UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sun, 15 Mar 2026 17:33:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2025/12/01/revista-o-qi-celebra-sua-14a-edicao-reafirmando-a-forca-da-experimentacao-editorial Mon, 01 Dec 2025 18:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=936 A revista O QI, produzida pelos estudantes do curso de Produção Editorial da UFSM, chega à 15a edição reafirmando sua essência, ser um espaço de experimentação, criação e construção coletiva. Desde que surgiu junto aos primeiros anos do curso, a publicação se consolidou como um laboratório prático em que os alunos vivenciam todas as etapas do fazer editorial, desde o princípio até chegar na circulação. À frente desse processo está a professora Cláudia Regina Ziliotto Bomfá, que acompanha a revista desde a primeira edição. Para ela, o nome O QI sempre carregou a ideia de movimento e incerteza, o “o que vem por aí”, “o que faremos”, a constante adaptação que marca a formação do produtor editorial. A cada edição, um novo conceito, uma nova identidade e uma nova forma de apresentar as produções científicas.

Na edição comemorativa, a docente destaca que o desafio permanece o mesmo, unir uma turma inteira em torno de um único produto editorial. Para ela, o caráter coletivo não é um obstáculo, mas parte essencial do aprendizado. Diálogo, negociação e colaboração fazem parte da rotina das equipes e refletem situações reais do mercado. A proposta dos estudantes foi dar maior visibilidade ao que é produzido dentro do curso, enfatizando a experimentação e o olhar criativo que marcam a graduação. Segundo a professora, a equipe conseguiu traduzir essa ideia em uma revista que funciona quase como um portfólio do curso, reunindo diferentes perspectivas e possibilidades do trabalho editorial. Ao longo dos anos, Bomfá viu a revista crescer junto com o curso. E embora reconheça os desafios, como a falta de recursos para impressão em algumas edições, ela reforça que a força da revista está no envolvimento dos estudantes. São eles que constroem, renovam e projetam a identidade da publicação a cada ano.

Para o futuro, a professora acredita que a Revista O QI continuará se transformando. Ela incentiva que cada nova turma proponha estéticas, formatos e caminhos diferentes, mantendo o caráter experimental que sempre definiu a revista. Acima de tudo, deseja que os estudantes sigam vendo a revista como uma oportunidade de colocar em prática o que aprendem em sala de aula e como um espaço que pertence a eles. 

Confira abaixo a íntegra da entrevista:

Entrevistadora: Por que a revista se chama O QI?

Bomfá: Então, o nome da revista O QI é bem curioso, porque quando pensamos na criação
da revista, o curso de Produção Editorial estava começando na UFSM e ainda não havia uma
revista acadêmica do curso. Era algo novo. Então, “O QI” veio muito dessa perspectiva de
representar inovação, de pensar no que vem por aí, no que vamos fazer. Traz também um
pouco das incertezas presentes na inserção do profissional do curso na área e no mercado de
trabalho. O nome perpassa por essas questões, o que vem por aí, o que vamos fazer, a
adaptação, essa característica camaleônica do profissional que está sempre se reinventando. A
cada edição, há uma nova proposta, uma nova identidade. Por isso, O QI, “o que vem por aí”,
“o que faremos”. Tanto é que a primeira edição tem um ovo na capa, simbolizando a origem,
o novo e o incerto. Esse é o conceito.

Entrevistadora: E agora, com o lançamento da 15a edição junto com o EditaSul, o que isso
significou para você?

Bomfá: Foi um momento importante, já que celebramos os 15 anos do curso de Produção
Editorial. Perceber que a revista caminha lado a lado com o curso, que alunos desde o
primeiro semestre até hoje participam da produção, é muito gratificante. A revista ocupa um
lugar de importância no curso, um lugar de fala, já que os alunos podem publicar nela e
também são protagonistas do processo editorial. É muito recompensador perceber essa
visibilidade que a revista adquiriu, inclusive no EditaSul.

Entrevistadora: A senhora está desde o início do projeto, então deve ser especial ter
vivenciado tudo isso.

Bomfá: Sim, estou desde o início. A revista surge em 2011, junto com a criação do curso, e
também acompanha a criação das disciplinas do eixo de revistas experimentais. Ela faz parte
do Laboratório Pública, destinado às práticas de ensino e pesquisa na área de produção
editorial em revistas. Venho construindo essa trajetória desde então, junto com o curso e com
a revista.

Entrevistadora: Para você, como se inicia o processo de construção da revista? E
especificamente neste ano, quais foram os desafios para produzir a edição 15?

Bomfá: O processo de criação de uma revista começa pelo olhar para o mercado, para
revistas concorrentes e para os interesses do nosso público-alvo. A revista existe pelo
interesse dos leitores. Sobre dificuldades, eu não diria exatamente dificuldades, mas
especificidades da disciplina: é um projeto coletivo. Envolve a participação de todos os
alunos em prol de um mesmo objetivo, lançar a edição do ano. Isso gera desafios, mas
também é muito gratificante, porque os acadêmicos se colocam em prática, experimentam,
dialogam com as equipes. Conflitos surgem, claro, mas isso é natural e faz parte do que vão
enfrentar no mercado de trabalho.

Entrevistadora: A O QI é reconhecida pelo caráter camaleônico. Na 15a edição, qual foi a
principal novidade ou marca da identidade visual?

Bomfá: O caráter do volume 14/2025 foi pensar a edição como um portfólio que dá
visibilidade ao que é produzido no curso. O foco foi trazer a experimentação como
protagonista. Essa foi a grande novidade: colocar o curso em evidência por meio dessa
proposta. Os “camaleõezinhos” que produziram a edição se desdobraram para entregar isso, e
conseguiram com sucesso.

Entrevistadora: Quais foram os desafios mais significativos para a equipe?

Bomfá: O maior desafio é o fato de ser um projeto coletivo. As equipes editoriais precisam
dialogar constantemente para que o processo editorial flua. Uma depende da outra para que as
tarefas sejam bem-sucedidas. Esse é o ponto principal.

Entrevistadora: Como você percebe a evolução da revista ao longo dos anos?

Bomfá: A revista cresceu muito, especialmente em visibilidade. Hoje é reconhecida não só
dentro da Produção Editorial, mas também na UFSM e em outras universidades de
Comunicação Social. Recebemos submissões de autores de diversos lugares e estados, o que comprova essa capilaridade. O engajamento dos alunos aumentou. Eles têm carinho e orgulho
da revista, como algo que pertence ao curso. No início, nos inspiramos na revista produzida
pelos alunos da ECA-USP. Fomos até lá conhecer o trabalho deles, que já era consolidado, e
decidimos criar nossa própria revista. Hoje, 14 anos depois, mostramos que conseguimos.
Nunca tivemos atraso nas publicações, mesmo com apenas um semestre para produzir cada
edição. Uma dificuldade recorrente é a impressão, porque nem sempre temos recursos
disponíveis para imprimir todos os números.

Entrevistadora: Para a senhora, qual é sua missão dentro da revista?

Bomfá: A minha missão é trazer a participação ativa do produtor editorial no campo das
revistas científicas. Tenho buscado inserir esse eixo dentro da formação, pois é uma área
pouco explorada em alguns cursos, mas que tem grande potencial no mercado. Existem
editoras especializadas em publicações científicas, nacionais e internacionais,: que
demandam profissionais qualificados.

Entrevistadora: Isso se conecta com as atividades da disciplina, certo?

Bomfá: Sim. Todas as atividades editoriais da disciplina de Projeto Experimental em
Revistas são desenvolvidas ali, desde o recebimento dos originais, tratamento, revisão,
avaliação, até a publicação e divulgação. A disciplina é o espaço onde aplicamos a
experimentação.

Entrevistadora: De que forma o envolvimento dos estudantes contribui para a sua atuação
como diretora e professora?

Bomfá: Eu, como educadora e editora, não sou nada sem a participação dos alunos. É um
trabalho conjunto, coletivo e colaborativo. Cada equipe e cada integrante sabe sua função e
seu compromisso com o projeto. Sempre reforço que não é uma revista feita apenas para a
sala de aula: ela será publicada e é aguardada por autores e leitores. Esse envolvimento é
fundamental, e os alunos sempre abraçam o projeto.

Entrevistadora: O que você espera para o futuro da revista? Há ideias de novos formatos?

Bomfá: Como é uma revista experimental, sempre espero desafiar os alunos a algo diferente.
Mas nunca imponho, são sugestões. Quero que os alunos tragam suas ideias, experimentem,
imprimam sua identidade. A revista é construída coletivamente. Muitos alunos até estranham
quando acaba a disciplina, porque vinham todos os dias prontíssimos para trabalhar, com
prazos e cronogramas. Isso mostra o quanto o processo é intenso e prazeroso.

Entrevistadora: Pensando no EditaSul, há ideias de novas parcerias para as próximas
edições?

Bomfá: Sim. Podemos avançar e pensar em parcerias com cursos de editoração de outras
universidades, como UFRJ ou USP. Participações conjuntas em mesas de discussão ou
grupos de trabalho seriam muito ricas. A tecnologia facilita isso, podemos fazer tudo
remotamente. Também quero fortalecer a relação entre academia e mercado, trazendo
profissionais que atuam no setor para compartilhar suas experiências.

Entrevistadora: Para finalizar, que mensagem você deixa para os alunos que no futuro vão
continuar o projeto?

Bomfá: Eu sempre penso nisso, quando eu não estiver mais aqui, quem vai segurar O QI? A
revista é como um filho. Acredito que ela vai se manter e espero que os alunos e professores
que vierem depois deem continuidade e percebam a importância que ela tem no curso. A
revista pertence aos alunos.

Entrevistadora: E para os semestres que estão chegando agora?

Bomfá: Para os calouros, eu diria para participarem desde cedo. Sempre divulgamos a revista
na recepção dos ingressantes, justamente para que entendam sua importância. Eles já podem
submeter trabalhos simples, resumos, resenhas, trabalhos de disciplinas. E mais adiante,
podem se engajar na produção científica e na experimentação editorial no sétimo semestre.
Fazemos questão de que eles conheçam as edições desde o início.

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Já imaginou ver sua pesquisa publicada em uma revista científica? A equipe da Revista O QI, publicação experimental do curso de Produção Editorial da UFSM, convida estudantes, pesquisadores e profissionais de Produção Editorial, Desenho Industrial, Letras, Artes, Editoração e áreas afins para submeter trabalhos à sua 15a edição que será lançada no segundo semestre de 2026.

O periódico tem como objetivo disseminar novos conhecimentos e dar visibilidade às pesquisas científicas produzidas na área da Comunicação Social, além de valorizar as produções acadêmicas. O projeto é desenvolvido pelos alunos do sétimo semestre do curso de Comunicação Social – Produção Editorial da UFSM, na disciplina Projeto Experimental em Revistas Científicas, sob orientação da professora Dra. Cláudia Regina Ziliotto Bomfá. As submissões podem ser feitas de 10 de novembro de 2025 a 10 de março de 2026. Serão aceitos artigos de tema livre, resenhas críticas, ensaios, relatos ou memoriais de produções profissionais ou experimentais, resumos de monografias e entrevistas, sendo eles em português, espanhol ou inglês.

Podem ser enviados originais inéditos e/ou trabalhos publicados em anais de eventos científicos, desde que a fonte original seja devidamente citada. Cada autor poderá submeter apenas um trabalho como autor principal, e o acompanhamento do processo será feito por e-mail durante o período de vigência do edital.

Se interessou? Acesse o edital completo:

VER EDITAL ]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/2025/10/06/chamada-de-textos-e-imagens-para-publicacao-comemorativa-da-facos Mon, 06 Oct 2025 20:47:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?p=591

A FACOS-UFSM Editora e o Departamento de Ciências da Comunicação do CCSH lançam chamada de originais (textos e imagens) para publicações alusivas às comemorações do cinquentenário da FACOS, seus cursos, projetos e laboratórios. 

A chamada é destinada a estudantes, docentes, técnicos e egressos que fazem parte da história e do cotidiano do Departamento. São aceitos textos de caráter pessoal e autobiográfico, além de relatos sobre o convívio cotidiano, histórias curiosas, crônicas, contos, anedotas, episódios, dificuldades e desafios da vida na UFSM. As imagens (fotografias, desenhos, ilustrações, charges ou colagens) que resgatem memórias ou retratem relações do convívio na Universidade. Os materiais poderão ser de autoria individual ou coletiva.

Como sugestão, os materiais irão compor obras em comemoração aos:

53 anos da FACOS e do DCC

53 anos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas

31 anos do Gabinete de Leitura

30 anos da Facos Agência

30 anos da Assessoria de Relações Públicas

22 anos do Estúdio 21

20 anos do POSCOM

15 anos do curso de Comunicação Social Produção Editorial

Os materiais podem ser enviados até 27 de outubro pelo formulário.

Dúvidas podem ser sanadas através do email facos.editora@55bet-pro.com

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/producao-editorial/eventos/editasul-2025-iv-forum-de-producao-editorial Fri, 03 Oct 2025 11:49:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/producao-editorial/?post_type=eventos&p=1238 Evento acadêmico de Produção Editorial, Edição e Editoração, conta com palestras, oficinas, debates e apresentações de trabalhos. Realizado pelo curso de Comunicação Social – Produção Editorial da UFSM.

O EditaSul tem como proposta de contemplar o ensino, a pesquisa e os trabalhos realizados pelos acadêmicos do curso de Produção Editorial e da área de Comunicação Social, apresentando também oficinas e experiências profissionais do campo no mercado de trabalho. É uma ocasião de aprendizado, que traz a oportunidade de diversos universitários compartilharem e divulgarem os seus trabalhos realizados, dando visibilidade às pesquisas e atividades desenvolvidas no curso, assim como a experiência de viver e aproveitar esse momento proporcionado pela universidade!

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Evento acadêmico de Produção Editorial, Edição e Editoração, conta com palestras, oficinas, debates e apresentações de trabalhos. Realizado pelo curso de Comunicação Social – Produção Editorial da UFSM.

O EditaSul tem como proposta de contemplar o ensino, a pesquisa e os trabalhos realizados pelos acadêmicos do curso de Produção Editorial e da área de Comunicação Social, apresentando também oficinas e experiências profissionais do campo no mercado de trabalho. É uma ocasião de aprendizado, que traz a oportunidade de diversos universitários compartilharem e divulgarem os seus trabalhos realizados, dando visibilidade às pesquisas e atividades desenvolvidas no curso, assim como a experiência de viver e aproveitar esse momento proporcionado pela universidade!

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/pecom/editais/001-2025 Thu, 02 Oct 2025 01:21:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/pecom/?post_type=editais&p=481 Formulário para submissão link

A pE.com convida os autores de Trabalhos de Conclusão de Curso defendidos no Curso de Produção Editorial nos anos de 2023 e 2024 a submeterem artigo proveniente de TCC, a fim de concorrer à seleção de capítulos que irão compor o quarto volume da Coleção Caleidoscópio – Estudos Editoriais.  25 Edital Estudos Editoriais Caleidoscópio A chamada é para egressos do Curso de Comunicação Social – Produção Editorial da UFSM, que tenham defendido o TCC nos anos de 2023 e 2024, cuja nota tenha sido igual ou superior a 9.00 (nove). 

