UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 04 Mar 2026 21:23:08 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/12/professores-da-educacao-basica-da-regiao-podem-se-inscrever-para-curso-gratuito-de-italiano Thu, 12 Feb 2026 11:11:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71986

A Rede Andifes Idiomas sem Fronteiras (IsF), em parceria com o Núcleo de Línguas da UFSM, está com vagas abertas para novo curso gratuito de italiano na modalidade online. As inscrições vão até o dia 20 de fevereiro.

No curso "Introdução à Língua e à Cultura italianas (nível A1)", o estudante aprenderá a falar de si e do outro, descrever acontecimentos no presente, passado e futuro, além de desenvolver sensibilidade intercultural no universo acadêmico. A carga horária é de 16 horas.

Há três turmas disponíveis, com aulas nas terças e quintas-feiras: a turma 1, das 9h30 às 11h30; a 2, das 14h às 16h; e a 3, das 18h30 às 20h30. As aulas serão realizadas de 24 de fevereiro a 19 de março.

Público-alvo: estudantes e servidores da UFSM, residentes do HUSM e professores da educação básica de Santa Maria e da Quarta Colônia. A inscrição não garante vaga no curso, apenas a participação no processo seletivo, que será realizado via sorteio eletrônico.

Inscrições e mais informações no site.

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No início de novembro, a Jornada Acadêmica Integrada Mirim (JAI Mirim) recebeu pequenos cientistas do ensino infantil e fundamental no Museu do Conhecimento da UFSM. Dentre os projetos presentes no evento, um dos destaques foi o Memorar - Memorial das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia. Foi a estreia de totens digitais interativos, adquiridos com recursos do Pró-Equipamentos, projeto parceiro financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Por meio dos totens, as crianças puderam visualizar e interagir com histórias em quadrinhos, quizzes, imagens das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e mapas que mostram o movimento das águas no estado.

Criança interage com totem durante JAI Mirim, na UFSM.

O professor Adriano Figueiró é do Departamento de Geografia da UFSM e coordena o projeto Memorar. Segundo ele, mais de 300 pessoas, entre crianças e professores, passaram e interagiram com os totens. “Todo mundo ficou bastante impactado e surpreso com o conteúdo que observaram. Eu acho que isso cumpriu um primeiro objetivo [do projeto], que é justamente a sensibilização”, afirma Adriano.

 

Os totens funcionam como ferramentas de divulgação científica e difusão do conhecimento sobre mudanças e resiliência climática, pois permitem compreender, visualizar e interagir com explicações sobre causas e efeitos dos eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. “A partir da mudança climática, nós transformamos o extraordinário em ordinário”, declara Adriano. Para o professor, esse entendimento é importante para sensibilizar e conscientizar diferentes gerações. Crianças, adolescentes e jovens, que no momento são os públicos-alvo do projeto, têm mais facilidade de compreender a seriedade do fenômeno por terem nascido imersos nesta complexidade. Consequentemente, tem mais possibilidade de incorporar práticas sustentáveis no seu dia a dia.

 

Por outro lado, por não ter presente a vivência da memória de eventos climáticos extremos que já aconteciam no século passado, a noção de urgência e de planejamento de ações a longo prazo encontra mais dificuldades. Já para os adultos, essa mesma característica dificulta a compreensão da mudança climática, uma vez que enchentes, estiagens, chuvas de granizo e vendavais já causavam destruição em décadas passadas. “Mas a partir do momento em que eles começam a compreender que a mudança climática é, na verdade, a intensificação dos fenômenos extraordinários que sempre aconteceram, eu diria que eles são parceiros mais fáceis de serem incorporados, porque têm uma noção  de mundo que os jovens não têm”, explica Adriano.

 

Foram adquiridos dez totens que atualmente estão no Museu do Conhecimento da UFSM. No entanto, de acordo com Adriano, futuramente alguns deles podem ser instalados no Memorial da Resiliência Climática, objetivo principal do projeto e que está em fase de planejamento.

Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho

A fim de ampliar a visibilidade do projeto, o Memorar QC inaugurou na semana passada a mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’ no hall do Centro de Ciências Naturais e Exatas. “O nosso objetivo é tentar partir de diferentes instrumentos para sensibilizar diferentes grupos da comunidade”, diz Adriano. São 20 fotos das enchentes de 2024 selecionadas a partir de materiais midiáticos, que também são dados coletados pelo projeto. Estas fotografias representam a tragédia. Por outro lado, Adriano afirma que a ideia da mostra surgiu para fazer uma espécie de contrapeso, já que a atuação no projeto exige reviver a catástrofe e rememorar a tragédia. Por isso, criaram um concurso fotográfico para selecionar fotos de paisagens da Quarta Colônia, que significam o Sonho. “[Serve] para que as pessoas possam perceber o potencial dessas paisagens para construir a vida”, declara.

“A paisagem da Quarta Colônia é excepcionalmente linda. Mas quando você confronta essas duas realidades, ou seja, uma paisagem linda e uma paisagem submetida a uma catástrofe, nós percebemos que a passagem de uma paisagem linda para uma de perigo, morte e destruição, é uma passagem muito rápida, que pode se dar num tempo muito curto. Por isso temos que criar estratégias para tentar evitar que o impacto seja tão grande como foi em 2024”. - Adriano Figueiró, coordenador do projeto.

Para Adriano, este comparativo demonstra que, para além da tragédia, aquela paisagem tem capacidade de resiliência e recuperação. A mostra fotográfica é itinerante e será levada para diferentes espaços da UFSM, de escolas e da Quarta Colônia em 2026.

Mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).
Mostra fotográfica reúne imagens das paisagens da Quarta Colônia antes e depois das enchentes de 2024.

Memória como ferramenta para o futuro

O nome do projeto já informa um de seus objetivos: transformar a enchente em memória. Adriano explica que, apesar de ser um processo doloroso, rememorar as paisagens e consequências das enchentes de 2024 é necessário. “Costumamos dizer que a memória é a única coisa que efetivamente consegue ligar o passado ao presente, para construir o futuro”, declara. Por isso ela se torna ferramenta de conscientização: permite compreender a noção da passagem do tempo. “[Ela] nos permite ter a noção de onde as coisas vieram, de como chegaram até aqui, do que aconteceu lá atrás, porque esse processo se repete no tempo. E se não temos a memória, não temos a compreensão de repetição”, conta Adriano. Isso é importante para compreender, inclusive, a intensificação de fenômenos climáticos extremos. 

“Esse é o princípio para nós. Vivemos um momento, na sociedade planetária, submetido a um modo de produção capitalista, em que a memória tende a ser sistematicamente apagada porque quando temos um indivíduo sem memória, ele é mais vulnerável para o processo do consumo, da construção de imaginários que não são reais”, finaliza Adriano.

Um dos instrumentos para a preservação da memória das enchentes será o Memorial da Resiliência Climática, cuja previsão de instalação é para o próximo ano.

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Fotografias: Memorar Quarta Colônia

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/23/projetos-promovem-integracao-entre-ufsm-e-comunidade-em-silveira-martins Thu, 23 Oct 2025 10:53:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71084 [caption id="attachment_71085" align="alignright" width="711"]foto colorida horizontal de um grupo de pessoas em pose para a foto, em pé, em semicírculo, com duas moças de jaleco branco e toca ao centro agachadas. O espaço é uma sala iluminada com porta e janelas Estudantes, professores, gestores e comunidade se reuniram[/caption]

Em mais uma ação de extensão marcada por aprendizado e troca de saberes, o programa "Prodotti alimentari: conectando saberes acadêmicos e vivências de sabores na Quarta Colônia", coordenado pela professora Neila Richards, realizou uma atividade conjunta com o programa “Juca nas Escolas”, coordenado pelo professor Günther Richter Mros, no Espaço Multidisciplinar da UFSM em Silveira Martins na manhã de quarta-feira (22).

O encontro contou com a participação de estudantes dos cursos de Tecnologia em Alimentos e de Relações Internacionais da UFSM, que desenvolveram dinâmicas e experimentações práticas com cerca de 60 alunos da Escola Estadual Bom Conselho, aproximando ciência e cotidiano de forma leve e participativa.

A atividade teve como foco despertar o interesse dos jovens pela alimentação saudável, sustentabilidade e inovação na produção de alimentos, ao mesmo tempo em que reforçou a importância da extensão universitária como espaço de diálogo entre o conhecimento científico e os saberes populares.

Foram realizadas oficinas de aproveitamento de alimentos, com os alunos participando e, após, degustando. Os ingredientes e insumos foram fornecidos pela escola. Também ocorreram conversas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

O encontro foi marcado pela presença de lideranças institucionais e locais: a professora Martha B. Adaime, futura reitora da UFSM; professora Cadidja Coutinho, diretora do Espaço Multidisciplinar da UFSM em Silveira Martins; e o prefeito do município, Sadi Tolfo. Todos destacaram a relevância da extensão universitária para o desenvolvimento regional sustentável e para o fortalecimento dos vínculos entre a universidade e a comunidade da Quarta Colônia.

A atividade reforçou o papel da UFSM como agente de transformação social, valorizando saberes locais, a cultura alimentar regional e a formação de estudantes comprometidos com os ODS e com a construção de uma sociedade mais saudável, solidária e inovadora.

Foto: Divulgação

 
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Cartaz colorido vertical com imagens de dois dinossauros em cores escuras. O cartaz traz a progamação do Paleodia, já apresentada no texto.O Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (Cappa) promove, neste sábado (18), edição especial do Paleodia alusiva aos 55 anos do Centro de Ciências Naturais e Exatas. As atividades serão na sede do Cappa, em São João do Polêsine, a partir das 15h.

A programação prevê caça ao fóssil, uma simulação de escavação paleontológica; oficina de pintura facial; presença das mascotes DinoCeppo, Agudino e Agussauro; e feira de produtos da região em parceria com o Geoparque da Quarta Colônia.

Em caso de chuva, a programação será adiada.

 

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Diante das enchentes de maio de 2024, um grupo de professores e estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) percebeu a necessidade de realizar ações de extensão em comunicação. A primeira iniciativa foi a coleta de pilhas e rádios para distribuição às famílias afetadas pelas chuvas na Quarta Colônia. A partir daí, a proposta evoluiu com a criação de um projeto contemplado pelo edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). 

 

Assim surgiu o projeto ‘Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia’, coordenado pela professora Aline Roes Dalmolin, do Poscom da UFSM. A docente destaca que o objetivo principal é reconhecer o ecossistema de comunicação que já existe nos nove municípios da região, formado por comunicadores populares profissionais (das rádios comunitárias), de agentes institucionais (como a Defesa Civil e prefeituras) e mesmo agentes comunitários (vinculados a igrejas, comunidade escolar, associações, sindicatos e cooperativas).

Equipe do projeto em atividades na Quarta Colônia.

