UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 12 Mar 2026 14:01:27 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/03/08/ufsm-assina-acordo-com-entidades-brasileiras-e-chinesas-para-o-uso-de-plantas-medicinais Wed, 08 Mar 2023 17:58:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61344 Representantes de diferentes instituições e entidades participaram da assinatura do memorando, que ocorreu no auditório do campus[/caption] Na terça-feira (8), foi realizada no 55BET Pro da UFSM em Palmeira das Missões uma solenidade para assinatura de um memorando de entendimentos entre entidades brasileiras e chinesas para a promoção e desenvolvimento do uso de plantas medicinais no Brasil. A sessão solene foi realizada de maneira híbrida, no auditório do campus e on-line. Participaram do evento o vice-diretor do campus, professor Daniel Graichen; o reitor da UFSM, professor Luciano Schuch; autoridades da Prefeitura e Câmara de Vereadores de Palmeira das Missões; representantes de entidades chinesas e brasileiras; estudantes, servidores e a comunidade em geral. A iniciativa é uma parceria entre o Instituto de Medicina Tradicional de Pequim, UFSM, Fórum Brasil-China de Saúde, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Hospital Santo Antônio (HSA), de Tenente Portela. A presidente do Fórum Brasil-China de Saúde, Patrícia Zhao, destaca a importância da assinatura do documento. “A parceria entre o fórum e os parceiros como a UFSM, HSA e MPA é resultado das articulações do fórum, pois ele tem por objetivo realizar projetos e concretizar ações que ajudem os dois países a encontrar soluções no setor estratégico de saúde. Esse memorando trata de estabelecer um protocolo de plantas medicinais Brasil-China, o que terá valor socioeconômico, gerando uma cultura de plantação, comercialização, pesquisa e desenvolvimento, gerando emprego e renda. Temos muito trabalho pela frente e agradecemos muito essa parceria, em nome dos institutos chineses e a rede de apoio no Brasil, em especial no Rio Grande do Sul”. Para o vice-diretor do 55BET Pro de Palmeira das Missões e coordenador do Grupo de Trabalho na UFSM-PM, professor Daniel Graichen, esta é uma grande oportunidade para que a universidade possa desenvolver ainda mais todo o trabalho de estudo e pesquisa realizado no Jardim Medicinal Professora Amélia Moema Veiga Lopes, que tem a coordenação da professora Tanea Maria Bisognin Garlet. “A professora Tanea tem mais de 30 anos de estudo e pesquisa na área das plantas medicinais e, através dela e seus projetos, iremos colaborar como universidade para este grande trabalho. Parcerias internacionais como esta que fizemos hoje são fundamentais para agregar valor ao nosso campus e à nossa universidade, mostrando aos nossos alunos todas as oportunidades nacionais e internacionais que a instituição proporciona através da ciência”, afirmou Graichen. Para auxiliar em todas as tratativas, o campus tem recebido o apoio da Secretaria de Apoio Internacional (SAI) da UFSM. Texto: Assessoria de Comunicação do 55BET Pro de Palmeira das Missões]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/03/06/campus-de-palmeira-das-missoes-recebe-comitiva-do-forum-brasil-china-de-saude Mon, 06 Mar 2023 21:35:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61323 Nesta terça-feira (7), o 55BET Pro da UFSM em Palmeira das Missões vai receber representantes do Fórum Brasil-China de Saúde para uma agenda aberta no município. Na ocasião, será assinado um memorando de entendimentos com o objetivo de promover o desenvolvimento e uso de plantas medicinais no Brasil. A iniciativa é uma parceria entre o Instituto de Medicina Tradicional de Pequim, UFSM, Fórum Brasil-China de Saúde, Movimento dos Pequenos Agricultores e Hospital Santo Antônio, de Tenente Portela. A a comitiva vai realizar uma visita no Hospital Público Regional, de Palmeira das Missões e, a partir das 8h30min, participa do evento na UFSM, que deverá reunir prefeitos, gestores, empresários e profissionais da área da saúde, entre outros representantes da comunidade regional. O 1º Fórum Brasil-China de Saúde foi realizado no dia 14 de dezembro de 2022. Um dos objetivos do fórum é criar, em solo brasileiro, o primeiro Hospital Digital Brasil-China, reunindo as técnicas ocidentais e chinesas. A UFSM, por meio do 55BET Pro de Palmeira das Missões, foi convidada para participar do evento por conta da relevância estratégica em saúde no que diz respeito à produção de plantas medicinais. Ainda em 2022, um projeto foi enviado ao Ministério da Saúde para que a cidade de Palmeira das Missões se torne um polo de produção de difusão do conhecimento para o consumo de plantas medicinais. Além do corpo técnico disponível, o 55BET Pro da UFSM em Palmeira das Missões apresenta a estrutura já implantada para este fim, o que inclui o Jardim Medicinal, um horto florestal para produção de plantas medicinais, em fase de implantação. Haverá ainda um laboratório de análise e de qualidade, também em fase de implementação, e a disponibilidade da área física para que, a partir de uma experiência bem-sucedida, seja possível disseminar as plantas medicinais testadas, para que sejam consumidas com segurança pela população. A partir da realização do fórum, no ano passado, grupos específicos de atuação foram criados e, agora, iniciam-se os trabalhos para concretizar o objetivo do fórum, que é de aproximar interesses e gerar oportunidades concretas de intercâmbio e negócios. A UFSM integra o grupo sobre produção, comercialização e uso de fitoterápicos. Com informações da Assessoria de Comunicação do 55BET Pro de Palmeira das Missões]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/07/05/egressa-do-curso-de-enfermagem-da-ufsm-pm-desenvolve-projeto-de-pesquisa-inedito-no-brasil%ef%bf%bc Tue, 05 Jul 2022 20:29:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59062
Helisa Heisler é doutoranda no PPG em Enfermagem da UFSM

