UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 03:04:08 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/11/professora-da-ufsm-integra-a-delegacao-brasileira-na-70a-conferencia-sobre-a-situacao-da-mulher-da-onu Wed, 11 Mar 2026 12:30:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72155

[caption id="attachment_72156" align="alignright" width="544"] Mariana participa de conferência da ONU em Nova York[/caption]

A professora Mariana Selister Gomes, do Departamento de Economia e Relações Internacionais e dos Programas de Pós-Graduação em Relações Internacionais e em Ciências Sociais da UFSM, foi selecionada, pelo Ministério das Mulheres, para integrar a delegação brasileira na 70ª Conferência sobre a Situação da Mulher da ONU, em New York, que iniciou na segunda (9) e segue até 19 de março.

O papel das acadêmicas é o de auxiliar o corpo diplomático na formulação da posição do Brasil, bem como acompanhar os debates, elaborar relatórios analíticos e, em seu retorno, multiplicar a Agenda Global nos seus territórios, via ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento institucional.

Segundo Mariana, o sistema ONU impacta diretamente as vidas nos territórios. Um exemplo é a Lei Maria da Penha, que só foi aprovada após enorme pressão da OEA. Outro exemplo é a Lei do Feminicídio, que conseguiu aprovação no Brasil em diálogo com as Conferências das Mulheres da ONU, e agora o Brasil é protagonista no tema, colaborando com outros países para que tenham suas leis nacionais sobre a matéria.

Neste ano, o tema prioritário da conferência é o Combate à Violência e Acesso à Justiça. Há 20 anos, a professora Mariana pesquisa diferentes formas de violência e os feminismos em luta. Ainda em seu mestrado, em 2008, propôs que a violência simbólica deveria ser encarada de frente, com transformação cultural via educação das relações de gênero, para que outras formas de violência fossem evitadas. Com esse argumento, ela foi uma das vencedoras do prêmio “Feminismo en America Latina: la mirada de las jovenes”, da ONU Mulheres (confira aqui).

Na UFSM, a professora atua na extensão, na pesquisa e no ensino das relações de gênero. Na extensão, desenvolve, desde 2019, o Programa de Extensão GIDH - Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos, vinculado ao ODH e a Casa Verônica; inclusive, no ano passado, o GIDH desenvolveu uma cartilha sobre a Bertha Lutz (a brasileira que protagonizou a inclusão das mulheres na Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948) para este ano distribuir nas escolas, juntamente com formações aos estudantes e professoras da rede, ancorando a Lei 14.986/2024.

Na pesquisa, desenvolve, desde 2019, o projeto “Metodologia de Pesquisa Feminista e Decolonial”. No ensino, ministra disciplinas relacionadas aos Estudos de Gênero, para alunos de diferentes cursos. Neste semestre, inclusive, está ministrando “Tópicos Especiais em Direitos Humanos”, no curso de Relações Internacionais. Também é coordenadora do PPGRI.

Em seu retorno, a professora irá promover - juntamente com a PRE, o Gabinete da Reitora, o CCSH e o PPGRI - uma série de eventos, bem como, irá trazer sugestões para o fortalecimento da Agenda 2030, sobretudo do ODS 5, na instituição. Fique atento aos eventos pelo @gidh.ufsm no Instagram.

“Está sendo uma experiência incrível. Um momento único de compartilhar conhecimentos e lutas com mulheres que fazem a diferença em seu territórios, em várias partes do Brasil e do mundo, bem como, auxiliar a construir a Agenda Global que impacta diretamente no local”, afirma Mariana.

Foto: Divulgação

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O documento surge a partir das experiências vivenciadas durante a crise climática de 2024 no sul do Brasil, considerada uma das maiores catástrofes ambientais da história recente do país. A publicação propõe um marco de referência voltado ao fortalecimento da integridade da informação em cenários de emergência, transformando respostas emergenciais em uma base estruturada de confiança, prevenção, coordenação institucional e resiliência social.

O Guia é uma realização conjunta da Fiocruz, Embrapa, ONU (UNIC Rio) e da Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (SECOM/RS), com apoio de dez universidades brasileiras. Com mais de 200 páginas, reúne contribuições de 55 especialistas, consolidando protocolos, diretrizes e boas práticas voltadas à integridade informacional, a partir da abordagem de Uma Só Saúde (One Health).

No âmbito da UFSM, a professora Edi Franciele Ries e a mestranda Gabriela do Nascimento Toniolo Bertolo, em parceria com outros(as) pesquisadores(as) da UFSM e da UFRGS, são autoras do Capítulo 7.3 – “Impactos da Desinformação nas Operações de Resposta”, que analisa como a circulação de informações falsas ou distorcidas afeta diretamente as ações de resposta a desastres climáticos, com foco específico na experiência do Rio Grande do Sul.

O Guia dialoga com os princípios da Iniciativa Global das Nações Unidas para a Integridade da Informação sobre a Mudança do Clima, articulando ciência, comunicação e governança pública sob a perspectiva da Uma Só Saúde, ao reconhecer a desinformação como um fenômeno sistêmico, capaz de impactar simultaneamente dimensões humanas, animais e ambientais. Nesse sentido, o documento traduz diretrizes globais em práticas aplicáveis à gestão pública, à comunicação social e à educação científica.

Reconhecimento internacional

A publicação foi selecionada pela ONU para integrar o Mutirão Global pela Integridade da Informação sobre a Mudança do Clima, no âmbito da Agenda de Ação da COP30, e será apresentada no Celeiro de Soluções, em Belém (PA), em novembro de 2025. O reconhecimento evidencia o protagonismo do Brasil e do Rio Grande do Sul no desenvolvimento de soluções inovadoras para o enfrentamento da desinformação climática e reafirma o compromisso das instituições envolvidas com os Princípios Globais de Integridade da Informação das Nações Unidas.

Segundo Gustavo Buss, PhD, Coordenador Geral e Editorial do Guia, a publicação representa um avanço estratégico no enfrentamento dos desafios contemporâneos relacionados à crise climática:
“O Guia vai além de um documento técnico, constituindo-se como uma infraestrutura de confiança, que busca transformar conhecimento científico em cooperação, comunicação qualificada em coordenação e informação em resiliência social.”


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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/10/recorde-de-inscritos-marca-a-sexta-edicao-da-simulacao-da-onu-na-ufsm Fri, 10 Oct 2025 16:11:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70938 Foto colorida horizontal Homem de terno escuro está à direita, sentado atrás de mesa branca com placa, copo e garrafa de água. Ao fundo, grupo de pessoas com roupas casuais observa a frente da sala.
O coordenador da UFSMUN, Thomaz Santos, discursou durante a abertura da simulação no Auditório Flávio Miguel Schneider, do Centro de Ciências Rurais

Com recorde de inscrições, a UFSM realiza a sexta edição do Modelo de Simulação das Nações Unidas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSMUN). Neste ano, a atividade, aberta na manhã desta sexta-feira (10) e que segue até domingo (12), reúne 105 estudantes do ensino médio e da graduação em um exercício de diplomacia, história e relações internacionais, desenvolvido em comitês temáticos pré-definidos.

O coordenador da UFSMUN, Thomaz Santos, professor do curso de Relações Internacionais (RI), salientou que o principal objetivo da simulação é proporcionar aos estudantes uma experiência que os aproxime das negociações políticas, econômicas e sociais que acontecem no mundo real. “Colocamos os estudantes como protagonistas e responsáveis no debate, mesmo que seja fictício. É uma tentativa de aproximar a vida deles com a política internacional”, explicou.

Foto colorida horizontal de cinco pessoas sentadas atrás de uma mesa com garrafas de água, copos e placas de identificação, diante de uma plateia. Ao centro, um telão exibe o logo “VI UFSMUN”. À frente, público com roupas sociais está voltado para o painel.
A mesa de abertura do VI UFSMUN foi composta pelo professor e por estudantes de Relações Internacionais
Foto colorida horizontal de um grupo de jovens com roupas formais está sentado em cadeiras verdes, atentos a uma atividade. À esquerda e à direita, partes da imagem estão parcialmente encobertas por cortinas verdes. Ao fundo, mais fileiras de cadeiras vazias e uma parede de tijolos aparentes.
Sexta edição da simulação registrou recorde de inscrições: 105 estudantes de universidades e escolas

Temas da simulação são inspirados na realidade

Em 2025, o evento, sediado nos prédios 74B e 74C do Centro de Ciências Sociais e Humanas do campus sede da UFSM, divide-se em cinco eixos temáticos: o Gabinete de Guerra aborda a Guerra da Cisplatina; o Conselho de Segurança da ONU, a Guerra do Congo; o Conselho de Direitos Humanos, a preservação da cultura diaspórica no Oriente Médio; a Organização Internacional do Trabalho, a uberização do trabalho; e o Comitê Histórico, a transferência da soberania de Hong Kong.

Os temas de cada simulação são decididos pelos estudantes vinculados ao projeto. Segundo Thomaz, os alunos elaboram guias de estudo para cada assunto abordado nos comitês, além de orientar quem participa da atividade prática. “Os eventos da vida real influenciam nos temas dos debates. Mas, não podemos imitar diretamente a vida real pois, por exemplo, existem países que não participam diretamente das discussões na ONU, ou seja, os estudantes que representassem essas delegações não iriam falar também”, exemplificou.

De estudantes a delegados e jornalistas

A estudante do quarto semestre de RI na UFSM Eduarda Trevisan de Araujo compôs a Diretoria Acadêmica, responsável pela organização dos guias de estudo para cada comitê. A aluna irá mediar o Conselho de Direitos Humanos, que debate a preservação da cultura diaspórica no Oriente Médio. “Eu sinto que o UFSMUN é o meio para estudar conteúdos que, às vezes, não vemos com tanta profundidade na graduação. Participar da criação dos guias ajuda a ter mais independência nos estudos”, afirmou.

Natural de São Paulo, Eduarda participou de simulações da ONU durante o ensino médio. “Em 2023, no meu terceiro ano, eu participei da FAMUN, a simulação da Faculdade de Campinas, e depois que entrei na UFSM, fiquei muito empolgada para continuar essa trajetória dentro desses debates”, revelou a estudante.

Do Colégio Militar de Santa Maria (CMSM), Guilherme Rech, de 16 anos, participa da simulação como representante da Uganda no Conselho de Segurança. O aluno já realizou atividades parecidas com o Grupo de Relações Internacionais do CMSM e agora busca aprofundar os conhecimentos no UFSMUN. “Entrei nesse mundo de simulações a pouco tempo. Mas, quando soube do evento na UFSM, pensei que poderia ser legal debater com pessoas da graduação e sair da zona de conforto”, disse.

Empolgado para atuar no Conselho de Segurança, Guilherme buscou aprofundar seus conhecimentos para os debates. “Eu estudei o guia que recebemos, escrevi alguns textos para me preparar. Estou nervoso por ter que debater com pessoas mais experientes, mas, acima de tudo, quero aproveitar esse tempo e me divertir”, comentou.

