UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 05 Mar 2026 17:49:33 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/politecnico/2023/09/26/projeto-do-colegio-politecnico-da-ufsm-busca-alcancar-objetivos-sustentaveis-da-onu-por-meio-da-producao-de-ovos-coloniais Tue, 26 Sep 2023 17:18:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/politecnico/?p=7612

O desenvolvimento sustentável é um modelo de crescimento econômico, social e político que coexiste de forma harmônica com o meio ambiente. Tendo em vista esse conceito, no ano de 2015, a Organização das Nações Unidas propôs a chamada Agenda 2030. Trata-se de um plano de ações que estabelece 17 objetivos a serem cumpridos pelos países-membros até o ano de 2030, para proporcionar uma melhor qualidade de vida para a população global. Em Santa Maria, o projeto “Ovos Coloniais de Galinhas Livres de Gaiolas da Região Central”, vinculado à PoliFeira do Agricultor, é um exemplo de ação criada para atingir estas metas. 

Fonte: ONU (www.brasil.un.org)

Criado em 2019, com a finalidade de facilitar a organização dos produtores da região, gerar mais renda, segurança alimentar e sustentabilidade para as famílias rurais, e alimentos saudáveis para a população, o projeto colabora com pelo menos 9 das 17 metas da Agenda 2030. Com o foco no bem-estar animal, visa conscientizar os produtores e a população em geral para o fato de que as aves são seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor, sentimentos positivos e negativos e de perceber e interpretar o ambiente à sua volta. 

Sem Gaiola é melhor?

A ideia de que existam “galinhas felizes” remete a algo infantil e distante da realidade industrial, mas a definição específica dessa prática é o foco no bem-estar da ave: que ela tenha espaço para poder expressar seus comportamentos naturais como ciscar, empoleirar-se e tomar banho de terra, necessidades que ainda não são entendidas completamente pelo sistema convencional. Esses aspectos colaboram diretamente para o segundo objetivo estabelecido pela ONU, garantindo o acesso da população santa-mariense a alimentos nutritivos e seguros ao longo de todo ano.

Outro dos objetivos é aumentar o faturamento de pequenos agricultores e implementar práticas que aumentem sua produção. O projeto, além de criar locais propícios para a venda destes ovos, como a PoliFeira do Agricultor da UFSM, também compartilha conteúdos relacionados em suas redes sociais, gerando publicidade e formando um mercado consumidor para esse alimento.

No futuro, será possível que grande parte da produção seja voltada ao bem estar animal?

O coordenador do projeto, Róberson Oliveira, comenta que há uma ampliação na procura e produção dos ovos de galinhas livres de gaiolas, principalmente por conta da preocupação dos consumidores com o bem-estar animal, o que leva grandes empresas firmarem compromisso em utilizar ovos de galinhas livres de gaiolas em suas cadeias de suprimentos de ovos. De acordo com dados do Observatório Animal, plataforma criada para dar visibilidade aos compromissos das empresas quanto ao bem-estar animal anunciados no Brasil, e facilitar seu acompanhamento pela sociedade. Cerca de 150 empresas se comprometeram em encerrar até 2038 a compra de ovos do sistema proveniente de gaiolas, entre elas Carrefour, McDonald's e Nestlé. No entanto, atualmente estima-se que apenas 2% dos ovos produzidos no Brasil venham de sistemas de galinhas livres. De acordo com a fala do coordenador, é pouco provável que em um futuro próximo tenhamos por exemplo mais de 5% dos ovos produzidos por sistemas livres de gaiolas no Brasil.

Consumo e produção responsável entrelaçados ao projeto

Na opinião de uma das consumidoras, Clacir Londeiro, o bem-estar animal é de extrema importância na hora de escolher um alimento. “O principal motivo que fez com que eu começasse a comprar os ovos, foi justamente que as galinhas são livres, sem crueldade animal”, destaca ela. Não é apenas Clacir que se importa com a criação dos animais na hora da compra: uma pesquisa realizada pelo o Instituto COPPEAD de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, revelou que os consumidores estão dispostos a desembolsar um valor a mais na hora da compra desde que o alimento seja livre de crueldade animal.