A egressa do curso de Enfermagem da UFSM-Palmeira das Missões, Elisa Vanessa Heisler, está desenvolvendo o projeto de doutorado inédito no Brasil intitulado: Efeitos do extrato da planta Anredera cordifolia na cicatrização de lesões de pele. O objetivo do estudo é avaliar o efeito do extrato da planta Anredera cordifolia no processo de cicatrização de lesão de pele, em modelos experimentais in vitro, com células humanas de linhagem comercial (fibroblastos) cultivadas em ambiente hiperglicêmico.

Atualmente, Elisa é mestre e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM, mas tem interesse pela pesquisa sobre plantas medicinais desde a graduação. O projeto de tese é orientado pela professora Maria Denise Schimith, do Departamento de Enfermagem e co-orientado pela docente Fernanda Barbisan, do Departamento de Patologia da UFSM.

Trata-se de um estudo interdisciplinar que, neste momento, está sendo conduzido nas dependências do Laboratório de Biogenômica do Departamento de Morfologia da UFSM, coordenado pelas docentes Ivana Beatrice Mânica da Cruz e Fernanda Barbisan.

A metodologia do referido projeto caracteriza um marco para o PPGEnf, pois é o primeiro estudo pré-clínico que busca avaliar os possíveis efeitos cicatriciais de uma planta medicinal utilizada pelo saber popular, desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação.

Fonte: Assessoria de Comunicação UFSM - PM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/08/20/grupo-da-ufsm-contribui-em-livro-sobre-a-utilizacao-de-plantas-medicinais-em-comunidades-rurais Fri, 20 Aug 2021 13:09:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56596

A docente do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM Palmeira das Missões, professora Tanea Maria Bisognin Garlet, juntamente com as acadêmicas Pollyana Stefanello Gandin, Paola Naiara Conti, Tainara Giovana Chaves de Vargas e a enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde de Palmeira das Missões Queli Daiane Sartori Nogueira, participaram como autoras do livro Tópicos Especiais em Plantas Medicinais.

Para que as plantas medicinais sejam utilizadas de modo eficaz e seguro, o livro relata a importância da realização de pesquisas que visem conhecer, caracterizar, conservar e manipular esses vegetais e suas biomoléculas de forma adequada. A partir desse objetivo, o e-book traz trabalhos que abordam diferentes temáticas dentro da pesquisa com plantas medicinais e que contribuem para a construção do conhecimento sobre esses vegetais e auxiliam no uso acertado desta riqueza natural.

Uma dessas pesquisas é o artigo “Utilização de plantas medicinais em comunidades rurais de Palmeira das Missões, RS” (páginas 87 a 108), escrito pela equipe de pesquisadoras da UFSM-PM e pela enfermeira da Secretaria de Saúde do município. De acordo com Tanea Maria Bisognin Garlet, a utilização de plantas com fins terapêuticos tem a sua origem no conhecimento e na medicina tradicional, sendo a fitoterapia, uma modalidade de terapia integrativa e complementar caracterizada pelo emprego das plantas medicinais em suas diversas preparações.

