UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 19 Mar 2026 21:00:10 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/18/ha-sete-anos-pro-saude-democratiza-o-acesso-a-atividades-fisicas-a-populacao-santa-mariense Mon, 18 Aug 2025 12:47:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70159 [caption id="attachment_70178" align="alignright" width="530"]Foto horizontal e colorida de uma pessoa idosa está sentada no chão, em posição de alongamento, com as pernas abertas e o corpo inclinado para frente. Ela segura um bastão verde com as duas mãos, apoiando-se para o exercício. Usa óculos, casaco escuro com detalhe vermelho nas mangas, calça jeans e meias pretas antiderrapantes. Está sobre colchonetes e mantas coloridas, em um ambiente interno com piso claro e prateleiras ao fundo. Outras pessoas, parcialmente visíveis, também participam da atividade.
Silvia Iop de Mello participa do projeto há quase dois anos e já observa mudanças[/caption]

Ao som de Ivete Sangalo, a bibliotecária Silvia Iop de Mello, de 62 anos, alongava os braços durante uma aula de Pilates na sala 415 da antiga Reitoria da UFSM. Natural de Santa Maria, ela conta que convive com hérnia de disco, doença que atinge as vértebras da coluna, e que, com a prática de exercícios semanais, já observa uma grande evolução em sua saúde no dia a dia. “Hoje, eu tenho muita facilidade para respirar, para caminhar e fazer muitas outras coisas”, revela.

Silvia é uma dentre as mais de 66 milhões de pessoas adultas que vivem com ao menos uma doença crônica não transmissível, como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, obesidade, osteoartrite, osteoporose, doenças respiratórias crônicas ou fibromialgia, no Brasil, segundo pesquisa publicada, em 2021, na Revista Ciência & Saúde Coletiva. Além disso, cerca de 50% dessa população ainda não atinge a recomendação mínima de 150 minutos semanais de atividade física, conforme dados do Ministério da Saúde. 

Tendo isso em mente, Silvia vai contra esse percentual devido a uma iniciativa que nasceu nos corredores do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM: o Pró-Saúde, ação extensionista que busca promover a prática de atividades físicas gratuitas para a população com doenças crônicas não transmissíveis e gestantes no município. “As academias por aí são muito caras, então, o projeto é muito bom porque melhora a qualidade de vida”, afirma a aluna, que frequenta as oficinas de Pilates do projeto há quase dois anos.

[caption id="attachment_70179" align="alignleft" width="530"]Foto horizontal e colorida de um grupo de pessoas participa de uma atividade física em um salão interno. Elas estão deitadas de costas sobre colchonetes coloridos, distribuídos pelo chão, com os joelhos dobrados e segurando bastões com as mãos estendidas para cima. Algumas usam roupas esportivas e meias, e há bolsas e casacos apoiados nas prateleiras ao fundo, sob janelas grandes. Turma de Pilates do Pró-Saúde, ministrada na antiga Reitoria[/caption]

A expansão do Pró-Saúde 

Idealizado em 2005, mas oficialmente criado em 2018, pelo Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde (NEMAEFS) da UFSM, o projeto é atualmente coordenado pela fisioterapeuta Luciane Sanchetone. Ela contou que, na época, o grupo era reduzido, assim como os serviços que ofereciam. “A gente fazia avaliação postural e aplicávamos exercícios localizados para tratar as disfunções músculo esqueléticas nas turmas de ginástica. Como os espaços do CEFD eram pequenos e tínhamos pouco material, não fazíamos muito mais que isso” explica Luciane.

Após um tempo, o projeto expandiu-se para além da Universidade quando formalizou uma parceria com a Prefeitura de Santa Maria, em 2018. A partir daquele momento, o Centro Desportivo Municipal (CDM) e o Ginásio Oreco, no bairro Tancredo Neves, abrigaram as turmas de ginástica da iniciativa. Nos anos seguintes, o projeto ganhou ainda mais espaço. “Depois da pandemia, em 2021 e 2022,  a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) abriu um edital pra gente utilizar a antiga Reitoria. Nós ganhamos e passamos a realizar as oficinas por lá também”, acrescenta a coordenadora.

