UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sun, 19 Apr 2026 16:37:52 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/16/apesar-da-chuva-festival-paralimpico-movimenta-a-ufsm Mon, 16 Jun 2025 12:09:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69510 [caption id="attachment_69512" align="alignleft" width="556"] Arremesso de disco foi uma das atividades adaptadas do atletismo[/caption]

Nem mesmo a chuva impediu a realização da primeira edição do Festival Paralímpico de 2025 na UFSM. Logo na chegada ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), voluntários seguravam grandes guarda-chuvas para proteger os participantes, que desciam de ônibus e vans vindos de diferentes localidades.

Ainda na entrada, o Esquadrão da Alegria, ONG de palhaços que realiza visitas em hospitais de Santa Maria, recepcionava o público com a presença da Doutora Chapolina e da Doutora Pipoca, da Pipolândia. Essa foi a segunda participação da ONG no evento e a Doutora Chapolina comenta: “Nossa, é uma experiência muito boa, é revigorante ver a energia deles. Mesmo num dia chuvoso como hoje, a galera foi muito receptiva conosco. Então eu acho que é muito gratificante passar a ter essas experiências”. A Doutora Pipoca complementa: “Como doutora Pipoca, é muito lindo ver isso, mas como a minha amiga Karolinny, que é professora de Inclusão da Educação Especial, é muito mais lindo ainda, porque é ver um sonho realizado aqui”. Karolinny Moysés é quem dá vida a personagem Doutora Pipoca e, mesmo ao se referir a si mesma, mantém o tom lúdico, sem sair do papel.

Evento já é tradição na UFSM

Promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o Festival acontece simultaneamente em 124 cidades do país e proporciona a crianças e adolescentes, com e sem deficiência, de 7 a 20 anos, o contato recreativo com modalidades paralímpicas. Em Santa Maria, é realizado pelo Centro de Referência Paralímpico Brasileiro UFSM (CRPB UFSM) em parceria com o Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (Naeefa). A UFSM sedia o evento pelo quarto ano consecutivo.

A primeira edição de 2025 ocorreu no sábado (14), nos ginásios 1 e 2 do CEFD, com 312 inscritos de cidades como Júlio de Castilhos, Panambi, Restinga Seca e Santa Maria. As modalidades ofertadas foram atletismo, parabadminton e, a estreante, goalball.

[caption id="attachment_69514" align="alignright" width="553"] Os participantes eram divididos em grupos de acordo com a cor da sua fitinha[/caption]

Adaptação em meio à chuva

Por conta das condições climáticas, nem todos os inscritos puderam comparecer, e a pista de atletismo não pôde ser utilizada. A organização, no entanto, já havia se preparado.
"Como foi toda a semana com previsão de chuva, começamos com antecedência a mobilização para adaptar todas as atividades para os ginásios", explicou Luciana Palma, coordenadora do Naeefa.

Durante a primeira parte da manhã, as dinâmicas de parabadminton e goalball  foram praticadas, cada uma em um ginásio. Depois, ambos os espaços receberam as atividades de atletismo adaptado.

Parcerias fortalecem a inclusão

A edição deste semestre contou com cerca de 60 voluntários dos cursos de Educação Física, Bacharelado e Licenciatura, e com a colaboração de instituições parceiras. Pela primeira vez, entidades que já apoiavam o evento também participaram da organização e execução das atividades, como a Escola e Clínica Antônio Francisco Lisboa, a Associação Colibri, a Associação Bem Viver e a Apae de Santa Maria.

“Viemos nessa organização há longos três meses. Pensamos todo o evento, as modalidades, como organizar tudo com muito carinho. Tem esse grupo maravilhoso de voluntários, os professores, que durante esses meses se organizaram para criar esses materiais. Essas nossas parceiras puderam, também, participar nesta criação”, diz a Supervisora do Centro de Referência Paralímpico Brasileiro UFSM Marcele Dorneles.

No parabadminton, por exemplo, as raquetes foram confeccionadas pelos próprios participantes das instituições parceiras. "Eles também fizeram a confecção das camisetas nas instituições. Eles nos auxiliaram, porque a gente não recebe tantos tamanhos grandes", acrescenta Marcele.

Pessoas de diferentes cidades da região vieram participar do Festival Paralímpico
Nesta edição, participantes puderam praticar atletismo, parabadminton e goalball

Estreia do goalball, interação e reconhecimento

Entre as instituições presentes, a Apae de Santa Maria esteve novamente no Festival. A coordenadora pedagógica Tatiane Marques ressaltou a relevância da participação: "É um momento maravilhoso, tanto para nós, professores, quanto, principalmente, para nossos alunos. Eles vivenciam atividades diferentes, com colegas de outras escolas. Isso é muito rico" .
Tatiane também celebrou a novidade desta edição: "Eles estão bem animados com os jogos novos e se divertindo bastante com o goalball."

O evento também contou com a participação da vice-diretora do CEFD Daniela Lopes, e do secretário municipal de Esporte e Lazer, Gilvan Ribeiro. “Nós ficamos muito orgulhosos de Santa Maria estar nesse roteiro dos festivais e de termos essa parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro. Eu, enquanto membro do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), sei a importância de trazer essa excelência dos órgãos que gerem o esporte nacional”, avalia o secretário.

Algumas famílias também acompanham os filhos até o Festival Paralímpico. É o caso do paratleta  Wagner Virago, que participou de todas as modalidades com a filha no colo. Wagner ingressou no paratletismo este ano e é pai da Selena, de apenas um ano e oito meses, que participou pela primeira vez do Festival.

“Eu acredito que o esporte tem o poder de transformar vidas. Transformou a minha e, por isso, desde cedo, quero que minha filha tenha esse contato. O esporte ensina disciplina, resiliência e gera saúde”, afirma o paratleta. Wagner atualmente compete nos 100 e 200 metros na categoria T44 pela R.S. Paradesporto, em Porto Alegre, e realiza seus treinos em parceria com o Naeefa na UFSM. 

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, estudante de desenho industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/18/atleta-de-goalball-da-ufsm-e-convocado-para-selecao-da-regiao-sul Fri, 18 Oct 2024 14:19:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67280 [caption id="attachment_67282" align="alignright" width="556"]Na fotografia horizontal e colorida, com um chão de madeira e uma goleira ao fundo, o
atleta Daniel Gelsdorf está sentado com os braços abertos para baixo e com uma bola de
goalball presa entre as pernas. Daniel é um homem branco, alto, magro, de cabelo curto
e castanho escuro, vestindo um óculos preto, o uniforme da equipe da UFSM, que é
uma camiseta de manga longa azul escura, uma calça preta e chuteiras pretas. À direita
de Daniel está o colega de time Daverlan Dalla Lana, deitado com os braços abertos em
direção a Daniel, apenas com a cabeça e os braços aparecendo. Daverlan é um homem
branco de cabelo curto e castanho escuro, vestindo o uniforme da equipe da UFSM, que é uma camiseta de manga longa azul escura. “Guri da Federal”, Daniel Gelsdorf foi convocado para a seleção por conta de seu destaque na defesa, na visão do técnico do time da UFSM[/caption]

Após a aventura no Campeonato Regional Sul no mês de julho em solo curitibano, o atleta Daniel Gelsdorf, do time de goalball da UFSM, chamou a atenção da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV). Devido ao seu desempenho na competição, ele foi convidado pela entidade a participar dos Jogos Juvenis, que iniciaram na quinta-feira (17) e vão até a quarta-feira (23) e reúnem mais de uma centena de jogadores

A competição, que está em sua segunda edição neste ano, é disputada por equipes formadas por atletas selecionados pela CBDV com, no máximo, 23 anos de idade, que representam as cinco regiões do país. As atividades serão sediadas no Centro de Treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro, o CT Paralímpico, na cidade de São Paulo. Esta é a primeira vez que a Universidade tem um jogador convocado.

