UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 30 Apr 2026 18:01:46 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/07/08/viva-o-campus-do-orgulho-celebra-a-resistencia-da-comunidade-lgbtqiapn Tue, 08 Jul 2025 09:57:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69714 [caption id="attachment_69715" align="alignright" width="570"] Ações como a Polifeira marcaram presença no Largo do Planetário, no domingo (7)[/caption]

No domingo (7), foi realizado o Viva o 55BET Pro do Orgulho, edição especial do tradicional evento da Universidade em alusão ao Mês do Orgulho LGBTQIAPN+ - celebrado em junho. Antes previsto para ocorrer no dia 29 do último mês, as condições climáticas obrigaram o evento a ser remarcado. Na nova data, mais de 14 mil pessoas circularam pelo 55BET Pro Sede.

O Viva o 55BET Pro do fim de semana passado foi organizado pela Pró-Reitoria de Extensão por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte e em parceria com a Casa Verônica. Esta última, inclusive, promoveu um dos destaques da programação, que foi a Feira LGBTQIAPN+, composta por 19 expositores e serviu como um espaço para empreendedores da instituição mostrarem sua arte e, ao mesmo tempo, gerarem renda.

Entre as mais de 14 mil pessoas presentes na UFSM, estava o casal formado pelo assistente comercial Elton Lopes e pelo professor de Artes Emerson Massoli. Eles frequentam o Viva o 55BET Pro desde o início, há pelo menos sete anos, e garantem que o fato de ser um evento ao ar livre é um dos pontos que os fazem ir ao campus.

“Eu gosto de ver o pessoal, todo mundo rindo e conversando. Essa questão de sentar na grama, dar uma relaxada, conversar, jogar conversa fora… Eu gosto de vir pra cá por causa dessa vibe que o ambiente passa”, destacou Elton. Porém, a edição do último domingo teve um toque especial, como avalia Emerson: “é importante em um evento assim, que celebra o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, com atrações que são da comunidade”.

“Todos os domingos sempre vem bastante gente para cá, mas é bom ter esse momento especial de acolhimento. Quando você chega aqui, qualquer lugar que você olhar vai ter alguém com uma bandeira. Isso é uma das coisas que mostram que a gente realmente existe e está aqui. Nos dias atuais, isso passa muito batido”, reforçou o assistente comercial.

[caption id="attachment_69716" align="alignleft" width="400"] Elton e Emerson frequentam o Viva o 55BET Pro há pelo menos sete anos (Foto Pedro Pereira)[/caption]

Junto das questões envolvendo ser um evento ao ar livre e a celebração da comunidade LGBTQIAPN+, Emerson disse que outra razão que o faz participar do Viva o 55BET Pro é a Polifeira. “Como eu não consigo vir durante a semana, no fim de semana é mais tranquilo”, contou.

A feirante Miraci Sippert corrobora com o professor, que dá mais detalhes sobre parte do público que visita a tradicional exibição de agricultura familiar da UFSM. “Às quintas-feiras, nosso público é mais formado por alunos. Nesses eventos, a família de Santa Maria e da Região, que vem visitar os filhos na Universidade, aproveita para passar um domingo diferente e fazer suas comprinhas na Polifeira. Nossos domingos têm sido maravilhosos”, destacou.

A celebração ainda contou com apresentações musicais no Largo do Planetário, uma ação do Laboratório de Cunicultura, que ofereceu uma experiência única realizando um piquenique com coelhos, e outras atividades artísticas. 

Na visão do pró-reitor de Extensão, Flavi Lisboa, a Universidade tem o dever de estreitar os laços com os grupos minoritários.“Nós partimos do princípio que a universidade é plural, é de todos, de todas, e tem que ser representativa de todos os grupos sociais. Claro, aqueles que sofrem preconceitos e opressões de diversas formas da nossa sociedade, requerem uma atenção especial. A comunidade LGBTQIAPN+ se inclui nisso”, afirmou.

O pró-reitor enfatizou avanços na UFSM que foram fundamentais para o desenvolvimento dessa relação com os grupos sociais. Entre eles, a instituição da Casa Verônica, órgão que acolhe diversas demandas que perpassam questões de gênero. ”Quando a gente faz um evento como o Viva o 55BET Pro para celebrar o Mês do Orgulho, queremos trazer sentidos positivos valorizando a identidade das pessoas que integram essa comunidade”, garantiu o pró-reitor de Extensão.

Texto: Pedro Pereira, jornalista

Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agências de Notícias

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A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA), em parceria com a Casa Verônica, promove neste domingo, 29 de Junho, o Viva o 55BET Pro do Orgulho. O evento integra as ações da universidade em alusão ao mês do orgulho LGBTQIAPN+, reforçando o compromisso institucional com a promoção da diversidade, do respeito e dos direitos humanos. As atividades são abertas a toda comunidade e acontecem das 15h às 19h.

A edição de 2025 contará com uma ampla programação cultural, artística e educativa, gratuita e aberta à comunidade acadêmica e externa. Entre os destaques está a Feira LGBTQIAPN+ da Casa Verônica que, neste ano, reúne 19 expositores. A feira é um espaço dedicado a empreendedores LGBTQIAPN+ da UFSM, promovendo geração de renda, visibilidade e permanência estudantil. A atração artística acontece no largo do Planetário e conta com apresentação musical de Luíse de Bem da Silva - voz e violão; apresentação artística com Country Cunt; Batalha da Ousadia com “rimadasminas”; apresentação de dança com Two Steps - Pp Urban (Coletivo de Danças Urbanas); Drag cu-in performance e DJ Set.

Além de todas essas atrações contamos com a presença dos parceiros do VC, como a Polifeira do Agricultor; o Jardim Botânico, com a realização de exposição de animais taxidermizados, visitação ao telhado verde e jardim sensorial; as sessões no planetário abertas ao público; o projeto  Hangar Aeroespacial que oferece como atividades de simulação de vento, túnel de vento e explicação do AMX-A1 e motores e o mais novo parceiro o LabCuni que oferece uma experiência única realizando o piquenique com os coelhos.

O Viva o 55BET Pro busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional.

