UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 27 Apr 2026 15:16:11 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/15/as-marcas-dos-maus-tratos-em-animais-domesticos Wed, 15 Apr 2026 20:32:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72494 Montagem horizontal e colorida composta por três fotografias lado a lado, separadas por cortes diagonais. À esquerda, em preto e branco, um cachorro de porte médio aparece de frente, com a boca aberta e expressão amigável, em um ambiente externo. No centro, em cores, um gato preto e branco está deitado sobre cobertores, com as patas enfaixadas em rosa e um tubo conectado, indicando atendimento veterinário; ele olha diretamente para a câmera com expressão alerta. À direita, também em preto e branco, um cachorro de pelagem clara está atrás de grades verticais, com a cabeça levemente baixa, em um espaço que sugere confinamento. A montagem cria contraste entre cuidado, abandono e restrição
Orelha, Meia-Noite e Maria Sol: retratos da violência contra animais

Como de costume, a gata de rua Maria buscava comida no bairro onde vivia, em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Em uma dessas incursões, encontrou um prato de frango sobre a pia de uma cozinha. Pulou a janela e foi direto ao alimento. O susto veio logo depois. A moradora percebeu a invasão do animal e, sem hesitar, pegou um pedaço de madeira e passou a golpeá-lo. Maria teve múltiplas fraturas e saiu desorientada.

Pouco tempo depois, a gatinha foi encontrada por uma vizinha, que a levou a uma clínica veterinária da cidade. Lá, os especialistas identificaram as lesões no corpo de Maria e, quase que de prontidão, fizeram um boletim de ocorrência contra a agressora. O processo tardou e não teve desfecho. Assim como em muitos casos, a vizinha que salvou a felina não tinha condições de adotá-la. Por isso, decidiu deixar a gata na clínica.

Os veterinários avaliaram que seria necessário amputar uma das patas. “Foi o membro direito, o bracinho direito”, lembra Alice de Figueiredo Rocha, auxiliar veterinária da clínica e estudante de Medicina Veterinária na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), que socorreu a felina em 2024. Havia a possibilidade de reconstrução por cirurgia ortopédica, mas o custo inviabilizou o procedimento. “Naquela época, custaria quase R$ 5 mil, e a pessoa não tinha condições de arcar”, explica. A decisão também levou em conta o sofrimento do animal. “Para não deixá-la com dor, porque as fraturas já estavam expostas, a equipe decidiu pela amputação”, conta.

Sem tutor ou respaldo, Maria estava mais uma vez sozinha. Mas não por muito tempo. Alice, que acompanhou a recuperação da gata, resolveu adotá-la. “Levei ela para minha casa e fiquei com ela”, lembra. Apesar de ter sido acolhida, a recuperação e a adaptação da felina foram difíceis. “Quando ela chegou lá em casa, ela não tinha aquele bracinho. Mesmo assim, tentava fugir”, comenta. 

Segundo Alice, Maria levou cerca de três meses para se sentir em casa. “Foi uma coisa bem delicada, porque ela ficou muito traumatizada, então ela se escondia dependendo de quem chegava”, recorda. “Ela ficou muito arisca naquele tempo”. Hoje, tutora e pet não estão mais juntas. Em 2025, quando já morava em Santa Maria, a gata morreu. “Ela teve um outro trauma, mas foi um acidente doméstico e aí eu perdi ela no ano passado”, conta.

A gata Maria foi resgatada após ter sofrido maus-tratos em Uruguaiana (RS)
Foto horizontal e colorida de um cachorro de porte médio, com pelagem marrom clara e branca, está dentro de um espaço cercado por grades verticais azuis. Ele aparece em pé, com o corpo levemente inclinado para frente e a cabeça baixa, olhando em direção ao chão. O ambiente parece um canil ou área externa cimentada, com paredes claras ao fundo. Há uma abertura escura à direita que pode ser uma porta ou abrigo. Na parte superior esquerda da imagem, vê-se um objeto vermelho fixado na parede, possivelmente um extintor ou recipiente. A cena transmite sensação de confinamento.
A caramelo Maria Sol foi abandonada na UFSM em 2018, com sinais de abuso sexual. Na foto acima, ela estava abrigada no antigo Centro de Eventos da Universidade (Foto: Fabiana Stecca/Projeto Zelo)

A outra Maria de Alice

Em 2018, antes de se mudar para a Uruguaiana na intenção de cursar Medicina Veterinária, Alice de Figueiredo Rocha se matriculou em Zootecnia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Na metade de 2018, ingressou  na Casa do Estudante, onde, pouco tempo depois, teve que aprender a conviver com a chegada da maior crise sanitária do século. “Eu cursei por sete semestres e fiquei na pandemia”, conta. Apesar de não ter finalizado a graduação na época, a aptidão no contato com animais fez com que a estudante se unisse ao projeto Zelo, iniciativa extensionista da UFSM que busca atender aos animais presentes no campus sede, em Santa Maria. “Eu entrei no Zelo como voluntária já em 2018, tudo por causa da [Maria] Sol”, afirma. 

Era madrugada de agosto de 2018, época de frio intenso no Rio Grande do Sul, quando um carro não identificado transitava pelo campus sede da UFSM. O veículo parou nos fundos do Restaurante Universitário I e abandonou Maria Sol, uma vira-lata caramelo de porte médio para grande. “Ela foi jogada de dentro de um carro”, recorda Alice.

Depois de um tempo, quando tomou conhecimento sobre o caso, Alice se aproximou da história de Sol, e do projeto Zelo, que havia resgatado a vira-lata. Foi então que a estudante descobriu que a caramelo havia sido abandonada com sinais de abuso sexual, em função dos “sinais que ela apresentava”. Depois de uma cirurgia de emergência, Sol passou a viver livre no campus. “Só que dessa situação, ela passou a ter transtorno obsessivo compulsivo”, afirma Alice sobre o estado de saúde da vira-lata. “Ela atacava a si mesma e atacava, especialmente, homens na universidade”, rememora.

Alice, ao lado de voluntários e bolsistas do Zelo na época, montaram um pequeno lar para a cachorrinha atrás da Casa do Estudante. “A gente construiu um cercado, colocamos casinha, e a Sol ficava presa naquele cercado”, relembra. Com o lar provisório, os cuidados com a vira-lata viraram rotina. “Tirávamos ela para passear duas vezes por dia”, conta. 

Depois de um tempo, o cercado foi desmanchado para dar lugar a uma nova obra da Universidade. Com isso, Sol voltou a ficar solta pela UFSM. Isso, segundo Alice, gerou uma nova confusão. “Por causa dos ataques, no caso”. O grupo, então, conseguiu abrigar Sol em uma pequena ala no antigo Centro de Eventos da UFSM, mas por pouco tempo. 

Nessa mesma época, o transtorno decorrente do trauma se agravou. “Tinha piorado muito porque não conseguimos tratar ela com medicamentos que não fossem homeopáticos”, pondera. Conforme Alice, para seguir com um tratamento adequado, seria necessário que a vira-lata tivesse acompanhamento integral e, como ela era estudante na época, não pode assumir essa responsabilidade, nem os outros voluntários que acompanhavam o caso. “A condição era que ela fosse adotada e a gente nunca conseguiu adoção”,lamenta.