Devido à agenda municipal de eventos e até mesmo a problemas estruturais, o CDM não pôde ser utilizado integralmente pelo projeto por muito tempo. Com isso, por meio da PRE, mais espaços na antiga Reitoria foram disponibilizados ao Pró-Saúde.

Hoje, o projeto tem oferecido as seguintes modalidades: Pilates, treinamento funcional, exercícios de força, musculação — atividades realizadas no CDM e na antiga Reitoria da UFSM — e hidroginástica — realizada na piscina térmica do CEFD. 

Luciane destaca que, segundo estimativas, são beneficiadas, por ano, cerca de quatro mil pessoas. “Considerando todas as nossas estruturas, estamos fazendo uma avaliação do número de formulários e pessoas efetivamente inscritas. Atualmente, só na antiga Reitoria, estamos com 26 turmas, e a expectativa é aumentar”, prevê a fisioterapeuta.

[caption id="attachment_70164" align="alignright" width="530"]Foto horizontal e colorida de duas mulheres estão lado a lado e olhando para a câmera. À esquerda, Silvia Mello usa óculos, casaco azul escuro e blusa vermelha. À direita, Aline Strelow veste um suéter bege de tricô e sorri. Elas estão em um ambiente interno simples, com bancada e janela ao fundo. Aline Strelow (D), estudante de Terapia Ocupacional e orientadora de oficina de Pilates, ao lado de Silvia Iop de Mello, participante da iniciativa[/caption]

Projeto conta com equipe multiprofissional 

Para manter o fluxo de atividades atuais, a iniciativa conta com a contribuição de técnico-administrativos em educação e alunos de graduação e pós-graduação de diferentes áreas, como Fisioterapia, Educação Física e Terapia Ocupacional.

Dentre os estudantes que orientam as oficinas de Pilates está Aline Strelow, que passou a integrar a iniciativa em 2025. De acordo com ela, o Pilates é uma modalidade que traz exercícios de alongamento, mobilidade e fortalecimento muscular. Além disso, um diferencial da atividade é o desenvolvimento de todas as partes do corpo. “A gente não trabalha com algo isolado. Quando fazemos um alongamento, ao mesmo tempo trabalhamos a movimentação e diversos músculos”, explica a monitora.

A estudante conta que, por conta do alto preço dos equipamentos, os exercícios realizados durante as aulas utilizam pesos de garrafinha d’água e cabos de vassoura como barra de alongamento.

Para Aline, a gratuidade do Pró-Saúde possui um papel necessário e urgente. “Uma clínica particular não baixa de R$ 200,00. Então, o projeto é muito benéfico para pessoas de baixa renda. Temos que entender que eles já precisam arcar com medicamentos e outros custos do dia a dia também”, relata.

Como participar?

As inscrições para integrar as atividades do Pró-Saúde são comumente abertas no início de cada ano e as vagas são preenchidas por ordem de inscrição. Esse processo seletivo ocorre via formulário online ou presencialmente, dependendo da modalidade escolhida. As aulas acontecem apenas durante o período letivo da UFSM e que podem participar gestantes ou aqueles que possuem atestado médico para doenças crônicas degenerativas não transmissíveis.

Vale enfatizar que a quantidade de turmas para cada modalidade se altera a cada ano, conforme a quantidade de alunos inscritos, participantes cadastrados no projeto e disponibilidade de locais para executar as atividades. “Por conta de algumas obras na nossa piscina térmica, não conseguimos abrir turmas para hidroginástica em 2025 ainda. Nossa expectativa é retomar assim que o local esteja seguro e apto para receber os alunos”, diz a coordenadora do Pró-Saúde.