Programação completa:

Atrações Artísticas e musicais (Palco - largo planetário):

15h

  • Luíse de Bem da Silva - Apresentação Musical - voz e violão (instagram marcar @luisedebem)
  • Country Cunt - Apresentação artística - (@feem.ily)

16h

  • Batalha da Ousadia - com @rimadasminas
  • TWO STEPS - PPURBAN (Coletivo de Danças Urbanas) - Apresentação artística (@lipe_danc e @estelagdp)
  • Drag cu-in performance - Apresentação artística

17h

  • DJ Set: Resistir, viver, brilhar e arrasar! (@xheisart)


Atividades propostas pela CV:

  • Feira LGBTQIAPN+ da Casa Verônica - 19 expositores
  • Atividades com PET diversifica no bosque em frente ao planetário
  • Pintura de rosto no largo do planetário 


Atividades Parceiros VC:

Jardim Botânico 

15h às 18h

Visita livre ao telhado verde

Visita livre ao jardim sensorial

Exposição de animais taxidermizados
Visita guiada na horta mandala com alunos do curso de agronomia.
Mostra dos trabalhos de extensão da disciplina Introdução à Biologia Vegetal “As plantas e o homem: um olhar sobre o uso e conhecimento popular das plantas”

Planetário

Exposição: As estrelas foram apenas o começo

Sessões de Cúpula
15h - Kira

16h - Da Terra ao Universo

17h - A Questão da Vida

Projeto Hangar Aeroespacial
15h às 18h
- Apresentação do AMX e motores

- Túnel de vento 

- Simulador de Voo

Piquenique com Coelho

15h às 18h

Local: Largo do Planetário

Interação com os coelhos do LabCuni

Presença da Polifeira do Agricultor 

Local: Largo do Planetário

Texto: Coordenadoria de Cultura e Arte (PRE/UFSM).

Edição: Micael dos Santos Olegário, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE/PRE).

Agenda 2030 na UFSM

A ação de extensão apresentada neste texto se alinha aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/16/viva-volei Mon, 16 Jun 2025 13:17:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69520 Foto colorida horizontal de duas equipes jovando vôlei. Na imagem, dois jogadores, um de cada lado da rede, estão no ar. Um deles arremessa a bola e o outro tenta defender.
Jogadores da equipe do Viva Vôlei em quadra no Centro Desportivo Municipal

Neste sábado (14) e neste domingo (15), Santa Maria sediou a quarta edição do Festival Internacional LGBTQIAPN+ de Voleibol. O evento aconteceu no Centro Desportivo Municipal (CDM) e reuniu quinze equipes para celebrar o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+ com esporte, respeito, diversidade e inclusão.

Presença de Tifanny Abreu

A madrinha do festival, Tifanny Abreu, esteve presente nesta edição. A multicampeã de voleibol, atleta do Osasco Voleibol Clube é a primeira atleta transexual na Superliga Feminina. Tifanny destacou a importância da realização de eventos como este para que a comunidade também tenha acesso ao esporte, possa se reunir e se divertir. “O voleibol é um esporte de muita inclusão e está sempre aberto a todas as pessoas”, comentou a atleta.

Apoio da Universidade

O organizador do evento, Jean-Pierre Chagas Avila, ressaltou a importância da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) na realização do evento. “O apoio é fundamental na comunicação interna junto aos alunos, professores e servidores para estarem presentes e apoiando um evento totalmente inclusivo, que leva o nome de Santa Maria e da UFSM para o mundo inteiro”, disse

A equipe Viva Vôlei, de Santa Maria, conquistou o campeonato deste ano. A Green Volley, de Porto Alegre, ficou com o vice-campeonato. Os Galáticos, também de Porto Alegre, ficaram em 3°Lugar. 

Texto: Milena Gubiani, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias

Fotos: Paulo Baraúna, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

Foto colorida horizontal de mulher trans em frente a um banner do evento, que tem as cores da bandeira LGBT em uma bola de vôlei e uma mão espalmada
Madrinha do festival, a multiatleta Tifanny Abreu
Foto colorida horizontal de grupo de jogadores de vôlei em posando para foto
Viva Vôlei, de Santa Maria, venceu o 4º Festival Internacional LGBTQIAPN+ de Voleibol
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/11/projeto-traz-para-roda-vida-trans-fomenta-a-inclusao-e-permanencia-da-comunidade-trans-na-universidade Mon, 11 Nov 2024 15:26:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67580

A inclusão e a permanência de pessoas trans nas universidades é um tema relevante e urgente, que demanda ações concretas para garantir a segurança e o acolhimento necessários. Pensando nisso, o Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) lançou o projeto “Traz para Roda: Vida Trans”, idealizado pelo Setor de Apoio Pedagógico (SAP) e coordenado pelo professor Jairo da Luz de Oliveira, do Departamento de Serviço Social. A iniciativa oferece um espaço seguro e acolhedor para a comunidade trans debater sobre suas necessidades e conquistar maior visibilidade para suas demandas.

O projeto iniciou com um mapeamento dos estudantes trans do CCSH e identificação das necessidades e dos desafios enfrentados por essa população. A partir desse levantamento, que inclui dados sobre o quantitativo de alunos, cursos de matrícula e questões apontadas como prioritárias, foram estabelecidos dois eixos de ação: rodas de conversa e intervenções.

As rodas de conversa constituem o primeiro eixo do projeto e são organizadas com temas específicos que interessam a comunidade trans, ao  proporcionar espaço de socialização e protagonismo. Com a participação de especialistas, as sessões não voltadas apenas para estudantes trans, mas a toda a comunidade acadêmica interessada em ouvir, aprender e apoiar. A primeira atividade ocorreu no dia 6, na Sala Inovadora da Biblioteca do CCSH.

O segundo eixo, voltado para intervenções junto às coordenações de cursos, visa promover a visibilidade das demandas específicas de estudantes trans e incentivar práticas institucionais de acolhimento e respeito. Essa atuação inclui encontros com as coordenações dos cursos para discutir estratégias de apoio e identificação das necessidades de estudantes trans, para facilitar a inclusão e a permanência.

As estagiárias de Serviço Social do SAP CCSH, Luana Baseggio e Maiara Henicka, explicam que o projeto faz parte das atividades obrigatórias de estágio, e surge de uma constatação essencial: a urgência de ações mais amplas e específicas voltadas à comunidade trans na UFSM. As universitárias apontam que essa população precisa do olhar e do apoio institucional para ter igualdade de oportunidades.