Certa vez, Sol entrou em uma grave crise devido ao transtorno. “Ela rodopiava e se atacava”. Foi levada ao Hospital Veterinário Universitário (HVU), onde ficou sedada por três dias. Naquele momento, os veterinários da instituição entenderam que Sol não poderia voltar a circular pela Universidade, tanto pela sua segurança, quanto pela de quem passa pelo campus. Em fevereiro de 2020, Maria Sol foi submetida à eutanásia.

Depois do Sol, a Meia-Noite

Com a ausência de suas Marias, a vida de Alice abriu espaço para outra visitante. Certa noite no início de 2025, uma felina circulava pelo centro de Santa Maria, era a Meia-Noite, uma pequena gata de olhos amarelos e pelos brancos e pretos. Na região, tinha até outro nome. Alguns moradores da região a chamavam de Furiosa, referindo-se ao quão arisca é. 

Era habitualmente vista perto de uma farmácia, a poucos metros do Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo, localizado na avenida Presidente Vargas. Por ser uma avenida, o local possui intensa circulação de pessoas, carros e ônibus. Não demorou muito até que Meia-Noite viesse a sentir os efeitos dessa intensa vida urbana. Segundo boatos dos funcionários da farmácia, a gata foi atropelada e, no acidente, teve uma das patas arrancadas.

Assustada, Meia-Noite fugiu e não se deixou ser socorrida. Quase um ano depois, em março de 2026, Alice conheceu o curioso caso da gata. “Uma amiga me mandou mensagem e um vídeo da gata e me perguntou se eu ajudava ela a resgatar", conta. Moradora nas redondezas onde a Meia-Noite é comumente vista, Alice não hesitou em dar apoio no socorro. “Levamos três noites para pegar ela”, relembra.

Quando socorrida, Alice soube da história da felina. Apavorou-se ainda mais quando descobriu sobre a deficiência de Meia-Noite e o acidente que a deixou daquela forma. “Naquele tempo todo, a pata dela não sarou”. A gata foi prontamente levada a uma clínica particular da cidade, onde ficou sedada devido a sua brabeza. Não querendo que Meia-Noite passasse seus dias desacordada, Alice optou por transferi-la a um lugar mais adequado no tratamento de felinos agressivos. “Ela passou por três clínicas privadas antes de chegar na clínica de hoje”, diz.

Na época, uma outra surpresa: Meia-Noite estava gestante. Por conta disso, precisou passar por uma cesariana e atrasar o tratamento ideal para sua pata machucada. “Eram seis filhotes. A gente perdeu cinco”, ressalta Alice. Quando os filhotes nasceram, foram nomeados a caráter: “Os nomes eram Lua Nova, Eclipse, Amanhecer, Meio-Dia, Madrugada e, o único vivo foi o Crepúsculo”.

Hoje, Meia-Noite espera a cirurgia de amputação da pata e o tratamento adequado para a ferida. Sob os cuidados de Alice, a gata amamenta Crepúsculo e outros cinco filhotes adotivos. “Ela vai amputar a perna assim que desmamar as crianças”, afirma.

Foto horizontal e colorida de um gato preto e branco está deitado sobre cobertores macios, um azul e outro com estampa clara. O gato tem expressão alerta, com olhos abertos e voltados para a câmera. Suas patas dianteiras e traseiras estão enfaixadas com bandagens rosa, e há um tubo transparente conectado a uma das patas, indicando atendimento veterinário. O ambiente sugere uma clínica ou local de cuidado, com tecidos organizados ao redor do animal. A imagem destaca o estado de recuperação e fragilidade do gato.
A gata Meia-Noite, um dia após ser resgatada em março deste ano (Foto: Alice Figueiredo)

Uma violência crescente

Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que casos como o de Maria, Sol e Meia-Noite não são singulares. Segundo o órgão, o Brasil registrou, só em 2025, 4.919 processos por maus-tratos a animais. Esse número representa um aumento de 21% em relação a 2024, quando 4.057 processos foram registrados. Em paralelo à estatística, casos recentes ganharam a atenção da imprensa nacional. Também no início deste ano, o cão comunitário Orelha foi alvo de um ataque violento, que provocou a morte do animal, na Praia Brava, ao norte de Florianópolis, em Santa Catarina. 

O caso gerou forte comoção pública. Moradores da Praia Brava organizaram protestos e vigílias em memória do cachorro, enquanto ativistas da causa animal ampliaram a mobilização. Nas redes sociais, o caso também ganhou repercussão nacional, com milhares de compartilhamentos e pedidos por justiça. A comoção se transformou em pressão direta sobre as autoridades, com cobranças por investigação rigorosa e punição dos responsáveis.

Conforme Nina Trícia Disconzi Rodrigues Pigato, docente da UFSM, doutora em Direito pela USP e especialista em Direito Animal, sempre houve muito sofrimento animal, mas ele ficava invisível ou era tratado como normal. “As redes sociais, os protetores e os grupos ajudaram a dar voz a quem antes não denunciava por medo ou desconhecimento”, constata. 

A entrada em vigor do Decreto nº 12.877/2026, anunciado em 12 de março de 2026 e rapidamente apelidado de “Decreto Orelha”, marcou uma inflexão na forma como o poder público brasileiro responde aos crimes contra a fauna. A norma atualizou o regime de infrações ambientais, elevando significativamente o valor das multas e detalhando condutas enquadradas como maus-tratos, além de fortalecer a atuação de órgãos como o Ibama na aplicação imediata de penalidades. 

Nina Disconzi recorda de outro caso recente: “em março de 2026, um caso brutal na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, serviu como o primeiro teste real para as novas leis de proteção animal”. Ela conta que um grupo de homens agrediu uma capivara com barras de ferro e pedaços de madeira com pregos. O animal sofreu traumatismo craniano e lesão ocular grave. “Este foi o primeiro caso em que o Decreto Orelha foi aplicado pelo Ibama. Cada agressor foi multado em R$ 20 mil, totalizando R$ 160 mil em multas”, conta a docente. Os envolvidos tiveram a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva. “O Ministério Público denunciou os agressores não apenas por maus-tratos, mas também por caça ilegal, já que a intenção declarada era o abate para consumo”, complementa.

Embora episódios como o de Orelha chamem atenção pela violência explícita, outras formas de morte de animais seguem naturalizadas. Em rodovias do sul do país, o problema aparece de forma silenciosa e contínua. Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), realizado em um trecho de cerca de 100 quilômetros da BR-293, no pampa gaúcho, aponta que o atropelamento de fauna está entre os principais impactos humanos sobre animais silvestres naquela região. A pesquisa ainda aborda que muitas dessas ocorrências não entram em estatísticas oficiais ou sequer são registradas, o que amplia a subnotificação e dificulta dimensionar a real escala da violência.

Mesmo quando há legislação que prevê a obrigação de prestar socorro ou acionar autoridades, a aplicação é rara. A ausência de fiscalização contínua e de estruturas como passagens de fauna, cercamentos ou redutores de velocidade contribui para que o problema persista. Na prática, trata-se de uma violência dispersa, cotidiana e pouco visível, mas não menos letal.

