UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 28 Apr 2026 01:04:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/26/alem-do-caixa-preta-espaco-rozane-cardoso-une-historia-e-arte Tue, 26 Aug 2025 14:02:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69042 [caption id="attachment_69184" align="aligncenter" width="1024"]foto colorida horizontal de pessoas sentadas em cadeiras no teatro, de frente e dos lados de uma mulher que está em pé Espaço multiuso oferece diversas possibilidades de organização (Foto: Jessica Mocellin/Arquivo)[/caption]

O primeiro Teatro Caixa Preta do Rio Grande do Sul está na Universidade Federal de Santa Maria. Por mais que seja conhecido apenas como “Caixa Preta”, esse anfiteatro sem estrutura fixa tem um nome: Espaço Rozane Cardoso. 

Localizado no prédio 40, do Centro de Artes e Letras (CAL), o Caixa Preta foi fundado em 5 de abril de 1988. Dentre os diferentes tipos de formato, o Espaço Rozane Cardoso é um black box (caixa preta) multiuso e que oferece liberdade de organização, o que torna possível mudar a posição da plateia ou do palco, como for necessário.

arte colorida quadrada com explicações sobre o que é um black box, tendo ao centro a ilustração de duas diferentes configurações do teatro vista de cima, e abaixo, uma citação da professora Raquel, com uma foto dela do lado direitoCaixa Preta no mundo

Movimentos de inovação artística tomaram a Europa em 1960. Foi nesse período que o Caixa Preta se popularizou. A principal ideia era eliminar elementos que tirassem o foco do público, do ator e do texto, buscando valorizá-los. “Esse modelo surge na Europa a partir da ocupação de espaços antigos, fábricas e depósitos abandonados, que foram transformados em espaços culturais”, conta a diretora do Teatro Caixa Preta da UFSM, Raquel Guerra. 

Quando popular, o formato foi utilizado em universidades, já que era um modelo barato e flexível, oferecendo diversas possibilidades para os alunos experimentarem, testarem novas organizações e produções artísticas. 

Caixa Preta na UFSM 

Após voltar de sua viagem de mestrado nos Estados Unidos, em 1983, os professores Irion Nolasco e Maria Lúcia Raimundo tiveram a ideia de montar um teatro multiuso na UFSM. A inauguração do espaço, cinco anos depois, foi feita com performances artísticas, que variavam entre peças teatrais e exposição de esculturas. 

A pintura “500 anos da Invasão da América”, desenvolvida pelo artista Juan Amoretti, foi inaugurada em 1992. “O Amoretti conta que na época o Caixa Preto era branco. Diziam que havia muita pichação no mural e o reitor da época pediu para o Departamento de Artes Visuais fazer uma pintura ali”, relata Raquel Guerra.

A diretora também conta que, após a demora da iniciativa, Amoretti decidiu realizar a pintura, mesmo com poucos recursos. “Na época, o mural não tinha cores tão vivas, não porque não era o desejo do artista, mas porque não tinha os materiais”, acrescenta Raquel. 

arte colorida quadrada com uma linha do tempo do Espaço Rozane Cardoso, de 1960 a 2024, descrita de cima para baixo do lado esquerdo, e do lado direito duas imagens antigas do teatroRozane Cardoso 

Quando inaugurado, o espaço passou a ser chamado de Anfiteatro do CAL. Em 1993, após uma campanha publicitária realizada por professores e alunos em busca de outro nome, o local foi denominado Teatro Caixa Preta. Em 2007, após o falecimento da professora Rozane Cardoso, o Caixa Preta passou a se chamar Espaço Rozane Cardoso. 

Rozane Cardoso foi professora no CAL e lutou para que o espaço do Caixa Preta fosse revitalizado. Formada em Artes Cênicas e mestre em Ciência do Movimento Humano pela UFSM, a professora foi pioneira na arte de palhaçaria na Universidade. Com sua identidade de "palhaça da coxilha”, levou sorrisos para muitos lugares. 

Formação dos artistas da UFSM 

“É indiscutível a relevância desse espaço teatral para a nossa formação como pessoas de teatro. Pensar um curso de teatro sem o seu edifício teatral, aqui especificamente num modelo desmontável, é como pensar um curso de música sem os seus instrumentos, as ciências da natureza sem os seus laboratórios. Afinal, nossa prática dentro deste espaço é experimental, ela oferece oportunidade de errar, é pedagógica, pois aprendemos com os erros”, descreve Renata Côrrea em seu Trabalho de Conclusão de Curso intitulado “Mulheres do Teatro Caixa Preta”.