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Formulário para submissão link

A pE.com convida os autores de Trabalhos de Conclusão de Curso defendidos no Curso de Produção Editorial nos anos de 2023 e 2024 a submeterem artigo proveniente de TCC, a fim de concorrer à seleção de capítulos que irão compor o quarto volume da Coleção Caleidoscópio – Estudos Editoriais.  25 Edital Estudos Editoriais Caleidoscópio A chamada é para egressos do Curso de Comunicação Social – Produção Editorial da UFSM, que tenham defendido o TCC nos anos de 2023 e 2024, cuja nota tenha sido igual ou superior a 9.00 (nove). 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/07/25/ufsm-seleciona-bolsistas-de-pos-graduacao-para-area-de-comunicacao Fri, 25 Jul 2025 17:04:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69923

A Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM está com inscrições abertas para seleção de bolsistas de pós-graduação. As oportunidades são destinadas a profissionais formados em Relações Públicas, Jornalismo, Publicidade e Propaganda ou Produção Editorial, que estejam regularmente matriculados em programas de pós-graduação na área de Comunicação.

As bolsas são para atuação na Coordenadoria de Comunicação ou em Pró-Reitorias da Universidade, com carga horária de 16 horas semanais e valor mensal de R$ 950,00. 

As inscrições devem ser feitas de forma online entre os dias 25 de julho e 1º de agosto de 2025. O edital completo pode ser acessado aqui.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2025/07/08/soupe-15-anos Tue, 08 Jul 2025 13:00:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=896

Celebrar quinze anos do Curso de Produção Editorial da UFSM é revistar trajetórias e reformas, entender como um sonho de 1973 se converteu num laboratório de inovações. Para aprofundar essa história, convidamos um de nossos egressos, Mauricio Fanfa — hoje professor do curso — a refletir sobre o papel do editor na era digital, a urgência de pensar a comunicação como produto e a potência do experimento acadêmico. O que se segue é um recorte de sua entrevista, traduzido em um texto que pulsa o passado e o porvir.


Desde a origem de qualquer objeto editorial, segundo nosso entrevistado, paira a ideia de produto: “as coisas existem em certo sentido para sem finalizadas, construídas como algo que vai encontrar um público leitor”. Mas o alcance desse raciocínio vai longe nas páginas impressas. “É quase como se todos os fenômenos comunicacionais tivessem essa ideia de serem pensados como um objeto editorial”, ele explica, lembrando que o algoritmo de indicação de conteúdo nas redes sociais cumpre a função de um editor: “ele escolhe o que a gente vai ler, ele tem mais ou menos cuidado com aquilo que vai circular num determinado grupo de pessoas”.
Na visão de Maurício Fanfa, a comunicação digital simplesmente expande o campo editorial. Selecionar, pautar, editar: essas não são práticas restritas a livros ou revistas, “são elementos da produção editorial automatizáveis de maneira até fácil”. E fica o alerta: “precisamos estar presentes nesses processos, não só construindo essas tecnologias, mas decidindo como e quando vamos usá-las”. Este é um convite para que profissionais e estudantes assumam o protagonismo no design de algoritmos e plataformas, garantindo que a curadoria (ora humana, ora híbrida) preserve sentido, ética e qualidade.
O setor editorial, ele recorda, está em transformação contínua, “antes de entrar na graduação, eu percebi que esse era um dos setores mais antigos de comunicação em massa, mas também um dos que mais passava por mudanças profundas.” Formato .epub, redes de distribuição online, impressões sob demanda, tudo reflete um momento de oportunidade: “há 10, 15 anos, sabíamos que o .epub seria relevante; hoje, entendemos sua importância”. E o que faz do #SouPE um espaço singular? “Fazer uma revista de maneira experimental envolve investigar novas formas, maneiras ousadas e criativas de construir objetos editoriais. No mercado, costuma-se repetir a mesma fórmula; na OQI, testamos o inédito.”
Esse ethos camaleônico, ou seja, a liberdade de reinventar processos, experimentar tipografias não convencionais, integrar textos, imagens e audiovisual, forma a essência de quinze anos de curso. A experimentação, ele conclui, não é adorno acadêmico, mas alicerce de um conhecimento vivo: “Participar dessa transformação, não apenas como profissional, mas como cidadão, é sempre muito interessante.” 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2025/06/12/equipe-editorial Thu, 12 Jun 2025 13:00:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=884
Imagem com fundo de papel reciclado, nas bordas recortadas que imitam papel rasgado em verde, branco e cinza claro. No canto superior direito, há um retalho amarelo com o texto “O QI Volume 14” em letras maiúsculas. No centro, há o título "Equipe Editorial" escrita com letras coloridas, cada uma em um estilo e cor diferentes, como se fossem recortes de revistas ou colagens. Abaixo, lê-se a frase: “Saiba o que estamos fazendo”.

Entre planilhas, ideias e protocolos, cinco equipes constroem a edição atual, nos ensinando que produzir uma revista é um ato que vai além da publicação: é encenar um processo vivo,  colaborativo e orgânico. O cenário tem como tema a “Experimentação no Campo Editorial”, criando uma estrutura que se fragmenta em cinco células, a saber: a Gestão Editorial, o Planejamento Gráfico, a Divulgação, a Acessibilidade e a Revisão, que operam de forma interdependente.

 

Respectivamente: Carlos Eduardo Schraiber, Cláudia Bomfá e Henrique Bourscheid.

A Gestão Editorial é o coração da engrenagem, centralizando as atividades das demais equipes editoriais e sendo responsável por organizar o cronograma, distribuir as tarefas e fazer o conteúdo circular entre os integrantes do projeto. Desde o início, atua como mediadora entre intenção e execução, assim organizando os Drives, sistematizando os prazos, orientando sobre as normas e acompanhando o ciclo completo de cada original, garantindo que tudo seja encaminhado com clareza e coerência, organizando os arquivos e definindo os prazos. Além disso, conduz reuniões, faz o alinhamento do trabalho das equipes e assegura que o projeto editorial permaneça fiel à sua proposta.
Cabe ainda à Gestão Editorial o alinhamento com a produção gráfica da revista, a revisão dos conteúdos e a responsabilidade pelas aprovações finais, mantendo sequência ao fluxo de trabalho, além do acompanhamento do processo de divulgação e produção de materiais promocionais.

Outra atribuição importante é a organização da lista de avaliadores. A Gestão é responsável pela escolha dos nomes atribuídos às avaliações, pela análise dos pareceres de cada original e pela elaboração de um manual com orientações claras, incluindo checklists que auxiliam a avaliação sem comprometer a sensibilidade criativa. Por fim, a equipe também participa da escolha das ilustrações, da aprovação das artes e da definição do cronograma de diagramação, sendo os seus representantes a Professora Cláudia Bomfá, Carlos Eduardo Schraiber e Henrique Bourscheid.

Transformar ideias em materialidade é o trabalho da equipe de Produção Gráfica, que tem como missão pensar em cada detalhe gráfico: paleta de cores, banners, templates e até o manual da marca O QI. Garantindo que o conteúdo editorial seja apresentado de forma clara, atrativa e coerente com a identidade da publicação, de modo a valorizar o conteúdo textual e direcionar uma recepção visual para os leitores. Na revista v.14, 2025, buscam reforçar a identidade da publicação e da experimentação no campo editorial, inovando em aspectos como diagramação, tipografia e hierarquia de informações, sempre priorizando o diálogo com o público leitor e com os temas da edição. A equipe Gráfica participa da gestão editorial em diversas atividades, como na definição do projeto gráfico, criação de grid/layout, hierarquia visual, escolha tipográfica e paleta de cores, elaboração do modelo gráfico de página, diagramação dos textos aprovados, produção de elementos gráficos, como ícones e ilustrações, e revisão final do arquivo diagramado em conjunto com as equipes de Gestão e Revisão, para garantir uma consistência e correção antes da publicação.
A equipe prioriza uma participação colaborativa com as demais equipes da O QI v.14 (Gestão, Revisão, Acessibilidade e Divulgação), de modo a manter, sempre que possível, uma integração alinhada entre forma e conteúdo. A organização interna da equipe do Projeto Gráfico ocorre por meio da distribuição de atividades conforme as habilidades de cada integrante e as etapas do projeto. Além disso, sempre que necessário são realizadas reuniões de alinhamento e de trocas, para manter o mesmo conceito gráfico até o encerramento da produção da edição, sendo a equipe composta pelas acadêmicas Clarissa Pereira, Isabella Matos, Maria Minussi, Vitória Aires e Vitória Skalla.

Respectivamente: Vitória Skalla, Clarissa Jaureguy, Isabella dos Santos, Vitória Aires e Maria Minussi.
Respectivamente: Pedro Porto, Brenda Amorim e Julia Felipeto.

Nada da O QI chega ao mundo sem passar pelas mãos da equipe de Divulgação: redes sociais, matérias para o site, conteúdo audiovisual e cartazes físicos são sua responsabilidade. Não apenas publicam, mas constroem estratégias, captam autores, roteirizam entrevistas e garantem, acima de tudo, que a edição atinja o público dentro e fora da universidade. É com a ajuda do Planejamento Gráfico e a Gestão Editorial que são capazes de construir uma identidade visual e textual para as chamadas, posts e matérias para o site, garantindo que o tema da edição (“Experimentação no Campo Editorial”), seja traduzido com coerência e de forma interessante. Por isso, foi preciso criar textos e notícias que representassem o dossiê, com matérias sendo elaboradas não apenas para informar datas, mas para apresentar as características e necessidades da revista. Além disso, participam da construção de estratégias de divulgação e captação de autores (em especial, de antigos alunos do curso e ex-integrantes da Revista O QI), mantendo viva a interação nas redes por meio de enquetes e chamadas planejadas. Essa equipe é integrada pelos seguintes nomes: Bárbara Rodrigues, Brenda Amorim, Julia Felipeto e Pedro Porto.

O objetivo da equipe de Acessibilidade é claro: garantir que qualquer pessoa possa navegar pela Revista O QI. No começo de tudo, quando as primeiras artes e textos começaram a tomar forma, iniciou-se o processo de testar contrastes, aumentar fontes, navegar a partir de leitores de tela e ajustar links para ter certeza de que ninguém ficaria perdido ou sem entender o propósito da publicação. Foi então que Bene e Julia Capeleti adotaram para si ferramentas como o Adobe Color e ColorADD, pensando em cada título e botão de ação, e trabalhando para que, ao navegar pelo menu, uma pessoa usando um leitor de tela sinta confiança e fluidez. Por estarem em menor número, a equipe trabalha em conjunto com as outras equipes editoriais, se colocando em uma posição de olhar além e se atentar a detalhes para que a revista alcance o maior número possível de pessoas de maneira confortável.

Respectivamente: Bene e Julia Capeleti
Respectivamente: Geilyan Mohnschmidt, Nicole Mezadri, Micaela Furlan e Elisangela Bedin.

A equipe de Revisão e Captação de Conteúdo tem a missão de garantir clareza, coesão e qualidade textual para tudo o que foi produzido durante o processo de elaboração do periódico. O trabalho inclui a verificação e correção gramatical de documentos e conteúdos digitais para o site e redes sociais, além da leitura de artigos acadêmicos, com foco na ortografia, gramática, estilo e coerência, de acordo com as normas ABNT.

As atividades são distribuídas entre os membros da equipe, constituída por Elisângela Bedin, Geilyan Martins, Micaela Palma e Nicole Mezadri. Para manter a organização, duas frentes foram criadas, nas quais uma dupla fica responsável pela revisão das mídias e internet, enquanto a outra atua na revisão dos artigos e originais. Assim, possibilitou-se que todos participassem de forma a ter as mesmas experiências, com uma rotatividade sendo exercida entre as duplas, adaptando-se aos desafios do cronograma e contribuindo para a entrega final da revista.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2025/05/15/comunidade-facos Thu, 15 May 2025 13:00:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=871
Imagem com fundo de papel reciclado, nas bordas recortadas que imitam papel rasgado em verde, branco e cinza claro. No canto superior direito, há um retalho amarelo com o texto “O QI Volume 14” em letras maiúsculas. No centro, há o título "Comunidade Facos" escrito com letras coloridas, cada uma em um estilo e cor diferentes, como se fossem recortes de revistas ou colagens. Abaixo, lê-se a frase: “Revistas acadêmicas e periódicos científicos”.

Muito mais do que textos em páginas estáticas, somos uma comunidade conectada pelo desafio de repensar o que significa “publicar” no universo da FACOS. O Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM conta com publicações seriadas em periódicos científicos, revistas experimentais, revistas acadêmicas-jornalísticas, entre outras publicações. Seguem as recomendações!

Animus. Revista Interamericana de Comunicação Midiática
Fundada em 2002, a Animus se propõe a desbravar as fronteiras da mídia e da comunicação, reunindo estudos teóricos e empíricos sobre jornalismo, publicidade, audiovisual e mais. Sua periodicidade é semestral e open-access, convocando pesquisadores de todo o mundo a debaterem temas como convergência digital, identidades midiáticas e cultura pop. Descubra mais sobre em @revista.animus!

Cadernos de Comunicação
Em circulação desde 1996, com retomada no modelo e fluxo contínuo em 2011, os Cadernos se consolidaram como um cenário para dossiês temáticos, artigos livres, relatos de prática e resenhas. O periódico é voltado a iniciantes e veteranos da pesquisa em comunicação, e publica  em português, inglês e espanhol. Assim se tornou um espaço interessante para divulgar teses de mestrado, doutorado e trabalhos de conclusão de curso. Saiba mais aqui!

Gutenberg: Revista de Produção Editorial

Lançada em 2018, com sua primeira edição em 2021, a Gutenberg foca nos processos de criação e circulação de produções editoriais: do design gráfico à gestão de mercado, passando pela história do livro e pelas novas mediações digitais. Por ser aberta e contínua, a revista reúne estudos de caso, revisões de literatura e artigos teóricos. Está presente no @gutenberg!

.TXT: Revista Laboratório de Jornalismo
Você já se perguntou como nasce uma reportagem inovadora? Desde 2007, a disciplina de Jornalismo Impresso da UFSM entrega aos alunos essa resposta na forma da .TXT: um fanzine digital (e, às vezes, impresso em tiragem limitada) que reúne reportagens, entrevistas, ensaios fotográficos e narrativas interativas. Explore o primeiro laboratório de práticas jornalísticas seguindo @revistatxt!

