UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 29 Apr 2026 00:59:40 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/2026/02/13/ufsm-elimina-mais-de-1-071-caixas-de-documentos-e-recicla-8-toneladas-de-papel-em-parceria-com-a-asmar Fri, 13 Feb 2026 13:08:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/?p=4779 A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) concluiu nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2026, a eliminação de 1.071,5 caixas de documentos arquivísticos aptos para descarte, totalizando 8.740 kg de papel reciclado por meio da parceira com a Associação dos Selecionadores de Material Reciclável (ASMAR). A ação integra o conjunto de práticas de gestão documental e sustentabilidade da instituição.

Esse trabalho obedeceu rigorosamente às normativas do Sistema de Arquivos da UFSM (SIARQ/UFSM) bem como a  legislação arquivística federal, garantindo que apenas documentos que atingiram o prazo legal de guarda e que não apresentam valor histórico ou probatório tenham sido eliminados. A autorização para descarte foi emitida pela Comissão Permanente de Avaliação de Documentos (CPAD/UFSM) por meio dos respectivos editais.

Todo o material eliminado passou por fragmentação mecânica nas instalações da ASMAR, sob supervisão de profissionais responsáveis indicados pelo Departamento de Arquivo Geral (DAG), assegurando que as informações não possam ser recuperadas e promovendo a destinação segura e sustentável do papel, o que reforça o compromisso da UFSM com práticas sustentáveis e com a economia circular.

Dentre os benefícios da reciclagem desses 8.740 kg de papel destacam-se:

  • redução do volume de resíduos encaminhados a aterros sanitários;
  • diminuição da pressão sobre recursos naturais; e
  • favorecimento da economia de processos produtivos que dependem de papel como matéria-prima.

1.071 CAIXAS​ ELIMINADAS

8.740 KG

23 FARDOS DE RECICLAGEM

A iniciativa também demonstra a importância da integração entre o DAG e as unidades da instituição na gestão documental, seguindo as orientações de assessoria arquivística, conduzida pela Divisão de Apoio Técnico aos Arquivos Setoriais (DATAS) sob as normativas do SIARQ/UFSM.

 

Nesse contexto, destaca-se que a eliminação documental somente é possível após análise técnica realizada por arquivista habilitado, com base no cumprimento dos prazos estabelecidos nos Código de Classificação e tabela de Temporalidade das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), aprovados pela Portaria MEC nº 92/2011, bem como no Código de Classificação e Tabela de Temporalidade do Poder Executivo Federal, conforme Portaria nº 47/2020. Essa análise só pode ser orientada pelo DATAS por meio do serviço de Assessoria Arquivística, disponível na página do DAG.

Somente após a classificação, avaliação e elaboração da listagem de eliminação é que o processo é encaminhado à Comissão Permanente de Avaliação de Documentos (CPAD/UFSM), conforme as orientações da Instrução Normativa DAG/UFSM nº 001/2021. Cumpridos todos os trâmites legais e obtida a devida autorização, a documentação pode ser destinada ao descarte e à reciclagem, garantindo segurança jurídica, transparência administrativa e conformidade com a Lei nº 8.159/1991, que regulamenta a política nacional de arquivos.

A assessoria e o acompanhamento das etapas de avaliação, listagem e acompanhamento da eliminação foram realizados pelas arquivistas Aline Márcia Prade, Andréssia Jociara Dias e Rosimeire de Assis, destacando-se dentre as unidades assessoradas o Núcleo de Ingresso e Seleção Acadêmicos (NISA/PROGRAD), o Departamento de Contabilidade e Finanças (DCF), Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) e Departamento de Material e Patrimônio (DEMAPA).

📸 Confira nas fotos anexas o processo de fragmentação, prensagem e carregamento do papel para reciclagem, realizado com responsabilidade técnica e ambiental.