Além de simular os debates, a atividade também conta com uma agência de comunicação responsável por noticiar as tratativas de cada comitê. A graduanda do quarto semestre de Jornalismo na UFSM, Emilly Wacht, será representante do El País e fará a cobertura do Conselho de Segurança da ONU. Para ela, a atividade tem potencial enriquecedor por abordar a prática do Jornalismo Internacional. “Muitas vezes esquecemos o papel da imprensa em conflitos. Ter essa experiência ajuda a entender o valor das perguntas que devemos fazer e o que iremos publicar”, apontou.

Foto colorida e horizontal. Em primeiro plano, duas pessoas estão em pé, sorrindo, em um auditório. À esquerda, uma pessoa de cabelos curtos e cacheados veste roupa preta; à direita, uma pessoa de cabelos longos e ruivos veste roupa azul-escura. Ambas usam crachás do evento VI UFSMUN. Ao fundo, há várias pessoas sentadas em cadeiras verdes e uma mesa branca com participantes reunidos, em frente a um painel iluminado.
Estudantes de Relações Internacionais Maria Luiza Costa de Oliveira (à direita) e Eduarda Trevisan de Araujo (à esquerda) participaram da organização da simulação

Do mundo para a UFSM: seis anos de UFSMUN

Conforme o coordenador Thomaz, a prática de simulações estudantis baseadas no Modelo das Nações Unidas surgiu ainda nas décadas de 1950, após a criação da ONU. Com o passar do tempo, essas atividades se popularizaram nos Estados Unidos e, hoje, a  Harvard Model United Nations está entre as simulações mais conhecidas do mundo. “Esses eventos se tornaram itinerantes, muito graças à iniciativa da Universidade de Harvard. Eu mesmo, há mais de 20 anos, participei de uma simulação que foi organizada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e pela Universidade de Harvard”, lembrou.

Ainda antes da experiência de Thomaz, a primeira grande simulação da ONU no Brasil e na América Latina aconteceu em 1998, há 27 anos. Nomeada Americas Model United Nations, a iniciativa é um projeto de extensão do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UNB). 

Ao longo dos anos, diversas universidades do país, incluindo a UFSM, aderiram ao modelo de simulações. “Quando eu cheguei na UFSM, sempre quis fazer um projeto que congregasse estudantes não só de Relações Internacionais mas também de áreas correlatas e com interesse na temática dos debates da ONU. E, hoje, chegamos a sexta edição desse evento que acontece desde 2019 e eu considero muito bem sucedido na Universidade”, apontou.

Thomaz também ressaltou a importância da simulação na integração entre estudantes da UFSM e de outras instituições. Segundo ele, nesta edição foi necessário buscar mais salas da Universidade para receber o número recorde de inscritos. “Da UFSM, há participantes de 12 cursos, o maior número que já registramos, entre eles Direito, Relações Internacionais, Comunicação Social, Enfermagem e Medicina”, destacou. 

O evento também acolhe estudantes de diferentes níveis e instituições de ensino, incluindo o Colégio Militar de Santa Maria, o Colégio Tiradentes da Brigada Militar, o Colégio Politécnico da UFSM, o Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, Institutos Federais, o Colégio Estadual Coronel Pilar, além de cursos de graduação da Universidade de Santa Cruz do Sul, Universidade do Vale do Rio dos Sinos e Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

Foto colorida e horizontal. Três jovens estão sentados lado a lado em cadeiras verdes, sorrindo para a câmera. Todos vestem uniformes bege com detalhes vermelhos e crachás pendurados no pescoço. Ao fundo, o auditório está quase vazio, com fileiras de cadeiras verdes e duas pessoas de pé próximas à parede, em conversa.
Os alunos do Colégio Militar de Santa Maria Giovanna Felkl, Isadora Knecht e Guilherme Rech (da direita para a esquerda) são delegados na simulação
Foto colorida e horizontal. Três mulheres e um homem estão lado a lado, sorrindo para a câmera. Da esquerda para a direita: uma mulher de cabelo loiro veste blusa clara sem mangas; um homem de cabelo curto veste camiseta preta e jaqueta jeans; uma mulher de cabelo castanho e óculos veste camisa azul; e outra mulher de cabelo longo veste blusa xadrez com camisa branca por baixo. Todos usam crachás azuis do grupo “Imprensa Internacional”. Ao fundo, há pessoas de uniforme bege conversando em um ambiente interno com janelas amplas.
Os estudantes de Jornalismo Ellen Schwade, Matheus Bernardes, Emilly Wacht e Tainá De Carli fazem parte da equipe de comunicação da atividade

Como participar da organização e simulação do UFSMUN?

As inscrições se dividem em dois núcleos: o de organização e o de participação na simulação. As vagas para os comitês organizadores são destinadas a acadêmicos da UFSM e costumam ser abertas em março. Já a participação na simulação é voltada a estudantes do ensino básico, de escolas públicas e privadas, e a universitários, tanto da UFSM quanto de outras instituições, com inscrições geralmente em setembro.

Vale ressaltar que, neste ano, as inscrições tiveram o taxa de R$ 60,00 no ingresso comum e R$ 50,00 para estudantes com Benefício Socioeconômico (BSE) e de escolas civis estaduais. De acordo com a organização, os valores arrecadados são destinados exclusivamente aos custos da simulação, sem fins lucrativos. “Nossa ideia é direcionar todo o recurso para cobrir as despesas do UFSMUN, desde a confecção de crachás, ecobags e outros elementos importantes para a realização da atividade”, acrescentou Thomaz.

 

Acompanhe as informações sobre o evento e as futuras inscrições pelo Instagram do UFSMUN.

 

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

Fotos: Felippe Richardt

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/03/19/migraidh-ufsm-celebra-renovacao-da-catedra-sergio-vieira-de-mello Wed, 19 Mar 2025 10:31:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68567

Em fevereiro, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e a UFSM assinaram a renovação do termo de parceria da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), o que marca a consolidação do compromisso de cooperação mútua em defesa dos direitos de migrantes e refugiados. Na Universidade, o Migraidh – Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional é o responsável técnico e representante do convênio desde 2015.

Nestes 10 anos, uma série de ações voltadas à promoção e proteção de direitos humanos desse grupo social vem sendo
desenvolvida em cumprimento dos compromissos firmados no convênio. Entre as principais ações do Migraidh destacam-se a assessoria jurídico-documental de migrantes em situação de vulnerabilidade e refugiados, o apoio para o acesso a serviços públicos, a promoção de acessibilidade linguística por meio do projeto de rodas de conversa e de cursos de português com objetivo de naturalização, o acolhimento psicossocial e atendimento psicológico para migrantes e refugiados, prestado por meio de convênios e parcerias internas, além de ações de advocacy, de formação extensionista e de ativismo antirracismo e antixenofobia.

Ao integrar a Cátedra Sérgio Vieira de Mello, a UFSM, através do Migraidh, passa a atuar em uma rede de instituições de ensino superior comprometidas com a pauta do deslocamento forçado. Fomentada pelo Acnur, órgão subsidiário da Assembleia Geral das Nações Unidas, a Cátedra busca fortalecer as iniciativas implementadas pelas universidades em prol das pessoas refugiadas e outras pessoas com necessidade de proteção internacional, com ações destacadas no ensino, na pesquisa e na extensão relacionadas a temáticas de deslocamento forçado, proteção internacional a refugiados e apatridia.

Através do Programa de Extensão Assessoria a Migrantes e Refugiados, eixo extensionista do Migraidh, em sua terceira fase de execução, são reunidos pesquisadores e extensionistas de diferentes áreas de conhecimento, entre elas Comunicação, Direito, Psicologia, Letras e Ciências Sociais. O programa de extensão é subsidiado e subsidia seis linhas de pesquisa, registradas no Grupo Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional no CNPq.

Em sua terceira fase de execução, o programa de extensão, desde agosto de 2024, passou a ser desenvolvido sob coordenação da professora Liliane Dutra Brignol, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM. Segundo a docente, que integra o Programa de Pós-Graduação em Comunicação, a renovação do convênio representa uma conquista importante do coletivo Migraidh, marcado por uma dinâmica de atuação colaborativa e interdisciplinar.

“Mais do que nunca é importante somar esforços para a produção de conhecimentos e para a intervenção através de projetos comprometidos em torno do enfrentamento da questão da migração e do refúgio desde a perspectiva dos direitos humanos. Em um momento em que vemos, mais uma vez, um retrocesso em termos de políticas migratórias em diferentes países do mundo, é fundamental marcar o papel da universidade em defesa desta pauta”, aponta.

Sobre o trabalho continuado do Migraidh, Liliane destaca que muito ainda temos que avançar também na UFSM em relação ao tema. “Esperamos que a presença de migrantes e refugiados seja cada vez mais representativa em nossos espaços e que a universidade enfrente seus desafios para estar verdadeiramente aberta às diferenças trazidas com a convivência com estudantes, docentes e servidores de diferentes lugares”, afirma. 

Uma década e muitos resultados

Segundo a professora Giuliana Redin, fundadora e coordenadora geral do Migraidh até 2024, a renovação do convênio é fruto do trabalho comprometido do grupo. “Em 2025, a Cátedra Sérgio Vieira de Mello da UFSM celebra 10 anos e sua renovação reafirma não apenas o compromisso da Universidade com a promoção e proteção dos direitos humanos das pessoas migrantes e refugiados, mas também celebra a atuação e a importância do Migraidh, grupo de ensino, pesquisa e extensão, responsável técnico pela sua implementação, consecutiva renovação e execução dos seus objetivos no âmbito da UFSM”, afirma.

Atualmente coordenadora de elegibilidade na coordenação-geral do Comitê Nacional para os Refugiados no Ministério da Justiça e Segurança Pública (CG-Conare), Giuliana mantém a colaboração no Migraidh e resgata parte de sua história: “É muito emocionante, após uma década de sua existência, ver tantos resultados de impacto social e transformação na vida cotidiana das pessoas vulnerabilizadas pelo fato da migração internacional: da política de ingresso para imigrantes e refugiados na UFSM à proposição do Comitê Municipal de Atenção à Migrantes e Refugiados em Santa Maria, que hoje são uma realidade, mas também à contribuição na vida cotidiana de cada pessoa assistida no âmbito das ações extensionistas. Do acolhimento pela escuta multidisciplinar, ao atendimento nas mais diversas demandas relacionadas ao acesso a direitos e serviços públicos, mas também à integração, por meio de variadas iniciativas como as rodas de conversa focadas no português como língua de acolhimento, acesso à informação para inserção laboral, atividades relacionadas à diversidade cultural, entre tantas outras. Essa experiência, também é uma transformação no processo da formação de acadêmicos em todos os níveis, uma experiência de educação em direitos humanos de inspiração freiriana, em que a produção do conhecimento se dá por meio do diálogo e implicação na realidade social, com a participação, como sujeitos da própria história e pelo estímulo ao pensamento e à reflexão crítica da realidade da realidade social. Viva à Cátedra Sérgio Vieira de Mello! Parabéns ao Migraidh pela sua história!".