Revista O QI: Quociente de Informação
Se “revista” fosse um problema a ser redesenhado, a O QI seria a solução. Desde 2012, esse projeto experimental do Curso de Produção Editorial  desafia as categorias tradicionais ao unir texto, áudio, vídeo e interatividade. Com chamada anual (a edição de 2025 recebeu submissões até 12/05/2025), a O QI prioriza, acima de tudo, a ousadia de experimentar, sempre misturando teoria e prática. Conheça nossas edições anteriores aqui!

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2025/05/06/manifesto-camaleonico Tue, 06 May 2025 13:00:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=861
Imagem com fundo de papel reciclado, nas bordas recortadas que imitam papel rasgado em verde, branco e cinza claro. No canto superior direito, há um retalho amarelo com o texto “O QI Volume 14” em letras maiúsculas. No centro, há as palavras “manifesto camaleônico" escritas com letras coloridas, cada uma em um estilo e cor diferentes, como se fossem recortes de revistas ou colagens. Abaixo, lê-se a frase: “Edital Prorrogado!”.

Imagine uma revista.
Agora, apague a imagem que veio à sua cabeça.

Porque, sim — ela pode ser uma sequência de stories no Instagram.
Pode ser um áudio de cinco minutos no seu fone de ouvido.
Pode ser uma dobra de papel, um cartaz colado no muro, um cartum que deu as caras através da impressora da faculdade.
Pode ser tudo isso ao mesmo tempo.
E ainda assim… ser revista.

O volume 14 da Revista O QI nasce com esse espírito: olhar para o fazer editorial não como algo fixo, mas como um campo em expansão, desde o rascunho à reinvenção.

 

Desde o surgimento do curso de Produção Editorial da UFSM, há 15 anos, muita coisa mudou. O papel, que antes era território absoluto, agora divide espaço com telas, sons, interações e toques. O designer virou narrador. O editor virou curador. O leitor virou criador.

Talvez soe exageradamente poético, mas, hoje, publicar não é só diagramar. É desenhar experiências. E editar é, cada vez mais, um verbo inquieto.
Publicações surgem em lugares improváveis: em um feed, em um QR Code, em uma parede da cidade. Projetos que antes seriam “revistas” agora são híbridos – misto de vídeo, texto e música. Mas não pense que o papel morreu. Muito pelo contrário. Ele se transformou, renascendo com mais presença, mais textura, mais alma. Uma revista impressa, hoje, é quase um artefato: exige tempo, toque e apreciação.
O que nos leva a destacar, no meio desse cenário camaleônico, uma certeza: experimentar é o que nos move. E o futuro da edição, esse que muitos tentam prever com réguas e vetores, talvez seja só isso: um rascunho aberto à ousadia de quem tem algo a dizer.

Por isso, reiteramos que o convite permanece:
Com o edital prorrogado até o dia 12/05/2025 às 23:59 – se você escreve, diagrama, ilustra, entrevista, pesquisa, grava ou simplesmente pensa jeitos novos de contar uma história — essa edição é pra você.
Queremos trabalhos que borrem as bordas, que desconstruam os formatos, que abracem a dúvida e o improviso. Porque o fazer editorial não precisa ser absoluto, basta estar vivo.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2025/04/24/resgatando-a-memoria-da-revista-o-qi Thu, 24 Apr 2025 13:00:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=847
Imagem com fundo de papel reciclado, nas bordas recortadas que imitam papel rasgado em verde, branco e cinza claro. No canto superior direito, há um retalho amarelo com o texto “O QI Volume 14” em letras maiúsculas. No centro, há a palavra "memórias" escrita com letras coloridas, cada uma em um estilo e cor diferentes, como se fossem recortes de revistas ou colagens. Abaixo, lê-se a frase: “Conheça um pouco mais da nossa história”.

Desde seu nascimento, a revista O QI – Revista Científica do Curso de Produção Editorial da UFSM tem como objetivo ser um produto informativo, atual e de construção conjunta, onde os leitores também são autores. Ao longo dos mais de dez anos de publicação, diversos artigos, entrevistas, poemas, resenhas e obras do gênero foram publicadas de acordo com a temática vigente no momento.

Em 2010, o curso de Produção Editorial estava nascendo na FACOS e os então graduandos careciam de laboratórios para praticar o que aprendiam em sala de aula. Assim surgiu o Laboratório de Pesquisa e Produção de Publicações Científicas (PUBLICA), um espaço para a experimentação de projetos editoriais atrelado à disciplina de Projeto Experimental em Revistas Científicas, ministrada pela Profª Drª Cláudia Bomfá.

Após a capacitação dos alunos nas práticas editoriais e desenvolvimento do projeto editorial e gráfico, surgiu, em 2011, a revista O QI, com a participação da primeira turma do curso de Produção Editorial, da qual fizeram parte os alunos Vinícius de Souza Rodrigues, Andrei Lopes, Angela Madalozzo, Alessandra Noal, Henrique Denis Luca e Vivian Jorge, hoje produtores editoriais, sob orientação da Profª Drª Cláudia Bomfá.

Primeira Edição

Sua primeira edição foi lançada em 2012, no Gabinete de Leitura da FACOS, intitulada “O nascimento da Produção Editorial: o autor, o editor e as novas” e focada no mercado editorial, uma temática relativamente nova na época, quando o curso de Produção Editorial ainda era novo na Universidade e muitos estudantes estavam envoltos em questionamentos a respeito da área, suas plataformas e suportes, eventos e diversidade de leitores.

Segunda Edição

Um ano depois, no segundo semestre de 2013, a segunda edição da O QI foi lançada. A linha editorial deste número apresentava convergência com as práticas de gestão e concepção de produtos editoriais, tratando de questões pertinentes a autoria, ilustração, suportes, diversidade de leitores e eventos da área editorial. Nesse mesmo ano, a O QI apresentou a versão online de sua primeira edição para os leitores.

Terceira Edição

A terceira edição da revista, de 2014, começou a contar com assuntos de outras áreas, com a temática “Bibliodiversidade e a Produção Editorial no Brasil”, abordando temas como Fanfic, Comunicação da Feira do Livro de Santa Maria, matéria sobre a primeira edição do Editasul e mais.

Quarta Edição

A quarta edição da revista foi lançada em 9 de novembro de 2015, no Dia de PE, e a temática abordada foi “Mídias e práticas de consumo do universo GEEK”, que, além de explorar a cultura geek em diversos meios (como jogos, cinema, livros e séries de TV), também abriu espaço para artigos livres, relacionados ao campo da Produção Editorial. A edição ainda conta com as ilustrações de Polin Moreira e Bárbara Toniolo.

Quinta Edição

Já em outubro de 2016, a equipe da O QI preparou uma quinta edição repleta de novidades, lançada no Editasul – II Fórum de Produção Editorial: Conexões e Experiências, realizado pelo curso de Produção Editorial. Com artigos escritos por acadêmicos e docentes da Comunicação, reportagens e entrevistas especiais, a temática escolhida foi “Diversidade em seus aspectos sob o olhar cultural, étnico, sexual, gênero; acessibilidade e inclusão social”. Como a edição anterior, contou com artigos livres de áreas afins.

Seis meses antes do lançamento da quinta edição, em abril, a revista cobriu o evento “1º ciclo de estudos – O profissional do livro e o mercado editorial”, em uma parceria entre os cursos de Produção Editorial e Letras. Além disso, no dia 28 do mesmo mês, a equipe acompanhou a Aula Inaugural do Curso de Produção Editorial, marcada pela participação especial de Waldemar Garcia Carvalho Jr., presidente do Clube de Editores do Rio Grande do Sul e gerente comercial da Editora Concórdia, que apresentou um panorama do cenário do mercado gaúcho na época.

Sexta Edição

Em 24 de outubro de 2017, com uma nova equipe à sua frente, a O QI desenvolveu em sua sexta edição a temática “Produção Cultural Independente”, com a proposta de reflexão sobre o potencial do mercado e os desafios enfrentados por ele em seus diversos formatos e vertentes. Nos artigos publicados, o tema explora os âmbitos cultural e artístico e o campo editorial, abordando-se elementos como feiras, eventos, cinema, teatro, música, dança, livros, revistas e demais publicações.

Vale destacar que em maio do mesmo ano a revista mais uma vez marcou presença na Feira do Livro de Santa Maria. A coordenadora da O QI, Cláudia Bomfá, concedeu ao programa Universo da Leitura, transmitido ao vivo, uma entrevista para divulgar todo o trabalho por trás da revista.

Sétima Edição

Resgatando a trajetória das edições anteriores, a O QI,  em 2018, contemplou o tema “Mix cultural”, que englobou trabalhos sobre a diversidade relacionada a gênero, identidade, política, cultura, ciência, saúde e educação.

Nesse ano, a revista também esteve presente na Feira do Livro de Santa Maria,  onde perguntou ao público o que este entendia por Cultura, e a conclusão à qual se chegou foi de que “a cultura é muito mais abrangente do que pensamos”.

Além disso, o lançamento da sétima edição ocorreu durante o 3º Editasul. Vale ressaltar que, nesta edição, o artigo “Anastácia: etapas de produção do curta-metragem”, dos autores João Vitor S. Bitencourt e Marcos Amaral de Oliveira, foi classificado para a etapa Regional Sul da XXV Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação.

Equipe editorial da sétima edição da revista O QI.

Oitava Edição

Com o dossiê temático “Brasileiríssimo: identidade em forma e cores”, a oitava edição da O QI nasceu no ano de 2019 e apresentou trabalhos que contemplassem a diversidade da identidade brasileira nos diversos meios: do cinema à música, da TV ao rádio, da literatura à ciência. Ainda, esta edição contou com a participação de Lucas Pereira Elias, ilustrador de todas as artes presentes.

Cabe relembrar que na Feira do Livro do mesmo ano, a revista promoveu uma ação de Cartoon Coletivo no estande da UFSM, com tema “Brasilidade”. Ainda nesse período, a O QI obteve reconhecimento pelo Comitê Editorial (PRPGP) para ingressar no Portal de Periódicos da UFSM. A partir de então, todos os exemplares de 2011 a 2018 migraram para o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), o que possibilitou maior visibilidade às publicações e projetou o periódico tanto nacional quanto internacionalmente. Portanto, o oitavo volume, de 2019, foi lançado online, na plataforma SEER, e em publicação impressa.

Equipe editorial da oitava edição da O QI.

Nona Edição

Em clima de festa, surgiu a nona edição da revista O QI, com o tema “Estudos em Comunicação e Produção Multimidiática”, como edição comemorativa dos 10 anos do curso de Produção Editorial e os diversos rumos tomados pela área. A chamada de trabalhos deste ano recebeu relatos que contemplavam a área da Produção Editorial e a sua diversidade em diferentes meios, com o dossiê temático “Produção Editorial em um contexto de inovação”. Nesse volume, destacou-se o artigo “Omens: A velha e infinita questão da moralidade”, com autoria de  Renata Santos Costa, Linda Messias Guzman e Elisângela Cardoso Machado Mortari, cujo resumo expandido foi apresentado na 34ª Jornada Acadêmica Integrada da UFSM.

Ainda nesse ano, a oitava edição da O QI - Revista Experimental do Curso de Produção Editorial da UFSM obteve premiação no Expocom 2020 – Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação da Intercom, com o audiovisual institucional intitulado “Brasileiríssimo”. O audiovisual, que apresenta o dossiê temático da edição de 2019, foi produzido pelos egressos do curso de Produção Editorial Isabela Balduino, Julia Gomes, Marcos Oliveira, Marcos Marin e Camila Veloso, como iniciativa para a promoção da visibilidade da revista.

Equipe editorial da nona edição da revista O QI.

Décima Edição

No ano de 2021, a revista comemorou seus dez anos de existência, período durante o qual pôde abordar diversos temas, mostrando suas possibilidades e multidisciplinariedade, posicionando-se como um periódico diverso e reforçando o caráter camaleônico do curso, que permeia os vários âmbitos da Comunicação.

Com isso em mente, nasceu “UNIVERSARTE”, edição que se propôs a apresentar a arte a partir do olhar da Produção Editorial, consagrando originais convergentes com os dois mundos. Ela foi prestigiada com originais dos seguintes autores convidados: André Cordenonsi, Claudio Gil, Enéias Tavares, Gabriela Irigoyen, Laura Sena e Nikelen Witter. A edição retratou uma viagem pela arte baseada nas seções do dossiê temático “Arte Escrita”, “Arte Audiovisual” e “Arte Visual”, finalizando com os “Artigos Livres”. 

 

Décima Primeira Edição

No ano de 2022, a décima primeira edição da revista buscou a perspectiva de todo o contexto vivenciado na pandemia de Covid-19, pensando nas produções elaboradas pelos estudantes do curso nesse período. Com isso em mente, foi apresentado o dossiê temático “Produção e Edição – Imagem e Movimento”, explorando as interseções entre a estética e o audiovisual, partes essenciais para a Produção Editorial. Este dossiê temático abordou produções experimentais, fotografias, cinema, ilustrações, animações, videoclipes, séries, flipboards, curta-metragens, quadrinhos, design, entre outros. 

 

Décima Segunda Edição

A décima segunda edição trouxe o dossiê temático “Design e cidadania: criatividade como instrumento social”, com a proposta “para quem você faz design?”, em que foram apreciados originais que aplicam o design em diversas áreas de conhecimento, como instrumento social facilitador das vivências em sociedade. 

O volume contou com o original produzido por Clara Guedes Pinto, profissional integrante do projeto ColorADD, apresentando um panorama geral sobre o Sistema de Identificação de Cores para Daltônicos. Este foi o projeto de mestrado de Miguel Neiva e foi aplicado pela primeira vez na O QI.

 

Décima Terceira Edição

Em sua décima terceira edição, no ano de 2024, a revista teve como dossiê temático “Comunicação e Processos Criativos”, buscando destacar a pluralidade e importância do pensamento criativo através de originais que relatavam produções voltadas à criação e ao desenvolvimento de projetos na Comunicação e áreas afins.

Nesta edição, foi possível encontrar ensaios, relatos de produção, resumos de monografia, entrevistas e artigos, com o objetivo de inspirar a saída das ideias do papel e de compreender as diversas possibilidades de criação. A revista discorreu sobre assuntos como processos criativos nas artes, produções de jogos e livros educativos, práticas de criação editorial e cultura visual, entrevistas que abordaram o mercado de trabalho e análises críticas sociais. 

 

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Imagem com fundo de papel reciclado, nas bordas recortadas que imitam papel rasgado em verde, branco e cinza claro. No canto superior direito, há um retalho amarelo com o texto “O QI Volume 14” em letras maiúsculas. No centro, há a palavra "modalidade" escrita com letras coloridas, cada uma em um estilo e cor diferentes, como se fossem recortes de revistas ou colagens. Abaixo, lê-se a frase: “O seu espaço para expressar ciência, arte e experimentação!”.