Para a professora Nina, esse tipo de situação expõe um limite estrutural do próprio Direito. “O Direito ainda lida mal com violências difusas. O processo chamado estrutural tem sido utilizado para resolver alguns problemas complexos como resgate de animais em enchentes, mas ainda é incipiente em nosso país. Nosso sistema é essencialmente individualista. Ele precisa de autor identificado, de dano direto, de vítima com titularidade clara”, afirma. Segundo a pesquisadora, atropelamentos de animais acabam ficando nesse “limbo jurídico”, em que, embora possam ser enquadrados como crime ambiental, a fiscalização é pequena e a responsabilização, rara. “Às vezes se enquadra como crime ambiental, no artigo 32 da Lei 9.605/98, mas a fiscalização é pequena, embora esteja aumentando”, aponta.

A docente também diz que a legislação brasileira ainda apresenta uma lacuna importante quando se trata de animais que sobrevivem a maus-tratos. De acordo com Nina, não existe uma previsão legal geral e clara que assegure tratamento ou reabilitação às vítimas. “A legislação brasileira foca principalmente na punição do agressor, mas não garante tratamento ou reabilitação para o animal”, contextualiza. 

Em alguns casos, o Judiciário tem determinado que o agressor arque com os custos ou que o animal seja encaminhado a um santuário, mas essas decisões ainda são exceção. Para a docente, seria fundamental a criação de uma lei federal que obrigue o Estado a oferecer reabilitação veterinária e acompanhamento comportamental sempre que possível.

Em relação ao papel do Estado, Nina Disconzi destaca que não há, na legislação federal, uma obrigação expressa de garantir tratamento e reabilitação para animais vítimas de violência. O que existe, conforme a professora, são iniciativas pontuais em alguns municípios e estados, leis estaduais e municipais, geralmente resultado da pressão de protetores independentes, advogados animalistas ou do Ministério Público. Ainda assim, a docente ressalta que a Constituição Federal, no artigo 225, impõe ao poder público o dever de proteger a fauna e vedar práticas cruéis. “Uma interpretação sistemática permite sustentar que a reabilitação do animal vítima de maus-tratos é uma forma de dar efetividade a esse dever”, reforça.

Ao analisar a atuação dos municípios, Nina descreve um cenário desigual. Embora existam exemplos positivos, com políticas estruturadas, como castração gratuita, centros de reabilitação e canais de denúncia, a maior parte das cidades brasileiras ainda carece de iniciativas consistentes. “A maioria dos municípios brasileiros simplesmente não tem política pública estruturante para proteção animal”. Entre as principais lacunas, ela cita a falta de fiscalização, educação nas escolas e canais efetivos de denúncia. Além disso, quando políticas existem, tendem a ser reativas, focadas no recolhimento de animais, sem ações preventivas ou educativas. 

Em um contexto mais amplo, na avaliação de Nina, o Brasil tem avançado no enfrentamento à violência contra animais, mas ainda mantém traços de permissividade. Ela aponta que práticas como rodeios, vaquejadas e exploração industrial ainda são amplamente naturalizadas. 

Para a docente, o Direito, por si só, não é capaz de transformar essa realidade enquanto a sociedade continuar a enxergar os animais como objetos ou mercadorias. Assim, apesar dos avanços legislativos e do aumento da visibilidade do tema, a mudança estrutural ainda depende de uma transformação cultural mais profunda. “A verdadeira transformação exige educação”, frisa Nina.

Foto horizontal e colorida de um cachorro de porte médio, com pelagem marrom escura e patas mais claras, em pé sobre uma calçada. Ele está posicionado de frente para a câmera, com a boca aberta e a língua para fora, transmitindo uma expressão amigável. À esquerda da imagem, há uma casinha de madeira, parcialmente visível, que parece ser o abrigo do animal. O chão é de concreto, com uma rua ao fundo. A cauda do cachorro está levemente levantada, sugerindo um estado de alerta ou interação.
Orelha foi encontrado gravemente ferido em área de mata após dias de desaparecimento na Praia Brava, em Florianópolis (Foto: Google Imagens)

Outro problema antigo, mas que anda junto

Além da violência, outro problema que chama a atenção de cuidadores como Alice é o abandono, que muitas vezes acompanha os casos de maus-tratos. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que o Brasil tem cerca de 30 milhões de animais vivendo nas ruas. Dados mais recentes reforçam esse cenário: o relatório parcial de 2025 da iniciativa Medicina de Abrigos Brasil (Infodados de Abrigos de Animais) aponta um aumento expressivo no número de animais acolhidos. Entre janeiro e junho, as entradas de cães e gatos cresceram 91,7% em relação ao semestre anterior, somando 5.325 animais, sendo 2.929 cães e 2.396 gatos.

Ao olhar para o Rio Grande do Sul, o abandono aparece de forma difusa, mas persistente. Durante as enchentes que atingiram o estado em 2024, cerca de 20 mil cães e gatos foram resgatados e distribuídos em quase 500 abrigos temporários. Meses depois, milhares ainda aguardavam adoção, evidenciando um problema que vai além do resgate emergencial. “A gente vê que não é só resgatar. Tem muito animal que fica sem ter para onde ir depois”, enfatiza Alice. “Às vezes a pessoa ajuda no momento, mas não consegue ficar com o animal, e aí ele acaba voltando para a mesma situação”, alerta. 

Na UFSM, a luta contra o abandono animal é emplacada pelo projeto Zelo. Segundo a coordenadora da iniciativa, Fabiana Stecca, a Universidade acaba se tornando um local propício para o abandono devido às diversas formas de acesso ao campus. “Temos vários pontos de acesso e áreas rurais. Apesar de termos um sistema de vigilância, os animais que são abandonados próximos a instituição, eles acabam chegando ao campus”, conta.

Em 2025, o projeto registrou e denunciou 35 abandonos no campus sede da UFSM. Apesar disso, Fabiana afirma que muitos casos “não dão em nada”. Bem como a história da vira-lata Maria Sol, outras pessoas que abandonaram animais na UFSM tiveram seus nomes identificados e foram denunciados. “Já comprovamos abandono proposital. Mas, infelizmente, em alguns casos não temos como comprovar”, explica.

Para Fabiana, um dos principais desafios ainda é a conscientização e sensibilização. “Nas publicações, pessoas dizem ‘aí, coitadinho, pobrezinho’, mas no final não dão um apoio”, desabafa. “Infelizmente, em Santa Maria, temos vários locais que são ‘preferidos para o abandono’, como o campus”.  Tendo isso em mente, a professora acredita que deveria haver uma mobilização do poder público mais intensa para lidar com essa realidade. “Isso é um trabalho que não deveria ser só da Universidade. Isso é um problema estrutural”, defende. 

A coordenadora ainda destaca que a própria comunidade universitária infelizmente colabora para a estatística do abandono nas dependências da instituição. “Todo final de semestre, moradores da Casa do Estudante vão embora e abandonam os animais que cuidavam”, alerta. Fabiana afirma que o projeto tem elaborado iniciativas que buscam uma sensibilização popular. Nesse contexto difícil de se lidar, assim como Nina Disconzi, Fabiana reforça: “precisamos trabalhar a consciência”.

Em 2026, Alice Figueiredo de Rocha deu mais um passo nessa trajetória: ingressou no curso de Medicina Veterinária na UFSM. Em 2025, realizou o Vestibular da UFSM onde atingiu a nota para seguir com o sonho iniciado ainda em 2018, quando ingressou na Zootecnia. Depois de anos atuando em resgates, clínicas e projetos voluntários, a escolha formaliza um caminho que, na prática, já vinha sendo trilhado há muito tempo. E, além disso tudo, ela continua a contribuir no projeto Zelo. “Os filhos adotivos da Meia-Noite são gatinhos que o projeto precisou dar suporte”, conta.