“É um marco. Me sinto orgulhoso de ter chegado até aqui mesmo com todas as limitações de tempo para treinar. Estar nos Jogos Juvenis só me motiva a treinar mais para continuar evoluindo”, afirmou Gelsdorf.

O time de goalball da UFSM é um projeto de extensão desenvolvido pelo Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA), do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD), coordenado pela professora Luciana Palma.

Guri da Federal

Natural de Candelária, Gelsdorf tem 21 anos e começou a praticar a modalidade através da própria Universidade. A vida nos esportes iniciou no atletismo, em que atuou nas categorias de 100 e de 400 metros rasos, durante a escola. No currículo, também consta um período de prática do salto em distância, mas o que realmente o fez cair de cabeça neste cenário foi o goalball, em 2023.

“Foi muito legal receber a mensagem. É uma oportunidade única de conhecer toda a estrutura do CT Paralímpico e de absorver conhecimentos”, contou o jogador sobre o momento em que foi convidado para os Jogos Juvenis. Ele dividirá a quadra com atletas de outras equipes da Região Sul, os quais, embora conheça, nunca teve a oportunidade de chamar de colega de time. “Vão ser momentos de muita troca e aprendizado”, destacou.

Os Jogos Juvenis são promovidos pela CBDV com o objetivo de incentivar as instituições que contam com elencos de goalball a se desenvolverem. A ideia é oportunizar aos mais de 100 selecionados a vivência em meio ao cenário de alto rendimento situado em São Paulo. “Quando a competição vai se aproximando, é normal ficar na expectativa, até porque a competição não vai ser a única novidade pra mim, visto que esta vai ser minha primeira vez indo para São Paulo, minha primeira viagem de avião… Surge um pouco de nervosismo”, admitiu. Apesar disso tudo, o representante da UFSM promete: “quero continuar evoluindo e tentar a cada jogo, cada treino, fazer melhor do que fiz na oportunidade anterior”.

[caption id="attachment_67284" align="alignleft" width="587"]Na fotografia horizontal e colorida, sete pessoas estão em um ginásio, com paredes e chão brancos e teto de madeira. Todas as sete pessoas estão lado a lado em pé, com os treinadores nas pontas e os cinco jogadores no meio. Os três jogadores do meio estão segurando um cartaz branco do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada. Equipe de goalball da UFSM participou do Campeonato Regional Sul em julho, em Curitiba[/caption]

No caminho certo

Mateus Manchini, aluno do Programa de Pós-Graduação em Educação e um dos treinadores da equipe, revela que o grupo por trás do elenco de goalball já esperava a convocação de Gelsdorf. Isso se dá pois o cenário de goalball é composto por uma grande parcela de atletas com idade avançada e, assim como o jovem, com pouco tempo livre para treinamentos.

Entretanto, o que fez o candelariense se destacar e ser selecionado, na visão do técnico, foi seu desempenho em quadra. “Se saiu muito bem em quadra, principalmente defensivamente. Eu diria que a maior qualidade do Daniel é defensiva. Durante a competição, ele teve uma minutagem alta de participação nos jogos, conseguiu contribuir, e isso fez ele estar na Seleção do Regional Sul”, falou Manchini.

Embora saiba de seu potencial na modalidade, o jogador dá os devidos créditos aos seus colegas de elenco e garante: “chegar até aqui é um mérito não só meu, mas sim da minha equipe inteira. Se não fosse o apoio de todos, eu não estaria lá. O que me fez chegar até aqui foram os treinos e a confiança dos treinadores para me colocarem para jogar”.

O CT Paralímpico, segundo o técnico, é uma das melhores estruturas para esportes paralímpicos do mundo, não apenas do Brasil, sendo referência para outros países. Ainda, o comandante acredita que essa convocação mostra que o projeto está no caminho certo, opinião fundamentada por Gelsdorf: “falando especialmente da UFSM, estamos em uma crescente muito boa, mas não só pelo que jogamos e sim por toda a relação que temos dentro e fora de quadra”.

A ideia de Manchini para a equipe de goalball da Universidade é seguir desenvolvendo as atividades para que, cada vez mais, os atletas que já defendem o time e os que ainda virão possam viver essas mesmas aventuras. “A gente pretende trazer mais jovens para a prática do goalball, para que eles tenham essas oportunidades”.

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Fotos: CBDV/Divulgação
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/02/21/conheca-denilson-souza-paratleta-que-treina-na-ufsm-e-vai-disputar-a-3aedicao-do-campeonato-mundial-militar-de-tiro-com-arco Wed, 21 Feb 2024 17:30:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65205

foto colorida horizontal, o paratleta aparece em uma cadeira de rodas, em uma pista de atletismo cor terra, ao fundo céu com nuvens e árvores. Ele empunha e mira para o lado um arco e flecha. Sobre a fotos estão escritas informações constantes no textoNesta quinta-feira (22), o paratleta Denilson Souza, de 46 anos, embarca rumo à cidade de Dhaka, capital de Bangladesh, para disputar o 3º Campeonato Mundial Militar de Tiro com Arco, que acontece entre este domingo (25) e a quinta-feira da semana que vem (29). Representante da UFSM, de Santa Maria e do Brasil, esta será a primeira vez que o arqueiro, que treina nas dependências do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), marcará presença em uma
competição internacional.

Cabo reformado do Exército há duas décadas, o santa-mariense foi convocado em dezembro de 2023 e, seis dias por semana desde janeiro deste ano, se preparou para participar do campeonato que inicia neste fim de semana. No continente asiático, ele irá encontrar outros 124 competidores, sendo 15 conterrâneos brasileiros. Ao todo, apenas três pessoas com deficiência foram selecionadas para o torneio.

A relação de Souza com a UFSM existe desde 2009, quando ingressou na equipe de handebol em cadeira de rodas, projeto idealizado pelo Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA), grupo coordenado pela professora Luciana Palma. Em 2006, o paratleta caiu de um telhado e ficou paraplégico, conhecendo a existência de modalidades adaptadas poucos meses depois do acidente.

O santa-mariense chegou a ser convocado e a jogar pela Seleção Brasileira de Handebol em Cadeira de Rodas, mas, em função de o ginásio do CEFD ter precisado passar por reformas na época, ele precisou achar outras práticas. Com experiências no halterofilismo (levantamento de pesos), na corrida de rua e canoagem, todas vividas lado a lado com a Universidade, o principal objetivo do arqueiro é, além de participar de uma edição das Paralimpíadas, incentivar pessoas a alcançarem seus sonhos através do esporte.