Segundo a professora Raquel, o principal objetivo do espaço é servir de laboratório de estudos, para formação e profissionalização. É nele que os estudantes podem colocar em prática aquilo que aprendem em sala de aula. “Eles podem trabalhar com atuação, cenografia, iluminação, pensar em uma encenação que use outro espaço”, exemplifica.

Além disso, a equipe de bolsistas do Teatro possui formações ainda mais especializadas. Segundo Raquel, eles podem aprender gestão cultural, organização de agenda, fazer contato com os artistas, fazer o mapeamento do palco e produzir a montagem da iluminação para eventos. 

arte colorida quadrada com informações sobre o objetivo do espaço, uma citação da professora Raquel, com foto dela ao lado, e abaixo, foto de bastidores, com grupo de atores em circulo com roupas coloridas

Um Caixa, múltiplas alternativas 

Um Teatro Caixa Preta pode se transformar em diversas configurações. Mudar a posição do palco, ter diferentes modos de distribuir a plateia e até inserir os espectadores no espetáculo são algumas opções dentro dos caixas pretas. 

Existem diversos tipos de anfiteatros que podem ser utilizados de acordo com o espetáculo a ser apresentado. O caixa preta possui a versatilidade de ser um pouco de cada um deles. Uma organização italiana (quando o público fica em frente ao palco), de arena (o público cerca o palco pelos lados), bilateral (o público fica em lados opostos com a cena ao centro) ou em ambiente imersivo (quando o público pode se mover com a encenação), são alguns exemplos de organização do espaço. Essa é a liberdade que o espaço plano, sem objetos e palco fixos, oferece para os artistas e graduandos da UFSM. 

Eventos internos e externos 

“Hoje em dia, o Caixa está a serviço de todo o Centro de Artes e Letras, além de receber eventos de fora”, comenta o atual diretor do CAL, Gil Roberto Costa Negreiros. Quando chegou à direção, em 2022, o espaço estava fechado, o que, segundo ele, deixava as pessoas “agoniadas”. Para abrir o teatro, uma comissão com pessoas de todas as áreas do CAL foi organizada. Então, o espaço teve que passar por pequenas reformas e profundas limpezas para que fosse aberto. “E eu falei: vamos abrir, mesmo com todos os problemas. Porque é igual à nossa casa, se não usar, vai estragar do mesmo jeito”, relembra Gil Roberto.  

A unidade de extensão é administrada pela comissão, responsável por organizar a agenda do Caixa Preta. Para realizar o agendamento, é necessário preencher um formulário, disponível no site do teatro.

O futuro do Espaço Cultural Rozane Cardoso

Há previsão de melhorias do Teatro Caixa Preta. Segundo o diretor do CAL, Gil Roberto, um projeto realizado pela Pró-Reitoria de Infraestrutura visa transformar o espaço, deixando-o mais acessível, mas sem mudar o seu estilo de caixa preta. Ainda não há prazos nem valores definidos. 

Já o mural do Caixa Preta “500 Anos de Invasão da América”, que começou a ser revitalizado em agosto de 2024, foi inaugurado no evento Isso é CAL, em março de 2025. O fruto de Juan Humberto Torres Amoretti continua como marco para o espaço que ajuda a formar artistas. 

Apresentação no Caixa Preta durante o Isso É CAL (Foto: Jessica Mocellin/Arquivo)
Rozane como a "palhaça da coxilha" no Calçadão de Santa Maria (Foto: Arquivo)
55BET Pro Brasil – Site Oficial de Apostas Online da construção do Caixa Preta, na década de 1980 (Foto: Arquivo/DAG)

Texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Artes gráficas: Daniel Michelon De Carli
Edição: Ricardo Bonfanti

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/03/24/evento-isso-e-cal-celebra-a-inauguracao-do-mural-revitalizado-de-juan-amoretti Mon, 24 Mar 2025 13:11:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68616 [caption id="attachment_68617" align="alignright" width="583"]foto colorida horizontal de pessoas circulando em uma área aberta ao lado de um prédio do CAL, com árvores  e mesas de sala de aula com livros sobre elas Público interagiu com oficinas, espetáculos e outras atividades nos arredores do CAl[/caption]

Na intenção de comemorar a revitalização do mural “500 Anos de Invasão da América Latina”, pintado na fachada do Teatro Caixa Preta, do Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM, ocorreu, na tarde deste domingo (23), o evento “Isso é CAL”. Na ocasião, o Centro e seus arredores tornaram-se fontes de riqueza artística com exposições, oficinas e performances teatrais e musicais.

