UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 26 Mar 2026 15:33:43 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/03/05/ufsm-sedia-iniciativa-internacional-inedita-para-monitoramento-da-camada-de-ozonio-e-radiacao-solar Tue, 05 Mar 2024 11:38:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65291 [caption id="attachment_65294" align="alignright" width="657"]foto colorida horizontal mostra pessoas no alto de um prédio, reunidas em dois grupos, com equipamentos brancos espalhados. O dia está nublado Os equipamentos trazidos para o encontro são de diferentes locais do Brasil e da América do Sul[/caption]

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) da UFSM é a sede da 1ª Campanha Ibero-Americana de Calibração e Intercomparação de Instrumentos para Medição de Ozônio Total e Radiação Solar Ultravioleta, realizada em colaboração com a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) da Espanha e a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O encontro teve início no dia 19 de fevereiro e segue até sexta-feira (8), com a participação de aproximadamente 35 pessoas, incluindo alunos do curso de Meteorologia da UFSM, professores, pesquisadores nacionais e internacionais. 

Coordenado pela professora da UFSM e representante brasileira junto à Unep (órgão da ONU voltado à proteção do meio ambiente e à promoção do desenvolvimento sustentável) nas reuniões dos gerentes de pesquisa de ozônio (ORM - Ozone Research Managers) Damaris Kirsch Pinheiro, o evento reúne em Santa Maria pesquisadores da Argentina, Chile, Equador, Bolívia, Espanha, Portugal, Itália, Suíça e Alemanha, além de representantes de unidades do Inpe de São José dos Campos e Natal e da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

O espectrofotômetro Brewer, utilizado para aferição dos níveis de radiação ultravioleta e de ozônio na atmosfera, foi desenvolvido entre as décadas de 1970 e 1980, e necessita de calibrações frequentes. É justamente a forma correta de realizar esses ajustes que está sendo ensinada durante o evento, com divisão em três etapas: reparo e manutenção, formação prática e teórica sobre como realizar a calibração e, por fim, a calibração dos equipamentos.

No momento, a sede do Inpe na UFSM conta com 10 equipamentos (nove espectrômetros e um calibrador), trazidos pelos grupos do Chile, Argentina, Bolívia e Equador. Todos eles estão conectados à rede europeia de Brewers, a Eubrewnet. Um dos destaques desta campanha é justamente a integração dos resultados à rede, uma iniciativa desenvolvida pela Aemet que permite o monitoramento em tempo real da camada de ozônio e dos níveis de radiação ultravioleta em todo o mundo. 

A professora Damaris destaca que anteriormente os instrumentos eram calibrados de forma individual, o que gera um custo cerca de três vezes maior do que a calibração em conjunto. Outra vantagem são as três semanas para o ajuste de equipamentos, que normalmente é realizado em poucos dias. Isso deve melhorar também a precisão dos dados coletados, já que todos os equipamentos precisam estar ajustados de forma idêntica ao calibrador.

O que o espectrofotômetro Brewer mostra

Os dados obtidos pelos espectrofotômetros são de grande importância para o cotidiano e saúde pública da população, em especial a de países abaixo da Linha do Equador, que está sujeita a níveis mais altos de radiação ultravioleta. “A Organização Meteorológica Mundial recomenda que não se saia de casa em caso de radiação extrema, e a nossa região possui nível alto ou extremo seis meses ao ano”, destaca a pesquisadora. Como a alternativa de não sair de casa não é viável, é preciso investir na prevenção.

“Com o nível de radiação, é possível saber a proteção necessária, um protetor solar, roupa de manga, cobertura total e também o tempo de exposição ao sol, que pode ser 10 minutos, nulo ou até por horas, como em alguns dias do inverno”, completa. 

[caption id="attachment_65295" align="alignleft" width="431"]desenho circular de um polo global, em tons de verde e azul Representação da abertura do buraco de ozônio no polo sul entre agosto e novembro (Reprodução/Nasa)[/caption]

Francisco Raimundo da Silva, que conduz experimentos com ozônio desde 1979 e atua como pesquisador do Inpe de Natal, detalha que o tom da pele é outro elemento a ser considerado ao se falar sobre exposição à radiação solar. Independente da tonalidade, os raios ultravioletas causam danos, mas em peles mais claras, o tempo de exposição segura é menor, enquanto em peles mais escuras o período é maior. 

Outro dado que pode ser obtido pelo Brewer é a concentração de ozônio na atmosfera, que impacta diretamente na intensidade da radiação, já que atua como escudo contra os raios solares. Na década de 1980, foi constatado que a camada diminuía gradualmente por conta da alta emissão de clorofluorcarbonetos (CFCs), gases utilizados como líquidos de refrigeração.