Agora, servidores também podem participar

Além disso, em uma parceria inédita entre a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) e a PRE, a partir do segundo semestre de 2025, o Pró-Saúde, junto ao programa Movimenta, iniciativa da UFSM que promove saúde a servidores aposentados, passou a receber inscrições para turmas de Pilates, treinamento funcional, exercícios de força e para pessoas com fibromialgia. “Nós estamos destinando 30% das vagas para aposentados e servidores que trabalham no centro de Santa Maria, como na própria antiga Reitoria”, exemplifica Luciane.

Calendário de inscrições, vagas por turma e outras orientações importantes para realizar a inscrição no Pró-Saúde podem ser encontradas na página oficial do projeto no Instagram.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/10/14/conheca-a-cheerrows-equipe-de-lideres-de-torcida-da-ufsm Fri, 14 Oct 2022 12:41:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60025 [caption id="attachment_60026" align="alignright" width="735"]foto colorida horizontal com um grupo de meninas e um menino, calções pretos e camiseta azul marinho, em uma coreografia em uma quadra esportiva. Divididos em dois grupos, os jovens seguram duas meninas, que estão sobre os demais e se dão as mãos Estreia da "Cheerrows" aconteceu em um torneio municipal de futsal[/caption]

A equipe de cheerleaders - líderes de torcida, em tradução literal - "Cheerrows" é um projeto institucional apoiado pelo Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (NIEEMS), pelo Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde (NEMAEFS) e pelo programa de ensino Esporte Universitário. Com o objetivo de representar, de maneira simbólica, o suporte da comunidade às diversas equipes esportivas que a UFSM abriga, o grupo é coordenado pela professora Luciane Sanchotene e comandado pela capitã e acadêmica de Educação Física Camile Baldoni.

De acordo com a coordenadora do projeto, a ideia de formar uma equipe de líderes de torcida existe desde quando ela era aluna de Educação Física na Instituição. Entretanto, conta que, naquele período, não havia pessoas para treinar, ensinar e procurar entender regras e regulamentos para mostrar como funcionava o universo do cheerleading. Em 2018, já docente da UFSM há mais de uma década, acadêmicas do curso de Medicina - que já faziam a animação de alguns jogos da equipe de futebol americano da cidade, o Santa Maria Soldiers - procuraram-na com o intuito de estruturar um grupo da categoria, sem quaisquer fins competitivos.

“A princípio, não levamos para o caráter competitivo. Mantivemos somente as apresentações de algumas equipes da UFSM e a abertura de alguns eventos da Universidade. Durante a pandemia, nós paramos com a modalidade e, no retorno, a Camile ajudou a estruturar um grupo com o objetivo de disputar provas”, ressalta a coordenadora da equipe.

Conforme explica a capitã da "Cheerrows", há três estilos diferentes de cheerleading: pom dance, que é a dança com o uso dos famosos pompons; sideline, focada na animação da torcida, com ou sem o uso dos pompons; e a categoria esportiva ou atlética, direcionada à competição. Na edição deste ano dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), em que a delegação da UFSM retornou a Santa Maria com seis medalhas, a modalidade competitiva teve sua estreia como categoria oficial do torneio.

Contudo, o grupo da UFSM conta com turmas apenas nas categorias de sideline e esportiva. Para o acadêmico que tiver interesse em entrar para a "Cheerrows", basta fazer contato pelas redes sociais, mas é necessário estar matriculado em algum curso da Universidade.

Os grupos realizam seus treinamentos no Centro Desportivo Municipal (CDM) de Santa Maria, o Farrezão, e no CEFD, nos seguintes horários:

Equipe de sideline:
Terça e sexta-feira - 19h às 20h (CDM)

Equipe esportiva:
Terça, quinta e sexta-feira - 18h às 20h (CDM)
Sexta-feira - 17h às 18h (CEFD, sala 3004)

Cerca de 30 pessoas fazem parte do elenco da "Cherrows". Embora tenham se apresentado, inicialmente, no Viva o 55BET Pro que ocorreu no dia 21 de agosto deste ano, a estreia oficial da equipe aconteceu na Superliga de Futsal da cidade, da qual uma das divisões da UFSM Futsal participou. O próximo compromisso das líderes de torcida da Universidade é no dia 29 de outubro, na 1ª Copa Amistosa Tapete Mágico, evento de ginástica rítmica que acontecerá em Santa Maria.