Você tem uma ideia inovadora, um olhar crítico ou um talento visual que merece ser compartilhado? O edital para o envio de trabalhos a serem publicados no v.14 da Revista O QI já está aberto e, nesta edição, o destaque é “Experimentação no Campo Editorial”. É a sua chance de ter seu trabalho em um dos mais criativos espaços experimentais da UFSM!

Mas afinal, quem pode participar? 

  • Acadêmicos de graduação e pós-graduação
  • Professores e pesquisadores
  • Egressos e profissionais de Comunicação, Letras, Design, Artes Visuais, Audiovisual e áreas afins


E por que você deveria participar? 

  • Visibilidade: Se aceito, seu trabalho será publicado em um espaço reconhecido da UFSM.
  • Conexão: Compartilhe ideias com uma comunidade diversa e apaixonada por experimentação editorial.

 

Conheça melhor as modalidades acadêmicas que serão aceitas, para saber se seu trabalho poderá ser submetido:

Artigos
O artigo é um texto de autoria individual ou coletiva, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas mais diversas áreas do conhecimento, destinando-se à divulgação e abrigando submodalidades como pesquisas originais, estudos de caso e análises aprofundadas. Observa-se que esses originais não estão necessariamente relacionados ao dossiê temático.

Ensaios
Refere-se a um texto relatando um estudo sobre determinado tópico, porém menos aprofundado e extenso se comparado a um artigo, expondo ideias e opiniões sem base empírica, como textos reflexivos, que misturam teoria e experiência pessoal para provocar novas leituras.

Resenhas Críticas
É um texto de pequeno porte, que relata resultados de avaliações sobre uma determinada publicação, como textos opinativos, que abordem temas críticos relacionados à Comunicação Social e áreas afins do dossiê, apoiados em uma argumentação sólida, que aponte pontos fracos e fortes com embasamento teórico.

Relatos de Produção (Profissional ou Experimental)
Depoimento a respeito das etapas percorridas ao longo de uma produção, levando em consideração algumas perguntas norteadoras: “Como a ideia surgiu?”, “Quais são as etapas do processo?”, “Quais as dificuldades encontradas?” e “Quais os resultados?”.

Resumos de Monografias ou Projetos Experimentais
O resumo expandido de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), trabalho acadêmico de caráter obrigatório para a avaliação final do discente no ensino superior, que pode ser artigo científico, monografia, relatório de pesquisa, artigo de revisão de literatura ou projeto experimental. Sua estrutura padrão geralmente segue os tópicos:  objetivo, metodologia, resultados e conclusões.

Editoriais Fotográficos
Fotografias acompanhadas de relatos de produção ou imagens das diferentes etapas do processo criativo, dentre elas: pré-produção e pós-produção, pesquisa, backstage, edição, lançamento e arte final.

Entrevistas
Pronunciamentos, opiniões e declarações de profissionais da Comunicação Social e/ou áreas afins, que abordem o tema do dossiê temático, com discussões pertinentes ao ramo.

Ilustrações
Ilustrações, peças gráficas, vetores e pinturas de diferentes estilos, acompanhados de relatos de produção ou imagens das diferentes etapas do processo criativo, como: pré-produção e pós-produção, pesquisa, backstage, edição, lançamento e arte final.

Prepare seu material, solte a criatividade e participe do Edital 2025 da Revista O QI – o seu espaço para expressar ciência, arte e experimentação!

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2025/04/15/conceito-do-dossie-tematico-2025 Tue, 15 Apr 2025 13:00:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=839
Imagem com fundo de papel reciclado, nas bordas recortadas que imitam papel rasgado em verde, branco e cinza claro. No canto superior direito, há um retalho amarelo com o texto “O QI Volume 14” em letras maiusculas. No centro, há a palavra "conceito" escrita com letras coloridas, cada uma em um estilo e cor diferentes, como se fossem recortes de revistas ou colagens. Abaixo, lê-se a frase: “Conheça o conceito editorial da revista”.

Eles mudam de cor, de forma, de mídia — e se reinventam a cada projeto. Há 15 anos, os “camaleões” de Produção Editorial da UFSM vêm tecendo uma história de inovação, criatividade e resistência no campo da Comunicação. E para celebrar essa trajetória, a Revista O QI lança a sua 14ª edição com um convite especial: “Experimentação no Campo Editorial”, o tema do novo dossiê temático de 2025.
Fruto de um sonho em 1973 e resgatado em 2010, o curso de Comunicação Social — Produção Editorial foi uma conquista da luta por uma universidade mais ampla e criativa. Mas o que significa, afinal, experimentar no campo editorial? Significa desbravar novos formatos, linguagens e narrativas. Significa repensar o fazer editorial em tempos de hiperconexão. Significa desafiar padrões – seja no design de uma capa, na curadoria de um conteúdo, na produção de um podcast, na escrita de um artigo ou na criação de uma revista inteira.
A edição especial da O QI quer reunir esse espírito camaleônico: queremos textos, imagens e ideias que reflitam a potência da experimentação. Se você já criou, pesquisou, escreveu ou viveu uma experiência editorial — na graduação, na pós ou no mercado — essa chamada é pra você.
O dossiê aceita artigos, ensaios, relatos, resenhas críticas, entrevistas, projetos gráficos, editoriais fotográficos, ilustrações e muito mais. Trabalhos inéditos ou já apresentados em eventos científicos (com a devida referência) são bem-vindos. O importante é que expressem o ato criativo de experimentar.
Se reconheceu nesse convite? Então mergulhe nessa edição comemorativa e compartilhe sua experiência com a gente. Confira o edital completo da O QI 2025 – v.14 e acompanhe as novidades pelo Instagram @revistaoqi. Vamos juntos celebrar 15 anos com camaleões – e o que ainda está por vir.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2025/04/08/cronograma-edital-2025 Tue, 08 Apr 2025 13:00:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=834
Imagem com fundo de papel reciclado, nas bordas recortadas que imitam papel rasgado em verde, branco e cinza claro. No canto superior direito, há um retalho amarelo com o texto “O QI Volume 14” em letras maiúsculas. No centro, há a palavra "cronograma" escrita com letras coloridas, cada uma em um estilo e cor diferentes, como se fossem recortes de revistas ou colagens.

O edital para a 14ª edição da O QI – Revista Experimental do Curso de Produção Editorial – UFSM já está no ar!

Com o dossiê temático intitulado “Experimentação no Campo Editorial”, convidamos os autores a enviarem os seus originais que apresentem relatos de produções voltadas à criação e ao desenvolvimento de projetos na Comunicação e áreas afins, assim destacando a importância e a pluralidade do pensamento criativo.

Desta forma, serão aceitos as seguintes modalidades: artigos livres, artigos do dossiê temático, resenhas, ensaios, relatos de produção profissional e experimental, editoriais fotográficos, entrevistas, resumos de monografia e ilustrações. Podem participar acadêmicos(as) de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores, egressos(as) e profissionais das áreas da Comunicação, Letras, Desenho Industrial, Artes Visuais, Audiovisual e Design de Jogos.

 

Confira o cronograma para não perder nenhum prazo!

Atividade

Período

Local

Abertura da chamada de trabalhos: artigos livres e dossiê temático

08 de abril de 2025

Site da revista

Recebimento de originais

08 de abril até 04 de maio de
2025

Formulário de inscrição

Fim do período de submissões

04 de maio de 2025
(até 23h 59min)

Formulário de inscrição

Triagem

05 de maio até 09 de maio de
2025

Processo interno

Divulgação do processo de triagem

13 de maio de 2025

Via e-mail

Avaliação

15 até 22 de maio de 2025

Processo interno

Lançamento versão digital

Segundo semestre de 2025

Site da revista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/01/31/projeto-verdadeiramente-seleciona-bolsistas-dos-cursos-de-comunicacao-social Fri, 31 Jan 2025 17:49:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68208 aqui. As bolsas são para atuar na produção de conteúdo do “Projeto VerdadeiraMente – Prevenção e Combate à Desinformação em Saúde Mental”, aprovado na chamada Nº 30/2024, realizada em parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Saúde. As vagas destinam-se a estudantes regularmente matriculados na UFSM ou na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). As bolsas de R$ 700,00 têm duração de 20 meses. Podem participar estudantes regularmente matriculados a partir do 3º semestre. O processo seletivo será composto por quatro etapas: a) inscrição; b) análise documental; c) entrevista; d) avaliação prática. Essa última etapa consistirá em uma produção midiática sobre a temática da saúde mental, a ser detalhada durante o processo seletivo. As entrevistas serão feitas via Google Meet. E o resultado será divulgado nos sites das universidades participantes. Os acadêmicos selecionados terão capacitação sobre verificação de fatos (fact checking) e outros temas abordados pelo projeto. Saiba mais sobre o projeto A desinformação em saúde é um problema crescente que compromete a qualidade da informação disponível ao público e pode levar a prejuízos significativos na saúde individual e coletiva, como já demonstrado na pandemia da Covid-19. Com a proliferação de conteúdos enganosos nas plataformas digitais, torna-se cada vez mais necessário criar estratégias que promovam a disseminação de informações baseadas em evidências científicas, levando em conta os índices de adoecimento da população, sobretudo no Rio Grande do Sul, que sofre as consequências de uma catástrofe climática de proporções históricas. O VerdadeiraMente é um projeto multidisciplinar que consiste na criação e manutenção de um veículo jornalístico digital, multimídia e multiplataforma, destinado a traduzir, disseminar e divulgar informações científicas sobre programas, políticas e ações do Ministério da Saúde voltadas à saúde mental, além de pesquisas desenvolvidas em universidades brasileiras. O projeto tem foco na prevenção e combate à desinformação, com distribuição de conteúdos em diferentes plataformas digitais e realização de atividades de letramento científico e midiático. Além disso, o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e o Hospital Escola da UFPel, ambos geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), integram o projeto. “Este projeto é de extrema importância, tanto para a formação dos estudantes quanto para a sociedade, ao levar conhecimento científico e informações sobre os serviços de saúde mental à população. Estamos engajados na prevenção e no combate à desinformação sobre ciência e saúde”, afirma a coordenadora do projeto, professora Luciana Menezes Carvalho, do curso de Jornalismo da UFSM (campus de Santa Maria). Texto: Assessoria de Imprensa do Husm]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2024/12/11/submissao-de-trabalhos-para-a-14a-edicao-da-revista-o-qi-2025 Wed, 11 Dec 2024 14:07:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=819

Estão abertas as submissões para a 14ª Edição da O QI - Revista Experimental do Curso de Produção Editorial. O período para envio de trabalhos vai de 04 de dezembro de 2024 a 10 de março de 2025.

As modalidades aceitas incluem: artigo livre, ensaio, resenha crítica, relato de produção profissional ou experimental, e resumo de monografia ou projeto experimental. O público-alvo está direcionado a alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores da área de Comunicação Social, com enfoque em Produção Editorial e demais áreas relacionadas.

Os originais devem ser submetidos, seguindo as normas de submissão disponíveis no site da revista, através do link (Submissão de trabalhos para a revista O QI, v.14, 2025).  A seleção será feita por um comitê editorial composto por professores e especialistas da área.

Para mais informações e acesso às normas de submissão, visite o site oficial da revista.

(O QI – Revista Experimental do Curso de Produção Editorial)

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/eventos/recepcao-estudantil-integra-ccsh-palestra-com-abner-de-freitas Fri, 06 Sep 2024 11:40:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/?post_type=eventos&p=5068 🎉 Atenção, calouros/as/es e veteranos/as/es do CCSH! 🎉

É com MUITA alegria que estamos prontos pra receber vocês de volta para o nosso segundo semestre! 📚💼 As atividades acadêmicas retornam na próxima segunda (09/09), e é aqui que a sua história acontece! 🏛️✨

🎤  No dia 11/09, às 19h30, participe da Palestra inspiradora com Abner de Freitas, fundador da Startup Hopeful! 💡🌍

A atividade vai acontecer no Auditório do CCSH, no Prédio 74C.

🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸

Outras atividades da Recepção Estudantil:

🔸 09/09, às 10h: Bora começar com estilo! 🎤 Fala do Reitor e da Vice-Reitora em frente ao RU! 🥪👥 Já fica ligado/a/e e não esquece de agendar o almoço para a sequência! 🍽

🔸 11/09: Dia de atividades no Hall do Prédio 74C! 🌟

☕ 9h, 15h e 19h: Momento de acolhimento com a Direção do CCSH. Cafézinho, chá e bolachinhas garantidos! 🍪🫖
🏡 9h às 12h: A Casa Verônica estará por aqui pra te mostrar suas ações e projetos! 🙌
📸 9h às 12h e 13h30 às 19h30: Painel de fotos pra você registrar seu retorno e concorrer a brindes! Posta no nosso Carrossel Colaborativo e estoura um balãozinho, que vai ter surpresa nele!🎈💥

Estamos esperando vocês com muito carinho! 🫶

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🎉 Atenção, calouros/as/es e veteranos/as/es do CCSH! 🎉

É com MUITA alegria que estamos prontos pra receber vocês de volta para o nosso segundo semestre! 📚💼 As atividades acadêmicas retornam na próxima segunda (09/09), e é aqui que a sua história acontece! 🏛️✨

🎤  No dia 11/09, às 19h30, participe da Palestra inspiradora com Abner de Freitas, fundador da Startup Hopeful! 💡🌍

A atividade vai acontecer no Auditório do CCSH, no Prédio 74C.

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Outras atividades da Recepção Estudantil:

🔸 09/09, às 10h: Bora começar com estilo! 🎤 Fala do Reitor e da Vice-Reitora em frente ao RU! 🥪👥 Já fica ligado/a/e e não esquece de agendar o almoço para a sequência! 🍽

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/eventos/recepcao-estudantil-integra-ccsh Fri, 06 Sep 2024 11:28:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/?post_type=eventos&p=5066 🎉 Atenção, calouros/as/es e veteranos/as/es do CCSH! 🎉

É com MUITA alegria que estamos prontos pra receber vocês de volta para o nosso segundo semestre! 📚💼 As atividades acadêmicas retornam na próxima segunda (09/09), e é aqui que a sua história acontece! 🏛️✨

🎤  No dia 11/09, às 19h30, participe da Palestra inspiradora com Abner de Freitas, fundador da Startup Hopeful! 💡🌍

A atividade vai acontecer no Auditório do CCSH, no Prédio 74C.

🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸

Outras atividades da Recepção Estudantil:

🔸 09/09, às 10h: Bora começar com estilo! 🎤 Fala do Reitor e da Vice-Reitora em frente ao RU! 🥪👥 Já fica ligado/a/e e não esquece de agendar o almoço para a sequência! 🍽

🔸 11/09: Dia de atividades no Hall do Prédio 74C! 🌟

☕ 9h, 15h e 19h: Momento de acolhimento com a Direção do CCSH. Cafézinho, chá e bolachinhas garantidos! 🍪🫖
🏡 9h às 12h: A Casa Verônica estará por aqui pra te mostrar suas ações e projetos! 🙌
📸 9h às 12h e 13h30 às 19h30: Painel de fotos pra você registrar seu retorno e concorrer a brindes! Posta no nosso Carrossel Colaborativo e estoura um balãozinho, que vai ter surpresa nele!🎈💥

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Entrevista com a Profa. Amanda Eloina Scherer do Centro de Documentação e Memória, nascida em 21 de abril de 1951, em Santa Maria.

