UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 31 Mar 2026 11:16:38 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/eventos/mulheres-que-impactam-trajetorias-femininas-inspiradoras Fri, 12 Sep 2025 17:52:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?post_type=eventos&p=7287

As histórias delas são únicas e transformadoras, e este é o momento de escutá-las!

O Mulheres que ImpaCTam é um evento criado para valorizar e prestigiar a trajetória e a atuação das mulheres que tornam a história do nosso Centro ainda mais grandiosa.

No dia 30/09, você é nosso convidado para um momento de inspiração, impacto e desenvolvimento, conduzido por grandes figuras que atuam diariamente com tecnologia e inovação.

Anote na agenda e venha fazer parte desse marco para o CT!

SERVIÇO
30/09/2025
14h
Auditório Pércio Reis (prédio 07)
Participantes:

Professora Andrea Charão, graduada em Informática pela UFSM, mestre pela UFRGS e doutora em Informática pelo Institut National Polytechnique de Grenoble (INPG). Professora titular da UFSM, atua com sistemas de computação, processamento de alto desempenho, programação paralela, aplicações distribuídas e ensino de Computação, além de integrar ensino, pesquisa, extensão e gestão na área.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Morgana Pizzolato é Professora Associada da UFSM desde 2009. Engenheira Mecânica e Matemática de formação, possui Mestrado e Doutorado em Engenharia de Produção pela UFRGS. Com ampla experiência no setor metal mecânico e na área da Qualidade, atua como Gerente da Qualidade do SGLab CT e Gerente Técnica do LADIPP, além de desenvolver pesquisas em gestão e melhoria de processos, confiabilidade e acreditação de laboratórios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rutinéia Tassi é Engenheira Civil formada pela UFRGS, com Mestrado e Doutorado em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela mesma instituição. Professora da UFSM desde 2009, atua em temas fundamentais como hidrologia, drenagem urbana, gestão de recursos hídricos, ecohidrologia e infraestrutura verde, contribuindo diretamente para soluções sustentáveis no campo da engenharia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Julia Gracioli Firmiano, Técnica em Eletrotécnica pelo CTISM, graduanda de Engenharia Elétrica e Tecnólogo em Segurança do Trabalho, com experiência em projetos elétricos e no setor fotovoltaico, atuando em dimensionamento, acompanhamento de instalações e consultoria técnica. Integra o Instituto de Energia e Mobilidade na área de segurança e já participou do @petengenhariaeletrica, desenvolvendo o trabalho em equipe.

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As histórias delas são únicas e transformadoras, e este é o momento de escutá-las!

O Mulheres que ImpaCTam é um evento criado para valorizar e prestigiar a trajetória e a atuação das mulheres que tornam a história do nosso Centro ainda mais grandiosa.

No dia 30/09, você é nosso convidado para um momento de inspiração, impacto e desenvolvimento, conduzido por grandes figuras que atuam diariamente com tecnologia e inovação.

Anote na agenda e venha fazer parte desse marco para o CT!

SERVIÇO
30/09/2025
14h
Auditório Pércio Reis (prédio 07)
Participantes:

Professora Andrea Charão, graduada em Informática pela UFSM, mestre pela UFRGS e doutora em Informática pelo Institut National Polytechnique de Grenoble (INPG). Professora titular da UFSM, atua com sistemas de computação, processamento de alto desempenho, programação paralela, aplicações distribuídas e ensino de Computação, além de integrar ensino, pesquisa, extensão e gestão na área.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Morgana Pizzolato é Professora Associada da UFSM desde 2009. Engenheira Mecânica e Matemática de formação, possui Mestrado e Doutorado em Engenharia de Produção pela UFRGS. Com ampla experiência no setor metal mecânico e na área da Qualidade, atua como Gerente da Qualidade do SGLab CT e Gerente Técnica do LADIPP, além de desenvolver pesquisas em gestão e melhoria de processos, confiabilidade e acreditação de laboratórios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rutinéia Tassi é Engenheira Civil formada pela UFRGS, com Mestrado e Doutorado em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela mesma instituição. Professora da UFSM desde 2009, atua em temas fundamentais como hidrologia, drenagem urbana, gestão de recursos hídricos, ecohidrologia e infraestrutura verde, contribuindo diretamente para soluções sustentáveis no campo da engenharia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Julia Gracioli Firmiano, Técnica em Eletrotécnica pelo CTISM, graduanda de Engenharia Elétrica e Tecnólogo em Segurança do Trabalho, com experiência em projetos elétricos e no setor fotovoltaico, atuando em dimensionamento, acompanhamento de instalações e consultoria técnica. Integra o Instituto de Energia e Mobilidade na área de segurança e já participou do @petengenhariaeletrica, desenvolvendo o trabalho em equipe.

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A Coordenadoria de Ações Educacionais da UFSM (CAEd), ligada à Pró-reitoria de Graduação (Prograd), divulga uma série de oficinas e grupos terapêuticos voltados a estudantes de graduação e de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Maria.

Às segundas-feiras, às 15 horas, via Google Meet, é ofertado o Grupo Terapêutico on-line "Lesbianidades e produção de saúde". A proposta é oferecer um espaço coletivo de compartilhamento, escuta e acolhimento das diversas experiências relacionadas à sexualidade, as quais perpassam a vida das mulheres lésbicas, com o intuito de, entre pares, serem produzidas ferramentas para fortalecimento individual e coletivo.

As inscrições seguem abertas, por meio do formulário disponível AQUI. A coordenação é da psicóloga Jaqueline Severo da Cas.  

 

 

 

Às terças-feiras, a CAEd oferece a Oficina de Escrita e Saúde Mental "Um Corpo de Letras". A iniciativa busca construir um espaço terapêutico de acolhimento, de escuta, de trocas, de reflexões e de produções singulares de escrita para todos os gêneros. A partir de temas disparadores que produzam reflexões acerca da saúde mental, pretende-se abordar a relação do sofrimento psíquico com a dimensão do corpo.

Os encontros são presenciais, às 9 horas, na sala 1207 do Prédio 67, onde se encontra a CAEd (próximo à FATEC e aos prédios básicos). A coordenação é da psicóloga Aline Bedin Jordão. As inscrições estão abertas e podem ser feitas através deste FORMULÁRIO.  

 

 

Já nas quintas-feiras, das 10h às 11h30 na CAEd (Prédio 67), a Oficina de "Escrevivências" busca congregar mulheres estudantes de graduação e/ou pós-graduação da UFSM para um diálogo a respeito de suas vivências e relações nos ambientes educacionais, em um momento de acolhimento e escuta.

Esta oficina oferta apenas 12 vagas, através DESTE LINK. Os encontros terão início em 04 de setembro e término em 23 de outubro. A coordenação é do psicólogo Emanuel Chiamenti.

Outras informações podem ser solicitadas ao email caed@55bet-pro.com. Acompanhe outras iniciativas da Coordenadoria de Ações Educacionais por meio do Instagram e pelo site 55bet-pro.com/caed.  

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/2025/05/30/isolamento-machismo-velado-e-diminuicao-de-mulheres-nas-areas-stem-por-que-o-debate-de-genero-emerge-como-necessidade Fri, 30 May 2025 23:18:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/?p=210 Em uma sala de aula da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), há um quadro com números que ensinam questões estatísticas e, nas cadeiras dispostas pela sala, duas mulheres entre vários homens. Uma delas é Yasmin Pires, estudante do 7º semestre de Estatística. Essa imagem representa o isolamento de meninas e mulheres na chamada área STEM: Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (em inglês, Science, Technology, Engineering and Maths). A graduação é motivo de orgulho para ela. “Estar adentrando uma área em que não há uma presença feminina significativa me parece muito disruptivo, então o fato de eu estar aqui é muito satisfatório pra mim. Mas é um pouco solitário também”, comenta. Yasmin conta que, quando ingressou na UFSM, em 2022, em sua turma havia apenas mais uma mulher. Tem contato com alunas de outras turmas, mas as disciplinas que cursa geralmente não recebem mais do que duas ou três mulheres.

