UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 27 Apr 2026 04:39:16 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2026/04/14/parceria-entre-o-neprade-ufsm-e-o-icmbio-fortalece-acoes-de-recuperacao-davegetacao-nativa-em-areas-atingidas-por-eventos-extremos-no-rio-grande-do-sul Tue, 14 Apr 2026 14:26:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=12987

O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (NEPRADE-UFSM), em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação em Biodiversidade e Restauração Ecológica (CBC) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), está desenvolvendo pesquisa científica sobre a recuperação das áreas de matas ciliares e encostas atingidas pelos eventos extremos de 2024.

A pesquisa é coordenada pelo Alexandre Bonesso Sampaio (CBC-ICMBio) e pela professora Ana Paula Moreira Rovedder (NEPRADE-UFSM), atuando em um dos eixos específicos do projeto “Avaliação dos efeitos do desastre natural decorrente das mudanças climáticas na biodiversidade do Estado do Rio Grande do Sul”. Lançado em janeiro de 2025, o projeto é fruto da colaboração entre 12 centros de pesquisa do ICMBio e instituições gaúchas, reunindo esforços em diferentes áreas do conhecimento para compreender e mitigar os impactos ambientais, sociais e ecológicos decorrentes dos desastres climáticos que atingiram o estado em 2024.

A parceria entre o NEPRADE-UFSM e o CBC-ICMBio concentra-se no objetivo específico de recuperação da vegetação nativa das áreas afetadas, com foco na região do Corredor Ecológico da Quarta Colônia, no centro do estado — uma das mais severamente impactadas pelas enchentes. O trabalho busca elaborar um diagnóstico detalhado dos impactos sobre a vegetação, orientando a elaboração de um plano de recuperação de áreas para matas ciliares e encostas atingidas pelo desastre natural.

Desde fevereiro de 2025, a equipe do NEPRADE percorre as áreas afetadas no Corredor Ecológico da Quarta Colônia e monitora o retorno da vegetação ao longo do Rio Jacuí e arroios, bem como nos deslizamentos das encostas em municípios da região. O projeto conta com uma pesquisa de pós-doutorado, pelo Programa de Pós- Graduação em Engenharia Florestal e uma de mestrado, pelo Programa de Pós- Graduação em Engenharia Agrícola, desenvolvidas respectivamente pelos pesquisadores Guilherme Diego Fockink e Pedro Braga Nunes, ambos integrantes do NEPRADE-UFSM.

A pesquisa de pós-doutorado é voltada à avaliação do potencial da regeneração natural em encostas atingidas por deslizamentos, enquanto a pesquisa de mestrado foca na avaliação do potencial de regeneração natural de matas ciliares devastadas pelas inundações. Essa integração entre diferentes níveis de pesquisa visa compreender os processos ecológicos de restabelecimento da vegetação na paisagem e definir técnicas adequadas de restauração ecológica conforme as particularidades de cada ambiente e o tipo de degradação. Até o momento, levantamentos da regeneração natural foram realizados em dez áreas de encostas e oito áreas de matas ciliares, nos municípios de Agudo, Faxinal do Soturno, Nova Palma, Paraíso do Sul, Santa Maria e Silveira Martins.

Os dados obtidos irão fornecer subsídios científicos e técnicos para o planejamento da restauração ambiental em áreas atingidas por eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul, promovendo a restauração dos ecossistemas e fortalecendo a resiliência local e de paisagem diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

[caption id="attachment_12989" align="alignleft" width="1024"] Encosta atingida por deslizamento em Santa Maria/RS. Foto: Guilherme Diego Fockink[/caption] [caption id="attachment_12990" align="alignleft" width="1024"] Mata ciliar devastada pela enchente em Santa Maria/RS Foto: NEPRADE-UFSM[/caption] [caption id="attachment_12991" align="alignleft" width="1024"] Levantamento da regeneração natural em área de mata ciliar devastada pela enchente em Agudo/RS Foto: Djoney Procknow[/caption]

 

 

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/13/seminarios-oficinas-e-pesquisas-o-que-a-ufsm-levou-para-a-31a-feicoop Mon, 13 Oct 2025 11:08:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70956 [caption id="attachment_70958" align="alignright" width="524"]Fotografia colorida horizontal que mostra uma mulher de roupas coloridas observando um microscópio. Acima dela há esqueletos de animais guardados em vitrines
Mostra de morfologia permitiu que o público observasse os animais tanto na vitrine quanto a nível microscópico[/caption]

Como uma das organizadoras da 31ª Feira Internacional de Cooperativismo (Feicoop), realizada de sexta-feira (10) a domingo (12) no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria, a UFSM promoveu uma série de oficinas e seminários sobre a agricultura familiar, mostrou trabalhos de pesquisa realizados na Universidade e orientou alguns dos pequenos empreendedores que expuseram na feira por meio da Incubadora Social. 

Nesta edição, o estande da UFSM não teve o mesmo tamanho das outras edições, pois o objetivo foi espalhar as ações pela feira. “Temos um pouco da UFSM espalhada por todas as partes da Feicoop, das empresas apoiadas pela Incubadora às palestras e oficinas, para ter um contato mais direto com o público”, afirmou Natália Rigui Trindade, administradora da Incubadora Social da Pró-Reitoria de Extensão (PRE).

No sábado (11), o Grupo de Trabalho em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (GT-SSAN), com o apoio do Observatório de Direitos Humanos (ODH), promoveu seminários nos turnos da manhã  e da tarde. O primeiro, intitulado “Mudanças climáticas e os desafios da soberania e segurança alimentar”, contou com a participação do secretário nacional de Economia Solidária substituto, Fernando Zamban, e do professor da Universidade de Santa Cruz do Sul João Pedro Schmidt.

Pela tarde, o grupo organizou o seminário “Agricultura urbana e periurbana como política pública: segurança alimentar e economia solidária”. Na manhã de domingo (12), ocorreu o encontro “Viabilidade da produção agroecológica na agricultura familiar: relatos de casos”.

“A Feicoop trabalha com a economia solidária e a soberania e segurança alimentar estão vinculadas com essa temática. Em todas as edições da feira o GT-SSAN promove atividades porque elas são de interesse do público”, afirmou Luciana de Oliveira, secretária executiva do Centro de Ciências Rurais (CCR).

Trabalhos desenvolvidos na Universidade

Quem circulou pela feira também encontrou o estande do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade), vinculado ao Departamento de Ciências Florestais do CCR. Entre as atividades realizadas pelo grupo estão trabalhos de restauração produtiva e campestre por meio da agroecologia.

O Departamento de Morfologia da UFSM, vinculado ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), levou alguns animais taxidermizados para a exposição. Entre as espécies selecionadas estavam algumas mais conhecidas, como boi, gato, ovelha, coelho, bode, e as que chamam a atenção do público, como o esqueleto de tartaruga e a cabeça de tubarão. Outra atração era a lâmina histológica, que permite a observação microscópica de tecidos de seres humanos e animais.

Texto: Bernardo Silva, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Daniel Michelon De Carli
Edição: Ricardo Bonfanti

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No dia 22 de outubro, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (NEPRADE) da UFSM fez história ao promover a primeira Muvuca de Sementes do Rio Grande do Sul, marcando um grande passo para a restauração ecológica na região. A ação, intitulada "Ação de Semeadura Direta de Espécies Nativas no Corredor Ecológico da Quarta Colônia", ocorreu em parceria com o Ibama, UFSM, Centro de Pesquisa em Florestas, Parque Estadual da Quarta Colônia, Corredor Ecológico da Quarta Colônia, TAESA S.A e Rede Sul de Restauração Ecológica.