Por meio do protocolo de Montreal, que entrou em vigor a partir de 1989, foi estabelecida uma redução gradual da emissão de CFCs até sua eliminação total, prevista para 2040. O tratado internacional conseguiu reverter a degradação da camada de ozônio, que já está recuperada em alguns lugares, como no Equador. No entanto, é preciso continuar o monitoramento para saber se ela retornará aos níveis anteriores aos da década de 80 no Brasil e no mundo. “Esse é um problema que foi compreendido, mas não foi resolvido e nem se resolverá tão cedo, já que os gases que emitimos décadas atrás ainda estão na atmosfera e alguns ficam mais de 100 anos. É extremamente importante mantermos as medidas de ozônio”, salienta Damaris.

No polo antártico, há um buraco na camada de ozônio que abre de forma cíclica em agosto e dura de dois a três meses. Essa abertura traz dois efeitos, chamados de primário e secundário. O efeito primário é o aumento da radiação ultravioleta sobre os locais que estão abaixo do buraco, como ao sul do Chile. Já o efeito secundário é causado por massas de ar que carregam o ar com pouco ozônio das áreas de efeito primário para outras regiões, como o Brasil. Com isso, a concentração de ozônio é reduzida e a radiação solar pode chegar a níveis extremos.

O monitoramento realizado pelo Brewer mostra a chegada dessas massas de ar com pouco ozônio e permite previsões sobre a sua chegada, sendo possível avisar a população sobre os períodos com alta radiação solar.

[caption id="attachment_65296" align="alignright" width="821"]foto colorida horizontal de um homem falando ao microfone, de lado, olhando para um telão projetado na parede de fundo, em que aparece um texto em espanhol e uma imagem da terra vista do espaço Graças ao acordo firmado entre o Inpe e a Aemet, os instrumentos passarão a ser calibrados no período indicado pela estatal espanhola[/caption]

Parceria internacional para a manutenção dos equipamentos

Apesar da importância dos equipamentos, a questão financeira impedia que fossem regulados com a frequência correta. “Os instrumentos devem ser calibrados a cada dois ou três anos e aqui no Brasil estávamos há mais 10 anos sem nenhuma calibração”, afirma Damaris.

Para a realização do projeto, requerido pelo Ministério da Agricultura e da Pesca (Mapa), foi preciso captar recursos internacionais da Organização Meteorológica Mundial, do Fundo da Convenção de Viena e do Fundo Canadense de Brewers. Os espectrofotômetros brasileiros que não são do Inpe de Santa Maria irão retornar para a sede do Instituto em São José dos Campos, para as unidades de Natal e Cachoeira Paulista e para a Estação Comandante Ferraz, a base brasileira na Antártica. 

O Brewer é capaz de se manter em funcionamento sem a calibração. No entanto, esse processo é importante para recuperar dados anteriores do equipamento e garantir seu funcionamento correto.

A professora conta que a UFSM e o Inpe fecharam um acordo com a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), pelo qual a estatal espanhola vai realizar a calibração dos equipamentos no período recomendado de dois a três anos.

Francisco destaca a importância da iniciativa inédita. “É muito importante termos isso na América do Sul e conseguimos pela luta da Damaris como coordenadora. Adoro o pessoal daqui e sou suspeito para elogiar a estrutura, gostaria que mais atividades do Inpe fossem realizadas aqui”, relata o cientista, que trabalha com o espectrofotômetro Brewer desde 1992.

Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Damaris Kirsch Pinheiro

Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/02/19/ufsm-sedia-iniciativa-internacional-para-monitoramento-da-qualidade-do-ar-e-radiacao-solar Mon, 19 Feb 2024 13:33:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65182
Começam nesta segunda-feira (19) e seguem até o dia 8 de março as atividades de um evento de grande importância internacional sediado pela UFSM nas dependências do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se da 1ª Campanha Ibero-Americana de Calibração e Intercomparação de Instrumentos para Medição de Ozônio Total e Radiação Solar Ultravioleta, em colaboração com a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) da Espanha e a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Durante as próximas semanas, a UFSM receberá mais de 20 especialistas e operadores de instrumentos de diversos países ibero-americanos, como Argentina, Bolívia, Chile e Equador. O foco desses profissionais será atualizar e calibrar os instrumentos utilizados na medição do ozônio e da radiação solar ultravioleta, atividades cruciais para monitorar a saúde da camada de ozônio e os níveis de radiação ultravioleta que atingem a superfície terrestre.
 
A campanha será dividida em três fases: uma primeira semana dedicada à atualização da instrumentação, uma segunda semana em que será ministrado um curso de formação de operadores pela Aemet e pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), e uma última semana em que será realizada a calibração propriamente dita. Os instrumentos calibrados serão integrados na rede Eubrewnet.
 
Um dos destaques desta campanha é a integração dos resultados à rede Eubrewnet, uma iniciativa desenvolvida pela Aemet que permite o monitoramento em tempo real da camada de ozônio e dos níveis de radiação ultravioleta em todo o mundo. Com isso, a UFSM consolida sua posição de referência na pesquisa atmosférica e fortalece os laços de cooperação entre os países ibero-americanos em questões ambientais e científicas de relevância global.
 
Com informações da Subdivisão de Comunicação do Centro de Tecnologia
 
]]>