Além de discentes da graduação e pós-graduação, integram o Migraidh os docentes Yuri Schneider, Maria Clara Mocellin, Maria Catarina Chitolina Zanini, Marluza Terezinha da Rosa, Eliana Rosa Sturza e as servidoras técnico-administrativas Gabriela Oliveira Guerra e Amanda Schreiner Pereira.

Saiba mais sobre a Cátedra Sérgio Vieira de Mello

Segundo o Acnur, com a cooperação com as universidades interessadas, é estabelecido um termo de referência com objetivos, responsabilidades e critérios para adesão à iniciativa dentro das três linhas de ação: ensino, pesquisa e extensão. Além de difundir o ensino universitário sobre temas relacionados ao refúgio, a Cátedra também visa promover a formação acadêmica e a capacitação de professores e estudantes dentro desta temática.

De acordo com relatório da Cátedra referente ao ano de 2024, o Brasil conta com a atuação de 42 instituições conveniadas à CSVM, com ações destacadas nos três âmbitos de atuação. No ensino, foram ofertadas no ano passado 234 disciplinas de graduação e pós-graduação que abordam o tema do refúgio e da migração, bem como houve a revalidação de 219 diplomas de pessoas refugiadas, apátridas, solicitantes da condição de refugiado ou portadoras de visto humanitário pelas IES que compõem a CSVM.

Na pesquisa, são 58 grupos que realizam investigações sobre deslocamento forçado ou temas relacionados, com linhas de pesquisa que permeiam o tema do refúgio e a migração em geral, reunindo um total de 896 pesquisadores em todos os níveis de formação.

Quanto à extensão universitária, 16 CSVM ofereceram serviços de saúde à população refugiada, 17 CSVM ofereceram serviços de saúde mental e apoio psicossocial, 29 CSVM ofereceram cursos de português para mais de 2.800 pessoas refugiadas e solicitantes da condição de refugiado, 24 CSVM oferecem serviço de assessoria jurídica, realizando mais de 7.100 atendimentos no ano e 17 CSVM ofereceram serviços de integração laboral.

Outro destaque é para a atuação da Cátedra na promoção do acesso ao ensino superior para pessoas refugiadas. Do total de universidades, 25 contaram com procedimento de ingresso facilitado para graduação e pós-graduação, sendo que em 18 delas ocorreu por edital específico para pessoas refugiadas e/ou outras pessoas com necessidades de proteção internacional, como é o caso do que é promovido a partir da Resolução Nº 041/2016 da UFSM que institui o Programa de Acesso à Educação Técnica e Superior da UFSM para Refugiados e Imigrantes em situação de vulnerabilidade.

Mais informações nos sites do Migraidh e do Acnur

Texto: Grupo Migraidh/CSVM UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/16/ufsmun-uma-simulacao-da-conferencia-da-onu-na-ufsm Wed, 16 Oct 2024 11:30:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67244 [caption id="attachment_67245" align="alignleft" width="498"] Simulações auxiliam a entender a política global[/caption]

A quinta edição do Modelo de Simulação das Nações Unidas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSMUN) ocorreu no último final de semana, entre sexta-feira (11) e domingo (13), com o tema “Paradigmas do Sul Global" . O evento simula uma conferência da ONU e conta com a participação alunos de graduação e de ensino médio de diferentes lugares, sendo realizado pelo grupo de extensão UFSM Model United Nations, vinculado ao curso de Relações Internacionais da Universidade. A simulação foi realizada apenas duas semanas depois da verdadeira Assembleia Geral da ONU, que aconteceu em setembro. 

Durante a abertura, que foi realizada no auditório do prédio 67, o orientador do UFSM Model United Nations, professor Thomaz Santos, afirmou que o objetivo do UFSMUN é fazer um laboratório prático com os alunos de Relações Internacionais, já que o foco do curso é a formação teórica. Além disso, o professor avaliou que apesar de se tratar de uma simulação, as discussões não estão de maneira nenhuma afastadas da realidade. “É um evento feito por estudantes para estudantes” finalizou, destacando o protagonismo jovem.

A atividade, que transcorreu o final de semana, contou com quatro grupos de trabalho, ou comitês, inspirados nos comitês da ONU. Em cada comitê os participantes assumiram o papel de diplomatas de diferentes países discutindo um tema. 

Este ano os temas debatidos foram: disputa pela Caxemira, no Conselho de segurança; crise humanitária no Sudão, no Alto Comissariado das Nações Unidas; os novos rumos do Tratado da Antártida, na Conferência de Bariloche; e a crise na região de Suez, no Gabinete de Guerra. Os três primeiros foram em formato de reunião, com cada país expondo suas opiniões e objetivos sobre os temas, enquanto o Gabinete de Guerra funcionou como uma espécie de batalha naval, com os lados em conflito divididos em duas salas tomando decisões às cegas um contra o outro.

Uma oportunidade de aprender na prática

[caption id="attachment_67246" align="alignright" width="501"] Estudantes representam países e devem discutir sobre problemas reais durante reunião[/caption]

O estudante do Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Santa Maria, Gabriel Sampaio, de 16 anos, participou pela segunda vez da simulação. Nesta edição, ele se inscreveu para o Gabinete de Guerra, que simulou um conflito real que ocorreu entre o Egito e o Reino Unido, França e Israel em 1956, quando o presidente egípcio nacionalizou o Canal de Suez. “Simulações como essas conseguem agregar muito na formação intelectual das pessoas, nos conhecimentos gerais que são cobrados em vários concursos. O Gabinete de Guerra só me impressionou ", avaliou o participante, que ainda está no primeiro ano do ensino médio e pretende seguir carreira militar.

Mariane Francischetto, presidente do Diretório Acadêmico de Relações Internacionais, que já participou de outras edições da simulação, fez a prova para o mestrado em RI na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na quinta-feira, véspera do evento, e contou a importância de uma experiência prática na graduação: “O curso de relações internacionais tem um caráter muito teórico, a gente sabe o quanto a ausência da prática acaba dificultando a absorção do conhecimento. Participar da USFMUN no ano passado, com esse método palpável e prático, me deu a segurança para fazer a prova de mestrado, que tinha um tema em comum com um dos comitês da última edição ", afirmou.

UFSMUN levando o mundo para fora do arco

Larissa Locatelli e Stephani Domenighi, estudantes de relações internacionais e secretarias-gerais do UFSMUN, explicam que a simulação anual é o grande evento no calendário do projeto, mas é apenas uma das frentes do grupo de extensão. O projeto realiza outras atividades ao longo do ano em escolas da região. “As extensões que fazemos nas escolas é um décimo do evento anual. São mini simulações com os alunos. A gente tenta levar o aprendizado de várias temáticas de relevância internacional para dentro da sala de aula, mas de uma forma minimizada que converse com o que eles aprendem na escola” diz Larissa. 

Para Stephani, entender a geopolítica é uma ferramenta importante para todas as áreas, e não só da bolha das relações internacionais: “A gente leva o UFSMUN não só como um projeto de extensão, mas de ensino também. É um método de ensino diferente, o aluno não vai só estudar o que tal país pensa de um assunto, ele vai ter que representar isso por meio de um debate, que auxilia no desenvolvimento de várias habilidades que um estudante precisa”. “Ter uma compreensão internacional é muito importante para entender os impactos do que acontece no exterior e como isso reflete aqui no Brasil. Ter uma compreensão do seu lugar no mundo”, completa a estudante.

Texto: Gabriel Barros, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias.
Fotos: Luanna Karoline, estudante de jornalismo e fotógrafa da UFSMUN.
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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A estudante Andressa dos Reis Ferreira, aluna do sétimo semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM, foi selecionada para representar o Brasil nos encontros de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas. Andressa fará parte do Global Youth Ambassadors, um grupo de jovens de diferentes países com o objetivo de acabar com a crise educacional em âmbitos global e local. A equipe, formada por de oito jovens lideranças, busca diminuir a desigualdade e aumentar a representatividade nas decisões globais por meio da presença juvenil.

[caption id="attachment_5488" align="alignright" width="328"] Andressa dos Reis Ferreira I Foto: Reprodução/Andressa Ferreira[/caption]

Em setembro deste ano acontecerá a 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). O evento reúne líderes políticos mundiais, empresários e ativistas para debater os objetivos da ONU para 2030. A estudante participará ativamente e de diversas maneiras das discussões de alto nível do evento, a convite da Theirworld - organização sem fins lucrativos com sede em Londres que atua globalmente em prol da educação.

Andressa atuará na Assembleia como representante brasileira da Theirworld. Sua função, assim como as dos demais embaixadores juvenis globais, envolve discursar em eventos, participar de reuniões com dignitários e líderes mundiais e debater sobre a necessidade de financiamento educacional para milhões de crianças em países em desenvolvimento. 

Durante o evento, Andressa terá encontros com outras delegações juvenis, participará de eventos paralelos à AGNU como o jantar de alto nível do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 da ONU (educação de qualidade) e dará uma palestra em simpósio (Act for Early) e evento (Summit of the Future) organizado pela Theirworld. 

Além da Assembleia Geral das Nações Unidas, Andressa também está participando do programa United People Global no estado do Maine, nos Estados Unidos, ao lado de 20 líderes que são destaque em seus países, representando a UFSM em ambos os eventos.


Texto por Emilly Vargas Wacht, acadêmica de jornalismo, sob supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2024/03/25/grupo-de-pesquisa-tecnologia-de-lacteos-especiais-da-ufsm-participa-da-expoagro-afubra-e-expoe-contribuicoes-para-os-ods-da-onu Mon, 25 Mar 2024 11:13:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=9736

Na edição de 2024 da Expoagro Afubra, ocorrida semana passada em Rio Pardo (RS), que se caracteriza por ser um evento de destaque que reúne as mais recentes inovações e tendências do setor agrícola, os estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA) da UFSM deixaram sua marca com contribuições notáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

[caption id="attachment_9737" align="alignleft" width="413"] Da esquerda para a direita: Matheus A.P. Pedroso, Larissa S. Nunes e Greici C. Uliana. [/caption]

Greici C. Uliana, Larissa S. Nunes e Matheus A.P. Pedroso, sob a orientação da professora Neila Richards, líder do grupo de pesquisa "Tecnologia de Lácteos Especiais" do CNPq, apresentaram projetos que demonstram como a inovação pode ser aplicada para atender aos objetivos globais. O queijo desenvolvido pela pesquisa e a geleia com o claim de aproveitamento integral de alimentos não apenas prometem encantar os paladares, mas também refletem um compromisso profundo com a redução do desperdício alimentar (ODS 12), promovendo práticas de produção mais sustentáveis.

Além disso, a distribuição de folders sobre os conceitos de Boas Práticas de Manipulação em Alimentos (BPM) vai além da promoção da segurança alimentar, contribuindo diretamente para o ODS 3, ao garantir alimentos mais seguros e saudáveis para a população. Essa ação educativa reflete a importância da informação e da conscientização na promoção da saúde e do bem-estar.

