UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 23 Apr 2026 06:20:42 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/16/cadombe Mon, 16 Jun 2025 12:51:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69513 Foto colorida horizontal de quatro músicos, homens e mulheres, com tambores de tamanhos e formatos diferentes. Todos estão com chapés de palha, pinturas no rosto e roupas típicos pretas com uma espécie de gola e botas pretas. A imagem usa um fundo infinito na cor roxa.
Candombeiros, músicos que tocam os diferentes tipos de tambores usados no cadombe, ritmo afro-uruguaio

Com musicalidade, dança e histórias para celebrar, o longa-metragem "Tambor Sem Fronteiras" promete tocar o coração do público em 2026. A produção aborda a chegada de tambores afro-uruguaios no lado brasileiro da fronteira e a visão feminina do candombe, uma expressão cultural de origem africana reconhecida pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade. 

Iniciadas em 2015, as gravações do longa ocorreram nos municípios gaúchos de Bagé, Santa Maria, Porto Alegre e Santana do Livramento, e nas cidades uruguaias de Rivera, Vichadero, Melo e Montevidéu. A previsão de lançamento do Tambor Sem Fronteiras é primeiro trimestre de 2026.

O longa-metragem, que conta com recursos da Lei Complementar 195/2022 (Lei Paulo Gustavo) a partir do Edital Sedac LPG 16/2023 - Audiovisual - Complementação de Longa Metragem, é uma realização da Finish Produtora, de Santa Maria. O roteiro e a direção do audiovisual são assinados pela publicitária, cineasta, mestre em Patrimônio Cultural e doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Adriana Gonçalves Ferreira. 

A equipe do longa-metragem conta com Christian Ludke (direção executiva), Evandro Rigon (direção de produção), Luciano Santos (diretor de arte), Lívia Thomas (bailarina), Jean Mendes (coreografia), Rafael Rigon (direção de fotografia), Thiago Ribeiro (assistente de direção de fotografia), Matheus Leite (coordenador de trilha sonora original) Elisa Friedrich (identidade e concepção visual), Lufe Bollini (montagem), Silvia Cheron (financeiro), Luana Desconsi (tráfego e administrativo). 

Inspiração para o longa

Conforme a roteirista e diretora de Tambor Sem Fronteiras, a ideia surgiu a partir da aquisição de um jogo de tambores usados no candombe, um gênero de música e dança afro-uruguaio, pelo ponto de cultura Pampa Sem Fronteiras, em Bagé, e, também, da militância no cinema de fronteira. Para a bageense Adriana Gonçalves Ferreira, que tem descendência uruguaia, as vivências pessoais na fronteira foram essenciais para que se conectasse de maneira profunda com o candombe e os lugares onde essa cultura é celebrada. 

"O encantamento pelo candombe é algo inexplicável. Para mim, tudo que vem da cultura afro é forte. É sentimento e liberdade. O tambor transcende limites e o candombe não exclui ninguém. É uma cultura de união e força a qual admiro e me submeto aos aprendizados com o povo afro-uruguaio. Candombe é um sentir", afirma. 

O longa-metragem contou com diversas equipes, sendo a primeira formada a partir do Edital Sedac Cultura Viva. O projeto também passou pelo Laboratório Sur Fronteira na categoria work in progress no Festival Internacional de Cinema da Fronteira. Com a aprovação da iniciativa em parceria com a Finish no Edital Sedac LPG 16/2023 - Audiovisual, em 2024, uma nova equipe de trabalho foi organizada para produzir o longa sobre o candombe.

"Recebemos a notícia (da aprovação) com muita alegria. Para nós, foi a constatação da descentralização da política direcionada ao audiovisual gaúcho. Essa conquista também representa a abertura de espaço para uma mulher do interior e da fronteira no cinema gaúcho e no cenário brasileiro, assim como a queda das barreiras geográficas no contexto da produção no Estado. Nosso objetivo é dar visibilidade para os tambores afro-uruguaios, a cultura da fronteira e o candombe. E com esse recurso, estamos fazendo isso – conclui Adriana. 

Entre os assuntos abordados pelo longa-metragem, estão a presença do candombe na fronteira, a relação entre uruguaios e brasileiros que admiram essa expressão cultural, a representação feminina neste contexto e a fabricação de tambores como política pública, entre outros pontos.