A fim de exibir a relevância da modalidade para a Instituição, Luciane explica os objetivos do grupo. “Nós estamos tentando fortalecer as equipes universitárias da UFSM. Seria muito importante líderes de torcida que, nas competições, acompanhassem os nossos atletas para levar a torcida junto para essas competições. É como se fosse um pouco da Universidade para torcer pelos times”, conta a coordenadora.

Texto: Pedro Pereira, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Foto: Gabriel Haesbaert/Divulgação
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/08/31/ufsm-em-rede-os-desafios-e-as-dificuldades-em-ensinar-e-aprender Wed, 31 Aug 2022 13:44:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59508

Com ganhos e perdas, o modelo de Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE) foi o caminho encontrado para a continuidade das atividades durante a pandemia de Covid-19. O desafio seguinte a ser enfrentado era a execução. É normal que, após todo o período, o REDE tenha deixado resquícios, resta saber e analisar quais deles são bem quistos pelos professores e estudantes. É o que a segunda reportagem da série sobre o UFSM em REDE aborda.

A tecnologia bateu na porta

As aulas do 1º semestre de 2020 haviam começado há exatamente uma semana na UFSM quando tudo precisou ser suspenso. O planejamento que havia sido feito precisou ser alterado e novas lógicas acadêmicas precisaram entrar em vigor muito rapidamente. Francisco Cougo, docente do departamento de Arquivologia da UFSM, avalia que a experiência de ensinar e aprender durante a pandemia foi naturalmente difícil. O semestre já havia sido planejado levando em conta a presencialidade, e a necessidade de migrar para a plataforma digital repentinamente gerou problemas para os quais não havia se planejado. O professor elenca três desafios enfrentados pela nova dinâmica de ensino: o estresse gerado pelo próprio contexto de calamidade na saúde pública; a dificuldade de gerir um regime de ensino a distância sem nenhum planejamento prévio; e a própria ausência de infraestrutura para a realização das aulas.

Francisco relata que o primeiro semestre de 2020 foi o mais dificultoso. “Inicialmente, nem professores nem estudantes tinham equipamentos adequados, nem instrumentalização básica para a realização das aulas. O acesso à internet também era limitado. Como ficamos quatro semestres neste regime, evidentemente houve tempo para adequações e adaptações, ainda que sempre com muitos prejuízos”, avalia.

Além disso, outro problema elencado pelo professor está relacionado às rotinas de ensino-aprendizagem: “É como se estivéssemos diante de um ingresso triplo, pois temos turmas de 2020, 2021 e 2022 que recém agora estão conhecendo a Universidade, seus métodos e suas oportunidades”, afirma.

Luciane Sanchotene, professora do departamento de Desportos Coletivos da UFSM, avalia que este período trouxe dificuldades e também oportunidades: “Houve pontos negativos, principalmente para um curso de Educação Física, em que os alunos ficaram dois anos sem a prática da natação, do atletismo, do esporte coletivo, dentre outros, mas também houve muitos pontos positivos que eu penso que ficarão”, afirma. 

Os projetos desenvolvidos por ela conseguiram ter uma boa adaptação ao modelo virtual, como o Esporte Universitário, que originalmente oferecia aos acadêmicos a oportunidade de praticar diversas modalidades esportivas. Na pandemia, esse trabalho continuou, com as aulas via Google Meet. Além disso, pessoas sem vínculo com a UFSM puderam participar. “Muitos alunos pediram, foi muito importante essa prática naquele momento tão difícil do isolamento que estávamos vivendo”, conta. Luciane também promoveu cursos em diferentes temáticas e organizou eventos virtuais. Durante o período remoto produziu vídeos para os servidores em trabalho remoto sobre assuntos como a postura da coluna, como respirar corretamente e exercícios possíveis de se fazer em casa.

