UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 12 Mar 2026 23:16:24 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/08/05/planetario-da-ufsm-realiza-neste-domingo-7-evento-em-comemoracao-aos-53-anos-da-chegada-do-homem-a-lua Fri, 05 Aug 2022 12:08:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59324

arte em formato quadrado, com fundo branco, letras escuras, tendo no canto superior esquerdo um astronauta, em tom amarelado, e embaixo os logos dos envolvidosO Planetário da UFSM, em parceria com os alunos de Relações Públicas da Instituição, realiza neste domingo (7), a partir das 14h, o “Planetário vai à Lua”, evento em comemoração aos 53 anos da chegada do homem à Lua. A iniciativa tem como objetivo promover conhecimento sobre a corrida espacial e visa aumentar a circulação e o interesse do público pelo Planetário da UFSM.

A programação irá contar com visita guiada ao Planetário, sessões de filmes e exibição de objetos e foguetes, fazendo com que o público se sinta inserido na temática. Além disso, será realizada uma oficina artística de criação de foguetes para as crianças presentes - além do lançamento de um protótipo, criado pela equipe do projeto de extensão Tau Rocket Team, do curso de Engenharia Aeroespacial.

O evento será realizado no Largo do Planetário, no 55BET Pro Sede da UFSM, e contará com a presença da PoliFeira do Agricultor.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/por-que-o-homem-nao-voltou-a-lua Wed, 20 Jul 2022 12:26:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9409

A missão tripulada conhecida como “Apollo 11” foi uma iniciativa do governo dos Estados Unidos que, durante a Guerra Fria, disputava com a União Soviética a imagem de ‘superpotência’. Além de uma iniciativa científica, a viagem e a capacidade de levar uma tripulação ao espaço se consolidou como um marco, em uma guerra que foi, acima de tudo, simbólica. Nesse período, a União Soviética teve grandes feitos, muitas vezes à frente dos norte-americanos, como o primeiro foguete a entrar em órbita e a primeira viagem tripulada, mas julho de 1969 viria a mudar isso. 

 

A preparação da Apollo 11 iniciou meses antes, numa tentativa da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) demonstrar sua capacidade técnica e organizacional. Em 16 de julho de 1969, com todos os módulos já testados e os três integrantes da tripulação preparados, o foguete foi lançado. No dia 20, o módulo pousou na lua. O comandante da missão, Neil Armstrong, se tornou a primeira pessoa a pisar na lua e cunhou a famosa frase: "Um pequeno passo para o homem e um grande salto para a humanidade”.

O pesquisador e professor do Departamento de Eletrônica e Computação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Marcelo Serrano Zanetti, destaca que a chegada bem sucedida da Apollo 11 impactou os desdobramentos da Guerra Fria e tornou os Estados Unidos um centro de poderio tecnológico. Isso influenciou as futuras expedições ao espaço. Mas outros setores da vida em sociedade também foram impactados pelas explorações espaciais, como as redes de comunicação - que passaram a ser realizadas por meio de satélites. Marcelo lembra que o uso do Sistema de Posicionamento Global (GPS), presente em quase todos os dispositivos móveis, é uma herança da ida ao espaço.

Mas por que o homem não voltou à lua?

Apesar de ter se tornado um marco na viagem espacial, a experiência de 1969 foi sucedida apenas por outras seis expedições, todas enviadas pela Nasa e denominadas “Apollo”.  Ao todo, 12 pessoas caminharam pela superfície lunar e 24 viajaram à lua. Durante a viagem da Apollo 13, a terceira missão tripulada enviada à lua, nenhum integrante da tripulação desceu no satélite natural da Terra, por motivos de problemas com um tanque de oxigênio da nave.

O foco das viagens espaciais mudou nos últimos anos, isso porque a lua não é um local com grandes possibilidades de exploração científica. Marcelo destaca que os ganhos científicos de pisar na lua já foram atingidos, uma vez que a grande demanda de investimento necessária não corresponde às possíveis vantagens  que podem ser alcançadas em novas expedições.

Além disso, colocar uma tripulação em órbita também se tornou um impedimento. Levar pessoas ao espaço exige uma grande quantidade de equipamentos e de tempo, uma vez que diversos treinamentos são exigidos, além de equipamentos para sobrevivência da tripulação e coleta de informações. As expedições enviadas, em geral, contam apenas com robôs e equipamentos de tecnologia avançada, como equipamentos fotográficos capazes de registrar as especificidades de diferentes locais.

Novas perspectivas para o turismo espacial

Ir ao espaço pode ser o sonho de muitas pessoas, mas ainda está longe de ser uma viagem acessível à população. Algumas empresas privadas vêem o espaço como um local possível de exploração comercial, em que indivíduos poderiam adquirir viagens para ficar em órbita por algum período. Um exemplo está na SpaceX, do empresário Elon Musk, que promete ser capaz de oferecer viagens espaciais de curtos períodos. 

 

Marcelo destaca que iniciativas privadas podem ser interessantes a longo prazo, uma vez que possibilitam aos cidadãos a exploração do universo e o fomento de novas descobertas na área da pesquisa. No entanto, cabe pontuar que, para  ir ao espaço, um  grande valor em dinheiro tem de ser desembolsado. Dados da Revista Time e compilados pela Folha de São Paulo mostram que o idealizador da Inspiration4, missão da SpaceX que levou civis à órbita da Terra, pagou cerca de 200 milhões de dólares por quatro lugares na viagem, que ocorreu em 2021. Ir ao espaço ainda é algo restrito às pessoas com elevado poder aquisitivo, o que está longe da realidade de grande parcela da população mundial.

O pesquisador enfatiza a necessidade de cuidado com a regulamentação dessas expedições, que podem gerar um aumento da produção de lixo espacial. No caso brasileiro, ainda não há perspectivas de viagens espaciais feitas com módulos nacionais. O país ainda não tem foguetes capazes de se manter em órbita e o investimento nessa área é menor que o de outros países, que já têm uma longa trajetória de desenvolvimento aeroespacial.

 Para saber mais: Projeto Webservatório: é uma parceria entre o Centro de Tecnologia (CT) e o Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), que busca expandir e revitalizar o observatório astronômico da UFSM.
Expediente: Reportagem: Milene Eichelberger, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Design gráfico: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.]]>