A sensação de isolamento em cursos como o da Estatística não é exceção. Invisibilidade no local de trabalho, preconceito de gênero, maior dificuldade para chegar em posições de prestígio e atribuição de papeis de cuidado são relatos comuns de profissionais de áreas como as Engenharias, a Computação e as Ciências Exatas. No ambiente acadêmico, que é de formação, o debate sobre gênero também é escasso. Yasmin relata que, em uma disciplina do primeiro semestre, foi apresentada a uma lista com mulheres relevantes para a estatística, mas considera o tema menos presente do que deveria. Quem insere estes questionamentos são as professoras do curso, que são três, e que Yasmin considera inspiradoras.

Uma delas é Renata Rojas Guerra, que se mudou de Uruguaiana para Santa Maria para estudar Economia. Depois, fez mestrado em Engenharia de Produção na UFSM e Doutorado em Estatística na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Renata teve orientadores homens tanto no mestrado quanto no doutorado, e não raro ouvia elogios a eles por nunca terem assediado as alunas. Para ela, isso sempre provocou estranhamento e incômodo.

“Hoje eu ainda escuto e aí acho mais estranho ainda. Era uma coisa que todo mundo falava como um elogio. Aí a gente vê como tem um caminho a seguir. A pessoa faz a obrigação dela, que é não assediar seus estudantes, e está sendo aclamada por isso”, desabafa.

Diminuição de mulheres na área STEM

Em maio de 2023, foi lançado o relatório Sexo e Raça em Matemática, Matemática Aplicada e Estatística: perfil dos estudantes de graduação no Brasil, feito pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e Associação Brasileira de Estatística (ABE). Renata foi uma das pesquisadoras envolvidas na coleta, tratamento e análise dos dados. 

 

Uma das conclusões do relatório é a diminuição do ingresso e permanência de meninas e mulheres nos cursos analisados. Se em 2009 as mulheres eram 42% das ingressantes, em 2019 passaram a ser 39%. Quanto ao número de formadas, em 2009 elas eram 49%, enquanto em 2019, 47%. Ao olhar para a especificidade dos dados de cursos de bacharelado, a porcentagem de ingressantes é mais baixa: 39% em 2009 e 28% em 2019. Enquanto em 2009 se formavam 43%, em 2019 esse índice diminuiu para 37%.

 

Renata conta que os números, que sempre foram sua paixão, nesse momento trouxeram um ponto de alerta: diferente de Yasmin, suas turmas de graduação, mestrado e doutorado tinham várias mulheres. “É muito triste e preocupante, porque tinha muitas. Quando fomos olhar os dados do boletim, vimos que tá diminuindo a proporção de mulheres”, comenta. A percepção da docente é de que este número continua em decréscimo: na UFSM, em 2024, havia uma mulher em uma turma de 11 calouros. Neste ano, novamente, uma única mulher, desta vez em uma turma de 17 estudantes.

Uma das hipóteses da diminuição do ingresso feminino neste curso é porque a profissão começou a ser mais valorizada. Renata comenta que é um apontamento feito por uma colega, com o qual ela concorda: “A profissão começou a entrar no hall das melhores, das profissões mais bem pagas, né? O cientista de dados ganha mais que um médico no início da carreira, essas propagandas que fazem. E eu acho que isso realmente faz com que os homens comecem a se interessar mais por esses cursos e acabam tirando o espaço que antes era mais das mulheres”, explica.

‘Shhh!’: machismo velado

A desigualdade de gênero no ambiente universitário e de trabalho não se manifesta apenas por meio de situações criminosas de assédio. Muitas vezes, são práticas cotidianas de machismo velado, como delegar tarefas de gestão, burocráticas e de cuidado para as mulheres - mesmo que as mesmas sejam pesquisadoras e docentes de alto nível. Desde a ata até a preocupação com o coffe break de um evento, são designadas para elas. Por serem tão naturalizadas, podem passar despercebidas. A professora do Departamento de Engenharia Ambiental e Sanitária, Débora Missio Bayer, conta que não sentiu isolamento em sua formação como engenheira civil. Ela sente que tinha uma certa inocência com relação a não ser afetada pelos estereótipos e preconceitos de gênero. “Aí tu começa a trabalhar e parece que tudo leva um esforço maior: aí tu começa a perceber essas diferenças”, comenta.

 

O nascimento da filha, Julia, em janeiro de 2020, foi responsável por um chacoalhão. Com a pandemia e o retorno da licença em modelo remoto, Débora não conseguiu voltar a trabalhar na mesma intensidade que antes. Com a maternidade, o olhar se transformou. “Do grupo das minhas colegas de faculdade, poucas seguimos a carreira. [Quase] todas largaram a engenharia, umas por causa da maternidade, outras por outros motivos. Poxa, quantas? Porque os meninos todos estão trabalhando como engenheiros”, desabafa. A percepção da sobrecarga, tanto própria quanto das colegas de turma, inquietou Débora. Para ela, não é mais possível ignorar o debate de gênero no ambiente das áreas de Engenharias, Exatas e Computação.

 

“Quando tu vê uma situação de preconceito ou de assédio, tu vê a vida daquela pessoa ser alterada. Se já não alterou a vida emocionalmente, [também altera] na profissão, porque às vezes essas ocorrências são práticas: é um credenciamento no programa, uma chance que se dá pra um homem em vez da mulher. Tu começa a te afetar, né? A te sentir mal por isso”, relata Débora.

Apesar de não ter sofrido nenhuma situação de assédio sexual ou moral, Débora conta que, como coordenadora de curso, já auxiliou alunas que passaram por estas violências. Sobre estereótipos de gênero com mulheres da área, ela comenta: “Imagina tu ser uma engenheira de obras, de transportes, uma engenheira eletricista, sempre tem um peso. ‘Ah, foi uma mulher que fez o projeto dessa ponte. Será que é confiável?’ Ninguém questiona isso se é o projeto de um homem’. Para Renata, uma situação que a marcou negativamente foi quando recebeu uma avaliação discente anônima no final de um semestre: “Recebi um comentário dizendo que eu usava minissaia - e eu posso dizer que nunca usei, mas se usasse também não teria problema - e que eu derrubava o apagador de propósito para pegar ele no chão…”.

GuriasTec nasce para provocar incômodos

Débora e Renata são as coordenadoras do programa GuriasTec, que contempla cursos das áreas de Engenharias, Computação e Ciências Exatas. Um dos objetivos é o acolhimento às estudantes da UFSM, para diminuir a sensação de isolamento e aumentar a de pertencimento. O incômodo com a pouca presença de gurias e a ausência do debate de gênero foram motivadores para a criação da iniciativa. “Não vamos conseguir reinventar a roda, mudar o mundo, mas acho que vamos conseguir fazer um pouquinho de mudança”, reflete Débora. Para ela, são pequenas ‘perturbaçõezinhas’ que se deve causar na Universidade. “Criar um ambiente de acolhimento, onde as meninas se sintam acolhidas, com quem elas possam contar. Se elas precisarem, vai ter alguém para dar uma mão, para ajudar a se sentirem mais confortáveis dentro daquele lugar, que se sintam no lar delas”, projeta.

Por meio de vários projetos, o GuriasTec vai até quatro escolas de Santa Maria: EMEF Adelmo Simas Genro, EMEF Diácono João Luiz Pozzobon, EMEF Pão dos Pobres Santo Antônio e Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso. Cinco alunas de cada uma das escolas são bolsistas de iniciação científica júnior (ICJ) e vão participar de variadas atividades, tanto no ambiente escolar quanto no universitário. Para Renata, ir até as escolas é importante para tentar mudar a realidade de pouca inserção de mulheres nas áreas em que elas atuam:

“A gente não pode usar a régua de mulheres em posições de poder, que as pessoas veem como mérito. ‘Ah, ela é mulher e chegou lá, então outras mulheres também podem chegar’. A gente tem que usar a régua das meninas que estão nas escolas e tentar fazer com que elas tenham as oportunidades de chegar onde a gente chegou de maneira mais fácil. Se a gente não fizer isso, vai ter uma Renata e uma Débora nas posições que estamos hoje. Mas e todas as outras?”

