UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 05 May 2026 12:15:23 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/30/pac Mon, 30 Jun 2025 15:39:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69644

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) receberá recurso financeiro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. O recurso de R$ 19,5 milhões será destinado a execução de nove obras nos quatro campi: Santa Maria, Frederico Westphalen, Cachoeira do Sul e Palmeira das Missões. Além disso, a instituição fará reformas e benfeitorias com recursos próprios. 

As obras com recursos do Novo PAC foram definidas pelo Ministério da Educação, por meio de uma lista encaminhada pela Universidade durante a solicitação da verba. “As nove obras somam em torno de R$ 19,5 milhões. São seis no campus de Santa Maria e uma obra para cada campus fora de sede", afirmou o pró-reitor de Planejamento, professor Rafael Lazzari. 

 

Obras no campus sede 

As seis obras no campus de Santa Maria são as seguintes: reforma da arena multiuso; prédio dos cursos de Comunicação Social; complexo de raquetes; reforma de apartamentos e construção de novo bloco da Casa do Estudante; e calçadão Inovatec.

 

Obras em Cachoeira, Frederico e Palmeira

No campus Cachoeira do Sul será construído um prédio de laboratórios. Em Palmeira das Missões, um pavilhão para as atividades de equoterapia. Em Frederico Westphalen, um prédio de laboratórios para o curso de Sistemas de Informação. 

 

Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 

O Novo PAC tem o objetivo de desenvolvimento, inclusão social, ampliação dos acessos da população aos serviços públicos e fomento à geração de emprego e renda. “Nas universidades, o PAC é específico para fomentar educação, ciência e tecnologia. A finalidade é melhorar os indicadores da educação superior e diminuir a evasão. Com a ampliação do número de vagas, o recurso será usado para melhorar a assistência estudantil e promover outras qualificações da infraestrutura”, explicou Rafael Lazzari. 

 

Obras com recursos próprios  

Além das nove obras viabilizadas pelo Novo PAC, a UFSM irá executar reformas e benfeitorias com recursos próprios. As reformas serão nos telhados dos seguintes prédios: curso de Odontologia; ginásio do Colégio Politécnico; Restaurante Universitário e anfiteatro Bozzano, anexo do Hospital Veterinário. As benfeitorias previstas são as calçadas acessíveis na rota 40 do campus sede, as pracinhas, o fechamento do fosso e a construção da cobertura do ginásio do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD).

A escolha das obras que serão realizadas com recursos próprios ocorreu em conformidade com o grau de deterioração das coberturas. Todas estão com projetos e orçamentos concluídos, bem como documentação necessária à abertura de processo licitatório. 

A Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra) possui ainda outros 30 projetos que dependem de recursos para que possam ser licitados, segundo o pró-reitor da pasta, engenheiro civil Daniel Sacchet Barin.



Texto: Milena Gubiani, estudante de Jornalismo e voluntária da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/do-cartaz-ao-monumento Thu, 05 Mar 2020 16:52:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6186 Três anos após a morte do artista plástico e professor Silvestre Peciar, seu legado segue vivo no mundo artístico e no campo educacional
Mural Auwe, pintado por Peciar em 1983. (Foto: Melissa Konzen/Arco)

A figura mais importante que passou pelo Centro de Artes e Letras. É assim que o professor Alphonsus Benetti define o artista plástico Silvestre Peciar Basiaco, colega de departamento. Nascido em Montevidéu, Uruguai, em 1935, Peciar estudou Desenho e Pintura na Escola Nacional de Belas Artes. Local esse em que posteriormente lecionou Desenho do Secundário até 1973, momento em que a ditadura militar o tirou de sua função como professor e, depois, fechou a instituição. 

Nem mesmo a ditadura foi capaz de afastá-lo de sua grande paixão. No ano de 1975, o artista buscou exílio no Brasil e escolheu Santa Maria como destino. Ao atuar como professor na UFSM, pôde dar continuidade ao seu trabalho, que sempre teve como tripé a pedagogia, a obra plástica e o pensamento político. 

Com formação modernista e vertente expressionista, Peciar experimentou diferentes tipos de procedimentos artísticos durante sua carreira. Para evitar o perfeccionismo, recomeçava sempre. Com novas técnicas e materiais, buscava manter a mente de principiante, sempre aberta a novos aprendizados. Assim, trabalhou do cartaz ao monumento. Fez gravuras, pinturas, mosaicos e murais. Mas  foi na construção de esculturas que seu talento lhe rendeu maior destaque. 

