UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 17:40:33 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prpgp/2026/04/23/pro-reitora-de-pos-graduacao-e-pesquisa-da-ufsm-foi-eleita-no-colegio-de-pro-reitores-de-pesquisa-pos-graduacao-e-inovacao-da-andifes-como-representante-da-regiao-sul Thu, 23 Apr 2026 17:18:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prpgp/?p=21774
Fotografia com dois homens e três mulheres, lado a lado, sorrindo, presentes Silvana Zucolotto (UFRN), presidenta do colegiado e representante da região Nordeste, Ronney Arismel Mancebo Boloy (CEFET/RJ), pela região Sudeste, Kênia Ferreira Rodrigues (UFNT), pela região Norte e Cristina Wayne (UFSM) pela região sul. Em um auditório, com fundo de madeira, e logo da CAPES.
Nova Diretoria do Colégio de Pró-Reitores de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação das Instituições Federais de Ensino Superior

Entre os dias 16 e 17 de abril de 2026, foi realizada, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília (DF), a reunião Conjunta do Colégio de Pró-Reitores de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação das Instituições Federais de Ensino Superior (COPROPI) e do segmento das federais do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP). 

O encontro reuniu representantes de universidades federais e de instituições vinculadas ao sistema nacional de ciência e pós-graduação. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi representada pela Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, professora Cristina Wayne Nogueira e Pró-Reitora Substituta,  Prof.ª Tatiana Emanuelli.

Durante a programação, foram discutidas perspectivas para o ano de 2026 no campo da ciência, tecnologia e inovação, com destaque para pautas relacionadas ao financiamento da pós-graduação, à avaliação dos programas, à articulação entre universidades e agências de fomento e ao fortalecimento das políticas nacionais voltadas à pesquisa. 

Entre os participantes da agenda estiveram representantes do CNPq e da CAPES, que apresentaram diretrizes institucionais, perspectivas de atuação e temas centrais para o próximo período, contribuindo para o alinhamento entre as instituições federais e os órgãos responsáveis pela formulação e execução das políticas públicas do setor.

A reunião também marcou a definição da nova gestão do COPROPI/ANDIFES para 2026. Na ocasião, a professora Cristina Wayne Nogueira (UFSM) foi eleita representante da região Sul no colegiado, ampliando a inserção da UFSM nos espaços nacionais de debate e formulação de políticas acadêmicas. 

 

Texto: Laura Gassen

Revisão: Victor Cesar Rodrigues Carvalho

Fotografia com os representantes das universidades e instituições públicas. Em um auditório, com fundo de madeira, e logo da CAPES.
Representantes das universidades e instituições públicas
Plenária com apresentação da professora Rossana Valéria de Souza e Silva sobre internacionalização da pós-graduação brasileira, compondo a mesa de autoridades as professoras Cristina Wayne Nogueira e Kelly Castro. Em um auditório, com fundo de madeira, e logo da CAPES.
Plenária com apresentação sobre internacionalização da pós-graduação brasileira
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Durante cerca de quatro meses, crianças do quarto ano de escolas públicas foram responsáveis pelo cuidado, rega e crescimento de mudas de temperos diversos. Nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental Dagoberto Barcellos, de Caçapava do Sul, e Lourenço Dalla Corte, de Santa Maria, oficinas de sustentabilidade e empreendedorismo social foram responsáveis por introduzir a prática da educação financeira. Promovidos pelo Time Enactus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), os encontros da ‘Escolinha de Negócios’ tinham como objetivo a conscientização da importância de dois eixos: o cuidado com o meio ambiente e com o dinheiro. 

De acordo com Kamilly Dias, acadêmica da Licenciatura de Educação Física e bolsista do Time Enactus, foi por meio do cuidado com as plantas que as crianças aprenderam sobre o desenvolvimento dos negócios. “Eles escolheram o temperinho que mais agradou e a partir disso trabalhamos negócios, vendas, como lidar com o dinheiro, o que significa custo, preço, como surgiu o dinheiro, como funciona um cartão de crédito, o banco. Tudo de uma forma leve”, conta. Ao entregar a muda de tempero, os integrantes do Time Enactus proporcionaram uma oficina para explicar as diferenças entre os temperos, suas possibilidades de uso e quais cuidados são necessários. Nessa atividade, as e os estudantes elaboraram placas de identificação das plantas e suas características. As crianças também tiveram a oportunidade de participar de uma oficina de customização dos vasos, em que foram trabalhados aspectos da agregação de valor de um produto.

Aluna desenha placa de identificação do tempero Knor.
Placa de identificação da salsinha, com indicações de usos, cuidados e tempo de rega.
Vasos customizados pelas estudantes

Depois de cerca de quatro meses, as plantas, que eram cuidadas no dia-a-dia da escola, foram comercializadas em feiras de produtores, como a Polifeira, em Santa Maria, e a Feira do Produtor Rural, em Caçapava do Sul. Após a venda, as crianças decidiam o que fazer com o lucro.

Turma do quarto ano da EMEF Lourenço Dalla Corte com suas mudas de temperos
Estudantes vendem mudas na Polifeira do Agricultor, na UFSM
Estudantes vendem mudas na Polifeira do Agricultor, na UFSM

Josiane de Oliveira, professora na escola Dagoberto Barcellos, conta que seus alunos foram muito receptivos ao projeto da Escolinha de Negócios. Para ela, os encontros quinzenais agregaram muito no desenvolvimento do tema da educação financeira, que ela costuma abordar durante as aulas de matemática. “Acredito que os alunos desenvolveram o esperado, que foi desde a educação ambiental, de cuidar do meio ambiente, que eles precisaram cuidar e ter responsabilidade com a sua planta, e depois com a educação financeira, de comercializar a plantinha com todos os passos do preço, do lucro, do conhecimento das plantas”, descreve. Para Josiane, além do desenvolvimento da consciência ambiental e financeira, os alunos também aprenderam sobre como se comunicar e conversar com as pessoas, habilidade que foi fundamental para realizar as vendas das mudas no centro da cidade de Caçapava do Sul.

 

A partir da experiência, Kamilly Dias percebeu que as crianças não tinham muito conhecimento sobre questões básicas de finanças mas, ao mesmo tempo, havia curiosidade em aprender. “Eles desenvolveram sacadas bem legais a partir das percepções. Falávamos sobre salário, sobre CLT, uma pessoa que tem emprego fixo ou que é autônoma. E eles conseguiam se enxergar dentro disso: ‘Ah, meu pai é pintor, então ele é autônomo’”, explica Kamilly. 

 

A estudante acredita que a educação financeira deveria ser mais trabalhada na escola. “Conseguimos precificar quanto ia sair cada mudinha. Colocamos preço no vaso, na terra, no trabalho que eles tiveram, de cuidar, cultivar, regar. Colocamos preço e valor nessas coisas. E eles conseguiram chegar em um valor final que poderiam vender a plantinha. Eles entenderam que o custo da planta é um e que o lucro que iam ter é outro”, explica Kamilly. Ela também conta que, após a venda das plantas, algumas das crianças optaram por comprar sorvete, enquanto outras pensaram em usar o dinheiro para comprar mais mudas a fim de expandir o ‘negócio’. “Muitos disseram: ‘Ah, profe, eu vou pegar o valor do custo, comprar outras plantinhas, porque aí eu cultivo e vou ter de novo o meu lucro, mas também o valor do meu custo. Vou ganhar R$10,00 na minha planta e com isso eu vou gastar tanto e guardar o resto’”, lembra Kamilly.

Sustentabilidade e empreendedorismo social como bases do Time Enactus

O Time Enactus é uma organização internacional que tem 133 times somente no Brasil. De acordo com Débora Bobsin, coordenadora do Time na UFSM, o propósito é levar, para as universidades, o viés do empreendedorismo social. “Acontecem por meio da execução de projetos que olhem para problemas locais das suas comunidades e que gerem impacto para elas”, explica. Na UFSM, isso se executa por meio de ações de extensão, que é uma das formas de oficializar os times nas universidades. São cerca de 15 estudantes envolvidos, entre bolsistas e voluntários, de áreas como Psicologia, Química, Agronomia, Desenho Industrial, Ciências da Computação, Odontologia, Ciências Sociais, Engenharia de Telecomunicações e Educação Física.

 

Formado pelo tripé dos vieses do ambiental, do social e da sustentabilidade financeira, o Time Enactus tem essas temáticas como centrais. Também é por isso que as ações de extensão feitas pelo Time na UFSM têm esse enfoque: “E é muito difícil falar de empreendedorismo social sem falar de questões ambientais, entende? Quando partimos de um problema, eles estão imbricados. E vem pela demanda das escolas, que têm dificuldade de trabalhar questões ambientais de forma transversal”, conta Débora. Para ela, as duas temáticas estão entrelaçadas. “É difícil de desconectar. Pensa nos recicladores: eles trabalham com um negócio que é ambiental, que gera ingresso financeiro e é uma maneira de sustento e que minimiza problemas que nós [a sociedade] criamos”, reflete.

Outras ações de extensão

A ‘Escolinha de Negócios’ dá continuidade a uma iniciativa anterior do Time Enactus, o projeto Florescer. É uma das ações de extensão desenvolvidas pelo Time a partir dos recursos do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). De acordo com Débora e Kamilly, a experiência deve continuar em 2026 na escola Dagoberto Barcellos, de Caçapava do Sul, e com outra escola de Santa Maria. Débora também comenta que, no ano de 2026, o Time Enactus deve testar uma modalidade da ação com turmas do ensino médio, com o objetivo de discutir o empreendedorismo a partir da resolução de problemas da escola.

O projeto também tem materiais didáticos, como cartilhas, em processo de editoração, que vão permitir a aplicação do modelo da Escolinha de Negócios em outras escolas, como um guia para as e os professores. Além disso, também trabalham no desenvolvimento de dois jogos: o Ciclus, que trata do descarte correto de resíduos, e outro, de tabuleiro, sobre educação empreendedora, que está na fase de desenvolvimento.

Expediente:

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista voluntária.

Fotos: Time Enactus UFSM

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) esteve presente no evento Marco Zero do Programa CAPES Global, representada pelo Vice-Reitor, Tiago Bandeira Marchesan, e a Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Cristina Wayne Nogueira. O evento aconteceu em Brasília (DF) entre os dias 8 e 9 de abril. A iniciativa teve como objetivo dar início à execução do Programa CAPES Global.Edu, que visa fomentar redes de cooperação internacional entre instituições de ensino superior brasileiras e parceiros estrangeiros, fortalecendo a internacionalização da pesquisa e da pós-graduação no país.

A presença da UFSM no evento marca um avanço estratégico institucional, uma vez que a Universidade integra três propostas aprovadas no âmbito do CAPES Global, sendo uma delas na condição de instituição coordenadora e as outras duas como associada. O resultado evidencia a capacidade de articulação da UFSM em redes colaborativas e seu protagonismo na promoção de iniciativas de alcance internacional.

A participação no programa amplia as possibilidades de cooperação acadêmica, com impactos diretos na mobilidade de docentes, TAEs e discentes, no desenvolvimento de pesquisas em rede e no acesso a recursos para projetos estratégicos. Além disso, contribui para a qualificação dos programas de pós-graduação e para a projeção internacional da produção científica da Universidade.

