UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 24 Apr 2026 15:14:35 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/04/28/producao-de-peixes-e-potencializada-por-pesquisas-da-ufsm-na-area-de-piscicultura Mon, 28 Apr 2025 15:25:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68903

A produção de peixes requer  atenção a diversos fatores, como a qualidade da água, o conforto térmico, a higienização de tanques e a nutrição adequada por meio do trato de ração. Esses cuidados têm sido destaques de pesquisas já realizadas pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UFSM e serão usados no Projeto de Extensão ProgeAqua - Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado.

 

A iniciativa, contemplada no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), parte de pesquisas já publicadas e validadas, servindo como embasamento técnico e científico para orientar produtores de peixe namelhoria no manejo e produção. Para Rafael Lazzari, coordenador do projeto, a intenção é oferecer conhecimentos que contribuam para a expansão da atividade, com o objetivo de aumentar a renda. “A produção de peixe que estamos falando tem um  objetivo comercial - seja para a venda na Semana Santa, seja para a produção de filé em outros momentos do ano -,  de forma que os produtores familiares da nossa região tenham uma fonte de renda extra, com mais rentabilidade, e possam melhorar suas condições de vida e seus sistemas de produção”, explica Rafael.

Para o pesquisador, a piscicultura desponta como uma atividade com grande potencial de crescimento, especialmente por oferecer uma fonte de proteína saudável. “Um dos focos do projeto não é apenas estimular a produção, mas também incentivar as pessoas a consumir peixe, porque o pescado é uma proteína de boa qualidade, de fácil digestão, rica em vitamina e ácidos graxos que são importantes para a saúde das pessoas”, destaca o coordenador do ProgeAqua. 

Ele também observa que,  no norte do Rio Grande do Sul, os sistemas produtivos de piscicultura já estão mais consolidados. “E agora também queremos fortalecer essa alternativa para os agricultores familiares aqui na região de Santa Maria”. Neste momento, o ProgeAqua está em fase de preparação dos materiais com orientações técnicas para capacitar  as e os produtores. O próximo passo deve acontecer nos próximos meses: o contato com estas famílias por meio de visitas técnicas. “Incorporar as ações de extensão é também cumprir o papel da universidade, que é levar o conhecimento das nossas pesquisas, já gerado na nossa área, para a sociedade”, aponta Rafael.

Segurança alimentar e aumento de produtividade

Dois eixos norteiam o ProgeAqua: a segurança alimentar e o aumento da produtividade. Rafael Lazzari explica que a produção de um pescado de qualidade exige cuidados tanto sanitários (ou seja, boas condições de higiene) quanto sensoriais (relacionados ao sabor do peixe). “Isso passa muito pelos processos de criação. Essas práticas serão abordadas nas capacitações que oferecemos. Isso vai incentivar que os produtores, no dia a dia de manejo, consigam produzir um peixe de qualidade”, ressalta.

Os aspectos produtivos ligados à qualidade do pescado têm impacto direto na segurança alimentar e no aumento da produtividade. O pesquisador reconhece que a segurança alimentar costuma ser um tema complexo, mas destaca que oferecer um peixe de qualidade, criado em condições sanitárias adequadas, contribui para o aumento do consumo por crianças, jovens, adultos e idosos. Além disso, a segurança alimentar envolve a possibilidade de acesso aos produtos. “Nem sempre um peixe ou outro produto alimentar é produzido a um custo acessível. Mas se você produzir de forma mais eficiente, ajuda a diminuir o custo de produção, e consequentemente, vai chegar em uma condição melhor para os consumidores”, evidencia Rafael.

Já o aumento da produtividade está relacionado ao fortalecimento da piscicultura comercial e à possibilidade da expansão da renda de famílias da agricultura familiar. Rafael explica: “O que tratamos no projeto é como fazer piscicultura em condições técnicas de manejo adequadas, de cuidados intensivos”. Entre os temas abordados nas orientações estão desde a construção e manutenção de açudes, passando pelo monitoramento da qualidade da água, até estratégias adequadas de alimentação dos peixes. 