O levantamento ocorre por meio de uma cartografia de mídias tradicionais e digitais, perfis institucionais e grupos em redes sociais. “Proporciona um panorama sobre como se dá a comunicação dentro desses espaços. Dentro do escopo das mídias tradicionais, identificamos a presença de jornais e emissoras de rádio situadas nestes espaços, bem como a presença de antenas retransmissoras ou cobertura de canais de televisão”, explica Aline. Já em relação às mídias digitais, a professora ressalta que foram mapeados vários perfis em redes sociais, sites e grupos de WhatsApp e que tiveram papel importante na comunicação comunitária durante as enchentes. Atualmente, o projeto está na fase de consolidação da coleta e fechamento dos dados da pesquisa. Os primeiros resultados do levantamento dos veículos de comunicação da Quarta Colônia foram publicados no capítulo 8 do livro ‘Jornalismo e Desenvolvimento’, disponível neste link.

Coleta dos dados

Phillip Gripp é jornalista e pesquisador no projeto ‘Comunicação de Proximidade’. Ele é bolsista de pós-doutorado vinculado a um dos projetos parceiros, o ‘Territórios Conectados pela Sororidade’. Gripp explica que a coleta dos dados de pesquisa ocorre de duas maneiras: a primeira é, justamente, o mapeamento da malha de comunicação da Quarta Colônia. “Consiste em identificar os meios de comunicação e a atuação de profissionais da área nestas cidades. Estamos fazendo um levantamento para descobrir onde as pessoas buscam informações sobre os acontecimentos do território”, detalha Phillip. 

A segunda forma de coleta é realizada por meio de entrevistas com moradores da região, como agricultores, gestores da administração pública, professores, entre outros. A intenção é produzir diferentes materiais midiáticos de divulgação da pesquisa. “Também temos esse teor qualitativo, de entendermos, a partir das entrevistas, como se deu a atuação dessas pessoas e qual foi o impacto das enchentes”, afirma.

A recepção da comunidade ao projeto tem sido positiva, destaca Camila Rodrigues Pereira, publicitária e pós-doutoranda em outro dos projetos parceiros, o ‘Governança e  multidimensionalidade dos riscos climáticos: abordagem multidisciplinar em  Comunicação de proximidade, Interpretação geopatrimonial e Economia Ecológica  aplicada aos Geoparques Unesco no Rio Grande do Sul’. Para ela, isso se deve ao fato de o projeto abordar temas importantes para a comunidade, como memória, adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais. “São questões que estão muito próximas e que os afetaram recentemente”, observa Camila.

Comunicação em contextos de crise

Para Aline Dalmolin, coordenadora do projeto ‘Comunicação de Proximidade’, refletir sobre como a comunicação acontece em contextos de crise climática é fundamental. “Ela está na essência e serve como base para qualquer das ações que pretendemos desenvolver”, enfatiza. A pesquisadora destaca que, no caso da Quarta Colônia - uma das primeiras regiões atingidas pelas chuvas de 2024-, a população vivenciou a crise climática de uma forma muito intensa, e as respostas também tiveram que ser imediatas, inclusive na comunicação. 

“Foram várias comunidades desalojadas, pessoas que tiveram sua mobilidade extremamente reduzida, falta de alimento, falta de luz, várias dimensões da escassez, e algumas delas, inclusive, infelizmente, chegaram a perder a vida. Nesse sentido, a comunicação conduz respostas imediatas aos eventos extremos”, ilustra Aline. Exemplos são a emissão de alertas, atualização de informações checadas e apuradas - inclusive como resposta à propagação de desinformações e fatos desencontrados, o que é bem comum em situações de crise.

Além disso, para a pesquisadora, a comunicação também tem papel central na conscientização da população sobre os fenômenos ambientais, por que eles acontecem e como impactam as comunidades. “Nosso projeto envolve essas duas dimensões e está estruturado em três eixos: o primeiro dedicado ao mapeamento, o segundo voltando à prevenção de eventos climáticos - buscando formas de mobilizar melhor as comunidades para responder a situações semelhantes no futuro- e o terceiro eixo centrado na educomunicação, preparando as novas gerações para compreender essas mudanças.”

O projeto na comunidade

Para Camila, o desafio do projeto está na complexidade do campo de pesquisa. São nove municípios, com características, histórias e memórias distintas, o que se reflete nos impactos provocados pelas chuvas de 2024. “Embora a memória dessas comunidades se entrelace, ao dialogar e ouvir as pessoas de  cada município, surge sempre a vontade de aprofundar ainda mais as conversas”, destaca.

Em 2024, o projeto atuou por meio da educomunicação, com oficinas de fotografia, desinformação climática, audiovisual e mapas conceituais para três escolas, localizadas em Agudo e Nova Palma (fase 1). No primeiro semestre de 2025, foram realizados grupos de discussão para tratar de temas relacionados à comunicação do território e para elaborar protocolos para a constituição da malha de Comunicação de Proximidade da região (fase 2).

Neste semestre, os projetos estão atuando na capacitação de comunicadores locais e no fortalecimento dos agentes da malha de comunicação de proximidade (fase 3). De maneira concomitante, também em 2025 são desenvolvidos produtos editoriais e ações de educomunicação, que envolvem as entrevistas com moradores (fase 4), e que seguem até julho de 2026. Por fim, de junho a julho de 2026, o projeto será finalizado, com entrega dos produtos, seminários e elaboração do relatório final.

Entre os produtos previstos, está a elaboração de policy papers junto à comunidade, que consistem em propostas para aperfeiçoar os protocolos. “É importante para que as comunidades possam transformar essas práticas de prevenção e de comunicação de resiliência climática em políticas públicas”, destaca Aline.

Mapas conceituais produzidos nas oficinas com escolas.
Gravação de entrevistas com moradores.

Expediente:

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Edição: Luciane Treulieb, jornalista

Fotos: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/04/faxinal-do-soturno-tera-caminhada-internacional-na-natureza-no-domingo-7 Thu, 04 Sep 2025 13:40:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70390

arte colorida horizontal com informações sobre a caminhada escritas sobre uma foto de uma área verde, com uma estrada, árvores e céu ao fundoO município de Faxinal do Soturno, integrante do Quarta Colônia Geoparque Mundial da Unesco, recebe no domingo (7) mais uma edição da Caminhada Internacional na Natureza, com a realização da tradicional Caminhada da Geringonça.

O evento é promovido pela Prefeitura, em parceria com a Emater/RS-Ascar e a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM, no âmbito das ações de extensão rural. A proposta é promover saúde, integração comunitária e valorização do meio rural, alinhando-se ainda aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, como o incentivo ao bem-estar, ao turismo sustentável e à preservação do patrimônio cultural e natural.

A programação inicia às 7h30, com café da manhã por adesão (R$ 15,00), seguido da abertura oficial, às 8h, e do aquecimento, às 8h15. A saída dos caminhantes ocorre às 8h30. Durante o percurso, os participantes poderão apreciar paisagens naturais, capitéis e propriedades rurais familiares.

O trajeto terá 8,5 km, passando por estradas rurais e propriedades da agricultura familiar, até a chegada no Museu Histórico da Geringonça. Foram disponibilizadas 200 vagas, com idade mínima de 12 anos.

Ao final, os caminhantes serão recepcionados no museu. O almoço será por adesão, na Festa de Santa Terezinha, na Comunidade de Novo Treviso, servido a partir das 13h no salão paroquial. O cardápio típico italiano inclui sopa de agnoline, risoto, churrasco, bife à milanesa, maionese, pão e saladas, ao valor de R$ 55,00. No mesmo espaço, haverá feira com produtos coloniais e artesanato.

O percurso é classificado como de esforço físico significativo, em piso irregular, com dois pontos de apoio, banheiros disponíveis, carro de apoio e ambulância no local. Recomenda-se levar garrafa de água.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas de forma antecipada pelo link. São oferecidas 200 vagas - até a manhã de quinta (4), já eram 138 inscritos. Caso não estejam esgotadas, haverá inscrições também no local.

A Caminhada da Geringonça consolida-se como um momento de integração entre saúde, lazer e valorização do meio rural, fortalecendo o turismo sustentável em Faxinal do Soturno.

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto: @caminhadasufsm.

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O projeto surge em um contexto marcado por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história, com fortes chuvas que atingiram duramente a região central do estado, incluindo os municípios da Quarta Colônia. A repetição desses eventos mostra que é necessário engajar a população na compreensão dos desastres e na construção de novas relações com o território e o meio ambiente.

“O conhecimento é a base do processo de adaptação climática”

Nas escolas municipais da Quarta Colônia, especialmente com estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, o projeto Memorar QC vem desenvolvendo oficinas que abordam temas como sustentabilidade e mudanças climáticas. As atividades ocorrem no contraturno escolar e incluem jogos, conversas e brincadeiras que despertam o interesse dos alunos e facilitam a compreensão dos conteúdos. A ideia é incentivar o protagonismo juvenil e engajar os estudantes como agentes transformadores em suas comunidades. O projeto também realiza ações voltadas aos adultos da região, que vão de conversas informais a palestras, promovendo diálogo e conscientização sobre os desafios climáticos.

[caption id="attachment_320" align="alignleft" width="300"] Oficina realizada em escola na cidade de Nova Palma[/caption]

Para o coordenador do projeto, professor Adriano Figueiró, do Departamento de Geografia da UFSM, o conhecimento pode transformar a relação que os moradores têm com o lugar: “O conhecimento é a base do processo de adaptação climática. Se as pessoas não compreendem a dinâmica da natureza, não têm como se preparar para ela — e, portanto, não têm como se adaptar. É a partir das informações que as pessoas poderão entender como se preparar melhor para reduzir prejuízos e riscos à vida numa próxima ocorrência climática”.

O professor Adriano defende que o protagonismo comunitário é essencial quando se trata de enfrentar os desafios climáticos nos territórios rurais. Para ele, não é possível depender exclusivamente do poder público para resolver os problemas causados por eventos extremos. Diante disso, ele propõe uma reflexão prática: o que cada morador pode fazer para melhorar as condições ambientais e construir um futuro mais seguro? A resposta, segundo o pesquisador, passa por ações simples, mas fundamentais, como proteger nascentes dos rios, recompor matas ciliares, identificar áreas de risco nas propriedades e realizar pequenas intervenções nas propriedades para conter processos erosivos. Essas atitudes exigem, antes de tudo, que as pessoas compreendam a lógica do território em que vivem. “Estamos falando de uma região profundamente rural, formada por pequenas propriedades. Quando o conhecimento é apropriado pela comunidade, ele pode gerar transformações concretas  duradouras”, afirma.

 

Pedimos ao professor Adriano Figueiró que ele elencasse as noções fundamentais que vêm sendo trabalhados nas atividades oferecidas pelo Memorar QC na Quarta Colônia. A seguir, apresentamos 7 conceitos sobre desastres climáticos que ajudam a entender o território, a se preparar para eventos extremos e a atuar na construção de comunidades mais resilientes e sustentáveis.

1. Resiliência

É o conceito central do projeto. Resiliência, segundo o professor, refere-se à capacidade que as pessoas, comunidades e também os ecossistemas têm de se reorganizar e retomar a vida após eventos extremos, como enchentes, com o menor impacto possível. Essa resiliência não é apenas física, mas também social e comunitária. Diante da intensificação de crises ambientais e mudanças climáticas, a frequência e intensidade desses eventos extremos tende a aumentar, tornando essencial essa capacidade de resposta e adaptação.

