UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 21 Apr 2026 02:40:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/09/02/pilao-200-familias Mon, 02 Sep 2024 13:03:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66674 [caption id="attachment_66690" align="aligncenter" width="1032"]Foto colorida horizontal de várias crianças sentadas a uma mesa retangular. Atrás das crianças, uma estante de madeira com materiais escolares. A cena remete a uma atividade escolar. Comunidades quilombolas recebem atividades educativas[/caption]

O projeto de extensão Pilão tem como finalidade auxiliar as comunidades quilombolas e afrodescendentes na busca pela emancipação, defesa dos direitos humanos, acesso à saúde e à alimentação adequada, geração de renda e valorização cultural. Iniciado em 2007, o projeto da Universidade Federal de Santa Maria atende, atualmente, mais de 200 famílias no distrito de Palma, em Santa Maria, nas comunidades de Passo do Louro e Cerro do Formigueiro, no município de Formigueiro, e em Ernesto Penna, Restinga Seca.  

A coordenação executiva é feita pela enfermeira aposentada Vânia Maria Paulon, presente desde a criação do projeto. Naquela época, ela representava a Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (Assufsm) como conselheira em segurança alimentar. Desde então, Vânia articula ações de inclusão e contra a fome em quilombos isolados.

Na UFSM, o grupo criou uma biblioteca itinerante e forneceu atendimento odontológico gratuito. Além disso, em parceria com os cursos Técnicos em Fruticultura e em Alimentos, do Colégio Politécnico da UFSM, oficinas de plantio de frutíferas e hortaliças, e de produção de geleias foram realizadas.

Ainda, no campo da educação, o projeto trabalha com cursos de alfabetização de idosos, capacitações e oficinas profissionalizantes que visam inserir quilombolas no comércio. Outras ações incluem  distribuição de materiais informativos sobre a comunidade negra e rodas de conversa sobre cotas universitárias e histórias infantis referentes à proteção sociocultural. 

O Pilão também auxilia as comunidades em suas organizações internas e na busca pela emancipação. Segundo Vânia, nos 17 anos do projeto, o grupo já providenciou a instalação de poços artesianos e estufas no distrito santa-mariense de Palma e em Formigueiro, assim como a de um tanque de piscicultura em Restinga Seca. Já houve, também, encaminhamentos para o melhoramento de acesso para ônibus escolares e demais veículos trafegarem nas comunidades.

A servidora aposentada ajudou a criar o Núcleo de Estudos Afros-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFSM junto à professora do Departamento de Letras Estrangeiras, Carmem Nassar. Vânia entende o Pilão como um espaço de empoderamento e compreensão da história negra. A coordenadora executiva define o projeto de extensão como uma ponte que permite trocas enriquecedoras e uma nova visão sobre diferentes realidades. “A universidade tem muito a dar às comunidades e vice-versa. Vim ao mundo para estar com pessoas, e, aqui, fazemos algo que vale a pena. Fazemos por amor ao próximo", afirma.

Acesso à saúde nas comunidades quilombolas

[caption id="attachment_66691" align="alignright" width="371"]Foto colorida vertical em área externa rural, com chão batido e árvores atrás. A foto mostra cinco quatro pessoas, duas sentadas e três em pé. Todos posam para a foto. A coordenadora executiva do projeto, Vânia, primeira à esquerda em pé, em uma das comunidades quilombolas atendidas pelo Pilão[/caption]

Desde 2020, o Pilão Paz realiza ações voltadas para a saúde das famílias quilombolas e afrodescendentes, como palestras sobre a importância da autodeclaração no Sistema Único de Saúde (SUS), saúde do coração, saúde ocular e anemia falciforme - doença hereditária que afeta os glóbulos vermelhos. Em paralelo, o grupo arrecada e distribui kits de higiene e próteses dentárias em prol da saúde bucal.

De acordo com a coordenadora, Vânia Paulon, nas próximas semanas haverá a distribuição de kits de higiene bucal recebidos da Cruz Vermelha. Outras ações serão organizadas com tempo, uma vez que o planejamento conta com diversas etapas. "Pretendemos levar esses produtos a essas localidades e, depois, para outros planos, ver a viabilidade. Dependemos de transporte e verba para irmos às comunidades", explica.

O grupo aceita doações de kits de higiene para distribuição nas localidades atendidas. Os interessados em contribuir podem levar donativos na Sala 505 do Complexo Cultural Antiga Reitoria da UFSM,  na Rua Floriano Peixoto, 1184. 

Reportagem: Kemyllin Dutra, acadêmica de Jornalismo

Edição: Maurício Dias

Fotos: Projeto Pilão Paz/UFSM

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/01/11/projeto-desenvolvido-no-ppgter-e-premiado-na-mostra-cientifica-das-escolas-publicas-estaduais Thu, 11 Jan 2024 14:31:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64952 [caption id="attachment_64953" align="alignright" width="709"]foto colorida horizontal com uma mulher, ladeada por duas crianças, um menino e uma menina, ambos de camisetas verdes. Eles estão atrás de uma mesa com diversos produtos expostos, ao fundo há um banner. O espaço é amplo, de uma feira, com outros projetos expostos ao lado Projeto ficou em 1º lugar na etapa regional e ganhou medalha de prata na etapa final[/caption]

O projeto Gama de Saberes, desenvolvido durante a pesquisa de mestrado de Aline Brocardo Wollmann no Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Educacionais em Rede (PPGTER) da UFSM, com orientação da professora Karla Marques da Rocha, serviu de âncora para a continuidade das ações pedagógicas com a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) em uma escola do campo localizada no interior de Restinga Sêca.

