UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 24 Apr 2026 15:14:35 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/26/segundo-dia-jai Tue, 26 Nov 2024 16:44:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67750
Apresentações de banners começaram neste terça (26) com trabalhos das Ciências Agrárias, Letras, Linguística e Artes

A segunda manhã da 39ª edição da Jornada Acadêmica Integrada teve como destaque as apresentações de banners das  Ciências Agrárias e da área de Linguística Artes e Letras, bem como das comunicações orais do Salão de Extensão. Neste dia, os pôsteres ocorreram no Centro de Convenções e as comunicações orais nos prédios 74 A, 74 C e 60 A. As apresentações de banners e as comunicações orais seguem até sexta (29).

Apresentações das Ciências Agrárias

Entre os trabalhos no bloco de Medicina Veterinária e Ciência dos Alimentos esteve o de Maria Eduarda Dias, do 6º semestre e que está pela segunda vez na JAI. Ela apresentou trabalho sobre um cão que atendeu no Hospital Veterinário. “Meu trabalho fala sobre a leucemia linfoide aguda em cães. É um relato de caso realizado no corpo clínico do Hospital Veterinário, em que atendemos esse canino, e como, sou da área de Patologia Clínica, realizamos exames hematológicos e mielograma”, conta.

A bolsista Laís Teixeira, do curso de Medicina Veterinária, esteve pela primeira vez na JAI e compartilhou um estudo sobre leishmaniose em Santa Maria. “Eu participo realizando amostras de fezes, sangue e soro de diversos animais”, conta. Sobre a experiência, ela comentou: “estava nervosa, mas foi melhor do que eu esperava”.

Ana Carolina, acadêmica do 2º semestre de Agronomia da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai (URI), campus em Santiago, contou como foi apresentar em Santa Maria. “Estava nervosa, mas foi muito legal, uma grande oportunidade”, revelou. A estudante explicou que seu trabalho é um estudo sobre as ovelhas da raça Dorper, que, diferente das outras, acabam dando à luz a filhotes em vários meses durante o ano.

Apresentações de Linguística, Artes e Letras

Entre as apresentadoras da área de Linguística, Artes e Letras, esteve Milena Soares dos Santos, estudante do 2º semestre do curso de Dança Licenciatura. O trabalho da bolsista do UFSM Cia de Dança conta um dos projetos do Programa, que tem o objetivo de levar o protagonismo às pessoas pretas, ao facilitar o acesso dos dançarinos pretos que moram em periferias com um espaço mais acessível. Existe uma parceria com o Theatro Treze de Maio para a cedência do espaço.

 

Nycolas Tasca da Silva, aluno do 4º semestre de Letras, analisou o quanto as personagens femininas nos contos de João Simões Lopes Neto representam as mulheres gaúcha. Ele conta que estava nervoso por ser sua primeira vez na JAI, mas que sua avaliadora o acalmou. “Foi muito enriquecedor, porque ela trouxe muitas coisas boas para refletir sobre as temáticas do trabalho, senti que fiquei nervoso a toa”, comenta.

 

A discente do 8º semestre de Letras Licenciatura, Paloma Stein, elaborou banner sobre a “Jornada do Letramento Literário”, organizado por ela e outros colegas. A atividade, realizada online em setembro, discutiu práticas do letramento literário nas escolas. Participaram alunos de Letras da UFSM e também de outras instituições como da Universidade de Santa Cruz do Sul  (Unisc) e da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Maria Eduarda Dias apresentou banner sobre atendimento feito no Hospital Veterinário
Paloma Stein compartilhou experiência da Jornada de Letramento Literário
Descubra especial traz mostra de programas de pós-graduação na semana da JAI

Primeira edição do Descubra Pós-Graduação

 

Além da programação geral da JAI, neste ano outro evento acontece simultaneamente: a primeira edição do Descubra UFSM para a Pós-Graduação. Ao todo, 36 programas se apresentam na entrada do Centro de Convenções com o objetivo de aumentar a visibilidade da Pós-Graduação da Universidade. 

