UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 30 Mar 2026 21:18:32 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/08/14/centro-de-educacao-lancara-livro-que-estimula-o-dialogo-com-as-criancas-no-novo-normal-da-pandemia Fri, 14 Aug 2020 17:52:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=53277

Com a intenção de aproximar dois públicos distintos, o livro “Conhecimentos compartilhados entre crianças e adultos sobre a Covid-19”, criado por professoras do Centro de Educação da UFSM e com previsão para o mês de agosto, é uma obra que busca dar espaço para as crianças expressarem sua opinião - a partir de desenhos no próprio livro ou conversas com pais e professores sobre o que é lido - e estimular a reflexão dos adultos sobre a a relação com os pequenos, convidando a ouvi-los com mais atenção.

O livro foi escrito e e ilustrado especialmente para estudantes do anos iniciais. Ao discutir os assuntos mais comuns do contexto da pandemia causada pelo novo coronavírus, como a importância da higiene das mãos ou o uso de máscara toda vez que precisar sair de casa, o objetivo é que pais e filhos ou alunos e professores disponibilizem um pouco do seu tempo para estarem juntos, ouvir e aprender em conjunto, trocarem experiências e pensamentos. “Gostaríamos de perpetuar o convite à atenção ao que a criança tem a dizer. Elas compartilham conosco rotinas, sonhos, objetivos, desafios e esperanças. Entretanto, nem sempre levamos em consideração suas opiniões e formas de pensar" , diz Aruna Noal, uma das professoras responsáveis pelo livro.

A obra ainda busca aproximar as pessoas da ciência, da pesquisa e dos conceitos que envolvem a pandemia e o coronavírus. O conteúdo é dividido em duas partes: a primeira é uma história com base científica que pode ser lida ou contada de diferentes maneiras para o público infantil; a segunda, direcionada aos adultos, conta com reflexões sobre o momento que estamos vivendo e sugestões de como organizar os dias com as crianças. “Elas desenvolvem-se e (re)constroem-se nos momentos prazerosos, como fazer um bolo, limpar e arrumar os brinquedos, superando medos, a insegurança, aprendendo a lidar com a falta de paciência de maneira positiva, entre outras situações. É fundamental dialogar e lidar com os diferentes sentimentos, tornando a sua experiência de vida em família a mais prazerosa possível”, destaca.

Além de desempenhar um papel de reflexão e colaboração, o livro ainda destaca conhecimentos sobre a doença e outros desafios impostos pela nova realidade da pandemia. O material é inspirado em obras orientais, nas quais o leitor pode compor “junto” enquanto faz a leitura, escrevendo ou desenhando sobre o tema abordado. “Composto entre autor e leitor, escrito e reescrito. Ele só estará completo quando estiverem nele as anotações, as intervenções do leitor, criança ou adulto”, explica a professora.

O projeto do livro teve início com uma solicitação da própria reitoria, ainda na fase inicial da pandemia, do distanciamento social e da suspensão das atividades presenciais. O objetivo era encontrar canais de vínculo
com a comunidade externa e de divulgação de conhecimentos científicos relacionados à Covid-19.
Além da professora Aruna, a técnica em Assuntos Educacionais do CE, Giséli Duarte Bastos, participou da construção textual do livro e as ilustrações ficaram por conta do acadêmico do 5º semestre do curso de Desenho Industrial da UFSM, Guilherme Mohr. O livro será lançado pela Editora da UFSM, com revisão da Tagiane Mai, diagramação do Gustavo Carvalho. O livro terá distribuição gratuita, destinado para espaços educacionais, famílias e professores de escolas públicas.