A partir das construções deste estudo, que oportunizou o resgate de aspectos históricos e culturais das localidades de abrangência da E.E.E.F. Marcelo Gama, os alunos e a professora da turma multisseriada do 4º e 5º ano identificaram outras lacunas a serem investigadas: algumas potencialidades relacionadas à sustentabilidade e à produção de alimentos orgânicos podem ser mais desenvolvidas na região. Com a denominação “Gama de Sabores: Saberes, Sementes e Sustentabilidade”, o grupo embasou-se no seguinte problema de pesquisa: como cultivar alimentos orgânicos de forma sustentável e contribuir na busca de alternativas para uma alimentação saudável?

Os alunos e a professora começaram a investigar sobre as sementes crioulas e as possibilidades de cultivo de produtos orgânicos. Realizaram entrevistas, oficinas e minilições (atividades que conectam o tema do projeto com as habilidades a serem desenvolvidas em sala de aula e nos demais espaços de aprendizagem). A aplicação dos conhecimentos ocorreu na estufa de hortaliças da escola, considerada um laboratório de aprendizagens. Na sequência, pesquisaram como a tecnologia pode ajudar neste processo de forma sustentável, montando o protótipo de um sistema de irrigação automático, movido a energia solar, para a utilização da água de uma cisterna.

As aprendizagens ocorreram com a colaboração de pessoas de diferentes gerações e formações profissionais. Além disso, os alunos do 4º e 5º ano compartilharam os saberes construídos a cada etapa com os demais colegas dos anos iniciais e, posteriormente, com a comunidade escolar.

O projeto “Gama de Sabores: Saberes, Sementes e Sustentabilidade” foi apresentado em Cachoeira do Sul durante a etapa regional da Mostra Científica da 24ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), obtendo o primeiro lugar. Por esta razão, foi o representante dos Anos Iniciais da CRE na etapa final da Mostra Científica das Escolas Públicas Estaduais do RS, realizada na Unisinos, em Porto Alegre, quando recebeu medalha de prata.

A Aprendizagem Baseada em Projetos, ao mesmo tempo em que otimiza o desenvolvimento de atividades pedagógicas, oportuniza aos alunos a inserção no universo da pesquisa científica. A partir do olhar observador para o lugar em que vivem, identificam, investigam, buscam soluções e criam novos problemas de pesquisa. Neste contexto, o projeto caracterizou-se ainda como uma forma de aproximar conhecimentos acadêmicos e comunitários, a Universidade e a Escola de Educação Básica/Escola do Campo.

Foto: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/24/novo-fossil-de-dinossauro-e-encontrado-pelo-cappa-ufsm-em-restinga-seca Fri, 24 Nov 2023 13:33:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64625 [caption id="attachment_64627" align="alignright" width="755"]Imagem colorida horizontal de um dinossauro, corpo longilíneo, cor térrea, ao fundo árvores Reconstrução em vida do dinossauro em um ambiente triássico (Arte: Johhny Pauly)[/caption]

Um estudo publicado no periódico científico The Anatomical Record em 16 de novembro apresentou o segundo registro de um dinossauro para o município de Restinga Sêca. O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Maurício S. Garcia, Flávio A. Pretto, Sérgio F. Cabreira, Lúcio R. da Silva e Rodrigo T. Müller, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM.

O achado é particularmente significativo pelo fato de que fósseis de dinossauros ainda são raros no município de Restinga Sêca, Rio Grande do Sul. O espécime em questão consiste de um ílio esquerdo – osso que faz parte da cintura – descoberto por Dionatan Cabreira enquanto ajudava o pai, Sérgio, a procurar fósseis. As características ósseas indicam que o fóssil pertenceu a um dinossauro de um grupo chamado de Herrerasauria. No mundo, dinossauros desse grupo são conhecidos no Brasil, Argentina e Estados Unidos. Surpreendentemente, o estudo revelou mais semelhanças com as formas encontradas na América do Norte.

[caption id="attachment_64628" align="alignleft" width="612"]foto colorida horizontal mostra em destaque uma mão segurando um osso basicamente do mesmo tamanho, abaixo uma mesa com outros ossos Ilío de um dinossauro escavado em Restinga Sêca (Foto: Jeung Hee Schiefelbein)[/caption]

Os herrerassauros compreendem um grupo intrigante de dinossauros que existiram por volta de 230 milhões de anos atrás, no Período Triássico. Esses animais representam os primeiros dinossauros predadores de médio a grande porte, podendo atingir até 6 metros de comprimento. Embora a condição fragmentária do novo fóssil impeça o seu reconhecimento em nível de espécie, a descoberta sugere a presença de uma diversidade oculta de dinossauros no Triássico do Rio Grande do Sul, já que ele é diferente de todos os outros herrerassauros brasileiros.

Esse fato destaca a importância de se analisar espécimes fragmentários para que se quantifique com maior precisão a diversidade de formas extintas. Por fim, a descoberta destaca o Brasil como um local crucial para a pesquisa paleontológica, fornecendo informações valiosas sobre os estágios iniciais da evolução dos dinossauros e adicionando um capítulo importante à rica história dos dinossauros sul-americanos.

A pesquisa recebeu apoio do CNPq e da Capes e foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Maurício Silva Garcia, pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, sob orientação do paleontólogo Rodrigo Temp Müller, do Cappa/UFSM.

O fóssil está tombado na coleção científica do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia/UFSM em São João do Polêsine.

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