O levantamento das demandas de estudantes trans ainda está em andamento e segue disponível via formulário, para que novas pessoas da comunidade trans  possam se manifestar e participar das próximas atividades. Essa escuta contínua permite ao CCSH ajustar o projeto conforme as necessidades da comunidade e desenvolver ações cada vez mais efetivas e personalizadas.

O grupo coordenador do projeto planeja a próxima Roda de Conversa, que deve ocorrer antes do fim do segundo semestre letivo de 2024. As informações  sobre a atividade serão divulgadas no site e no Instagram do CCSH. Os respondentes do formulário serão comunicados diretamente por e-mail.

 

Texto e imagem: Assessoria de Comunicação do CCSH

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/23/teatro-lgbtqiapn Wed, 23 Oct 2024 11:33:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67342

Card gráfico quadrado colorido com informações da oficina de teatro para comunidade LGBTQIAPN+"Por trás do close" é o nome da oficina de teatro voltada para a comunidade LGBTQIAPN+ que inicia nesta quinta-feira (24), às 19h, no prédio 40, do Centro de Artes e Letras. A atividade está vinculada à disciplina de Estágio Supervisionado de Docência em Teatro do Curso de Licenciatura em Teatro. 

A acadêmica Duane Castro, responsável pela oficina, apresenta como proposta a quem participar o conhecimento do corpo, o desenvolvimento a expressividade, o compartilhamento de vivências e o ato de "teatrar".

Os interessados podem ser inscrever por meio de formulário online. Mais informações pelo e-mail duane.rosa@acad.55bet-pro.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/24/educamais Tue, 24 Sep 2024 16:00:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66923 Ação do projeto Educa Mais na escola de samba Vila Brasil[/caption] Encontros, oficinas, palestras e visitas às comunidades: todas essas ações fazem parte de projeto de extensão voltado ao letramento cultural e ao respeito à diversidade em ambientes acadêmicos. Coordenado pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) da Universidade Federal de Santa Maria, o projeto de extensão "Cultura Educa" trata de temas que impactam na vida dos estudantes, como opressão, racismo, xenofobia e preconceito contra a diversidade LGBTQIAPN+. O projeto tem apoio do Observatório de Direitos Humanos (ODH), da 8ª Coordenadoria Regional de Educação, da Secretaria de Educação de Santa Maria e da escola de samba Vila Brasil. A líder do "Cultura Educa", a coordenadora adjunta da Prae, a pedagoga Cassiana Marques, conta que a motivação surgiu a partir da escuta de relatos de casos de preconceito e discriminação no ambiente universitário. A proposta visa ressaltar as singularidades de cada cultura, destacar a importância de conviver com as diferenças, estimular o debate inclusivo e respeitoso, e promover a mudança social a partir da diversidade. Para Cassiana, a educação implica em envolver estudantes na construção de um ambiente mais acolhedor e plural. Por isso, o "Cultura Educa" também se preocupa com a formação de professores. “Precisamos formar os docentes para que eles levem para dentro das escolas a questão da diversidade”, comenta. Sobre a metodologia, a coordenadoria afirma: “A metodologia se adequa de acordo com a cultura dos grupos abordados no projeto. Por exemplo, ao trabalhar a educação física em uma aldeia indígena, a ação busca respeitar a realidade de cada grupo". O projeto de extensão tem 17 integrantes, incluindo estudantes de outros estados e países. Os acadêmicos ajudam a trazer a diversidade cultural para cada encontro e abordar cada assunto abordado de forma representativa: “É o indígena falando sobre sua cultura, a estudante trans comentando as questões de gênero, o estudante estrangeiro contando sua cultura e suas experiências”, pontua. Além de encontros, o "Cultura Educa" promove oficinas, como a de turbantes e tranças afro, e visitas para conhecimento das realidades, como as realizadas nas comunidades quilombolas em Restinga Seca e em Nova Palma. “É uma oportunidade que eles (os integrantes do projeto) têm de vivenciar experiências em Santa Maria”, comenta. Para 2025, o Cultura Educa deve ampliar o número de participantes e se voltar para ações no campus e em escolas municipais. Os encontros abertos à comunidade em geral são quinzenais, a nas quintas-feiras das 11h às 12h, ocorrem na Sala de Reuniões da Prae, no ´prédio 48D, no campus sede. Texto: João Pedro Sousa, acadêmico de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias  Edição: Maurício Dias Foto: PRAE/UFSM
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2024/07/26/entrar-permanecer-e-transformar Fri, 26 Jul 2024 20:30:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3935 Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo: 

A Universidade implementou políticas afirmativas que visam não apenas o ingresso, mas a permanência de estudantes da comunidade trans na graduação e pós-graduação. Uma das iniciativas é a Casa Verônica. Fundada em 2021, atua n a promoção da igualdade de gênero e no suporte à comunidade trans: é o primeiro espaço multiprofissional de apoio para pessoas LGBTQIAPN+ vinculada a uma instituição de ensino superior federal. 

De acordo com a psicóloga Gabriela Quartiero, integrante do setor, os serviços oferecidos vão desde o primeiro acolhimento psicossocial até orientação jurídica. Contam também com a parceria do Transcender - único ambulatório trans do interior do estado. O jornalista Wellington Hack pontua: “Também atuamos para que os estudantes em transição dos outros campi possam solicitar o atendimento online e ter encaminhamento ao ambulatório”.

O espaço não tem atendimento psicossocial individual contínuo, mas disponibiliza encontros semanais, como o grupo terapêutico "Transição na Universidade". Além de participar ativamente de eventos anuais, como a Parada do Orgulho e o Viva o 55BET Pro, cerca de 13 projetos de ação e extensão são financiados pela Casa Verônica, com temática voltada para questões sociais que abrangem gênero, sexualidade e enfrentamento de violências. 

Em 2024, a UFSM reservou 71 vagas suplementares distribuídas entre 54 cursos de graduação, destinados para pessoas transgêneras, travestis e não-binárias. De acordo com a Coordenadoria de Oferta e Relacionamento (COFRE), de todas as vagas, apenas cinco foram preenchidas.

A acadêmica de Educação Física e vanguarda do movimento trans em Santa Maria, Ísis Gomes, afirma que os apoios na UFSM são uma conquista coletiva, mas permanecer na graduação ainda é um desafio. “A conquista pela cota trans é uma vitória, 54 dos 136 cursos é pouco. No edital, por exemplo, não fomos contemplados com cota em Medicina. Uma pessoa trans não pode ser médica?”, questiona Isis sobre as questões de equiparidade de ofertas.

