UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 13 Mar 2026 12:20:50 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/editais/025-2026 Tue, 10 Mar 2026 15:44:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?post_type=editais&p=4282 O Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (NEABI), vinculado ao Observatório de Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Cidadania e da Pró-Reitoria de Extensão, tornam pública a abertura de inscrições de bolsistas, acadêmicas/os a partir do 7º semestre de Graduação e ou Pós-Graduação em Comunicação, matriculadas/os na Universidade Federal de Santa Maria, para atuarem no período de quatro meses na edição dos vídeos e materiais já gravados para o desenvolvimento de registro de memórias e difusão de conhecimento de notório saber; criar e postar conteúdos nas redes sociais sobre o projeto; produzir releases e/ou textos de difusão das atividades do projeto.

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O Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (NEABI), vinculado ao Observatório de Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Cidadania e da Pró-Reitoria de Extensão, tornam pública a abertura de inscrições de bolsistas, acadêmicas/os a partir do 7º semestre de Graduação e ou Pós-Graduação em Comunicação, matriculadas/os na Universidade Federal de Santa Maria, para atuarem no período de quatro meses na edição dos vídeos e materiais já gravados para o desenvolvimento de registro de memórias e difusão de conhecimento de notório saber; criar e postar conteúdos nas redes sociais sobre o projeto; produzir releases e/ou textos de difusão das atividades do projeto.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/04/ufsm-promove-viva-o-campus-especial-dia-das-mulheres-8 Wed, 04 Mar 2026 15:19:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72116

Card colorido em fundo roxo com uma ilustração de 12 mulheres, uma ao lado da outra, e as escritas: Viva o campus dia das mulheres dia 8 de março, das 15h às 19h, no Largo do PlanetárioA Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte e do Observatório de Direitos Humanos, ambos ligados à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove, neste domingo, 8 de Março, o Viva o 55BET Pro Especial Dia das Mulheres. O evento faz parte da programação que será realizada ao longo do mês de março, pensada nesse tema tão relevante, principalmente, nos dias de hoje. As atividades são abertas a toda a comunidade e acontecem das 15h às 19h.

Essa edição contará com a presença dos parceiros do Viva o 55BET Pro: a Polifeira do Agricultor; o Jardim Botânico, a Mostra Morfo; o Projeto Arte Além do Ofício; o Acervo Artístico e uma programação especial e repleta de atividades em parceria com a Casa Verônica da UFSM, juntamente com o Coletivo Editorial Taú, Programa de Extensão em Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH/UFSM), DTG Noel Guarany 13ª Região, Liga Acadêmica de Saúde da Mulher (LIASM) e Incubadora Social. Serão oferecidas oficinas como defesa pessoal, leitura, esportes campeiros para mulheres, oficina e campeonato de truco gaudério, Tertafe (Tejo, Tava, Argola e ferradura), oficina de assoalho pélvico e exercícios para gestantes, além da presença da Feira Incubadora Social Mulheres Empreendedoras. 

O Viva promete atrações artísticas diversificadas, passando pelo rock, música gaúcha, música brasileira e música eletrônica, tudo por conta das apresentações de mulheres potentes nas vozes e talentos da AG Rock, DTG Noel Guarany 13ª Região, Luiza Morais e Zara Steinbrenner.

Viva o 55BET Pro 

O Viva o 55BET Pro busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional. 

PROGRAMAÇÃO 

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

  • 15h às 19h – Largo do Planetário 
  • 15h30 – AG Rock 
  • 16h30 – DTG Noel Guarany e 13ª Região Tradicionalista – Mirella Sydol, na gaita e Clara Pivetta, solista vocal 
  • 17h – Luiza Morais – Música Brasileira 
  • 18h – Zara Steinbrenner: Set de música House, Groove Disco, Música Eletrônica

PARCEIROS FIXOS 

  • POLIFEIRA DO AGRICULTOR 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • JARDIM BOTÂNICO 
  • 15h às 19h 
  • 16h Recepção e visita livre 
  • 17h yoga ao ar livre: Equilíbrio e gravidade: corpo em alinhamento 
  • 18h30 Palestra: mulheres pioneiras na Astronomia 
  • 19h oficina de observação de constelações e meditação guiada 
  • ACERVO ARTÍSTICO 
  • 15h às 19h 
  • Exposição Não Estou Lá, de Victor Hugo Cecatto 
  • Arte Rupestre na Caverna Espaço Imersivo 
  • 17h – Oficina Textil – Tramas Femininas (inscrições prévias via formulário)
  • PROJETO ARTE ALÉM DO OFÍCIO 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • MOSTRA MORFO 
  • 15h às 19h 
  • Prédio 19

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL CASA VERÔNICA

Casa Verônica 

  • 17h — Conversa sobre o serviço
  •  17h — Oficina de defesa pessoal (Bosque em frente ao planetário)

Coletivo Editorial Taú 

  •  16h–17h — Oficina de leitura: “O Monstro não mora aqui (Ele escreve)” — Leitura crítica de contos de horror contemporâneos e técnicas de Escrita Criativa (Bosque próximo à pracinha) 

GIDH — Mariana Selister 

  • 17h–18h — Oficina de leitura: “Roda de Histórias: Mulheres Inspiradoras, de Bertha Lutz a você” (Bosque próximo à pracinha) 

DTG Noel Guarany (13ª Região) 

  • 16h–18h — Oficinas de esportes campeiros para mulheres 
  • A partir das 16h — Oficina e campeonato de Truco Gaudério, Peteca e Vaca Parada 
  • A partir das 17h — Oficina de Tetarfe (Tejo, Tava, Argola e Ferradura)

LIASM 

  • 15h — Oficina para assoalho pélvico (Bosque em frente ao planetário)
  • 16h — Oficina de exercícios para gestantes (Bosque em frente ao planetário) 

Feira Incubadora Social 

  • Mulheres empreendedoras

Texto: Coordenadoria de Cultura e Arte/Pró-Reitoria de Extensão

 

 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2026/03/04/incra-rs-ufsm-e-neabi-ufsm-atuam-no-cadastro-de-familias-quilombolas Wed, 04 Mar 2026 12:38:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=4252

Famílias de 23 comunidades remanescentes de quilombos em 18 municípios da região central e norte do Rio Grande do Sul estão mobilizadas em relação à construção de políticas de reconhecimento e reparação através do cadastramento no Programa Nacional de Reforma Agrária.

O processo de cadastramento está sendo realizado através do Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o Incra no Rio Grande do Sul e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI-UFSM). O trabalho de campo, que beneficiará cerca de 900 famílias, é desenvolvido por estudantes quilombolas da UFSM com o apoio de lideranças locais e do Núcleo de Extensão e Pesquisa em Territorialidade, Extensão Rural e Reforma Agrária da UFSM (NEP Terra). 

Projeto inovador: equipe quilombola para o cadastramento das famílias quilombolas

Pela primeira vez, todo o projeto de cadastramento das famílias quilombolas da região Centro-Norte está sendo coordenado pelo NEABI e por uma coordenadora quilombola, Ivonete Carvalho, presidenta da Associação Quilombola Vó Fermina e Vó Maria Eulina de Restinga Sêca/RS e graduanda do curso de Geografia Bacharelado da UFSM.

Além disso, o trabalho de campo é executado por uma equipe composta, majoritariamente, por bolsistas quilombolas vinculados à UFSM. “A cada trabalho de campo, há maior aprendizado e solidificação de um trabalho coletivo”, afirma Ivonete Carvalho.

Conclusão do cadastramento em Caçapava do Sul/RS

No dia 03 de março de 2026, a equipe concluiu o trabalho de cadastramento das famílias Quilombolas no Território de Caçapava do Sul/RS. O momento contou com um evento de encerramento e a participação na plenária das comunidades com a presença do INCRA, da gestão municipal de Igualdade Racial, representada pela geógrafa Cátia Cilene, do NEP Terra, representado pela tutora Janaína Betto, e da equipe do NEABI-UFSM.

Reparação histórica

O reconhecimento dos remanescentes de quilombos desencadeia um processo dinâmico de reelaboração de identidades, memórias coletivas e referências territoriais.

O cadastramento é um avanço na reparação histórica em relação às comunidades quilombolas e facilitará os processos de acesso a políticas públicas e créditos por parte das famílias cadastradas. Além disso, reforça o papel da universidade como agente de transformação social, histórica e cultural.

Confira imagens do trabalho de campo realizado em 2025 e 2026

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/26/mec-abre-chamada-para-cursos-de-formacao-de-professores-e-gestores-da-rede-publica Thu, 26 Feb 2026 21:54:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72044 O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), publicou cartas-convite destinadas às universidades e aos institutos federais para apresentação de propostas de cursos de formação de professores e/ou gestores da rede pública de educação, com oferta prevista ao longo de 2026. As iniciativas aprovadas contarão com apoio financeiro, incluindo bolsas e recursos de custeio. Professores e servidores técnico-administrativos da UFSM podem enviar propostas para o Observatório de Direitos Humanos (ODH) até 12 de março (e não mais 5 de março), pelo e-mail observatoriodh@55bet-pro.com.

As cartas-convite orientam as instituições interessadas a submeter propostas vinculadas às políticas, programas e ações conduzidos pelas diferentes áreas da Secadi. Cada área temática elaborou documento próprio, com detalhamento de objetivos, público-alvo, formatos de oferta e procedimentos específicos para submissão.

As propostas deverão observar as determinações da portaria Nº 10, de 18 de fevereiro de 2026, que estabelece critérios, contrapartidas e indicadores de monitoramento para apoio técnico e financeiro às instituições federais de ensino em ações de formação inicial e continuada, além da realização de eventos de natureza educacional.

Áreas temáticas contempladas: educação para as relações étnico-raciais; educação escolar quilombola; acompanhamento e combate à violência nas escolas; educação bilíngue de surdos; educação do campo; educação especial na perspectiva inclusiva; políticas educacionais em direitos humanos; políticas educacionais para as juventudes; educação ambiental.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/eventos/programcaogeral8mufsm Thu, 26 Feb 2026 15:45:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?post_type=eventos&p=4197 O mês de março é historicamente marcado pela luta das mulheres por direitos, igualdade e justiça. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o 8 de Março reafirma o compromisso institucional com o enfrentamento às violências contra as mulheres e com a construção de uma universidade mais segura, equitativa e inclusiva.

Ao longo de todo o mês, a Casa Verônica, em articulação com diferentes setores, coletivos, projetos, unidades acadêmicas e movimentos da comunidade universitária, promove uma programação diversa que integra formação, cultura, tradição, saúde, arte e protagonismo feminino.