Conforme a docente, no Brasil, existem duas políticas nacionais, criadas em 2006, que estimulam a valorização das plantas medicinais nos cuidados primários com a saúde e sua inserção na rede pública: a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que institucionalizou o uso de plantas medicinais no Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo na Atenção Primária à Saúde (APS); e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), que garante à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos.

Conforme as autoras, a inserção das plantas medicinais e da fitoterapia nas Estratégias de Saúde da Família (ESF) promove a interação de saberes, parcerias nos cuidados com a saúde, ações de promoção e prevenção, bem como o desenvolvimento de atividades de educação em saúde nas escolas (Programa Saúde na Escola, PSE). Segundo as pesquisadoras, outra vantagem é a grande diversidade vegetal no Brasil e o baixo custo associado à terapêutica diante das necessidades de cuidado com a saúde.

“O uso das plantas pode ser estimulado a qualquer população, tanto no ambiente rural quanto no urbano. No entanto, o cenário rural compreende um território cuja população, muitas vezes, pelas distâncias geográficas tem dificuldade em acessar serviços essenciais, dentre eles, os serviços de saúde e de educação. Deste modo, a utilização de plantas para fins medicinais pode se tornar mais comum, já que esta população tem contato com a diversidade da flora do local onde reside e geralmente possui espaço para o seu cultivo”, explicam.

O conhecimento popular pode fornecer dados importantes para pesquisas acadêmicas associadas às propriedades terapêuticas das plantas, além do que, estudos como esses, são fundamentais para registro, análise e preservação desses saberes. Dessa forma, o estudo realizado pelo grupo teve como objetivo investigar a utilização de plantas medicinais nos cuidados com a saúde em comunidades rurais do município de Palmeira das Missões.

A pesquisa foi realizada na região de abrangência da Estratégia de Saúde Rural (ESF Rural) de Palmeira das Missões, por meio de questionários que foram repassados a professores de quatro escolas rurais de ensino fundamental, juntamente com atividades semanais da escola, sendo enviados aos alunos, para que esses entrevistassem um familiar ou vizinho com idade superior a 18 anos. A partir dos dados, as pesquisadoras avaliaram o conhecimento dos entrevistados sobre a utilização de plantas medicinais. Foram entrevistadas 88 pessoas, com idade entre 18 e 79 anos.

As espécies foram listadas na ordem decrescente de citação, pelo nome científico, família, nome popular, frequência de utilização, usos referidos pelos informantes e indicações conforme Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, ANVISA e literatura específica. Foram relatadas 52 espécies de plantas, sendo as mais citadas: marcela (Achyrocline satureioides), camomila (Matricaria chamomilla) e gengibre (Zingiber officinale). Um dos resultados da pesquisa apontou que essas são plantas consideradas seguras; no entanto, pessoas que apresentam episódios de hipoglicemia devem usar a marcela com precaução, pois pode potencializar o efeito da insulina, além de barbitúricos e outros sedativos.

Já para a camomila há relato de que podem ocorrer reações alérgicas na pele pelo uso repetido da planta e o aparecimento de náuseas, excitação nervosa e insônia em caso de superdosagem. O gengibre possui eficácia contra enjoos, náuseas e vômito. Porém, deve-se evitar seu uso em pacientes com desordens de coagulação e cálculos biliares, já que pode provocar irritação gástrica e hipertensão, especialmente em doses altas.

As autoras ressaltam no artigo que o uso de plantas medicinais é um método terapêutico que traz benefícios à saúde, mas que pode apresentar riscos se utilizado inadequadamente, quando não há o devido conhecimento sobre a planta, suas indicações, posologia e interações. Por isso, defendem a importância dos profissionais da saúde em terem conhecimento sobre as plantas medicinais utilizadas no seu território de atuação para poderem orientar os usuários para que essa prática ocorra de forma benéfica e segura.

“A partir desse estudo é possível auxiliar na seleção de plantas com potencial terapêutico para recomendação nas Unidades Básicas de Saúde do município de Palmeira das Missões. Além disso, são necessárias ações educativas para esclarecimento sobre o emprego adequado de cada espécie medicinal, tanto com a comunidade quanto com os profissionais que atendem as demandas dessa população”, finaliza Garlet.

