UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 21 Apr 2026 18:29:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/07/31/dia-de-campo-e-entrega-de-resultados-do-soybean-money-maker-no-maranhao Thu, 31 Jul 2025 13:13:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=11819
A Equipe FieldCrops da UFSM em parceria com o grupo de pesquisa da Universidade Federal do Maranhão - AgriScience e com a empresa ICL promoveram no dia 25 de julho, a entrega de resultados da 5° edição do maior diagnóstico de lavouras de soja, o Soybean Money Maker no Maranhão. Foi realizado na Fazenda Barbosa, no município de Brejo (MA).
 
A programação contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas, entre produtores rurais, consultores e especialistas do setor agrícola. O principal objetivo foi apresentar, de forma técnica e aplicada, os dados obtidos a partir da análise das lavouras participantes no estado. Durante o encontro, foram expostos os principais indicadores de desempenho da safra, incluindo: potencial de produtividade, eficiência produtiva, perdas causadas por estresse hídrico e índices de manejo.
 
A divulgação desses dados aos produtores, é essencial para que eles possam tomar decisões com base em dados reais, específicos para a sua realidade de solo, clima e manejo, contribuindo para o aprimoramento da eficiência dos sistemas produtivos. Nesse sentido, o professor da UFSM e coordenador da equipe FieldCrops, Alencar Zanon, destacou: “Uma agricultura eficiente é aquela que consideramos o máximo que se pode produzir de acordo com as condições de solo, clima e cultivar, buscando sempre colher mais e investindo certo, visando a lucratividade da produção".  
 
O produtor Vitor Barbosa, anfitrião do evento e proprietário da Fazenda Barbosa, ressaltou: “É uma honra participar, pelo quarto ano consecutivo, do diagnóstico Soybean Money Maker e, sobretudo, alcançar na última safra, o máximo de eficiência produtiva da lavoura”. Por fim, representando a empresa ICL, a consultora sênior de Desenvolvimento de Mercado, Anna Flávia, enfatizou: “Agradecemos a oportunidade de participar deste evento e contribuir com um dos pilares mais relevantes para o desenvolvimento do setor, que é o compartilhamento de conhecimento técnico e aplicado”.
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/09/professor-e-aluno-do-ppg-em-engenharia-agricola-da-ufsm-partiparam-de-evento-sobre-producao-sustentavel-de-soja-no-maranhao Mon, 09 Dec 2024 17:11:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67886

Professor e estudante do Programada de Pós-graduação em Engenharia Agrícola da UFSM participaram, nos dias 5, 6 e 7 deste mês, de evento da voltado à produção de soja no interior do Maranhão. As atividades ocorreram no Auditório Central da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no Centro de Ciências de Chapadinha, com organização de ENESC-MA, Agrotec e Agriscience.

O evento foi direcionado a estudantes e recém-formados dos cursos de Engenharia Agrícola, Agronomia, Geociências e áreas afins, interessados em tecnologia, inovação e sustentabilidade no setor agrícola; profissionais do sistema CONFEA/CREA e da Mútua, em busca de atualização sobre práticas e tecnologias aplicadas ao Cerrado Maranhense; produtores rurais e gestores agrícolas, que buscavam soluções inovadoras e sustentáveis para otimizar suas atividades; além de instituições de ensino superior, órgãos governamentais e organizações não governamentais comprometidas com o desenvolvimento sustentável de soja no Brasil