Reportagem: Eloíze Moraes, bolsista da Agência de Notícias da UFSM
Edição: Davi Pereira

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/6-dicas-para-ser-produtivo-em-casa Wed, 22 Jul 2020 16:50:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6245 Professoras comentam passos a serem seguidos por aqueles que têm dificuldades para estudar no ambiente domiciliar O rápido contágio do novo coronavírus desencadeou, em alguns meses, uma pandemia. A doença, ainda sem vacina e tratamento cientificamente comprovados e disponíveis à população, já matou mais de meio milhão de pessoas ao redor do mundo. O isolamento físico é, no momento, o melhor método para conter a disseminação do vírus. Dentre as várias atividades suspensas, aquelas relacionadas à educação foram interrompidas no início da quarentena, em meados de maio, e a maioria delas ainda segue de maneira remota.  O cenário incomum alterou a rotina dos estudantes, causou efeitos na saúde mental e também no rendimento, uma vez que realizar as atividades de maneira virtual é um método novo para a maioria deles. Se você precisa escrever artigo, Trabalho de Conclusão de Curso, dissertação ou tese durante a pandemia, as dificuldades podem ser ainda maiores. Mas não se desespere! Nós criamos uma lista com 6 dicas para organizar seus estudos e ser produtivo nesse período.  Para isso, a Revista Arco conversou com a professora Clariane do Nascimento de Freitas, que é educadora especial e pedagoga, com especialização em Psicopedagogia, mestrado e doutorado em Educação, além de já ter atuado como tutora em cursos de capacitação e na modalidade Educação a Distância. Também entrevistamos a professora de Desenho Industrial Fabiane Vieira Romano, que ministra a disciplina Laboratório de Gestão. Ela é engenheira civil, com mestrado e doutorado em Engenharia de Produção.  Confira abaixo os 6 passos para deixar de lado a procrastinação e ser produtivo durante a quarentena:

1 - Organize a rotina

O ambiente domiciliar pode facilitar distrações e dificultar a produtividade. Para quem divide o espaço - e, às vezes, os recursos, como celular e computador - com familiares, amigos ou colegas, manter o foco nas atividades pode ser ainda mais complicado. A professora Clariane explica que a questão principal é a organização e a disciplina. Definir horários para cada tarefa a ser realizada durante o dia é a principal dica para gerenciar o tempo livre. Já a professora Fabiane, nas aulas do Laboratório de Gestão, estimula seus alunos a criarem um cronograma do projeto. Essa também é uma boa sugestão para  quem precisa estudar em casa. Para construí-lo é preciso pensar no processo de trabalho. Todas as atividades devem ser organizadas e sistematizadas, de forma a construir uma sequência do que precisa ser feito em cada fase. Depois, é necessário distribuir o tempo adequado para a realização de cada etapa. Assim, teremos traçado todo o cronograma e delimitado metas a serem cumpridas de acordo com os prazos. 

2 - Tenha um espaço adequado

Embora muitos não tenham um ambiente propício para os estudos, pequenas coisas podem auxiliar na concentração. Um espaço bem iluminado e arejado, longe da televisão e livre de distrações, como redes sociais e jogos eletrônicos, pode trazer ótimos resultados. Quando os cômodos da casa são compartilhados, uma dica é conversar abertamente com a família ou os colegas. “Se for necessário, coloque um bilhete na porta do quarto ou do espaço que está utilizando pedindo para não ser interrompido. Se está precisando de motivação, você pode colar post its com recadinhos motivacionais para você mesmo. Ou lembretes do que precisa fazer. Enfim, a criatividade não tem limites”, destaca Clariane.

3 - Cuide da alimentação e do sono

Outra dica importante é manter uma alimentação saudável e ter o sono regulado. Uma dieta balanceada é essencial para oferecer ao nosso organismo todos os nutrientes que são necessários e, assim, conseguirmos realizar nossas tarefas com eficiência. A memória, o raciocínio e a concentração também estão relacionados ao sistema digestivo e que podem ser bastante afetados pela falta de uma alimentação saudável.  Junto à dieta balanceada deve estar o sono regulado, pois a quantidade de horas de descanso também está relacionada à capacidade de absorver conteúdo. Uma noite mal dormida diminui a concentração e afeta nossa memória e comportamento. Já quando temos um sono adequado podemos melhorar nosso desempenho intelectual, pois ficamos mais atentos. 

