UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 28 Apr 2026 01:04:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/24/roda-de-conversa-sobre-racismo-ocorre-nesta-quinta-feira-25 Wed, 24 Sep 2025 12:30:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70615

A Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd-PROGRAD) e a Subdivisão de Ações Afirmativas Sociais, Étnico-Raciais e Indígenas da UFSM promovem a roda de conversa “Diálogos sobre Racismo: Estratégias e Possibilidades de Desconstrução" nesta quinta-feira (25), às 17h30, no auditório do prédio 67. 

Estarão debatendo Daniela da Silva dos Santos e Maria Rita Py Dutra, com mediação de Rosane Brum Mello.

A roda de conversa também poderá ser acompanhada de forma online pelo Google Meet. Inscrições abertas a todos os interessados pelo formulário.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/18/em-entrevista-luis-tomas-domingos-fala-sobre-impactos-do-racismo-na-construcao-do-conhecimento Fri, 18 Oct 2024 21:25:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67300 O professor Luís Tomás Domingos ministrou seminário no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFSM[/caption] Natural de Moçambique, Domingos é doutor em Antropologia e Sociologia da Política pela Universidade de Paris 8. Ademais, possui pós-doutorado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e formação em Filosofia no Seminário Maior de Santo Agostinho, de Moçambique, além de integrar como docente o Programa Associado de Pós-Graduação em Antropologia da UFC e Unilab, o Mestrado Profissional em Avaliação de Políticas Públicas da UFC, o Bacharelado em Antropologia e o curso de Sociologia da Unilab. É também membro da Rede Internacional Interdisciplinar de Pesquisadores em Desenvolvimento de Territórios (Rede-Ter) e da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter). Afora diversas publicações de artigos e estudos, Luis Tomas Domingos também possui quatro livros de sua autoria publicados. Com experiência nas temáticas de identidades socioculturais e políticas, de religiosidade africana e de matriz africana no Brasil, e de estudos africanos e afrodescendentes, o professor Domingos compartilhou seus conhecimentos sobre epistemologia durante o seminário. No decorrer dos três dias de evento, discutiu-se sobre epistemologias africanas, ciências sociais e as relações epistemológicas entre o Brasil e a África. Somando-se aos encontros, no dia 15 houve uma apresentação artística do projeto de extensão Mojubá: Danças Populares Brasileiras, coordenado pelo professor Jesse Cruz, da Licenciatura em Dança da UFSM. Com a sala cheia, o seminário propôs reflexões acerca da maneira que a academia brasileira organiza a construção do conhecimento em torno da cultura africana. A fim de ampliar essa reflexão, a Agência de Notícias conversou com Domingos acerca da temática discutida durante o evento. A entrevista pode ser conferida abaixo. Que papel leis, como a Nº 10639/2003, que prevê obrigatoriedade de ensino de história sobre a cultura africana no currículo escolar, desempenham na formação cultural e histórica dos brasileiros? Em 2003, pela Lei 10.639/2003, entra a obrigatoriedade do ensino da história da cultura africana nos currículos disciplinares. Ou seja, até 2003, quem fez doutorado e mestrado, por exemplo, não sabe nada da África. Esse é o fato. Então, a imagem que se construiu sobre a África é uma África criada. Safari, savana, fome, etc. Essa é a visão passada pela televisão brasileira. Nesse sentido, leis como a de 2003 servem para ampliar os horizontes da sociedade sobre um continente que apresenta uma diversidade de histórias, culturas e ensinamentos muito rica. Contudo, a lei sobre o ensino da África, da cultura africana e afrodescendente nas instituições acadêmicas não está sendo cumprida, porque as pessoas ainda são resistentes. A lei está lá, mas para ser cumprida as pessoas precisam aderir, ter consciência e algumas pessoas ainda estão fechadas no mundo colonial. E por que o senhor acha que isso acontece ainda? Por causa dos estigmas do processo colonial. As pessoas não conseguem sair do seu mundo de superioridade, do mundo em que eles veem o afrodescendente como uma pessoa que não pensa. Então dizer que hoje se deve aprender a história [da cultura africana] é uma coisa do outro mundo, é mexer com as verdades que estas pessoas interiorizaram. Isso é um racismo silencioso. “Eu não quero estudar esse primitivo”, no fundo isso é racismo. Então o que está em jogo é tentar convencer o