UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 11 Mar 2026 22:05:12 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2025/07/14/dossie-tecnologia-e-acessibilidade Mon, 14 Jul 2025 18:43:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3987

Para ouvir o áudio do dossiê, clique abaixo:

As tecnologias assistivas (TA) são recursos criados para promover mais acessibilidade e autonomia para pessoas com deficiência. Elas têm como objetivo permitir que essas pessoas realizem suas atividades de maneira mais independente.  As TAs não são voltadas apenas para pessoas com deficiências permanentes, mas também para aquelas que possuem deficiências temporárias ou situacionais. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) assegura o direito à acessibilidade em todos os espaços, sejam eles físicos ou digitais. 

Neste dossiê, iremos abordar dois projetos que utilizam desses recursos para promover a autonomia e acessibilidade para pessoas com deficiência:

O projeto Incluir Tecnologias Assistivas do curso de Terapia Ocupacional da UFSM faz uso da impressora 3D para criar dispositivos únicos, adaptados às necessidades de cada paciente. A ação extensionista proporciona maior independência às pessoas com mobilidade reduzida, com impacto direto na qualidade de vida.

O projeto Desenvolvimento de Sistemas Eletroeletrônicos voltados à Tecnologia Assistiva integra o grupo de pesquisa NightWind do CTISM. A iniciativa tem como objetivo a criação de produtos de baixo custo que promovam uma ampliação na autonomia na vida de pessoas com algum tipo de deficiência ou doenças degenerativas que causam uma redução das capacidades motoras.

Para saber mais sobre as iniciativas, leia as reportagens:

http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2025/07/14/inclusao-sob-medida
http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2025/07/14/tecnologia-a-servico-da-acessibilidade

Repórteres: Amanda Borin, Mathias Ilnick, Maria Eduarda Camargo e Myreya Antunes

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2023/07/30/tina-viero-uma-historia-de-esperanca Sun, 30 Jul 2023 14:55:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3792
Fotografia quadrada e colorida de Tina, uma mulher branca de meia idade em frente a um quadro. A fotografia está em primeiro plano. Tina tem estatura baixa, cabelos curtos, loiros e lisos, tem olhos castanhos. Ela usa óculos de grau com armação transparente e brincos pequenos e dourados. Ela veste uma jaqueta com capuz, que é grossa, nas cores azul, branca e rosa, sobre camiseta branca. Atrás dela, um quadro colorido da "Turma do Ique" em uma parede branca. O quadro tem as cores laranja, azul marinho e branco. No lado esquerdo do quadro, desenho de uma criança em pé, que sorri e está com o punho direito para cima. Ao lado da criança, o nome "Turma do Ique". O quadro tem moldura branca. Ao fundo, parede branca.
Tina Viero | Foto: Vitória Sarturi

Ao chegar na Turma do Ique, fui recebida por Tina, uma figura acolhedora que me cumprimentou com um sorriso. Ela vestia um uniforme, o que indicava seu envolvimento com o projeto.  O ambiente estava movimentado, com crianças que corriam pelo playground e adolescentes acompanhados de seus familiares. Apesar da diferença de idade, todos estavam ali pelo mesmo motivo: consultas médicas.

Na tentativa de encontrar um lugar silencioso, fomos ao escritório. Mas ainda assim houveram algumas interrupções: crianças e adolescentes procuravam por Tina para dar um beijo de bom dia. Essas demonstrações de carinho chamaram minha atenção e levantaram o questionamento sobre o envolvimento dela na Turma do Ique. Por que ela é tão querida pelos jovens atendidos no projeto?

O CENTRO DE TRATAMENTO E CONVIVÊNCIA:
Desde sua criação, a Turma do Ique é um espaço acolhedor e foi criado com o intuito de trazer um pouco de alegria à vida de jovens que passam pelo câncer.

Maria Cristina Faria Corrêa Viero, mais conhecida como Tina, é a primeira a chegar todos os dias, pontualmente às 6h20 da manhã. Mesmo que não seja uma obrigação, ela abre  as portas da instituição, o que demonstra  cuidado e consideração pelos pacientes - especialmente aqueles que enfrentam longas viagens, principalmente durante o inverno. Sua preocupação é visível já que  muitos deles realizam trajetos noturnos para chegar até o centro de convivência.

Sua história com a instituição começou em um momento delicado na vida pessoal, o que resultou no afastamento do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), onde trabalhava como Técnica em Enfermagem há mais de 30 anos. Foi nesse período que Lenir Gebert, uma amiga, a convidou para participar da Turma do Ique. Desde então, Tina encontrou seu propósito: auxiliar e cuidar das crianças e adolescentes em tratamento e levar a eles esperança e carinho em meio às adversidades.

Segundo ela, a Turma do Ique é um céu aberto para quem frequenta o local, sendo um contraste com épocas anteriores em que crianças ficavam nos corredores do hospital com os adultos. Embora o trabalho com jovens tenha acontecido por acaso, Tina percebeu que tinha um dom para isso.”É maravilhoso para mim deixá-los à vontade e ser escolhida por eles. Meu papel é dar colo a cada um que chega aqui. Sinto que é uma missão cumprida na minha vida’’. 

Durante a conversa, fomos interrompidas por uma adolescente que abriu a porta do escritório em busca de Tina. Um sorriso se formou no rosto da enfermeira ao receber um simples ‘’bom dia’’ e um carinhoso beijo em sua bochecha. Ela comenta que esses gestos, como o da jovem, sempre chegam a ela de forma espontânea. Sobre os afetos que recebe, Tina os compara com um plantio: ‘’Se você plantar morangos, colhe morangos, e eu colho um monte de moranguinhos. É uma sensação muito boa’’.

Tina diz que todos os dias há momentos marcantes na Turma do Ique. Para ela, os melhores são quando o paciente está no projeto apenas para uma revisão. Com o consentimento dos pais, faz questão de compartilhá-los em suas redes sociais. Para isso, conta que precisa ter cautela, já que às vezes pode ocorrer a recidiva do câncer. Ao falar de sua rotina no projeto, ela expressa seu amor e cuidado pelos jovens: "São filhos que a enfermagem me deu para cuidar e proteger’’. 

“O câncer não para”

Durante a pandemia, a Turma do Ique não fechou as portas porque ‘’o câncer não para’’, conforme relata Tina. Como Técnica de Enfermagem, ela conta que recepcionava os pacientes na portaria e verificava suas temperaturas. Mesmo com o medo do desconhecido, os funcionários da instituição trabalharam normalmente.

A dedicação de Tina é evidente em cada gesto de carinho e cuidado com os jovens em tratamento. A Turma do Ique não é apenas um trabalho, mas um compromisso que vai além das responsabilidades profissionais. Para Tina,  é o amor que impulsiona a sua atuação diária em que vocação e paixão se entrelaçam para fazer a diferença na vida daqueles que precisam: “A Turma do Ique para mim é profissão paixão.’’  


Uma história de esperança

Tina ingressou na UFSM por meio de concurso público em 1983, quando o HUSM chegava ao décimo terceiro ano de funcionamento. O interesse dela  pela área da saúde surgiu na infância por conta de seu pai, Miguel Sevi Viero, que era médico e tinha o consultório em casa. Nessa época, antes de iniciar o curso, já auxiliava o pai como instrumentadora cirúrgica. Ela conta que antes de iniciar no curso, já o auxiliava sendo instrumentadora cirúrgica.

Tina começou sua carreira na ala psiquiátrica, mas como descobriu que não era o que gostava de fazer, ficou na função por apenas seis meses.  Decidida a explorar outras oportunidades, foi para o CTI, em que permaneceu por dez anos. Mais tarde, por necessidades de serviço, fez sua última mudança: foi para a  Hemato-Oncologia. Desde então, já são 30 anos no serviço.

O serviço de Hemato-Oncologia é especializado no cuidado de crianças e adolescentes com leucemias, tumores e distúrbios hematológicos. Nessa unidade é fornecida assistência multiprofissional com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reintegrá-los à vida social.

Segundo Tina, na época em que começou, Santa Maria era referência no tratamento de câncer infantil. Ela conta que no passado, as crianças eram acomodadas em lugares que não eram apropriados, como em alas de pediatria ou junto aos adultos. Por isso, houve a necessidade de criar um centro de transplante e uma ala específica para crianças imunodeprimidas. Foi nessa época que, em parceria com sua amiga Lenir Gebert, participou da fundação do Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO) e do Centro de Atendimento à Criança e Adolescente com Câncer (CTCriaC). Nessas circunstâncias, as condições de trabalho eram diferentes: ‘’Havia menos chefes e conseguimos muitas coisas através da parceria e boa vontade das pessoas. Todos eram muito focados.’’ conta Tina.

A Técnica em Enfermagem relata que passou por todas as áreas da Hemato-Oncologia: coletas de medula óssea e células tronco, além da aféreses - área em que ocorre a separação dos componentes do sangue por meio de um equipamento automatizado. Também auxiliou as colegas no isolamento protetor, ou seja, quarto privado para pacientes que têm algum tipo de infecção comprometida.‘’A Hemato-Oncologia enfrentava uma grande demanda em um espaço limitado, então foram realizadas mudanças para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes’’, complementa Tina. 

Ela enfatiza que a Hemato-Oncologia, a partir desses serviços, oferece melhores condições para as crianças e os adolescentes, ao proporcionar um espaço ao ar livre e protegido. 

O paciente hemato-oncológico desenvolve uma conexão afetiva muito forte com a equipe. Por isso, durante sua trajetória no hospital, ela lembra que presenciou vitórias que a marcaram muito. Também enfrentou perdas que foram difíceis de assimilar porque o  hospital não oferece apoio psicológico adequado para lidar com essas situações.


Reportagem: Maria Eduarda Silva da Silva
Contato: maria-silva.2@acad.55bet-pro.com

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Natural de Cerro Largo, no Rio Grande do Sul, Marcia Spies cresceu em uma propriedade baseada na produção de alimentos vendidos na cidade. Seus pais são agricultores-feirantes. Ela os ajudou nessa atividade até os 20 anos. Desde a infância, ela tem lembranças de interações com plantas e animais. “Elementos da natureza sempre estiveram presentes nas brincadeiras, desde subir em árvores, colher flores e frutas, brincar com conchas de caramujos, besouros, formigas, folhas que viravam utensílios, até pular e correr na água empossada depois da chuva”, ela conta. Esse contato próximo fomentou a paixão por observar a natureza, e buscar entender as causas e consequências dos fenômenos naturais, levando ela a se interessar pelas áreas das ciências biológicas. Na infância, ela também gostava de ensinar seu irmão mais novo sobre aquilo que aprendia na escola, o que a fez desenvolver um gosto por ensinar.

No ensino fundamental, Marcia já tinha interesse em cursar ensino superior. No ensino médio, seus principais interesses eram as disciplinas de Biologia e Química, e assim, sem muita orientação, ela decidiu prestar vestibular para o curso de Farmácia - Análises Clínicas, na UFSM, mas não foi aprovada. Passou o ano ajudando seus pais, e fez um cursinho pré-vestibular por um mês, em Santa Maria, quando teve a oportunidade de  conhecer melhor o curso de Farmácia, e por fim, perceber que não era o que ela realmente queria, mas já era tarde para mudar a opção para o vestibular. Novamente ela não passou. Passou mais um ano ajudando os pais, fez vestibular novamente, mas dessa vez passou para o curso que realmente queria: Ciências Biológicas - Licenciatura, na UFSM. E assim, deu início aos estudos em abril de 1999. A escolha pela UFSM se deu por ela valorizar a qualidade de ensino na Universidade Federal, e pela assistência estudantil, que provê uma casa para os estudantes. “Assim, eu sabia que não seria um custo exorbitante para os meus pais.” 

Ela descreve a vivência na UFSM como transformadora. “Por ser de uma cidade pequena no interior, e vivendo em uma comunidade no interior do município, muito fechada, minha visão de mundo era extremamente limitada.” Com a convivência na Universidade, e a experiência de morar na Casa do Estudante, Marcia diz que aprendeu a respeitar a diversidade de formas de pensar e viver, o que foi muito importante para sua formação como cidadã. A UFSM também lhe proporcionou muitas outras experiências de aprendizado e crescimento. “Fiz cursos de línguas oferecidos gratuitamente, assisti palestras, simpósios, exposições artísticas, apresentações teatrais e musicais, bem como de atividades físicas como natação.” 