4 - Utilize ferramentas e aplicativos para gerir o tempo

Como já vimos, a organização de uma rotina, com atividades e horários bem estabelecidos, é fundamental para melhorar a produtividade em casa. E a tecnologia pode nos ajudar nisso! É possível criar um cronograma de estudos a partir de diferentes ferramentas, como explica Fabiane. Dentre os recursos que a professora apresenta aos seus alunos, estão o Gráfico de Gantt, Google Agenda e Trello. Gráfico de Gantt: permite listar e distribuir as atividades, mostrar relações entre elas, estabelecer prazos de entrega e acompanhar o andamento dos trabalhos. Ele pode ser feito com papel e post its ou em ferramentas digitais, como o Excel.  Google Agenda: possibilita adicionar eventos, organizar compromissos, compartilhar suas atividades previstas com outras pessoas, criar múltiplos calendários para cada área da vida, além de receber constantemente notificações sobre os horários e atividades agendadas.  Trello: auxilia na organização e gerenciamento de projetos, por meio da criação de quadros e listas. Ele pode ser moldado conforme os interesses de cada usuário e ser usado de maneira individual e também para trabalhos em equipe. Dentro de cada seção é possível escrever textos e comentários, adicionar links e anexos, além de determinar prazos. 

5 - Adapte as atividades de acordo com suas características

Cada estudante é distinto e tem suas particularidades. Isso significa que os métodos que funcionam para o seu colega podem não dar certo para você. E vice-versa. Há quem aprenda melhor em silêncio, outros ouvindo música, alguns gostam de vídeo-aula, outros preferem ler e fazer resumos...enfim, o processo de estudo, o ritmo e a aprendizagem são diferentes para cada pessoa. A professora Clariane afirma que “o importante é o autoconhecimento. A partir do momento que identificamos de que forma aprendemos melhor, podemos usar isso a nosso favor”.

6 - Não interrompa os estudos

A última dica para focar nas atividades acadêmicas é não parar. Enquanto há possibilidade, tempo, condições físicas e psicológicas, é importante que o aluno mantenha suas atividades e dê continuidade ao que havia programado para realizar durante o semestre. Pode ser mais difícil devido às características do momento que vivemos, mas, se interrompidos, torna-se ainda mais complicado retomar e finalizar os projetos depois. A professora Fabiane destaca que essa adaptação pode ser facilitada se mantivermos o contato com colegas, professores e orientadores, pois o momento requer um esforço conjunto. “É preciso a compreensão que não temos fórmulas nem soluções mágicas, não temos todos os recursos e infraestrutura ideais e necessários”, explica. Assim como os alunos, os educadores também foram surpreendidos pela pandemia e agora precisam encontrar maneiras para se adaptarem junto aos estudantes. “Não sabemos até quando essa pandemia vai durar e muito menos quando ou como será o retorno ao presencial. Mas podemos tentar não nos deixar abater. Podemos buscar fazer o nosso melhor nas condições que temos e aproveitar o tempo. Podemos seguir juntos”, complementa. Reportagem: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo Ilustrações: Beatriz Dalcin, acadêmica de Publicidade e Propaganda Mídias Sociais: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas Edição: Maurício Dias, jornalista]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/distanciamento-fisico-saude-mental Tue, 02 Jun 2020 12:22:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6222 Além de transformar a rotina, isolamento pode causar ou agravar problemas psicológicos

Confinamento, distanciamento social, perda da rotina, redução nas atividades físicas. Em 2020 vimos nossa realidade ser transformada pela pandemia do novo coronavírus. Doença contagiosa e letal, sem vacinas e tratamentos eficazes até o momento, a principal recomendação dos órgãos de saúde é a quarentena. Além disso, ela também é importante para evitar a contaminação em massa e a superlotação dos hospitais. 

O vírus SARS-CoV-2 pode causar diversos danos em nosso corpo, principalmente no sistema respiratório. Mas, para além dos sintomas físicos, os efeitos da covid-19 e da quarentena podem acarretar problemas psicológicos. O grande número de mortos pela pandemia, o distanciamento social, o medo de contrair o vírus, o luto, a crise financeira, a falta de suprimentos, o excesso de informação e o tédio são alguns dos estressores que podem causar ou agravar doenças mentais. 