O CAPES Global.Edu, vinculado ao Ministério da Educação (MEC), busca integrar instituições com diferentes níveis de internacionalização, promovendo o desenvolvimento de atividades conjuntas de pesquisa e pós-graduação. A implementação do programa ocorre por meio de cotas de bolsas de mobilidade acadêmica e financiamento na execução de projetos, incluindo apoio a missões internacionais e manutenção de pesquisas colaborativas. Há perspectiva de adesão da FAPERGS ao CAPES GLOBAL, com fomento à mobilidade nacional entre a UFSM e os parceiros brasileiros.

A inserção da UFSM no CAPES Global.Edu mostra seu compromisso institucional com a internacionalização, um dos desafios contemplados no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e trabalhados em cooperação entre a Reitoria, a PRPGP, a DRI e a rede cooperativa de instituições participantes.

Texto de: Victor Cesar Rodrigues Carvalho

Registros do evento

Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Professora Cristina Wayne Nogueira fala durante o evento Marco Zero Capes Global no auditório da CAPES em Brasília. No fundo da foto, um painel de madeira com a logo da CAPES no centro, em composição com as bandeiras de Brasília, do Brasil e da CAPES, nesta sequência, localizadas no canto esquerdo, e uma projeção realizada em um retângulo de lona com uma apresentação em slides.
Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Professora Cristina Wayne Nogueira fala durante o evento Marco Zero Capes Global
Apresentação da proposta coordenada pela UFSM projetada com o título: aliança inter-regional de internacionalização
Apresentação da proposta coordenada pela UFSM
Registro fotográfico com a presença de seis representantes da proposta coordenada pela UFSM. Ambos estão posicionados de pé, um ao lado do outro. Em meio a eles, os professores Tiago Bandeira Marchesan (Vice-Reitor) e Cristina Wayne Nogueira (Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa). O registro foi feito em uma salão aberto em tons marrons amadeirados e com um painel azul ao fundo, com desenhos de algumas pétalas em vários tons de azul.
Rede da proposta coordenada pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)
Registro fotográfico com a presença de oito representantes da proposta coordenada pela UNB. Ambos estão posicionados de pé, um ao lado do outro. Em meio a eles, os professores Tiago Bandeira Marchesan (Vice-Reitor) e Cristina Wayne Nogueira (Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa). O registro foi feito no auditório da CAPES, um ambiente em tons marrons amadeirados presente na parede ao fundo e nos elementos que compõem a sala. No chão um carpete cinza. No fundo da foto, um painel de madeira com a logo da CAPES no centro, em composição com as bandeiras de Brasília, do Brasil e da CAPES, nesta sequência, localizadas no canto esquerdo.
Rede da proposta coordenada pela UNB (Universidade de Brasília)
Registro fotográfico com a presença de seis representantes da proposta coordenada pela UFPE. Ambos estão posicionados de pé, um ao lado do outro. Em meio a eles, os professores Tiago Bandeira Marchesan (Vice-Reitor) e Cristina Wayne Nogueira (Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa). O registro foi feito em uma salão aberto em tons marrons amadeirados e com um painel azul ao fundo, com desenhos de algumas pétalas em vários tons de azul.
Rede da proposta coordenada pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/2026/04/06/quando-ensinar-tambem-transforma-quem-ensina-os-impactos-do-sumo-educacional-na-formacao-de-seus-integrantes Mon, 06 Apr 2026 18:59:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/?p=417 Entrar em uma sala de aula pela primeira vez, observar alguns alunos atentos — outros nem tanto —, e perceber que o conteúdo pode realmente influenciar a forma como essas pessoas lidam com o dinheiro é uma experiência marcante. Para muitos estudantes universitários, esse momento marca o início de uma transformação que vai além do aprendizado técnico. É nesse processo que a extensão universitária se mostra uma via de mão dupla: ao levar conhecimento à comunidade, também promove aprendizados profundos para quem ensina.

Essa é a realidade vivenciada pelos integrantes do Sumo Educacional, programa de extensão vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Criado com o objetivo de promover a educação financeira em escolas públicas, na formação de professores e junto a jovens em situação de vulnerabilidade social, o Sumo tem mostrado que seu impacto não se limita ao público externo. Ele transforma, de forma significativa, a trajetória acadêmica, profissional e pessoal de quem faz parte da equipe.

 

Aprender fazendo: a sala de aula como espaço de formação

Para muitos integrantes do Sumo, o primeiro contato com a extensão vem acompanhado de nervosismo. Ansiedade antes das aulas, receio de não conseguir engajar os estudantes ou de não dominar completamente o conteúdo fazem parte do processo. No entanto, esses sentimentos iniciais dão lugar, com o tempo, à autoconfiança, à satisfação e ao sentimento de realização.

Os relatos dos participantes mostram um percurso comum: a insegurança inicial vai sendo substituída pela percepção de que o conhecimento acadêmico ganha sentido quando aplicado na prática. Ao preparar aulas, adaptar a linguagem ao público e lidar com realidades sociais diversas, os estudantes desenvolvem habilidades que dificilmente seriam adquiridas apenas dentro da sala de aula da universidade. “Depois da aula, vem um sentimento de missão cumprida”, relatou uma das participantes. “A gente sai cansado, mas com a certeza de que aquilo fez diferença para alguém.”

Educação financeira que começa em casa

Um dos efeitos mais recorrentes observados entre os integrantes do Sumo é a mudança na própria relação com o dinheiro. Planejamento financeiro, controle de gastos, uso consciente do crédito e organização do orçamento deixam de ser apenas conceitos ensinados e passam a fazer parte do cotidiano deles.

A maioria dos participantes relata melhorias em seu comportamento financeiro. Alguns passaram a usar planilhas, outros começaram a poupar ou a refletir mais antes de consumir. Para muitos, o contato direto com a realidade das escolas públicas e com jovens em situação de vulnerabilidade ampliou a consciência sobre desigualdade e endividamento no Brasil, reforçando a importância social da educação financeira.

Essa vivência prática também rompe “bolhas”. Ao sair do ambiente universitário e atuar em escolas e instituições sociais, os integrantes

passam a compreender melhor os desafios enfrentados por grande parte da população brasileira.

Muito além do conteúdo: desenvolvimento humano e profissional

Os impactos do Sumo Educacional não se restringem ao campo financeiro. Os participantes destacam ganhos expressivos em habilidades como comunicação, oratória, liderança, trabalho em equipe, empatia e organização. Muitos relatam que aprenderam a falar em público, a se posicionar com mais segurança e a lidar com diferentes perfis de pessoas.

Além disso, a estrutura interna do programa permite que os estudantes atuem também na gestão, comunicação, expansão e organização das atividades. Essa vivência proporciona uma formação interdisciplinar, aproximando os integrantes de experiências semelhantes às do mercado de trabalho, mas com um forte componente social.

“O Sumo me mostrou que eu posso usar o que aprendo na Universidade para transformar realidades”, resumiu um participante. “E isso muda a forma como a gente se vê como estudante e como cidadão.”

Extensão como permanência e pertencimento

Outro aspecto relevante destacado pelos integrantes é o papel da extensão na permanência universitária. O sentimento de pertencimento, a criação de vínculos sociais e a percepção de utilidade social fazem com que muitos estudantes se sintam mais motivados a permanecer na universidade.

Para alguns, a participação no Sumo foi decisiva para não desistir da graduação. A possibilidade de aplicar o conhecimento, de receber bolsas de extensão e de fazer parte de um grupo com propósito claro fortalece o vínculo com a instituição e reduz a sensação de distanciamento entre universidade e sociedade..

Uma via de mão dupla que gera impacto social

Os resultados do estudo que embasa este texto mostram que os próprios integrantes percebem o Sumo Educacional como fortemente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à educação de qualidade, redução das desigualdades e trabalho decente.

Ao ensinar educação financeira, os estudantes aprendem sobre o conteúdo, sobre si mesmos e sobre a sociedade. A extensão deixa de ser apenas uma atividade complementar e passa a ser um espaço central de formação cidadã, acadêmica e humana.

A experiência do Sumo Educacional reforça uma ideia fundamental: quando a universidade se abre para a comunidade, ela não apenas cumpre seu papel social, mas também se transforma. E, nesse processo, forma profissionais mais conscientes, preparados e comprometidos com a realidade que os cerca. No fim das contas, ensinar também é aprender. E, no Sumo, essa lição é vivida todos os dias.

Texto: Natali Cassola, integrante do Sumo e doutoranda na PUCRS

Edição: Luciane Treulieb

Ilustração: Evandro Bertol

Imagens em sala de aula capturadas do vídeo do Sumo Educacional

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio de uma parceria entre o Comitê de Igualdade de Gênero e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), promoveu, na tarde de 31 de março de 2026, o seminário Políticas de Equidade na Pós-Graduação. O evento reuniu coordenadores de Programas de Pós-graduação para discutir as desigualdades estruturais e estratégias institucionais voltadas à promoção da equidade na pós-graduação Stricto sensu. Com a participação das professoras Fernanda Staniscuaski (UFRGS) e Ana Luisa Araujo de Oliveira (UNIVASF), integrantes do Comitê de Permanente de Ações Estratégicas para Equidade de Gênero com suas Interseccionalidades da CAPES, foram apresentadas as recomendações deste Comitê para a avaliação quadrienal dos programas de pós-graduação.

Durante a programação, a professora Fernanda Staniscuaski abordou o cenário atual de baixa representatividade de mulheres em cargos de gestão na educação e na ciência brasileira, as causas da desigualdade de gênero, os estereótipos de gênero, assédio e parentalidade, além de apresentar o novo Comitê Permanente encarregado deste tema na CAPES, e suas recomendações para a avaliação quadrienal dos programas de pós-graduação.  

Destacou-se ainda, a apresentação da professora Ana Luisa Araujo de Oliveira, vinculada ao Observatório das Políticas Afirmativas Raciais (Opará) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), que abordou a temática Raça e Gênero na Carreira Docente. A pesquisadora apresentou dados recentes que evidenciam a persistência de desigualdades raciais e de gênero no ensino superior brasileiro.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), pessoas negras e indígenas correspondem a 44,26% dos concluintes do ensino superior. No entanto, essa presença não se reflete na composição do corpo docente das instituições públicas, onde esse grupo soma apenas 29,5%. A desigualdade se intensifica na análise de gênero: mulheres negras representam somente 12,9% do total de docentes, evidenciando barreiras estruturais que limitam o acesso e a progressão na carreira acadêmica.

Durante o seminário, também foram discutidas propostas para o enfrentamento do racismo nas universidades. O debate evidenciou a necessidade de avançar na implementação de políticas de equidade na pós-graduação, reforçando o compromisso institucional com a construção de um ambiente universitário mais inclusivo, diverso e socialmente comprometido.

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) é uma das poucas instituições do país com três propostas aprovadas na primeira edição do CAPES-Global.Edu, programa federal de internacionalização da pós-graduação lançado em 2025. A universidade também coordena uma das iniciativas contempladas.