Além disso, o professor destaca que não apenas os seres humanos precisam ser resilientes, mas também os rios e a natureza como um todo. Com o acúmulo de sedimentos (solo, areia, pedras) no leito dos rios, a capacidade desses ecossistemas de absorver novas cheias diminui, tornando-os menos resilientes a eventos futuros.

2. Adaptação Climática

Está diretamente relacionada à resiliência. Envolve repensar práticas e estruturas do território para reduzir os danos provocados por futuros eventos extremos. A adaptação passa, portanto, por ações concretas no uso e ocupação do solo, conservação de áreas naturais e reestruturação de formas de manejo da terra, considerando os efeitos das mudanças climáticas.

3. Área de Proteção Ambiental

Essas áreas têm papel crucial na absorção da água da chuva. Quando bem conservadas, permitem que a água infiltre no solo, abastecendo os lençóis freáticos e liberando-a de forma gradativa para os rios, o que evita tanto a seca quanto enchentes. Quando há perda dessas áreas — em especial por conta da expansão agrícola — a água escorre rapidamente para os rios, sem ser absorvida, causando inundações.

O professor aponta que a falta de vegetação e o uso indevido dessas áreas são um dos principais motivos pelos quais as bacias hidrográficas da Quarta Colônia estão perdendo sua capacidade de resposta às chuvas intensas.

[caption id="attachment_318" align="alignright" width="1024"] Área destruída após enchente de 2024[/caption]

4. Matas Galerias (ou Ciliares)

São matas que acompanham os cursos dos rios, formando uma faixa de proteção natural nas margens. Pela legislação, devem ser preservadas. Essas matas funcionam como uma barreira que reduz o escoamento de sedimentos e evita o desbarrancamento dos rios. Quando bem conservadas, fazem com que a água da chuva entre no rio sem carregar grande quantidade de terra.

Sem essa vegetação, a água escoa diretamente para os rios carregando o solo, provocando erosão e contribuindo para o assoreamento. Em muitas áreas da Quarta Colônia, essas matas estão sendo substituídas por lavouras — de arroz nas áreas mais baixas e de soja nas mais altas — o que compromete a proteção dos rios.

5. Cabeceiras de Drenagem

São as partes mais altas de uma bacia hidrográfica, onde os rios nascem. Nessas regiões, a presença de vegetação é essencial para permitir que a água infiltre no solo e abasteça os aquíferos subterrâneos. Se essas áreas estiverem desmatadas ou ocupadas por lavouras, a água da chuva não infiltra — ela escoa com força, erodindo o solo e carregando-o para os rios. Como essas áreas têm declive acentuado, o poder erosivo é ainda maior, contribuindo significativamente para o assoreamento dos cursos d’água.

6. Assoreamento

É o acúmulo de sedimentos (como solo, areia e pedras) no leito dos rios. Esse processo ocorre principalmente quando a água da chuva escoa por áreas desmatadas, levando o solo com ela. Ao chegar no rio, esses materiais se depositam, diminuindo o volume útil da calha fluvial. O rio, então, tem menos capacidade de conter novas águas em eventos de chuva intensa, transbordando com maior facilidade e provocando inundações. O assoreamento é, portanto, um dos principais fatores que reduzem a resiliência dos rios.

7. Sedimentos

São os materiais sólidos que a água carrega ao escoar sobre o solo, como terra, areia e pedras, especialmente em terrenos inclinados. Nos eventos extremos recentes da Quarta Colônia, o professor destaca que até grandes blocos rochosos foram transportados. Esses sedimentos são responsáveis por entupir os leitos dos rios (assoreamento), agravando os impactos das enchentes.

O projeto MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia foi selecionado pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco. É uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo.

Reportagem: Luciane Treulieb, jornalista

Ilustração: Evandro Bertol, designer

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O presidente da Academia de ła Bona Creansa, da região do Vêneto, Itália, Alessandro Mocellin, ministra palestra na quarta-feira (4), às 16h30, na sala 107 do prédio 5D, do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM).
 
O tema da palestra será "Ciência e Cultura: Imigração e Língua Vêneta". O evento é aberto à comunidade acadêmica e à população em geral, e as inscrições podem ser feitas pelo formulário eletrônico.
 
A promoção é do Programa de Pós Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PPGEPT) e pelo Projeto de Extensão "História, Língua e Cultura de Imigração Italiana na Quarta Colônia".
 
A UFSM, por meio do PPGEPT, tem um Acordo de Cooperação Internacional com a Academia de ła Bona Creansa, uma instituição cultural privada voltada a estudos, pesquisa, ensino, promoção e desenvolvimento da cultura Vêneta ao redor do mundo.
 
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O ano de 2025 marca os 150 anos do início da imigração italiana no Rio Grande do Sul - um processo que deixou marcas profundas na história e na cultura do estado. Na região da Quarta Colônia, quarto centro de colonização italiana do Rio Grande do Sul, esse legado se preserva em traços linguísticos, culturais e históricos que atravessam gerações, embora ainda enfrente os desafios do esquecimento.

Para resgatar esse patrimônio, um projeto de extensão da UFSM está promovendo uma série de ações junto à comunidade local, com foco na valorização das raízes e no enfrentamento ao esquecimento e aos preconceitos que marcaram parte dessa trajetória.

Coordenado pelo professor Marcos Daniel Zancan, do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism), o projeto “História, língua e cultura de imigração italiana na Quarta Colônia” envolve ações como oficinas, palestras, cursos de línguas e até publicações bilíngues. Formado em Engenharia Elétrica e com 24 anos de atuação na UFSM, Zancan trabalhou por anos na área administrativa e de gestão acadêmica. Após esse período, decidiu investir em um projeto que resgata as próprias raízes e dialoga com a sua história familiar.

“Eu sou filho de imigrantes, fruto do preconceito, da perseguição. Meus pais viveram isso. O sotaque que carrego, as expressões que uso, me causaram bullying, tanto em Ivorá, de onde eu vim, quanto na Universidade. O projeto tem como ideia ajustar a história e os paradigmas criados em torno dos imigrantes. Queremos reconstruir a história verdadeira para valorizar a identidade cultural das pessoas da Quarta Colônia”, afirma o professor.

A iniciativa busca desmistificar a história da imigração italiana, reconstruindo narrativas e valorizando o legado deixado pelos imigrantes, muitas vezes apagado ao longo do tempo por causa da perseguição, do preconceito e da imposição de uma identidade cultural única.

Entre a fome e o esquecimento: a trajetória dos imigrantes

Os primeiros italianos chegaram à região fugindo da miséria, da fome e da guerra. “A Itália estava recém-unificada. Houve uma imigração em massa, e o governo brasileiro não estava preparado para receber tanta gente. Não houve assistência”, explica o professor. A situação se agravou durante o Estado Novo, quando as políticas de nacionalização passaram a proibir não apenas o uso de línguas estrangeiras, mas também diversas expressões culturais dos povos imigrantes. “Era proibido rezar ou ir ao mercado falando em outra língua. Pessoas foram presas por isso”, relata.

Esse processo de repressão linguística e cultural gerou consequências duradouras. “Os pais pararam de ensinar a língua, de transmitir a cultura. Forçaram uma aculturação. A autoestima das comunidades foi sendo destruída. Começaram a repetir aquele mantra de que eram pessoas de segunda categoria. A gente quer desconstruir isso”, aponta.

Língua vêneta: uma identidade em reconstrução

Uma das principais frentes do projeto é a valorização da língua vêneta — uma das línguas minoritárias da Itália. Os imigrantes que vieram para a Quarta Colônia eram originários do norte da Itália, mais especificamente da região do Vêneto, e trouxeram consigo sua língua regional. Antes da unificação italiana, em 1861, o território da península itálica era formado por diversos reinos, cada um com sua própria língua regional. Com a unificação, a língua italiana - tal como conhecemos hoje -  passou a ser baseada em variantes linguísticas da região central da Itália, especialmente da Toscana. Enquanto isso, outras línguas regionais, como o vêneto, foram progressivamente reprimidas ou invisibilizadas.

Reconhecida pela Unesco como idioma histórico da região de Vêneto, a língua vêneta é falada em diversas comunidades ao redor do mundo, como no Brasil, Argentina, México e Canadá — apesar de não ser oficial em nenhum país. “A língua vêneta não é um dialeto, é uma língua. Assim como não dá pra dizer que o espanhol é um português mal falado, também não dá pra dizer que a língua vêneta é um italiano mal falado. Na região de Vêneto, na Itália, se você chega falando italiano, é só mais um turista. Se chega falando a língua vêneta, te convidam para entrar em casa”, explica Zancan.

O projeto oferece cursos de língua vêneta e desenvolve diversas ações para valorizar as expressões culturais locais. Um dos principais destaques é o livro bilíngue "Ła beła połenta: Parché zeła tanto spesial?" ("A bela polenta: por que é tão especial?"), escrito, em português e língua vêneta, por Zancan e as professoras Rosemar de Fátima Vestena e Thais Scotti do Canto-Dorow, da Universidade Franciscana (UFN). O livro, inicialmente lançado como e-book, foi impresso com o auxílio da empresa Camnpal e está sendo distribuído em escolas da Quarta Colônia. Ele aborda a história da imigração italiana, a gastronomia, a cultura local e inclui até jogos digitais em língua vêneta.

Em setembro, a obra será lançada na região do Vêneto, na Itália, durante uma viagem que também marcará a participação do projeto no 12º Congresso Internacional de Investigação em Didática das Ciências, que ocorrerá em Valência, na Espanha, de 2 a 5 de setembro. No congresso, serão apresentados artigos desenvolvidos em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da UFN.

[caption id="attachment_68863" align="alignleft" width="484"] Integrantes do projeto levam oficinas para escola da rede municipal em Ivorá[/caption]

Oficinas culturais e conexão internacional

O projeto também leva oficinas temáticas para escolas e comunidades da Quarta Colônia. No ano passado, em 5 de agosto, foram realizadas oficinas em Ivorá, e agora, no próximo dia 28 de abril, elas retornarão, desta vez nas escolas de Nova Palma. As oficinas abordam os seguintes temas:

  • História, língua e cultura de imigração italiana na Quarta Colônia
  • Segredos do milharal: da terra ao céu
  • Pelas rotas do milho: da semente ao prato
  • No ritmo da bela polenta (oficina musical)

Essas atividades, que têm como foco a valorização da cultura local, são realizadas em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da UFN.

Além disso, o projeto planeja aproximar estudantes brasileiros e italianos por meio de uma proposta chamada Gemellaggio Scolastico. “Queremos conectar uma escola da região do Vêneto com uma escola daqui. Os alunos podem trocar cartas, fazer chamadas de vídeo. Isso é pertencimento. É reconhecer que a gente tem uma origem comum”, destaca o professor.

