UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 27 Mar 2026 20:32:32 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/03/abelhas-sem-ferrao Thu, 03 Oct 2024 14:40:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67053

Dia 3 de outubro é comemorado o Dia Nacional da Abelha, e muitos conhecem a prática da apicultura, mas você sabe o que é a meliponicultura? Esse é o tema de um projeto do Centro de Ciências Rurais (CCR), que tem por objetivo promover ações com meliponicultores e aumentar a visibilidade dessa atividade na região da Quarta Colônia.

 

Sobre o projeto

[caption id="attachment_67056" align="alignleft" width="444"]Foto colorida horizontal de exposição de caixas de madeira utilizadas para a criação de abelhas sem ferrão. As caixas estão dispostas em um mesa retangular com uma toalha amarela e preta com vários desenhos de abelhas Iscas e ninhos provisórios feitos pelos participantes de oficina promovida pelo projeto[/caption]

As abelhas são classificadas em ápis, com ferrão, e meliponíneos, sem ferrão, e a criação de abelhas sem ferrão é chamada de meliponicultura. Os meliponíneos são nativos do Brasil e preferem o clima mais quente, por isso a ocorrência maior no Nordeste. O projeto da UFSM abrange meliponários do Rio Grande do Sul e do Maranhão. No RS, estão registradas 24 espécies nativas, e 15 meliponários foram visitados pelo projeto; enquanto na Baixada Maranhense são 46 espécies registradas, e cerca de 50 meliponários visitados. 

O projeto “Meliponicultura: uma forma de valorizar a família do campo da região central do RS e Baixada Maranhense”, é coordenado pela professora Mari Silvia Rodrigues de Oliveira, do Departamento de Tecnologia e Ciências dos Alimentos. A iniciativa surgiu de uma parceria com o professor de Agroecologia do Instituto Federal Sertão Pernambucano em Petrolina, Silver Jonas Alves Farfan, em 2019. 

As principais ações realizadas por meio do projeto consistem na colaboração com produtores locais, para a análise de controle de qualidade do mel produzido em meliponários do estado, além de palestras com produtores e interessados, e visitas a escolas municipais e estaduais da região para disseminar o conhecimento sobre as abelhas sem ferrão.

 

Diferença entre abelhas com e sem ferrão 

Além da presença ou não do ferrão, as abelhas ápis ou meliponíneos produzem méis diferentes. O mel das abelhas sem ferrão é considerado melhor do ponto de vista nutricional e menos doce. A professora Mari explica que é um produto fisiologicamente diferente. “É um mel que tem uma quantidade de umidade muito maior, até estraga com muita facilidade. Por isso, é necessário fazer alguns processos de conservação para manter o mel. É um mel com um sabor muito diferenciado, porque é mais ácido”, comenta.

Além disso, os meliponíneos têm uma grande importância na manutenção do equilíbrio ecológico do ambiente. O processo da polinização - em que as abelhas transferem o pólen da parte masculina para a parte feminina da planta, ocasionando a fertilização e produção de sementes - gera uma maior quantidade e qualidade de frutos produzidos, pois auxilia em uma composição química com menos água e mais açúcares e proteínas. Assim, a qualidade do mel produzido pelos meliponíneos serve como um indicador do equilíbrio ecológico.



Colaboração com programa Território Imembuy

[caption id="attachment_67057" align="alignleft" width="474"]Foto colorida horizontal de grupo de pessoas sentadas em círculo em uma sala Agricultores de Nova Palma participaram de palestra sobre criação de abelhas sem ferrão[/caption]

O vínculo com o programa Território Imembuy, coordenado pela Pró-Reitoria de Extensão, iniciou neste ano, e, por meio desta colaboração, o projeto promoveu uma nova ação: palestras voltadas para criadores de abelhas sem ferrão e interessados em conhecer a meliponicultura na região da Quarta Colônia. A primeira palestra ocorreu no dia 24 de agosto, em Nova Palma, com 15 participantes. A capacitação deve ser realizada a cada dois meses em diferentes municípios.