Já no primeiro semestre da graduação, Márcia se engajou em atividades de pesquisa, entrando para um laboratório de pesquisa de zoologia de invertebrados, sob orientação da Profa Carla Kotzian, no terceiro semestre ela conseguiu uma bolsa de pesquisa pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Por intermédio do laboratório, ela atuou em programas ambientais para o licenciamento da Usina Dona Francisca, trabalhando no resgate da fauna na formação do lago da Usina. Paralelamente,  com um grupo de colegas, ela desenvolveu um projeto de levantamento da fauna do campus da UFSM, sob orientação da Profa Sonia Cechin. Durante esse levantamento, ela e os colegas registraram uma espécie de mamífero ameaçado de extinção, que ocupava os cursos d’água que passam pelo campus. Após a descoberta, o grupo solicitou audiência com os responsáveis pela administração do campus, para comunicar o fato e solicitar a não roçada nas proximidades desses cursos d’água. “Na época, não tivemos noção da proporção do nosso ato, mas atualmente é possível ver a vegetação relativamente preservada nas margens dos cursos d’água, certamente a preservação não se deu apenas pelo nosso ato, mas iniciou com nosso pedido, que foi reforçado pelos diversos estudantes que nos seguiram.”

Márcia é muito grata à UFSM e ao curso de Ciências Biológicas pelas oportunidades que a instituição lhe abriu. “Entrei uma agricultora/feirante muito tímida, com visão de mundo muito limitada e saí uma bióloga e professora.” Depois de se formar, ela se mudou para Ribeirão Preto, onde fez mestrado e doutorado na USP. Em 2009, ela retornou à Santa Maria, associou-se ao laboratório onde realizou sua iniciação científica, com a Profª Carla Kotzian, e atuou coorientando alunos de Mestrado, e escreveu projetos de Pós-Doutorado. Em março do ano seguinte, foi aprovada em um concurso de professor substituto na unidade de Silveira Martins, onde trabalhou por dois meses. Em agosto do mesmo ano, ela iniciou o Pós-Doutorado na UNESP de Assis, com bolsa da FAPESP, a qual realizou até ser aprovada em concurso na UNIPAMPA em São Gabriel, onde ingressou em agosto de 2011, e trabalha até hoje.

No momento em que ingressou na UNIPAMPA, ela foi desafiada a trabalhar com disciplinas específicas da licenciatura, formando professores, e mais tarde atuou na Coordenação do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência do curso de Ciências Biológicas. Sua graduação e pós-graduação foram focadas na pesquisa, por isso, ao iniciar o exercício da docência, ela iniciou outro período de transformação. “Me obriguei a ver a Biologia de outra forma, do ponto de vista do ensino, buscando formas de motivar os estudantes, e de tornar o ensino mais significativo.”

Texto por: Gerônimo Souto Lima, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

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Nascido no pequeno município de Caibaté, no noroeste do Rio Grande do Sul, próximo às Missões, Igor Kaefer foi uma criança bastante caseira, sempre rodeado de livros, paixão que nutre até hoje. Filho de mãe professora e pai bibliotecário, é natural que ele tenha escolhido a docência como profissão. “Quando adolescente, nem fazia ideia da possibilidade de exercer a atividade de pesquisador.” Hoje, ele concilia a docência e a pesquisa em sua atuação profissional como professor de graduação e pós-graduação na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Igor ingressou no curso de Ciências Biológicas da UFSM em 2004, por meio do Programa de Ingresso ao Ensino Superior (PEIES), com aprovação em primeiro lugar. “À moda antiga, ouvi meu nome pelo anúncio dos aprovados na estação de rádio. Este foi um dos dias mais felizes da minha vida.” Logo em seu primeiro ano de graduação, ele iniciou um estágio de iniciação científica sob supervisão da Profª Dra. Sonia Zanini Cechin, hoje diretora do CCNE. O amor pela área de investigação foi tanto, que é o mesmo no qual ele atua até hoje: herpetologia, o estudo da biologia de anfíbios e répteis.

Além da iniciação científica, Igor realizou atividades tanto em pesquisa quanto em extensão. Sempre vinculado ao Laboratório de Herpetologia, sob supervisão da Profª Sonia. Um dos projetos de extensão do qual participou envolvia treinar, por meio de cursos e palestras, profissionais do Exército e do Corpo de Bombeiros, bem como estudantes, a respeito da prevenção de acidentes com animais peçonhentos, como cobras, lagartas, escorpiões e aranhas. Na área da pesquisa, atuou como bolsista no Programa de Educação Tutorial, com pesquisas em biologia de anfíbios e répteis.

As pesquisas realizadas ao longo da graduação geraram inúmeras publicações científicas, o que possibilitou que ele realizasse um sonho que havia nutrido por muito tempo: cursar o Programa de Pós-Graduação em Ecologia no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Por conta do extenso número de publicações, Igor pôde progredir diretamente para o doutorado, sem necessidade do mestrado. Em 2012, aos 25 anos, ele se formou Doutor em Ecologia pelo INPA, e em 2013 passou a atuar como professor adjunto em Ecologia na UFAM, onde ele trabalha até hoje. Além da atuação como docente, Igor é coordenador do Comitê Científico de Ciências Biológicas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e é parte do Conselho Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ecologia do INPA. Ele também é Bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq, e tem experiência na área de biologia animal, com ênfase em herpetologia. Em reconhecimento a sua contribuição cientifica, Igor tornou-se membro afiliado da Academia Brasileira de Ciência na categoria jovem cientista de até 40 anos (2015-2019).

Falando sobre suas contribuições para a cidade de Santa Maria, ele diz que acredita ter contribuído realizando as atividades de ensino e extensão, com os treinamentos de prevenção. Mas sua maior contribuição, ele diz, são suas produções científicas de alcance internacional, que mantém bons índices de citação. “Fico muito feliz em ter contribuído, mesmo que na graduação, para o conhecimento da fauna do estado do Rio Grande do Sul e para os índices de produção científica da Universidade”. A graduação na UFSM foi essencial para sua formação como profissional, visto que foi na Universidade que ele descobriu a pesquisa científica e desenvolveu as habilidades necessárias para atuar como docente universitário, pesquisador e orientador nos níveis de graduação e pós-graduação. “Devo à UFSM a oportunidade de sair de uma cidade pequena do Rio Grande do Sul e ter tido a possibilidade de produzir conhecimento e alcançar pessoas e lugares em diferentes partes do mundo.”

Texto por: Gerônimo Souto, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

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Durante a infância, em uma época que a internet e as mídias sociais ainda não eram tão populares, Henrique Faccin era uma criança muito curiosa, observadora e metódica. Misturando detergente, sal, erva mate e outros ingredientes especiais, ele conta que desenvolvia seus próprios inseticidas para exterminar as formigas que o picavam enquanto brincava na calçada de sua casa. Morando em Frederico Westphalen, a criança foi crescendo e tomando gosto pelos números e pelas “instalações elétricas” para movimentar motores à pilhas. Terminando o ensino médio, era hora de definir os rumos do futuro e qual seria a faculdade que Henrique faria. Pela afinidade com a matemática, a química, a física e a biologia, o curso de Química Industrial foi o caminho que ele resolveu seguir para poder experimentar um pouco de cada área.

Tendo a oferta de um curso particular na cidade natal de Henrique, sua família não possuía condições de custear a mensalidade da faculdade e ele viu na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) a oportunidade de conquistar seu diploma. Sua irmã já estudava Arquitetura e Urbanismo na Universidade e isso fez com que ele deixasse a ideia de estudar em Porto Alegre de lado e prestasse o vestibular para a UFSM. “Lembro que na época do meu vestibular, minha mãe havia perdido o emprego por restrições orçamentárias do Governo do Rio Grande do Sul e a situação financeira em casa havia apertado ainda mais. Mas, para eu não ser afetado psicologicamente, minha mãe fingiu estar trabalhando para que eu não desistisse de tudo e deixasse de encarar meus estudos na Universidade”, conta o servidor.

Para conseguir se manter na Universidade, Henrique conta que sempre esteve envolvido trabalhando em bolsas oferecidas pela UFSM. O tempo de graduação foi passando, as oportunidades surgindo e ao longo desse período o servidor foi estagiário de pesquisa na Unicamp e também na Universitat de Barcelona (Espanha), graças ao primeiro edital do Programa Ciência sem Fronteiras. No retorno ao Brasil, passou a estagiar numa importante indústria petroquímica brasileira, aliando a Química com a paixão pelos números. Realizou ainda mestrado em Química Analítica, o que reforçou ainda mais o amor pelos dados e informações por trás dos números, dando um novo rumo para sua vida. “Hoje, além de Técnico-Administrativo da UFSM ao longo do dia, à noite e aos finais de semana me dedico à graduação em Estatística, para futuramente avançar num projeto de doutorado que busque interdisciplinarizar a química com a ciência dos dados”, destacou.

[caption id="attachment_1529" align="alignright" width="183"] Servidor sendo homenageado pela turma de formandos da Química - Bacharelado.[/caption]

Atuando como Técnico Administrativo (TAE) há três anos, Henrique destaca que por estar inserido num meio bastante conhecido, a secretaria do curso de Química Industrial, vê a função de secretário de curso como uma das mais importantes e responsáveis dentro do dia-a-dia da UFSM. Por serem o elo entre discentes e docentes e entre o aparato burocrático do Estado, são os secretários que atendem as mais variadas demandas, tendo que convertê-las em ações junto aos coordenadores de curso e órgãos colegiados. “Muitas vezes a visão da instituição por parte dos discentes e seus familiares e amigos próximos se resume à visão que os acadêmicos têm da sua secretaria de curso, com relação à motivação, atuação, gestão, receptividade, acolhimento e atendimento. Trabalhar essa proximidade é um desafio diário e um legítimo trabalho de formiguinha”, pontuou Henrique.

Envolvido em muitas atividades e a frente de comissões que contribuem para o desenvolvimento do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), Henrique faz parte, também, de alguns projetos de pesquisa em Química Analítica que já vinham sendo desenvolvidos durante o seu período de mestrado, colaborando na autoria de alguns artigos científicos que ainda envolvem resultados dessa pesquisa. Como discente de Estatística, faz parte da Empresa Júnior do CCNE, a Sigma Jr. e, recentemente, em conjunto com os coordenadores do curso de Química do CCNE, passou a atuar na organização de um projeto que busca desenvolver e estimular a interdisciplinaridade e integração junto aos acadêmicos dos cursos de Química, através da proposição de soluções técnicas para um problema-desafio a ser lançado por um grupo de docentes aos discentes que se inscreverem para participar.

Sinto que minha contribuição para o desenvolvimento da Universidade é ajudar a todos com o conhecimento que sempre venho buscando, de forma a aplicar tecnicidade ou subsidiar decisões técnicas referentes aos assuntos que competem às coordenações de curso e à vida acadêmica dos discentes”. Além disso, Henrique destaca que seu objetivo enquanto servidor público é atuar de forma a valorizar cada categoria igualmente, sem distinções entre classes docente, TAE e discente. “Para tanto, acredito que devo trabalhar no acesso à informação para todos, pois somente com ela é que podemos combater nossos problemas organizacionais, visando uma melhoria contínua da nossa instituição”, finalizou o servidor.

Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

 

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Nascido no Rio de Janeiro, André conta que sempre foi um menino curioso, que gostava muito de desmontar os seus brinquedos para ver como eles funcionavam. Nesse período, a madeira e o metal eram os melhores amigos de André, pois era a partir desses materiais que ele podia imaginar e criar novos equipamentos para suas brincadeiras. Com o passar dos anos, os brinquedos foram deixados de lado, mas a paixão por novas descobertas não. Aliando seus estudos a prática do basquete, o professor conta que foi assim que aprendeu a agir e competir de forma leal, reconhecendo os erros na hora da derrota e respeitando os adversários na vitória.