O resultado final foi divulgado na sexta-feira (20) e confirmou o deferimento do recurso apresentado na proposta liderada pela UFSM. Na divulgação preliminar, o projeto havia sido classificado na 24ª posição, em uma lista com 23 propostas aprovadas inicialmente. Após a análise do recurso, o resultado foi revisto e a proposta passou a integrar o conjunto selecionado.

Novo modelo

O CAPES-Global.Edu substitui o Programa Institucional de Internacionalização Capes-PrInt, criado em 2018. A principal mudança está no formato de participação: no modelo anterior, cada universidade submetia sua proposta individualmente; nesta edição, passou a ser obrigatória a formação de redes compostas por instituições de diferentes regiões do país.

Proposta coordenada pela UFSM

Na proposta que coordena, a UFSM lidera uma rede formada pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal do Tocantins (UFT), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) e Universidade de Brasília (UnB). As instituições estão situadas nas regiões Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reúnem, ao todo, 47 Programas de Pós-Graduação (PPGs).

O projeto organiza as atividades da rede a partir das áreas de atuação de cada instituição: a UEPB em desenvolvimento regional e inovação social; a UFT em biodiversidade e agricultura tropical; o IFMT em formação técnica e energias renováveis; e a UnB em saúde global integrada e pesquisa interdisciplinar.

Outras iniciativas contempladas

Entre os projetos aprovados com participação da UFSM está a Rede Global de Pesquisa para Cooperação e Desenvolvimento, coordenada pela Universidade de Brasília (UnB). A iniciativa reúne instituições das cinco regiões do país e soma 165 Programas de Pós-Graduação, organizados em cinco eixos temáticos, com foco na mobilidade acadêmica, na consolidação de parcerias internacionais e na redução de assimetrias regionais.

A UFSM também integra a rede Tecnologias Convergentes para a Sustentabilidade, Inclusão e Cooperação Global, coordenada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A proposta é estruturada em três temas estratégicos voltados à inovação sustentável, à transição energética e à inclusão social, com articulação internacional e atuação interdisciplinar.

Recursos e distribuição

O planejamento financeiro da proposta coordenada pela UFSM contempla missões internacionais, ações institucionais e bolsas no período de 2026 a 2029. Para 2026, estão previstas três missões, e quatro por ano entre 2027 e 2029, com valores anuais entre R$ 100 mil e R$ 190 mil.

Para ações institucionais, o orçamento é de R$ 25 mil em 2026 e de R$ 21 mil nos três anos seguintes. As bolsas destinam R$ 77.762,00 por ano à capacitação no exterior, totalizando R$ 311.048,00 no período.

Para reduzir a assimetria regional, os recursos do Comitê Gestor foram distribuídos igualmente entre as cinco instituições, embora a UFSM concentre 60% dos PPGs envolvidos na proposta. A divisão direciona proporcionalmente mais recursos às instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e permite a realização de missões e eventos institucionais conjuntos.

Com a confirmação do resultado final, a UFSM passa a integrar três projetos aprovados na primeira edição do CAPES-Global.Edu, incluindo a proposta que coordena. É, também, a única federal da região sul a aprovar três projetos na iniciativa. A seleção consolida a participação da universidade no novo modelo de cooperação em rede estabelecido pelo programa.

 

Texto: Clara Basso, estudante de jornalismo, e Pedro Pereira, jornalista
Edição: Gabinete da Reitoria e Agência de Notícias

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Informamos a todos os interessados que o Programa de Pós-Graduação em Física (PPGFIS) está recebendo solicitações de credenciamento de novos docentes e de recredenciamento dos docentes atuais, seguindo normas regidas pelo ATO NORMATIVO Nº 01/2024 – PPGFIS/UFSM.

Os pedidos podem ser encaminhados até o dia 30/03/2026 para o e-mail pgfisica@55bet-pro.com, acompanhados do currículo lattes do docente interessado e de planilha na qual estejam
computadas as produções científicas que deverão ser consideradas para análise, incluindo, no mínimo: fator de impacto, DOI, revista, volume, página e ano. Para acesso ao documento completo, acesse este link.

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A Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa torna público o Edital de Estudante Especial de PG n. 005/2026/PRPGP/UFSM para solicitação de matrícula na categoria de Estudante Especial I de Pós Graduação, referente ao 1º semestre letivo de 2026.

O período de inscrições e envio da documentação à solicitação de matrícula na categoria de Estudante Especial I de Pós-Graduação, via web no Portal do Estudante Especial, é de 06 a 23 de fevereiro de 2026.

As dúvidas referentes as disciplinas devem ser tiradas diretamente com os cursos que as ofertam e as formas de contato podem ser obtidas no menu Pós-Graduação, página Cursos onde os cursos estão organizados por nível (Especialização, Mestrado e Doutorado).

Dúvidas referente ao edital podem ser direcionadas ao setor de Controle Acadêmico de Pós-Graduação da PRPGP no e-mail ingresso.prpgp@55bet-pro.com.

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O Programa de Pós-Graduação em Ensino de Geografia em Rede Nacional (PROFGeo) celebra uma conquista extraordinária ao obter nota 4 no conceito CAPES já em sua primeira avaliação. O resultado é muito significativo para um programa de mestrado com poucos anos de criação, visto que a nota máxima permitida para programas novos é 5.


Esse desempenho confirma a solidez do projeto acadêmico-pedagógico, resultado de um trabalho coletivo em sua estruturação, fortalecendo ainda mais a formação docente continuada e a pesquisa em Ensino de Geografia.


Parabenizamos a Coordenação Nacional, na figura do Prof. Marcelo Cervo Chelotti, e toda a equipe: instituições associadas, coordenações, docentes, técnicos-administrativos e estudantes que fazem parte desta conquista!

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/01/14/ufsm-tem-70-dos-programas-de-pos-graduacao-consolidados-e-dobra-o-numero-de-cursos-de-excelencia Wed, 14 Jan 2026 14:03:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71864

Os resultados da Avaliação Quadrienal da CAPES de 2025 reafirmam a excelência da UFSM na pós-graduação. Com um planejamento estratégico sólido e muito trabalho, a Instituição alcançou marcos históricos: 70% dos programas de pós-graduação (PPGs) já estão consolidados e o número de cursos considerados de excelência dobrou.

Dos 61 PPGs avaliados, houve um aumento de sete para 15 no número de programas de excelência (notas 6 e 7), com aumento de 11,7% para 24,6% do total, alavancado pelo número de programas nota 6 (16,4%), sendo que oito PPGs aumentaram para nota 6.

Os PPGs consolidados hoje representam cerca de 70%, com aumento no percentual de PPGs da UFSM nota 5+ de 51,7% para 67,2%. Também houve um aumento de 2% no número de PPGs nota 5 - 11 atingiram a consolidação.

Além disso, houve a redução de aproximadamente 30% no número de PPGs nota 4 e de 50% no número de PPGs nota 3.

Dos 61 programas avaliados, três não são sediados na UFSM: PROFHistória, PROFMAT e Educação em Ciências Química da Vida e Saúde.

A Avaliação Quadrienal da CAPES é o processo que analisa a qualidade dos programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil a cada quatro anos, atribuindo notas de 1 a 7 para cada programa com base em indicadores de desempenho, produção científica e qualificação do corpo docente. As avaliações anteriores haviam sido realizadas em 2017 e 2021.

Destaques específicos da UFSM na Avaliação Quadrienal:

  • PROFGEO - PPG novo, em Rede Nacional coordenada pela UFSM, que teve sua primeira avaliação, recebendo diretamente a nota 4;

  • PPG Matemática - PPG antigo que estava estagnado na nota 3 durante três ciclos avaliativos. Teve aumento da nota para 4, fruto de um processo de reestruturação;

  • PPG em Engenharia Civil e Ambiental - Curso resultante da fusão dos PPGs em Engenharia Ambiental e Engenharia Civil, atingiu a excelência (nota 6) após um processo de fusão;

  • PPG em Agronegócios - Primeiro PPG consolidado no 55BET Pro Palmeira das Missões;

  • PPG em Educação Profissional e Tecnológica - Primeiro PPG consolidado do CTISM;

  • PPG Ciências Odontológicas - Primeiro PPG de excelência do CCS;

  • PPG em Comunicação e PPG em Filosofia - Primeiros PPGs de excelência do CCSH;

  • PPG em Agricultura de Precisão - Primeiro PPG consolidado do Colégio Politécnico.

Trabalho coletivo e planejamento estratégico

A pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da UFSM, Cristina Nogueira, destaca que as conquistas na Avaliação Quadrienal da CAPES são resultado do trabalho de toda a comunidade acadêmica envolvida com a pós-graduação e de um planejamento estratégico de gestão desenvolvido nos últimos quatro anos. 

Ela cita ações como a retomada dos seminários de autoavaliação e planejamento na pós-graduação, o primeiro edital de fomento à pos-graduação, com política de fusão de programas e inserção de jovens doutores nos PPGs, e um edital objetivando o fortalecimento e fomento dos braços de PPGs nos demais campi. Também destaca a grande captação em projetos de pesquisa, em parceria com a Proinova, assim como a captação de recursos para a extensão, com impacto social.

Artes gráficas: Daniel Michelon De Carli

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O Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica (PPGBTox) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) alcançou o conceito 7 – nota máxima da CAPES – na Avaliação Quadrienal (2021–2024), consolidando-se entre os programas de excelência internacional da pós-graduação brasileira.

O conceito 7 representa a nota máxima de reconhecimento, atribuído apenas a programas que demonstram desempenho acadêmico e científico excepcional, com produção de alto impacto, forte inserção internacional, formação qualificada de recursos humanos, liderança científica e contribuição relevante para a sociedade com mecanismos de solidariedade reconhecidos. A conquista posiciona o PPGBTox como uma das principais referências nacionais e latino-americanas em diferentes áreas do conhecimento, tais como bioquímica, toxicologia, neurociências, farmacologia experimental, saúde ambiental e educação em ciências.

O resultado reflete um trabalho coletivo e contínuo. Ao longo dos anos, o corpo docente do PPGBTox construiu uma base científica sólida, sustentada por projetos competitivos, redes internacionais de colaboração e publicações em periódicos de grande relevância e impacto. O corpo discente teve papel central nesse processo, sendo protagonista na produção científica, no desenvolvimento de metodologias inovadoras e na participação ativa em congressos, intercâmbios e ações de extensão. A secretaria e o colegiado do PPGBTox foram igualmente essenciais para garantir o funcionamento eficiente, a organização acadêmica e a coordenação de atividades estratégicas do Programa. A participação ativa dos bolsistas de comunicação teve um importante papel na organização das páginas oficiais e divulgação das atividades do PPGBTox pelo site e Instagram do PPGBTox ao longo do período, bem como no auxílio para a realização de eventos do Programa. 

É importante também destacar os egressos do PPGBTox, hoje inseridos em universidades, centros de pesquisa, indústria, hospitais e órgãos públicos no Brasil e no exterior. Nossos titulados constituem uma parte fundamental desse reconhecimento, levando a marca da UFSM e a formação de excelência do Programa para diferentes contextos científicos, tecnológicos e sociais.