A proposta vai além da denúncia das violências. Busca fortalecer a autonomia das mulheres, ampliar redes de apoio, qualificar o debate público e visibilizar trajetórias que transformam a universidade. Oficinas formativas, atividades culturais, rodas de conversa, ações simbólicas, seminários e iniciativas de comunicação compõem uma agenda que articula prevenção, enfrentamento e promoção de direitos.

Combater as violências contra as mulheres é uma responsabilidade coletiva. Ao ocupar espaços, compartilhar saberes e fortalecer vínculos, reafirmamos que viver sem violência é um direito e que a universidade é um espaço fundamental para essa transformação.

Acompanhe a programação em nossos canais institucionais e nas redes sociais.

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O mês de março é historicamente marcado pela luta das mulheres por direitos, igualdade e justiça. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o 8 de Março reafirma o compromisso institucional com o enfrentamento às violências contra as mulheres e com a construção de uma universidade mais segura, equitativa e inclusiva.

Ao longo de todo o mês, a Casa Verônica, em articulação com diferentes setores, coletivos, projetos, unidades acadêmicas e movimentos da comunidade universitária, promove uma programação diversa que integra formação, cultura, tradição, saúde, arte e protagonismo feminino.

A proposta vai além da denúncia das violências. Busca fortalecer a autonomia das mulheres, ampliar redes de apoio, qualificar o debate público e visibilizar trajetórias que transformam a universidade. Oficinas formativas, atividades culturais, rodas de conversa, ações simbólicas, seminários e iniciativas de comunicação compõem uma agenda que articula prevenção, enfrentamento e promoção de direitos.

Combater as violências contra as mulheres é uma responsabilidade coletiva. Ao ocupar espaços, compartilhar saberes e fortalecer vínculos, reafirmamos que viver sem violência é um direito e que a universidade é um espaço fundamental para essa transformação.

Acompanhe a programação em nossos canais institucionais e nas redes sociais.

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O projeto “Novos Capítulos para Remição pela Leitura”, promovido pelo Observatório de Direitos Humanos da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, em parceria com a Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (SUSEPE), inicia suas atividades no dia 12 de fevereiro, com a realização da primeira reunião do grupo. Os encontros ocorrerão quinzenalmente, no prédio da Antiga Reitoria, e se estendem até o mês de dezembro.

Resultado de convênio firmado com a SUSEPE, o projeto integra as ações de extensão voltadas ao tratamento penal e aos processos de ressocialização de pessoas em monitoramento eletrônico, fortalecendo a articulação entre universidade e políticas públicas. O planejamento das atividades para 2026 foi construído de forma conjunta pela professora Jane Schumacher, coordenadora do Observatório de Direitos Humanos, e por Patrícia Rosane Py Dutra, analista da Polícia Penal e representante da SUSEPE, reafirmando o compromisso institucional com a continuidade e o fortalecimento da iniciativa.

As ações estão fundamentadas na Ordem de Serviço nº 01/2021 da SUSEPE/RS, que prevê a remição de quatro dias de pena para cada obra lida e avaliada. Para além do benefício legal, o projeto busca incentivar o hábito da leitura, estimular o pensamento crítico e ampliar o repertório cultural dos participantes. Os encontros promovem debates coletivos sobre as obras, possibilitando trocas de experiências e reflexões acerca de diferentes contextos sociais e literários. A Remição pela Leitura reafirma o compromisso do Observatório de Direitos Humanos com o acesso à educação, à cultura e à promoção dos direitos humanos, contribuindo para o fortalecimento de processos de ressocialização por meio da leitura e do diálogo.

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Na segunda-feira, dia 26, o Observatório de Direitos Humanos realizou uma reunião com a Receita Federal de Santa Maria para dialogar sobre a proposta de Cidadania Fiscal no Currículo Escolar. O encontro contou com a presença da assistente técnica administrativa da Receita Federal, Paola Cristine Cogo Pochman, da coordenadora do ODH, Jane Schumacher, da pedagoga TAE, Jovaneli Lara Xavier Siqueira da Rosa, e bolsistas do Observatório. Durante a reunião, foi destacada a atuação da Receita Federal em ações educativas e sua experiência em parcerias com universidades, especialmente por meio de projetos de extensão. Nesse contexto, a extensão universitária aparece como um espaço estratégico para a formação de estudantes, em especial de cursos de licenciatura, que podem atuar como agentes multiplicadores da educação fiscal junto às escolas.

Durante a reunião, foi destacada a atuação da Receita Federal em ações educativas e sua experiência em parcerias com universidades, especialmente por meio de projetos de extensão. Nesse contexto, a extensão universitária aparece como um espaço estratégico para a formação de estudantes, em especial de cursos de licenciatura, que podem atuar como agentes multiplicadores da educação fiscal junto às escolas. A inserção da Cidadania Fiscal no currículo escolar não prevê a criação de uma disciplina específica, mas o trabalho do tema de forma transversal e interdisciplinar, em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com áreas como História, Geografia, Artes e Educação Financeira. A iniciativa busca estimular a reflexão crítica sobre direitos sociais, políticas públicas e responsabilidade coletiva, valorizando o protagonismo dos estudantes.

Entre as estratégias apresentadas está o uso de material paradidático desenvolvido pela Receita Federal, voltado ao apoio pedagógico dos professores da educação básica. O livro Os Guardiões da Liga Cidadã e a Casa do Tesouro utiliza uma narrativa lúdica, com personagens e situações do cotidiano, para abordar temas relacionados à cidadania fiscal. Além da história, o material propõe atividades e exemplos práticos que auxiliam os docentes a trabalhar os conteúdos em sala de aula de forma acessível, participativa e integrada ao currículo, especialmente com turmas da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental.

O diálogo estabelecido na reunião reforça a importância da articulação entre as instituições, apontando possibilidades de construção conjunta de ações educativas e extensionistas, a partir de acordos de cooperação técnica, incluindo a discussão e planejamento de projetos a serem desenvolvidos com o ODH. Assim, reafirmando o compromisso com a promoção dos direitos humanos e da cidadania, reconhecendo a educação como eixo fundamental para o fortalecimento da participação social.

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Na última quarta-feira (17), os participantes do Projeto Café com Letras reuniram-se na sede da Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis de Santa Maria (ASMAR) para o encerramento das atividades de 2025. O encontro teve como objetivo celebrar o percurso formativo construído ao longo do ano, fortalecendo vínculos, o diálogo e o reconhecimento das aprendizagens coletivas.

O encontro também contou com um momento de troca de presente, no qual os participantes  compartilharam características e pistas que possibilitaram a descoberta dos presenteados, promovendo risadas, curiosidade e entrosamento . Após a revelação e a troca dos presentes, o grupo celebrou os aniversários do mês de dezembro, em um gesto coletivo de carinho e reconhecimento, marcado por votos de felicidades.

Em seguida, os participantes vivenciaram um momento de confraternização em clima de descontração, com bolo, salgados, música e conversas que fortaleceram os vínculos construídos ao longo do ano, celebrando as conquistas, os aprendizados e as experiências compartilhadas em 2025.

O Café com Letras é um projeto de extensão coordenado pela professora Jane Schumacher, vinculado ao Observatório de Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com a ASMAR. Desenvolvido por meio de encontros semanais, a iniciativa busca promover a alfabetização e o fortalecimento da autoestima e da autonomia de trabalhadores associados à ASMAR, proporcionando oportunidades de leitura, escrita e ampliação de saberes em um ambiente acolhedor diretamente no local de trabalho.

Desde o início em 2024, o projeto tem reunido participantes todas as quartas-feiras para atividades educativas que fortalecem não apenas o domínio da leitura e escrita, mas também o protagonismo social e comunitário dos envolvidos, integrando educação, direitos humanos e cultura em um processo contínuo de transformação.

A comemoração de encerramento reflete o espírito colaborativo e a importância do projeto para a comunidade da ASMAR, celebrando as pequenas e grandes conquistas que marcaram o ano.

Confira alguns registros do evento:

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Imagens: Kelly Duarte, Bolsista da Comunicação do ODH/UFSM.

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O Projeto Inspira, iniciativa de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com a Polícia Federal (PF) e a Superintendência de Serviços Penitenciários (SUSEPE) concluiu com êxito suas três ações previstas para 2025, reafirmando seu compromisso com o fortalecimento dos vínculos familiares entre mulheres encarceradas no Presídio Regional de Santa Maria e seus filhos e filhas. O projeto desenvolve atividades que promovem espaços de convivência afetiva e interação, com participação formativa de estudantes de cursos da UFSM.

As ações do ano ocorreram em agosto e novembro, na sede da Polícia Federal, reunindo mães e crianças em momentos de aproximação, brincadeiras orientadas e vivências que reforçam a importância da presença materna na vida das crianças. A culminância de 2025 aconteceu no dia 5 de dezembro, no Presídio Regional de Santa Maria, em uma tarde marcada pela emoção e pela construção de memórias afetivas. Cerca de 30 crianças, entre 2 e 14 anos, participaram de atividades lúdicas ao lado de suas mães, preenchendo o espaço com alegria, reencontros e demonstrações de carinho, elementos fundamentais para preservar laços familiares muitas vezes fragilizados pela privação de liberdade.

O Projeto Inspira  conta com apoio e participação do Grupo de Pesquisa TRAVESSIAS: Cotidiano, Infância e Docência, vinculada ao Centro de Educação da UFSM que  desenvolve pesquisas e ações voltadas às infâncias, aos cotidianos e à docência, com atenção especial às experiências de crianças em situação de vulnerabilidade e às diferentes travessias que atravessam suas vidas  liderado pela Prof. Dr. Graziela Escandiel de Lima. A edição de dezembro contou também com a participação de Jéssica Righi, mestranda em Educação, que integrou a equipe da ação, Crislaine Vargos  Basso e Carolina Fontana Doutorandas em Educação.

Com iniciativas como o Inspira, o Observatório de Direitos Humanos da UFSM reforça seu compromisso em apoiar projetos que fortalecem vínculos, valorizam trajetórias e aproximam a universidade das necessidades reais da comunidade.

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O Projeto Afronteira: Antirracista e Diversa, desenvolvido pelo NIIJuC/R da UFSM em parceria com a UNIPAMPA, UERGS, UDELAR e organizações da sociedade civil, encerra mais um ano de atividades junto às comunidades negras e tradicionais da fronteira Brasil–Uruguai. As ações são resultado de um trabalho articulado entre extensão e pesquisa, que desde 2020 fomenta o levantamento de políticas públicas para comunidades quilombolas e indígenas em Aceguá, abrangendo áreas como saúde, educação, geração de renda, infraestrutura e transporte. Essas iniciativas contam com o apoio do ODH, NEABI e da Pró-Reitoria de Extensão, que têm garantido suporte ao longo dos últimos anos.