O projeto, para Yasmin Pires, é uma forma de mostrar para as meninas as possibilidades que existem na universidade. “Eu sei como é ser uma adolescente que não sabe qual faculdade/carreira escolher, que não se acha pertencente a nada e não se acha capaz de nada. É muito assustador! E como uma mulher presente em uma área dominada por homens, acredito estar nesse projeto obrigatório, já que posso estar “recrutando” futuras estaticistas brilhantes”, declara. A falta de incentivo para meninas nestas áreas se perpetua na escola, mas começa quando as meninas são crianças e são incentivadas a brincadeiras relativas ao cuidado, como as bonecas, enquanto os meninos são presenteados com carrinhos, kits de cientistas e ferramentas de brinquedo. Yasmin lembra que brincava muito de boneca: “Minha vó era costureira, e ela me ensinava a costurar as roupinhas. Basicamente me incentivavam a brincar de “mãe”. Mas acho que os brinquedos que eu mais gostava eram aqueles de montar. Sabe aquelas mini casinhas de madeira que você montava uma cidadezinha? Adorava brincar com aquilo”.


As ações do programa GuriasTec já começaram, por meio das visitas do Conhecer + às escolas. As notícias podem ser acessadas aqui e aqui.

[Bastidores]

Enquanto escrevia esta reportagem, ao falar do acolhimento ‘às estudantes’, a própria ferramenta de texto do GoogleDocs me sugeriu uma correção: achou que eu deveria estar falando ‘dos estudantes’. Até aqui, o debate de gênero é necessário.

Expediente:

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista.

 

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O fortalecimento das comunidades por meio do empreendedorismo social e da inovação é o foco do Time Enactus, uma iniciativa que integra a rede Enactus e busca promover o espírito de liderança dos estudantes envolvidos e o desenvolvimento de ações sociais sustentáveis. Contemplado pelo Edital Proext-PG UFSM, o projeto de extensão tem como objetivo abordar questões regionais a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, a equipe trabalha em um projeto voltado a mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda, com foco em capacitações e desenvolvimento de competências, promovendo, assim, impacto social e autonomia econômica.

Nesta entrevista, conversamos com Debora Bobsin, professora do Departamento de Ciências Administrativas da UFSM  e coordenadora do projeto, que compartilhou suas reflexões sobre os impactos esperados e a relevância da extensão universitária na formação acadêmica. Confira a seguir:

1) Como o projeto visa impactar a sociedade?

O Time Enactus faz parte de uma rede que busca promover o espírito de liderança voltada para o desenvolvimento do empreendedorismo social, desenvolvendo os nossos estudantes. Trabalhamos por meio de ações que podem ser projetos ou iniciativas sociais na comunidade. Tínhamos uma ação chamada Florescer, que trabalhava com a educação ambiental junto às escolas. Estamos finalizando essa ação com a ideia de construir materiais didáticos para que os professores possam replicar essas atividades, sem necessitar da presença constante da equipe do projeto, ampliando assim o número de escolas impactadas.

Além disso, estamos iniciando um trabalho a partir de um olhar sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), identificando os potenciais e principais problemas da nossa região. Detectamos uma questão ligada à geração de renda e ao acesso ao mercado de trabalho por parte das mulheres. Assim, estamos começando a pensar em um projeto voltado a um grupo de mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda. A ideia é trabalhar com capacitações, desenvolvimento de competências e também abordar questões específicas do universo feminino.

2) Por que isso é importante?

O que temos observado em Santa Maria são números expressivos, como, por exemplo, gravidez na adolescência. Essas meninas, muitas vezes, não continuam os estudos. Também há um índice elevado de mulheres fora do mercado de trabalho e um número significativo de mães solo. O desafio é grande, tanto para a inserção das mulheres no mercado de trabalho quanto para abordar a realidade de muitas delas que acabam empreendendo por necessidade - e não por oportunidade, pois é o que acaba restando para elas em termos de possibilidade de geração de renda.

Nesse contexto, analisamos os dados e começamos a mapear onde estão essas mulheres em Santa Maria. Nossa ideia é acessá-las e, de alguma forma, auxiliá-las, seja no acesso ao mercado de trabalho ou no desenvolvimento dos seus negócios.

3) Como participar de projetos de extensão influenciou a sua carreira?

Não participei de muitos projetos de extensão durante a graduação, pois não era uma cultura tão presente quanto é hoje. Acabei me envolvendo com a extensão já na docência. Sempre gostei muito de atividades para além daquelas curriculares e isso influenciou a forma como vejo a extensão: como um espaço de aprendizado. Sempre tive um viés prático, e hoje a extensão alimenta minhas reflexões como pesquisadora e eu acho que esse acaba sendo um dos papéis da extensão. Ela alimenta a minha sala de aula e, a partir dela, acabei entrando em um novo campo de estudo e de olhar, que é o empreendedorismo social, com foco em inovação social e tecnologia social. Estou iniciando nesse campo, mas percebo como a extensão tem o poder de transformar o olhar sobre a pesquisa: algumas questões deixam de fazer sentido, enquanto outras passam a ter mais relevância.

4) Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação?

Primeiramente, é importante pensar que muitos alunos de pós-graduação serão docentes, na sua maioria, no curto ou médio prazo, e vão se deparar com a demanda de realizar extensão, porque hoje, com a curricularização da extensão, é muito difícil um professor não precisar se envolver com isso. Então, eu acho que o edital oportuniza que esses alunos vejam a extensão como um espaço de atuação na sua futura atividade docente.

Além disso, a extensão é uma mola propulsora para os nossos temas de pesquisa, ou uma forma de acessar novos problemas de pesquisa. Quando analisamos os impactos, vejo, institucionalmente, a importância de conectar nossos problemas de pesquisa com as demandas da sociedade. Esse é um aspecto de médio a longo prazo que, acredito, será cada vez mais evidente. Socialmente, acredito que se trata de oferecer ao aluno da pós-graduação uma formação mais contextualizada, que o permita enxergar o contexto ao seu redor. Assim, ele passa a observar a sociedade e a comunidade ao seu redor, questionando como suas atividades influenciam ou são influenciadas por esse entorno. Esse, acredito, é o verdadeiro papel da extensão.

5) Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão?

Acredito que a formação deve estar profundamente conectada à realidade local que vivenciamos, sem se isolar em si mesma, mas sendo contextualizada, questionada e reforçada. Isso acontece, em grande parte, por meio da extensão. Por isso, vejo a participação em projetos extensionistas como algo de grande influência tanto na formação acadêmica, do ponto de vista do ensino, quanto na pesquisa.

Do ponto de vista do ensino, temos visto uma maior integração entre extensão e sala de aula, a partir da curricularização da extensão, com atividades extensionistas vinculadas a disciplinas em muitos cursos. Assim, os alunos começam a perceber como os componentes curriculares estão diretamente conectados com problemas reais, sejam eles sociais ou ambientais. Já na pesquisa, como mencionei antes, acredito que ela deve se alimentar da extensão, pois muitos de nossos problemas de pesquisa podem surgir desse contexto. Dessa forma, criamos uma conexão importante e fechamos um ciclo valioso entre ensino, pesquisa e extensão.

6) Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais públicos-alvo do projeto?

Não é fácil prever um cenário, ainda mais quando trabalhamos com questões como mercado de trabalho, trabalho digno e geração de renda. Mas espero ver essas mulheres, que estamos começando a ter contato, fortalecidas, com suas atividades econômicas estruturadas e uma renda que proporcione melhor qualidade de vida para elas e suas famílias. Que seus filhos possam estar na escola, sem precisar ajudar nas atividades profissionais, para que eles possam também se desenvolver e ter acesso a uma educação de qualidade. Então é isso que eu imagino: uma mudança significativa na qualidade de vida dessas comunidades a partir da atividade produtiva dessas mulheres.

Texto: Luciane Treulieb, jornalista

Ilustração: Evandro Bertol, designer 

Aluata Comunicação e Ciência

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O fortalecimento das comunidades por meio do empreendedorismo social e da inovação é o foco do Time Enactus, uma iniciativa que integra a rede Enactus e busca promover o espírito de liderança dos estudantes envolvidos e o desenvolvimento de ações sociais sustentáveis. Contemplado pelo Edital Proext-PG UFSM, o projeto de extensão tem como objetivo abordar questões regionais a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, a equipe trabalha em um projeto voltado a mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda, com foco em capacitações e desenvolvimento de competências, promovendo, assim, impacto social e autonomia econômica.

Nesta entrevista, conversamos com Debora Bobsin, professora do Departamento de Ciências Administrativas da UFSM  e coordenadora do projeto, que compartilhou suas reflexões sobre os impactos esperados e a relevância da extensão universitária na formação acadêmica. Confira a seguir:

1) Como o projeto visa impactar a sociedade?