Essas ações fazem parte do projeto Geoprodotto e do Programa Prodotti Alimentari, ambos coordenados pela professora Neila, que visam não apenas o desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, mas também a implementação de práticas sustentáveis na cadeia produtiva. Essa abordagem está diretamente alinhada ao ODS 2, ao buscar soluções que promovam a agricultura sustentável e combatam a fome através de métodos de produção que respeitam o meio ambiente e garantem a segurança alimentar.

A participação dos estudantes do PPGCTA na EXPOAGRO 2024 exemplifica a contribuição vital da academia para os desafios globais, demonstrando que é possível integrar qualidade, inovação e responsabilidade ambiental. Por meio da pesquisa, inovação e extensão, o grupo que representou a Ciência e Tecnologia dos Alimentos na Expoagro Afubra não apenas atende às demandas do consumidor moderno por produtos de alta qualidade e sustentáveis, mas também contribui significativamente para os esforços globais de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, promovendo um futuro mais saudável e sustentável para todos.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2024/03/04/ufsm-recebe-premio-por-contribuir-com-os-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel Mon, 04 Mar 2024 22:07:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=8892

A próxima terça-feira (05) é o dia em que a universidade será reconhecida, pela segunda vez, com o prêmio referente ao Selo ODS EDU, que premia instituições de ensino que contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os ODS, elaborados pela Organização das Nações Unidas (ONU), são um processo de cooperação internacional em busca de desenvolvimento sustentável. Ao todo, somam-se 17 objetivos e 169 metas que fazem parte da Agenda 2030, um apelo global à ação para, coletivamente, dissociar o crescimento econômico da pobreza, da desigualdade e das mudanças climáticas.

O evento de reconhecimento ocorre na Escola Paulista da Magistratura (EPM), na capital paulista. A representação da UFSM é responsabilidade de Alice Moro Neocatto, chefe de Apoio a Projetos de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, que receberá o prêmio destinado à universidade. O reconhecimento faz parte da estratégia de implementação da Agenda 2030 no Brasil, por meio do fomento da internalização dos objetivos no âmbito das instituições de ensino. Para acompanhar o evento, é possível acessar o site e o Instagram da iniciativa.

Das 12 instituições da região sul inscritas, a UFSM é a sexta mais impactante, totalizando 28 pontos. Os projetos reconhecidos e suas respectivas soma de pontos são: Incubadora Social (2), Polifeira do Agricultor (4), Espaço Multiprofissional Casa Verônica (3), Telhado verde no Jardim Botânico (4), Planetário (2), Observatório de Direitos Humanos (8) e Geoparques (5). O documento com todas as 39 instituições inscritas e seus respectivos projetos selecionados podem ser acessadas neste link.


Texto: Pedro Souza, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

Revisão: Camila Steinhorst, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/13/professor-e-mestrando-do-ppgea-da-ufsm-lideram-missao-da-onu-na-venezuela Mon, 13 Nov 2023 11:19:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64483 [caption id="attachment_64484" align="alignright" width="567"]foto colorida horizontal com duas pessoas, uma delas faz a foto, a outra faz sinal de positivo com a mão esquerda, ambas sorriem e estão em uma fazenda iluminada com mato e céu ao fundo Alencar Junior Zanon e João Vitor Santos de Souza[/caption]

De 6 a 10 de novembro, ocorreu a gira técnica do projeto “ST 52: Incrementar rendimientos en soya y arroz, incorporando tecnologías digitales y protocolos agronómicos innovadores”, coordenado pela Onudi, uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) na Venezuela, com participação da UFSM. Foram realizadas avaliações e transferência de conhecimento diretamente em lavouras de arroz e soja nos estados de Portuguesa, Cojedes e Guárico, que juntos representam a maior área de produção de arroz irrigado do país. 

O aluno de mestrado João Vitor Santos de Souza e o professor Alencar Junior Zanon, do Departamento de Fitotecnia e professor do Programa de Mestrado em Engenharia Agrícola da UFSM, estiveram juntos com a ONU visitando lavouras dos produtores integrados no projeto e que estão realizando o cultivo de soja nesse momento. Apesar de ser o primeiro ano do projeto, o impacto é extraordinário, os produtores estão muito otimistas com os primeiros resultados e já se planejam para terminarem a colheita da soja e iniciar a semeadura do arroz, avalia Alencar. 

O projeto também foi apresentado para os produtores do Estado de Guárico, que visitaram as lavouras dos produtores de Portuguesa e Cojedes para entender a dinâmica da soja em áreas de arroz e os pilares que devem ser seguidos para o sucesso do sistema. Além disso, foram apresentadas as primeiras análises dos fatores que estão afetando a produtividade do arroz, auxiliando a tomada de decisão dos produtores que estão se preparando para semear a cultura, sendo esse o tema da dissertação de mestrado de João. 

Foto: Arquivo pessoal

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De 6 a 10 de novembro de 2023, ocorreu a gira técnica do projeto “ST 52: Incrementar rendimientos en soya y arroz, incorporando tecnologías digitales y protocolos agronómicos innovadores” coordenado pela ONUDI, uma agência especializada da ONU na Venezuela. Foram realizadas avaliações e transferência de conhecimento diretamente em lavouras de arroz e soja nos  Estados de Portuguesa, Cojedes e Guárico que juntos representam a maior área de produção de arroz irrigado do país.

O aluno de mestrado João Vitor Santos de Souza e o professor Alencar Junior Zanon do Departamento de Fitotecnia e professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da UFSM estiveram juntos com a Organização das Nações Unidas visitando lavouras dos produtores integrados no projeto e que estão realizando o cultivo de soja nesse momento. Apesar de ser o primeiro ano do projeto o impacto é extraordinário, os produtores estão muito otimistas com os primeiros resultados e já se planejam para terminarem a colheita da soja e iniciar a semeadura do arroz.

O projeto também foi apresentado para os produtores do Estado de Guárico, os mesmos estiveram visitando as lavouras dos produtores de Portuguesa e Cojedes para entender a dinâmica da soja em áreas de arroz e os pilares que devem ser seguidos para o sucesso do sistema. Além disso, foi apresentado as primeiras análises dos fatores que estão afetando a produtividade do arroz, auxiliando a tomada de decisão dos produtores que estão de preparando para semeadura a cultura, sendo esse o tema da dissertação de mestrado do João. 

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O Projeto "ST 52: Incrementar rendimientos en soya y arroz, incorporando tecnologías digitales y protocolos agronómicos innovadores" foi destaque no mês de setembro na página da ONU.

Um dos coordenadores desse Projeto é o professor Alencar Zanon, coordenador da Equipe FieldCrops da UFSM, e seu orientado de mestrado no PPGEA da UFSM é o responsável por liderar as análises dos dados dos experimentos e questionários que estão sendo conduzidos na Venezuela durante os anos de 2023 e 2024.

O professor Alencar e o pós-graduando João Souza estão viajando para a Venezuela no início de novembro de 2023 para fazer a primeira entrega de resultados para os produtores de soja e arroz da Venezuela.

Clique aqui e acesse os destaques do mês de setembro da ONU.

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A estudante de Relações Internacionais da UFSM Rayane Xipaya foi uma das quatro representantes do Brasil selecionadas para o Programa Operação COP 2023 - Jovens Embaixadores pelo Clima. O programa tem por objetivo desenvolver habilidades de representação do governo, ética e dignidade, além de aprofundar o conhecimento em questões ambientais e diplomáticas. 

O resultado final saiu no dia 16 de agosto. Os jovens já estão participando de uma formação intensiva sobre mudanças climáticas e negociações internacionais, ofertada pela Universidade de Harvard, e irão complementar seu desenvolvimento com um estágio profissional virtual no Ministério das Relações Exteriores. Além disso, a expectativa é de que os jovens embarquem rumo aos Emirados Árabes Unidos, em novembro, para participar da COP 28 - Conferência das Partes -, organizada pelas Organizações das Nações Unidas (ONU).

O processo, aberto pelo The Climate Reality Project América Latina e The Climate Reality Project Brasil, buscava jovens de 18 a 25 anos e foi dividido em três partes. Na primeira, o candidato realizou sua inscrição, enviou uma carta de motivação e um vídeo, em inglês. Ao todo, 10 inscritos foram selecionados a partir desta etapa. Na segunda parte do processo, ocorreu uma entrevista, também em inglês, em que os candidatos foram questionados sobre mudanças climáticas, políticas públicas e por que deveriam ser aceitos no programa. A última parte do processo foi a divulgação dos selecionados.

A 28ª edição da Conferência das Partes (COP) ocorrerá de 30 de novembro a 12 de dezembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A COP é um evento anual que reúne representantes do mundo inteiro, como diplomatas, governos e membros da sociedade civil. O objetivo da conferência é debater a respeito das mudanças climáticas e buscar soluções para os problemas ambientais que afetam o planeta.

Relação entre natureza e educação

No vídeo de apresentação, Rayane comentou sobre os motivos que inspiraram-na a se inscrever e quais seriam seus temas de interesse durante o estágio. Também falou sobre a construção da Hidrelétrica Belo Monte, o Rio Xingu e sua família. Desde que nasceu, o rio sempre fez parte da vida da jovem. Por isso, todas as transformações que ocorreram na região com a construção da hidrelétrica afetaram a vida dela e de toda a comunidade. Esse movimento foi um dos motivos que fez com que ela decidisse cursar Relações Internacionais.

Para Rayane, a forma como uma região tão calma como a do Médio Xingu foi atingida, repentinamente, pela vinda de milhares de pessoas de todos os lugares do mundo, sem que a comunidade tivesse informações suficientes sobre o que estava acontecendo, e, ainda assim, tivesse seus lares, sua mata e sua vida alterados para sempre, trouxe um sentimento de revolta muito grande para o povo e para ela. Assim, o objetivo dela tornou-se se formar para poder instruir e ajudar sua comunidade frente à violência. “Por que eles fizeram isso? Eu não entendia muito bem esse contexto. Foram essas dúvidas que me envolveram muito para essa área de ensino, de geografia, geopolítica e história”, comenta Rayane.

As formações intensivas sobre mudanças climáticas e negociações internacionais iniciaram no dia 18 de agosto. Os mais de 50 jovens, espalhados por toda América Latina, aprendem sobre negociações e resolução de conflitos. As aulas ocorrem na modalidade EaD. Além disso, o estágio profissional virtual, previsto para começar no início de setembro, irá proporcionar aos estudantes contato com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, e também com o setor de relações exteriores do Ministério do Meio Ambiente. Apesar de ainda não ter sido confirmado, a expectativa é de que os selecionados também estejam na COP 28, no mês de novembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O programa, além de proporcionar que Rayane conheça e dialogue com pessoas de toda a América Latina, também servirá como um complemento valioso para a graduação em Relações Internacionais, pois ela terá contato com áreas importantes da política brasileira e se aprofundará em debates e análises de negociações vigentes.