A programação iniciou na manhã do dia 5, com o Seminário de Tecnologia e Inovações para Agricultura Sustentável no Cerrado Maranhense (Agrotec), um espaço estratégico para compartilhar conhecimentos, fomentar soluções e impulsionar a agricultura como motor de transformação no Maranhão. O seminário promoveu a integração entre ciência, tecnologia e práticas agrícolas, ao destacar o potencial do Cerrado para o desenvolvimento sustentável, e abordou inovações voltadas à eficiência produtiva, manejo sustentável, preservação ambiental e fortalecimento da economia regional. A palestra de abertura teve como tema "Caminhos para a Descarbonização da Agricultura". Ao mesmo tempo, ocorreu dia de campo na Fazenda Barbosa, em Brejo-MA, com estações técnicas sobre boas práticas agrícolas, produtividade e sustentabilidade, manejo e impactos nos teores de proteína e óleo de grãos de soja, fatores genéticos, ambientais e de manejo que influenciam esses teores, resultados de análises em grãos de soja no Maranhão e a importância desses parâmetros na formulação de rações.

À tarde, o AgriScience Workshop: “Iniciativas para Promoção da Paisagem Sustentável” reuniu especialistas, pesquisadores e gestores comprometidos com a construção de paisagens resilientes e produtivas para discutir estratégias inovadoras de conservação ambiental, manejo integrado de recursos naturais e desenvolvimento socioeconômico sustentável. Com foco em práticas regenerativas, tecnologias verdes e políticas inclusivas, o workshop buscou fomentar soluções que equilibram a preservação dos ecossistemas com as necessidades humanas, fortalecendo a conexão entre ciência, comunidades e sustentabilidade global, as palestras abordaram o Programa Padrinho Rural; Comitê de Desenvolvimento Rural da Microrregião de Chapadinha; Projeto Safrinha Solidária; Sistema Antecipe; Resultados do Agro Plus no Maranhão e Piauí e o Soybean Money Maker, com  uma análise das safras passadas e estratégias para reduzir o "Yield Gap" das lavouras de soja nas próximas safras.

Na última sexta, o Agrotec e o AgriScience Workshop discutiram abordagens focadas na sustentabilidade na produção agrícola a partir de palestras sobre nutrição mineral, produtividade e exportação em lavouras de soja e milho de médio e alto potencial; Interpretação de análise de solo e recomendação de adubação e uma mesa-redonda sobre Inovação e sustentabilidade no campo: Geoprocessamento e Nutrição Mineral para o avanço das culturas de soja e milho. Na tarde de sexta, o Encontro Estadual do Crea Júnior Maranhão (ENESC-MA) promoveu debates e iniciativas que integram tecnologia, inovação, sustentabilidade, desafios profissionais, ao fortalecer a formação de jovens lideranças e incentivando o protagonismo no sistema CONFEA/CREA e Mútua. As palestras abordaram os temas, Mútua: Benefícios e oportunidades para os profissionais do sistema CONFEA/CREA;  O papel da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Maranhão - AEAMA Desafios e Perspectivas e Desafios e Perspectivas: O papel da Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos e Industrial - ABEMEC, encerrando com uma mesa redonda sobre Ética, Benefícios e Liderança: O papel do sistema CONFEA/CREA para a valorização profissional e a formação de jovens líderes.

O encerramento do evento aconteceu na manhã do dia 7, com palestras sobre Lacuna e Potencial de Produtividade: “Resultados de lavouras e uma apresentação especial sobre floricultura no Leste Maranhense e o Projeto Flores Para Todos, com destaque para o Ensaio Brasileiro de Floricultura Regenerativa, Girassol de corte. O evento foi um marco para a integração entre ciência, tecnologia e práticas sustentáveis, consolidando a conexão entre os diversos setores envolvidos no desenvolvimento do Cerrado Maranhense.

O professor Alencar Zanon destacou que o caminho para produzir soja com sustentabilidade é por meio do trabalho colaboratico entre instituições públicos e privadas no Brasil. Para a mestranda Maria Pires, do PPGEA, a oportunidade de participar de eventos dessa magnitudo reforça a força da pós-graduação do CCR no Brasil. Para mais informações sobre projetos de produção sustentável de soja acesse as redes sociais da Equipe FieldCros e o site www.equipefieldcrops.com 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/09/11/professora-da-ufsm-vai-ministrar-oficina-de-fotografia-inclusiva-no-maranhao Mon, 11 Sep 2023 11:39:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63654

A professora Janaína Gomes, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM 55BET Pro Frederico Westphalen, foi convidada para participar do 1º Encontro das Ações Inclusivas do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) 55BET Pro Centro Histórico, em São Luis. Ela vai ministrar uma oficina de fotografia inclusiva para cegos no dia 22 de setembro e participar da abertura do evento no dia 25.