O Time Enactus faz parte de uma rede que busca promover o espírito de liderança voltada para o desenvolvimento do empreendedorismo social, desenvolvendo os nossos estudantes. Trabalhamos por meio de ações que podem ser projetos ou iniciativas sociais na comunidade. Tínhamos uma ação chamada Florescer, que trabalhava com a educação ambiental junto às escolas. Estamos finalizando essa ação com a ideia de construir materiais didáticos para que os professores possam replicar essas atividades, sem necessitar da presença constante da equipe do projeto, ampliando assim o número de escolas impactadas.

Além disso, estamos iniciando um trabalho a partir de um olhar sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), identificando os potenciais e principais problemas da nossa região. Detectamos uma questão ligada à geração de renda e ao acesso ao mercado de trabalho por parte das mulheres. Assim, estamos começando a pensar em um projeto voltado a um grupo de mulheres que enfrentam dificuldades no acesso à renda. A ideia é trabalhar com capacitações, desenvolvimento de competências e também abordar questões específicas do universo feminino.

2) Por que isso é importante?

O que temos observado em Santa Maria são números expressivos, como, por exemplo, gravidez na adolescência. Essas meninas, muitas vezes, não continuam os estudos. Também há um índice elevado de mulheres fora do mercado de trabalho e um número significativo de mães solo. O desafio é grande, tanto para a inserção das mulheres no mercado de trabalho quanto para abordar a realidade de muitas delas que acabam empreendendo por necessidade - e não por oportunidade, pois é o que acaba restando para elas em termos de possibilidade de geração de renda.

Nesse contexto, analisamos os dados e começamos a mapear onde estão essas mulheres em Santa Maria. Nossa ideia é acessá-las e, de alguma forma, auxiliá-las, seja no acesso ao mercado de trabalho ou no desenvolvimento dos seus negócios.

3) Como participar de projetos de extensão influenciou a sua carreira?

Não participei de muitos projetos de extensão durante a graduação, pois não era uma cultura tão presente quanto é hoje. Acabei me envolvendo com a extensão já na docência. Sempre gostei muito de atividades para além daquelas curriculares e isso influenciou a forma como vejo a extensão: como um espaço de aprendizado. Sempre tive um viés prático, e hoje a extensão alimenta minhas reflexões como pesquisadora e eu acho que esse acaba sendo um dos papéis da extensão. Ela alimenta a minha sala de aula e, a partir dela, acabei entrando em um novo campo de estudo e de olhar, que é o empreendedorismo social, com foco em inovação social e tecnologia social. Estou iniciando nesse campo, mas percebo como a extensão tem o poder de transformar o olhar sobre a pesquisa: algumas questões deixam de fazer sentido, enquanto outras passam a ter mais relevância.

4) Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação?

Primeiramente, é importante pensar que muitos alunos de pós-graduação serão docentes, na sua maioria, no curto ou médio prazo, e vão se deparar com a demanda de realizar extensão, porque hoje, com a curricularização da extensão, é muito difícil um professor não precisar se envolver com isso. Então, eu acho que o edital oportuniza que esses alunos vejam a extensão como um espaço de atuação na sua futura atividade docente.

Além disso, a extensão é uma mola propulsora para os nossos temas de pesquisa, ou uma forma de acessar novos problemas de pesquisa. Quando analisamos os impactos, vejo, institucionalmente, a importância de conectar nossos problemas de pesquisa com as demandas da sociedade. Esse é um aspecto de médio a longo prazo que, acredito, será cada vez mais evidente. Socialmente, acredito que se trata de oferecer ao aluno da pós-graduação uma formação mais contextualizada, que o permita enxergar o contexto ao seu redor. Assim, ele passa a observar a sociedade e a comunidade ao seu redor, questionando como suas atividades influenciam ou são influenciadas por esse entorno. Esse, acredito, é o verdadeiro papel da extensão.

5) Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão?

Acredito que a formação deve estar profundamente conectada à realidade local que vivenciamos, sem se isolar em si mesma, mas sendo contextualizada, questionada e reforçada. Isso acontece, em grande parte, por meio da extensão. Por isso, vejo a participação em projetos extensionistas como algo de grande influência tanto na formação acadêmica, do ponto de vista do ensino, quanto na pesquisa.

Do ponto de vista do ensino, temos visto uma maior integração entre extensão e sala de aula, a partir da curricularização da extensão, com atividades extensionistas vinculadas a disciplinas em muitos cursos. Assim, os alunos começam a perceber como os componentes curriculares estão diretamente conectados com problemas reais, sejam eles sociais ou ambientais. Já na pesquisa, como mencionei antes, acredito que ela deve se alimentar da extensão, pois muitos de nossos problemas de pesquisa podem surgir desse contexto. Dessa forma, criamos uma conexão importante e fechamos um ciclo valioso entre ensino, pesquisa e extensão.

6) Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais públicos-alvo do projeto?

Não é fácil prever um cenário, ainda mais quando trabalhamos com questões como mercado de trabalho, trabalho digno e geração de renda. Mas espero ver essas mulheres, que estamos começando a ter contato, fortalecidas, com suas atividades econômicas estruturadas e uma renda que proporcione melhor qualidade de vida para elas e suas famílias. Que seus filhos possam estar na escola, sem precisar ajudar nas atividades profissionais, para que eles possam também se desenvolver e ter acesso a uma educação de qualidade. Então é isso que eu imagino: uma mudança significativa na qualidade de vida dessas comunidades a partir da atividade produtiva dessas mulheres.

Texto: Luciane Treulieb, jornalista

Ilustração: Evandro Bertol, designer 

Aluata Comunicação e Ciência

 

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Apresentado pelas estudantes Maria Clara Junqueira Franco, do curso de Relações Internacionais, e Laura Vieira Moura, mestranda em Psicologia, o projeto “UNIDAS: Em defesa das mulheres na reconstrução do Rio Grande do Sul” foi um dos trabalhos avaliados este ano. A iniciativa surgiu durante a tragédia climática que atingiu o estado no mês de maio e buscou auxiliar meninas e mulheres afetadas pela catástrofe. Inicialmente, foram realizadas visitas a abrigos em Santa Maria e região e, após o período de calamidade, as visitações passaram a ocorrer diretamente nas comunidades onde essas meninas residiam.

As atividades realizadas consistem em rodas de conversa, distribuição de kits de higiene e conscientização sobre violências e abusos contra mulheres. “É muito significativo para nós apresentar esse trabalho, pois pretendemos promover essa articulação entre a comunidade acadêmica e a civil. Para isso, é necessário ultrapassar os muros da Universidade”.

Na JAI, foram apresentados dois banners sobre o projeto. O primeiro, intitulado “Considerações iniciais acerca do projeto Unidas: Em defesa das mulheres na reconstrução do Rio Grande do Sul”, explicou o início da ação. Já o segundo, denominado “Reflexões acerca das ações do projeto de extensão UNIDAS: Em defesa das mulheres na reconstrução do Rio Grande do Sul”, trouxe análises sobre as atividades realizadas.


Texto: Myreya Antunes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/ UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/2024/11/22/guriastec-ufsm-desenvolve-projeto-de-equidade-de-genero-na-area-de-tecnologia Fri, 22 Nov 2024 19:37:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ct/?p=5912 A partir de uma percepção de escassez nas representações femininas, em especial negras e indígenas, no ambiente universitário, especialmente nas áreas de tecnologia, surge um novo projeto da UFSM. Trata-se do projeto GuriasTec que, em parceria com a rede pública de educação básica, visa atenuar essa defasagem por meio da construção coletiva. O projeto envolve dois grandes centros de ensino da UFSM, o CT e o CCNE, e quatro escolas públicas, todas localizadas em regiões periféricas. Recentemente, o projeto foi aprovado na chamada pública "Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação" do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e terá financiamento do CNPq.

Com o objetivo de potencializar o protagonismo social de meninas e mulheres de escolas da periferia de Santa Maria, o projeto GuriasTec busca incentivar o interesse de alunas no ingresso, formação, permanência e ascensão em carreiras nas áreas de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. O público de interesse são estudantes de escolas públicas do Ensino Fundamental e Médio, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, com a finalidade de compartilhar experiências e aprendizados, difundindo o conhecimento das profissões científicas e tecnológicas em uma linguagem acessível.