Quarta Colônia: muito além da paleontologia

Desde 2022, a Quarta Colônia é reconhecida como Geoparque Mundial da Unesco, principalmente por seu potencial paleontológico. Mas, para Zancan, é fundamental ir além. “A Quarta Colônia é muito mais do que a paleontologia. Temos um enorme potencial cultural, arquitetônico, religioso, gastronômico. Somos uma comunidade com forte descendência italiana e precisamos entender de onde viemos para projetar o futuro”, afirma.

O projeto está aberto à participação de professores, estudantes e demais interessados em contribuir com a valorização da identidade cultural da região. Para mais informações, é possível entrar em contato com o projeto pelo e-mail quartacolonia@ctism.55bet-pro.com ou acessar a página do projeto no Facebook.

Texto: Camila Londero, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Arquivo/Facebook
Edição: Lucas Casali e Ricardo Bonfanti, jornalistas

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A telessaúde surgiu para facilitar o acesso e a oferta de serviços de saúde à população: ela une as transformações tecnológicas com a assistência à saúde, utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Com serviços como teleconsultas, telediagnóstico, teleconsultoria e educação em saúde, essa modalidade tem ganhado espaço no Brasil, especialmente após a pandemia de Covid-19.

Desde agosto de 2024, o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) já oferece atendimento remoto para diversas áreas. A Unidade de e-Saúde lidera a implementação da telessaúde, com a coordenação do analista de dados Rafael Paim Leal e suporte técnico da enfermeira Juliane Guerra Golfetto.

Regulamentação da Telemedicina no Brasil: principais diretrizes e modalidades

A regulamentação da telemedicina veio com a Resolução nº 2.314/2022 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que define modalidades como:

  • Teleconsulta: Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.
  • Teleconsultoria: Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.
  • Teleinterconsulta: Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.
  • Telecirurgia: Quando o procedimento é feito com utilização de um equipamento robótico, manipulado por um médico que está em outro local.
  • Telediagnóstico: Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.
  • Televigilância: Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.
  • Teletriagem: Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.

Telessaúde na UFSM: impacto e desafios na implementação

A escolha pela telessaúde deve priorizar os melhores resultados para o paciente, sendo necessário que o médico avalie se ela é, realmente, a modalidade ideal de atendimento. Gustavo Nogara Dotto, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Gerente de Ensino e Pesquisa Substituto no HUSM, explica que o processo da telessaúde envolve uma série de adequações que devem considerar o local e o público para quem ela está sendo pensada e aplicada. Trata-se de uma ação também cultural. “A ideia principal da telessaúde está centrada em mitigar as complicações e readmissões”, destaca Gustavo, que complementa: “o telemonitoramento nas fases de pré-admissão e pós-alta, por exemplo, conferem uma maior eficiência aos atendimentos médicos”, conta.

No HUSM, o primeiro atendimento aos pacientes é sempre presencial. A partir disso, dependendo do caso, o acompanhamento pode ocorrer de forma online, por meio de uma estrutura complexa que envolve estações de telessaúde equipadas com tecnologia avançada e protocolos específicos para diferentes tipos de atendimento. Os serviços disponibilizados contemplam:

  • Consultoria em aleitamento materno para mães com bebês até 40 dias de vida.
  • Acompanhamento de resultados de exames, especialmente na área da saúde da mulher.
  • Triagem e monitoramento de pacientes antes da internação e após alta hospitalar.
  • Teleconsultorias entre profissionais.
  • Telemonitoramento contínuo pós-alta.

Desafios da Telessaúde no Brasil: acesso e inclusão digital

Ainda existem obstáculos para o acesso pleno da população à telessaúde. O acesso à internet e às TICs não é universal, e dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, até 2023, 5,9 milhões de domicílios no Brasil não estavam conectados. Além disso, a desigualdade educacional também impacta o uso de novas tecnologias, com lacunas entre diferentes faixas etárias e socioeconômicas.

"O principal desafio é a desigualdade no acesso à tecnologia", conclui Rafael Paim Leal, chefe da Unidade de e-Saúde do HUSM. A equipe do HUSM identificou barreiras significativas, como a familiaridade limitada com tecnologia, especialmente entre idosos, e dificuldades com ferramentas digitais. Para superar esses obstáculos, a Unidade de e-Saúde realiza uma avaliação prévia dos pacientes, oferece suporte contínuo e promove capacitação para profissionais de saúde.

No entanto, Gustavo Dotto também ressalta algumas limitações da telessaúde: "Não substitui o atendimento presencial em emergências ou casos complexos que exigem exame físico, e há restrições para primeiras consultas de casos complexos e situações que requerem avaliação física direta, como no caso de bebês prematuros”.

Avanços na Telessaúde: projetos inovadores e impacto social

Mesmo diante dessa realidade, o professor pontua que há avanços possíveis na assistência para áreas que não contam com uma ampla cobertura de saúde pública. O atual projeto coordenado por Gustavo e aprovado pelo Edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco se intitula “Programa Integrado de Telessaúde: Resposta à Crise Climática no Rio Grande do Sul por meio da Parceria entre Programas de Pós-Graduação da UFSM”, e prevê beneficiar mais de dois mil pacientes até 2026, contribuindo para a redução de reinternações e melhoria da qualidade do atendimento.

"É uma transformação necessária na forma como prestamos serviços de saúde, especialmente considerando os desafios climáticos que nossa região enfrenta", conclui Gustavo.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre os Programas de Pós-Graduação da UFSM de Ciências da Saúde, Bioquímica Toxicológica, Tecnologias em Rede e Educação e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria.

Texto: Milene Eichelberger

Edição: Luciane Treulieb

Ilustração: Evandro Bertol, designer 

Aluata Comunicação e Ciência

 

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A cerimônia de abertura e palestra inicial da Formação Continuada de Abertura do Ano Letivo de 2025 da Quarta Colônia foi realizada na manhã de terça-feira (4), no Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão da UFSM em Silveira Martins. O evento foi idealizado e organizado pelas secretarias de Educação dos municípios de Silveira Martins, Faxinal do Soturno e Dona Francisca, e contou com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e do Centro de Educação (CE) da UFSM.

O pró-reitor de Graduação, Jerônimo Tybusch, participou da abertura do evento, que contou ainda com palestra da professora da UFSM Maria Medianeira Padoin. 

A programação da Formação Continuada de Abertura do Ano Letivo de 2025 da Quarta Colônia tem continuidade nesta quarta (5).

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No dia 9 de novembro, os estudantes da disciplina Boas Práticas em Agroindústrias de Alimentos, ministrada pelas professoras Flávia Michelon Dalla Nora e Neila Richards, participaram de uma série de visitas técnicas que marcaram o encerramento das atividades de forma excepcional. A atividade reuniu alunos dos cursos de Tecnologia em Alimentos, Agronomia, Zootecnia, Agronegócio e Química Industrial, promovendo uma integração entre diferentes áreas do conhecimento.

O roteiro incluiu visitas à Cachaçaria do Gentil, em Vale Vêneto, à Agroindústria Michelin, em Silveira Martins, e às Delícias do Sítio, em Faxinal do Soturno. Durante as visitas, os estudantes vivenciaram experiências gastronômicas, aprenderam sobre os processos produtivos e adquiriram novos conhecimentos sobre as práticas e desafios enfrentados pelas agroindústrias locais.

As atividades destacaram a importância das boas práticas de fabricação para garantir a qualidade e a segurança dos alimentos, proporcionando aos alunos uma compreensão prática dos conceitos discutidos em sala de aula. Além disso, a interação com os empreendedores locais ampliou a visão sobre o setor e inspirou reflexões sobre inovações e melhorias nas cadeias produtivas.

As professoras Flávia e Neila destacaram o papel fundamental dessas visitas para a formação profissional dos estudantes, ressaltando o compromisso em oferecer uma experiência completa e enriquecedora. A UFSM agradece às empresas pela recepção acolhedora e por compartilharem seus conhecimentos, contribuindo para a formação de futuros profissionais comprometidos com a excelência no setor de alimentos.

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Quais são as histórias contadas pelo nome de um local? É com base nessa pergunta que o projeto de extensão “Toponímias da Quarta Colônia” investiga a origem de nomes de localidades do Território Imembuy. A iniciativa tem como objetivo promover a identificação cultural e o sentimento de vinculação de alunos do Ensino Fundamental com os territórios em que vivem. Neste ano, o foco das atividades foi em municípios de imigração italiana.

O projeto é coordenado pelo professor do Departamento de Geociências do Centro de Ciências Naturais e Exatas, Marcelo Cervo Chelotti. Segundo ele, a palavra topônimo faz referência à descrição e aos traços culturais do nome de determinado local. “Nos municípios da Quarta Colônia, a imigração italiana deixou diversas marcas culturais que são facilmente observáveis, uma vez que o saudosismo em relação aos territórios de origem fez com que os primeiros colonos dessem seus nomes a alguns locais daqui”, explica o docente.

Localidades da Quarta Colônia, como Val Veronês, Nova Treviso, Val Feltrina e Monte Grappa, por exemplo, fazem referência às províncias de Verona, Treviso e Belluno, localizadas na região de Veneto, na Itália. O mesmo ocorre com Nova Udine, Linha dos Mantuanos e  São João do Polêsine. A explicação sobre essas origens e vinculações é o foco das ações de extensão desenvolvidas pelo projeto.

Em outubro, as oficinas sobre toponímias foram promovidas na Escola Estadual de Ensino Fundamental São Domingos Sávio, que fica na localidade de Santos Anjos, no município de Faxinal do Soturno. As ações tiveram a participação de cerca de 30 alunos, além de profissionais da escola. “A receptividade superou a expectativa em função da ligação dos alunos com esses lugares”, avaliou o professor Marcelo.

Ao comentar sobre a importância das ações de extensão, o docente da UFSM também recorda do papel formativo que os projetos oferecem aos estudantes da graduação: “Esse contato direto com a comunidade externa é de fundamental importância para nossa Universidade, em especial para os bolsistas, que podem exercitar uma prática dialogada, que muitas vezes não ocorre no cotidiano das aulas”.

[caption id="attachment_10753" align="alignnone" width="900"]Foto colorida de equipe do projeto Toponímias da Quarta Colônia Iniciativa pesquisa origens dos nomes de localidades da Quarta Colônia - Foto: Divulgação/PRE[/caption]

Texto: Micael dos Santos Olegário, Subdivisão de Divulgação e Editoração da PRE.

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, Subdivisão de Divulgação e Editoração da PRE.

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Em momentos de catástrofes climáticas, a comunicação desempenha um papel essencial para a disseminação de informações confiáveis, que instruem a população e colaboram para mitigar os impactos da tragédia. Uma comunicação responsável também tem o potencial de colaborar de forma educativa para evitar novos desastres e conscientizar a comunidade. Esses são alguns dos objetivos do projeto “Comunicação de Proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia”, desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM. Confira nossa entrevista com a coordenadora da iniciativa, Aline Roes Dalmolin: 

 

1- Como o projeto  nasceu e como ele visa impactar a sociedade?