Além dos aspectos relacionados com o ambiente, o projeto também trata de questões gerenciais, que envolvem custo de produção, de manejo e de monitoramento de indicadores de qualidade da água e do próprio peixe. “A piscicultura comercial e intensiva envolve conhecimento técnico-científico para que se garanta índices de produção satisfatórios e o produtor obtenha boa rentabilidade”, frisa Rafael.

Manejo na produção de peixes

As capacitações do ProgeAqua são voltadas para o manejo dos peixes no período de inverno, uma vez que a diminuição da temperatura da água afeta o gasto energético e diminui a alimentação dos animais, o que interfere no ganho de peso. Atividades de manejo e monitoramento são necessárias para minimizar os efeitos decorrentes do frio. São exemplos o conforto térmico dos animais e temperatura da água, qualidade de água (valores de oxigênio e ph) e questões comportamentais dos peixes. 

Algumas das pesquisas que vão embasar os cursos que serão ofertados aos produtores pelo ProgeAqua estão registradas no e-book ‘Manejo de inverno para a piscicultura no sul do Brasil’, que pode ser acessado por meio deste link. Destacamos alguns elementos importantes:

Conforto térmico e temperatura da água: quando a água está com temperaturas muito elevadas ou muito baixas, o peixe tende a se movimentar menos para gastar menos energia, o que leva à diminuição da alimentação e do crescimento e ganho de peso do animal. Em extremos, pode ocorrer mortalidade. As faixas de conforto térmico variam conforme a espécie, o que deve ser considerado na criação. Carpas e tilápias, por exemplo, tem faixas de conforto térmico diferentes. Enquanto a carpa consegue se alimentar em temperaturas de água abaixo dos 15 graus, as tilápias têm mais dificuldades - por serem animais tropicais, com faixas de conforto térmico mais altas, entre 24 e 28 graus.

Infraestrutura e manejo da água: quedas bruscas de temperatura são comuns no território gaúcho - e isso pode provocar a queda da temperatura da água e afetar o conforto térmico dos peixes. Esse fator exige a preparação dos produtores para a chegada do inverno e de frentes frias, e envolve uma boa alimentação dos peixes antes da estação, a fim de melhorar sua imunidade para o estresse do frio e evitar possíveis doenças. Qualidade nutricional e da água são fundamentais para a saúde e sobrevivência dos animais.

Tamanho e posição dos tanques: popularmente chamados de açudes, os tanques de produção de peixes não podem ser muito pequenos, uma vez que volumes de água menores resfriam mais rápido. Também não podem ser muito profundos, para evitar a estratificação térmica da água. Esse é um fenômeno em que a água se divide em pelo menos duas camadas com diferentes temperaturas: no fundo do tanque, a água tende a ser mais fria porque os raios solares não chegam, o que provoca diferentes densidades que não se misturam. De acordo com Rafael, esse fenômeno é comum na época do inverno, mas, no caso de fortes chuvas, quando há estratificação térmica, a água e os materiais que estão no fundo do açude sobem para a superfície, o que traz matérias orgânicas tóxicas que promovem quedas drásticas no nível do oxigênio. O resultado pode ser uma mortalidade grande dos peixes. Esse fenômeno é chamado de inversão térmica.

O tamanho ideal dos tanques pode variar de acordo com a região. Para o Rio Grande do Sul, as recomendações são de açudes maiores do que 1000m² e com profundidade entre um a um metro e meio. A posição dos tanques também é essencial: não podem estar em locais próximos a áreas de morros e árvores - que podem provocar sombras e prejudicar a exposição ao sol - nem em áreas de baixadas - suscetíveis a geadas.

Uso de aeradores: ferramentas que podem ser usadas para homogeneizar a temperatura e densidade da água, o que pode evitar a estratificação e inversão térmicas. Podem ser chafarizes ou ter a forma de pás que se movimentam, e são movidos a energia elétrica, em sua maioria. Tem a função de compensar a diminuição do oxigênio da água em semanas com muito frio e pouco sol.

