UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 02 Apr 2026 15:17:57 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/19/professor-da-ufpe-discute-metafisica-da-raca Wed, 19 Nov 2025 18:03:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71439

Grupo de Estudos em Cognição e Realidade (CNPq) da Universidade Federal de Santa Maria promove a palestra "Ceticismo Racial Robusto: O debate contemporâneo em metafísica da raça" na próxima segunda-feira (24), às 14h. A atividade será realizada na Sala de Conferências do Departamento de Filosofia da UFSM (Sala 2323, CCSH, Prédio 74A, 3º andar)

A palestra será apresentada pelo professor Rogério Saucedo Corrêa, do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE irá  discutir uma das questões centrais da metafísica social contemporânea: afinal, existem raças? O professor Rogério Corrêa defenderá o ceticismo racial robusto com base em argumentos contra as concepções realistas de que raças seriam tipos ideais, clados biológicos ou construções sociais.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/13/ciclo-trabalho-musica-e-literatura-ocorre-na-proxima-terca-17 Fri, 13 Jun 2025 16:01:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69497

O Núcleo de Estudos do Trabalho (NUEST), do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, realiza atividade do Ciclo Trabalho, Música e Literatura na terça-feira, às 15h, na sala 2243/74A (Centro de Ciências Sociais e Humanas, CCSH, campus sede).

A edição terá como tema "Escrevendo narrativas. Desafiando estruturas: intelectualidade, raça e gênero em diálogo". A apresentação será feita pelas estudantes Yasmim Lima e Luiza Stahl, acadêmicas de Ciências Sociais. As reflexões tem como base as obras das autoras Maria da Conceição Evaristo de Brito, Audrey Geraldine Lorde e Carla Madeira.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/08/02/gepacs-promove-curso-on-line-sobre-violencia-relacionada-a-genero-raca-e-sexualidade Mon, 02 Aug 2021 23:49:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56421 Vinculado ao Departamento de Ciências Sociais da UFSM, o Grupo de Pesquisa, Cultura, Gênero e Saúde (Gepacs) informa que começa no dia 11 de agosto o curso de capacitação on-line intitulado Reconhecimento de Direitos Humanos e Combate a Violências Relacionadas a Gênero, Raça e Sexualidade. O curso destina-se a profissionais das áreas de educação, saúde (incluindo profissionais de enfermagem e fonoaudiologia, entre outros) e segurança. A capacitação será realizada de forma remota, em razão das condições impostas pela pandemia Covid-19, com encerramento previsto para o mês de novembro.

Serão quatro módulos de 40 horas cada um (com aulas semanais de até 3 horas de duração), cujos temas e ministrantes podem ser conferidos no cartaz ao lado. A inscrição pode ser feita para o curso em sua integralidade ou por módulo.