Carregamento do Material para reciclagem do DCF e PROGEP
Carregamento do Material para reciclagem do DCF e PROGEP
Descarregamento do material do NISA
Descarregamento do material do NISA
Organização para reciclagem na ASMAR
Organização para reciclagem na ASMAR
Fardo após a reciclagem
Fardo após a reciclagem
Transporte dos Fardos na ASMAR
Transporte dos Fardos na ASMAR
]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/19/nao-somos-de-ferro Fri, 19 Sep 2025 11:53:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70536 Entre o 5º e o 10º, ambientados na associação e na rua, a HQ trata da realidade da reciclagem. O aperto fez Margarete procurar outras formas de sustento. Não demorou muito para que ela se aproximasse de outras pessoas que, como ela, viam na reciclagem uma maneira de garantir o pão de cada dia. Dois anos depois, em 1992, estava entre os fundadores da Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis de Santa Maria, a Asmar. Mas o início não foi nada simples. O preconceito era pesado e constante. O trabalho, que já era árduo, vinha carregado de humilhações. “Tivemos que combater a vergonha que os outros nos fazem sentir em relação ao nosso trabalho”, conta Margarete, que hoje é coordenadora da Asmar. Foi preciso força para continuar e resistir. A descrição deste bloco foi feita na imagem anterior Do 19º ao 22º quadrinho, a HQ foca na personagem Margarete. Ela conta que na Asmar, a esteira carrega, junto com papel, vidro e plástico, seringas, papel higiênico, animais mortos, restos de comida, fraldas usadas. Tudo misturado. É comum se cortar com cacos de vidro mal embalados. “Nós não somos de ferro”, afirma Margarete. As imagens trazem a professora e a catadora. O destaque é o quadro em que Margarete mostra o mão com um corte. A ilustração usa o vermelho na mão, única cor usada até então A partir do 23º, a HQ trata do isopor, material que os catadores não recebem porque não há empresas interessadas em Santa Maria. No 25º, uma nova personagem conversa com o repórter, a professora Martha Tochetto, aposentada do curso de Química da UFSM, que aparenta ser idosa. Ela comenta:. “O isopor é reciclável, mas, no sistema capitalista, o que não gera lucro acaba sendo inviável”. Sem destino, toneladas acabam nos aterros, custando caro ao meio ambiente. Neste bloco temos a continuação do trecho descrito na imagem anterior. Destaca-se a professora Martha. No 32º quadrinho, a professora explica o impacto do plástico, que demora quatro séculos para se decompor, liberando microplásticos que invadem água, solo e ar, alcançando plantas, animais e seres humanos. “Esses microfragmentos atingem órgãos, causam esterilidade, problemas cardíacos e até a morte de aves, mamíferos e organismos marinhos”, alerta a pesquisadora. A personagem usa uma lupa para analisar o plástico Entre o 34º e o 41°, Margarete conta como mudou sua perspectiva em relação à reciclagem e como é o cotidiano na associação. Ela diz: “Hoje nós entendemos que não devemos ter vergonha do nosso trabalho”, ela afirma. Sua fala vem carregada de orgulho. Na Asmar as tarefas são divididas: um grupo cuida do papel, outro do metal, outro da esteira. Cada um sabe o trabalho que faz. O trabalho poderia ser mais leve se, em casa, as pessoas se preocupassem em separar os resíduos. Os próximos quadrinhos trazem desenhos de itens reclicáveis e da personagem. No final da página, em destaque a fala da Margerete, que aponta para a tela "A responsabilidade também é sua". Do 42º ao 49º, a professora Martha acrescenta informações sobre reciclagem: “Se as embalagens viessem limpas, já seria meio caminho andado”. Ela ensina: a lavagem não precisa desperdiçar água potável. “Eu fecho o ralo da pia e uso a água do enxágue da louça para lavar a embalagem. Assim a gente dá novo uso para uma água que iria virar esgoto”, explica a professora aposentada. O vidro, quando vai para o lixo, deveria ser enrolado em papel ou plástico bolha, com aviso de “cuidado”. Caso contrário, a triagem se transforma em risco. E os materiais que chegam sujos, impregnados de restos de comida, acabam destinados aos aterros, quando poderiam ser reciclados, se viessem limpos. Informação, divulgação e cobrança do poder público são, segundo Martha, caminhos para mudar essa realidade. A descrição do bloco foi feita em conjunto com a imagem anterior No último quadrinho, agora com uma foto colorida do repórter, um homem jovem, no lado esquerdo, e Margarete, uma mulher de meia idade, do lado direito. Os dois estão sentados. Acima da mesa, um celular. Atrás deles, itens da usina de reciclagem. O repórter pergunta: "Se pudesse deixar um recado, qual seria?". A entrevistada responde: “Somos importantes e ajudamos a mudar o mundo”.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/incubadora-social/2022/09/28/is-oferece-assessoria-tecnica-ao-recicla-pampa Wed, 28 Sep 2022 14:14:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/incubadora-social/?p=569

A  Incubadora Social visitou a sede do Recicla Pampa nesta terça-feira, dia 27 de setembro. Na oportunidade, reuniu-se nas instalações da Unipampa em Caçapava do Sul. Como projeto incubado, o Recicla Pampa recebe apoio para a capacitação, gestão e auxílio técnico, de acordo com as suas demandas.  

