UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 30 Mar 2026 15:21:03 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/26/prae-promove-quinthall-novembro-negro-nesta-quinta-28 Tue, 26 Nov 2024 14:38:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67746 A Pró-reitoria de Assuntos Estudantis, por meio do Setor de Atenção Integral ao Estudante (SATIE) pertencente ao Núcleo de Atenção ao Estudante (NAE), promove o Quinthall Novembro Negro nesta quinta (28). O evento oferece, no hall do Restaurante Universitário, um espaço de encontro e debate para a celebração da cultura afro-brasileira, a ancestralidade e a luta pela equidade étnico-racial na universidade. A programação do Quinthall Novembro Negro variada, como acolhimento psicológico, oficina de costura criativa, exposição de moda afro e roda de conversa. Para participar, base se inscrever pelo formulário online. Programação: - Escuta Psi: espaço de acolhimento e escuta psicológica; - Exposição de Moda Afro: Mostra de peças que valorizam a estética afro-brasileira; - 17h - Oficina de Costura Criativa: Atividades práticas que exploram a criatividade e a expressão cultural; - 18h30 - Roda de Conversa: "Ser um estudante negro(a) em uma instituição pública: Vamos nos organizar!", conduzida pelo NEABI (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas).]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/21/ufsm-realiza-atividades-alusivas-ao-novembro-negro Thu, 21 Nov 2024 13:00:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67676

A UFSM promove uma programação especial alusiva ao Novembro Negro. As atividades já tiveram início no dia 13, com uma formação para as relações etnoraciais na Escola Quilombola Major Tancredo Penna de Moraes, e seguem até o dia 28, voltadas também à comunidade em geral.

Nesta quinta-feira (21), ocorre a roda de conversa "Ações afirmativas: dialogando com estudantes negros egressos da UFSM - 4ª edição", com os debatedores Pedro Henrique Machado, Sílvio José de Mello Neto e Winnie Silva da Silva e mediação de Rosane Brum Mello. Será às 17h30, de forma híbrida (online pelo Google Meet e presencialmente no auditório do Prédio 67-CAED). Inscrições via formulário

Na sexta (22), a roda de conversa "Ser um negro técnico-administrativo em uma instituição pública: vamos nos organizar!" acontece às 16h, na Sala Inovadora da Biblioteca Central.

No domingo (24), tem Viva o 55BET Pro da Consciência Negra a partir das 15h, no 55BET Pro de Santa Maria. A edição trará ao público diversas atividades culturais, artísticas e educativas para a valorização e visibilidade da cultura negra, mostrando e difundindo os projetos e pesquisas produzidas na Instituição, com várias exposições no largo do Planetário.

Será realizado o Concurso Literário “Vozes que Ecoam” in memorian Emily Ulguin da Rocha, com sarau literário e homenagem ao Patrono do Novembro Negro, Francisco Acimar Numes, o “Tio Cida”, com apresentação do Grupo de Dança Clara Nunes. Ainda terá Feira Preta, apresentação do Grupo de Dança Afro Rei Zumbi, além da tradicional participação da Polifeira do Agricultor; do Jardim Botânico, com atividades de visitação aberta ao telhado verde e trilha guiada e espetáculo Pílulas de Dança; do Planetário, com exibição de filmes; da Mostra de Ciência Morfológica; dos projetos Hangar e Arte Além do Ofício.

Na segunda (25), será realizada a roda de conversa "Ser um professor negro em uma instituição pública: vamos nos organizar!", às 16h, na Sala Inovadora da Biblioteca Central.

Na terça (26), a roda de conversa será sobre "Professores negros no ensino superior: desafios e contribuições para uma educação antirracista - 4ª edição", com os debatedores Ednalva Félix das Neves, Diego Ramires da Silva Leite e Wanderson Lombardy Pereira e mediação de Maria Rita Py Dutra. Será às 17h30, de forma híbrida (online pelo Google Meet e presencialmente no auditório do Prédio 67-CAED). Inscrições via formulário.

Ainda estão previstas formação para trabalhadores de metalúrgica sobre "Igualdade racial no trabalho", no dia 26, às 10h, no município de Panambi, e a roda de conversa "ser um estudante negro em instituição pública: vamos nos organizar!", no dia 28, às 17h, no hall do RU I, com desfile de moda afro.

As atividades do Novembro Negro na UFSM são organizadas pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), Observatório de Direitos Humanos (ODH), Coordenadoria de Ações Educacionais (Caed) e Pró-Reitoria de Extensão (PRE), com apoio da Assufsm e Sedufsm.

Mais informações no Instagram do Neabi.

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd), da Subdivisão de Ações Afirmativas Sociais, Étnico-Raciais e Indígenas e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), convida a Comunidade Acadêmica e a Comunidade Externa para participar das Rodas de Conversa, que serão realizadas de forma híbrida, com transmissão online via Google Meet e presencialmente no Auditório do Prédio 67-CAEd, ao lado da FATEC.

  • Dia 21/11/2024 - Roda de Conversa- "Ações Afirmativas: Dialogando com Estudantes Negros Egressos da UFSM-4ª Edição" - Debatedores(as): Pedro Henrique Machado; Sílvio José de Mello Neto e Winnie Silva da Silva. Mediação: Rosane Brum Mello. Horário: 17h30min. Inscrições via formulário no link: http://forms.gle/iwxEhKb6uw2ZDZcV7 

 

  • Dia 26/11/2024 - Roda de Conversa- "Professores Negros no Ensino Superior: Desafios e Contribuições para uma Educação Antirracista - 4ª Edição" - Debatedores (as): Ednalva Félix das Neves; Diego Ramires da Silva Leite e Wanderson Lombardy Pereira. Mediação: Maria Rita Py Dutra. Horário: 17h30min. Inscrições via formulário: http://forms.gle/VmmYtBZi5trAAYE48 

 

Informações adicionais podem ser solicitadas ao e-mail caed.acoesafirmativas@55bet-pro.com

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/29/atividades-encerram-novembro-negro-na-ufsm Wed, 29 Nov 2023 16:21:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64690

Ao longo do mês de novembro, diversas ações aconteceram na UFSM para promover reflexões, comemorações e iniciativas de combate ao racismo.  Nos próximos dias, outras atividades estão previstas.

Nesta quarta-feira (29), a partir das 17h, acontece a palestra com a professora Maria Rita Py Dutra, que abordará o tema "Educação das Relações Étnico-raciais". O evento será no auditório Audimax, do prédio 16, do Centro de Educação.

Também hoje (29), às 19h30min, está marcado o evento de homenagem a Nei D'Ogum, figura que contribuiu significativamente para a promoção da cultura afro-brasileira e a valorização da história e identidade negra no município e região. O evento será no Centro de Convenções da UFSM. 

Na quinta-feira (30), ocorre a roda de conversa "Cultura afro-brasileira e educação antirracista", com Fabiane Soares dos Santos, Paulo Roberto Marques Segundo e Karen Luciélen Pereira Rodrigues, com a mediação da professora Débora Ortiz de Leão. O evento será na sala 215 (prédio 16B-CE), a partir das 19h.

