UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 12 Mar 2026 14:01:27 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/18/ufsm-tera-filmoteca Tue, 18 Nov 2025 11:15:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71405 Foto colorido horizontal de monitor de vídeo com uma imagem de um programa de edição com foto enquadrada de um homem com chapéu de palha. A tela também mostraAo fundo, outro monitor ligado. No canto esquerdo, uma mão segura um caixa de fita VHS
Processo de conversão de formato analóligo para digital pode levar até seis vezes o tempo da vídeo

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) terá uma Filmoteca no Acervo Artístico. A biblioteca audiovisual será estruturada a partir de aproximadamente 2700 filmes em formatos VHS e DVD, doados pelo Santa Maria Vídeo Cinema (SMVC) e pela TV 55BET Pro. O projeto conta com parceria com o Cine Clube Boca.

Dos 2700 filmes, 2400 faziam parte do acervo do SMVC, sendo 1800 DVDs e 600 VHS, Os 300 filmes restantes são VHS da TV 55BET Pro. As mídias doadas pelo SMVC são de longas e curta-metragens nacionais e internacionais que estavam armazenadas na sede Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (Cesma). Já as da emissora pública da UFSM contém programas jornalísticos, como telejornais e programas de entrevistas, e estavam sob os cuidados do Departamento de Arquivo Geral (DAG). Para além do material em suporte físico, o projeto da filmoteca recebeu doações de vídeos pela internet. 

A importância da filmoteca, na avaliação do administrador Rafael Happke, do Acervo Artístico, está em destacar produções locais e o papel que a biblioteca audiovisual terá para futuras pesquisas sobre cinema: “Enquanto acervo, nós estamos recuperando o trabalho de pessoas que estavam iniciando a carreira no mundo do audiovisual. E, agora, essas produções não vão estar perdidas”, comenta.

Após a transformação dos vídeos em formato digital, os audiovisuais estarão disponíveis à comunidade de duas formas: online, por meio de plataforma, e presencialmente, no Acervo Artístico. Estão previstas também exibições por parte do Cine Clube Boca.

Digitalização, higienização e rotulagem

O DAG, por meio do Laboratório de Reprografia, é responsável pela digitalização dos 900 VHS - 600 do SMVC e 300 da TV 55BET Pro. Até o momento, 300 fitas magnéticas já foram convertidas em formato MKS por quatro estudantes coordenados pela arquivista Cristina Strohschoen. O trabalho foi viabilizado a partir de parceria com a Tele Vídeo de Santa Maria, responsável pela instalação e manutenção do vídeo-cassete e dos demais equipamentos.

O tempo de digitalização pode levar até seis vezes o tempo do conteúdo: a cada uma hora de gravação são necessárias até seis horas para conversão de formato. A bolsista Mariana Fantinel Farias, mestranda em Patrimônio Cultural, explica que em função do armazenamento inadequado, algumas das mídias estão com mofo. Por isso, também é preciso fazer a higienização das fitas VHS.  

O bolsista Guilherme Borges, estudante de Artes Visuais, disse que o trabalho ainda envolve a rotulagem dos produtos audiovisuais nas seguintes categorias: código, ano de inscrição, suporte (VHS), título, duração, diretor, roteiro, produção, direção de arte, fotografia, animação, trilha sonora, edição, finalização, local de produção, gênero e se a fita contém fungo/mofo. Todos esses dados vão estar presentes na plataforma online que os alunos poderão acessar futuramente para assistirem os filmes. 

Foto colorida horizontal de mulher e homem atrá de um computador e à frente de uma estante cheia de fitas de vídeos. A mulher usa uma blusa roxa e óculos. Ela segura uma folha. O homem, com uma camiseta branca, segura uma fita de vídeo
Bolsistas responsáveis pela digitalização, higienização e rotulagem dos audiovisuais
Foto colorida horizantal de homem de meia idade com camiseta preta do Led Zeppelin. Ele está de lado e retira filmes de uma prateleira
Acervo Artístico terá filmoteca digital de obras que estavam apenas em formato analógico

Preservação da Memória do Cinema 

Guilherme Borges gosta de cinema e, por isso, aprecia observar como as pessoas se inseriram no mercado de trabalho a partir do festival de cinema da cidade. “Eu acho que todo esse material tem uma riqueza muito grande. Eu acredito que o artista visual é convidado a olhar uma história em si e ver como aquela história conversa com o hoje. Então, olhar essas fitas, essas histórias, como isso era contado antigamente é revisitar também um projeto, um tempo, uma cultura principalmente. É a memória do patrimônio, porque nessas fitas a gente tem muito da história do Brasil”, observa

Mariana Farias complementa: “Isso também auxilia muito a compreender qual o período em que foi gravado. Acontece todo esse resgate da memória e da cultura de todas as regiões, não só do Brasil. É uma forma do trabalho deles não se perder também, através da digitalização“.

 

Divertir, Instruir, e Emancipar 

O Cine Clube da Boca, coordenado pelo professor Gilvan Veiga Dockhorn, do Programa de Patrimônio Cultural, conta que o projeto da filmoteca estava registrado desde 2020 com a finalidade de recuperar a memória da produção de cinema e audiovisual da cidade. “A iniciativa surge porque Santa Maria é um polo de produção de cinema e audiovisual. Nós temos um histórico dessas produção em vários suportes e está sem conservação. Essa parte do nosso patrimônio cultural vai se perdendo", lembra.

O professor apresenta a importância do projeto: “O lema do Cineclube da Boca é divertir, instruir e emancipar. Com a possibilidade de uma distribuidora de filmes locais para que as pessoas tenham acesso a uma produção, que é tanto de cunho educativo, mas também de denúncia. Vários documentários denunciam exclusão e preconceito, e relatam algumas realidades. Então, através dessa plataforma as pessoas vão poder acessar e ver a grande produção e de alta qualidade que se faz em Santa Maria”, finaliza.

 

Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Ellen Schwade e Felippe Richardt

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/identidades-territorios-cultura-comunicacao-e-desenvolvimento Fri, 15 Aug 2025 21:19:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=584 Identidades & territórios: cultura, comunicação e desenvolvimento
Elisa Lubeck, Flavi Ferreira Lisboa Filho, Luciomar de Carvalho (organizadores)
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[caption id="attachment_66731" align="alignright" width="519"]foto colorida horizontal de duas pessoas sentadas em frente a uma mesa apresentando trabalho a um público Fernanda Pedrazzi e Jorge Cruz[/caption] Os professores do mestrado em Patrimônio Cultural da UFSM Maria Medianeira Padoin, Jorge Alberto Soares Cruz e Fernanda Kieling Pedrazzi apresentaram trabalhos acadêmicos desenvolvidos na Universidade no 20º Congresso Internacional da Associação de Historiadores Latinoamericanistas Europeus - Ahila: Entre América y Mediterráneo, na Università di Napoli L'Orientale, em Nápoles, Itália.
 
A apresentação ocorreu na manhã de terça-feira (3), no simpósio temático Migrações, Nacionalismos e Identidade nas Relações Transatlânticas, coordenado por Luis Fernando Beneduzi, da Università Ca'Foscari Venezia, e Maria Medianeira Padoin, da UFSM.
 
[caption id="attachment_66732" align="alignleft" width="389"] Maria Medianeira Padoin[/caption] Medianeira, do Departamento de História, apresentou o trabalho "Religião, política e imigração", realizado com a professora Marta Rosa Borin. Já Jorge Cruz e Fernanda Pedrazzi, do Departamento de Arquivologia, apresentaram "A contribuição de Ivo Caggiani na configuração da fronteira cultural do Brasil e do Uruguai - preservação do patrimônio histórico em região  de fronteira", realizado em conjunto com a professora Sonia Constante.
 
O evento segue até esta sexta (6) na universidade que é mais antiga de sinologia e orientalística do continente europeu, com estudos sobre línguas, culturas e sociedades da Europa, Ásia, África e América.
 
Fotos: Arquivo pessoal
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/15/ufsm-participa-da-6a-edicao-do-dia-estadual-do-patrimonio-cultural Thu, 15 Aug 2024 16:57:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66550

A Universidade Federal de Santa Maria participa, nos dias 16 à 18 de Agosto, da 6ª edição do Dia Estadual do Patrimônio Cultural. 

O evento é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (Iphae), e congrega atividades voltadas ao reconhecimento, à sensibilização, à valorização e à preservação do patrimônio cultural.

Em 2019, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul decretou o dia 17 de agosto como o Dia Estadual do Patrimônio Cultural (Decreto 54.608/2019). Desde então, a Secretaria de Estado da Cultura promove as comemorações, que acontecem no terceiro final de semana de agosto. Em 2024, ocorrerá nos dias 17 e 18 de agosto.

A UFSM, mais uma vez, participa do evento com várias atividades, buscando somar forças em prol da valorização do Patrimônio Cultural. 

Programação Semana do Patrimônio Cultural

16/08

ACERVO ARTÍSTICO

12h30 - Apresentação do Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica e visitação às exposições

PLANETÁRIO
15h - Sessão de Cúpula: Da Terra ao Universo - Planetário
16h - Oficina de Foguetes - Clube de Foguetes do CTISM - no Largo do Planetário
18:30 -Sessão de Cúpula: Estrelas dos Faraós – Planetário

Observação:
A Oficina de foguetes, ficará sob a responsabilidade da professora Lairane Rekovvsky e o Clube de Foguetes do CTISM. Um formulário de inscrições será disponibilizado no Instagram do Planetário. Ao todo serão 20 vagas, para crianças de 8 a 12 anos.

17/08
MUSEU GAMA D´EÇA
9h - Visita guiada pelo Museu + Escavação Arqueológica Simulada. Duração: 2:30h. Faixa etária livre. Número máximo de inscritos: 20 participantes.
13:30h - Visita guiada pelo Museu + Oficina de Arte Rupestre. Duração: 1:30h. Faixa etária livre. Número máximo de inscritos: 20 participantes.
15:30h - Visita guiada pelo Museu + Oficina de Arco e Flecha. Duração: 1:30h. Faixa etária livre. Número máximo de inscritos: 20 participantes.

Visita guiada ao Museu Gama d’Eça: nesta atividade, um guia irá apresentar ao público as diferentes exposições do Museu, são elas: Fragmentos da História do Rio Grande do Sul; Paleontologia: muito mais que dinossauros; Sala dos animais taxidermizados; Sala entomológica (insetos); Sala da numismática (moedas e cédulas); A história da UFSM; A história do Palacete que abriga o Museu e; Corredor com objetos históricos. Nestas exposições o público terá contato com o variado acervo do Museu, que engloba objetos com valor histórico, cultural e científico.