O principal objetivo da ação foi sensibilizar a comunidade regional e suas instituições para a importância da restauração de ecossistemas, especialmente em áreas impactadas pelas recentes enchentes. A Muvuca de Sementes, técnica de semeadura direta inspirada no conhecimento tradicional indígena, foi a bandeira desta iniciativa. Ao misturar diferentes sementes nativas e plantá-las em solo previamente preparado, a técnica oferece uma solução econômica e eficiente para a restauração ambiental, além de gerar renda para os coletores de sementes, fortalecendo a cadeia produtiva da restauração.

A ação foi realizada na propriedade da Família Guse, no município de Agudo, onde a mata ciliar havia sido destruída pelas enchentes. Com a participação de 50 pessoas, incluindo alunos, produtores rurais, docentes, representantes de órgãos ambientais, prefeituras e empresas, a muvuca contou com sorrisos e muita energia positiva, mesmo sob o forte sol de 33°C. As sementes utilizadas, coletadas na região e doadas, eram de espécies nativas, enquanto as plantas de cobertura, embora exóticas, não representavam risco de invasão.

Para o NEPRADE, esse evento reforça a motivação de seguir com o compromisso de restaurar ecossistemas, sempre valorizando a interação entre a natureza e as pessoas. Como resume um antigo lema do grupo, "Restauração de Terra e de Gente", a ação simboliza o esforço coletivo para revitalizar o meio ambiente e fortalecer as comunidades locais.

Essa primeira Muvuca de Sementes no estado entra para a história como um marco na restauração ecológica no Rio Grande do Sul, inspirando futuras ações e consolidando a importância do envolvimento comunitário em prol de um futuro sustentável.

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O NEPRADE - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM - anuncia a conclusão do nosso projeto "Invasoras", realizado no Parque Estadual da Quarta Colônia, com a publicação de um documento inovador que apresenta um protocolo inédito de Detecção Precoce e Resposta Rápida para o manejo de espécies exóticas invasoras em Unidades de Conservação.

Este documento oferece uma metodologia detalhada e conhecimentos importantes para o direcionamento estratégico no combate a espécies invasoras, reforçando a proeminência de ações rápidas e eficazes na preservação do ecossistema local. A publicação foi intitulada “Protocolo de Manejo, Controle e Monitoramento com Prevenção, Detecção Precoce e Resposta Rápida para novas Espécies Invasoras no Parque Estadual da Quarta Colônia”, é resultado de projeto de pesquisa aprovado pelo Edital FAPERGS/SEMA 10/2022, no campo de Invasões Biológicas.

O projeto foi desenvolvido pelo NEPRADE com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS (SEMA-RS).

Os interessados na publicação podem fazer o download gratuito clicando aqui. O NEPRADE convida a conhecerem este importante trabalho que contribui para a proteção e conservação do meio ambiente no Parque Estadual da Quarta Colônia.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2024/08/23/neprade-participa-da-criacao-de-politicas-publicas-contra-mudancas-climaticas Fri, 23 Aug 2024 12:30:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=10383

A Rede Sul de Restauração Ecológica apresentou uma proposta de restauração e conservação dos biomas gaúchos para o novo Plano Clima do governo federal. O conjunto de diretrizes será apresentado em 2025 com ações para reduzir o desmatamento e mitigar os efeitos da crise climática. A proposta também prevê a destinação de recursos do governo federal para agricultores e pecuaristas familiares do Rio Grande do Sul. O Núcleo Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM é um dos integrantes da Rede e colaborou na elaboração da iniciativa. 

A proposição faz parte de um dos eixos do plano que está na fase de consulta popular. As 10 mais votadas em cada área avançam para a fase de análise e, caso aprovadas, integram a versão final do plano, oficializadas como políticas públicas. A proposta pode ser votada na plataforma Brasil Participativo.

[caption id="attachment_10384" align="alignright" width="469"] Biomas Pampa e Mata Atlântica (Imagem: IBGE)[/caption]

A professora de Engenharia Florestal da UFSM e atual coordenadora da Rede Sul de Restauração Ecológica, Ana Paula Rovedder, explica que o projeto do grupo tem como objetivo utilizar estratégias de recuperação produtiva nos biomas Pampa e Mata Atlântica no Rio Grande do Sul. “São iniciativas que recuperam o ecossistema com técnicas que geram renda ou subsistência para o produtor rural”, explica. Enquanto o Pampa abrange as porções sul e nordeste do estado, a Mata Atlântica é encontrada na porção norte.

Produtividade e sustentabilidade lado a lado

As características do Pampa tornam a pecuária em campo nativo, que consiste na criação de gado em uma área natural que mantém as características do ecossistema, um caminho para a recuperação produtiva. O manejo correto e orientado pelos princípios de conservação ambiental além de uma fonte de renda para o produtor, é uma forma de preservar a fauna, a flora e a recuperar este bioma que faz parte do território, história e cultura gaúcha.

Entre os benefícios da conservação do ecossistema nativo a professora aponta a cobertura do solo através da água da chuva. Em áreas degradadas o escorrimento da água é superficial e favorece a erosão. 

A preservação dos biomas também garante a manutenção dos agentes polinizadores que habitam essas áreas naturais e impactam na produtividade. “A polinização é fundamental para a produção de praticamente todas as culturas. No Brasil, toda a cadeia produtiva de alimentos, do mercado interno à exportação, é altamente dependente de polinizadores”, afirma Ana Paula. 

Outro ponto importante é o sequestro do carbono atmosférico, apontado pela comunidade científica internacional, como o principal agente da mudança climática e seus eventos extremos. A cobertura vegetal das áreas naturais mantém o carbono no solo. Ao remover essa cobertura, os gases até então estocados no solo sobem para a atmosfera. O desmatamento, destaca Rovedder, é o maior responsável pela emissão de gases de efeito estufa no Brasil, um dos países com as maiores áreas de ecossistemas intactas do mundo.

Tais fatores são tão importantes que são classificados como serviços ecossistêmicos. Como a pesquisadora destaca, a degradação dos sistemas naturais inviabiliza a existência humana.

Sobre a Rede Sul de Restauração Ecológica e o Neprade

A Rede Sul de Restauração Ecológica foi fundada em 2021 e conta com cerca de 140 profissionais em restauração de biomas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 

O Neprade é um grupo de pesquisa vinculado ao Departamento de Ciências Florestais do Centro de Ciências Rurais da UFSM, bem como ao Diretório de Grupos de Pesquisas do CNPQ. Estudantes do curso de Engenharia Florestal, Agronomia, Zootecnia e Biologia, fazem parte da série de parceiros e instituições que auxiliam na discussão e implementação de projetos.

Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Rede Sul de Restauração Ecológica (Divulgação/Instagram), Mapa dos Biomas (IBGE), Neprade (Divulgação/Iury Sanches)
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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A Rede Sul de Restauração Ecológica apresentou uma proposta de restauração e conservação dos biomas gaúchos para o novo Plano Clima do governo federal. O conjunto de diretrizes será apresentado em 2025 com ações para reduzir o desmatamento e mitigar os efeitos da crise climática. A proposta também prevê a destinação de recursos do governo federal para agricultores e pecuaristas familiares do Rio Grande do Sul. O Núcleo Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM é um dos integrantes da Rede e colaborou na elaboração da iniciativa. 

A proposição faz parte de um dos eixos do plano que está na fase de consulta popular. As 10 mais votadas em cada área avançam para a fase de análise e, caso aprovadas, integram a versão final do plano, oficializadas como políticas públicas. A proposta pode ser votada na plataforma Brasil Participativo.

A professora de Engenharia Florestal da UFSM e atual coordenadora da Rede Sul de Restauração Ecológica, Ana Paula Rovedder, explica que o projeto do grupo tem como objetivo utilizar estratégias de recuperação produtiva nos biomas Pampa e Mata Atlântica no Rio Grande do Sul. “São iniciativas que recuperam o ecossistema com técnicas que geram renda ou subsistência para o produtor rural”, explica. Enquanto o Pampa abrange as porções sul e nordeste do estado, a Mata Atlântica é encontrada na porção norte.

