UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 21 Mar 2026 02:24:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/2025/12/19/totens-interativos-e-exposicao-fotografica-sao-estrategias-para-a-conscientizacao-sobre-a-crise-climatica Fri, 19 Dec 2025 17:26:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/?p=402

No início de novembro, a Jornada Acadêmica Integrada Mirim (JAI Mirim) recebeu pequenos cientistas do ensino infantil e fundamental no Museu do Conhecimento da UFSM. Dentre os projetos presentes no evento, um dos destaques foi o Memorar - Memorial das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia. Foi a estreia de totens digitais interativos, adquiridos com recursos do Pró-Equipamentos, projeto parceiro financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Por meio dos totens, as crianças puderam visualizar e interagir com histórias em quadrinhos, quizzes, imagens das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e mapas que mostram o movimento das águas no estado.

Criança interage com totem durante JAI Mirim, na UFSM.

O professor Adriano Figueiró é do Departamento de Geografia da UFSM e coordena o projeto Memorar. Segundo ele, mais de 300 pessoas, entre crianças e professores, passaram e interagiram com os totens. “Todo mundo ficou bastante impactado e surpreso com o conteúdo que observaram. Eu acho que isso cumpriu um primeiro objetivo [do projeto], que é justamente a sensibilização”, afirma Adriano.

 

Os totens funcionam como ferramentas de divulgação científica e difusão do conhecimento sobre mudanças e resiliência climática, pois permitem compreender, visualizar e interagir com explicações sobre causas e efeitos dos eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. “A partir da mudança climática, nós transformamos o extraordinário em ordinário”, declara Adriano. Para o professor, esse entendimento é importante para sensibilizar e conscientizar diferentes gerações. Crianças, adolescentes e jovens, que no momento são os públicos-alvo do projeto, têm mais facilidade de compreender a seriedade do fenômeno por terem nascido imersos nesta complexidade. Consequentemente, tem mais possibilidade de incorporar práticas sustentáveis no seu dia a dia.

 

Por outro lado, por não ter presente a vivência da memória de eventos climáticos extremos que já aconteciam no século passado, a noção de urgência e de planejamento de ações a longo prazo encontra mais dificuldades. Já para os adultos, essa mesma característica dificulta a compreensão da mudança climática, uma vez que enchentes, estiagens, chuvas de granizo e vendavais já causavam destruição em décadas passadas. “Mas a partir do momento em que eles começam a compreender que a mudança climática é, na verdade, a intensificação dos fenômenos extraordinários que sempre aconteceram, eu diria que eles são parceiros mais fáceis de serem incorporados, porque têm uma noção  de mundo que os jovens não têm”, explica Adriano.

 

Foram adquiridos dez totens que atualmente estão no Museu do Conhecimento da UFSM. No entanto, de acordo com Adriano, futuramente alguns deles podem ser instalados no Memorial da Resiliência Climática, objetivo principal do projeto e que está em fase de planejamento.

Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho

A fim de ampliar a visibilidade do projeto, o Memorar QC inaugurou na semana passada a mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’ no hall do Centro de Ciências Naturais e Exatas. “O nosso objetivo é tentar partir de diferentes instrumentos para sensibilizar diferentes grupos da comunidade”, diz Adriano. São 20 fotos das enchentes de 2024 selecionadas a partir de materiais midiáticos, que também são dados coletados pelo projeto. Estas fotografias representam a tragédia. Por outro lado, Adriano afirma que a ideia da mostra surgiu para fazer uma espécie de contrapeso, já que a atuação no projeto exige reviver a catástrofe e rememorar a tragédia. Por isso, criaram um concurso fotográfico para selecionar fotos de paisagens da Quarta Colônia, que significam o Sonho. “[Serve] para que as pessoas possam perceber o potencial dessas paisagens para construir a vida”, declara.

“A paisagem da Quarta Colônia é excepcionalmente linda. Mas quando você confronta essas duas realidades, ou seja, uma paisagem linda e uma paisagem submetida a uma catástrofe, nós percebemos que a passagem de uma paisagem linda para uma de perigo, morte e destruição, é uma passagem muito rápida, que pode se dar num tempo muito curto. Por isso temos que criar estratégias para tentar evitar que o impacto seja tão grande como foi em 2024”. - Adriano Figueiró, coordenador do projeto.

Para Adriano, este comparativo demonstra que, para além da tragédia, aquela paisagem tem capacidade de resiliência e recuperação. A mostra fotográfica é itinerante e será levada para diferentes espaços da UFSM, de escolas e da Quarta Colônia em 2026.

Mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).
Mostra fotográfica reúne imagens das paisagens da Quarta Colônia antes e depois das enchentes de 2024.