[caption id="attachment_63659" align="alignleft" width="590"]foto colorida quadrada com um grande banner da filigram 2022 ao fundo e abaixo Rayane, de cocar e pintura indígena, falando ao microfone e com a mão direita aberta Rayane Xipaya durante palestra no Filigram (Foto: Arquivo pessoal)[/caption]

Do Médio Xingu ao Coração do Rio Grande

Rayane é natural do município de Altamira, localizado na região do Médio Xingu, no Pará. A escolha dela pelo curso de Relações Internacionais da UFSM, em 2020, se deu pelas ações afirmativas da Universidade, como a Casa do Estudante Indígena. Para ela, a educação sempre foi uma ferramenta de afirmação e mudança social. Em sua terra natal, presenciou muita desigualdade de violência e, por isso, sua vinda a Santa Maria é mais do que uma vitória pessoal, é uma conquista de toda sua família e de toda a comunidade.

Um de seus objetivos é voltar para o município de Altamira e dar aulas de inglês a povos indígenas, por exemplo, e levar todo seu conhecimento na bagagem para ensinar e inspirar mais pessoas. Rayane sempre foi muito estudiosa e recorda de um episódio onde o estudo se tornou um local seguro para ela, enquanto criança e indígena. “Eu não entendia porque ninguém queria ser meu amigo. Eu não entendia e acho que isso foi o que mais me magoou. Eu não sabia qual era o meu problema, sabe? (...) Então eu me apeguei muito à educação, aos estudos, porque eu sentia que era um lugar reconfortante pra mim”, encerra a jovem.

Na UFSM, a estudante integra diferentes grupos de ensino, pesquisa e extensão. A participação mais antiga é na Liga Acadêmica de Assuntos Indígenas, Yandê, vinculada ao Centro de Ciências da Saúde (CCS). Desde o início do ano, integra o Núcleo de Pesquisa e Práticas em Direito Internacional (NPPDI), com o objetivo de, futuramente, talvez realizar um mestrado na Instituição, e o programa de extensão Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH).

Além disso, Rayane destaca que o embasamento apresentado durante todo o curso a ajudou a entender como o sistema internacional funciona e como ter esse conhecimento facilitou seu ingresso no programa: “Ter essa percepção geral de como funciona essa dinâmica internacional me deu um embasamento muito bom para compreender como se dão essas negociações e as motivações da defesa de cada ponto ou de muitos pontos apresentados por cada negociador”.

Rayane integrou a direção do Instituto Juma até julho deste ano e, durante o tempo que esteve dirigindo o instituto, lutou pela proteção da floresta, do patrimônio, da propriedade intelectual e dos territórios dos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia brasileira. Além disso, também palestrou no Festival Internacional Literário de Gramado (Filigram) em 2022 e representou o Brasil no Enlace Continental de Mulheres Indígenas das Américas (ECMIA) de 2021, onde participou de uma conversa com o comissariado da ONU.

Texto: Andreina Possan, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques e Ricardo Bonfanti, jornalistas

Foto de capa: Pangaia CBD

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A Reunião Regional de Escritórios de Apoio da UN-SPIDER (United Nations Platform for Space-based Information for Disaster Management and Emergency Response) foi conduzida e organizada com sucesso nas instalações do VIC (Vienna International Centre) em Viena. O evento ocorreu de forma consecutiva à 66ª Sessão do Comitê de Usos Pacíficos do Espaço Sideral (COPUOS), no dia 05 de junho.

O programa UN-SPIDER, que atualmente conta com 27 Escritórios Regionais de Apoio (RSOs), tem desempenhado um papel crucial na prestação de suporte técnico consultivo, mapeamento rápido durante situações de emergência, preparação de publicações e conteúdos específicos para o portal de conhecimento, bem como contribuições para workshops e conferências. O professor Manoel de Araújo Sousa Júnior, do Departamento de Engenharia Rural (CCR – UFSM), esteve presente representando o Escritório Regional de Apoio - Brasil.

Anualmente, a UN-SPIDER organiza uma reunião com os RSOs para discutir o progresso alcançado e novas atividades a serem implementadas. Neste ano, 10 RSOs participaram presencialmente, enquanto outros 5 participaram remotamente. Além disso, dois candidatos a se tornarem RSOs foram convidados e juntaram-se à reunião pessoalmente.

Durante o evento, os escritórios da UN-SPIDER aproveitaram a oportunidade para apresentar as atividades recentes e futuras, delineando os desafios enfrentados devido aos recursos limitados do programa. Eles também incentivaram uma maior participação e contribuição por parte da rede de RSOs. Os RSOs, por sua vez, compartilharam projetos e aplicações atuais, proporcionando a troca de informações entre os participantes.

As discussões foram utilizadas proativamente para fomentar ideias e explorar oportunidades de colaboração entre os RSOs. A importância de fortalecer a cooperação e a sinergia entre os escritórios de apoio foi destacada como um fator crucial para a eficácia e o impacto do programa UN-SPIDER no uso pacífico do espaço sideral.

A Reunião Regional de Escritórios de Apoio da UN-SPIDER concluiu-se com uma sensação de compromisso renovado. Os participantes expressaram seu entusiasmo em relação às oportunidades de cooperação contínua e manifestaram a determinação de avançar nos esforços conjuntos para melhorar a gestão de desastres e a resposta de emergência, utilizando tecnologias espaciais de forma pacífica e eficiente.

Com essa reunião, a UN-SPIDER demonstra seu compromisso contínuo em promover o uso do espaço sideral em benefício da humanidade, fortalecendo a colaboração global e capacitando os países a enfrentar desafios relacionados à gestão de desastres com recursos espaciais avançados

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O projeto, que possuí parceria com as startups da Pulsar Incubadora Tecnológica do InovaTec UFSM, recebeu destaque no site da ONU

O Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) possui um projeto que promove ensino, pesquisa, extensão e inovação para a agricultura, intitulado "Advanced Farm 360", o qual possui parceria com startups vinculadas à Incubadora Pulsar do InovaTec UFSM Parque Tecnológico. Coordenado pelo Professor Luciano Pes, o projeto tem obtido reconhecimento internacional, como, por exemplo, um artigo publicado sobre a sua atuação no site da Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltando o trabalho realizado na promoção da agricultura sustentável.

 

Confira abaixo o artigo traduzido na íntegra:

 

Da Sala de Aula para o Campo: Universidade Promove Agricultura Sustentável

“Futuras melhorias na agricultura e nos sistemas alimentícios continuarão dependendo de uma eficiência maior – produzir mais com menos – mas será necessária uma maior ênfase nas dimensões sociais e ambientais da sustentabilidade”, diz um documento de referência técnica intitulado "Transforming Food and Agriculture to Achieve the SDGs" publicados pela Food and Agriculture Organization (FAO) das Nações Unidas. 

O Advanced Farm 360 é um projeto institucional de desenvolvimento do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), instituição que é membro da United Nations Academic Impact (UNAI) no Brasil, a qual visa aprimorar o ensino, a pesquisa, a extensão e a inovação em agricultura. Ela possui três principais focos: agricultura de precisão, ciência animal de precisão e produção agrícola sustentável.

Todas as atividades são realizadas nos 160 hectares de área agrícola do campus. Os cultivos incluem as culturas anuais de grãos (soja, milho, arroz irrigado, trigo, centeio e plantas que cobrem o solo), pastagens anuais e perenes (para pecuária de corte e ovinocultura), sistema de integração lavoura-pecuária-floresta com plantações de eucalipto, oliva, pomar de frutas nativas, frutas cítricas, nogueiras, produção de espécies ornamentais e culturas anuais para a produção de biocombustíveis.

O projeto surgiu da demanda local por profissionais capazes de trabalhar com as chamadas tecnologias da Agricultura 4.0 e da necessidade de tornar a atividade agrícola mais ambientalmente sustentável. Isso está relacionado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2: Fome Zero, que destaca a relevância da pesquisa agrícola e a necessidade de dobrar a produtividade agrícola, garantindo sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementando práticas agrícolas resilientes.

A Agricultura 4.0 possui tecnologias que racionalizam o uso de insumos como corretivos de óleo, fertilizantes, defensivos e pesticidas, entre outros, considerando a variabilidade espacial dos atributos químicos, físicos e biológicos do solo, das plantas e dos outros fatores que interferem na produção agrícola. Dessa forma, os insumos são aplicados de forma correta e na quantidade certa, resultando em uma maior sustentabilidade e produtividade.

O Advanced Farm 360 também atua intensamente em bioinsumos, incluindo inoculantes e agentes biológicos para manejo de pragas e doenças. Por exemplo, foi realizado um estudo no qual o manejo biológico alcançou a produtividade semelhante ao manejo 100% químico, mas com um custo cinco vezes menor. Além disso, práticas de conservação do solo são utilizadas em toda a área agrícola, demonstrando o foco geral na sustentabilidade agrícola.

As atividades do projeto estão divididas em ensino, pesquisa e extensão. As atividades de ensino incluem aulas teóricas e práticas com tecnologias de ponta disponibilizadas por empresas parceiras, beneficiando os alunos da UFSM de diferentes níveis de ensino e áreas relacionadas à Agricultura 4.0, como as Ciências Agrárias e as Engenharias. As atividades de pesquisa são realizadas em parceria com outras ações da UFSM.

Tais ações abrangem áreas como agricultura de precisão e projetos inovadores. Além disso, foram estabelecidas parcerias com diversas instituições de ensino do Estado do Rio Grande do Sul. As atividades de extensão incluem a proposta de realizar "dias de campo" para os agricultores da Região Central do Estado divulgarem tecnologias compatíveis com a realidade desses produtores. O projeto também visa promover cursos de capacitação para produtores rurais em temas de extrema importância.

Para realizar essas atividades, o Advanced Farm 360 conta com o apoio de diversas empresas privadas do setor agrícola, cujas fornecem as tecnologias mais recentes que dispõem. Além disso, o projeto também faz parceria com as startups vinculadas à incubadora da UFSM, as quais utilizam a área agrícola do projeto para validar suas tecnologias, permitindo o uso de novas tecnologias antes mesmo delas estarem disponíveis no mercado.

A equipe do Advanced Farm 360 é composta por onze professores e quinze alunos tanto de graduação quanto de cursos técnicos. “Este é um projeto inovador que promove a interação entre indivíduos de diferentes áreas do conhecimento, fomentando o desenvolvimento e a validação de tecnologias para uma agricultura mais sustentável junto às principais empresas do agronegócio”, disse o coordenador do projeto, Luciano Pes.

Uma das alunas envolvidas, Veronica Fuzer Guarienti, comentou que o projeto concedeu a ela experiência prática com equipamentos e máquinas de agricultura de precisão e a oportunidade de conhecer diferentes cultivares e produtos biológicos. "Isso me permitiu ver a realidade fora da universidade", acrescentou. "Estou sempre aprendendo coisas novas, inclusive formas de tomar decisões mais assertivas para a agricultura", explicou outro aluno, Gustavo Zanon Peripolli.

Você pode conferir o artigo completo em inglês no site da ONU, e conhecer mais a respeito do projeto Advanced Farm 360 através da sua conta no Instagram

 Notícia e Tradução: Paola Jung, jornalista colaboradora do Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia da UFSM (InovaTec). 

Revisão: Luana Giazzon, Assessora de Comunicação do Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia da UFSM (InovaTec). 