Fotografia de corpo inteiro em formato retrato da Professora Amanda Eloina Scherer. Ela tem pele clara, cabelo curto, branco e liso. Está de óculos de grau preto e arredondados. Está usando um vestido longo preto e sapatos pretos. A professora está sentada em uma fileira de cadeiras. Ao fundo, as paredes são na cor azul, atrás da professora está um quadro branco quadrado com borda de madeira e ao lado uma porta dupla branca, onde uma delas está aberta, mostrando o outro cômodo. Fim da descrição.

Profa. Amanda Scherer (Arquivo do Centro de Documentação e Memória - UFSM - Silveira Martins)

Fotografia em formato retrato em que estão duas cadeiras posicionadas de lado, uma ao lado da outra. Elas estão em cima de um tapete colorido. Atrás delas, está uma estante de livros branca de altura média, dividida em 16 nichos e encostada na parede. Os livros estão guardados verticalmente. Acima da estante, na parede de cor azul, está a logo do Centro de Documentação e Memória da UFSM de Silveira Martins, nas cores preto e branco. Fim da descrição.Fotografia em formato retrato de cinco estantes de metal. A imagem não mostra a primeira estante inteira, apenas uma parte, e ela está localizada à direita da foto, mostrando apenas a parte esquerda da estante com seis prateleiras, cheias de diferentes objetos, como livros e quadros de fotografia, alguns na horizontal e outros na vertical. Atrás da primeira estante, aparece apenas uma parte da segunda estante, ela possui sete prateleiras com livros guardados verticalmente. Ao fundo, há uma parede branca com dois quadros de fotografia pendurados, um abaixo do outro. Acima, há o teto com duas lâmpadas quadradas. Abaixo, piso em formato quadrado. No canto inferior esquerdo da fotografia, está a logo do Centro de Documentação e Memória da UFSM de Silveira Martins, nas cores preto e rosa. No canto inferior direito, está a logo da UFSM de Silveira Martins, a tipografia na cor preto e os detalhes nas cores branco e laranja. Fim da descrição.

Fotografia de uma estante de livros branca, encostada na parede e de altura média, mostrando 12 nichos com livros guardados verticalmente e horizontalmente. Acima da estante, estão livros dispostos verticalmente e horizontalmente. Acima, na parede de cor azul, estão pendurados quadros com molduras de madeira. Fim da descrição.

Fotografia de um ambiente no formato horizontal. Em primeiro plano, do lado direito até metade da fotografia, está uma mesa retangular marrom cheia de livros, cartilhas e dois vasos pequenos de plantas dispostos sobre ela. Apenas parte da mesa é visível devido ao ângulo muito próximo da fotografia.. Ao fundo, há a continuação do ambiente, este dividido por uma grande estante azul contendo diversos objetos, sendo algumas caixas médias, quadros de fotografia e objetos de decoração. Há uma mesa azul no lado esquerdo da imagem. Já no lado direito, há duas mesas dispostas formando um L, uma marrom e uma branca. Ao redor da branca, há duas cadeiras. Mais ao fundo, estão duas paredes, a da esquerda sendo azul e a da direita, branca. Na parede branca, há um móvel de altura média com alguns quadros de fotografia. Fim da descrição.

Fotografia em formato horizontal de um cômodo do Centro de Documentação e Memória. Em primeiro plano, estão três fileiras de cadeira, uma na frente da outra, cada fileira possui 5 cadeiras brancas. Ao fundo, na parede de cor azul, está a logo do Centro de Documentação e Memória da UFSM de Silveira Martins, nas cores preto e branco. Ao lado esquerdo, está uma porta dupla branca, onde uma delas está aberta, mostrando o outro cômodo. Na parede do lado direito, na cor branca, estão duas janelas de portas duplas abertas na cor branca. Fim da descrição.

Espaço do Centro de Documentação e Memória - UFSM - Silveira Martins (Arquivo do CDM - UFSM - Silveira Martins)
  1. Como foi concebida a iniciativa de criação do Centro de Documentação e Memória?

     Ela é decorrente dos resultados de um projeto de pesquisa interdisciplinar que foi concebido em 1999 com a criação do Laboratório Corpus (PPGL/UFSM), através do Edital PROCAD CAPES com a UNICAMP. Projeto que tinha por eixo diretor a História das Ideias Linguísticas e Literárias no Sul e que resultou também na criação do doutorado em Letras da UFSM. Em 2012, a partir da imensa documentação disponível sobre tal problemática e ainda com o recebimento dos primeiros acervos privados, um grupo de pesquisadores do Laboratório Corpus, com apoio de professores da Arquivologia, dois deles em formação em nosso Programa de Pós-Graduação, decidiu investir em uma política de Fundos Documentais, criando um centro de pesquisa e de preservação da memória e da história da formação em Letras na região Sul. Com o passar do tempo, esse propósito inicial foi se ampliando a partir das doações de acervos que foram feitas ao CDM. Hoje, o CDM guarda documentos não só da formação em Letras no sul do país, mas também preserva fundos e acervos de instituições e de personalidades que contribuíram para a história da produção do conhecimento como um todo. 

  1. Quais materiais (autores, acervos literários e fotográficos, entre outros) estão sendo reunidos pelo CDM?

     O CDM tem uma reunião de acervos de diversos tipos que são nomeados como Fundos Documentais e/ou Acervos propriamente ditos, até o momento temos 07 Fundos Documentais e 5 Acervos. São eles: Fundo Documental Neusa Carson, Acervo Bibliográfico Michael Phillips, Fundo Documental Maria Luiza Ritzel Remédios, Fundo Documental Aldema Menini Mckinney, Portal Virtual Fantástico Brasileiro, Acervo Fotográfico Colégio Bom Conselho, Fundo Documental Freda Indursky, Fundo Documental Aliança Francesa de Santa Maria, Fundo Documental Donaldson Garschagen, Fundo Documental Armando Vallandro, Acervo Documental de Livros Didáticos, Acervo do Laboratório Corpus, além de um acervo de obras artísticas, livros raros e de especialidades. Na sua grande maioria são livros, mas também temos um dossiê, por exemplo, sobre as atividades culturais que foram realizadas pela Aliança Francesa em Santa Maria, além de um acervo fotográfico e de divulgação na mídia local. Temos ainda documentos sobre a primeira Associação de Professores de Francês no interior do RS. Além de alguns números dos primeiros jornais impressos franceses datando de 1898 a 1928. Temos um acervo de dicionários em diversas línguas e de diversas especialidades, como um dicionário sobre o voto. Recentemente recebemos a antiga biblioteca do antigo Clube Caixeiral de Santa Maria ainda em fase de seleção e separação. Um outro acervo que estamos trabalhando, no momento, são os verbetes produzidos para as primeiras enciclopédias (Larousse, Delta, Barsa) traduzidas no Brasil. Os materiais em si são diversos e dizem muito dos acervos recebidos que podem ir de correspondência pessoal até documentos históricos originais das mais diferentes fontes, bem como manuscritos de pesquisadores.

  1. Como é realizada a catalogação dos materiais?

     A catalogação segue as normativas do Arquivo Nacional no Rio de Janeiro pois estamos cadastrados como entidade custeadora de acervos arquivísticos na referida Fundação. Antes de sua catalogação, todo o material recebido passa por um processo de seleção e separação, logo após por sua higienização (em máquinas especializadas) e a seguir por sua catalogação. Caso tenhamos algum objeto em mau estado de conservação, ele será separado dos demais, em lugar próprio, e terá seu restauro e cuidado realizados por um especialista. 

  1. A localização em Silveira Martins se dá, entre muitas razões, pelo acondicionamento adequado do acervo. Em que suportes eles estão disponíveis? Quais são os principais fatores para o armazenamento adequado dos materiais?

     Sim, a localização na UFSM - Silveira Martins se dá principalmente pelo espaço disponível para dispormos nosso mobiliário técnico, como uma estante deslizante de porte médio, com fechamento e à prova de umidade e de fogo. Além dela, dispomos de duas mesas de higienização (uma de pequeno porte e outra para objetos maiores), scanner de alta potência e os demais mobiliários e tecnologia de uma sala de consulta e de trabalho.

  1. Estes materiais estão sendo digitalizados? Quais medidas estão sendo tomadas para tornar o acervo acessível a interessados?

     Sim, estamos começando um trabalho de digitalização de documentos que são considerados, pelos historiadores das ideias, como relevantes para sua disponibilização. Um trabalho ainda embrionário e de um cuidado e estudo extremos sobre a sua importância para a divulgação. O que estamos criando é um livreto nomeado como - Série Arquivo - (em breve disponível em nosso site) que contará a história do fundo ou do acervo, acompanhado de sua catalogação e disponibilidade.

  1. Quais projetos já foram auxiliados pelo empenho arquivístico do CDM?

    Do lado do financiamento, nos beneficiamos sobretudo de quatro editais da CAPES destinados à compra de equipamentos de pequenos portes. Igualmente, participamos de dois Editais da FAPERGS para financiamento de pesquisa interinstitucional, como também de um Edital do CNPq referente a financiamento de compra de livros para Centros de Documentação. Além de auxílio, via demanda interna na UFSM. Do lado do envolvimento técnico-científico: temos um Seminário de Pesquisa sobre Arquivo  que acontece anualmente e que se chama Colóquio Leituras de Arquivos com pesquisadores renomados nacionalmente. E também participamos anualmente da Semana Nacional de Arquivos - organizada pelo Arquivo Nacional. Do lado do envolvimento acadêmico-científico: já realizamos duas Escolas de Altos Estudos que tratam sobretudo sobre manuscritos de pesquisadores. E ainda temos monografias de especialização e de dissertações de mestrado defendidas sobre nossos arquivos, além de publicações sobre eles.

  1. De que modo o curso de Produção Editorial poderia se inserir neste espaço? Visando estabelecer parcerias e projetos.

     Estamos abertos para conversarmos sobre. Temos certeza que vocês só nos fortalecerão, por exemplo, discutindo - juntos - nossa política editorial, nossa divulgação, nossos suportes técnicos especializados no sentido do próprio da Produção Editorial. A experiência de vocês poderá nos ajudar a fomentar uma política editorial digna de um Centro de Documentação e Memória.

Biografia da entrevistada:

     Professora Titular de Linguística junto ao DLCL-CAL-UFSM e professora da Graduação e da Pós-Graduação em Letras na mesma universidade, desde março de 1982. Bacharel em Letras Francês, pela UFSM (1973). Graduada em Linguística Geral pela Université de Paris VIII – Vincennes, França (1978). Especialização em Língua Portuguesa pela UFSM (1980). Mestre e Doutora em Linguística, Semiótica e Comunicação pela Université de Franche-Comté, Besançon, França (CAPES 1988/1992). Realizou estágio Pós-Doutoral na Université de Rennes 2, França (CAPES 2000). Foi professora convidada, em 2012, da Université de Franche-Comté, França, junto ao Centre de Recherches Interdisciplinaires e Transculturelles e, também, da Faculdad de Filosofia y Letras da Universidad de Cadiz, Espanha. Em 2000, foi também professora convidada do Institut Universitaire de Formation de Maîtres em Mayotte (Département français d’outre mer, France). Tem produção acadêmica, nacional e internacional, entre artigos e capítulos de livros, além de obras organizadas. Com experiência na área de Linguística, com ênfase no materialismo histórico, atuando principalmente nas seguintes linhas de pesquisa: a) Língua, Sujeito e História; b) Sujeito entre línguas. Já orientou mais de 21 teses de doutorado e 38 dissertações de mestrado, supervisionou 9 projetos de pós-doutoramento, além de trabalhos de Iniciação Científica e de Especialização.. Coordena dois convênios internacionais e três nacionais. É pesquisadora do Laboratório Corpus, Laboratório de Fontes de Estudos da Linguagem, junto ao Programa de Pós-Graduação em Letras na UFSM e professora de Linguística junto ao DLCL/CAL. Foi coordenadora dos Cursos de Graduação em Letras por mais de 5 anos, na década de 80, criando o primeiro periódico para acadêmicos em Iniciação Científica - Revista Ideias. Coordenou nos anos 90 a Comissão de Pesquisa do Centro de Artes e Letras, inclusive institucionalizando-a como a Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE/CAL). Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Letras por duas gestões e foi responsável pela criação do nível de doutorado no mesmo programa, além de implementar uma política de criação de uma editora no interior do mesmo programa para poder dar sustentação ao periódico Letras (a Editora do Programa de Pós-Graduação em Letras). Participou e participa de várias comissões nacionais e internacionais, entre as quais podemos citar: responsável pela implantação de uma política de criação de programas de pós-graduação junto ao Centro de Artes e Letras na UFSM; membro do Comitê Assessor da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UFSM; representante de área junto ao CNPq; membro da Comissão de Avaliação de Programa de Pós-Graduação em Letras junto à CAPES; representante de área junto à FAPERGS tendo sido vice-coordenadora; membro representante da ANDIFES na Comissão de Especialistas para indicação do Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia; membro do Comitê de Avaliação de projetos de pesquisa junto à FINEP; fez parte da equipe de seleção de projetos no Ciências sem Fronteiras na França em 2012; membro de diversas associações de pesquisa nacionais e estrangeiras, – participando de seus conselhos superiores, entre elas a ABRALIN (Associação Brasileira de Linguística) e a SIHFLES (Société Internationale pour l’Histoire du Français Langue Etrangère et Seconde); membro Externo do Comitê de Avaliação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); membro Externo de Avaliação de Programas de Iniciação Científica em diversas universidades na região sul (UFRGS, URI, UNICRUZ, UNISC, UPF, UFFS, UNOCHAPECÓ, UNICENTRO/PR); membro de equipe editorial de diversas revistas nacionais e estrangeiras. Présidente do Comité Thématique Linguistique de l'écrit no IV Congrès Mondial de Linguistique Française (2014). Em abril de 2013, foi a Professora Homenageada da 40° Feira do Livro de Santa Maria, RS. Membro do Cercle Ferdinand de Saussure, Genebra-Suíça, desde maio de 2019.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2024/07/12/entrevista-com-egressos-stefany-e-lucas-resende Fri, 12 Jul 2024 15:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=767

     Em mais uma entrevista da série de matérias com profissionais envolvidos no setor de editoração, o site da O QI apresenta uma conversa com dois egressos da disciplina Projeto Experimental em Revista Científica, centrada na produção das edições da O QI: Stefany Paschoal, designer desde o começo da graduação e que, na última O QI, atuou como designer nas redes sociais em parceria com o Projeto Gráfico; e Lucas Resende, ilustrador que colaborou na mesma edição na equipe de Projeto Gráfico.

