UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 21 Mar 2026 02:24:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/23/roda-de-conversa-apresenta-os-frutos-e-os-beneficios-da-relacao-extensionista-da-ufsm-com-a-sociedade Thu, 23 Nov 2023 14:52:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64611 [caption id="attachment_64612" align="alignright" width="707"]foto colorida horizontal com um auditório, se vê pessoas sentadas em cadeiras verdes, de costas, e ao fundo, no palco, há 3 pessoas sentadas em poltronas Projeto Inspira foi apresentado durante o evento[/caption]

Na tarde da quarta-feira (22) foi realizada a roda de conversa “Extensão universitária: contribuições na formação e atuação profissional”, no Audimax, no Centro de Educação (CE). O evento teve como objetivo ilustrar os benefícios dos laços entre a UFSM e a comunidade em geral através de duas iniciativas práticas: o curso de extensão “Gestão de Processos Criativos em Música: Experiências, Tecnologias e Ambiente Digital” e o Projeto Inspira.

Para abrir a atividade, a diretora do Jardim Botânico, Simone Gomez, teceu falas acerca da importância do caráter extensionista no desenvolvimento da Universidade como instituição de ensino. A servidora destacou a união de fatores como interdisciplinaridade, interprofissionalidade e o uso de boas metodologias como essenciais para a democratização da UFSM com a sociedade.

Após a abertura, as professoras do CE Graziela Lima e Márcia Paixão exibiram aos presentes o trabalho do Projeto Inspira, que tem como finalidade proporcionar momentos recreativos entre mães que cumprem pena no Presídio Municipal de Santa Maria e seus filhos, para que mantenham o vínculo afetivo. As ações, que também envolvem questões educativas e pedagógicas, são organizadas junto à Pró-Reitoria de Extensão (PRE).

Por fim, os docentes Luís Fernando Lazzarin, do CE, Patrício Contreras e Guilherme Barros, ambos do Centro de Artes e Letras (CAL), falaram sobre o curso de extensão “Gestão de Processos Criativos em Música: Experiências, Tecnologias e Ambiente Digital”. Os cantores e alunos da iniciativa Paulo Ricardo Peixoto, o Cardo Peixoto, e Tatiana Pureza apresentaram músicas autorais, como também de outros artistas do Rio Grande do Sul, para finalizar o evento.

Investida da UFSM na música

Criada pelo Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Gestão Educacional e realizada no segundo semestre de 2022, a atividade foi estruturada em formato híbrido, com aulas teóricas, e abrangeu cinco áreas temáticas. São elas: contextos musicais contemporâneos, indústria criativa, produção de áudio e vídeo, produção de conteúdo para mídias digitais e práticas colaborativas em música.

Com a meta de promover a qualificação de músicos independentes, o curso também teve como propósito viabilizar a comunicação e a troca de experiências entre os artistas, ao mesmo tempo em que forneceu ferramentas teórico-metodológicas e conteúdos específicos para que pudessem expandir seu leque de habilidades e competências para a atuação profissional. Ao final, os participantes tiveram a oportunidade de gravar um produto audiovisual, a partir de uma composição própria para publicação no YouTube (ver abaixo).

[caption id="attachment_64613" align="alignleft" width="644"]foto colorida horizontal com 3 homens, em pé, de frente para o público que não aparece, e conversando entre si Professores do CE e do CAL falaram sobre o projeto de extensão[/caption]

Favarin, coordenador da iniciativa, acredita que a proposta é encantadora tanto aos envolvidos quanto à UFSM, no que diz respeito à extensão. “O projeto abre espaço para que a sociedade tenha acesso à diversidade de práticas e conhecimentos musicais existentes em um permanente diálogo e interação entre os saberes que circulam em diferentes instâncias culturais”, disse o professor.

Valor do ensino na música

Há 40 anos no meio artístico, sendo 20 na área de produção, Cardo Peixoto é natural de Pelotas e revela que nunca havia feito aulas para aprender direções e conceitos diversos da técnica da música. Entretanto, no período da pandemia, sentiu falta de alguns conhecimentos “científicos” acerca da área. Para ele, a atividade foi essencial neste quesito.

“O curso me deu uma maior facilidade em usar e entender as lógicas das ferramentas, o que ajudou bastante a melhorar o meu trabalho. Eu aprendi o nome de algumas coisas que eu já fazia, mas não sabia como se chamava, e caminhos mais simples para chegar a resultados que eu só encontrava por sentidos complicados. Foi bem importante”, relatou o cantor.