Segundo o diretor do Centro e coorganizador do evento, Gil Roberto Costa Negreiros, o evento objetivou a integração interna entre alunos e professores do CAL, mas também fortalecendo os laços culturais com a comunidade local. “Os prédios aqui do Centro são divididos, e às vezes, a nossa identidade acaba se perdendo. E aquilo que nos une é a arte. Então, realizar esses momentos valorizam e humanizam os trabalhos criados aqui dentro”, explicou. 

A docente do Departamento de Artes Cênicas e coorganizadora do evento Raquel Guerra destacou que, além de celebrar a revitalização do Mural de Amoretti, o evento simboliza uma renovação geral do CAL. “Hoje estamos homenageando diversas conquistas do Centro, como a inauguração do nosso Acervo Bibliográfico, um novo Laboratório de Informática, entre outros. São várias comemorações”, revela.

[caption id="attachment_68618" align="alignleft" width="594"]foto colorida horizontal de um homem assinando "Amoretti" em uma parede pintada em tons de azul e verde Juan Amoretti deixou sua assinatura no mural revitalizado[/caption]

O mural: da criação à revitalização

A criação do mural “500 Anos de Invasão da América Latina” surgiu da mente de Juan Humberto Torres Amoretti, que é pintor, desenhista, escultor e professor. O artista, nascido em Lima, no Peru, chegou ao Brasil em 1974 e lecionou na UFSM entre 1975 e 2008. Dentro da Universidade, Amoretti lutou para trazer o Mural revitalizado à vida. A obra, finalizada originalmente em 1992, traz características da cultura peruana em seus traços e aborda a reflexão sobre os processos de colonização.

A revitalização do mural iniciou em agosto de 2024, por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte, que primeiramente firmou diálogos com Amoretti, e após isso, conseguiu receber suporte financeiro do CAL, da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e do Grupo do Teatro Caixa Preta. O processo de repintura também contou com apoio de estudantes de Artes Visuais, por meio de um projeto de extensão criado para a revitalização, e ex-alunos do Centro que se voluntariaram. Mais detalhes sobre a ação podem ser conferidos nas reportagens produzidas pela Agência de Notícias da UFSM e TV 55BET Pro.

Em clima de celebração, Amoretti discursou ao público presente em frente ao mural sobre a história da obra, suas características e o processo de luta pela revitalização. O artista ainda encerrou a cerimônia de inauguração com o ato de assinatura oficial do mural, e ainda reforçou que “a Universidade está fervendo de ideias, e que todos devem lutar pelo que acreditam no mundo”.

[caption id="attachment_68619" align="alignright" width="599"]foto colorida horizontal mostra pessoas à frente de tripés com telas sendo pintadas, tendo como fundo o mural do CAL Oficina estimulou a criatividade por meio da pintura[/caption]

Exposições, oficinas e performances foram realizadas

Além da inauguração calorosa do mural, o momento foi marcado por oficinas, exposições, espetáculos e cerimônias que celebram os avanços conquistados pelo Centro de Artes e Letras. Nesse sentido, as salas do Prédio 40 (CAL), o Teatro Caixa Preta, o Largo da Biblioteca Central e a fachada do Mural no Teatro hospedaram as atividades da programação do evento.

Sob a sombra do mural revitalizado aconteceu a oficina de artes visuais “Explorando as cores e misturas, narrativas e criações”, na qual o público pôde empunhar pincéis e criar suas próprias obras de arte. Coordenado pela professora do Departamento de Artes Visuais Talita Esquivel, o momento buscou aproximar o público do contexto artístico. “Essa oficina promove a extensão do conhecimento produzido dentro da Universidade e permite que a comunidade tenha mais noção sobre pinturas, cores e a ciência que desenvolvemos aqui”, argumentou a professora.