Produtividade e sustentabilidade lado a lado

As características do Pampa tornam a pecuária em campo nativo, que consiste na criação de gado em uma área natural que mantém as características do ecossistema, um caminho para a recuperação produtiva. O manejo correto e orientado pelos princípios de conservação ambiental além de uma fonte de renda para o produtor, é uma forma de preservar a fauna, a flora e a recuperar este bioma que faz parte do território, história e cultura gaúcha.

Entre os benefícios da conservação do ecossistema nativo a professora aponta a cobertura do solo através da água da chuva. Em áreas degradadas o escorrimento da água é superficial e favorece a erosão. 

A preservação dos biomas também garante a manutenção dos agentes polinizadores que habitam essas áreas naturais e impactam na produtividade. “A polinização é fundamental para a produção de praticamente todas as culturas. No Brasil, toda a cadeia produtiva de alimentos, do mercado interno à exportação, é altamente dependente de polinizadores”, afirma Ana Paula. 

Outro ponto importante é o sequestro do carbono atmosférico, apontado pela comunidade científica internacional, como o principal agente da mudança climática e seus eventos extremos. A cobertura vegetal das áreas naturais mantém o carbono no solo. Ao remover essa cobertura, os gases até então estocados no solo sobem para a atmosfera. O desmatamento, destaca Rovedder, é o maior responsável pela emissão de gases de efeito estufa no Brasil, um dos países com as maiores áreas de ecossistemas intactas do mundo.

Tais fatores são tão importantes que são classificados como serviços ecossistêmicos. Como a pesquisadora destaca, a degradação dos sistemas naturais inviabiliza a existência humana.

Sobre a Rede Sul de Restauração Ecológica e o Neprade

A Rede Sul de Restauração Ecológica foi fundada em 2021 e conta com cerca de 140 profissionais em restauração de biomas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 

O Neprade é um grupo de pesquisa vinculado ao Departamento de Ciências Florestais do Centro de Ciências Rurais da UFSM, bem como ao Diretório de Grupos de Pesquisas do CNPQ. Estudantes do curso de Engenharia Florestal, Agronomia, Zootecnia e Biologia, fazem parte da série de parceiros e instituições que auxiliam na discussão e implementação de projetos.

Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Rede Sul de Restauração Ecológica (Divulgação/Instagram), Mapa dos Biomas (IBGE), Neprade (Divulgação/Iury Sanches)
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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No dia 09 de julho, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM (NEPRADE) marcou presença na V Conferência Brasileira de Restauração Ecológica, durante a sessão simultânea intitulada “Planos de ação territorial nos biomas cerrado, mata atlântica e pampa: integrando restauração e conservação em um grande esforço nacional”. 

Na ocasião, a engenheira florestal Betina Camargo, representando o NEPRADE-UFSM, e a bióloga Joana Bassi, da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA-RS), apresentaram os objetivos e os resultados alcançados pelo projeto "Restauração de habitats e conservação de espécies ameaçadas". Este projeto faz parte do Plano de Ação Territorial (PAT) para a conservação de espécies ameaçadas na Campanha Sul e Serra do Sudeste, regiões de grande importância ecológica no estado.

[caption id="attachment_10286" align="alignright" width="371"] Bióloga Joana Bassi (SEMA-RS)[/caption]

O projeto, que visa a restauração de habitats e a conservação de espécies ameaçadas, conta com o apoio da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS) e é financiado por meio de recursos de Reposição Florestal Obrigatória da Neoenergia, aprovados pela Comissão da SEMA-RS. Durante a apresentação, Betina Camargo e Joana Bassi destacaram os esforços conjuntos e os avanços significativos obtidos na recuperação de áreas degradadas e na proteção de espécies em risco de extinção.

O evento foi uma oportunidade para compartilhar experiências e fortalecer parcerias com outras iniciativas de restauração ecológica em diferentes biomas do Brasil, promovendo a troca de conhecimentos e estratégias eficazes para a conservação ambiental.

Para acompanhar estas ações visite as instituições pelo Instagram: NEPRADE e PAT Campanha Sul e Serra do Sudeste.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/09/04/restaurapampa-a-investida-cientifica-da-ufsm-na-luta-pela-preservacao-do-bioma-gaucho Mon, 04 Sep 2023 14:10:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63572 [caption id="attachment_63574" align="alignright" width="712"]foto colorida horizontal com uma mulher em primeiro plano, mexendo em um equipamento colado no tronco de uma árvore, baixo, em uma área com vegetação baixa, e ao fundo um pôr do sol Técnica do armadilhamento fotográfico é a principal na captura de registros de animais[/caption]

Ocupando cerca de 63% do território do estado e medindo aproximadamente 178.243 km², o pampa é o maior bioma do Rio Grande do Sul. Também conhecido como Campanha Gaúcha, Campos Sulinos e Campos do Sul, seu nome significa “plano”, ou “planície”, na língua indígena quíchua, da qual foi originado.

Apesar de, em termos de abrangência estadual, ser o maior, o pampa é um dos biomas com menor extensão quando se diz respeito à área nacional. Em contrapartida, se distingue por ter diferentes ecossistemas, com predominância de campos nativos, ricos em biodiversidade de espécies vegetais e animais e que, há décadas, estão ameaçados.

A UFSM, como instituição de ensino com grande relevância no setor da ciência, dispõe de diferentes grupos focados na proteção do meio ambiente. Um deles é o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade), que, por meio do projeto intitulado RestauraPampa, tem uma missão em particular: cooperar com o processo de conservação do bioma através do monitoramento de espécies invasoras.

O trabalho da Universidade na área

Fundado em 2011, o Neprade - que também está nas redes sociais - tem como propósito primordial estudar as possibilidades de recuperação dos ecossistemas e de reparação das áreas degradadas dos biomas do Rio Grande do Sul, que são o pampa e a mata atlântica. A professora do Departamento de Ciências Florestais do Centro de Ciências Rurais (CCR) e coordenadora do Núcleo, Ana Paula Rovedder, destaca o pioneirismo da iniciativa.

“Nós somos um dos primeiros grupos em restauração ecológica de ecossistemas no Estado, porque é uma área da ciência que não se desenvolvia tanto por aqui. Nós começamos a nos aprimorar testando várias técnicas”, contou. A fim de colocar seu trabalho em prática, a docente fala que “sempre que surgem oportunidades de parcerias, ou de concorrer em concursos e editais, o grupo se reúne e elabora propostas”.

[caption id="attachment_63575" align="aligncenter" width="1024"]foto colorida horizontal com um homem, sentado em uma pedra, em uma grande área verde de vegetação baixa. Ele olha em um binóculo ao longe. O céu está nublado Com câmeras fotográficas, os integrantes do Neprade também fazem trabalhos a campo em busca de registrar as espécies[/caption]

Foi dessa maneira que nasceu o RestauraPampa, inclusive. No ano de 2020, o GEF Terrestre, programa do Governo Federal que visa promover a conservação dos biomas caatinga, pantanal e pampa, buscava iniciativas que pudessem atuar no plano de restauração de duas unidades de conservação localizadas no Rio Grande do Sul: o Parque Estadual do Espinilho (Pesp), em Barra do Quaraí, e a Reserva Biológica do Ibirapuitã (Rebio), em Alegrete.

Em virtude dos impactos sobre a abundante biodiversidade existente na área, as espécies do pampa vivem constantemente sob o perigo de perderem seu habitat. Ameaças de uso do solo sem práticas conservacionistas, a possibilidade de contato da fauna e flora da região com invasores vegetais (como o capim-annoni) e animais (como javalis) e a ruptura dos nichos ecológicos - que, nas palavras da própria professora do CCR, são “as funções dos indivíduos nos ecossistemas” - são exemplos de razões que justificam tal situação.