     Lucas recordou como foi definir qual conceito seria seguido para poder trabalhar em um projeto gráfico baseado nessas diretrizes, enfatizando o tom democrático da tarefa: “nas primeiras aulas, começaram a surgir os debates. A gente apresentou algumas temáticas (...), os grupos acabaram apresentando várias e a gente foi debatendo em cima dessas decisões”. Stefany complementa o que o seu grupo, com a ideia que foi escolhida pela turma, pensou em “trazer alguma coisa voltada para design, para criação, porque ainda não tinha nenhuma temática na revista falando sobre isso. A gente trouxe vários conceitos de design, queríamos abordar todos, mas fomos afunilando. Chegou em um ponto de trazer o design e a acessibilidade: um assunto que nunca tinha sido falado na cadeira, nunca tinha sido colocado em prática. A gente juntou essas duas ideias. A [ideia] da acessibilidade foi a turma que definiu junto”. A construção da identidade visual da edição em questão foi trilhada em uma maturação constante, segundo Lucas: “dá bem para ver pela rede social, porque ela começa de uma forma, (...) depois, eu lembro que a gente começou a debater usar as cores da Adobe: o azul [do Photoshop], o rosa do InDesign, [o amarelo] do Illustrator. (...) Depois a gente definiu que iríamos usar só o azul, porque a gente tinha batido o martelo na temática”.

     Stefany comenta a respeito da necessidade de conciliar as ideias com os recursos financeiros: “pensando no orçamento na época, também sairia muito mais barato a revista ser impressa somente com uma chapa de cor do que a gente usar todas que tinham na época”. Sobre como foram definidas as atribuições e as ideias, Lucas relata: “cada equipe tinha um líder. O líder do ano passado foi o Lucas Braga e ele foi genial, conseguiu separar direitinho as funções de cada membro da equipe e foi bem democrático. A gente debatia bastante e via quais possibilidades a gente podia usar. (...) Claro que muitas cabeças pensantes, a gente acaba entrando em alguns conflitos: algumas ideias vêm, mas não cabem. Gera algumas discussões saudáveis, para debater a identidade da revista. Foi bem bacana esse processo”.

     Stefany comenta sobre como foi imergir no trabalho com acessibilidade: “eu tinha uma noção, porque na cadeira de Publicações Científicas, que eu fiz junto com o Lucas a parte de design, tivemos que aplicar a parte de descrever imagem (...). Mas se eu dizer que sabia, vou estar mentindo. Na época, era novidade para toda a turma, era novidade até para a Cláudia Bomfá, a professora. Com o tempo, ela estava sentindo falta de saber mais e chamou pessoas para fazer palestras”. Lucas completa que o ponto da acessibilidade foi o ponto mais marcante da edição: “no curso, a gente explora algumas coisas de acessibilidade e na O QI do ano passado a gente quis implementar isso, destacar em todo o projeto da revista. (...) A gente precisava que pessoas com deficiência testassem, checar se estava realmente funcionando. Foi bem trabalhada e estudada essa questão da acessibilidade, principalmente para o projeto impresso, o projeto gráfico”. Stefany resgata mais detalhes: “focamos bastante em quem tem daltonismo. A gente trouxe o ColorADD, mas não deu tempo de aplicar do jeito que a gente gostaria. Na época, eu dei a sugestão até de a gente criar o nosso estilo de ColorADD, nós criarmos as nossas formas de identificação. Só que como a gente já estava no final do projeto pensamos: ‘a rede social vai ter uma identificação e a revista vai ter outra?’ Não dá, então a gente acabou descartando isso. Nas redes sociais, a acessibilidade para daltonismo pecou pela falta de comunicação que a gente teve com o pessoal da ColorADD, que precisava permitir e conferir se estava tudo certo. Esse processo era impossível de ser postado na rede social de uma semana para a outra. Já na revista, foi aplicado o ColorADD e funcionou, eles aprovaram, estava tudo perfeito”.

     Lucas explica sobre o ColorAdd: “A ideia do ColorADD veio de um TCC daqui da FACOS. (...) É um sistema que ajuda a facilitar a acessibilidade para daltônicos e pessoas com outras deficiências de visão, identificação de cores e tal. Lembro que para a equipe de projeto gráfico eles foram bem solícitos, o problema era que eles precisavam autorizar e conferir se estava tudo certo. Para a equipe de mídias, não tinha tempo hábil para elas criarem, a gente encaminhar para eles, eles terem o tempo deles de avaliar para ver se estava correto. Se tivesse que fazer alguma alteração, tinha que voltar: elas fazerem a alteração e mandar de novo. Então não dava”. Stefany reforça as dificuldades do contexto: “fora que, se eu não me engano, eles eram de Portugal. Era um fuso horário diferente, era uma função. A gente teve uma ou duas reuniões com eles, aí para eles era um horário e para a gente era outro. Pensamos, ‘não vai dar certo isso aí’”.

     Sobre as inspirações para a criação do projeto, que também se norteava em cidadania, Lucas coloca: “o grupo da Stefany tinha mostrado uma ideia que foi se afunilando até chegar na questão da cidadania. Pensamos muito na questão da rua. A temática era a ‘criatividade como instrumento social’. Cidadania, cidadãos, rua… cores de placa. O nosso jargão era que: ‘A rua fala’”, tomando o metrô de São Paulo como uma fonte de referências. “Teve um momento em que a Ana Cipriani, se eu não me engano, falou: ‘gente, rua: acessibilidade! Como as ruas não são acessíveis para as pessoas que têm deficiência?’, e a gente pensou: ‘é verdade, aqui na UFSM, por exemplo…’”.

     Perguntas sobre como assimilam a experiência na revista, Stefany foca no lado interativo envolvido no processo: “você tem que trabalhar com pessoas e nem todo mundo trabalha do mesmo jeito (...). Por mais que seja uma disciplina, eu tenho o costume de levar as coisas bem a sério quando eu entro em um projeto. A gente só quer que as coisas funcionem como deveriam funcionar, questão profissional. Houve a questão de trabalhar em grupo, saber conversar, saber entender o lado do fulano, o lado do ciclano. Saber falar com os outros grupos para não ter ruído, principalmente com o pessoal do projeto gráfico. Eu me dava muito bem com os dois Lucas. (...) Era uma conversa muito boa, para mim foi uma experiência muito boa essa coisa de trabalhar em grupo principalmente por isso”. Lucas reforça a opinião de Stefany: “pegou uma turma que não fez [a disciplina] na pandemia e foi uma turma bem grande: as equipes estavam bem grandes, e quando tem muita gente que quer dar muitas opiniões — principalmente para construir uma identidade que fica registrada depois — é um pouco complicado lidar. Mas, a gente estuda comunicação. A comunicação tem que ser bem estabelecida para não ter problema! Mas é uma experiência 100% profissional, porque parece realmente uma editora que tem as equipes separadas”.

     Para finalizar o bate-papo, perguntamos sobre o que Stefany e Lucas creem como essencial em um Projeto Gráfico. Ela menciona: “a definição de conceito. Sentar com todo mundo que está participando e falar: ‘qual é a sua ideia?’. Aí, um traz uma ideia aqui, o outro traz aqui… e a gente une, fazendo um projeto gráfico com o conceito bem definido. O resto anda perfeitamente”. Lucas concorda com a importância do conceito trazida por Stefany: “a gente precisa, principalmente quando a gente tem tempo para entregar e finalizar tudo, tentar ser o mais ágil e profissional possível para não ficar ‘ah, eu acho que isso tem que mudar’. Não. A gente define e constrói toda revista a partir dessa ideia. Vamos nos alinhar e fazer tudo certinho! Uma comunicação com as equipes que seja fluida, sem problemas e com o conceito todo”. Stefany conclui: “a partir do momento em que uma pessoa começa a discordar, tem que resolver. Ficar discordando não vai funcionar. Tem que saber conversar, saber aceitar a opinião do próximo para as coisas rodarem bem”.

Você também pode conferir mais momentos dessa entrevista em nosso canal no YouTube! Acesse pelo link http://www.youtube.com/@oqi-revistaexperimental.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2024/06/28/entrevista-com-editor-leandro-muller Fri, 28 Jun 2024 15:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=764

Leandro Müller (acervo pessoal)

Em mais uma entrevista da série que contempla estudiosos e atuantes na área da editoração, a O QI conversou com Leandro Müller, pesquisador do mercado editorial, doutor em Comunicação (UERJ / Université Clermont-Auvergne), mestre em Comunicação (UERJ), graduado em Publicidade (UFRJ) e graduado em Filosofia (UERJ / Universidade do Porto). Além disso, ele é autor de obras como “Como editar seu próprio livro: um manual básico para quem quer publicar ou ser publicado”, “O consumidor de livros: prática de comportamento em livrarias”, e “Pequeno Tratado Hermético sobre Efeitos de Superfície”. Conforme o site da NESPE (http://www.nespe.com.br/), Leandro passou cinco anos na equipe docente da pós-graduação em Editoração do IUPERJ. Ele também esteve à frente da coordenação do curso por 2 anos.

Leandro conta que a paixão pelos livros surgiu quando ele estava no Ensino Médio. “A paixão pelos livros surgiu tardiamente, marcada antes pela aversão aos livros. Infelizmente não nasci em uma família de leitores e, em nossa casa, não tínhamos livros, salvo um dicionário e uma enciclopédia em três volumes. Assim, foi na escola meu primeiro contato com a literatura (...) aquela que considero minha primeira leitura viria aos 14 anos, ‘Senhora’, de José de Alencar. Achei o livro tão chato que só voltei a me aproximar de um livro aos 19 anos”. Essa reaproximação foi intensa: “Acabei ingressando na Escola de Comunicação da UFRJ, por ser uma instituição federal. Em janeiro de 1998, na rodoviária de Volta Redonda, enquanto aguardava o ônibus para viajar e realizar minha matrícula, deparei-me na banca local com uma recém lançada coleção da Folha de São Paulo cujo livro era de um autor completamente desconhecido e de nome estranho: Fiodor Dostoiévski. Adquiri Crime e Castigo por R$6,90 e li ininterruptamente. Não tenho memória de quantos dias se passaram, mas eu apenas lia. Faltando 20 páginas para o fim, já às quatro horas da manhã, cochilei sobre a obra, despertando às seis horas e finalizando a leitura. Ao término, eu chorava copiosamente, não por ser uma história particularmente triste, mas porque eu tinha me tornado um grande amigo e confidente de Rodion Românovitch Raskólnikov e nunca mais o encontraria novamente. Naquele mesmo ano, como minhas aulas começaram em 26 de outubro, li mais de 100 livros. Empréstimos, bibliotecas, sebos. Graciliano Ramos, Machado de Assis, Camus, Herman Hesse, Goethe, e uma enorme lista de autores brasileiros e estrangeiros, além de muitos e muitos livros policiais. E nunca mais parei de ler”.

Ao relatar a possibilidade de usar o gosto pela editoração em uma perspectiva profissional, Leandro fala sobre os desafios do ramo. “Dediquei meu tempo na universidade para montar uma editora, sem entender nada do assunto. Meu trabalho final foi uma revista de filosofia (nos moldes de algumas revistas francesas), que pretendia lançar nas bancas de jornais. Terminei meu curso em 2002 e fui empreender, mas sem sucesso, pois minhas bases e conhecimentos de negócios eram muito frágeis. Então surgiu a oportunidade de trabalhar na livraria da Travessa, na qual entrei e saí por diversas vezes, ficando ao todo por praticamente sete anos. Paralelamente à carreira de livreiro, dediquei-me aos estudos informais de edição e escrita. Eu ajudava colegas a publicar livros e acabei eu mesmo publicando alguns”. Foi em 2011 sua primeira experiência como professor em uma sala de aula: “Recebi um convite da professora Michelle Sales para dar algumas aulas na pós-graduação ‘O mercado do livro’, no IUPERJ, na qual ela era a coordenadora. A convite dela, assumi a coordenação do curso em 2014. (...) Foi a partir de então que passei a pensar no mercado editorial como um ramo de atividade, embora já fizesse parte dele há mais de 10 anos”.

Na sequência, foi questionado de que modo as suas formações influenciaram em sua abordagem na pesquisa, na escrita e na edição de livros, assim Leandro comenta: “É importante contextualizar que, naquela época, eu queria ser escritor. Era a profissão que eu imaginava para mim, logo, os primeiros cursos que me vieram à cabeça foram aqueles que comumente relacionamos à escrita: publicidade, jornalismo, letras. Porém, ainda no segundo período, tive uma aula com o incrível professor Edwaldo Cafezeiro, que tomou conhecimento da minha ambição literária. Lembro até hoje textualmente de sua resposta ao meu comentário ‘quero ser escritor, estou pensando em fazer uma faculdade de letras’. Ele disse: “Não faça essa bobagem, menino, vá estudar filosofia”. No mesmo ano entrei para a graduação em Filosofia na UERJ. Já a formação em Publicidade e Propaganda contou mais para mim como uma experiência de vida, em um contexto em que eu saia da casa dos meus pais e vinha morar sozinho na capital do estado. Eram os anos do aprendizado de ser adulto. E como nunca quis trabalhar com publicidade, nem com jornalismo (e de fato nunca trabalhei), a faculdade serviu como um percurso formativo humano e social. Evidentemente, essa formação humanística moldou grande parte do meu pensamento e da forma de abordar e interpretar a realidade”.

Sobre a troca de experiências no ambiente acadêmico, Leandro recorda com carinho da convivência: “Foi um dos momentos mais marcantes na minha trajetória profissional, especialmente a troca com os alunos, grande parte deles ainda presentes até hoje como colegas profissionais do livro. Muitos se tornaram editores, agentes literários, revisores de textos, diagramadores, e ainda nos esbarramos. Desde minhas primeiras experiências com autopublicação em 2004, percebi que eu gostava muito de ajudar as pessoas e compartilhar meus conhecimentos. Ser professor unia essas duas coisas. Por isso, desde 2011 tenho atuado como professor, sempre criando novos cursos, dando aulas, criando comunidade de pessoas interessadas em aprender mais sobre o fazer do livro”.

Leandro também conta sobre uma iniciativa própria, o prêmio Leandro Müller de Literatura, inaugurado em 2004: “Percebi que se tornou um importante instrumento de memória, para que eu pudesse acompanhar minha própria construção intelectual com o passar dos anos, saber que tipos de leitura eu frequentava em dado momento da minha vida e como elas me afetaram. Criei de forma que o prêmio fosse outorgado, ou seja, imposto e sem possibilidade de recusa. Claro que como uma brincadeira, pois os vencedores normalmente não tomam ciência de que foram premiados e, mesmo se tomassem, não há vantagem alguma em vencer esse prêmio, salvo minha gratidão pessoal”.