Na foto: Elisandra Della-Flora Weinitschke (UFSM), Janice Ortiz Santos (Recicla Pampa), Rafaela Rios (UNIPAMPA), Andreia da Silva de Souza (UFSM) e Eva Hemam (Recicla Pampa).

 

O Recicla Pampa é uma Associação de Catadores de Materiais Recicláveis, cuja finalidade é ajudar a fortalecer a coleta seletiva do município, recolhendo material reciclável e promovendo a triagem e a venda dos itens, gerando  renda para os associados.

Com esta visita a equipe da IS pode conhecer o espaço de trabalho do empreendimento, uma sede que conta com galpão e brechó, além de oferecer uma assessoria técnica na organização contábil da associação.

Recicla Pampa - Associação de Catadores de Materiais Recicláveis

 

A importância dessas visitas técnicas está em acompanhar os projetos no processo de incubação, demonstrando os trajetos que estes empreendedores terão de percorrer quando desincubados, preparando-os por meio da formação e organização.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/2022/08/23/bate-papo-sobre-reciclagem-e-coleta-seletiva-acontece-na-sexta-feira-26-8 Tue, 23 Aug 2022 21:09:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/?p=19564

 

O Comitê pelo Meio Ambiente do Grupo Diário promove, nesta sexta-feira (26), o seu segundo bate-papo. A UFSM é uma das instituições integrantes do Comitê e apoiadora do evento.

O encontro abordará reciclagem e coleta seletiva. Os convidados são Simone Bochi Dorneles e Alexandro Cardoso. Alexandro é reciclador, membro do Movimento Social dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), cientista social e mestrando em Antropologia Social na UFRGS. Em 2021, ele publicou o livro "Do lixo ao bixo: a cultura dos estudos e o tripé de sustentação da vida", que fala sobre sua vivência no trabalho de coleta de materiais recicláveis.

Simone Dorneles é doutora em desenvolvimento rural, professora do Instituto Federal Farroupilha e coordenadora de projeto de catadores do Vale do Jaguari.

O bate-papo acontecerá às 9h30min, na Sede do Grupo Diário, que fica na Faixa Nova de Camobi, n. 4975, em Santa Maria.

Para participar presencialmente, basta solicitar vaga enviando e-mail para carolinecechin@ufn.edu.br, informando nome completo.

O evento será transmitido também pela TV Diário, pelos canais 26 e 526 da Claro/NET TV Santa Maria, pela Rádio CDN, pelo YouTube do Diário e pela TV Câmara Santa Maria.

Com informações do Diário de Santa Maria

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/fw-reciclagem-diminui-durante-a-pandemia-do-coronavirus Wed, 23 Feb 2022 19:11:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/meio-mundo/?p=38

Durante três meses todo resíduo domiciliar coletado em Frederico Westphalen foi direto ao aterro sanitário sem receber tratamento

Fernanda Schuster

Frederico Westphalen

Que a pandemia afetou o meio ambiente não há dúvidas. Os oceanos silenciaram, as cidades ficaram mais limpas e abriram espaço para animais silvestres caminharem livremente. Mas esta pausa no impacto ambiental teve a contrapartida. O ser humano em casa se alimentou, usou máscaras e produtos descartáveis. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), a geração de lixo hospitalar no Brasil aumentou 20% no mês de junho em comparação a igual período do ano passado. Segundo a Associação, a geração média de lixo hospitalar por pessoa infectada e internada para tratamento de covid foi em média de 7,5 quilos por dia. Enquanto o planeta registrou águas e ar mais limpos, uma verdadeira pausa no impacto ambiental causado pelo ser humano, o uso de máscaras e materiais de limpeza se tornaram inevitáveis e obrigatórios. 