O trabalho começou durante a pandemia e consolidou vínculos com dois quilombos, sendo eles Tamanduá e Vila da Lata, e com a Comunidade Indígena Guarani. A partir das necessidades identificadas pelos próprios moradores, foram realizadas reuniões, oficinas e rodas de conversa que resultaram em um relatório detalhado sobre a realidade territorial e socioeconômica das comunidades. O documento foi entregue à Prefeitura de Aceguá, apresentando sugestões para implementação de direitos e políticas públicas na região. Embora não tenha havido mobilização municipal suficiente para atender às demandas, o relatório subsidiou a abertura de procedimento administrativo pelo Ministério Público Estadual, que atualmente recomenda ações voltadas às áreas identificadas pelo projeto. Ao longo desse processo, novas instituições passaram a integrar a rede de apoio, como a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, por meio da Comissão de Direitos Humanos.

O projeto também deu origem a iniciativas de pesquisa, entre elas o Trabalho de Conclusão de Curso de Gabriel de Oliveira Soares, intitulado “Quilombolas e Double Chapas: uma análise interseccional do direito à autodeterminação quilombola na fronteira Brasil/Uruguai”, desenvolvido no curso de Direito da UFSM. A pesquisa foi orientada pelo Prof. Dr. José Luiz de Moura Filho, que além de acompanhar o estudo desde sua concepção, atua diretamente na coordenação das ações de pesquisa do projeto Afronteira e integra a linha de frente das atividades junto às comunidades. O trabalho analisa como marcadores de raça, gênero, classe e nacionalidade atravessam a vida da comunidade quilombola Vila da Lata e impactam no acesso ao território, às políticas públicas e ao exercício do direito à autodeterminação. Um dos achados centrais do estudo evidencia que, apesar do reconhecimento institucional da identidade quilombola, o Estado ainda não garante as condições necessárias para o exercício pleno desses direitos, especialmente para as mulheres, que enfrentam desigualdades agravadas e assumem a maior carga de manutenção da comunidade. O autor, que participou do projeto desde a graduação, atualmente cursa mestrado em Direito e integra seu novo trabalho sobre “Coalizão Latino-Americana de Cidades Contra o Racismo, a Xenofobia e a Discriminação Racial”.

Com o encerramento das atividades de extensão deste ano e a continuidade do projeto de pesquisa, as equipes parceiras planejam avançar para uma nova etapa, que consiste na criação de um espaço de referência para as comunidades negras e tradicionais da fronteira Brasil–Uruguai. A intenção é fortalecer práticas de combate ao racismo, ampliar a promoção da igualdade racial e consolidar um ambiente binacional de articulação acadêmica e comunitária voltado à defesa de direitos humanos.

As fotografias que acompanham esta edição registram parte do trabalho realizado em Pelotas, na Arquidiocese local, onde a equipe pesquisou certidões de nascimento, casamento e óbito de pessoas escravizadas vinculadas à Diocese de Jaguarão. Como o Uruguai aboliu a escravidão cerca de cinquenta anos antes do Brasil, muitas famílias negras buscaram atravessar a fronteira em busca de liberdade. No entanto, para manter o controle sobre crianças que nasceriam livres em solo uruguaio, proprietários de escravizados as registravam em território brasileiro, burlando a legislação oriental e impedindo sua emancipação. A pesquisa busca identificar localidades, propriedades rurais e famílias envolvidas nesse processo, contribuindo para o resgate da memória negra na região e para a compreensão da formação histórica das comunidades quilombolas da fronteira.

O trabalho do NIIJuC/R apoiado pelo ODH reafirma o compromisso institucional da UFSM em fomentar iniciativas que contribuam para a garantia de direitos e para o enfrentamento das desigualdades que marcam a região de fronteira.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/02/estudantes-da-ufsm-inauguram-mural-artistico-na-associacao-dos-selecionadores-de-material-reciclavel Tue, 02 Dec 2025 11:07:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71532 [caption id="attachment_71534" align="alignright" width="323"] A coordenadora da Asmar, Margarete Vidal, destacou a identidade que a obra traz para a Associação[/caption]

Um painel artístico que representa o papel dos catadores na sustentabilidade foi inaugurado na Associação dos Selecionadores de Material Reciclável (Asmar) na tarde desta segunda-feira (1º). A obra foi idealizada por estudantes de Relações Públicas da UFSM e executada pelo coletivo Apixonados, que reúne profissionais e alunos do Centro de Artes e Letras (CAL), com o apoio do Observatório de Direitos Humanos (ODH), da Pró-Reitoria de Extensão (PRE).

A ideia resulta do projeto CORação, criado a partir da disciplina Comunicação e Cidadania, ministrada pela professora substituta do departamento de Comunicação Social Cíntia Carvalho. O contato com a instituição surgiu a partir do projeto Café com Letras, iniciativa coordenada pela professora associada do Centro de Educação (CE) Jane Schumacher, que promove a alfabetização dos associados na Asmar.

Conforme Cíntia, a criação de iniciativas que fossem além dos limites da UFSM e promovessem ações comunitárias transformadoras foi incentivada durante a disciplina que ministrou. Nesse sentido, a docente refletiu sobre o valor do trabalho desenvolvido pelos estudantes e compartilhou detalhes sobre a trajetória do grupo.

“Esses alunos, a partir da abertura da professora Jane, conseguiram chegar até a Asmar e ouvir os associados. Nessa escuta, surgiram atividades e o desejo desse painel. Os próprios associados gostariam de destacar a marca deles e facilitar a identificação do que eles fazem aqui”, contou.

Em consonância com o discurso de Cíntia, a coordenadora da Asmar, Margarete Vidal, comentou que o mural traz identidade para a Associação. “Nós estamos aqui desde 2017 e até então não tínhamos nada que nos identificasse. Essa pintura trouxe vida e agora as pessoas que passam tem noção do que acontece aqui”, disse.

[caption id="attachment_71535" align="alignleft" width="651"]Foto horizontal e colorida de pessoas em frente a um mural Estudantes de Comunicação Social da UFSM foram responsáveis pela idealização do mural[/caption]

Da ideia ao muro

A estudante de Relações Públicas Kleysa Gomes, uma das idealizadores do projeto, compartilhou o sentimento de gratificação após ter visto a obra finalizada. “Nós estamos desde o primeiro semestre do ano no desenvolvimento. É muito legal quando trazemos a Universidade para a comunidade. No início, nós queríamos fazer com que essa comunidade se sentisse pertencer e a partir do contato e reuniões com eles, chegamos até a ideia do mural”, revelou.

Antes da idealização do mural, os estudantes ainda promoveram, em parceria com o Café com Letras, a realização de um manual de comunicação para revitalizar as redes sociais da Associação e a criação do Café Junino, um momento de integração personalizado com base nas festividades juninas. “Nós fizemos vários momentos ao longo do semestre. No Café Junino, fizemos uma pescaria e outras atividades que trouxeram bastante nostalgia para eles. Foi muito bem recebido e o retorno foi muito positivo”, afirmou.

Além dela, o projeto também foi desenvolvido pelos estudantes de Comunicação Social Ana Beatriz Magolo, Ana Laura Della Flora Weinitschke, Kleysa Gomes, Laura Pacheco, Mariana Dornelles, Rafael Paiva e Rafaella Bertagnolli.

[caption id="attachment_71536" align="aligncenter" width="1024"] A obra levou cerca de quatro semanas para ser executada pelo coletivo Apixonados[/caption]

Apixonados: pondo a mão na tinta

Pintado nas cores básicas do universo da reciclagem e tomado por elementos que representam a Associação, o trabalho realizado por ela e aqueles que a constituem, a obra levou cerca de quatro semanas para ser concluída. As etapas de criação contaram com reuniões de alinhamento de ideias, feita com os associados da Asmar, apresentação e aprovação de rascunhos e, por fim, a execução do painel.

A artista e integrante do coletivo Apixonados Rayssa Barcellos da Silva, estudante de Desenho Industrial na UFSM, salientou que a proposta do mural buscou traduzir a importância do trabalho dos catadores e o papel essencial da Asmar na sustentabilidade e na economia solidária de Santa Maria. “Ouvimos bastante a fala da Margarete, que sugeriu a representação das cores da reciclagem, cada tipo de material e os animais que vivem aqui. Adoramos a ideia desde o início e tudo que ele representa”, explicou Rayssa.

[caption id="attachment_71537" align="alignright" width="527"] Coletivo Apixonados foi responsável pela execução do projeto na Asmar[/caption]

Margarete acrescentou que a Associação foi bem atendida e representada pelo trabalho dos alunos. “Nós falamos dessa ideia de trazer uma identidade ao nosso espaço de trabalho e mostrar as ideias. Fomos vendo esboço por esboço até acharmos um que nos representasse bem. Esse desenho foi se transformando, pedimos para agregar nossos cachorros, os quero-queros que vivem aqui e ficou a nossa cara”, disse. Vale ressaltar ainda que a obra também foi assinada pelos artistas Fellipe Lorenz, Maria Beatriz Queiroga de Oliveira e Gabriele Belinazzo, também integrantes do coletivo. 

Durante a inauguração do painel, o pró-reitor de Extensão, Flavi Lisboa Filho, oficializou o lançamento da obra. Segundo ele, a realização de ações de extensão em comunidades tem um valor imensurável. “É sempre emocionante participar de atividades como essa e ver os estudantes conectados com as demandas externas. A Asmar possui um grande valor para Santa Maria, mas ainda, infelizmente, é pouco reconhecida. As pessoas que trabalham aqui tem uma grande consciência ecológica e isso precisa ser valorizado. Quando os alunos vêm até aqui e aprendem algo com a comunidade, a nossa comunidade cresce e se transforma”, ponderou o pró-reitor.

[caption id="attachment_71538" align="alignleft" width="610"] Atualmente, cerca de 30 pessoas estão associadas na Asmar[/caption]

Sobre a Asmar

Fundada em 1992, a Asmar tornou-se referência no município pela separação de materiais recicláveis produzidos pela população da cidade. Atualmente, a Associação conta com cerca de 30 colaboradores e é responsável por selecionar e dividir por categorias como: papel, vidro, plástico, papelão, latinhas de refrigerante, sucata, entre outros.

O material que chega é separado em gaiolas de acordo com a sua natureza e prensado para constituir os fardos. O produto final é vendido para distribuidores que repassam às indústrias recicladoras.