A curto prazo as consequências começam pelo aumento do estresse. O que é normal numa situação como a atual. Mas o professor do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM, Vitor Crestani Calegaro, explica que algumas pessoas podem ter um comprometimento psíquico além do esperado, que pode ocasionar transtornos como o de estresse agudo, de adaptação, de ansiedade, do pânico, aumento do consumo de substâncias, depressão, entre outros.

 Já a longo prazo o doutor destaca que pode haver um cenário mais otimista e um mais pessimista. Mesmo assim, em ambos é esperado um aumento nos transtornos mentais. “Se houver realmente um grande número de mortes, somado ao isolamento social, à crise econômica, mais a questão das revoltas que podem surgir, tanto revoltas populares, quanto a questão da agressividade doméstica, violência urbana, pode aumentar o número de assaltos. Isso tudo pode vir como consequência social da pandemia, dependendo da maneira como ela for conduzida ao longo do tempo no país”, declara. 

Importância de manter a rotina

O distanciamento do ambiente escolar ou de trabalho e, por consequência, o aumento do tempo em casa provocou duras alterações em nossa rotina. Diante de uma pandemia e as várias sensações que ela desperta, tentar seguir a vida normalmente pode ser uma tarefa difícil. Se manter os velhos hábitos já não é mais possível, criar novos é uma boa alternativa. 

“Quando a gente não tem uma organização da rotina, é mais fácil também a gente se desorganizar em termos emocionais. Manter uma rotina também mantém uma certa estrutura na nossa vida. Nos mantém ocupados, com uma função, e isso é importante”, observa. O psiquiatra recomenda a adaptação a um cotidiano temporário, novas formas de trabalho e de lazer e, futuramente, se for o caso, retornar aos hábitos anteriores. 

Enquanto alguns podem ter dificuldades em realizar suas atividades, outros as utilizam para ocupar totalmente seu tempo. O médico afirma a importância de manter o trabalho de segunda à sexta, sem se sobrecarregar, com períodos para descansar e fazer atividades de lazer. Criar uma rotina equilibrada ajuda a reduzir a ansiedade provocada pela quebra dos hábitos cotidianos. 

Outra recomendação do professor para mantermos a saúde mental durante a quarentena é quanto à necessidade que temos de informação e ao acesso dela que fazemos de maneira excessiva. Ele sugere assistir ao noticiário ou ler um jornal uma vez por dia, já que a abundância de informações talvez não nos deixe mais preparados para lidar com a situação, mas sim cause um aumento no nível de estresse e ansiedade. 

Equilíbrio emocional em tempos de crise

“Vai ter um antes e um depois, com certeza”, enfatiza o psiquiatra Vitor, a respeito do desenvolvimento de problemas psicológicos ao longo do tempo devido à quarentena. Para ele, é possível que, quando a pandemia do novo coronavírus passar, nossa sociedade tenha que lidar com um outro grande problema: os transtornos mentais que surgiram a partir disso na vida de muitas pessoas. 

Embora as perspectivas sejam de aumento do estresse, desenvolvimento de sintomas e transtornos mentais, o professor comenta maneiras para enfrentar o momento atual e preservar o equilíbrio emocional. Algumas delas são: viver o presente sem se prender a pensamentos negativos do que foi perdido durante a pandemia; focar em novas habilidades e no desenvolvimento criativo; colocar em prática atividades que já havia planejado mas não tinha tempo para realizar; manter uma regularidade de sono; praticar exercícios físicos; buscar se aproximar afetivamente das pessoas e, mesmo que isolado fisicamente, manter a comunicação. 

Nesse âmbito comunicacional, as redes sociais e, principalmente, as chamadas e conferências em vídeo ganharam destaque durante o surto do novo coronavírus. A doutora em Comunicação e professora da UFSM, Eugenia Barichello, ressalta como a utilização de vídeos e a possibilidade de ouvir a voz do outro têm sido aliados neste período de distanciamento físico. 