Para entender melhor como foi a preparação de Souza para a disputa e sua relação com a atividade, a Agência de Notícias conversou com o paratleta sobre a modalidade, a rotina de treinamentos, o apoio da Universidade, os desafios e as expectativas para o campeonato. Confira o que ele disse:

O início de sua carreira no esporte adaptado foi a partir de uma iniciativa da UFSM. Como foi a transição entre as modalidades até chegar no tiro com arco?

Quando recebi o diagnóstico de que eu iria ficar em uma cadeira de rodas para o resto da vida, nem foi cogitado que eu poderia praticar alguma atividade. Eu iniciei com o handebol, mas passei a participar de outras modalidades com o intuito de incentivar as pessoas. O que eu senti depois que conheci e comecei a praticar se resume a uma palavra: liberdade. Hoje tem bastante gente, citando o público das pessoas com deficiência, praticando atividade física. A ideia sempre é incentivar. O tiro com arco foi a mesma coisa. Fiz um curso há sete anos e, a convite do Exército, participei de um camping militar em 2022, na cidade de Campinas, São Paulo. Eu gostei da modalidade e estou praticando até hoje. Tive bons resultados, fui campeão de campings e campeão brasileiro por duplas.

Como é a sua rotina de treinamento de tiro com alvo na UFSM?

Eu fiz uma parceria com o NAEEFA, coordenado pela professora Luciana Palma, com o objetivo de utilizar as dependências do CEFD seis dias por semana para os meus treinos. O esporte exige um espaço com distância de 70 metros, como também um grupo de assessoria para me auxiliar na questão do tiro com arco e da preparação física. Mas essa parceria com o NAEEFA é de longa data. Na hora que conversei com a professora, ela me apresentou as possibilidades e a minha rotina de treinos, que começou em janeiro deste ano.

De que forma a UFSM contribui para o seu desenvolvimento como atleta de tiro com arco?

Além de dar todo esse apoio de estrutura para que eu possa fazer os treinos do tiro com arco, o Grupo de Laboratórios Associados (GLASS) entrou na proposta com as avaliações físicas. A equipe tem todo um cuidado e dedicação. A relação vai muito além do uso do espaço, o apoio é fundamental para um atleta de alto rendimento.

Qual é a importância dessa competição internacional para você e como se sente sendo convocado para representar o Brasil?

Desses 17 anos completos que eu estou na cadeira de rodas, 15 são voltados para o esporte, sempre com o objetivo de representar o Brasil e participar de grandes competições nacionais e, também, internacionais. Isso tem um peso e uma importância significativa na minha vida. Eu sou muito grato por quem está ao redor, visto que a gente não faz nada sozinho. Agora, eu tenho que fazer a minha parte através dos treinos, com dedicação, para atingir bons resultados e dar continuidade nessa caminhada para que mais pessoas possam chegar e experimentar o tiro com arco. Quem sabe, no futuro, nós teremos mais representantes em competições nacionais e internacionais na modalidade a partir da minha participação neste Mundial.

Quais os maiores desafios que você enfrentou ao longo de sua jornada na modalidade do tiro ao alvo?

Os grandes desafios sempre têm relação com a questão financeira e é assim para todos os atletas nas diferentes categorias e modalidades. Felizmente, o Ministério da Defesa, junto com outros responsáveis que cuidam dessa parte, estão trabalhando para eu poder participar do Mundial. Adquirir o equipamento também tem um custo significativo também, além do deslocamento. Esse é um desafio à parte da acessibilidade que, perto da questão financeira, a gente tira de letra.

Como você lida com a pressão de competir em um ambiente internacional, especialmente considerando que é sua primeira vez em uma disputa desse nível?

Em um campeonato, seja nacional ou internacional, é necessário aprender a lidar com a pressão da melhor forma possível. Antes mesmo de entrar na linha de tiro, você tem que dominar o emocional, porque senão você já começa a jogar contra si mesmo. Nessa minha longa história no paradesporto, eu aprendi a cuidar do psicológico, que é o primeiro fator. O segundo fator é que, sabendo que eu fiz um bom trabalho, treinei, busquei evoluir, me dediquei, ralei, fiz o meu máximo e não posso ir mais além das minhas capacidades, com certeza eu vou fazer o meu melhor. A gente quer ser campeão mas, caso não aconteça, eu não vou ficar preocupado. Mas sim vou continuar sempre buscando o meu melhor e sendo grato às pessoas que me auxiliam e que sabem o quanto eu faço o meu melhor, honrando o trabalho delas.

Quais são seus objetivos pessoais e metas para esta competição? E para o futuro?

Em Bangladesh, espero me divertir muito, mas no bom sentido. Sabendo que tenho um trabalho, quero ir lá e levar a sério para que eu possa chegar e aproveitar da melhor forma possível e ganhar essa experiência que, com certeza, será fantástica. O meu objetivo principal é servir de exemplo para que outras pessoas possam se inspirar e sair de uma zona de depressão e de outras coisas que vivemos no nosso dia a dia. Quero conhecer outras pessoas que estão nessa trilha para resgatá-las através do esporte, tanto as que praticam por lazer quanto as que estão no alto rendimento. Caso a minha participação faça com que outras pessoas representem o Brasil e Santa Maria nas mais diversas modalidades, eu ficarei feliz da vida. Já será uma conquista. Também tenho minhas metas pessoais, como participar das Paralimpíadas com a Seleção Brasileira, que estou buscando. Enquanto eu tiver fôlego e saúde, estarei correndo atrás disso.

foto colorida horizontal de um alvo no detalhe, nas cores branco, preto, azul, vermelho e amarelo, cada uma em um círculo sobre o outro. Há um dardo cravado na parte mais central. Sobre a foto uma fala do treinador que consta no textoVisão do treinador

As atividades do campeonato funcionam da seguinte forma: na primeira fase, os competidores terão 120 minutos para realizar 60 tiros com arco. As etapas seguintes serão definidas a partir dos resultados iniciais. Entre os 125 atletas, estarão representantes da Aeronáutica, Exército e Marinha. De acordo com João Vitor Zibell, mestrando em Educação Física na UFSM e treinador de Souza, os treinamentos do paratleta foram pensados e idealizados a partir de uma visão “multifatorial”, uma vez que há muitas situações acontecendo simultaneamente nas provas.

“O tiro com arco é um esporte bem complexo, visto que tem a ver com resistência, estabilidade, pressão e concentração. Quanto mais a prova vai acontecendo, mais ele vai se desgastando nesses quesitos. A preparação dele vai desde a parte física, em relação à força, até o que diz respeito ao foco, juntamente com a respiração. Trabalhamos com alguns exercícios no sentido de repetição”, explicou o técnico.

O estudante conta que, durante o processo, foram feitos vídeos para que fosse possível enxergar minuciosamente os erros durante os treinos, desde a pegada da flecha até o caimento do arco ao final. “O ponto mais forte dele é a mentalidade. Ele é muito resiliente. Mas a parte física também é bem positiva. Os treinos que a gente fez foram muito pesados e ele conseguiu fazer todas as atividades. O que também mostra a força psicológica dele, que chegava até o final e pedia mais uma repetição. Isso vai deixando o atleta calejado para as dificuldades”, revelou Zibell.

