UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 28 Apr 2026 01:04:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/02/pilao-200-familias Mon, 02 Sep 2024 13:03:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66674 [caption id="attachment_66690" align="aligncenter" width="1032"]Foto colorida horizontal de várias crianças sentadas a uma mesa retangular. Atrás das crianças, uma estante de madeira com materiais escolares. A cena remete a uma atividade escolar. Comunidades quilombolas recebem atividades educativas[/caption]

O projeto de extensão Pilão tem como finalidade auxiliar as comunidades quilombolas e afrodescendentes na busca pela emancipação, defesa dos direitos humanos, acesso à saúde e à alimentação adequada, geração de renda e valorização cultural. Iniciado em 2007, o projeto da Universidade Federal de Santa Maria atende, atualmente, mais de 200 famílias no distrito de Palma, em Santa Maria, nas comunidades de Passo do Louro e Cerro do Formigueiro, no município de Formigueiro, e em Ernesto Penna, Restinga Seca.  

A coordenação executiva é feita pela enfermeira aposentada Vânia Maria Paulon, presente desde a criação do projeto. Naquela época, ela representava a Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (Assufsm) como conselheira em segurança alimentar. Desde então, Vânia articula ações de inclusão e contra a fome em quilombos isolados.

Na UFSM, o grupo criou uma biblioteca itinerante e forneceu atendimento odontológico gratuito. Além disso, em parceria com os cursos Técnicos em Fruticultura e em Alimentos, do Colégio Politécnico da UFSM, oficinas de plantio de frutíferas e hortaliças, e de produção de geleias foram realizadas.

Ainda, no campo da educação, o projeto trabalha com cursos de alfabetização de idosos, capacitações e oficinas profissionalizantes que visam inserir quilombolas no comércio. Outras ações incluem  distribuição de materiais informativos sobre a comunidade negra e rodas de conversa sobre cotas universitárias e histórias infantis referentes à proteção sociocultural. 

O Pilão também auxilia as comunidades em suas organizações internas e na busca pela emancipação. Segundo Vânia, nos 17 anos do projeto, o grupo já providenciou a instalação de poços artesianos e estufas no distrito santa-mariense de Palma e em Formigueiro, assim como a de um tanque de piscicultura em Restinga Seca. Já houve, também, encaminhamentos para o melhoramento de acesso para ônibus escolares e demais veículos trafegarem nas comunidades.

A servidora aposentada ajudou a criar o Núcleo de Estudos Afros-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFSM junto à professora do Departamento de Letras Estrangeiras, Carmem Nassar. Vânia entende o Pilão como um espaço de empoderamento e compreensão da história negra. A coordenadora executiva define o projeto de extensão como uma ponte que permite trocas enriquecedoras e uma nova visão sobre diferentes realidades. “A universidade tem muito a dar às comunidades e vice-versa. Vim ao mundo para estar com pessoas, e, aqui, fazemos algo que vale a pena. Fazemos por amor ao próximo", afirma.

Acesso à saúde nas comunidades quilombolas

[caption id="attachment_66691" align="alignright" width="371"]Foto colorida vertical em área externa rural, com chão batido e árvores atrás. A foto mostra cinco quatro pessoas, duas sentadas e três em pé. Todos posam para a foto. A coordenadora executiva do projeto, Vânia, primeira à esquerda em pé, em uma das comunidades quilombolas atendidas pelo Pilão[/caption]

Desde 2020, o Pilão Paz realiza ações voltadas para a saúde das famílias quilombolas e afrodescendentes, como palestras sobre a importância da autodeclaração no Sistema Único de Saúde (SUS), saúde do coração, saúde ocular e anemia falciforme - doença hereditária que afeta os glóbulos vermelhos. Em paralelo, o grupo arrecada e distribui kits de higiene e próteses dentárias em prol da saúde bucal.

De acordo com a coordenadora, Vânia Paulon, nas próximas semanas haverá a distribuição de kits de higiene bucal recebidos da Cruz Vermelha. Outras ações serão organizadas com tempo, uma vez que o planejamento conta com diversas etapas. "Pretendemos levar esses produtos a essas localidades e, depois, para outros planos, ver a viabilidade. Dependemos de transporte e verba para irmos às comunidades", explica.