No Processo Seletivo de Pessoas Transgêneros, conforme o Edital Nº 127/2023, as vagas são adicionais e não comprometem a oferta regular da UFSM. Para o curso aderir ao processo, é necessário que o Colegiado, por meio de votação, aceite a demanda.                                                                                                            Em janeiro deste ano, a Universidade divulgou a lista de egressos com os nomes de batismo, os popularmente chamados ‘nomes mortos', o que desencadeou violações e constrangimentos.  

A situação gerou discussões entre as comunidades acadêmica e administrativa. O calouro de Jornalismo, Darlan Lemes, relata que a exposição do nome morto causou desconfortos e sentimento de invalidação. “É uma violação, agride o psicológico de pessoas trans e retrai todos os direitos que nossa comunidade já conquistou”, afirma. Apesar de já ter os documentos oficiais retificados, direito garantido no Brasil desde 2016, o estudante comenta que ainda não conseguiu inserir o nome social no sistema administrativo da UFSM, apesar desta garantia ser assegurada desde 2015.

A assistente social da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), Ângela Sousa, lamenta e se manifesta com o ocorrido. Para ela, a universidade tem uma estrutura eurocêntrica histórica, o que implica em resistência na implementação de políticas inclusivas. Mas Ângela afirma que colocar a culpa somente no sistema de registro da UFSM é ignorar um erro que é cultural e estrutural.

O acesso à universidade pública é uma conquista para as pessoas trans e travestis no país. Mesmo que o processo em busca da equidade social seja lento, o ingresso já é uma realidade. “Acima de tudo acreditamos na educação, sabemos que essas violências estão acontecendo e tentamos o máximo mostrar para as pessoa o seu direito por meio da educação” pontua Gabriela Quartiero. 

Ilustração: Pedro Pagnossin

Panorama

O cenário de inclusão na educação é desafiador: no ano de 2018, 0,2% dos estudantes matriculados no ensino superior no Brasil se identificavam como transgêneros, segundo o relatório da  Associação de Travestis e Transexuais (ANTRA). 82% das pessoas abandonaram os estudos ainda na educação básica. Apenas 10% integram o mercado de trabalho.

No Brasil, a expectativa de vida de pessoas trans é de até 35 anos de idade. O país lidera o ranking dos que mais matam essa população no mundo . Os esforços pela permanência e formação na universidade não são apenas a garantia do direito à educação, mas também uma forma de construir um futuro digno e com perspectiva de direitos.

Reportagem: Ana Bacovis

Contato: bacovis.ana@acad.55bet-pro.com

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Uma festa para celebrar o valor do amor e da diversidade dentro dos espaços da Universidade. A 1ª Parada do Orgulho da UFSM, realizada no último sábado (29), levou diversas pessoas ao Largo do Planetário ao som de atrações musicais e culturais. O evento é uma iniciativa da Casa Verônica em parceria com o Observatório de Direitos Humanos e pró-reitorias.

O evento encerrou as atividades do mês do Orgulho LGBTQIAPN+ na UFSM. Nesta primeira edição, a iniciativa buscou ressaltar as vivências da universidade, incentivando o respeito à diversidade e à identidade no meio acadêmico

Confira como foi o evento na matéria produzida pela TV 55BET Pro .

http://www.youtube.com/watch?v=RrflO3tmM0g]]>
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Em alusão ao Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, celebrado no dia 28 de junho, a Casa Verônica, em parceria com diversos setores institucionais, promove a 2.ª edição da Feira LGBTQIAPN+. A ação está prevista para acontecer no dia 29 de junho, das 15h às 18h, no Largo do Planetário, em paralelo à Parada do Orgulho UFSM.

Estudantes e servidoras/es LGBTQIAPN+ interessados em expor e comercializar seus produtos durante a Feira podem realizar a sua inscrição até o dia 23 de junho, por meio do formulário disponibilizado no site da Casa.

Serão aceitos para a Feira LGBTQIAPN+ produtos artesanais, artísticos ou culturais, bem como projetos vinculados à UFSM que abordem a temática. Em virtude das restrições estabelecidas pelas normas sanitárias, não serão aceitas inscrições para exposição e comercialização de gêneros alimentícios.

O cadastro para a feira é destinado exclusivamente a pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queers, intersexuais, assexuais, pansexuais e não binárias.

Mais informações podem ser obtidas com a Casa Verônica UFSM, pelo e-mail casaveronica.pre@55bet-pro.com ou pelo WhatsApp (55) 9.9159-8978.

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Em comemoração ao Dia dos Namorados e ao Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, o Grupo de Estudos e Extensão Universidade das Mulheres − GEEUM@ realiza, até o dia 12 junho, a exposição “Nosso amor tem História”. A ação, que traz ao público de Santa Maria uma retrospectiva histórica de cartas de amor e de fotografias antigas de casais LGBTQIAPN+, está em exposição no Shopping Praça Nova de forma gratuita.

O “Nosso amor tem História” é uma iniciativa para naturalizar e ressaltar a existência de relações não-heterossexuais nos mais diversos períodos históricos. Além de auxiliar a compreensão de que os relacionamentos LGBTQIAPN+ não são um fenômeno contemporâneo, a mostra também é um espaço para a promoção do respeito e para a defesa da diversidade.

As cartas que compõem a ação trazem declarações de amor impactantes, escritas em contextos extremamente repressivos e que resultaram em finais felizes roubados ou em vidas duplas para que os amantes pudessem ficar juntos. O material é resultado do processo de pesquisa e tradução de livros como Dear boy: gay love letters through the Century (Querido menino: cartas de amor gay através dos séculos, em tradução livre), de Rictor Norton (1998), dentre outros materiais.

Ao lado das cartas, estão fotos de casais cujas histórias completas foram perdidas ou foram recontadas apenas muitos anos depois. Este é o caso da alemã Elizabeth Wust (esposa de um soldado nazista) e de sua amada, Felice Schragenheim (uma mulher judia), que ficaram juntas por 18 meses em plena Segunda Guerra Mundial.