professor/pesquisador de que é preciso ver as categorias epistemológicas que foram, ao longo dos anos, utilizadas para o ensino. [caption id="attachment_67302" align="alignleft" width="435"] Durante o seminário, houve uma apresentação do projeto de extensão Mojubá: Danças Populares Brasileiras[/caption] Esse é o desafio que estamos trabalhando no seminário: dizer que aquilo que você estudou como categoria está deturpado. O seminário de Diálogos Epistemológicos entre África e Brasil é necessário para desmistificar conceitos de algumas categorias que estão aplicadas na academia, que precisam ser modificados a partir das pesquisas dos novos conhecimentos, ou seja, da descolonização do pensamento. A academia brasileira possui pressupostos eurocêntricos que trazem categorias coloniais. E é um dever de um acadêmico, seja professor, aluno, ou pesquisador, procurar entender a base dessas categorias e que função elas têm na sociedade, porque muitas vezes, em vez de fazer avançar as nossas ciências, elas atrapalham. Isso porque são categorias que estão ultrapassadas, quando consideramos a dinâmica social de hoje em dia. Aqui no Brasil, existe a falsa ideia de que não há autores africanos para estudar como referência acadêmica. O foco permanece em estudos provenientes de autores da Europa ou dos Estados Unidos. O que o senhor pensa sobre isso? Existem autores africanos. Falta a vontade intelectual de estudar esses autores, porque para conhecer você tem que se esforçar, ler, estudar outra língua. Muitas publicações estão em inglês e francês, por exemplo. Então, é preciso estar disposto a abrir o diálogo com a pessoa/pesquisador que você não conhece. Para quem não tem vontade de ampliar seus horizontes, é difícil escapar do pensamento colonial. Uma civilização que é racista é moribunda, um intelectual que reproduz o racismo no ensino é racista e menos intelectual. Você [docente] está estudando para ensinar as verdades aos alunos. E nós, os professores, pecamos ao reproduzirmos a biblioteca colonial. Infelizmente é verdade. Mea-culpa [risadas]. Ampliando nossa conversa para além do âmbito acadêmico, quais problemáticas o senhor enxerga que existem atualmente na discussão sobre desigualdades sociais aqui no Brasil? Para compreender a desigualdade social, primeiro precisamos voltar à história, para entender como o Brasil foi construído, para, a partir dessa história, a gente conseguir observar onde falhamos e como reparar essa história falhada. A gente só entende a desigualdade quando a gente entende a questão histórica. A partir dessa compreensão, torna-se possível fazer os reparos necessários do passado. Mas, para isso, precisa haver mobilização, tem que ter encontros como o de hoje [15 de outubro], até que as pessoas tenham consciência. A Unilab, onde o senhor trabalha atualmente, tem desempenhando um papel muito importante na produção e na divulgação do conhecimento africano, servindo de exemplo para outras instituições. Gostaria que o senhor comentasse sobre como a Unilab atua nessa frente. O que está em jogo na Unilab é a noção de internacionalização e interiorização dos conhecimentos. Conhecimento internacionalizado significa trazer esses conhecimentos africanos, enquanto interiorização é conhecer os conhecimentos internos do Brasil. Então, essa conjugação é perfeita. A gente desmistifica o mito criado sobre a África, e também desmistifica o mito criado sobre o jeito do interior. Assim, nós criamos uma nova perspectiva. Algumas coisas de lá [África] podem acrescentar aqui e algumas coisas daqui que podem acrescentar lá. Esse é o papel da união. Formamos estudantes que, quando terminam seus cursos, muitos são professores da rede pública. E eles vão traduzindo a literatura africana, vão traduzindo conhecimentos africanos. Tem o papel de desmistificar o que nós chamamos de epistemologias do norte, e trazer epistemologias do sul global, do Boaventura Afonso. Este pensador fala dessa epistemologia do sul global, que precisa ser trazida para a academia, porque o sul global tem conhecimento. Mas essa mudança de perspectiva não é fácil, porque tem algumas pessoas que ainda não acreditam. São anos, séculos do ensino da falsidade das histórias, por isso, vai levar tempo para desmistificar essa visão de ensino. Texto e fotos: Laurent Keller, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/11/22/webinario-discute-a-educacao-das-relacoes-etnico-raciais-e-o-enfrentamento-do-racismo-na-sexta-26 Mon, 22 Nov 2021 14:09:10 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57254