 

Conforme a pró-reitora substituta da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), Tatiana Emanuelli, a proposta é atrair estudantes e pesquisadores, e mostrar a qualidade da Pós-Graduação. “Esta edição especial do Descubra é feita justamente para o público da JAI, que são os estudantes de graduação e mestrado. Nos últimos anos, houve um crescimento do número de programas e a oferta é grande. Mostrar o que é feito aqui contribui não só para a formação dos estudantes em si, mas também para que tenhamos pesquisadores qualificados produzindo ciência de qualidade na UFSM”, explica.

 

Durante a manhã desta terça (26), os PPG’s de Agrobiologia, Ciência e Tecnologia dos Alimentos e Medicina Veterinária estiveram com seus estandes. Pela tarde, das 13h30 às 15h30, estarão presentes os programas de Ciências Sociais, Educação Profissional Tecnológica e Tecnologias Educacionais em Rede. 

 

As mestrandas do PPG em Medicina Veterinária, Valentina Berté e Helena Wessely, comentam os materiais que expuseram no estande para chamar a atenção dos alunos: recipientes com cálculos renais, um feto de buio e parascaris, um verme que parasitam cavalos. Para os interessados, elas  explicam como é o ingresso no PPG, quais são as áreas e também suas experiências pessoais. 

 

Nesta manhã, também ocorreu a atividade “Ciência em Vídeo”, programação da Pró-Reitoria de Extensão voltada à popularização da ciência produzida na pós-graduação. A mostra de vídeos reuniu os meslhores feitos sobre teses e dissertações. Na quinta-feira (28), às 14h será realizada a mesa redonda “Popularização da Ciência”, e, por volta das 15h, mais vídeos do “Ciência em Vídeo" serão apresentados.

 

As atividades da JAI continuam até sexta-feira (29) nos campi Santa Maria e Cachoeira do Sul. Mais informações no site

 

Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Gustavo Damascena, estudante de produção editorial e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/letras/editais/003-2023 Mon, 28 Aug 2023 20:31:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/letras/?post_type=editais&p=1545 O Departamento de Letras Clássicas e Linguística torna público o presente edital para seleção de monitor das disciplinas da área de Linguística.

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O Departamento de Letras Clássicas e Linguística torna público o presente edital para seleção de monitor das disciplinas da área de Linguística.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/cal/editais/001-2023-18 Thu, 20 Apr 2023 13:48:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/cal/?post_type=editais&p=3298 O Departamento de Letras Clássicas e Linguística torna público o presente edital para seleção de monitor das disciplinas da área de Linguística.

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O Departamento de Letras Clássicas e Linguística torna público o presente edital para seleção de monitor das disciplinas da área de Linguística.

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Nos dias 10 de novembro e 1º de dezembro, ocorrerá o II Ciclo de Debates em Linguística Sistêmico-Funcional, ofertado pelo Grupo SAL (Sistêmica, Ambientes e Linguagens) e realizado de forma remota. O evento é organizado pelo Laboratório de Língua Portuguesa (LabPort - UFSM).

Os debates propostos têm como tema a pesquisa em gêneros textuais e aplicações pedagógicas (dia 10/11) e descrição e análise linguística (01/12).

Na primeira sessão, serão apresentadoras as Professoras Doutoras Anidene de Siqueira Cecchin (Rede Municipal de Ensino - Santa Mari), Carla Carine Gerhardt (Instituto Federal do Rio Grande do Sul - Bento Gonçalves), Carolina Zeferino Pires (Colégio Militar - Porto Alegre) e Michele Mafessoni de Almeida (Instituto Federal do Rio Grande do Sul - Porto Alegre)

A segunda sessão (01/12) terá como debatedoras as Professoras Doutoras Gláucia Cristina Maia Réga Serra (Colégio Militar – Brasília) e Ana Paula Carvalho Schmidt (Universidade Federal de Santa Maria).