Talita contou com o suporte da aluna de Artes Visuais Paula Aschidamini, que ajudou na elaboração da proposta para a oficina realizada. “Quando soubemos sobre o evento, pensamos em algo que pudesse aproximar as pessoas, então decidimos fazer uma oficina sobre a teoria das cores”, explicou. O momento foi voltado à experimentação, ou seja, os participantes puderam exercitar o uso das cores e tentar entender qual mensagem elas transmitem.

O estudante de Dança Licenciatura Andrei Barcelos arriscou explorar suas habilidades artísticas na oficina, e disse que a atividade chamou-lhe a atenção. “Eu não tenho conhecimento com pincéis, tintas, essas coisas, e essa atividade é para fazermos algo espontâneo e natural. Me senti confortável por não ter que seguir um padrão”, acrescenta.

Uma tarde de inaugurações

Uma grande conquista celebrada durante o evento foi a inauguração do Laboratórios de Informática do CAL. Na ocasião, os laboratórios receberam o nome da ex-diretora do Centro de Artes e Letras, Ivone Mendes Richter, responsável por trazer o primeiro computador gráfico ao curso de Desenho Industrial, na década de 1980. “Na época eu conheci um professor da Universidade de Kiel, na Alemanha, e ele me apresentou computadores voltados a trabalhos com design gráfico. Então, a UFSM fez um intercâmbio com essa a instituição e conseguimos trazer a tecnologia para cá”, recordou a ex-docente, acrescentando que “ver as salas cheias de equipamentos modernos trouxe uma grande alegria”.

Também aconteceu a cerimônia de inauguração do Acervo Bibliográfico Maria Luíza Ritzel Remédios, na Biblioteca Central da UFSM. Em 2014 o Conselho do Centro de Artes e Letras já havia escolhido o nome de Maria para o acervo, porém, não havia acontecido qualquer celebração da abertura do local desde então. Maria foi professora de Literatura Portuguesa do Departamento de Letras Vernáculas e uma das principais doadoras do primeiro acervo do Centro. “Neste evento estamos reconhecendo todos os avanços que o Centro tem conquistado nos últimos tempos”, disse Negreiros.

[caption id="attachment_68620" align="alignleft" width="440"]foto colorida horizontal de pessoas em pé conversando em um corredor de prédio Douglas Dornelles (de camiseta vermelha) na inauguração do mural “Narrativa Silvestre”[/caption]

Os murais do futuro

Em paralelo à celebração da obra de Amoretti, o aluno do curso de Artes Visuais Douglas Dornelles Medeiros teve seu mural “Narrativa Silvestre” inaugurado. Visualmente, a obra traz elementos sobre a fauna e flora nativas do Rio Grande do Sul. Poeticamente, o artista explicou que o mural busca reforçar a importância da preservação ambiental, tendo em vista o atual contexto de mudanças climáticas.

Assim como o mural de Amoretti, a obra de Douglas irá precisar de revitalizações de tempos em tempos. Nesse sentido, o artista comentou sobre a importância de reforçar a memória por meio do cuidado com as obras artísticas. “Eu acho que daqui uns 50 anos vai ser ainda mais importante pensarmos na questão ambiental, então a temática deste mural é atual e no futuro será ainda mais. A arte está sempre aí e no futuro serão necessários outros murais com mensagens relacionadas aos momentos que ainda virão”, pondera.

[caption id="attachment_68622" align="alignright" width="659"]foto colorida horizontal de pessoas em um palco em frente ao mural ao anoitecer "Isso é CAL" deverá ter novas edições no futuro[/caption]

O que esperar do próximo “Isso é CAL”?

O evento, em sua primeira edição, foi uma realização do CAL junto ao Gabinete do Reitor, Pró-Reitoria de Extensão (PRE), Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e o Teatro Caixa Preta. A docente Raquel Guerra revelou que o último evento integrativo realizado em grande escala pelo Centro ocorreu em 2018, quando houve uma programação de 12 horas ininterruptas de atividades culturais. “Esse é o primeiro evento que chamamos de ‘Isso é CAL’, e promovemos uma programação com diversas atividades acontecendo simultaneamente, oferecendo mais opções para o público que vem prestigiar”, explicou.