  • 31,8% pagariam um adicional de até 20%;
  • 21,8% pagariam até 40%; 
  • 32% estariam dispostos a pagar um adicional superior a 40%.

Esses dados oferecem uma dimensão da importância que a população brasileira dá para essa causa. Desta forma, o projeto contribui para alcançar as metas propostas pela Agenda 2030 e possibilitar um desenvolvimento mais sustentável, a fim de garantir um futuro e um presente com mais qualidade de vida. 

Onde encontrar os ovos de galinhas livres de gaiolas produzidos pelo projeto?

  • Supermercado Bella Vista, Av. João Luiz Pozzobon, 1599 - Km Três.
  • Supermercado Royal, Av. João Machado Soares, 132 - Camobi.
  • Diário Conveniências, BR-287, 1389 - Camobi.
  • Supermercado Bertagnolli, R. Antônio Botega, 991 - Camobi.
  • Padaria Kipão, Av. Rio Branco, 922 - Centro.
  • Padaria Felipão, BR-287, 7680 - Camobi
  • Supermercados Célio, Rod. Rst-287, 8505 - Camobi.
  • PoliFeira do Agricultor UFSM, todas as quintas-feiras, sexta-feiras e domingos no Largo do Planetário, das 13h às 18h. Todas as terças-feiras, entre a Faixa Velha e a Faixa Nova de Camobi, das 7h às 12h30min;

Texto: Victor Souza, acadêmico de Jornalismo e bolsista do Projeto 

Edição: Giuliana Seerig, jornalista da Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico

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No dia 27 de junho, será realizado o primeiro encontro sobre as experiências do Projeto de Ovos da Região Central, iniciativa que pesquisa a produção de ovos de galinhas livres de gaiola e visa conciliar um alimento mais saudável e sustentável com a preservação do meio ambiente e do bem-estar animal. A atividade tem como objetivo unir conhecimentos e produzir reflexões sobre o tema. 

Além disso, o evento busca promover o entendimento sobre a situação atual desta produção não só no estado, como no Brasil, e criar experiências que possam ser replicadas em outras realidades e contextos. O cronograma do evento contará com a presença de representantes da Embrapa e da Iniciativa MIRA, de produtores de ovos experientes, bolsistas, pesquisadores e demais profissionais participantes do projeto. 

Programação:

07h30min: Credenciamento
8h: Contextualizando o projeto: produção de ovos coloniais  na região central - Equipe do projeto, produtores e colaboradores
10h: Coffee Break
10h30min: Iniciativas do terceiro setor: apoio a produtores - Elsa Helena Barreto (MIRA)
11h30min: Visita ao entreposto de ovos do Colégio Politécnico da UFSM - Bolsistas do projeto
13h30min: Ovos de galinhas livre Vó Nana - Luiz Adolfo Bier Neto
14h: Oportunidades e desafios na produção de ovos no sistema colonial - Jusane Turri Carvalho
14h30min: A experiência da produção de ovos coloniais do Sítio Estância Velha (Santiago) - Cássio Bertazzo Fiorenza e Joziel Sales da Silveira
15h: Coffee Break
15h30min: Avicultura colonial: uma alternativa de renda para a agricultura familiar - João Pedro Llanos Zabaleta (Embrapa Clima Temperado)
17h: Encerramento

As inscrições são gratuitas e podem ser feita por meio do formulário ou pelo QR code disponível na imagem.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/politecnico/2021/07/16/projeto-de-incentivo-a-producao-de-ovos-coloniais-de-galinhas-livres-lanca-versao-impressa-de-livro-guia-para-orientar-novos-produtores Fri, 16 Jul 2021 19:24:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/politecnico/?p=4612 O material, com o passo a passo de projeto de produção que preza o bem estar animal e a qualidade do produto final, também está disponível em e-book gratuito.

O livro “Produção de ovos coloniais na Região Central do Rio Grande do Sul: alguns apontamentos iniciais" foi lançado na última quarta (07) em evento realizado na sede da CRESOL - Agência Camobi. Com autoria de Gustavo Pinto da Silva, Leandro Magon, Gisélia Pereira Amorim e Cristiano de Avila Dotto e em edição realizada pela Cooperativa Escola dos Estudantes do Colégio Politécnico da UFSM (CESPOL), o material se propõe a ser um guia para novos produtores, orientando os primeiros passos do Projeto de Ovos Coloniais da Região Central, desenvolvido sob liderança do Colégio Politécnico da UFSM. O livro também está disponível em formato e-book na Página do Grupo Interdisciplinar de Pesquisas Agroalimentares Georreferenciadas (GIPAG).   