Para o treinador, a dedicação de Souza - definida como a principal arma do paratleta pelo mestrando, inclusive - somada à estrutura da UFSM fazem com que o santa-mariense chegue perto do nível técnico de atletas da elite mundial. As maiores dificuldades que serão encontradas no torneio devem ser relacionadas ao clima, que é muito quente em Bangladesh quando comparado com o Brasil, e ao sono.

Ao todo, são nove horas de diferença entre a cidade-sede da competição e Santa Maria. “Ele tem que estar 100%. Com certeza, com o tempo que ele tem, não vai ser a preparação ideal. Mas vai ser necessário ter toda essa função de conseguir se adaptar logo. Como ele tem essa mentalidade, acredito que vá ser um fator que ele vai conseguir resolver. Por mais que seja uma dificuldade para ele, será para outros também”, declarou o estudante.

Para o treinador, as expectativas são muito boas, acreditando inclusive na possibilidade de Souza ficar entre os cinco melhores da disputa. “Quando a gente fala da elite de um esporte, principalmente do tiro com arco, não é quem acerta mais que vence, mas sim quem erra menos. Na prova, ele vai ter que estar beirando a perfeição, porque com certeza os outros estarão beirando a perfeição. A gente fica na torcida, com certeza ele tem esse potencial”, afirmou Zibell.

Texto: Pedro Pereira, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alícia Flores, estudante de desenho industrial e bolsista da Agência de Notícias
Infográficos: Daniel Michelon De Carli
Edição: Ricardo Bonfanti

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A 2ª edição do Festival Paralímpico 2023 ocorreu no último sábado (23), simultaneamente em 118 localidades nas 27 unidades federativas do Brasil, e reuniu mais de 21 mil crianças e adolescentes. Em Santa Maria, o evento ocorreu no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM. O intuito do festival é proporcionar aos jovens a experiência de modalidades paralímpicas de forma lúdica e inclusiva.

Durante toda a manhã de sábado, as crianças se divertiram ao participar de quatro modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha e vôlei sentado. E para tornar o evento ainda mais especial aos convidados, quem esteve presente no CEFD pôde assistir a uma partida de goalball, disputada pela equipe do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA) da UFSM. Em uma manhã chuvosa, a alegria dos jovens tornou calorosa a diversão no ginásio.

Em Santa Maria, o Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada da UFSM é o responsável por organizar o festival - que teve sua terceira edição em dois anos. A coordenadora do NAEEFA, Luciana Palma, destaca a importância de realizar o evento na UFSM para o reconhecimento do trabalho do Núcleo e do CEFD, que se tornou um Centro de Referência Paralímpica no estado, após visita do Comitê Paralímpico Brasileiro. “Está sendo muito significativo desenvolver o Festival aqui em Santa Maria, depois de 29 anos de trabalho no NAEEFA. Os acadêmicos, os professores e os técnico-administrativos estão auxiliando de uma forma muito positiva, alegre”, comenta a professora.

A menos de um ano para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024, os jovens puderam sentir a emoção que o esporte traz. Mais de 20 escolas foram convidadas para participar e proporcionar aos alunos uma manhã diferente e inclusiva. Mais que isso, como destaca a assistente social da Apae de Santa Maria, Andreia Peripolli, eventos como este ressaltam a inserção de pessoas com deficiência na sociedade. “A Lei Brasileira de Inclusão é muito específica e muito bonita no papel. Acho que esses eventos só vêm ao encontro desta lei e isso é muito importante. Eu acho que cada vez mais a gente tem que fazer eventos parecidos com esse, cada vez mais incentivar a inclusão social das pessoas com deficiência, porque eles têm que estar inseridos na sociedade de alguma forma, eles pertencem à sociedade também”, encerra Andreia.

[caption id="attachment_63837" align="alignleft" width="650"]foto colorida horizontal de um ginásio interno, com cadeirantes vistos de longe, e diversos objetos como cones e caixas, dispostos pela quadra Mais de 20 escolas foram convidadas para participar do festival[/caption]

O professor responsável pela modalidade de atletismo, Felipe De Lima Gaspary, destacou a importância do Festival para garantir que essas crianças possam praticar, com qualidade, esportes adaptados. “A gente sabe a dificuldade, hoje em dia, de a população de conseguir praticar esportes. E uma pessoa com deficiência encontra barreiras maiores ainda. Aqui a gente cria um espaço onde todos realmente conseguem participar. Qualquer deficiência, seja visual, física, motora, a gente consegue criar mecanismos e atender elas nesse momento”, afirma. O professor também salienta que, por haver uma periodicidade nos eventos e eles terem se tornado parte do calendário do CEFD, as crianças que participam já não tratam apenas como uma coisa nova, mas algo que elas já conhecem e que, por isso, buscam se desenvolver ainda mais.

Agora, com o CEFD se tornando um Centro de Referência Paralímpico, o objetivo é que projetos voltados para o desenvolvimento de esportes paralímpicos sejam aprofundados na UFSM, como comenta a professora Luciana Palma: “Assim que nós assinarmos o acordo de cooperação entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e a Universidade Federal, nós vamos reiniciar tantos outros projetos de extensão e abrir outros novos. Todos voltados ao esporte paralímpico, tanto com sentido de iniciação ou de dar o conhecimento e opção de prática, quanto para aqueles que conseguirem chegar a um treinamento mais de um rendimento maior”.

No encerramento do evento, os convidados acompanharam uma partida de basquete em cadeira de rodas entre os atletas do NAEEFA e os professores. Essa representação é muito importante não apenas para o desenvolvimento dos jovens, mas também para sua identidade.

Kelly Cristina Martins dos Santos acompanhou o filho, Luiz Augusto dos Santos, em sua primeira participação no festival. Ela destaca que a animação do jovem foi tamanha que ele sequer dormiu na noite anterior ao evento, mas o sono não atrapalhou a alegria e diversão do garoto, que diz já esperar pela próxima edição.

Texto: Andreina Possan, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Divulgação

Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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A UFSM recebeu nesta quarta-feira (28) uma visita técnica do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para avaliar se o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) está apto a se tornar um Centro de Referência Paralímpico. O resultado da avaliação deve ser divulgado em um período de sete a 15 dias. Caso o parecer seja favorável, este pode ser o primeiro Centro de Referência do Rio Grande do Sul. Atualmente o CPB avalia as candidaturas da UFRGS e da Prefeitura de Canoas a Centros de Referência no estado.

O CPB foi representado por Filipe Barboza, especialista em atividade física e esportes para pessoas com deficiência e supervisor de projetos na Diretoria de Desenvolvimento Esportivo do Comitê. O professor de Educação Física foi coordenador da modalidade Futebol de 5 nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.  

Barboza se reuniu com a direção do CEFD e coordenadores dos cursos de Educação Física e Dança Licenciatura e foi guiado pela professora Luciana Palma, coordenadora do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA) e alunos que integram o grupo. Além da estrutura, o supervisor também conheceu alguns trabalhos de pesquisa realizados no CEFD, como é o caso do Grupo de Laboratórios Associados (GLAss), que reúne os laboratórios de Biomecânica, Bioquímica do Exercício, Fisiologia do Exercício e Cineantropometria, atividades realizadas pela manhã. À tarde, ocorreu um encontro com o NAEEFA para falar especificamente sobre os projetos com esporte adaptados já existentes na Universidade.