No convite, a diretora de Desenvolvimento Educacional do IFMA, Danielle Santos Carvalho, destaca que o objetivo é que a professora da UFSM, a partir de sua experiência, contribua significativamente para o diálogo e ação inclusiva na área de fotografia para cegos.

Em 2012, quando ingressou na Universidade, Janaína assumiu as disciplinas de fotografia e atendeu uma estudante cega no curso de Jornalismo. Juntas, desenvolveram uma metodologia de aprendizagem. A professora estima que aproximadamente 100 pessoas já participaram de oficinas já ministradas por ela em todo o Brasil. 

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Na tarde de hoje (21), Lucas Moretz-Sohn David Vieira, estudante do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), brilhou ao defender sua tese intitulada "O caso do Selo Quilombos do Maranhão: dispositivo de acesso a mercados ou de luta por reconhecimento?".

A defesa aconteceu em um ambiente repleto de expectativa e contou com a participação da banca avaliadora, composta por especialistas na área.

O trabalho de Lucas aborda um tema de grande relevância para os povos quilombolas e para o desenvolvimento regional do Maranhão: o selo de qualidade, identificação social e territorial de produtos oriundos de comunidades quilombolas produzidos no estado.

O estudo analisou a natureza e o impacto desse selo, discutindo se ele funciona predominantemente como um mecanismo para acessar novos mercados ou como uma ferramenta de luta por reconhecimento e valorização dos produtos e povos quilombolas maranhenses.

A tese destacou o contexto histórico e socioeconômico do Maranhão, examinando como o Selo Quilombos tem sido percebido pelos produtores rurais, empresários e consumidores. Por meio de pesquisas e análises minuciosas, Lucas apresentou uma visão abrangente do impacto desse selo na economia local, bem como seu papel na promoção da identidade cultural, da sustentabilidade e da biodiversidade presentes nas comunidades quilombolas.

A banca avaliadora, composta por pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior, elogiou a profundidade da pesquisa e a originalidade do trabalho.

Os Professores José Marcos Froehlich (UFSM), Delma Pessanha Neves (UFF), Everton Lazzaretti Picolotto (UFSM), Givânia Maria Silva (UnB) e Paulo André Niederle (UFRGS) ressaltaram a relevância da tese para o setor agrícola e sua contribuição para a compreensão das dinâmicas regionais de desenvolvimento.

Para Lucas, a oportunidade de apresentar sua tese e receber o feedback da banca foi gratificante. Ele expressou sua gratidão à instituição e à banca avaliadora pela oportunidade de explorar um tema tão significativo para a realidade maranhense, para os quilombolas e para o campo da extensão rural.

O orientador do trabalho, Professor José Marcos, celebrou o sucesso de seu aluno. Ele destacou o esforço e a dedicação de Lucas na condução da pesquisa e parabenizou-o por oferecer novas perspectivas sobre o Selo Quilombos do Maranhão.

A tese apresentada certamente contribuirá para o enriquecimento do conhecimento no campo da extensão rural. Espera-se que suas conclusões inspirem novas pesquisas e incentivem políticas públicas que impulsionem o desenvolvimento sustentável e a valorização dos produtos locais no Maranhão e oriundos das comunidades quilombolas.

 
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O Dia de Campo com a temática “Sustentabilidade e lucratividade no sistema de produção de soja” foi realizado em 22 de março no município de Brejo (Maranhão) e representou um momento importante de divulgação, debate e construção de conhecimentos da área.