A meliponicultura só foi regulamentada no RS, pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, em dezembro de 2023. Segundo diagnóstico feito pelo Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, em parceria com a Emater/RS-Ascar, 61% dos produtores de mel a partir de abelhas sem ferrão são pequenos agricultores. A maior concentração se dá na mesorregião Noroeste, com mais de 68% da produção.

O servidor público Flavio Farias Trentin Maciel, de 52 anos, foi um dos produtores que participaram da palestra em Nova Palma. Ele tem um meliponário desde 2017, e conta que o retorno positivo foi unânime. “O projeto foi muito especial, pois participaram pessoas que nunca haviam tido contato com abelhas sem ferrão. Foi explicado sobre as espécies mais conhecidas na região, seus ninhos, inimigos naturais, bem como a prática de confecção de iscas ou ninhos provisórios, o que é muito importante para reconhecermos os valores delas e o que elas representam”, explica.

 

Projeto contribui para a conscientização ambiental

A professora Mari comenta a importância cultural dos meliponíneos. Nativas brasileiras, as abelhas sem ferrão eram criadas por povos indígenas antes da chegada dos portugueses, e seu mel era utilizado como alimento e medicação. Por isso, promover a visibilidade da meliponicultura em escolas é um resgate histórico, como explica a professora ao relatar as atividades promovidas com turmas até a 5ª série em instituições da região: “Eles chegam em casa deslumbrados com aquilo, contam para o pai,  para o tio, para o avô. Precisamos conscientizar sobre usar menos os agrotóxicos, manter esses insetos vivos, e criar essa consciência ambiental”, conta a docente.



Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Arquivo pessoal de Mari Silvia Rodrigues de Oliveira

Edição: Maurício Dias

 

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A Comissão Organizadora do 1° Simpósio de Apicultura e Meliponicultura da Região Central do Rio Grande do Sul tem a honra de convidar estudantes, pesquisadores, apicultores, meliponicultores e entusiastas da área para participar deste evento especial que ocorrerá nos dias 10 e 11 de novembro, no Auditório Flavio Miguel Schneider.

O simpósio está sendo meticulosamente preparado pelo Lapimel da UFSM (Laboratório de Apicultura e Meliponicultura), Emater - RS, Apismar (Associação De Apicultores De Santa Maria), Departamento de Zootecnia da UFSM, Associação de Meliponicultores da Região Central Gaúcha e Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS. Promete ser uma experiência educacional e inspiradora para todos os participantes. Com uma série de palestras envolventes e oficinas práticas, o evento explorará temas cruciais na apicultura e meliponicultura, oferecendo conhecimentos atualizados e valiosos.

Programação:

10 de novembro – sexta-feira: manhã

  • 8:00 – 8:30: Credenciamento
  • 8:30 – 9:00: Mesa de Honra (CCR, DZ, LAPIMEL, AMEL – RCG, APISMAR e EMATER)
  • 9:00 – 10:00: Mercado do Mel - Palestrante: Sanderlei Pereira (Emater)
  • 10:00 – 10:30: Coffee Break
  • 10:30 – 11:30: Aspectos sanitários da comercialização dos produtos da apicultura e meliponicultura: Ações existentes e possibilidades - Palestrante: Fernanda Magalhães Satallivieri (UERGS)

10 de novembro – sexta-feira: tarde

  • 13:30 – 14:00: Associativismo Mundial e APISMAR - Palestrante: Silvio Lengler (APISMAR)
  • 14:00 – 14:30: AMel – RCG: O início de uma caminhada! - Palestrante: Oscar Pithan (AMEL – RCG)
  • 14:30 – 15:00: LAPIMEL – UFSM e suas ações extensionistas - Palestrante: Fernanda Breda Mello (UFSM)
  • 15:00 – 15:30: Coffee Break
  • 15:30 – 16:30: Associativismo - Palestrante: Eduardo Gelain (Emater)
  • 16:30 – 17:00: Educação ambiental através da meliponicultura - Palestrante: Patrick da Silva Rosa (Emater)