Enquanto vive a rotina de cuidados que Meia-Noite e os filhotes precisam, Alice, que trabalha como Pet Sitter (Babá de Animais) mantém o coração aberto caso mais visitantes precisem de espaço. É nesse gesto repetido que algumas vidas ainda encontram a chance de continuar.

Conheça os serviços de Alice pelo Instagram @amorpet.alice.

Saiba como apoiar o Zelo

  • Doações de itens:
    Ração, medicamentos veterinários, potes, coleiras, caixas de transporte, acessórios, roupas e calçados (o que não for usado é revendido).
  • Contribuição financeira:
    PIX: fabiana@55bet-pro.com
  • Onde doar:
    Portaria do Colégio Politécnico (bloco F)
    Sala C9 (bloco C)
    CESPOL (bloco A)
    (turnos manhã, tarde e noite)
  • Outras formas de ajudar:
    Participar como voluntário
    Oferecer lar temporário
    Organizar trotes solidários
  • Iniciativas do projeto:
    Brechó Grife do Zelo (Saiba mais no Instagram)

Acompanhe outras novidades sobre o projeto Zelo pelo Instagram @zeloufsm.

Texto e montagem com fotos em destaque: Pedro Moro, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Alice Figueiredo da Rocha, Fabiana Stecca e Google Imagens

Edição: Maurício Dias, jornalista

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/10/estao-abertas-as-inscricoes-para-a-2a-corrida-da-causa-animal-de-santa-maria Fri, 10 Apr 2026 11:15:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72433

Já estão abertas as inscrições para a 2ª Corrida da Causa Animal de Santa Maria, que será realizada no dia 24 de maio, no 55BET Pro Sede da UFSM. O evento tem objetivo de promover saúde e apoio à causa animal.

Os interessados que garantirem inscrição até o dia 24 de abril terão direito ao kit completo do evento. A programação conta com duas modalidades: corrida de 5 km e caminhada de 2 km, ambos percursos podem ser feitos com o pet. A largada está marcada para às 8h, no Arco da UFSM, com percurso até o acesso ao distrito de Pains.

A iniciativa reforça o compromisso com o bem-estar animal. Parte do valor arrecadado com as inscrições será destinada ao Projeto Zelo, da UFSM, que atua na promoção da adoção responsável e oferece alimentação e atendimento veterinário aos animais que vivem no campus.

Na primeira edição, realizada em 2024, a corrida contou com mais de 900 inscritos e arrecadou R$ 9 mil, além de mais de 150 kg de ração, todos destinados ao projeto. A expectativa para este ano é ampliar ainda mais o impacto da ação, envolvendo a comunidade e fortalecendo a causa.

Todos os participantes receberão medalha de participação ao final da prova. Já os cinco primeiros colocados de cada categoria da corrida de 5 km serão premiados com troféus por categoria, além da medalha.

Percursos
A corrida de 5 km terá largada no Arco da UFSM, seguindo até a entrada de Pains, com retorno ao ponto inicial. Já a caminhada de 2 km seguirá o mesmo trajeto até a entrada de Pains, retornando até o Arco.

Alterações no trânsito
Em razão do evento, o acesso ao distrito de Pains será fechado a partir da noite de sábado (23) e reaberto no domingo (24), após às 10h.

A organização é da UFSM, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, Projeto Zelo, Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (NIEEMS) e Atletismo UFSM. A coordenação técnica é dos professores Luiz Fernando Cuozzo Lemos e Patrick Ydner Martelli.

Texto: Tatiane Paumann, da Assessoria de Imprensa do Evento

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/06/18/1-corrida-da-causa-animal-reune-mais-de-600-participantes-na-ufsm Wed, 18 Jun 2025 18:49:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=12847 Equipe responsável pela 1° Corrida da Causa Animal (Foto: Rone Maria Rachelle/PRE)[/caption]

 

A 1° Corrida da Causa Animal reuniu 648 participantes neste domingo, 15 de junho, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A iniciativa foi idealizada pelo Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (NIEEMS), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e diferentes entidades locais. 

 

O objetivo do evento foi estimular a prática de atividades físicas e contribuir com a manutenção das atividades do Projeto Zelo, iniciativa de extensão que acolhe e cuida de animais do 55BET Pro Sede da UFSM, entre eles, o Silveira Podrão. 

 

O evento ofereceu duas modalidades: uma corrida de 5 km e uma caminhada de 2 km — esta última com a possibilidade de participação de pets junto aos seus tutores. Ao final do evento, o valor arrecadado com inscrições e patrocínios permitiu a destinação de R$ 9 mil para o Projeto Zelo.

 

Professor da UFSM e coordenador do NIEEMS, Luiz Fernando Cuozzo Lemos destaca que a corrida serviu para conectar diferentes pautas e estimular a integração da Universidade com a comunidade. “Trabalhamos a conscientização da causa animal junto ao esporte e isso fez com que os participantes saíssem melhor do que chegaram”, destacou o docente. 

 

A expectativa é que novas edições sejam realizadas em breve.

 

Sobre o Projeto Zelo: a iniciativa atua com o propósito de conscientizar a comunidade acadêmica e local sobre os cuidados necessários com os animais.

 

[caption id="attachment_12851" align="alignnone" width="1024"]Foto colorida de entrega de cheque de doação para projeto Zelo Entrega de cheque de doação para projeto Zelo (Foto: Rone Maria Rachelle/PRE)[/caption]

 

Texto: Micael dos Santos Olegário, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE/PRE).

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE/PRE).

 
Agenda 2030 na UFSM

A ação de extensão apresentada neste texto se alinha aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/13/entrada-de-pains-sera-fechada-na-manha-de-domingo-15 Fri, 13 Jun 2025 15:35:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69494

A entrada do campus sede da Universidade Federal de Santa Maria pelo distrito de Pains e o entorno do Planetário ficarão fechados neste domingo (15) por ocasião da 1ªCorrida da Causa Animal. O bloqueio ocorrerá a partir das primeiras horas do dia até as 10h, conforme informações da Pró-Reitoria de Extensão (PRE).

A Corrida da Causa Animal é uma promoção do Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (NIEEMS), do Projeto Zelo, com apoio da PRE. A prova começará às 8h. 

 
 
]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/13/1a-corrida-da-causa-animal-de-santa-maria-sera-no-domingo-15-na-ufsm Fri, 13 Jun 2025 13:50:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69492

A 1ª Corrida da Causa Animal de Santa Maria acontece no próximo domingo (15), com duas modalidades: corrida de 5 km e caminhada de 2 km. A largada será às 8h, em frente ao Planetário, no 55BET Pro Sede. O percurso será até o acesso de Pains.

Uma parte do valor arrecadado com as inscrições será destinada ao Projeto Zelo, da UFSM, que atua no auxílio à adoção responsável e oferece alimentação e tratamento médico para os animais do campus. A ação tem como objetivo apoiar a causa animal e conscientizar a comunidade sobre a importância do bem-estar dos animais.

Ao final da prova, todos os participantes receberão a medalha de participação. Já os cinco primeiros colocados de cada categoria (corrida) serão premiados com troféus, além da medalha.

Percurso de cada prova:

Corrida de 5 km: Largada na frente do Planetário, seguindo até a entrada de Pains e retornando até o Planetário.
Caminhada de 2 km: Largada na frente do Planetário, seguindo até a entrada de Pains e retornando até o Planetário.