 

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O trabalho levou a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI - ONU), agência especializada que promove o desenvolvimento industrial para a redução da pobreza, a globalização inclusiva e a sustentabilidade ambiental, a convidar a Universidade a liderar uma missão na Venezuela que teve como foco aumentar a produção de alimentos de forma sustentável visando à redução da desnutrição, além de contribuir com a internacionalização da nossa Universidade.
 
A primeira missão, com foco na intensificação dos sistemas de produção de arroz e soja na Venezuela teve o professor do CCR - Alencar Júnior Zanon - liderando a parte técnica. O professor também já participou de um roteiro pela Colômbia para avaliar o projeto “Mejorando el sistema de producción Arroz-Soya: Una opción para mejorar la producción agrícola y la protección ambiental en sistemas arroceros de Colombia”.
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/03/14/ufsm-participou-de-missao-da-onu-na-venezuela-com-foco-na-producao-sustentavel-de-alimentos Tue, 14 Mar 2023 11:40:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61417 [caption id="attachment_61419" align="alignright" width="676"]foto colorida horizontal, um homem de costas, com um colete bege com logo da ONU em azul claro nas costas, fala a um grupo de pessoas sentadas, e um ambiente interno claro, com grandes janelas mostrando alguns coqueiros Zanon fez visitas técnicas e se reuniu com representantes do setor produtivo[/caption]

O trabalho de destaque que a UFSM vem realizando na área de produção sustentável de alimentos levou a ONU, por meio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), agência especializada que promove o desenvolvimento industrial para a redução da pobreza, a globalização inclusiva e a sustentabilidade ambiental, a convidar a Universidade a liderar uma missão na Venezuela que teve como foco aumentar a produção de alimentos de forma sustentável visando à redução da desnutrição.

A primeira missão pela ONU com foco na intensificação dos sistemas de produção de arroz e soja na Venezuela teve o professor do Centro de Ciências Rurais (CCR) Alencar Júnior Zanon liderando a parte técnica. Em um roteiro pelo país realizado de 4 a 11 de março, que abrangeu cidades como Acarigua e outras do estado de Portuguesa - conhecido como o maior produtor de alimentos do país -, Zanon participou de encontros com o setor produtivo do agronegócio do país para apresentar o projeto "Incrementar rendimientos en arroz y soya, incorporando tecnologías digitales y protocolos agronómicos innovadores", iniciado em agosto de 2022, e os primeiros resultados, que estão focados na caracterização do ambiente biofísico do estado da Portuguesa e a aptidão agrícola para produzir arroz e soja. Também visitou lavouras onde serão conduzidos os experimentos com o manejo proposto pela UFSM, que objetiva melhorar a drenagem das lavouras, realizar uma distribuição adequada de sementes de soja e aumentar os níveis de fertilização. 

O professor relata que o objetivo das atividades desenvolvidas na Venezuela foi ajudar a aumentar a produção de alimentos em um país que importa toda a soja e parte do arroz que consome. "Nosso foco foi desenvolver práticas de manejo sustentável para intensificar sistemas de produção e promover a segurança alimentar na prática, reduzindo a desnutrição", afirma Zanon, que representou na missão a Equipe FieldCrops da UFSM, referência na América Latina e América Central em intensificação de sistemas de produção.

Ele avalia que a participação na missão da ONUDI contribui para a internacionalização da UFSM e deve gerar um impacto positivo na produção de alimentos e na segurança alimentar naquele país. "Participar de um projeto da ONU e transferir o conhecimento gerado em pesquisa para produtores de arroz e soja da Venezuela foi gratificante", salienta Zanon, acrescentando que a Universidade já se destaca como referência mundial em agricultura.

[caption id="attachment_61420" align="alignleft" width="577"]foto colorida horizontal com um homem de camisa polo verde, chapéu, barba e óculos, de lado, junto com outros 4 homens, em uma lavoura com plantas verdes quase na altura da cintura Roteiro na Colômbia foi em parceria com o FLAR e a Fedearroz do país[/caption]

Roteiro na Colômbia para avaliar projeto

Antes de participar da missão da ONU na Venezuela, Zanon participou, de 25 de fevereiro a 3 de março, de um roteiro pela Colômbia para avaliar o projeto “Mejorando el sistema de producción Arroz-Soya: Una opción para mejorar la producción agrícola y la protección ambiental en sistemas arroceros de Colombia”, que é uma parceria da UFSM, do Fundo Latino-Americano de Arroz Irrigado (FLAR), do qual Zanon é consultor, e da Federación Nacional de Arroceros (Fedearroz) da Colômbia.

Desenvolvido há três anos, o projeto já apresenta resultados, conforme Zanon pôde conferir in loco. Na média de todas as parcelas demonstrativas conduzidas nas lavouras de soja de produtores nos estados de Tolima e Meta, ocorreu um aumento da produtividade de 30% quando comparado com os lotes conduzidos com o manejo convencional. 

Também participou do roteiro na Colômbia a egressa do curso de Agronomia da UFSM e atualmente doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PPGAgro). Atual pesquisadora do FLAR, Camille é um exemplo da qualidade dos alunos e egressos da Universidade.

As atividades desenvolvidas pela Equipe FieldCrops da UFSM na Colômbia e na Venezuela podem ser conferidas nas páginas do Facebook e Instagram da Equipe FieldCrops e do FLAR e no Twiter da ONUDI Venezuela.

Fotos: Arquivo pessoal

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/compromisso-com-o-futuro-em-favor-da-terra-2 Fri, 22 Apr 2022 13:30:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9198

Representantes da comunidade internacional se reuniram na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em setembro de 2015, para firmar um compromisso pela sustentabilidade do planeta. Na ocasião, 193 países decidiram adotar como guia o documento “Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”. Trata-se de um plano de ação para construir um caminho sustentável até 2030, com metas para erradicar a pobreza e promover a dignidade humana dentro dos limites da Terra. Tais preocupações se mostram ainda mais pertinentes pelo fato de que, de 2014 a 2020, foram registrados os sete anos mais quentes da história, segundo dados da Agência Espacial Americana (Nasa) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

Ilustração horizontal e colorida de um mapa da Universidade Federal de Santa Maria vista de cima. O mapa está na diagonal esquerda. No canto inferior esquerdo, a Avenida Roraima e o arco, em azul. A Avenida corta a ilustração em uma reta até a metade, quando contorna um bosque. Vários prédios estão espalhados pelo mapa, principalmente nas cores branco, azul, verde, cinza e laranja. Depois do arco, do lado direito, prédios do CTISM. Do lado esquerdo, prédio laranja, outro branco. Mais adiante, posto de combustível e prédios dos bancos. Do lado direito, prédios do Centro de Tecnologia em laranja e azul claro. Na extremidade direita, prédio do curso de Arquitetura, Restaurante Universitário 2 e caixa de água. Há outros prédios brancos, cinzas e azuis. Do lado esquerdo, Hospital Universitário em verde, e atrás, prédios dos cursos de saúde em verde, cinza e azul. Mais adiante, do lado direito, fileira de cinco prédios brancos, com detalhes em cores diferentes (amarelo, azul, vermelho, laranja e verde). Do lado esquerdo, biblioteca central em bege. Mais adiante, a ponte seca, e logo após, do lado esquerdo, o Restaurante Universitário 1, em azul. Logo após, uma fileira de cinco prédios brancos grandes, dois prédios brancos pequenos e dois prédios cinzas pequenos, que são as Casas do Estudante. Do lado direito, três prédios brancos com anexos. O primeiro é o Centro de Artes e Letras e os demais pertencem ao Centro de Ciências Rurais, que tem a biblioteca de vidro entre eles. A Avenida se divide em duas ruas, uma para a direita e outra para a esquerda. Na frente, um bosque de árvores altas e com copa densa. Indo para a esquerda, o obelisco de espelhos do Reitor Fundador. Seguindo a rua, no canto superior esquerdo, o estádio em laranja, branco e azul. Na frente, fileira de prédios: um branco grande, dois brancos pequenos, dois brancos com detalhes em azul também pequenos, e a Reitoria, prédio grande e horizontal em cinza. Atrás dos prédios, bosque de araucárias. Na frente da Reitoria, prédio pequeno de um andar e com tijolos a vista. Do lado, o Centro de Convenções, prédio grande, em branco e cinza, e ao lado, a Casa de Comunicação, prédio azul e branco. Voltando à avenida, indo para o lado direito, o planetário em branco e amarelo, prédio redondo com cúpula arredondada. Logo, dobrando à esqueça, a Biblioteca do Centro de Ciências Sociais e Humanas, e ao lado, os três prédios do CCSH. Ao lado, as estufas do Colégio Politécnico, e os prédios do mesmo, em cinza, marrom e branco. O chão é verde.
Três anos após o acordo entre as nações, em 2018, a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM participou de um encontro nacional organizado pela ONG suprapartidária REDE ODS BRASIL, que aconteceu em Brasília-DF. Desde então, uma equipe institucional trabalha em ações baseadas na Agenda 2030 da ONU e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Estes funcionam como um roteiro para acompanhar e revisar ações que integram três dimensões do crescimento baseado na sustentabilidade: a econômica, a social e a ambiental.

O grupo é coordenado pelo Pró-Reitor Adjunto de Extensão, Rudiney Soares Pereira, que conta ter sido incumbido de pensar no processo de implantação da Agenda 2030 junto de várias mãos e muitas cabeças pensantes. A comissão de trabalho reúne técnico-administrativos e docentes de vários setores da Universidade e dos quatro campi. Em 2019, o grupo elaborou um diagnóstico que classifica mais de 11,8 mil ações de ensino, pesquisa e extensão alinhadas a um ou mais ODS.

Essas atuações contribuíram para o bom posicionamento da UFSM, que está empatada na 14a posição dentre as universidades brasileiras que melhor trabalham com os 17 ODS, segundo a revista britânica Times Higher Education (THE). No ranking geral, divulgado em 2021, a Instituição está entre a 401ª a 600ª colocação, e demonstra tendência de crescimento no índice, uma vez que em 2018 era avaliada em 10 Objetivos e na última lista se destacou em 14.

Energia limpa e acessível

O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2016/2026 da UFSM definiu diretrizes da política de gestão ambiental para o período de 10 anos. No documento, a Universidade assume o compromisso de reduzir o consumo energético e de estimular a geração própria de energia, tendo como pretensão que os edifícios se qualifiquem como de máxima eficiência energética. As novas construções devem se enquadrar no conceito de Zero Energy Building – edificações com microgeração de energia que supram o consumo total ou parcial.

Ainda não existem edifícios de energia zero no campus de Camobi, mas há estudos e estimativas na busca pela geração própria de energia solar. A Pró-Reitora Adjunta de Infraestrutura (Proinfra) e professora no programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo (PPGAUP), Ísis Portolan, explica que há mais potencial em obter autossuficiência energética em edificações com até dois andares, por não serem prédios muito grandes. Os edifícios da Casa do Estudante II (CEU II), por exemplo, são objeto de pesquisa de professores da Engenharia Elétrica para a implementação de energia fotovoltaica.