Endereço: Rua dos Branquilhos, nº 79 - Bairro Nova Santa Marta - Vila Pôr do Sol, CEP, 97017-970

Telefone: (55) 98111-0146.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/01/ufsm-e-ministerio-da-igualdade-racial-lancam-edital-para-premiar-iniciativas-de-afroturismo Mon, 01 Dec 2025 18:24:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71527 O prêmio foi lançado oficialmente na última quinta-feira (27), durante o Seminário Rotas Negras 2025, realizado em Brasília O prêmio foi lançado oficialmente na última quinta-feira (27), durante o Seminário Rotas Negras 2025, realizado em Brasília[/caption] A UFSM, por meio do Observatório de Direitos Humanos (ODH), e o Ministério da Igualdade Racial (MIR) anunciaram o lançamento do 1º Prêmio Rotas Negras, iniciativa que pretende impulsionar o afroturismo no Brasil e fortalecer o desenvolvimento sustentável de comunidades negras. O concurso busca também ampliar a visibilidade da cultura afro-brasileira dentro e fora do país e potencializar as tradições, ritmos musicais, gastronomia, celebrações, religiosidades e outras formas de manifestação, materiais e imateriais, que evidenciem esse legado africano, afro-diaspórico e afro-brasileiro. O edital prevê a seleção de 50 iniciativas de afroturismo, distribuídas entre 20 propostas da sociedade civil; 24 de municípios; 2 de consórcios intermunicipais e 4 de governos estaduais. O montante total destinado às premiações é de R$ 1,62 milhão. As inscrições estão abertas até o dia 18 de janeiro de 2026, exclusivamente pela internet, por meio deste link. O lançamento oficial ocorreu na quinta-feira (27), durante o Seminário Rotas Negras 2025, realizado em Brasília. O evento reuniu representantes de diversos órgãos federais, entre eles os ministérios da Igualdade Racial, do Turismo (MTur), do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), da Cultura (MinC), do Trabalho e Emprego (MTE), da Educação (MEC) e dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC). Também participaram a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e a Fundação Cultural Palmares (FCP). Durante o evento, a secretária-executiva do MIR, Rachel Barros, e o coordenador do Projeto Rotas Negras pela UFSM, Victor De Carli Lopes, assinaram o edital e manifestaram o pioneirismo da proposta. “Esse edital irá reconhecer e fortalecer as iniciativas de afroturismo que já são realizadas há tanto tempo em nosso país, destacando o protagonismo e geração de renda dessas comunidades negras”, destaca Victor Lopes. Segundo Rachel Barros, o seminário e o edital mostram “como valorizar o que a população negra já faz organicamente e ancestralmente e como trazemos isso para o centro”. O prêmio integra as ações previstas no decreto Nº 12.277/2024, que instituiu o Programa Rotas Negras, e dialoga diretamente com o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), criado pela Lei Nº 12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial) e regulamentado pelo decreto Nº 8.136/2013. Texto: ODH]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/11/28/afeto-e-ludicidade-para-as-infancias-na-penitenciaria-estadual-de-santa-maria Fri, 28 Nov 2025 20:42:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=4078

A recente ação do projeto “Visita das Infâncias na Penitenciária Estadual de Santa Maria”, idealizada pelo Observatório de Direitos Humanos da UFSM, foi realizada no último sábado, 22 de novembro, durante o horário de visita das crianças a familiares privados de liberdade. Assim como nas edições anteriores, o espaço de espera foi transformado em um ambiente acolhedor, pensado para proporcionar momentos de brincadeira, imaginação e cuidado para crianças, bebês e adolescentes.

A proposta segue firme em seu objetivo de ressignificar as experiências das infâncias no sistema prisional, utilizando o brincar como ferramenta de dignidade, expressão e acolhimento. Durante a manhã, as crianças participaram de atividades lúdicas que estimularam criatividade e convivência, explorando brinquedos, jogos e materiais educativos que tornam o tempo de espera mais leve e significativo.

A ação conta com a colaboração de integrantes do Observatório de Direitos Humanos da UFSM e do projeto “Materiais que Transformam Brinquedos na Educação Infantil”, além do apoio da SUSEPE  e demais servidores da instituição.

Com mais esta edição, a UFSM reafirma seu compromisso com a extensão universitária e com a promoção de experiências educativas que reconhecem o direito de brincar em todos os espaços. As atividades seguem acontecendo todos os sábados de visita das infâncias na penitenciária, garantindo que esse momento seja marcado por afeto, cuidado e dignidade.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/11/25/4o-concurso-literario-do-neabi-ufsm Tue, 25 Nov 2025 17:02:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=4042

A tarde da última quinta-feira (20) foi especial: a celebração do Dia da Consciência Negra contou com a solenidade de premiação do 4º Concurso Literário Antirracista. Com o tema “Vozes plurais: literatura como ato de resistência”, o 4º Concurso Literário premiou as categorias “Discentes da Rede Pública Municipal e Estadual”, “Servidores da Rede Pública Municipal e Estadual” e “Acadêmicos e técnicos(as) administrativos(as) da UFSM”. O evento promoveu a premiação através de Sarau Literário realizado na Praça Saldanha Marinho junto ao Tributo à Zumbi, que contou também com a realização de diversas atividades, entre elas a Feira Preta - uma feira que exalta o trabalho realizado na periferia.

De acordo com Angela Souza, coordenadora do NEABI da UFSM, “a Consciência Negra não deve ser lembrada só no dia 20, é um trabalho do ano todo. Precisamos lutar pela aplicabilidade das leis e pela vontade política, pois se a cidade tem o selo antirracista é preciso validar esse título”. Angela ainda destacou que a data é um dia de reflexão e reconhecimento de todos e todas que vieram antes e que fizeram com que uma mulher preta pudesse estar na praça falando em um microfone.

Sarau Literário e o Concurso Literário Antirracista do NEABI-UFSM

O Sarau Literário e o Concurso Literário Antirracista do NEABI-UFSM é promovido desde 2022 para estimular a leitura, a produção e a difusão de textos literários, para ampliar afirmativamente a construção de relações democráticas e equitativas. O evento fomenta a escrita que estimula práticas de descolonização do conhecimento, a análise crítica da sociedade e reflexões sobre possíveis estratégias para a inclusão qualificada das populações negras, sobre as relações étnico-raciais, lutas e conquistas.

A organização é do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI - UFSM), do Observatório De Direitos Humanos (ODH), Pró-Reitoria de Extensão (PRE), do Movimento Negro Unificado (MNU), do Levante Popular da Juventude (LPJ) e do Coletivo de Mulheres Negras Carolinas.

Comissão Avaliadora Excepcional

O Concurso Literário Antirracistaé composto por uma comissão avaliadora excepcional. São pessoas que vivenciam as ações afirmativas, o movimento antirracista e promovem, por meio de suas vozes, pesquisas, atividades e existências nobres e essenciais, a construção de uma sociedade com mais equidade, justiça e representatividade negra.

Durante a premiação, a comissão organizadora foi representada por Jacilene Aguiar, que é pedagoga e mestra em História Social pelo Programa de Pós-graduação da UFRGS, graduada em Licenciatura Plena pela Universidade do Estado do Pará e Professora da Rede Municipal de Santa Maria, e Beatriz Pontes, pedagoga, educadora especial, mestra em Educação e doutoranda em Ciências Sociais pela UFSM e Professora da Rede Municipal de Santa Maria.

Abaixo, confira a lista dos vencedores e a sessão de fotos.

Vencedores do 4º Concurso Literário do NEABI-UFSM

POEMA:

    1º Nicéia Lopes

    2º Yasmin Moraes Vargas

    3º Celestino Vaz Tomás Jone Joanguete

    CONTO:

    1º Roberto Silva da Silva

    2º Ynae Pereira Barbosa

    3º Júnior Rafael

    CRÔNICA:

    1º Tiago Rosa

    2º Miguel Luiz

    3º Ana Luísa da Silva Chagas

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    UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/11/22/neabi-da-ufsm-estara-presente-na-marcha-das-mulheres-negras-em-brasilia Sat, 22 Nov 2025 12:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=4038

    Uma delegação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da UFSM Maria partiu de Santa Maria/RS no dia 22 de novembro rumo à Marcha das Mulheres Negras em Brasília/DF.

    A Marcha foi realizada pela primeira vez em 2015, momento em que mais de 100 mil mulheres negras do Brasil marcharam contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver. O impacto da primeira edição da Marcha definiu os rumos da organização política das mulheres negras no Brasil e na América Latina.

    Dez anos depois, no dia 25 de novembro de 2025, a 2ª Marcha Nacional reforçará o protagonismo negro das mulheres em suas comunidades e promoverá o engajamento coletivo em um projeto que proporcione vida digna, justiça racial e de gênero.

    Conforme dados compartilhados pelo Instituto DaCor, as mulheres negras representam o maior grupo populacional do Brasil (mais de 60 milhões) e recebem a menor fatia da renda nacional (apenas 10,7%). Nesse contexto, a Marcha é uma das estratégias para a construção de um futuro menos desigual.

    Santa Maria/RS presente

    Em razão da dificuldade de entendimento sobre a importância da Marcha para pautar a reparação como política de Estado, a delegação de mulheres negras de Santa Maria/RS recebeu pouco apoio das instituições locais para chegar até Brasília/DF. A presença no evento se dará por meio de articulação com o Ministério da Igualdade Racial, que proporcionou apoio quanto à logística e infraestrutura.

    A participação da delegação na Marcha faz parte das ações do mês da Consciência Negra, uma data que é uma referência histórica de enfrentamento ao racismo presente nas diversas esferas da sociedade e um momento importante para debater os caminhos para a construção de uma sociedade igualitária. Apesar dos desafios, a mobilização prevê reunir 1 milhão de mulheres brasileiras e latino-americanas.

    Acompanhe os canais oficiais da Marcha das Mulheres Negras: 

    marchadasmulheresnegras.com.br

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    UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/19/iniciativa-de-estudantes-da-ufsm-transforma-a-asmar-com-painel-que-une-arte-e-comunicacao Wed, 19 Nov 2025 15:56:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71428

    A Associação dos Selecionadores de Material Reciclável de Santa Maria (ASMAR) passa a contar com um painel artístico idealizado por estudantes de Relações Públicas do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da UFSM. A obra será apresentada oficialmente no dia 1º de dezembro, às 16h, na sede da associação, no bairro Nova Santa Marta.

    [caption id="attachment_71436" align="aligncenter" width="1024"] Mural será oficialmente apresentado em 1º de dezembro[/caption]

    Resultado do Projeto CORação, desenvolvido na disciplina Comunicação e Cidadania, a iniciativa buscou promover impacto social por meio da arte e da comunicação. Na ASMAR, o objetivo central foi valorizar o espaço da associação e fortalecer o sentimento de pertencimento entre os trabalhadores e a comunidade do bairro.