11 de novembro – sábado: manhã

  • 8:00 – 9:00: Meliponicultura como estratégia de agregação de renda e conservação da biodiversidade - Palestrante: Sidia Witter (DDPA – RS)
  • 9:00 – 10:00: Empreendedorismo em meliponicultura - Palestrante: Thiandra Sangaletti (Meliponário Rainha do Sul)
  • 10:00 – 10:30: Coffee Break
  • 10:30 – 11:30: Atualizações em apicultura para a saúde das abelhas - Palestrante: Aroni Sattler (UFRGS)

11 de novembro – sábado: tarde (Oficinas)

  • 13:40 – 14:20: Confecção de Ninhos provisórios e atrativos, Alimentação Artificial, Multiplicação de enxames, Transferência para caixas racionais
  • 14:30 – 14:40: Produção de pomada natural com própolis de jataí e cera mista
  • 14:50 – 15:30: Confecção de Ninhos provisórios e atrativos, Alimentação Artificial, Multiplicação de enxames, Transferência para caixas racionais

Para mais detalhes sobre os expositores confirmados e para realizar sua inscrição, visite o perfil do evento no Instagram. As inscrições estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Para informações adicionais, entre em contato com Andreia Squizani pelo telefone/WhatsApp 55 9 8444 8683 ou pelo e-mail simmel.rcrs@gmail.com.

Participe deste evento que será uma jornada de descoberta e aprendizado na fascinante área da apicultura e meliponicultura.

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O Laboratório de Apicultura e Meliponicultura (Lapimel - UFSM) realizou hoje mais um dia de vistoria e estudo das meliponas, abelhas nativas sem ferrão, em suas instalações.

As meliponas são espécies de abelhas nativas do Brasil conhecidas por sua importância na polinização de diversas plantas, além de produzirem um mel valorizado por suas propriedades medicinais. O Lapimel da UFSM dedica-se também ao estudo dessas abelhas e à preservação de suas colônias.

No dia de hoje, uma equipe realizou a vistoria nas colônias de meliponas mantidas no laboratório. O objetivo principal foi avaliar a saúde das abelhas, a produção de mel e o desenvolvimento das colônias. Ao realizar essas vistorias regulares, é possível identificar precocemente possíveis problemas de saúde nas colônias, como infestações de parasitas ou doenças, e tomar medidas preventivas.

Os resultados das pesquisas desenvolvidas no laboratório têm sido utilizados para orientar produtores e apicultores interessados no manejo das abelhas nativas sem ferrão. Com mais um dia de vistoria bem-sucedido, o Lapimel da UFSM reafirma seu compromisso em contribuir para a preservação das meliponas e para o avanço do conhecimento sobre essas abelhas que desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade e na produção sustentável de mel.

Fotos: divulgação Instagram.

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A meliponicultura é a criação racional de abelhas sem ferrão, sendo uma atividade que existe na América Latina desde antes da criação da Apis mellifera. Ao todo, existem mais de 300 espécies documentadas ao redor do mundo.

As meliponas, classificadas como dóceis, podem ser criadas tanto no campo quanto nas grandes cidades, contribuindo para a polinização e preservação do meio ambiente. Essas espécies podem ser criadas como hobby ou até mesmo com o propósito comercial.

Em relação à criação deste tipo de abelhas, o Diretório Acadêmico Octávio Domingues da Zootecnia, em parceria com o Laboratório de Apicultura e Meliponicultura - Lapimel - da UFSM promove o Minicurso Meliponicultura para Iniciantes.

O Minicurso vai acontecer no dias 27de janeiro (sexta-feira) às 18h, na Sala Cláudio Mussói, Prédio 42 e dia 28 de janeiro (sábado), às 8h na sala do Lapimel, localizada no Departamento de Zootecnia.

Será ministrado pela professora Fernanda Breda Mello e pelo professor Adriano Rudi Maixner.

Sem custo e com certificado ao final.
Inscrições no site do evento: 55bet-pro.com/eventos/meliponicultura.


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