Para Tatiana, nascida em Canguçu, a iniciativa chegou em sua vida em um momento importante, visto que foi fundamental para que as “brincadeiras” que fazia em casa evoluíssem. Como também é fotógrafa e, no curso, adquiriu conhecimentos em etapas além do canto, ainda conseguiu unir duas coisas que gosta muito: imagem e som.

“Não fazia ideia do quanto a atividade poderia me auxiliar no processo criativo de traduzir com ainda mais autenticidade a minha arte para o mundo. Quando a gente conhece mais profundamente esse universo da música, conseguimos ter uma percepção muito maior e desenvolvemos muito mais sensibilidade às obras”, declarou a artista.

Passado o ensino e a realização das produções audiovisuais, os professores do CAL comentam com positividade os resultados atingidos. “Eu gosto muito da qualidade alcançada. Mas isso se deve à solidez e ao tipo de produto musical que eles oferecem, que tem muita maturidade, seja técnico, seja instrumental, seja musical. Eram pessoas que estavam prontas para produzir”, contou Contreras.

De acordo com Barros, “os produtos e os resultados foram até acima das expectativas. Ficamos bastante felizes com os resultados, tanto dos materiais artísticos que a gente produziu aqui, quanto com o contato que a gente teve com todos os músicos”. A intenção é que uma segunda edição do projeto - desta vez, totalmente presencial e no formato de “curso de verão” -seja realizada. Entretanto, ainda não há nada certo.

Confira gravações dos músicos Cardo Peixoto e Tatiana Pureza:

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[embed]http://www.youtube.com/watch?v=UHh8h2eJepE[/embed]

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alícia Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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O projeto Inspira reúne mães em privação de liberdade e filhos para tarde de atividades

“Logo, juntos novamente”. Essa frase aparece acompanhada de corações com as iniciais de mãe e filho que participaram do encontro do mês das mães do Projeto Inspira. A esperança de estarem lado a lado em breve é um sentimento recorrente entre mães em privação de liberdade e filhos. O projeto é uma parceira entre a Polícia Federal (PF), a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 

O cantinho da beleza oferece cortes de cabelo para os filhos das detentas. Os participantes do projeto brincam com as crianças, jogam bola, pulam corda e fornecem outros brinquedos. Os colchonetes dispostos no chão servem não apenas para sentar confortavelmente, mas também para serem abrigo do abraço de quem não se vê há muito tempo.

Os encontros ocorrem três vezes por ano, próximo ao Dia das Mães, Dia das Crianças e Natal. Os dois primeiros acontecem na sede de treinamento da Polícia Federal, já o último do ano é no Presídio Municipal de Santa Maria. Cerca de 15 mulheres são retiradas da penitenciária e acompanhadas pelos agentes do local. A PF realiza o transporte das crianças até a sede. O número de participantes é limitado, pois exige pagamento de hora extra para os agentes e as mulheres que participam são escolhidas de acordo com parâmetros internos. No evento de fim de ano não há auxílio de transporte, as crianças são levadas ao presídio pelos seus responsáveis.

Os cursos da UFSM também contribuem com o projeto. Uma equipe de Odontologia ensina técnicas de escovação e profilaxia dentária. Os acadêmicos de Dança e Educação Física também já realizaram atividades nos encontros. O HUSM participa com a realização de vacinação e, mais recentemente, com atendimento oftalmológico. 

O primeiro Inspira de 2019 também contou com alunos do curso de Serviço Social e com cobertura jornalística do HUSM. As atividades entre mães e filhos não são pré-programadas para que eles possam protagonizar o encontro.

As professoras Graziela Escandiel e Márcia Paixão, do curso de Pedagogia, participam do projeto Inspira desde o início e pesquisam sobre sistema prisional, vulnerabilidade, mulheres e filhos. Graziela enfatiza: “Esses envolvimentos não podem passar assim. 

A gente brinca com as crianças, ajuda com que eles fiquem bem naquele dia. Pensamos que podemos fazer mais do que isso, participar de outra forma disso que não seja só pontualmente no evento”. O projeto pretende se aprofundar nas temáticas e promover oficinas na Universidade e nas escolas. “As pessoas não conversam sobre prisão”, afirma Márcia.  

A ex-detenta Katiuscia Machado, que participou do Inspira desde a primeira edição, mãe de uma criança de 12 anos, comenta que se sentia muito feliz quando estava próximo da data porque veria seu filho. “Minha mãe só deixava eu vê-lo em dias de inspira porque ele não gostava de passar pelos procedimentos que a casa exigia”. Ela define o reencontro como “o dia meu e dele mais feliz”. 