A transmissão ocorrerá pelo canal do YouTube do Grupo SAL:

O II Ciclo de Debates em Linguística Sistêmico-Funcional tem como objetivos discutir temas de natureza linguística avançada em práticas discursivas que circulam em diferentes grupos sociais, promover a participação dos alunos dos programas de pós-graduação em Letras e reunir pesquisadores nacionais filiados ao Grupo de pesquisa SAL (Sistêmica, Ambientes e Linguagens).


texto: divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/11/04/evento-discute-desenvolvimento-da-linguistica-na-america Fri, 04 Nov 2022 11:46:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60280

Durante os dias 21 e 22 de novembro acontece, no Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão da UFSM, em Silveira Martins, a II Escola de Altos Estudos. O evento é uma promoção do Centro de Documentação e Memória e objetiva discutir sobre a circulação das ideias linguísticas na América no século XX.

O evento contará com convidados internacionais e as línguas de trabalho serão português, espanhol e francês, sem tradução simultânea.  As inscrições podem ser realizadas até o dia 15 de novembro, através do formulário

Programação

21/11

08:30: Abertura

09:00 As relações institucionais e a circulação das ideias linguísticas
Amanda E. Scherer (UFSM - PPGL - Corpus - CDM)

09:30: Conferência Plenária
Archives de linguistes : source d'une historiographie des échanges et point focal d'une genèse de l'écriture linguistique
Irène Fenoglio (ITEM - ENS - Paris - Professeur Émérite)

13:30 Conferência 1
El aporte de Amado Alonso a la institucionalización y a la divulgación de la lingüística en Latinoamérica
Emiliano Battista (Universidad de Buenos Aires - CONICET - Instituto de Filología y Literaturas Hispánicas "Dr. Amado Alonso")

16:00: Conferência 2
Notas sobre la implantación del estructuralismo en América
Estanislao Sofia  (Professor Visitante Estrangeiro -PPGL - UFSM)

22/11

08:30: Conferência 3
A Linguística pós-estruturalista de Eugenio Coseriu
Clemilton Lopes Pinheiro (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

10:30: Conferência 4
As primeiras lições de Jakobson
Luiza Milano  (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

13:30 Conferência 5
Mattoso, o leitor brasileiro de Saussure
Eliane Silveira (Universidade Federal de Uberlândia)

15:30 Encerramento 
Ideias, impacto, produção, circulação
Estanislao Sofia (Professor Visitante Estrangeiro -PPGL - UFSM)

Todas as atividades serão presenciais e acontecerão na Sala 3007 - Bloco A do Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão da UFSM, em Silveira Martins.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/pronome-neutro-inclusao Fri, 12 Nov 2021 17:55:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8748 O uso do termo “amigue” em uma postagem na página do Facebook da Universidade Federal de Santa Maria gerou uma série de comentários ofensivos à instituição. A publicação sobre o Dia do Amigo, em julho deste ano, trouxe o chamado pronome neutro como uma forma de incluir pessoas que não se identificam com gêneros binários - feminino e masculino. Apesar da falta de consenso, principalmente por parte daqueles que não respeitam a comunidade LGBTQIA+, a linguagem neutra é tema de pesquisas acadêmicas. 

Os pronomes são marcas linguísticas de indicação de gênero para outros elementos da linguagem, como substantivos ou adjetivos. Essas palavras são classificadas de acordo com o gênero que indicam, seja feminino ou masculino. “Pronomes neutros são categorias gramaticais. Quando tratamos do tema da marca de gêneros não binários na linguagem, estamos, antes de tudo, tratando de uma questão relativa à linguagem inclusiva”, explica a professora Eliana Rosa Sturza, do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFSM. 

A professora salienta que o uso dos pronomes neutros para se referir a sujeitos, lugares e objetos é uma das formas gramaticais para a aceitação do outro e de seu gênero. Os termos neutros são normalmente utilizados para se referir a seres ou coisas neutras em gênero ou que não se integram nos gêneros binários. Na prática, trata-se da adição de uma terceira letra - além do “a” e “o” - como vogal temática. 

Por exemplo, quando alguém se identifica com o gênero feminino, podemos nos referir a esta como “ela” ou “dela”. Quando é masculino temos “ele ou “dele”. E quando uma pessoa não se identifica com os padrões de gênero, ou seja, é não-binária, podemos usar os pronomes “elu” ou “delu”. 