Escavação arqueológica simulada: considerando o interesse pelo trabalho do arqueólogo, e a fim de desmistificar a profissão, foi criado um espaço para que as pessoas possam vivenciar a atividade de escavação, de forma simulada, no laboratório. Em  ambiente fechado, foram construídas quadrículas de madeira de 1 m2, onde foram depositadas réplicas de objetos geralmente encontrados durante as escavações. O público pode, assim, ter a experiência de como se procede o trabalho de campo, e as atividades propostas são consonantes com os diferentes públicos. Por exemplo, para as crianças abaixo de 10 anos é solicitado que mantenham os objetos no local para desenho da escavação; na faixa etária até 16 anos solicitamos, além do desenho, as coordenadas cartesianas das peças; para os adultos, o desafio é desenvolver a escavação sem a retirada dos objetos da quadrícula.

Oficina de arco e flecha: os povos que viviam da caça ocuparam o território do estado desde 12 mil anos atrás e desapareceram após a conquista européia. Um dos símbolos mais emblemáticos da arqueologia são as diferentes pontas de flecha em pedra. Nesta oficina, se propõe um alvo que representa a fauna do Estado, uma paca (Cuniculus paca), e os participantes são convidados a testarem sua capacidade de caça, com arcos feitos de PVC e flechas modernas. O objetivo é apresentar a caça como algo difícil de ser realizado, que exige técnica, destreza e treinamento, mesmo em alvo parado.

Oficina de arte rupestre: Os grupos caçadores muitas vezes deixaram registrados manifestações culturais que denominamos “arte rupestre”. Embora não saibamos a interpretação correta de suas intenções, podemos observar gravuras em diversas grutas e abrigos rochosos. A proposta da oficina é convidar os participantes a expressarem uma ideia, através de imagens, sem o uso de palavras. Em todo o país, a arte rupestre é uma das manifestações mais complexas dos grupos caçadores do passado.

18/08

VIVA O CAMPUS

Programação: 
Jardim Botânico 

15h às 18h

- Visitação ao Telhado Verde
- Jardim Sensorial
- Exposição de Animais Taxidermizados
- Trilha guiada 15h
- Apresentação da Banda Rock&RI - 16h
- Visita ao viveiro de plantas carnívoras das 16h às 17h

Planetário 

15h – As aventuras de Zito e O Mundo Virtual de Arthur (Público Infantil) - Planetário
16h – Estrelas dos Faraós – Planetário

Acervo Artístico
15h às 18h
- Exposição Natureza/ Organismo Vivo
- Exposição Diversidades do Eu
- Caverna - Espaço Imersivo

Filme: Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ

17h30
Local: Auditório do Prédio 67

Projeto Arte Além do Ofício
Local: Largo do Planetário

Presença da Polifeira do Agricultor 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/13/viva-o-campus-dia-do-patrimonio-cultural-sera-no-domingo-18 Tue, 13 Aug 2024 12:03:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66540
A UFSM, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove, no próximo domingo (18), o Viva o 55BET Pro especial Dia do Patrimônio Cultural, em comemoração ao Dia do Patrimônio Cultural. O evento acontece a partir das 15h no 55BET Pro Sede da Universidade.

O Viva o 55BET Pro Dia do Patrimônio Cultural terá a presença da Polifeira do Agricultor; do Jardim Botânico, com visitação aberta ao telhado verde e outras atrações; do Acervo Artístico, com as exposições “Natureza/ Organismo Vivo” e “Diversidades do Eu” e a atividade nova Caverna – Espaço Imersivo; do Planetário, com sessões de filmes; do Grupo Arte Além do Ofício, com exposição e venda de artesanato; e do projeto Cinema em Movimento, com a apresentação do filme Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ.

A atração artística ficará por conta da banda Rock&RI, no Jardim Botânico.

O Viva o 55BET Pro é um programa da UFSM que busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o meio ambiente ao trazer a sociedade para o 55BET Pro da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional.

Programação:

Atração artística:
16h – Rock&RI
Local: Jardim Botânico

Jardim Botânico
15h às 18h
  • Visitação ao telhado verde
  • Jardim sensorial
  • Exposição de animais taxidermizados
  • Trilha guiada - 15h
  • Apresentação da Banda Rock&RI - 16h
  • Visita ao viveiro de plantas carnívoras - das 16h às 17h
Planetário
Sessões de cúpula:
15h – "As aventuras de Zito e O Mundo Virtual de Arthur" (público infantil)
16h – "Estrelas dos Faraós"

Acervo artístico
15h às 18h
  • Exposição "Natureza/Organismo Vivo"
  • Exposição "Diversidades do Eu"
  • Caverna – Espaço Imersivo
Filme: "Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ"
17h30
Local: Auditório do Prédio 67

Projeto Arte Além do Ofício
Local: Largo do Planetário

Presença da Polifeira do Agricultor.
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2024/07/31/uma-vida-entre-livros-e-cores Wed, 31 Jul 2024 20:30:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3913

Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:

Fotografia horizontal, colorida e em plano médio do perfil de Débora Dimussío. Ela está posicionada ao lado esquerdo. Ela sorri para a câmera. Tem pele branca e cabelos grisalhos e encaracolados abaixo dos ombros. A mão direita dela está semi aberta, apoiada no queixo. Usa um anel de formato oval no dedo médio. O braço esquerdo dela passa pela frente do peito e serve de apoio ao braço direito. Veste uma jaqueta preta e lenço um na cor amarelo e outro roxo com detalhes em preto e vermelho. Usa um crachá de funcionária da biblioteca da UFSM no pescoço. Ao fundo estão expostas telas de pintura feitas por ela em tons variados, que destacam balões.
Bibliotecária Débora Dimussío | Foto: João Agripino Veigas

 

Nascida em Pedro Osório, no interior do Rio Grande do Sul, Débora Dimussío, 58 anos, sempre foi apaixonada por livros e arte. Há mais de 20 é bibliotecária-documentalista na Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e atua no Portal de Periódicos Eletrônicos da instituição. Formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), uniu as habilidades administrativas à paixão pela biblioteconomia: é servidora acadêmica há mais de duas décadas.

Ela cresceu em uma cidade pequena e segura, onde desenvolveu profunda ligação com os livros. Débora visitava livrarias com o pai e irmãos, e, com isso, adquiriu o hábito desde a infância. Essa experiência familiar  inspirou o amor por leituras e também pela preservação da história.

Aos 12 anos, Débora e a família mudaram-se para Rio Grande, onde concluiu o ensino médio e cursou Administração. Trabalhou na gestão de transporte, experiência que lhe ensinou a resolver problemas, mesmo sob pressão. Em 1988, com o nascimento do filho Erik, decidiu dedicar-se à maternidade, mas já com a intenção de retornar aos estudos.

Inspirada pelas frequentes visitas a bibliotecas com o filho, ela se identificou com o curso de Biblioteconomia e decidiu fazer a graduação. Em 2004 foi aprovada em concurso para bibliotecária na UFSM e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Optou pela instituição de Santa Maria, onde encontrou seu lar profissional.

Além da carreira profissional, Débora tem paixão pela arte. “A arte para mim é libertadora. É o meu canal de manifestação. Sem nenhuma regra ela me permite não pensar em nada que possa me oprimir", destaca. Na pintura em telas, ela encontra uma forma de expressão livre e introspectiva, sem restrições de estilo ou técnica. Durante a pandemia e com a necessidade de afastamento social, essa atividade tornou-se um refúgio, e permitiu trazer a natureza para as telas.

Guiada apenas pela intuição, ela usou texturas para fazer um quadro sobre planetas. A obra foi presente para uma pessoa com deficiência visual para que, através do tato, ela pudesse sentir a arte. Para Débora, essa é uma forma de conexão com os outros, o que  proporciona momentos de introspecção e alegria para ela e aqueles que apreciam as suas criações.

Apaixonada pela natureza, permitiu-se explorar o universo da fotografia. A pintura lhe traz desprendimento do que é técnico, então enxerga nos retratos uma forma de estudar luz e sombra, elementos essenciais para aprimorar sua arte. Fotografar é um exercício de movimento e criatividade que contrasta com a introspecção da pintura. Hoje, a fotografia ocupa seu tempo. “Fotografar, para mim é movimento, se posicionar e achar o melhor ângulo com criatividade”, explica.

Débora Dimussío é uma mulher multifacetada, que encontra beleza  nos livros e cores. Sua trajetória é um exemplo de como é possível unir diferentes paixões e habilidades, criar impacto positivo na comunidade e na vida das pessoas ao seu redor. Algumas  obras de arte de Débora estão expostas na Biblioteca Central da UFSM e trazem cor e vida ao espaço.

Arte na UFSM: Um patrimônio cultural a ser explorado

Débora Dimussío é também estudante do 3° semestre do curso Técnico em Geoprocessamento da UFSM. A fim de conectar seus interesses em arte pelo Geoprocessamento, Débora planeja produzir como trabalho de conclusão do curso, um projeto de mapeamento que visa localizar com precisão as esculturas a céu aberto do campus da UFSM. “Há obras muito bonitas nos centros da UFSM. É interessante existir um mapa que as localize e nos informe quem é o autor”. O mapeamento será realizado a partir do uso de coordenadas, pelo Google Earth.

A iniciativa de Débora se baseia em dois projetos: no Catálogo de Esculturas da UFSM Santa Maria, organizado pela arquivista Flávia Simone Botega Jappe e pelo professor José Francisco Goulart, e que registra informações sobre trinta e três esculturas públicas expostas ao ar livre no 55BET Pro. O outro produto é o “Catálogo de Murais UFSM: 1971-2021”, organizado pela arquivista da UFSM, Cristina Strohschoen dos Santos, e lançado no ano de 2021 pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), explora uma linha do tempo de 30 murais da UFSM. Os dois catálogos estão foram disponibilizados pela UFSM a partir da PRE, e se encontram disponíveis para download e leitura no site da PRE.