O artista, que adotou Santa Maria como lar, lecionou na UFSM durante 23 anos. Em 2001, retornou a Montevidéu, onde permaneceu até sua morte, em 5 de março de 2017. No período em que trabalhou no CAL fez grandes contribuições, tanto para o cenário artístico e cultural, quanto para a vida dos alunos que passaram por seu ateliê. É o caso do artista plástico Juliano Reis Siqueira que foi aluno em 2001, na graduação na UFSM, e em 2003, no Instituto Escola Nacional de Bellas Artes, quando Peciar voltou a lecionar em Montevidéu. Posteriormente, Juliano defendeu sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina, na qual pesquisou “Peciar e a formação do artista”.

Para Juliano, o trabalho educativo do professor foi determinado pela generosidade que ele possuía. Esse foi um dos motivos que o fez estudar a fundo as contribuições de Peciar para a formação artística dos estudantes. O pesquisador também destaca o comprometimento do educador com a liberdade e com a integração da arte à vida diária, além da maneira única com que potencializava o crescimento dos alunos por meio da autonomia e da criação em liberdade. 

Diferentes obras e técnicas

Escultura Feminina. Localizada em frente à Reitoria da UFSM. Silvestre Peciar, ano desconhecido. (Foto: Melissa Konzen/Arco)

Ao longo dos anos em que Silvestre Peciar integrou o corpo docente do curso de Desenho e Plástica  - que mais tarde veio a se chamar Artes Visuais - criou inúmeras obras, sozinho e também com estudantes. “A ideia dele era sempre ensinar e passar conhecimento. Isso foi importante para o crescimento de muitos alunos que, depois, se dedicaram à escultura”, afirma o artista plástico e antigo colega de departamento, professor Juan Amoretti. 

Existem 89 obras de autoria de Peciar no Centro de Artes e Letras. O maior número entre os artistas que por ali passaram. Além disso, muitas outras estão espalhadas pela Universidade, em locais públicos da cidade e também no Museu de Arte de Santa Maria (MASM). Em 2001, o artista doou 82 obras de seu acervo pessoal para o Museu, o que, segundo o amigo Amoretti, foi um gesto de retribuição à cidade, que o recebeu, acolheu e confiou no seu trabalho. O número total de peças produzidas durante sua carreira atinge a marca de 4 mil. 

As peças produzidas pelo artista eram figurativas ou abstratas. Em sua maioria, prevalecia a figura feminina. O professor também trazia temas de seu cotidiano e suas vivências, como a ditadura militar, que foi frequentemente abordada. Paisagens de Camobi e de Vale Vêneto também eram registradas. 

O pesquisador Juliano, em sua tese, dividiu o trabalho de Peciar em três fases: o período de formação no Uruguai (1949-1975); o exílio no Brasil (1975- 2001); e o retorno a Montevidéu (2001-2017). Cada fase possuiu diferentes linhas. Nos anos 1960, era abstrata e funcional. Nos anos 1970, imaginativa. Em 1980, expressionista e política. Depois, na década de 1990 foi arte pública. Ao voltar para o Uruguai, houve uma imersão na cor, por meio de mosaicos figurativos e lembranças dos morros de Santa Maria. 

“A ética de Peciar foi o compromisso com a comunidade, por isso fez muitas obras públicas”, ressalta Juliano. Ele considera imenso o legado deixado pelo educador-artista, tanto nas artes plásticas, quanto no campo educacional. O pesquisador destaca que o ideal de Peciar era se aproximar de gente comum, fora das galerias e dos museus. “Seu legado é nossa missão em tempos tão autoritários”, complementa. 

A arte de educar

“Da prática apaixonada da arte e da docência, Peciar constituiu seu estilo de vida”, redige Juliano Siqueira em sua tese. Segundo o pesquisador, a satisfação com os bons resultados de seus alunos era semelhante à que sentia com seus próprios feitos. 

O professor Peciar também questionava o sistema de educação tradicional, como, por exemplo, a atribuição de notas, que presenteava ou castigava o aluno de acordo com o relacionamento existente com o professor, além de fomentar a competição. Assim, no período em que lecionou, Peciar idealizou, junto com alunos, o novo currículo do curso de Desenho e Plástica. 

Segundo o amigo e professor Alphonsus Benetti, naquele currículo os trabalhos das disciplinas passaram a ser avaliados por bancas de professores, que atribuíam conceitos em vez de notas – sistema semelhante ao da atual pós-graduação. A proposta que inspirou outras universidades é classificada por Benetti como o melhor projeto curricular para a área já criado em instituições federais brasileiras. 

“Peciar rompeu com os modos autoritários e centralizados de se construir o currículo”, explica Juliano. Para ele, a ideia era a livre escolha. Cada estudante podia fazer a autogestão de seu próprio currículo e, assim, ele tornava-se único. O novo currículo era vegetal, orgânico e aumentava a autonomia do educando. 