O sistema de inscrições pode ser acessado aqui. Haverá a emissão de certificados.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/a-universidade-se-pinta-de-povo Tue, 13 Nov 2018 19:40:36 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=4854 *Esta matéria foi atualizada em 21/11/2018, às 14:37. Dos 205,5 milhões de habitantes do Brasil, 46,7% se autodeclaram pardos e 8,2%, pretos. Apesar de, juntas, formarem a parcela majoritária da população nacional, essas pessoas raramente são vistas em comerciais de TV ou revistas, no atendimento de bancos, ocupando cargos de chefia em empresas e, até pouco tempo atrás, nas salas de aula das universidades. A luta contra a invisibilidade e as desigualdades faz parte da trajetória de Maria Rita Py Dutra, terceira mulher negra a se tornar doutora no Programa de Pós-Graduação do Centro de Educação da UFSM. A tese Cotistas negros da UFSM e o mundo do trabalho, defendida pela professora em agosto de 2018, discute as situações e condições que influenciam os cotistas negros desde a formação na UFSM até a inserção, ou não, no mercado de trabalho. Para isso, Maria Rita ouviu relatos de experiências e analisou o universo que está por detrás da problemática, como a desigualdade nos âmbitos econômico e de acesso, o apanhado histórico, a construção de identidades e o conflito de interesses. Foram entrevistados formandos dos cursos de Ciências Sociais, Enfermagem, Fisioterapia, Relações Públicas, Medicina Veterinária, Serviço Social, Educação Especial e História Licenciatura. Como resultado, Maria Rita aponta que, para os estudantes entrevistados, a  política de cotas representou um divisor de águas, mudando totalmente suas vidas. “Foram as cotas que abriram um mundo de possibilidades para esses estudantes, em que o ingresso e a superação do discurso racista foi necessária para a conclusão do curso. Na maioria dos casos, o primeiro diploma de ensino superior na família”, comenta Maria Rita, que celebra: “A universidade se pinta de povo”. A pesquisadora entende que uma sociedade igualitária e justa é construída e orientada nos bancos escolares. “Faz parte disso possibilitar que excluídos ingressem no espaço acadêmico, mas que, para além, a estrutura acadêmica seja repensada para que ocorram mudanças radicais em busca da igualdade”, afirma Maria Rita no decorrer da pesquisa. Ela compreende, ainda, que olhar para a conclusão do curso e a entrada no mundo do trabalho “fornece informações importantes para pensarmos em resultados na educação e reavaliarmos, por exemplo, as barreiras que cotistas enfrentam”. Na tese, Maria Rita compartilha que estudar as ações afirmativas e o racismo fez com que ela refletisse sobre questões que a marcaram de forma indelével nos quase 30 anos de carreira no magistério público estadual, sobre as quais ainda carrega marcas e dores não removidas.   Política de cotas no Brasil e na UFSM O debate sobre as ações afirmativas reverberou no Brasil após a participação do país, em 2001, na III Conferência contra o Racismo e a Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata. Em 2003, foi pautado na UFSM pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), e definiu-se como Programa de Ações Afirmativas de Inclusão Racial e Social. O sistema inclui o ingresso de afro-brasileiros, pessoas com deficiências, alunos de escolas públicas e indígenas no ensino superior. Em 2012, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei das Cotas (nº 12.711/2012), que estabeleceu o sistema de cotas sociais e raciais para ingresso em universidades e institutos federais de todo o país. A legislação prevê a reserva de, no mínimo, 50% de vagas, por curso e turno, para estudantes oriundos de escolas públicas, além de destinar vagas para estudantes negros, pardos e indígenas, de acordo com o percentual populacional local dessas etnias. Perante a aprovação, surgiram várias perguntas quanto à legitimidade constitucional da política de cotas, às quais o Supremo Tribunal Federal (STF) respondeu, entendendo que a política fazia parte de um processo de correção das desigualdades sociais, inclusive daquelas baseadas na cor da pele. Atualmente, a UFSM não dispõe de uma política de acompanhamento e avaliação do processo de permanência dos cotistas negros. Segundo Maria Rita, essa questão ainda não despertou interesse nos pesquisadores por haver poucas referências de estudos sobre. Em sua tese, a professora salienta que a presença de alunos afro-brasileiros, indígenas, portadores de deficiência e provenientes de escolas públicas é asseguradora da diversidade e da democracia nas universidades públicas brasileiras. “A política afirmativa é necessária para reparar os aspectos discriminatórios que impedem o acesso de pessoas pertencentes a diversos grupos sociais às mais diferentes oportunidades”, pontua. Trajetória de Maria Rita Professora desde 1967, quando concluiu o Curso Normal, passou 30 anos ensinando e se especializando em diferentes áreas, como química, pedagogia, história, ciências sociais. Desde 1988, seu trabalho envolve a temática étnico-racial e o racismo. Na intenção de romper barreiras, Maria Rita fez parte do projeto Combatendo o Racismo através da Literatura Infantil entre 2003 e 2008, criado por um grupo de estudantes do curso de Museologia da Universidade Franciscana. Ali, contava histórias de questões raciais, além de ministrar oficinas e cursos a estudantes e professores no Museu Treze de Maio.   A experiência gerou frutos literários, como O Aniversário de Aziza e Dia dos Negros. Na UFSM, Maria Rita participa do grupo Negros e o Movimento Social Negro (MN), que trata sobre direitos e igualdades, buscando contribuir para o aperfeiçoamento das políticas de cotas na Universidade. Pelo que ela representa, organizadores e coletivos que construíram a programação das atividades do mês da Consciência Negra em 2018 na UFSM homenageiam Maria Rita como a primeira patronesse da data. O momento marca, ainda, uma década de política de ações afirmativas na Universidade. Reportagem: Bibiana Pinheiro, acadêmica de Jornalismo Edição: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo Fotografia: Dartanhan Baldez Figueiredo Ilustração da capa: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial - A inspiração são as obras de Jean-Michel Basquiat, artista norte-americano que se dedicou às artes das ruas, como grafite, piche e colagens. As questões raciais e a população negra dos Estados Unidos perpassam grande parte da produção do artista, que é negro.]]>