Fotografia horizontal, colorida e em plano geral de Débora Dimussío em pé, posicionada no lado esquerdo da imagem. Ela sorri enquanto olha para as pinturas expostas ao seu redor. Tem pele branca e cabelos grisalhos e encaracolados abaixo dos ombros. A mão direita está apoiada no queixo. Usa um anel de formato oval no dedo médio. O braço esquerdo dela passa pela frente do peito e serve de apoio ao braço direito. Veste jaqueta preta, cachecol nas cores vermelho e branco, calça verde musgo e sapatos pretos. Ao seu redor, expostas sobre cavaletes de madeira clara, estão cinco pinturas coloridas feitas por ela. As pinturas tem tons variados, e destacam balões e formas geométricas em tons e texturas variados.
Bibliotecária Débora Dimussío ao lado de telas artísticas | Foto: João Agripino Veigas

Reportagem: Eliandro Martins e João Agripino Veigas

Contato: eliandro.martins@acad.55bet-pro.com/joao.veigas@acad.55bet-pro.com

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/06/10/egressa-da-ufsm-cria-colecao-de-joias-inspiradas-em-igrejas-da-quarta-colonia Mon, 10 Jun 2024 18:30:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65918 Joias costumam ser sinônimo de beleza e preciosidade, mas se tornam ainda mais valiosas quando carregam um significado. Foi isso que a designer de joias Ana Luiza Seeger Guerra buscou trazer em sua coleção inspirada na Quarta Colônia de Imigração Italiana e suas igrejas: criar peças significativas, que remetam ao povo responsável por colonizar a região a partir do século 19. Através de características iconográficas presentes na arquitetura religiosa de nove igrejas locais, Ana representa a fé católica, um elemento intrínseco à cultura italiana, que perpassa gerações.

O projeto faz parte de uma dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural da UFSM, orientada pelo professor Flavi Ferreira Lisboa Filho. Para o trabalho, foram selecionadas as igrejas matrizes de Ivorá, Dona Francisca, Pinhal Grande, Silveira Martins, Faxinal do Soturno, Nova Palma, São João do Polêsine, Vale Vêneto e Arroio Grande (distrito de Santa Maria). O colar inspirado na Igreja Matriz de Vale Vêneto, distrito de São João do Polêsine, é a única joia produzida até o momento.

A equipe da Agência de Notícias pediu que Ana destacasse algumas das peças que fazem parte da coleção e explicasse as referências por trás das criações. As joias escolhidas são as seguintes

Nova Palma – A Igreja Matriz de Nova Palma, dedicada à Santíssima Trindade, foi transformada em um anel. Inicialmente, Ana havia optado por representar as formas, bastante características da fachada e do interior da igreja, em brincos (que chegaram a ser desenhados e estão disponíveis no apêndice do trabalho), porém, conforme a união dos elementos em desenho foi tomando forma, ela percebeu que funcionariam mais harmonicamente como um anel.

A peça faz referência ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, que formam a Trindade, a qual a matriz homenageia. Na joia, Pai e Filho são representados pelas pedras “água-marinha”, dispostas nas laterais, em tom de azul. A escolha das gemas azuladas fazem referência à pintura do teto do templo, em que as duas figuras aparecem em vestimentas azuis. Já o Espírito Santo, que ocupa a posição central, é representado pela pedra citrino. Naturalmente amarelada, a tonalidade da pedra faz referência à pomba presente na pintura, o principal símbolo do Espírito Santo.

Silveira Martins Já a Matriz de Silveira Martins, dedicada a Santo Antônio de Pádua, considerado um “santo casamenteiro”, foi convertida em um colar. A característica mais marcante da fachada, escolhida como principal elemento de representação da igreja, é a torre cilíndrica de estilo bizantino. Para evidenciar a forma, Ana escolheu um pingente estilo berloque, que une duas partes iguais soldadas, e permite o movimento giratório.

Outra marca replicada em várias partes do templo são os detalhes florais, com destaque para a flor de açucena, ou lírio, segurada pela estátua de Santo Antônio na fachada da matriz, assim como nas portas, no chão e nos retábulos laterais. A flor é representada no pingente em relevo, disposto acima de um cravejado de pedras, que acompanha toda a circunferência do berloque. Na ideia inicial, as pedras de esmeraldas seriam utilizadas como representação dos ramos das açucenas e diamantes seriam usados para representar o branco das pétalas. Porém, na versão final, apenas as esmeraldas permaneceram para simbolizar a planta.

Vale Vêneto – Outro destaque é a Matriz de Vale Vêneto, dedicada a Corpus Christi, que foi representada por um colar. A fachada do templo possui formas geométricas acentuadas. O teto de madeira também apresenta formas em relevo, que contornam a imagem da Eucaristia e de um cálice ao centro. A Eucaristia – que remete ao sacrifício do corpo e sangue de Jesus, representados na repartição do pão e do vinho na Última Ceia – é replicada em diversas partes da igreja, como nos vitrais, no altar e no sacrário.

Além disso, o retábulo central abriga uma imagem do Sagrado Coração de Jesus em seu nicho principal, que remete ao significado da igreja. Nela, Cristo aparece em vestes vermelhas, uma auréola sobre a cabeça e uma das mãos indicando o coração. Dessa forma, a junção dessas referências deu origem a um pingente triangular, revestido por traços que fazem alusão à Eucaristia e dão a ideia da auréola sobre a cabeça de Cristo. O rubi vermelho em formato cabochão, centralizado na joia, remete ao sangue de Cristo, também como parte da Eucaristia.

[caption id="attachment_66026" align="alignright" width="494"] A criadora da coleção de joias inspiradas nas igrejas da Quarta Colônia: Ana Luiza Seeger Guerra (foto: Ana Alicia Flores)[/caption]

Desenhos e criatividade

Apesar da liberdade de usar a criatividade nos desenhos, Ana não quis se distanciar muito da literalidade na representação dos elementos observados nas igrejas. Segundo ela, como uma boa designer, seu processo criativo sempre é guiado por referências. A partir delas, começa a desenvolver desenhos esquemáticos, que ajudam a pensar nas formas e a entender como vai transformá-las em joias. O papel-manteiga é um aliado importante nesse processo para facilitar o refinamento, pois, à medida que os desenhos vão sendo replicados, vão tomando uma forma mais consistente.

Depois de rascunhados no papel, eles são projetados no software Rhinoceros 3D, um programa de modelagem tridimensional, que permite uma prototipagem do produto nas dimensões reais. Mesmo não sendo exclusivo para o design de joias, Ana opta por usá-lo, pois ele oferece uma projeção precisa das escalas milimétricas utilizadas nas joias, diferentemente de outros softwares próprios para isso. É nessa ferramenta que o design é finalizado, já com a simulação dos materiais que serão usados para a confecção, como as pedras – ou gemas, como são chamadas na joalheria – e a disposição e encaixe desses materiais na peça.

Produção do colar de Vale Vêneto

O colar da Matriz de Vale Vêneto, produzido em ouro 18 quilates, passou por um longo processo para ganhar forma. O procedimento, chamado de prototipagem 3D, foi escolhido para produzir a peça pela sua complexidade e riqueza de detalhes, que inviabilizaria a produção completamente à mão.

A primeira etapa foi a impressão 3D, que serve para dar a dimensão do volume e testar a peça. Depois, essa prototipagem é revestida de borracha, formando um molde, que recebe a injeção da cera e origina um novo molde. Esse novo molde de cera é limpo, revisado, e depois recebe a cravação das pedras. Seguido da conclusão da cravação, ele é adicionado a uma espécie de suporte, formando uma “árvore”, como é conhecido o processo. A árvore é colocada em um tubo, revestida por gesso e levada ao forno em uma temperatura por volta de 700 graus Celsius.

Após 12 horas no forno, esse tubo de gesso formado é retirado. Dentro daquele suporte que originou a árvore, é injetado o material fundido, escolhido para a joia. No caso do colar de Vale Vêneto: o ouro. Depois do resfriamento dos tubos, é esperado o processo de cura do gesso, para depois ser quebrado e a joia, já formada, ser retirada e levada para limpeza e acabamentos feitos pelo ourives.

Objetivo e divulgação

Apesar do colar de Vale Vêneto ter sido a única joia produzida até o momento, já que a fabricação é sob demanda, todas as peças estão disponíveis para encomenda na loja de Ana, Aphelia Design de joias. Com o intuito de mostrar as peças com mais detalhe e explicar os simbolismos por trás das escolhas, a designer tem publicado uma série de vídeos em seu perfil no Instagram, que ajudam a cumprir o objetivo de exaltar a região. “A pretensão dessa coleção é divulgar mais a Quarta Colônia e também explicar às pessoas como eu fiz o trabalho, que foi, realmente, algo mais elaborado. Não apenas peguei o formato da lateral, eu fiz a joia, eu pesquisei, eu pensei que seria mais significativo”, relata.

Seleção das igrejas

Para o trabalho, foram selecionadas nove igrejas sob um mesmo critério: terem sido fundadas por imigrantes italianos. Por isso, a matriz de Arroio Grande, um distrito de Santa Maria, também foi incluída, apesar de não fazer geograficamente parte da Quarta Colônia. Já outras cidades que foram agregadas posteriormente à região, como Restinga Seca e Agudo, não foram integradas no projeto por terem colonização alemã ou por suas paróquias não terem sido idealizadas por italianos. Essa seleção foi importante para manter a essência do projeto de trazer à tona a identidade do povo italiano através de suas construções religiosas.

Significados

O processo de captar a essência das igrejas fez com que Ana aprimorasse não apenas seu conhecimento, mas também seu olhar sobre cada uma delas. O aprofundamento no estudo da iconografia religiosa teve um papel fundamental na compreensão de que nada está ali por acaso. “Isso foi o que me instigou também a trabalhar, porque uma coisa que eu sempre gostei de entender foram os porquês, entender os simbolismos, os significados. E busquei representar isso nas joias, para realmente ter a identidade de cada igreja. Minha pretensão era que o pessoal olhasse para essa joia e soubesse de que igreja estamos falando”, conta a designer.

Para isso, um dos principais elementos explorados nas joias foram as fachadas, por serem marcantes e gerarem o primeiro impacto visual. A partir disso, Ana buscou encontrar nestas fachadas outros componentes que remetessem ao padroeiro, seja nas cores, na porta de entrada, na quantidade de torres, no formato das colunas, nos relevos ou na disposição de cada um destes itens, que para visitantes podem parecer detalhes puramente estéticos, mas são escolhas fundamentadas no significado das igrejas.

Novos olhares

A busca pelos elementos característicos, que chamassem a atenção e que poderiam ser facilmente identificados, também envolveu visitas a cada uma das matrizes. Mesmo com a dificuldade de acessar o interior de algumas delas, devido ao horário de funcionamento, Ana desbravou os arredores da parte externa de todas. Para ela, esse movimento foi também uma redescoberta.

“Consegui ter um olhar diferente, porque às vezes estamos acostumados com aquela igreja e não prestamos atenção que ela tem um estilo, seja mais barroco, ou mais moderno, sabe? Então, desenhar joias com base nessas igrejas me fez ter uma outra visão delas, apesar de ter visto, de ter ouvido sobre várias delas durante a vida, nunca tinha parado para pensar nos detalhes.”