 

 

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Novembro, para a comunidade negra e para os aliados na luta contra o racismo, é o mês dedicado a reflexões, comemorações e afirmação. Durante esse período, que faz alusão ao 20 de novembro, data que é celebrado o Dia da Consciência Negra, e também remete ao dia em que foi morto o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) juntamente com o Observatório de Direitos Humanos (ODH) da Universidade e a Subdivisão de Ações Afirmativas da Coordenadoria de Ações Educacionais (CEAD-PROGRAD) construiu uma agenda de atividades, com rodas de conversa, ações afirmativas, artísticas e reflexivas, todas abertas ao público interno e externo da Universidade.

Programação:

Exposição Permanente Ortografando Corpos Negros
Elaborada pelo professor de Dança, Jessé da Cruz, ocorre no Hall do CEFD e, posteriormente, no Hall da Reitoria e está disposto durante todo o mês de novembro.

Roda de conversa - Professores negros no ensino superior: desafios e contribuições para uma educação Antirracista - 3ª edição
Ocorre no dia 16 de novembro, no segundo andar do prédio da reitoria, sala 218 a partir das 17 horas.

Viva o 55BET Pro Mês da Consciência Negra
Ocorre no dia 19 de novembro, no largo do planetário da UFSM. A programação completa pode ser encontrada aqui.

Homenagem ao patrono do Mês da Consciência Negra da UFSM, Nei D’Ogum
Ney D’Ogum foi um importante ativista negro da Santa Maria, que atuou em diversas frentes, reconhecido como uma importante personalidade do movimento negro. O evento é aberto ao público e será no dia 29 de novembro, no Centro de Convenções da UFSM, a partir das 19h30min. Na programação estão uma série de homenagens a Ney D’ogum, com apresentações artísticas, relatos de pessoas que conviveram com o homenageado, exibição de vídeos e a entrega da Placa em Homenagem e Memória de Ney D’ogum.

No dia 13 de novembro já aconteceu o Seminário de 20 anos do NEABI e a luta pela Lei 10.639/03. Participaram do evento a fundadora do NEABI na UFSM, a professora Carmen Deleacil Ribeiro Gavioli, a doutora em Educação, Maria Rita Py Dutra, a coordenadora da Diretoria de Articulação Interfederativa do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Leonice Mourad, e o atual coordenador do NEABI Anderson Luiz Machado dos Santos.

Com informações do NEABI

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/14/neabi-completa-duas-decadas-de-atuacao-na-ufsm Tue, 14 Nov 2023 19:18:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64535 [caption id="attachment_64538" align="alignleft" width="599"] Os convidados relembram importantes momentos do grupo[/caption]

O Núcleo de Estudos Afro Brasileiros e Indígenas (NEABI) completa 20 anos de atividade em 2023. Para comemorar as duas décadas, foi realizado nesta segunda-feira, dia 13, um seminário voltado para o resgate histórico da criação do grupo na UFSM e a luta pela efetivação da Lei 10.639 de 2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileiras nas escolas do país. O evento também marca a abertura do Novembro Negro na Universidade.

Participaram do evento a fundadora do NEABI na UFSM, a professora Carmen Deleacil Ribeiro Gavioli, a doutora em Educação, Maria Rita Py Dutra, a coordenadora da Diretoria de Articulação Interfederativa do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Leonice Mourad, e o atual coordenador do NEABI Anderson Luiz Machado dos Santos. O evento aconteceu no auditório do Centro de Ciências Sociais e Humanas e reuniu representantes de diferentes órgãos da Instituição, estudantes e servidores.

Carmen destacou a importância da luta antirracista na UFSM e as primeiras mobilizações e encontros com o Movimento Negro para estimular a criação do NEABI. Relembrou que, em 2006, criou no curso de Letras uma Disciplina Complementar de Graduação (DCG) sobre relações étnico-raciais: “muitos alunos chegavam na disciplina sem saber do que se tratava, mas saiam de lá com projetos lindos, ideias capazes de transformar a Universidade”, conta. 

Maria Rita trouxe anotações de suas agendas antigas, que classificou como as memórias de um período de intensa mobilização, e enfatizou a importância da luta a favor das cotas na UFSM. A professora recordou os intensos encontros com a reitoria e órgãos responsáveis, os levantamentos de dados sobre alunos negros na Instituição e a aula pública que ela ajudou a ministrar em Santa Maria, em resposta ao movimento contrário às cotas realizado por empresários da cidade. “Eu olhava para eles, perguntava quantos professores negros eles tiveram, quantos médicos negros eles conhecem. Eu insistia e insistimos até entenderem o porquê das cotas serem importantes”, conta Maria Rita, que acrescenta: “a construção da política de cotas foi a muitas mãos”.

Em complemento a fala de Maria Rita, Leonice destacou o papel da formação educacional na luta antirracista. De forma didática, a professora destrinchou os principais pontos da Lei 10.639 e destacou a importância da implementação do artigo 26-A, que diz: “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira”. Para Leonice: “os NEABIs são protagonistas no processo de discussão e implementação de políticas para a promoção da igualdade racial e eventos como esse mostram a potência desses espaços, que são de escuta, de diálogo, de formação e resistência”, pontua.

Anderson Luiz Machado dos Santos, atual coordenador do NEABI, pontuou a simbologia de eventos como este, destacando a necessidade de descolonização da Universidade. “Esse evento quer resgatar a história do NEABI, discutir a educação para as relações étnico-raciais e promover a importância da efetivação dessa lei. O NEABI é um espaço para isso e sempre esteve envolvido nessa trajetória”, pontua.

Após a exposição da mesa, houve um momento aberto para perguntas, que foram respondidas pelos convidados. Maria Rita ainda destacou a necessária quebra de estereótipos sobre a população negra e a necessidade de uma educação - em todos os níveis - voltada para a valorização da cultura afro-brasileira e indígena. Sobre o evento, ela se emocionou: “nem parece que o tempo passou! Ouvir os colegas, os amigos, pessoas que trabalharam nessa luta é muito grandioso”, e ainda complementou: “estamos prontos para continuar nessa caminhada”. 

Nos últimos dias, o NEABI teve um projeto aprovado junto ao Governo Federal, em que irá oferecer cursos de profissionalização e qualificação. Neste mês, o Núcleo também participa ativamente na construção do “Novembro Negro”, que conta com uma série de atividades educativas, artísticas e culturais.

Texto: Milene Eichelberger, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Gabriel Escobar, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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Uma programação especial vai marcar o Novembro Negro da UFSM, realizado em parceria entre o Observatório de Direitos Humanos (ODH/PRE) e a Subdivisão de Ações Afirmativas da (Caed/Prograd).

Na segunda-feira (13), às 19h, no auditório do CCSH, será realizado o seminário “Os 20 anos do Neabi e a luta pela Lei 10.639/03”. O seminário objetiva abordar a trajetória do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFSM e a luta pela efetivação da Lei 10.639/03, que recentemente completou 20 anos. A mesa será composta pelo professor Anderson Luiz Machado dos Santos, do Departamento de Geociências, atual coordenador do Neabi; Carmen Deleacil Ribeiro Gavioli, professora aposentada do curso de Letras Licenciatura e ex-coordenadora do Neabi; Maria Rita Py Dutra, mestre em Ciências Sociais e doutora em Educação pela UFSM; e a professora Leonice Mourad, coordenadora da Diretoria de Articulação Interfederativa da Senapir/MIR e integrante do Neabi.