Captura de tela quadrada e colorida com quatro fotografias de aeradores em formato de chafariz. Elas estão organizadas em dua fileiras com duas fotos cada. As fotos 1, 2 e 3 mostram o aerador em movimento, com o chafariz que joga água para cima, no meio de um açude. Na foto 4, a estrutura do aerador chafariz, que é azul, e tem uma forma circular na base, que se estreita em um formato de cilindro com aberturas laterais. Abaixo das fotos, a legenda: "Figura 4. Aeradores chafariz em funcionamento e imagem de referência para este modelo de aerador. Fonte: (A, B e C) João A. Sampaio (arquivo pessoal), (D) Primato Cooperativa Agroindustrial ([2023])". O fundo é branco.
Aeradores em formato de chafariz. Fonte: Rotta et al, 2023.
Captura de tela de aeradores em formato de pá. São quatro fotografias organizadas em duas fileiras com duas fotos cada. Na parte superior, a primeira fotografia mostra três pontos de água esguichando. Na segunda, um aerador em formato de pá, com corpo azul e pás amarelas. A pá é formada por uma estrutura circular com várias lâminas. Na foto 2, as pás giram e jogam água para cima. Na foto 3, detalhe da água em movimento, para cima. Na foto 4, o aerador em pá parado. Abaixo das fotografias, a legenda: "Figura 3. Aeradores de pás em funcionamento e imagem de referência para este modelo de aerador. Fonte: (A e C) Trevisan Equipamentos Agroindustriais ([2023]), (B e D) Agricotec ([2023])". O fundo é branco.
Aeradores em formato de pá. Fonte: Rotta et al, 2023.

Experiências anteriores

Em 2015, uma primeira edição das capacitações do ProgeAqua foi aplicada na região noroeste do estado. Thamara Schneider é zootecnista e participou desta edição do projeto quando era estudante na UFSM em Palmeira das Missões. Ela conta que o projeto permitiu uma aproximação com a realidade das e dos produtores e favoreceu o diálogo entre o campo e a academia. “O ProgeAqua foi uma oportunidade de ampliar horizontes, conhecer diferentes realidades e dialogar com produtores de distintos perfis, enriquecendo minha formação profissional e pessoal”, relata Thamara.

Além das capacitações técnicas, também foram coletadas amostras de água, para avaliar em laboratório a qualidade físico-química. Os resultados das análises eram levados aos produtores junto com orientações técnicas de melhoria. Os cursos foram ministrados em 40 municípios, com enfoque em Palmeira das Missões, Sarandi, São Pedro das Missões, Jaboticaba, Novo Barreiro, Ronda Alta, Constantina, Sagrada Família, Frederico Westphalen, Seberi, Taquaruçu do Sul, Vicente Dutra, Iraí, Planalto, Nonoai e Trindade do Sul. Foram treinados mais de 800 produtores, que também receberam materiais de divulgação e orientações técnicas. O contato do projeto com os produtores foi feito por intermédio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Fotografia quadrada e colorida de um açude amplo em ambiente aberto, com gramas nas margens. Ao fundo, é possível ver algumas árvores de pinheiros, e o céu azul com nuvens arroxeadas.
Um dos açudes monitorados pelo ProgeAqua na edição de 2015.
Peixe tilápia em fase de crescimento. Ele é prateado com um leve tom de cobre. O peixe está na mão de alguém. O fundo é o chão com gramas esparsas.
Peixe tilápia em fase de crescimento.
Fotografia quadrada e colorida de cinco pessoas em pé ao lado de um açude. São três homens, uma mulher e uma criança. Elas estão em meio à uma grama fina mais alta. Ao fundo do terreno, algumas árvores. A grama se estende até o fundo da imagem. Na parte superior, o céu azul com algumas nuvens espalhadas.
Integrante do ProgeAqua e uma família de produtores ao lado do açude.