Contextos históricos

O desvendar das escolhas de formas, relevos, cores e acabamentos contam tanto a história da igreja e do que ela representa, quanto de quem se dedicou a construí-la. Foi com o olhar atento aos detalhes também do contexto a qual cada igreja pertence que Ana descobriu, em uma plaquinha discreta na frente da Matriz de Vale Vêneto, uma trágica história que faz parte da constituição do local. Um dos homens que trabalhavam construindo o telhado, nativo dali, caiu e faleceu durante a obra. A homenagem conta um fragmento triste da história de apenas uma das pessoas que, com suas próprias mãos, ajudou a construir não só uma estrutura paroquial, mas também uma parte histórica da região.

Inspiração

Ao ingressar no mestrado profissional de Patrimônio Cultural, Ana já sabia que seu projeto envolveria duas marcas importantes em sua vida: sua paixão pelo design de joias e sua origem. Nascida em Silveira Martins e criada em uma família de descendentes de imigrantes italianos, a ideia de representar sua própria cultura veio naturalmente.

Já o design de joias surgiu em seu caminho durante a graduação em Desenho Industrial na UFSM. Sem muitas expectativas para a disciplina de joalheria, parte do currículo do curso, Ana foi surpreendida pela satisfação ao desenvolver os projetos da matéria e pela avaliação positiva que recebeu de diversos professores em uma amostra de trabalhos no final do semestre. A partir disso, montou em casa uma bancada de ourives – mesa própria para a confecção de joias – e passou a trabalhar na área.

Conforme o crescimento da demanda, Ana teve que escolher entre o desenho e a produção na bancada. Ao priorizar sua formação, hoje se dedica a desenhar as peças de sua loja, Aphelia. Porém, sem deixar totalmente de lado sua mesa, uma velha companheira cheia de marcas de uso inevitáveis do instrumento de trabalho de um ourives, a designer dá o acabamento final a todas as peças de sua marca.

Mudanças de rumo

Mesmo com a certeza dos protagonistas de seu projeto, Ana teve que mudar um pouco os planos. Sua ideia ao entrar na pós-graduação, no início de 2020, era entrevistar descendentes de imigrantes e criar as joias a partir de objetos trazidos da Itália, herdados pelas famílias. Porém, a pandemia de Covid-19 inviabilizou a iniciativa e obrigou a designer a pensar em uma nova estratégia. Em meio a pesquisas, ela se deparou com a área da iconografia religiosa, bastante usada em estudos sobre a Quarta Colônia.

Ao compartilhar o resultado das buscas com o orientador, o professor Flavi sugeriu as igrejas da Quarta Colônia como base para a criação das joias. Foi assim que uma nova marca da vida de Ana se uniu à equação, pois, além de juntar o design de joias e sua origem, Ana pôde acrescentar uma nova camada de identificação ao projeto: sua religião. Parte de uma família que sempre expressou sua fé católica, ela teve contato com as igrejas da região durante toda a vida e acredita que sua crença despertou uma admiração pela beleza dos templos e a inspirou.

Importância da UFSM

A produção científica realizada na UFSM teve um papel importante para que a dissertação de Ana se concretizasse. Através das pesquisas sobre diferentes aspectos da Quarta Colônia, que compõem o acervo da instituição, Ana pôde aprofundar ainda mais seu conhecimento. “A UFSM me trouxe esse olhar mais histórico, uma consciência histórica maior sobre o lugar onde eu cresci. Para mim, o que mais marcou foi essa parte histórica das igrejas, do catolicismo e todo esse conhecimento prévio de trabalhos que tinham sido feitos antes de mim, tanto por alunos quanto por professores”, analisa a designer.

Responsável por uma bibliografia recheada de pesquisas sobre a Quarta Colônia, a professora do Mestrado em Patrimônio Cultural Maria Medianeira Padoin foi uma das grandes inspirações para a fundamentação teórica do projeto. Além dela, a troca com o orientador, o professor Flavi, também trouxe muita bagagem, já que além de ter orientado diversos trabalhos de joalheria, sua identificação com a área vem de família, pois sua mãe, Maria da Graça Portela Lisboa, também é designer de joias.

Texto: Júlia Maciel Weber, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Ana Alicia Flores, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista

Artes Gráficas: Daniel de Carli

Edição: Lucas Casali

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O Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural realizará o painel “Governos e mercado: aspectos econômicos da cultura no Geoparque Quarta Colônia", no dia 28 de abril, a partir das 14h.

Serão apresentados os resultados da análise de alocação de recursos públicos pelas prefeituras da Quarta Colônia e da avaliação dos aspectos ligados ao mercado da cultura nesses municípios, enfatizando o número de empresas e trabalhadores envolvidos no setor cultural.

Atividade irá acontecer no Salão Imembuí, no prédio da Reitoria, e contará com a participação dos professores Thiago Costa Martins (PPG Patrimônio Cultural/UFSM e PPG Políticas Públicas/Unipampa) e Victor da Silva Oliveira (PPG Planejamento e Desenvolvimento Regional e Urbano na Amazônia/Unifesspa), que desde 2013 desenvolvem estudos que analisam a temática. A mediação será realizada pelo prof. Flavi Ferreira Lisboa Filho, Pró-Reitor de Extensão da UFSM.

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Um tour de jardineira pelos museus da cidade foi a maneira encontrada pela Universidade Federal de Santa Maria e pela Prefeitura de Santa Maria para comemorar o Dia Estadual do Patrimônio do Rio Grande do Sul. O Circuito Cultural reuniu 40 convidados por pouco mais de 3h30 no sábado (20). Idealizado pela Pró-Reitoria de Extensão e pela Secretaria de Cultura, o passeio contou com o apoio da Efal Turismo. 

O Circuito Cultural começou e terminou no Centro Integrado de Cultura Evandro Behr: do Museu de Arte de Santa Maria (MASM) ao Arquivo Histórico. No primeiro ponto, no MASM, o grupo pôde apreciar vídeo-arte, objeto-arte, esculturas, fotografias e colagens feitas pelos vencedores do Salão Latino Americano de Artes Plásticas. Depois, a jardineira rumou para o campus sede da UFSM para percorrer três ambientes. No prédio da Biblioteca Central, os visitantes apreciaram as obras da exposição “Reavivando um patrimônio”, do Acervo Artístico, e a mostra sobre a trajetória da arqueologia gaúcha no  Laboratório de Arqueologia, Sociedade e Cultura da América (Lasca). No terceiro espaço, o Museu de Arte, Ciência e Tecnologia (MACT), no mezanino do Planetário, foi possível observar a FACTO 9

No retorno ao Centro, os visitantes puderam compreender a relevância da Casa de Memória Edmundo Cardoso para a história do teatro local e do próprio município. “Cada canto desta casa tem uma história”, comentou a anfitriã Gilda Cardoso, filha do artista e escritor. O Museu Vicente Pallotti, que reúne um dos maiores e mais ecléticos acervos do estado, foi a penúltima parada. O encerramento ocorreu com um passeio pelo Arquivo Histórico Municipal, espaço que preserva documentos da cidade e da rede ferroviária. 

"Um circuito fantástico. Encantou a todos", resumiu a vice-reitora, professora Martha Adaime. A gestora enfatizou a relevância de ações como esta. "É algo para a gente pensar para produzir com mais frequência para a nossa comunidade se apropriar da cultura, da arte que está à disposição da nossa universidade e da nossa cidade de Santa Maria", comentou.  

A secretária de Cultura, Rose Carneiro, reforça a importância da ação para a formação de público. “No grupo, tinham crianças, que é um público fundamental na formação de plateia”, observou. Ela também mencionou a relevância do patrimônio cultural de Santa Maria e sinalizou que ações diferentes para a valorização do patrimônio devem ser promovidas.

Museu de Arte de Santa Maria (MASM)

Exposição atual: XVI Salão Latino Americano de Artes Plásticas

Destaques: obra da série João e Maria, fotografia em cianotipia, de Andrea Bracher

Local: Centro Integrado de Cultura Evandro Behr (Avenida Presidente Vargas, 1400)

Acervo Artístico da UFSM 

Exposição atual: Reavivando um patrimônio

Destaques: obras de Iberê Camargo, Carlos Scliar e Cláudio Carriconde

Local: Prédio da Biblioteca Central

Laboratório de Arqueologia, Sociedades e Culturas da América (Lasca)

Exposição atual: A Trajetória da Arqueologia no Rio Grande do Sul 

Destaques: maquetes e artefatos (pontas de lanças, flechas e artes rupestres)

Local: Prédio da Biblioteca Central

Museu de Arte, Ciência e Tecnologia (MACT) 

Exposição atual: Festival Arte Ciência e Tecnologia, FACTO 9 

Destaques: reúne obras de artistas nacionais e internacionais, para pensar a arte, a ciência e a tecnologia, em suas implicações culturais, ambientais, políticas e éticas.

Local: Mezanino do Planetário

Casa de Memória Edmundo Cardoso

Exposição atual: mostra permanente 

Destaques: objetos pessoais de Edmundo Cardoso e documentos sobre a Escola de Teatro Leopoldo Fróes

Local: Pinheiro Machado, 2712

Museu Vicente Pallotti 

Exposição atual: mostra permanente de artes visuais, arqueologia, história e ciências naturais 

Destaques: seções de paleontologia e arte missioneira

Local: Rua Alziro Roggia, 115, Bairro Patronato

Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria

Exposição atual: mostra permanente

Destaques: coleções de jornais e fotografias sobre a cidade e documentos Cooperativa de Consumo dos Empregados da Viação Férrea (Coopfer) 

Local: Centro Integrado de Cultura Evandro Behr (Rua Appel, 900)

Texto: Maurício Dias, jornalista

Fotos: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Revista Arco

Revisão: Mariana Henriques, jornalista

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Francisco Cougo Júnior foi premiado com a tese "A patrimonialização cultural de arquivos no Brasil", defendida na Universidade Federal de Pelotas 

 

O professor adjunto do Departamento de Arquivologia do Centro de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Francisco Cougo Júnior, foi contemplado com o primeiro lugar na categoria Tese no Prêmio Nacional de Arquivologia. O trabalho vencedor é intitulado “A patrimonialização cultural de arquivos no Brasil”, e foi defendido na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A premiação, que ocorreu em dezembro de 2021, é oferecida pelo Arquivo Nacional, órgão que objetiva a gestão do patrimônio documental do país e garante ao cidadão o pleno acesso à informação. 