Tanto a estrutura quanto o trabalho acadêmico integrado realizado pelo GLAss foram elogiados pelo supervisor, que vê a UFSM com uma grande chance de se tornar um Centro Paralímpico. “A estrutura da Universidade é sensacional, no mesmo nível dos melhores centros que temos. Ainda preciso me reunir com a equipe para uma decisão conjunta, mas [a UFSM] está no caminho certo e tem grandes chances de ser aprovada”, adiantou. Ele também destacou que o trabalho que a Universidade realiza através do NAEEFA já é relevante e o objetivo é que ele seja fortalecido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para alcançar mais pessoas. 

O que é um Centro de Referência Paralímpico e como funciona a avaliação?

O projeto Centro de Referência Paralímpico Brasileiro tem como objetivo criar uma rede de espaços dedicados à prática esportiva para pessoas com deficiência. Neste espaço, jovens de 7 a 17 anos conseguem se iniciar no esporte e até se desenvolverem como atletas de alto rendimento. Algumas modalidades também são oferecidas para adultos. De acordo com a lista da CPB, já há Centros de Referência em 16 estados do país.

A visita técnica é a segunda das três etapas para o credenciamento como Centro de Referência e analisa critérios como estrutura, acessibilidade ao espaço e a procura por esportes paralímpicos. A primeira etapa é a candidatura dos possíveis centros, realizada via carta de intenções. A última etapa é a elaboração do acordo de cooperação e assinatura do contrato entre a reitoria e a presidência do Comitê Paralímpico Brasileiro, estágio das outras duas candidaturas aqui do Rio Grande do Sul.

Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista de Agência de Notícias
Foto: Ana Alicia Flores, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias e Bernardo Silva
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/05/23/sorrisos-diversao-e-muito-esporte-marcam-mais-uma-edicao-do-festival-paralimpico-na-ufsm Tue, 23 May 2023 13:23:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62320 [caption id="attachment_62321" align="alignleft" width="551"] Com a arquibancada cheia, os organizadores deram às boas-vindas aos participantes[/caption]

No Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), a manhã do último sábado, 20, foi marcada por alegria, integração e muito esporte com mais uma edição do Festival Paralímpico Loterias Caixa. Pelo segundo ano consecutivo, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi sede do evento que ocorreu simultaneamente em outras 118 localidades do país, proporcionando a prática de modalidades paralímpicas para mais de 21 mil crianças e jovens de todo o Brasil. Tudo isso de forma lúdica, divertida e inclusiva.

O setor responsável pela realização do evento na UFSM é o Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA), coordenado pela professora Luciana Palma. Para a docente, o principal objetivo é a inclusão social que o evento proporciona às crianças. “Eu acredito que nós mobilizamos essas crianças, esses adolescentes, essas pessoas com deficiência visando a inclusão social, mas também com o sentido de pertencer a esse espaço”, comenta Luciana, que destaca ainda sobre a importância de estimular a prática do esporte paralímpico nas crianças, para que elas tenham essa vivência e experiência.

[caption id="attachment_62322" align="alignright" width="550"] Basquete em cadeira de rodas foi a modalidade preferida de alguns participantes[/caption]

Identificados com fitas nas cores azul, amarelo, verde, roxo, laranja e vermelho, os quase 300 participantes foram divididos em grupos para a prática dos esportes - que aconteceram nos Ginásios Didáticos 1 e 2 e na Pista de Atletismo do CEFD. Nesta edição, foram ofertadas quatro modalidades: basquete em cadeira de rodas, vôlei sentado, atletismo e bocha. 

No basquete em cadeira de rodas, o desafio vai para além do arremesso na cesta. No evento, os participantes puderam experienciar a locomoção com a cadeira de rodas e entender as regras do jogo. A modalidade foi a preferida do pequeno Eduardo Rodrigues, da Escola José da Silva Xavier, que falou com entusiasmo da participação em mais uma edição do Festival. “Foi 'dificilzinho’ mas eu achei bem legal, gostei bastante”, revela.

Outra modalidade foi o vôlei sentado. Divididos em duas equipes, o objetivo foi jogar os inúmeros balões coloridos para o lado adversário. Já o atletismo, realizado na pista, foi dividido em duas modalidades: a tradicional corrida e o arremesso - em que o desafio foi acertar pequenas bolas em circunferências redondas colocadas no chão.

[caption id="attachment_62323" align="alignleft" width="549"] O arremesso foi uma das modalidades praticadas na pista do CEFD[/caption]

A novidade dessa edição foi a bocha. A modalidade foi divida em três espaços. Na primeira cancha, o objetivo era acertar a bola em quadrados de diferentes tamanhos que estavam sob a quadra. No espaço ao lado, a bocha deveria passar por diferentes obstáculos na cancha. E por fim, jovens e crianças também puderam ter a experiência da prática da bocha tradicional olímpica - competição que consiste em lançar as bolas coloridas o mais perto possível de uma branca, chamada bolim. 

Voluntários por si e pelos outros

Quem auxiliou os participantes na prática da bocha foi a Lenice de Fátima Cadó. Formada em Educação Física pela UFSM, ela volta à instituição como voluntária em mais um Festival Paralímpico. “Todos os anos é uma experiência diferente, com crianças diferentes. Na bocha, deu pra perceber a alegria deles em participar”, revela. Assim como Leonice, dezenas de voluntários auxiliaram na prática das modalidades, ao mesmo tempo que contribuíram com sua trajetória profissional a partir da experiência.

Selena Cáceres Rossi, acadêmica de Educação Física, conta que o interesse pelos esportes adaptados surgiu em uma disciplina sobre necessidades especiais na graduação. Agora, com o Festival, ela pode ter o contato prático com as modalidades. “Essa experiência contribui muito porque a partir dessa disciplina e dessas práticas, eu quero trabalhar com pessoas especiais. É um público que merece atenção”, completa.

[caption id="attachment_62324" align="aligncenter" width="713"] Selena, voluntária à esquerda com a camiseta roxa, auxiliou os participantes no atletismo[/caption]

Integração entre escolas e associações

Os protagonistas do evento foram jovens e crianças, com ou sem deficiência, vindas de escolas, instituições e associações de diferentes municípios como Agudo, Júlio de Castilhos, São Sepé e Panambi, além de Santa Maria. A professora Ana Cristina Krauspenhar trouxe os alunos da Escola Municipal Renato Zimmermann e o filho Cristian Krauspenhar Eggres, que tem paralisia cerebral, pela segunda vez no evento. Para ela, é um espaço de integração muito importante que deveria ser mais frequente nas escolas, já que é uma prática que faz bem aos alunos. “Meu filho, por exemplo, espera por esse dia. Geralmente é bem difícil para ele acordar cedo, mas hoje só precisei chamar uma vez”, brinca. 

[caption id="attachment_62325" align="alignleft" width="549"] Juliano e Ana aproveitaram a manhã para praticar as modalidades oferecidas, dentro e fora de quadra[/caption]

Quem também esteve presente foi a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, a APAE de Santa Maria. Tatiane Marques foi quem trouxe os alunos da associação, como a Ana Caroline da Cruz e o Juliano Silveira que possuem deficiência intelectual. Eles contaram animados sobre o evento, principalmente a experiência na corrida. “Tudo aqui é muito interessante. A gente correu na pista e fez outras atividades”, relata Juliano. 