Servidoras participantes do projeto GuriasTec: Evelyn Paniz Possebon, Marcia Pasin, Andrea Schwertner Charão, Jaqueline Quincozes da Silva Kegler, Eliane Cristina Amoretti e Lais Helen Loose.

Contexto de surgimento do projeto

Santa Maria é um polo de educação, com cerca de dez instituições de ensino superior. Dentre elas, a UFSM tem um lugar de destaque, por ser uma instituição pública, com infraestrutura, apoio socioeconômico e ensino de qualidade em diferentes áreas e níveis. Por isso, é dela que se espera o início de movimentos para transformação da realidade, com um olhar cuidadoso para as vulnerabilidades socioeconômicas e étnico-raciais. Dada a realidade de vulnerabilidade das regiões periféricas da cidade, é especialmente importante que, nessas regiões, as meninas sejam estimuladas a perceberem e a buscarem novas possibilidades; para que seja expandido o mundo em que elas se percebem fazendo parte e, por consequência, possibilitando a mudança de suas realidades educacionais e sociais.

Dentre os cursos da UFSM na área de Ciências Exatas (Matemática, Química, Física e Estatística), de Engenharias (Elétrica, Civil, Química, Mecânica, Ambiental e Sanitária, Produção, Controle e Automação, Acústica, Computação, Aeroespacial e Telecomunicações); de Computação (Ciência da Computação e Sistemas de Informação) e de Arquitetura e Urbanismo, apenas 29,85% dos ingressantes foram mulheres no período de 1970 até o momento.

Na análise curso a curso, é possível identificar que em alguns o percentual de mulheres ingressantes não chegou a 20% - o curso de Engenharia Mecânica tem o menor percentual (8% de ingressantes femininas). Mesmo no curso de Arquitetura e Urbanismo, que tem a maior procura por mulheres (cerca de 75% de ingressantes femininas no período analisado), as professoras enxergam a necessidade de uma mudança para além do ingresso, uma mudança estrutural na sociedade e nas instituições - o que justifica o seu engajamento no projeto.

Em relação à representatividade feminina nos departamentos didáticos, o Centro de Tecnologia possui em seu quadro docente apenas 28% de mulheres, enquanto que no Centro de Ciências Naturais e Exatas, considerando os departamentos de Estatística, de Química, de Física e de Matemática, é de apenas 35%. A representatividade de negras e indígenas é irrisória. Considerando que, para ingressar na carreira docente na Instituição é necessário um alto nível de escolaridade (doutorado) é possível perceber como o percurso é ainda mais complexo para as mulheres negras e indígenas.

Logo, o contexto aponta que ainda é necessário um esforço conjunto para a criação e/ou a consolidação de políticas e de estímulos que tornem as áreas em questão de interesse de atuação das meninas. Para além do ingresso delas na Educação Superior, seja ele pelo sistema de cotas ou universal, faz-se necessário minimizar as possíveis distorções, preconceitos e dificuldades oriundas de suas bagagens pessoais, de modo a não afetarem o seu desempenho acadêmico. Nessa conjuntura, ampliar a conexão da sociedade com a UFSM, em especial das meninas, se faz pertinente e urgente.

O projeto

O GuriasTec é uma iniciativa de docentes e técnicas administrativas em educação (TAEs) do Centro de Tecnologia (CT) e do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM. Atualmente, integra em sua equipe 23 servidoras das unidades de ensino já citadas e do Centro de Educação (CE), Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) e Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED).

Além da equipe da UFSM, o projeto conta com a participação do Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal de Santa Maria (NTEM) e das seguintes escolas municipais: Escola Municipal de Ensino Fundamental Diácono João Luiz Pozzobon, Escola Municipal de Ensino Fundamental Adelmo Simas Genro e Escola Municipal de Ensino Fundamental Pão dos Pobres Santo Antônio e Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso.

A vigência do GuriasTec será de três anos, prevendo a oferta de 28 bolsas de estudo, destinadas a alunas dessas escolas, professoras da educação básica e discentes de iniciação científica, pós-doutorado e divulgação científica. O projeto também disponibilizará recursos para custeio, tendo em vista a recente aprovação do projeto na chamada pública nº 31/2023 do MCTI/CNPq.

Quanto aos resultados esperados, o projeto prevê além da parceria com escolas, NTEM e lideranças indígenas, a capacitação de pelo menos 20 alunas e 4 professores(as) da educação básica como multiplicadoras e influenciadoras sociais, dentre outros.

Na foto, sentadas, da esquerda para a direita, as servidoras Ísis Portolan dos Santos, Vanessa Schmidt Giacomelli, Tatiana Cureau Cervo, Candice Muller, Elisandra Maziero e Renata Guerra. Em pé, da esquerda para a direita, Ana Lúcia Souza Silva Mateus, Dyana Duarte, Natália Daudt, Vanessa Sari, Rosane Brum Mello, Simoni Timm Hermes, Larissa Kirchhof, Débora Missio Bayer.
Participantes não presentes na foto: Carmen Vieira Mathias (CCNE) e Nilza Zampiere (CT)


Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações e imagens das gestoras do projeto GuriasTec. 

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O grupo terapêutico "NÓS" destinado para mulheres estudantes da graduação e pós-graduação, tem como finalidade propor um espaço de cultivo a saúde mental no ambiente acadêmico. Maiores informações no card abaixo. Quem tiver interesse em participar, pode acessar o link

Link: http://docs.google.com/forms/d/1hIXGfePG9De85Ik-HkSMpe6bMdYmZIMu7lF_zmeSsBM/edit?usp=drivesdk

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O grupo terapêutico "NÓS" destinado para mulheres estudantes da graduação e pós-graduação, tem como finalidade propor um espaço de cultivo a saúde mental no ambiente acadêmico. Maiores informações no card abaixo. Quem tiver interesse em participar, pode acessar o link
 
 
 
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O Rede Talks “Mulheres em busca de equilíbrio: é possível conciliar escolhas pessoais, familiares e de carreira?” é um evento satélite da 38ª Jornada Acadêmica Integrada da Universidade Federal de Santa Maria e faz parte das atividades do Programa de Extensão Era Rede Que Me Faltava, que tem por objetivo promover ações extensionistas que contribuam com a criação e o fortalecimento de rede de apoio e suporte às mulheres, oferecendo acolhimento, espaço de troca, de escuta e conexão para mulheres.

A roda de conversa, tradicional atividade do Programa de Extensão, destina-se a mulheres da comunidade acadêmica: alunas, servidoras da UFSM e participantes externas. O evento será conduzido pela Coordenadora Profª Drª Márcia Bandeira Landerdahl Maggioni e pela colaboradora externa e cofundadora do projeto, a empreendedora Aline Stangherlin Silva.

As inscrições podem ser feitas pelo link: http://forms.gle/62So3LNxHYKBcK3F6

O evento acontece no dia 24 de outubro de 2023, das 14h às 16h, na sala 4322 do Prédio 74C no 55BET Pro da UFSM.

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A violência de gênero é um fenômeno complexo, que é motivado por relações de poder e discriminação de gênero e sexualidade. É costumeiro ouvirmos de mulheres que passaram por tal situação não reconhecerem o ocorrido como uma violência. O objetivo deste grupo é de ativar laços, redes de acolhimento e compreensão sobre as violências que nos acometem ao longo da construção da nossa subjetividade enquanto mulheres.

📚 O quê: Grupo de acolhimento para mulheres
📩 Inscrições: http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd47IJi6_HTOheXKEZwXfhO4pxOc_AWzU7kn-fXOthwnG2IPQ/viewform

📆 Quando: Segunda-feira, 11/09
⏰ Horário: 10h30
📍 Onde: Casa Verônica UFSM (Prédio da Biblioteca Central UFSM)

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A violência de gênero é um fenômeno complexo, que é motivado por relações de poder e discriminação de gênero e sexualidade. É costumeiro ouvirmos de mulheres que passaram por tal situação não reconhecerem o ocorrido como uma violência. O objetivo deste grupo é de ativar laços, redes de acolhimento e compreensão sobre as violências que nos acometem ao longo da construção da nossa subjetividade enquanto mulheres.