 

Ilustração de homem branco de óculos de aros pretos e vestindo terno preto mexendo em arquivos de papel. Uma folha diz Prêmio Nacional de Arquivologia Maria Odila Fonseca 2021

O Prêmio Nacional de Arquivologia leva o nome de Maria Odila Fonseca, professora, pesquisadora e contribuidora para o desenvolvimento da Arquivologia no Brasil. Há três categorias que podem ser premiadas: Trabalho Conclusão de Curso (graduação); Dissertação (mestrado) e Tese (doutorado). Conforme o regulamento, para avaliar os trabalhos concorrentes, a Comissão organizadora utiliza critérios como ineditismo na abordagem do tema, além da relevância e contribuição da pesquisa para o desenvolvimento do pensamento crítico na área da Arquivologia.   

  Em seu trabalho de doutorado, Francisco busca compreender como ocorre o processo de conformação do patrimônio cultural arquivístico brasileiro a partir de suas dimensões políticas, sócio-históricas e técnicas. Como apresentado pelo professor, “o estudo busca identificar os agentes sociais envolvidos na patrimonialização, assim como suas práticas, discursos e ações”. É proposto também um debate crítico sobre o processo de patrimonialização de arquivos na contemporaneidade.

Francisco Cougo é Doutor em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas (2021), Mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2010), Bacharel em Arquivologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2015) e Graduado em História – Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande (2008). 

Em entrevista para a Revista Arco, o professor Francisco contou sobre o seu trabalho e a importância da premiação.

ARCO: O que motivou você a desenvolver esse projeto? 

Francisco Cougo: O meu movimento de montar um projeto de doutorado, pelo menos naquela fase da minha carreira, se deu por motivações profissionais, de busca por qualificação. Eu não era professor da Universidade naquela ocasião ainda e tinha essa ambição de me tornar professor do ensino superior. 

O projeto original da tese era bastante diferente do projeto final, e eu gosto de falar isso, até porque alguém que lê uma revista como a Arco geralmente circula no meio acadêmico, seja aluno ou professor. Às vezes existe uma idealização, principalmente por parte dos estudantes, sobre a pesquisa, e essa idealização ocorre no sentido de que as pessoas olham uma tese pronta e, mais ainda, uma tese premiada, e pensam que aquilo ali acontece como nos manuais de metodologia, tudo organizadinho, que tudo deu certo, foram cumpridas cada uma daquelas fases – e a vida real não é assim. 

“Eu sou militante de que os nossos trabalhos de pesquisa sejam mais honestos e transparentes com os leitores no sentido de contar também o que não dá certo e as coisas que vão se modificando no caminho”. 

Eu fui bancário entre os anos de 2012 e 2014, atuava como escriturário e trabalhei boa parte desse tempo no arquivo do Banrisul, isso na época em que eu cursava a graduação de Arquivologia. Esse arquivo passou por um processo chamado de externalização, que não é um termo técnico da Arquivologia, é um termo técnico da administração. A externalização nada mais é do que uma terceirização de serviço, só que a terceirização que a gente tá acostumado, por exemplo da limpeza, da manutenção, da portaria, fica a cargo de um trabalhador que vem e atua no espaço em que nós estamos. Já a externalização não é assim: a atividade que acontece em determinada instituição é mandada para uma instituição terceira. Em um certo momento, venderam o prédio em que nós trabalhávamos e externalizaram o serviço – e esse é um fenômeno que tá acontecendo em toda a América Latina. Esse movimento me chamou muito a atenção, de que uma coisa tão importante quanto a gestão de arquivos e a gestão de documentos no âmbito público estivesse sendo repassada para empresas privadas. 

Então eu decidi fazer o meu primeiro projeto sobre isso e fui aprovado no Programa de Pós-Graduação (PPG) de Memória Social e Patrimônio Cultural na UFPel. Eles gostaram do projeto, naquela fase intermediária. Porém, quando fui fazer o doutorado de fato, começamos a discutir o projeto e ficou claro que ele dificilmente poderia ser analisado em um PPG que tem como intuito discutir Memória e Patrimônio, porque eu estava falando de coisas mais ligadas à administração, gestão e ciência da informação. Fiz várias tentativas de buscar uma mudança no projeto sem mudar o objeto da pesquisa e, durante essas tentativas, comecei a fazer muitas leituras a respeito da relação entre patrimônio e arquivos com foco no Brasil. Nesse momento, me dei conta dessa relação, que é muito falada na Arquivologia, que arquivo é patrimônio, que faz parte do Patrimônio Cultural. Essa relação era muito falada e pouco estudada na sua essência e, principalmente, que havia uma lacuna de compreensão. Não só sobre o que é considerado patrimônio arquivístico no Brasil, mas principalmente sobre como conjuntos de documentos comuns do dia a dia se tornam um patrimônio cultural. 

Com essas leituras e esse estudo, dei início a uma pesquisa mais fundamentada e sistematizada, que me levou à compreensão de que mais importante do que estudar o processo de externalização de arquivos — que eu continuo achando muito interessante e agora, como professor, estou prestes a começar um projeto para estudar esse tema .

“Ainda era necessário tentar fazer esse exercício de entender como os documentos do nosso dia a dia, sendo públicos e privados, foram sendo transformados em patrimônio cultural no Brasil”.   

A transformação de documentos do nosso dia a dia em patrimônio começou a me despertar muito interesse e aí eu fiz esse movimento, vi que existem alguns trabalhos que tentam pegar um conjunto de documentos, geralmente de arquivos pessoais, por exemplo, documentos que pertenceram ao presidente Getúlio Vargas, e analisam como foi o processo que levou à transformação daqueles documentos em patrimônio ou qual foi o processo para garantir que aquilo não se perdesse. Existe um trabalho muito interessante do Darcy Ribeiro a respeito desses arquivos, mas não havia ainda um trabalho que abordasse isso do ponto de vista do Estado Nacional Brasileiro. Quis entender como o Brasil, enquanto Estado, país, nação, se mobilizou, mobilizou os seus agentes, suas forças simbólicas, políticas, culturais e dos mais diferentes setores, no sentido de patrimonializar esses arquivos e como foi se criando ao longo do tempo um certo regime de patrimonialização que hoje está mais ou menos constituído. 

Como eu tenho formação dupla, sou arquivista e historiador, eu recorri à História. Busquei antes da chegada da família real portuguesa no Brasil, que é quando começa a haver as primeiras iniciativas de garantir a preservação de determinados documentos, que naquele momento eram vistos como um monumento da história à pátria, até o momento atual, que é um momento super complexo porque envolve essa questão das externalizações. Além disso, traz o digital, que é super complexo, e envolve esse momento que estamos vivendo há alguns anos de austericídio — que é a retirada de um investimento econômico das instituições de cultura, o que nunca foi tão grande, mas agora vive um colapso. 

O que me motivou a fazer esse trabalho foi esse movimento de pesquisar algo, mas vi no meio do caminho que havia uma lacuna a ser preenchida que era muito mais importante do que aquela pesquisa que estava fazendo antes. Acho que o prêmio tem um pouco desse significado. 

“Escrevi um trabalho que eu queria ter lido quando comecei a fazer essas pesquisas. E como eu sou professor, escrevi um trabalho que quero que os meus alunos leiam”.

ARCO: A partir da perspectiva histórica em seu trabalho, como foi desenvolver as buscas sobre a patrimonialização cultural de arquivos no Brasil?

Francisco Cougo: As buscas se dão principalmente a partir das instituições centrais do trabalho. O IPHAN  foi um local de fácil acesso para conseguir os arquivos que eu precisava, na Biblioteca Nacional foi relativamente fácil, o IIHGB tem muita coisa disponível na internet, o que eu precisava do Arquivo Nacional eu consegui a maioria, mas eu tive que pagar por isso, a digitalização é cobrada. A partir disso vem os desafios da busca por documentos mais contemporâneos, e isso é o contraditório, pois quanto mais tu se aproxima da época atual, mais difícil fica de contar a história. Um exemplo é que, a partir de 1971, o Brasil teve a Associação de Arquivistas Brasileiros, que era o grande órgão representativo de arquivistas no país, porém essa associação foi extinta em 2015. Com isso, surge o périplo sobre os documentos da associação. Na teoria, estão no Arquivo Nacional, mas quando fui checar descobri que está dividido entre pessoas que trabalham lá. Outro ponto dificílimo de entender o funcionamento — e eu  não digo isso com orgulho — é sobre o papel dos cursos de graduação em arquivologia, porque esses cursos não têm arquivos  — faço a ressalva de que o curso da UFSM tem um belo arquivo. 

Agora eu acho que vou dar o pior exemplo possível em relação a tudo isso que foi comentado. Ao chegar na parte final do trabalho, eu busquei estabelecer um quadro geral — denominei como esquema interpretativo — a respeito do processo de patrimonialização cultural de arquivo no Brasil hoje. Mapeei as características e os problemas desse esquema e identifiquei que o processo de patrimonialização através da doação de documentos — isso é quando uma entidade ou uma pessoa doa os seus arquivos para uma instituição patrimonializada — ocorreu sem historicamente ter documentação. Ou seja, era chegar, entregar os documentos e não fazer nada em relação a isso, nem mesmo anotar quem foi que doou. Descobri que, em 2015, o Arquivo Nacional criou uma portaria — se não me engano — normatizando como é que deveria ser esse processo. Isso foi só em 2015, o Arquivo Nacional existe desde 1838 e não se tinha isso estabelecido em uma norma. O detalhe é que eu descubro isso através de um anexo de uma tese de doutorado que por algum motivo tratou desse tema. Essa norma não é encontrada no  site do Arquivo Nacional – e olha que falamos de um documento de 2015 e super importante. Eu acho que a pandemia traz um agravante nisso tudo porque estamos passando por um processo de desinstitucionalização aqui no Brasil que impacta diretamente nos arquivos e no acesso à informação pública. Em relação à pandemia, embora eu já estivesse na reta final do trabalho, o formato remoto me impossibilitou de ter acesso a certos documentos que eu queria. Houve uma redução muito grande na carga horária de trabalho das pessoas nos locais em que os documentos estavam, mas acho que não chegou a comprometer o resultado final.

ARCO: O que a sua tese pode trazer ao campo da Arquivologia e para a sociedade em geral em relação a resultados e impactos?