Em Frederico Westphalen todos os resíduos, infectados ou não, tiveram de ser enviados para os aterros por um período de quase 3 meses. O Centro de Triagem do Aterro do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos, Cigres, teve seu trabalho interrompido no dia 20 de março, logo após paralisações nos 37 municípios que o centro abrange. O trabalho somente foi normalizado no dia 18 de maio, de acordo com o então Coordenador Geral do Centro, Luiz Carlos Benedette. Durante todo este tempo, o que aconteceu com todos os resíduos que iam para a triagem antes de acabar no aterro? De acordo com Luiz Carlos, grande parte foi para nos aterros sem nenhum tipo de separação ou tratamento. "No início nós paramos com medo de que houvessem alguns casos, como não havia nenhuma notícia e informação concreta. Suspendemos completamente a reciclagem durante 30 dias”, explica. Somente em junho que o retorno foi feito em turno único. “Agora retornamos com turno único pois no refeitório seria difícil”, explica. O centro registrou em 2018, a reciclagem de 16,92% das 1633 toneladas que adentraram mensalmente o Cigres.  

A situação preocupa a pesquisadora de Engenharia e Tecnologia Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria, Aline Ferrão Custodio Passini. “Em geral, percebemos um grande aumento na geração de resíduos, mas principalmente em relação aos resíduos orgânicos para pequenas cidades e aumento de recicláveis em cidades grandes”, comenta a doutora que de casa lidera o programa de extensão universitário chamado Recicla Frederico, voltado à reciclagem de resíduos no município. “Neste período temos incentivado o uso das composteiras, que podem dar um fim diferente aos resíduos que iriam para um aterro”, comenta. Em 2020, o programa de extensão lançou um aplicativo de gestão de resíduos no município, com informações sobre a coleta de vidros e de lixo residencial, além de diversas campanhas voltadas à diminuição do que é enviado para o aterro sanitário da região.

De acordo com  Yuri Lucian Pilissão, Mestre em Energia e Sustentabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina, o grande problema de aterros sanitários não controlados e lixões a céu aberto é que carecem de estruturas de engenharia para conter impactos ambientais. "Ou seja, os resíduos são aterrados e normalmente não possuem controle algum de chorume, o líquido que é liberado pelos resíduos, e assim há uma grande contaminação dos lençóis freáticos”, comenta. O pesquisador explica que o caminho que os resíduos devem percorrer após saírem das lixeiras residenciais, é um espaço onde deve ser separado em tipos. “O espaço de triagem realiza essa separação, onde depois é feito o trabalho de reciclagem, isto é, a venda de materiais que podem ser reutilizados como matéria prima”, adiciona. Este é apenas um dos pontos de desequilíbrio causado pela pandemia em que, com a grande geração de resíduos somados às restrições na força de trabalho seguiu na contramão de um cenário sustentável para o tratamento de resíduos. Yuri afirma ainda que nesta crescente, lixos que recebem esta destinação diminuem a vida útil do aterro. “Aquele espaço começa a ser todo utilizado principalmente por uma parcela grande de material depositado sem triagem. Este material poderia ser reciclado e estar se tornando matéria prima, e renda para várias famílias”, informa.

A pesquisadora Aline explica que somente no município de Frederico Westphalen, o aumento de  resíduos destinados diretamente aos aterros e lixões foi um dos fatores mais preocupantes, principalmente quando o lixo infectado pelo vírus é misturado com resíduos reciclados. “O grande aumento de resíduos descartáveis, como máscaras, luvas e entre outros necessários para a preservação da saúde em época de pandemia devem ser armazenados em sacolas plásticas para que o descarte seja feito junto com a rejeitos de banheiro e sanitários, e não contaminem outros resíduos e por consequência outras pessoas”, acrescenta a pesquisadora. “O grande problema é que as pessoas têm o pensamento de jogar fora. E esquecem que o fora não existe. O engraçado é que todo mundo já sabe né, e mesmo assim a gente continua falando as mesmas cosias”, finaliza. 

O Cigres retomou as atividades de triagem e tratamento de resíduos desde julho de 2020, sendo que fechou e reabriu algumas vezes por conta de casos de covid entre funcionários, de acordo com o site da empresa. Nos dias em que esteve aberto, até o momento em que esta reportagem foi finalizada, o Cigres esteve atendendo às normas de gestão de resíduos ainda de acordo com a comunicação oficial do centro. No entanto, todo aquele lixo que foi parar nos aterros sem a separação devida já foram aterrados. “Cabe ao ser humano entender o quanto este último ano foi útil para a aprendizagem de cuidado com o ambiente, e de entender que tudo está conectado. A saúde humana depende de um ambiente saudável”, explica a pesquisadora.