Organizado pelas equipes da UFMA, da UFSM, Equipe FieldCrops, Fazenda Barbosa e ICL América do Sul, o evento contou com a participação de 158 inscritos.

Destes inscritos, em sua grande maioria foi composta por representantes de fazendas de grãos, não só do Maranhão, mas também do Mato Grosso. Apoiaram o evento: Aprosoja MA, UFMA, EMBRAPA, CREA/MA, Comitê de Desenvolvimento Rural da Microrregião de Chapadinha, GIZ, IPAM, AGED, REDE ILPF, CSF, AGROPLUS, ABIOVE, CARGILL, AEAMA, SEDEPE, SAGRIMA, SEFAZ entre outras empresas privadas.

A Equipe FieldCrops da UFSM buscou na oportunidade transmitir os principais conhecimentos gerados em lavouras, não só do Maranhão, mas de todo o Brasil, de forma que os participantes possam ampliar a produtividade de suas lavouras e também a sustentabilidade e lucratividade do Agro brasileiro em geral, destaca o professor Gregori Ferrão da UFMA. O professor Alencar Zanon, do CCR, que liderou a estação do Soybean Money Maker, destacou a participação de um número expressivo de produtores rurais.

Já o Workshop de Ecofisiologia da Produção & Nutrição ocorreu na Universidade Federal do Maranhão, campus de Chapadinha, no mesmo dia e novamente reuniu um grande número de participantes interessados em fisiologia vegetal.

[caption id="attachment_7506" align="alignleft" width="300"] Professor Alencar proferindo sua palestra [/caption]


Participaram do evento o AgroPlus, a Embrapa Meio Norte, a Equipe FieldCrops da UFMA e da UFSM e também a ICL América do Sul.

