UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 22 Apr 2026 16:42:34 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/05/oficina-no-campus-de-cachoeira-do-sul-evidencia-a-importancia-da-divulgacao-cientifica Tue, 05 Nov 2024 17:11:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67521 [caption id="attachment_67526" align="alignleft" width="601"] Exposição pode ser visitada no hall da Biblioteca Setorial de Cachoeira do Sul[/caption]

Na tarde da segunda-feira (4), o 55BET Pro de Cachoeira do Sul recebeu, no auditório do Prédio C3, a Oficina de Divulgação Científica, evento que teve como objetivo apresentar à comunidade acadêmica o Guia de Divulgação Científica da UFSM. Os jornalistas da Instituição Luciane Treulieb e João Ricardo Gazzaneo foram os responsáveis por ministrar a atividade. No mesmo dia, começou a exposição de 10 anos da revista Arco, revista de jornalismo científico e cultural da Universidade, que acontece até esta sexta-feira (8).

As iniciativas foram promovidas pela Coordenadora de Comunicação e pela Pró-Reitoria de Extensão, com o apoio da Agência de Notícias. A mostra, que conta com 19 capas e ilustrações selecionadas, retrata reportagens que marcaram a primeira década de história da publicação e
ocorre no hall da Biblioteca Setorial.

Entre os presentes na oficina, estava a estudante do curso de Engenharia Elétrica do 55BET Pro de Cachoeira do Sul, Luana Gonçalves. A aluna conta que participou do evento pois acredita que os ensinamentos podem ajudá-la a diminuir a timidez e se expressar melhor conversando com outras pessoas acerca do que vive no contexto acadêmico. “Eu participo de projetos de pesquisa na faculdade e, às vezes, tenho dificuldade em falar até para quem conhecemos sobre o que estamos fazendo”, relatou.

Além disso, o outro aprendizado que fica: “o modo de como realmente divulgar o que estou fazendo nas redes sociais e como engajar”, afirmou Luana. Seu colega Vandrei Rubin admite que, muitas vezes, mostrar aos outros o trabalho que está sendo realizado não é uma das etapas do processo de desenvolvimento de um estudo. Agora, contudo, isso tende a mudar: “eu acredito que, quando a gente participa de um projeto envolvendo pesquisa, a gente não pensa muito na parte da divulgação, mas sim na parte técnica. Essa oficina vai nos ajudar para que, nos próximos eventos, a gente consiga transmitir melhor o conhecimento para o público geral".

Um objetivo maior

[caption id="attachment_67527" align="alignright" width="600"] João Ricardo e Luciane falaram sobre a importância da divulgação científica[/caption]

Luciane explica que a exposição da revista Arco, publicação em que foi editora-chefe, é itinerante e, no momento, também está circulando pelo 55BET Pro Sede e em algumas escolas de Ensino Médio de Santa Maria. Esta semana, contudo, não é a estreia da mostra “fora de casa”: em outubro, as obras foram exibidas em Silveira Martins durante a primeira edição do “Viva o 55BET Pro” no município.

“É importante que as pessoas conheçam o material que foi produzido. A gente tem 19 banners que contam um pouco da história da revista e, por consequência, um pouco das pesquisas que são desenvolvidas no campus de Santa Maria”, declarou a jornalista. Esta, inclusive, é a grande razão pela qual foi realizada a oficina, junto da oportunidade de disseminar a existência do Guia de Divulgação Científica da UFSM.

“Um dos grandes objetivos é contar para as pessoas o que é feito na Universidade. Muitas vezes, as pessoas não entendem que a universidade é também um espaço de pesquisa e de produção científica. A ideia é que se entenda a importância de mostrar para a sociedade, para quem não está na universidade, o que a gente faz”, contou Luciane, que garante: “a UFSM e todas as universidades públicas do país são responsáveis por mais de 90% da produção científica nacional”.

A jornalista revela que, tendo o 55BET Pro de Santa Maria como referência, diversas áreas produzem conhecimento, seja na área da saúde, das ciências agrárias, das artes ou da educação física, e os holofotes têm se virado, cada vez mais, à ciência em geral. “O papel da UFSM na produção científica é fundamental. A divulgação científica é ainda uma cultura que a gente vem criando ao longo dos últimos anos. Cada vez mais a gente vê pessoas interessadas na divulgação do que é feito, entendendo a importância de mostrar à população o que é produzido na Instituição”.