Memória como ferramenta para o futuro

O nome do projeto já informa um de seus objetivos: transformar a enchente em memória. Adriano explica que, apesar de ser um processo doloroso, rememorar as paisagens e consequências das enchentes de 2024 é necessário. “Costumamos dizer que a memória é a única coisa que efetivamente consegue ligar o passado ao presente, para construir o futuro”, declara. Por isso ela se torna ferramenta de conscientização: permite compreender a noção da passagem do tempo. “[Ela] nos permite ter a noção de onde as coisas vieram, de como chegaram até aqui, do que aconteceu lá atrás, porque esse processo se repete no tempo. E se não temos a memória, não temos a compreensão de repetição”, conta Adriano. Isso é importante para compreender, inclusive, a intensificação de fenômenos climáticos extremos. 

“Esse é o princípio para nós. Vivemos um momento, na sociedade planetária, submetido a um modo de produção capitalista, em que a memória tende a ser sistematicamente apagada porque quando temos um indivíduo sem memória, ele é mais vulnerável para o processo do consumo, da construção de imaginários que não são reais”, finaliza Adriano.

Um dos instrumentos para a preservação da memória das enchentes será o Memorial da Resiliência Climática, cuja previsão de instalação é para o próximo ano.

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Fotografias: Memorar Quarta Colônia

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O Grupo de Pesquisa Comunicação Institucional e Organizacional do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participará de forma remota do "IV Encuentro Comunicación, Cambio Climático Y Agenda 2030: escuchar a la naturaleza, conversar sobre sostenibilidad". O evento será promovido pela Rede Latino-americana de Pesquisa em Comunicação Organizacional nesta quarta (9) e nesta quinta (10). 

O trabalho selecionado é "Comunicação Organizacional, Comunitária e Desenvolvimento Sustentável: desafios e iniciativas após as enchentes no Rio Grande do Sul, Brasil". Elaborado pela professora Maria Ivete Trevisan Fossá, vice-líder do grupo de pesquisa, e Fabio Frá Fernandes, membro do grupo e relações-públicas da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), o estudo também conta com a colaboração de Ademir Tomás Velasco Cargnelutti, da Escola Estadual Padre Pedro Marcelino Copetti. A pesquisa trata da experiência de um dos nove municípios da Quarta Colônia, no interior do Rio Grande do Sul, impactado pela enchente deste ano. 

Durante a apresentação, os autores discutirão a urgência de integrar práticas de comunicação organizacional inclusiva e eficaz, especialmente em contextos de calamidade climática. O estudo examina como a mobilização social, representada pelo projeto "Caminhos de Ivorá", tem contribuído para a construção de soluções sustentáveis e para o desenvolvimento econômico, social e cultural das comunidades locais. Além disso, a pesquisa ressalta a importância de uma governança transparente e colaborativa na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

A professora Maria Ivete e o relações-públicas Fabio Frá enfatizam a relevância deste trabalho para o fortalecimento da resiliência das comunidades locais diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. O encontro compartilhar conhecimentos e experiências sobre iniciativas de comunicação voltadas para a sustentabilidade na América Latina.

Mais informações sobre o evento podem ser conferidas no portal: http://www.redlaco.org/

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A Rede Latino-Americana de Comunicação Organizacional - RedLAco promoverá o seu IV Encontro nos dias 9 e 10 de  outubro de 2024, de forma remota, sob a organização da UFSM e da Universidade Católica do Uruguai. Destinado a pesquisadores e profissionais latino-americanos de comunicação organizacional e relações públicas, o tema desta edição é: Comunicação, Mudança Climática e Agenda 2030: escutar a natureza, conversar sobre sustentabilidade.

O IV Encontro da RedLAco tem como propósito fomentar o diálogo, construir conhecimento coletivo e estabelecer relações colaborativas entre pesquisadores, professores, profissionais e estudantes de pós-graduação na América Latina. O evento concentra-se em temas cruciais relacionados à comunicação organizacional, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mudanças climáticas e territorialidade.

O Encontro abrange três eixos temáticos diferentes, com diversas subcategorias dentro  de cada um deles e cujo detalhamento encontra-se disponível aqui. Os três eixos são:

  • “Responsabilidade da comunicação organizacional com os ODS.”
  • “Comunicar as mudanças climáticas.”
  • “Sustentabilidade, populações e territorialidades.”

Interessados em apresentar suas contribuições e reflexões sobre o tema do Encontro devem submeter apenas um resumo (500 a 1.000 palavras)  por meio do formulário (disponível aqui),  com uma foto e breve apresentação (máximo de 100 palavras) de cada autor antes de 14 de julho de 2024. Serão aceitas propostas em espanhol e português. Propostas fora dos eixos temáticos, mas dentro das perspectivas pesquisadas na Rede também serão aceitas, sendo relacionadas à:  

  • Projetos de Pesquisa Implantados
  • Pesquisas em Andamento
  • Transferência de Experiência
  • Inovação Educacional.

Para outras informações e inscrições, acesse o convite oficial do evento. (disponível aqui)

As  dúvidas ou mais informações podem ser encaminhadas para: encuentro@redlaco.org

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