Formado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde foi bolsista do Programa de Educação Tutorial da Biologia e estagiário voluntário do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais, obteve o título de Doutor e de pós-doutor na Universidade de São Paulo (USP). “Ao final do meu pós-doutorado na USP, em 2011, eu estava em um verdadeiro dilema entre ir para os Estados Unidos ou retornar para o Rio Grande do Sul, pois um familiar meu estava com problemas de saúde e isso exigia que eu ficasse por aqui. Tentei por duas vezes entrar como docente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas em ambas as vezes fiquei em segundo lugar”. Foi então que André viu a oportunidade de voltar para o lugar onde se formou, conciliando uma rotina exaustiva de estudos aos cuidados do filho, que na época tinha dois anos, e da esposa gestante. Estudando em média doze horas por dia, durante três meses, André foi aprovado em primeiro lugar no concurso para docente na área de biologia molecular do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFSM, assumindo a vaga em 15 de março de 2016.  

“Ao longo da formação da minha carreira profissional, o meu maior desafio foi vencer o nervosismo e a gagueira para conseguir falar em público”, disse o professor ao relembrar sua formação antes de sua carreira enquanto docente. Atualmente, superado esse obstáculo, o professor ministra disciplinas de Bioquímica e Biologia Molecular para diferentes cursos, dentre elas, as Ciências Biológicas, Medicina, Enfermagem e Agronomia, além de atuar como docente permanente da pós graduação em Bioquímica Toxicológica e de Biodiversidade Animal. André orienta ainda doze diferentes projetos de pesquisa que estão em desenvolvimento no seu laboratório, sendo cada um deles executado por um aluno diferente. O professor destaca que em todos os lugares que atua busca sempre trabalhar pela educação de alta qualidade, pública e gratuita, visando o desenvolvimento da ciência, para que ela evolua livre de pressões políticas ou religiosas e de forma unificada entre diferentes países.

Falando de sua atuação na pesquisa e na extensão, André acredita que a ciência básica é a principal base para o desenvolvimento de projetos voltados para atender e suprir as necessidades da sociedade como um todo. O professor enfatiza que o Laboratório de Fotobiologia, coordenado por ele, é especialista em monitorar a incidência da radiação ultravioleta (UV) solar na latitude de Santa Maria, bem como também avaliar os diferentes tipos de lesões de DNA que essa radiação induz. “Temos muito orgulho desse projeto, pois a maior empresa de cosméticos do país confia em nossa tecnologia e investe nela, para avaliarmos os seus protetores solares que são vendidos no mercado nacional e internacional”, finalizou o docente.

Ao longo da graduação, André lembra de muitos professores que, além de exemplos, foram extremamente importantes para o início da construção da sua carreira e para o seu direcionamento para dar continuidade a sua formação acadêmica. Na pós-graduação, o professor conta que teve a chance de conviver com muitos pesquisadores importantes, mas seu maior exemplo é o Prof. Carlos Menck, seu orientador de Doutorado na USP. “O Prof. Menck me ensinou a encarar o ensino, a pesquisa e a extensão de forma extremamente profissional, mostrando que o maior objetivo dessas atividades não é a autopromoção, mas sim gerar conhecimento de alta qualidade e com impacto social e econômico, como também formar, com muita qualidade, os jovens que serão os responsáveis pelo futuro da nossa nação”.  

Nesses três anos de UFSM, o professor destaca que vem atuando de forma incansável nos três grandes pilares da Universidade Pública: o ensino, a pesquisa e a extensão. Atuando ainda em cargos de vice-coordenador e de coordenador de Programa de Pós-graduação, o docente afirma ficar honrado com o reconhecimento que recebe, pois já foi escolhido duas vezes Professor Homenageado pelos formandos do curso de Ciências Biológicas, além de ter recebido a indicação de “Mito Papo Reto Inspirador” na Cerimônia do Reconhecimento que aconteceu no início do semestre. “Ser professor é a melhor profissão do mundo, fico extremamente feliz com o retorno imediato dos alunos em sala de aula e, principalmente, pela confiança dos alunos que já orientei e oriento em meu laboratório. É maravilhoso saber que minhas ações profissionais e atitudes pessoais são reconhecidas e consideradas muito importantes para guiar a formação desses futuros profissionais”, finalizou André.

Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2019/06/06/uma-trajetoria-de-desafios-e-vitorias-conheca-francis-schirrmann-silveira Thu, 06 Jun 2019 18:54:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=1489 [caption id="attachment_1491" align="alignright" width="300"] Francis Schirrmann Silveira e estudantes do Diretório Acadêmico da Geografia - DAGEO UFSM[/caption]

Quando criança, Francis passava as tardes brincando de escolinha com suas bonecas e reforçava os conteúdos do ensino fundamental como uma forma de diversão. Aos oito anos, não passava pela cabeça dela o sonho de um dia ingressar na licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Com o passar do tempo e a evolução dos estudos, ao concluir o Ensino Médio, em 2007, a estudante não se via preparada para prestar o vestibular e duvidava de si mesma. Mal sabia ela que anos mais tarde a criança que dava aulas para bonecas descobriria sua missão: ser educadora.

Ao falar de suas influências para entrar na Universidade, Francis lembra que ao se formar no ensino médio, pensava não ser capaz de ser aprovada no vestibular (forma de ingresso da época). “Estudei a vida toda em escola pública e não estava pronta para fazer o vestibular e sequer eu tinha dinheiro para pagar a inscrição.  Por mais que eu desse o melhor de mim, sabia que seria praticamente impossível ser aprovada com a base do ensino médio que havia recebido”. Quem a incentivava nessa época era o tio Nani, que repetia incansáveis vezes que a sobrinha era capaz e ainda iria ser o orgulho da família. Inspirada pelo tio, Francis decidiu que era sim a hora de tentar, mas ela não contava com as surpresas da vida… Pouco antes da data da prova, seu grande incentivador sofreu um AVC e acabou falecendo e em meio a dor e muito sofrimento da perda muitos sonhos foram deixados de lado.

Superadas muitas dificuldades, em 2015 Francis se viu novamente cercada por pessoas que a incentivaram e acreditaram no seu potencial, fazendo com que ela voltasse a se dedicar aos estudos.  “Foi então que resolvi fazer o ENEM, entrei no site da UFSM e comecei a revirar, até hoje não sei como foi que eu consegui me candidatar a uma vaga remanescente, pois eu nem sabia o que era isso. Só sei que me inscrevi para Geografia e quando eu fui selecionada foi surreal, depois de anos que eu deixei de sonhar e de acreditar em mim e no quanto eu era capaz eu me vi realizada”, disse a estudante. Ela destaca ainda a importância e a necessidade das políticas públicas e do sistema de cotas, pois elas são um dos meios dos menos favorecidos terem a oportunidade de realizar o sonho de ter um diploma.

A minha trajetória como estudante está longe de ser fácil, posso afirmar com toda a certeza que durante todos esses anos minha caminhada foi árdua, pois moro em São Pedro do Sul e tenho que fazer esse deslocamento todo o santo dia, pegando dois ônibus para ir e três para voltar”. Mãe de três filhos, a acadêmica conta das dificuldades de conciliar toda sua vida fora da Universidade tendo uma média de 10 disciplinas por semestre. “Já perdi as contas do quanto chorei,  me estressei e quantas noites eu passei em claro debruçada sobre cadernos e artigos estudando para provas e fazendo trabalhos. Algumas noites eu nem dormia pois quando olhava no relógio já era 04:50, hora de engolir alguma coisa no seco e correr para a rodoviária”. Neste ano, prestes a se formar, Francis se diz feliz e realizada por ter vencido e passado por muitas coisas para chegar até aqui.

A aluna destaca que a Universidade deu a ela a oportunidade de conhecer professores incríveis e, acima de tudo, seres humanos extraordinários. Ela conta que todos eles a ensinaram que antes mesmo de ser uma educadora profissional é preciso ser humana, saber olhar e se colocar no lugar do outro, praticando diariamente a empatia e o profissionalismo. “Foi lá no prédio 17 que conheci um novo mundo, já no primeiro dia de aula a Prof.Drª. Meri  Bezzi nos disse que nós precisávamos colocar os nossos óculos geográficos e que quando isso acontecesse jamais veríamos o mundo da mesma forma. Hoje, quase formada, reconheço que ela tinha razão e eu não consigo mais ver o mundo como antes”.

Bolsista no Programa de Residência Pedagógica, Francis diz que  projeto mostrou para ela as diferenças gritantes que existem entre a teoria ensinada na faculdade e a realidade das escolas públicas brasileiras. A ideia do programa é gerar uma troca onde os estudantes da licenciatura ganham um “laboratório para aprender a praticar” e os professores da rede pública ganham uma “mãozinha” na sala de aula. Abordando com o educandário os fatos cotidianos e relacionando-os aos temas da Geografia, o projeto destaca a importância e consequências de cada ação do ser humana, além de mostrar como e o que pode ser feito para transformar a realidade, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e conscientes.

Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2019/05/28/sonhos-amizade-e-a-defesa-da-universidade-conheca-cristiele-spat Tue, 28 May 2019 15:44:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=1393 [caption id="attachment_1394" align="alignright" width="213"] Cristiele Spata, TAE do Núcleo de Infraestrutura do CCNE.[/caption]

Estudar na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sempre foi um desejo de Cristiele Spat, desde sua adolescência. Quando foi aprovada no vestibular e passou a frequentar diariamente os espaços da Instituição, nasceu nela o desejo de contribuir para o melhor funcionamento da Universidade e isso a motivou para, depois de formada, ser aprovada no concurso público para Técnico Administrativo em Educação (TAE), em 2011. Para Cris, “trabalhar na universidade é uma grande recompensa.  É um trabalho muito gratificante”.

Filha de agricultores, Cristiele conta que a sua trajetória na UFSM iniciou no ano de 2005, quando ingressou no curso de Ciências Biológicas e saiu da casa dos seus pais em Restinga Seca. Após concluir a graduação, fez Mestrado em Agrobiologia e como TAE, atuou no departamento de Biologia e na direção do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e, hoje, trabalha no Núcleo de Infraestrutura do CCNE.

Reconhecida por tratar todos com paciência e compreensão, Cris conta que tenta sempre motivar e dar a devida atenção para quem a procura, pois essas são necessidades básicas de qualquer ser humano. “É importante saber que por uma palavra ou um gesto meu eu acabo melhorando o dia de alguém”,  disse a servidora que carrega consigo o orgulho de fazer parte da Universidade e ser cercada por pessoas competentes e comprometidas em fazer do CCNE um espaço mais acolhedor e humano.

Ao longo do seu percurso como servidora, a ajuda que recebeu dos seus colegas de trabalho foi essencial para que ela soubesse que rumo seguir e pudesse se desenvolver nos locais por onde trabalhou. Ela destaca que o aprendizado adquirido no decorrer de sua jornada foi enorme devido a qualidade da Instituição, além de salientar o fato de ela ser pública e oferecer oportunidades únicas para muitas pessoas, principalmente para quem não tem condições financeiras de fazer parte de uma instituição privada.

Entre os desafios enfrentados por ela em sua profissão está o de “mostrar o quanto a universidade faz a diferença na vida das pessoas, o quanto a educação pública é essencial para todos terem a oportunidade de estudar”. Outro ponto abordado por Cristiele é a necessidade de saber gerir os recursos, principalmente no setor onde trabalha, a fim de estar sempre preparada para atender às novas demandas da Universidade. Atuando no Núcleo de Infraestrutura, a servidora destaca que seu trabalho está diretamente ligado aos espaços que as pessoas do CCNE frequentam e, por isso, oferecer um local agradável e bem cuidado impacta e melhora o dia a dia das pessoas.

Cristiele tem como seus objetivos fazer sempre o melhor para a instituição, buscando sempre que seu trabalho seja prestado da melhor forma possível, fazendo com que toda comunidade reconheça e valorize a categoria dos servidores públicos e a Universidade como um todo. Ela espera poder colaborar com tudo que estiver ao seu alcance para que a UFSM cresça cada vez mais, tenha mais alunos que ingressem a cada ano e consigam conquistar o seu diploma e a formação profissional e cidadã.