A gestão acadêmica do PPGBTox, em articulação com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e a administração superior da UFSM, teve papel estratégico ao assegurar planejamento, políticas institucionais, apoio à internacionalização e às atividades de pesquisa, criando um ambiente favorável à consolidação do Programa em um cenário nacional altamente competitivo.

Mais do que uma nota, o conceito 7 representa o reconhecimento de um projeto acadêmico coletivo, comprometido com a excelência, a inovação e a formação de pesquisadores capazes de enfrentar os grandes desafios contemporâneos em saúde, meio ambiente e desenvolvimento científico-tecnológico.

Com essa conquista, o PPGBTox reafirma seu papel como um dos principais polos de produção de conhecimento e formação avançada em Bioquímica e Toxicologia no Brasil, projetando o interior do estado do Rio Grande do Sul, em especial a cidade de Santa Maria e UFSM no cenário internacional da ciência.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/2026/01/12/projeto-da-ufsm-amplia-atuacao-com-a-comunidade-montanha-russa Mon, 12 Jan 2026 23:40:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/?p=406 Em meados de 2025, Daiane Ribas dos Santos — moradora da comunidade Montanha Russa e, à época, cozinheira da escola da região — fez um pedido à equipe do Coletivo Fluir: que o trabalho realizado com as crianças dentro da escola também chegasse aos demais moradores. A associação comunitária da qual ela fazia parte poderia ser o local para esses encontros. A partir dessa demanda, o projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria passou a ocupar novos espaços.

Criado em 2024, o Coletivo Fluir é um projeto de extensão desenvolvido por professores e estudantes da UFSM, voltado à defesa das infâncias em contextos de vulnerabilidade social. Inicialmente, a iniciativa atuava em três instituições da rede pública municipal, com foco na formação da comunidade escolar e no cotidiano das crianças pequenas.

A presença regular dos universitários nesses territórios — em especial na Escola Municipal de Educação Infantil Montanha Russa — fez com que as ações desenvolvidas com as crianças começassem a repercutir para além do ambiente escolar. “A proposta de aproximação surgiu da necessidade que a comunidade tem de troca de conhecimento e desenvolvimento”, afirma Daiane.

[caption id="attachment_408" align="aligncenter" width="800"] Integrantes do Coletivo Fluir em diálogo com moradores da comunidade Montanha Russa[/caption]

Território Andarilho: escuta antes da ação

A partir desse pedido, o Coletivo Fluir passou a estruturar o Território Andarilho da Comunidade Montanha Russa, um desdobramento do projeto que deslocou parte das ações para fora da escola e passou a concentrar encontros, oficinas e atividades na sede da associação comunitária.

Na prática, o Território Andarilho se consolidou como uma forma de atuação baseada na escuta da comunidade e na presença continuada da universidade no bairro. Desde o início, a equipe optou por não chegar ao território com propostas fechadas. O primeiro passo foi apresentar o Coletivo e ouvir os moradores.

“Nós fomos dialogar com as pessoas, apresentar o projeto — como a Dai nos pediu —, mas, ao mesmo tempo, queríamos ouvir quais eram as demandas e dificuldades da comunidade”, explica Taciana Segat, professora da UFSM e coordenadora do Coletivo Fluir.

Segundo ela, o contato inicial com a comunidade também foi marcado por incertezas sobre como o projeto poderia contribuir naquele contexto. “A gente foi um tanto sem saber exatamente como poderia ajudar”, afirma.

Com o avanço dos encontros e das conversas com moradores e lideranças locais, novos desafios começaram a emergir — muitos deles não visíveis a partir da experiência restrita ao espaço escolar. “Existia mais vulnerabilidades do que a gente imaginava”, relembra Leandra Possa, docente da UFSM e integrante do Fluir.

Cuidar das crianças exige olhar para o entorno

O contato direto com a comunidade levou os integrantes do projeto a rever alguns dos seus pressupostos. A equipe percebeu que a atuação centrada nos bebês e crianças pequenas não seria suficiente para enfrentar situações de vulnerabilidade mais amplas. “Trabalhar com crianças envolve trabalhar com adultos”, reconhece Taciana.

Ao aprofundar o diálogo no território, o coletivo percebeu que muitos dos adultos que hoje cuidam das crianças também viveram infâncias marcadas por vulnerabilidade. “São adultos que tiveram infâncias vulneráveis e que hoje participam da formação de crianças que vivem situações semelhantes. Isso foi complexificando o projeto”, explica Leandra.

A partir dessa compreensão, o Fluir reorganizou sua atuação: as crianças seguem no centro do projeto, mas passaram a ser pensadas em relação com as famílias, os adultos e as condições de vida do território. Essa leitura ampliada fez com que o projeto passasse a operar em diferentes frentes ao mesmo tempo. Enquanto aprofundava a atuação no território, o Fluir manteve as ações nas escolas e a disciplina de extensão em funcionamento. Para o grupo, o trabalho com as infâncias não se restringe a um único espaço. “A gente está pensando em como transformar os lugares onde as crianças vivem e moram em espaços mais seguros para crianças e adultos”, afirma a coordenadora do Fluir.

Ações no território: presença, escuta e construção coletiva

As ações do Território Andarilho da Comunidade Montanha Russa se estruturam a partir da presença contínua do Coletivo Fluir no bairro. Entre as atividades estão oficinas coletivas, momentos de convivência e escutas com moradores de diferentes idades, realizadas principalmente no espaço da associação comunitária.

[caption id="attachment_409" align="alignleft" width="400"] Caminhada realizada pelo território[/caption]

Além dos encontros, a aproximação com a comunidade incluiu uma caminhada junto com moradores. A proposta era conhecer o território a partir de quem vive ali, percorrendo ruas, acessos e trajetos cotidianos que organizam a vida das famílias. Segundo Taciana Camera Segat, a parceria com as professoras da escola foi decisiva para que a atividade acontecesse. “Sem esse trabalho conjunto, não teria sido possível.”

Durante a caminhada pelo bairro, a equipe identificou obstáculos enfrentados pelas famílias que não se evidenciam no ambiente escolar.“Quando a gente subiu o morro, ficou muito mais claro o que uma mãe precisa enfrentar para levar uma, duas, três crianças, mochila, guarda-chuva, para chegar até a escola”, relata Márcia Cardona, egressa da UFSM e integrante do Coletivo Fluir. Segundo ela, a experiência reforçou a necessidade de compreender as infâncias para além da escola. “Só dentro da escola, a gente tem uma abrangência muito pequena da vida das crianças.”

Outra ação de destaque realizada pelo Coletivo Fluir foi uma oficina para a criação da marca da comunidade Montanha Russa. Conduzida por Andrei Lopes, doutorando integrante do projeto, a atividade reuniu crianças, jovens, adultos e idosos em torno da construção coletiva de uma identidade visual para a vila.

[caption id="attachment_410" align="alignright" width="400"] Moradores participam de uma oficina oferecida pelo Fluir para discutir a logo da comunidade[/caption]

Ao longo dos encontros, a proposta se ampliou. Entre lápis de cor, desenhos e pinturas, os participantes passaram a compartilhar memórias e histórias do bairro, transformando a oficina também em um espaço de escuta e troca coletiva.

A aproximação com os moradores também revelou entraves burocráticos que dificultavam a organização comunitária. Um deles era a situação da Associação de Moradores, que não possuía CNPJ formalizado. A partir dessa demanda, o projeto articulou o contato com estudantes do curso de Direito da UFSM, que passaram a auxiliar a associação na compreensão dos trâmites legais necessários para a regularização.

Segundo Taciana, esse tipo de ação evidencia um papel assumido pelo projeto ao longo do processo: o de mediação entre as demandas da comunidade e os acessos institucionais que a Universidade possui. “A gente tem oportunidades de formação, de trânsito e de acesso que muitas pessoas da comunidade não têm. Nosso papel é construir essa ponte a partir da Universidade com a sociedade”, afirma a coordenadora do Fluir.

O semestre de atividades culminou, no início de dezembro, com uma grande festa comunitária realizada na Associação de Bairro, reunindo cerca de 300 pessoas. O evento funcionou como momento de encontro, devolutiva das ações e convivência.

Quando o território transforma a universidade

A experiência no Território Andarilho também produziu efeitos dentro da própria Universidade, especialmente na formação dos estudantes envolvidos no projeto. Ao lidar com demandas que não cabem em respostas prontas, o trabalho no território passou a tensionar modos tradicionais de fazer extensão e a forma como o conhecimento é construído e compartilhado.

Para Leandra Possa, o impacto do Território Andarilho não se dá apenas no sentido da Universidade em direção à comunidade. “A gente fala muito do impacto da universidade na comunidade. Mas o que esse projeto tem mostrado é o impacto da comunidade na Universidade, na nossa formação”, afirma.

Segundo as integrantes do Coletivo Fluir, esse impacto aparece de forma direta no percurso formativo dos alunos, que passam a confrontar, no território, os limites do que aprendem em sala de aula. “Um projeto como esse impacta inclusive nas nossas aulas e na nossa possibilidade de dialogar com os estudantes universitários sobre o que vivemos no bairro”, relata Taciana. 

Nesse processo, a extensão deixa de ser entendida como aplicação de um saber pronto e passa a exigir escuta, negociação e construção conjunta. Para o grupo, assumir esse lugar implica reconhecer limites e aceitar o caráter experimental da extensão. Para as participantes, esse é o papel da universidade pública: criar condições, sustentar diálogos e construir junto, mesmo quando os caminhos não estão dados de antemão.

Próximos passos: dados, políticas públicas e continuidade

Para 2026, o Coletivo Fluir prevê a continuidade das ações nas escolas, da disciplina de extensão e das atividades no território. Ao mesmo tempo, a equipe identificou a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre a realidade da Comunidade Montanha Russa a partir da produção de dados mais sistematizados.

“Agora a gente percebeu a necessidade de construir um instrumento de levantamento de dados, de ir casa a casa, conversar com as pessoas, para entender o que a universidade pode fazer e o que é responsabilidade do poder público”, explica Leandra.

A proposta é que esse levantamento possa subsidiar tanto ações da Universidade quanto a formulação de políticas públicas, a partir do diálogo com a prefeitura e a Câmara de Vereadores.

Reportagem: Luciane Treulieb

Fotografias: Coletivo Fluir

 

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No início de novembro, a Jornada Acadêmica Integrada Mirim (JAI Mirim) recebeu pequenos cientistas do ensino infantil e fundamental no Museu do Conhecimento da UFSM. Dentre os projetos presentes no evento, um dos destaques foi o Memorar - Memorial das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia. Foi a estreia de totens digitais interativos, adquiridos com recursos do Pró-Equipamentos, projeto parceiro financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Por meio dos totens, as crianças puderam visualizar e interagir com histórias em quadrinhos, quizzes, imagens das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e mapas que mostram o movimento das águas no estado.

Criança interage com totem durante JAI Mirim, na UFSM.

O professor Adriano Figueiró é do Departamento de Geografia da UFSM e coordena o projeto Memorar. Segundo ele, mais de 300 pessoas, entre crianças e professores, passaram e interagiram com os totens. “Todo mundo ficou bastante impactado e surpreso com o conteúdo que observaram. Eu acho que isso cumpriu um primeiro objetivo [do projeto], que é justamente a sensibilização”, afirma Adriano.