Ainda, a docente salienta a extinção de polinizadores, por conta dos agrotóxicos utilizados no solo, como outro motivo para o mau-funcionamento dos ecossistemas. “As unidades de conservação são como refúgios para essas espécies. Se você tem as áreas e conserva esses indivíduos, elas estão fazendo seus serviços no meio ambiente”. As abelhas, que se encarregam de prover as plantas de pólen, são um exemplo.

Então, a equipe do Neprade, com a oportunidade de participar do programa e trabalhar com as unidades de conservação gaúchas, se mobilizou para construir a proposta do RestauraPampa. A ideia principal é “testar planos de restaurar campos nativos, reduzir a invasão biológica e propor estratégias de conservação de seres vivos ameaçados”, segundo a própria Ana Paula, que destacou a proteção dos felinos e de espécies vegetais raras, como cactos e bromélias.

Para tornar possível a realização do projeto, o grupo conta com o suporte financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), e com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul. Além disso, é operado em colaboração com a Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e conta com a parceria de diferentes entidades para viabilizar a realização da iniciativa.

[caption id="attachment_63578" align="alignright" width="659"]foto horizontal, em preto e branco, mostra um pequeno gato em imagem noturna "Fantasma" pela dificuldade de saber sobre seu paradeiro, o gato-palheiro é um dos animais mais ameaçados do pampa[/caption]

Cuidadosamente, o estudo à preservação

A fim de entender quais passos dar em direção à execução dos objetivos, a coordenadora do Neprade conta que primeiro é necessário entender como as espécies que habitam o pampa vivem. Para o estudo dos animais, o grupo recorre sobretudo à técnica do “armadilhamento fotográfico”.

Neste método, câmeras são fixadas em troncos de árvores, através de cintas, com o propósito de registrar a presença dos seres vivos, como também suas rotinas, reações, caminhos que percorrem, a quantidade de indivíduos e diversas outras particularidades. O dispositivo é ativado por captação de movimentos e todo conteúdo adquirido é armazenado tanto em imagens quanto em vídeos, para uso posterior do Núcleo da UFSM.

Ana Paula revela que embora os animais enxerguem os aparelhos, eles não se sentem ameaçados. “A gente tem registros de vacas lambendo e olhando a câmera, veados também, porque chama a atenção deles. Mas não assusta. É um tipo de amostragem completamente indolor, não é algo invasivo”, declarou a professora, enquanto reafirmou que a coleta de informações é inevitável para saber como cuidar dos habitats.

Ao todo, são dez câmeras do Neprade instaladas por toda a extensão do Pesp e da Rebio. Segundo a coordenadora, ainda existem estilos de armadilhamento fotográfico para entender a vida animal no pampa. Com câmeras portáteis, é comum os envolvidos fazerem trabalhos de campo, conhecidos como avistamentos, seguindo estilos de registro diferentes, como: por vestígios, em que são documentadas marcas das espécies, tais quais fezes, carcaças, pegadas e pelos; e por vocalização, para o estudo de aves a partir dos sons emitidos, visto que cada uma tem um tipo característico de pio.

De qualquer forma, as imagens e os vídeos armazenados são retirados dos aparelhos e colocados em um HD externo, aproximadamente uma vez por mês, para serem avaliados de forma detalhada. De acordo com Ana Paula, é analisada tomada por tomada para tentar encontrar e entender cada situação catalogada. “Algumas cenas não têm animal nenhum porque a câmera também se engana com o vento, por exemplo. É um trabalho bem criterioso de anotar cada informação, comparar com condições meteorológicas e, aí sim, ter ideia do comportamento das espécies”, falou a coordenadora do Neprade.

[caption id="attachment_63579" align="alignleft" width="660"]foto horizontal em preto e branco, com um pequeno gato, de pelagem semelhante a onça, em imagem noturna Ao lado do gato-palheiro, o gato-maracajá é um dos felinos “mais procurados” nas unidades de conservação do pampa[/caption]

A professora também conta que a pesquisa em livros sobre a temática, a consulta em aplicativos específicos e até mesmo o envio do conteúdo para especialistas são métodos utilizados para estudar os registros. Em relação aos vegetais, a equipe identifica a campo, registra a partir de fotografias e coleta amostras com as quais o grupo prepara “exsicatas” - amostras botânicas - e leva para os herbários do Departamento de Ciências Florestais e do Departamento de Biologia. Às vezes, até mesmo amostras de solo e água dos locais também são estudados nos laboratórios da Universidade.

Para cada ida a campo, são de quatro a cinco envolvidos, quinzenalmente, que ficam de três a sete dias trabalhando nas unidades de conservação. A quantidade de tempo que o grupo fica nos locais depende do quanto conseguem trabalhar, uma vez que é necessário que as gestões do Pesp e da Rebio tenham tempo de receber os representantes da UFSM.

O RestauraPampa também é uma oportunidade de desenvolvimento acadêmico e profissional dos discentes da Instituição. Em meio ao financiamento recebido pelo programa GEF Terrestre, bolsas de iniciação científica para a graduação e bolsas de pesquisa para pós-graduação e pós-doutorado estão no pacote. Segundo a coordenadora do Neprade, atualmente, cinco professores da Universidade, quatro pós-graduandos - sendo três teses destes alunos relacionadas ao projeto - e seis estudantes de graduação estão envolvidos com a execução da iniciativa. Além disso, dois mestrados referentes às atividades já foram defendidos.

Entre astros e destaques, o principal é a conscientização

O gato-palheiro, também conhecido como gato-dos-pampas, é um dos seres vivos do pampa do qual menos se sabe sobre a situação. Para Ana Paula, “talvez seja o animal mais ameaçado do bioma. É um fantasma: difícil de ser registrado e monitorado”. Especialistas em mamíferos da região estimam que haja somente 50 indivíduos da espécie, que, dessa forma, corre acentuado risco de extinção.

“É uma estrela. Vários projetos e um grupo amplo de pesquisadores, entre eles o Neprade, buscam saber mais sobre ele. Nós reconhecemos o grau de ameaça”, afirmou a coordenadora do Núcleo responsável por encontrar o felino pela primeira vez no Rebio. Entretanto, a docente acredita que, apesar de ter sido um dos principais animais documentados, o gato-palheiro não é, necessariamente, o maior achado do RestauraPampa.

“É muito difícil falar em principal descoberta. Um dos registros mais relevantes? Sim. Mas essas unidades de conservação são tão complexas que seria uma injustiça deixar o resto de lado”, garantiu a professora, que também destaca a documentação das espécies gato-do-mato-grande e gato-maracajá. “Dos nossos resultados, o primordial é poder mostrar para a comunidade do Rio Grande do Sul a importância destas áreas e como elas estão atuando em uma paisagem cada vez mais impactada por ameaças ecológicas”.

Apesar do prazo, o projeto não para por aqui

Ana Paula revela que, durante a realização do RestauraPampa, o grupo passou por desafios inéditos em sua carreira. O primeiro foi a pandemia. O processo de idealização da iniciativa havia começado em março de 2020 e aprovado oficialmente em abril daquele ano. Entretanto, o Neprade só pôde começar a fazer as idas às áreas do bioma em dezembro, com uma equipe muito reduzida. “Não tinha o que fazer”, afirmou a professora.

[caption id="attachment_63577" align="alignright" width="660"]foto horizontal colorida de dois javalis em uma área verde O javali é um exemplo de espécie invasora que aparece no bioma pampa[/caption]

Ana Paula acredita que, por conta deste problema, o projeto sofreu um prejuízo no contato com a sociedade. “A primeira etapa era social, antes mesmo de trabalhar com as unidades de conservação. Tinha todo um componente do RestauraPampa que era bastante vinculado a questões sociais, como trabalhar com os proprietários rurais, mas a gente não podia chegar na casa deles. Essa população em questão é uma população idosa, tínhamos que ter esse cuidado. Ainda não tinha vacinação, então atrasou tudo”, declarou a docente.