No domingo (19), ocorre o “Viva o 55BET Pro Negro”, e no dia 29 de novembro, às 19h, no Centro de Convenções, será realizada homenagem ao Patrono do Mês da Consciência Negra da UFSM, que este ano será Ney D’Ogum. 

Celebrado desde a década de 1970 pelas organizações do Movimento Social Negro no Brasil e após diversas lutas, o dia 20 de Novembro tornou-se reconhecido enquanto Dia Nacional da Consciência Negra pelo Estado brasileiro, através da Lei 12.519/2011. A partir desta data, o movimento social negro tem proposto uma série de reflexões críticas acerca da formação social do país, a qual traz em seus elementos estruturantes o racismo. Neste sentido, o Mês da Consciência Negra da UFSM busca incentivar a reflexão acerca da importância de fomentar o debate no tocante à elaboração de políticas públicas de promoção da igualdade racial, sobretudo no que concerne à educação antirracista, com base nas Leis 10.639/03 e 11.645/08, enquanto instrumentos fundamentais para alavancar esta compreensão nos múltiplos âmbitos da UFSM.

Mais informações com o Neabi, pelo email neabi@55bet-pro.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/11/17/6-nei-day-celebrou-a-memoria-do-icone-do-movimento-negro-de-santa-maria Thu, 17 Nov 2022 14:38:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60503 [caption id="attachment_60504" align="alignright" width="587"]foto colorida horizontal com pessoas perfiladas na abertura do evento. Uma senhora fala ao microfone Evento foi realizado na tarde de terça-feira (15)[/caption]

Na terça-feira (15), ocorreu a 6ª edição do Nei Day, evento criado para homenagear Vilnes Gonçalves Flores Jr, conhecido popularmente como Nei d’Ogum Segundo Isadora Bispo, integrante do Coletivo Ará Dudu, responsável pela organização, o evento foi criado para não deixar a data de seu aniversário "passar em branco, mas em preto". A celebração reuniu grande público na Praça dos Bombeiros. Entre os presentes, alguns nomes importantes no movimento, como a vereadora Maria Rita Py Dutra, o vereador Valdir Oliveira, e a presidenta do Ará Dudu, Carmem Lúcia, conhecida como Baiana, que utilizou o espaço de fala para fazer a denúncia de casos de intolerância religiosa e ataques a terreiros que têm acontecido na cidade.

O evento teve diversas atividades em sua programação: homenagem ao Dia da Umbanda, pelo Centro Afro Umbandista Xangô e Oxum; apresentação de drag queens, A Bixa da Noite - Weruska Gamela Penosa; Vera Garcia e Grupo Cadência Bonita do Samba; apresentação teatral “80 tiros”, por Gustavo Rocha, o Afro Guga; slam feminino de MC Leti e Justina Monteiro; A voz e poema das mulheres negras, por Louise da Silveira e Esther Farias; venda de ecobags Nei d’Ogum, pelo Grupo Gepa; empreendedoras negras da feira Feito por Mulheres; exposição de fotos de Dartanhan Figueiredo. Houve animação da Escola de Samba Arco-íris, Capoeira de Rua Berimbau, DJ Kau e Pagode do Choco.

O Nei Day se tornou uma data comemorativa - 15 de novembro - no Calendário Oficial de Eventos do Município. A decisão foi tomada na Câmara de Vereadores de Santa Maria no dia 8 de novembro, e o argumento utilizado pelos votantes favoráveis foi de que Nei ainda é um grande ator social de Santa Maria e deve ser reconhecido como tal.

Esta edição foi organizada pela Associação de Arte e Cultura Negra Ará Dudu, que é um dos projetos integrantes da Incubadora Social da UFSM.

[caption id="attachment_60505" align="alignleft" width="566"]foto colorida horizontal em que uma moça de costas, com turbante roxo na cabeça, aprecia fotos grandes em P&B em que o homenageado fala ao microfone Exposição de fotos foi uma das atrações da programação[/caption]

Nei D’Ogum

Vilnes Gonçalves Flores Jr, o Nei D’Ogum, nasceu em Santa Maria, em 15 de novembro de 1963, data em que hoje se comemora o Nei Day, em alusão ao seu aniversário. Durante sua vida, foi protagonista de diversas lutas sociais em Santa Maria, militou pelo direito de ser aquilo que ele mesmo era: negro, membro da comunidade LGBT, morador de periferia e praticante de religião de matriz africana. Passou por muitas profissões, com guia turístico, auxiliar de fabricante de picolés e sorvetes, vendedor no comércio, auxiliar de pedreiro, garçom, consultor político e produtor cultural.

Sua afinidade com a cultura fica clara em seu extenso currículo. Por 8 anos, foi o Coordenador do Núcleo de Ações Culturais e Educativas do Museu Treze de Maio. Também foi bailarino do Grupo de Dança Afro Agbara Dudu e foi coordenador do Colegiado de Culturas Populares da Secretaria Estadual de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. Foi secretário-geral da Associação das Escolas de Samba de Santa Maria e vice-presidente da Escola de Samba Arco Íris, era padrinho do Coletivo de Resistência Artística Periférica (CO-RAP). Idealizou o Festival Municipal de Artes Negras (FESMAN), o Concurso Beleza do Ébano e aMuamba. Participou da organização de várias edições de Paradas Livres na cidade e fez parte da Coordenação Geral do Coletivo Voe. Além disso, também foi um dos fundadores do Coletivo Ará Dudu. Em 2014, recebeu o Prêmio Diversidade RS, na categoria Cultura Negra, em Porto Alegre. Aos 40 anos, ingressou no curso de Artes Cênicas da UFSM, pelo sistema de cotas raciais. 

Nei era praticante de religião de matriz africana, da Comunidade de Terreiro Ilê Axé Ossanha Agué, e foi articulador da 1ª Conferência Municipal e Regional dos Povos de Terreiro. 

Ele era morador do Loteamento Cipriano Rocha e foi um dos fundadores da Associação Comunitária do Loteamento Cipriano Rocha, do qual também foi secretário-geral. Passou 20 anos ao lado do companheiro, Ricardo Souza, conhecido como Babalossain De Agué. Nei D’Ogum faleceu na noite de 23 de agosto de 2017. 

Mais sobre a sua história e ativismo podem ser encontrados no documentário PPP (2016), dirigido por Diego Tafarel. 

[caption id="attachment_60506" align="alignright" width="597"]Foto colorida horizontal com pessoas conversando e olhando as fotos expostas em murais na praça Programação segue até o final de novembro[/caption]

Mês da Consciência Negra da UFSM

O Nei Day faz parte da programação de Mês da Consciência Negra da UFSM. No domingo (13), foi feito lançamento da Exposição de Rua “Histórias da gente: vidas LGBTQIA+ no RS – Nei D’Ogum”, no Centro de Artes de Letras (CAL) da UFSM. A exposição apresentou artes da artista trans Priscila Fróes, acompanhados de biografias de personalidades LGBTQIA+ do Rio Grande do Sul. Também foi feito um passeio guiado “Territórios de Nei D’Ogum”, que levou o público a locais importantes na história do ativista, e incluiu falas de amigos próximos a eles.

Para conferir as próximas atividades do Mês da Consciência Negra, confira a programação completa.