O reitor da UFSM, Luciano Schuch, prestigiou o evento e destacou que o “CAL é o pulmão responsável por expandir a cultura de dentro da Universidade”. Para Luciano, a inauguração do mural, agora revitalizado, é um grande marco na história da UFSM e motivo de orgulho à comunidade santa-mariense.

Em concordância com o depoimento do reitor, a vice-reitora, Martha Adaime, elogiou a atual gestão do Centro pela elaboração do evento. “Esse momento tem sido responsável por levar a cultura, a arte e a educação para a comunidade interna e externa da Universidade. A gente percebe que as pessoas estão se integrando e estão interessadas no que este Centro tem a oferecer. A comunidade da UFSM só tem a agradecer por isso”, destacou.

Em relação ao futuro do evento, o diretor do CAL revelou que as próximas edições ainda serão pensadas pela gestão, e que o próximo passo será recolher um feedback do público sobre o primeiro evento. “Ainda não conversamos sobre o ano que vem, mas queremos lutar para que aconteça novamente”, disse o diretor do Centro.

Confira mais imagens do evento:

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Jéssica Pavan, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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No dia 23 de março, um domingo, acontece o evento de comemoração da revitalização do Mural “500 Anos de Invasão da América Latina”, localizado na fachada do Teatro Caixa Preta, no Centro de Artes e Letras (CAL). A festividade está prevista para ocorrer das 15h às 20h. O artista e professor aposentado da UFSM, Juan Amoretti, foi o responsável por criar o mural, em 1992, e revitalizá-lo pela primeira vez na história.

Na celebração, inclusive, ele vai realizar a assinatura oficial na obra, que está incluída no projeto de reforma e manutenção do Teatro Caixa Preta, um dos principais espaços culturais de Santa Maria. A arquitetura utilizada é pioneira no formato multiuso e uma das primeiras neste formato no Rio Grande do Sul, colocando a Universidade na inovação da produção artística e cultural do Estado.

A intenção do evento é homenagear o trabalho de Amoretti, assim como valorizar as ações desta gestão na promoção e incentivo da produção artística e acadêmica desenvolvida no Centro de Artes e Letras. A festividade será realizada no formato das viradas culturais, com uma programação variada e gratuita para toda a comunidade local, com classificação livre.

Serão promovidas apresentações artísticas de shows, espetáculos e mostras de arte, além de ofertar um espaço para atividades recreativas ao ar livre, como jogos, brincadeiras e práticas esportivas orientadas. A programação principal deverá ocorrer na frente do mural, com o fechamento da rua e, também, atividades no entorno do CAL e no interior do Teatro Caixa Preta.

Programação

ESPAÇO 1:  TEATRO CAIXA PRETA/INTERNO:

16h - Espetáculo “E agora”. Direção: Élcio Rossini. Atuação: Giovan Rodrigues e Guilherme Bueno. Sonoplastia: Guilherme Scheffel. Iluminação: Edu Souza. Produção: Raquel Guerra.

Classificação: Livre. 

17h - Espetáculo “Esperando Zumbi”. Direção: Andrielle Razeira.  Assistência de direção: Laédio Martins. Atores performers: Daemonive; Eric Vieira; Gabriel Pereira; Lucas Guterres; Moracos Manicongo. Classificação: 12 anos.

ESPAÇO 2: MURAL “500 ANOS DE INVASÃO DA AMÉRICA” / EXTERNO

17h30 - Participação NEABI e Liga Yandê.

18h - Cerimônia de Assinatura do Mural “500 anos de Invasão da América” por Juan Amoretti

18h10 - Brasil Sonoro. Flauta: Marina Montero. Violão: Patrick Kohler.

18h30 - Gustavo Garoto (Guantánamo Groove). Com participação de Gerson Werlang, Yuri ML e convidados.

19h - Banda Milho Verde.

20h - Banda Rocksane.

ESPAÇO 3: PRÉDIO 40 (INTERNO E EXTERNO)

16h - Exposição de Artes Visuais. Curadoria: Profa. Reinilda Minuzzi.

Local: Sala Cláudio Carriconde.

16h - Oficina de Artes Visuais “Explorando as cores e misturas, narrativas e criações”. Coordenação: Prof. Talita Gabriela Esquivel.

Local: Pátio do CAL/Área externa.