Para a professora, o outro grande empecilho para a execução da iniciativa à época foram as estiagens no bioma, que foram as mais extremas dos últimos anos. “Tudo que a gente tinha que trabalhar ‘a campo’, precisávamos que o campo estivesse viçoso, mas estava tudo seco. Não havia o que fazer. Foi muito difícil. Desgastante”, confessou.

A docente ainda revelou uma das situações complicadas em que o grupo viveu durante a realização do projeto, na pandemia: “Teve uma saída em 2022 que a equipe ficou no hotel e todo mundo pegou Covid-19. Eram cinco pessoas. O contato com os produtores locais, que é algo riquíssimo quando se fala de restauração de ecossistemas, porque os ecossistemas estão nas propriedades rurais, foi muito atrasado”.

Apenas neste ano que o Neprade conseguiu trabalhar o aspecto social e extensivo do RestauraPampa, com um plano de divulgação por meio de palestras, cursos, oficinas. De acordo com Ana Paula, o grupo tem sido bastante chamado em cidades do Rio Grande do Sul - e até mesmo na Colômbia - para falar sobre a iniciativa. “Estamos correndo atrás do prejuízo da pandemia”, diz.

Em função de todas as dificuldades, o projeto precisou ser prorrogado até 2024, tendo como data final oficial o dia 30 de abril do próximo ano. Entretanto, a professora acredita imensamente que a proposta do RestauraPampa não irá parar com seu fim. “A experiência e a expertise que a gente obtém numa iniciativa dessas faz com que ela seja uma parte da caminhada que engancha em uma próxima e que gera subsídios para que criemos mais uma proposta”.

Ana Paula finaliza expondo, do fundo de seu coração, a relevância de ideias como a do RestauraPampa. “Como instrumento de parceria e de contato, os projetos precisam ter fim. Mas eles são uma construção de ciência. A ciência não é algo parado, ela tem continuidade. Esse é o grande desafio da ciência brasileira, porque ela não tem a valorização necessária. O cientista brasileiro é também gestor, influencer… A gente tem que fazer de tudo para dar continuidade. Então, com certeza o projeto continua, com novas ideias, absorvendo o que é mais importante para o bioma e dando continuidade a novas parcerias, com novos alunos. O RestauraPampa termina em abril de 2024, mas continua como ciência”.

Confira vídeo com registro do "gato-do-mato-grande":

http://www.youtube.com/watch?v=DeK7wwE1c4I

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência de Notícias
Fotos e vídeo: Arquivo do Neprade
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/07/03/nucleo-de-estudos-e-pesquisas-em-recuperacao-de-areas-degradadas-da-ufsm-promove-a-restauracao-ecologica-em-eventos-no-rio-grande-do-sul Mon, 03 Jul 2023 19:27:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=8510 [caption id="attachment_8511" align="alignleft" width="453"] Equipe NEPRADE em oficina de estratégias de restauração durante o mês do meio ambiente, em Alegrete[/caption]

No mês de junho, em celebração à Semana do Meio Ambiente, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (NEPRADE - UFSM) teve a oportunidade de disseminar conhecimentos sobre restauração ecológica em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

No dia 13 de junho, ocorreu o 4° Seminário de Meio Ambiente no município de Restinga Seca/RS, onde os membros do NEPRADE, Fabiane Granzotto e Bruno Collares, ministraram a palestra intitulada "Bioma Pampa: conservação aliada à produção sustentável". Durante a apresentação, foram abordados tópicos relacionados à restauração e conservação do Pampa, bem como a importância do manejo sustentável na atividade pecuária.

No dia seguinte, em 14 de junho, foi realizada a VII Jornada Integrada de Pesquisa, Ensino e Extensão e IV Simpósio de Pós-Graduação do Instituto Federal Farroupilha - 55BET Pro Alegrete/RS. Neste evento, as integrantes do NEPRADE, Betina Camargo, Emily de Aguiar e Gabrielle Rico, conduziram a oficina "Estratégias de restauração para o bioma Pampa". A oficina envolveu uma apresentação sobre as principais estratégias de restauração de ecossistemas no bioma Pampa, seguida de uma atividade prática na qual os participantes tiveram a oportunidade de realizar o plantio de mudas de espécies nativas em núcleos.

No mesmo dia, de forma virtual, ocorreu o III Ciclo de Debates Socioambientais – Que Pampa é este que eu percebo agora?, promovido pelo grupo PET Gestão Ambiental do Instituto Federal do Rio Grande do Sul - 55BET Pro Porto Alegre/RS. O debate teve como tema a restauração e conservação. Nessa ocasião, Guilherme Fockink, membro do NEPRADE, ministrou a palestra "Iniciativas de restauração de ecossistemas no bioma Pampa", abordando um panorama geral das principais iniciativas e desafios da restauração ecológica no Pampa.

O NEPRADE expressa seu agradecimento à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente de Restinga Seca/RS, ao IFFar - 55BET Pro Alegrete/RS e ao Grupo PET Gestão Ambiental do IFRS - 55BET Pro Porto Alegre/RS pelos convites e oportunidades de divulgação da restauração ecológica e dos projetos do NEPRADE junto à sociedade. Esses eventos proporcionaram um importante espaço para compartilhar conhecimentos e promover a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e da recuperação de áreas degradadas no Rio Grande do Sul. O trabalho do NEPRADE tem contribuído significativamente para a conservação e sustentabilidade dos ecossistemas do bioma Pampa.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/05/08/neprade-realiza-curso-de-capacitacao-em-restauracao-de-ecossistemas-direcionado-a-extensionoistas-da-emater-rs-ascar Mon, 08 May 2023 15:05:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=8187 [caption id="attachment_8188" align="alignleft" width="401"] Equipe do NEPRADE[/caption]

Nos dias 27 e 28 de abril, foi realizado o Curso de Capacitação em Técnicas de Restauração de Ecossistemas, uma iniciativa conjunta entre o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM e a EMATER/RS-Ascar.

O objetivo principal do curso foi capacitar extensionistas de diferentes regiões do estado do Rio Grande do Sul, proporcionando-lhes conhecimentos atualizados sobre técnicas de restauração de ecossistemas. O evento contou com a presença de diversos profissionais e interessados na área, que tiveram a oportunidade de ampliar seus conhecimentos e compartilhar experiências práticas.

Durante o curso, os participantes tiveram acesso a aulas teóricas e práticas, ministradas pela equipe do NEPRADE. Foram abordados temas como identificação de áreas degradadas, seleção de espécies nativas, técnicas de plantio e manejo de áreas em recuperação, entre outros. Além disso, foram apresentados casos de sucesso e boas práticas de restauração, a fim de inspirar e orientar os extensionistas em suas futuras ações.

Os organizadores do curso expressaram sua gratidão pela presença e participação de cada um dos inscritos, destacando a importância de compartilhar conhecimento e experiências práticas para a construção de um futuro mais sustentável. O NEPRADE, em especial, ressaltou o prazer em contribuir com o desenvolvimento desse conhecimento e a troca de saberes, fortalecendo assim a capacidade de restauração de ecossistemas no estado do Rio Grande do Sul.

[caption id="attachment_8189" align="alignright" width="437"] NEPRADE com extensionistas da EMATER[/caption]

A parceria entre o NEPRADE e a EMATER/RS-Ascar demonstrou mais uma vez a importância da colaboração entre instituições acadêmicas e órgãos de assistência técnica e extensão rural, visando a formação de profissionais capacitados e engajados na preservação e recuperação de ecossistemas. A iniciativa certamente contribuirá para o fortalecimento das ações de restauração em diferentes regiões do estado, promovendo a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.