📚 O quê: Grupo de acolhimento para mulheres
📩 Inscrições: http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd47IJi6_HTOheXKEZwXfhO4pxOc_AWzU7kn-fXOthwnG2IPQ/viewform

📆 Quando: Segunda-feira, 11/09
⏰ Horário: 10h30
📍 Onde: Casa Verônica UFSM (Prédio da Biblioteca Central UFSM)

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A violência de gênero é um fenômeno complexo, que é motivado por relações de poder e discriminação de gênero e sexualidade. É costumeiro ouvirmos de mulheres que passaram por tal situação não reconhecerem o ocorrido como uma violência. O objetivo deste grupo é de ativar laços, redes de acolhimento e compreensão sobre as violências que nos acometem ao longo da construção da nossa subjetividade enquanto mulheres.

📚 O quê: Grupo de acolhimento para mulheres
📩 Inscrições: http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd47IJi6_HTOheXKEZwXfhO4pxOc_AWzU7kn-fXOthwnG2IPQ/viewform

📆 Quando: Segunda-feira, 11/09
⏰ Horário: 10h30
📍 Onde: Casa Verônica UFSM (Prédio da Biblioteca Central UFSM)

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A violência de gênero é um fenômeno complexo, que é motivado por relações de poder e discriminação de gênero e sexualidade. É costumeiro ouvirmos de mulheres que passaram por tal situação não reconhecerem o ocorrido como uma violência. O objetivo deste grupo é de ativar laços, redes de acolhimento e compreensão sobre as violências que nos acometem ao longo da construção da nossa subjetividade enquanto mulheres.

📚 O quê: Grupo de acolhimento para mulheres
📩 Inscrições: http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd47IJi6_HTOheXKEZwXfhO4pxOc_AWzU7kn-fXOthwnG2IPQ/viewform

📆 Quando: Segunda-feira, 11/09
⏰ Horário: 10h30
📍 Onde: Casa Verônica UFSM (Prédio da Biblioteca Central UFSM)

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No último dia da exposição itinerante Visitrans, nesta sexta-feira (05), finalizaremos com um importante espaço de reflexão, sensibilização e troca de vivências sobre a temática, no auditório do 74C, a partir das 16h30. 

Será um momento para discutirmos os últimos acontecimentos em nossa Universidade, mas também para compreendermos a necessidade de seguirmos nessa discussão ativamente e permanentemente. 

Por isso, teremos convidadas que nos auxiliarão nesse debate urgente e que trarão pontapés para a roda de conversa: Cilene Rossi (grande e antiga amiga de Mãe Loira, que nos auxiliou frontalmente a trazer a exposição para a UFSM), Gabriela Quartiero (Coletivo Voe) e a Casa Verônica com suas representantes. 

Além disso, esperamos e convidamos toda comunidade acadêmica e fora dela para esse momento essencial de trocas e construções coletivas! 

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No último dia da exposição itinerante Visitrans, nesta sexta-feira (05), finalizaremos com um importante espaço de reflexão, sensibilização e troca de vivências sobre a temática, no auditório do 74C, a partir das 16h30. 
 
Será um momento para discutirmos os últimos acontecimentos em nossa Universidade, mas também para compreendermos a necessidade de seguirmos nessa discussão ativamente e permanentemente. 
 
Por isso, teremos convidadas que nos auxiliarão nesse debate urgente e que trarão pontapés para a roda de conversa: Cilene Rossi (grande e antiga amiga de Mãe Loira, que nos auxiliou frontalmente a trazer a exposição para a UFSM), Gabriela Quartiero (Coletivo Voe) e a Casa Verônica com suas representantes. 
 
Além disso, esperamos e convidamos toda comunidade acadêmica e fora dela para esse momento essencial de trocas e construções coletivas! 
 
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No último dia da exposição itinerante Visitrans, nesta sexta-feira (05), finalizaremos com um importante espaço de reflexão, sensibilização e troca de vivências sobre a temática, no auditório do 74C, a partir das 16h30. 

Será um momento para discutirmos os últimos acontecimentos em nossa Universidade, mas também para compreendermos a necessidade de seguirmos nessa discussão ativamente e permanentemente. 

Por isso, teremos convidadas que nos auxiliarão nesse debate urgente e que trarão pontapés para a roda de conversa: Cilene Rossi (grande e antiga amiga de Mãe Loira, que nos auxiliou frontalmente a trazer a exposição para a UFSM), Gabriela Quartiero (Coletivo Voe) e a Casa Verônica com suas representantes. 

Além disso, esperamos e convidamos toda comunidade acadêmica e fora dela para esse momento essencial de trocas e construções coletivas! ✊🏿

Agradecidos, DAQUIPALM.

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No último dia da exposição itinerante Visitrans, nesta sexta-feira (05), finalizaremos com um importante espaço de reflexão, sensibilização e troca de vivências sobre a temática, no auditório do 74C, a partir das 16h30. 
 
Será um momento para discutirmos os últimos acontecimentos em nossa Universidade, mas também para compreendermos a necessidade de seguirmos nessa discussão ativamente e permanentemente. 
 
Por isso, teremos convidadas que nos auxiliarão nesse debate urgente e que trarão pontapés para a roda de conversa: Cilene Rossi (grande e antiga amiga de Mãe Loira, que nos auxiliou frontalmente a trazer a exposição para a UFSM), Gabriela Quartiero (Coletivo Voe) e a Casa Verônica com suas representantes. 
 
Além disso, esperamos e convidamos toda comunidade acadêmica e fora dela para esse momento essencial de trocas e construções coletivas! ✊🏿
 
 
Agradecidos, DAQUIPALM.
 
 
 
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No último sábado, (18) aconteceu a 7ª edição do evento Mulheres Empreendedoras, no Itaimbé Palace Hotel, em Santa Maria. O evento, organizado pelo InovaTec UFSM Parque Tecnológico, Pulsar Incubadora Tecnológica, Distrito Criativo Centro-Gare, Prefeitura de Santa Maria e Sebrae, teve como objetivo fomentar o empreendedorismo feminino e dar visibilidade às mulheres empreendedoras de Santa Maria e região

Com o tema "um ecossistema feito por muitas", o evento contou com uma roda de conversa com três talks principais, além da exposição de empreendimentos femininos da Feira Feita por Mulheres Foram abordados temas  sobre o ecossistema de startups, a cidade empreendedora de Santa Maria e o empreendedorismo feminino em ascensão.  Além disso, a programação também contou com a oficina sobre Precificação e Modelagem de Negócios, promovida pelo Sebrae.

Para Maria Daniele Dutra, Gestora do InovaTec UFSM Parque Tecnológico, o evento foi uma oportunidade única para reunir mulheres empreendedoras e discutir temas relevantes que impactam a criação e desenvolvimento de negócios. “Foi um final de semana incrível, pois presenciamos a garra e determinação de líderes femininas de Santa Maria e região. São mulheres que alavancam negócios locais, regionais e nacionais e que  incentivam o empreendedorismo feminino, e que diga-se de passagem todos excelentes.  É claro que precisamos evoluir a nível de iniciativas e ações para apoiar essas redes de mulheres, a fim de construirmos a cada dia um ecossistema mais sinérgico e robusto, afinal o empreendedorismo feminino é um fator fundamental na promoção do crescimento econômico e social. Mas o que me deixa esperançosa é ter a certeza que estamos juntas para atravessar barreiras e se posicionar no mercado, entregando soluções de alto poder agregado”, destaca.

A Produtora Editorial e Revisora de Textos, Edilaine Avila, esteve no evento e ressaltou a importância da iniciativa. “Acredito que Santa Maria  tem muitas mulheres empreendedoras, em diferentes segmentos, mas nem sempre isso se torna visível para a sociedade em geral. Encontros como o realizado no sábado publicizam essas iniciativas, dão visibilidade ao trabalho dessas mulheres e conectam pessoas que talvez nunca teriam a oportunidade de se encontrar. Por isso, são de suma importância, tanto para quem empreende, como para SM como um todo. É quase como um intercâmbio, que proporciona parcerias pessoais e profissionais que podem levar o nome da nossa cidade para o mundo”.

O  o evento teve o apoio de diversas instituições, como a Proinova - Pró Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM, Prefeitura de Santa Maria, i9 Liga de Empreendedorismo, Santa Maria Tecnoparque, ITEC, Inovacentro, Feira Feito por mulheres e Associação Indústria em Movimento e Softaliza.