Além dos pronomes, os substantivos e os adjetivos também podem ter a vogal temática substituída. Ao falarmos de uma pessoa trans, por exemplo, em vez de falarmos “amiga” ou “amigo”, podemos usar “amigue”. No lugar de “bonita” ou “bonito”, pode-se adotar o adjetivo neutro “bonite”.

Liberdade de escolha

A utilização de termos neutros vai além da teoria: a  polêmica se dá devido às mudanças que o seu uso causa na língua portuguesa. Porém, a linguagem inclusiva está diretamente vinculada ao respeito e à diversidade. “A importância do uso da linguagem neutra e da adequação de gênero responde a um movimento político de inclusão, que ocorre conforme a sociedade incorpora novas formas no uso da língua”, ressalta a professora Eliana. Essa inclusão também permite que pessoas não-binárias tenham a liberdade de escolher aquele pronome que as deixa confortável. 

Abel Rodrigues, acadêmico do curso de Serviço Social da UFSM, é uma pessoa não-binária, mas opta pelo uso dos pronomes masculinos. “Eu acredito que isso é muito individual, uma questão de conforto. Cada pessoa se sente melhor com determinados pronomes. Para mim, são os masculinos. O uso de pronomes neutros é muito importante para a inclusão de pessoas não-binárias na sociedade, tendo em vista que, ao contrário da ilusão das pessoas, elas existem”, comenta.

Inclusão e diversidade na academia

Debates como o da inclusão pela língua portuguesa através do uso de pronomes, substantivos e adjetivos neutros não se mantêm apenas no âmbito social e político, mas também se tornam objeto de estudo e aplicação na academia. A professora Eliana Rosa Sturza é uma das entusiastas da inclusão da linguagem neutra na UFSM. “A universidade historicamente e, por princípio, se coloca na vanguarda, está atenta ao que ocorre ao seu redor e absorve daí suas grandes questões, suas posições frente aos temas que estão no centro do debate. Não seria e não deve ser diferente em relação à linguagem inclusiva”. A professora salienta que, na UFSM, já existe uma série de políticas que acolhem as demandas necessárias para promover o respeito à diversidade, como a resolução da Política de Igualdade de Gênero, aprovada em 13 de outubro deste ano, e a resolução que assegura o uso do nome social por pessoas trans, de  junho de 2015. Para ela, a linguagem inclusiva é mais uma destas políticas .

Eliana orientou o Trabalho de Conclusão de Curso em Letras de Camilla Cruz sobre uso da linguagem inclusiva no ambiente acadêmico. A professora já questionou textos de documentos como regimentos, regulamentos e formulários da UFSM. Mais da metade do corpo docente da universidade é de mulheres, mas a instituição ainda não utiliza o gênero feminino quando se refere, por exemplo, a um cargo de gestão exercido por uma mulher. Isso ocorre porque ainda se adota uma regra gramatical de referir o cargo, e não a pessoa que o ocupa. “Como coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras me causava espanto ver que nas capas das versões de teses para entrega na biblioteca, muitas vezes, o título de uma mulher vinha destacado como doutor e não doutora”, relata Eliana. A flexibilização do uso dos pronomes - feminino, masculino ou neutro - se dá como uma forma não apenas de inclusão, mas de empoderamento e de respeito para com a identidade de cada pessoa.

Apesar das polêmicas em torno do uso da terceira vogal temática, é importante lembrar que qualquer idioma é dinâmico e sofre alterações em função do uso. A língua portuguesa falada no Brasil é diferente da de Portugal. A escrita também passou por mudanças. Basta lembrar que não escrevemos mais “farmácia” com “ph” e que “aterrizagem” com “z”, que já foi erro de grafia, é considerada tão correta quanto “aterrissagem”. O idioma também tem convenções, como o Novo Acordo Ortográfico, que unificou a escrita em oito países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa.  

Trata-se muito mais do que o uso do pronome neutro, mas sim da adaptação de toda a língua para que inclua pessoas de gêneros binários e não-binários. Para Eliana, o uso da linguagem inclusiva é uma posição política que tem ligação com o respeito às diversidades. “A adequação de gênero responde a um movimento político de inclusão. A importância do seu uso vai ocorrer conforme  a comunidade vai incorporando as formas no uso da língua, e quem faz essa incorporação/inclusão são os falantes da língua”.