Acesso ao Pains será fechado

Devido à corrida, o acesso ao Pains vai ser fechado no sábado à noite e só será reaberto no domingo, depois das 10h.

A organização do evento é da UFSM, Pró-Reitoria de Extensão, Projeto Zelo, Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (NIEEMS) e Atletismo UFSM. A coordenação técnica é dos professores Luiz Fernando Cuozzo Lemos Patrick Ydner Martelli.

As inscrições já estão encerradas. Mais informações no Instagram.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2024/12/20/projeto-zelo-lanca-campanha-de-natal-para-ajudar-animais-abandonados-na-ufsm Fri, 20 Dec 2024 13:23:10 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=11068

O Projeto Zelo, iniciativa da UFSM voltada à conscientização e ao auxílio de animais abandonados no campus, está promovendo uma Campanha de Natal chamada Doe um Presentinho.

A ação tem como objetivo arrecadar fundos para cuidados veterinários, alimentação e outras necessidades dos cães e gatos assistidos pelo projeto.

Você pode fazer parte dessa corrente do bem realizando uma doação via Pix para o e-mail fabiana@55bet-pro.com.

Qualquer valor será bem-vindo e fará a diferença na vida desses animais.

Além disso, o Projeto Zelo convida todos a considerarem um gesto ainda mais especial: a adoção responsável.

Ofereça um lar cheio de carinho para um cão ou gato e transforme o Natal deles (e o seu!).

Juntos podemos proporcionar um futuro melhor para esses animais. Participe da campanha e espalhe solidariedade neste Natal.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/19/ha-uma-decada-projeto-zelo-e-sinonimo-de-cuidado-para-caes-e-gatos-abandonados-no-campus-sede Tue, 19 Nov 2024 10:48:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67639 [caption id="attachment_67650" align="alignright" width="473"]foto vertical colorida de duas moças abraçadas lado a lado, olhando para a câmera, ao lado banners do projeto e abaixo caixas com itens à venda Brechó angaria recursos para o projeto[/caption]

Criado em 2014, o Projeto Zelo atua há 10 anos com o propósito de conscientizar a população acadêmica e geral sobre a causa animal e auxiliar cães e gatos em situação de vulnerabilidade no campus. Em 2018, a iniciativa - que originalmente era vinculada ao Gabinete do Vice-Reitor - foi assumida pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), sob a coordenação da professora Fabiana Stecca, do Departamento de Ensino do Colégio Politécnico.

O projeto conta com uma equipe institucional e multidisciplinar formada por servidores e estudantes. O Zelo age, principalmente, por meio de palestras educacionais com a temática do abandono e dos maus-tratos. No último ano, quase 100 cães passaram pelo grupo.

Com campanhas e meios próprios de arrecadação de recursos para os tratamentos dos animais, o Zelo encaminha cães e gatos abandonados para atendimento veterinário e adoção. Os serviços prestados pelo projeto são exclusivos para os bichanos que têm relação com o 55BET Pro Sede. 

Para Fabiana, de modo geral, ainda não há um entendimento sobre o papel educativo do Zelo. “Acham que, por ser de uma instituição pública, o projeto tem que se responsabilizar. Infelizmente, quanto mais nós, as ONGs e os municípios trabalhamos, mais as demandas surgem. Isso acontece porque as pessoas acham que alguém vai fazer o que elas não fizeram: cuidar dos animais”, desabafa.

Protocolo de atendimento 

Quando há notificação de abandono, o projeto organiza uma série de etapas de verificação. O primeiro passo é solicitar ao reportador os locais onde o cão ou gato foi visto e com que frequência, além de fotos do animal. Pelas redes sociais, o Zelo tenta localizar o tutor. Não havendo tutela reconhecida, é agendada uma consulta para conferir o estado geral de saúde do animal.

Após a checagem de saúde, verifica-se a castração dos animais com idade suficiente para esse processo. Os cães e gatos castrados são direcionados para a adoção. Para os que ainda não passaram pela castração, inicia-se uma campanha de captação de recursos. 

Assim que se constata que o bicho está saudável e castrado, ocorre o encaminhamento para a adoção responsável. Fabiana evidencia que a prioridade é castrar todos os animais adultos que passam pelo projeto para facilitar o processo de adoção e reduzir o aumento populacional. 

Parceria com o Hospital Veterinário Universitário

O trabalho do Hospital Veterinário Universitário (HVU) com o Zelo foi instituído desde o início do projeto. Ex-coordenadora do Zelo, a professora Anne do Amaral, associada ao Departamento de Clínica de Pequenos Animais do Centro de Ciência Rurais (CCR), considera que o ponto forte da atuação do Zelo é o processo de monitoramento desses animais soltos no campus. 

A professora do CCR entende que, ao acompanhar os abandonos e promover a educação responsável, o Zelo evita o abandono de novos cães. “O campus não é um local adequado, a gente gostaria que mais nenhum animal estivesse na rua, mas infelizmente isso ainda não é uma realidade”, relata.

No entanto, embora sejam realizados no HVU, os atendimentos não são gratuitos. De acordo com Anne, os custos são abatidos por recursos públicos destinados pela reitoria e que os tratamentos são variados. “Tudo o que se faz aqui tem custos. Tratamos lesões de pele, doenças infectocontagiosas, gatos com doenças virais. Identificada a necessidade de atendimento, o Zelo nos passa os animais que, depois de tratados, são liberados para voltar ao local onde vivem ou para a adoção”, conclui.

Adoção responsável

O processo de adoção coordenado pelo Zelo se inicia com postagens no seu perfil no Instagram com as principais características do animal para que os interessados em adotá-lo entrem em contato com o projeto. Após, acontece uma pré-entrevista para saber se a pessoa tem condições de se tornar uma adotante e um lar apropriado. A etapa final é composta por uma entrevista mais direta com detalhes sobre o que se sabe da vida do animal até aquele momento.

Fabiana salienta que algumas regras são rígidas para garantir o bem-estar do animal. “Muita gente fala que os projetos são chatos, que perguntam demais, mas os animais têm perfis. É obrigatório pensar na segurança e na socialização desse cão ou gato. Para adotar um gato o apartamento tem que ser telado e não pode ter rota de fuga", exemplifica.

A coordenadora ressalta a importância de não se adotar por impulso. “Animais não são uma coisa para se jogar fora. Eles têm vida, sentimentos. Adoção responsável é saber que o animal pode contar com o dono até o fim. Inclusive, é preciso se preparar para que o animal tenha com quem ficar se acontecer algo com o dono, seja por morte, gravidez, mudança ou outros motivos”, afirma a professora.

[caption id="attachment_67649" align="alignright" width="516"]foto colorida horizontal de um cão de grande porte deitado sobre um acolchoado Caso do "Amarelo" foi um dos que mobilizaram o grupo[/caption]

O crime do abandono

Em junho deste ano, o Zelo denunciou o abandono do cão apelidado de “Amarelo”, ocorrido em maio nas proximidades do Parque Tecnológico e Centro de Educação Física e Desportos (CEFD). Os autores - que, posteriormente, confessaram o ato e foram indiciados criminalmente - foram identificados pelo sistema de câmeras da Vigilância da UFSM e um boletim de ocorrência foi registrado. Previsto pela Lei 9.605/98, o crime, com alteração da lei nº 14.064/2020, tem pena de reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda. 