Francisco Cougo: A partir desses impactos, identifiquei dentro da história da patrimonialização cinco atos, que na tese chamei de atos performativos, que são mais ou menos conhecidos da sociedade em geral. Talvez o mais comum seja o ato da aquisição. É quando as instituições que têm potencial de patrimonialização adquirem documentos, comprando, através de doações ou outros mecanismos. Outro ato é conhecido como recolhimento, que no caso esse ato se dá de duas formas. Uma delas é quando acontece compulsoriamente, quando por exemplo uma lei determina, que é o caso dos documentos que foram produzidos e acumulados pela Comissão Nacional da Verdade, que aconteceu a partir de 2011. E existe ainda o recolhimento mediante a avaliação de documentos que é eminentemente arquivístico. Ele ocorre a partir de um procedimento da arquivologia que estabelece tabela de temporalidade para definir prazos de guarda e destino dos documentos. Além da aquisição e do recolhimento, ainda temos outros três atos que também servem para patrimonializar arquivos, como o tombamento, que acho que é o mais popular, que é o mesmo utilizado para casas e objetos, mas que é muito pouco empregado para arquivos. Os outros dois atos, que não são muito conhecidos, é a declaração de interesse público social dos arquivos, que é bem nova, criada em 1991; o outro é o registro de arquivos, como o Programa Memória do Mundo da Unesco, que serve como um reconhecimento do que existe de patrimônio cultural da humanidade. 

Esses cinco atos funcionam com algumas diferenças, tanto nacionalmente, quanto no âmbito de estados e municípios. Entrando nas questões de contribuição e de crítica, eles possuem uma efetividade reduzida. Primeiro porque no Brasil existe uma ausência de políticas públicas para a preservação do patrimônio em geral, mas principalmente do patrimônio arquivístico. Segundo, porque esses atos não são compreendidos pela sociedade e também porque alguns deles têm características que datam de um longo período, como a ausência de critérios claros para definir o que é patrimônio e o que não é. É muito comum que as instituições recebam doações sem ter critérios. 

No fim da tese, eu trago algumas propostas de debates que precisamos ter a partir dessas informações, como a transparência nesse processo de patrimonialização, na pluralização da definição de dados. Hoje, onde estão os negros e a população LGBTQIA+? Eles estão nos arquivos da polícia, historicamente. De certa forma, isso é irreversível. Eu não tenho como voltar atrás, tentar recuperar em algum outro lugar onde eles possam estar e provavelmente eles não estavam em outros lugares, porque não eram alfabetizados, por exemplo. Daqui para frente, nós temos que ter um pensamento a respeito disso, porque isso precisa mudar. Essa população aprendeu a ler, ela ocupa os espaços públicos, produz e gera documentos. 

Minha tese não só traz uma visão histórica como também tenta jogar uma luz para o futuro. Isso diz muito sobre que país nós queremos construir. É uma questão de projeto, de que memória e patrimônios nós queremos ter a nosso respeito. “Pensar o hoje para entender o amanhã”, pode parecer clichê, mas é necessário entender como isso foi feito ao longo do tempo, onde estamos, quais são os problemas e entender porque a sociedade não se mobiliza para buscar esses arquivos. A partir de políticas públicas, como a educação, cultura e tudo mais, é preciso ter um olhar mais abrangente. Uma ambição minha — que também faço dentro de sala de aula — é diminuir o que eu chamo de arquivotecnia. Essa expressão se refere a um arquivista que não consegue olhar para os problemas da sociedade, por defeito de formação ou qualquer outro motivo, que acaba sendo um operador de instrumentos frios, que continua repercutindo esses critérios dúbios ou patrimonialização das elites. Meu sonho com essa tese é lançar uma luz e mostrar que precisamos estar mais atentos com o que acontece mundo afora. Esse debate hoje, de alguma maneira, já é vencido em alguns lugares.

ARCO: Em relação ao Prêmio Maria Odila Fonseca, o que significa para você ter sido contemplado com o primeiro lugar? 

Francisco Cougo: É uma enorme alegria. Primeiro, porque o prêmio presta homenagem a uma das professoras mais importantes que nós tivemos na Arquivologia no Brasil, que infelizmente nos deixou mais cedo do que gostaríamos, e acho que teria dado contribuições gigantescas, mais do que ela já deu.  É uma honra receber esse prêmio e parece que ele te coloca noutro lugar, né? E isso é muito bom. Da mesma maneira, é um prêmio que vem do Arquivo Nacional, que é uma instituição pela qual a gente nutre uma relação de carinho e até de preocupação. É uma satisfação ser premiado pelo Arquivo Nacional por um prêmio que é julgado por pessoas do mais alto gabarito. Eu sei das qualidades do meu trabalho, mas eu não imaginava que ganharia. Sei também da qualidade de outros trabalhos que foram feitos no mesmo período, de teses muito boas de colegas extremamente talentosos e competentes e eu fiquei muito feliz de ter sido o escolhido. O prêmio também ajuda a difundir o meu trabalho. 

Há ainda outros dois motivos para destacar a importância do prêmio. O primeiro é que eu fiz o meu trabalho estando em um lugar periférico. Eu fiz uma tese num PPG de uma universidade do interior do país, Pelotas. Sou professor de uma universidade da periferia do país. Nós somos da periferia da periferia, porque o centro do país é Rio de Janeiro – São Paulo e, na Arquivologia, é Rio de Janeiro – Brasília. Isso faz de Porto Alegre a periferia e faz de Santa Maria a periferia da periferia. É muito bom pra mim, mas também é muito bom para o curso onde eu trabalho, para os nossos alunos. Recebi muito carinho dos meus colegas e dos nossos estudantes e isso mostra que nós também estamos no jogo. 

Não é uma questão de disputa, mas parece que às vezes é destinado apenas para quem está nos centros, e temos que quebrar essa lógica. O pessoal fica espantado quando eu falo isso, mas eu fiz toda a tese, que o principal objeto de estudo é o Arquivo Nacional, sem nunca ter pisado no Rio de Janeiro. Não digo isso com orgulho, porque eu gostaria de ter ido. Quando chegou a possibilidade de ir, veio a pandemia, mas mostra que é possível fazer grandes pesquisas de caráter nacional estando aqui. Eu sou a favor de que a gente pesquise a região e acho que a UFSM tem que cumprir esse papel, mas nós não podemos ficar só regionalizados, a gente tem que abrir nosso horizonte e pesquisar o país, e dar contribuições ao país. Não posso ficar esperando que só Rio, São Paulo fale o que é o Brasil. Eu tenho que falar o que é o Brasil também. Eu comprei o desafio, escrevi uma tese de quase quinhentas páginas, foi uma loucura, o recorte temporal que eu fiz deu trabalho, e isso me deixa feliz. Já fui chamado em vários lugares pra discutir a tese, mas o prêmio chancela isso, sabe? O prêmio te coloca na vitrine, e eu acho muito importante isso.

ARCO: Os cortes de verbas para as áreas de pesquisa brasileira têm afetado o desenvolvimento científico no país. Qual a importância de uma premiação como essa neste momento? E o que pode ser feito para obtermos um maior reconhecimento da ciência – principalmente as sociais e humanas?

Francisco Cougo: Que bom que teve essa pergunta porque eu acho ela bastante importante. Esses cortes fazem parte de um projeto que se intensificou nos últimos anos, é um projeto muito perverso que nos últimos trinta anos desconsidera cada vez mais as Ciências Sociais e Humanas. Não há relato de país que tenha se desenvolvido só com as engenharias, só com as áreas médicas. O desenvolvimento tem que ser integrado. Eu não posso te dar um depoimento de ter sido atingido por isso. Porque quando eu fui fazer o doutorado, eu era professor da rede pública estadual, tinha meu salário parcelado e ganhava uma miséria, mas poucos meses depois eu me tornei professor da Universidade e a minha vida econômica ficou mais confortável e eu consegui fazer o trabalho. Não tive bolsa. Não precisei, até tinha o direito, porque eu passei em primeiro lugar na seleção, mas eu abri mão porque havia colegas que precisavam mais do que eu. Eu estava empregado e consegui desenvolver o projeto. 

Evidentemente eu gastei um dinheiro enorme. O dinheiro do prêmio, que são dez mil reais, preenche, talvez, um terço do que eu gastei. Houve pedido de documentos, cada digitalização que faziam para mim era 250 reais. Comprei livros, alguns raros, porque não estavam disponíveis em nenhum lugar. O jeito era comprar, participar de leilões de espólio, de pessoas que haviam morrido e lá teria um livro que seria importante. O prêmio é fruto desse esforço. Evidentemente, eu fiz porque eu quis, poderia ter feito outra tese. Uma pessoa sem as minhas condições financeiras de um professor do ensino superior não teria conseguido fazer esse trabalho. E isso já é um sinal de injustiça que nós estamos vivendo. O prêmio é em dinheiro e o Arquivo Nacional assume o compromisso em publicar o livro como e-book. 

Falamos muito em pós-graduação, que é um setor de suma importância, e que está pagando todos os pecados que possa ter com esses cortes, mas também é dramática a dificuldade de financiar pesquisa na graduação. Se for para colocar estudante estagiário dentro da universidade, a gente consegue bolsa, mas se o estudante tiver que participar de um projeto de pesquisa, leitura sistemática, fazer fichamento, para ir a arquivos, levantar documentos, fazer entrevistas, é muito mais difícil. As verbas são diminutas e isso cria um garrote na pesquisa, porque o sujeito não será atraído para esse ramo. O Brasil precisa se reencontrar com a importância das Ciências Sociais e Humanas. E também destaco que as Ciências Sociais e Humanas precisam entender mais o seu papel no país.

 

                  

“Nós precisamos pesquisar Arquivologia no Brasil. Não que não se faça pesquisa no país, mas ela é muito tímida e precisa ser de grande porte. Entender que os arquivos têm um papel invisível, mas fundamental na sociedade”.

ARCO: Gostaria de acrescentar mais alguma coisa que não foi perguntado?

Francisco Cougo: Acho importante ressaltar, focando nos meus alunos que irão ler a entrevista aqui na Arco: nós precisamos pesquisar Arquivologia no Brasil. Não que não se faça pesquisa no país, mas ela é muito tímida e precisa ser de grande porte. Entender que os arquivos têm um papel invisível, mas fundamental na sociedade. Não é só o papel da memória, do patrimônio, até porque cada vez amplia-se a área. Vivemos numa sociedade de dados, da informação, das conexões rápidas e nós temos um papal a cumprir nisso. Eu espero que tudo isso que está acontecendo em decorrência do prêmio, como essa entrevista, possa servir de incentivo para o pessoal que está no início da jornada. Devemos entender que sim, temos que organizar arquivos, mas também precisamos destinar uma parte dos nossos esforços para entender como isso funciona. Até porque estamos repetindo métodos, técnicas e ideias há 70 anos, sem muitas vezes problematizar  de onde elas vêm. 