Expediente

Reportagem: Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Ilustração: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/linguagem-do-amor Thu, 10 Jun 2021 13:05:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8489 All you need is love, love is all you need”. A letra da música dos Beatles talvez represente a visão de muitos – para alguns, ainda mais exacerbada pela chegada do dia dos namorados. A verdade é que, nesse período pandêmico em que vivemos, o amor se transfigurou, foi ressignificado e, muitas vezes, as formas que tínhamos para demonstrar esse sentimento - como encontrar amigos, beijar e abraçar - não estavam mais disponíveis justamente ao considerarmos o cuidado com o outro. Quando falamos de amor – e nesse sentido não mencionamos apenas o amor romântico, e sim todas as suas formas e representações -, é importante entender que existe uma grande influência do contexto cultural, a qual difere as concepções que cada um de nós possui do tema, em escalas subjetiva e social.

É a partir dessa perspectiva que Graziela Fachim, atualmente doutoranda em Letras na UFSM, desenvolveu o seu projeto de mestrado: “A representação do amor entre adolescentes: uma análise sistêmico-funcional”. Orientada pela professora do Departamento de Letras Vernáculas, Sara Regina Scotta Cabral, a pesquisadora buscava entender como os adolescentes de turmas do 3º ano de uma escola do ensino médio em Santa Maria enxergavam o amor. O projeto, finalizado em 2019, traz uma análise linguística sistêmico-funcional dos textos elaborados pelos estudantes para descrever e articular o tema, e aplica conceitos teóricos para avaliar os seus significados.  

Por mais curiosa que possa parecer, a “linguagem do amor” é um aspecto que já vem sendo analisado no mundo acadêmico Brasil afora. Dois exemplos são os artigos “A representação do amor na transitividade: um estudo sobre os processos e metáforas ideacionais em canções de Funk e MPB”, por Cinara Cortez da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; e o “Transitivity Analysis: representation of love in Wilde’s ‘The Nightgale and the Rose’”, de Asad Mehmood e outros autores da Universidade de Sargodah, no Paquistão, o qual busca identificar os conceitos de amor dos personagens criados por Oscar Wilde no conto “O Rouxinol e a Rosa”. O tema se tornou o eixo de dissertação de Graziela a partir do seu interesse em entender como um sentimento tão abstrato poderia ser materializado - representado linguisticamente – e, na época, o seu contato com adolescentes através do trabalho em escolas de línguas foi o que definiu o corpus da pesquisa. 

Dois aspectos base: a psicologia e a sociologia 

A dissertação de Graziela levanta o conceito de “amor” em três aspectos: o da psicologia cognitiva e histórico-cultural, o da sociologia e o da linguística sistêmico-funcional.

Para a psicologia cognitiva e histórico-cultural, as concepções do romancista e psicólogo Keith Oatley consideram que as emoções são causadas por eventos que nos são importantes – que se relacionam, por exemplo, com as nossas aspirações e preocupações. Com o amor não é diferente, porém, como Graziela cita em seu texto, “Djicik e Oatley (2004) destacam em seu artigo que o amor possibilita identificarmos aspectos de nossa própria individualidade que não poderíamos descobrir sozinhos”. O teórico também acredita que a nossa capacidade de amar é afetada pelas experiências que tivemos na infância. No caso dos adolescentes, essa bagagem de experiências se junta com aspectos culturais - e ambas facetas são internalizadas. Neste campo da psicologia, a adolescência é vista como uma fase cujos sentimentos estão se desenvolvendo. Assim, muitos adolescentes como os da faixa etária da pesquisa de Graziela – entre 17 e 18 anos – estão experienciando o ato de amar pela primeira vez.