O projeto nasceu no ano de 2020 em uma parceria entre a PoliFeira do Agricultor e Coopercedro, buscando incentivar uma área de produção pouco desenvolvida na região. “Existe uma série de considerações que devem ser levadas em conta para quem quer empreender na área da avicultura colonial”, apresenta o professor do Politécnico Gustavo Pinto da Silva. O livro apresenta uma série de pré-requisitos para que se tenha sucesso no negócio, desde a infraestrutura de galpões e equipamentos adequados, escolha da ração, controle de roedores, orientações de mercados e marketing, entre outros. “Fazemos isso para que as pessoas não cheguem na metade do seu trabalho e se arrependam por não ter feito outras escolhas”, completa Gustavo. Por ser um projeto com alguns diferenciais, em especial a criação livre de gaiolas e com um ambiente que proporcione o desenvolvimento das características naturais das aves, os requisitos a serem observados não são os mesmos que em uma granja industrial. Além disso, existe uma preocupação com a alimentação alternativa, fora do binômio soja-milho, sem aditivos químicos, sempre pensando no bem-estar animal e na qualidade final dos ovos que será resultado dos hábitos alimentares das galinhas. O projeto se destaca pela ênfase no desenvolvimento local e por parcerias importantes para a inserção do produto no mercado. 

Na cerimônia do evento, a agricultora Jusane Turri Carvalho, participante do projeto desde 2020, realizou a entrega de um exemplar do guia para Cristina Knirsch, proprietária rural de que iniciará a produção de ovos coloniais na localidade de Nova São Paulo em Agudo. Cristina, enquanto aguarda a liberação da inspetoria e à convite da Emater, se integra ao Projeto entendendo a importância da leitura da publicação para o conhecimento de todas as etapas e aspectos que envolvem a produção. Claudia Bernardini, extensionista da Emater de Agudo que acompanha a nova integrante do Projeto, reitera a importância do Projeto Ovos Coloniais e afirma que estamos vivendo um momento ímpar para os pequenos produtores que procuram novas alternativas de produção. Ressaltou que, através das inspetorias, as prefeituras têm facilitado a legalização da produção e que o Colégio Politécnico e a UFSM são parceiros fundamentais para garantir o conhecimento e acompanhamento em todas as etapas da produção.

O Vice Reitor da UFSM, Luciano Schuck, cumprimentou os autores da publicação pela importância da transmissão e multiplicação do conhecimento, com uma obra de grande utilidade para orientar os produtores que desejarem iniciar a atividade de forma segura. O professor Gustavo Pinto agradeceu à CRESOL pelo apoio na impressão do material, ressaltando que produtores da região poderão ter acesso a uma cópia na agência Camobi. 

O evento contou com a presença do presidente da CRESOL, Fernando dos Santos Lima, o diretor Vagner Bianchini (Diretor Administrativo), o gerente da agência Camobi, Rui Antunes e dos autores Gustavo Pinto da Silva e Leandro Magon. Representando o Colégio Politécnico, estiveram presentes a diretora do Colégio Politécnico, Marta Von Ende, e o prof. Jaime Stecca. Representando a reitoria da UFSM, compareceram o Vice-Reitor Luciano Schuck, e o Prof. Rudiney Soares Pereira (Pró-Reitor Adjunto de Extensão).  Estiveram presentes Claudia Bernardini, representando a Gerência Regional da EMATER-RS/ASCAR, o Secretário de Desenvolvimento Rural Rodrigo Menna Barreto e Toni Angel Zanini, representando a Prefeitura Municipal de Santa Maria, além de Josemar Brutti, presidente da Coopercedro.