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Edição: Luciane Treulieb, jornalista

Design: Evandro Bertol, designer

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Equipe da Inovatec recepcionou a embaixadora internacional da Rally Mulheres do Agro

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) recebeu, nesta quarta (22), a visita de Alberta Nana Akyaa Akosa, diretora executiva da Agrihouse Foundation, em Gana, e embaixadora internacional do Rally Mulheres do Agro. A visita ocorreu no contexto de uma colaboração estratégica entre a Agrihouse Foundation e a startup Ingal, incubada na Pulsar Incubadora Tecnológica da UFSM.

A Agrihouse Foundation é uma organização não governamental dedicada ao fortalecimento dos sistemas agroalimentares na África, com ênfase em Gana. A fundação promove ações de capacitação, mentoria e gestão de projetos, focando especialmente na mudança da percepção pública sobre a agricultura, através de programas que impactam positivamente estudantes, agricultores e associações agrícolas.

Em julho de 2024, Alberta foi nomeada embaixadora internacional do Rally Mulheres do Agro no Brasil e, em novembro do mesmo ano, recebeu o Prêmio Agrifood Future, em Salerno, Itália, por sua atuação no setor agroalimentar. Neste ano, Alberta estará no Brasil para participar das ações do Rally, com foco em desafios climáticos e na promoção de uma alimentação sustentável.

Visita à UFSM

Há dois anos, Alberta conheceu a solução Organic Bloom da Ingal, um bioativador vegetal 100% orgânico que promove a saúde do solo e das plantas, e desde então tem demonstrado interesse no potencial da tecnologia para melhorar a qualidade da produção agrícola em Gana.

Durante sua passagem pela UFSM, a embaixadora teve a oportunidade de visitar o Laboratório de Piscicultura da Universidade do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas, coordenado pela professora Leila Picolli da Silva. No laboratório, são conduzidas diversas pesquisas e estudos que fundamentam as soluções tecnológicas desenvolvidas pela Ingal. Em 2024, a startup firmou contrato de transferência de conhecimento com a UFSM para aplicação industrial.

A segunda etapa do encontro aconteceu no InovaTec UFSM Parque Tecnológico. Além de conhecer o local que abriga a startup, Alberta pode compreender de que forma são estabelecidas as relações entre as empresas e a Universidade. Estiveram presentes no visita Fernando Caetano, sócio-fundador da Ingal, Cristiane Reis, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Ingal, Roger Amador, gestor de novos negócios da Ingal, Silvino Sasso Robalo, técnico do Laboratório de Piscicultura, e os alunos do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Gregório Cargnin e Daniel Soares.

O potencial das soluções

Alberta Akosa destacou o alinhamento entre o clima de Gana e o do Brasil, o que torna o Organic Bloom uma solução estratégica para o desenvolvimento agrícola de seu país. "O que estamos consumindo e como consumimos, principalmente no que diz respeito a culturas como soja e arroz, tem muitas semelhanças entre os dois países. A implementação de Organic Bloom pode beneficiar os agricultores locais de maneira significativa", afirma.

Além disso, ela destaca que sua visão sobre o papel das empresas no setor agrícola mudou, ao perceber que a tecnologia e a nutrição de cultivos vão além de simplesmente fornecer os bioinsumos. "Agora vejo que é preciso oferecer soluções integradas para o agricultor, que
envolvam também construir e desenvolver os jovens de forma inovadora, até mesmo olhando para a parceria com a academia", refletiu. Para a embaixadora, o trabalho da Ingal Agrotecnologia não apenas representa um futuro promissor para o Brasil, mas também para a África.

Projeto Dividir para Multiplicar

Os produtos Organic Bloom (OB) e Organic Bloom HydroProtect (OBHP), frutos da parceria entre a Ingal e UFSM, apresentam soluções complementares para o desenvolvimento das plantas e proteção contra o estresse hídrico. Essa abordagem estratégica
permite multiplicar os benefícios quando combinados com outros produtos biológicos, ao potencializar a ação de microrganismos, fortalecendo a resistência das plantas e promover a saúde do solo. Saiba mais sobre a solução.