Os organizadores do curso agradecem a todos os envolvidos pelo sucesso do evento e ressaltam a importância de continuar investindo em capacitação e disseminação de conhecimentos relacionados à restauração de ecossistemas, visando à construção de um futuro mais equilibrado e resiliente para as gerações presentes e futuras.

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O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM iniciou uma sequência especial de postagens no Instagram sobre uma importante integrante na restauração ecológica: a fauna. Conhecendo a fauna do projeto RestauraPampa é o nome que foi dado à série de postagens.

A primeira espécie compartilhada é representante da família Teiidae, a Teius oculatus, conhecida popularmente como lagarto-verde. Ela foi registrada em ambientes de afloramentos rochosos da Reserva Biológica do Ibirapuitã (REBIO), na cidade de Alegrete, RS. Essa espécie é caracterizada por viver em áreas abertas, preferindo ambientes úmidos com zonas rochosas onde se refugia e ao mesmo tempo pega sol.

O projeto RestauraPampa realiza atividades de monitoramento e interpretação da fauna nas Unidades de Conservação, etapas de suma importância para promover o conhecimento e a efetiva conservação das espécies pertencentes à elas. O projeto é executado pelo NEPRADE e pela FATEC, com apoio financeiro do Programa GEF Terrestre, por meio do Fundo Brasileiro para Biodiversidade (FUNBIO), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS.

Acompanhe o NEPRADE e essa série especial de postagens pela rede social. 

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Nos dias 16 e 17 de dezembro, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM realizou o Curso de Sistemas Agroflorestais Agroecológicos, no campus da UFSM. 

Este curso foi uma parceria do Núcleo com PURA - Culturas Regenerativas & Soluções baseadas na Natureza - e AsSsAN - Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional/UFRGS.

O evento foi promovido e incentivado pela Wageningen University & Research da Holanda, e contou também com o apoio da Rede Sul Restauração Ecológica e Polifeira da UFSM

Fotos: Iury Sanches

 

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Entre os dias 28 de novembro a 1º de dezembro, o NEPRADE (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas) da UFSM esteve em Vitória/ES na IV Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE), que teve como temática deste ano a restauração multifuncional e mudanças climáticas.

O grupo apresentou 7 trabalhos, mostrando um pouco das pesquisas realizadas pelo NEPRADE nos biomas Pampa e Mata Atlântica! Além disso a professora Ana Paula Rovedder palestrou a seção simultânea intitulada: "Controle de espécies invasoras e conservação de outras formas de vida em formações campestres do Pampa".

Participar da SOBRE é uma oportunidade do NEPRADE mostrar o trabalho que realiza na iniversidade por anos, é um momento de grandes trocas com restauradores do Brasil todo, é momento de conhecer outras realidades e de renovar nosso amor pela Restauração Ecológica.

 

Confira mais fotos da participação do Núcleo no evento:

 

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O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de áreas Degradadas (NEPRADE) publicou o livro Plantas nativas do bioma Pampa: potenciais e popularização

A obra trata sobre plantas nativas do bioma Pampa, relatando o desafio de sua valorização e conservação. Com foco no potencial de tais espécies em paisagismo, o livro apresenta  subsídios técnicos que auxiliam no uso de plantas em jardins e na arte floral. O livro também destaca a riqueza de usos múltiplos e do cultivo e o potencial de doze espécies do Pampa. 

O livro ainda traz um glossário de termos e textos complementares sobre temáticas relacionadas, como experiências de semeadura direta de espécies nativas, aceitação da fauna associada aos jardins, diretrizes e acordos mundiais que embasam o uso de espécies nativas ornamentais.

A obra se insere no contexto da necessidade de conservação das espécies e ecossistemas do bioma Pampa, um dos mais ameaçados do país e teve origem no projeto Espécies nativas para usos paisagísticos: descobrindo e validando o potencial da flora do bioma Pampa, no qual um dos autores, Jhonitan Matiello desenvolveu seu trabalho de mestrado.

O livro está disponível gratuitamente clicando aqui.

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O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de áreas Degradadas (NEPRADE) publicou o livro Plantas nativas do bioma Pampa: potenciais e popularização

A obra trata sobre plantas nativas do bioma Pampa, relatando o desafio de sua valorização e conservação. Com foco no potencial de tais espécies em paisagismo, o livro apresenta  subsídios técnicos que auxiliam no uso de plantas em jardins e na arte floral. O livro também destaca a riqueza de usos múltiplos e do cultivo e o potencial de doze espécies do Pampa. 

O livro ainda traz um glossário de termos e textos complementares sobre temáticas relacionadas, como experiências de semeadura direta de espécies nativas, aceitação da fauna associada aos jardins, diretrizes e acordos mundiais que embasam o uso de espécies nativas ornamentais.

A obra se insere no contexto da necessidade de conservação das espécies e ecossistemas do bioma Pampa, um dos mais ameaçados do país e teve origem no projeto Espécies nativas para usos paisagísticos: descobrindo e validando o potencial da flora do bioma Pampa, no qual um dos autores, Jhonitan Matiello desenvolveu seu trabalho de mestrado.

O livro está disponível gratuitamente pelo link: http://drive.google.com/file/d/1T4k4NgeCXQ25dbSmnZXlbEiBWZ1IP9-0/view?usp=sharing

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/11/03/vaga-para-bolsista-de-engenharia-florestal-e-ciencias-biologicas Wed, 03 Nov 2021 12:49:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57088

O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade) seleciona bolsista de iniciação científica para o projeto "RestauraPampa: plano de recuperação de áreas degradadas em unidades de conservação do bioma Pampa”. Estão aptos a concorrem à vaga acadêmicos dos cursos de graduação em Engenharia Florestal e Ciências Biológicas da UFSM 55BET Pro de Santa Maria.

As inscrições podem ser feitas até 10 de novembro, pelo email restaurapampa.neprade@gmail.com, por meio do envio dos documentos constantes no edital.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/07/16/dia-de-protecao-as-florestas-conheca-a-atuacao-da-ufsm-na-preservacao-das-matas Fri, 16 Jul 2021 12:34:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56306 [caption id="attachment_56307" align="alignright" width="482"]Foto colorida horizontal mostra uma armação de madeira em meio a uma floresta Neprade tem por objetivo promover a pesquisa em restauração ecológica e recuperação de áreas degradadas[/caption]

O Dia de Proteção às Florestas é comemorado neste sábado, 17 de julho. A data é uma forma de conscientizar e chamar a atenção de todos para a importância de se preservar as florestas. O dia também faz homenagem ao Dia do Protetor de Florestas, figura associada ao personagem do folclore brasileiro, o Curupira, essa figura protege as florestas das agressões constantes do homem, tais como desmatamento e caça de animais. 

A data é um estímulo para a reflexão, sensibilização e a promoção de iniciativas efetivas para deter o avanço e o crescimento do desmatamento e da exploração ilegal da biodiversidade. A UFSM faz parte dessa luta e conta com diversos projetos e iniciativas para que todos possam pensar e trabalhar no coletivo para um mundo mais sustentável, garantindo assim a diversidade e preservação das florestas brasileiras.

Uma das iniciativas institucionais é o projeto de extensão ligado aos  Departamentos de Engenharia Rural e Ciências Florestais, o Educa Floresta, coordenado pela professora Damáris Gonçalves Padilha. O projeto é voltado a ações de educação florestal e ambiental para crianças do Ensino Fundamental da rede pública de ensino de Santa Maria, com o objetivo de sensibilizar as crianças sobre os diferentes temas da área florestal e ambiental por meio da elaboração de material didático (analógico e digital) e de atividades práticas.