    A pintura do painel foi realizada em parceria com o coletivo Apixonados, que reúne profissionais e alunos do Centro de Artes e Letras (CAL), e é assinada por Fellipe Lorenz, Maria Beatriz Queiroga de Oliveira, Rayssa Barcellos da Silva e Gabriele Belinazzo. Inspirada nas ideias e vivências dos próprios integrantes da associação, a obra retrata o papel essencial dos catadores na sustentabilidade e na economia solidária de Santa Maria.

    O projeto foi desenvolvido pelos estudantes Ana Beatriz Magolo, Ana Laura Della Flora Weinitschke, Kleysa Gomes, Laura Pacheco, Mariana Dornelles, Rafael Paiva e Rafaella Bertagnolli, sob orientação da professora Cíntia Carvalho, em parceria com a professora Jane Schumacher, coordenadora do projeto de extensão Café com Letras.

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    UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/06/nova-resolucao-da-ufsm-reconhece-notorios-saberes-de-comunidades-tradicionais Thu, 06 Nov 2025 23:50:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71290 resolução que estabelece o título de notório saber em artes, ofícios, cosmologias tradicionais e cultura popular. Com isso, representantes das culturas afro-brasileira, indígena e quilombola podem receber esse título, equivalente ao de doutor nas áreas de conhecimento ou afins nas quais a UFSM mantenha curso de doutorado. Isso dá aos detentores do título de notório saber a possibilidade de docência em disciplinas, minicursos e simpósios como professores visitantes. “Da mesma forma que as cotas sociais e raciais, as cotas epistêmicas buscam corrigir distorções e viabilizar a equidade, no caso das epistêmicas do conhecimento plural e diverso, rompendo com a lógica do epistemicídio imposta historicamente às populações negra e indígena”, afirma Fernanda Ferreira, integrante do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFSM e estudante dos cursos de Licenciatura em Educação do Campo e Técnico em Farmácia. O processo de reconhecimento dos notórios saberes dentro da UFSM começa com a tese de doutorado de Fernanda. Elaborada dentro do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural, a tese intitula-se “A saúde popular comunitária e o Projeto Casa do Caminho: construindo a saúde integral com base em saberes ancestrais e decoloniais em comunidades rurais e de periferias urbanas da região sul do RS”. O trabalho foi orientado pelos professores Renato Santos de Souza e José Geraldo Wizniewsky. A tese se transformou em um projeto de extensão, intitulado “Notórios saberes: reconhecimento institucional e valorização dos saberes e fazeres para os(as) mestres(as) de saberes tradicionais”, que visa ao reconhecimento institucional de notórios saberes na UFSM. O Neabi passou a integrar o grupo de trabalho criado para ampliar o debate iniciado pela tese e apresentar uma minuta de resolução para a Reitoria da UFSM. A minuta passou por apresentações em diferentes cursos, departamentos e instâncias técnicas, acadêmicas e administrativas, até a sua versão final, que foi aprovada no Conselho de Ensino de Pesquisa e Extensão (Cepe) e no Consu. “Os notórios saberes são um marco da nossa universidade, representa o resgate da cultura negra, indígena e da nossa região que foram deixados de lado. Reconhecer com o título de doutor as pessoas que detêm esses conhecimentos vai ajudar a preservá-los e também a difundi-los”, afirma o reitor Luciano Schuch. Como vai funcionar o processo de solicitação do título de notório saber Para receber o título de notório saber, a pessoa deve ter atuação comprovada há pelo menos 15 anos como mestre dos saberes e fazeres populares ou tradicionais. Essa atuação pode ser nas áreas de educação popular, pesquisa não acadêmica, preservação e representação dos conhecimentos tradicionais e como mestres nos ofícios e tradições. A competência na área de atuação e reconhecimento popular, tanto dentro quanto fora de suas comunidades e coletivos, também são requisitos para a titulação. O processo de inscrição para solicitar o título ocorrerá por meio da publicação de um edital anual pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Além da comprovação do conhecimento e área de atuação, os candidatos devem enviar um dossiê com um memorial que apresente sua biografia e trajetória de atuação. A atuação deve ser comprovada por documentação escrita (como matérias jornalísticas, bibliografias e documentos pessoais), audiovisuais (como fotografias e mídias sonoras) e outros meios digitais de registro. As solicitações serão analisadas por uma banca examinadora formada por cinco docentes doutores da área de conhecimento dos notórios saberes ou equivalentes. No mínimo, dois docentes serão externos à UFSM. O reconhecimento do título de notório saber em artes, ofícios, cosmologias tradicionais e cultura popular será discutida e aprovada pelo Cepe. Movimento nacional pela inclusão das diversas formas de conhecimento A articulação pelo reconhecimento do notório saber é vinculado ao movimento Encontro de Saberes, iniciado em 2010 na Universidade de Brasília (UnB), com a proposta de descolonização do pensamento e práticas no meio acadêmico por meio do reconhecimento e da inclusão dos mestres e mestras dos saberes, fazeres e ofícios que fazem parte da cultura brasileira. Uma das reivindicações do movimento é a implementação de cotas epistêmicas, que buscam abrir espaço na docência para representantes das tradições culturais das comunidades negras e indígenas. Professor da UnB e um dos articuladores do Encontro dos Saberes, José Jorge de Carvalho participou na UFSM da semana institucional dos notórios saberes, promovida pelo Neabi e Observatório de Direitos Humanos. Entre os primeiros candidatos ao título, estão representantes da cultura negra e indígena que participam de atividades e projetos de extensão vinculados à UFSM e participantes do evento (Des)cobrindo os Notórios Saberes: O Encontro com a Interculturalidade, realizado em março deste ano. “A promoção desse diálogo fortalece a pluralidade presente no espaço acadêmico e na sociedade como um todo, tornando a universidade mais próxima do seu entorno, mais sensível a outras formas de compreender, explicar e atribuir significados ao mundo”, conclui Fernanda. Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali Foto: Ana Alicia Flores/Arquivo]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/10/15/abertura-copene Thu, 16 Oct 2025 00:50:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=3727

    O campus da UFSM recebe desta quarta-feira, 15 de outubro, até sábado (18) o VII Congresso de Pesquisadores Negros e Negras da Região Sul (COPENE). No primeiro dia de evento, o público participou de uma programação diversificada.

    O VII COPENE Sul tem como temática "Resistências ao Sul do Sul: Tecendo as Cosmospercepções para o Bem Viver" e é realizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da UFSM, pela Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) e conta com o apoio do Ministério da Igualdade Racial e da Fundação Cultural Palmares.

    Abertura do evento

    Na mesa de abertura, Angela Souza, coordenadora do NEABI da UFSM, reafirmou a presença de pesquisadores negros, negras, indígenas e quilombolas na Universidade e pontuou que o Núcleo trabalha para que os estudantes tenham sucesso em sua formação e saiam da Universidade graduados.

    Adilson Pereira dos Santos, presidente da ABPN, parabenizou a organização do evento e convidou todos para a COPENE Nacional que vai acontecer em julho de 2026, na UnB em Brasília.

    Representando os estudantes indígenas da UFSM, Lindalva Pinheiro Queiroz, do povo Xakriabá, afirma que a existência indígena é presença viva pulsando. Para além do academicismo, apontou para a necessidade de integrar outras formas de aprender e ensinar, capazes de abrir espaço para uma educação universitária plural, inclusiva e diversa.

    O destaque da manhã foi a presença da professora Doutora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, renomada educadora, pesquisadora e ativista brasileira, cuja carreira é marcada pela luta contra o racismo e pela promoção de uma educação inclusiva. A professora afirmou que, na busca do Bem Viver, precisamos colocar em diálogo as distintas propostas de sociedade e de nação, advindas de pessoas de diferentes pertencimentos étnico raciais, para que seja possível chegar a um comum - essa é a principal contribuição da educação das relações étnico raciais. Para complementar, Isadora Bispo, representado o Ministério da Igualdade Racial, destacou que, ao refletirmos sobre a temática do evento - o Bem Viver - é preciso pensar em várias camadas: "começando no ponto sobre termos o direito de existir, de termos acesso à alimentação três vezes ao dia, no mínimo. É um tema muito mais amplo e mais profundo do que imaginamos".

    A abertura oficial do evento aconteceu com o cortejo guiado pelo Ílé Àṣẹ Ìyá Omin Òrune e com a apresentação artística do Programa de Extensão MOJUBÁ: Danças Populares Brasileiras, coordenado pelo Prof. Dr. Jesse da Cruz, que dissemina as diversas danças e manifestações de cunho popular brasileiro, com foco nas danças afro-brasileiras e indígenas.

    Tarde de diálogos

    A tarde foi intensa, com diversos simpósios temáticos, mesas-redondas, comunicação de pesquisas, painéis, feiras e lançamento de livros, além de uma intensa agenda cultural com repertório das mais variadas expressões e linguagens culturais de matriz afro-brasileira, indígena e africana.

    O diálogo “Territorialidades quilombolas para o Bem Viver” reuniu representantes do Movimento Negro Unificado, da Fundação Cultural Palmares, da Coordenação Nacional de Entidades Negras, da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as, lideranças quilombolas, movimentos antirracistas do Brasil, ativistas dos movimentos sociais, membros de comunidades tradicionais, pesquisadores e educadores antirracistas.

    Na ocasião, o professor Doutor Anderson Luiz Machado dos Santos, coordenador do NEABI da UFSM, falou sobre a importância do território para o bem viver e para as comunidades tradicionais, para quem a propriedade da terra tem outro sentido: “ela não é só terra, ela é território, faz parte da busca por uma vida que seja digna. As comunidades tradicionais detêm os saberes que são fundamentais para o tipo de sociedade que nós queremos”.

    Para complementar, a liderança quilombola Ivonete Carvalho afirmou que “bem viver é terra, é título da terra, é lavoura orgânica. Quando falamos de bem viver, é preciso falar disso. Bem viver é alimento saudável, é água saudável e moradia digna”.