Solenidade de lançamento
Solenidade de lançamento
Livros em formato impresso
Livros em formato impresso
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[caption id="attachment_56304" align="alignright" width="476"] Autoridades compareceram ao ato de lançamento[/caption]

O livro “Produção de ovos coloniais na Região Central do Rio Grande do Sul: alguns apontamentos iniciais" foi lançado no último dia 7, em evento realizado na sede da Cresol - Agência Camobi. Com autoria de Gustavo Pinto da Silva, Leandro Magon, Gisélia Pereira Amorim e Cristiano de Avila Dotto e em edição realizada pela Cooperativa Escola dos Estudantes do Colégio Politécnico da UFSM (Cespol), o material se propõe a ser um guia para novos produtores, orientando os primeiros passos do Projeto de Ovos Coloniais da Região Central, desenvolvido sob liderança do Colégio Politécnico da UFSM. O livro também está disponível em formato e-book.   

O projeto nasceu no ano de 2020 em uma parceria entre a PoliFeira do Agricultor e Coopercedro, buscando incentivar uma área de produção pouco desenvolvida na região. “Existe uma série de considerações que devem ser levadas em conta para quem quer empreender na área da avicultura colonial”, apresenta o professor do Politécnico Gustavo Pinto da Silva. O livro apresenta uma série de pré-requisitos para que se tenha sucesso no negócio, desde a infraestrutura de galpões e equipamentos adequados, escolha da ração, controle de roedores, orientações de mercados e marketing, entre outros. “Fazemos isso para que as pessoas não cheguem na metade do seu trabalho e se arrependam por não ter feito outras escolhas”, completa Gustavo.

Por ser um projeto com alguns diferenciais, em especial a criação livre de gaiolas e com um ambiente que proporcione o desenvolvimento das características naturais das aves, os requisitos a serem observados não são os mesmos que em uma granja industrial. Além disso, existe uma preocupação com a alimentação alternativa, fora do binômio soja-milho, sem aditivos químicos, sempre pensando no bem-estar animal e na qualidade final dos ovos que será resultado dos hábitos alimentares das galinhas. O projeto se destaca pela ênfase no desenvolvimento local e por parcerias importantes para a inserção do produto no mercado. 

Na cerimônia do evento, a agricultora Jusane Turri Carvalho, participante do projeto desde 2020, realizou a entrega de um exemplar do guia para Cristina Knirsch, proprietária rural de que iniciará a produção de ovos coloniais na localidade de Nova São Paulo, em Agudo. Cristina, enquanto aguarda a liberação da inspetoria e à convite da Emater, se integra ao Projeto entendendo a importância da leitura da publicação para o conhecimento de todas as etapas e aspectos que envolvem a produção.

Claudia Bernardini, extensionista da Emater de Agudo que acompanha a nova integrante do Projeto, reitera a importância do Projeto Ovos Coloniais e afirma que "estamos vivendo um momento ímpar para os pequenos produtores que procuram novas alternativas de produção". Ressaltou que, através das inspetorias, as prefeituras têm facilitado a legalização da produção e que o Colégio Politécnico e a UFSM são parceiros fundamentais para garantir o conhecimento e acompanhamento em todas as etapas da produção.

[caption id="attachment_56305" align="alignleft" width="412"] Livro está disponível na versão impressa e em e-book[/caption]

O vice-reitor da UFSM, Luciano Schuck, cumprimentou os autores da publicação pela importância da transmissão e multiplicação do conhecimento, com uma obra de grande utilidade para orientar os produtores que desejarem iniciar a atividade de forma segura. O professor Gustavo Pinto agradeceu à Cresol pelo apoio na impressão do material, ressaltando que produtores da região poderão ter acesso a uma cópia na agência Camobi. 

O evento contou com a presença do presidente da Cresol, Fernando dos Santos Lima, do diretor administrativo, Vagner Bianchini, do gerente da agência Camobi, Rui Antunes, e dos autores Gustavo Pinto da Silva e Leandro Magon. Representando o Colégio Politécnico, estiveram presentes a diretora, Marta Von Ende, e o professor Jaime Stecca. Representando a Reitoria da UFSM, compareceram o vice-reitor, Luciano Schuck, e o professor Rudiney Soares Pereira, pró-reitor adjunto de Extensão. Estiveram presentes ainda Claudia Bernardini, representando a Gerência Regional da Emater-RS/Ascar, o secretário de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto, e Toni Angel Zanini, representando a Prefeitura Municipal de Santa Maria, além de Josemar Brutti, presidente da Coopercedro.