O grupo aceita doações de kits de higiene para distribuição nas localidades atendidas. Os interessados em contribuir podem levar donativos na Sala 505 do Complexo Cultural Antiga Reitoria da UFSM,  na Rua Floriano Peixoto, 1184. 

Reportagem: Kemyllin Dutra, acadêmica de Jornalismo

Edição: Maurício Dias

Fotos: Projeto Pilão Paz/UFSM

 

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Segundo dados da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o estado alcançou, no último sábado (11), 272 decretos municipais de situação de emergência relativos à estiagem. São diversos os impactos gerados pela seca, que tem entre os seus principais efeitos a insegurança alimentar e a dificuldade de sobrevivência de animais e de seres humanos. Reconhecendo a gravidade dos impasses que atingem, principalmente, aqueles que vivem no campo, o Projeto Pilão discute atividades que possam auxiliar neste período.

Pilão: Presença Negra no Campo está entre os dez projetos de extensão da UFSM que integram o Espaço de Ações Comunitárias e Empreendedoras (Antiga Reitoria). Há cerca de 17 anos, a iniciativa promove atividades de incentivo à inclusão social e cultural de comunidades quilombolas residentes na região central do Rio Grande do Sul. Nesse território, atua nos quilombos de Arnesto Penna Carneiro – Palma, do 8º Distrito de Santa Maria; Cerro do Louro, Estância do Meio e Timbaúva, em Formigueiro; e Barro Vermelho, Passo da Serraria, Silêncio e Rincão dos Martimianos, em Restinga Sêca. 

O número de decretos presentes no relatório da Defesa Civil do estado corresponde a mais da metade das cidades gaúchas. Formigueiro e Restinga Sêca foram incluídas na lista recentemente, enquanto Santa Maria permanece desde dezembro, considerando o biênio 2022/2023. Em meio a esse cenário, o Pilão participou de uma reunião remota com os quilombolas de Formigueiro, que solicitaram o apoio do projeto devido à falta de água potável em suas regiões. Em 2010, com apoio da Fundação Cultural Palmares, a equipe já havia perfurado um poço artesiano que atende diversas famílias em Cerro do Louro, mas é limitado à população presente nas áreas mais próximas.

No início deste mês de fevereiro, o projeto encontrou o parceiro e deputado estadual Valdeci Oliveira, em uma reunião presencial que abordou as solicitações realizadas pelas comunidades e que discutiu as ações necessárias para atravessar os problemas resultantes da estiagem. Na ocasião, os representantes se comprometeram a tomar providências, começando com a criação de uma documentação a ser encaminhada às demais instâncias responsáveis por assegurar o direito humano de acesso à água potável e ao saneamento básico, com foco em atender às demandas dos quilombos localizados em Formigueiro.

Texto: Pró-Reitoria de Extensão

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O compromisso social é prioridade para a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que preza por valores como ética, justiça e democracia. Para atuar nesses âmbitos, o contato da Instituição com a comunidade acontece, dentre outras formas, por meio do Espaço de Ações Comunitárias e Empreendedoras (antiga Reitoria). Dentre os dez projetos e programas de extensão que integram as salas do prédio, está o Pilão: Presença Negra no Campo, que promove atividades de incentivo à inclusão social e cultural de comunidades quilombolas residentes na região central do Rio Grande do Sul. 

No estado, estão presentes cerca de 319 localidades quilombolas, de um total de aproximadamente seis mil existentes no Brasil, segundo dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Considerando aspectos sociais, políticos, econômicos e ambientais, há 17 anos o Projeto Pilão atua nas comunidades negras rurais e urbanas, compreendendo os quilombos de Arnesto Penna Carneiro – Palma, do 8º Distrito de Santa Maria (RS); Cerro do Louro, Estância do Meio e Timbaúva, em Formigueiro (RS); e Barro Vermelho, Passo da Serraria, Silêncio e Rincão dos Martimianos, em Restinga Sêca (RS). 