Texto e fotos: Ana Laura Iwai, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/11/16/nei-day-retoma-a-programacao-do-novembro-negro-da-ufsm-nesta-semana Wed, 16 Nov 2022 11:29:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60479 [caption id="attachment_60480" align="alignright" width="723"]foto colorida horizontal mostra, em um palco, pessoas negras, algumas com camisa branca, outras com camiseta listrada em vermelho e branco, portando cavaquinhos e instrumentos de percussão. Ao fundo há a projeção do logo do novembro negro Abertura da programação, na sexta (11), teve apresentação de escola de samba[/caption]

A programação do Mês da Consciência Negra da UFSM foi retomada nesta terça-feira (15), com o evento Territórios de Nei D’Ogum, o Nei Day, que ocorreu à tarde na Praça dos Bombeiros. A exposição é inspirada em Nei D’Ogum, histórico ativista social e religioso de Santa Maria, e mostrará locais importantes de sua trajetória e abordar a história da população negra e LGBT+ no Rio Grande do Sul. As atividades do Novembro Negro se estendem até o dia 25.

As atividades da programação foram organizadas pelo Observatório de Direitos Humanos (ODH) da UFSM, o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da UFSM (Neabi), o Coletivo Marias Bonitas Fazendo História, Dandaras – Coletivo de Mulheres Negras, Coletivo de Arte e Cultura Negra Ara Dudu, Movimento Negro Unificado, Coletivo Afronta, além de contar com o apoio da OAB de Santa Maria e Prefeitura.

Victor Lopes, chefe do ODH da UFSM, conta que a programação se divide em eixos políticos e culturais, que irão ocorrer em diferentes pontos de Santa Maria para também atingir a população periférica da cidade. “Queremos mostrar as trajetórias, lutas, conquistas e ambições das vozes negras da Universidade e torná-las cada vez mais presentes, nos tornar protagonistas, vestir nossas melhores cores e botar o nosso bloco na avenida”, destaca. Segundo o chefe do Observatório, esses espaços de reflexão também são importantes para engajar toda a sociedade na luta contra o racismo e a discriminação.

A programação do mês da Consciência Negra prossegue nos próximos dias, com as seguintes atividades:

De 13 a 20 – Semana da Capoeira, com o Mestre Militar;

Dia 20 – Dia da Consciência Negra, no Largo do Planetário, às 15h;

Dia 25 – Justiça e Negritude, no auditório da Subseção de Santa Maria da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), das 17h às 19h.

Dentro das atividades do Novembro Negro, ocorre a 15ª Semana da Capoeira de Rua Berimbau:

Dia 13 – A partir das 19h, abertura, oficina de rimas e cantigas e roda no Centro Comunitário Dom Ivo;

Dia 14 – A partir das 20h, oficina de movimentos de capoeira no Centro Comunitário Dom Ivo;

Dia 15 – A partir das 20h, oficina de acrobacias no Centro Comunitário Zilda Arns;

Dia 16 – A partir das 19h, oficina de samba de roda e movimentos de capoeira no Centro Comunitário Dom Ivo;

Dia 17 – A partir das 20h, oficina de maculelê e jongo no Centro Comunitário Dom Ivo;

Dia 18 – A partir das 20h, oficina de toques de berimbau no Centro Comunitário Dom Ivo;

Dia 19 – Às 11h30, roda pública na Praça Saldanha Marinho; às 15h, exame de graduações de capoeira; às 20h, oficina de entradas e saídas de capoeira no Centro Comunitário Dom Ivo;

Dia 20 – Às 9h, oficina de toques de atabaque; às 10h30, oficina de movimentos; às 16h, batizado e troca de graduações de capoeira, no Centro Comunitário Dom Ivo.

Noite de samba no Centro de Convenções

Os banners da JAI que ocupavam o Centro de Convenções deram espaço à bateria e cavaco trazidos pela Escola de Samba Vila Brasil em apresentação cultural no evento que marcou a abertura do Mês da Consciência Negra na UFSM, na última sexta-feira (11). A apresentação cultural foi a última parte da solenidade que também homenageou Sérgio Pires (1946-1990), escolhido patrono do Novembro Negro deste ano.

Sérgio Pires ingressou como docente na UFSM em 1971 e se tornou um dos primeiros professores negros da história da Universidade. Dentro do ambiente acadêmico não abandonou a militância política que o acompanhou desde a infância e se destacou no movimento sindical dos professores, onde reivindicou e discutiu direitos, salários, métodos de ensino, entre outras pautas.

Na década de 80 ingressa no Movimento Negro, foi um dos criadores da Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) e foi o primeiro vice-presidente da Regional Sul, além de lançar o livro “Questões Educacionais” em 1988. Em 1990 iniciou a criação da primeira Estatuinte da Universidade, mas não concluiu o trabalho, ao falecer em setembro do mesmo ano.

Em sua homenagem a Sedufsm apresentou um trecho da obra audiovisual produzida em sua memória. A produção foi realizada por Rafael Balbueno em parceria com o Neabi e o ODH. Após a exibição do curta, a esposa de Sérgio, Cecília Pires e sua filha, Fabiana Pires, receberam uma placa de homenagem ao professor.

Discursaram na solenidade Anderson Santos, coordenador do Neabi; o prefeito, Jorge Pozzobom; Isadora Bispo, do Coletivo Ara Dudu e representante do Movimento Negro Unificado (MNU); Victor Lopes, chefe do ODH; Moacir Barreto, vice-presidente da escola de samba Mangueira; e a vice-reitora, Marta Adaime. Os discursos reforçaram a importância da implementação de políticas públicas contra a discriminação racial e a necessidade de repensar a Universidade como um espaço que valorize apenas o pensamento eurocêntrico e com maior presença negra e indígena como alunos e professores.

Além do prefeito, representaram o poder público na cerimônia o presidente da Câmara Municipal, Valdir de Oliveira, e a secretária de Cultura, Rose Carneiro. “A presença em ações como essa é obrigatória porque aprendemos muito com essa troca de experiências sobre algo que devemos praticar todos os dias, não apenas em eventos. Não vim apenas como prefeito, vim como cidadão”, afirmou Pozzobom.

Isabella de Campos, 26 anos, compareceu ao evento com o objetivo de ouvir pessoas negras e refletir sobre o seu papel enquanto pessoa branca no combate ao racismo estrutural. "Ações como essas são importantes para alertar que, apesar do discurso de que ‘a Universidade se pinta de povo’, ela ainda é um lugar hegemonicamente branco, e há urgência de se mudar isso com ações cotidianas, não apenas em datas comemorativas”, conta a estudante de Agronomia.

Luiz Carlos Rodrigues, 65 anos, participa do movimento negro desde a sua infância, o que o ajudou a conhecer suas origens e construir sua identidade. “A minha família adotiva era branca, então sempre procurei me inserir desde o início no movimento para me identificar, e a nossa cultura, nossa história, nossos feitos, nosso protagonismo é muito ocultado, especialmente dentro do Rio Grande do Sul”, destaca.

Uma luta que não cabe no calendário

O professor do Departamento de Geociências do CCNE e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi), Anderson do Santos, salienta a importância de trabalhar a pauta negra para além do calendário oficial. Antes da chegada do mês de novembro, o núcleo promoveu o concurso literário “Vozes Negras, Lutas e Conquistas”, que tem como objetivo abordar a temática negra por meio da literatura e de desenhos, organizado junto com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) e Observatório de Direitos Humanos da UFSM.