 

Os totens funcionam como ferramentas de divulgação científica e difusão do conhecimento sobre mudanças e resiliência climática, pois permitem compreender, visualizar e interagir com explicações sobre causas e efeitos dos eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. “A partir da mudança climática, nós transformamos o extraordinário em ordinário”, declara Adriano. Para o professor, esse entendimento é importante para sensibilizar e conscientizar diferentes gerações. Crianças, adolescentes e jovens, que no momento são os públicos-alvo do projeto, têm mais facilidade de compreender a seriedade do fenômeno por terem nascido imersos nesta complexidade. Consequentemente, tem mais possibilidade de incorporar práticas sustentáveis no seu dia a dia.

 

Por outro lado, por não ter presente a vivência da memória de eventos climáticos extremos que já aconteciam no século passado, a noção de urgência e de planejamento de ações a longo prazo encontra mais dificuldades. Já para os adultos, essa mesma característica dificulta a compreensão da mudança climática, uma vez que enchentes, estiagens, chuvas de granizo e vendavais já causavam destruição em décadas passadas. “Mas a partir do momento em que eles começam a compreender que a mudança climática é, na verdade, a intensificação dos fenômenos extraordinários que sempre aconteceram, eu diria que eles são parceiros mais fáceis de serem incorporados, porque têm uma noção  de mundo que os jovens não têm”, explica Adriano.

 

Foram adquiridos dez totens que atualmente estão no Museu do Conhecimento da UFSM. No entanto, de acordo com Adriano, futuramente alguns deles podem ser instalados no Memorial da Resiliência Climática, objetivo principal do projeto e que está em fase de planejamento.

Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho

A fim de ampliar a visibilidade do projeto, o Memorar QC inaugurou na semana passada a mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’ no hall do Centro de Ciências Naturais e Exatas. “O nosso objetivo é tentar partir de diferentes instrumentos para sensibilizar diferentes grupos da comunidade”, diz Adriano. São 20 fotos das enchentes de 2024 selecionadas a partir de materiais midiáticos, que também são dados coletados pelo projeto. Estas fotografias representam a tragédia. Por outro lado, Adriano afirma que a ideia da mostra surgiu para fazer uma espécie de contrapeso, já que a atuação no projeto exige reviver a catástrofe e rememorar a tragédia. Por isso, criaram um concurso fotográfico para selecionar fotos de paisagens da Quarta Colônia, que significam o Sonho. “[Serve] para que as pessoas possam perceber o potencial dessas paisagens para construir a vida”, declara.

“A paisagem da Quarta Colônia é excepcionalmente linda. Mas quando você confronta essas duas realidades, ou seja, uma paisagem linda e uma paisagem submetida a uma catástrofe, nós percebemos que a passagem de uma paisagem linda para uma de perigo, morte e destruição, é uma passagem muito rápida, que pode se dar num tempo muito curto. Por isso temos que criar estratégias para tentar evitar que o impacto seja tão grande como foi em 2024”. - Adriano Figueiró, coordenador do projeto.

Para Adriano, este comparativo demonstra que, para além da tragédia, aquela paisagem tem capacidade de resiliência e recuperação. A mostra fotográfica é itinerante e será levada para diferentes espaços da UFSM, de escolas e da Quarta Colônia em 2026.

Mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).
Mostra fotográfica reúne imagens das paisagens da Quarta Colônia antes e depois das enchentes de 2024.

Memória como ferramenta para o futuro

O nome do projeto já informa um de seus objetivos: transformar a enchente em memória. Adriano explica que, apesar de ser um processo doloroso, rememorar as paisagens e consequências das enchentes de 2024 é necessário. “Costumamos dizer que a memória é a única coisa que efetivamente consegue ligar o passado ao presente, para construir o futuro”, declara. Por isso ela se torna ferramenta de conscientização: permite compreender a noção da passagem do tempo. “[Ela] nos permite ter a noção de onde as coisas vieram, de como chegaram até aqui, do que aconteceu lá atrás, porque esse processo se repete no tempo. E se não temos a memória, não temos a compreensão de repetição”, conta Adriano. Isso é importante para compreender, inclusive, a intensificação de fenômenos climáticos extremos. 

“Esse é o princípio para nós. Vivemos um momento, na sociedade planetária, submetido a um modo de produção capitalista, em que a memória tende a ser sistematicamente apagada porque quando temos um indivíduo sem memória, ele é mais vulnerável para o processo do consumo, da construção de imaginários que não são reais”, finaliza Adriano.

Um dos instrumentos para a preservação da memória das enchentes será o Memorial da Resiliência Climática, cuja previsão de instalação é para o próximo ano.

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Fotografias: Memorar Quarta Colônia

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A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), está selecionando estudantes bolsistas para atuação no Vestibular UFSM e no Processo Seletivo Seriado (PSS). As provas acontecerão nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026.

Podem participar da seleção alunos(as) de graduação da UFSM, bem como alunos(as) de pós-graduação da instituição, em nível de especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado.

As inscrições para atuação em alguns municípios foram prorrogadas até o dia 21 de dezembro de 2025. As pessoas classificadas podem dispor de outra bolsa institucional, por se tratar de bolsa eventual.

O Edital 106/2025 e o Painel de Inscrições estão disponíveis no site 55bet-pro.com/prograd/editais. Outras informações podem ser solicitadas ao Núcleo de Ingresso e Seleção Acadêmicos, pelo email falecom@nisa.55bet-pro.com

 

 

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O Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da UFSM reafirmou sua posição de excelência internacional. No dia 21
de novembro, o programa realizou mais uma defesa de tese de doutorado conduzida integralmente em língua inglesa. O PPGQ é um dos poucos no país a manter a nota 7 na CAPES, conceito que indica desempenho equivalente aos mais importantes centros internacionais de ensino e pesquisa.

A defesa ocorreu em formato híbrido, no auditório do prédio CEPETRO (67A) e com transmissão via Google Meet. A tese, intitulada "Cavitation-assisted oxidation processes for the degradation of pharmaceuticals in water and wastewater" ("Processos oxidativos assistidos por cavitação para a degradação de fármacos em água e efluentes"), foi desenvolvida pelo doutorando Thiago Castanho Pereira, sob orientação do professor Érico Marlon de Moraes Flores, orientador do PPGQ. O estudo contou com colaboração direta de pesquisadores da Universidade de Turim (Itália).

Segundo Fábio Duarte, coordenador do PPGQ, a banca examinadora refletiu o alto nível das parcerias do PPGQ, contando com a presença de Giancarlo Cravotto (Universidade de Turim), autoridade mundial no uso de micro-ondas e ultrassom para intensificação de processos industriais, e Ricardo Torres-Palma (Universidade de Antioquia, Colômbia), um dos pesquisadores latino-americanos mais citados na área de tratamento de esgotos via processos oxidativos avançados e editor de periódicos de elevado fator de impacto.

A banca foi completada pela professora da UFSM Paola de Azevedo Mello, também pesquisadora do PPGQ, que se destaca por ter sido recentemente agraciada com o prêmio internacional PhosAgro/UNESCO/IUPAC Research Grant in Green Chemistry (2024).

Para Thiago, “defender a tese em inglês e com uma banca examinadora de grande reputação é uma honra e está em conformidade com as ações de internacionalização do PPGQ”.

O PPGQ é reconhecido como pioneiro na internacionalização de defesas de pós-graduação da UFSM. Em março de 2008, aconteceu a primeira defesa de doutorado da Universidade em língua estrangeira: Júlio Cezar Paz de Mattos, também orientado por Érico, defendeu a tese em inglês, com a participação presencial de Viliam Krivan (Universidade de Ulm, Alemanha), um dos maiores especialistas na área de análise direta de sólidos por espectrometria atômica.

Já em setembro de 2021, a doutoranda Alessandra Schneider Henn, também orientada por Érico, defendeu a primeira tese de doutorado com todo o processo conduzido, integralmente, em língua estrangeira da UFSM, com a presença de Zoltan Mester (National Research Institute, NRC, Canadá) e Frank Vanhaecke (Ghent University, Bélgica) na banca examinadora, ambos especialistas na área de análise isotópica.

Além disso, o PPGQ/UFSM foi pioneiro em realizar defesas de mestrado em inglês, sendo Vinícius Picoloto de Souza o primeiro aluno a defender em inglês, com a presença de Jan Kratzer (Czech Academy of Sciences, República Tcheca), seguido do aluno Gustavo Gohlke, com a participação de Ralph Sturgeon (National Research Institute, NRC, Canadá), ambos orientados pelo professor Érico Flores.

Foto: Divulgação

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A produção de erva-mate começa a ganhar novos desdobramentos na região de Palmeira das Missões – município do noroeste do Rio Grande do Sul reconhecido como “berço da erva-mate” por uma lei estadual. O que antes era visto principalmente como atividade agrícola passou a ser entendido como oportunidade de desenvolvimento regional.

“A nossa região tem muita capacidade para o turismo”, afirma a professora Rosani Marisa Spanevello, do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM-PM. O projeto de extensão que ela coordena, chamado “Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável”, tem a proposta de transformar o ciclo da erva-mate (plantio, colheita, beneficiamento e usos culturais) em experiência para os visitantes. A iniciativa envolve uma rede formada pela Universidade, Secretaria de Cultura e Turismo de Palmeira das Missões, Emater e pela recém-criada Associação dos Ervateiros.

Diagnóstico no campo revela potencial

Equipe da UFSM percorre as propriedades junto aos produtores de erva-mate

Durante o segundo semestre de 2025, professores e estudantes da UFSM percorreram as propriedades das seis famílias de produtores de erva-mate que aceitaram participar do projeto para conversar com os agricultores, observar áreas de cultivo e identificar vocações para o turismo de cada lugar.
Os relatórios desenvolvidos após as visitas apontaram potencial para caminhadas entre ervais, demonstrações de colheita, degustação de chimarrão e atividades relacionadas à memória da produção da erva-mate. Pretende-se valorizar a história local e abrir novas alternativas de renda.
Para alguns produtores, o processo já provocou mudanças na percepção sobre a própria terra. “Mudou o modo de enxergar nossa propriedade”, relata Vera Lucia Friderich da Cruz, da Ervateira Gurizinho. “Para nós, que trabalhamos aqui diariamente, é só o nosso trabalho. A UFSM e a Emater nos fizeram ver que existem muitas possibilidades.”
Ao longo do ano, a UFSM e a Emater ofereceram capacitações sobre temas como hospitalidade rural, turismo de natureza e organização da propriedade. A conversa com especialistas ajudou a romper a ideia de que o turismo dependeria de grandes investimentos e obras complexas. Para muitas propriedades, ajustes simples, como manejo do lixo, roçada das trilhas e placas de identificação, possibilitam a criação de atividades turísticas de baixo custo e alto valor cultural.
De acordo com a professora Rosani, a lógica é semelhante a qualquer outra atividade econômica: produzir morangos, ovos ou laranjas também exige investimento. No turismo, a diferença está em aproveitar o que a propriedade já oferece: o ambiente natural, as histórias da família e a relação com a erva-mate.