Já o Paulo Weber trouxe os alunos da APAE Júlio de Castilhos que participaram do evento e conheceram a UFSM pela primeira vez. “Eles têm atividades na nossa instituição mas acaba que não têm o contato com outras crianças. E a gente percebe que eles ficam muito felizes com essa integração ", afirma. 

 

Momento de muitas “primeiras vezes”

Para diversas crianças, foi o primeiro encontro com os esportes adaptados. A pequena Valentina, de 5 anos, veio acompanhada da mãe Vivian Pinto, e contou animada sobre a experiência com os “balõezinhos” (vôlei sentado). Vivian conta que além da prática das atividades, o evento é importante para que as crianças percebam que ser diferente é normal: “Eu procuro incentivar ela desde cedo, para que ela tenha esse tipo de contato e possa entender a importância dessa integração de pessoas com e sem deficiência”.

[caption id="attachment_62326" align="alignright" width="551"] Grupo de crianças e jovens na modalidade de vôlei sentado[/caption]

Para outros, o evento significou a continuidade de uma prática que já está presente no cotidiano. Samuel Augusto Seiffert participou do primeiro evento sobre esportes paralímpicos em 2015, quando foi convidado para ingressar do NAEEFA pela professora Luciana - projeto em que permanece até hoje. “Eu conheci o esporte adaptado em eventos como esse, por isso que a iniciativa é importante. Porque o esporte é qualidade de vida, inclusão e proporciona a nossa inserção na sociedade”, afirma. 

O atleta de goalball, Daverlan Dalla Lana Machado, também esteve presente no evento e participou da corrida junto às crianças. Ele é deficiente visual e destaca a importância que o esporte tem em sua vida, porque traz motivação até mesmo para melhorar a alimentação e os cuidados com a saúde. Daverlan ainda comenta que não teve contato com o esporte adaptado em sua época escolar e que só foi possível a partir do momento em que ingressou no curso de pedagogia da UFSM, em 2011. Por isso, possibilitar que as crianças tenham essa oportunidade é muito importante para sua formação e integração social. 

Um “até logo”

No final da manhã, os participantes voltaram a se encontrar na arquibancada do Ginásio Didático 2 para o encerramento das atividades. A coordenadora do Festival Paralímpico na UFSM, Luciana Palma, agradeceu a presença de todos em mais uma festa da inclusão. 

E nessa despedida, um “até logo”. Isso porque a próxima edição do evento já tem data marcada: 23 de setembro. A data foi escolhida em homenagem ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência e ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico, comemorados em 21 e 22 de setembro, respectivamente.

Texto: Andreina Possan da Rosa e Thais Immig, estudantes de jornalismo e voluntárias da Agência de Notícia
Fotos: Ana Alicia Flores, estudante de desenho industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/09/26/ufsm-sediou-festival-paralimpico-que-promoveu-a-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia Mon, 26 Sep 2022 11:50:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59778 [caption id="attachment_59780" align="alignright" width="660"]Foto colorida horizontal com pessoas, em sua maioria crianças, sentadas dos dois lados de uma rede de vôlei fixada junto ao chão da quadra, jogando balões coloridos umas para as outras Disputa de voleibol sentado reuniu crianças, adolescentes e adultos[/caption]

Durante a manhã do último sábado (24), em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21) e ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22), a UFSM sediou o Festival Paralímpico. As modalidades ofertadas foram basquete em cadeira de rodas, voleibol sentado e atletismo - nas categorias de corrida e de arremesso. As atividades aconteceram nos ginásios didáticos 1 e 2 e na pista de atletismo do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD).

O evento nacional, que também aconteceu de forma simultânea em outras 97 cidades, foi articulado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. A organização local ficou por conta do CEFD e do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (Naeefa). A seleção dos esportes que foram realizados foi baseada na estrutura que a Universidade apresenta e nos projetos que já vinham sendo desenvolvidos pelo Naeefa, e os participantes transitaram entre as três opções.

Para dar início ao festival, a professora e coordenadora do Naeefa, Luciana Palma, declarou, em seu discurso de abertura, o objetivo dos organizadores de promover a inclusão e apresentar as atividades paralímpicas à comunidade. Da mesma forma, destacou a relevância de realizar o evento e ser possível mostrar, ao público, o trabalho realizado na Instituição a favor da inclusão.

[caption id="attachment_59781" align="alignleft" width="574"]Foto colorida horizontal com crianças e adultos cadeirantes em uma disputa em uma quadra esportiva Basquete em cadeira de rodas foi uma das modalidades oferecidas[/caption]

“É de uma importância ímpar ter todos vocês, aqui presentes, vivenciando este momento. Principalmente porque nós sempre atuamos no ensino, na pesquisa e,
principalmente, em projetos de extensão. Hoje, estar aqui mostrando o que nós também conseguimos trazer para vocês, enquanto Universidade, é um momento único”, declarou a docente, destacando que pela primeira vez o festival foi realizado em Santa Maria.

O diretor do CEFD, Rosalvo Sawitzki, agradeceu a presença dos inscritos, como também enalteceu os diversos monitores que estavam trabalhando durante a manhã. Além disso, reiterou a magnitude de sediar um evento tão importante como o Festival Paralímpico de 2022 para a UFSM e declarou o início das atividades.

A partir das 9h, os participantes - crianças, adolescentes e adultos com deficiência intelectual, física, sensorial, auditiva e pessoas sem deficiência - foram divididos em quatro grupos que transitavam entre as três modalidades. Enquanto uma turma disputava voleibol sentado, outra jogava basquete em cadeira de rodas e as últimas se deslocavam à pista de atletismo para praticar as modalidades de arremesso e de corrida. As atividades tiveram a duração de pouco mais de duas horas.

Para Ana Paula da Silveira, que acompanhou sua filha Yasmin, 9, e seus sobrinhos Pedro Felipe, 8, e Vitor Mateus, 6, a realização do festival é positiva, visto que pessoas com deficiência não têm tantas oportunidades de entretenimento, normalmente. “É a primeira vez que estou vendo as pessoas com deficiência terem apoio e poderem se divertir e conhecer mais gente. É bem interessante”, contou.

Texto e fotos: Pedro Pereira, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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Acontece neste sábado (24) a primeira exposição de arte acessível protagonizada pelo programa de extensão da UFSM DiVerso. A exposição ocorre durante o Festival Paralímpico Loterias Caixa, no CEFD da UFSM.

Convidada a colaborar com o evento, a equipe do DiVerso apresentou a proposta da exposição de fotos de dança com audiodescrição. Este é o primeiro evento com esta característica realizado na UFSM. A ideia foi imediatamente acolhida pela professora Luciana Palma, coordenadora do NAEEFA, que divide a organização do Festival Paralímpico com a professora Gitane Fuke.