A ação busca contribuir com a capacitação profissional, a geração de renda, a alfabetização, a segurança alimentar, o cuidado com o meio ambiente e a saúde dessa população – com destaque à conscientização acerca da anemia falciforme. Dentre o que é desempenhado pela equipe, está o apoio por meio da arrecadação de materiais e a realização de eventos, palestras e oficinas, a fim de estimular a cidadania e a sustentabilidade em contato direto com os grupos. A iniciativa prioriza a manutenção e a implementação de políticas públicas destinadas à quilombolas.

[caption id="attachment_60639" align="alignright" width="554"]foto colorida horizontal com livros e caixas em estantes de ferro Espaço permite reserva de materiais de apoio, que podem ser acessados[/caption] [caption id="attachment_60641" align="alignright" width="555"]foto colorida horizontal mostra 3 banners pendurados em uma parede branca Ações do projeto são registradas e divulgadas[/caption] [caption id="attachment_60640" align="alignright" width="1073"]foto colorida horizontal mostra quatro pessoas, 3 mulheres e 1 homem, sentados atrás de uma mesa, ao fundo há banners do projeto pilão, todos sorriem Professores, pesquisadores e estudantes fazem parte da iniciativa[/caption]

O espaço da UFSM concedido ao Pilão está localizado na antiga Reitoria, no centro de Santa Maria. O projeto já ocupou a sala 312 e, agora, transita para a 505. Os locais permitem a reserva de materiais de apoio, registro e divulgação e possibilitam a realização de atendimentos, que acontecem, em sua maioria, nas tardes de quinta-feira. Segundo a equipe, a localização central auxilia na locomoção do público até o espaço, ainda que a maior parte das atividades sejam realizadas nas localidades quilombolas.

O trabalho é fruto de uma construção coletiva, que inclui professores, pesquisadores e estudantes que fizeram ou fazem parte da iniciativa. Dentre eles, estão: Vânia Maria de Souza Paulon, Beatriz Rigon, Carmen Marli Leite da Silva, Leida Maria Felipetto, Mirian Noronha Oliveira, Silza Batista Lima (in memoriam), Jaqueline Mostardeiro Fabrin, Neila Richards, Hércules Nogueira Filho, Carmen Deleacil Nassar, Osmar Souza dos Santos, Diniz Fronza, Carlos Renan Denardin Dotto e Jorge Eugenio da Silva Felipetto. 

Vânia, coordenadora executiva da ação, expressa: “O projeto faz parte da trajetória da minha vida, de aprendizados e de compartilhamento desses aprendizados. O Pilão expande o elo necessário que existe entre a Universidade e a comunidade”. Beatriz, coordenadora geral, conta: “A Vânia me convidou para gerir o projeto e isso me trouxe muita gratificação. As vivências e as lembranças que reunimos ao longo dos anos não tem preço. A retribuição vem com o sorriso e o olhar deles”. A equipe relata que o plano futuro consiste em ampliar ainda mais a iniciativa, aumentando o número de atividades voltadas à escuta das comunidades negras rurais e urbanas e ao atendimento às suas demandas.

O contato com o Projeto Pilão pode ser realizado presencialmente, no espaço na antiga Reitoria, ou de forma digital, pelo e-mail projetopilaopaz@gmail.com ou telefone (55) 3220-8166. Alguns conteúdos podem ser acessados via Facebook

Texto e fotos: Anna Júlia da Silva/Pró-Reitoria de Extensão da UFSM

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/05/11/conheca-as-acoes-que-atuarao-no-espaco-da-antiga-reitoria-da-ufsm Tue, 11 May 2021 12:08:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55750 [caption id="attachment_55751" align="alignright" width="403"] Projeto de revitalização das instalações do prédio da antiga Reitoria (Ilustração: Laboratório Grin)[/caption]

A primeira sede da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o prédio da antiga Reitoria, está passando por um importante processo de revitalização. Desde 2019, a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e a Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra) vêm atuando em conjunto neste processo de transformação do espaço. A primeira ação foi um estudo técnico desenvolvido pelo Laboratório GRIN, para a melhoria de instalações antigas, tornando-o mais seguro e mais confortável para os usuários. O edifício, que passou a ser gerenciado pela PRE, também foi renomeado como Espaço de Ações Comunitárias e Empreendedoras.