Confira como foi a programação do evento aqui. 

Texto: Assessoria de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Foto: Gilead Sinski.

 

 

 

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Com o estabelecimento do Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia da UFSM e a criação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova), o empreendedorismo ganha destaque na Instituição. As mulheres empreendedoras são personagens importantes nesse cenário de desenvolvimento. De acordo com o relatório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as mulheres lideram 34% dos negócios brasileiros. Na Pulsar Incubadora Tecnológica da UFSM, elas estão à frente de 10 empresas, o que contabiliza uma porcentagem de 24,39% em um total de 41 empreendimentos. Apesar do percentual ainda baixo, as lideranças femininas têm sido agentes de transformação social a partir do trabalho desenvolvido, seja à frente de empresas, seja com a criação de espaços que fomentem essa prática. 

O início do empreendedorismo na UFSM teve como liderança uma mulher: Nilza Venturini Zampieri, na época docente do curso de Engenharia Elétrica, foi a fundadora da Incubadora Tecnológica de Santa Maria (ITSM), hoje incorporada pela Pulsar. Primeira tutora da primeira empresa júnior da UFSM - a Objetiva Jr -, Nilza conta que se apaixonou quando ouviu falar na ideia de incubadora, e decidiu trazê-la para a Universidade. O objetivo era criar um local em que os estudantes pudessem praticar os aprendizados a partir da criação de empresas. “Tudo que pudesse fazer para transformar o sonho de jovens em realidade, em estar em uma universidade, estar trabalhando, estar em um projeto, estar fazendo, eu ia me dedicar pra isso. Gosto muito e tenho feito isso a minha vida inteira”, comenta Nilza.

Nos espaços em que ocupava por conta da Incubadora, como em palestras e eventos, a presença de mulheres era rara. Nilza conta que era comum receber olhares e comentários de descrença sobre a ideia de criar uma incubadora. A primeira sede da Incubadora foi um prédio antigo doado pela Universidade, e que ficava localizado no terreno em que hoje está a Pulsar, próximo ao Arco da UFSM. A construção era um depósito, e foi reformada a partir de projetos posteriores. Hoje, a sede tem uma sala de convivência, situada no prédio 2 da instituição, com o nome de Nilza Zampieri, como forma de homenagear seu pioneirismo.

Nesta lista, feita com base na série Mulheres Empreendedoras, da TV 55BET Pro, você conhece 8 mulheres que estão à frente de empresas incubadas na Pulsar. Confira:

Andrea Capssa

A arte esteve presente de diversas formas na trajetória de Andrea Capssa. Hoje doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGART/UFSM), ela começou nesse meio como artista independente. A partir dessa experiência e dos estudos do doutorado, criou a Mobart, um aplicativo que faz a projeção de obras de arte por meio da realidade aumentada. Esse mecanismo foi escolhido por ser de fácil uso e instalação, já que dispensa a necessidade de óculos (utilizados na realidade virtual). Disponível de forma gratuita, o aplicativo auxilia artistas e galeristas no processo de vendas, além de proporcionar aos apaixonados por arte a possibilidade de ver e conhecer diferentes obras em tamanho real com todos os seus detalhes. 

Atualmente, a ferramenta reúne cerca de 54 artistas e mais de 250 obras disponíveis. “A Mobart vem a ser uma ponte entre o produtor e o público consumidor”, afirma Andrea. Ao lembrar da trajetória, ela fala com entusiasmo da ascensão de mulheres à frente de startups, especialmente em sua área: “Fico feliz porque a mulher tem todo o potencial para fazer cada vez mais e melhor”. Para superar os preconceitos e julgamentos que podem acompanhar o sucesso profissional, ela comenta que sempre buscou ter confiança no seu trabalho. Para ela, esse tipo de comportamento deu forças para que situações desagradáveis, que já viu acontecer com outras mulheres, não fizessem parte de sua carreira.

Betania Vahl de Paula

Betania Vahl de Paula é formada em Biologia e Mestra em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Em Santa Maria, fez seu doutorado em Ciência do Solo na UFSM e deu início à trajetória no empreendedorismo feminino ao assumir o cargo de diretora geral na Performance Vegetal. Betania conta que durante o doutorado, ao trabalhar com nutrição de plantas, percebeu que os produtores tinham dificuldade no processo de adubação. Até aquele momento, não existia nenhuma plataforma que oferecesse uma recomendação mais assertiva em relação ao uso de fertilizantes, levando em consideração fatores como o clima e o solo de cada propriedade. 

“Eu vou aplicar o meu conhecimento em algo que eu possa levar para o produtor”: foi com esse pensamento que Betania resolveu ultrapassar os limites da UFSM e chegar até as propriedades rurais com a criação da Performance Vegetal. A plataforma usa inteligência artificial para integrar dados referentes ao solo e ao clima de cada região para montar um diagnóstico que indica quais são os manejos mais eficientes de acordo com o objetivo do produtor. Com ela, agricultores de diferentes regiões garantem maior precisão, produtividade e qualidade em suas propriedades. A ideia da Betania também proporciona uma diminuição de custos. “Quando o produtor coloca o que ele realmente precisa no solo, não coloca em excesso. E o excesso é dinheiro indo fora”, completa.

Camila Monteiro

Empreender é criar e colocar em prática novas ideias, assim como fez Camila Monteiro. Ela é cientista de alimentos formada pela Unipampa e atualmente faz doutorado na UFSM pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos. Durante as pesquisas, ela identificou uma necessidade em comum de produtores e indústrias de azeite de oliva: o reaproveitamento de resíduos da olivicultura. Especialmente o bagaço da oliva, que possui diversos nutrientes, mas não tem utilização nessa área. Assim, Camila criou e colocou em prática a ideia da Olive Plus, startup que trabalha com o reaproveitamento desse resíduo para ser aplicado na alimentação. Além de agregar valor ao produto, o tratamento do bagaço de oliva é importante para a redução do impacto ambiental, já que cerca de 80% da produção de azeite de oliva é resíduo.

Para Camila, o empreendedorismo feminino é importante para a quebra de estereótipos, mas também por servir de exemplo para as mulheres que têm o desejo de empreender. Assim como outras lideranças foram inspiração para a criação da Olive, Camila espera que seu trabalho possa encorajar outras mulheres. Apesar de observar uma maior inserção feminina no cenário de startups, ela conta que os olhares de julgamento ainda se fazem presentes em alguns espaços. “Já houve situações em que eu falava e era um pouco subestimada, como se não tivesse propriedade naquela informação que estava passando. Isso mexe com a nossa autoconfiança e, por isso, busco ter mais resiliência e determinação para dar continuidade a minha trajetória”, comenta.

Cassandra de Deus e Thaiane Marques da Silva

Foi durante as aulas de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos na UFSM que nasceu a ideia da Weecaps, startup que trabalha para melhorar a qualidade dos alimentos por meio da aplicação de probióticos. Os probióticos são definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como microrganismos vivos, ou seja, bactérias, que, quando ingeridos em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde. As CEOs Cassandra de Deus e Thaiane Marques da Silva, através da atuação na startup, desenvolveram uma tecnologia de microencapsulação, que possibilita a aplicação dos microrganismos em alimentos. Esse tipo de aplicação evita perdas de compostos durante a passagem pelo estômago. Em cápsulas de medicamentos convencionais, por exemplo, a abertura e liberação da substância começa no estômago. “E o nosso diferencial está nesse gatilho de abertura: a microcápsula passa intacta pelo estômago e começa a liberar o composto somente no intestino", completa Cassandra. Ela também explica que somente no intestino ocorre a absorção da maioria das substâncias.

Durante o estabelecimento da empresa, elas contam que tiveram uma grande rede de apoio composta por profissionais que já atuavam na área, o que foi fundamental para a inserção no empreendedorismo feminino. Além do apoio, elas buscam ter persistência diante dos desafios e colocar em prática uma premissa que as acompanha desde a graduação: “Não aceitar os ‘não’ e correr atrás dos ‘sim”, revela Thaiane.