O concurso tem quatro categorias: discentes da rede pública (municipal e estadual); servidores da rede pública (municipal e estadual); acadêmicos e servidores da UFSM e Erê (para crianças de até 7 anos). As inscrições foram encerradas no dia 6 e os vencedores serão anunciados no evento de celebração ao Dia da Consciência Negra (20), no largo do Planetário. As produções inscritas no concurso serão transformadas posteriormente em material didático.

Entre outras ações promovidas pelo núcleo está o processo de produção do livro “Neabi Saberes Afro e Indígenas”, em parceria com a Editora UFSM e o curso “Racismo e Antirracismo - Perspectivas Pedagógicas". Oferecido de forma virtual, o curso ensina práticas pedagógicas antirracistas para mais de 100 professores de escolas públicas de Santa Maria. Com carga horária de 60 horas, a formação iniciou em outubro e vai até dezembro.

“Essas ações são importantes para nos fortalecer, reavivar a nossa consciência e tornar a Universidade um espaço mais democrático, com maior valorização, acesso e permanência da população negra em todos os âmbitos – alunos, professores e servidores”, destacou o coordenador do núcleo.

Texto e foto: Bernardo Silva, acadêmico de Jornalismo e voluntário da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/11/07/ufsm-promove-programacao-alusiva-ao-mes-da-consciencia-negra Mon, 07 Nov 2022 14:15:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60268

O Observatório de Direitos Humanos (ODH), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM, promove o Novembro Negro, em alusão ao Mês da Consciência Negra.

A programação será realizada a partir de quarta-feira (9) até 25 de novembro, com diversas atividades abertas a todos os interessados, sem necessidade de inscrição.
 
Um dos destaques da programação é a 15° Semana da Capoeira, que terá diversas atividades ocorrendo em espaços como o Centro Comunitário Dom Ivo Lorscheiter.
 
Programação:
 
Dia 9 - Roda de Conversa: Sabres Afro-Indígena, às 14h, no Espaço Multiuso. Com a presença de lideranças negras e indígenas, estudantes, servidores e professores da UFSM;
Dia 11 - Abertura do Mês da Consciência Negra, com homenagem ao patrono Sergio Pires, às 19h, no Centro de Convenções da UFSM;
Dia 15 - Territórios de Nei D'Ogum - Nei Day, às 16h, na Praça dos Bombeiros;
De 13 a 20 - Semana da Capoeira, com o Mestre Militar;
Dia 20 - Dia da Consciência Negra, no Largo do Planetário, às 15h;
Dia 25 - Justiça e Negritude, no Auditório da Subseção de Santa Maria (OAB), das 17h às 19h.
 
Programação da 15° Semana da Capoeira - Associação de Capoeira de Rua Berimbau

Dia 13 - A partir das 19h, abertura, oficina de rimas e cantigas e roda no Centro Comunitário Dom Ivo;
Dia 14 - A partir das 20h, oficina de movimentos de capoeira no Centro Comunitário Dom Ivo;
Dia 15 - A partir das 20h, oficina de acrobacias no Centro Comunitário Zilda Arns;
Dia 16 - A partir das 19h, oficina de samba de roda e movimentos de capoeira no Centro Comunitário Dom Ivo;
Dia 17 - A partir das 20h, oficina de maculelê e jongo no Centro Comunitário Dom Ivo;
Dia 18 - A partir das 20h, oficina de toques de berimbau no Centro Comunitário Dom Ivo;
Dia 19 - Às 11h30, roda pública na Praça Saldanha Marinho; às 15h, exame de graduações de capoeira; às 20h, oficina de entradas e saídas de capoeira no Centro Comunitário Dom Ivo;
Dia 20 - Às 9h, oficina de toques de atabaque; às 10h30, oficina de movimentos; às 16h, batizado e troca de graduações de capoeira, no Centro Comunitário Dom Ivo.
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No dia 18 de dezembro, às 10h, ocorre mais uma palestra da programação dos Webinários EaD: Múltiplos Olhares em Formação, com o palestrante Adriano Canabarro Teixeira e mediação de Sidnei Renato Silveira. A temática apresentada será “Escola para o futuro, hoje!”

O evento tem como objetivo promover momentos de formação e reflexão aos discentes dos cursos a distância da UAB/UFSM e comunidade acadêmica em geral. Todos os encontros serão realizados de forma remota, com transmissão ao vivo pelo Canal do Youtube Eventos CTE UFSM.

Os webinários são promovidos pela Pró-Reitoria de Graduação, por meio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE), e pela Coordenação da Universidade Aberta do Brasil na UFSM, em parceria com as coordenações dos cursos EaD.

A programação é aberta a todos os interessados e será fornecido certificado de 2 horas aos participantes.

As inscrições para o webinário estão abertas no site do evento (clique aqui) e são gratuitas. 

 

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Na última sexta-feira (12), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou, através da Coordenadoria de Ações Educacionais-CAEd- PROGRAD e da Subdivisão de Ações Afirmativas Sociais, Étnico-Raciais e Indígenas, a roda de conversa: “Professores Negros no Ensino Superior: Desafios e Contribuições para uma Educação Antirracista”.  O evento, que ocorre dentro do mês da Consciência Negra, continuará nas próximas semanas, com a programação definida até o dia 30 deste mês. 

Marcando o segundo dia da celebração, a roda de conversa contou com três debatedores: O Doutor em Geografia e Professor Adjunto do Departamento de Geociências da UFSM Anderson Luiz Machado dos Santos, a Doutora em Comunicação e Professora Adjunta do curso de História-Licenciatura na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Giane Vargas, e a Doutoranda pelo programa de Pós-Graduação em Sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Suelen Aires Gonçalves.

Defasagens no acesso estudantil e dificuladades na permanência, tanto material quanto simbólica, de corpos negros nas universidades foram uma das questões pontuadas pelos debatedores. Para a Dra. Giane Vargas, é preciso trazer para a academia o que é produzido dentro do Movimento Negro, como pensadoras e pensadores, autoras e autores negros, deseurocentralizando o saber. A doutoranda Suelen Aires defendeu o progresso do letramento racial nas universidades, além de uma necessária mudança curricular. Para ela, a falta de ocupação e representatividade negra no corpo docente obstrui a valorização de cientistas racializados e dificulta o avanço do debate racial no ambiente acadêmico. 

Apenas 15,8% dos professores de universidades federais são negros, revelam dados do ultimo Censo do Ensino Superior realizado em 2018. O Dr. Anderson L. M. dos Santos explicou a importância e o impacto que as políticas de cotas tem sob os estudantes negros, no Brasil. E trouxe a  indagação “Como tratamos as diferenças das relações com o outro?”.

A programação do evento continuará nos dias 16, 19 e 30 de novembro, com temáticas como: “Diálogos com Estudantes Negros (pretos e pardos)”, “Educação Antirracista: Enfrentando Esteriótipos Raciais” e “Negritude e Branquitude: Diálogo necessário na Luta Antirracista”, respectivamente. Os encontros serão realizados via Google Meet, já as inscrições e presenças serão feitas por meio de formulários, disponibilizados no sítio virtual da UFSM.