Neste ano, uma nova fase de ocupação das instalações do espaço, situadas em uma localização privilegiada no centro de Santa Maria, começou a ser posta em prática, visando a ofertar, à comunidade, ações de extensão desenvolvidas pela UFSM. “Essa chamada foi uma experiência para que nós pudéssemos verificar a adesão e o interesse da comunidade acadêmica em ter Ações de Extensão sendo desenvolvidas no prédio do centro. Felizmente, o resultado foi positivo, e tivemos ações participantes de diversas áreas do saber”, comenta a administradora e chefe do Setor de Ações Comunitárias da PRE UFSM, Ana Paula Perlin. De acordo com a servidora, a PRE estuda a possibilidade de desenvolver novas chamadas, ao longo do ano, para o espaço, ampliando o escopo de Ações de Extensão ofertadas à comunidade santa-mariense, conforme disponibilidade de novas salas no prédio.

Paulo Burmann, reitor da UFSM, destaca que o espaço já é a casa de várias ações da universidade, como o Laboratório de Pesquisa Arqueológicas e uma extensão do Restaurante Universitário para os residentes da Casa do Estudante do centro de Santa Maria. “A adequação do prédio da antiga Reitoria, para receber novos projetos de interação com a sociedade, continua em um ritmo bastante acelerado. Para além dos projetos que já estão atuando no local, como a Assistência Judiciária e a Incubadora Social, queremos ampliar essa relação com a sociedade através das ações da UFSM”, enfatiza o reitor.

Para o vice-reitor da UFSM, professor Luciano Schuch, o espaço, que apresenta um grande valor histórico para a Instituição, também passará a ser um forte elo de atuação junto à sociedade. “Esse espaço de coworking será muito importante, possibilitando diversas ações de extensão, além dos trabalhos desenvolvidos pela Incubadora Social, pela Incubadora Tecnológica e pelas Empresas Juniores. Esse espaço de comunicação e troca de experiências proporcionará uma grande interação da UFSM com a comunidade”, ressalta Schuch.

Os servidores da Instituição que concorreram à chamada de ocupação das instalações deveriam explicitar, em suas submissões, a justificativa em desenvolver suas atividades no centro de Santa Maria, e não nas instalações da Cidade Universitária, localizada no Bairro Camobi. Esse argumento serviu de apoio para a seleção dos 10 projetos que, inicialmente, serão desenvolvidos no espaço, pensando na sua relação e articulação com a comunidade tanto local quanto regional.

De acordo com Ana Paula, a promoção dessas ações no centro de Santa Maria fortalece o elo entre a UFSM e a sociedade. “Muitas vezes, a comunidade tem dificuldade em se deslocar até o campus da UFSM. Pensando nesta dificuldade, levaremos algumas ações para atender à sociedade naquele Prédio, que está sendo projetado para atender as demandas sociais”. A chefe do Setor de Ações Comunitárias também destaca que, embora os projetos já estejam selecionados, o início das atividades está condicionado ao retorno das atividades presenciais na UFSM, ainda sem data estabelecida.

Conheça, a seguir, as dez ações selecionadas nesta primeira chamada interna, que desenvolverão suas atividades no prédio.

Assessoria a Imigrantes e Refugiados (Migraidh/CSVM)

O Programa de Extensão Assessoria a Imigrantes e Refugiados, vinculado ao Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional da UFSM, Cátedra Sérgio Vieira de Mello (Migraidh/CSVM), tem como objetivo a promoção de ações para o acesso a direitos da população migrante e refugiada. As atividades têm como eixo o reconhecimento de direitos e o desenvolvimento de processos legislativos e políticas públicas sobre a temática, além de apoio psicossocial e promoção de ações de integração local desta população, através da assessoria técnico-jurídica, de ações de acolhimento, de atividades com foco na acessibilidade linguística, de atendimento psicológico, de fortalecimento de redes e de atuação política.