    Programação do segundo dia do evento – quinta-feira (16/10)

    Manhã

    8:00 - Credenciamento (Auditório Prédio 18)

    8:30 - Espaço Erê (Colégio Politécnico – Bloco D)

    8:30 - Exposição Lélia Gonzalez (Hall Prédio 74C)

    8:30 - Coral Guarani (Auditório do Prédio 18)

    8:30 - Mesa Redonda IV, Emergência climática: Racismo ambiental e luta pelo Bem Viver (Auditório do Prédio 18)

    10:00 - Grupo de Dança Kaigang (Auditório do Prédio 18)

    10:00 - Mesa Redonda V, Caminhos Plureancestrais: resignícando corpos pretes na ciência, para construção da afrodiasporienidade e humanização para as diversidades na academia do Sul ao Sul (Tenda Ilê Oca dos Saberes Ancestrais e Africanos - planetário)

    Tarde

    14:00 - Mesa Redonda VI, Entre a Festa e a Luta - Clubes Sociais Negros como Território de Resistência (Auditório do Prédio 18)

    14:00 - 16:00 - Sessões Temáticas (Prédios 16CE /40 / 40C / 74A / 74B / 74C)

    15:00 - 17:00 - Painel OBERERI (Auditório Imembuí)

    17:00 - 18:00 - Exposições e Espaço para lançamentos de livros (Hall do Prédio 74C)

    17:30 - Encontro das Ruas, Movimento HIPHOP (Tenda Ilê Oca dos Saberes Ancestrais e Africanos - planetário)

    14:00 - 16:00 - ST 01 A gestão escolar e a mobilização social no desenvolvimento da educação das relações étnico-raciais na educação básica, Coordenador(a): Valesca dos Santos Gomes (PUCRS), Sara da Silva Pereira (Prefeitura), Tânia Mara Pacifico Hreisemnou (UFPR) (Prédio 16CE, sala 215)

    14:00 - 16:00 - ST 11 Intelectualidades e Produções Acadêmicas de Africanos(as) continentais no Sul do Brasil, Coordenador(a): Israel Mawete Ngola Manuel (UFRGS), Natália Ernesto Cá (UFPR), Ayolsé Andrade Pires dos Santos (UNESP) (Prédio 16CE, sala 314)

    15:30 - 19:00 - ST 12 Literatura na ponta da lança e do lápis: narrativas contemporâneas de autorias negras do rio grande do sul, Coordenador(a): Andressa Thais Lima dos Santos (PUCRS), Cristina Gamino Gomes Tonial (ULBRA) (Prédio 74A, sala 2165)

    14:00 - 16:00 - ST 15 Práxis Pedagógica: a educação das relações étnico-raciais na educação básica, Coordenador(a): Valesca dos Santos Gomes (PUCRS), Sara da Silva Pereira (Prefeitura), Edna Aparecida Coqueiro (SEED) (Prédio 40, sala 1217)

    14:00 - 16:00 - ST 18 Uma Agenda Interseccional entre Raça e Gênero, Açoes Afirmativas e Arte Educação, Coordenador(a): Ana Lúcia Aguiar Melo (UFSM), Bruna Ribeiro Troitinho (UEPA), Maria Rita Py Dutra (SE) (Prédio 74C, sala 4135)

    15:00 - 17:00 - Painel OBERERI (Auditório Imembuí)

    16:00 - 18:00 - Oficinas e Minicursos

    17:00 - 18:00 - Exposições e Espaço para lançamentos de livros (Hall do Prédio 74C)

    17:30 - Encontro das Ruas, Movimento HIPHOP (Tenda Ilê Oca dos Saberes Ancestrais e Africanos - planetário)

    Noite

    18:00 - Reunião do Consórcio de NEABs e Grupos Correlatos (Auditório Imembuí) / Assembleia do Fórum da Educação Básica

    19:00 - Mesa Redonda VII, Encruzilhadas de Saberes e Práticas Populares Antirracistas (Tenda Ilê Oca dos Saberes Ancestrais e Africanos - planetário)

    20:00 - Espetáculo Bayle da Obra (Ílé Àṣẹ Ìyá Omin Òrun)

    Ao longo do dia:

    Exposições (Hall Prédio 74C)

    Feira Preta (Tenda Ilê Oca dos Saberes Ancestrais e Africanos - planetário)

    Espaços de Acolhimento e Tenda do COPENE SUL

    O largo do planetário da UFSM contará com dois espaços para receber os/as participantes do Congresso: o “Espaço de acolhimento”, que incluirá promoção de práticas integrativas da saúde da população negra, indígena e momentos de reflexão; e a “Tenda do COPENE SUL”, um espaço de partilha de experiências e articulação política.

    Espaço Erê e ERER

    Durante todo o evento, vão ser ofertadas atividades no Espaço Erê e ERER, no Colégio Politécnico – Bloco D, para acolher as crianças entre 2 e 10 anos que vão acompanhar seus responsáveis durante o COPENE Sul.

    Jantar Baile

    O Jantar Baile do VII COPENE Sul vai acontecer na sexta-feira (17/10). O cardápio será afro-brasileiro, com acarajé tradicional/vegano, feijoada tradicional/vegana e uma mostra gastronômica dos estudantes do continente africano. O Jantar Baile será na sede Campestre ASSUFSM, às 21h. Haverá transporte saindo da UFSM. Ingressos: R$20 estudantes e R$50 inteira. Ingressos disponíveis aqui.

    Mais informações:

    Site do evento: www.copenesul2025.abpn.org.br

    Instagram do evento: www.instagram.com/copenesul.abpn

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    UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/15/jogos-universitarios-indigenas-da-regiao-sul-celebram-esporte-cultura-e-permanencia-estudantil-na-ufsm Wed, 15 Oct 2025 13:26:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70983 [caption id="attachment_70984" align="aligncenter" width="971"] Autoridades e lideranças estiveram presentes na cerimônia de abertura dos Juirs[/caption]

    Pelo segundo ano consecutivo, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sediou, no sábado (11) e no domingo (12), a 2ª edição dos Jogos Universitários Indígenas da Região Sul (Juirs). Realizado nas dependências do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD), o evento reuniu aproximadamente 400 participantes, entre lideranças, parlamentares e atletas representantes de comunidades indígenas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

    Os Jogos Universitários Indígenas da Região Sul são organizados pela Comissão Indígena da UFSM, com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Pró-Reitoria de Extensão (PRE), Gabinete do Reitor, SEDUFSM, Observatório de Direitos Humanos (ODH) e Federação Universitária Gaúcha de Esportes (FUGE). O lema da edição de 2025, “Esporte como Resistência”, sintetiza o propósito do evento em transformar o espaço acadêmico em um território de ancestralidade e celebração coletiva.

    A UFSM sagrou-se campeã geral pela segunda vez consecutiva. Além da UFSM, as seguintes instituições participaram da competição: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal da Fronteira Sul  (UFFS) - 55BET Pro de Chapecó, Erechim e Realeza, Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). As comunidades indígenas Guarita, Kaingang e Guarani também integraram os Jogos.

    Estiveram presentes na cerimônia de abertura: a vice-reitora da UFSM, Martha Adaime; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Gisele Guimarães; a pró-reitora adjunta de Assuntos Estudantis, Cassiana Marques; o diretor do CEFD, Rosalvo Sawitzki, além de Luiz Bonetti, representando o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Também participaram o deputado federal Marcon, a ex-deputada federal Reginete Bispo e o representante do deputado estadual Valdeci Oliveira, Daniel Diniz.

    A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Gisele Guimarães, enfatizou o papel das políticas afirmativas e o protagonismo dos estudantes indígenas: “A gente nem consegue mais lembrar o que era a UFSM sem vocês. [Esses jogos demonstram a materialidade da assertividade das políticas afirmativas dentro das universidades. Ver vocês organizados em um evento bonito, colorido e diverso é a certeza de que estamos no caminho certo", disse.

    A vice-reitora Martha Adaime complementou: “É lição de acolhimento, é lição de conjunto, de coletivo, de estar juntos. Dizer a vocês que a palavra é gratidão por todos os ensinamentos que vocês têm nos trazido”.

    [caption id="attachment_70985" align="alignright" width="500"]Foto colorida e horizontal. Maira Andressa Amaral dá entrevista. Ela é indígena e seu cabelo liso está preso. Usa camiseta branca com detalhes dourados. Maira foi a campeã da prova de 100m rasos[/caption]

    Modalidades disputadas e arbitragem

    Os Juirs envolveram tanto modalidades tradicionais quanto esportivas contemporâneas. Foram disputadas as seguintes provas: arco e flecha; bodoque; corrida do maracá ; corrida com tora; corrida dos 100m; luta corporal; arremesso de lança; arremesso de peso; cabo de guerra; vôlei misto e futsal. Algumas modalidades, inclusive, foram arbitradas por acadêmicos do curso de Educação Física da UFSM.

    “Esse convívio é um espaço de aprendizagem significativo. Os nossos alunos estão envolvidos com os jogos, organizando, arbitrando. E nós estamos aprendendo com isso”, destacou o diretor do CEFD, Rosalvo Sawitski, quanto à contribuição dos Jogos Universitários Indígenas ao Centro.

    Entre os nomes de destaque das competições de atletismo, Maira Andressa Amaral, da Terra Indígena do Guarita e acadêmica da Unipampa, conquistou o primeiro lugar nos 100 metros rasos feminino. “Ano passado eu não consegui participar porque eu já estava lesionada no joelho. Aí eu tive que me cuidar pra poder participar esse ano,  tanto que eu já não praticava tanto esporte assim”, relata Maira. Ela ainda conta que a corrida não é o seu esporte favorito, prefere usar os pés para jogar bola: futsal, futebol e futebol sete, e que não esperava sagrar-se campeã nos 100m: “Não, isso não, eu estava mais pela participação mesmo, mas hoje dei sorte”.

    Na categoria masculina, um dos corredores foi Renã Cardoso, da UFFS - 55BET Pro Erechim. Ele acabou não conseguindo integrar o pódio, mas afirma que os Juirs representam muito mais do que apenas disputas esportivas: “Para mim são muito importantes, dá uma grande visibilidade para nós indígenas, né? Porque esses jogos aqui não é só por diversão, nem por medalha, nem nada. É para mostrar a nossa cultura e também o que representa para a gente”.

    Estrutura e acolhimento 

    Diferente do ano passado, foram disponibilizados para as delegações indígenas os ginásios 3 e 4 do CEFD, como área de descanso. Parte dos participantes, porém, optou por montar acampamentos ao ar livre, uma escolha que também representa o vínculo cultural com a natureza. “A questão do acampamento fora também é um costume do movimento indígena. É uma coisa bem comum, a maioria do pessoal prefere ficar fora dos ambientes fechados para estar mais em contato com a natureza, que é de onde a gente vem”, explicou o acadêmico de Enfermagem Leonardo Kaingang, um dos organizadores e idealizadores dos Juirs.

    O Restaurante Universitário (RU) proporcionou refeições comunitárias aos participantes, com cardápio escolhido pelos organizadores, composto por peixe, mandioca, arroz, feijão preto, alface e tomate. “O pessoal do RU foi extremamente solícito. Eles deram essa opção pra nós, porque a gente tem uma alimentação totalmente diferente da que é servida aqui. Escolhemos o peixe frito, que é uma das melhores proteínas, e espero que todas as delegações gostem”, confessa Leonardo.