Texto por: Fabrício Simões Dias, acadêmico de Comunicação Social – Jornalismo e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Revisão: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2019/05/24/educacao-e-psicologia-como-formas-de-resistencia-conheca-rozieli-silveira Fri, 24 May 2019 15:17:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=1366 [caption id="attachment_713" align="alignleft" width="269"] Rozieli Silveira, servidora responsável pela UAP CCNE.[/caption]

Rozieli Bovolini Silveira é servidora pública do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM, onde é coordenadora da Unidade de Apoio Pedagógico (UAP). A servidora chegou ao cargo por meio de um processo de redistribuição, que segundo ela foi bastante demorado. Entretanto, para Rozieli, “estar na UFSM e em Santa Maria, morando e trabalhando na cidade, sempre foi um sonho”.

Este sonho de Rozieli representa que ela está exercendo o trabalho que ama, além de sentir que este está sendo valorizada, devido às possibilidades de articular a sua formação em Psicologia e o seu mestrado realizado na área de educação. Para ela, “uma gestão que valoriza e reconhece o potencial de cada servidor, sem dúvida, fortalece-se enquanto instituição”.

Trabalhar na Unidade de Apoio Pedagógico permite que a servidora esteja em contato frequente com pessoas, ouvindo demandas, buscando soluções e propondo rupturas. Neste sentido, sua trajetória pelo Centro de Ciências Naturais e Exatas é pautada pela parceria com pessoas fundamentais. Rozieli ressalta a confiança na gestão da diretora do centro da unidade, Sonia Zanini Cechin e parceria com a nova colega técnica-administrativa, Daíse e as bolsistas da UAP, além dos outras colegas servidoras e servidores e os professores e professoras do centro que recorrem à Unidade de Apoio Pedagógico. O convívio com tantas pessoas, nesta intersecção entre amizade e trabalho, possibilita com que todos, nas palavras de Rozieli, “dividam alegrias, anseios e frustrações, mas sempre com uma conversa boa, com um sorriso”.

O corpo discente do centro também faz parte deste círculo importante de convivência da servidora, sendo este um dos seus principais motivos pela luta por uma educação mais inclusiva, de transformação e de resistência. A luta por este princípio “permite com que o conhecimento aprendido seja a força propulsora da mudança de todos os desafios que ainda não superamos enquanto humanidade”, falou Rozieli.

Rozieli é nova na instituição, pois ingressou em setembro de 2017, mas ela já possui grandes expectativas para o seu futuro. Entre elas, pretende deixar na UFSM “um legado de cuidado ao outro, de escuta, de respeito, de acolhimento, enfim, que esse período das vidas de muitos estudantes seja marcado por aprendizados e conhecimentos, mas sobretudo, como possibilidade de desenvolvimento pessoal.” Além disso, ela pretende ver uma universidade cada vez mais pública, democrática e na qual a educação é proposta como uma importante ferramenta de transformação social e inclusão, na valorização dos diferentes saberes  e nas representações de todos os sujeitos.

Texto por: J. Antônio de Souza Buere, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Edição: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

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Valter Antonio Noal Filho nasceu em 1960, em Santa Maria. Cresceu em uma casa com pátio grande e arborizado, uma das mais belas lembranças de sua infância. Com 19 anos ingressou na UFSM, onde foi aprovado no vestibular para a primeira turma do Curso de Comunicação Visual, uma fase de adaptações e construções.

Há 33 anos, iniciou sua trajetória como servidor técnico-administrativo na Universidade Federal de Santa Maria. De lá pra cá, atuou em diversos locais. “No final dos anos 80, cuidei da revista Ensaio, na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis. Depois, em um curto período, na Assessoria de Divulgação do Gabinete do Reitor. Depois, foram dez anos na Editora da Universidade e agora, há 19 anos, aqui no CCNE”, conta Valter.

Mas, além das divulgações feitas aqui, Valter tem em seu caminho, sete livros de sua autoria. “O primeiro livro nasceu de uma curiosidade minha sobre o passado de Santa Maria e, ao mesmo tempo, da constatação de que se aproximava a data de seu bicentenário, que passaria despercebida caso nenhuma instituição tomasse a iniciativa de marcar a importante efeméride. Assim, eu e o amigo José Newton Cardoso Marchiori, iniciamos a pesquisa que originou o livro “Santa Maria: relatos e impressões de viagem”, com lançamento previsto para novembro de 1997, justamente a época mais provável para assinalar os 200 anos da chegada da Comissão Demarcadora de Limites entre terras portuguesas e espanholas que aqui estabeleceu seu acampamento, embrião do atual sítio urbano”, conta ele.

Tal criação, fez com que o santa-mariense tomasse gosto pela literatura de viagem antiga. Assim, continuou pesquisando em bibliotecas, relatos de viagens sobre o Rio Grande do Sul. Estabeleceu parceria com Sérgio da Costa Franco, importante historiador do Rio Grande do Sul, que após sete anos de pesquisa, resultou no livro “Os Viajantes olham Porto Alegre” em dois volumes, o primeiro traz relatos de 1754 a 1890 e o segundo volume, dos anos de 1890 a 1941. A obra foi agraciada com o prêmio Açorianos de Literatura em 2005, na categoria especial e também o de Livro do Ano, recebendo a maior homenagem daquele ano. foi uma surpresa na verdade, porque nem eu nem Costa Franco pensávamos em prêmio, nós queríamos fazer um bom livro, que interessasse a um bom número de leitores e lhes oferecesse realmente novidades. Acredito que a premiação foi uma consequência”, relata ele.

Com o término destas obras, Valter participou de nova parceria, na organização de uma obra inédita de 1943, do escritor santa-mariense Getulio Schilling. Em 2008, mais dois trabalhos foram concluídos: a reedição do “Santa Maria: relatos e impressões de viagem”, completamente modificada, com quase 20 novos textos, e com outros parceiros fez “Do céu de Santa Maria”, livro que reproduz fotografias aéreas de Santa Maria, desde o final da década de 1920. Um livro que ganhou bastante apreço dos conterrâneos.

Em 2017, com Sergio Faraco, publicou “Francisco Ricardo: uma tragédia esquecida” e no ano seguinte, com Silvia Paraense, organizou “Santa Maria: o passado pitoresco em prosa fluida”, que reúne crônicas de Romeu Beltrão. 

No CCNE, Valter trabalha com a Revista “Ciência & Ambiente”, executando diversas tarefas, como a adaptação ao projeto gráfico, a diagramação e a divulgação de cada número publicado. Para o seu futuro na instituição, Valter espera propor iniciativas e incentivar atitudes, uma vez que para ele, “a universidade pública constitui terreno fértil para a invenção”. Além disso, pretende contribuir para que a universidade fortaleça o seu caráter inovador e assuma maior protagonismo na preservação da memória e conhecimento do patrimônio cultural e histórico de Santa Maria, por meio da sistematização e da difusão de novos dados colhidos em acervos fotográficos.

Texto por: Lucas Zimmermann, acadêmico de Comunicação Social – Relações Públicas e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Edição: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/2019/04/02/bioquimica-e-dedicacao-em-ensinar-conheca-joao-batista-teixeira-da-rocha Tue, 02 Apr 2019 16:50:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccne/?p=1010

Natural do Rio de Janeiro, João Batista Teixeira da Rocha já fez grandes viagens em sua vida. Sua vida escolar foi dividida entre as cidades de Canoas, Viamão, Santa Maria e Rio de Janeiro. Mas foi em Porto Alegre que iniciou seu caminho nas Ciências Biólogicas. Assim, no ano de 1982, João Batista ingressou no curso de Graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo a certeza de que a Biologia era a área de que gostava. Neste período, seus maiores interesses eram pelas aulas de Educação, onde os professores levavam questionamentos aos alunos, o que o fazia pensar e discutir sobre o mundo.

Porém, foram as aulas de Bioquímica que o prenderam. “Tinha uma coisa diferente, as aulas teóricas eram baseadas em estudo dirigido, então tínhamos aula formal ocasionalmente, resolvíamos problemas e discutíamos com o professor e foi essa maior interação que me motivou”, conta João que acabou desenvolvendo pesquisas na área ao se tornar monitor. Um de seus trabalhos desenvolvidos, neste período, foi publicado, até mesmo em revistas internacionais de ciência. Formou-se em 1986.

Dividido entre duas áreas de seu maior interesse, a Educação em Ciências e a Bioquímica, João Batista optou por aquela que já tinha experiência e em 1987 iniciou o mestrado, na UFRGS, onde em dois anos, com a defesa da tese “Efeito da desnutrição durante a lactação sobre a atividade da hidrólise de atp em sinaptossomas de cérebros de ratos”, obteve seu título de mestre. No mesmo ano de finalização do mestrado, João Batista iniciou sua atuação profissional como Professor na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Porém, a busca constante por aprendizado o levou a iniciar, em 1992 o doutorado em Ciências Biológicas, na área de Bioquímica – subáreas de Enzimologia, Metabolismo e Bioenergética.

De volta a UFRGS, João Batista conciliava a pesquisa de doutorado, desenvolvida entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e as aulas que ministrava. Seu título de doutor foi obtido no ano de 1996. Logo, o doutor voltou para a UFRJ para fazer o Pós-Doutorado.

Atualmente, o professor trabalha na área de bioquímica, toxicologia e farmacologia de organocalcogênios, papel do estresse oxidativo em patologias humanas e experimentais e educação em ciências. Dentro de sua carreira como pesquisador ganhou diversos prêmios e títulos. No ano de 2014, o Bioquímico foi eleito Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, na área de Ciências Biomédicas.

Texto: Assessoria de Comunicação 2015

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Como a maioria dos alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o professor Gilson Rogério Zeni veio de uma cidade do interior. No ensino básico e médio, estudou na cidade de Iraí, divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Logo após se formar, em 1988, veio para Santa Maria para cursar Química Industrial na UFSM. De origem humilde, fez uso dos benefícios socioeducativos proporcionados pela Universidade e iniciou sua carreira científica como bolsista de iniciação na área da Química Orgânica onde desenvolveu seu mestrado e doutorado, sendo essa sua atual área de pesquisa.

Concluiu seu mestrado em 1994 na UFSM e o doutorado em 1996 na Universidade de São Paulo (USP). Ingressou na Universidade como professor visitante em 2000 e no ano seguinte tornou-se professor do quadro permanente do departamento de química. Iniciou o seu grupo de pesquisa de síntese, reatividade, farmacologia e toxicologia de organocalcogênios, nesta mesma época. Em 2003, fez pós-doutorado na Iowa State University, nos EUA.

Em suas áreas de atuação, Gilson já publicou inúmeros artigos científicos nas mais prestigiadas revistas internacionais, além disso, possui um grande número de citações acadêmicas; orientou diversas Teses de Doutorado, Dissertações de Mestrado e dezenas de alunos de Iniciação Científica. Na área administrativa foi coordenador do programa de pós-graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica e chefe do setor de bioquímica; participou de comitês nas agências financiadoras CNPq, da FAPERGS e como membro assessor da CAPES na avaliação dos programas.

Sua área de atuação consiste na síntese de compostos orgânicos contendo os átomos de selênio e telúrio em sua estrutura e a aplicação destes como substratos em catálise homogênea, utilizando sais de paládio ou cobre como catalisadores, e na obtenção de heterociclos via reações de ciclização eletrofílica. Além disso, o Professor Gilson tem atuado no estudo farmacológico e toxicológico de organocalcogênios. A ênfase principal destes estudos está na busca por compostos que apresentem atividades antioxidante, anti-inflamatória, antinociceptiva, antidepressiva e neuroprotetora associadas à baixa toxicidade.

Como professor na UFSM, Gilson se preocupa muito com a formação dos alunos, em dar a eles uma formação sólida, tanto na parte de pesquisa como na parte ética. No momento, pretende exclusivamente formar pessoas, pois acredita que é necessário possibilitar aos alunos grandes experiências e inserção em instituições públicas, para que este aluno possa formar seus próprios alunos. O professor costuma enviar acadêmicos para outros países com os quais seu grupo mantém contato, contribuindo para a melhor formação e qualificação dos estudantes. O professor afirma ainda que “cada vez que um doutor é formado é uma felicidade enorme, pois todo o seu período de investimento foi recompensado”. Sua realização pessoal é ver um aluno bem colocado.