O projeto nasceu da vontade de impactar a Quarta Colônia. Foi uma conversa inicial minha com a professora Laura Storch, na qual ela manifestou essa sensação de impotência que a gente sentia. Trabalhamos durante o período das enchentes dentro do SOS Comunidades Quarta Colônia, com a distribuição de donativos, recebimento de pilhas, ações que eram de caráter emergencial, assistencial, e aí nós percebemos que poderíamos ter uma contribuição maior, para além daquele momento. Percebemos que poderíamos contribuir de uma forma mais efetiva a partir do nosso ponto de vista, da comunicação, porque muitos dos problemas que foram enfrentados eram uma questão comunicacional.

Pensamos que precisávamos trabalhar com alguns direcionamentos que permitissem a manutenção da comunicação básica em momentos de crise. Muitas pessoas ficaram ilhadas em casa e tiveram dificuldades extremas devido à falta de uma comunicação rápida que permitisse que saíssem desses espaços. Eu sou moradora da Quarta Colônia, sou de Silveira Martins, e foi uma vivência muito próxima, minha família teve o estabelecimento comercial alagado. Essa vivência nos permitiu repensar esse processo e nos colocar como partícipes de uma forma muito mais intensa, além de pensar em como a Universidade pode ajudar, uma vez que temos a UFSM também lá em Silveira Martins. Esse compromisso social com toda a comunidade, com certeza é um diferencial do projeto, que se estrutura em três eixos:

Temos o Eixo 1, que visa trabalhar com a malha de comunicação, através desse engajamento entre os vários atores que participam do processo comunicacional, são pessoas que levam informação no dia a dia, em grupos de WhatsApp, informações de primeira necessidade. Buscamos o fortalecimento dessa malha, que é muito importante não apenas em casos de tragédias climáticas. Estamos iniciando o mapeamento e levantamento dessas fontes e desses veículos. 

O objetivo do Eixo 2 são os sistemas de alerta. Para que, caso uma nova tragédia aconteça, as pessoas fiquem sabendo de forma rápida e tenham como reagir, ou seja, que estejam preparadas para ter uma resposta segura.

O Eixo 3 visa o trabalho nas escolas, a educomunicação, para conscientização sobre mudanças climáticas e questões relacionadas à perspectiva comunicacional e à desinformação ambiental. 

Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?

A extensão fez parte da minha trajetória desde a graduação, quando participei de várias ações de extensão e desenvolvi esse gosto de atuar com a comunidade. Isso se intensificou na docência, eu já tenho 10 anos de UFSM e, logo que eu entrei como professora na instituição, eu me engajei no projeto chamado Universo da Leitura, um projeto do curso de Produção Editorial que envolvia um engajamento mais forte dos alunos na divulgação da leitura, na produção de um programa de televisão, mas era uma atividade não tão engajada com a comunidade. Sempre foi uma vontade minha colocar em prática essa atuação mais direta. Passei por várias atividades em escolas, que foram muito interessantes também. Nos últimos anos, me dediquei mais à pesquisa e à docência. Atuei no projeto Geoparque Quarta Colônia através de algumas ações, mas também mais relacionadas ao ensino, com a disciplina de Produção Audiovisual. Também atuei junto à Pró-Reitoria de Extensão em algumas ações, mas a vontade de desenvolver novos projetos sempre esteve ali. O momento da catástrofe climática no Rio Grande do Sul nos sacudiu e fez emergir de novo essa busca por trabalhar de forma mais ativa, juntar essa experiência dos projetos de extensão anteriores e continuar trabalhando. 

Acho que a extensão tem muito disso, ela mexe diretamente com a vontade de ter uma atuação transformadora. Esse desafio é o que nos move, nos motiva, como seres políticos e sociais. A extensão faz com que aquilo que a gente trabalha na sala de aula chegue lá na outra ponta e transforme a vida das pessoas.

Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? Que impactos os projetos contemplados pelo edital podem causar?

É extremamente importante, tanto esse enfoque na extensão quanto esse enquadramento dentro da pós-graduação. Durante muito tempo, a extensão da pós-graduação foi renegada ao segundo plano, de uma forma geral, a própria política de pós-graduação no Brasil não olhava para a extensão da forma que ela merece. Nos últimos anos, a gente vê um movimento oposto, observamos um estímulo para os professores, porque os produtos de extensão também contam dentro das nossas avaliações da Capes. Isso nos trouxe uma maior necessidade de trabalhar com esse eixo e também um maior reconhecimento por parte dos órgãos governamentais.

Iniciativas como o Além do Arco nos dão a possibilidade de trabalhar a extensão de uma forma mais intensiva dentro da pós-graduação, sem esquecer a graduação, o que também vai possibilitar a troca de experiências entre os alunos de graduação e de pós-graduação. Outro ponto positivo da proposta é a ideia do interdisciplinar. Temos quatro PPGs parceiros dentro da proposta, tem o PPG da Geografia e o PPG de Patrimônio Cultural, que já tem uma trajetória muito forte de atuação dentro do território da Quarta Colônia e trazem para nós todas a expertise desse conhecimento. Também temos a participação do PPG Letras e do PPG Enfermagem, sendo esse último responsável pelos protocolos, um dos eixos que a gente pretende trabalhar dentro do projeto. O PPG da Enfermagem teve uma atuação muito forte depois da tragédia da Boate Kiss: ter essa experiência de reação às tragédias e como a sociedade pode estar melhor preparada para enfrentar tais situações é muito relevante.

Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão?

Para os alunos é muito importante essa participação. Estamos num processo de levantamento de alunos da Quarta Colônia que foram atingidos, tiveram familiares atingidos, buscamos envolver os alunos de Comunicação que têm essa visão de dentro da comunidade, o que soma esforços. 

Para a graduação, como um todo, é uma experiência única, de estar dentro da comunidade. Tivemos o contexto pandêmico, com a Covid-19, que nos deixou dentro de nossas próprias casas e muitas vezes os alunos já vêm dessas vivências. Alunos da graduação hoje são alunos que viveram o ensino médio na pandemia e precisam, mais do que nunca, ter essas oportunidades de sair dos seus casulos. O período na universidade é um momento que nos deixa mais introspectivos e engajados com a própria experiência da vida universitária, que é plural e diversa, mas muitas vezes não nos dá a oportunidade de olhar para fora e entender a comunidade. É preciso construir essas pontes para que o aluno, depois de graduado, continue engajado com a comunidade, engajado com o lugar onde vive. É preciso que esses alunos saiam da universidade com compromisso social.

Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?

O nosso principal objetivo é que a comunidade esteja mais preparada caso uma nova tragédia climática venha a acontecer. Temos essa grande preocupação de que a Universidade Federal de Santa Maria, devido a todo esse histórico de participação na Quarta Colônia, consiga mudar essa situação para que a população esteja mais preparada, ao menos em termos comunicacionais. 

Então, através dos três eixos que comentei, imaginamos conseguir transformar. Se não transformar, esperamos que seja um embrião para uma transformação do território da Quarta Colônia. 

 

Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo

Revisão: Luciane Treulieb, jornalista

Ilustração: Evandro Bertol, designer 

Aluata Comunicação e Ciência

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[caption id="" align="aligncenter" width="1024"] Visita ao município do Dona Francisca (RS)[/caption]

Em 19 de outubro, docentes e discentes do POSCOM e do PPGGEO participaram de uma viagem de campo com o intuito de observar os impactos nas áreas atingidas pela catástrofe climática, ocorrida em maio de 2024 no RS. A viagem foi promovida pelos Cursos de Licenciatura e Bacharelado em Geografia, e financiada com recursos do FIEC-G e do projeto Geografar a Quarta Colônia. A ação foi realizada em parceria com parte dos projetos de extensão Comunicação de Proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na quarta colônia e MEMORAR Quarta Colônia – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia, ambos vinculados ao edital Proext/UFSM Além do Arco.

[caption id="" align="alignright" width="550"] Gruta de Nossa Senhora Aparecida na localidade de Vale Vêneto (RS)[/caption]

Durante o trabalho de campo, que percorreu os territórios dos municípios de São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Nova Palma e Agudo, os integrantes dos projetos puderam conhecer mais sobre as características geográficas e sociais dos municípios, e perceber os impactos locais dos eventos climáticos que assolaram o estado do Rio Grande do Sul no primeiro semestre deste ano. Professores dos cursos de Geografia ministraram aos seus estudantes explicações técnicas sobre os diferentes fenômenos ocorridos nestes lugares, evidenciando a incidência das enchentes, deslizamentos, desmoronamentos e demais transformações no território na região.

O coordenador do projeto Memorar Quarta Colônia, professor Adriano Figueiró explica que se trata de um desastre socioambiental, pois possui a participação social que contribui nesse processo ao retirar da natureza as estruturas que poderiam proteger. Segundo Figueiró: “os projetos ajudam para que as pessoas entendam que esta dinâmica, que é natural, mas que está intensificada pela ação humana.” 

A viagem de campo serviu também para  aproximar os pesquisadores e estudantes com a realidade local, e colaborar para a coleta de dados necessária para a efetivação dos projetos de extensão. Na visão da coordenadora do projeto Comunicação de Proximidade, professora Aline Dalmolin: “a imersão no território é algo fundamental para o desenvolvimento do projeto. Isso nos permite conhecer melhor as vivências e necessidades das comunidades da Quarta Colônia, e fortalecer nossa proposta de promover a resiliência climática e a proteção social diante dos desafios que enfrentamos”, destaca.

Nas próximas semanas, a parceria entre os cursos de Geografia e o projeto Comunicação de Proximidade irá desenvolver uma série de oficinas em escolas de Nova Palma e Agudo. As oficinas visam conscientizar os estudantes de escolas de ensino fundamental da Quarta Colônia sobre os impactos da emergência climática, em perspectiva interdisciplinar.

[caption id="" align="aligncenter" width="1024"] Grupo dos Projetos que realizou a viagem[/caption]

As ações são desenvolvidas também com a parceria do Projeto 5C, Projeto Territórios conectados pela sororidade, Comitê Científico do Geoparque Quarta Colônia. A iniciativa é financiada pelo Programa “PROEXT-PG UFSM Além do Arco”, firmado em 2023.

 

Texto: Bruna Piedras – Estagiária do Curso de Jornalismo do Poscom

Imagens: Aline Dalmolin (Coordenadora do Poscom) e Phillipp Gripp (pós-doutorando do Poscom)

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Visita ao município do Dona Francisca (RS).

Em 19 de outubro, docentes e discentes do POSCOM e do PPGGEO participaram de uma viagem de campo com o intuito de observar os impactos nas áreas atingidas pela catástrofe climática, ocorrida em maio de 2024 no RS. A viagem foi promovida pelos Cursos de Licenciatura e Bacharelado em Geografia, e financiada com recursos do FIEC-G e do projeto Geografar a Quarta Colônia. A ação foi realizada em parceria com parte dos projetos de extensão Comunicação de Proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na quarta colônia e MEMORAR Quarta Colônia – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia, ambos vinculados ao edital Proext/UFSM Além do Arco.