Na próxima sexta-feira (26), às 19h, ocorre mais uma palestra da programação dos Webinários EaD: Múltiplos Olhares em Formação. Em alusão ao mês em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, a temática do webinário será "A educação das relações étnico-raciais e o enfrentamento do racismo".

O evento terá como palestrantes a professora da rede básica Maria Rita Py Dutra, doutora em Educação, vinculada ao Núcleo de Estudos sobre Memória e Educação - Povo de Clio, e do servidor técnico-administrativo Victor De Carli Lopes, chefe do Observatório de Direitos Humanos, da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM. A mediação será de Maria Eliza Rosa Gama. 

O objetivo dos Webinários EaD: Múltiplos Olhares em Formação é promover momentos de formação e reflexão aos discentes dos cursos a distância da UAB/UFSM e comunidade acadêmica em geral. Todos os encontros são realizados de forma remota, com transmissão ao vivo pelo canal no YouTube.

Os webinários são promovidos pela Pró-Reitoria de Graduação, por meio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional (CTE), e pela Coordenação da Universidade Aberta do Brasil na UFSM, em parceria com as coordenações dos cursos EaD. 

A programação é aberta a todos os interessados e será fornecido certificado de duas horas aos participantes. As inscrições para este webinário já estão abertas no site do evento e são gratuitas. Para as demais atividades da programação, as inscrições devem ser realizadas de forma individual. 

A programação completa dos próximos webinários será divulgada no site do evento. 

Fonte: Equipe de Comunicação da Coordenadoria de Tecnologia Educacional 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/09/26/curso-de-capacitacao-sobre-combate-ao-racismo-e-ofertado-para-servidores Thu, 26 Sep 2019 20:02:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=49765 Portal de Capacitação, onde também constam mais informações sobre o curso.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/07/05/grupo-de-estudos-e-extensao-universidade-das-mulheres-promove-exibicao-de-filme-e-debate Fri, 05 Jul 2019 13:27:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=48629

O Grupo de Estudos e Extensão Universidade das Mulheres convida para cine-debate sobre o filme "Estrelas além do tempo", que ocorrerá na terça-feira (9), às 17h30, no Auditório Marie Curie, anexo ao prédio 17 do campus sede.

Serão discutidos temas como racismo e mulheres na ciência. A entrada é gratuita. A atividade é aberta a todos os interessados.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/10/30/nota-oficial-sobre-intolerancia Tue, 30 Oct 2018 14:03:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45346

O Gabinete do Reitor publicou nesta segunda-feira (29) nota oficial sobre episódio de inscrições racismo. Confira a seguir:

Nota oficial

A Universidade Federal de Santa Maria lamenta profundamente o episódio registrado no dia 26 do corrente, em um dos banheiros da instituição, onde foram encontradas inscrições racistas. A instituição declara a toda a comunidade que repudia veementemente qualquer forma de discriminação e intolerância. Racismo e apologia ao nazismo constituem crimes, e o caso já está sendo investigado pela Polícia Federal (PF). 

A UFSM está dando todo o suporte à PF no sentido de colaborar para com a investigação e a identificação dos responsáveis pelo barbarismo registrado. Também estão sendo buscadas possíveis imagens de câmeras de segurança dos corredores nas imediações do banheiro onde foi registrado o fato. Uma vez identificada a autoria, será instaurado inquérito administrativo para a punição dos envolvidos, caso possuam vínculo com a instituição.

Gabinete do Reitor

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