Gilson recebeu em 2012 o Prêmio Pesquisador Gaúcho da FAPERGS e em 2014 foi eleito membro da Academia Brasileira de Ciências. Ele conta que não esperava tal honraria. “Esperava essa nomeação para professores mais experientes do que eu, mas fico muito feliz por meu trabalho ser reconhecido”, finaliza ele.

Texto: Sandro Lacerda  – Assessoria de comunicação (2015) do CCNE.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2015/04/27/foco-no-desenvolvimento-sustentavel-da-quarta-colonia Mon, 27 Apr 2015 09:57:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/2015/04/27/foco-no-desenvolvimento-sustentavel-da-quarta-colonia/ Participantes expuseram produtos no Descubra UFSM 2014

O desenvolvimento sustentável da região da Quarta Colônia foi o foco do projeto social Produtos da Colônia, desenvolvido pelos departamentos de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, Extensão Rural e Desenho Industrial da UFSM. O projeto foi encerrado recentemente com bons resultados.

Desde 2012, as cerca de 40 agroindústrias beneficiadas - no início estavam previstas 25 - receberam capacitações técnicas e em gestão e redes de cooperação, criação e divulgação dos produtos coloniais, tendo como objetivo a valorização da cultura local e a geração de empregos e renda nos setores secundário e terciário da Quarta Colônia. O trabalho também teve como finalidade preservar a gastronomia das culturas da Quarta Colônia, a fim de agregar os conhecimentos técnicos e científicos a esta herança cultural.

Segundo a professora Neila Richards, do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, dentre as muitas maneiras de conhecer a cultura de um povo, os alimentos produzidos estão entre os mais marcantes. Além de Neila, também estiveram envolvidos no projeto os professores Clayton Hillig, do Departamento de Extensão Rural, e Marcos Brod Jr., do Departamento de Desenho Industrial.

As agroindústrias que participaram do projeto deveriam atender a várias questões, como ter local específico para produção de alimentos; desejar se formalizar frente às exigências legais e sanitárias; almejar a diferenciação e valorização de seus produtos coloniais; acreditar na valorização da cultura local e na divulgação e reconhecimento dos produtos da Quarta Colônia.

Entre os muitos resultados do projeto estão a melhoria da qualidade dos processos de fabricação dos produtos coloniais com segurança; reconhecimento e valorização da cultura local; divulgação das agroindústrias e de seus produtos; efetivo benefício econômico e social das famílias beneficiadas; estágios curriculares e extracurriculares aos estudantes de Tecnologia de Alimentos, Engenharia Química, Extensão Rural, Desenho Industrial e Sistema de Informação.

O encerramento do projeto ocorreu no final de março, no Auditório Flávio Schneider, do Centro de Ciências Rurais (CCR), e contou com a presença do vice-reitor, Paulo Bayard; diretor do CCR, Irineo Zanella; prefeitos de algumas cidades participantes (Silveira Martins, São João do Polêsine, Agudo, Nova Palma, Faxinal do Soturno, entre outras); de representantes da Abengoa, do BNDES, além de representantes das agroindústrias beneficiadas, entre outros.

O programa de extensão foi apoiado pela Abengoa, empresa de soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável, e financiado pelo BNDES.

Confira a reportagem sobre o projeto produzida pela TV 55BET Pro:

Texto: Sabrina Cáceres, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Fotos: site do projeto

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2013/11/29/o-matematico-do-interior Fri, 29 Nov 2013 10:30:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/2013/11/29/o-matematico-do-interior/ Menino simples, ainda bem novo, tranquilo e que surpreende por sua capacidade e facilidade que tem diante a Matemática. Marcelo Rossato, aluno do curso de Engenharia Mecânica da UFSM, tem tamanha capacidade de entendimento lógico que, com 17 anos, foi convidado para participar de um reality show  “Mentes brilhantes”, transmitido pelo canal de televisão National Geographic Channel.

Santa-mariense, nascido em 10 de março de 1996, o menino demonstra sua velocidade de entendimento numérico fazendo contas complicadas em questão de pouco tempo. Para ele, é algo fácil, algo lógico. E esse apreço pelos números veio desde pequeno. Filho de Isabel e Vilmar Rossato, um casal vindo de Ivorá (interior do RS), Marcelo conta que sempre reconhecia os números, e muito pequeno já fazia contas com bastante velocidade. Até apelidos como o de “o matemático” o menino disse que recebia, em encontros familiares, nos quais sempre havia pedidos para que Marcelo fizesse contas.

Estudou no Colégio Fátima até a quarta série, e, a partir da quinta série, Marcelo passa na Escola Militar de Santa Maria. Nesse período, que durou até o início deste ano, participou de clubes de estudos e de desafios e competições. Olímpiadas brasileiras de Física, Química, Astronomia e Matemática são alguns desses desafios, que premiaram o menino. O último realizado, o maior desafio, a Olímpiada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) rendeu ao menino o primeiro lugar nacional e uma viagem ao Rio de Janeiro para receber a premiação. Em meio às viagens para receber alguma premiação, o “matemático” fez contatos e amizades que duram até hoje.

No primeiro semestre de 2013, ingressa na UFSM. Por passar em primeiro lugar, Marcelo foi chamado de “zero um” por seus colegas, algo que não o incomoda, e até é engraçado. Nesse período de graduação, ele fica desde o início da manhã até o final da tarde no campus da Universidade. Faz cadeiras do curso de Engenharia Mecânica e também do curso de Matemática, deixando evidente sua intimidade com os números.

O “zero um” da Mecânica não sentiu grande impacto na mudança do ensino básico para o ensino superior, mas acha interessante a forma como conteúdos são discutidos. Há mais interação, não apenas o copiar fórmulas do colégio, mas uma produção de saber. “Nós mesmos construímos o conhecimento”. Desde o início do curso, Marcelo participa de grupos de pesquisa, o que possibilitou aprendizado, contatos e possivelmente a vaga no reality. O menino foi escolhido, quando um pedido da Coordenadora da OBMEP do RS, Elizabeth Ferreira, perguntou para o coordenador do grupo de estudos de Marcelo sobre a possibilidade de participação no reality.

Em horas vagas, Marcelo procura sair com os amigos e ficar em casa. O garoto não estuda para “se dar bem” no curso, diz que entende rápido, afinal, são números e uma questão de lógica.

Foto de capa: Ítalo Padilha.

Repórter: Guilherme Gabbi – Acadêmico de Jornalismo.

Edição: Lucas Durr Missau.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2013/10/02/anna-barros-uma-artista-que-deixa-legado-inestimavel Wed, 02 Oct 2013 14:21:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/2013/10/02/anna-barros-uma-artista-que-deixa-legado-inestimavel/ O Brasil perdeu há poucos dias uma de suas mais inovadoras artistas plásticas. Anna Barros faleceu no dia 26 de setembro, em São Paulo, aos 81 anos. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a perda gerou grande comoção. Anna integrava o grupo de pesquisa Arte e Tecnologia do Centro de Artes e Letras (CAL). Deixou, mais do que admiradores de seu trabalho, amigos. E levou o reconhecimento da instituição.

Em agosto, Anna foi condecorada com a medalha de honra ao mérito universitário em reconhecimento a sua trajetória acadêmica e artística. A entrega ocorreu na Unesp, em São Paulo – com a saúde debilitada, Anna não teve como vir a Santa Maria para a homenagem. Representaram a UFSM o reitor, Felipe Müller; o diretor do CAL, Pedro Brum Santos; a professora do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais (PPGART) e proponente da homenagem, Nara Cristina Santos; e a coordenadora do PPGART, Darci Raquel Fonseca. Foi um momento especial para a homenageada. “Ela estava bem emocionada e feliz entre amigos”, recorda Nara.

Artista multimídia, curadora, autora, professora, pesquisadora, Anna Barros dedicou boa parte de sua vida a investigar, de forma competente e sensível, o campo da arte-ciência-tecnologia. Doutora pela San Francisco Art Institute e pós-doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, ela foi incansável em sua busca pelo novo. Tanto que é considerada a pioneira no país em nanoarte, que se refere ao patamar nano, algo só visível com o auxílio da tecnologia.

Por seu trabalho nessa área, recebeu premiações nacionais e internacionais, e deixou inestimável legado. “Anna foi a primeira artista a tratar de nanotecnologia com pesquisa consistente, sensível e inovadora”, destaca Nara, que na UFSM desenvolve pesquisas na área de História e Teoria da Arte Contemporânea, com ênfase em Arte e Tecnologia.

Anna Barros veio a Santa Maria pela primeira em 2009 para participar do 4º Simpósio de Arte Contemporânea: curadoria e crítica. Antes de chegar à cidade, fez questão de conhecer Mata, “a cidade de pedra que já foi madeira”.

O município da região inspirou a artista, que voltaria nos anos seguintes para uma exitosa parceria. Em 2010, ela apresentou no mesmo simpósio o resultado de suas pesquisas em nanoarte com a instalação “200 Milhões de Anos: Árvore Pedra”, na Exposição ArtePoética-Digital. No ano seguinte, participou como artista convidada da exposição Museu Interativo Arte, Ciência, Tecnologia e Patrimônio Cultural: Mata – 200 milhões de anos, pela sua investigação no campo da arte, ciência tecnologia, com as instalações multimídia interativas “Tecendo o Tempo ou Sendo Tecida pelo Espaço” e “200 Milhões de Anos: Árvore Pedra” – esta última a artista doou neste ano para a UFSM/CAL/PPGART.

As duas instalações – que foram expostas no Museu de Arte de Santa Maria (Masm) – resultaram de pesquisas da artista a partir de fragmentos de madeira fossilizada de Mata, cujas imagens foram obtidas através da nanotecnologia. “O trabalho realizado pela artista é exaustivo na busca in loco da madeira petrificada, da procura por laboratórios e equipamentos que pudessem colaborar com sua pesquisa para capturar imagens em escala nano a partir dos fragmentos fósseis, para posteriormente elaborar uma poética nano, que envolvesse imagem, cor e som em uma animação, cujo resultado surpreende como nanoarte, na proposta de exibir uma poética nano nas suas instalações”, relatou Nara no artigo “Arte Contemporânea: a experiência da presença nas instalações interativas de Anna Barros”, publicado como capítulo no livro Arte e Cultura, da UFRGS, em 2012.

No artigo, a avaliação é de que instalações como estas, decorrentes de uma investigação consistente de Anna Barros, que dialogam com a nanotecnologia, aliadas ao conjunto de pesquisas interdisciplinares, demonstram que a tecnologia pode mostrar-se eficiente como parte constituinte de uma produção artística, científica, tecnológica e cultural.

As obras realizadas na região estão devidamente catalogadas no site da artista (www.annabarros.art.br), ao lado de outros importantes trabalhos espalhados pelo país – e agora eternizados. “Anna foi uma artista apaixonada pelo que fez, sensível, mas ao mesmo tempo pragmática. Em 2012, finalizou o que disse ser a sua última obra, publicou em 2013 o que disse ser o seu último livro. Estava em paz com sua vida e trajetória e tinha consciência, em função da previsão de poucos meses de vida, que teve uma vida plena de realizações”, comenta Nara. Para os colegas e amigos da UFSM, fica a saudade, o exemplo de sensibilidade e determinação de quem deu sentido à vida através da arte.

Fotos: Acervo pessoal Nara Cristina Santos.

Repórter: Ricardo Bonfanti.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2013/08/29/por-tras-das-comunidades-quilombolas Thu, 29 Aug 2013 17:05:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/2013/08/29/por-tras-das-comunidades-quilombolas/ Vânia Maria Souza Paulon é uma pessoa de riso fácil, e contadora de histórias. Nascida em Julio de Castilhos, em 1948, é negra, de cabelos crespos e dona de um sorriso contagiante. Atualmente, Vânia é coordenadora executiva do Programa Pilão, projeto de extensão da UFSM, que trabalha com comunidades quilombolas. O programa pretende gerar oportunidades, inclusão social, e visibilidade a comunidades negras que moram nas zonas rurais de municípios como Santa Maria, Formigueiro e Restinga Seca. Através da Universidade, este grupo tem atendimento gratuito no departamento de Odontologia, por exemplo. Assim como podem ser levados para aprender algo que lhes proporcione crescimento, como é o caso de algumas mulheres que aprenderam a produzir geléia no curso de Tecnologia em Alimentos. Dessa maneira, essas pessoas podem ser inclusas socialmente, por meio de trabalho e geração própria de renda.