Texto e fotos: Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico

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Desenvolvido pelo Colégio Politécnico da UFSM em parceria com PoliFeira do Agricultor e cooperativa Coopercedro, projeto incentiva a produção de ovos tipo colonial com galinhas criadas livres de gaiolas e sem uso de insumos químicos

O projeto “Produção de Ovos Coloniais na Região Central do Rio Grande do Sul” iniciou suas atividades no ano passado, oferecendo qualificação a agricultores em avicultura colonial e buscando desenvolver sistemas de produção de ovos com galinhas livres de gaiolas e sem uso de insumos químicos. Nos últimos meses, o projeto vem crescendo e registra um incremento nos agricultores participantes e nos números de produção: tendo iniciado com duas granjas e produção de 400 dúzias semanais, possui hoje 6 granjas com um total de 1460 dúzias semanais. A iniciativa, feita em uma parceria do Colégio Politécnico da UFSM, PoliFeira do Agricultor e Cooperativa Coopercedro, envolve agricultores de localidades como Dilermando de Aguiar, Jari, Restinga Sêca, Faxinal do Soturno e São João do Polêsine. 

Outro passo importante foi dado com a inserção dos produtos em redes de supermercados de Santa Maria, assim como em lojas especializadas em itens de tipo colonial. Os ovos receberam neste ano embalagem e marca própria desenvolvidas pela equipe de bolsistas do Colégio e estão sendo comercializados também na PoliFeira do Agricultor e Feirão Regional, que acontece nas manhãs de terças-feiras na Avenida Roraima, na Feira da Roraima, quartas-feiras e sábados pela manhã, assim como no Feirão Colonial, aos sábados pela manhã, no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter.

    Supermercados: 

    Bella Vista, Beltrame, Royal, Vera e Filhos, Fruteira do Alemão, Célio.

    Lojas especializadas:

    Boutique da Colônia, Vó Naná Produtos Coloniais, Nação Verde.

    Feiras: 

    Feirão Regional, Feirão Colonial, PoliFeira do Agricultor, Feira da Roraima.

    Tele-vendas:

    (55) 99631-2749

 

O projeto surgiu da necessidade constatada em pesquisas de fomentar a produção local de ovos, gerando desenvolvimento e renda para pequenos agricultores e diversificando suas atividades. Existem hoje ligadas ao projeto três unidades de inspeção de ovos coloniais na Região Central, sendo duas na forma de entreposto e uma na forma de Casa do Ovo. O Entreposto de Ovos Granja Quarta Colônia está relacionado a Coopercedro. O Entreposto de Ovos do Colégio Politécnico da UFSM com a Polifeira do Agricultor. A Casa do Ovo está  localizada em Agudo e comercializa a marca Ovos Agudense.

Gustavo Pinto da Silva, um dos coordenadores do projeto, destaca que o desafio do projeto é se apropriar de parte do mercado de ovos e mostrar para os consumidores que suas decisões alimentares, no exercício de sua liberdade de escolha, podem influenciar e impactar a vida das famílias rurais de nossa região. “Temos o desafio de buscar mostrar que esse ovo colonial é resultado de um processo produtivo com o mínimo de interferência sobre o modo de vida das aves, considerando o bem estar animal e zero de aditivos de qualquer espécie”. 

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Com intuito de fomentar o desenvolvimento regional, uma alimentação mais saudável e o bem-estar animal, o projeto de extensão “Ovos Coloniais da Região Central – Galinhas Livres de Gaiolas”, organizado pelo Colégio Politécnico da UFSM e pela Cooperativa de Produção e Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares de Santa Maria (Coopercedro), irá a partir desta sexta-feira (12) expandir a venda de seu produto para dois supermercados da cidade: o Royal, em Camobi, e o Bella Vista, no Km 3.