Primeiros roteiros começam a tomar forma 

Com base nos diagnósticos, a equipe da UFSM está ajudando os produtores a imaginar diferentes usos turísticos para cada propriedade. Para isso, utiliza ferramentas de design e imagens criadas com apoio de inteligência artificial, simulando trilhas, mirantes, casas na árvore, balanços e outros elementos. Há propriedades com ervais sombreados por árvores centenárias e outras com vocação para gastronomia, que produzem bolos e sagus com erva-mate.

“O mais interessante é o ar puro, o sossego, a sombra boa e a paisagem linda”, descreve Vera, da ervateira Gurizinho. A expectativa é oferecer aos visitantes um ambiente de simplicidade, descanso e acolhimento. “A gente espera mostrar que existe um lugar de refúgio, onde tudo é simples, mas muito bonito — e, claro, espera ter retorno financeiro”, afirma.

A produtora rural Vera da Cruz junto a bolos e sagu feitos com erva-mate
 
"Trilha do erval" é uma das propostas de turismo rural. Imagem criada por Inteligência Artificial. 

Indicação geográfica: reconhecimento que pode fortalecer o setor

Outra frente do projeto é a discussão sobre a indicação geográfica (IG) da erva-mate produzida em Palmeira das Missões. Concedida pelo INPI, a IG funciona como um selo de origem que certifica características únicas do produto — sabor, cor, qualidade e história associadas ao território.
Para apresentar a ideia aos agricultores, foi realizada uma visita a Machadinho, cidade que já possui registro de IG de erva-mate. A comparação permitiu que os produtores visualizassem a potência local. “Eles perceberam, ao ver de perto, que Palmeira também têm muito potencial”, conta Rosani.
A professora recorre a um exemplo conhecido do público gaúcho para explicar o conceito: “O vinho pode ser produzido em vários lugares. Mas o vinho do Vale dos Vinhedos tem um sabor, uma cor, uma qualidade e uma história que são daquele território.”
Segundo ela, a erva-mate de Palmeira pode trilhar caminho semelhante, conquistando reconhecimento por atributos próprios. O processo, porém, exige articulação coletiva — por isso a Universidade tem apoiado os produtores na compreensão e preparação para uma futura candidatura. 

Próximos passos 

Com os diagnósticos concluídos e as primeiras capacitações realizadas, o próximo semestre será dedicado ao planejamento das atividades experimentais. A proposta é que, durante o Festival do Carijo, que vai ser realizado em maio de 2026, a Secretaria de Cultura e Turismo promova visitas-piloto às propriedades participantes. Será uma oportunidade para testar fluxos, observar a recepção dos primeiros grupos e ajustar a estrutura para roteiros futuros.
Até lá, as propriedades devem realizar os pequenos ajustes sugeridos nas devolutivas elaboradas pela UFSM. A expectativa é construir um circuito inicial que permita aos visitantes vivenciar o cultivo da erva-mate e compreender a importância desse patrimônio para o território.

Repórter: Luciane Treulieb

Imagens cedidas pelo projeto

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/2025/11/21/para-o-envelhecimento-saudavel-da-populacao-a-aposta-e-no-cuidado-integrativo-dizem-pesquisadores Fri, 21 Nov 2025 21:22:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/proext-pg/?p=386 O cuidado com a população idosa é uma preocupação necessária, visto que, em 25 anos, o número de idosos no Brasil vai dobrar. Estes dados são do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), que também afirma que o número de idosos vai superar o de crianças até 2031. Um dos fatores desse aumento é o crescimento da expectativa de vida da população brasileira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2024 a média de idade que uma pessoa idosa pode atingir é de 76,4 anos. Em comparação com a medição de 1940 - primeiro dado do tipo registrado -, a média era de 45,5 anos, o que representa um aumento de 30,9 anos. 

 

 No início do mês, o tema ganhou discussão ao pautar a redação do Enem com os desafios do envelhecimento da sociedade brasileira. Para Melissa Medeiros Braz, professora do Mestrado em Gerontologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a temática do envelhecimento é uma preocupação necessária. Ela envolve falar de cuidado, de saúde e tratamento de doenças, mas também de saúde mental e cognitiva, socialização, alimentação, atividade física e acessibilidade de espaços e cidades. Melissa também é coordenadora do projeto Feliz(c)idade, que surgiu com o objetivo de promover ações de extensão voltadas para pessoas idosas.

Idosos em momento de prática de exercício físico, no projeto Feliz(c)Idade

O projeto também significa a continuidade de outros, como o Núcleo Integrado de Estudos da Terceira Idade (Niati), que está em funcionamento desde os anos 1980. Seu coordenador, Gustavo Duarte, professor do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da UFSM, afirma que falar sobre o envelhecer é fundamental. “É um fenômeno global e também brasileiro. Já que no Rio Grande do Sul nós temos a maior taxa de longevidade do Brasil, toda sociedade precisa se preparar”, reitera. Para Gustavo, deve ser uma preocupação de todos, desde crianças e jovens até adultos e idosos. “Não precisa ser idoso para trabalhar e se preparar para o [envelhecimento]”, diz. A aposta é em uma educação permanente e gerontológica, de diálogo intergeracional.

Para pensar, é preciso se mover: os benefícios da atividade física

A imagem que se tem de pessoas idosas está em mudança: não são mais apenas as de pessoas velhas, com cabelos grisalhos e pele flácida, com dificuldades de locomoção e inúmeras doenças. Estas características ainda definem este grupo, mas o perfil é diverso. Uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos, de acordo com os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), também elencados no Estatuto do Idoso do Brasil. Uma reportagem publicada pelo Estadão em 2024 aborda o treinamento físico para idosos, que é tendência fitness no país. O texto traz dados de levantamento feito pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte, que pesquisa o assunto a partir de profissionais do setor. Nas redes sociais, cresceram perfis de ‘vovós’ na academia ou no pilates, que alcançam números altos de visualizações, curtidas e comentários.

 

Gustavo afirma que a busca pelo envelhecimento saudável é compartilhada: “Na qualidade de vida, podemos destacar a condição física, as capacidades funcionais, de força, de equilíbrio, de coordenação, de agilidade. O corpo é a nossa casa, nós somos esse corpo. E tudo é a partir do corpo”. Melissa explica que, nessa fase, é comum haver perda de massa muscular e óssea, o que pode afetar o equilíbrio, o deslocamento e a mobilidade. Síndromes metabólicas e doenças cardiovasculares também são mais frequentes em idosos. “O exercício aeróbico também tem um papel fundamental na prevenção e no tratamento dessas disfunções”, afirma.

Atividades de musculação e fortalecimento cognitivo.
Aividades de estimulação cognitiva.

 

Para Melissa, no entanto, este não é o único benefício do exercício físico. No Feliz(c)idade, a dança, os exercícios de musculação, de fisioterapia e as atividades de estimulação cognitiva são realizadas em grupos, o que assume o papel da socialização, de uma rede de encontros. 

“É uma fase de perdas ou de ressignificação dos papéis sociais. Antes a pessoa trabalhava e agora tá se aposentando. Muitas mulheres, mães, tinham os filhos em casa. Agora que eles saíram, elas se vêem em um papel diferente. Muitas, até por questões físicas, tem algumas limitações nas atividades sociais. Então, o papel do grupo é fundamental para ajudar a ressignificar essas perdas”. - Melissa Medeiros Braz, coordenadora do projeto Feliz(c)Idade.

Além do fortalecimento físico e muscular - que ajudam a prevenir quedas -, as atividades auxiliam na prevenção da demência, da depressão e da ansiedade, ou seja, atuam no fortalecimento da saúde mental. Outros benefícios do exercício físico incluem o aumento da vascularização cerebral, que ajuda na memória e nas funções cognitivas. Para Gustavo, a atividade física é a base do que ele chama de ‘educação do movimento’. “Nós planejamos exercícios e atividades de interação em duplas em trios, de resolução de problemas, de interação com materiais. Além do movimento, os idosos também têm que responder questões da atualidade. O movimento é intrínseco: precisa pensar para se mover”, explica.

Atividade física, mas não somente: o papel do cuidado integrativo

O cuidado com o envelhecimento deve ser integrativo, afirma a professora Melissa Braz. Isso significa que é preciso ter, além do fortalecimento e diversos benefícios da atividade física, atenção à alimentação, à socialização, à saúde mental, ao desenvolvimento e fortalecimento cognitivo, à acessibilidade das casas e dos espaços e cidades. Com a perda da força muscular e do equilíbrio, pessoas idosas se tornam mais propensas à quedas. 

 

Ruas esburacadas e irregulares não são inacessíveis apenas para pessoas com deficiência, como aquelas usuárias de cadeira de rodas e pessoas cegas, que usam bengalas. São inacessíveis também para pessoas idosas, que estão com mobilidade reduzida, com maior risco de quedas e, consequentemente, torções ou fraturas. “Não podemos pensar somente na saúde, mas também na estrutura das cidades. Temos calçadas super irregulares, não somos uma cidade amiga da pessoa idosa. Quanto mais áreas esse conhecimento abranger, para poder garantir a acessibilidade para as pessoas idosas, melhor”, declara Melissa.

 

É uma abordagem multidisciplinar, de acordo com Gustavo. “Os mesmos idosos passam por nutricionistas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, fisioterapeutas. Aprendem em oficinas e atividades esse cuidados, de uma maneira integrativa, mais holística, do corpo como um todo em todas as suas dimensões”, descreve.

O projeto se divide em núcleos:

  • Corpo Mais: acontece no CEFD e trabalha atividades cardiovasculares com música, ginástica, capacidade aeróbica e cardiorrespiratória, exercícios de força, mobilidade e equilíbrio. Também tem o grupo de dança.

  • Cognito: grupo que trabalha a estimulação cognitiva, tanto na prevenção de demência quanto com pessoas que já têm a doença. Trabalha com atividades de memória, de reminiscência e de jogos. 

  • Pacto: projeto que se juntou ao Feliz(c)idade e que dedica atenção aos cuidadores de pessoas idosas, que muitas vezes também são idosos. Trabalha temáticas de cuidado, das doenças, mas também da saúde mental de quem cuida.

  • Mexe Coração: acontece na Antiga Reitoria da UFSM e trabalha com exercícios e atividades de educação em saúde, como cuidados, alimentação saudável e hábitos de vida.

  • Renascer: grupo de mulheres sobreviventes do câncer de mama. Também realiza atividades de promoção e educação em saúde, não apenas na relação com as consequências ou possíveis sequelas da doença, mas com atividades que ultrapassam essa dimensão: pilates, dança, atividades comemorativas, viagens e passeios. Na última Feira do Livro, por exemplo, o grupo esteve presente para conhecer as oficinas.

  • Villa Itagiba: atende um grupo de 60 homens, com atividades de educação em saúde e exercícios em grupo associados à ludicidade, como dançaterapia e artes.