Fonte: Assessoria de Comunicação UFSM-PM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/02/01/artigo-resultante-de-tese-de-professor-da-enfermagem-e-publicado-em-periodico-internacional Mon, 01 Feb 2021 12:21:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=54984 [caption id="attachment_54987" align="alignright" width="601"] Produção do artigo contou com a parceria de professores de diferentes centros e campi da UFSM[/caption]

O artigo intitulado “Recursos Naturais para Uso Terapêutico: Evidências do Brasil” foi publicado no periódico internacional Research & Reviews: Journal of Nursing and Health Sciences, considerado A1 pela avaliação do Qualis da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a Enfermagem.

O estudo é resultado da tese do professor do Departamento de Enfermagem da UFSM Marcio Rossato Badke, que, em quatro anos de doutoramento na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e com um período de bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de doutorado sanduíche na Universitat Rovira i Virgili, na Espanha, identificou sete espécies de plantas de diferentes famílias de angiospermas que são utilizadas popularmente para picadas de insetos e aranhas nos cuidados de saúde das pessoas.

Segundo o professor, a pesquisa evidenciou a importância do conhecimento e do reconhecimento das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), neste caso, as plantas medicinais, além da necessidade da inserção dos profissionais de saúde nesta realidade, estabelecendo uma aliança terapêutica com vistas a diminuir as distâncias entre o conhecimento científico e popular.

A produção do artigo contou com a parceria de professores de diferentes centros e campi da UFSM: do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Silvana Bastos Cogo, Graciela Dutra Sehnem, Laís Mara Caetano da Silva e Maria Denise Schimith; do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), Liliana Essi; do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), Luis Felipe Dias Lopes; Colégio Politécnico, Ariele Priebe Reisdorfer e Guilherme Emanuel Weiss Pinheiro; do campus Palmeira das Missões, Gianfábio Pimentel Franco, Juliano Perottoni, os discentes de graduação da Enfermagem Gabriel Lautenschleger e Luiza Carolina Santos Malheiros, a doutoranda Erika Eberlline Pacheco dos Santos, o mestrando Angelo Ramos Junior e a doutoranda em Extensão Rural Jana Rossato Gonçalves. O artigo tem como coautores representantes de diversas instituições de pesquisa, de ensino e de saúde do Rio Grande do Sul e de outros estados. 

Badke, que é líder do Grupo de Pesquisa Laboratório Multidisciplinar de Pesquisas em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Lapics) da UFSM e membro do Grupo de Trabalho Abrasco - Racionalidades Médicas e Práticas Integrativas, destaca a importância do envolvimento de diferentes profissionais e instituições na intenção de impulsionar a pesquisa brasileira, dando visibilidade nacional e internacional ao curso de Enfermagem da UFSM e às demais instituições públicas e privadas.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/11/09/dissertacao-da-ufsm-ganha-premio-sober-de-mestrado-em-sociologia-rural Mon, 09 Nov 2020 12:55:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=54351

Juliana Almeida Costa, mestra em Extensão Rural pelo Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural (PPGExR) da UFSM, teve sua dissertação premiada pela Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober). Com o título “Mulheres rurais e plantas medicinais: saberes, socialidades e autonomia feminina”, a dissertação foi selecionada e premiada como a Melhor Dissertação de Mestrado em Sociologia Rural pela banca examinadora do 58º Congresso da Sober.

Orientada pelo professor Joel Orlando Bevilaqua Marin, a dissertação de Juliana aborda as relações estabelecidas entre as mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que são referências em suas comunidades, regiões ou para o próprio movimento social ao qual pertencem, e as plantas medicinais para a construção da autonomia e protagonismo feminino, “além de como essas mulheres, a partir da lógica do cuidado, que é uma prática imposta a nós, mulheres, pela sociedade patriarcal, conseguem ressignificar e construir processos de emancipação social”, explica.

A mestra em Extensão Rural conta que toda sua trajetória de trabalho com mulheres assentadas da Reforma Agrária envolveu as plantas medicinais. Antes de começar seu mestrado Juliana trabalhou 14 anos com famílias assentadas nos municípios de Jóia e Tupanciretã, através do programa de assessoria técnica, social e ambiental do Incra, entre os anos de 2003 e 2017.