16h - Oficina de Dança “Vem pra a Rueda do CAL”. Coordenação: Prof. Bruno Blois Nunes.

Local: hall do CAL/Área Interna.

16h30 - Apresentação Artística - “Um varal de muitos Nós”. Direção: Douglas Leopold, Patricia Maciel e Vanessa Peixoto. Grupo Teatro Flexível. Coordenação: Profa. Márcia Berselli. Classificação: Livre. Local: Sala 1107/Área Interna.

17h - Inauguração do LICAL Ivone Mendes Richter. Local:Sala 1221.

17h10 - Inauguração do Mural Narrativas Silvestre. Douglas Dornelles Medeiros. Local: hall.

17h20 - Lançamentos do Livro Artes e Letras: Crônica dos Começos. Autores: Pedro Brum Santos e Lucas Zamberlan. Local: Hall do CAL.

17h30 - Lançamentos do Catálogo Cultura, expansão e inovação: catálogo 60 anos do Centro de Artes e Letras. Organização: Andreia Machado Oliveira, Franciele Simon Carpes, Robson Severo, Raquel Guerra. Local: Hall do CAL.

19h - Vídeo Projeções LABART. Prof. Fernando Codevilla. Local: Pátio do CAL/Área externa.

ESPAÇO 4: LARGO DA BIBLIOTECA CENTRAL:

16h - Inauguração do Acervo Bibliográfico Maria Luíza Ritzel Remédios.

16h10 - Bandas: Master Soulboys; Clairana e os Clandestinos e Chá de Brothers.

17h30 - Cortejo de Maracatu Rural. Coordenação: Prof. Jesse Cruz.

Com informações do CAL

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“Nunca me puxaram a orelha por errar. Quero que vocês tenham a liberdade de fazer o que vocês acreditam ser melhor”. É com essas palavras que o pintor, desenhista, escultor e professor, Juan Humberto Torres Amoretti, descreve, para os alunos do curso de Artes Visuais da UFSM, a construção da sua carreira e, principalmente, a criação e execução do mural “500 Anos de Invasão da América” (1992). Após 32 anos do término do projeto original, a obra localizada no muro do Teatro Caixa Preta, que compõe o Centro de Artes e Letras (CAL), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), passa por um processo de revitalização, que realiza a repintura, com a orientação de seu autor.

Alunos de Artes Visuais pintam o canto inferior esquerdo do mural. (Foto: Laurent Keller/Agência de Notícias)

A iniciativa partiu, em um primeiro momento, da Coordenadoria de Cultura e Arte, em diálogo com o artista. A partir daí, teve apoio e financiamento do Centro de Artes e Letras (CAL), da Pró-Reitoria de extensão (PRE) e por fundos do Grupo do Teatro Caixa Preta. A partir dessa decisão, o professor, pintor e desenhista, Altamir Moreira, foi convidado a coordenar a revitalização. Altamir  já tinha realizado o projeto de pintura do mural de homenagem às vítimas da Kiss. A repintura do mural do Teatro Caixa Preta funciona por meio de um Projeto de Extensão, e os participantes são, em sua maioria, alunos do curso de Artes Visuais, bolsistas e voluntários, além de ex-alunos do CAL.

[caption id="attachment_66648" align="alignright" width="546"] Professor Juan Amoretti demonstrando técnica de pintura em oficina para colaboradores da revitalização do Mural do Teatro Caixa Preta. Foto: Laurent Keller/Agência de Notícias[/caption]

As atividades deveriam ter iniciado em 2023, entretanto, por questões organizacionais, o trabalho iniciou-se no final do primeiro semestre deste ano. O cronograma de tarefas que envolvem a revitalização é organizado em turnos. Atualmente, 7 pessoas trabalham entre manhã e tarde, durante os dias da semana. Em alguns momentos, Amoretti, idealizador e pintor da obra, conduz oficinas para auxiliar os envolvidos a tentar reproduzir -e sentir- sua visão artística, além de avaliar o trabalho realizado, conduzindo, sobretudo, a reprodução de cores mais parecida com o original. A conclusão do projeto está prevista para o final deste ano.