Gruta de Nossa Senhora Aparecida na localidade de Vale Vêneto (RS).
Gruta de Nossa Senhora Aparecida na localidade de Vale Vêneto (RS).

Durante o trabalho de campo, que percorreu os territórios dos municípios de São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Nova Palma e Agudo, os integrantes dos projetos puderam conhecer mais sobre as características geográficas e sociais dos municípios, e perceber os impactos locais dos eventos climáticos que assolaram o estado do Rio Grande do Sul no primeiro semestre deste ano. Professores dos cursos de Geografia ministraram aos seus estudantes explicações técnicas sobre os diferentes fenômenos ocorridos nestes lugares, evidenciando a incidência das enchentes, deslizamentos, desmoronamentos e demais transformações no território na região.

Durante o trabalho de campo, que percorreu os territórios dos municípios de São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Nova Palma e Agudo, os integrantes dos projetos puderam conhecer mais sobre as características geográficas e sociais dos municípios, e perceber os impactos locais dos eventos climáticos que assolaram o estado do Rio Grande do Sul no primeiro semestre deste ano. Professores dos cursos de Geografia ministraram aos seus estudantes explicações técnicas sobre os diferentes fenômenos ocorridos nestes lugares, evidenciando a incidência das enchentes, deslizamentos, desmoronamentos e demais transformações no território na região.

O coordenador do projeto Memorar Quarta Colônia, professor Adriano Figueiró explica que se trata de um desastre socioambiental, pois possui a participação social que contribui nesse processo ao retirar da natureza as estruturas que poderiam proteger. Segundo Figueiró: “os projetos ajudam para que as pessoas entendam que esta dinâmica, que é natural, mas que está intensificada pela ação humana.” 

A viagem de campo serviu também para  aproximar os pesquisadores e estudantes com a realidade local, e colaborar para a coleta de dados necessária para a efetivação dos projetos de extensão. Na visão da coordenadora do projeto Comunicação de Proximidade, professora Aline Dalmolin: “a imersão no território é algo fundamental para o desenvolvimento do projeto. Isso nos permite conhecer melhor as vivências e necessidades das comunidades da Quarta Colônia, e fortalecer nossa proposta de promover a resiliência climática e a proteção social diante dos desafios que enfrentamos”, destaca.

Nas próximas semanas, a parceria entre os cursos de Geografia e o projeto Comunicação de Proximidade irá desenvolver uma série de oficinas em escolas de Nova Palma e Agudo. As oficinas visam conscientizar os estudantes de escolas de ensino fundamental da Quarta Colônia sobre os impactos da emergência climática, em perspectiva interdisciplinar.  

Grupo dos Projetos que realizou a viagem.

As ações são desenvolvidas também com a parceria do Projeto 5C, Projeto Territórios conectados pela sororidade, Comitê Científico do Geoparque Quarta Colônia. A iniciativa é financiada pelo Programa “PROEXT-PG UFSM Além do Arco”, firmado em 2023.

 

Texto: Bruna Piedras – Estagiária do Curso de Jornalismo do Poscom

Imagens: Aline Dalmolin (Coordenadora do Poscom) e Phillipp Gripp (pós-doutorando do Poscom)

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No Brasil, historicamente, o acesso à cultura sempre foi um privilégio das camadas mais altas da sociedade, de modo que os produtos culturais produzidos pela população menos abastada são considerados por muitos como inferiores. Visando mudar isso, o projeto “Arte e Luzes: aprendendo com cinema, música e literatura” surgiu.  A idealizadora do projeto, professora Ivana Ferigo Melo, explica que são realizados cafés culturais, nos quais ocorre a exibição de filmes, apresentações musicais, proclamação de poesias e leituras, além da degustação de pratos típicos de países referentes aos filmes exibidos. Ao final, são feitos debates entre os participantes dos eventos, para que se possa discutir todo o conteúdo absorvido nessas experiências. “A ideia do café cultural é trabalhar com o resgate de memória, colocar as pessoas juntas, corpo a corpo, para retomar o costume de fazer atividades presenciais em função de hoje em dia as relações se darem muito a partir do virtual”, conta Ivana.

Extensão além da Universidade

[caption id="attachment_10647" align="alignright" width="300"] Encontros contam com a participação da comunidade[/caption]

A iniciativa busca levar a extensão para além dos muros da Universidade, de modo que sejam feitos encontros mensais em   cidades da Quarta Colônia. Neste semestre as atividades acontecem em Silveira Martins, geralmente ao ar livre, sendo   divulgadas diretamente para os habitantes da cidade, uma vez que um dos objetivos do projeto é aumentar a conexão entre  as pessoas, sem a interferência da Internet.

Seleção das obras exibidas

A coordenadora do projeto conta que existem alguns critérios para definir o que será exibido para a comunidade durante os encontros e que para isso existe um grupo de estudos que se baseia em temáticas relevantes para a sociedade. “O consumo, por exemplo, é uma pauta super relevante. O uso de mídias sociais, atomização de relações humanas em função do excesso de virtualidade, meio ambiente e saúde mental também são assuntos que eu considero de suma relevância e que necessitam ser trabalhados”.

  Após definirem o tema que será trabalhado no encontro do mês, o grupo inicia uma pesquisa para estabelecer as obras que serão debatidas com a comunidade. Ivana comenta que os filmes transmitidos são diferentes daqueles que geralmente estão disponíveis em serviços de streaming, pois a intenção é valorizar o cinema nacional e independente.

Algumas obras que já foram exibidas em encontros anteriores:

  • Valentín: filme argentino utilizado para discutir a necessidade de amparo a criança;

  • Beautiful
  • The Wall
  • Narradores de Javé
  • O banheiro do papa
  • Anitta
  • O Show de Truman
  • O menino do pijama listrado 

Além disso, a ação também se compromete em reduzir o consumo de plásticos solicitando aos participantes do evento que levem as comidas em embalagens não descartáveis e que utilizem copos de vidro.

O retorno do público

[caption id="attachment_10650" align="alignright" width="300"] O público do projeto é variado[/caption]

O café cultural tem classificação livre para todos os públicos. Recebe crianças, adolescentes, jovens adultos e idosos, visto que objetiva possibilitar o acesso ao conhecimento, a troca de experiência e a convivência das pessoas fora das telas do celular. Ivana conta que o retorno é sempre positivo e que quem frequenta uma vez sempre retorna e fica muito grato pela oportunidade de participar. Desde o início do desenvolvimento da ação, essa sempre foi a intenção: aproximar o público daquilo que nem sempre é de fácil acesso.

As atividades em Silveira Martins seguem ocorrendo mensalmente até o fim do semestre e, no início do próximo ano letivo, o número de encontros deve aumentar.


Texto: Myreya Antunes, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE.

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE.

Imagens: Acervo do projeto Arte e Luzes

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No dia 22 de outubro, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (NEPRADE) da UFSM fez história ao promover a primeira Muvuca de Sementes do Rio Grande do Sul, marcando um grande passo para a restauração ecológica na região. A ação, intitulada "Ação de Semeadura Direta de Espécies Nativas no Corredor Ecológico da Quarta Colônia", ocorreu em parceria com o Ibama, UFSM, Centro de Pesquisa em Florestas, Parque Estadual da Quarta Colônia, Corredor Ecológico da Quarta Colônia, TAESA S.A e Rede Sul de Restauração Ecológica.

O principal objetivo da ação foi sensibilizar a comunidade regional e suas instituições para a importância da restauração de ecossistemas, especialmente em áreas impactadas pelas recentes enchentes. A Muvuca de Sementes, técnica de semeadura direta inspirada no conhecimento tradicional indígena, foi a bandeira desta iniciativa. Ao misturar diferentes sementes nativas e plantá-las em solo previamente preparado, a técnica oferece uma solução econômica e eficiente para a restauração ambiental, além de gerar renda para os coletores de sementes, fortalecendo a cadeia produtiva da restauração.

A ação foi realizada na propriedade da Família Guse, no município de Agudo, onde a mata ciliar havia sido destruída pelas enchentes. Com a participação de 50 pessoas, incluindo alunos, produtores rurais, docentes, representantes de órgãos ambientais, prefeituras e empresas, a muvuca contou com sorrisos e muita energia positiva, mesmo sob o forte sol de 33°C. As sementes utilizadas, coletadas na região e doadas, eram de espécies nativas, enquanto as plantas de cobertura, embora exóticas, não representavam risco de invasão.

Para o NEPRADE, esse evento reforça a motivação de seguir com o compromisso de restaurar ecossistemas, sempre valorizando a interação entre a natureza e as pessoas. Como resume um antigo lema do grupo, "Restauração de Terra e de Gente", a ação simboliza o esforço coletivo para revitalizar o meio ambiente e fortalecer as comunidades locais.

Essa primeira Muvuca de Sementes no estado entra para a história como um marco na restauração ecológica no Rio Grande do Sul, inspirando futuras ações e consolidando a importância do envolvimento comunitário em prol de um futuro sustentável.

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Amparados pela lei 13006 de 2014, que prevê a exibição obrigatória de filmes, por, no mínimo, 2 horas, como parte da estrutura curricular da formação de jovens e adolescentes, o projeto “Quarta Colônia em cine: Professores, Cinema e Escola” busca proporcionar aos alunos a experiência de desfrutar do cinema nacional em um ambiente escolar. 

A ação atualmente atende escolas de Santa Maria e Dona Francisca, na Quarta Colônia. A coordenadora do projeto, professora Valeska Fortes de Oliveira, conta que o convite para a implementação dessa lei partiu da Secretaria de Educação de Santa Maria, que auxiliou na logística de transporte dos professores até o município de Dona Francisca, localizada a aproximadamente uma hora de distância. 

A professora-coordenadora ressalta, também, que esse trabalho ocorre em diversas cidades da região: “Nunca deixamos nossas escolas de Santa Maria desatendidas. A Escola Municipal Sérgio Lopes está com projetos de cinema na escola, com crianças e jovens, já há 7 anos. Realizamos uma Mostra das produções dos professores na Casa Círculo com apoio da PRE”. Além disso, Valeska menciona que Silveira Martins é um dos municípios do Território Imembuy que irá receber a ação nas escolas.

[caption id="attachment_10637" align="alignleft" width="256"] Alunos durante oficina promovida pelo projeto[/caption]

      A ideia da ação é atender crianças do primeiro ao nono ano que estejam em situação de vulnerabilidade social e em processo     de recomposição de aprendizagem. Para isso, todas as sextas-feiras, ocorrem, nas escolas onde a iniciativa atua, oficinas de   formação com ateliês de exibição, produção e coleta de imagens, além de pequenas produções cinematográficas sob o olhar das   crianças e jovens. Você pode prestigiar a exposição de tais obras durante a JAI MIRIM, que acontece no 55BET Pro Sede da   Universidade Federal de Santa Maria, no dia 27 de novembro.

 


Texto: Myreya Antunes, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE.

Imagens: Acervo do Projeto Quarta Colônia em Cine



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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2024/10/14/elementor-3670 Mon, 14 Oct 2024 13:20:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=3670 Reunião do projeto Proext
A primeira reunião do projeto aconteceu de forma online.