A coordenadora Damáris conta que o projeto atua nas escolas públicas desde 2017 e que no ano de 2019 passou a atuar na  Escola de Ensino Fundamental Padre Nóbrega. Quando o projeto atuava de modo presencial, os participantes levavam diferentes atividades práticas para estimular o senso crítico das crianças sobre temas como a importância das florestas, os diferentes produtos que elas originam, os cuidados com arborização urbana, dentre outros. “No contexto remoto, precisamos adaptar as atividades para que as crianças pudessem participar. Assim, em 2020, criamos canais digitais (YouTube, Instagram e Facebook) para manter o contato e enviar as atividades. Também enviamos uma cartilha didática impressa para todos os alunos para leitura em casa. Foi um desafio, mas tivemos um bom retorno”, conta Damáris.

A UFSM apoia diversas atividades de extensão e ações voltadas à qualificação do desenvolvimento humano, melhorias na qualidade de ensino, na promoção do desenvolvimento científico e no desenvolvimento do sistema produtivo local, regional e nacional. Damáris acredita que os projetos de extensão da universidade, com o  foco nas questões florestais e ambientais são sempre importantes e levar essas questões para as crianças é fundamental para uma sociedade que não apenas se preocupa com as questões ambientais, mas que entenda como essas relações nos afetam, e que sejam capazes de agir em benefício da sua conservação ou do seu uso de forma sustentável. 

"Valorizar a biodiversidade é valorizar a humanidade"

Outro projeto da UFSM que trabalha a pesquisa, o ensino e a extensão ligados à conservação e a valorização da biodiversidade é o projeto Valorizar a biodiversidade é valorizar a humanidade, ligado ao Departamento de Ciências Florestais. Coordenado pela professora Ana Paula Moreira Rovedder, o projeto tem embasamento na experiência do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade), que visa à restauração ecológica de ecossistemas, mas sempre com um vínculo com as comunidades que foram afetadas por processos de degradação e passam a ser também beneficiárias de projetos de restauração.

A coordenadora explica que o trabalho vem sendo realizado desde 2010 com o início das pesquisas e ações no Corredor Ecológico da Quarta Colônia (localizado na região central do Rio Grande do Sul, é considerado área piloto da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica). Foram desenvolvidas ações de pesquisa, educação ambiental, adequação ambiental, resgate dos saberes tradicionais e valorização de espécies vegetais nativas e seus usos múltiplos. “Nessa caminhada, desenvolvemos oficinas, dias de campo, seminários, entre outras ações junto à comunidade do Corredor Ecológico. Em 2019, demos início  ao projeto Valorizar a biodiversidade é valorizar a humanidade: Tecnologias sociais para valorização da biodiversidade e do componente humano do Corredor Ecológico da Quarta Colônia.”

A proposta do projeto visa ao fortalecimento da relação desenvolvida, desde 2010, junto à comunidade regional e às comunidades do Corredor Ecológico da Quarta Colônia (municípios de Agudo, Faxinal do Soturno e Dona Francisca). Com a continuidade e fortalecimento  das ações de valorização da biodiversidade regional por meio do resgate do conhecimento tradicional e sua inserção no cotidiano das famílias rurais, promovendo adequação ambiental da propriedade rural, com restauração/conservação de recursos naturais e inserção/enriquecimento de sistemas produtivos biodiversos e multiestrato, a partir de uma abordagem socioambiental e participativa junto à comunidade do entorno do Parque Estadual da Quarta Colônia, Bioma Mata Atlântica, Rio Grande do Sul, desenvolvendo conhecimento e tecnologias sociais para usos múltiplos de espécies nativas, beneficiamento de produtos da sociobiodiversidade e práticas de conservação dos recursos naturais nos sistemas produtivos, com geração de renda.

Ana Paula explica que a região do corredor ecológico da Quarta Colônia, onde é desenvolvido o projeto, é uma área muito rica em termos de biodiversidade. É onde ocorre o encontro das formações típicas de dois tipos de bioma, a mata atlântica com o bioma  pampa que originam diversas formações de espécies, ecossistemas e habitats. “Em nível de Brasil, é muito importante a conservação dos ecossistemas, porque somos o país que reúne o maior nível de biodiversidade do mundo, isso nos dá uma grande responsabilidade. Ter o apoio da UFSM que desenvolve tanta pesquisa e  informação na área de conservação da natureza é crucial para essa região, onde temos um grande corredor ecológico que precisamos conservar e, assim, manter o fluxo gênico dessas populações de fauna e de flora e manter a conservação”. 

Texto: Ana Júlia Müller Fernandes, estudante de Jornalismo, bolsista da Unidade de Comunicação Integrada
Foto: Neprade/Divulgação

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A doutoranda da UFSM Jéssica Puhl Croda participou da reportagem da revista National Geographic intitulada “These farmers show that agriculture in the Amazon doesn’t have to be destructive”. A reportagem conta a história do Projeto Reca (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado), instituição na qual a pesquisadora desenvolveu sua pesquisa de mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da UFSM, sob orientação da professora Ana Paula Rovedder. Jéssica avaliou indicadores ecológicos, sociais e econômicos dos sistemas agroflorestais praticados no Reca, na Amazônia brasileira.

“O Reca é uma cooperativa inovadora, exemplo de como cultivar de forma sustentável, protegendo a biodiversidade e mantendo a floresta em pé, ainda mais em um importante momento em que a Amazônia vem sendo devastada a um ritmo alarmante”, ressalta Jéssica, que continua seus estudos com agroflorestas em sua tese de doutorado pelo PPG em Engenharia Florestal da UFSM. Dessa vez, a pesquisadora avalia quintais agroflorestais em assentamentos da reforma agrária pelo Programa Conexus Bioma Pampa, desenvolvido em parceria entre o Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar (Nesaf) e o Núcleo de Estudos em Recuperação em Áreas Degradadas (Neprade), com apoio científico do CNPq.

A reportagem completa da National Geographic está disponível no site.

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A doutoranda da UFSM Jéssica Puhl Croda participou da reportagem da revista National Geographic intitulada “These farmers show that agriculture in the Amazon doesn’t have to be destructive”. A reportagem conta a história do Projeto Reca (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado), instituição na qual a pesquisadora desenvolveu sua pesquisa de mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da UFSM, sob orientação da professora Ana Paula Rovedder. Jéssica avaliou indicadores ecológicos, sociais e econômicos dos sistemas agroflorestais praticados no Reca, na Amazônia brasileira.

“O Reca é uma cooperativa inovadora, exemplo de como cultivar de forma sustentável, protegendo a biodiversidade e mantendo a floresta em pé, ainda mais em um importante momento em que a Amazônia vem sendo devastada a um ritmo alarmante”, ressalta Jéssica, que continua seus estudos com agroflorestas em sua tese de doutorado pelo PPG em Engenharia Florestal da UFSM. Dessa vez, a pesquisadora avalia quintais agroflorestais em assentamentos da reforma agrária pelo Programa Conexus Bioma Pampa, desenvolvido em parceria entre o Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar (Nesaf) e o Núcleo de Estudos em Recuperação em Áreas Degradadas (Neprade), com apoio científico do CNPq.

A reportagem completa da National Geographic está disponível no site.

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Uma reunião virtual marcou, nesta quinta-feira (22), a efetivação da Rede Sul de Restauração Ecológica, iniciativa da sociedade civil que reúne profissionais vinculados às temáticas da conservação e restauração de ecossistemas no sul do Brasil. A professora Ana Paula Rovedder, do Departamento de Ciências Florestais da UFSM e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade), é uma das idealizadoras da Rede.

Na esteira do que acontece em outros estados e biomas brasileiros, onde redes de restauração já são uma realidade, a iniciativa tem por missão “reunir esforços em prol da restauração e integrá-los entre os atores da restauração ecológica no sul do Brasil; comunicar à sociedade em geral a importância de conservar remanescentes de vegetação natural e de recuperar áreas degradadas; divulgar e incentivar estudos associados a diferentes setores da restauração ecológica no sul do Brasil.” 