O trabalho de pesquisa e de curadoria foi realizado pelo GEEUM@, coordenado pela docente Nikelen Acosta Witter, do Departamento de História UFSM. Desde 2017, o grupo atua na promoção de ações, debates e produção científica sobre estudos de gênero, saúde, literatura e História das Mulheres.

Neste ano, com apoio do Observatório de Direitos Humanos (ODH) e da Casa Verônica – setores de referência da UFSM no suporte, acolhimento e luta por direitos de grupos vulneráveis –, o GEEUM@ fechou uma parceria com o Shopping Praça Nova para alcançar um público mais expressivo.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2024/01/23/janeiro-lilas-a-presenca-da-comunidade-trans-no-ensino-superior-brasileiro-e-na-ufsm Tue, 23 Jan 2024 14:58:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=2785 O ensino superior, mesmo com os avanços significativos nas últimas décadas, ainda é um sonho distante para grande parte da população. Dados do Ministério da Educação (MEC) destacam que apenas 23% da população brasileira entre 25 e 34 anos conquistou o diploma universitário. Na pós-graduação, esse número é ainda menor, apenas 0,8% concluíram o mestrado e 0,2% alcançaram o título de doutorado, de acordo com a OCDE.

Se esses números já preocupam, os dados relacionados ao acesso, a permanência e a carreira acadêmica da comunidade trans, no Brasil, são ainda mais alarmantes. As adversidades têm início ainda na educação básica, de acordo com a Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil. Em 2017, 82% das pessoas trans entre 14 e 18 anos abandonaram o ensino médio.

As dificuldades encontradas pela comunidade trans em concluir seus estudos e seguir no ambiente universitário se traduzem nos baixos índices de estudantes transsexuais e travestis nas universidades públicas brasileiras. Em 2018, uma pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apontou que estudantes trans representavam apenas 0,2% das matrículas no ensino superior do Brasil.

No contexto da UFSM

O cenário dos cursos de graduação e de pós-graduação na UFSM não vai para além da estatística quando olhamos para a presença de estudantes transgêneros e travestis. De acordo com dados disponibilizados pela Coordenadoria de Oferta e Relacionamento (COFRE/UFSM), estima-se que a comunidade trans da UFSM seja de 0,3%. A maior parte desses estudantes estão vinculados aos cursos de graduação na instituição.

A estudante de licenciatura em Teatro, Duane Castro da Rosa, conta que escolheu a UFSM por ser a universidade federal mais próxima da sua cidade natal e por oferecer uma grande opções de cursos na área de Artes. A sua trajetória escolar, sendo egressa de um Instituto Federal, também motivou sua vinda à instituição. 

“Escolhi a UFSM pensando que seria um lugar acolhedor. Vinda de outra instituição federal, sabia que ia ser uma universidade mais inclusiva e aberta, e que eu não passaria por um regime rígido de regras e por violências escancaradas. Caso isso acontecesse, seria repudiado pela própria instituição”, relata Duane.

Apesar de ressaltar que a UFSM tem buscado se tornar uma instituição mais segura e plural, citando a criação da Casa Verônica como referência, Duane destaca alguns pontos que a universidade deve priorizar para tornar o acesso e a permanência de estudantes trans no ensino superior mais inclusiva.

“Isso é um reflexo da sociedade, também. Os órgãos que combatem as opressões geralmente são mais fracos por não serem vistos como uma prioridade ou algo sério. A UFSM precisa garantir a efetiva utilização do nome social nos documentos institucionais, além de combater a transfobia e os argumentos transfóbicos que se manifestam em algumas práticas acadêmicas”, pontua.

Nome social: a conquista e a luta por reconhecimento

“A principal questão que percebo na UFSM, relacionada ao recorte da transgeneridade, é o uso do nome social. Isso gera problemas e revolta nos estudantes trans”, lembra Duane ao ser questionada sobre os pontos que a universidade precisa dedicar mais atenção para a construção de um ambiente acadêmico mais acolhedor. 

“Às vezes, em alguns processos fora de sala de aula, não é possibilitado o uso do nome social. Mas ele precisa ser respeitado. Nos protocolos, é muito ruim ter o nome morto exposto, porque esse é um nome que a pessoa não usa mais”.

O uso do nome social no Brasil é assegurado desde 2010 em todo o território nacional. Na UFSM, a Resolução N.º 10/2015, que é resultado de uma construção coletiva, garante o uso do nome social para pessoas trans e travestis, abrangendo estudantes, servidoras/es e a comunidade que utiliza os serviços da Universidade.

Buscando tornar o uso do nome social mais reconhecido na UFSM e facilitar o acesso do direito assegurado nacionalmente, desde agosto de 2023, a Casa Verônica, em parceira com outros setores institucionais, desenvolve a campanha “Eu decidi me reconhecer”, produzindo materiais de comunicação focados nos processos necessários para o uso do nome decidido e para a importância do respeito na Universidade.

Além das peças de comunicação, outras conquistas também foram registradas nesse período. A partir de uma articulação com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), a UFSM passou a adotar um protocolo único para servidoras(es) que queiram requerir o nome social em seus documentos. 

Juntamente com a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e com o Observatório de Direitos Humanos (ODH), a Casa busca modificar a Resolução N. 010/2015 da UFSM, que estabelece os procedimentos para o uso do nome social, para que  a atualização dos documentos estudantis após a abertura do processo seja imediata.

Construindo alternativas para ampliar a presença de estudantes trans na UFSM

Buscando corrigir os baixos índices de estudantes trans e travestis no ensino superior, oferecendo suporte na superação das dificuldades para o ingresso e para a conclusão dos cursos de graduação e de pós-graduação, algumas universidades brasileiras vêm implementando políticas afirmativas em seus processos seletivos.

Neste ano, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) passou a oferecer vagas suplementares em seus cursos de graduação destinadas exclusivamente às pessoas transgêneras e travestis. No primeiro processo seletivo desta natureza na instituição, a UFSM oferta 71 vagas em 55 cursos de graduação, em todos os campi da UFSM.

Na pós-graduação, a UFSM também incentiva os programas de especialização, mestrado e doutorado para que adotem políticas afirmativas em seus editais. Embora ainda não seja obrigatório aos programas a adesão de vagas afirmativas, pelo menos cinco cursos de mestrado e/ou doutorado já oferecem vagas específicas para a comunidade trans em seus processos seletivos.