Sobre os desafios de se trabalhar no campo da editoração, Leandro opina: “Considero o mercado brasileiro muito ‘internacionalista’ e vejo isso como uma acomodação dos editores, que preferem arriscar menos trazendo/traduzindo obras já testadas em mercados estrangeiros. Evidentemente, não se pode ignorar que o público leitor brasileiro também tem muito interesse nos formatos importados, especialmente aqueles influenciados por outras indústrias criativas como o cinema e os jogos. Mesmo assim, defendo que apostar mais em nossos escritores nacionais deveria ser um investimento a ser feito com mais intensidade, principalmente pelos grandes grupos editoriais. Sobre as oportunidades, muitas virão em decorrência do surgimento de novas tecnologias e modos de leitura. Contudo, vejo uma tendência da autopublicação e da publicação independente ganhar cada vez mais espaço. Inicialmente ocupando as brechas deixadas pelo mercado editorial, mas depois, se tornando uma alternativa mais interessante para muitos autores do que se associar com editoras. É importante que o editor mantenha-se atento para continuar sendo relevante para o público”.

Leandro finaliza com dicas para todos os aspirantes ao setor editorial: “Façam cursos, leiam bastante, assistam tutoriais. Busquem o conhecimento formal além da experiência prática. Mas, principalmente, estabeleçam e cultivem conexões com profissionais. Procurem ir a lançamentos de livros, leiam autores novos, comprem livros e criem sua própria comunidade”. A íntegra da entrevista com Leandro Müller, em que ele comenta também sobre o processo criativo envolvido em suas atividades profissionais, estará disponível na 13° edição da Revista O QI. Não perca!

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2024/06/22/voce-conhece-o-conceito-editorial-que-norteia-a-revista-o-qi Sat, 22 Jun 2024 14:30:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=780

     A Revista O QI foi o primeiro periódico criado no curso de Comunicação Social - Produção Editorial e teve a sua 1ª edição publicada em 2012. O publicitário Lucas Goulart Ferreira, bacharel pela UFSM desde 2010, já trabalhou como assessor de comunicação em ONGs, como diretor de arte em agências de publicidade e como diretor de marketing na Agrimec. Desde 2020, atua como CEO da Agência ERA de marketing, fez parte do processo de criação do nome da revista e comenta sobre como foi a reunião de ideias para formular as diretrizes:

“Há momentos na vida que ficam gravados na memória. Um desses momentos aconteceu quando fui desafiado a estimular a criatividade dos alunos usando técnicas publicitárias. A missão era clara: criar um conceito inovador para uma revista em um curto período de tempo. 

Optamos pela técnica de "brainstorm", um método que sempre me fascinou por seu potencial de transformar ideias brutas em algo extraordinário. A sala de aula rapidamente se transformou em um redemoinho de pensamentos e sugestões. Cada aluno trouxe sua perspectiva única, e em pouco tempo, a folha de papel estava repleta de anotações e rabiscos. Este foi apenas o início de nossa aventura criativa.

Começamos então o processo de lapidar essas ideias. Era como se estivéssemos esculpindo uma obra de arte coletiva. Frases surgiam das palavras anotadas, conexões inesperadas eram feitas, e algumas palavras se fundiam, criando novos significados. O ambiente fervilhava com a energia da colaboração, cada um de nós contribuindo para um mosaico de inovação. 

A tarefa era árdua: definir o conceito da revista durante a aula. Havia momentos de dúvida e incerteza, tem muitos detalhes que se perderam na minha memória, mas a busca incessante pelo nome perfeito, isso sim, lembro que nos mantinha focados.

E então, aconteceu a mágica. Concordamos que a revista precisava de um nome positivo, algo que afirmasse o conteúdo vibrante que ela teria. "Okay" surgiu como uma opção forte, representando confirmação e aceitação. No entanto, algo ainda estava faltando. Precisávamos de algo mais impactante.

Foi nesse momento que um dos colegas, com um brilho nos olhos, teve uma ideia brilhante. Ele pegou a fonética da palavra "Okay" e, com uma simplicidade genial, transformou-o em "O QI". Esse instante de epifania foi o ponto alto de nosso esforço colaborativo, um momento em que tudo se encaixou perfeitamente. "O QI" não era apenas um nome; era uma declaração de inteligência, criatividade e inovação.

Aquele dia, marcado pela pressão e pela criatividade desenfreada, deu origem a algo verdadeiramente especial. Sinto um orgulho imenso ao lembrar dessa jornada, do poder da colaboração e da fusão de ideias. "O QI" nasceu do trabalho árduo e da dedicação de todos nós, uma prova viva de que, quando mentes criativas se unem, não há limites para o que podemos alcançar”.

     O conceito do título O QI relaciona-se com o “novo”, algo recém concebido, e dialoga com esse contexto de lançamento. As palavras-chave que ajudam na solidificação do nome são intelecto, inteligência, sabedoria, raciocínio, mente e percepção: a O QI carrega a proposta de apresentar conteúdos de ciência com uma linguagem leve, lúdica e de fácil compreensão, voltada para um público jovem.

     Além das palavras-chave, a constante interrogação pelo saber também dá corpo ao aspecto conceitual da O QI. Esse questionamento se relaciona ao caráter experimental da revista e à essência camaleônica do curso de Produção Editorial, reforçada pela renovação anual da equipe que realiza suas edições. “O que teremos?”, “O que queremos expressar?", “O que queremos experimentar?”: perguntas que instigam a expectativa pelas edições. Buscamos, no conceito formulado pelas primeiras pessoas que formaram a equipe editorial,  o que é a revista: “O QI é inquietação, transformação, experimentação e, principalmente,  renovação”.

Depois de conhecer um pouco mais sobre a nossa história, que tal conferir as edições anteriores?

Acesse no link: http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/edicoes-anteriores

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2024/06/21/entrevista-com-israel-orlandi Fri, 21 Jun 2024 14:30:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=761

   

Descrição da imagem: Foto de um homem adulto de pele clara, cabelo curto, castanho e ondulado, cavanhaque e olhos de cor escura. Está vestindo uma camisa branca. Possui o braço direito fechado de tatuagens e o esquerdo com apenas uma. 
De modo desfocado e com um fundo da imagem escuro, há uma estante de arquivos. Fim da descrição.

Israel Orlandi (acervo pessoal)

Em seguimento à série de entrevistas com profissionais egressos do  curso de Produção Editorial da UFSM e que atualmente estão no mercado editorial, a O QI conversou com Israel Orlando, acadêmico da segunda turma do curso de Produção Editorial. “Isra”, como é conhecido, fala sobre a vivência no curso, o impacto da graduação em seu processo criativo e como ele desenvolve sua atividade profissional atual.

     Isra se formou em 2014, tendo participado da produção da primeira edição da O QI - Revista Experimental do Curso de Produção Editorial da UFSM, volume 01, 2013. “Foi quase que um período de teste, modelações do curso”, ele relembra. “A gente teve muitas conversas com o pessoal da coordenação. Como a gente era os ‘betatesters’, vamos dizer assim, a gente pode tentar trazer muitas ideias”. Apesar de saber que a base no curso apresentava uma incursão intensa na editoração impressa, Isra relata que  teve maior afinidade com o ambiente digital. “Tentávamos trazer coisas que a gente via no mercado, algo que estava bombando. Vamos tentar trazer para dentro do curso, desenvolver isso e conversar sobre, ver se, de repente, faz algum sentido para as próximas turmas”. O entrevistado comenta, ainda, sobre como a experiência na graduação é decisiva para compreender a dinâmica do mercado de trabalho, e exemplifica com a sua própria história. “É muito importante, desde que você está na graduação, fazer o famoso networking. Tentar desenvolver a tua conexão com as pessoas dentro do curso. Uma vez eu estava trabalhando em uma produtora de Santa Maria, no final do ano, eles estavam dando workshop na Semana Acadêmica. No final do workshop, umas pessoas vieram me perguntar como que eu trabalhava lá, eu falei: ‘eu pedi, só isso’. E as pessoas não fazem isso às vezes, elas acham que precisam ter uma grande oportunidade”. Israel também destaca a relevância das bolsas, tão almejadas nesse período: “Quando eu me formei, eu já tinha algumas habilidades desenvolvidas através das bolsas. Isso me deu bastante afinidade com a área, e, também, responsabilidade”.

     Quanto aos interesses temáticos, Isra relata proximidade com o campo digital. “Sempre tentei buscar essa parte de web, tudo que tinha essa convergência de site me interessava e eu tentava desenvolver”. Em um segundo momento, o marketing digital torna-se o foco: “Comecei a puxar mais a parte de anúncio, de tráfego pago. Nesse sentido, eu já sabia de site, e agora eu sabia como levar as pessoas até o site. Para mim, era o melhor dos dois mundos: eu conheço onde a pessoa vai comprar, e eu conheço como gerar tráfego para levar a pessoa até lá, (...) Foi algo que eu busquei por fora, mas que faz todo um complemento a tudo o que eu já aprendi”. Na opinião de Israel, a diversidade de temas deve ser bem analisada: “É importante ter uma visão generalista do negócio, mas focar em uma coisa só. Saber conversar sobre tudo, mas ser especialista em algo específico. Isso vai te diferenciar no mercado. O networking é o que manda no início, porque as pessoas normalmente precisam de alguém que está em volta para tocar a parte de marketing. Eu faço aquele marketing de outbound, jogar para o mundo os conteúdos para as pessoas verem que eu faço bem feito, que eu sei do que eu estou falando”. 

     Perguntamos sobre o processo criativo de Israel voltado ao webdesign e à fotografia, áreas em que ele também atuou. “A questão é a diferenciação. Hoje, ser fotógrafo é muito abstrato: às vezes, é difícil dizer para o cliente o porquê do valor do teu serviço, tem muitas variáveis ali. Vi que era muito empenho para pouco retorno, a fotografia não faz mais sentido neste momento. Mas é um ramo muito interessante, desde que você esteja no lugar certo para fazer disso a sua vida, o seu serviço. Eu ia muito para eventos, casamentos, formaturas, mas a parte artística, de ensaio, era mais complexa e difícil de desenvolver. Foi um caminho natural de experimentação”.

     Também perguntado sobre como o processo criativo influencia no setor do marketing digital, Israel esclarece que “A questão da criatividade é, às vezes, não ficar só preso à sua área. (...) Se eu ficar só na área de e-commerce, vou olhar coisas repetitivas ou muito padronizadas, que não vão mais chamar a atenção, estão muito batidas”. Ele elenca a abertura do profissional como um componente importante para se aprimorar: “Tentar causar alguma coisa diferente, quebrar um padrão. Fazer uma mistura aí de linguagem”. Ele exemplifica: “Eu tenho um cliente, no ramo de joias, daqui a pouco vejo algo completamente de outra área e penso: por que que a gente não adapta essa linguagem para o mundo das joias? Acredito muito em tentar variar. Testar é legal”. Isra apresenta um contraponto mais realista: “Às vezes, conseguir passar essa visão para quem é o empreendedor é difícil. Eles falam ‘Não, eu não quero mudar, não quero testar’. Então é uma visão de quem está ali na parte de marketing e comunicação de tentar fazer com que o empresário enxergue isso”. Israel também pontuou como consegue equilibrar a criatividade no desenvolvimento de estratégias com prazos: “Sempre tem que ter uma conversa, porque depende muito de estar alinhado com quem você está prestando o serviço. Ter alinhamento, para cumprir com o que você está prometendo”. 

     As constantes inovações tecnológicas também devem ser levadas em conta, para complementar métodos tradicionais: “Ficar antenado no que está rolando, até por uma questão de adaptação de linguagem. Antigamente, a gente não falava muito sobre os stories, e hoje os stories são praticamente o carro chefe do Instagram. Mas, a gente precisa adaptar, porque o formato de mídia é diferente do feed para os stories”. “Normalmente eu utilizo o Google Trends para ver o que está sendo falado, o Pinterest, por uma questão de estética, de misturar elementos. Daqui a pouco, aparece um negócio de decoração que eu nunca tinha pensado. Isso me dá uma ideia de um post, por exemplo. Penso que o processo criativo seja essa visão de testar”, ele constata.

       Finalizando a conversa, perguntamos as expectativas de Israel para o futuro das áreas em que ele atua. “Cada vez mais, acredito que a comunicação vai ser necessária. Hoje, tudo é comunicação: o meio digital é comunicação. De uma certa forma, isso me indigna porque a gente deveria estar pautando o que está sendo falado, e às vezes não fazemos isso. É necessário ter essa postura. Os empresários querem ver a comunicação ‘conversando’ com a parte de comércio, de diferenciação das empresas”. Israel conclui com uma reflexão sobre sua trajetória: “É tão rápido, mas é muito legal olhar para trás e entender o que foi importante para mim. Se isso fizer diferença para uma ou duas pessoas, eu acho que já vale a pena”.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/2024/06/14/entrevista-com-grupo-conecta Fri, 14 Jun 2024 15:05:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revista-o-qi/?p=758

     A evolução tecnológica ocorrida nos últimos anos levou os produtos comunicacionais a angariar uma conjuntura mais dinâmica e distribuída em cenário multiplataforma, cuja execução fomenta narrativas transmídia e a experimentação criativa. Dessa forma, o CONECTA - Comunicação e Experimentação Criativa, grupo de pesquisa pertencente à área da comunicação da UFSM, reflete o contexto transversal dessas produções de comunicação.

     Conforme explica a apresentação do grupo em sua página no site da UFSM, o objetivo é realizar a experimentação criativa e tecnológica de processos, formatos e suportes de mídia, além de agregar pesquisas que relacionem narrativas midiáticas, consumo e construção de sentidos em múltiplas plataformas de mídia. Estas vertentes compilam temáticas de aderência plurais e abrangentes a várias etapas de uma produção, inclusive o processo criativo, pauta do dossiê temático da próxima edição da O QI.

     Para compreender como esse tema se relaciona com a iniciativa em questão, entrevistamos o docente do curso de Produção Editorial, Leandro Stevens, e o docente do curso de Jornalismo, Maicon Elias Kroth, que, juntos com a professora Sandra Depexe, coordenam o grupo CONECTA. Iniciamos perguntando como a proposta do grupo foi concebida. O professor Leandro comentou: “Eu, o professor Maicon e a professora Sandra Depexe queríamos criar um grupo de pesquisa, mas que ele também tivesse um viés de experimentação, de análise de produtos comunicativos. Discutimos também como unir várias áreas da comunicação, para ter esse enfoque. O importante é os produtos comunicativos”. Maicon comenta que o grupo nasceu de algumas inquietações: “Uma ideia de experimentação, uma ideia de tentar pensar em objetos, em produtos, em construção de ideias que pudessem ser experimentais, uma vez que a gente entendia e percebia que o cenário atual da comunicação, os desenvolvimentos da própria tecnologia, nos estimulavam a pensar produtos e modos de planejar a produção de conteúdos de forma mais diversificada. Que pudesse atender também uma demanda que não só mercadológica, mas também uma demanda dentro da academia, dentro da universidade, dentro dos cursos. Esse espaço em que a experimentação e a criatividade pudessem dialogar, ainda mais, para além da sala de aula”.