Reportagem: Karla Essy, aluna voluntária de Jornalismo na Agência de Notícias da UFSM
Edição: Davi Pereira

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/diario-de-um-cotista Tue, 27 Nov 2018 19:17:25 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=4946 Na tese Cotistas negros da UFSM e o mundo do trabalho, apresentada por Maria Rita Py Dutra no Programa de Pós-Graduação em Educação, são levantadas também as percepções sobre o mundo de trabalho, acesso e permanência na Universidade - desde o ingresso até a formatura. A narrativa é construída a partir de relatos pessoais de 11 estudantes que se graduaram na UFSM, sendo 4 homens e 7 mulheres. Na pesquisa, todos os entrevistados são identificados com nomes fictícios de origem africana ou de personagens dos livros infantis da Coleção Histórias da Vó Preta, de autoria de Maria Rita. Primeiras percepções da Universidade A entrada na universidade é uma experiência particular à cada pessoa. Alcançar o êxito no vestibular é motivo de felicidade para qualquer candidato, mas para os estudantes negros, geralmente, vem acompanhado de significados e de desafios ainda maiores. Maria Rita destaca em sua tese que “tais estudantes terão seus atributos categorizados”, a partir do estereótipo do grupo hegemônico. Segundo ela, "são colocadas sobre o estudante cotista uma série de expectativas”. O cotista passa a ser considerado, frente aos demais, como “menos desejável”, alguém que carrega consigo um forte estigma. Ao iniciar a vida acadêmica - com idade mais avançada - Idia, estudante de Sociologia, se preocupava em como se apresentar frente aos colegas, como se vestir, consciente de que participava de outro campo social. O processo de desconstrução desse estereótipo foi se dando aos poucos e teve forte influência da ação dos professores em sala de aula:

“Como uma mulher muito pobre, eu sempre pensava: como eu vou chegar na Universidade? Eu não tenho roupa, eu não tenho calçado, eu não tenho dinheiro para as passagens. Eu trabalho. Eu saio do município (escola), pego faxina, saio das faxinas, vou pra Universidade. Chegando lá, eu me deparava com as minhas colegas alemãs, descendentes de alemães, descendentes de italianos, de chinelo, de crocs, mas por que eu não posso? Uma negra de chinelo é empregada doméstica, uma italiana, uma alemã, descendente de alemãs, de italiana, é uma filha de colono? É filha de empresário (...). E daí eu vi de que nós não precisamos... Não é a roupa que nos faz, não são os calçados, mas sim o nosso conhecimento e a maneira como nos tratamos.” (Idia, Sociologia)

Para se referir ao posicionamento dos professores no âmbito acadêmico, Maria Rita cria duas categorias: o “professor empático” e o “professor inconformado”. No relato mais aprofundado de Idia, a pesquisadora Maria Rita identifica a presença de ambos. Uma que tomou postura empática e estimulou a estudante a não desistir e a enfrentar as dificuldades inerentes aos estudos e, ao mesmo tempo, um “professor inconformado”, que após o fracasso da estudante na primeira prova, classificou-a como "não detentora de pensamento lógico, sem qualquer análise mais aprofundada”. Frente ao segundo caso, Maria Rita reflete: “O que leva um professor afirmar à aluna negra, de idade superior a 40 anos, que o lugar dela não é na Federal, por ela não ter raciocínio lógico? Sou forçada a afirmar que é o racismo que faz isso; é o fato de o negro ocupar espaços que até então eram interditos para ele.” Em outra entrevista - com a estudante Jamila, que ingressou na UFSM em 2010 no curso de Serviço Social-, Maria Rita também descreve certa atitude de um professor, enquadrando-o como “professor inconformado”, umas vez que demonstra inabilidade de trabalhar com estudantes com outro nível étnico. O episódio descrito em um relato se referia ao discurso proferido contrário às cotas, logo na primeira aula por um professor que se deparava com cinco estudantes cotistas negros na turma. Enquanto isso, Anaya, formada em Medicina Veterinária, relata não ter vivenciado situações de racismo no período da graduação, mas sim, depois, já no mestrado. Ao presenciar o posicionamento de um professor que discorria sobre procedimentos veterinários, o mesmo alertava aos estudantes para agirem corretamente: "pessoal, a gente tem que fazer a coisa certa, tem que fazer coisa de gente branca.”

“(...) não adianta ser fluente em várias línguas, ser pós-doutor e tratar as pessoas dessa forma, e ter esse tipo de pensamento que não cabe numa academia. Me passava pela cabeça que eu tenho irmãos que vão passar por isso, que os meus pais se orgulham de eu estar aqui, que minha mãe como uma mulher negra se orgulha de eu estar aqui e espera que eu seja tratada com respeito. Então isso foi o que mais me chocou.” (Anaya,  Medicina Veterinária)

Além disso, um desafio a ser adquirido por estudantes negros é o capital cultural, isto é, o acúmulo de riqueza cultural erudita de cultura escolar - que pode influenciar diretamente no desempenho acadêmico do estudante. Isso diz respeito também ao ambiente familiar ao qual o estudante está acostumado. Entre as mães dos entrevistados, por exemplo, apenas uma cursou ensino superior incompleto e duas, o ensino superior completo; enquanto que entre os pais, somente um cursou o ensino superior completo. Ao destacar as pesquisas de importantes estudiosos na área, Maria Rita aponta que existem uma relação entre o nível cultural das famílias e o sucesso dos filhos na vida escolar. No entanto, é um erro afirmar que a renda familiar e o diploma dos pais são fatores cruciais para condenar filhos de famílias pobres ao fracasso. A pesquisadora ressalta que “há como reverter essa situação, sendo a atuação do professor empático decisiva, pois o estudante necessitará de orientação.” Estudante-trabalhador De acordo com a pesquisadora, a condição de estudante- trabalhador desafia o estudante cotista a estabelecer novas metas, pois além de ter que dar conta dos estudos, precisará atender às exigências do trabalho. Na pesquisa, todos os entrevistados, em algum momento, trabalharam, e apenas Kadija e Mulalo não foram bolsistas durante a graduação.

“Um turno eu estava trabalhando, o outro turno eu estava com ele completo de aula. Quando ficava alguma cadeira pra trás, eu tinha que deixar a cadeira, porque eu tinha um turno inteiro pelo trabalho e um turno só pra estudar, e na Medicina Veterinária tu tens um turno de manhã, com disciplinas e outro turno de tarde. Então quando virava o semestre, que viravam os horários, eu ficava com choque de horários, e eu fui segurando algumas cadeiras, né. Então teve um semestre que eu fiz só as DCG’s, e segurei um pouco as cadeiras, por isso eu demorei um pouco mais, também pra me formar, não é, pra conseguir continuar trabalhando.”(Anaya, Medicina Veterinária)

Entre os entrevistados, apenas cinco homens e uma mulher relataram terem ingressado no mercado de trabalho somente depois do ingresso na faculdade. As demais mulheres afirmaram ter começado a trabalhar ainda no período escolar - sendo duas delas, no trabalho doméstico. Após a formatura, dois permaneceram apenas trabalhando (o enfermeiro e o comerciário do setor moveleiro), os demais investiram na formação acadêmica, continuando a cursar uma nova graduação, especialização ou pós-graduação. Três fazem doutorado: em Medicina Veterinária, Sociologia e História; Ayo (relações públicas) faz mestrado em Patrimônio Cultural; Alíca cursa Pedagogia - mantendo-se com uma bolsa e fazendo tranças - e Kadija cursa Sociologia. As cotas e a permanência na Universidade A política de cotas foi implementada na UFSM em 2012, com o objetivo de erradicar desigualdades sociais e étnico-raciais e democratizar o acesso ao ensino superior. Maria Rita ressalta que, apesar de ser um instrumento legítimo de validação do ingresso na Universidade, a vitimização é uma acusação frequentemente atribuída aos negros, em especial nas redes sociais. Esse discurso é evidenciado em algumas das entrevistas:

“Tinha colegas (...) que o discurso deles era: - Tu não precisou de cota para entrar aqui no Colégio Militar, tu não precisas de cotas agora. Quando eu falava que ia prestar vestibular e que eu achava importante prestar com cotas, (ouvia:) tá, mas tu não precisas, tu podes passar sem cotas (...). Foi nesse período, no final do Ensino Médio, que veio toda a discussão da inclusão das cotas na UFSM, e no Brasil.. Eu passei por situações assim, né. Dos próprios colegas falarem: - Não, a Anaya é negra, mas é como se ela fosse... (...) aquilo foi me marcando, e eu digo: nossa! eu vou prestar vestibular com cota, eu acho, sim, que a gente precisa, porque a gente passa mesmo por isso. Tá na nossa luta diária. Então esse enfrentamento diário, assim (...).  Me inscrevi então em Medicina Veterinária e consegui entrar, com o programa de cotas.” (Anaya, Mecidina Veterinária)

Da mesma forma como Anaya observa a necessidade e importância da política de cotas, segue o discurso de outra entrevistada que afirma ter orgulho de ser cotista:

“(...) eu sempre, aonde vou, levo a questão de ser cotista, porque pra mim é um orgulho, é uma bandeira, é uma luta que representa tudo isso. Cada cotista da universidade acho que tem que difundir isso, para que as pessoas introjetem isso, para que na sociedade não seja diferente ser cotista, pra legitimar! (...) Tem que ter orgulho de ser cotista e tem que ter toda uma luta, saber que isso foi uma luta, uma bandeira." (Jamila, Serviço Social)

A tese de Maria Rita também evidencia a necessidade de melhorias da política de permanência dos alunos na Universidade. Segundo ela, não basta criar mecanismos de acesso, se não são levadas em conta as dificuldades enfrentadas pelos alunos cotistas durante a graduação, até alcançar o Benefício Socioeconômico. A entrevista com Atinuké revelou a burocracia do processo que acabou por adiar o direito ao seu benefício por um semestre.

Eu consegui naquele momento, era uma burocracia, o Benefício Socioeconômico, eu não sei como é que está agora. No ano que eu entrei, no primeiro semestre foi negado, porque eu não tinha como comprovar a escritura de onde eu morava. Eu moro numa ocupação, a gente não tem escritura. (...) Só no segundo semestre eu consegui comprovar, e eles aceitaram (...) Precisam conhecer a realidade dos alunos que estão chegando na Universidade! (...) Tem limites para todos, imagina para nós, que viemos de uma realidade difícil, todo o contexto de acessar. (...) Pra mim foi muito positivo, do ponto de vista da inclusão. Aqui na Vila agora tu vês inúmeros alunos cotistas. A minha irmã é uma aluna cotista. O meu irmão é um aluno cotista. Meu irmão está quase se formando, está no 7º semestre da Administração e a minha irmã está indo para o terceiro semestre da Enfermagem. Então uma geração de cotistas, só aqui nessa casa. Vários alunos cotistas aqui na volta. Coisa que não se tinha acesso há um tempo atrás (Atinuké, Sociologia).

Falta de referências negras nos espaços acadêmicos Dentre os relatos de vida dos entrevistados, destacam-se outros  pontos considerados como dificuldades para os cotistas negros: o tema a ser abordado no trabalho de conclusão de curso, a falta de referências e bibliografias negras e a ausência ou invisibilidade de professores negros na Universidade.

“Eu não vou dizer que sofri um preconceito direto, por parte de professores, mas eu me senti extremamente negligenciado. Diretamente do curso, uma das minhas maiores dificuldades antes de eu encontrar meu orientador foi que eu sempre quis entender a minha religiosidade, só que de fato, ninguém trabalhava com religião de matriz africana. Eu não tinha uma fonte, eu não tinha alguém que me orientasse. (...) Durante todos os meus anos de  formação de Ensino Fundamental e Médio, eu não tive nenhum professor negro”. (Odé, História)

Maria Rita destaca que, como o acesso dos estudantes negros se deu em ampla maioria após a aprovação da política de cotas na universidade, “brevemente estaremos assistindo a defesas de teses dos nossos primeiros intelectuais negros da recente leva que, após prestarem concursos públicos, poderão ingressar em programas de Pós-Graduação.” A formação de novos pesquisadores, conhecedores da causa negra, desta forma, deve ampliar o conhecimento sobre a temática afro - questões relativas à religiosidade de matriz africana; do genocídio da juventude negra; sobre a mulher negra e sexualidade; e questões que envolvam o racismo, a justiça e a violência e criminalidade. Formado em Enfermagem, Agotime - um dos entrevistados - falou sobre a falta de referências negras durante a graduação e sua passagem pelo Hospital Universitário de Santa Maria, nas práticas acadêmicas. Agotime revelou que que foi gratificante, por fim, encontrar no trabalho uma enfermeira negra, em Pelotas. Ele afirma que se sentiu “protegido” por ela.

“Porque tu acaba te enxergando ali. Tu acaba só te enxergando e tu sabes que quando fores trabalhar, aquela inspiração pode servir para uma outra pessoa. Eu não sei. Não tem um sentimento que explique, mas a gente acaba assim. Por exemplo, eu e essa enfermeira, nossa relação acaba assim, mesmo sem falar, ela sabe que é uma referência pra mim. Sei que ela sabe. É uma troca mútua assim, que só no conversar, a gente vai conversando, eu acabo me apegando nela e ela acaba te protegendo de certa forma.” (Agotime, Enfermagem).

O cotista no mundo do trabalho   Findada a experiência acadêmica, a entrada no mercado é relatada de diversas maneiras pelos entrevistados. No caso de Kadja, formada em Ciências Sociais, as cotas não contribuíram para que acessasse o mundo do trabalho. A cientista social já trabalhava em um escritório de contabilidade, mas confessa que ter estudado em uma instituição pública fez um grande diferencial em seu ambiente de trabalho. Após ter ingressado no ensino superior, percebeu que alguns clientes passaram a tratá-la com mais consideração e passaram a cumprimentá-la, coisa que não acontecia antes. Por sua vez, Agotime, formado em Enfermagem, pontua que as ações afirmativas ajudaram tanto para ingresso no ensino, como no mundo do trabalho:

“Foi a porta que me abriu para o mundo. Não só ali na entrada, na Universidade, como a entrada no mercado de trabalho, agora. As cotas foram um divisor de águas na minha vida. Não tem como definir como outra coisa assim, porque realmente foi minha entrada na Universidade através das cotas e depois, a entrada no mercado de trabalho, pelas cotas.” (Agotime, Enfermagem)

Para Jamila, formada em Serviço Social, as cotas abriram novos caminhos, e acha que as pessoas precisam divulgar que foram cotistas. Jamila procura sempre declarar que foi estudante cotista da UFSM e acredita que isso é necessário para que haja uma cultura de reconhecimento e pertencimento da luta pela igualdade racial.