Sobre o caso, em uma publicação no Instagram, o projeto frisou que, na UFSM, não há abrigo e nem atendimento gratuito e que existe uma alta demanda de voluntários, lares temporários e doações. De 2018 a 2023, foram encaminhadas castrações para 62 cães e 105 gatos. No mesmo período, 158 cães e 158 gatos atendidos pelo Zelo foram adotados. Até a publicação desta reportagem, o registro de abandonos em 2024 chegava a 19 casos. Cães ainda não adotados formam a maioria desses animais. 

A coordenadora reforça que o abandono se configura pela falta de um tutor responsável, questão que expõe o animal a diversos perigos. “Um animal que está solto, dentro ou fora do campus, mesmo tendo os cuidados básicos, continua sendo abandonado, pode ser atropelado, não sabe se virar sozinho. Então, todo esse caminho exige o esforço da nossa equipe, dos voluntários, para ser possível observar e cuidar dos animais”, explica.

Saiba como apoiar

O projeto capta recursos por meio do brechó Grife do Zelo, que reverte todos os ganhos para a causa animal, e a campanha contínua “Bixo que ajuda bicho”, que incentiva a arrecadação de alguns itens. Pacotes de ração, sobras de medicamentos veterinários, potes de alimentação, coleiras, caixas de transporte, acessórios para pets e pessoas, roupas e calçados são aceitos. O que não é destinado aos animais é revendido.

Contribuições financeiras também são bem-vindas por meio da chave PIX fabiana@55bet-pro.com, da coordenadora. Durante a semana, nos turnos da manhã, tarde e noite, doações materiais podem ser entregues na portaria do Colégio Politécnico  (bloco F), na sala C9 (bloco C) ou na CESPOL (bloco A). Outras formas de auxiliar o projeto são promover trotes solidários, participar do Zelo como voluntário ou se candidatar a lar temporário.

Texto: Kemyllin Dutra, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Arquivo
Edição: Ricardo Bonfanti

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/11/03/legislacao-preve-normas-para-a-circulacao-de-caes-em-espacos-publicos-como-o-campus-da-ufsm Thu, 03 Nov 2022 11:46:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60257

Para garantir maior segurança a animais e pessoas em áreas de confraternização, como o 55BET Pro Sede da UFSM, a Lei Estadual nº 15.363/2019 define que cães de certas raças somente poderão circular em locais públicos com guia curta e focinheira. Após denúncias realizadas por transeuntes e pelo Ministério Público à Universidade, a vigilância da Instituição foi instruída a tomar mais cuidado com este tipo de infração.

As raças de cachorro que precisam usar guia e focinheira, conforme a lei, são: American Pit Bull Terrier, Fila, Rottweiler, Dobermann, Bull Terrier e Dogo Argentino. Além disso, é necessário que o tutor tenha o registro do cão em órgão competente e comprovante de adestramento e vacinação.

As guias para conduzir os cães precisam ter o cumprimento de, no máximo, 1,5m, e a focinheira utilizada deve permitir a normal respiração e transpiração do animal. O equipamento canino é necessário para evitar que o cachorro machuque outro cão, alguma pessoa ou a si mesmo.

O pró-reitor de Infraestrutura, Mauri Leodir Löbler, esclarece que, para dificultar a ocorrência destes inconvenientes, será necessário focar na divulgação das regras, que passarão a ser postas em prática de forma mais rigorosa a partir de agora. Segundo ele, como a UFSM é um local de acesso público, deverá ser feito um programa de conscientização por meio de flyers e cards, tanto no site quanto nas redes sociais. "Os vigilantes também são instruídos para que abordem os donos de cães sem focinheira, se for necessário”, contou.

Da mesma forma, Löbler explica que este é o melhor modo de conscientizar a comunidade, uma vez que seria inviável checar cada veículo que visita o 55BET Pro da Universidade. “Para nós, UFSM, é muito difícil fazer um controle na entrada, porque não temos gente o suficiente. O fluxo é muito grande, isso inviabilizaria o ingresso das pessoas. Não podemos parar todo carro e ver quem está entrando com cachorros de raças listadas na lei”, ressaltou.

Projeto Zelo

Tendo como foco principal disseminar a sensibilização contra o abandono de animais, foi idealizado, em 2018, o Projeto Zelo, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (PRE). A professora do Colégio Politécnico e coordenadora do projeto, Fabiana Stecca, informa que o trabalho do grupo é com o cuidado dos cães e que qualquer reclamação deve ser feita à vigilância da UFSM.

“Somos um grupo pequeno e trabalhamos com uma causa: a conscientização. A consequência dos animais em abandono, dos atendimentos e de todo o trabalho que a gente faz é em função de que as pessoas continuam abandonando. Agora, vai existir maior conhecimento por parte da Universidade, porque todo e qualquer problema que acontece a um animal, inclusive um acidente, nós mesmos, do Zelo, pedimos que as pessoas entrem em contato com a vigilância”, relatou a docente.

Texto: Pedro Pereira, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Foto de capa: Divulgação/Facebook Projeto Zelo
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/editais/044-2022 Wed, 22 Jun 2022 16:58:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?post_type=editais&p=6733 A Universidade Federal de Santa Maria, através da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão da Pró-Reitoria de Extensão, torna pública a abertura de inscrições para seleção de BOLSISTAS, acadêmicos(as) do Curso de Medicina Veterinária da UFSM, para atuar junto ao projeto listado nesta chamada, conforme item 3.

]]>
A Universidade Federal de Santa Maria, através da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão da Pró-Reitoria de Extensão, torna pública a abertura de inscrições para seleção de BOLSISTAS, acadêmicos(as) do Curso de Medicina Veterinária da UFSM, para atuar junto ao projeto listado nesta chamada, conforme item 3.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/05/09/abandono-de-animais-na-ufsm-cresce-apos-retorno-do-ensino-presencial Mon, 09 May 2022 13:07:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58480 [caption id="attachment_58484" align="alignright" width="646"]Foto colorida horizontal mostra uma pessoa de costas, em frente a uma parede onde há duas prateleiras com muitas roupas Valores arrecadados no brechó do Projeto Zelo, no Politécnico, são destinados aos cuidados com os animais[/caption]

O abandono de animais no 55BET Pro Sede da UFSM vem crescendo após o retorno do ensino presencial. No total, 9 cachorros foram abandonados na Instituição ao longo das três primeiras semanas de aula, iniciadas em 11 de abril, de acordo com levantamento feito pelo Projeto Zelo. O perfil dos animais é bem definido: em maioria, sem castração e de grande porte. Até o momento, os responsáveis pelos abandonos não foram identificados e os cachorros seguem soltos pelo campus, sem abrigo.

Infelizmente, essa prática não é atual. O descarte de animais no campus acontece há, ao menos, quatro décadas, segundo relato de Fabiana Stecca, coordenadora do Zelo, projeto de extensão criado em 2014 pelo Gabinete do Vice-Reitor, com o intuito de trabalhar a conscientização para o não abandono e para a guarda responsável de animais. ‘’O abandono nunca parou, ele só foi se modificando. Na pandemia o problema ficou pior ainda, porque os animais abandonados chegavam aqui, quase todos, com problemas sérios de saúde. Tivemos situações de animais extremamente magros, famintos, com anemia inclusive’’, expõe a coordenadora.

