo isso de forma mais sensível e visual”, comentou Pedro. O universitário e bolsista da Coordenadoria de Comunicação Social ainda ressalta a relevância de tratar sobre meio ambiente: “Acredito que esse tipo de trabalho faz a gente repensar o papel do jornalismo em tempos de crise climática”.

terceira edição do Prêmio da Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental tem como tema “Construindo juntos um futuro mais forte para o RS”. O objetivo da premiação é reconhecer produções jornalísticas que tratam de meio ambiente, mudanças climáticas, uso consciente dos recursos naturais e energias limpas.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/07/estudantes-de-jornalismo-sao-finalistas-de-premio-sema-fepam Tue, 07 Oct 2025 13:38:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70907 Dois trabalhos de estudantes do curso de Jornalismo do campus sede foram selecionados entre os finalistas do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental. Uma das produções foi feita como atividade do curso e a outra como conteúdo da Agência de Notícias da UFSM. A lista, divulgada nesta segunda (6), contempla, ainda, reportagens feitas por profissionais de empresas de comunicação. 

O podcast narrativo “À margem” e a reportagem em quadrinhos “Quando a rua enche” foram encaminhados pelo estudante Pedro Pagnossin Moro ao edital da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O trabalho em áudio foi produzido em conjunto com Alexandre La Bella, Jessica Mocellin e João Victor Souza para a disciplina de Radiojornalismo III, ministrada pelo professor Maicon Kroth, e veiculado no Spotify. Já a HQ foi feita para a Agência de Notícias, sob a supervisão do jornalista Maurício Dias, e foi publicada no site e nas redes sociais da UFSM.

Ambas as produções tratam das consequências da crise climática causada pelas enchentes de 2024 na vida de moradores que vivem às margens do Arroio Cadena no Bairro Urlândia, em Santa Maria. Entre os temas abordados está a ansiedade climática, sentimento de aflição quando chove - ou ocorrem outros fenômenos naturais - por pessoas que sofreram perdas de entes queridos, animais de estimação, moradias, negócios, móveis e/ou objetos pessoais. 

Além de moradores atingidos pelas enchentes, os estudantes ouviram fontes especializadas, como a coordenadora do Plano Municipal de Redução de Riscos, Andrea Nummer; o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Neves; a psicóloga especialista em situações de Emergências e Desastres, Melissa Couto; e o meteorologista Murilo Lopes, da UFSM.

“Trabalhar com jornalismo ambiental tem sido uma experiência marcante, ainda mais experimentando diferentes formatos. Foi desafiador contar algo tão recente e que afetou tanta gente, mas também muito importante. No podcast, buscamos dar voz às pessoas e entender melhor o impacto das chuvas e na HQ, tentei traduzir tudo isso de forma mais sensível e visual”, comentou o Pedro. O universitário e bolsista da Coordenadoria de Comunicação Social ainda ressalta a relevância de tratar sobre meio ambiente: “Acredito que esse tipo de trabalho faz a gente repensar o papel do jornalismo em tempos de crise climática”.

A terceira edição do Prêmio da Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental tem como tema "Construindo juntos um futuro mais forte para o RS". O objetivo da premiação é reconhecer produções jornalísticas que tratam de meio ambiente, mudanças climáticas, uso consciente dos recursos naturais e energias limpas.

Quadro colorido vertical com o título "Quando a rua enche". O quadro mostra o repórter de costas e uma fonte, um senhor de idade, desenhados de forma estilizadas. Os dois estão de costas e andam por uma rua não asfaltada. Dos dois lados, estão casas de um piso, árvores, postes de energia e um cachorro caramelo. Acima, o céu cinzento, com alguns pássaros voando baixo.
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Com o avanço das mudanças climáticas, o papel do jornalismo na preservação do meio ambiente tem sido cada vez mais debatido entre os profissionais da área. Recentemente, o Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK) divulgou que a Terra já rompeu sete dos nove limites que mantêm o planeta habitável em condições seguras. O instituto está localizado em Potsdam, cidade alemã com população estimada em pouco mais de 200 mil habitantes.

É nesse contexto que a UFSM participou, entre os dias 24 e 26 de setembro, do 6° Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental, realizado remotamente com transmissão no YouTube e no site Even3. No evento, a professora no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) Claudia Herte de Moraes falou sobre a importância de o jornalismo se reconectar com a natureza.

 “Uma pauta do avanço da soja no pampa, ao invés de focarmos no impacto econômico, a gente tem a oportunidade de investigar o impacto na vida de um ecossistema”, sugeriu. Para ela, a crise ambiental não é um problema técnico, mas de relacionamento, e é preciso pensar no outro não somente como ser humano, mas como natureza também. Claudia propõe três alternativas para o jornalismo ambiental se fortalecer: mudar as fontes, o método e a perspectiva.

É preciso dar espaço para o conhecimento dos povos indígenas, dos agricultores familiares e pescadores tradicionais nas matérias e não se limitar apenas aos cientistas com currículos extensos. Ela se opôs ao “jornalismo de gabinete”, quando o profissional se acomoda em escrever matérias com dados corretos e oficiais, mas produz textos emocionalmente distantes. 

Segundo ela, a apuração em campo, como reportagens em margens de rios, aproximaria mais o público da pauta ambiental. A professora também ressaltou o aspecto não inovador das medidas e que é necessário uma maior aplicação dos jornalistas. “A história vai se tornar maior, mais complexa e mais verdadeira, deixando de ser um obituário da natureza”, explicou. 

Sob o olhar do ambientalista

Por outro lado, o doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar) Paulo Brack disse que a pauta ambiental só aparece no jornalismo no momento dos desastres e citou o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, como exemplo. Porém, a questão ambiental não envolve só o jornalismo, e, sim, vários fatores em nível nacional. O caso das barragens engloba um dos pilares da exportação brasileira nas últimas décadas: o minério de ferro. 