Na sala em que Vânia trabalha, há uma grande mesa retangular. Nela, é colocada uma apostila que abriga várias fotografias dos envolvidos com o Programa e das ações realizadas nos quilombos. Cada rosto traz uma memória alegre, que é contada em detalhes, formando uma idéia do que o projeto realmente é, e como ele é coordenado por ela. Nos primeiros instantes, é possível definir outra palavra para a personalidade de Vânia: altruísta.

Uma página da apostila é virada. Vânia se diverte ao relembrar alguns momentos:

- Havia um senhor de 85 anos, semi-analfabeto. Fomos a uma palestra com doutores em uma viagem para Ibarama, na Festa da Semente Crioula, mas havia um horário para retornarmos. Quando eu disse isso, este senhor respondeu: “Agora que tem um doutor importante falando, quer nos tirar daqui?”

- Uma coisa importante, é o orgulho que eles sentem em participar. – Vânia continua, ela mesma com uma expressão também orgulhosa. – Tivemos uma aula de piscicultura no Colégio Politécnico, e eu ouvi um senhor falar ao telefone, “agora não posso conversar contigo, pois estou em uma aula aqui na Universidade”. Dizer isso, para ele, era algo para se orgulhar.

- O que nos marca é adquirir toda essa amizade, conhecer estas pessoas, uma a uma, e a maneira como elas levam a vida. É um pessoal que tem um astral maravilhoso. Por vezes, saíam conosco às cinco e meia da manhã, para pegar a estrada de Ibarama, e ficávamos presos por cerca de uma hora. Mas eles seguiam brincando. Eram pessoas que estavam ali para aprender, e que gostam de aprender. A gente não consegue esquecer o sorriso e a maneira que o pessoal do campo vive.

De 2004 a 2006, antes do Programa Pilão, Vânia trabalhou como presidente do Conselho de Segurança Alimentar de Santa Maria. O Conselho foi fundado para viabilizar o programa Fome Zero, do Governo Federal, e seus membros visitavam as comunidades, para conhecê-las melhor e apresentar o programa.  Na época, famílias de cerca de 28 comunidades eram atendidas, para que pudessem se alimentar durante a semana. Vânia diz que após uma conversa com o Ministério Público, foi possível implantar o Programa do Leite, para que as famílias recebessem a bebida semanalmente, além de dois restaurantes populares. O programa durou dois anos e, a cada mês, o Conselho visitava as comunidades, para se certificar de que tudo estava procedendo corretamente.

O interesse pelas causas de igualdade racial já a acompanhava. Em 1988, fundou, junto a colegas, o grupo Zumbi, em que procuravam resgatar a cultura negra. Infelizmente, um dos professores integrantes faleceu e outro se aposentou o que causou desânimo nos membros. Mas, posteriormente, foi uma das responsáveis por encaminhar a um vereador o projeto da Semana Afro de Santa Maria, em decreto do então prefeito José Haidar Farret.

Funcionária técnico-administrativa aposentada da UFSM, Vânia trabalhou no Hospital Veterinário Universitário (HVU) durante 22 anos, após ser transferida de Porto Alegre. Sobre a experiência dentro do HVU, ela diz ter sido impressionante. No início, houve algo com o que se acostumar: “Em um hospital normal, é tudo limpinho e cheirosinho. Quando cheguei ao Hospital Veterinário, o cheiro...”, ela não completa a frase, apenas começa a rir mais uma vez.

Como na maioria dos fatos em que esteve envolvida, surge um momento específico para compartilhar. Ela lembra sobre o dia em que fez uma punção abdominal em um cão, tão calmo, que não foi necessário amarrá-lo.

- Ele mordeu a minha mão e logo soltou. Olhou para mim com aquela carinha, coisa mais querida, e me disse que aquilo estava doendo. Como alguém não vai gostar de trabalhar com seres vivos como aqueles?

Após muitas risadas e muitas histórias, Vânia levanta de sua cadeira, para buscar em outra mesa uma placa quadrada de acrílico. Com a assinatura do reitor Felipe Muller, trata-se de uma honra ao mérito, homenagem prestada por parte da Universidade pelos trabalhos de Vânia com as comunidades Quilombolas. Modesta, Vânia diz que não há necessidade de exibir a placa na sala, mas que uma de suas colegas insistiu para que o fizesse.

- Importante mesmo é ter responsabilidade perante os seus. – ela olha para baixo, pensativa. Em seu caso, refere-se à responsabilidade perante seus filhos, colegas, coordenadores, e o próprio reitor. – Temos que valorizar os nossos para então valorizar os outros. É importante também não estar apenas dentro do processo. É ver as pessoas sendo atingidas por este processo.

Foto: Pedro Porto - Acadêmico de Jornalismo.

Repórter: Myrella Allgayer - Acadêmica de Jornalismo.

Edição: Lucas Durr Missau.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2013/07/08/pelo-prazer-de-lecionar Mon, 08 Jul 2013 09:08:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/2013/07/08/pelo-prazer-de-lecionar/ Ana Lucia Rodrigues Oliveira nasceu em 12 de setembro de 1949, natural de Tupanciretã. Veio a Santa Maria aos 10 anos de idade. Não demorou a se interessar pelas áreas de artes, diagramação e tipografia. Hoje, é professora aposentada, mas voluntária no Centro de Artes e Letras da UFSM.

No final dos anos 1960, a irmã de Ana Lucia trabalhava com as produções de arte da Revista Rainha. Ana Lucia, por sua vez, juntou-se à revista para aprender a datilografar. Para atender os pedidos do editor da época, Padre Lauro Trevisan, começou a trabalhar com a produção de cartazes e anúncios publicitários, sem ganhar remuneração, mas adquirindo experiência.

Foi quando a irmã se mudou para fazer um estágio em São Paulo, que Ana Lucia foi chamada para trabalhar com a diagramação da revista, apesar de não possuir conhecimento sobre a atividade. No entanto, foi assim que adquiriu gosto pela área. A oportunidade de ingressar na universidade apareceu em seguida. Na época, existia a Faculdade Interamericana de Educação, na qual ela fazia parte do curso de Artes Gráficas, do bacharelado em Desenho Plástico. Ela foi a primeira bolsista do curso a trabalhar na gráfica.

Entre as memórias da época, a professora relembra, com uma voz calma e olhos expressivos,  que foi um período em que a universidade estava em construção. O próprio Centro de Artes estava em crescimento. Após se formar, em 1974, começou a lecionar já no ano seguinte.

Quando começou a considerar a possibilidade de se aposentar nos anos 1990, a professora dedicava seu tempo a um laboratório de programação visual na Gráfica Universitária. Em virtude de leis instáveis na época, era mais vantajoso se aposentar, ainda que fosse contra a verdadeira vontade de Ana Lucia. Porém, através de um acordo com o grupo de professores do centro na época, pessoas que anteriormente haviam sido seus alunos, ela pode continuar com seus projetos no laboratório por mais dois anos, atuando como voluntária.

Foi no segundo semestre de 2012, que a professora foi convidada para lecionar uma Disciplina Complementar de Graduação (DCG) de Tipografia. De acordo com Ana Lucia, retornar à gráfica foi como se nunca tivesse a deixado. As atividades, em comparação ao que ensinava antes não mudaram muito. No entanto, esclarece que o envolvimento e dedicação dos alunos do curso de Desenho Industrial fizeram a diferença, e tornaram a experiência ainda mais gratificante.

Na DCG, os alunos trabalham com materiais antigos, que a gráfica possui. É feito um resgate de algo rústico, que exige trabalho manual. A atividade de diagramação consiste em uma montagem dos materiais em uma chapa de metal, para depois levá-los à máquina. Entre os materiais produzidos, estão blocos de notas e marcadores de páginas. Apesar da experiência dos jovens com a tecnologia, o resultado tem se mostrado muito satisfatório.

No momento, Ana Lucia é sócia da filha, e trabalham juntas em uma loja de jóias. O design das peças, constituídas principalmente por pedrarias, é pensado e montado por elas mesmas. Além disso, está entre os objetivos futuros, reunir peças produzidas pela gráfica e fazer um resgate histórico do local através destas. Sobre lecionar, Ana Lucia diz que continuará, pois é algo que ainda lhe proporciona prazer.

Foto: Divulgação.

Repórter: Myrella Allgayer – Acadêmica de Jornalismo.

Edição: Lucas Durr Missau.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2013/04/25/um-santa-mariense-na-selecao-brasileira-de-futebol-americano Thu, 25 Apr 2013 11:34:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/2013/04/25/um-santa-mariense-na-selecao-brasileira-de-futebol-americano/  

Quem chega ao Itep Jr., no segundo andar do Centro de Tecnologia da UFSM, e vê à mesa o presidente Vinícius Zanon, de calça jeans e camisa pólo, pode não saber que se trata de um atleta de seleção brasileira. E de um esporte que não está entre os mais praticados no país, mas que cresce a cada ano e ganha adeptos à medida que se populariza entre os brasileiros: o futebol americano. Na semana passada, o defensive end (jogador da linha defensiva) do Santa Maria Soldiers foi convocado juntamente com outros 77 atletas para o Training Camp da Seleção Brasileira, que acontece entre os dias 27 de abril e 1º de maio, em São Paulo.

O estudante do oitavo semestre de Engenharia Elétrica da UFSM começou a se interessar pelo futebol americano em 2006, quando se reunia com colegas de cursinho para praticar o esporte uma vez por mês. A partir daí, Zanon afirma ter “entrado de cabeça” no esporte: começou a assistir os jogos, acompanhar a Liga Nacional de Futebol Americano, a NFL, a estudar regras e táticas e jogar algumas partidas nos fins de semana.

Zanon conta que o início do Santa Maria Soldiers também remete à essa época. Juntamente com esses amigos, Zanon montou uma equipe que jogava sem os equipamentos. Em 2009, quando novos adeptos do futebol americano começaram a aparecer, surgiu o Santa Maria Soldiers. Foi nessa época que o Soldiers começou a disputar campeonatos, período que coincidiu com o boom do futebol americano no Brasil. Um ano antes, no início de 2008, Zanon estudava no Colégio Técnico Industrial (CTISM) e foi para o Paraná fazer estágio na Usina Hidrelétrica de Itaipu. E o contato com o futebol americano não desapareceu. Pelo contrário.

Na Usina de Itaipu, conversando com um dos colegas de trabalho, Zanon descobriu a existência de um time de futebol americano que estava no início das atividades, o Black Sharks de Foz do Iguaçu. Zanon participou do primeiro jogo Full Pad (com equipamentos) do Black Sharks, e foi o seu primeiro contato com equipamentos já que, na época, o Soldiers ainda não atuava dessa maneira. Durante o período de um ano em que ficou na Usina, Zanon teve contato com um treinador americano, que havia praticado o esporte durante o ensino médio nos Estados Unidos. A experiência foi positiva:

- O time era bem unido. Queria muito jogar contra eles, ia ser uma experiência bem legal reencontrar o pessoal de lá.

Zanon também pôde perceber, desde o seu início no futebol americano até o momento, evolução em vários aspectos que contribuíram para a sua convocação. Uma das mudanças foi na parte física. Em 2008, quando ainda atuava em duas posições (no futebol americano, cada equipe possui um time de ataque e outro de defesa), Zanon pesava 30 quilos a menos. A evolução tática também foi determinante. Desde 2010, quando o time disputou o Campeonato Gaúcho pela primeira vez, Zanon atua como coordenador da linha defensiva. Isso implica em muito estudo através de vídeos de profissionais da liga americana, de adversários e também dos jogos do Soldiers.