Aividades na Vila Itagiba
Atividades do Grupo Cognito

2º FelizIdade

Evento realizado pelo projeto para o público idoso

Quando: 22 de novembro

Onde: Antiga Reitoria da UFSM

Grupos parceiros: Corpo Mais, Mexe Coração e Vila Itagiba

Apoio: SESC e Conselho Municipal do Idoso (COMID)

 

 I Encontro da RIEDE - Rede Internacional de Estudos em Dança e Envelhecimento

Quando: 28 de novembro

Onde: Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Parceiros: Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Expediente:

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Fotografias: Divulgação

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A Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) da Universidade Federal de Santa Maria promoveu, no dia 14 de outubro de 2025, o VII Seminário Institucional de Avaliação e Planejamento da Pós-Graduação, com atividades presenciais ao longo de todo o dia. Também ocorreu a transmissão ao vivo pelo Youtube da PRPGP, o que facilitou a participação dos servidores dos campi fora da sede. O evento foi realizado em parceria com a Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN), a Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (PROINOVA) e a Diretoria de Relações Internacionais (DRI).
O seminário teve como objetivo fortalecer o diálogo entre coordenações de programas, secretarias e direções de unidade, promovendo a troca de experiências e a reflexão coletiva sobre os rumos da pós-graduação na UFSM.
A abertura contou com a presença do reitor Luciano Schuch, que destacou o papel estratégico da pós-graduação na consolidação da excelência acadêmica da universidade.
Durante a manhã, foi realizada a Oficina “Avaliação Quadrienal CAPES 2025–2028: Construção de instrumentos para coleta de dados com base nas fichas de avaliação”, conduzida pela equipe da PROPLAN, por meio das Coordenações de Planejamento Institucional (COPLAI e COPLIN). A atividade teve como propósito subsidiar o planejamento dos Programas de Pós-Graduação com base nos novos parâmetros e indicadores da avaliação da CAPES.
No turno da tarde, o seminário seguiu com o Painel “Impacto dos Programas de Pós-Graduação na Sociedade”, coordenado pela professora Letícia Cruz (PROINOVA).

Participaram do painel:
● Vinicius Farias Campos (UFPEL), com a fala “Inovação, transferência de tecnologia
e impactos da pós-graduação”;
● Daniel Pinheiro Bernardon (PROINOVA/UFSM), com o tema “Os mecanismos de
transferência e evidências do impacto”;
● Cibele Bolzan Scherer (Sebrae RS), apresentando “Casos práticos de impacto na
sociedade”.

A programação foi encerrada com o Painel “Internacionalização: Os desafios do acolhimento aos estudantes estrangeiros”, promovido pela DRI. O espaço de diálogo abordou as experiências, desafios e estratégias voltadas à inserção internacional e ao acolhimento de discentes estrangeiros na UFSM.
O evento reafirmou o compromisso institucional com o planejamento estratégico, a inovação e a internacionalização da pós-graduação, consolidando o papel da PRPGP como articuladora de ações que fortalecem a formação acadêmica e científica na universidade.

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A Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) da Universidade Federal de Santa Maria promoveu, no dia 30 de setembro de 2025, o 3º Seminário de Ações Afirmativas e Inclusão na Pós-Graduação, com transmissão ao vivo pelo canal da PRPGP no YouTube. O evento reuniu docentes, estudantes e coordenadores de programas de pós-graduação em um espaço de diálogo e reflexão sobre políticas de inclusão e equidade no âmbito da pós-graduação.
A atividade foi organizada em parceria com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), a Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED/PROGRAD), o Observatório de Direitos Humanos (ODH), o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI/PRE) e a Associação de Pós-Graduandas e Pós-Graduandos da UFSM (APG).
A abertura contou com a presença do reitor Luciano Schuch, que destacou o compromisso institucional com o fortalecimento de uma universidade mais diversa e inclusiva. Em seguida, a professora Diana Anunciação Santos, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), ministrou a conferência de abertura, intitulada “Reflexões e experiências em ações afirmativas e inclusão na pós-graduação”.
Na sequência, o painel temático “A UFSM após a implantação da Política de Ações Afirmativas e Inclusão na Pós-Graduação” reuniu representantes da comunidade acadêmica para discutir diferentes perspectivas e desafios. Participaram a professora Tatiana Emanuelli, pró-reitora adjunta da PRPGP; o professor Carlos Armani, do PPG em História; o professor Anderson Luiz Machado dos Santos, coordenador do NEABI; a professora Gisele Martins Guimarães, pró-reitora da PRAE; e Sabrina Fernandes de Castro, chefe da Subdivisão de Acessibilidade da CAED.
O seminário reforçou a importância de políticas institucionais que promovam equidade, representatividade e oportunidades na pós-graduação, reafirmando o compromisso da UFSM com uma formação acadêmica plural, inclusiva e transformadora.

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Estão abertas as inscrições para mobilidades pela AUGM (Associação das Universidades do Grupo Montevidéu) para estudantes de pós-graduação da UFSM, com previsão de realização durante o ano letivo de 2026. O edital pode ser acessado neste link e aceita inscrições até o dia 18 de novembro. Neste semestre, estão sendo ofertadas 10 vagas, das quais 7 são destinadas às instituições que disponibilizam oportunidades na mesma modalidade e 3 resultam de acordos pré-estabelecidos entre instituições.

A equipe da DRI atua realizando as nomeações dos candidatos selecionados no edital interno para as universidades parceiras. Mas apenas os candidatos aprovados na universidade de destino poderão realizar a mobilidade. 

O tempo padrão de duração da mobilidade varia entre 15 e, no máximo, 180 dias, período que é definido pela universidade de destino. Para obter mais informações sobre como funcionam os intercâmbios pela associação, acesse este link

Os estudantes selecionados para realização da mobilidade poderão realizar atividades como estadias de pesquisa, práticas de laboratório, assistir a cursos e seminários e cursar disciplinas. 

Para auxílio no transporte, conforme previsto no regulamento do programa, será ofertada uma bolsa no valor de R$1.500,00 por parte da UFSM. A universidade de destino ofertará o alojamento e alimentação pelo período do intercâmbio, além de estarem isentos das taxas acadêmicas. Destaca-se que todas as demais despesas relacionadas à mobilidade (obtenção do visto, emissão do passaporte, contratação de seguro de vida, etc.) serão de total responsabilidade do candidato selecionado.

Cabe também ao estudante acessar o site da universidade pretendida e conferir se ela possui o programa equivalente ao seu na UFSM. 

Para conferir todos os detalhes e requisitos do processo seletivo, acesse e leia com atenção o edital completo.

 

Texto: Leonardo Cattani, acadêmico de Comunicação Social, bolsista na DRI
Revisão: Núcleo Integrado de Mobilidade e Internacionalização - DRI

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A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), convida docentes, estudantes e pesquisadores para a edição 2025 do evento "Compartilhando Saberes: Conexões entre a Educação Básica e Superior". O tema central do encontro, este ano, será a formação de professoras e professores.

O evento é destinado a Professores(as), Coordenadores(as) e Diretores(as) de escolas públicas ou privadas, bem como a Docentes e Estudantes de Graduação e Pós-graduação, Pesquisadores(as) e a todas as pessoas interessadas nas relações entre a Educação Básica e o Ensino Superior. 

O Compartilhando Saberes será realizado no dia 12 de novembro, quarta-feira, no Auditório C do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE – Prédio 18), localizado no 55BET Pro Sede da UFSM em Santa Maria, no bairro Camobi.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo link bit.ly/saberes2025, para recebimento de Certificado.

A realização do evento é da Pró-Reitoria de Graduação da UFSM (Prograd), em parceria com a Secretaria de Município da Educação de Santa Maria (SMEd/SM) e com a 8ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE/RS).

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:  

⏰ 9h00 – CERIMONIAL DE ABERTURA

 

⏰ 9h30 – MESA TEMÁTICA: Estágios nas Licenciaturas: Diferentes espaços e possibilidades de atuação de professoras/es

✅ Profa. Analisa Zorzi (UFPel) – Estágios nas Licenciaturas: Diferentes espaços e possibilidades de atuação de professoras/es à luz da Resolução CNE/CP n. 04/2024

✅ Profa. Dóris Vargas Bolzan (UFSM) – Aprendizagem docente e licenciaturas: Estágios na formação inicial

 

 

⏰ 14h00 – MESA TEMÁTICA: Estágios nas Licenciaturas: Diferentes espaços e possibilidades de atuação de professoras/es

✅ Profa. Regina Ehlers Bathelt (UFSM) – Etapas formativas dos Estágios Supervisionados das Licenciaturas: Limites e possibilidades para os modos de organização da Educação Básica

✅ Prof. Rosalvo Luís Sawitzki (UFSM) – Os programas institucionais na formação de professoras/es: PIBID e Residência Pedagógica.

Outras informações podem ser solicitadas à Pró-Reitoria de Graduação pelo e-mail prograd@55bet-pro.com 

 

 

 

 

 

 

 

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) lançou o Edital de Ingresso de Pessoas Trans 2026, importante iniciativa para garantir o acesso à educação superior de travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas não binárias. O processo oferece 103 vagas em 69 cursos de graduação, como forma de inclusão e reconhecimento da diversidade. O edital é direcionado a quem concluiu o Ensino Médio e fez o ENEM entre 2021 e 2025.

Na pós-graduação, a UFSM está com 11 cotas para pessoas trans em seis programas. Os cursos com vagas disponíveis no doutorado são: Comunicação, Extensão Rural, Filosofia, História e Psicologia. No mestrado, há cotas nos seguintes cursos: Comunicação, Extensão Rural, Filosofia, História, Psicologia e Saúde Coletiva.

Além dos documentos específicos, as pessoas interessadas devem preencher e encaminhar a Autodeclaração de Identidade de Gênero disponível nas páginas de cada processo.

 

Edital para ingresso de pessoas trans na Graduação

Oferta: 103 vagas em 69 cursos nos quatro campi da UFSM 

Inscrições: até 23 de dezembro

Edital de ingresso na graduação

 

Cotas para pessoas trans na Pós-graduação

Oferta: 11 vagas em programas específicios

Inscrições: até 28 de outubro

Edital de seleção da pós

 

 
 
 
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A Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e presidente do Comitê Gestor do PROEXT-PG, Cristina Wayne Nogueira, realizou a abertura do evento ao lado do Pró-Reitor de Extensão (PRE), Flavi Ferreira Lisboa Filho. O Assistente Administrativo André dos Santos Leandro, da PRPGP, apresentou um relatório da execução orçamentária do Programa.

Cristina comenta que ficou muito impressionada com as apresentações dos dez projetos. “Demonstraram ação, demonstraram o envolvimento de alunos de graduação e pós-graduação. Foi muito bonito ver os resultados, os reflexos nas comunidades, nos diferentes territórios. Fiquei muito satisfeita com o que vi”, afirma.