“O Brasil é um grande exportador de commodities e a nossa pauta econômica leva a cada vez mais flexibilizações ambientais”, lamentou Brack. Essas exportações envolvem produtos primários e menor valor agregado, mas a grande quantidade de vendas compensa para o país. Em muitos casos, o Brasil compra de países que utilizam seus commodities nos componentes de produtos industrializados e que são mais caros. 

Brack, que atualmente é professor de botânica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também mencionou o petróleo e a soja como os principais responsáveis pelo avanço do desenvolvimento sobre o meio ambiente. E, de fato, a empresa Fazcomex Tecnologia para Comércio Exterior apontou que, até junho de 2025, o minério de ferro era o produto mais exportado no ano, seguido pela soja e petróleo em terceiro. O cinturão da soja, que embarca regiões de intensa produção do commodity, avança na floresta amazônica a partir dos estados de Rondônia e Mato Grosso. Enquanto isso, cresce a pressão por perfurações de petróleo na Foz do Amazonas. 

“A briga é de cachorro grande”

O doutor em Comunicação e especialista em Comunicação Rural pela Universidade de São Paulo (USP), Wilson da Costa Bueno, afirmou que "a briga é de cachorro grande". Para ele, o jornalismo deve ser politicamente atuante em favor da causa ambiental e abandonar a ideia de imparcialidade na hora de lidar com o interesse de grandes empresas. No programa de crédito rural deste ano, o Plano Safra, o Governo Federal anunciou quase R$ 520 bilhões para o agronegócio, destinado a grandes produtores, em comparação com os R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. 

Apesar de ter uma população inferior à dos Estados Unidos e da China, o Brasil utiliza mais agrotóxicos, responsáveis por conservar as plantações, do que os dois somados. Dentro do maior consumidor do mundo, de acordo com relatório de 2021 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), é amplo o uso do glifosato, substância relacionada ao desenvolvimento de câncer em múltiplas pesquisas.  

O ambientalista Paulo Brack comentou ser necessária a discussão sobre diminuição do consumo de bens de modo geral e a desconcentração de capital em defesa do meio ambiente. Segundo o Global Wealth Report 2024, elaborado pelo banco suíço UBS, o Brasil é o país mais desigual do mundo. “O sistema capitalista é um sistema que não consegue viver com limites e é preciso ter limites”, declarou Brack.

Texto: Jônathas Grunheidt, acadêmico de Jornalismo, estagiário na Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/minimanual-para-a-cobertura-jornalistica-das-mudancas-climaticas Mon, 19 Oct 2020 21:54:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=107 Minimanual para a cobertura jornalística das mudanças climáticas
Márcia Franz Amaral, Eloísa Beling Loose e Ilza Maria Tourinho Girardi (organizadores)
[caption id="attachment_178" align="aligncenter" width="300"] Minimanual para a cobertura jornalística das mudanças climáticas[/caption]

Os Grupos de Pesquisa Estudos de Jornalismo (UFSM) e Jornalismo Ambiental (UFRGS), ambos certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), elaboraram este Minimanual que visa a oferecer subsídios para uma cobertura mais qualificada a jornalistas e estudantes de jornalismo sobre a cobertura das mudanças climáticas. A ideia surgiu a partir do documento “Los Medios de Comunicación y el Cambio Climático”, que contém o Decálogo sobre el Cambio Climático, elaborado pela Fundación Ecología y Desarrollo (ECODES) e pelo Grupo de Investigación Mediación Dialéctica de la Comunicación Social da Universidad Complutense de Madrid (Espanha), parceiro do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM no Programa da CAPES PrInt.

[caption id="attachment_178" align="alignleft" width="300"] Minimanual para a cobertura jornalística das mudanças climáticas[/caption]

Os Grupos de Pesquisa Estudos de Jornalismo (UFSM) e Jornalismo Ambiental (UFRGS), ambos certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), elaboraram este Minimanual que visa a oferecer subsídios para uma cobertura mais qualificada a jornalistas e estudantes de jornalismo sobre a cobertura das mudanças climáticas. A ideia surgiu a partir do documento “Los Medios de Comunicación y el Cambio Climático”, que contém o Decálogo sobre el Cambio Climático, elaborado pela Fundación Ecología y Desarrollo (ECODES) e pelo Grupo de Investigación Mediación Dialéctica de la Comunicación Social da Universidad Complutense de Madrid (Espanha), parceiro do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM no Programa da CAPES PrInt.

Acesso à obra

Versão PDF No Manancial Dados da obra Sumário Autoria Licença Creative Commons Dados da obra

Publicação:
2020 / 1ª edição
ISBN: 978-85-8384-103-6

Referência: 
AMARAL, Márcia Franz; LOOSE, Eloísa Beling; GIRARDI, Ilza Maria Tourinho (Org.). Minimanual para a cobertura jornalística das mudanças climáticas. Santa Maria/RS: FACOS-UFSM, 2020. 52 p. (Recurso eletrônico)

Sumário
  • Apresentação;
  • Um manual para ampliar a discussão sobre as mudanças climáticas na imprensa;
  • Por que tratar do clima em tempos de pandemia?
  • Dez conselhos para a cobertura jornalística das mudanças climáticas;
  • Dez verbetes para compreender a questão do clima;
  • Dez conceitos que cercam o tema;
  • Dez questões fundamentais para pensarmos nossa realidade;
  • Dez fontes jornalísticas documentais sugeridas para a cobertura.
Autoria Organizadores: Márcia Franz Amaral, Eloísa Beling Loose, Ilza Maria Tourinho Girardi. Licença Creative Commons

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. Para ver uma cópia desta licença, visite: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/

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