    [caption id="attachment_70986" align="alignleft" width="545"]Foto colorida e horizontal. Mão feminina faz pintura indígena simétrica no braço de uma mulher. Escolha da mais bela atleta foi uma das modalidades culturais do evento[/caption]

    Noite cultural e etnomídia 

    Além das modalidades esportivas, os Jogos Universitários Indígenas da Região Sul também contaram com uma noite cultural, realizada na noite do sábado (11). Dentre as performances culturais, o povo Tikuna, do campus da UFFS de Realeza (PR), realizou uma apresentação cultural, e DJs indígenas de outras universidades, como a UFPEL, também integraram a programação. “A noite cultural é o momento de maior descontração. Também tem a escolha da mais bela atleta e também a premiação”, explica Leonardo Kaingang.

    Os Juirs também dispuseram de uma cobertura audiovisual realizada sob uma perspectiva indígena. O projeto Caipora – Etnomídia Indígena, desenvolvido na UFSM, acompanhou o evento com o intuito de registrar e comunicar a experiência dos jogos a partir da ótica dos próprios povos originários. “A gente tem cobrido os jogos nessa edição porque a Caipora é um projeto de etnomídia indígena, então o objetivo é que a gente consiga ajudar os parentes nos Jogos, trazendo uma perspectiva da mídia de forma étnica também, a partir da nossa cosmovisão”, explica o estudante de Direito e comunicador indígena Xainã Pitaguary, integrante da Caipora, quanto ao papel do grupo. 

    Ele ressalta também a importância de registrar o evento como uma forma de afirmação e memória coletiva: “Os Jogos são um dos espaços mais importantes de eventos da UFSM. Nesse último período eu acho que tem uma importância muito grande, além do momento que a gente está vivendo de reafirmação da presença indígena na universidade. E trazer essa cobertura a partir do nosso viés, da nossa ótica, em um espaço que a gente possa controlar absolutamente, mas também que a gente possa registrar. É um espaço de eternizar esse lugar em uma rede própria, do próprio movimento indígena.”

    [caption id="attachment_70987" align="alignright" width="543"]Foto colorida e horizontal. Uma criança corre sorridente em uma pista de atletismo da UFSM, sob luz natural. Ela usa camiseta esportiva escura e chinelos. Ao fundo, aparecem construções e vegetação ao lado direito, com cerca metálica acompanhando a pista. Crianças também marcaram presença nos Jogos Universitários Indígenas da Região Sul[/caption]

    Legado e futuro

    As competições e apresentações foram permeadas pela presença de crianças indígenas, que brincavam entre as quadras e arquibancadas, acompanhando as delegações. Leonardo comenta a importância de inserir o público infantil desde cedo em organizações como os Jogos Universitários Indígenas da Região Sul: “Os Jogos são para essas crianças que estão brincando aqui. Que coisa linda ontem ver dentro do ginásio as crianças brincando, correndo, se divertindo.  Os Jogos foram pensados dessa maneira: deixarmos um legado para nossas crianças, para que elas continuem o que nós estamos traçando hoje dentro das universidades”.

    Leonardo também destaca que o movimento já se articula para ampliar o projeto para nível nacional. A ideia é que no ano que vem, ainda, o evento migre para outra universidade e que na edição seguinte, passe a rodar o Brasil. “Já estamos em negociação. Em 2027 ou 2028 estamos programando os Jogos Universitários Indígenas Nacionais”, revela o idealizador do Juirs. 

    Confira mais imagens:

    Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
    Fotos: Paulo Barauna, acadêmico de Desenho Industrial, bolsista da Agência de Notícias
    Edição: Ricardo Bonfanti

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    UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/13/seminarios-oficinas-e-pesquisas-o-que-a-ufsm-levou-para-a-31a-feicoop Mon, 13 Oct 2025 11:08:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70956 [caption id="attachment_70958" align="alignright" width="524"]Fotografia colorida horizontal que mostra uma mulher de roupas coloridas observando um microscópio. Acima dela há esqueletos de animais guardados em vitrines
Mostra de morfologia permitiu que o público observasse os animais tanto na vitrine quanto a nível microscópico[/caption]

    Como uma das organizadoras da 31ª Feira Internacional de Cooperativismo (Feicoop), realizada de sexta-feira (10) a domingo (12) no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria, a UFSM promoveu uma série de oficinas e seminários sobre a agricultura familiar, mostrou trabalhos de pesquisa realizados na Universidade e orientou alguns dos pequenos empreendedores que expuseram na feira por meio da Incubadora Social. 

    Nesta edição, o estande da UFSM não teve o mesmo tamanho das outras edições, pois o objetivo foi espalhar as ações pela feira. “Temos um pouco da UFSM espalhada por todas as partes da Feicoop, das empresas apoiadas pela Incubadora às palestras e oficinas, para ter um contato mais direto com o público”, afirmou Natália Rigui Trindade, administradora da Incubadora Social da Pró-Reitoria de Extensão (PRE).

    No sábado (11), o Grupo de Trabalho em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (GT-SSAN), com o apoio do Observatório de Direitos Humanos (ODH), promoveu seminários nos turnos da manhã  e da tarde. O primeiro, intitulado “Mudanças climáticas e os desafios da soberania e segurança alimentar”, contou com a participação do secretário nacional de Economia Solidária substituto, Fernando Zamban, e do professor da Universidade de Santa Cruz do Sul João Pedro Schmidt.

    Pela tarde, o grupo organizou o seminário “Agricultura urbana e periurbana como política pública: segurança alimentar e economia solidária”. Na manhã de domingo (12), ocorreu o encontro “Viabilidade da produção agroecológica na agricultura familiar: relatos de casos”.

    “A Feicoop trabalha com a economia solidária e a soberania e segurança alimentar estão vinculadas com essa temática. Em todas as edições da feira o GT-SSAN promove atividades porque elas são de interesse do público”, afirmou Luciana de Oliveira, secretária executiva do Centro de Ciências Rurais (CCR).

    Trabalhos desenvolvidos na Universidade

    Quem circulou pela feira também encontrou o estande do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade), vinculado ao Departamento de Ciências Florestais do CCR. Entre as atividades realizadas pelo grupo estão trabalhos de restauração produtiva e campestre por meio da agroecologia.

    O Departamento de Morfologia da UFSM, vinculado ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), levou alguns animais taxidermizados para a exposição. Entre as espécies selecionadas estavam algumas mais conhecidas, como boi, gato, ovelha, coelho, bode, e as que chamam a atenção do público, como o esqueleto de tartaruga e a cabeça de tubarão. Outra atração era a lâmina histológica, que permite a observação microscópica de tecidos de seres humanos e animais.

    Texto: Bernardo Silva, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
    Fotos: Daniel Michelon De Carli
    Edição: Ricardo Bonfanti

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    UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/10/09/vii-congresso-de-pesquisadores-negros-e-negras-da-regiao-sul-copene-sul-esta-chegando-com-uma-programacao-repleta-de-atracoes-imperdiveis Thu, 09 Oct 2025 20:31:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=3711

    O VII Congresso de Pesquisadores Negros e Negras da Região Sul está chegando na UFSM para celebrar a diversidade, enfrentar as adversidades e construir uma sociedade antirracista. O evento começa na próxima semana, entre os dias 15 e 18 de outubro de 2025, com uma programação para todos os públicos. Serão promovidas conferências, simpósios temáticos, mesas-redondas, comunicação de pesquisas, painéis, feiras e lançamento de livros, além de uma intensa agenda cultural com repertório das mais variadas expressões e linguagens culturais de matriz afro-brasileira, indígena e africana.

    Com o tema "Resistências ao Sul do Sul: Tecendo as Cosmospercepções para o Bem Viver", o Congresso se consolida como um espaço essencial para o fortalecimento da pesquisa, da resistência e da valorização das histórias, culturas e trajetórias acadêmicas que constituem múltiplos saberes. 

    Com apoio da UFSM, o evento é realizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da UFSM e pela Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN). O financiamento é por parte do Ministério da Igualdade Racial e da Fundação Cultural Palmares.

    Primeiro dia do evento

    A programação do evento inicia na quarta-feira, dia 15 de outubro (9h), momento em que o público poderá curtir, no Centro de Convenções da UFSM, o espetáculo “Sopro de Negrura”, do Programa de Extensão Mojubá: Danças Populares Brasileiras, seguido das apresentações do Grupo de Dança “Orgulho da Raça”, da Associação de Capoeira de Rua–Berimbau e do Grupo de Teatro Dramatugira. Após as apresentações culturais, a conferência de abertura vai iniciar as discussões sobre o tema “Resistências ao Sul do Sul: Tecendo Cosmopercepções para o Bem Viver”.

    Durante a tarde, o seminário “Diálogos: Territorialidades quilombolas para o Bem Viver" (15h, tenda do COPENE SUL) vai proporcionar um ambiente de partilha entre comunidades quilombolas, comprometidas com a luta antirracista e a valorização de saberes tradicionais.

    No mesmo dia (16h, prédio 74C), acontecerá a abertura da Exposição Lélia Gonzalez, que celebra a cultura amefricana inspirada na produção intelectual de Lélia Gonzalez através da curadoria de sua neta, a historiadora Melina Lima.

    As Mesas Redondas do dia 15 de outubro incluem os temas Atenção à Saúde e Racismo - Invisibilidade e Resistências (14h, prédio 18) e Mulheres negras e indígenas ao Sul do Sul (19h, prédio 18). Os momentos culturais do primeiro dia encerram com as apresentações de Biba Manicongo e Amanda Silveira (prédio 18).

    Os três primeiros dias do evento contarão, ainda, com a Feira Afro-Indígena: Saberes, sabores e resistência, oficinas e minicursos disponíveis aqui, além de exposições, simpósios temáticos, painéis e lançamento de livros.

    Recepção e partilha: Espaços de Acolhimento e Tenda do COPENE SUL

    Durante todo o evento, o largo do Planetário da UFSM contará com dois espaços para receber os participantes do Congresso: o “Espaço de acolhimento” será um ambiente com diversas atividades, que incluem a promoção de práticas integrativas da saúde da população negra, indígena e momentos de reflexão; a “Tenda do COPENE SUL” vai promover um espaço de partilha de experiências e articulação política entre comunidades quilombolas, pesquisadores(as), estudantes e militantes comprometidos com a luta antirracista e a valorização de saberes tradicionais.

    Educação antirracista em foco

    Na quinta-feira, dia 16 de outubro/2025 (19:00, Auditório Imembuí da UFSM) vai acontecer a Assembleia do Fórum da Educação Básica. Na sexta-feira, dia 17 de outubro (8h30, Colégio Politécnico) vai acontecer o Nzila da Educação Básica, com a temática “Caminhos Ancestrais: Diálogos e Reflexões com as Cosmopercepções Africanas, Indígenas e Quilombolas na Educação Básica”. “Nzila" pode ser entendido como "o caminho", uma trilha de saberes que conecta passado, presente e futuro dentro das epistemologias africanas e afro-brasileiras.