Para realizar a pesquisa de campo, Juliana entrevistou seis mulheres, de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, que foram referências para o setor de saúde do MST da sua comunidade e região. As pesquisas para sua tese começaram em agosto de 2018 e a defesa de seu trabalho foi em agosto de 2019. “Muitas das observações e percepções que constam na minha dissertação foram apreendidas em outras vivências, tanto nas vivências de trabalho quanto nas vivências que tive com essas mulheres em alguns outros momentos ao longo do mestrado, como em encontros e espaços coletivos delas que tive a oportunidade de participar”, afirma.

Juliana enfatiza a importância da UFSM e do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural na conclusão de seu trabalho. “Este trabalho só foi possível de ser realizado por mim porque foi realizado na UFSM, universidade pública, gratuita e de qualidade, que permite nossa qualificação profissional de maneira tão espetacular. A acolhida pelo programa de uma temática que traz mulheres militantes de um movimento social e suas relações com as plantas medicinais como eixos centrais demonstra que o programa compreende a importância da diversidade de ideias dentro da ciência", destaca.

De acordo com Juliana, os resultados de sua pesquisa são experiência de extrema relevância para a sociedade e para a ciência brasileira. “Creio que o principal resultado foi a compreensão de que as mulheres que fazem parte desta pesquisa só ressignificaram o cuidado porque estavam organizadas coletivamente, porque o coletivo cumpre um papel fundamental na organização e emancipação das mulheres. Além disso, a compreensão que elas têm sobre a importância de seus saberes e suas trajetórias é outro ponto interessante, pois saber sobre as plantas é importante para suas famílias, comunidades, movimentos sociais, mas saberem o quanto estes saberes são valiosos, isso é importante para a humanidade”, analisa.

A cerimônia para a entrega do prêmio aconteceu no dia 27 de outubro, na Assembleia Geral dos Associados do 58º Congresso da Sober, realizada de forma virtual.

Texto: Ana Júlia Müller Fernandes, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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Você já deve ter tomado um chá de camomila para ficar mais tranquilo ou até mesmo um chá de boldo para resolver um desconforto estomacal. Essas ervas, conhecidas como plantas medicinais, são estudadas por projetos do Colégio Politécnico e do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais da UFSM. Confira:

 

PROJETO MANDALA

Composta por diferentes formas geométricas e muito utilizada para fins de meditação, a mandala representa a relação entre o homem e o cosmo, simbolizando harmonia e integração. Devido ao significado, Mandala foi o nome escolhido para batizar o projeto do Curso Técnico em Paisagismo do Colégio Politécnico, que leva conhecimentos acerca do uso de plantas medicinais e temperos a escolas de Santa Maria.

A iniciativa foi das egressas Jussara Pedroso, Michele Rech e Aline Segatto Dellamea, desenvolvida como Trabalho de Conclusão de Curso em 2014. Desde então, o projeto possibilita que alunos e professores trabalhem em conjunto na criação e manutenção da mandala paisagística - formada por desenhos geométricos com centro em comum. 

Além de enfeitar a escola, a mandala oportuniza o estudo de outras áreas do conhecimento. 

Em 2016, o projeto realizou oficina na E.E.E.F. Marieta D’Ambrósio em Santa Maria. O desenho foi construído com pneus e tintas que foram coletados na comunidade e as tarefas para montá-lo foram divididas entre turmas. As atividades para criação do item paisagístico tornaram-se material de estudo em algumas disciplinas como: leituras informativas e produção textual (Português), desenhos (Artes); cálculos para demarcar a área a ser usada (Matemática); pesquisa sobre os chás e temperos, formas de plantar e tipos de substrato (Ciências). Para a professora da Escola Marieta, Patrícia Wienandts Flores, o projeto foi acolhido com carinho, interesse e responsabilidade. “A mandala ainda é usada, especialmente para merenda, pois usam os temperos cultivados. Também são muito usados os chás medicinais”, comenta a professora Patricia que participou da implementação do projeto em 2016.

As mandalas já foram produzidas em escolas municipais e estaduais da cidade, como Reinaldo Fernando Cóser - que tem formação em língua de sinais e português - e Antônio Francisco Lisboa - de educação especial. Além dessas, a Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) e o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) receberam o projeto. 