 

Revista Arco
Expediente:
Reportagem: Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário
Design Gráfico: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista;
Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário
Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;
Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.
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Um software que reconstrói o interior da boate Kiss em 3D poderá ser utilizado durante o julgamento pelo tribunal júri, previsto para começar em 1º de dezembro. A professora Dra. Virginia Vecchioli, antropóloga e docente dos programas de pós-graduação em Ciências Sociais e em Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Santa Maria, é quem coordena a pesquisa. 

Na UFSM, a professora desenvolve projetos de pesquisa e extensão voltados para a área da antropologia do direito e da antropologia da política. Voltando sua atuação tanto para o estudo do espaço profissional do direito, para os movimentos sociais de familiares de vítimas como para a área da memória coletiva. Segundo Vecchioli,“todos esses interesses se concentraram na realização deste dispositivo interativo digital que pela primeira vez no Brasil vai permitir que a cena do crime ingresse no plenário do júri e auxilie no trabalho da justiça”. 

Ela ressalta ainda que esse dispositivo se torna ainda mais relevante agora que o caso foi levado da comarca de Santa Maria para Porto Alegre. O projeto começou a ser planejado e idealizado em julho de 2021 e foi concluído em novembro de 2021. Do ponto de vista técnico, o processo começou com o modelo em 3D realizado pelo Instituto de Criminalística da Policia Civil do Distrito Federal, que em fevereiro de 2013 havia escaneado digitalmente a maior parte do interior da boate.

A equipe que realizou o projeto trabalhou também com base na grande quantidade de material fotográfico e audiovisual. O Ministério Publico disponibilizou a íntegra do processo, que é de domínio público, onde foram analisadas as mais de 90 pastas de documentos escritos, fotográficos e audiovisuais. A análise das mais de 20. 000 folhas, permitiu conferir à reconstrução em seu caráter fidedigno.  Assim, foi possível que do modelo original da boate fossem recriados os 3 ambientes faltantes, bem como inserir os detalhes do seu interior, como o design, os objetos, as texturas, a iluminação. Por último todo o trabalho foi exportado para um motor interativo, de modo que o usuário pode percorrer o interior de todos os ambientes. 

Uma curiosidade do projeto é que foi criada a possibilidade de percorrer o interior do local com a luz escassa, própria da casa noturna e com outra opção, desenvolvida especialmente para o júri, que tem a quantidade de luz suficiente para poder observar em detalhes todos os problemas que haviam no local. Virginia afirma que, do ponto de vista ético, é uma responsabilidade muito grande pois envolve vidas das pessoas protagonistas do caso, tanto dos réus quanto dos familiares das vítimas. Por isso, houve um cuidado extremo na verificação de cada um dos dados inseridos no dispositivo interativo. 

Na sua realização, foi montada uma equipe coordenada pela professora Virginia e integrada pelo arquiteto Lucas Oliveira Kolton e as bolsistas e estudantes voluntárias Laura Perim Luccca, Susana Bellinaso, Andressa Hinkelmann e Tauani Bisognin Ramos. Além de um assessor externo, o arquiteto Felipe Zenna Mota, responsável do desenho do futuro memorial físico da boate Kiss e Martin Malamud, responsável pelo de Huella Digital (Argentina) Segundo a professora, “depois que o júri finalizar, queremos continuar trabalhando sobre o dispositivo interativo para poder disponibilizar ele na internet e que seja de acesso de todos. Queremos também o integrar a um memorial virtual que estou desenvolvendo como projeto de extensão na UFSM”.

Não é a primeira vez que um projeto da professora é acrescentado a um processo criminal. Um dispositivo interativo digital parecido com o que será utilizado no Juri da Kiss, recriou El Campito (localizado na guarnição Campo de Mayo), considerado o maior centro de detenção e repressão da ditadura militar argentina. Esta recriação foi usada como elemento de prova em julgamento na Argentina.

A professora Virginia Ressalta a importância social desses dispositivos de pesquisa: “Uma dimensão que quero colocar em destaque tem a ver com a contribuição das ciências sociais na produção de produtos de alto impacto social. A articulação inovadora entre pesquisadores com experiência na área das ciências sociais junto a pessoas formadas no uso das tecnologias digitais e interativas permite recriar a cena do crime quando estes espaços foram propositalmente derrubados – como no caso da ditadura argentina – ou deteriorados como no caso da Kiss. O que estes trabalhos permitem é concentrar todos os esforços em um único objetivo: a recriação do espaço. Todos os detalhes espalhados nos testemunhos, nas fotografias e nos vídeos cobram um sentido novo: sua confluência da conta da verdade dos fatos trágicos acontecidos.” A professora Virginia Vecchioli agradece ainda a confiança depositada nela pelo gabinete do Reitor, que abraçou a iniciativa permitindo contar com bolsas para a pesquisa. Além de um agradecimento equivalente aos promotores do caso que também confiaram em sua pericia profissional. 

Repórter: Katiana Campeol, estagiária de Jornalismo na Agência de Notícias da UFSM
Edição: Davi Pereira

Agência de notícias UFSM

 

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Esforço multidisciplinar e variadas fontes ajudam a reconstruir um dos principais pontos do aparato repressivo nos arredores de Buenos Aires (Imagem: Reprodução)

Um software de realidade virtual que reconstrói um dos principais centros clandestinos de detenção, tortura e extermínio no período da ditadura cívico-militar na Argentina pode ajudar a elucidar crimes contra a humanidade em julgamento ainda em andamento no país vizinho. A tecnologia foi desenvolvida pela professora Dra. Virginia Vecchioli, antropóloga e docente dos programas de pós-graduação em Ciências Sociais e em Patrimônio Cultural da UFSM. A professora participou como testemunha em audiência realizada no dia 21 de abril no Tribunal Oral Federal nº1 e o dispositivo foi usado como prova a pedido da acusação.  

Conhecido como “El Campito”, o centro de detenção reconstruído em detalhes pelo software ficava dentro da Guarnición de Campo de Mayo, nos arredores de Buenos Aires. Aquele centro esteve em funcionamento do início de 1976 ao final de 1978, e foi um dos maiores da Argentina – estudos estimam que entre 2 mil a 3,5 mil pessoas passaram por ali; em outras fontes consta um cálculo de até 5 mil pessoas. O Campo de Mayo também abrigava uma maternidade clandestina e outros campos de confinamento, constituindo um amplo aparato repressivo do qual só sobreviveram 25 pessoas. 

Projeto multidisciplinar busca esclarecer a repressão e prezar pela memória das vítimas

O projeto de reconstrução do “El Campito” começou em 2015 e foi apresentado ao público em 24 de março de  2018, aniversário do golpe militar de 1976. Surgiu com o intuito de contribuir com a compreensão das características da repressão em Buenos Aires e para ajudar a manter viva a memória das violações aos direitos humanos, para que nunca mais se repita esta história. Desde 2018, o tour virtual, feito em escolas de ensino médio, faz parte das atividades em homenagem às vítimas. Além disso, em 2019, o dispositivo interativo recebeu menção honrosa do Fundo Nacional das Artes da Argentina na categoria patrimônio imaterial.

O projeto conta com uma equipe interdisciplinar de antropólogos, sociólogos e museólogos da Universidade Nacional de General Sarmiento e a Equipe Huella Digital, um grupo de especialistas em ciências da computação e desenho de imagens audiovisuais, com sede na Faculdade de Arquitetura, Desenho e Urbanismo (FADU) da Universidade de Buenos Aires  (UBA).

Atualmente só restam ruínas dos prédios do “El Campito”, que foram propositalmente destruídos pelos militares. Para construir sua versão virtual em detalhes foram utilizados 90 depoimentos de testemunhas disponíveis nos processos judiciais, depoimentos de sobreviventes em arquivos audiovisuais, fotografias aéreas, documentos do arquivo da comissão da verdade (CONADEP), mapas aéreos, dados das fundações dos prédios obtidos pela equipe de antropologia forense, sentenças judiciais, livros de história, autobiográficos, e entrevistas realizadas com sobreviventes do centro clandestino. 

Metodologia pode esclarecer crimes políticos e tragédias como a da Boate Kiss

Mesmo com o processo criminal em andamento, a professora Vecchioli observa três contribuições do dispositivo. “Ele permite fazer aparecer no espaço virtual um lugar que foi destruído na realidade física; o centro clandestino ingressou na sala de audiências e foi conhecido por todas as partes, procuradores, advogados da defesa, da acusação e os magistrados; e, por último, os sobreviventes e outros testemunhos puderam fazer referência ao espaço construído do centro clandestino quando estão descrevendo para o tribunal as suas experiências”, explicou.

Conforme a diretora do projeto, a participação na audiência oral virtual coloca em evidência a robustez do trabalho realizado, assim como a importância de gerar conhecimentos e produtos de impacto direto na sociedade a partir de uma aliança inovadora entre metodologias de pesquisa próprias das ciências sociais com linguagens das ciências da computação e do desenho virtual.

Ainda, segundo a professora, o trabalho poderia ser utilizado para recriar outras experiências de violência ou tragédias coletivas. Um exemplo é o caso da tragédia da Boate Kiss, em que seria importante replicar a experiência, principalmente diante do júri. Se o tribunal pudesse contar com uma recriação digital da boate, as testemunhas teriam a possibilidade de localizar onde estavam no momento do incêndio e acompanhar todo o testemunho com o apoio do dispositivo virtual. 

No site do projeto é possível acessar o tour virtual, uma galeria de fotos do local e outras informações. A gravação do depoimento da professora Virginia Vecchioli na audiência e apresentação do projeto está disponível no YouTube.

Reportagem: Ana Laura Iwai, bolsista de Jornalismo da Agência de Notícias Edição: Davi Pereira

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Esforço multidisciplinar e variadas fontes ajudam a reconstruir um dos principais pontos do aparato repressivo nos arredores de Buenos Aires (Imagem: Reprodução)

Um software de realidade virtual que reconstrói um dos principais centros clandestinos de detenção, tortura e extermínio no período da ditadura cívico-militar na Argentina pode ajudar a elucidar crimes contra a humanidade em julgamento ainda em andamento no país vizinho. A tecnologia foi desenvolvida pela professora Dra. Virginia Vecchioli, antropóloga e docente dos programas de pós-graduação em Ciências Sociais e em Patrimônio Cultural da UFSM. A professora participou como testemunha em audiência realizada no dia 21 de abril no Tribunal Oral Federal nº1 e o dispositivo foi usado como prova a pedido da acusação.  