No dia 30 de setembro, foi realizada a reunião de dos apresentação do Projeto “Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos  e catástrofes naturais na quarta colônia”. A iniciativa conta com a coordenação geral da professora do Poscom Aline Roes Dalmolin, coordenação científica da professora Ada Cristina Machado Silveira e participação dos docentes Laura Storch, Leandro Stevens, Juliana Petermann, Maicon Kroth e Sandra Depexe. Trata-se de projeto institucional do Poscom, recentemente contemplado pelo Edital 01/2024 Além do Arco (PROEXT UFSM 2024), com financiamento da Capes.

O projeto se estabelece no contexto da catástrofe sócio-climática, ocorrida em 30 de abril, no Rio Grande do Sul, que impactou fortemente a Quarta Colônia na região central do estado. O intuito é contribuir para o desenvolvimento de medidas para combater a mudança climática e seus impactos, integrando-se a estratégias e planejamentos nacionais. 

Na pauta do encontro, foram tratadas as intenções da proposta e o trabalho a ser efetuado nos dois anosde execução do projeto, que se dará através detrês eixos: 1) cartografia da malha de comunicação de proximidade da Quarta Colônia e ações para superação de seus vazios de notícias; 2) fortalecimento do sistema de alerta e protocolos comunicacionais dos municípios da Quarta Colônia em situação de risco climático e 3) desenvolvimento de ações em Educomunicação para o combate à desinformação climática. 

A partir da integração interdisciplinar com o Projeto MEMORAR Quarta Colônia – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia, o coordenador professor Adriano Severo Figueiró aproveitou a oportunidade para destacar que o evento trágico é o reflexo da mudança profunda em curso no processo da mudança climática. A coordenadora dos cursos presenciais de Geografia, professora Natália Lampert Batista, expôs a aproximação nas escolas por meio de uma série de oficinas com a temática para sensibilização. Na oportunidade, a professora Juliana Petermann ressaltou o contato com a comunidade como efetiva a extensão da universidade.

Coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação, o projeto tem como parceiros o PPG Geografia (PPGGEO), o PPG Letras (PPGL), do Colégio de Humanas, o Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural (PPGPC), do Colégio Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar e o PPG Enfermagem (PPGEnf). O projeto prevê uma estratégia multimetodológica e multidisciplinar, articulando discentes, docentes, técnico-administravos em educação, PPGs, entidades parceiras e as comunidades envolvidas.

As ações são desenvolvidas também com a parceria do Projeto 5C, Projeto Territórios conectados pela sororidade, Comitê Científico do Geoparque Quarta Colônia. A iniciativa é financiada pelo Programa “PROEXT-PG UFSM Além do Arco”, firmado em 2023.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/03/abelhas-sem-ferrao Thu, 03 Oct 2024 14:40:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67053

Dia 3 de outubro é comemorado o Dia Nacional da Abelha, e muitos conhecem a prática da apicultura, mas você sabe o que é a meliponicultura? Esse é o tema de um projeto do Centro de Ciências Rurais (CCR), que tem por objetivo promover ações com meliponicultores e aumentar a visibilidade dessa atividade na região da Quarta Colônia.

 

Sobre o projeto

[caption id="attachment_67056" align="alignleft" width="444"]Foto colorida horizontal de exposição de caixas de madeira utilizadas para a criação de abelhas sem ferrão. As caixas estão dispostas em um mesa retangular com uma toalha amarela e preta com vários desenhos de abelhas Iscas e ninhos provisórios feitos pelos participantes de oficina promovida pelo projeto[/caption]

As abelhas são classificadas em ápis, com ferrão, e meliponíneos, sem ferrão, e a criação de abelhas sem ferrão é chamada de meliponicultura. Os meliponíneos são nativos do Brasil e preferem o clima mais quente, por isso a ocorrência maior no Nordeste. O projeto da UFSM abrange meliponários do Rio Grande do Sul e do Maranhão. No RS, estão registradas 24 espécies nativas, e 15 meliponários foram visitados pelo projeto; enquanto na Baixada Maranhense são 46 espécies registradas, e cerca de 50 meliponários visitados. 

O projeto “Meliponicultura: uma forma de valorizar a família do campo da região central do RS e Baixada Maranhense”, é coordenado pela professora Mari Silvia Rodrigues de Oliveira, do Departamento de Tecnologia e Ciências dos Alimentos. A iniciativa surgiu de uma parceria com o professor de Agroecologia do Instituto Federal Sertão Pernambucano em Petrolina, Silver Jonas Alves Farfan, em 2019. 

As principais ações realizadas por meio do projeto consistem na colaboração com produtores locais, para a análise de controle de qualidade do mel produzido em meliponários do estado, além de palestras com produtores e interessados, e visitas a escolas municipais e estaduais da região para disseminar o conhecimento sobre as abelhas sem ferrão.

 

Diferença entre abelhas com e sem ferrão 

Além da presença ou não do ferrão, as abelhas ápis ou meliponíneos produzem méis diferentes. O mel das abelhas sem ferrão é considerado melhor do ponto de vista nutricional e menos doce. A professora Mari explica que é um produto fisiologicamente diferente. “É um mel que tem uma quantidade de umidade muito maior, até estraga com muita facilidade. Por isso, é necessário fazer alguns processos de conservação para manter o mel. É um mel com um sabor muito diferenciado, porque é mais ácido”, comenta.

Além disso, os meliponíneos têm uma grande importância na manutenção do equilíbrio ecológico do ambiente. O processo da polinização - em que as abelhas transferem o pólen da parte masculina para a parte feminina da planta, ocasionando a fertilização e produção de sementes - gera uma maior quantidade e qualidade de frutos produzidos, pois auxilia em uma composição química com menos água e mais açúcares e proteínas. Assim, a qualidade do mel produzido pelos meliponíneos serve como um indicador do equilíbrio ecológico.



Colaboração com programa Território Imembuy

[caption id="attachment_67057" align="alignleft" width="474"]Foto colorida horizontal de grupo de pessoas sentadas em círculo em uma sala Agricultores de Nova Palma participaram de palestra sobre criação de abelhas sem ferrão[/caption]

O vínculo com o programa Território Imembuy, coordenado pela Pró-Reitoria de Extensão, iniciou neste ano, e, por meio desta colaboração, o projeto promoveu uma nova ação: palestras voltadas para criadores de abelhas sem ferrão e interessados em conhecer a meliponicultura na região da Quarta Colônia. A primeira palestra ocorreu no dia 24 de agosto, em Nova Palma, com 15 participantes. A capacitação deve ser realizada a cada dois meses em diferentes municípios.

A meliponicultura só foi regulamentada no RS, pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, em dezembro de 2023. Segundo diagnóstico feito pelo Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, em parceria com a Emater/RS-Ascar, 61% dos produtores de mel a partir de abelhas sem ferrão são pequenos agricultores. A maior concentração se dá na mesorregião Noroeste, com mais de 68% da produção.

O servidor público Flavio Farias Trentin Maciel, de 52 anos, foi um dos produtores que participaram da palestra em Nova Palma. Ele tem um meliponário desde 2017, e conta que o retorno positivo foi unânime. “O projeto foi muito especial, pois participaram pessoas que nunca haviam tido contato com abelhas sem ferrão. Foi explicado sobre as espécies mais conhecidas na região, seus ninhos, inimigos naturais, bem como a prática de confecção de iscas ou ninhos provisórios, o que é muito importante para reconhecermos os valores delas e o que elas representam”, explica.

 

Projeto contribui para a conscientização ambiental

A professora Mari comenta a importância cultural dos meliponíneos. Nativas brasileiras, as abelhas sem ferrão eram criadas por povos indígenas antes da chegada dos portugueses, e seu mel era utilizado como alimento e medicação. Por isso, promover a visibilidade da meliponicultura em escolas é um resgate histórico, como explica a professora ao relatar as atividades promovidas com turmas até a 5ª série em instituições da região: “Eles chegam em casa deslumbrados com aquilo, contam para o pai,  para o tio, para o avô. Precisamos conscientizar sobre usar menos os agrotóxicos, manter esses insetos vivos, e criar essa consciência ambiental”, conta a docente.



Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Arquivo pessoal de Mari Silvia Rodrigues de Oliveira

Edição: Maurício Dias

 

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Fomentar a preservação da memória e conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas é o objetivo do projeto MEMORAR QC- Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia. A iniciativa foi uma das selecionadas pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco e partiu do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo. 

Para compreender mais sobre o projeto, seus objetivos e como pretende impactar a comunidade, conversamos com o professor Adriano Severo Figueiró, coordenador da proposta. Confira a entrevista:

  1. Em que contexto o projeto MEMORAR QC foi desenvolvido?

Sabemos que não estamos vivendo um momento qualquer na história da humanidade. A aceleração do processo industrial pós segunda guerra não apenas acelerou a velocidade de produção e consumo de recursos no planeta, como estabeleceu uma nova ordem de significados e de valores para a forma como nos relacionamos com a natureza. Temos popularmente chamado de Antropoceno este momento tão controverso e de transformações bruscas na dinâmica da sociedade e nas dinâmicas da natureza. Uma das principais consequências do Antropoceno tem sido a mudança nos ritmos climáticos, com acentuação de eventos extremos como secas, inundações, anticiclones, etc., o que amplia exponencialmente a vulnerabilidade das comunidades, especialmente aquelas com baixa capacidade econômica e menor capacidade de resposta, além de sobrecarregar toda a estrutura de saúde, logística e infraestrutura do Estado.

  1. Como o projeto visa impactar a sociedade? 

O Rio Grande do Sul tem sido palco desse novo cenário de incertezas climáticas, e esse processo tende a se aprofundar nas próximas décadas. Isso exige da comunidade científica uma resposta forte, e que seja capaz de ultrapassar a mera indicação tecnológica de reconstrução. É preciso preparar a comunidade para a construção de um processo de resiliência, capaz de mitigar os efeitos desses fenômenos que virão, ao mesmo tempo em que buscamos uma mudança na trajetória desenvolvimentista desse modelo que nos trouxe para essa condição.

Dar início à construção de um processo de resiliência climática na comunidade da Quarta Colônia é a principal contribuição do nosso projeto. Buscamos a compreensão dos processos e as causas dos eventos que assolaram o território em maio de 2024, ao mesmo tempo em que se desenvolve a capacidade de refletir sobre as transformações pelas quais tem passado esse território nas últimas décadas e como poderemos enfrentar, reduzir e/ou mitigar o impacto dos eventos que teremos nas décadas seguintes. Todo esse processo pedagógico de alfabetização ecológica da comunidade traz como estratégia principal a montagem de um Memorial das Águas e da Resiliência Climática - um espaço educativo onde as escolas e as pessoas poderão se conectar com a ciência de uma forma mais lúdica e interpretativa.