 

Texto e fotos: Assessoria de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico

Embaixadora ganense da Rally Mulheres no Agro, Alberta Akossa, conheceu trabalho de start up
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O Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado (Progeaqua) é um exemplo de projeto de extensão da UFSM que promove o desenvolvimento sustentável, fortalece a produção local e cria novas oportunidades de renda para famílias do meio rural. Selecionado pelo edital Proext-PG UFSM Além do Arco e coordenado pelo professor dos Programas de Pós-Graduação em Zootecnia e em Agronegócios da UFSM Rafael Lazzari, o Progeaqua capacita produtores de Santa Maria e região na área de piscicultura.

A seguir, confira a entrevista com o coordenador do projeto, na qual Lazzari discute o impacto social, a importância da extensão para a formação acadêmica e os desafios de integrar sustentabilidade e geração de renda.

Como o projeto visa impactar a sociedade?

O impacto desse projeto na sociedade está justamente na capacitação de produtores rurais de Santa Maria e da região na área de piscicultura. O objetivo principal é melhorar o conhecimento técnico desses produtores, para que possam produzir peixe de forma mais adequada, com maior eficiência econômica e ambiental. Isso vai resultar em uma maior geração de renda, o que é especialmente importante no cenário atual de crise climática, após as enchentes recentes. Nesse contexto, a produção de peixe é uma alternativa para que os produtores tenham uma maior renda e, assim, uma vida melhor. Esse é o principal impacto esperado para a sociedade e para os produtores da região de Santa Maria e da regional da Emater, que abrange 35 municípios.

Por que isso é importante? 

A importância desse projeto é muito grande, pois, além do impacto que ele tem nos produtores rurais da região, trata-se de uma iniciativa multidisciplinar que envolve, por exemplo, questões de saúde pública, como o estímulo ao consumo de peixe, que é uma carne saudável e benéfica para a saúde. O projeto é essencial também para a formação dos nossos estudantes de graduação e pós-graduação, que terão a oportunidade de interagir com o mundo real, com a sociedade, com o sistema produtivo e com a realidade dos pequenos produtores da região. Eles vão conhecer as comunidades e as características sociais e econômicas desses produtores.

O projeto tem, ainda, uma importância econômica, pois o principal objetivo é capacitar e possibilitar uma geração de renda maior para os produtores. O projeto visa, justamente, promover o desenvolvimento social por meio da capacitação, de cursos, palestras e dias de campo, praticando, assim, a extensão universitária com foco no desenvolvimento regional.

Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?

Fazer extensão sempre foi, primeiro, uma forma de suprir uma realização pessoal: estar próximo do setor produtivo e das pessoas. Além disso, a extensão nos dá uma nova perspectiva de como planejar projetos de pesquisa, permitindo uma melhor compreensão de toda essa dinâmica. É uma experiência muito rica, pois a extensão molda como ensinamos em sala de aula e como realizamos pesquisas e outras atividades. Diria que o principal ponto dos projetos de extensão é a sensação de estar realmente próximo de uma realidade diferente, que pode ser local, regional ou nacional.

Acredito que não só os docentes, mas todos os estudantes de graduação e pós-graduação deveriam ter a experiência de participar de um projeto de extensão.

Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? 

Porque participar de projetos de extensão amplia a visão das pessoas, melhora a compreensão da realidade e, portanto, permite que os estudantes tenham uma formação de melhor qualidade. A interação com as pessoas e o treinamento de práticas de extensão vai desde aprender a falar em público, organizar pequenos eventos, até entender as diferentes realidades, como as que encontramos no meio rural da região, com municípios de contextos bastante diversos. 

Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? 

A importância do Proext-PG é fundamental, primeiro porque fornece recursos de bolsa e custeio para que nós, extensionistas, possamos levar a pós-graduação – os resultados das pesquisas –  à comunidade, por meio da extensão,. Do ponto de vista institucional, obviamente um projeto de extensão bem financiado, como é o Proext-PG, também contribui para uma melhor avaliação dos nossos programas de pós-graduação. Na área de produção de peixe, por exemplo, pode ajudar a articular políticas públicas para o setor, incluindo novos projetos tanto de extensão quanto de pesquisa. O Proext-PG é, portanto, fundamental nisso, oferecendo o custeio mínimo para algumas ações e permitindo posteriormente a migração para outros projetos maiores. 

Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto? 

A grande expectativa que temos em relação ao final da execução dos projetos é conseguir, de fato, estimular e treinar os produtores para a produção de peixes, gerando mais renda nas regiões onde atuam. Acho que esse é o principal ponto. Se conseguirmos mobilizar os produtores, oferecer uma assistência mais adequada e propor alternativas dentro de suas realidades, estaremos no caminho certo. 

A piscicultura, em vários locais do mundo, tem se caracterizado como uma produção animal sustentável e uma fonte de renda importante, mas, como todo sistema de produção, precisa de conhecimento e acompanhamento. O grande desafio do projeto será esse: envolver um número maior de produtores na atividade, de preferência atuando de forma sustentável, gerando mais renda e também cuidando do meio ambiente.

Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo

Revisão: Luciane Treulieb, jornalista

Ilustração: Evandro Bertol, designer 

Aluata Comunicação e Ciência

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O Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado (Progeaqua) é um exemplo de projeto de extensão da UFSM que promove o desenvolvimento sustentável, fortalece a produção local e cria novas oportunidades de renda para famílias do meio rural. Coordenado pelo professor dos Programas de Pós-Graduação em Zootecnia e em Agronegócios da UFSM Rafael Lazzari, o Progeaqua capacita produtores de Santa Maria e região na área de piscicultura.

A seguir, confira a entrevista com o coordenador do projeto, na qual Lazzari discute o impacto social, a importância da extensão para a formação acadêmica e os desafios de integrar sustentabilidade e geração de renda.

  1. Como o projeto visa impactar a sociedade?

O impacto desse projeto na sociedade está justamente na capacitação de produtores rurais de Santa Maria e da região na área de piscicultura. O objetivo principal é melhorar o conhecimento técnico desses produtores, para que possam produzir peixe de forma mais adequada, com maior eficiência econômica e ambiental. Isso vai resultar em uma maior geração de renda, o que é especialmente importante no cenário atual de crise climática, após as enchentes recentes. Nesse contexto, a produção de peixe é uma alternativa para que os produtores tenham uma maior renda e, assim, uma vida melhor. Esse é o principal impacto esperado para a sociedade e para os produtores da região de Santa Maria e da regional da Emater, que abrange 35 municípios.

  1. Por que isso é importante? 

A importância desse projeto é muito grande, pois, além do impacto que ele tem nos produtores rurais da região, trata-se de uma iniciativa multidisciplinar que envolve, por exemplo, questões de saúde pública, como o estímulo ao consumo de peixe, que é uma carne saudável e benéfica para a saúde. O projeto é essencial também para a formação dos nossos estudantes de graduação e pós-graduação, que terão a oportunidade de interagir com o mundo real, com a sociedade, com o sistema produtivo e com a realidade dos pequenos produtores da região. Eles vão conhecer as comunidades e as características sociais e econômicas desses produtores.

O projeto tem, ainda, uma importância econômica, pois o principal objetivo é capacitar e possibilitar uma geração de renda maior para os produtores. O projeto visa, justamente, promover o desenvolvimento social por meio da capacitação, de cursos, palestras e dias de campo, praticando, assim, a extensão universitária com foco no desenvolvimento regional.

  1. Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?

Fazer extensão sempre foi, primeiro, uma forma de suprir uma realização pessoal: estar próximo do setor produtivo e das pessoas. Além disso, a extensão nos dá uma nova perspectiva de como planejar projetos de pesquisa, permitindo uma melhor compreensão de toda essa dinâmica. É uma experiência muito rica, pois a extensão molda como ensinamos em sala de aula e como realizamos pesquisas e outras atividades. Diria que o principal ponto dos projetos de extensão é a sensação de estar realmente próximo de uma realidade diferente, que pode ser local, regional ou nacional.