“Porque muitas pessoas se utilizam das cotas, até tem negros que não se afirmam, não tem uma identidade negra, mas na hora das cotas: Vou nas cotas”! Tanto é que pro meu filho, agora no ENEM, quando ele foi colocar, ele disse: - “Mãe, por onde eu me inscrevo? Eu disse: - o que é que a tua identidade, que tanto a gente fala, te diz? Ele me disse, assim: - Eu acho que sou legitimo pra cotista! Eu disse: - Então te inscreva! Ele ficou em primeiro lugar, enquanto cotista, e eu fiquei muito feliz. Eu acho que a gente está perpetuando, tá passando de geração a geração." (Jamila, Serviço Social)

Reportagem: Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo Edição: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo Ilustração da capa: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial – A inspiração são as obras de Jean-Michel Basquiat, artista norte-americano que se dedicou às artes das ruas, como grafite, piche e colagens. As questões raciais e a população negra dos Estados Unidos perpassam grande parte da produção do artista, que é negro.]]>
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O evento dá continuidade às ações afirmativas e de reconhecimento da história e ancestralidade negra que vêm sendo desenvolvidas junto aos cursos de Dança da Instituição.
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/a-universidade-se-pinta-de-povo Tue, 13 Nov 2018 19:40:36 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=4854 *Esta matéria foi atualizada em 21/11/2018, às 14:37. Dos 205,5 milhões de habitantes do Brasil, 46,7% se autodeclaram pardos e 8,2%, pretos. Apesar de, juntas, formarem a parcela majoritária da população nacional, essas pessoas raramente são vistas em comerciais de TV ou revistas, no atendimento de bancos, ocupando cargos de chefia em empresas e, até pouco tempo atrás, nas salas de aula das universidades. A luta contra a invisibilidade e as desigualdades faz parte da trajetória de Maria Rita Py Dutra, terceira mulher negra a se tornar doutora no Programa de Pós-Graduação do Centro de Educação da UFSM. A tese Cotistas negros da UFSM e o mundo do trabalho, defendida pela professora em agosto de 2018, discute as situações e condições que influenciam os cotistas negros desde a formação na UFSM até a inserção, ou não, no mercado de trabalho. Para isso, Maria Rita ouviu relatos de experiências e analisou o universo que está por detrás da problemática, como a desigualdade nos âmbitos econômico e de acesso, o apanhado histórico, a construção de identidades e o conflito de interesses. Foram entrevistados formandos dos cursos de Ciências Sociais, Enfermagem, Fisioterapia, Relações Públicas, Medicina Veterinária, Serviço Social, Educação Especial e História Licenciatura. Como resultado, Maria Rita aponta que, para os estudantes entrevistados, a  política de cotas representou um divisor de águas, mudando totalmente suas vidas. “Foram as cotas que abriram um mundo de possibilidades para esses estudantes, em que o ingresso e a superação do discurso racista foi necessária para a conclusão do curso. Na maioria dos casos, o primeiro diploma de ensino superior na família”, comenta Maria Rita, que celebra: “A universidade se pinta de povo”. A pesquisadora entende que uma sociedade igualitária e justa é construída e orientada nos bancos escolares. “Faz parte disso possibilitar que excluídos ingressem no espaço acadêmico, mas que, para além, a estrutura acadêmica seja repensada para que ocorram mudanças radicais em busca da igualdade”, afirma Maria Rita no decorrer da pesquisa. Ela compreende, ainda, que olhar para a conclusão do curso e a entrada no mundo do trabalho “fornece informações importantes para pensarmos em resultados na educação e reavaliarmos, por exemplo, as barreiras que cotistas enfrentam”. Na tese, Maria Rita compartilha que estudar as ações afirmativas e o racismo fez com que ela refletisse sobre questões que a marcaram de forma indelével nos quase 30 anos de carreira no magistério público estadual, sobre as quais ainda carrega marcas e dores não removidas.   Política de cotas no Brasil e na UFSM O debate sobre as ações afirmativas reverberou no Brasil após a participação do país, em 2001, na III Conferência contra o Racismo e a Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata. Em 2003, foi pautado na UFSM pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), e definiu-se como Programa de Ações Afirmativas de Inclusão Racial e Social. O sistema inclui o ingresso de afro-brasileiros, pessoas com deficiências, alunos de escolas públicas e indígenas no ensino superior. Em 2012, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei das Cotas (nº 12.711/2012), que estabeleceu o sistema de cotas sociais e raciais para ingresso em universidades e institutos federais de todo o país. A legislação prevê a reserva de, no mínimo, 50% de vagas, por curso e turno, para estudantes oriundos de escolas públicas, além de destinar vagas para estudantes negros, pardos e indígenas, de acordo com o percentual populacional local dessas etnias. Perante a aprovação, surgiram várias perguntas quanto à legitimidade constitucional da política de cotas, às quais o Supremo Tribunal Federal (STF) respondeu, entendendo que a política fazia parte de um processo de correção das desigualdades sociais, inclusive daquelas baseadas na cor da pele. Atualmente, a UFSM não dispõe de uma política de acompanhamento e avaliação do processo de permanência dos cotistas negros. Segundo Maria Rita, essa questão ainda não despertou interesse nos pesquisadores por haver poucas referências de estudos sobre. Em sua tese, a professora salienta que a presença de alunos afro-brasileiros, indígenas, portadores de deficiência e provenientes de escolas públicas é asseguradora da diversidade e da democracia nas universidades públicas brasileiras. “A política afirmativa é necessária para reparar os aspectos discriminatórios que impedem o acesso de pessoas pertencentes a diversos grupos sociais às mais diferentes oportunidades”, pontua. Trajetória de Maria Rita Professora desde 1967, quando concluiu o Curso Normal, passou 30 anos ensinando e se especializando em diferentes áreas, como química, pedagogia, história, ciências sociais. Desde 1988, seu trabalho envolve a temática étnico-racial e o racismo. Na intenção de romper barreiras, Maria Rita fez parte do projeto Combatendo o Racismo através da Literatura Infantil entre 2003 e 2008, criado por um grupo de estudantes do curso de Museologia da Universidade Franciscana. Ali, contava histórias de questões raciais, além de ministrar oficinas e cursos a estudantes e professores no Museu Treze de Maio.   A experiência gerou frutos literários, como O Aniversário de Aziza e Dia dos Negros. Na UFSM, Maria Rita participa do grupo Negros e o Movimento Social Negro (MN), que trata sobre direitos e igualdades, buscando contribuir para o aperfeiçoamento das políticas de cotas na Universidade. Pelo que ela representa, organizadores e coletivos que construíram a programação das atividades do mês da Consciência Negra em 2018 na UFSM homenageiam Maria Rita como a primeira patronesse da data. O momento marca, ainda, uma década de política de ações afirmativas na Universidade. Reportagem: Bibiana Pinheiro, acadêmica de Jornalismo Edição: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo Fotografia: Dartanhan Baldez Figueiredo Ilustração da capa: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial - A inspiração são as obras de Jean-Michel Basquiat, artista norte-americano que se dedicou às artes das ruas, como grafite, piche e colagens. As questões raciais e a população negra dos Estados Unidos perpassam grande parte da produção do artista, que é negro.]]>