Em 2020, a capacidade instalada de produção máxima das usinas fotovoltaicas na UFSM era próxima de 170 quilowatts pico. Juntamente das duas novas estações a serem instaladas no campus Santa Maria em 2021, de 400kWp cada uma, e uma em Cachoeira do Sul, pode-se chegar a 1 gigawatt instalado nas estruturas da Universidade. Na sede, a instalação permitirá o uso da energia por parte do Centro de Educação Física e Desportos com sobras para a CEU, de onde por enquanto a distribuição produzida não passará, pois se trata do espaço com maior despesa energética do campus.

Ilustração colorida de um posto de combustível elétrico. A ilustração é de cima para baixo, e tem como destaque o telhado solar, que é quadriculado e tem doze placas solares na cor azul marinho. Em cada uma das extremidades, dois postes brancos sobre retângulo branco. No meio dos postes, ponto de recarga em branco, com fios pretos acoplados. No lado direito, carro vermelho instalado ao lado do ponto de recarga, com os fios pretos conectados. O chão é verde. O fundo é branco.

Água potável e armazenamento das chuvas

Ilustração quadrada e colorida de uma estufa. A ilustração está na diagonal esquerda e vista de cima para baixo. A estufa tem estrutura branca e paredes e telhado transparentes. A estrutura tem três postes finos e três arcos no telhado. No interior da estufa, plantas como margaridas rosas, planta com cachos amarelos e cinco prateleiras com três andares de mudas verdes. Ao lado direito da estufa, conectado a ela por um cano preto, caixa de água azul sobre estrutura de metal branco. O chão é verde. O fundo é branco.

O compromisso de encarar a sustentabilidade hídrica também está contemplado no PDI, com a busca do envolvimento da comunidade e a total transparência no uso da água. No prédio 37 da CEU II, a UFSM investiu na construção de dois blocos com tecnologias sustentáveis, como caixas d’água ligadas a cisternas que armazenam a água da chuva para uso nos vasos sanitários. No Colégio Politécnico, o armazenamento beneficia também o setor de floricultura.

 

Fora dos muros da Universidade, o Projeto Captação, da ONG Engenheiros Sem Fronteiras, é exemplo de ação pela sustentabilidade hídrica em Santa Maria. Gabrielli Morelato Hosono faz parte do Captação desde 2019 e conta que o grupo implementa sistemas de retenção de água da chuva. Isso é possível por meio de doações de pessoas e empresas, principalmente de lojas de materiais de construção. A primeira aplicação do projeto foi construída em 2018 em um prédio usado pelo Centro de Tecnologia para experimentos, onde fica a sede da ONG. Em 2019, o grupo construiu outro sistema de retenção de água no Colégio Marista, localizado no centro da cidade e, em 2020, aplicaria o projeto na comunidade Dom Ivo, no bairro Passo D’areia, ação adiada por causa da pandemia.

Para Nadyanni Andres, integrante do Comitê Ambiental da CEU II, uma possibilidade do reuso da água seria utilizar a própria estrutura da CEU para a horta comunitária do prédio 60, feita por estudantes. A utilização de cisternas na manutenção de hortas destinadas à comunidade interna e assistida diretamente pelas políticas de assistência estudantil é uma opção, mas o manejo da água apresenta outros caminhos autossustentáveis. Podem-se citar a redução da poluição, a melhora da qualidade da água e a colaboração no objetivo de acesso ao saneamento e higiene iguais e adequados a todos.

O FUTURO

Ilustração quadrada e colorida de um prédio de três andares. A parte da frente do prédio está recortada, mostrando seu interior. O prédio está na diagonal esquerda e de cima para baixo. Tem paredes brancas, e no teto, sete placas de energia solar. Na parede, há uma faixa azul. Na parte da frente, são seis apartamentos. Cada um tem uma cama beliche marrom, com colchão bege, uma escrivaninha marrom com cadeira em encosto azul e notebook cinza e preto sobre a escrivaninha, além de uma porta marrom. O chão é verde e o fundo é branco.

Quando há recursos financeiros, as inovações criadas na UFSM são utilizadas pela própria instituição. A pista multiuso é um exemplo de ideia de alunos e professores implementada pela Proinfra. Trata-se de um espaço multimodal para carrinhos de bebê, pessoas cegas e aquelas que usam cadeira de rodas, bicicletas e skates, que percorre todo o campus sede e ajuda na mobilidade interna e na integração com o bairro Camobi. Ao vislumbrar 2030, Ísis projeta ciclovias que liguem o campus até lugares distantes como o bairro Tancredo Neves e as cidades da Quarta Colônia, o que fomentaria o cicloturismo.

 

Como os prédios da Universidade foram construídos principalmente nas décadas de 1960 e 1970, a maioria não é muito eficiente em relação à sustentabilidade, e são necessárias transformações para torná-los sustentáveis, ou seja, para que causem menos impactos ambientais e busquem maior eficiência no uso de recursos naturais. Essas mudanças parecem mais distantes com a queda de investimento para construções, por parte da União, desde 2012. Ainda assim, para os próximos dez anos, a Pró-Reitora Adjunta cita a possibilidade de reformas como a aplicação de brises – dispositivo para impedir a incidência direta de radiação solar – de proteções solares nas fachadas, a criação de mais janelas e a instalação de paredes verdes.

 

Ísis ressalta que não apenas as construções precisam de atenção, mas também é necessário preservar as áreas verdes com vegetação arbórea, ampliando-as para a área rural da UFSM. Nadyanni, domiciliada na Universidade, almeja que haverá lugares onde, em 10 anos, o alimento dos moradores da Cidade Universitária será produzido comunitariamente na CEU II. E sabe o córrego ao lado do posto de combustível? Para Ísis, em um futuro com investimentos adequados, poderemos esquecer o mau cheiro de 2020 e imaginar uma água límpida com possibilidade de passeios de caiaque em 2030.

 

Mas e em 2050? Para a professora, as edificações, hoje com 50 anos, já terão passado pelas modificações estruturais necessárias, terão captação da água da chuva, energia solar e equipamentos de alta eficiência energética. Os sistemas de mobilidade estarão ainda melhores e a Universidade, mais acessível e integrada à sociedade, agradável enquanto local de trabalho e, definitivamente, vista não só como lugar para ter aulas.

 

E por que não imaginarmos a UFSM como provedora de energia e novas tecnologias de uso d’água para toda Santa Maria e região? É um questionamento feito pela líder do Projeto Captação, Gabrielli. Para ela, em concordância com Ísis, com a produção de energia aumentando gradativamente, podemos vislumbrar os carros elétricos como algo usual, tendo no campus sede um ponto de carga elétrica – que já existe. O eletroposto referido é parte de um projeto com o Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogas) e a concessionária Copel, do Paraná, e fez da UFSM a primeira universidade no Rio Grande do Sul a instalar um posto para recargas rápidas de veículos elétricos – e de maneira gratuita. Mas a Universidade está acostumada a ser pioneira, pois antes já havia sido a primeira a receber um veículo elétrico para pesquisas em terras gaúchas, fato ocorrido em 2020.

 

Rudiney ainda cita como objetivo tornar a UFSM uma universidade de excelência, mais igualitária e universal. Ele pondera que as universidades são “instituições de Estado, não de governo, e apesar de os governos muitas vezes criarem todas as restrições ou obstáculos para que não cresçam, elas continuam crescendo”. Caminhando em seu crescimento como agente transformador local, regional e nacional, em 2050 a projeção da UFSM é de uma universidade mais internacionalizada, com mais fluxo de pessoas de vários lugares do mundo e mobilização pelo reconhecimento do trabalho da nossa comunidade acadêmica em nível internacional. 

Pensar no futuro ajuda na elaboração de um plano de ações como as discutidas aqui. Mas também pode  contribuir para a mudança de cultura a partir da implementação de pequenas práticas cotidianas, como separar o lixo adequadamente, privilegiar a luz natural em vez de lâmpadas e trocar, quando possível, o ar-condicionado pelas janelas abertas.

Expediente:

Reportagem: Lucas Felipe da Silva, acadêmico de Jornalismo;

Ilustração e diagramação: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial.

Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/02/22/pesquisadoras-debateram-a-presenca-de-mulheres-e-meninas-na-ciencia Tue, 22 Feb 2022 11:42:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57815 [caption id="attachment_57816" align="alignright" width="721"]Foto colorida horizontal mostra a captura de tela do evento online, com o logo do evento acima e abaixo, alinhadas em duas fileiras horizontais, as imagens das seis participantes em seus ambientes Estratégias para aumentar a presença feminina na ciência foram apontadas pelas pesquisadoras[/caption]

Em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 11 de fevereiro, a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o apoio da UFSM, organizou, de forma online, a edição especial de seu evento Mulheres na Ciência.

Participaram as pesquisadoras Ana Paula Fernandes, professora do curso de Farmácia na UFMG; Simone Evaristo, bióloga e docente no Instituto Nacional de Câncer (Inca); Sarug Dagir, professora do curso de Psicologia da Universidade Federal de Tocantins (UFT); e Leonice Mourad, professora do Departamento de Metodologia do Ensino do Centro de Educação (CE) da UFSM.

O objetivo da ONU ao criar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi incentivar o acesso e a participação feminina de forma igualitária no âmbito acadêmico. E apesar de as mulheres serem maioria no mundo, apenas 28% dos cientistas são do sexo feminino, conforme dados da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Para Simone, não há incentivo suficiente para introduzir as mulheres na ciência. “A mulher é tolhida para saber o básico, não para uma vida acadêmica", ressalta.

Leonice acredita que é preciso pensar em estratégias para meninas e em estratégias para meninos que sejam compensatórias. “A educação é sexista. Nós, professores, precisamos trabalhar a alfabetização científica desde a educação infantil, para que as crianças, em específico as meninas, consigam estabelecer conexões entre o mundo imediatista e perceptível e o mundo mais sistematizado, permitindo, assim, um avanço quali e quantitativo”. Em uma perspectiva freireana, Leonice defende que a incorporação de estratégias de ensino que incentivem a curiosidade, a troca, a dúvida e a argumentação na educação científica auxilia as meninas no momento da escolha de suas profissões. 

A trajetória das mulheres na ciência destaca também a existência de grupos minoritários, que sofrem uma repressão ainda maior na vida científica. Segundo o IBGE, em 2019, entre as estudantes do ensino superior do Brasil de 18 a 24 anos, as mulheres negras ou pardas apresentaram uma taxa de frequência escolar líquida de 22%, quase 50% menor do que a frequência registrada de mulheres brancas, que é de 40%. Já no caso de pessoas transgêneros, cerca de 60% não concluíram o ensino médio e apenas 0,02% acessaram o ensino superior, como mostram os dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

Estatuto da Igualdade de Gênero da UFSM foi destacado

Segundo Sarug, é necessário que a sociedade avance tanto em políticas públicas quanto em uma educação humanizada, que se importe com o acolhimento das minorias, como no caso de mulheres trans e travestis. Apenas em 2019, a transexualidade e a travestilidade deixaram de ser consideradas patologias pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A professora Ana evidencia: “Institucionalmente, é importante que haja ações afirmativas que promovam e incluam a diversidade entre os estudantes”.