No Case, também ocorreram oficinas sobre o uso de plantas medicinais para alimentação e outros fins. “Eles podem aproveitar o conhecimento como fonte de renda, ao saírem de lá. Quando os meninos vão para casa no fim de semana querem levar mudas para a família”, compartilha Jussara, bolsista do projeto. Após a ação, o projeto firmou parceria com a Promotoria da Criança e do Adolescente para dar continuidade ao trabalho com os adolescentes do Centro.

Mais recentemente, projeto desenvolveu um relógio biológico que mostra os melhores horários para consumo de plantas medicinais, além de relacionar as partes do corpo com os benefícios de cada chá. Além disso, elaborou novas oficinas, que ensinam a fazer shampoo, azeite, vinagre e travesseiro medicinal a partir de chás. O projeto possui produção e viveiro de plantas no setor de floricultura do Politécnico e local de vendas na Floresce, em frente ao Colégio. 

 

DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA DA UFSM

Em 2018, uma mandala foi criada na disciplina Produção de Plantas Condimentares, Medicinais e Aromáticas, do curso de Agronomia da UFSM. O objetivo dos professores responsáveis Fernanda Backes, Rogério Bellé e Jerônimo Andriolo, do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais, era propagar e reproduzir as espécies das plantas e aprender sobre seu uso. O jardim em formato de mandala é utilizado pelos professores, alunos e servidores em geral.

Não são aplicados produtos químicos nas plantas que compõem a mandala. Desta forma, para manter o ecossistema saudável, são utilizadas plantas com propriedades que podem repelir a “doença” das outras: os manjericões, por exemplo, auxiliam na retenção de sujeira; já a menta ajuda a forrar o terreno. 

No centro da mandala é trabalhada a autoestima por meio das plantas medicinais. “Se nós não tivermos a nossa autoestima e nosso bem estar sempre num alto astral não adianta tomar o chá, pois ele não vai te melhorar”, comenta a professora Fernanda, que explica: “A organização começa pela mente, depois pelo coração. Depois, envolve os demais sistemas”.

A professora atesta, ainda, que a prática é uma forma de desestressar. E o professor complementa: “o aroma que fica em nossas mãos e circula em nossos pulmões. Ele age como calmante purificador”. 

