UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 22 Apr 2026 21:38:18 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2025/07/03/egressa-do-ct-ufsm-desenvolve-pesquisa-sobre-micromobilidade-inclusiva-em-doutorado-na-universidade-de-melbourne Thu, 03 Jul 2025 12:20:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=6988

Ana Paula Soares Müller, graduada em Engenharia Civil e mestre pelo PPGAUP do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), acaba de ser selecionada para uma prestigiada bolsa de doutorado na Faculdade de Engenharia e Tecnologia da Informação da Universidade de Melbourne, na Austrália. O programa da universidade australiana, realizado em parceria com o Instituto de Equidade Social de Melbourne, apoia pesquisas que promovam equidade social através da tecnologia.

A pesquisa de Ana Paula, cujo título em inglês é "Defining accessibility metrics for equitable and inclusive micromobility: an approach based on needs and capabilities" visa desenvolver indicadores que incluam as necessidades de mobilidade de grupos marginalizados, como pessoas com deficiência, idosos e populações de baixa renda. A orientação será feita em colaboração internacional, entre a professora Patrícia Sauri Lavieri, do Departamento de Engenharia de Infraestrutura na Universidade de Melbourne, e o professor Alejandro Ruiz-Padillo, do Departamento de Transporte da UFSM.

Durante seu período na UFSM, Ana Paula atuou como colaboradora voluntária no Laboratório de Mobilidade e Logística (LAMOT), onde aprofundou estudos sobre acessibilidade pedestre – tema de seu mestrado – e publicou artigos relevantes na área. Mesmo no doutorado, Ana Paula mantém seu vínculo com o LAMOT; segundo o professor Alejandro, um dos coordenadores do LAMOT, trata-se de um passo importante na internacionalização das pesquisas, já Ana é a primeira doutoranda do grupo no exterior. Na graduação, a estudante realizou intercâmbio em Melbourne por meio do programa Ciência sem Fronteiras; naquela oportunidade, realizou estágio voluntário na empresa de engenharia Pitt&Sherry. Antes do doutorado, também lecionou no Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, consolidando sua trajetória acadêmica em instituições públicas brasileiras.

Ana Paula no campus da Universidade de Melbourne (acervo pessoal)

O site do Instituto de Equidade Social de Melbourne realizou uma entrevista com Ana Paula, traduzida e transcrita a seguir:

Entrevista com Ana Paula Soares Müller

Antes de iniciar seu doutorado, qual era sua trajetória?
Antes do PhD, trabalhei principalmente como colaboradora voluntária no Laboratório de Mobilidade e Logística (LAMOT) da Universidade Federal de Santa Maria, no Brasil. No LAMOT, pude desenvolver minha pesquisa de mestrado sobre acessibilidade para pedestres com diferentes deficiências e publicar artigos relevantes nessa área. Antes disso, atuei como professora substituta no Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, também no Brasil, onde tive a oportunidade de desenvolver habilidades importantes como docente e pesquisadora.

O que a motivou a escolher esse tema para o doutorado?
Compreender a importância da equidade e acessibilidade é algo que cresceu em mim desde cedo. Vivi em contextos de forte desigualdade social e vi as consequências da inacessibilidade ao longo da vida de pessoas. Minha trajetória acadêmica foi toda construída em escolas públicas, e minha melhor amiga de infância usa cadeira de rodas. Para mim, mobilidade acessível sempre foi sinônimo de qualidade de vida. À medida que amadureci e entendi meus privilégios em acessar lugares e oportunidades enquanto tantos ao meu redor não podiam, assumi como meta trabalhar por uma mobilidade mais equitativa, especialmente para os mais vulneráveis. Como pesquisadora, acredito que o doutorado é o próximo passo para alcançar esse objetivo.

Quais resultados você espera alcançar?
Realizar um doutorado em engenharia de transportes na Universidade de Melbourne é um sonho realizado. Acredito que isso me permitirá desenvolver habilidades para me tornar uma pesquisadora e profissional melhor. Espero que minha pesquisa contribua ativamente para uma micromobilidade mais justa, especialmente para quem mais precisa: pessoas com condições de mobilidade limitadas. Quero que meu trabalho ofereça aos gestores públicos e urbanistas insights valiosos para construir cidades mais acessíveis, atentas às percepções e capacidades individuais. Idealmente, pretendo contribuir para melhorias práticas nas condições de micromobilidade, tanto na Austrália quanto no Brasil. E certamente darei o meu melhor para chegar lá.