500 Anos de Invasão da América: uma obra com D.N.A latino

Em uma das oficinas ministradas por Amoretti para os participantes do processo de revitalização do mural do Caixa Preta, o autor ressaltou o quanto essa obra foi importante, tanto para seu crescimento como artista, como para o momento em que a UFSM passava. “O muro do Teatro Caixa Preta era vandalizado constantemente naquela época, por isso, eu propus essa ideia ao reitor da época, que quis executá-la e, assim, foram cerca de 150 projetos até ela sair do papel”, comenta. 

Ao relembrar o processo de criação da obra, Amoretti ressalta que precisou prender gizes em taquaras de 6 metros para conseguir desenhar o esboço da pintura e todas as etapas de produção do mural foram realizadas com escadas. Atualmente, a equipe conta com ferramentas próprias para a execução do trabalho, como uma plataforma elevatória, uma maior quantidade de tintas - e de maior qualidade, já que, ao invés de utilizar tinta acrílica, utiliza-se esmalte acrílico - a sua disposição e utensílios mais adequados para a execução do trabalho.

[caption id="attachment_66653" align="alignleft" width="567"] Professor Juan Amoretti explicando para os alunos sobre a história da obra, além de conceitos técnicos. Foto: Laurent Keller/Agência de Notícias[/caption]

O Mural, segundo as palavras do coordenador da revitalização, Altamir Moreira, é ousado, pois possui um “título questionador da narrativa histórica oficial dos livros escolares da época”. Ao revelar essa impressão em um dos textos que abre o Catálogo de Murais da UFSM, Moreira ressalta o quanto a construção do Mural, desde seu título, apresenta uma outra perspectiva desse evento histórico, substituído a palavra “descobrimento” -amplamente utilizada nos livros escolares e nos estudos em História da América Latina na época em que a obra foi realizada (1992)- por “invasão”, transformando o espaço público da Universidade em algo mais do que apenas belo, mas questionador e político. 

Além disso, Amoretti utiliza figuras nesse Mural inspiradas por deuses peruanos que contribuem ainda mais para a mensagem disruptiva da obra. Sobretudo, Mama Oclo (filha da Lua) e Manco Capac (filho do Sol), divindades que eram localizadas na Ilha da Lua e na Ilha do Sol, respectivamente, e eram responsáveis por apontar a localização para um novo império.

Juan Humberto Torres Amoretti

Amoretti nasceu em 1946, em Lima, no Peru. Iniciou sua carreira ao estudar Desenho e Pintura na Escuela  Nacional Superior Autónoma de Bellas Artes, aos 18 anos, em sua cidade natal. Depois de finalizar sua formação, Amoretti trabalhou com publicidade, após esse período, no Ministério da Educação do Peru como desenhista, fazendo cenários e maquetes. Essa experiência o ajudou a projetar e executar seu primeiro mural:  “500 Anos da Invasão da América”.

Chegou ao Brasil em 1974, e lecionou na UFSM entre 1975-2008. Influenciado pela cultura peruana, suas obras também carregam referências do Impressionismo - que tem como característica a ausência de demarcações claras e a intenção de que a obra seja apreciável no todo, e não no detalhe. A partir de 1984, o artista passa a investir na figura realista e suas obras são vistas em murais da UFSM. Três murais estão localizados no campus da Universidade.

São eles: 

“Quinhentos anos da invasão da América”, Caixa Preta, CAL, 1992; fonte: Catálogo de Murais da UFSM
“A árvore da vida”, Reitoria da UFSM, 1998 (obra foi executada também por Altamir Moreira, Catia Kunde e Marcelo Barcelos); fonte: Catálogo de Murais da UFSM
“O corpo humano”, HUSM, 1998. fonte: Catálogo de Murais da UFSM

 

A Restauração de Murais na UFSM

Não é de hoje que a UFSM promove atividades de restauração e revitalização das obras que compõem o 55BET Pro. O primeiro Mural a ser restaurado foi “A Lenda de Imembuí”(1976), 2018 localizado no segundo andar do prédio da Reitoria, de autoria de Eduardo Trevisan. O projeto foi realizado pelos artistas Flamarion Trevisan e Marília Chartune. Neste mesmo ano, é criada a Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão, que busca fomentar esses projetos, e assim, no final de 2019, inicia-se o processo de restauração do Mural “Auwe”, localizado no prédio da antiga Reitoria, iniciativa que Amoretti fez parte como restaurador. 