Reportagem: Mirella Joels e Camila Oliveira, acadêmicas de Jornalismo

Ilustração: Lidiane Castagna, acadêmica de Desenho Industrial

Edição de produção: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo

Editor chefe: Maurício Dias, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/um-olhar-humanizado-sobre-a-medicina Mon, 18 Feb 2019 18:14:24 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=5316 ATENÇÃO: Esta matéria foi atualizada no dia 20 de fevereiro, às 15h43min devido a equívoco cometido no ano da formatura de Jesus Zevallos.   Mesmo depois de 55 anos de formado, o ex-aluno da UFSM e médico Jesus Velarde Zevallos, leva consigo valores e aprendizagens que desenvolveu ainda no início de sua graduação, concluída em 1963. Após a formatura, Zevallos, que é natural do Peru, fez residência e especialização no Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro.   No exercício da profissão, defendeu a medicina preventiva como fundamental para o bem estar e a qualidade de vida das pessoas. Além disso, Zevallos reforça a importância do desenvolvimento de uma relação próxima entre o médico e a comunidade, em uma prática humanizada. Ele também tece críticas à medicina como forma de negócio e ao consequente desenvolvimento de uma sociedade hipocondríaca.   A Revista Arco conversou com o médico durante sua visita a Santa Maria. Confira:   ARCO: Como começou sua trajetória dentro da Medicina? Zevallos: Me formei em 1963 com meus incríveis colegas de quem gosto muito. Devo ressaltar o Magnífico professor Mariano da Rocha Filho, uma pessoa e um trabalhador admirável, com muita planificação estratégica. Quando eu cheguei a Santa Maria, fomos recebidos por ele e foi uma honra para nós. Ele disse que seríamos grandes cirurgiões. Tudo o que ele falava passava uma imagem de segurança e de paixão.  
"A vida toda é paixão, se não se coloca paixão nas coisas, não se faz nada".
  Depois de graduado, fiz a residência no Instituto Nacional de Câncer do Rio de Janeiro. Voltando ao Peru, fiz a parte assistencial e a parte docente. Na assistencial, trabalhei com cargos como diretor do hospital e presidente de um corpo médico. Na parte docente, tenho um instituto de investigação. Damos um curso de técnica cirúrgica e fazemos trabalho de investigação.   [caption id="attachment_5318" align="alignleft" width="2976"] Jesus Zevallos ao lado do quadro do fundador da UFSM, José Mariano da Rocha Filho[/caption] ARCO: Por que você escolheu a UFSM para estudar Medicina? Existe algo específico que lhe atraiu? Zevallos: Nós, quando chegamos ao Brasil, depois da seleção que tivemos na embaixada de Lima, tivemos que passar pelo Ministério da Educação. No Ministério, fizeram a distribuição. Vim para Santa Maria e me encantei com a cidade. Tive muito amor fraternal aqui dentro. Isso ajudou a formar meus valores éticos e morais de forma excelente. A vida vai nos dando oportunidades e não podemos perdê-las.   ARCO: Quais são as áreas que mais se destacam dentro da sua prática médica? Zevallos: Nós trabalhamos muito com o que se diz de prevenção. Hoje estamos lutando para que a prevenção seja declarada um direito humano, porque é o único procedimento da saúde capaz de controlar a pessoa saudável. O médico foi formado para cuidar o paciente são, e não somente o doente. Nós também solicitamos um projeto de lei chamado Prevenção: responsabilidade compartilhada, ou seja, a prevenção deve ser dada por todas as entidades de saúde e com a responsabilidade do paciente. Além disso, trabalhamos com muita ênfase na docência através do que chamamos de “novos paradigmas do ensino médico e da gestão de políticas de saúde”. O médico e o estudante de Medicina têm que estar em íntimo contato com a comunidade, não só com a universidade. Também focamos no uso das plantas medicinais. Elas não são curativas, mas ajudam em diversas coisas, o que conduz a um estilo de vida muito saudável.   ARCO: Você poderia falar mais sobre o a sua experiência no uso de plantas medicinais como tratamento? Zevallos: As plantas medicinais são o melhor tratamento que podemos fazer. É preciso haver um uso contínuo, não apenas esporádico. O uso das plantas medicinais tem que se tornar um hábito diário para que funcione. Não é uma medicina alternativa, é um tratamento alternativo. A medicina é uma só. Os médicos estão deixando que outras profissões se encarreguem do uso e do acompanhamento de tratamentos com as plantas medicinais, enquanto nos encarregamos só da medicina com o uso de remédios. No Peru, aprendemos que existem cuidados simples que podem prevenir diversos problemas, como lavar as mãos e a hidratação através da ingestão de líquidos.  
"O uso exagerado de medicamentos faz com que se crie uma sociedade hipocondríaca, então temos que lutar para que a medicina preventiva seja cultivada".
  ARCO: Em textos que você escreveu, cita a Medicina Humanista. O que podemos entender a partir dela? Zevallos: Dentro do que estamos vivendo, ela não existe. A medicina é um negócio, e é uma tristeza dizer isso, mas é assim. Estamos submetidos ao que dizemos ser a evolução da ciência e tecnologia. O médico deve atender diversos pacientes por hora para haver produtividade - e isso deixa de ser humanista. A humanidade está na prevenção, que é o cuidado da pessoa sã.  
"Dentro da medicina humanista, precisamos ver o ser humano com integridade, não fragmentá-lo".
  Nós formamos a Sociedade Peruana do Ato Médico, porque acreditamos muito nisso. O ato se dá a partir da relação médico-paciente e do respeito com o paciente. Além disso, temos que dar respaldo ao núcleo familiar, pois quando alguém fica doente, isso desequilibra a família e, por isso, eles devem se manter sempre informados.   [caption id="attachment_5319" align="alignleft" width="2976"] Jesus Zevallos entregando presente para o reitor da UFSM, professor Paulo Afonso Burmann[/caption] Jesus Zevallos esteve na Universidade, em dezembro de 2018, durante a comemoração dos 55 anos de formatura da sua turma de Medicina. Emocionado com a homenagem, ele agradeceu à Universidade, aos seus professores e colegas de turma. Para demonstrar sua gratidão, o médico entregou presentes típicos peruanos ao reitor. Também mostrou seu livro de poemas, que incluem textos sobre o tempo em que morou em Santa Maria.   Reportagem: Martina Irigoyen, acadêmica de Jornalismo Edição: Maria Helena da Silva Fotografia: Rafael Happke  ]]>