A iniciativa, que teve o lançamento de sua marca própria no último mês, durante edição da já consolidada PoliFeira do Agricultor da UFSM, repercutiu bem, com uma venda de cerca de 140 dúzias em três horas, e agora busca alcançar e tornar-se acessível a mais consumidores, seja aqueles que desejam consumir com mais foco na saúde, já que ovos de galinhas livres apresentam maior concentração de vitamina E e Ômega 3, seja aqueles que querem agir com mais responsabilidade em relação aos animais, com criação em ambientes naturais, onde as aves podem expressar livremente suas características. Também é uma oportunidade para os consumidores ajudarem a fortalecer a economia local neste momento.

O projeto já envolve produtores de diversos municípios da Região Central do Rio Grande do Sul e é uma inovação no mercado de ovos coloniais na região. Também é possível encontrar o produto na PoliFeira do Agricultor da UFSM, que ocorre todas as terças-feiras, na Avenida Roraima, das 7h às 12h.

Fonte: Assessoria de Comunicação da PoliFeira do Agricultor

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Uma iniciativa que busca fomentar o desenvolvimento regional por meio da produção de ovos coloniais será lançada na próxima quarta-feira (3). Trata-se do projeto de extensão da UFSM "Ovos Coloniais da Região Central - Galinhas Livres de Gaiolas", que será apresentado em uma live às 14h, pelo link. Na ocasião, também haverá a cerimônia virtual de entrega do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) ao Entreposto de Ovos do Colégio Politécnico da UFSM. 

A ideia do projeto surgiu a partir de uma carência local. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Rural de Santa Maria, consome-se em média, por ano, 10.036 toneladas de ovos no município, das quais 8.991 não são produzidas na região: foram compradas de fora mais de 14,9 milhões de dúzias para atender à demanda local, sendo boa parte de locais a mais de 250 km, fora do Rio Grande do Sul.

Não é apenas a distância que chama a atenção. Os ovos, em sua maioria, são produzidos em granjas industriais. São as chamadas “indústrias de ovos”, onde se utilizam insumos e técnicas industriais para intensificar a produção - antibióticos, coccidiostáticos, estabilizantes, ração com matéria-prima desconhecida, além de corantes sintéticos para intensificar a cor da gema do ovo. O objetivo é que a galinha produza sempre mais, e ela acaba ficando restrita a um pequeno espaço exclusivo para alimentação e postura. Nesses locais, os animais deixam de expressar suas características fisiológicas e comportamentais e sofrem com estresse, alimentam-se sem parar e produzem o máximo de ovos que sua capacidade genética permite.

Durante a Polifeira do Agricultor, projeto de extensão realizado pelo Colégio Politécnico, agricultores e integrantes do projeto observaram uma grande procura dos consumidores por ovos coloniais, já que costumeiramente são comercializados por agricultores familiares, com aves criadas livres e alimentando-se de forma natural - uma condição de bem-estar animal.

No entanto, esses ovos locais não estavam passando pela inspeção devida, ou seja, não estava eliminado um risco sanitário, o que impossibilitava sua venda na Polifeira. Os consumidores acabavam frustrados, mas notou-se aí uma oportunidade para o desenvolvimento de ações que atendessem a este mercado e gerassem trabalho e renda para os agricultores familiares. Em tempos de dificuldades econômicas no setor, nos quais muitos acabam paulatinamente empurrados para fora das atividades, várias instituições tomaram o desafio de elaborar e implementar projetos e ações em prol do desenvolvimento local, em conjunto com iniciativas que já estavam sendo pensadas.

[caption id="attachment_54979" align="alignleft" width="466"] Entreposto de Ovos do Politécnico deverá entrar em funcionamento na primeira quinzena de fevereiro[/caption]

O início das ações

Em 2017, estudos de viabilidade econômica realizados por um estagiário do curso de Agronomia da UFSM apontaram a produção de ovos como uma atividade que poderia ser fomentada pela Cooperativa de Produção e Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares de Santa Maria (Coopercedro). Da mesma forma, havia uma preocupação com o trabalho e a ocupação da mulher no meio rural, buscando possibilidades de envolvê-las em uma atividades com geração de renda. Conjuntamente com a Granja Quarta Colônia, de Arroio Grande, criava-se o primeiro entreposto de Santa Maria, como forma de viabilizar a inspeção sanitária e a embalagem dos ovos coloniais, o que facilitava e motivava o processo para os agricultores.