Segundo a coordenadora da CCA, professora Vera Vianna, o Mural do Teatro Caixa Preta é o terceiro a ser restaurado na UFSM. Ela ressalta que “restaurar esse mural era um sonho antigo que já haviamos confessado a Juan Amoretti durante a revitalização do “Auwe”, mas somente ano passado, com o envolvimento do CAL, dos alunos, é que a ideia ganhou força e tornou-se possível”.

Outras obras espalhadas pelo 55BET Pro da Universidade necessitam de restauro e a Coordenadoria de Cultura e Arte se compromete em buscar parcerias para que isso seja viável. Além de trazer de volta a aparência original de uma obra, os processos de revitalização permitem que futuras gerações possam conhecer um pedaço tão importante da história do 55BET Pro, que para além de aprendizado, pesquisa e ciência, é um espaço de bem-estar da comunidade acadêmica, permeado de trocas simbólicas, feito de pessoas, para pessoas.

 

Texto: Clarisse Amaral, bolsista Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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Na segunda-feira (19), acadêmicos do projeto Canteiro Experimental, do curso de Arquitetura e Urbanismo, iniciaram a pintura de murais nas salas 132, 234 e 1305 do Centro de Tecnologia. Estas salas dinâmicas, usualmente utilizadas para reuniões, encontros ou para aplicação de metodologias inovadoras de ensino, foram escolhidas para receber a revitalização a pedido do diretor do CT, Tiago Marchesan. A ação foi coordenada pela docente Evelyn Possebon, responsável pelo projeto de extensão e ensino que atua como “guarda-chuva” ao abranger várias práticas da arquitetura, entre elas o muralismo.

As atividades do Canteiro Experimental visam proporcionar a esses estudantes um conhecimento prático das tecnologias e materiais construtivos, com o objetivo de valorizar os espaços didáticos e de experimentação, conforme o princípio estruturante do curso, que é a plena realização do projeto arquitetônico. A previsão para o término das artes é para sexta-feira (23). 

Discentes de diversos semestres da arquitetura estão envolvidos no trabalho. O mural da 132 está sendo executado pelos alunos de graduação em Arquitetura e Urbanismo Leonardo Brum (autor), Luiz Miguel Cescon Cezar, Valentina Ceretta, Yasmin Husein, Lauren Miranda e Clara Pivetta; O mural da sala 1305 começou a ser pintado nesta quarta-feira (21/08) pelos autores Leonardo Brum e Luiz Miguel Cescon Cezar com auxílio dos colegas Cecília Trindade Zanini, Lívia Bier e Yasmin Husein.

[caption id="attachment_5482" align="alignnone" width="1024"] Muralismo em processo na sala 1305[/caption] [caption id="attachment_5483" align="alignnone" width="1024"] Muralismo em processo na sala 1305[/caption] [caption id="attachment_5485" align="alignnone" width="1024"] Muralismo em processo na sala 1305[/caption] [caption id="attachment_5484" align="alignnone" width="1024"] Muralismo em processo na sala 1305[/caption] [caption id="attachment_5486" align="alignnone" width="576"] Equipe responsável pelo mural da sala 132[/caption]

Acompanhe as redes sociais do Centro de Tecnologia para mais informações e para ver o resultado final!


Texto e fotos por Marina Ferreira dos Santos, acadêmica de jornalismo – Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

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A Pró-Reitoria de Extensão (PRE), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte, está com inscrições abertas para estudantes interessados em criar um mural artístico no Restaurante Universitário I (campus UFSM Santa Maria). Podem submeter propostas discentes dos cursos de Artes Visuais e de Desenho Industrial da UFSM sob orientação de um professor da instituição. As inscrições seguem até 18 de abril, com entrega presencial dos documentos no Centro de Convenções UFSM.

As dimensões aproximadas do espaço destinado para a criação do Mural são de 5,40 metros de largura por 3,40 metros de altura. O projeto selecionado será divulgado até 25 de abril de 2022 e receberá, além dos materiais necessários, até 04 bolsas estudantis. A proposta deve ser original e, após ser realizada, passará a integrar o patrimônio artístico da UFSM.

As informações completas podem ser acessadas na Chamada Interna 05/22 PRE. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo e-mail editais-cultura.pre@55bet-pro.com

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