“É possível observar que em isolamento temos mais tempo, as conversas são mais longas e conseguimos sentir o outro pela voz, além das expressões e gestos”, destaca. Ela também compartilha sua experiência durante o período, com participação mais intensa em grupos online de amigos, ex-alunos, colegas e familiares, além de conversas mais longas e aprofundadas. 

E as videochamadas não só auxiliam nas relações afetivas como também permitem adaptarmos uma rotina escolar ou profissional. Elas desempenham papel fundamental para que escolas, universidades e empresas funcionem, mesmo que a distância. “Estas interações já ocorriam muito nas interações afetivas, e estavam sendo cada vez mais introduzidas no mundo do trabalho. O que a pandemia fez foi acelerar as possibilidades, potencializar o uso destas interações por não haver alternativa e acredito que esta mudança de patamar do uso de tecnologias de informação e comunicação veio para ficar e evoluir”, complementa Eugenia.

A saúde mental quando faltam recursos básicos mínimos 

Como se preocupar com o equilíbrio emocional quando a geladeira está vazia? Quando as contas chegam e a crise escancara, mais uma vez, a desigualdade social de nosso país? Como “ficar em casa” quando não se tem uma? 

Se as angústias sobre o futuro afligem a muitos e são causadoras de doenças mentais, a realidade daqueles que vivem o problema no presente pode ser ainda mais dura. Eles já estão no meio da situação estressora e precisam lidar com ela no momento. “É difícil uma pessoa pensar em realização profissional quando ela não tem o que comer”, enfatiza o psiquiatra Vitor Calegaro. 

A melhor estratégia de saúde mental para ser usada com essa população, segundo ele, viria a partir das instituições e do governo. “É uma coisa política, estratégica, de manejo da pandemia. O governo precisa ter um jeito de lidar com essas pessoas justamente para que elas tenham um conforto mínimo de subsistência, que não precisem entrar em desespero pela falta de alimento, cometer delitos em função disso”, complementa.

Nesse sentido, também se pode buscar ajuda de grupos, organizações que promovem manifestações de solidariedade, que fazem doações...o que não é recomendado é que, em meio à crise, essas pessoas se isolem ainda mais. Dividir as preocupações possibilita procurar e encontrar soluções em conjunto. 

Pesquisa de monitoramento de problemas psicológicos durante a pandemia

A evolução de sintomas de estresse, ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático durante a pandemia é monitorada por um grupo de pesquisa em psiquiatria da UFSM, coordenado pelo professor doutor Vitor Calegaro. O estudo CovidPsiq é realizado por meio de questionários online que podem ser respondidos por qualquer pessoa que more no Brasil, ou por brasileiros que residam no exterior, desde que tenham mais de 18 anos e acesso à internet. 

Os questionários serão preenchidos em quatro etapas, no decorrer de seis meses. A partir das respostas a equipe observará se existe o aumento dos problemas de saúde mental ao longo do tempo e quais são os grupos mais vulneráveis a isso. Após essa identificação e dos fatores que estão relacionados, poderão ser pensadas estratégias eficazes para o manejo da situação em nível coletivo, explica Vitor. 

O grupo de pesquisadores é formado por 15 acadêmicos do curso de Medicina, quatro psiquiatras, dois psicólogos, um educador físico e um matemático estatístico. Bianca Lorenzi Negretto é aluna do 11º semestre de Medicina e bolsista do projeto. Ela avalia a sua participação como “uma oportunidade de experiência para a vida e treinamento para o futuro”. Quase no final da graduação, sua principal opção de especialidade é na área da psiquiatria. 

Para que a pesquisa tivesse adesão nacional, Bianca conta que o grupo entrou em contato com pesquisadores de diferentes partes do país, a fim de buscar respostas que realmente representem a maior parcela possível da população. Dentre os problemas apontados por ela estão a dificuldade em atingir um público mais diversificado, com adesão de pessoas que não estejam em suas redes de contatos, e a necessidade de habilidade digital que a pesquisa exige, o que faz com que informações de parcelas importantes da população não estejam presentes no estudo. 