Repórter: Fernanda Schuster

Edição digital e publicação: Emily Calderaro (monitora)

Professor responsável: Reges Schwaab

* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de Reportagem em Jornalismo Impresso em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus.

Contato: meiomundo@55bet-pro.com

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/5-motivos-para-fazer-compostagem Fri, 03 Dec 2021 15:29:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8784 A preocupação com a questão do descarte correto de resíduos é responsabilidade de todo cidadão, que além de fiscalizar e cobrar o poder público, pode contribuir com pequenas atitudes sustentáveis no dia-a-dia, como a compostagem. 

O Brasil é o 4° maior produtor de lixo do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China  e Índia, de acordo com a World Wide Fund for Nature (WWF). Uma pesquisa publicada em 2020 pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostrou que o país gera cerca de 79 milhões de toneladas de lixo por ano. Com a pandemia, a Abrelpe estima que houve aumento de 10% na geração de resíduos. Mais da metade desse montante são de matérias orgânicas.

O que é compostagem? 

A prática da compostagem é uma alternativa para o descarte de resíduos orgânicos, que podem ser reaproveitados em vez  de ir parar nos aterros sanitários. Trata-se de um processo biológico e natural de decomposição da matéria orgânica de origem vegetal ou animal. O resultado desse processo é um adubo natural rico em nutrientes minerais que pode substituir o uso de produtos químicos em hortas e jardins e que não agride o meio ambiente. 

A compostagem pode ser classificada como anaeróbia ou aeróbia. Na primeira, a decomposição é realizada por micro-organismos que não necessitam de oxigênio para fazer a fermentação da matéria. Esse método pode ser feito em sacolas ou recipientes de plástico bem vedados, há forte exalação de odor e o tempo de estabilização da matéria orgânica é maior. Já na compostagem aeróbia, os organismos precisam do oxigênio para que ocorram as reações químicas. Ela pode acontecer ao ar livre, em tambores ou baldes, os odores não são intensos e a decomposição é mais rápida.

Há também a vermicompostagem, que utiliza minhocas para realizar as reações químicas de forma mais rápida. Essa é uma alternativa muito comum para quem faz compostagem em casa. A Secretária da Educação e do Esporte do Paraná criou um guia de compostagem caseira para quem deseja adotar a prática.

Na UFSM, o projeto “Compostagem de resíduos orgânicos e produção de fertilizante”, do Colégio Politécnico, reaproveita parte dos restos de alimentos gerados dentro da instituição - especialmente dos Restaurantes Universitários, das lanchonetes e da Reitoria. Os materiais são encaminhados para o setor de compostagem e lá passam por processos como a separação de resíduos e a mistura com palha seca, o que permite a fermentação e a decomposição dessa matéria orgânica. No final, é gerado um composto orgânico que é utilizado como fertilizante em plantações do próprio Colégio. 

O coordenador do projeto, Maurício Tratsch, indica que durante a pandemia tem sido  coletados diariamente 200 quilos de material orgânico do 55BET Pro Sede. Com a volta das aulas presenciais, estima-se que esse montante passe dos 400 quilos diários.

Para reforçar a importância dessa prática, a Revista Arco conversou com Rafael Cantú, doutor em Ciências do Solo pela UFSM, com experiência no setor de compostagem, e preparou uma lista com 5 motivos para você adotar a compostagem em sua casa:

1- Uma alternativa sustentável para descarte de resíduos

A compostagem é uma das melhores alternativas para lidar com a reciclagem das matérias orgânicas. Rafael explica que a prática reduz significativamente os agentes patogênicos - aqueles que causam doenças em humanos - e elimina a emissão de metano e gás sulfídrico, que contribuem para o efeito estufa e o mau cheiro, respectivamente.

2- Aumento da vida útil dos aterros sanitários

Em grande parte das cidades, os resíduos orgânicos são destinados aos aterros sanitários. A estratégia de alocação nesses locais provoca uma série de problemas ambientais, como emissão de gases de efeito estufa, mau cheiro e comprometimento da área por um longo prazo. O uso de caminhões para transporte dos resíduos também representa um gasto de energia e emissão de gases poluentes. 