Lidiane Bertê 

Empreendedora há mais de 12 anos, a trajetória de Lidiane Bertê veio acompanhada de desafios. “No início do meu fazer profissional, escutava muito ‘tu é uma menina’, sendo que eu já era uma psicóloga formada atuando”, conta. Mas, apesar dessas desqualificações, pelo lugar da mulher e por ser jovem, aprendeu a “não dar ouvidos” e seguir com o trabalho. “Tem situações em que eu bato de frente e outras que ignoro porque não vale a pena. E mais do que isso: eu vou fazer o que tenho que fazer, apesar dos questionamentos”, revela. 

Formada em psicologia e especialista em gestão de pessoas, atualmente Lidiane lidera 3 empresas. Uma delas é a Nekto, startup incubada pela UFSM. Ela busca oferecer uma ferramenta de gestão de pessoas que ajuda empresas e pessoas nesse processo. A plataforma da Nekto auxilia o candidato no preenchimento do currículo ao mesmo tempo que ajuda empresas no recrutamento e seleção de futuros empregados. Lidiane ainda conta que, por trás da empresa, existe seu propósito pessoal de impactar positivamente a vida das pessoas. “Eu estou oferecendo oportunidades de vida para essas pessoas. E também para as empresas que precisam de profissionais qualificados. Quando a gente consegue entregar essa solução para empresas e candidatos, impactamos a vida dessas pessoas”, completa. 

Pauline Sagrilo

A ideia da empresa que colocou Pauline Sagrilo na lista de mulheres empreendedoras da UFSM surgiu em 2018, durante sua participação na Liga i9 - em que alunos desenvolvem ideias de startup com o apoio de diversos mentores. Após alguns meses de trabalho, surgiu a Connect Sust, iniciativa que busca levar educação ambiental e sustentabilidade para as empresas por meio da coleta de resíduos sólidos urbanos. Após a coleta, esses resíduos são destinados para os catadores da Associação de Reciclagem Seletivo Esperança (ARSELE), que recebem a doação e obtêm renda para suas famílias. Em 2021, foram 50 toneladas de resíduos sólidos urbanos destinados adequadamente através da atuação da Connect Sust e do trabalho das 30 famílias da ARSELE.

Pauline começou a empreender durante a graduação em Engenharia de Produção e revela que já notou alguns olhares de julgamento. “Eu era vista como uma menina que queria empreender e mudar o mundo sem ter muito conhecimento”, conta. Mas, por entender o espaço de transformação social que ocupa hoje, sempre busca levantar a bandeira do empreendedorismo feminino para que mais mulheres possam atuar na área e colaborar com o cenário do meio ambiente.

Rosana Taschetto Vey

Rosana Taschetto Vey é engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal do Pampa e Mestra em Agrobiologia pela UFSM. Atualmente, é CEO da Inocular, empresa que trabalha com consultoria e desenvolvimento de produtos agrícolas relacionados à utilização de microrganismos em diferentes culturas. Hoje, o foco da Inocular está nas bactérias promotoras de crescimento. Elas auxiliam na agricultura ao proporcionar maior absorção de água e nutrientes, além de tornar a planta mais tolerante ao ataque de pragas. 

Ao falar sobre empreendedorismo feminino, ela revela que vê uma maior inserção de mulheres nesse meio, especialmente nos últimos anos. Para Rosana, ter outras lideranças femininas auxilia na sequência do trabalho. “Com a presença de outras mulheres, nos sentimentos mais incluídas e aceitas nesse meio”, comenta.

Série “Mulheres Empreendedoras” da TV 55BET Pro

A série “Mulheres Empreendedoras”, da TV 55BET Pro, conta a história dessas oito lideranças femininas à frente de empresas incubadas na Instituição. O primeiro episódio aborda o início do empreendedorismo na Universidade. Para contar essa história, a TV 55BET Pro conversou com Nilza Zampieri, que foi fundamental para a fundação da Incubadora Tecnológica de Santa Maria (ITSM). Assim, o episódio conta como o protagonismo feminino foi fundamental para o desenvolvimento do empreendedorismo na UFSM. Assista:

http://www.youtube.com/watch?v=flxL1tFFCEo

O segundo episódio da série conta a história da Rosana, da Betânia, da Cassandra e da Thaiane. A partir do trabalho desenvolvido, elas contribuem com a qualidade de vida da comunidade com o desenvolvimento de plantas e alimentos. Confira:

http://www.youtube.com/watch?v=x2Pp0lIxzL4

A história da Pauline e da Camila são destaque no terceiro episódio. Elas compartilham o propósito da criação das empresas e inspiram a partir de suas trajetórias no empreendedorismo feminino. Assista:

http://www.youtube.com/watch?v=wGd--Xf_T5E

O quarto episódio da série conta a história de Andrea e a Lidiane, lideranças femininas que fazem a diferença a partir do trabalho desenvolvido na Mobart e na Nekto. Assista:

http://www.youtube.com/watch?v=2TpjnOe-vck

Os próximos episódios da série “Mulheres Empreendedoras” seguem colocando em destaque o protagonismo feminino. Eles vão compartilhar a história de outras mulheres e contar como o trabalho desenvolvido pelas empresas incubadas na UFSM impacta positivamente a sociedade, especialmente de Santa Maria.

Como empreender na UFSM

Para fazer parte da lista de empreendimentos da UFSM, os projetos podem se candidatar por meio de editais para iniciar o vínculo com o Programa de Incubação oferecido pela Pulsar. Ele tem como objetivo fortalecer e preparar as empresas por meio do monitoramento da evolução do negócio e conexão com outras empresas incubadas. O Programa de Incubação contempla a fase em que o empreendimento deixa de ser ideia e passa a ser uma empresa. Durante o programa, os empreendedores utilizam a infraestrutura e os serviços de apoio científico e tecnológico e de suporte operacional oferecidos pela Pulsar.

Expediente:
Reportagem: Samara Wobeto e Thais Immig, acadêmicas de Jornalismo;
Design gráfico: Daniel Michelon De Carli, Unidade de Comunicação Integrada;
Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/incubadora-social/2022/11/30/1-encontro-intercultural-do-coletivo-de-mulheres-em-palmeira-das-missoes Wed, 30 Nov 2022 13:20:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/incubadora-social/?p=608

No dia 17/11, a convite da professora Dra. Alice do Carmo Jahn e da coordenadora do Movimento Meninos e Meninas de Rua de Palmeira das Missões, Vera de Fatima Amaral da Silva Rangel, a Incubadora Social e o Observatório de Direitos Humanos da UFSM participaram do 1° Encontro Intercultural do Coletivo de Mulheres. 

O evento, de organização coletiva, aconteceu com ampla participação da comunidade, a fim de discutir como acadêmicos e demais políticos podem traçar caminhos, respeitando a diversidade cultural das mulheres, ultrapassando as barreiras do racismo, dos preconceitos e das iniquidades sociais.

Assim, com a participação dos coletivos da Mulher Negra e das representações indígenas, bem como dos grupos de estudo da saúde coletiva e da ruralidade, o encontro reuniu variadas percepções sobre as demandas reais das mulheres, que perpassam categorias de raça, classe, idade, região, etnia, entre outras. Para incluir as mulheres no debate das políticas públicas.

O cronograma do encontro incluiu uma roda de conversa sobre a diversidade cultural, seus desafios e oportunidades, além de uma fala da representante do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul (CONSEA-RS), discutindo insegurança alimentar e saúde coletiva como uma pauta de gênero. 

Em relação à participação da universidade no evento, Alice do Carmo Jahn, professora adjunta do curso de enfermagem na UFSM/PM, doutora e integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva NEPESC, afirmou a importância da extensão universitária e de iniciativas aliadas, como a IS. 

Segundo ela, que também é coordenadora do Programa de Extensão em Desenvolvimento Regional Sustentável: interfaces com o território rural e indígena Kaingang, a extensão na enfermagem contribui para tornar concreto os princípios do SUS e de modo geral é uma aposta potente pela diversidade social, cultural, étnica e racial, e por isso merece maior visibilidade. Para ela, ir para as comunidades é entender onde as prioridades estão, é acolher as demandas não pelas pessoas, mas junto com elas, para que essas mulheres sejam as protagonistas desses espaços. 

Neste sentido, trazer aliados, estudantes e professores para a extensão é contribuir para pessoas mais “donas de si”, capazes de defender seus direitos, e ter um olhar ativo para as políticas públicas de saúde. Também por isso, unir a universidade, coletivos, e iniciativas políticas foi a proposta do 1° Encontro Intercultural em Palmeira das Missões.  

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