Nessa narrativa, alguns elementos e grupos se destacam, como o pampa, que é essencial da narrativa fronteiriça e a origem da Grillos Candomberos, fundada em 2015 e que inspirou o surgimento de novos grupos de candombe em municípios gaúchos. 

 

Candombe

Caracterizada pela dança e o uso de três tambores (piano, repique e chico), o candombe é uma expressão cultural de origem africana popularmente conhecida em países da América Latina. 

Simbolo de resistência e lembrança da diáspora africana, essa cultura se consolidou como importante contribuição do povo negro no Uruguai, sendo celebrada em encontros realizados nas Salas de Naciones (casa de reuniões com normas específicas na qual era tocado o candombe), nas ruas e em datas festivas como o carnaval, quando é promovido o famosos Desfile de Llamadas, anualmente em Montevidéu. 

Desde 2006, o candombe tem uma data no calendário uruguaio: 3 de dezembro. Por conta das letras políticas, de protesto e reflexão sobre as desigualdades sociais e raciais, essa expressão cultural também foi reconhecida pela Unesco, em 2009, como Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade.  

Acompanhe os bastidores dessa produção nos perfis @tamborsemfronteiras no Instagram e no Facebook.
Com informações da Assessoria do longa Tambores Sem Fronteiras
Fotos: Divulgação

Foto colorida horizontal de oito tambores deitados, posicionados de forma circular. Ao centro, uma fogueira.
Aquecimento do couro do tambores usados do cadombe
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/o-que-bate-dentro-de-nos Tue, 16 Oct 2018 18:15:06 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=4700 Do dia 26 ao dia 30 de setembro deste ano, Santa Maria recebeu o Programa de Extensão em Percussão da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o Pepeu. Criado em 2013 pelo percussionista José Everton Rozzini, o projeto busca relacionar os conhecimentos obtidos dentro da universidade com os saberes populares. O espetáculo O Tambor Que Habita Meu Peito, criado por alunos de Música - Licenciatura e outros cursos da UFPel, passou em escolas de educação pública, pelo campus central da UFSM e por outros locais de Santa Maria. Como regente do espetáculo, José Everton conta que a ideia era realizar ações e cortejos em salas de aula e locais públicos que envolvessem diretamente a comunidade. Para ele, uma das partes mais importantes da iniciativa é “a possibilidade de os alunos da UFPel terem seu desenvolvimento acontecendo de forma que eles possam ser os protagonistas dos processos”. O nome do projeto faz uma analogia ao coração humano e, neste sentido, os alunos tocam para mostrar o tambor que bate dentro de cada pessoa, estabelecendo uma conexão musical,  humana e social com o público. Entre os dias de espetáculo, se destacaram os realizados no Theatro Treze de Maio (27) e no Centro de Convenções da UFSM (30). Através de uma parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, os alunos da UFPel puderam preparar uma prática musical coletiva na qual mostravam seu repertório para a comunidade. Além disso, no dia 30, os participantes do Pepeu também receberam o percussionista Sandro Cartier e o grupo Confraria dos Bateras. Já no Theatro, além das músicas apresentadas, os percussionistas contaram com a presença do grupo santa-mariense Cuica (Cultura, Inclusão, Cidadania e Artes). Reportagem: Paulo César Ferraz, acadêmico de Jornalismo Edição: Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo Fotografia: Rafael Happke]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/26/centro-de-convencoes-tera-apresentacao-de-percussionistas-no-domingo-30 Wed, 26 Sep 2018 13:11:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44735 O Centro de Convenções da UFSM receberá no próximo domingo (30), às 15h, a Pepeu Grande Orquestra, que apresentará o projeto “Tambor que habita o meu peito”, com a participação de percussionistas convidados. A entrada é gratuita, por ordem de chegada.

O evento marcará o encerramento do 4º Encontro de Bateristas, coordenado pelo professor José Everton Rozzini, e terá a participação de vários músicos e grupos locais, além de bateristas da Confraria dos Bateras de Santa Maria e Região.

O projeto “Tambor que habita meu peito” é uma iniciativa do Programa de Extensão em Percussão (Pepeu) da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e tem por objetivo realizar ações musicais como concertos, recitais, oficinas, cortejo e shows.

O foco principal é a música de percussão, além de fazer a reflexão sobre que tipo de tambor habita o peito de cada ser humano, e procura estabelecer uma conexão musical, humana e social possibilitada a partir da “pulsação” e “frequência” de cada “tambor”.

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