Já através dos conceitos da sociologia, a dissertação de Graziela contempla o amor na modernidade – mais especificamente pelas reflexões do sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman em sua obra “Amor líquido”. Para Bauman, os efeitos do capitalismo que se conectam com a ideia de agilidade e rapidez de mudanças também têm consequências para as relações: as organizações sociais são inconstantes e se dissolvem de maneira mais rápida quando comparadas à sua construção. Isso significa que as relações são frágeis e, segundo Graziela, se conectam com a ideia de “serventia de necessidades”. Além disso, a desconfiança e o medo da vulnerabilidade e da perda de autonomia também levam a sociedade à “época do desapego”, na qual laços de lealdade e compromisso mútuo se encontram enfraquecidos. Um reflexo disso na vida dos adolescentes é o hábito de “ficar” – o que, para Bauman, se relaciona a uma fase de testes antes de algo ser classificado como amor.

Porém, vale lembrar que ainda existe outra concepção muito forte nas representações culturais: o do amor romântico idealizado. Portanto, o adolescente se veria tendo  que assimilar uma dualidade de ideais: o do amor de filmes e livros – “o da metade da laranja” –, e o do amor líquido.

A linguística sistêmico-funcional e o sistema de avaliatividade 

Por fim, os conceitos utilizados pela dissertação no sentido da linguística sistêmico-funcional levam em consideração o modelo de descrição e análise lexicogramatical desenvolvido na década de 1960 por Michael A. K. Halliday. Segundo Graziela, o modelo é considerado ‘sistêmico’ porque “nós consideramos a linguagem como um sistema de escolhas. A mesma ideia pode ser escolhida para ser falada de diferentes formas e isso depende do contexto que se está inserido. Então, eu posso estar conversando com um aluno ou com um professor sobre o mesmo tema, mas as minhas escolhas linguísticas vão ser feitas de acordo com o contexto em que eu estou, com um propósito específico. E por isso que ela é funcional: porque eu tenho um propósito a ser cumprido através da comunicação”. Nesse sentido, a linguagem se relaciona com as emoções, pois, a partir dessas escolhas, os recursos linguísticos afetam a comunicação. Isso ocorre porque, ao conversarmos com alguém, as emoções que sentimos fazem parte de uma reação ao que o outro fala – e vice-versa.

“A comunicação faz parte da construção do nosso sentimento e, no momento que o aluno está inserido em um contexto específico, ele também vai aprendendo esses recursos no meio em que ele está imerso. Então ele é culturalmente afetado por isso. Nós temos essa ideia de amor aqui no Brasil, em Santa Maria, mas se formos para a China ou para o Oriente Médio, o conceito de amor vai ser completamente diferente, então as nossas emoções também são feitas culturalmente”, explica.

Para a professora e orientadora da tese, Sara Cabral, “estudar a linguagem é, acima de tudo, buscar compreender como é e como funciona uma sociedade, e quais valores, ideias, opiniões e crenças ali circulam. No âmbito acadêmico, isso nos interessa muito de perto, porque, nos cursos de Letras, somos preparados para lidar com pessoas de diversas etapas de formação, principalmente adolescência e juventude. Entender o jovem e o que ele diz pode nos propiciar condições de realizar trabalhos mais adequados e efetivos, de modo a não só promover a aproximação humana, mas também buscar condições de compreender seu mundo, seus sentimentos e suas ações”.

Ainda, o sistema de avaliatividade utilizado pela autora da dissertação e criado por Martin White considera que, ao nos comunicarmos, estamos fazendo constantemente avaliações. “Essas marcas avaliativas podem ser de três categorias diferentes: de afeto, em que momento que eles avaliam aquilo afetivamente; de julgamento, que entram questões mais éticas; e de apreciação, que seria de descrição, as qualidades daquilo”, explica a doutoranda. Essa ferramenta proporcionou as categorizações finais do que é o amor para os participantes da pesquisa. 

Conclusões: um amor não tão líquido assim

Fundamentada em todos esses aspectos teóricos, a pesquisa de Graziela foi colocada em prática. A participação dos adolescentes era totalmente voluntária, contou com um termo de consentimento e, para os menores de idade, de autorização dos pais – ao total, foram 25 participantes. O trabalho foi dividido em dois momentos e o primeiro deles foi o encontro inicial e de apresentação do projeto. Nele, os participantes responderam um questionário de seis questões, de forma anônima. Esse questionário continha perguntas abertas e fechadas e visava identificar o contexto pessoal de cada um dos participantes a fim de situar a discussão sobre o amor. Foram perguntas sobre quem eram as pessoas que os faziam se sentir amados, a quem eles direcionavam o seu amor, e em que situações eles se sentiam e faziam com que outras pessoas se sentissem amadas. O segundo encontro foi marcado pela escrita de um relato pessoal pelos adolescentes, respondendo à pergunta “O que é o amor?”.