Confira, a seguir, os principais destaques de cada um dos projetos

Memorar das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia - Memorar QC

Apresentado pelo professor Adriano Severo Figueiró, o projeto surge a partir dos incômodos causados pelos deslizamentos de terra e alagamentos provocados pelas enchentes de maio de 2024 e que tiveram início na região central do estado. O conceito da resiliência climática norteia as ações, que estão em desenvolvimento: de educação ambiental e governança do território, por meio de oficinas com escolas; de mapeamento de áreas de risco e de gerenciamento de recursos hídricos, por meio de visitas técnicas; e de conservação do patrimônio da paisagem, a partir da descoberta de novo Geossítio arqueológico Guarani no município de Dona Francisca. Nos próximos passos do projeto, estão a criação de uma cartilha para oportunizar o aprendizado de Resiliência Climática nas escolas, além da aquisição de dez totens digitais para exposição de material interpretativo sobre as mudanças climáticas, e que será exposto no Museu do Conhecimento da UFSM.


Instagram do projeto.

Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos

O professor Gustavo Brunetto apresentou as ações do projeto realizado pelo Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces-UFSM). O grupo realizou coletas de solo na região da Serra Gaúcha, em propriedades produtoras de frutas. A partir da análise das amostras, conseguiu definir as características do solo afetado pelas enchentes de 2024, que perdeu matéria orgânica e ganhou acidez. Além disso, o Grupo estabeleceu estratégias para a resolução destes problemas. Os resultados de pesquisa tiveram ampla divulgação na imprensa, desde veículos regionais até nacionais. Os próximos passos envolvem capacitação e treinamento dos técnicos e produtores, além de produção de soluções e materiais de divulgação científica.

 

Instagram do projeto.

Time Enactus UFSM

Representado pela professora Débora Bobsin, o Time Enactus já realizou duas ações extensionistas: em 2024, aplicou o ‘Projeto Florescer’ na Escola Estadual Augusto Ruschi, voltado para a educação ambiental no ensino fundamental. Já neste ano, realizou a ‘Escolinha de Negócios’, promovendo a educação empreendedora para o ensino fundamental das escolas Escola Municipal Lourenço Dalla Corte, em Santa Maria, e para a Escola Municipal Dagoberto Barcelos, que fica em Caçapava do Sul. Estão em andamento mais duas ações extensionistas. Em Santa Maria, no bairro Passo das Tropas, a comunidade escolar da Escola

Municipal Pedro Kunz, formada por mães e alunos, recebem oficinas para geração de trabalho e renda. Já em Caçapava do Sul, no grupo Harmonia Preta, são feitas ações de estruturação do negócio social, como plano de negócios e auxílio na captação de recursos. Além disso, produtos editoriais, como cartilhas, estão em fase de finalização.

 

Instagram do projeto.

Sumo Educacional

A mestranda Natali Morgana Cassola apresentou o andamento das ações do projeto Sumo Educacional, que leva educação financeira para espaços educativos, como as escolas. Já realizou formação de líderes, que tem a missão de levar o aprendizado para a sala de aula, aulas com jovens, testes de metodologias e jogos de forma interna e aplicação dos jogos nas escolas. Entre os próximos passos, estão a consolidação da metodologia própria, a ampliação da área de abrangência do projeto e o desenvolvimento da plataforma In-Sumo, que objetiva capacitar os professores, integrar elementos de gamificação na formação para o aprendizado e ampliar o impacto das ferramentas tanto para as e os estudantes quanto para suas famílias.

 

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Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no RS por meio da Parceria entre Programas de Pós-Graduação da UFSM

Apresentado pelo professor Gustavo Dotto, o projeto Telessaúde já está com o sistema de consultas online em funcionamento, com quase 300 atendimentos realizados de pelo menos cinco especialidades médicas. A meta, segundo Dotto, é alcançar 2000 atendimentos até 2026. O professor destacou que a implementação do projeto beneficia pacientes que moram em cidades vizinhas ou mesmo de regiões diferentes, uma vez que o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) é referência em saúde especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). Também contribui para a diminuição da quantidade de pessoas que circulam no HUSM diariamente, o que beneficia o aspecto da biossegurança.

Estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável

Desenvolvido na UFSM de Palmeira das Missões, o projeto pretende construir estratégias para o turismo rural em torno da produção de erva-mate. A professora Rosani Spanevello destacou as parcerias do projeto com entidades públicas, como a prefeitura, Conselho Municipal de Turismo, Secretaria da Agricultura e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), além da empresa Júnior do curso de Zootecnia. O projeto se insere nestes conselhos e ajuda a discutir estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável. Já auxiliou na constituição da Associação dos Produtores de Erva-Mate de Palmeira das Missões (APEMPM), com capacitação na produção, projeto municipal de mudas e confecção da marca. Por meio da disciplina ‘Formação em Extensão na Pós-Graduação I’, que acontece neste semestre, mestrandos, doutorandos e parceiros visitam propriedades rurais produtoras da planta erva-mate para diagnóstico e análise das potencialidades turísticas. Também proporciona viagens de estudo de estudantes e produtores para conhecer outras associações e formas de comercialização. No próximo semestre, será ofertada a disciplina ‘Formação em Extensão na Pós-Graduação II’, que tem o objetivo de elaborar os roteiros turísticos da rota da erva-mate em Palmeira das Missões.

 

Instagram do projeto.

Programa de Geração de Renda e qualidade do pescado (ProgeAqua)

 

As ações do ProgeAqua foram apresentadas pelo professor Rafael Lazzari. Este projeto foi contemplado também na primeira edição do PROEXT-PG na UFSM, em 2015. Entre as ações realizadas até o momento estão a definição dos municípios contemplados, a elaboração de materiais didáticos e os primeiros encontros com técnicos e produtores. As ações serão realizadas em Santa Maria, São Pedro do Sul, Jari, Quevedos, Cacequi, São Sepé, Novo Cabrais, São João do Polêsine, Nova Palma, Pinhal Grande, Dona Francisca, Nova Esperança do Sul, Tupaciretã, Silveira Martins e Júlio de Castilhos. Entre as dificuldades encontradas estão a mobilização dos produtores, a precariedade da área regional para a piscicultura, principalmente devido às chuvas e à realidade da catástrofe climática. As próximas ações envolvem palestras, visitas técnicas, acompanhamento de produtores e capacitações práticas, promovidas pela UFSM e parceiros, sobre temas relacionados à piscicultura, como legislação ambiental, sistemas de cultivo e instalações, qualidade da água, alimentação e doenças dos peixes, entre outros.

Coletivo FLUIR: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis

O Coletivo Fluir foi representado pelos professores Fabiane Bridi, Taciana Segatt e Joe Bulsara. O projeto se insere em três escolas de Santa Maria para promover Territórios Educativos Intersetoriais (TEI), que buscam a valorização das infâncias em vulnerabilidade por meio da educação. Quinzenalmente, as equipes se deslocam até as escolas EMEI Montanha Russa, EMEF Chácara das Flores e EMEI Monte Bello e Lar de Joaquina. Também realizaram a disciplina de extensão, que busca capacitar professoras da educação infantil para a formação em metodologias de ensino a partir das realidades e vivências de cada escola. São quatro Territórios formados: o TEI 1, composto pelas crianças, famílias, escola e comunidade local; o TEI 2, que busca a formação da comunidade escolar (grupos compostos por professoras; monitoras e estagiárias; e colaboradores); o TEI 3, de gestão educacional e políticas públicas, e o TEI Andarilho, em que o Coletivo Fluir está em movimento. A partir de demandas da comunidade escolar, está em criação mais um braço do último TEI: o Território Fluir Comunidade, que dialoga com a Associação de Bairro Montanha Russa e busca construir saberes e experiências acadêmicas para a comunidade.

 

Instagram do projeto.

Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia

A professora Aline Dalmolin apresentou as ações do projeto ‘Comunicação de Proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia’. O projeto se constitui em três eixos: 1- Cartografia da malha de comunicação de proximidade da Quarta Colônia e ações para superação de seus vazios de notícias; 2 - Fortalecimento do sistema de alerta e protocolos comunicacionais dos municípios da Quarta Colônia em situação de risco climático; e 3 - Desenvolvimento de ações em Educomunicação para o combate à desinformação climática. No ano passado, foram iniciadas as conversas com o poder público dos nove municípios para estabelecer parcerias. Também foram feitas oficinas de educomunicação em escolas da região, além do mapeamento dos veículos e comunicadores populares que compõem a cartografia da malha de comunicação. Em 2025, o foco foi a continuidade do andamento destas atividades, além da realização de 29 entrevistas em profundidade, feitas para mapear os impactos da catástrofe climática de 2024 em gestores, moradores e veículos de comunicação. Foram feitos dois grupos de  discussão acerca dos protocolos. Entre os próximos passos, estão a capacitação de comunicadores e  entrega dos produtos, como policy papers, oficinas em escolas, plano de comunicação para a malha de comunicação de proximidade, criação da identidade visual e sonora, série de podcasts; dois  videodocumentários, entre outros.

 

Instagram do projeto.

Reportagem e fotografias: Samara Wobeto, jornalista.

Edição: Luciane Treulieb, jornalista.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgap/2025/10/07/processo-seletivo-de-pos-graduacao-mestrado-profissional-em-agricultura-de-precisao-edital-030-2025-1a-janela Tue, 07 Oct 2025 17:20:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgap/?p=594 A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Agricultura de Precisão (PPGAP) e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) tornam público que no período de 29 de setembro a 28 de outubro, estarão abertas as inscrições do processo seletivo de Pós-Graduação, em nível de Mestrado Profissional, para ingresso na 1ª janela do ano de 2026.

    • As informações sobre o edital geral e o sistema de inscrição podem ser acessadas clicando aqui.

    • O edital específico do mestrado profissional em Agricultura de Precisão pode ser acessado clicando aqui.

Portaria da comissão de seleção: Portaria n. 108/2025.

- Relação dos(as) candidatos(as) aptos(as) à seleção: clique aqui.

- Resultado da 1ª etapa: clique aqui. 

- Resultado da 1ª etapa (definitivo): clique aqui.

- Resultado da 2ª etapa: clique aqui.

- Resultado final: clique aqui

Card PPGAP 2026_1

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Sobre o evento

Data: 16 de outubro de 2025

Horário: das 9h às 12h

Local: Auditório da Coordenadoria de Tecnologia Educacional – CTE, prédio 14

(Será disponibilizado Meet para inscritos de outros Campi).

Programação

  • 9 h - Mesa de abertura: PROEXT-PG UFSM Além do Arco: execução e perspectivas, com Prof.ª Dr.ª Cristina Wayne - PRPGP, Prof. Dr. Flavi Ferreira Lisboa Filho - PRE e Assistente Administrativo André dos Santos Leandro - PRPGP


  • 9h 20 min. - Apoio institucional para divulgação de projetos – Aluata, com a jornalista Samara Wobeto


  • 9h 30 min. - Apresentações dos projetos PROEXT-PG Além do Arco 


1 - Estratégias e alternativas para o desenvolvimento regional sustentável


2 - Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos

3 - Sumo Educacional

4- Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia

5 - Memorar QC – Memorial das águas e resiliência climática da Quarta Colônia

6 - Time Enactus UFSM

7 - FELIZ(C)IDADE: Corpo MAIS no Cuidado e na promoção do Envelhecimento saudável

8 - Coletivo FLUIR: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis

9 - Programa de Geração de Renda e qualidade do pescado (Progeaqua)

10 - Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no RS por meio da Parceria entre  Programas de Pós-Graduação da UFSM 

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