O professor Alencar Zanon realizou palestra no evento falando sobre o potencial de produtividade da soja na América.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/dinossauro-gigantesco Fri, 05 Nov 2021 13:50:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8733 Leonardo Kerber* Em abril de 2021, meu colega, o paleontólogo Elver Mayer, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), entrou em contato comigo para mostrar algumas fotos de fósseis em um barranco lamacento localizado no município de Davinópolis, interior do Maranhão, a quase 650 quilômetros da capital São Luís. O barranco estava próximo a uma obra de construção de uma ferrovia.  Os fósseis se tratavam de algumas vértebras e alguns fragmentos isolados - e, somente pelas imagens, não poderíamos ter ideia do que realmente se tratava. As fotos foram tiradas pelo arqueólogo Daniel Silva, e enviadas ao seu colega, o arqueólogo Jardel Stenio, ambos da empresa ArqueoLogística, que acompanhava a obra. Eles ficaram curiosos e as imagens foram enviadas para o paleontólogo Juan Cisneros, da Universidade Federal do Piauí, seu antigo professor do curso de graduação em Arqueologia, que, por sua vez, encaminhou as fotos para Elver, já que ele atuava em uma universidade não tão distante do município de Davinópolis. Inicialmente, cogitou-se que se tratavam de fósseis de uma preguiça-gigante, que são relativamente comuns no nordeste brasileiro. E, por isso, Elver, especialista em fósseis do Quaternário*, foi chamado para o desafio. Quando Elver compartilhou as fotos comigo, nós dois ficamos muito curiosos com o fato de estarem aparecendo ossos tão grandes naquela região. Nesse primeiro momento, Elver organizou os trâmites para o trabalho de campo junto à Agência Nacional de Mineração. Além disso, comunicou-se com o paleontólogo Manuel Medeiros, da Universidade Federal do Maranhão, que prontamente lhe passou uma série de informações sobre a área de estudo. Entretanto, como estávamos em um momento de aumento do número de casos de Covid-19, e a variante Delta acabava de chegar ao país, a logística para reunir mais paleontólogos para verificar a ocorrência de fósseis ficou comprometida.  Mesmo assim, com a documentação em mãos e contando com o suporte logístico da empresa que construiu a ferrovia e da equipe de arqueólogos que trabalhavam no local, Elver dirigiu de sua cidade até Davinópolis. Em campo, eles encontraram uma série de ossos de um grande animal – tratava-se de um dinossauro que provavelmente viveu entre 145 e 100 milhões de anos atrás - e não de um mamífero pleistocênico* como o cogitado preliminarmente pela foto de ossos aparecendo em meio ao sedimento lamacento. Durante uma semana, em meio a muita chuva e lama, foram recuperados dezenas de ossos do gigante. Entretanto, muito material ainda ficou para ser resgatado.  Foi na segunda etapa do trabalho de campo que eu entrei em ação. No início de junho, dirigi meu carro por pouco mais de 600 quilômetros, de Belém do Pará - onde atualmente desenvolvo projetos no Museu Paraense Emílio Goeldi -  até Davinópolis. No local, encontrei Elver e a equipe de trabalho e escavamos mais ossos do grande animal, vértebras, ossos longos, costelas, diversos pequenos fragmentos e, entre eles, um osso longo e grande, que fomos deixando para coletar por último.  Após embalarmos todos os demais fósseis, começamos a escavar esse osso longo e grande e, para nossa surpresa, era bem maior do que imaginávamos. No total, ele tem mais de um metro e meio, e não está completo - o que indica que era ainda maior. Provavelmente, trata-se de um fêmur desse animal gigantesco, mas ainda faltam muitos estudos para detalhar a identificação dos ossos. Ao todo, foram recuperados aproximadamente 35 elementos desse animal, além de uma série de outros fósseis menos completos, que irão fornecer dados sobre como era esse gigante. Como a equipe estava acostumada a fazer escavações minuciosas, todas as etapas de coleta foram extremamente detalhadas, com desenhos, fotos e vídeos mostrando a disposição dos fósseis no afloramento antes da coleta. Tudo foi devidamente registrado para auxiliar os paleontólogos a compreenderem como se formou aquela concentração de fósseis. Além disso, a equipe aproveitou para gravar um minidocumentário de divulgação científica sobre o achado, mostrando todas as etapas da coleta e entrevistas com funcionários da obra, arqueólogos e paleontólogos. Após a coleta e embalagem adequada dos espécimes, eles foram levados para um laboratório da Unifesspa, 55BET Pro São Felix do Xingú, onde serão agora preparados e estudados pela equipe do Grupo de Estudos em Paleontologia, coordenado por Elver. Existem muitas questões a serem respondidas sobre esse animal gigantesco. Começamos pela pergunta mais simples: quem foi esse animal? Será uma espécie já conhecida pela ciência, ou se trata de uma espécie ainda desconhecida? Depois que descobrirmos a identidade do gigante, teremos que descobrir qual era o seu tamanho e massa corpórea, como andava, como morreu, quem eram os outros animais que coabitavam nesse mesmo ambiente. Enfim, uma série de perguntas que a ciência brasileira irá responder nos próximos anos. Fiquem atentos para novidades! Notas *A escala de tempo geológico se divide em grupos e subgrupos identificados como éons, eras, períodos, épocas e idades.  *Cretáceo: terceiro período da Era Mesozoica, correspondente ao intervalo de tempo entre 145 e 66 milhões de anos atrás.  *Quaternário: último período da Era Cenozoica correspondente ao intervalo de tempo entre 2.58 milhões de anos atrás. Inclui as Épocas Pleistoceno e Holoceno (últimos 11,6 mil anos).

Expediente

Texto: Leonardo Kerber é doutor em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Geociências da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS) e paleontólogo do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia da Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM). Atualmente, atua como orientador do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da universidade e é colaborador  técnico entre o Museu Paranaense Emilio Goeldi e a UFSM Ilustradora: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas]]>