A primeira fase da pesquisa já foi concluída e alguns resultados puderam ser observados. Dos respondentes, 85,9% afirmaram realizar a quarentena e 14,1% não. Quando questionados sobre a saúde mental durante esse período de distanciamento físico, 18,31% assinalaram “piorou muito”; 46,61% marcaram a opção “piorou um pouco”; 27,34% “nem piorou, nem melhorou”; 5,86% “melhorou um pouco”; e 1,88% relatou que “melhorou muito”. 

Reportagem: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo

Ilustrações: Beatriz Dalcin, acadêmica de Publicidade e Propaganda

Mídias Sociais: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas

Edição: Maurício Dias, jornalista

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A crescente pressão de alguns setores da sociedade pela suspensão do isolamento social, com a retomada das atividades econômicas em curto prazo, preocupa médicos infectologistas do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), que alertam: relaxar as medidas de distanciamento entre as pessoas neste momento tende a levar ao avanço desenfreado dos casos de Covid-19, causando o colapso do sistema de saúde e, consequentemente, ampliando o número de mortes.

Os chamados isolamentos horizontal e vertical são tipos de estratégias que podem ser adotados frente a uma pandemia, como explica a médica infectologista do Husm Ivana Cassol De Bortoli. No horizontal, atualmente em vigor, todos ficam reclusos em suas casas, exceto as pessoas que trabalham em atividades essenciais, como mercados, farmácias, entre outras. Já no vertical, apenas um grupo seria isolado, incluindo idosos, diabéticos, cardíacos e pessoas com algum comprometimento pulmonar.

Ivana não tem dúvidas de que o isolamento horizontal é o mais indicado para o momento. "O isolamento social extremo está sendo muito importante para nós. A ideia é que as infecções não ocorram todas em um curto período de tempo. Evitamos um maior contágio e também uma eventual sobrecarga do sistema de saúde. Assim, as chances de conseguir tratar os infectados é muito maior", afirma.

Evitar esta sobrecarga é essencial no momento - levantamentos apontam que o Brasil tem menos de dois leitos hospitalares para cada mil pessoas. A infectologista lembra que a estratégia do confinamento também é usada para ganhar tempo, enquanto são testados medicamentos e vacinas, organizados hospitais e desenvolvidas formas de confirmar quem está imune.

Estudos apontam eficácia do isolamento horizontal
 
Estudo divulgado na segunda-feira (30) pelo Imperial College London, no Reino Unido, aponta que medidas de forte distanciamento social tomadas por 11 países europeus para impedir a disseminação do novo coronavírus já evitaram até 120 mil mortes. Em São Paulo, epicentro da Covid-19 no Brasil, levantamento da USP mostra que a política de isolamento social que vem sendo adotada pelo governo do estado está desacelerando o surgimento de novos casos - é o que os especialistas chamam de "achatamento da curva de contágio".

Já o isolamento vertical tem poucas chances de dar certo no cenário atual, de acordo com Ivana. "O problema na teoria do isolamento vertical é a incerteza sobre suas consequências. O principal fator para isto é que muitos hospitais ainda não estão organizados da melhor maneira para receber os pacientes acometidos e que não temos os exames diagnósticos preconizados. Precisamos de exames para saber se o paciente está infectado ou não, se pode voltar às suas atividades", afirma, defendendo a ideia de que é preciso testar a população com métodos moleculares e sorológicos adequados, para só então haver mudança na estratégia. A Coreia do Sul foi, até agora, o único país que conseguiu fazer teste maciço da população. Outros, como Estados Unidos e Brasil, têm tido dificuldade em ofertar testes.

