UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 02 Jun 2026 13:10:45 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/06/01/brechos-da-ufsm-unem-moda-circular-sustentabilidade-e-impacto-social Mon, 01 Jun 2026 12:22:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=73076 [caption id="attachment_73078" align="alignright" width="619"] Brechó e Grife Zelo fica na sala C9 no Colégio Politécnico (Foto: Mathias Ilnicki)[/caption]

Você sabe quantos litros de água são gastos para fabricar apenas uma peça de roupa? Segundo o Fashion Revolution, uma calça jeans utiliza cerca de 11 mil litros de água durante sua produção. São inúmeros processos que dependem do uso de água até que aquela peça esteja pronta para ser vendida em uma loja de departamento, ao lado de milhares de outras que também consumiram milhares de litros de água potável. Depois de todo esse processo, compramos aquela roupa e, muitas vezes, usamos apenas algumas vezes. Até que ela saia de moda, fique esquecida no guarda-roupa ou, pior, seja descartada no lixo.

Mas talvez esse não seja o seu caso. Talvez você já faça parte, mesmo sem saber, da moda circular. Um modelo de consumo mais sustentável que vem crescendo no país e que vai além de comprar roupas de segunda mão. A proposta envolve dar novos significados às peças por meio da revenda, troca, consertos, customização e upcycling (reaproveitamento criativo). Essa prática permite que roupas que talvez fossem usadas por apenas dois anos e depois descartadas continuem circulando por muito mais tempo, prolongando seu ciclo de vida e reduzindo impactos ambientais.

Toda essa ideia caminha lado a lado com os brechós, esses espaços que existem há anos, mas que por muito tempo carregaram o preconceito de vender apenas roupas “velhas” ou “usadas”. Hoje, essa percepção vem mudando. Segundo o Sebrae, o mercado de brechós cresceu 48% entre 2020 e 2021, acompanhado também pelo aumento da procura por peças de segunda mão.

Fabiana Stecca, coordenadora do Zelo, projeto de proteção animal que também conta com um brechó próprio, relata que a busca por roupas de segunda mão entre estudantes da UFSM tem aumentado cada vez mais.

Esse interesse pelos brechós pode ser visto como uma forma de os jovens se posicionarem contra o consumo excessivo, além de representar uma alternativa mais acessível economicamente. Conheça um pouco mais sobre os brechós que existem dentro da nossa universidade e que, além de fortalecerem a moda circular, também revertem sua renda para diferentes causas.

[caption id="attachment_73079" align="alignleft" width="617"] Um dos pets cuidados pelo Projeto Zelo (Foto: Mathias Ilnicki)[/caption]

Brechó e Grife Zelo

O brechó nasceu em 2018, a partir da iniciativa de uma das participantes do projeto, que tinha muitas roupas guardadas para doação. A ideia inicial era montar um varal solidário. Mas, além das peças de roupa, algumas artesãs que participavam do projeto também levaram seus produtos, e com a grande procura o dia de vendas acabou se estendendo.

Então teve a exposição das roupas, acessórios, tinha bolsas, eram produtos para reuso e coisas novas. Deu tão certo que no horário que a gente ia fechar, a gente não pôde fechar, porque todo mundo queria ver. E daí nós ficamos, mais uns dias atendendo. Mais pessoas trouxeram peças”, conta Fabiana.

Hoje, o brechó recebe doações de roupas, calçados e acessórios da comunidade, principalmente de pessoas ligadas à universidade e apoiadores do projeto. As peças arrecadadas passam por seleção, limpeza e manutenção antes de serem colocadas à venda.

Atualmente, o Brechó e Grife Zelo fica na sala C9 no Colégio Politécnico, além de participar de outros eventos realizados dentro e fora da universidade. Segundo Fabiana, a procura costuma aumentar principalmente no início das estações, quando muitas pessoas buscam renovar o guarda-roupa e encontram no brechó uma alternativa mais acessível e sustentável.

O trabalho do brechó se estende além do apoio à moda circular, já que desempenha um papel importante para manter o projeto vivo. Todo o valor arrecadado com a venda das peças é revertido em alimentação, medicação, castrações e outras necessidades dos animais atendidos pelo Zelo.

Já teve um dia de venda, por exemplo, de Brechó ali na Polifeira que vendeu R$ 300,00. Para nós é ótimo, porque dá para castrar um um bichinho". O brechó funciona basicamente todos os dias da semana dependendo da disponibilidade das funcionárias.