Além disso, setores da UFSM, como a Casa Verônica, também contam com bolsas estudantis exclusivas para pessoas trans e travestis. A medida adotada busca ampliar a presença da comunidade nos setores institucionais e assegurar o acesso às políticas estudantis da universidade. A Casa ainda oferece um grupo terapêutico para pessoas trans na UFSM, com objetivo de fortalecer os laços de pertencimento à comunidade acadêmica. A ação faz parte dos serviços do espaço e é conduzida pela psicóloga Gabriela Quartiero.

Reportagem: Wellington Hack, jornalista na Casa Verônica UFSM

Artes: Bruna Dotto, produtora editorial e estudante de desenho industrial na UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2023/12/12/casa-veronica-ufsm-recebe-selo-de-enfrentamento-a-homofobia-do-forum-municipal-da-diversidade-lgbtqiapn Tue, 12 Dec 2023 14:24:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=2771 O Espaço Multiprofissional Casa Verônica UFSM, setor vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e ao Observatório de Direitos Humanos, foi reconhecido, no último domingo, 10, com o selo “Aqui, homofobia não tem lugar”, concedido pelo Fórum Municipal da Diversidade LGBTQIAPN+ de Santa Maria. A entrega da honraria foi realizada em evento público na Rodoviária de Santa Maria, reunindo ativistas do movimento LGBTQIAPN+, autoridades, instituições locais e organizações públicas que atuam na defesa e na promoção dos direitos humanos.

Para o jornalista da Casa Verônica, Wellington Hack, a entrega representa a importância do espaço para a promoção da diversidade e do respeito no âmbito universitário, além de sinalizar o papel da Casa na luta e na proteção da comunidade LGBTQIAPN+. Wellington ainda lembrou que a Casa contribui para a formação de novos profissionais, de diferentes áreas, que atuarão como importantes defensores dos direitos humanos e no combate às violências que a comunidade enfrenta no seu dia a dia.

O selo “Aqui, a homofobia não tem lugar” é um reconhecimento aos espaços que participam ativamente da luta pelo respeito e pelo reconhecimento dos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Além da Casa Verônica, nove instituições e pessoas foram agraciadas com o reconhecimento. A cerimônia também marcou a criação do Fórum Municipal da Diversidade LGBTQIAPN+ de Santa Maria, que passa a atuar formalmente como um espaço de debates e de proposições de novas políticas voltadas à comunidade.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2023/08/24/casa-veronica-ufsm-e-curso-de-licenciatura-em-teatro-oferecem-oficina-de-praticas-teatrais-para-homens-da-comunidade-lgbtqiapn Thu, 24 Aug 2023 19:22:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=2494 A Casa Verônica UFSM, setor vinculado ao Observatório de Direitos Humanos e à Pró-Reitoria de Extensão, e o curso de licenciatura em Teatro estão com inscrições abertas para homens da comunidade LGBTQIAPN+ interessados em participar da oficina de Práticas Teatrais. As atividades acontecem no Centro de Artes e Letras, no campus da UFSM Santa Maria, duas vezes por semana em horários e dias combinados com os participantes. As inscrições, destinadas para toda a comunidade, podem ser realizadas neste link.

A oficina tem como um dos objetivos realizar a experimentação dos princípios do Teatro do Oprimido, prática desenvolvida pelo teatrólogo Augusto Boal. Serão realizados exercícios e jogos de percepção do grupo, foco, atenção, consciência corporal. ambém serão promovidas  discussões a respeito das opressões das mais diversas em corpos de homens da comunidade LGBTQIAPN+.. As práticas teatrais serão desenvolvidas pelo formando Thayuã Rodrigues.

Mais informações podem ser obtidas junto à Casa Verônica UFSM, pelo e-mail casaveronica.pre@55bet-pro.com ou pelo WhatsApp 9 9159 8978

Texto: Wellington Hack, Jornalista Casa Verônica UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/transfobia-apos-a-morte Wed, 28 Jun 2023 18:44:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9733 De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Brasil é, pelo 14° ano consecutivo, o país que mais mata pessoas trans e travestis. A frase “que descanse em paz”, dita após o falecimento de alguém, parece não valer para pessoas trans e travestis brasileiras. Em vida, elas sofrem com violências físicas e emocionais causadas pelo preconceito. Mas a transfobia não acaba quando elas morrem: o desrespeito com pronomes, nomes e gênero continua mesmo depois do óbito. Muitas delas são designadas em lápides, noticiários e certidão de óbito com os nomes que tinham antes da transição e com pronomes que não condizem com o gênero com o qual elas se identificavam, elemento que constitui um dispositivo de normalização pós-morte e que atua contra o desejo final das travestis ao lhes negar uma morte digna, de acordo com o estudo “Violência pós-morte contra travestis de Santa Maria”,  publicado nos Cadernos de Saúde Pública. 

A intenção da pesquisa foi descrever e analisar essas violências que são vivenciadas pelas travestis e que, muitas vezes, culminaram em seus homicídios. A partir do método etnográfico e da coleta de relatos das próprias travestis, a pesquisa compreende o período entre o final de 2019 e o início de 2020, quando a cidade de Santa Maria viu acontecer os homicídios de cinco travestis. Por isso, também apresenta relatos das mulheres assassinadas, algumas vezes poucos dias antes dos acontecimentos.

A primeira inquietação quando ocorre a morte de uma travesti é a de que a família a reconheça como feminino, vestindo roupas e acessórios de mulheres. Na ocasião do assassinato de Nilda, Inês salientou: “Enterrar uma travesti com roupas femininas faz parte da luta. Para garantir que Nilda fosse enterrada como mulher, corremos no necrotério levando um belo vestido, ainda sem uso e um par de sapatos novos. Ao menos ela seria enterrada como gostaria de ter vivido sempre, linda e mulher”. - Trecho do artigo.

Para Martha Helena Teixeira de Souza, uma das autoras do artigo, a transfobia está presente quando uma pessoa trans que não era aceita ou não tinha contato com seus parentes é velada de acordo com as crenças e as vontades da família. É nesses casos que o gênero, a trajetória e a existência daquele indivíduo são desrespeitados e, até mesmo, negados pelos seus familiares. “[No caso de uma travesti], a família, em muitos casos, veste de homem, coloca o nome masculino e se refere à travesti com pronomes masculinos. Família essa que, por nunca ter aceitado a transição, sequer convivia com a travesti e só aparece no funeral”, relata Martha.