A opinião é compartilhada por outro médico infectologista que atua no Husm, Reinaldo Agne Ritzel. Para ele, no momento, um isolamento vertical tende a piorar a situação. "A flexibilização do isolamento, a migração do horizontal para o vertical, só pode se dar a partir do momento em que a saúde estiver melhor estruturada. Nós não temos exames, não sabemos quem está infectado ou não. Temos poucos casos confirmados porque muitos pacientes esperam resultados de exames, que estão restritos só para casos graves e profissionais de saúde que tiverem sintoma. No momento que conseguirmos saber o nível de imunidade da população, saberemos lidar melhor com isso", defende.

Situação socioeconômica é outro entrave para o isolamento vertical

Outro fator que pesa contra o isolamento vertical é a dificuldade de isolar apenas algumas pessoas, considerando a situação socioeconômica de muitas famílias brasileiras, em que diferentes gerações coabitam pequenas moradias. "Pensem na realidade dos idosos que moram com outros membros da família. Se os mais jovens voltarem à escola ou ao trabalho e tiverem contato com o coronavírus, vão levar a doença para casa. É complicado pensar num isolamento social completo diante da realidade de nossa sociedade", observa Ivana. "Tem que lembrar como as pessoas moram. Como isolar a vovó que mora em uma casa com dois cômodos? É muito difícil', complementa Reinaldo.

Embora reconheça os impactos do isolamento horizontal na economia, Ivana acredita que um aumento absurdo dos casos da doença, ao provocar um colapso no sistema de saúde, também causaria um prejuízo econômico imensurável para o país. Para ela, a lotação dos serviços de saúde em Santa Maria e região é uma questão de tempo, e mais pessoas circulando nas ruas levaria a um aumento desenfreado no número de casos.

"O SUS não tem condições de arcar e nós vamos ver um colapso generalizado, aumentando mais ainda a mortalidade que poderia ser evitada", adverte, lembrando que o vírus se dissemina muito rapidamente. "O ideal é que a gente pare o quanto antes e, depois, revise posteriormente para ver se aquilo era o ideal de ter sido feito ou não. No caso dessa doença, é preferível errar pelo excesso de precaução", acrescenta.

"Se o aumento do número de casos for muito rápido aqui, o caos se instala em muito pouco tempo"

Para Reinaldo, o problema só vai ser resolvido quando a população tiver imunidade. Por isso, entende que gradualmente vai ter que haver algum tipo de mudança em relação ao isolamento. "Mas precisa esperar mais um pouco. As mudanças não podem ocorrer de uma hora para outra", enfatiza ele, que estima que, na região, mais de 80% das pessoas deixaram de circular normalmente - índice considerado alto e importante para a redução na velocidade de propagação do vírus.

Para os que defendem mudanças imediatas no confinamento, o médico aponta o exemplo da Itália, que em determinado momento recuou em relação ao isolamento total, e hoje vive uma situação desesperadora. "Não sou profundo conhecedor do sistema de saúde da Itália, mas imagino que seja melhor que o nosso. Então, sei que se o aumento do número de casos for muito rápido aqui, o caos se instala em muito pouco tempo. Veja bem, estamos falando de hospitais que não têm EPIs (equipamentos de proteção individual). Muitos aqui no nosso meio não têm os EPIs mínimos para diminuir a propagação entre os profissionais de saúde. E na hora que os profissionais ficarem doentes, quem vai atender os pacientes?", questiona.

"Não queremos perder mais vidas para esta doença"  

Tanto Ivana quanto Reinaldo lembram que o coronavírus atinge pessoas de todas as faixas etárias, de cidades grandes, médias e pequenas. Ninguém está imune: nem mesmo o jovem saudável que mora em uma comunidade interiorana. Por isso, todo cuidado é necessário. "Com recursos de saúde limitados, precisamos nos organizar para evitar maiores consequências em nossa região também. Respeitem os isolamentos propostos, nas épocas adequadas. Não queremos perder mais vidas para esta doença", ressalta Ivana.

"É um grande engano achar que em cidade pequena a propagação vai ser menor", adverte Reinaldo. Ele lembra que a maior parte dos casos (80%) serão brandos, talvez até assintomáticos, mas pelo menos 20% necessitarão de internação hospitalar, e destes, 5% vão necessitar de Centro de Tratamento Intensivo (CTI), inclusive em municípios da região de menor porte. "A velocidade de propagação do vírus sem nenhum tipo de contenção é muito alta, e não vai ter leito para todo mundo", alerta.