O principal foco do Zelo é criar eventos e palestras, tanto dentro quanto fora da UFSM, para conscientizar a população acerca da causa animal. Entretanto, devido à quantidade de animais desassistidos presentes na Universidade, o projeto passou a atuar também arrecadando fundos para tratamento, castração e alimentação dos animais, além de elaborar campanhas de adoção.

Contudo, uma das voluntárias do projeto, Carla Flores, servidora atuante no curso de Odontologia, destaca que o projeto não possui abrigo próprio para os cachorros e gatos abandonados, assim como não realiza tratamentos médicos, já que o Zelo não tem por objetivo principal oferecer assistência aos animais. 

Ao encontro desse relato, Raíssa Nascimento, bolsista do projeto e estudante de Desenho Industrial, informa que o campus não é o local adequado para nenhum animal: ‘’Na universidade, eles estão sujeitos a perigos, principalmente, quando ficam mais velhos e com problemas de saúde, porque não há ninguém 24 horas disponível no campus para cuidar deles. Os animais soltos pela UFSM podem ser atropelados, brigarem entre si, ou se exporem a doenças", relata.

Em decorrência do número alto de animais desamparados - estima-se que mais de 90 -, o Zelo tem encontrado dificuldades para conseguir lares temporários suficientes e recursos financeiros para a compra de ração e vacina, e para o custeio de tratamentos, que geralmente são caros. Fabiana Stecca esclarece que, enquanto projeto de extensão, o Zelo recebe dinheiro público somente para bolsas, pequenas necessidades de custeio e repasses destinados ao Hospital Veterinário Universitário (HVU), uma vez que os animais abandonados não possuem nenhum tipo de atendimento gratuito. Fora isso, todo capital é arrecadado por meio de doações.

[caption id="attachment_58485" align="alignleft" width="504"]Foto colorida horizontal mostra dois gatinhos de pelagem bege, um deitado e outro sentado, em uma calçada em frente a uma área verde. Ambos os gatos olham para a câmera No campus, animais abandonados estão sujeitos a perigos[/caption]

Como coibir o abandono?

O abandono e maus tratos de animais é crime, previsto pelo artigo 32 da Lei Federal nº 9605 de 1998. Portanto, quando há informações suficientes sobre o abandono, é possível realizar denúncia e boletim de ocorrência. Por isso, a coordenadora do Projeto Zelo pede que as pessoas comuniquem o projeto, ou o vigilante da UFSM mais próximo, caso presenciem situações estranhas, como carros estacionados em locais incomuns do campus, para que assim os criminosos sejam responsabilizados.

Formas de ajudar o Zelo

Financeiramente, o Projeto recebe doações pelo pix fabiana@55bet-pro.com, ou por dinheiro em espécie, diretamente na recepção do Colégio Politécnico da UFSM, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Doações de ração também são bem-vindas, bem como de roupas, calçados e acessórios, já que o Zelo possui um brechó, também localizado no Politécnico, cujo valor arrecadado se destina totalmente aos cuidados animais. Para conferir as peças disponíveis, basta acessar @grifedozelo no Instagram. Imãs, camisetas e calendários também são vendidos pelo Projeto todas terças-feiras de manhã na PoliFeira, na Avenida Roraima.

Outra maneira de auxiliar é tornando-se voluntário, através do e-mail citado acima, ou diretamente por mensagem no Instagram (@zeloufsm) ou Facebook (@projetozeloufsm). Também é possível adotar, ser lar temporário e apadrinhar os animais, tanto gatos quanto cachorros, ou então oferecer carona solidária, para ajudar no deslocamento até o HVU, por exemplo.

Se nenhuma dessas formas de colaboração forem viáveis, ainda é possível ajudar compartilhando os posts de divulgação dos animais disponíveis para adoção, publicados nas redes sociais do Zelo.

Texto: Laurent de Lima Keller, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alícia Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agência de Notícias, e Rafael Happke/Arquivo (foto de capa)
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2021/06/22/projetos-da-ufsm-realizam-parceria-e-desenvolvem-atividades-em-conjunto Tue, 22 Jun 2021 12:08:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=5666 Em Janeiro deste ano, a OBJETIVA Jr., Empresa Júnior vinculada ao curso de Administração da UFSM, deu início ao seu primeiro Processo Seletivo, e para esse processo buscou uma parceria com o Projeto Zelo, que tem como propósito a conscientização da comunidade acadêmica em relação ao cuidado e abandono de animais no campus Sede. A parceria teve como objetivo o desenvolvimento de um Planejamento Estratégico e uma Assessoria, elaborado pelos novos trainees da OBJETIVA para o Projeto Zelo.

O Processo Trainee da OBJETIVA formou três grupos com os novos membros, que se dedicaram a desenvolver, cada um, sua proposta de Planejamento Estratégico, que ao final do período foram apresentados para os demais membros da Empresa Júnior, que juntos escolheram um destes para ser executado. A partir disso, o grupo vencedor pode executar a Assessoria juntamente ao Projeto Zelo por um período, a fim de executar as estratégias propostas no Planejamento.

As propostas apresentadas foram discutidas e validadas com a coordenadora do Projeto, Fabiana Stecca, e com uma de suas bolsistas, que também participou dos encontros, realizados de forma virtual. Por meio de reuniões semanais ocorridas em todo o mês de abril, algumas das propostas tiveram como objetivo aumentar a visibilidade do Zelo frente a comunidade acadêmica, além de buscar parcerias, aumentar o alcance das ações de conscientização e consequentemente reduzir o número de animais abandonados dentro do 55BET Pro, criando uma rede de apoio ativa, melhor integração do Projeto com os Centros da UFSM e também buscar uma distribuição equalizada de tarefas e local adequado para a realização das mesmas.

Ao final da Assessoria, essa parceria contribuiu com o futuro do Projeto Zelo, enquanto Projeto de Extensão da UFSM, para que consiga otimizar e potencializar suas ações na comunidade em relação aos abandonos dentro do 55BET Pro da UFSM, conscientização, educação e cuidados aos animais vulneráveis. Nessa parceria, em contrapartida, a OBJETIVA Jr. pôde desenvolver seus novos membros já colocando em prática seu trabalho desenvolvido, e ainda colaborando para o desenvolvimento de outra organização.

Sobre as ações

A Objetiva Jr. é uma Empresa Júnior do curso de Administração da UFSM, que atua no mercado há mais de 26 anos, desenvolve projetos de Consultoria Empresarial apresentando soluções em gestão com o objetivo de gerar resultados e progresso aos seus clientes. 

O Projeto Zelo tem como principal objetivo conscientizar, de maneira eficiente, sobre o abandono de animais, zelando por sua saúde, bem-estar e segurança, promovendo, assim, noções de responsabilidade, educação, ética, saúde pública, adoção responsável, cuidado e educação com os animais.

Com informações da Assessoria da Objetiva Jr.
Agenda 2030 na UFSM

A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.

ODS 8
ODS 17
]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/politecnico/2021/04/14/projeto-zelo-conheca-sua-historia-e-suas-acoes-em-tempos-de-pandemia Wed, 14 Apr 2021 20:43:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/politecnico/?p=4369 Nas últimas semanas tivemos a felicidade de acompanhar nas mídias um projeto da Pró-Reitoria de Extensão ganhando visibilidade, o Projeto Zelo, sob coordenação da Profª. Fabiana Stecca, do Colégio Politécnico.  Após a publicação, nas redes sociais, de uma campanha inusitada que pretendia arrecadar fundos aos animais abrigados pelo projeto, o Projeto Zelo virou notícia no jornal Diário de Santa Maria. A reportagem, você pode ler aqui.