Para mais informações, siga @grifedozelo no Instagram.

[caption id="attachment_73080" align="alignright" width="618"] O brechó dos Amigos do HUSM está situado no Centro Comercial da UFSM (Foto: Gabriele Mendes) [/caption]

Amigos do HUSM

Com quase 22 anos de funcionamento, a Associação Amigos do HUSM trabalha para ajudar pacientes internados no Hospital Universitário de Santa Maria. A arrecadação acontece de diferentes formas, como doações, Nota Fiscal Gaúcha, reciclagem de tampinhas e lacres, mas principalmente por meio do brechó.

O projeto começou com uma iniciativa nas garagens das voluntárias da associação e, hoje, conta com uma sala no Centro Comercial da UFSM, próxima à entrada da Cidade Universitária. O brechó funciona nas tardes de terça-feira, das 13h30 às 16h30. Mesmo com horário reduzido, a procura segue constante entre estudantes e também entre a comunidade de Santa Maria.

Além do público que busca peças para uso pessoal, o espaço também recebe a visita de proprietários de outros brechós da cidade, que compram roupas no local. As peças chegam por meio de doações ao hospital e passam por uma separação antes de serem colocadas à venda. Quando não são vendidas, muitas delas ainda são destinadas a outras doações.

Parte dessas roupas também atende diretamente pacientes e familiares do hospital. “A gente também separa muita roupa para fornecer para os pacientes e familiares. Quando eles vêm desprevenidos e precisam, né? Ou permanecem mais tempo no hospital, precisam repor a roupa e às vezes moram longe”, conta Maria Teresinha Dotto, diretora-presidente da associação.

Além do brechó, os Amigos do HUSM mantêm a campanha Bebê Quentinho, que produz enxovais para recém-nascidos atendidos pelo hospital. A iniciativa recebe doações de linhas, enquanto voluntárias confeccionam em crochê e tricô peças como roupinhas e cobertinhas, destinadas aos bebês que estão no hospital.

Todo o valor arrecadado no brechó se transforma em ajuda aos pacientes atendidos pelo hospital. Os recursos ajudam na compra de medicamentos, leite, fraldas, absorventes e também na manutenção de itens como cadeiras de rodas e muletas, que são emprestadas pela associação para pacientes quando necessário.

Para saber mais sobre o brechó e seu trabalho, siga o Instagram @aahusm.

[caption id="attachment_73081" align="alignleft" width="620"] Peças à venda no brechó Vitrine Sustentável, que fica na antiga Reitoria (Foto: Gabriele Mendes)[/caption]

Vitrine Sustentável

O Vitrine Sustentável surgiu da necessidade do Instituto Somando Forças (ASSFOR) de criar uma fonte de renda para ajudar a manter as atividades da associação. A proposta nasceu como um negócio social ligado à moda circular, unindo sustentabilidade, geração de renda e impacto social.

A união com a UFSM aconteceu por meio de um edital da Incubadora Social, do qual o projeto foi selecionado. A partir disso, o Vitrine Sustentável passou a contar com uma sala cedida pela universidade, onde mantém parte de suas atividades e atendimento ao público.

As peças vendidas no espaço chegam por meio de doações de empresas e lojistas. Muitas delas passam por um processo antes de serem colocadas à venda: são lavadas, costuradas e organizadas pela equipe do projeto.

Essas roupas poderiam estar jogadas no meio ambiente, né? Mas hoje elas ganham, como eu gosto de falar, uma segunda chance de vida assim”, ressalta Leandro Marcus Flores, coordenador do projeto.

O Vitrine funciona no terceiro andar da antiga Reitoria às terças de manhã e quintas-feiras à tarde, além de participar de feiras e eventos dentro e fora da universidade. Segundo a equipe, a procura costuma aumentar nos períodos de frio e meia-estação, enquanto a necessidade por doações, principalmente de roupas de inverno, continua constante.

Todo o valor arrecadado com as vendas é revertido para o Instituto Somando Forças e ajuda a manter as ações desenvolvidas com crianças, adolescentes e famílias atendidas pela associação. Parte desse recurso também contribui para gerar renda para mulheres envolvidas no projeto.

Acompanhe o Instagram @vitrinesustentavel para mais informações.

Texto: Nadine Guarize, estudante de Jornalismo e estagiária na Agência de Notícias
Fotos: Gabriele Mendes, estudante de Jornalismo e estagiária na Agência de Notícias, e Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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