Para conciliar os estudos com os treinos e jogos, Zanon afirma não ter muitos problemas, pois o planejamento contribui para a organização das atividades. Além das aulas e dos jogos, Zanon também atua como presidente da Itep Jr., o que, segundo ele, demanda mais tempo do que as outras ocupações. No entanto, Zanon admite que na época de provas finais prioriza os estudos, pois precisa dar importância à carreira profissional, por saber que futuramente não irá viver do futebol americano. Mesmo assim, os treinos de sábado são sagrados para o atleta, que além do futebol americano, também gosta de basquete. No esporte, Zanon chegou a ser campeão estadual, quando ainda estava no colégio e jogava pelo Corintians Atlético Clube.

Embora seja gremista, a grande paixão de Zanon é um time de futebol americano: o Dallas Cowboys, time que atua na Liga Nacional dos Estados Unidos e tem cinco títulos nacionais. E a inspiração também vem do time do Texas. Zanon é fã do defensive end – mesma posição em que atua no Soldiers – DeMarcus Ware, camisa número 94. A identificação com o jogador é tanta que o número da camisa que Zanon usa no Soldiers é a mesma do ídolo.

O custo com equipamentos é um dos pontos mais complicados para a prática do futebol americano. Zanon afirma que é necessário um investimento inicial de cerca de 350 reais para compra dos equipamentos completos. Ele afirma que para ele esse custo financeiro não foi pesado, mas conta que não é assim para todos. Mesmo assim, a disponibilidade para ajudar os companheiros de time é grande. No Soldiers, os jogadores fazem uma espécie de consórcio, onde os próprios integrantes compram equipamentos e sorteiam entre os que pagam.

Sobre a sua convocação para a Seleção Brasileira, Zanon conta que muita gente o cumprimentou e parabenizou a conquista. No entanto, o maior desejo do defensive end do Soldiers é que o time da cidade continue crescendo:

- A alegria que tive quando me ligaram foi indescritível, mas o que eu mais quero é que o time se destaque, porque esse ano promete.

Em 2013, o Santa Maria Soldiers disputará o Campeonato Gaúcho e o Campeonato Brasileiro de Futebol Americano. Zanon destaca que o time tem uma união muito forte, e que a prática do esporte o faz muito bem e, enquanto puder, pretende atuar o máximo possível em alto nível, embora saiba que não vai seguir uma carreira profissional como rumo de vida. Mas faz uma projeção para o futuro ideal:

- Meu sonho é com 50 anos ser treinador do time, e que a gente continue crescendo. – finalizou Zanon.

Fotos: Luciele Oliveira – Acadêmica de Jornalismo.

Repórter: Nicholas Lyra – Acadêmico de Jornalismo.

Edição: Lucas Durr Missau. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2013/01/25/lingua-de-sinais-na-vida-e-na-universidade Fri, 25 Jan 2013 11:35:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/2013/01/25/lingua-de-sinais-na-vida-e-na-universidade/  

Eles “falam” através dos dedos. Fazem inúmeros sinais para transmitir seus pensamentos e, muitas vezes, sentem a vibração do som. Nem toda universidade tem o privilégio de ter professores surdos em seu corpo docente. Além da experiência em Libras, língua materna, eles trazem consigo uma grande bagagem, repleta de conquistas, vitórias e superações.

Wilson de Oliveira Miranda é um dos três professores surdos da Universidade Federal de Santa Maria, e um dos sete com doutorado no Brasil. Acompanhado pela filha Mariela Miranda, que o auxilia em diversas situações como intérprete, tanto na vida pessoal como na profissional, Wilson chega com um andar descontraído no Centro de Educação (CE), local em que atua, na maior parte do dia, como professor e também coordenador do curso de Educação Especial diurno.

O professor, natural de Santa Maria, iniciou sua vida acadêmica na própria UFSM. Mas não na área da Educação Especial, e sim na Educação Física. Formou-se no ano de 1985 e, após a conclusão, logo começou a trabalhar no Centro de Atendimento Complementar da Educação Especial como bolsista em Libras. A ideia de trabalhar com Libras surgiu porque Wilson percebeu que havia muitos surdos que não tinham professor específico da língua. Então, começou a ajudar nas aulas de Libras.

Trabalhou no Centro até 1996 e, então, foi para Caxias do Sul trabalhar na escola para surdos Hellen Keller. Essa foi a primeira vez que teve contato direto com outros surdos. “Foi uma experiência ótima, porque tive oportunidade de trabalhar somente com Libras e com crianças” explica através da voz da filha. Sua trajetória na serra gaúcha perdurou por três anos e logo ele passou no mestrado em Comunidade Surda na UFRGS.

A pesquisa, baseada na identidade surda, foi realizada em Charqueadas/RS, cidade pequena perto de Porto Alegre. “Era praticamente zero a comunicação dos surdos lá. Ninguém sabia falar Libras, ninguém mantinha contato” comenta. Wilson trabalhou dois anos na cidade. Logo após, foi pra Porto Alegre e conseguiu passar em um concurso para o Centro Municipal de Educação do Trabalhador Paulo Freire, escola em que havia surdos e ouvintes. Permaneceu por 10 anos trabalhando nessa escola e, durante esse tempo, aproveitou para terminar o mestrado na UFRGS em 2001, e já iniciou o doutorado, tendo como tese a “Experiência em Pedagogia Que Nós Surdos Queremos”. 

Assim que recebeu o diploma de doutor, em 2007, Miranda passou em dois concursos: na Universidade Federal de Santa Catarina e também na UFSM. Mas a proximidade da família o fez escolher o coração do Rio Grande. Um ano após iniciar as atividades na UFSM, foi promovido a coordenador do curso de Educação Especial diurno. “Trabalho, principalmente, em Libras para cursos de licenciatura e alguns de bacharelado e também trabalho com Ensino a Distância” explica.

Wilson, que se expressa com maestria através dos ágeis dedos, comenta que dentro de sala de aula precisa ser um bom professor: “Às vezes, é um pouco difícil, porque os alunos não sabem Libras e aí precisa de uma intérprete”.

Questionado quanto às outras atividades, explica que também participa de reuniões do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), de colegiado e departamento, sempre acompanhado de uma ou duas intérpretes, para facilitar a comunicação, que é um pouco difícil. “Por exemplo, nas reuniões do CEPE, não tem como participar sem intérpretes. Mas gosto de participar das reuniões, pois é uma troca de experiências, uma experiência intercultural com as pessoas que não falam Libras e com as que falam, afinal, cada um tem uma cultura diferente”, ressalta.

Presente na UFSM há um bom tempo, Wilson passou pelas mudanças do processo seletivo, que, agora, abre vagas específicas para candidatos com deficiência. “Para mim, como professor, a estrutura da UFSM para abrigar surdos é boa, pois há intérpretes. Mas esse número é reduzido, já que algumas [intérpretes] se formaram e outras fizeram concurso para dar aulas”.

No último concurso vestibular, o professor percebeu que vários surdos fizeram a prova e foram bem, sendo que dez passaram do ponto de corte. No entanto, com a prova de redação, apenas dois alunos tiveram êxito, sendo que esses são os que têm mais contato com a língua portuguesa. Para Wilson, a redação do vestibular é feita para o português dos ouvintes, o que acaba prejudicando candidatos surdos. “Eu sinto que os surdos são reféns da língua portuguesa. É muito difícil a compreensão, porque, infelizmente, o português não é a primeira língua dos surdos” comenta. O professor acredita que a prova de redação deveria ser em vídeo para que a pessoa surda pudesse tratar do assunto falando em Libras. “Eu sei que a língua portuguesa é muito difícil para as pessoas surdas e era muito provável que elas fossem mal na redação, porque as regras de português são diferentes”, explica.

Libras é a primeira língua dos surdos- e não o português, como a maioria das pessoas acredita. Wilson, que acredita na mudança do processo seletivo, torce para que, futuramente, essas regras possam ser modificadas para que os surdos possam ter as mesmas oportunidades.

Em relação a sua vida pessoal, o professor de cabelos acinzentados e sempre com um sorriso no rosto conta que é casado e diz conseguir distinguir bastante a vida privada da vida acadêmica, mesmo que a última exija um pouco mais de atenção.

A UFSM ainda conta com outros dois professores surdos, André Reichert, professor efetivo e colega de profissão de Wilson, e também uma professora substituta em Libras, Angelisa Goebel. No Brasil todo, há apenas sete professores doutores surdos e existem muitos que estão fazendo mestrado, além dos que fazem especialização. “Acho que deve haver mais ou menos uns cem professores na área” finaliza o professor, que se comunica, agilmente, pela língua de sinais, e é um exemplo para toda a sociedade.

 

Repórter: Andréa Ortis – acadêmica de Jornalismo

Edição: Luciane Treulieb 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2012/11/23/paixao-aliada-ao-esporte Fri, 23 Nov 2012 08:58:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/2012/11/23/paixao-aliada-ao-esporte/

Calça jeans e camiseta preta despojada com o emblema da Universidade de Coimbra. É assim que Rosalvo Luis Sawitzki chega ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) para a labuta diária. Formado em Educação Física na Unicruz em 1979, começou a exercer a docência desde cedo, antes mesmo de se formar. Natural de Alegria/RS, atuou como professor de educação física, em 1977, na escola em que cursou o ensino fundamental, na mesma cidade.

Rosalvo começou a exercer a atividade como professor universitário em 1991 na Universidade de Ijuí (Unijuí) em 1991, no campus de Santa Rosa. Trabalhou na instituição por quase 20 anos. Neste mesmo ano, formou-se especialista em Educação Física Escolar pela FASEF/Dom Bosco de Santa Rosa.  No ano de 1997, conquistou o título de mestre em Educação nas Ciências pela Unijuí e, mais tarde, formou-se doutor em Educação pela Unisinos, em 2007.

Com seu excelente currículo, o homem de 54 anos que usa óculos e sempre está com um sorriso no rosto, também trabalhou na rede pública estadual, tendo trabalhado desde 1977 até há pouco tempo, em 2009, ano em que a rota de sua vida mudou para a região central do estado. Assumiu o cargo na UFSM em setembro de 2009 e em outubro já assumiu a coordenação do curso de Bacharelado em Educação Física e, seis meses depois, concorreu à direção do centro. “Estou aqui em Santa Maria há três anos e alguns meses. Me sinto muito a vontade e as condições de trabalho são ideais. A Universidade tem nos dado todas as condições para que as coisas possam acontecer nos projetos que temos implementado aqui”, ressalta.

No CEFD, desenvolve inúmeros projetos, juntamente com outros professores. Além da docência, tanto na licenciatura como no bacharelado, Rosalvo também desenvolve atividades nos cursos de especialização. Dentre os projetos, está o Cultura Esportiva da Escola, que conta com três escolas estaduais, a Augusto Ruschi, Érico Veríssimo e a Edson Figueiredo, e também a escola municipal Tancredo Penna de Moraes, no distrito de Palma, interior da cidade. Neste projeto, há 24 bolsistas que desenvolvem atividade de docência precoce nas escolas, além de participarem do grupo de estudos semanal com quatro professores de escola.

Aos sábados, o educador físico trabalha em um programa social desenvolvido na UFSM com 80 alunos da escola Tancredo Penna de Moraes, que, na maioria, são filhos de safristas e, também, oriundos do Quilombo da Penna, também localizado no distrito de Palma. São 80 crianças que vem ao centro nos sábados de manhã e realizam esportes como jogos populares – futebol, vôlei - inclusão digital, musicalidade e leitura escrita. E, durante os meses de novembro e dezembro, o professor, juntamente com uma equipe, está desenvolvendo natação e canoagem, além das atividades normais.

Há pouco tempo, o professor teve uma grande conquista. Foi aprovado no Ministério do Esporte o Programa de Esporte e Lazer na Cidade (PELC) para povos tradicionais, populações quilombolas e rurais, em que irão trabalhar com dois núcleos na cidade de Restinga Sêca, no quilombo São Miguel e Martimiano, e dois quilombos do distrito de Palma. “São dois núcleos que nós vamos colocar com quatro subnúcleos, e, nós trabalharemos por quatorze meses com o programa de esporte e lazer. E, basicamente, todos esses programas que têm uma característica de extensão, nós temos direcionado para a pesquisa. Ou seja, o papel da Universidade é produzir conhecimento e também dar respostas para as comunidades em que ela está inserida” explica.