    A programação abordará o lugar das cosmopercepções Indígena, Quilombola e Africana na práxis da Educação Básica, além de temáticas referentes aos níveis da Educação Infantil, Anos Iniciais, Anos Finais e Ensino Médio.

    Espaço Erê e ERER

    Durante todo o evento, vão ser ofertadas atividades no Espaço Erê e ERER, no Colégio Politécnico – Bloco D, para acolher as crianças entre 2 e 10 anos que vão acompanhar seus responsáveis durante o COPENE Sul.

    Confraternização

    Haverá um Jantar Baile do VII COPENE Sul, uma noite inesquecível de celebração da cultura afro-brasileira, integração e ancestralidade. A abertura cultural será por conta de Mojubá Danças Populares Brasileiras (UFSM) e do CTG Ronda Crioula (São Sepé), em diálogo com as matrizes africanas da região. As atrações musicais serão a Banda Pagode das Pretas, com muito protagonismo feminino negro, além de DJs animando a pista com ritmos diversos. O cardápio será afro-brasileiro, com acarajé tradicional/vegano, feijoada tradicional/vegana e uma mostra gastronômica dos estudantes do continente africano. O Jantar Baile vai acontecer na sexta-feira (17/10), às 21h, na sede Campestre ASSUFSM. Ingressos: R$20 estudantes e R$50 inteira. É possível comprar ingresso aqui.

    Atividades da programação:

    Quarta-feira – 15 de outubro/2025

    9:00 - Credenciamento (Hall Centro de Convenções)

    9:00 - Espaço Erê (Colégio Politécnico – Bloco D)

    9:00 - Abertura Cultural e Homenagens (Centro de Convenções)

    10:30 - Conferência de Abertura (Centro de Convenções). Tema: Resistências ao Sul do Sul: Tecendo Cosmopercepções para o Bem Viver.

    14:00 - Mesa Redonda I. Atenção à Saúde e Racismo - Invisibilidade e Resistências (Prédio 18)

    14:00 - 16:00 - Simpósios Temáticos (STs) (Prédio 74)

    15:00 - Seminário “Territorialidades quilombolas para o Bem Viver" (Tenda do COPENE)

    16:00 - 18:00 Oficinas e Minicursos (Prédio 74)

    16:00 - 18:00 Abertura Exposição Lélia Gonzalez (Hall Prédio 74C)

    18:00 - Momento Cultural - Biba Manicongo (Auditório do Prédio 18)

    18:00 - Momento Cultural - Amanda Silveira (Auditório do Prédio 18)

    19:00 - Mesa Redonda II-Mulheres negras e indígenas ao Sul do Sul (Auditório do Prédio 18)

    Quinta-feira – 16 de outubro/2025

    8:00 – Credenciamento (Auditório do Prédio 18)

    8:30 - Espaço Erê (Colégio Politécnico – Bloco D)

    8:30 - Exposição Lélia Gonzalez (Hall do Prédio 74C)

    8:30 - Momento Cultural - Coral Guarani (local a confirmar)

    8:30 - Mesa Redonda III Emergência climática: Racismo ambiental e luta pelo bem viver (Auditório do Prédio 18)

    10:00 Momento Cultural - Grupo de Dança Kaigang (Auditório do Prédio 18)

    10:00 - Mesa Redonda VII - Entrelaçando Identidades: Juventude, Raça, Gênero e Inclusão na Educação (Tenda do COPENE) – (A confirmar)

    14:00 - Mesa Redonda IV - Entre a Festa e a Luta - Clubes Sociais Negros como Território de Resistência (Auditório do Prédio 18)

    14:00 - 16:00 Simpósios Temáticos (STs) (Prédio 74)

    15:00 - 17:00 Painel OBERERI (Auditório Imembuí)

    16:00 - 18:00 Oficinas e Minicursos (Prédio 74)

    17:00 - 18:00 Exposições e Espaço para lançamentos de livros (Hall do Prédio 74C)

    17:30h Feira Preta - Encontro das Ruas (Movimento HIP HOP)

    19:00 Reunião do Consórcio de Neabs e Grupos Correlatos (Auditório Imembuí)

    19:00 Assembleia do Fórum da Educação Básica - (Auditório Imembuí)

    19:00 -  Mesa Redonda V Encruzilhadas de Saberes e Práticas Populares Antirracistas (Tenda do COPENE)

    20h - Espetáculo "Bayle da Obra" - Ílé Àṣẹ Ìyá Omin Òrun (Mãe Silvia)

    Sexta-feira - 17 de outubro/2025

    8:00 – Credenciamento (Hall Centro de Convenções)

    8:30 - Espaço Erê (Colégio Politécnico – Bloco D)

    8:30 - Exposição Lélia Gonzalez (Hall Prédio 74C)

    8:30 - Momento Cultural - Ateliê Griot

    8:30 - Nzila da Educação Básica - Caminhos Ancestrais: Diálogos e Reflexões com as Cosmopercepções Africanas, Indígenas e Quilombolas na Educação Básica (Auditório Politécnico)

    8:30 - Simpósio “BORI: Ori, Ancestralidade, Corpo na Arte da Cena e na Educação (Auditório Imembuí)

    14:00 - 16:00 Simpósios Temáticos (STs) (Prédio 74)

    16:00 - 18:00 Oficinas, Minicursos e Exposições (Prédio 74)

    15:00 - 17:00 Painel Afrocientista (Auditório Imembuí)

    17:00 - 18:00 Espaço para lançamentos de livros (Prédio 74C - Hall)

    18:00 - Mesa Redonda V: Raça e Racismo(s) - Desafios da educação antirracista

    19:00 Momento Cultural (Auditório Politécnico)

    21:00 - Confraternização (Jantar Baile por adesão) (Sede ASSUFSM)

    Sábado – 18 de outubro/2025

    09:00 Momento Cultural. Grupo Zumbi dos Palmares - Quilombo Miguel dos Carvalhos (Centro de Convenções)

    09:30 Mesa VI - Epistemologias Africanas e internacionalização (Centro de Convenções)

    11:00 Grupo Clara Nunes - Caçapava do Sul/RS (Centro de Convenções)

    11:00 Momento Cultural - Lanceiros Negros - Caxias do Sul/RS (Centro de Convenções)

    14:00 -Conferência de Encerramento. Exu, O Comunicador: Tecendo Saberes do Sul ao Sul (Centro de Convenções)

    16:00 Carta do VII COPENE-Sul (Centro de Convenções)

    17:00 Apresentação Cultural de Encerramento (Centro de Convenções)

    Mais informações:

    Site do evento: www.copenesul2025.abpn.org.br

    Instagram do evento: www.instagram.com/copenesul.abpn

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    UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/afroturismo/rotas Tue, 07 Oct 2025 13:27:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?page_id=3675

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    UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/01/com-afeto-e-ludicidade-extensao-universitaria-transforma-visitas-de-criancas-a-penitenciaria Wed, 01 Oct 2025 20:20:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70855 Antes marcado pela ansiedade, o momento que antecede a visita transformou-se em um espaço de brincadeiras, afeto e acolhimento[/caption] No último sábado (27), a rotina de espera durante as visitas de familiares a pessoas privadas de liberdade na Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm) ganhou um novo significado. O que antes era marcado pela ansiedade, transformou-se em um espaço de brincadeiras, afeto e acolhimento para crianças, bebês e adolescentes que aguardavam o momento do encontro. A iniciativa, idealizada pelo Observatório de Direitos Humanos (ODH) da UFSM, reuniu mais de 80 participantes em uma manhã marcada pela ludicidade e pelo cuidado. O propósito central foi ressignificar a experiência das infâncias no sistema prisional, utilizando o brincar como ferramenta potente de dignidade, acolhimento e expressão. A ação contou com a colaboração do coordenador de Cidadania da UFSM, Victor De Carli Lopes, da chefe do Observatório de Direitos Humanos, professora Jane Schumacher, da coordenadora do projeto “Materiais que transformam brinquedos na educação infantil”, professora Jucemara Antunes, das doutorandas em Educação e integrantes do projeto Karine Weber e Angelita Machado e da estudante Andrielle Costa, do curso de Licenciatura em Teatro. O trabalho teve ainda apoio da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), com os psicólogos Cristian Colovini e Luciana Dimpério e demais servidores. Com essa ação, a UFSM reafirma seu compromisso com a extensão universitária e com a promoção de experiências educativas que reconhecem o direito de brincar em todos os espaços. Esta é apenas a primeira etapa: a atividade seguirá acontecendo em todos os sábados de visita das infâncias na penitenciária, garantindo que o tempo de espera se torne, de fato, um momento de afeto, cuidado e dignidade. Texto: Assessoria de Comunicação do ODH]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/2025/09/29/ufsm-debate-politicas-de-acoes-afirmativas-inclusao-e-equidade-no-ambito-da-pos-graduacao-nesta-terca-feira-30 Mon, 29 Sep 2025 12:32:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/?p=25313

     

    A UFSM promove nesta terça-feira (30), às 14 horas, no auditório da CAEd (prédio 67), o 3º Seminário de Ações Afirmativas e Inclusão na Pós-Graduação. O evento é organizado conjuntamente pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Coordenadoria de Ações Educacionais da Pró-reitoria de Graduação (CAEd/PROGRAD), Observatório de Direitos Humanos (ODH), Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) e Associação de Pós-Graduandas e Pós-Graduandos da UFSM (APG).

    O seminário tem como objetivo ampliar o debate sobre políticas de inclusão e equidade no âmbito da pós-graduação, reunindo docentes, estudantes e representantes institucionais para compartilhar experiências e fortalecer as ações afirmativas na UFSM.

    A programação inicia com uma conferência de abertura ministrada pela professora Diana Anunciação Santos, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que abordará o tema “Reflexões e experiências em ações afirmativas e inclusão na pós-graduação”.

    Na sequência, será realizado um painel com diferentes perspectivas institucionais sobre o cenário atual da pós-graduação da UFSM após a implementação da Política de Ações Afirmativas e Inclusão. Participam do painel representantes da PRPGP, de um Programa de Pós-Graduação da UFSM, do NEABI/PRE, da PRAE e da CAED, com relatos e reflexões sobre ingresso por cotas, assistência estudantil, acessibilidade e a construção de políticas de equidade.

    A participação no seminário é aberta à comunidade acadêmica e não exige inscrição prévia. Confira a programação na página do evento. Outras informações podem ser solicitadas ao e-mail cpg.prpgp@55bet-pro.com

    Fonte: 55bet-pro.com 

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