Com informações do Instituto de Equidade Social de Melbourne, do LAMOT e edição da Subdivisão de Comunicação do CT

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Sustentabilidade e retorno social estão entre os objetivos de uma iniciativa da UFSM, aprovada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que busca criar as primeiras estações de troca de baterias de motos e bicicletas elétricas. No edital de inovações disruptivas no setor elétrico, o projeto recebeu um valor acima de R$8 milhões, sendo R$2 milhões, aproximadamente, destinados ao desenvolvimento da iniciativa na Universidade. O restante do valor é para uso das empresas parceiras.

Intitulado: “Armazenamento virtual de energia para transações peer to peer baseada em rede de estações de recarga battery swap de micromobilidade”, o projeto é coordenado pela professora titular do Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência da UFSM, Luciane Silva Neves, em colaboração com a startup Energy2Go e Cibiogás.

O projeto busca desenvolver estações inteligentes que realizem o “swap” (troca) de baterias de veículos de micromobilidade (motos e bicicletas elétricas). Além disso, por meio de um sistema de transação (transferência) de energia e monitoramento, as estações irão direcionar a energia extra armazenada para a rede elétrica. “Existem momentos do dia em que as pessoas não utilizam as estações e assim elas terão energia extra”, comenta a coordenadora.

Cada instituição envolvida desenvolve uma parte do projeto. A UFSM irá elaborar os algoritmos gestores da energia, e o sistema operacional (softwares) de transação de energia entre as estações e a rede elétrica. Já a Cibiogás ficará responsável pela análise regulatória da energia armazenada e a Energy2Go, por fim, desenvolverá as estações.

Do projeto à prática

Dentre alguns objetivos específicos, a iniciativa prevê a criação de um aplicativo conectado com o sistema das estações para que as pessoas possam agendar a troca das baterias e verificar os locais onde o procedimento pode ser feito. Luciane conta que as estações “podem ser instaladas em locais de grande circulação, como universidades, praças e até mesmo em serviços que utilizam dos veículos de micromobilidade, como deliveries”.

Espera-se que entre 12 e 14 estações testes sejam instaladas no Rio de Janeiro, e uma no campus sede da UFSM até 2025. Além disso, a Universidade irá receber duas motos e duas bicicletas, ambas elétricas, para demonstração do funcionamento da iniciativa. “No momento, estamos buscando parceiros que já produzem motos elétricas para integrar e colaborar no desenvolvimento técnico do projeto”, acrescenta Luciane.

A coordenadora ainda destacou outros benefícios sócio-ambientais da proposta: “Facilita o deslocamento, incentiva a descarbonização nos setores de delivery, e gera mais oportunidades de emprego nesses serviços, além de ampliar a vida útil das baterias utilizadas em veículos de micromobilidade”, afirma.

Da inspiração à criação

Luciane conta que a iniciativa buscou inspirações fora do Brasil: “Existem modelos de estações desenvolvidas, como as da Gogogo Network, em Taiwan na China. Pretendemos criar uma estrutura semelhante à deles em nosso projeto”.

Sobre a Finep 

Fundada em 1967, a Finep é uma empresa pública brasileira que estimula a ciência, tecnologia e inovação em diversas instituições, incluindo universidades. A empresa é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de ter sede no Rio de Janeiro. O edital que contemplou o projeto de micromobilidade foi lançado em agosto de 2023 e visava iniciativas que atendiam as finalidades dentro das  seguintes linhas temáticas:

  • Energia Eólica Offshore;
  • Energia solar;
  • Tecnologias para geração a partir de demais fontes limpas;
  • Armazenamento de energia;
  • Transmissão em ultra alta tensão;
  • Hidrogênio de fontes renováveis.

Texto: Pedro Moro, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias}
Fotos: arquivo pessoal de Luciane
Edição: Mariana Henriques, Jornalista

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