O artista convidado para curadoria e exposição desta estreia é o professor Dartanhan Figueiredo, conhecido por sua paixão pela fotografia e por captar imagens marcantes de diferentes ações protagonizadas pela comunidade acadêmica. Para este evento, DiVerso e Dartanhan compartilham fotografias de “Dançar as coisas do pago”, uma obra contemporânea de dança apresentada em 2018 no Theatro Treze de Maio. O espetáculo foi um marco para a história do Curso de Dança-Licenciatura e para o CEFD, sendo o primeiro com audiodescrição (AD) já realizado na cidade. 

A exposição “Dançar as coisas do pago”, por Dartanhan Figueiredo, acontecerá a partir das 9h, no Ginásio 2 do CEFD. Conta com roteiros de audiodescrição das acadêmicas Siane Bolzan e Carla Almeida, do estudante Antônio Paulo Freitas, da egressa Beth Rocha, do estudante de pós-graduação Rafa Bisogno e dos participantes externos Maria Íria Engerroff e Braian de Melo. Conta ainda com a presença da intérprete de Libras Carine Barcellos, que estará presente durante a exposição e o evento. O grupo tem dedicado estudos semanais em audiodescrição desde o início do ano letivo, e para outubro projeta a oferta de oficinas permanentes de dança para pessoas com e sem deficiência.

O programa DiVerso, coordenado pela professora Mônica Corrêa de Borba Barboza, do Curso de Dança-Licenciatura, e pela servidora Fernanda Taschetto, que atua na biblioteca setorial do Centro de Educação, conta atualmente com bolsas Fiex e tem o apoio do Observatório de Direitos Humanos (ODH) da Pró-Reitoria de Extensão (PRE). Entre as diversas ações propostas para os próximos anos está a realização de eventos de diferentes linguagens artísticas, com acessibilidade.

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arte quadrada, ao fundo foto de crianças com camiseta amarela sentadas em uma quadra esportiva, brincando com balões coloridos. Sobre a foto informações sobre o evento A UFSM sedia neste sábado (24) o Festival Paralímpico Loterias Caixa, evento que ocorre anualmente em diversas cidades do Brasil, por iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Santa Maria sediará o evento pela primeira vez. A condução estará a cargo do Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA), do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD). 

Das 9h às 12h, no CEFD, serão oportunizadas três modalidades paralímpicas: atletismo, basquetebol e voleibol, propiciando a inclusão social das pessoas com deficiência através das práticas esportivas. O evento contará com a presença de mais de 150 crianças, adolescentes e adultos com deficiência (7 a 18 anos), vivenciando de maneira lúdica e recreativa as modalidades paralímpicas.

As atividades serão direcionadas às crianças, adolescentes e demais pessoas com deficiência, de ambos os gêneros, que poderão experimentar e praticar gratuitamente as modalidades oferecidas. O evento é aberto ao público.

Mais informações no Facebook e no Instagram.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/3-modalidades-de-esportes-que-a-ufsm-vai-sediar-no-festival-paralimpico Thu, 22 Sep 2022 18:53:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9493 Existem várias modalidades de esportes adaptados para pessoas com deficiência, que vão desde o futebol, o voleibol e basquete, até diversos tipos de atletismo e categorias como bocha, esgrima e hipismo. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lista 24 modalidades de esportes adaptados. Eles ocupam espaços importantes em competições nacionais e internacionais, a exemplo da 24ª Surdolimpíadas, que aconteceu em maio deste ano em Caxias do Sul, e os Jogos Paralímpicos de Tóquio, que ocorreram em 2020.

 

Em setembro, é a vez da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sediar uma competição do tipo. Criado em 2018, o Festival Paralímpico é realizado de modo descentralizado, ocupando estruturas existentes em várias cidades brasileiras. O objetivo é proporcionar a experiência das modalidades paralímpicas para crianças com deficiência e difundir o movimento paralímpico no país. Crianças sem deficiência também podem participar: 20% das vagas são destinadas a esse público. A primeira edição abrangeu 48 cidades e teve participação de mais de 7 mil crianças. Já em 2019, foram 70 cidades e mais de 10 mil crianças. Em 2020, o evento não ocorreu por conta da pandemia. Em 2021, foram 8 mil crianças e 70 cidades de variados locais do Brasil. Já em 2022, são 105 sedes selecionadas. Além de Santa Maria, outras cinco cidades gaúchas recebem o festival: Alvorada, Canoas, Gravataí, Santo Ângelo e Porto Alegre (com dois locais). O Festival acontece em setembro por conta de duas datas comemorativas: o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21) e o Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22).

Descrição da Imagem: Fotografia horizontal e colorida de cinco pessoas sentadas em cadeira de rodas em uma quadra de basquete. Elas estão em uma faixa horizontal. Duas pessoas estão com os braços esticados e seguram uma bola de basquete. São cinco homens, sendo um adolescente. O homem da esquerda está de costas e com a mão levantada. Dois vestem coletes verde neon, e os outros, camiseta azul com o texto "segundo tempo". No canto superior direito, tabela de cesta de basquete em branco com linhas pretas. O fundo é uma parede de tijolos a vista na cor marrom avermelhado,

O órgão responsável pela realização do Festival na UFSM é o Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA), coordenado pela professora Luciana Palma. Para a docente, o momento é de importância e relevância ímpar. “Sediar este evento de magnitude nacional é receber o reconhecimento de um longo trabalho desenvolvido tanto na extensão - que é o principal objetivo do núcleo, quanto no ensino e na pesquisa”, afirma. O NAEEFA completou 28 anos de atuação em 2022, e promove diversas atividades com esporte adaptado, como o goalball, o basquete em cadeira de rodas, natação e tênis em cadeira de rodas (os dois últimos com a retomada prevista para o segundo semestre deste ano). Luciana aponta que as modalidades de voleibol e atletismo ainda não são realizadas em projetos do NAEEFA, mas que, junto com a modalidade do parabadminton, estão previstas para serem contempladas em projetos futuros.

 

A docente salienta que o festival não tem um enfoque competitivo e de disputa de medalhas. “O Festival Paralímpico tem como objetivo principal a vivência em modalidades paralímpicas. Por isso, cada cidade escolheu as modalidades que tem condições de oferecer, e nós escolhemos pelos projetos que temos”, explica. No Festival Paralímpico, a UFSM irá sediar três modalidades de esporte adaptado. O evento ocorre neste sábado, 24 de setembro, no Centro de Educação Física e Desporto (CEFD). Conheça as modalidades:

1. Basquete em cadeira de rodas

De acordo com o CPB, o início da prática do basquete em cadeira de rodas foi com ex-soldados norte-americanos que foram feridos na 2ª Guerra Mundial. A modalidade foi a primeira do tipo paralímpico a ser praticada no Brasil, em 1958, no Rio de Janeiro. Luciana explica que os atletas são avaliados conforme o comprometimento físico-motor. “Eles passam por uma avaliação funcional antes das competições e todos jogam em uma cadeira de rodas específica da modalidade basquete, porque cada modalidade em cadeira de rodas tem a especificidade [do tipo] de cadeira”, descreve. 

 

As dimensões da quadra e alturas da cesta são as mesmas do padrão do basquete olímpico. Segundo o CPB, as cadeiras de rodas recebem adaptação e padronização de acordo com as regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). As regras explicadas no site da CPB descrevem que a bola deve ser quicada, arremessada ou passada a cada dois toques na cadeira. São quatro quartos com duração de dez minutos cada. Podem competir pessoas com alguma deficiência física e/ou motora e os times são formados por até cinco pessoas.