O nome na lápide

De acordo com a pesquisa, duas das cinco travestis assassinadas foram identificadas em suas lápides com os nomes masculinos que tinham antes da transição.

Já vimos outros casos assim. Na hora da morte aproveitam que a pessoa não pode mais reclamar e vestem como homem e chamam como homem. (...) Colocam o nome masculino na pedra. Eu já avisei para todas que não deixem fazer isso comigo”. Assim, o nome masculino que havia deixado de existir, quando gravado na lápide atua como a reiteração das normas sociais que atuam contra o desejo da pessoa morta. -  Trecho do artigo.

O desacreditar da narrativa

Martha comenta que as amigas de uma das vítimas, que estavam com ela na hora de seu assassinato, tiveram a preocupação de garantir que a violência tinha sido gravada pois sabiam que, caso não tivessem provas, poderiam acabar culpadas: “Em infinitas vezes elas sofrem violência nas ruas e sequer denunciam, porque elas sabem que ninguém acredita em travesti. Então precisamos acreditar nessas pessoas. Precisamos ouvir elas”, afirma a pesquisadora.

Quando algumas travestis chegaram ao local do assassinato, outras preocupações surgiram. Glória (26 anos, profissional do sexo, branca, com o primário concluído), explicou o motivo: “Ficamos ansiosas com a chegada da polícia, pois sabemos que é difícil acreditarem em nós. Poderiam pensar que teríamos tentado roubar o cara e tantas outras coisas. Foi um alívio quando soubemos que tinha câmera que gravava tudo na rua, pois assim ficaria provado que ela não tinha feito nada”. - Trecho do artigo.

O apagamento da transfobia

Em casos em que a morte de pessoas trans é consequência da violência motivada pelo preconceito, existe o medo de que o assassinato seja tratado por qualquer outro motivo que não a transfobia. Gabriela Quartiero, integrante do coletivo Voe - formado por estudantes, pesquisadores e ativistas reunidos em prol da defesa da diversidade sexual e de gênero -,  esteve presente nas manifestações após a morte das cinco travestis. Ela comenta que, em alguns casos, há uma lentidão para a chegada de ajuda no local da violência: “A gente sabe que demora para chegar policias, por ser um local de prostituição, isso é muito negligente”, pontua. 

Segundo dados de 2020 da Associação Nacional de Transexuais e Travestis  (Antra ), 90% da população trans feminina trabalham na prostituição, e apenas 4% está em empregos formais. Gabriela entende que a sociedade coloca essas pessoas nesse lugar por não aceitarem elas no ocupando os mesmos espaços. 

Há questões como nome civil e nome social que impactam negativamente, limitando o acesso a serviços, escolas, trabalho formal. Ser identificada como travesti propicia manifestações preconceituosas e discriminações. Para muitas, como fonte de trabalho e renda, resta a prostituição. - Trecho artigo

A culpa da sociedade

Antes de pensar na transfobia que acontece após a morte de pessoas trans e travestis, é importante relembrar que essas pessoas convivem com a transfobia desde o momento em que se reconhecem. "Desde o momento que essa travesti se reconhece lá na infância ou pré-adolescência, geralmente quando está frequentando o colégio, a professora faz de conta que não vê, ou tenta encaixar nos padrões [cis]heteronormativos. Muitas vezes por violências vivenciadas no banheiro, que elas até evitam ir para não serem abusadas, acabam saindo da escola. Fica difícil conseguir um emprego sem escolaridade”, relata Martha.

Os discursos transfóbicos estão inseridos na sociedade de uma forma que marginaliza e exclui corpos trans desde a sua infância. As mesmas falas transfóbicas que foram disseminadas nas redes sociais após as mortes das travestis na cidade são as falas que, para Gabriela, colocam e mantêm elas no lugar de vulnerabilidade em que estão, além de dificultar a inserção delas na sociedade.

“A família muitas vezes abandona e elas acabam indo morar com outras travestis. E aí que vem a rua. Elas vão se prostituir para sobrevivência. Nesse momento aumentam as violências. Então, quem joga elas nesse mundo é essa sociedade. Que é hipócrita, que faz discurso moralista, de família, de Deus, de pátria, de tudo. E depois chega na hora e joga essas pessoas lá", comenta Martha.

Verônica: a mãe loira de Santa Maria 

Verônica é uma das cinco travestis que foram assassinadas em Santa Maria no período estudado. Ela foi morta com uma facada em dezembro de 2019. Conhecida como “mãe loira”, Verônica foi responsável por criar e manter o Verônica Alojamento, espaço que acolhia mulheres trans e LGBT+ desde 2006 e era uma das poucas casas de acolhimento para pessoas transexuais no Brasil. Ela era conhecida e servia de inspiração para muitas mulheres trans e travestis da cidade e foi coroada madrinha da 5ª Parada LGBT Alternativa, que ocorreu no início de dezembro de 2019 - onze dias antes de seu assassinato -, como forma de homenagear o que ela significava para Santa Maria. Na ocasião, o mote da homenagem foi a frase: “Que bom te ter viva”.

“A Verônica era como se fosse a indestrutível, que nada iria acontecer. Terem matado ela foi muito marcante. Não era qualquer uma, era a mulher que sustentava e amparava outras mulheres trans (...) ver ela em uma situação de vulnerabilidade, sendo esfaqueada, foi terrível”, relata Gabriela. 

Verônica é uma das mulheres trans que  teve seu nome e pronome respeitados após a morte. Para Gabriela, a alteração dos documentos, que ela já tinha feito, foi importante neste processo. Mesmo assim, pessoas próximas ficaram atentas para ter certeza que não haveria qualquer desrespeito. Martha, que esteve presente na identificação do corpo de Verônica, comenta: “Eu estava no reconhecimento do corpo e eu lembro de o rapaz do Instituto Médico Legal chamar nome masculino e eu ter que chamar atenção”, relembra. 

A transfobia pós-morte com a Mãe Loira veio em comentários pelo Facebook. Pela importância que ela tinha para a comunidade LGBT+, coletivos e ativistas lutaram para que ela fosse velada na Câmara de Vereadores santa-mariense, o que mexeu com o conservadorismo presente na cidade. "A Verônica ser velada na Câmara atingiu os limites da sociedade conservadora. Por isso que a morte dela chamou mais atenção, porque ela mexeu muito mais com as estruturas da sociedade”, conta Gabriela.