A campanha solidária, com o slogan #AlimenteUmFocinhoZelo, ilustra como os seguidores do projeto, atualmente sendo 4 mil, possuem a possibilidade de fazer doações ao Zelo com apenas um real, ou com outros valores. A doação pode ser feita pelo Pix - fabiana@55bet-pro.com - o novo meio de transferência bancária das instituições financeiras. A ideia surgiu a partir da bolsista do projeto, Silva Mendes, pela necessidade de arrecadação de fundos para compra de rações.

Arte da campanha solidária #AlimenteUmFocinhoZelo do Projeto
Arte da campanha solidária #AlimenteUmFocinhoZelo do Projeto

Dessa forma, com todos os números de seguidores, o projeto visa conseguir alimentar os animais durante esse período da pandemia, pois, a partir março de 2020, com o começo do avanço da Covid-19, houve uma série de reduções de voluntários do projeto, funcionários (principalmente os vigilantes) da UFSM e do Politécnico, fechamento temporário do Hospital Veterinário Universitário da UFSM (HVU) e outras situações que, de certa forma, prejudicaram os cuidados (alimentação, tratamentos, moradias) com animais abandonados. “Foram e estão sendo períodos difíceis para a manutenção do projeto, que necessita de recursos públicos, principalmente do HVU”, destaca Fabiana Stecca.

Com a suspensão das aulas práticas dos cursos, o Zelo precisou realizar a maioria das castrações de forma individual e sem recursos do HVU por não haver suporte dos discentes e docentes dos cursos de Medicina Veterinária. Outros tipos de recursos externos foram também usados para as compras de rações aos animais. Fabiana afirma que “a pandemia está difícil para todos, e principalmente para os animais”. 

A coordenadora do projeto comenta sobre a importância da adoção e do lar temporário, em qualquer período vigente. 

Ela também ressalta a valorização de animais com médios e grandes portes para possuírem um lar. Esses dois tipos de animais são os que mais possuem dificuldades para serem adotados devido aos seus respectivos tamanhos.

O projeto precisou redobrar e criar parcerias externas, que oferecem descontos, algumas vantagens em produtos para o Zelo, etc. Parcerias como as de clínicas veterinárias foram importantes para sua manutenção, pois os animais necessitavam de tratamentos médicos com urgência. “Houve um crescimento de animais abandonados no campus, com mais problemas de saúde”, relata Fabiana.

Três gatinhos se alimentando nos espaços do Colégio Politécnico
Três gatinhos se alimentando nos espaços do Colégio Politécnico

A História do Projeto

O Projeto Zelo foi criado em 2014, vinculado ao gabinete do vice-reitor da época, Paulo Bayard Dias Gonçalves, professor de Medicina Veterinária, o qual o idealizou. Em 2015, após pedidos de representantes de Unidades, chegou a vez de Fabiana Stecca, servidora com mais de 15 anos de atuação, Professora da área de Gestão Administrativa e coordenadora da Cooperativa-Escola do Colégio Politécnico, e juntamente com outros colegas definirem um novo rumo para o projeto. Pensando nisso, os servidores se inspiraram no Projeto do 55BET Pro do Vale, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e, a partir disso, reformularam algumas ações para a criação do projeto de extensão.

Cães recebem carinho no campus da UFSM
Cães recebem carinho no campus da UFSM

Fabiana, que sempre acompanhou de perto os animais presentes no Colégio Politécnico, atualmente, coordena também outro projeto chamado Cuidados com Animais, este já vinculado ao Politécnico, agora iria assumir, definitivamente, o Projeto Zelo da Pró-Reitoria de Extensão. Embora as expectativas fossem de muito trabalho, ela foi surpreendida pelo acolhimento dos alunos do ensino médio, dos cursos técnicos, de graduação e dos colegas de trabalho, por estarem acostumados com a presença dos animais diariamente. Conforme seu crescimento, o Projeto Zelo já ministrava palestras, realizava ações de adoção e falas de conscientização animal para a comunidade acadêmica.

Atualmente, o Zelo conta com o trabalho de duas bolsistas e alguns voluntários. Fabiana ressalta que a ajuda de voluntários é de extrema importância para o projeto, pois, sem eles não há muito o que fazer em ações de resgates, doações, cuidados, etc. Para se inscrever como voluntário(a), dar lar temporário ou estar com vontade de adotar algum animal, basta entrar em contato com as páginas do Facebook (Projeto Zelo UFSM) ou Instagram (@zeloufsm) do projeto.

Fabiana Stecca (coordenadora do Projeto Zelo) ao lado de um dos gatos do projeto
Fabiana Stecca (coordenadora do Projeto Zelo) ao lado do gato Alemão

Atividades Extensionistas durante a pandemia

Devido à presença do Projeto PoliFeira do Agricultor, na Avenida Roraima, como de praxe nas manhã das terças-feiras, o Projeto Zelo também divide o espaço, agora de forma esporádica, para a captação de recursos financeiros e aproximação da comunidade santa-mariense aos animais. O projeto possui um estande na avenida e conta com atividades de extensão, vendas de roupas no brechó, e outras ações durante as manhãs de terça-feira.

Equipe do Projeto Zelo durante a Polifeira do Agricultor, na Avenida Roraima, às terças
Equipe do Projeto Zelo durante a Polifeira do Agricultor, na Avenida Roraima, às terças-feiras

Texto elaborado por Bruna Lopes.

Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico da UFSM
assessoriadecomunicacao@politecnico.55bet-pro.com

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/editais/012-2021 Mon, 12 Apr 2021 18:05:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?post_type=editais&p=5425 A Universidade Federal de Santa Maria, através da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) da Pró-Reitoria de Extensão, torna pública a abertura de inscrições para seleção de BOLSISTAS, acadêmicos(as) do Curso de Medicina Veterinária da UFSM, para atuar junto ao projeto listado nesta chamada.

]]>
A Universidade Federal de Santa Maria, através da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) da Pró-Reitoria de Extensão, torna pública a abertura de inscrições para seleção de BOLSISTAS, acadêmicos(as) do Curso de Medicina Veterinária da UFSM, para atuar junto ao projeto listado nesta chamada.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/28/projeto-zelo-arrecadara-racao-para-animais-em-situacao-de-abandono-durante-o-descubra-ufsm Fri, 28 Sep 2018 11:59:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44797

O Projeto Zelo, que desenvolve ações educativas relacionadas à proteção aos animais, é um dos parceiros do Descubra UFSM este ano. Nos dias 4, 5 e 6 de outubro, o projeto vai arrecadar ração para cães e gatos, a ser destinada aos animais em situação de abandono no campus sede.

O posto de arrecadação estará junto ao estande da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) no Descubra, no Centro de Eventos. O Descubra UFSM funcionará das 9h às 17h nos dias 4 e 5 e das 9h às 14h no dia 6. 

O evento é gratuito e aberto a toda a comunidade que deseja saber mais sobre os cursos, os projetos e os serviços ofertados pela UFSM. O Descubra também disponibilizará espaços de arte, cultura e alimentação.

Confira mais informações sobre o Projeto Zelo e o Descubra UFSM

]]>