Segundo Ana Rovedder, o RS é o único estado da federação onde ocorre o bioma Pampa, e ainda possui áreas expressivas do bioma Mata Atlântica. "É preocupante o contexto de contínuas perdas de áreas devido à conversão de remanescentes, associado ao atrasado na instituição de políticas ambientais em prol da restauração ecológica de ecossistemas degradados", afirma.

Participam da idealização da Rede profissionais ligados a universidades públicas, analistas ambientais, professores, estudantes de pós-graduação, extensionistas, organizações não governamentais, setor empresarial e profissionais liberais. Novos atores podem se integrar à Rede, como, por exemplo, produtores rurais e representantes de diferentes organizações sociais.

A professora esclarece que os próximos passos serão estruturar a Rede para iniciar ações dentro de suas metas de atuação e popularizar o tema da restauração de ecossistemas junto à sociedade gaúcha.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/02/04/neprade-informa-sobre-certificados-do-1o-seminario-de-estrategias-para-adequacao-ambiental-no-rs Mon, 04 Feb 2019 12:26:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=46461 O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Área Degradadas (Neprade) informa que os certificados do 1º Seminário de Estratégias para Adequação Ambiental no RS estão disponíveis no Portal Certificados Web da UFSM. Basta clicar no link e inserir o nome do participante.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/11/26/neprade-apresenta-11-trabalhos-na-2a-conferencia-brasileira-de-restauracao-ecologica Mon, 26 Nov 2018 19:58:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45734 Alunos da UFSM apresentaram 11 trabalhos na trabalhos na conferência[/caption]

O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade) da UFSM apresentou 11 trabalhos durante a Conferência Brasileira de Restauração Ecológica, que ocorreu de 21 a 23 de novembro em Belo Horizonte. O trabalho “Programa Conexus: alternativas de restauração ecológica nos assentamentos da reforma agrária do bioma Pampa”, do aluno Matheus Degrandi Gazolla, foi escolhido pela coordenação do evento para apresentação oral.

Os resumos dos trabalhos serão disponibilizados nos anais da conferência e também no site do Neprade nos próximos dias. A lista dos trabalhos apresentados pode ser conferida abaixo:

- “Fenologia reprodutiva de Schinus terebinthifolia Raddi em plantio em núcleos, para restauração da floresta estacional, bioma Mata Atlântica/RS”, de autoria de Fabiane Granzotto;

- “Espécies nativas com potencial para o paisagismo regenerativo no bioma Pampa, Rio Grande do Sul”, de autoria de Jhonitan Matiello;

- “Efeito de plantio em núcleos sobre a regeneração natural no Bioma Pampa, RS”, de autoria de Bruna Balestrin Piaia;

- “Interação planta-visitante floral em Miconia hyemalis A.St.-Hil. & Naudin ex Naudin após estratégia de restauração ecológica no bioma Mata Atlântica, RS”, de autoria de Rodrigo Pinto da Silva;

- “Monitoramento da mastofauna em remanescente florestal do bioma Pampa”, de autoria de Patrícia Sulzbach;

- “Fechamento de copa por densiômetro como indicador da restauração no bioma Pampa”, de autoria de Djoney Procknow;

- “Chuva de sementes em área de controle de bambu”, de autoria de Jéssica Puhl Croda;

- “O legado de Ana Primavesi: experiência de mutirão agroflorestal na Universidade Federal de Santa Maria”, de autoria de Jéssica Puhl Croda;

- “Florística do componente arbustivo-arbóreo de remanescente em restauração passiva no bioma Pampa”, de autoria de Matheus Degrandi Gazzola;

- “Utilização de índice baseado em análise multivariada na determinação de espécies arbóreas chaves para restauração ecológica no bioma Pampa, Rio Grande do Sul”, de autoria de José Carlos Correa da Silva Junior;

- “Programa Conexus: alternativas de restauração ecológica nos assentamentos da reforma agrária do bioma Pampa”, de autoria de Matheus Degrandi Gazzola.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/11/06/1o-seminario-de-estrategias-para-adequacao-ambiental-reuniu-na-ufsm-participantes-de-diversas-regioes-do-pais Tue, 06 Nov 2018 11:02:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45443 Foto horizontal colorida mostra o reitor, em pé, falando ao microfone, ao lado de outras duas pessoas sentadas à mesa oficial Mesa de abertura do evento[/caption] O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade) da UFSM, em parceria com a Embrapa Clima Temperado, promoveu o 1º Seminário de Estratégias para Adequação Ambiental no Rio Grande do Sul. O evento foi realizado nos dias 25 e 26 de outubro, no Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar (Nesaf), no campus sede da UFSM, e contou com a participação da comunidade acadêmica, profissionais autônomos, técnicos de extensão rural, agricultores e demais interessados provenientes de diversos municípios do estado e das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país. O reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, esteve presente na abertura e destacou a importância do evento, cujas abordagens poderão auxiliar na solução de passivos ambientais do próprio campus. Nas palestras foram discutidas questões como técnicas da restauração dos ecossistemas campestres e florestais do RS, custos, experiências de adequação em outras regiões brasileiras, principais técnicas utilizadas e sua aplicabilidade no RS, legislação aplicada, dentre outros aspectos. A professora Ana Paula Rovedder, coordenadora do Neprade, ressaltou a importância da discussão de políticas públicas aliadas ao conhecimento científico produzido na Universidade, além do fortalecimento de ações conjuntas entre os diversos atores sociais envolvidos nessa temática. Na abertura, o músico Gilmar Gonçalves, acadêmico do curso de Música, interpretou o hino nacional ao acordeom. No último dia do evento, Gilmar interpretou clássicos da música popular brasileira e latino-americana, emocionando os participantes. [caption id="attachment_45445" align="alignleft" width="332"]Foto mostra diversas fotografias de ações do Neprade afixadas sobre um fundo verde Varal com imagens do Neprade[/caption] Paralelamente ao seminário, aconteceu o “Varal de imagens do Neprade”, mostra fotográfica das ações de pesquisa e extensão do núcleo, e a mostra de produtos da sociobiodiversidade, em que produtores rurais convidados puderam expor seus produtos provenientes de sistemas agroflorestais, plantas medicinais, produtos melíferos e plantas nativas ornamentais, demonstrando que os usos múltiplos da sociobiodiversidade podem estar associados às estratégias de adequação ambiental. Além disso foram lançados dois materiais bibliográficos: "Estratégias de restauração florestal – experiências do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas", de autoria de integrantes do Neprade, que reúne os principais resultados de pesquisa em técnicas de restauração desenvolvidas pelo grupo nos últimos sete anos; e "Espécies de plantas prioritárias para projetos de restauração ecológica em diferentes formações vegetais no bioma pampa: primeira aproximação", de autoria da Embrapa Clima Temperado, em parceria com UFSM, UFRGS, Fundação Zoobotânica e Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Ao final do evento, foi realizada uma plenária em que se compilaram sugestões e considerações debatidas e que irão compor a Carta de Santa Maria, um marco documental para a restauração ecológica no RS. Fotos: Divulgação]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/26/palestra-vai-discutir-o-uso-de-plantas-nativas-no-memorial-as-vitimas-da-kiss Wed, 26 Sep 2018 12:36:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44730
Arte com informações sobre a palestra

A paisagista Mariana Siqueira fará a palestra "Flores para Santa Maria: o desafio de usar plantas nativas do pampa no Memorial às Vítimas da Kiss" no dia 3 de outubro, às 19h, no auditório do Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar (Nesaf), no prédio 44f do campus sede.

A ideia é investigar possibilidades de utilizar plantas nativas no memorial e criar um jardim que, ao manter viva a memória dos 242 jovens, seja também fonte de valorização da natureza e das paisagens sulinas.

O evento é uma realização da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, juntamente com a paisagista Mariana Siqueira e o arquiteto Felipe Zene, autor do projeto do memorial. A iniciativa tem apoio da UFSM, Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade) e Nesaf.

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