Após a coleta e análise dessas respostas, a conclusão do trabalho foi que, na maioria das situações apresentadas pelos adolescentes, eles ainda se percebiam como “Recebedores” desse amor (56%) – o que vai ao encontro da ideia da psicologia cognitiva histórico-social, na medida em que se considera que o papel de “Amante” ainda é visto como algo relativamente novo para esses jovens indivíduos, ainda em construção emocional. Entre o amor sentido e o amor recebido, pessoas que obtiveram destaque foram a mãe e o pai, seguido pelos amigos.

Para Graziela, uma das maiores surpresas foi a consideração do amor como presente em momentos de dificuldade pelos adolescentes – 48% em frases que eles estariam descrevendo experienciar o sentimento e 32% em frases que eles comentaram demonstrar o amor através do apoio. Além disso, a partir das análises de Avaliatividade, a pesquisa mencionou a categorização do amor em três domínios: o amor feliz, o amor zeloso e o amor altruísta. O amor feliz estaria relacionado ao sentimento de felicidade ao amar e ser amado; o amor zeloso é referente a carinho e proteção, o cuidado com o outro; e o amor altruísta está mais ligado com uma característica ética do que carinho em si.

Isso também foi uma surpresa: “Nós tínhamos a expectativa de que talvez o amor para eles fosse líquido, porque eles vivem nesse meio que tudo acontece muito rápido. E, na verdade, quando fomos chegando na conclusão, percebemos que ele não é tão líquido assim - porque ele tem três pilares muito fortes. Na verdade, mostra que o bem próprio não é tão importante para eles - porque existem outros pilares ali. A felicidade não é só a minha, também é a tua. Eu tenho que ter cuidado contigo, eu sei que eu te amo porque eu me preocupo contigo, com o teu bem-estar. E se preciso, coloco as tuas necessidades frente às minhas. De certa forma, eu não estou pensando só em mim, penso no outro”, comenta a autora.

Em 2021, Graziela Fachim trabalha em sua tese de doutorado também sobre a linguagem do amor – porém dessa vez aplicada na literatura. Para ela, os aprendizados do mestrado podem ser considerados ao vivermos uma pandemia, “Eu acredito que pós-pandemia, a nossa concepção de amor pode até sofrer alterações. Porque agora estamos, de certa forma, afastados, mas, ao mesmo tempo, tentando criar laços de solidariedade com as pessoas. Então, uma dessas categorias de amor que nós encontramos no mestrado - que é o amor zeloso, de se preocupar com o outro -, eu acredito estar muito mais aparente nesse momento. Porque é nesse momento que a gente mostra a preocupação por quem se ama”. E você? Como anda aplicando o seu amor zeloso ultimamente?

Expediente

Repórter: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustrador: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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O Laboratório de Língua Portuguesa (LabPort) do Centro de Educação (CE) da UFSM está organizando o 1º Ciclo Internacional de Webinários em Linguística Sistêmico-Funcional, uma série de palestras com a participação de linguistas estrangeiros. O evento, de caráter interinstitucional, é promovido pela UFSM em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Franciscana (UFN), e constitui uma iniciativa do Grupo CNPq Sistêmica, Ambientes e Linguagens (SAL) e do GT da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll) em Linguística Sistêmico-Funcional.

O objetivo é divulgar pesquisas em Linguística Sistêmico-Funcional e promover debates a respeito de diversos temas relacionados à área. Os pesquisadores convidados atuam na Florida Atlantic University, na Universidade de Lisboa e na Pontificia Universidad Católica de Chile.