O Inspira é um convênio com o auxílio da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM (PRE) e do Observatório de Direitos Humanos (ODH) e possui esse nome por ser um momento de “inspiração”, para respirar fundo e manter-se firme. A integrante do ODH, Jaciele Sell, comenta sobre uma criança de três anos que foi beneficiada pelo projeto do container oftalmológico e agora usa um óculos colorido. “Ele ganhou do projeto do container de trás do HUSM. Provavelmente iria demorar mais para perceber que ele tinha problema oftalmológico, mas, no Inspira, foi o momento de diagnosticar”. Quando alguma disfunção odontológica ou oftalmológica é detectada, as crianças passam a ter acompanhamento dos profissionais de saúde da UFSM. 

A assistente social da Susepe, Rosaura Freitas, comenta que o projeto é bastante divulgado pelo site da Polícia Federal e que isso gerou uma rede de continuidade. Por conta disso, a PF de Santa Cruz do Sul resolveu fazer sua versão do Inspira. 

Reportagem: Mirella Joels

Ilustração: Yasmin Faccin

Edição: Maurício Dias

*Matéria publicada na 11ª edição impressa da revista Arco.

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Mães e crianças participaram da festa de Natal

Na sexta-feira (14), o Projeto Inspira realizou a última atividade do ano.  O projeto, que é liderado pela UFSM em conjunto com a Polícia Federal e Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), visa aproximar famílias separadas pelas condenações das mães, que cumprem pena no Presídio Municipal de Santa Maria, através de ações educativas, pedagógicas, atendimento psicossocial e de saúde, auxiliando as crianças a manterem o vínculo com suas mães.

Por meio de ações articuladas junto à Pró-Reitoria de Extensão, acadêmicos dos cursos de Dança, Pedagogia, Educação Especial e Odontologia e a equipe da Residência Multiprofissional em Saúde do Husm acompanham as crianças com atendimento especializado, e proporcionam uma série de atividades durante os encontros com as mães, com brincadeiras, apresentações artísticas e interatividade. Além dos encontros, realizados duas vezes ao ano, e também com festa de Natal, a UFSM presta acompanhamento escolar e de saúde às crianças, junto às famílias substitutas.

Nesse último encontro, a festa de Natal, participaram 15 mães e 35 crianças, e o local foi a sede do Presídio. A prioridade desses eventos é o contato direto das mães com os filhos, no entanto, muitas vezes, pela falta de convívio diário, essa relação é complicada. Para facilitar esse processo, alunas do curso de Pedagogia trabalham com atividades orientadas, que facilitem a interação entre mães e filhos através de brincadeiras e desenhos.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Getúlio Jorge de Vargas, “aos 37 anos de Polícia, quase 60 anos idade, calejados das intempéries do tempo, das injustiças e das incompreensões, tinha comigo que estava preparado para tudo...mas hoje à tarde, durante a realização do evento do Inspira, sentei em um banco de madeira que ficava de frente para as janelas das celas, onde apareciam de soslaio inúmeras mulheres, muitas ainda muito jovens, com o olhar assustado, um sorriso estranho...aquela situação me abateu, me incomodou. Me envergonho como sociedade, mas me deu a absoluta convicção que a nossa parte, uma pequena parcela, daquilo que dever ser feito, nós, todos nós do Inspira estamos tentando fazer”.

Para Jaciele Carine Sell, representante da PRE, “nem de longe me aproximo da experiência do delegado Getúlio, mas hoje compartilhei (e ainda compartilho) da mesma inquietação e da mesma vergonha de ver aquelas pessoas naquelas condições (por favor, não entendam isso como uma crítica às pessoas que trabalham ali e que eu muito respeito e admiro). Definitivamente, a nossa sociedade não deu certo. Sei que já fizemos uma parte generosa no inspira, mas eu ainda acho que podemos fazer mais, institucional e pessoalmente falando. Seguimos!”.

O desenvolvimento do projeto é viabilizado através de destinação de verbas oriundas de penas alternativas (acordos e multas judiciais) por parte da Vara das Execuções Criminais de SM (VEC). A VEC também tem sua participação autorizando a saída temporária das detentas, e tem apoio da Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Receita Federal e Prefeitura de Santa Maria, quando os encontros acontecem fora do Presídio.

O último encontro havia acontecido no dia 8 de junho, alusivo ao dia das mães, quando oito detentas e 20 crianças entre 2 e 14 anos se encontraram para compartilhar a data. Para o ano de 2019 outros três encontros já estão previstos: para o dia das mães, dia das crianças e Natal.

Texto: Mariana Nogueira Henriques, do Núcleo de Divulgação Institucional da PRE

Foto: Jaciele Sell

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