Somando-se a essas ações, estava em atividade na UFSM o projeto Polifeira do Agricultor, que busca aproximar agricultores de seus consumidores, além de atuar em processos visando facilitar a organização produtiva do território da Região Central. Ao constatar-se que muitos produtores de ovos coloniais não conseguiam realizar a devida inspeção em sua produção, o projeto Polifeira promoveu uma parceria com o Serviço de Inspeção Municipal de Santa Maria. Em parceria com a chefe do SIM, Lidiane Vieira Machado, foram realizadas visitas à Embrapa Clima Temperado, a Canguçu, Morro Redondo e Cachoeira do Sul, buscando-se suporte técnico e qualificação para o projeto.

Embora com origens diferentes, Polifeira do Agricultor e Coopercedro começaram a se unir, em 2020, na organização e articulação de ações em torno da produção de ovos coloniais de galinhas livres de gaiola e com acesso a piquetes, somando forças em prol do desenvolvimento da produção local de ovos. É nesse contexto que nasceu o projeto de produção de ovos coloniais na Região Central, para dar guarida a um grupo de agricultores que se qualificaram em avicultura colonial e para viabilizar os processos relacionados ao desenvolvimento de sistemas de produção de ovos coloniais.

Existem hoje, ligadas ao projeto, três unidades de inspeção de ovos coloniais na Região Central, sendo duas na forma de entreposto (Entreposto de Ovos Granja Quarta Colônia e, em breve, o Entreposto de Ovos do Colégio Politécnico da UFSM, que ficará nos fundos do Colégio Politécnico e deverá entrar em funcionamento na primeira quinzena de fevereiro) e a Casa do Ovo Agudense, em Agudo. A Casa do Ovo somente recebe ovos da própria granja produtora, enquanto os entrepostos podem receber ovos de diferentes granjas, desde sejam registradas na Inspetoria Veterinária.

[caption id="attachment_54980" align="alignright" width="463"] Projeto tem foco na criação de aves livres de gaiolas[/caption]

O projeto já envolve 12 produtores de oito municípios (Jari, Dilermando de Aguiar, Santa Maria, Restinga Seca, Formigueiro, Faxinal do Soturno, Itaara e São João do Polêsine), com um total de 9.300 aves. Alguns produtores já estão com produção e comercializando e outros ainda não alojaram os animais, mas todos se dispõem a produzir aves em condições de produção livres de gaiolas e com acesso a espaços de pastoreio (piquetes). Nesses espaços, os animais podem ciscar, caçar insetos, isto é, expressar características naturais.

Inserção no mercado e valores agregados

Para atender à comercialização, o projeto de produção de ovos coloniais vai lançar uma série de ações para apresentar aos consumidores de Santa Maria e região sua produção. Além das ações previstas para a próxima quarta-feira (3), haverá o lançamento de pontos de vendas na Polifeira, na Coopercedro e de uma campanha publicitária nas redes sociais.

Nos próximos dias também será lançado um e-book para os interessados em empreender na avicultura colonial. Trata-se de um conjunto de orientações relativas a esse tipo de empreendimento, organizados pelos autores Gustavo Pinto da Silva, Leandro Magon, Giselia Morin e Cristiano Dotto. O livro será lançado pela Editora da Cooperativa dos Estudantes do Colégio Politécnico da UFSM de forma gratuita.

O projeto, mais do que apenas comercializar ovos, busca modificar a forma como os consumidores veem esse alimento tão essencial. O grande objetivo é deixar evidente a importância de suas decisões alimentares: os consumidores, no exercício de sua liberdade de escolha dos alimentos, podem influenciar e impactar a vida das pessoas, apoiando ações mais gentis com os animais e mais nutritivos para suas famílias.

O Colégio Politécnico da UFSM tem como equipe atuante no projeto o técnico em Agropecuária Cristiano Dotto, o professor Gustavo Pinto da Silva, bolsistas da área da Comunicação e Zootecnia. Pela Coopercedro, o projeto é coordenado por Josemar Brutti, Alcione Claro e Leandro Magon. Todo o trabalho é mediado pela equipe da publicitária Mara Kunzler, responsável pela criação e produção das peças publicitárias do projeto.

Fotos: Divulgação

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