A palestra inaugural ocorreu no último dia 20 de agosto, às 17h, com transmissão ao vivo no canal do Grupo SAL, no YouTube. No evento, o professor doutor Andrés Ramírez abordou os temas da educação e da leitura com o trabalho "Que es Leer para Aprender y su aplicación en aula". A palestra foi mediada pela doutora Karen Santorum (UFSM) e está disponível integralmente no YouTube.

Para assistir às próximas palestras do evento, que acontecerão nos dias 17 de setembro e 22 de outubro, é preciso inscrever-se no canal do Grupo SAL no YouTube e ativar o sininho para receber as notificações dos vídeos. Receberão certificado de duas horas por palestra cada participante que acompanhar a transmissão ao vivo do evento e confirmar sua participação acessando o formulário disponibilizado no chat.

Mais informações nas redes sociais do LabPort ou pelo e-mail ufsm.labport@gmail.com.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/08/27/professores-e-estudantes-do-ppg-em-letras-participaram-de-congresso-internacional-no-chile Tue, 27 Aug 2019 11:22:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=49241 [caption id="attachment_49242" align="alignright" width="438"]Foto colorida horizontal mostra 10 pessoas sentadas em volta de uma mesa olhando para a câmera. No fundo há duas janelas fechadas com vidro Grupo do PPGL participou de curso com o professor Pin Wang[/caption]

Professores e estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da UFSM participaram do 46th International Systemic Functional Congress, voltado à apresentação e à discussão de trabalhos de pesquisa norteados pela Linguística Sistêmico-Funcional. No congresso, realizado em Santiago, no Chile, em julho, o grupo do PPGL apresentou trabalhos da linha de pesquisa Linguagem no Contexto Social.

A primeira semana do evento consistiu em uma série de cursos. Os membros do PPGL participaram de curso de análise de imagens, ministrado pelo professor Len Unsworth, da Australian Catholic University, e de curso de descrição gramatical sistêmico-funcional, com o professor Pin Wang, vinculado à Shanghai Jiao Tong University.

Na segunda semana, ocorreram as apresentações de trabalho. A professora Sara Regina Scotta Cabral, docente do PPGL, apresentou “Uma proposta tripartite de análise de discurso político”.

Estudantes de pós-graduação também divulgaram as pesquisas que realizam na UFSM. A doutoranda Ana Paula Carvalho Schmidt explicou os achados de sua pesquisa “Conheça seu público: o papel da modulação e de figuras de linguagem na ascensão do conservadorismo no Brasil”. Carla Carine Gerhardt, também doutoranda, apresentou o estudo “Atividades de leitura para desconstrução de gênero na LSF: levantamento do estado da arte”. Já Anidene Siqueira Cecchin apresentou o trabalho intitulado “Atividades de desconstrução e construção conjunta de biografia multimodal em contexto escolar”.

A avaliação do grupo é de que a participação de docentes e de estudantes da UFSM em eventos internacionais possibilita maior divulgação dos estudos acadêmico-científicos realizados no Brasil. Além disso, a partir do contato com outros pesquisadores, muitas contribuições são feitas para as pesquisas que estão sendo realizadas.

Foto: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/10/15/professoras-do-ppg-letras-lancam-livros-em-congresso-no-mexico Mon, 15 Oct 2018 12:29:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45069 As professoras Sara Regina Scotta Cabral e Cristiane Fuzer, do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSM, lançaram três livros na última quarta-feira (10), durante o 14º Congresso da Associação de Linguística Sistêmico-Funcional da América Latina (ALSFAL), em Puebla, México.

Os livros lançados intitulam-se "Estudos de transitividade em Linguística Sistêmico-Funcional", "Estudos sistêmico-funcionais no âmbito do Projeto SAL (SystemicsacrossLanguages)", ambos organizados por Sara Regina Scotta Cabral (UFSM) e Leila Barbara (PUC-SP), e "Linguagem e representações: estudos em Linguística Sistêmico-Funcional", organizado por Cristiane Fuzer e Thiago Santos da Silva (Unipampa).

Os três livros foram publicados pela Editora do Programa de Pós-Graduação em Letras e contam com a participação de pesquisadores de vários países, que escreveram  capítulos em português, inglês e espanhol.

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