Assessoria de formação associada à segurança e aos controles internos para a Associação dos Familiares de Vítimas e de Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria

A ação visa à formação de uma consciência profissional através do planejamento de atividades inovadoras e questionadoras, além de promover análise e reflexões sobre a realidade na qual os participantes estão inseridos. A Assessoria busca oportunizar aos acadêmicos uma formação para ser um diferencial no mercado de trabalho, possibilitando que docentes e discentes interajam de forma construtiva na condução da uma entidade parceira. Dentre as metas estabelecidas pela ação, está a constituição de uma Associação de Pessoas; o acompanhamento na área de segurança; o treinamento de pessoal administrativo do quadro efetivo da Associação; e a inclusão de profissionais na área de psicologia, psiquiatria e terapia ocupacional.

Curso de Extensão em Música da UFSM – Fase III

O Curso de Extensão em Música permite acesso à prática musical através de aulas ministradas por discentes do Departamento de Música UFSM. As aulas são voltadas para a comunidade de Santa Maria e região, abrangendo desde crianças até adultos. A ação proporciona, à comunidade, o acesso à cultura e à formação musical, através de aulas ministradas por alunas e alunos dos cursos de Música da UFSM, que, por sua vez, poderão pôr em prática conhecimentos adquiridos, aliando, assim, prática e teoria. As atividades do Projeto contemplam a oportunidade, para os discentes da Instituição, de atuação pedagógica de seus respectivos instrumentos, voz e iniciação musical; a formação de futuros alunos para os cursos do Departamento de Música; e a realização de cursos de formação de curta duração através de palestras, oficinas e masterclasses.

Desenvolvimento de Ações em Saúde Mental no Espaço Nise da Silveira & Associação de Familiares, Amigos e Bipolares (Afab)

A Associação de Familiares, Amigos e Bipolares (Afab), criada em maio de 1997, visa ao estímulo da autonomia e à reinserção social de usuários dos serviços de saúde, por meio de atividades de psicoeducação, grupos terapêuticos e eventos abertos à comunidade. A Afab esteve inserida junto aos serviços da psiquiatria do Hospital Universitário de Santa Maria por 18 anos, sobretudo vinculada ao Ambulatório de Transtornos do Humor. As atividades abrangem ações de promoção à saúde, prevenção de agravos causados pelos transtornos mentais, além de criar espaço de discussão sobre Políticas Públicas de Saúde, inclusão social e empoderamento dos usuários de serviços de saúde. Nas ações desenvolvidas pelo Espaço Nise da Silveira & Afab, estão incluídos dispositivos como: acolhimento, clínica ampliada e cogestão, visando à integralidade da atenção, o incentivo à autonomia e o empoderamento dos associados.

Esperançando

O Esperançando é um Projeto de Extensão vinculado ao Observatório de Direitos Humanos (ODH) e ao Fundo de Incentivo de Extensão (Fiex). Foi criado no primeiro semestre de 2019, por três servidoras da UFSM e integrantes do Grupo de Apoio e Incentivo à Adoção de Santa Maria (Gaia-SM). A ação tem como propósito construir uma rede de apoio para jovens que precisam deixar as instituições de acolhimento da cidade de Santa Maria quando atingem 18 anos de idade. Essa rede de apoio busca auxiliá-los na transição para a vida pós-acolhimento, havendo quatro frentes de atuação: educação, moradia, renda e cidadania.

Práxis – Coletivo de Educação Popular

O Práxis é um coletivo autogestionado que, anualmente, reformula-se, buscando atender os anseios e as demandas daqueles que o constroem, buscando inspirar-se em experiências anteriores, tanto para a autocrítica quanto para a constante renovação, expansão e melhoria das atividades. Com mais de 18 anos de existência, o Práxis – Pré-Universitário Popular vem desenvolvendo um trabalho que possibilita que os acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria criem, desenvolvam e experienciem atividades voltadas à educação, não mais como discentes, mas como docentes em formação. Tais atividades se dão a partir de metodologias de ensino e de gestão educacional na perspectiva da educação popular. A opção político-pedagógica da ação tem por base os moldes libertários e autônomos da educação popular, que privilegiam a autonomia e a democracia entre os envolvidos com o Projeto, partindo do princípio de transformação e de reflexão acerca das práticas educacionais mais utilizadas nos espaços de ensino.