O tempo de vida útil de um aterro é de, em média, dez anos. Se a quantidade de resíduos gerados por uma comunidade for maior do que a planejada na construção do espaço, os aterros tendem a durar ainda menos tempo. Mesmo com o encerramento das operações, a emissão de gases e chorume - um líquido escuro com alta carga de poluição e resultante de matérias orgânicas - continua por aproximadamente 15 anos naquela área. Nesse caso, quanto menos materiais forem direcionados para os aterros, maior será sua vida útil.

3- Economia de recursos públicos

Com o fechamento de um aterro sanitário, há a necessidade de direcionar os resíduos para outro lugar. Assim, constroem-se outros aterros em outras regiões da cidade, o que gera novos gastos públicos. Com menos matérias orgânicas descartadas, também há menor necessidade de caminhões de coleta seletiva. 

Portanto, ao compostar, o cidadão contribui para a economia de recursos públicos, que poderão ser aplicados em outras áreas.

4- Geração de fertilizantes naturais

O indivíduo adepto ao processo de compostagem tem acesso a um composto orgânico que serve como adubo natural, pode ser absorvido facilmente pelas plantas e apresenta inúmeros benefícios aos solos, jardins e hortas. Além disso, é rico em nutrientes e sais minerais para os alimentos que serão gerados. “Os alimentos produzidos em um solo que recebe composto orgânico tem condições de se desenvolver de maneira mais saudável e resistente, em comparação aos produzidos com fertilizantes sintéticos,  reduzindo assim a necessidade de aplicação dos agrotóxicos”, explica Rafael Cantú.

5- Consciência dos alimentos consumidos e dos resíduos produzidos

Fazer compostagem também permite que o indivíduo observe como está sua alimentação e crie uma relação  de conhecimento com o que consome. Ao separar restos de alimentos, como cascas e talos de frutas e verduras, cascas de ovos ou borra de café, é possível entender os hábitos alimentares e a quantidade de alimentos consumidos. Se o recipiente estiver cheio, a alimentação está equilibrada. Se estiver vazio ou não tão cheio, é preciso ficar atento à necessidade de uma alimentação mais saudável. 

Para quem utiliza o composto orgânico gerado em hortas, há ainda o benefício de saber que aqueles alimentos são ricos em nutrientes e sem uso de agrotóxicos.

Expediente

Reportagem: Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário

Fotografias: Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Produção Gráfica: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/fotografia-para-a-conscientizacao-ambiental Mon, 08 Nov 2021 14:09:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8741
Fonte: Jane Zofoli

Descarte: ato de descartar, de deixar de lado o que não tem serventia ou não se quer mais. Em uma sociedade industrializada o consumo em massa faz dos objetos que utilizamos hoje, o lixo de amanhã. Segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020, entre 2010 e 2019, o Brasil registrou um grande aumento na geração de resíduos, em que passou de 67 milhões para 79 milhões de toneladas por ano. O estudo também mostrou que cada brasileiro produz, em média, 379,2 kg de lixo anualmente. O reflexo disso pode ser visto nos danos crescentes à natureza, como alterações no clima e a poluição do ar. 

Mas, poderia a arte ser uma ferramenta capaz de despertar a consciência das pessoas nesse contexto? Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais mostrou que sim. O trabalho de dissertação “Poética do desc-arte: fotografia e meio ambiente em Santa Maria”, desenvolvido por Jane Andiara Soares Zofoli e orientado pela professora e pesquisadora vinculada ao PPGART/UFSM, Darci Raquel da Fonseca, entre 2018 e 2020, buscou chamar a atenção para a problemática do descarte através da fotografia. 

Sensibilizar olhares para mudar consciências

Em uma observação diária, no decorrer de dois anos, a autora buscou unir a arte às questões ambientais. Através do projeto, mapeou, fotografou e expôs à comunidade espaços de Santa Maria ocupados por sucatas. O trabalho se deu tanto em locais legalizados, mas também em lugares onde o descarte foi feito de forma clandestina, como riachos, rios e a natureza como um todo. 