Leonice lembrou da criação, na UFSM, do Estatuto da Igualdade de Gênero. "É uma conquista importante. As universidades precisam investir fortemente em táticas como essa”, disse. Salientou ainda que para que a ciência possa avançar confortavelmente é importante que a sociedade esteja mobilizada conjuntamente com as questões.

A roda de conversa, coordenada pela jornalista da Fundep Dilian Calafaia, teve início com a performance “Fagulhas”, interpretada pela atriz e produtora Alice Mesquita. A performance foi inspirada no poema de mesmo nome de Ana Cristina Cesar, que se alinha com a proposta do evento: descobrir-se e aventurar-se em novas experiências. 

O evento, que aconteceu no dia 11 de fevereiro, contou com intérpretes de Libras e está disponível no canal da Fundep no YouTube.

Texto: Karla Giovana Essy, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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A FAO, órgão das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, publicou recentemente o “Public food procurement for sustainable food systems and healthy diets”. Em dois volumes, o documento busca contribuir para uma melhor compreensão, divulgação e utilização das compras públicas de alimentos como ferramenta de desenvolvimento.

O volume 2 da publicação teve a participação dos docentes da UFSM Oscar Agustín Torres Figueredo, do Departamento de Engenharia Florestal do 55BET Pro Frederico Westphalen, e Vanessa Ramos Kirsten, do Departamento de Alimentos e Nutrição do 55BET Pro Palmeira das Missões. Juntamente com outros pesquisadores, Oscar e Vanessa apresentam e discutem sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) nos estados do Sul do Brasil no capítulo 16, intitulado The acquisition of the family farming products for school feeding programmes: challenges and solutions”

O trabalho traz estudos de casos, com evidências dos instrumentos, facilitadores e barreiras para a implementação das compras públicas para a merenda escolar. As compras públicas podem desempenhar um mercado para agricultores familiares locais, promovendo a conservação e o uso sustentável da agrobiodiversidade. Tudo isso pode melhorar a nutrição e a saúde de crianças e comunidades relacionadas.

As informações sobre o volume 2 estão no site da FAO e as publicações (em pdf) podem ser acessadas nos seguintes links: volume 1 e volume 2.

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O Observatório Socioeconômico da Covid-19, projeto da UFSM que visa estudar os impactos socioeconômicos da pandemia do coronavírus, foi destaque no site da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana.

Em um texto abordando o combate à desinformação em tempos de Covid-19, o site das Nações Unidas destaca a criação do projeto Observatório Socioeconômico da Covid-19 pela UFSM, destacando que a Instituição teve a iniciativa de mostrar os efeitos da pandemia, principalmente no que diz respeito às questões econômicas e sociais.

Com entrevistas dos coordenadores do projeto, professores Daniel Arruda Coronel e Nelson Guilherme Machado Pinto, e do reitor, Paulo Afonso Burmann, o texto destaca que o projeto aproxima a UFSM das realidades locais, possibilitando identificar demandas para futuras ações de extensão, ensino e pesquisa. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2021/11/19/observatorio-socioeconomico-ufsm-nacoes-unidas Fri, 19 Nov 2021 17:07:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=6165 O Observatório Socioeconômico da Covid-19, projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi destaque, nesta semana, no site internacional das Nações Unidas. Com o título Combatendo a desinformação em tempos de COVID-19: Universidade Cria Observatório Socioeconômico, a matéria publicada pela ONU ressalta o papel da ação no monitoramento da doença e na promoção de debates que envolvem a realidade do Brasil durante a pandemia. O texto ainda destaca que o projeto oferece um amplo conjunto de ferramentas para estimular e fomentar ações de governança pública, melhorando a utilização de recursos públicos e tornando a gestão política mais transparente.  

O projeto Observatório Socioeconômico da Covid-19 foi criado em 2020 e, atualmente, é apoiada pela Chamada de Enfrentamento à Covid-19 da PRE. Mais informações sobre o projeto podem ser acessadas aqui.

A reportagem completa da ONU, em inglês, pode ser acessada aqui. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/politecnico/2020/09/28/ufsm-assina-acordo-para-instalacao-do-escritorio-regional-de-apoio-a-un-spider-no-brasil Mon, 28 Sep 2020 18:57:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/politecnico/?p=3970 A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) assinou um acordo de cooperação com as Nações Unidas, representada neste caso pelo Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA). O acordo tem como objetivo facilitar a cooperação e hospedar um escritório regional de apoio para implementar as atividades da Plataforma das Nações Unidas de Informação obtida desde o Espaço para a Gestão de Desastres e Resposta a Emergências (UN-SPIDER). A ideia da cooperação surgiu como forma de reconhecimento dos mais de sete anos que os professores Manoel de Araújo Sousa Júnior (CCR/UFSM) e María Silvia Pardi Lacruz (Colégio Politécnico/UFSM) têm colaborado com as atividades da UN-SPIDER.

Dentre as principais contribuições que a assinatura deste acordo de cooperação traz, estão as ações de internacionalização, que é um dos desafios definidos no Plano Estratégico do Colégio Politécnico e no Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSM. Adicionalmente, o Escritório Regional de Apoio da UN-SPIDER dará visibilidade à UFSM, junto a todos os países que fazem parte da Organização das Nações Unidas, visto que é permitido apenas um escritório regional por país.

As atividades que deverão ser desenvolvidas ou ter continuidade são: desenvolvimento e aprimoramento de práticas recomendadas para o estudo, monitoramento e alerta de desastres; promoção do uso de recursos espaciais para a gestão de desastres e gestão de resposta a emergências; colaboração em iniciativas de capacitação para promoção de tecnologia da informação espacial para a gestão de desastres e gestão de emergências; intercâmbio de informações sobre atividades de interesse comum com países de América Latina e Caribe, assim como países da África de língua portuguesa.

Informações para contato:
María Silvia Pardi Lacruz
E-mail: spardilacruz@gmail.com

Profa. Silvia Pardi Lacruz em missão de assessoria técnica em Honduras
Profa. Silvia Pardi Lacruz em missão de assessoria técnica em Honduras.
Professor Manoel de Araújo Sousa Jr. Curso sobre a prática recomendada de seca em Equador.
Prof. Manoel de Araújo Sousa Jr. em curso sobre a prática recomendada de seca em Equador.

Texto: Fabíola Martins Imperatori, bolsista da Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico da UFSM.

Assessoria de Comunicação
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/03/07/projeto-da-ufsm-em-parceria-com-a-onu-busca-o-desenvolvimento-de-plataformas-tecnologicas-em-meios-rurais-da-america-latina Thu, 07 Mar 2019 12:53:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=46741 Foto colorida horizonta, mostrando pessoas em reunião em uma sala, algumas de lado, em uma mesa, e outras sentadas de costas ao fotógrafo Missão do projeto Lazos realizada no Paraguai em novembro de 2018, com presença de professores da UFSM[/caption] O Projeto Lazos, criado em 2018, é uma parceria entre a UFSM e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (ONU/FAO). O projeto de pesquisa e extensão objetiva o desenvolvimento de plataformas tecnológicas que proporcionem a identificação, o mapeamento e a análise das práticas comunicacionais em regiões rurais da América Latina, tendo como base o projeto Mais Algodão, coordenado pela FAO na América Latina e Caribe, sediada em Santiago, Chile. A parceria entre a UFSM e a ONU surgiu a partir do contato da professora Carlise Schneider Rudnicki, do Departamento de Ciências da comunicação, e a coordenadora do FAO América Latina e Chile, Adriana Gregolin, durante a edição de 2017 do Congresso da Sociedade Brasileira de Economia. O Lazos se justifica pela demanda crescente do reconhecimento das práticas e saberes locais, a fim de desenvolver políticas públicas e projetos de desenvolvimento territoriais geridos pelas comunidades e levando em conta as particularidades culturais. O grupo que integra o projeto é composto por professores, técnico-administrativos, alunos de graduação e participantes externos à universidade. O projeto criou um videoclipe, apresentado em uma das edições da Polifeira da UFSM, que mostra as missões de trabalho no Paraguai, Haiti, Equador e Peru. O audiovisual é resultado do trabalho de conclusão de curso da estudantes de Relações Públicas Ludmila Dias Diefenbach, integrante do projeto orientado pela professora Carlise. O trabalho buscou, a partir da experimentação de metodologias comunicacionais, a organização de um audiovisual que objetiva relatar o trabalho realizado em 2017 e 2018, período de construção e experimentação da metodologia pelos agricultores da Polifeira, organizada pelo Colégio Politécnico. O audiovisual documenta o projeto na Polifeira e serve de base e sensibilização para o Mais Algodão. As missões ocorrem na abertura do projeto em cada país, e no decorrer do ano, nas oficinas, como estratégia de formação para que os alunos de escolas técnicas dos países usem e se apropriem da plataforma. Na Plataforma Lazos, buscou-se desenvolver uma metodologia de apoio a instituições que promovam o desenvolvimento rural a efetivarem métodos e processos de comunicação mais eficazes e democráticos com os atores sociais em questão. Assim, com base nesse projeto experimental, a plataforma poderá ser readaptada e replicada em outros países abrangidos pelo Projeto Lazos, possibilitando resultados mais positivos e a utilização de recursos públicos de forma mais eficaz. O Projeto Lazos também conta com missões de trabalho, viagens que buscam entender e contextualizar cada país, os atores envolvidos e construir as parcerias com os ministérios de Agricultura e escolas técnicas agrícolas. Somente após as visitas iniciais foram firmadas as parcerias e, depois, organizadas as oficinas a partir das demandas das famílias agricultores. As oficinas realizadas nas missões são relacionadas aos temas comunicação para o desenvolvimento, tecnologias de informação e de comunicação (TICs) e produção de conteúdo nas redes digitais. Pela UFSM, quem participa das missões é a professora Carlise Schneider Rudnicki, como coordenadora do projeto, e o professor Francisco Ritter, do Departamento de Psicologia. As missões são definidas pela FAO, pelo Ministério de Agricultura e pela Ganaderia do Paraguai (secretaria da agricultura), em conjunto com os professores integrantes do projeto: Carlise, Ritter e Ada Silveira Machado, do Departamento de Ciências da Comunicação. A primeira missão do projeto ocorreu em novembro de 2018, em Villarrica, no Paraguai, com a participação de Carlise e Ritter. Texto: Laura Coelho de Almeida, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias Foto: Divulgação]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/2018/10/19/caduceu-junior-e-selecionada-para-reuniao-da-onu Fri, 19 Oct 2018 17:32:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/?p=1748 financiamento coletivo virtual para que a comunidade possa ajudar financeiramente na viagem. Captura de tela de computador mostrando uma foto da equipe da empresa júnior Caduceu Júnior segurando um banner da empresa. À direita,, um texto da conta no Instagram de Gabriel Puhl sobre desenvolvimento sustentável. Texto: Juan Grings, acadêmico de jornalismo do Núcleo de Comunicação Institucional (NCI) do CCSH Foto: Reprodução/Instagram. ]]>