Acredito que não só os docentes, mas todos os estudantes de graduação e pós-graduação deveriam ter a experiência de participar de um projeto de extensão.

  1. Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? 

Porque participar de projetos de extensão amplia a visão das pessoas, melhora a compreensão da realidade e, portanto, permite que os estudantes tenham uma formação de melhor qualidade. A interação com as pessoas e o treinamento de práticas de extensão vai desde aprender a falar em público, organizar pequenos eventos, até entender as diferentes realidades, como as que encontramos no meio rural da região, com municípios de contextos bastante diversos. 

  1. Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? 

A importância do Proext-PG é fundamental, primeiro porque fornece recursos de bolsa e custeio para que nós, extensionistas, possamos levar a pós-graduação - os resultados das pesquisas -  à comunidade, por meio da extensão,. Do ponto de vista institucional, obviamente um projeto de extensão bem financiado, como é o Proext-PG, também contribui para uma melhor avaliação dos nossos programas de pós-graduação. Na área de produção de peixe, por exemplo, pode ajudar a articular políticas públicas para o setor, incluindo novos projetos tanto de extensão quanto de pesquisa. O Proext-PG é, portanto, fundamental nisso, oferecendo o custeio mínimo para algumas ações e permitindo posteriormente a migração para outros projetos maiores. 

  1. Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto? 

A grande expectativa que temos em relação ao final da execução dos projetos é conseguir, de fato, estimular e treinar os produtores para a produção de peixes, gerando mais renda nas regiões onde atuam. Acho que esse é o principal ponto. Se conseguirmos mobilizar os produtores, oferecer uma assistência mais adequada e propor alternativas dentro de suas realidades, estaremos no caminho certo. 

A piscicultura, em vários locais do mundo, tem se caracterizado como uma produção animal sustentável e uma fonte de renda importante, mas, como todo sistema de produção, precisa de conhecimento e acompanhamento. O grande desafio do projeto será esse: envolver um número maior de produtores na atividade, de preferência atuando de forma sustentável, gerando mais renda e também cuidando do meio ambiente.

Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo

Revisão: Luciane Treulieb, jornalista

Ilustração: Evandro Bertol, designer 

Aluata Comunicação e Ciência

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No dia 28/05 a docente do Programa do Pós-Graduação em Zootecnia, professora Leila Picolli da Silva, participou do encontro simbólico em alusão a consolidação de transferência de know-how entre a Universidade Federal de Santa Maria e a empresa Ingal Agrotecnologia.

O Laboratório de Piscicultura da Universidade Federal de Santa Maria, coordenado pela professora Leila, se destaca não só por conduzir pesquisas na área da produção animal, mas também por desenvolver tecnologias direcionadas à sustentabilidade ambiental e social.

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Na última sexta-feira (20), o presidente da Comissão Especial de Piscicultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Sergio Peres, realizou uma visita ao Laboratório de Piscicultura e outras estruturas da UFSM 55BET Pro de Palmeira das Missões.

Na ocasião, o deputado foi recebido pelo coordenador do laboratório, professor Rafael Lazzari, e pelo vice-diretor do 55BET Pro, professor Daniel Graichen. Os docentes apresentaram ao deputado as ações de pesquisa e extensão realizadas na área de piscicultura na Instituição, bem como uma série de laboratórios e equipamentos do 55BET Pro que poderão ser utilizados em projetos futuros, de modo a atender demandas da cadeia no estado.

Durante a visita, o deputado se colocou à disposição para levar as demandas do setor à Comissão Especial de Piscicultura, bem como foram debatidas alternativas e entraves da cadeia no RS, como assistência técnica, pesquisa e certificação e custos com ração, que correspondem ao maior componente de despesa na produção de tilápias. Lazzari agradeceu a visita e colocou a estrutura e a equipe do Laboratório à disposição da Comissão.