Sobre as aulas com o artista, Juliano classifica-o como intuitivo e sensível. E afirma: “Peciar era mais que professor, ‘não ensinava’, deixava que os estudantes aprendessem e ajudava sem interferir no processo singular de cada um. Atuava mais por contágio do que por palavras. Vivia intensamente a arte e a docência, por isso consideramos ele um mestre”.

Abertura da exposição de Peciar Basiaco, em 17 de agosto de 1981. (Foto: Arquivo Fotográfico UFSM - Departamento de Arquivo Geral)

Mais do que fazer arte, é preciso mantê-la

Peciar trabalhava em diferentes projetos ao mesmo tempo. Desenvolvia obras no ateliê da UFSM e também na própria casa, onde geralmente eram feitos os trabalhos maiores. Alphonsus Benetti conta que mesmo quando lecionava/orientava, o amigo criava. “Ele não conseguia ficar parado. Estava sempre produzindo”, recorda. 

Em 1983, Peciar finalizou, na entrada da Antiga Reitoria, o mural “Auwe”, que significa amizade em xingú. Com o passar dos anos, as pinceladas se deterioraram devido a um vazamento de água e vandalismos. O artista plástico Juan Amoretti conta que há 15 anos já havia a intenção de restaurar o mural. Na época, entrou em contato com o próprio Peciar, que havia voltado a residir em Montevidéu. Os dois se correspondiam através de cartas, nas quais o uruguaio enviava fotos do mural original e ricos detalhes sobre cada parte da pintura. 

Restauração do mural Auwe pelo artista plástico Juan Amoretti. (Foto: Melissa Konzen/Arco)

“Isso é algo muito valioso, pois ele conseguiu me enviar as fotos. Logicamente que são em preto e branco, mas, como há vestígios da pintura na parede, eu posso completar as partes que foram danificadas”, descreve Amoretti. O professor estudou na Escola de Belas Artes do Peru e trabalhou com restauração durante sua formação, além de ter sido auxiliar de restauração no Museu de Arte de Lima. 

Nas cartas, Peciar ressalta “pintado com vinílico e acrílico, nada de luzes e sombras, só linhas e planos de cor. Confio em tua habilidade! Espero imagens coloridas depois da restauração!” O processo de restauro foi iniciado em janeiro deste ano. Amoretti trabalha com cautela para preservar ao máximo a pintura original. As imagens coloridas da obra restaurada, infelizmente, ele ficou devendo. 

Repórter e Mídia Social: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo

Editor Chefe: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/12/07/reitor-participa-de-reuniao-com-liderancas-em-cachoeira-do-sul Fri, 07 Dec 2018 19:44:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45950 Reitor Paulo Afonso Burmann, empresário João Streit e diretor do 55BET Pro Cachoeira do Sul Rogério Brittes em visita ao novo campus.[/caption] Na última quinta-feira (6) o reitor Paulo Afonso Burmann esteve em Cachoeira do Sul, com o objetivo de mobilizar as lideranças da cidade em torno das pautas da UFSM. Em Cachoeira, ele visitou as obras do novo campus, articulou parcerias com uma empresa do setor metal-mecânico e participou de reunião com lideranças locais. Na visita ao 55BET Pro de Cachoeira do Sul, o reitor conferiu de perto o andamento das obras das novas instalações. Acompanhado do diretor do campus, Rogério Brittes, e do empresário João Streit, Burmann se mostrou otimista com o andamento das obras. “Estamos muito animados com o que vimos. Cada vez que visitamos o 55BET Pro de Cachoeira, vemos a evolução do que está sendo construído para que em breve os cursos possam ocupar as novas instalações”, comemorou o reitor. Na sequência, ele visitou as instalações da Screw, empresa na qual Streit é diretor executivo. O reitor esteve na planta da indústria, que produz peças para a fabricação de máquinas agrícolas, onde pôde conhecer as ações ambientais da empresa. Na ocasião, João Streit confirmou ao reitor sua intenção de desenvolver projetos de pesquisa e inovação junto à UFSM. À noite, o reitor participou de uma reunião com lideranças locais e universitárias. Burmann solicitou a mobilização de todos para a captação de recursos junto ao Governo em prol das novas instalações do campus. Ele também fez um apelo para os políticos e empresários locais para participarem da articulação junto ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), buscando melhorias na rodovia que dá acesso ao campus. O diretor do 55BET Pro Cachoeira do Sul avaliou como muito positiva a realização da reunião, que demarca o reconhecimento que a UFSM vem obtendo no município e na região. “Os números que apresentamos na reunião evidenciam que o campus está muito próximo à comunidade, principalmente através dos muitos projetos de extensão que vêm sendo desenvolvidos aqui. A nossa presença é intensa na cidade de Cachoeira do Sul”, avalia Brittes. Texto: Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor]]>