O impacto nos estudantes

Para os estudantes, o cenário não foi diferente. Houve aqueles que aprovaram e se adaptaram ao novo modelo com mais facilidade, mas, também, muita dificuldade foi encontrada.

Andréa Ortis, doutoranda em Comunicação, avalia que, dentro de sua realidade, o REDE foi bastante produtivo. “Quando iniciou o REDE, já estava na metade do doutorado e com disciplinas bem específicas, voltadas para a organização do projeto de tese, que é bastante teórico. As aulas foram pontuais, com foco total nas apresentações dos projetos e orientação dos professores, além da participação dos colegas que, mesmo que estivessem em uma tela de computador, conseguiam dar dicas valiosas para que os projetos conseguissem ser desenvolvidos da melhor forma possível”, relata.

No entanto, a acadêmica reconhece que tem essa visão pois está em uma área que possui um viés teórico acentuado, o que permite com que possa desenvolver suas atividades à distância. “Minha experiência só foi positiva porque o doutorado em Comunicação possui viés teórico, diferentemente de áreas das ciências agrárias ou exatas, por exemplo. Caso contrário, não teria a mesma opinião. Não consigo imaginar ser aluna de um curso com aulas práticas sendo feito remotamente, afinal seria dentro de um laboratório, com a instrução direta de um professor, que eu aprenderia a desenvolver um produto”, reflete. 

Essa mesma perspectiva é compartilhada pela Pró-Reitora de Pós-graduação e Pesquisa, Cristina Nogueira. Na sua visão, após as dificuldades iniciais de organização ao novo modelo remoto, as áreas teóricas tiveram ganhos mais expressivos com o uso das tecnologias, no entanto, o principal impacto negativo foi nos cursos de pós-graduação que possuíam muitas aulas práticas, atividades experimentais ou trabalhos de campo para realização das pesquisas. Algumas dessas atividades não tiveram como ser totalmente transportadas para o modelo em REDE, o que ocasionou atraso no tempo de conclusão dos cursos além de um déficit na formação presencial, diz Cristina. 

No entanto, Andréa argumenta que de modo geral, devido ao contexto emergencial em que foi implantado o REDE, considera que ele teve um saldo positivo, e possibilitou com que as atividades acadêmicas tivessem continuidade. Além disso, também pensa que foi uma forma importante de manter o vínculo dos estudantes com a universidade, mesmo que a distância. No entanto, ela ressalta a importância de se pensar o sistema de forma específica para cada área de ensino, levando em conta suas demandas e rotinas de trabalho e pesquisa.

Para a estudante de Engenharia Química Renata Gulart, o período em REDE foi desafiador no sentido humano, visto que ela gosta de ter pessoas por perto, inclusive isso a ajuda a se concentrar melhor nos conteúdos das aulas. Por outro lado, os anos de ensino remoto proporcionaram a ela estar mais ativa em diferentes projetos, como empresa júnior, grupo de pesquisa, dentre outros. “No presencial, isso é mais difícil, porque temos uma carga maior de atividades e aulas, enquanto no REDE havia uma flexibilidade sobre o que fazer e quando”, explica Renata. 

Outro ponto de vista é trazido pelo acadêmico de Direito Luiz Bonetti, que indica haver três esferas que foram perpassadas no período do REDE. A primeira é a mesma elencada por Renata: a saúde mental, afetada pelo isolamento que impedia o encontro com outras pessoas. “A falta de relação pessoal foi um ponto relevante para mim, pois sempre fui uma pessoa sociável”, explica. Por sua vez, o Whatsapp se tornou maior e mais influente na sua vida, mas não da melhor forma. Isto é, tornou-se difícil separar o profissional do pessoal. 