Assessoria de Comunicação UFSM-PM

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A produção de tilápia vem crescendo nos últimos anos em todo o país. Na região sul, grande parte da produção desta espécie é realizada em tanques escavados, onde o equilíbrio entre qualidade de água e alimentação é fundamental para o sucesso da criação. No período de inverno, as temperaturas da água caem significativamente e se faz necessário um correto manejo para evitar perdas na produção por mortalidade, diminuição da eficiência alimentar e perdas econômicas.

Estes aspectos serão discutidos em live que será realizada pelo Laboratório de Piscicultura, campus PM, Da UFSM, pelo prof. Rafael Lazzari, professor da UFSM, e pela Zootecnista Edirlene Andréa Arnhold, Assistente técnico em piscicultura - Rações Supra. Serão abordados aspectos de manejo alimentar, controle de água, aeração, manejos diversos. A live será no dia 22/07/2021, no canal do youtube do Laboratório

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Discutir e difundir conhecimento sobre temas relevantes relacionados com a produção de peixes é um dos objetivos do Laboratório de Piscicultura, 55BET Pro de Palmeira das Missões da UFSM. Com o início do semestre letivo, serão realizadas, periodicamente, lives sobre temas atuais. A aquaponia, sistema que utiliza o resíduo gerado pela criação de peixes para fornecer nutrientes para a produção de plantas, será tema de uma live dia 25 de maio, as 19:30, no link: http://www.youtube.com/watch?v=lfRNVKqf9lQ. Intitulada “AQUAPONIA COMERCIAL COMO ALTERNATIVA NA PRODUÇÃO DE JUVENIS”, a live terá a mediação do coordenador do Laboratório de Piscicultura, professor Rafael Lazzari e será ministrada pelo engenheiro Tafarel Sá, da empresa Benfica Agroengenharia (Triunfo-RS), vice-presidente da Associação Brasileira de Aquaponia. Serão apresentadas informações sobre a Aquaponia, voltadas principalmente para a produção de tomates e discussões sobre a possibilidade de produção integrada de juvenis de peixes como alternativa de aumento na rentabilidade do sistema. Apoiam esta live os programas de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR/UFSM/PM) e em Zootecnia (PPGZ/Santa Maria).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/piscicultura/2021/04/29/laboratorio-de-piscicultura-campus-pm-inicia-parceria-em-estudos-sobre-aquaponia Thu, 29 Apr 2021 13:44:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/piscicultura/?p=125
Empresa Benfica AgroEngenharia

A Aquaponia - produção integrada de peixes com vegetais é uma atividade crescente no mundo e bastante sustentável, visto que pode-se produzir plantas a partir dos resíduos gerados na criação de peixes, com o aproveitamento da água.
O Laboratorio de Piscicultura - campus PM, coordenado pelo professor Rafael Lazzari, está iniciando parceria para projetos de pesquisa, extensão e geração de tecnologias e produtos na área com a empresa Benfica AgroEngenharia (Triunfo-RS), presidida pelo Engenheiro Tafarel Sá, vice Presidente da Associação Brasileira de Aquaponia - ABA. Esta empresa desenvolve a Aquaponia com ênfase na produção de tomates integrada a produção de peixes.
A equipe do Laboratório visitou a empresa, onde foram alojados peixes para um projeto piloto, no inverno, sobre a introdução do jundiá como opção na produção para gerar nutrientes para a produção de tomates. Segundo o proprietário, Tafarel Sá, o objetivo da ação é fazer um acompanhamento do crescimento dos peixes, como alternativa ao ciclo de inverno e também o impacto na nutrição dos tomates produzidos em Fertiirrigação no sistema AQUATOMATES.
Está sendo preparado um acordo de Cooperação Técnica entre a UFSM e a empresa, de forma a possibilitar as atividades e o intercâmbio de conhecimento e espaço para estágio para alunos de graduação do curso de Zootecnia (campus-PM) e projetos interdisciplinares envolvendo a Pós-Graduação voltados à economicidade e manejos no sistema. Além disso, no mês de maio, será realizada uma live, com apoio do PPGAGR, sobre o tema.

 

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