No ano passado, em dezembro em 2011, Rosalvo Sawitzki que ama a profissão e, como mesmo diz, “não sabe fazer outra coisa na vida”, teve uma grande surpresa. Foi contemplado com o prêmio Mérito Extensionista Prof. Dr. José Mariano da Rocha Filho com o Programa Social Cidadão UFSM/CEFD e Prefeitura Municipal de Santa Maria/SME. Segundo ele, foi uma surpresa muito grande, pois, recém tinham iniciado o programa. “O nosso objetivo é basicamente esse, ou seja, ver o que um programa social pode fazer juntamente com as crianças, participando de atividades extracurriculares. O que nós não temos é a pretensão de substituir o currículo e nem de substituir o papel da escola. É algo a mais na vida das crianças” conta.

Segundo dados pesquisados por dois bolsistas, a equipe de Rosalvo já pode dizer que o programa é significativo e que está valendo a pena. E, agora, estão produzindo um artigo, que está em fase de correções e de algumas adequações, mas, que deve ser publicado em algum periódico específico da região em breve. “O prêmio para nós foi gratificante no sentido de reconhecimento do trabalho que está sendo feito e de que isso vale a pena”

Além de todos esses projetos, desenvolvidos com paixão pelo professor, este, divide a vice-direção do CEFD com o professor Marcos Aurélio Acosta, local em que os dois têm procurado atender, organizar e fazer a gestão das questões que tocam o centro. E também, busca se dedicar à pesquisa. “Agora, basicamente, estou me dedicando à pesquisa, aqui na UFSM, porque antes eu era um auleiro, só dava aulas”, finaliza, rindo.

Foto da capa:

Tainan Pauli - Acadêmico de Ciências Sociais.

Repórter:

Andréa Ortis -  Acadêmica de Jornalismo

Edição:

Lucas Durr Missau. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2012/10/19/dedicacao-e-trabalho-em-prol-do-desenvolvimento-da-ufsm Fri, 19 Oct 2012 15:15:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/2012/10/19/dedicacao-e-trabalho-em-prol-do-desenvolvimento-da-ufsm/  

Sorriso no rosto, calça jeans e camisa xadrez azul escura. É assim que Nériton Clay Oliveira Porto, ou apenas Nériton, se apresenta na Secretaria dos Conselhos da Universidade Federal de Santa Maria, seu ambiente de trabalho desde o início da gestão do professor Felipe Müller como reitor da Instituição.

Nériton nasceu em Santa Maria da Boca do Monte em janeiro de 1963 e, todas as suas raízes estão no coração do Rio Grande do Sul. Formado em Arquivologia na UFSM em 1989, realizou um concurso público para ser arquivista na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e passou. Porém, não foi chamado imediatamente e, então, iniciou seus trabalhos como arquivista em uma empresa privada de processamento de dados. Um ano e meio se passou e, quando faltavam 30 dias para vencer o prazo de validade do concurso, Nériton recebeu um telegrama da UFRGS chamando-o para se apresentar. "No outro dia, eu embarquei pra Porto Alegre, fiz todos os procedimentos, exame médico, papelada, me apresentei na UFRGS e iniciei minha atividade profissional lá como arquivista de uma instituição federal de ensino superior, em 1991, e permaneci até 1993", conta.

Acaso do destino, Nériton retornou para a UFSM em 1993, redistribuído para a vaga de uma arquivista que fez o concurso para o departamento e passou.  "Imediatamente, fui trabalhar na Divisão de Arquivo Geral, que hoje se chama Departamento de Arquivo Geral (DAG), no setor de arquivos permanentes, no subsolo da reitoria. Nesse mesmo ano, recebeu um convite da diretora da divisão pra assumir a chefia do Protocolo Geral da Instituição. “Imediatamente abracei essa atividade e comecei a desenvolver meu trabalho como servidor público federal arquivista, trabalhando em uma divisão de arquivo, especificamente em uma unidade, que era o Protocolo Geral", relembra.

O arquivista ficou quase cinco anos atuando como chefe de setor de protocolo. O Protocolo Geral da Universidade é a porta de entrada da Instituição para várias situações, independente se for para pleitos de alunos, docentes, técnico-administrativos ou da própria comunidade, portanto, é sempre preciso ser reportado a UFSM pra pedir alguma coisa. E, isso deve ser feito na forma processual, encaminhando ao Protocolo Geral, que é interligado praticamente a todas as unidades do campus. Para Nériton, a atividade que desenvolveu no Protocolo, permitiu que tivesse uma noção exata de como a Universidade funciona, bem como, em cada ponto daqui. "Esse trabalho me deu uma visão muito boa para desenvolver qualquer trabalho a partir desse conhecimento adquirido".

Cinco anos se passaram quando recebeu um convite do Pró-reitor de Graduação, na época o professor Baltazar Schirmer, para trabalhar na pró-reitoria, prestando serviços de assessoria tanto para o pró-reitor, quanto para os coordenadores. Permaneceu no cargo por quatro anos, e, logo após, recebeu um convite do gabinete do reitor Paulo Jorge Sarchis para assessorá-lo, cargo em que permaneceu até o início do mandato do professor Felipe Müller.

Atualmente, a convite do reitor, Nériton assumiu a Secretaria dos Conselhos, que é dividida em Conselho de Curadores, Conselho Universitário e Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - como coordenador geral. Lá, desenvolve trabalhos na organização das reuniões plenárias dos conselhos, controle de conselheiros que entram e saem, e, também participa da organização para a eleição dos conselheiros. 

Todo o trabalho que o coordenador geral da Secretaria dos Conselhos desenvolve faz com que sua vida seja bastante corrida. "A minha atividade básica é a laboral, que me toma muito tempo. Saio de casa por volta das sete horas da manhã e volto em torno das sete da noite, ou seja, passo praticamente o dia todo aqui", explica. Mas, nem toda essa rotina "pesada" faz com que Nériton deixe de cuidar de si. Três vezes por semana faz natação na UFSM. Sai do expediente no final da tarde e vai pra piscina, ficando uma hora se exercitando.

Também realiza outras atividades físicas como academia, jogos de vôlei de areia no final de semana, participando, inclusive, de campeonatos esportivos, além, de ter reuniões com amigos e familiares. "Não é fácil, às vezes eu passo o dia correndo, e as vezes nem tenho muita disposição para me exercitar. Mas, como há a necessidade do exercício físico para manter minha saúde em estado bom, eu faço esse esforço. Então, chega uma determinada hora do dia que eu digo para as pessoas assim, principalmente quando elas me perguntam se estou muito ocupado. E eu respondo: - Estou. Estou saindo pra cuidar de mim.” 

O arquivista, ao longo dos seus 49 anos, ainda tem mais quinze anos de serviço até se aposentar. Mas, esse tempo restante não é um incômodo, pois trabalhar para o desenvolvimento e crescimento da Universidade é um prazer. "Eu sou um pouco suspeito para falar da UFSM porque eu, efetivamente, abracei a causa, então, não há atividade dentro da Instituição que eu, percebendo que posso ajudar, não me ofereça. Eu sempre busco, na unidade de trabalho em que atuo, desenvolver e identificar quais rotinas precisam ser melhoradas, sempre visando atingir os objetivos das pessoas que precisam da Instituição" finaliza.

Repórter:

Andréa Ortis - Acadêmica de Jornalismo.

Foto:

Ítalo Padilha.

Edição:

Lucas Dürr Missau.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2012/10/15/pelo-esporte-e-a-comunicacao Mon, 15 Oct 2012 09:34:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/2012/10/15/pelo-esporte-e-a-comunicacao/ "Eu sempre tive um interesse pelo esporte. E sempre soube, desde pequeno, que teria que correr por mim mesmo".

Com essas palavras, o Professor Doutor Sérgio Carvalho, um dos precursores de estudos de Comunicação e Esporte no Brasil, começa a contar sua trajetória. Nascido em 1956, em Santa Maria, Carvalho conta que desde pequeno elogiavam seu timbre de voz, de tom grave, similar ao dos locutores de rádio. Assim, ganhou um gravador e, aos oito anos, já improvisava em festas de família. "Quando eu escutava o que estava gravado, também gostava da minha voz", relembra o professor.

Depois de algum tempo, porque queria se tornar independente financeiramente, Carvalho começou a vender frutas de porta em porta. Nessa atividade, ele precisava anunciar os produtos para atrair o interesse dos moradores por onde passava — e isso também lhe proporcionou alguma experiência com o uso da voz.

Porém, em determinado momento, decidiu que não queria mais fazer isso. Queria encontrar algo em que pudesse estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Então, quando tinha aproximadamente 16 anos, fez o seu primeiro teste em rádio. Foi o dono da rádio quem lhe entrevistou, mas disse que, porque Carvalho ainda era adolescente, seu tom de voz mudaria e o ideal seria esperar. Entretanto, naquele mesmo ano, surgiu a necessidade de alguém para ler os nomes dos aprovados no vestibular. Ele foi chamado. Após o trabalho, feito sem ensinamento algum, ganhou um emprego na secretaria da emissora. Entre as funções que desempenhava, havia a de "tapa-furo": quando outros não pudessem fazer as locuções, ele os substituiria, assim como na leitura de anúncios em um programa noturno.

Sua carreira foi se construindo. Entrou na UFSM como locutor na Rádio Universidade e, também nessa época, passou no vestibular para Educação Física. Estudava durante a tarde e trabalhava à noite. Logo começaram as transmissões de esportes e comentários. Porém, nessa época, Carvalho foi bastante criticado por alguns integrantes das áreas que ele queria unir em seus estudos. Pensavam que sua proposta era promover o professor de Educação Física a jornalista, e que deveria escolher entre as áreas, pois uni-las seria utópico.

“O grande trunfo é ter um foco. Desse foco, não é impossível se desviar e voltar. O que precisa é um referencial. Isso facilita o aprendizado e a transmissão de conhecimento”, afirma Carvalho. Com este pensamento, foi bem-sucedido na seleção de mestrado na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Eram oito concorrentes e uma orientadora. Quando esta lhe perguntou o que gostaria de fazer, foi objetivo em sua resposta: rádio para ensinar Educação Física. Foi selecionado, pois sabia o que queria.

Carvalho conta que, quando trabalhava na rádio USP, escutava, em um programa à noite, a voz aveludada de uma locutora. Imaginava que ela era maravilhosa, uma menina dos sonhos. Quando teve a oportunidade de conhecê-la, descobriu que ela tinha 62 anos, era de baixa estatura, e completamente diferente da imagem em sua mente. "O rádio tem esse poder, essa magia", comenta.

Em 1987, começou seu doutorado. Motivado pelo trabalho de Oswaldo Diniz Magalhães, que ensinava Educação Física pelo rádio em 1927, Carvalho escreveu um livro. Então, em 1993, dentro do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Movimento Humano (CEFD/UFSM), criou a subárea Comunicação, Movimento e Mídia na Educação Física em nível de especialização, mestrado e doutorado.

Carvalho batalhou bastante pela aceitação de seu trabalho em Santa Maria. Enquanto ensinava no curso de Comunicação Social, o “Grupo de Trabalho Mídia e Esporte” foi criado em 1996, no encontro anual da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), em Londrina, Paraná. Passando por outras denominações, hoje este é o "Grupo de Pesquisa em Comunicação e Esporte".

 

Entre todas as conquistas, conseguiu enfim ver sua área de estudo se consolidar. Homenageado em 2012 na Assembleia dos Associados da Intercom (Assemblecom) em Fortaleza, considera-se feliz pelo fato: "Foi constatado que o trabalho foi importante, e que as pessoas realmente me consideram o precursor nessa área no Brasil, pelo menos no lado científico”. Entre as conquistas de Sérgio Carvalho, agora aposentado, também estão seus três filhos. "Acho que a minha vida valeu. Tive filhos, plantei árvores, escrevi livros. Agora quero aproveitar."

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Repórter: Myrella Allgayer – acadêmica de Jornalismo

Edição: Luciane Treulieb

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