O segundo ponto para o estudante diz respeito ao ensino propriamente dito. Antes da pandemia havia uma forte defesa do ensino tecnológico em prol da presencialidade. Durante, porém, ficou visível que o ensino remoto não é suficiente e prejudicou a formação e capacidade de aprendizado para muitos. Para ele, esse movimento gerou evasão de estudantes, sobretudo pela questão da inclusão digital, acesso a tecnologias e equipamentos. Já a terceira esfera modificada pela pandemia, segundo Bonetti, foi a assistência estudantil, especialmente pelo fechamento do Restaurante Universitário.

Mesmo em perspectivas diferentes, tanto Andréa quanto Renata e Luiz concordam sobre a importância da presencialidade, da necessidade de repensar pontos do modelo REDE e do uso das tecnologias na educação. “Conseguimos ter uma prova da importância do ensino presencial, ao qual as tecnologias devem contribuir, mas não substituir”, pondera Luiz. Andréa ainda destaca que é preciso avançar no uso que se faz das ferramentas digitais: “Acredito que o modelo deve ser melhor pensado para o futuro, inclusive realizando mais capacitações para os professores, pois ministrar aulas de modo remoto é completamente diferente que se fossem feitas olho no olho”.

O fantasma da evasão

O professor Francisco lembra que um dos grandes problemas do período foi a desistência de alunos, principalmente pela dificuldade em acompanhar as aulas virtuais. “Vimos muita gente desistir nesta etapa, porque só contavam com smartphone simples e conexão limitada, o que dificultava muito a realização de leituras e trabalhos”, relata. Além disso, o docente também pontua que em virtude da crise econômica e das incertezas da pandemia, muitos estudantes preferiram trancar suas matrículas e retornar somente quando o cenário estivesse mais seguro, o que gera um esvaziamento na universidade. Essa perspectiva também é compartilhada por Luiz Bonetti, que entende que as dificuldades apresentadas neste contexto impactam na capacidade dos estudantes em acompanharem as aulas e participarem de projetos. 

Jerônimo Tybusch, pró-reitor de graduação, concorda ao afirmar que é fato que com a crise atual muitos alunos precisaram ajudar suas economias domésticas e de sustento. Por essa razão, a Pró-Reitoria incentiva que as coordenações de curso façam acompanhamento àqueles alunos que param de frequentar as aulas. Além disso, as ferramentas para o acadêmico trancar o curso foram flexibilizadas, para que ele possa agir com maior mobilidade e, futuramente, retornar à Universidade. “Nós estamos fazendo um trabalho de recuperação desse aluno que não apareceu no REDE e nem no presencial agora. Estamos incentivando os cursos a entrarem em contato para recuperá-lo”, destaca.

Potencialidades a serem exploradas

Ainda que o período tenha sido de dificuldades, algumas possibilidades se mostraram pertinentes e devem ser exploradas. Francisco indica que um dos pontos positivos deste cenário foi uma aceleração na digitalização de rotinas. Além disso, também destaca que um ganho foi a possibilidade de integração maior entre cursos e outras universidades. “Antes, nos parecia meio exótico que uma banca de TCC fosse realizada remotamente, ou com participantes online. Agora isso nos parece absolutamente normal e esse é um avanço positivo”, pontua.

Na mesma perspectiva, Luciane avalia que um ganho foi a abertura das disciplinas que leciona para a participação de alunos de outras instituições. Ela conta que teve um número maior de alunos de outros cursos, como Medicina, Fisioterapia ou Terapia Ocupacional. “Tive o prazer de poder aumentar essa prática multiprofissional que eu já venho realizando também no meu grupo de estudos”, diz, referindo-se ao Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde, o Nemaefs.