Texto: Agência de Notícias da UFSM

 
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Para auxiliar os pequenos empresários de Palmeira das Missões e região, a docente da UFSM do campus de Palmeira das Missões Cristiane Moreira tem realizado uma série de ações para prestar consultoria e apoio para aqueles que possuem negócio próprio.

A docente elaborou uma lista de ideias para driblar a crise neste momento de isolamento social e fazer com que as pequenas empresas sobrevivam. “Essas dicas são para os pequenos empresários, pessoas que tenho acompanhado como profissional de Administração nos últimos 15 anos. Entendo a preocupação em manter os negócios funcionando, mas precisamos pensar que quanto antes pararmos o vírus, antes voltaremos a funcionar normalmente e, para isso, precisaremos dos clientes vivos”, afirma.

Abaixo, seguem as ideias propostas pela professora:

– A revolução digital será acelerada pela quarentena, foque em entregas e facilidades. Tudo o que puder ser feito online faça, seu cliente vai acostumar com o serviço e pagar pela comodidade das entregas, isso serve para restaurantes, negócios de alimentação, mas também para academias, apoios nutricionais e estética. Lembrem que, muitas vezes, vocês são pagos para motivar e disciplinar, por isso, continuem oferecendo seus serviços, pesquisem aplicativos, material e etc.

– Todo o pequeno negócio que eu conheço precisa de mais controle, aproveite a calmaria para rever todo o estoque, fazer aquela reforma que estava pendente e se preparar, porque quando tudo isso passar teremos que atender a demanda reprimida. Isso serve para salões de beleza e outros serviços que envolvem atendimento direto.

– Atualize suas redes sociais: produza fotos e conteúdo, reveja os perfis, mantenha contato com os clientes e planeje as promoções da volta, essa é antiga, mas vocês nunca conseguem tempo para isso.

– Treine sua equipe com cursos online que eles nunca tinham tempo de fazer, tempo também é precioso em serviços.

– Você também pode disponibilizar conteúdos online e oferecer cursos para negócios iniciantes.

– Reveja as planilhas de custos, agora é hora de, mais do que nunca, controlar gastos e estudar a eficiência dos seus serviços.

Cristiane Moreira é professora de Marketing e Estratégia e se disponibilizou como voluntária para prestar consultoria a quem precisa. Para isso, basta entrar em contato pelo telefone (55) 9 9174-4603 ou pelo e-mail crisrmoreira@hotmail.com.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM-PM

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Com o intuito de levar conteúdo online e entretenimento para as pessoas durante a quarentena contra a proliferação do novo coronavírus, a Universidade Federal de Santa, através da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), iniciou o projeto “Extensão UFSM: contigo em casa”.

A proposta é realizar uma série de transmissões de lives sobre atividades físicas e apresentações culturais, sem esquecer do público infantil. O objetivo, ao aproximar a  relação da UFSM com a comunidade, é buscar amenizar o distanciamento social provocado pela pandemia de Covid-19. As lives serão transmitidas via Instagram, com duração de, aproximadamente, 15 minutos, sempre no mesmo dia e horário, segundo o cronograma a seguir:

Categorias
Segunda – Atividades físicas – 16h;
Terça – Meditação – 8h30;
Quarta – Atividades voltadas ao público infantil – 16h;
Quinta – Meditação – 8h30;
Sexta – Arte e Cultura – 16h.

A primeira live conta com as participações de Enio Guerra, professor aposentado do Departamento de Música da UFSM e ex-regente da Orquestra Sinfônica de Santa Maria, e de sua filha, Regina Sachet Guerra, violinista e acadêmica do curso de licenciatura em Música da UFSM. A transmissão acontece nesta sexta- feira (27), às 16h. Para assistir às lives, busque o perfil da PRE no Instagram, sempre no horário marcado.

Texto: Núcleo de Divulgação Institucional da PRE

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