Conhecido como “El Campito”, o centro de detenção reconstruído em detalhes pelo software ficava dentro da Guarnición de Campo de Mayo, nos arredores de Buenos Aires. Aquele centro esteve em funcionamento do início de 1976 ao final de 1978, e foi um dos maiores da Argentina - estudos estimam que entre 2 mil a 3,5 mil pessoas passaram por ali; em outras fontes consta um cálculo de até 5 mil pessoas. O Campo de Mayo também abrigava uma maternidade clandestina e outros campos de confinamento, constituindo um amplo aparato repressivo do qual só sobreviveram 25 pessoas. 

Projeto multidisciplinar busca esclarecer a repressão e prezar pela memória das vítimas

O projeto de reconstrução do “El Campito” começou em 2015 e foi apresentado ao público em 24 de março de  2018, aniversário do golpe militar de 1976. Surgiu com o intuito de contribuir com a compreensão das características da repressão em Buenos Aires e para ajudar a manter viva a memória das violações aos direitos humanos, para que nunca mais se repita esta história. Desde 2018, o tour virtual, feito em escolas de ensino médio, faz parte das atividades em homenagem às vítimas. Além disso, em 2019, o dispositivo interativo recebeu menção honrosa do Fundo Nacional das Artes da Argentina na categoria patrimônio imaterial.

O projeto conta com uma equipe interdisciplinar de antropólogos, sociólogos e museólogos da Universidade Nacional de General Sarmiento e a Equipe Huella Digital, um grupo de especialistas em ciências da computação e desenho de imagens audiovisuais, com sede na Faculdade de Arquitetura, Desenho e Urbanismo (FADU) da Universidade de Buenos Aires  (UBA).

Atualmente só restam ruínas dos prédios do "El Campito", que foram propositalmente destruídos pelos militares. Para construir sua versão virtual em detalhes foram utilizados 90 depoimentos de testemunhas disponíveis nos processos judiciais, depoimentos de sobreviventes em arquivos audiovisuais, fotografias aéreas, documentos do arquivo da comissão da verdade (CONADEP), mapas aéreos, dados das fundações dos prédios obtidos pela equipe de antropologia forense, sentenças judiciais, livros de história, autobiográficos, e entrevistas realizadas com sobreviventes do centro clandestino. 

Metodologia pode esclarecer crimes políticos e tragédias como a da Boate Kiss

Mesmo com o processo criminal em andamento, a professora Vecchioli observa três contribuições do dispositivo. "Ele permite fazer aparecer no espaço virtual um lugar que foi destruído na realidade física; o centro clandestino ingressou na sala de audiências e foi conhecido por todas as partes, procuradores, advogados da defesa, da acusação e os magistrados; e, por último, os sobreviventes e outros testemunhos puderam fazer referência ao espaço construído do centro clandestino quando estão descrevendo para o tribunal as suas experiências", explicou.

Conforme a diretora do projeto, a participação na audiência oral virtual coloca em evidência a robustez do trabalho realizado, assim como a importância de gerar conhecimentos e produtos de impacto direto na sociedade a partir de uma aliança inovadora entre metodologias de pesquisa próprias das ciências sociais com linguagens das ciências da computação e do desenho virtual.

Ainda, segundo a professora, o trabalho poderia ser utilizado para recriar outras experiências de violência ou tragédias coletivas. Um exemplo é o caso da tragédia da Boate Kiss, em que seria importante replicar a experiência, principalmente diante do júri. Se o tribunal pudesse contar com uma recriação digital da boate, as testemunhas teriam a possibilidade de localizar onde estavam no momento do incêndio e acompanhar todo o testemunho com o apoio do dispositivo virtual. 

No site do projeto é possível acessar o tour virtual, uma galeria de fotos do local e outras informações. A gravação do depoimento da professora Virginia Vecchioli na audiência e apresentação do projeto está disponível no YouTube.

Reportagem: Ana Laura Iwai, bolsista de Jornalismo da Agência de Notícias
Edição: Davi Pereira

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No dia 17 de dezembro, às 19h, acontece o evento virtual Turismo, Patrimônio Cultural e Cidades: Diálogos em diferentes latitudes, promovido pelo Curso Superior de Gestão de Turismo, Departamento de Turismo do CCSH, Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural e o Grupo de Pesquisa em Turismo e Patrimônio Cultural – TuPac.

A transmissão será realizada pelo Youtube e contará com a participação dos Professores Heliana Comin Vargas, da FAUUSP; Eloy Méndez Sainz, da Benemerita Universidad Autónoma de Puebla, México, e Alfredo Conti, Diretor do Instituto de Investigaciones da Universidad Nacional de La Plata, Argentina, com a mediação do professor Marcelo Ribeiro, Universidade Federal de Santa Maria. As inscrições podem ser realizadas até o dia 16/12, no endereço http://bit.ly/35RT9lB ou pelo e-mail: tupacidade.latitude@gmail.com.  

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A Exposição “Educação Patrimonial em tempo de pandemia” revela resultados parciais das “atividades não presenciais” do setor de educação de municípios da Quarta Colônia, numa perspectiva da Educação Patrimonial,Vinculado ao Projeto de Extensão da UFSM denominado “Educação Patrimonial em tempo de pandemia – atividades junto as escolas dos
municípios vinculados ao projeto institucional Geoparque Quarta Colônia (Registro CCSH n. 054242).
 
A iniciativa é um trabalho conjunto entre um Projeto de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e as Secretarias de Educação de oito municípios do CONDESUS – Quarta Colônia, vinculada ao  aspirante Geoparque Quarta Colônia /Unesco.
 
As Secretarias Municipais e escolas da rede estadual que participam do Projeto de Extensão adequaram as atividades de acordo com suas realidades e faixas etárias dos alunos que atendem.  Os resultados farão parte do acervo arquivístico da Secretaria de Educação ou da Escola estadual, preservando assim a memória do presente.
 
O Projeto engloba  2 fases principais de atividades na preservação da memória do presente:  o contexto da pandemia e a história da família/grupo social/município.
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/03/12/mostra-fotografica-do-mestrado-em-patrimonio-cultural-esta-exposta-na-biblioteca-central Thu, 12 Mar 2020 17:55:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=51416 O público tem a oportunidade de visitar até o dia 20 de março, no térreo Biblioteca Central, a exposição fotográfica Olhares Atentos. Com curadoria do professor Marcelo Ribeiro, a mostra é constituída por 38 fotografias, as quais são exercícios de aula da disciplina Gestão de Turismo do Mestrado em Patrimônio Cultural da UFSM. As fotografias retratam patrimônios culturais de Santa Maria e de outros municípios gaúchos, como as ruínas de São Miguel das Missões (foto ao lado). De acordo com o professor, “o exercício consistia em usar ângulos de fotos distintos: de baixo para cima, nível do olhar e de cima para baixo”.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/11/28/museu-educativo-gama-deca-tera-exposicao-fotografica-olhares-da-arquitetura Thu, 28 Nov 2019 12:22:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=50601 [caption id="attachment_50602" align="alignright" width="461"]Foto colorida horizontal mostra uma casa de dois pisos de madeira, vista num ângulo abaixo, e atrás, por cima, uma moderna torre de telefonia Fotos mostram detalhes da arquitetura em madeira encontrada em Chapada[/caption]

De 2 a 10 de dezembro, o Museu Educativo Gama d'Eça, da Universidade Federal de Santa Maria, recebe a exposição fotográfica "Olhares da Arquitetura".

A exposição tem origem na dissertação de mestrado da arquiteta e urbanista Amanda Schirmer de Andrade, do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural da UFSM, com foco na arquitetura em madeira encontrada no município de Chapada (RS).

A exposição estará aberta à visitação do público na sede do Museu, na Rua do Acampamento, 81, centro de Santa Maria, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. A entrada é gratuita.

Foto: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/2019/08/01/pos-graduacao-em-patrimonio-cultural-realiza-aula-inaugural Thu, 01 Aug 2019 11:50:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/?p=2321

O Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural realizará, no dia 9 de agosto, a aula inaugural para o segundo semestre de 2019. 

Maria da Graça Portella Lisbôa, uma importante referência nas pesquisas em joalheria e premiada designer, palestrará sobre cultura e patrimônio cultural. O evento acontece às 14h, no auditório do CCSH, no prédio 74C.

 

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O Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural do CCSH firmou parceria com a Pós-Graduação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo e o Curso de Arquitetura e Urbanismo para promover a aula inaugural integrada "Patrimônio Cultural, Arquitetônico, Histórico e Gestão Pública". A iniciativa é da Pró-reitoria de Extensão (PRE).

Ministrada pelo professor dr. Paulo Edi Martins,  da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a aula será aberta ao público em geral e acontece no dia 29 de março, no salão Imembuí, no segundo andar da Reitoria, às 14h.

O evento ainda conta com o apoio dos Programas de Pós-Graduação do CCSH  em Gestão de Organizações Públicas e em História,  do Conselho Municipal de Política Cultural e do Coletivo em defesa do Patrimônio Cultural de Santa Maria.
 
A temática central será a defesa do patrimônio cultural de Santa Maria, em face do movimento emergente na cidade em prol da defesa do seu  patrimônio arquitetônico, que resultou no tombamento provisório de 135 edificações, em estilo art déco.
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O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado diz que as fotografias são vetores entre o que acontece no mundo e as pessoas que não tiveram como presenciar. Se não fossem as fotos, o que comprovaria que os Beatles atravessaram a Abbey Road nos anos sessenta? Ou que Einstein mostrou a língua para as lentes do americano Arthur Sasse? A fotografia faz perdurarem os momentos e os transmite por gerações.

Na UFSM, pensando na manutenção da memória da instituição, foi criado o Departamento de Arquivo Geral, o DAG, em 1988. No setor de Arquivo Permanente, fotografias e documentos são fontes de pesquisa e recordações para alunos, servidores e comunidade em geral, e guardam a história das mais de cinco décadas da Universidade. Além das que já estão em formato digital, 85 mil imagens em negativos, tiradas entre os anos de 1958 a 2002, compõem o acervo, organizadas por data, evento, personagem e fotógrafo. Os negativos são, gradativamente, transferidos para plataformas digitais e já somam 2.500 imagens disponíveis online.

A preocupação de oferecer condições igualitárias de acesso a esse material para toda a comunidade universitária fez surgir o projeto Retalhos da Memória, em 2015, coordenado pela arquivista do DAG Cristina Strohschoen. Através dele, as imagens já digitalizadas são divulgadas com textos históricos e explicativos. Além disso, acompanham as postagens vídeos em Libras para surdos e audiodescrição de fotografias para cegos.

Diante de um acervo fotográfico repleto de curiosidades, o Ensaio desta edição da Arco é composto por algumas imagens memoráveis da história da UFSM.

Repórter: Andressa Foggiato

Diagramação: Kennior Dias

Fotografia: Acervo DAG/UFSM

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