2. Voleibol sentado

No voleibol sentado, a rede é mais baixa e a quadra é menor. Segundo o CPB, na modalidade masculina, a altura da rede é de 1,15 metros, e, na feminina, 1,05 metros. A quadra tem dez metros de comprimento e seis metros de largura. No esporte olímpico, a quadra tem 18 metros de comprimento por nove metros de largura. Pessoas que têm alguma deficiência física e/ou dificuldade de locomoção são divididas em dois times de seis pessoas. A duração das partidas é a mesma do esporte olímpico: 25 pontos corridos para os sets e 15 para os Tie-Break. Uma das diferenças deste tipo de esporte paralímpico para o olímpico é que é possível bloquear o saque. Conforme o CPB, os atletas devem manter sempre o contato com a quadra, a não ser em deslocamentos.

3. Atletismo

Atletas com deficiência física, visual ou intelectual podem praticar o atletismo paralímpico, de acordo com o CPB. As provas se dividem entre os tipos de pista, campo e rua, nas modalidades de corrida, saltos, lançamentos e arremessos. Entre as provas de corrida estão as de pista - 100m, 200m, 400m, revezamento de quatro por 400m, revezamento de quatro por 100m, 800m, 1500m, 5000m e 10.000m - e as de rua - maratona de 42 quilômetros e meia-maratona de 21 quilômetros. As provas de lançamento contemplam o lançamento de disco e club e o de dardos. Há tanto salto em distância quanto salto em altura e salto triplo. Na modalidade de arremessos, há somente os arremessos de pesos. No Festival Paralímpico sediado na UFSM, serão ofertadas provas de campo, como arremesso, e provas de pista, como a corrida.

 

Luciana destaca que o atletismo foi uma das primeiras modalidades praticadas por pessoas cegas, e atualmente é uma das mais procuradas por conta da amplitude de provas. “É uma modalidade de destaque no cenário paralímpico brasileiro”, evidencia.

Descrição da imagem:

Esporte adaptado

A diferença entre o esporte olímpico e o paralímpico é a adaptação de regras, espaços e materiais. Luciana ressalta que o objetivo é equiparar a participação de todas as pessoas nas modalidades. Esportes como basquete, voleibol, bocha e natação são esportes olímpicos e foram adaptados para pessoas com deficiência. Já o goalball, esporte adaptado também oferecido pelo NAEEFA na UFSM, é uma modalidade criada para pessoas com deficiência visual - tanto cegas quanto com baixa visão - e não tem equiparação no esporte olímpico. “As adaptações dependem da modalidade e da pessoa com deficiência que irá participar. Cada modalidade de esporte paralímpico tem especificidades conforme a deficiência e as necessidades das pessoas”, complementa Luciana.

Expediente:

Reportagem: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Fotografias: Ana Alícia Flores, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias;

Design gráfico: Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.

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A cidade de Santa Maria, através da UFSM, será uma das 96 cidades de todo o Brasil que irá receber o Festival Paralímpico, em setembro deste ano. O evento é promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e a organização local está a cargo do NAEEFA (Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada) e do Centro de Educação Física e Desportos.

A proposta é que cada cidade sede disponibilize a prática de três modalidades esportivas. Na UFSM será oferecido basquete em cadeira de rodas, voleibol sentado e atletismo. Os esportes escolhidos são baseados na estrutura que a universidade possui e nos projetos que já vinham sendo desenvolvidos pelo NAEFA. As modalidades serão oferecidas para todos os participantes do Festival Paralímpico, para que possam ter a experiência de jogar basquete em uma cadeira de rodas, e vôlei sentado, por exemplo. As atividades de atletismo serão realizadas na nova pista da Instituição.  

O festival será gratuito e além da prática das atividades esportivas prevê momentos de integração entre os participantes. Para a professora e coordenadora do NAEFA, Luciana Palma, "o mais importante é a vivência prática nas modalidades que são desenvolvidas na UFSM”. Todas as pessoas presentes no festival poderão transitar entre as modalidades durante toda a manhã. 

Festival Paralímpico é espaço de experimentação

O Festival Paralímpico está marcado para o dia 24 de setembro, das 8h às 12h. A data escolhida para o evento é alusiva ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21) e ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22). A iniciativa tem a finalidade de proporcionar a crianças e adolescentes com e sem deficiência (até 20% das vagas) a experiência de vivenciar as modalidades paralímpicas e difundir o Movimento Paralímpico em todo o território nacional. 

Podem se inscrever para participar pessoas com deficiência intelectual, física, sensorial, auditiva. Além disso, a organização local do evento destaca que toda a comunidade pode participar, pois o objetivo maior é promover a experimentação esportiva para pessoas com e sem deficiência, para que possam conhecer os esportes paralímpicos.

Aqueles que desejarem participar devem solicitar um cadastro/inscrição através do e-mail naeefacefd@gmail.com, até o dia 05 de agosto (05/08). Os dados solicitados serão enviados para o Comitê Paralímpico Brasileiro. Inscrições também poderão ser realizadas no dia do evento, presencialmente.

A expectativa é que cerca de 150 pessoas, entre participantes das modalidades, familiares e demais inscritos, participem do Festival. Luciana Palma afirma ainda que "a motivação do grupo de professores e dos monitores é muito grande e estamos pensando em oferecer o melhor possível, a melhor experiência em cada uma das modalidades. Queremos motivar o pessoal para todos estarem aqui!’’.

 

Texto e foto de capa: Mariane Machado da Silva, estudante de jornalismo e voluntária na Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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A Atleta Ester Nadiesca Giuliani, da Equipe NAEEFA-UFSM de Goalball, foi destaque na 10ª Edição do Regional Sul de Goalball, que ocorreu nos dias 02 a 05 de junho de 2022, na cidade de Londrina-PR. 

Ester iniciou a sua trajetória como atleta em 2019, no Projeto “Goalball” no Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA) do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), na UFSM. E hoje, além de jogar e competir pela equipe da UFSM, representa a Equipe de Santa Maria nas competições nacionais, quando convocada pela Associação de Cegos do Rio Grande do Sul- ACERGS.

A Equipe NAEEFA-UFSM de Goalball é coordenada pela Profª Luciana Erina Palma e a Comissão Técnica formada pelos acadêmicos Mateus Manchini Rodrigues e João Vitor Zibell e Prof Felipe Gaspary.

A ACERGS consagrou-se vice-campeã e, irá disputar a Série B do Campeonato Brasileiro, com organização da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CDBV) e do Comitê Paralímpico Brasileiro. 

Saiba mais sobre em: http://www.cbdv.org.br/londrina-recebe-a-10a-edicao-do-regional-sul-de-goalball

Siga a Página da ACERGS no Facebook e @acergs.acergs no Instagram.

Foto com o time disposto em duas fileiras,  com oito mulheres sorrindo para a foto. As atletas estão de uniforme rosa com número a frente e calça preta. Ester é branca, de cabelos marrons até o ombro e  está com a blusa do time em rosa, com o número 6 na frente, calça preta e usa tênis. Está com uma medalha no pescoço e sorri bastante.

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