     Na sequência foi questionado quais foram os primeiros experimentos desenvolvidos pelo grupo, diante disso, o professor Leandro afirmou: “A gente começou na pandemia e não conseguia nos atrelar a projetos. No primeiro momento, a gente fazia estudos e discussões dentro do próprio grupo, e tentava propor algumas ações”, de forma complementar, Maicon comenta que: “A pandemia, por um lado, nos estimulou para algumas coisas e por outro, também nos deixou com as mãos um pouco amarradas. A gente teve que pensar em sistematizar os encontros com o grupo, que inicialmente era grande também. As nossas primeiras ideias foram muito em torno de como fazer com que essa equipe trabalhasse virtualmente. Como que a gente poderia construir algo que fosse no ambiente digital, e que esse ambiente digital, então, se constituísse um, digamos assim, lugar de estímulo para gente experimentar, para a gente construir coisas que fossem criativas. A gente não conseguia avançar muito, porque estávamos todos em casa”.

     Após, relacionado ao tema do dossiê temático da O QI, foi perguntado como funciona a fase do processo criativo e o método utilizado pelo grupo, assim Leandro nos diz: “Vários métodos. Porque quando a gente trabalha com criatividade, a grande questão é a condução. Então a gente tem, claro, alguns autores, alguns métodos que são bastante convencionais, por exemplo, reunião de briefing, reunião brainstorming, que são clássicos, mas a gente vai de acordo com o objetivo do produto e do projeto que a gente tem. Ali que a gente vai conduzindo, mas tentamos dar bastante liberdade para os integrantes, trazer as possíveis soluções, os desdobramentos. Tentamos só conduzir esses processos”. Já o professor Maicon conta: “Quando a gente fala em experimentação, me parece também que é algo para a gente pensar conceitualmente: o que é experimentar, afinal de contas? É avançar no conhecimento daquilo que já existe. Há um conhecimento. Há um estado da arte, a respeito das coisas que se faz, e que dá sentido à vida. E é partindo desse pré-conhecimento que se avança, que se caminha para frente. Usando um pouco o exemplo do Einstein que o Leandro trouxe antes, que me pareceu muito coerente, ele não criou as coisas do zero. Ele parte de um pré-conhecimento. Ele constitui uma construção à luz daquilo que já está concebido como entendimento, com conhecimento a respeito de uma determinada situação da vida ou de uma determinada coisa social. Então, acho que o nosso movimento foi muito em torno disso. O nosso método era desconstruir métodos: olhar para eles e pensar “bom, isso existe, pode ser aplicado”. Mas como é que nós poderíamos avançar a partir daqui?”

     No decorrer da entrevista, buscou-se entender quais os projetos do CONECTA ainda para o ano de 2024, nessa perspectiva, Leandro comenta: “A gente vai recomeçar agora junto com o planetário, sempre fazemos uma análise junto com a gestão para ver as possibilidades de realizar produtos, quais, e as demandas que eles também têm para tentar alinhar o grupo”. Com isso, Maicon complementa: “Nós entendemos que o planetário é um espaço que dá sentido ao que é a UFSM, por exemplo, mundo afora. As pessoas conhecem a UFSM, muitas vezes, imageticamente, e constroem sentidos a respeito da UFSM a partir da imagem do planetário, de como ela circula. Essa imagem é muito utilizada para falar sobre a UFSM, midiaticamente? Então a gente entendeu que o planetário poderia explorar ainda mais essa imagem. Poderia explorar ainda mais este lugar de ensino, de conhecimento, de construção de conhecimento a respeito do mundo. Não só do nosso, do planeta, mas, enfim, de tudo que está ao nosso redor. Então nós desenvolvemos um plano de atividades e de experimentações com a equipe que foi dividido em algumas etapas. Houve todo um planejamento, um cronograma de atividades. A primeira delas, por exemplo, talvez vale a gente citar, foi o desenvolvimento de um lugar, como se fosse um mural, em que a gente pudesse estimular o público que vai para o planetário, e a gente também estudou muito isso, quem é esse público? Como esse público chega até o planetário? E o que estimularia esse público a construir conteúdos que estimulassem, ainda, outros públicos, outras pessoas, ainda mais pessoas a irem até o planetário e poderem mergulhar. Então, a gente pensou em algumas estratégias de imersão. E uma delas foi que as crianças, que os jovens ou que o público adulto que circulasse por lá pudesse responder a algumas questões que a gente considerou “inteligentes” a respeito do universo, que é a temática sobre a qual o planetário trabalha, tanto com escolas e outras universidades, estudantes e pessoas da comunidade regional que vêm até aqui para conhecer essa instituição, dentro da UFSM. E a gente fez algumas perguntas do tipo ‘se você tivesse que morar na lua, o que você levaria com você?’. A gente disponibilizou alguns post-its com canetas, uma mesinha do lado desse mural para as crianças poderem responder, para o público poder responder - estou repetindo crianças porque a gente tem certeza que é o público que mais circula ali dentro. As crianças iam ali, respondiam ‘ah, eu levaria, minha mãe’. Muitos responderam isso. ‘Ah, eu levaria comida’, ‘ah, eu levaria meu cachorrinho’, sabe? Coisas assim. Para estimular também essas crianças a pensar e refletir sobre o universo, né? E com uma estratégia interativa, que pudesse estimular mais do que assistir às sessões, que já são super imersivas, são super inteligentes, mas que nós também pudéssemos criar outras alternativas, outras perspectivas de se pensar essa imersão nesse mundo que o planetário disponibiliza para nós “terráqueos”, seres humanos aqui.

     Em seguida, foi questionado aos dois o que seria criatividade para eles, obtendo a resposta do professor Leandro: “Vou ficar duas horas explicando (risos), mas eu acho que a criatividade é algo singular. Eu acho que em qualquer área tu tem que ter criatividade, tem que desenvolver ela de alguma forma. Normalmente quando os alunos entram no curso e começam a pegar as disciplinas experimentais, a gente pergunta quem que se considera criativo e pouca gente se considera criativo. E aí tu começa a instigar, e a pessoa vê que ela compreende aquilo. Claro que para ser criativo tem que ter um conhecimento base, tem que ter um contexto que te facilite, também, a ser criativo. Mas às vezes atrela a criatividade só a determinadas áreas, né? Às artes, comunicação, enfim… mas criatividade está em qualquer meio, né? O Einstein para fazer teoria da relatividade, isso é um processo criativo de acordo com o conhecimento que ele tem. E depois que ele vai testar se aquela equação está certa ou não. Então, rapidamente, basicamente, a gravidade seria algo assim, que é próprio do instinto humano de ir em busca de algo novo. Isso deve ser cada vez mais desenvolvido, principalmente nos acadêmicos, para que eles consigam trazer novas soluções. É dali que o grupo busca. Essa foi a ideia original. Essa experimentação é “traga sua criatividade que nós vamos experimentar para ver o quanto isso é possível” e do professor Maicon: Eu, que venho de uma área do jornalismo, para mim, criatividade, é talvez um ponto de vista bem pessoal: a criatividade para mim é experimentar. Quer dizer, eu não consigo entender o processo criativo sem experimentar as coisas. Acredito que sim, o ser humano traz na sua genética essa capacidade de se tornar um sujeito criativo. Ele é inteligente para isso, mas não é possível que essa inteligência se reflita no mundo sem que haja estímulos. E para mim, os estímulos se dão à luz da experimentação. E é a experimentação, para mim, que estimula e constrói a criatividade”.

     Seguindo na mesma temática foi abordado se a criatividade seria uma habilidade inata ou que poderia ser desenvolvida ao longo do tempo, nesse sentido, Leandro reflete: “Eu acho os dois. Ela é uma parte nata para aquelas pessoas que já são pré-dispostas ou foram incentivadas a explorar as suas ideias, a explorar a criatividade. Porque todo ser humano quando nasce, para mim, ele tem um grande potencial criativo. Uma criança quando nasce, assim que ela tem o mínimo de habilidade motora, quer pegar, quer montar, quer fazer, quer construir algo, quer fazer algo. Isso é próprio do ser humano. Mas se tu tira todos os brinquedos, qualquer coisa que ela possa trabalhar em cima, ela começa a regredir nessa questão. Então eu acho que é algo que é próprio ser humano, mas que desde os primeiros meses de vida deve ser estimulado e isso segue para o resto da vida. Em determinada área, no trabalho, na graduação, na escola, tem os seus momentos de estimular e com diferentes métodos para estimular isso. Então eles precisam ser constantemente trazidos”. Por outro lado, Maicon ressalta: “É preciso que haja o estímulo. Ela não é nata. Eu acho que a gente nasce com a possibilidade de ser criativo, com as condições fisiológicas, emocionais para que a gente possa ser criativo. Mas eu preciso desenvolver os sentidos, eu preciso desenvolver as emoções. Eu preciso experimentar para que eu possa desenvolver a criatividade. Para mim, a criatividade é efeito de uma causa, que é a experimentação”.

     Também foi questionado qual seria a melhor estratégia ou método para estimular a criatividade, Leandro afirma: ”Ah, eu tento vários. Desde fazer um Sudoku de vez em quando até me propor ‘eu já tenho uma aula preparada, vou mudar ela’, mudar a maneira que eu mostrei aquilo. Por exemplo, em fotografia, ‘dessa vez vou fazer um exercício completamente novo’. Eu acho que isso me estimula e traz novas descobertas e ganhos. Podem ser grandes momentos do tipo ‘ah, eu quero redecorar meu quarto’ e aí pensar em tudo, ou também em pequenas ações no dia a dia, que às vezes a gente deixa de considerar, por causa do conformismo, ‘tu já fazia aquilo’, é algo próprio do ser humano. A gente tem que ir combatendo isso, digamos assim, volta e meia. Logo, em pequenos exercícios também funciona bem”. Em contrapartida, Maicon afirma: “Exatamente está: experimentar. Eu só consigo ter um insight que eu poderia considerar criativo na medida em que eu me dou possibilidade de experimentar coisas. Por exemplo, experimentar a leitura de um gênero que eu conheço e a leitura de um gênero que eu não conheço para eu poder, a partir do meu pré-conhecimento, avançar. Assim é na experiência sensorial, por exemplo, de um vinho. Eu só vou conseguir ter criatividade e poder sugerir de maneira criativa alguma coisa, para o outro e para eu mesmo, no meu consumo deste vinho, à medida em que eu começar a experimentar, à medida que eu diversificar, que eu oferecer para eu e para o outro múltiplas possibilidades de experimentação. E essa capacidade de olhar para todos os lados, multifocal é que vai me dar melhores condições de avançar na construção do conhecimento que já está aí, nesse estado de conhecimento que já existe. Para eu ser criativo eu preciso avançar. Eu preciso fazer algo, dar um passo a mais”.

     Por fim, foi perguntado ao professor Leandro como ele enxerga a evolução da criatividade em um mundo tão digital e tecnológico, assim ele ressalta: “Eu acho que as tecnologias ajudam muito em muitos parâmetros para a gente ter conhecimento e desenvolver a criatividade. Mas em alguns momentos, o afastamento da tecnologia também é muito importante. Mesmo em aulas, há algumas em que a gente quer fazer algo totalmente analógico, quer ver texturas, quer ver materiais. E isso é muito importante, porque dali também sai boa parte da criatividade. O próprio Steve Jobs falava… a própria caligrafia ajudava ele a pensar e desenvolver o design dos produtos depois. Então, acho que é importante saber essas várias formas de despertar a criatividade. A gente tem que utilizar as tecnologias, elas estão aí para nos ajudar, mas não pode ser somente também nesse âmbito de desenvolvimento”. Para conferir a entrevista completa, acesse o nosso canal no YouTube através do link: http://www.youtube.com/@oqi-revistaexperimental.

 

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O edital para envio de trabalhos a serem publicados no v.13 da Revista O QI - Revista Experimental do Curso de Produção Editorial - UFSM já está aberto e, nesta edição, o destaque é “Comunicação e Processos Criativos”, aceitando originais inéditos e/ou publicados em anais de eventos científicos (desde que citada a fonte da publicação original).

Podem ser submetidos originais em formato de artigo, ensaio, resenha crítica, relato de produção profissional ou experimental, resumo de monografia ou projeto experimental, editorial fotográfico, entrevista e ilustração em língua portuguesa, espanhola ou inglesa, por acadêmicos(as) de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores, egressos(as) e profissionais da área,

Conheça melhor as modalidades acadêmicas que serão aceitas, para saber se seu trabalho pode ser submetido!

Artigo

O artigo é um texto de autoria individual ou coletiva, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas mais diversas áreas do conhecimento, destinando-se à divulgação e abrigando submodalidades como: original, revisão de literatura e divulgação científica. Esses originais não estão necessariamente relacionados ao dossiê temático.

Ensaio

O ensaio refere-se a um texto relatando estudo sobre determinado assunto, porém menos aprofundado e em menor extensão do que um artigo, expondo ideias e opiniões sem base em uma pesquisa empírica.

Resenha crítica

A resenha crítica é um texto de pequeno porte, que relata resultados de avaliações sobre uma determinada publicação, como textos opinativos, que abordem temas críticos relacionados à Comunicação Social e áreas afins ao dossiê.

Relato de produção (profissionais ou experimentais)

Depoimento a respeito das etapas percorridas ao longo de uma produção, levando em consideração as seguintes perguntas norteadoras: “Como a ideia surgiu?”, “Quais são as etapas do processo?”, “Quais as dificuldades encontradas?” e “Quais os resultados?”.

Resumo de monografia ou projeto experimental

O resumo expandido de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), trabalho acadêmico de caráter obrigatório para a avaliação final do discente no ensino superior, pode ser: artigo científico, monografia, relatório de pesquisa, artigo de revisão de literatura ou projeto experimental.

Editorial fotográfico

Fotografias acompanhadas de relatos de produção ou imagens das diferentes etapas do processo criativo, dentre elas: pré-produção e pós-produção, pesquisa, backstage, edição, lançamento e arte final.

Entrevistas

Pronunciamentos, opiniões e declarações de profissionais da Comunicação Social e/ou áreas afins, que abordem o tema do dossiê temático, com discussões pertinentes ao ramo.

Ilustração

Ilustrações, peças gráficas, vetores e pinturas de diferentes estilos, acompanhadas de relatos de produção ou imagens das diferentes etapas do processo criativo, dentre elas: pré-produção e pós-produção, pesquisa, backstage, edição, lançamento e arte final.

Se o seu trabalho faz parte de uma dessas definições e você se enquadra nas especificações para autores admitidos na revista, não perca tempo e inscreva agora mesmo o seu original no edital do v.13 da Revista O QI - Revista Experimental do Curso de Produção Editorial - UFSM clicando aqui! Aguardamos a sua participação.

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