Fonte: Jane Zofoli

O estudo buscou problematizar as questões relativas ao consumo e descarte irresponsável por meio da visibilidade despertada pelos registros fotográficos. Além disso, enxergou na arte uma possibilidade de mudança. “O meu trabalho foi sensibilizar pessoas através da fotografia, para que elas ressignifiquem o seu pensar, o seu olhar, para não cometer esse tipo de ato”, ressalta a autora. 

Para além de uma área de estudo, Jane é engajada na causa. A separação, a reciclagem, o reaproveitamento e a destinação correta de materiais fazem parte de sua rotina. De acordo com ela, a relação com a questão do descarte vem de muito tempo, herança do seus pais que tinham preocupação e envolvimento com a destinação adequada dos resíduos que geravam. Atualmente, ela também arrecada objetos como lacres e garrafas pet, e contribui com projetos locais como a ASMAR - Associação dos Selecionadores de Material Reciclável

Sustentabilidade como forma de expressão

A orientadora da pesquisa ressalta a capacidade que a arte tem, neste caso pela fotografia, de lançar um olhar sensível sob o tema e, ao mesmo tempo, denunciar as atitudes humanas em relação ao ambiente. “A arte tem esse poder, tendo em vista que  ela revela com força o que muitos evitam abordar”, explica a professora Darci. Ela também afirma que dificilmente ficaremos neutros diante do que a fotografia nos revela, e por isso, associar esse recurso a outras áreas do conhecimento pode gerar mudanças significativas na sociedade. 

O trabalho mostrou que a questão do descarte é um problema que envolve todos no mundo contemporâneo, em particular Santa Maria, onde o olhar fotográfico registrou o descarte em margens de rios, localidades urbanas e também no campo. Ao direcionar o olhar para o ambiente local, o estudo atuou como um meio de conscientização da população, além de servir como um alerta ao poder público para que se dedique ao desenvolvimento de políticas sustentáveis. “Se a fotografia revela ela indica, ao mesmo tempo, pistas para que este problema possa ser, no mínimo, amenizado”, ressalta a orientadora. Outros caminhos indicados pela autora para promover melhorias na questão do descarte inadequado é a educação para os cidadãos e a fiscalização por parte de órgãos administrativos.

Expediente

Reportagem: Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Ilustração: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/12/23/conheca-o-projeto-que-produz-orteses-e-proteses-no-husm-a-partir-de-materiais-reciclaveis Wed, 23 Dec 2020 14:29:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=54808

Um projeto desenvolvido há quatro anos pelo técnico do Hospital Universitário de Santa Maria, Marion Silva da Silva, busca a produção de órteses e próteses a partir de materiais reciclados. Tratam-se de recursos de Tecnologia Assistiva (TA), que servem como auxílios de locomoção para pessoas com deficiência.

Foto de rosto de pessoa deitada em uma maca com uma órtese, semelhante a uma rede de plástica
Projeto que iniciou a partir da reciclagem de máscaras termoplásticas e se inspira no conceito de Ecologia Industrial

Atualmente, a ação é realizada junto ao Colégio Técnico Industrial (CTISM) como um projeto de pesquisa, orientado pelo professor Luciano Caldeira Vilanova e coorientado pela professora Leila Maria Araújo Santos.

A ideia iniciou quando Marion trabalhava como técnico em radioterapia no HUSM. No dia-a dia do trabalho com as máscaras de termoplástico, utilizadas para fixar os pacientes que fazem tratamento na cabeça e pescoço - descartadas ao final dos tratamentos - ,fez com que ele iniciasse a ideia de reciclagem e produção de órteses e próteses. De acordo com o profissional, foram quatro anos utilizando recursos próprios, até o início da parceria com o CTISM. Hoje a iniciativa também é o projeto de mestrado de Marion.  

Segundo a professora Leila Maria Araújo Santos, o uso de termoplásticos para a confecção de órteses é muito recomendado pelas vantagens oferecidas e seus benefícios e  já eram relatados no final da década de 1930. A capacidade plástica destes materiais, quando aquecidos, garante amplas possibilidades na confecção da órtese, além de excelente resistência mecânica e facilitação da higiene no uso do equipamento, evitando a formação de lesões na pele e o mau cheiro pela proliferação de microorganismos. 