  1. Por que isso é importante? 

Os impactos da tragédia climática sobre o território da Quarta Colônia assumem, nesse momento, relevância no cenário do Rio Grande do Sul, por conta das centenas de deslizamentos, dezenas de casas destruídas, perdas de infraestruturas viárias e de uma quantidade incalculável de solo fértil e pessoas afetadas. Também por se tratar de um Geoparque Mundial da Unesco, o que o torna um território que demanda um ordenamento voltado para a construção de estruturas mais resilientes e sustentáveis, incluindo processos de governança mais eficientes e assertivos. Infelizmente, não foi o que se verificou, e isso representa um grande desafio em termos da reconstrução a partir de um novo patamar de pensamento. Nesse sentido, o projeto tem por finalidade a construção de um espaço educativo e de memória das tragédias climáticas que assolaram a Quarta Colônia nos séculos 20 e 21, com vistas a refletir sobre o ordenamento do território, fortalecer o capital social da comunidade e subsidiar a criação de um processo de resiliência climática que garanta um modelo de desenvolvimento territorial mais sustentável a partir desse marco histórico de maio de 2024.

  1. Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?

A atividade extensionista me acompanha desde o início da vida como docente na UFSM, em 1992. A minha grande angústia dentro da academia sempre foi perceber que uma fração muito pequena do conhecimento que produzimos acaba chegando nos espaços coletivos de organização da sociedade, como escolas, sindicatos, associações, prefeituras e empresas.  Não acho que a universidade exista apenas para resolver os problemas imediatos da sociedade, pois isso apenas reforçaria o aspecto tecnicista e instrumental do conhecimento, ao passo que o verdadeiro motivo de uma universidade está na capacidade de anunciarmos um novo mundo, de repensarmos nossa caminhada civilizatória. Portanto, fazer extensão, ou seja, usar o conhecimento produzido para estimular o movimento e fortalecer o capital social das comunidades, sempre foi algo que fez todo sentido com meu projeto de mundo e de sociedade.

  1. Qual é a importância de um edital como o PROEXT-PG UFSM Além do Arco para estimular a extensão na pós-graduação? 

Este é um começo, com grande vitalidade, de muitas expectativas, onde alunos de graduação e pós-graduação se somam aos docentes em busca de respostas reais (e não apenas teóricas) aos problemas enfrentados pelo território. Acho que a instituição universitária em geral ainda não está preparada para esse tipo de desafio, mas esse é um processo que necessariamente vai começar a forçar uma mudança na organização e no olhar interno dentro da instituição, e isso por si só, já é um tremendo sucesso.

  1. Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? 

A atividade de extensão é a verdadeira fonte de validação do nosso conhecimento. Nossos experimentos, feitos em “condições controladas” de laboratório, ou operando apenas a partir da razão teórica, não são capazes muitas vezes de responder às necessidades concretas da sociedade, justamente porque nossos “algoritmos metodológicos” não costumam incorporar a complexidade dos processos reais que ocorrem quotidianamente na vida das comunidades. Todavia, quando vamos para a atividade extensionista, não há como eliminarmos os “ruídos” da complexidade, pois eles se colocam em nossa frente a cada passo e muitas vezes atropelam nossas teorias com muita facilidade. O trabalho extensionista é como, mal comparando, o desafio de se trabalhar em um pronto socorro, pois, por mais especialista que seja o médico, nunca se sabe que tipo de problema pode entrar por uma porta e, muitas vezes, diferentes problemas se entrecruzam na origem da urgência que se apresenta. Nesse cenário, a capacidade de compreensão sistêmica é muito mais resolutiva do que a hiperespecialização, e esse é o panorama da extensão, pois os extensionistas dialogam tanto com técnicos de prefeitura, ou professores de escolas, até agricultores com baixo nível de escolaridade ou crianças em processo de alfabetização. É preciso construir espaços de mediação, reinterpretar, conectar diferentes dimensões do humano e do conhecimento, para gerar uma comunicação que seja eficiente e eficaz em termos de construção de sinergias 

  1. Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?

 Estamos iniciando um processo lento e longo de transformação de consciências na comunidade, para que consigam compreender que restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos futuros. Esperamos chegar em 2026 com a comunidade da Quarta Colônia discutindo ativamente os seus problemas e sendo capazes de protagonizar algumas pequenas ações que podem se tornar gigantescas ao longo do tempo, como a recuperação de matas ciliares, a conservação de nascentes, a realocação de estruturas e atividades em áreas de risco, etc. A principal contribuição do projeto não é a mudança do cenário, mas nas consciências que começarão a pensar os cenários do futuro.

Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo

Revisão: Luciane Treulieb, jornalista

Ilustração: Evandro Bertol, designer 

Aluata Comunicação e Ciência

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O NEPRADE - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas da UFSM - anuncia a conclusão do nosso projeto "Invasoras", realizado no Parque Estadual da Quarta Colônia, com a publicação de um documento inovador que apresenta um protocolo inédito de Detecção Precoce e Resposta Rápida para o manejo de espécies exóticas invasoras em Unidades de Conservação.

Este documento oferece uma metodologia detalhada e conhecimentos importantes para o direcionamento estratégico no combate a espécies invasoras, reforçando a proeminência de ações rápidas e eficazes na preservação do ecossistema local. A publicação foi intitulada “Protocolo de Manejo, Controle e Monitoramento com Prevenção, Detecção Precoce e Resposta Rápida para novas Espécies Invasoras no Parque Estadual da Quarta Colônia”, é resultado de projeto de pesquisa aprovado pelo Edital FAPERGS/SEMA 10/2022, no campo de Invasões Biológicas.

O projeto foi desenvolvido pelo NEPRADE com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS (SEMA-RS).

Os interessados na publicação podem fazer o download gratuito clicando aqui. O NEPRADE convida a conhecerem este importante trabalho que contribui para a proteção e conservação do meio ambiente no Parque Estadual da Quarta Colônia.

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O Observatório dos Direitos Humanos (ODH), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM, recebeu um aporte de R$ 170 mil da Fundação Cultural Palmares para viabilizar o programa "Afroturismo no Centro do Rio Grande do Sul: Identidade e Tradição". Este programa visa destacar o protagonismo dos jovens negros nas comunidades quilombolas da Quarta Colônia, especialmente na CRQ Rincão dos Martimianos, de Restinga Sêca.

A Fundação Cultural Palmares é uma entidade pública criada com a finalidade de resguardar o patrimônio material e imaterial da história afro-brasileira, assim como potencializar identidades étnicas raciais, possibilitando o acesso à cultura de grupos historicamente marginalizados. A Fundação estabelece auxílio a comunidades e instituições no fomento de programas de incentivo, buscando apoiar ações que são atualmente realizadas pelo ODH com foco nos direitos humanos. 

A iniciativa pretende produzir materiais gráficos, informativos e conteúdos paradidáticos que narram a história das comunidades quilombolas, buscando ampliar a visibilidade de suas potências culturais e saberes populares. O objetivo é fomentar o afroturismo e fortalecer a economia local e criativa. O projeto também oferece cursos de capacitação e melhorias nos equipamentos turísticos das comunidades, abrangendo tanto aspectos tangíveis quanto intangíveis. 

Ações como essa são cruciais para a valorização da cultura e a história dos quilombos, promovendo o desenvolvimento local por meio de um turismo centrado na herança afro-brasileira e incentivando a igualdade racial. Instituições como a UFSM e a Fundação Palmares desempenham um papel essencial na construção de ações afirmativas, apoiando o crescimento e a autonomia das comunidades quilombolas. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2024/05/22/ufsm-atua-frente-a-calamidade-publica-por-meio-da-extensao Wed, 22 May 2024 13:34:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=9846

Em vista do estado de calamidade pública climática que impacta todo o Rio Grande do Sul desde o início de maio, a UFSM está presente junto à comunidade, apoiando a atuação dos docentes, dos técnicos-administrativos e discentes em ações de solidariedade às vítimas. Um dos principais braços de atuação da instituição é por meio da extensão universitária, que ganhou forma no programa “UFSM Solidária e Cidadã”, proposto pela equipe da Pró-Reitoria de Extensão (PRE). 

Desde o início do período de calamidade pública no estado, duas Instruções Normativas (IN) ligadas à Extensão foram publicadas. A primeira, dispôs sobre a possibilidade de vinculação de ações de solidariedade no programa UFSM Solidária e Cidadã, o que permite a concessão de incentivos financeiros e certificação das horas trabalhadas. Interessados em se vincular devem enviar um pedido para o email extensao@55bet-pro.com com as informações descritas na referida IN. A segunda IN, por sua vez, possibilita o pagamento de bolsas para os estudantes atuantes e membros do programa, de forma a incentivar a continuidade da ação.

Outro documento importante neste momento foi o ofício enviado pelo Fórum de Pró-reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX) e pelo Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Educação Superior do Rio Grande do Sul (FORIPES). Nele, são apresentadas 30 temáticas de extensão de atenção, que ajudam a guiar as ações da UFSM. Entre elas, estão: apoio psicossocial às vítimas, resgate e cuidado de animais, avaliação de danos estruturais, apoio aos idosos, prevenção de doenças e promoção da saúde e muito mais.

Ações contínuas marcam compromisso da UFSM com a recuperação do estado

Com o lançamento da primeira IN, a ação imediata da PRE foi justamente o mapeamento e prospecção de ações solidárias em andamento, visando sua vinculação ao Programa UFSM Solidária e Cidadã. É possível informar dados sobre ações em andamento pelo formulário criado pela equipe da PRE, neste link. Esse movimento é essencial para que o trabalho seja reconhecido, apoiado e fomentado institucionalmente, além de qualificar junto da comunidade santa-mariense a importância da extensão universitária. Ainda, a pró-reitoria está ampliando o diagnóstico da situação em Santa Maria e nos territórios Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul.

No dia 22 de maio, a PRE organizou um evento online com os coordenadores dos cursos de graduação com foco em orientar o desenvolvimento de ações de extensão frente ao estado de calamidade pública. Para isso, a pró-reitoria utilizará os recursos do Fundo de Inserção da Extensão nos Currículos de Graduação (FIEC-G) e um incremento de recursos pela vinculação ao Programa UFSM Solidária e Cidadã, seguindo as temáticas apresentadas pelo FORPROEX e pelo FORIPES.

Ainda, a PRE tem prevista a execução de edições do “Rondonzinho”, a médio e longo prazo. A iniciativa é inspirada no Projeto Rondon, que pretende atuar, a partir do diagnóstico das realidades dos territórios afetados, de forma que a UFSM promova expedições e solucione os problemas identificados. As expedições poderão ser em bairros específicos de Santa Maria ou em outras cidades de abrangência da Universidade.

Para o Prof. Flavi Lisboa, pró-reitor de Extensão, a UFSM não pode se eximir do seu papel neste momento de crise climática no estado. Ele entende que, no primeiro momento, as ações da instituição foram de caráter assistencial, mas que, no que tange a extensão universitária, o foco está na transformação social. Dessa forma, as medidas colocadas em práticas focam em ações de médio e longo prazo, de forma a permitir um enfrentamento às adversidades, com foco em diminuir o impacto em grupos em vulnerabilidade social.


Texto: Pedro Souza, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

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