Para as entrevistadas, o velório de Verônica ser na Câmara de Vereadores escancarou a transfobia da comunidade de Santa Maria, mas também mostrou a força da comunidade LGBT+ da cidade.  “Não tem como a gente se conformar com uma morte causada pela transfobia, mas tem como a gente utilizar da nossa força reivindicar. A morte da Verônica trouxe a Casa Verônica para a UFSM, isso é uma coisa histórica. Transformar essa sensação de injustiça e dor em luta. É dessa forma que a gente vai ressignificar a morte dessas pessoas”, comenta Gabriela.

Verônica ganhou um documentário produzido pela TV Ovo, o trailer já está disponível. 

A Casa Verônica

Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a partir da resolução UFSM N. 064, que instituiu a Política de Igualdade de Gênero na Instituição, foi definido que a Universidade possuiria um espaço de acolhimento às pessoas em situação de violência de gênero. Para dar conta dessa demanda, foi criada a Casa Verônica. O nome do ambiente foi escolhido a partir de uma consulta com a comunidade. De 1500 votos, 39% escolheram o nome de Verônica como forma de homenagear e manter sua memória viva. 

De acordo com a coordenadora da Casa, Bruna Loureiro Denkin, "A política de Igualdade de Gênero foi uma conquista da comunidade acadêmica da UFSM e comunidade externa, após mais de 5 anos de discussões e reivindicações. Então, o Espaço Multiprofissional Casa Verônica pretende ser um espaço de acolhimento a pessoas em situação de violência de gênero dentro da universidade, não excluindo o acolhimento em outros âmbitos”. 

As atividades propostas pelo projeto se baseiam em três eixos: Eixo 1 - Promoção da Igualdade de Gênero; Eixo 2 - Enfrentamento e Responsabilização em Casos de Violência; e Eixo 3 - Assistência. Como previsto, a assistência deve ser feita por três profissionais, uma psicóloga, um advogado e um assistente social. As ações podem ser acompanhadas na página no Instagram.

Bruna entende que pela Universidade estar inserida em uma sociedade ainda estruturada pelo racismo, machismo, lgbtfobia e outros preconceitos,  essas questões também precisam ser enfrentadas dentro da comunidade acadêmica. “Por estar em um espaço de educação de formação, nos cabe enquanto instituição e enquanto servidores, propor e executar políticas públicas de enfrentamento às múltiplas violências e desigualdades, bem como promover a mudança cultural para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária. É um caminho ainda recente que precisa ser feito, mas também acredito ser muito importante a articulação das universidades com vistas a somar esforços para o enfrentamento e combate às violências, pois é um caminho que não se percorre sozinho, se faz necessário contar com parcerias, apoio e ações estratégicas", finaliza.

Expediente:

Reportagem: Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo;
Design gráfico: Vinicius Gumisson Motta e Lucas Zanella, estagiários de Desenho Industrial
Edição de Produção: Samara Wobeto;
Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2023/06/06/casa-veronica-ufsm-integra-programacao-do-mes-do-orgulho-lgbtqiapn-2023 Tue, 06 Jun 2023 12:13:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=2379 Na madrugada do dia 28 de junho de 1969, aconteceu a Revolta de Stonewall, em Nova Iorque (EUA). Liderada pela ativista e mulher trans Marsha P. Johnson, a comunidade LGBTQIAPN+ se opôs à violência policial e aos processos de exclusão que sofria, com protestos e outras ações que buscavam dar visibilidade à luta por direitos. A rebelião resultou em uma série de conquistas importantes para a comunidade, tais como o “Mês do Orgulho LGBTQIAPN+” - celebrado em junho - e o "Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+” - marca do início da revolta.


Em Santa Maria, para comemorar e relembrar essa história, acontece o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+: Resistência é existência. Neste ano, as atividades contam com organização da Casa Verônica UFSM, Ambulatório Transcender, Câmara dos Vereadores, ONG Igualdade, Política Municipal de HIV/Aids, ISTs e Hepatites Virais de Santa Maria/RS e  Prefeitura Municipal.

Abertura do Mês LGBTQIAPN+

Data: 05 de junho, às 18h

Local: Câmara de Vereadores de Santa Maria

Roda de conversa: Experiências e convivência LGBTQIAPN+ na Universidade

Data: 06 de junho, às 17h

Local: Casa Verônica UFSM

Festa Farofei do Orgulho com Ambulatório Transcender

Data: 09 de junho, às 23h

Local: Rockers Soul Food

Seminário para gestores da UFSM sobre políticas LGBTQIAPN+ na Universidade

Data: 12 de junho, às 10h

Local: Salão Imembuí (Reitoria)

Lançamento dos serviços da Casa Verônica

Data: 15 de junho

Local: Casa Verônica UFSM

Rede Cina/Roda de conversa com falas e poemas

Data: 16 de junho, às 19h

Local: Old School Pub

Espetáculo “Lola às seis horas da tarde”

Data: 17 de junho, às 20h

Local: Theatro 13 de Maio

Festival Internacional LGBTQIAPN+ de Voleibol

Data: 17 e 18 de junho

Local: Centro Desportivo Municipal (CDM)

Lutando com Glitter: Expressões artísticas LGBTQIAPN+ de Santa Maria

Data: 21 de junho, 16h às 20h

Local: Ambulatório Transcender

Oficina de teatro flexível

Data: 23 de junho, 16h

Local: Centro de Artes e Letras UFSM (Sala 122)

Passeio ciclístico com mateada

Data: 24 de junho, às 14h

Local: Saída da Praça Saldanho Marinho até a Praça Saturnino de Brito

Viva o campus do orgulho

Data: 25 de junho, às 14h

Local: UFSM

Nossa luta/Nossas cores/Nossa bandeira - Capacitação LGBTQIAPN+

Data: 28 de junho

Local: Antiga Reitoria UFSM (às 14h) e Easy Going (às 19h)

CORPOS-TRANSVIADES: Armário, ruas e rasuras em educação

Participação: Ali Machado

Data: 29 de junho, às 19h

Local: Audimaz Centro de Educação UFSM 

Texto: Bianca Guimarães, estagiária de Jornalismo Casa Verônica UFSM

Edição: Wellington Hack, Jornalista Casa Verônica UFSM

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