Pré-Universitário Popular Alternativa

O Pré-Universitário Popular Alternativa (Pupa) visa a contribuir com a formação tanto de aspirantes ao Ensino Superior sem condições socioeconômicas de financiar um curso pré-universitário particular quanto de acadêmicos de cursos de licenciatura e/ou bacharelado que buscam experiências de atuação como educadores. Além disso, o Projeto tem por objetivo a democratização do acesso ao ensino superior e o fortalecimento de condições para a permanência dos educandos pela via da educação popular. O Projeto de Extensão da UFSM, que já atua há quase 21 anos, teve início em 2000, através da articulação de um grupo de alunos do Centro de Ciências Rurais, o Ecópolis, que via a proliferação de cursinhos pagos na cidade de Santa Maria como a intensificação das desvantagens aos alunos de baixa renda e provenientes da escola pública. No mesmo ano, a Pró-Reitoria de Extensão acolheu o Projeto, tornando-o um dos Projetos de Extensão estratégicos da UFSM na comunidade. Atualmente, conta com mais de 100 educadores voluntários, estudantes de graduação e pós-graduação da UFSM e de outras universidades da cidade, que estão organizados em 18 disciplinas, aí incluídas Teatro, Música e Relações Internacionais. O curso, desta forma, tem, como público alvo, candidatos ao ENEM de famílias de baixa renda, oriundos de escolas públicas ou bolsistas de escolas particulares.

Programa Orquestrando Arte - Incubadora Sociocultural

O Programa Orquestrando Arte – Incubadora Social, vinculado à Associação Orquestrando Arte, tem por objetivo formar e manter orquestras, coros, grupos de dança, teatro, apoio pedagógico, formação humana, entre outros, com o intuito de atender gratuitamente crianças, adolescentes e jovens, de 6 a 29 anos de idade, no contra turno escolar. Desde o ano passado, a ação também passou a atender a população adulta, através do canto coral, sendo este no período noturno, como forma de potencializar ações comunitárias. O programa é uma ferramenta estratégica para a redução das desigualdades sociais e a promoção da cidadania através da inclusão, da proteção e da transformação social. O trabalho, de caráter continuado, visa ao fortalecimento da função protetiva da família e à prevenção da ruptura dos vínculos familiares e comunitários, promovendo o acesso e o usufruto dos direitos sociais e culturais.

Projeto Pilão

O Projeto Pilão atua junto às comunidades quilombolas no resgate e na implementação de seus conhecimentos e tradições. A ação tem por objetivo proporcionar aos povos tradicionais a valorização de sua cultura nas diferentes áreas, como saúde, educação, meio ambiente e comunicação. Além disso, o Projeto também impacta as gerações futuras dessas comunidades, defendendo e difundindo a cultura popular e as raízes afrodescendentes que essas pessoas trazem consigo. Dentre as metas estabelecidas pela ação, estão a implementação de uma biblioteca itinerante, a plantação de espécies frutíferas, a promoção de eventos sobre educação ambiental e a realização de oficinas sobre estética afro.

UFSM nas Ruas: mais portas, menos muros para catadores de materiais recicláveis e pessoas em situação de rua

A ação UFSM nas Ruas visa à estimulação da cidadania ativa, das relações de convivência, de oficinas terapêuticas aos indivíduos, do processo de acolhimento e de sensibilização dos cidadãos, objetivando desencadear e adequar atividades promotoras de troca de saberes aos sujeitos moradores em situação de rua em Santa Maria. O Projeto tem como base a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e as pressuposições teórico/práticas da área de cidadania e justiça, promovendo ações territoriais – individuais e coletivas – para fortalecer as redes relacionais de famílias e de pessoas em situação de rua. Assim, a ação de extensão tem o desafio de proporcionar a cidadania ativa para esses sujeitos, consolidando as relações de convivência e respeito mútuo entre os universitários da graduação e da pós-graduação, os professores e as pessoas em situação de rua e de risco social, num processo de acolhimento e de sensibilização.

Texto: Wellington Felipe Hack/Núcleo de Divulgação Institucional da PRE

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