Foto de mulher sentada, com óculos de grau e máscara branca. Em primeiro plano, o braço direito erguido sobre a mesa. O braço está coberto por um material termoplástico

Além do fato de diminuir o custo da fabricação das órteses, o projeto também busca contribuir para minimizar o impacto ambiental causado pelo descarte do material termoplástico, que é descartado em todo país. Busca também a inserção da produção no conceito de Ecologia Industrial (EI). Segundo a professora, Leila a reutilização sistemática de materiais e resíduos como uma relevante contribuição para reduzir a necessidade de extração de matérias-primas, mitigando os impactos ambientais, e ainda agregando valor social na sua utilização e desenvolvimento de tecnologias e produtos.

O desenvolvimento do projeto significa para o HUSM uma economia substancial de recursos, visto  que as máscaras são importadas a um custo elevado e são descartadas diariamente após o uso. Com a possibilidade do material ser reciclado e transformado em próteses e órteses, com o custo muito baixo, é possível até mesmo aumentar o número de pessoas atendidas por esse tipo de tecnologia assistiva.

Reportagem: Caline Gambin, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias da UFSM
Edição: Davi Pereira

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/na-cara-e-na-coragem Thu, 05 Apr 2018 19:57:57 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=3374 Rodrigo dos Santos Ramos, também conhecido como Rodrigo Sabiah, se denomina como reciclador de lixo e de vidas. Ele estará em Santa Maria nesta sexta-feira (6) para o evento Ampla - exato é ser humano, realizado pela ONG Engenheiros Sem Fronteiras. No espaço, Sabiah contará sobre sua história e sobre o trabalho da cooperativa de reciclagem Recomeçar!, fundada por ele na Zona Sul de Porto Alegre, bairro onde ele cresceu. A iniciativa propõe oferecer oportunidade de trabalho a quem, como ele, é egresso de presídio, abrigo ou Fase-RS (Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul).   O reciclador e idealizador da Recomeçar! tem a história parecida com a de muitos outros brasileiros. Entrou para a vida do crime na periferia da capital do Estado, e logo jovem foi detido pela primeira vez. Voltou a cometer delitos e acabou preso novamente. Durante os cinco anos que permaneceu no Presídio Central de Porto Alegre, teve contato com a literatura e leu um livro inteiro pela primeira vez. Isso o motivou a mudar de vida, a traçar novas metas e a decidir por um caminho diferente.   Entretanto, ele explica que, ao sair da prisão, mesmo com tantos planos, é difícil conseguir colocar todos em prática. Um egresso tem dificuldades para se inserir na sociedade. Não só ele tem dificuldades para se inserir, assim como a sociedade tem dificuldades para aceitá-lo, pois o egresso chega muitas vezes com vontade de trabalhar e fazer as coisas e a sociedade o recebe cheia de preconceitos e desconfiança. Tive que dar a volta por cima na cara e na coragem, com o apoio da minha família e amigos. Nunca foi fácil, pois enfrentei preconceito e muito convite para fazer diversas coisas erradas, ainda mais nos momentos em que eu mais estava mal financeiramente”, relata Sabiah. Ele acredita que muitos dos problemas enfrentados na reinserção social está dentro da própria lógica dos presídios. O maior culpado de tudo isso é o governo, que larga o preso dentro da cadeia e fala ‘te vira aí, neguinho’. Lá dentro tu tem que sobreviver em um lugar sem a menor dignidade. Um lugar hostil, onde se tu não é bandido, tu acaba aprendendo na marra a ser. Tu não é nem um pouco preparado para o mundo aqui fora, e nem a sociedade está preparada para te receber”, pontua.   O ex-carcerário, empreendedor e reciclador, agora trabalha para ajudar a mudar a realidade de ex-presidiários. Usa a cooperativa para contratá-los, e virou presidente da Associação Humanitária Assistencial de Apoio à Vida e à Reinserção Social (AHAAVRS), a mesma que um dia o ajudou a ter um caminho diferente. Além disso, também realiza palestras usando a sua história de recomeço para inspirar outros jovens a se reinventarem.   “Existe um monte de Sabiah por esse Brasil. A única diferença é que eu divulgo esse trabalho e levo para outras pessoas a ideia de que é possível uma mudança, e que devemos acreditar em nós e no nosso próximo”, diz ele.   O evento Ampla - exato é ser humano acontecerá no auditório Wilson Aita, localizado no Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, nos dias 6 e 7 de abril.   Reportagem: Mayara Souto Fotografias: Acervo pessoal de Rodrigo Sabiah]]>