As reuniões online proporcionaram a Luciane ir além de seu alcance, como quando pôde participar de eventos internacionais como palestrante. Aliado a isso, essa ausência de mobilidade permitiu a ela participar de bancas com professores de outros estados e nações. Nisso, ela ressalta como o ponto de vista econômico é beneficiado, com passagens de avião e diárias de hotéis poupadas. “Teve até alunos que começaram e concluíram uma pós-graduação na nossa Instituição sem precisar vir para Santa Maria, isso facilitou a vida de muita gente”, pontua.

Ponto convergente entre todos é que o uso da tecnologia no ambiente acadêmico é um caminho sem volta. No entanto, ainda há pontos que precisam ser aperfeiçoados para um melhor uso dos benefícios que ela pode trazer, já que, por um lado, pode ser limitante, e por outro, pode potencializar ações. Os gestores afirmam que a discussão sobre o tema é contínua na Universidade, e mesmo que o REDE não esteja mais em vigor, é necessário estar atento para as necessidades do contexto e oportunidades que podem surgir.

Na próxima matéria da série serão abordadas algumas potencialidades que o modelo virtual trouxe, fazendo com que a UFSM cruzasse fronteiras.

Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Foto de capa: Daniel Michelon de Carli
Edição: Mariana Henriques e Ricardo Bonfanti, jornalistas

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O projeto de extensão "Pró-Saúde: Fibromialgia e atividade física", parceria dos cursos de Fisioterapia e Educação Física da UFSM com a Prefeitura de Santa Maria, vai oferecer gratuitamente exercícios e educação em saúde para pessoas com diagnóstico médico de fibromialgia.

A partir desta semana, serão dois encontros semanais, nos quais os participantes serão atendidos por uma equipe multiprofissional, para realização de atividade física, e um grupo de educação em dor. Os encontros ocorrerão no Centro Desportivo Municipal (CDM), nas segundas e sextas-feiras, das 15h às 17h.

Os interessados devem se inscrever até sexta-feira (15), pelo link. São necessários diagnóstico e atestado médico para realizar atividades físicas.

Mais informações pelo Instagram @prosaudenemaefs.

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A UFSM é parceira da Prefeitura de Santa Maria, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, no Pró-Saúde, projeto que oferece atividades gratuitas voltadas à prática de exercícios físicos para a comunidade. Os interessados podem se dirigir até o Centro Desportivo Municipal (CDM), no Bairro Nossa Senhora de Fátima, e realizar a inscrição até sexta-feira (22).

Doentes crônicos e gestantes também podem participar das aulas. As modalidades disponíveis são pilates e alongamento, musculação, caminhada e corrida, treinamento funcional e funcional dance. Com 25 vagas em cada turma, as aulas se iniciam em 26 de outubro, seguindo os protocolos sanitários vigentes, a exemplo do uso de máscara e álcool gel. 

Para se inscrever, a população precisa ir até o CDM no horário em que as aulas serão ministradas (ver abaixo). O participante precisa levar atestado médico de aptidão física no momento da inscrição. Até 22 de outubro, não haverá aulas. Os horários serão utilizados apenas para cadastrar os alunos. 

Mais informações podem ser obtidas pelo perfil do Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde (Nemaefs) da UFSM no Instagram.

Atividades, dias e horários:

Pilates e alongamento – Quartas e quintas-feiras, das 8h30 às 9h30; quartas-feiras, das 16h30 às 17h30; quintas e sextas-feiras, das 16h às 17h e das 18h às 19h;

• Musculação – De segunda a sexta-feira, das 18h às 22h; e terças, quintas e sextas-feiras, das 14h às 16h;

Caminhada e corrida – Nas quartas e sextas-feiras, das 16h30 às 18h30; e nas terças e quintas-feiras, das 17h às 18h;

Treinamento funcional – Nas terças e quintas-feiras, das 17h às 18h;

Funcional dance – Nas segundas e quartas-feiras, das 18h às 19h.

Com informações da Secretaria Extraordinária de Comunicação da Prefeitura

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