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Foto: Taiane Wendland, estudante de Produção Editorial e bolsista da TV 55BET Pro
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/02/29/ufsm-lanca-podcast-sobre-teoria-quantica-e-desinformacao Thu, 29 Feb 2024 12:42:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65273 A teoria quântica e o combate à desinformação científica são o foco do podcast O Q Quântico, lançado nesta quinta-feira, dia 29 de fevereiro. O Q Quântico é uma produção da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com a Universidade de Düsseldorf, da Alemanha. O podcast tem como objetivo discutir teoria quântica e suas possíveis relações com falas pseudocientíficas, abordando desde tecnologias atuais até curas milagrosas. 

Para um dos idealizadores do projeto, o pesquisador da teoria quântica e professor do Departamento de Matemática da UFSM, Leonardo Guerini, o período da pandemia despertou a convicção de que a comunidade científica precisa fazer um esforço maior para divulgar os conhecimentos que produz. “Olhando para a nossa área de pesquisa, a gente foi se dando conta de que poderia usar os conteúdos pseudocientíficos que estão presentes na internet, como saúde quântica, coaching quântico e vários produtos que se dizem quânticos, como um ponto de partida para discutir o que eles têm a ver (ou não) com os conceitos científicos da quântica”, destaca.

Pesquisadora de criptografia quântica na Universidade de Düsseldorf e também idealizadora do projeto, Gláucia Murta é ouvinte assídua de podcasts, que acompanham suas tarefas diárias, principalmente quando cozinha. “Eu acho que a importância de trazer a teoria quântica em um podcast é poder tratar de um tema que muitas vezes é visto como complexo e inacessível usando uma mídia que tem uma relação tão íntima com o ouvinte”, enfatiza a cientista. Para ela, o fato de a mídia sonora falar diretamente com o ouvinte é uma forma de aproximação que permite que o conteúdo se torne mais acessível. Luciane Treulieb, jornalista da UFSM que apresenta o programa ao lado dos cientistas, reforça o cuidado que a equipe teve ao adequar a linguagem para que pessoas que não são da área conseguissem entender mais sobre o assunto. “Meu papel no podcast é representar o público leigo, fazendo perguntas que o ouvinte faria e, sempre que possível, buscando aproximar a teoria quântica do dia a dia das pessoas”, ressalta. Para ajudar nessa tarefa, os roteiros d’O Q Quântico contaram com a consultoria da equipe do podcast Ciência Suja

O podcast O Q Quântico terá sete episódios, com lançamentos quinzenais, que vão confrontar questões da pseudociência com conceitos científicos como superposição, emaranhamento, dualidade onda-partícula, decoerência e consciência.

Sobre o podcast

Os episódios d’O Q Quântico estarão disponíveis em tocadores de podcasts como Spotify, Deezer, Amazon Music e também no YouTube. Mais informações sobre os episódios e conteúdos extras podem ser conferidos no site e no Instagram

Confira o teaser aqui

Escute o primeiro episódio aqui 

Sobre a equipe

O podcast é produzido por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores e jornalistas.

Equipe do podcast, da esquerda para direita: José Vitor, Luciane, Leonardo, Samara e Gláucia.

Gláucia Murta: Física e pesquisadora em teoria da informação quântica e criptografia quântica na Universidade de Düsseldorf (Alemanha) e investigadora principal do cluster de excelência Matter and Light for Quantum Computing (ML4Q). Possui graduação, mestrado e doutorado em física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com doutorado sanduíche no Quantum Information Center in Gdańsk (KCIK) na Polônia. Também trabalhou como pós-doutoranda no QuTech na Delft University of Technology na Holanda.

Leonardo Guerini: Matemático e pesquisador de fundamentos da teoria da informação quântica. É professor no Departamento de Matemática da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Tem graduação e mestrado em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), doutorado em Matemática pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutorado em Fotônica pelo Institut de Ciències Fotòniques (ICFO), vinculado à Universitat Politècnica de Catalunya. Também foi bolsista Serrapilheira de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e bolsista FAPESP de pós-doutorado no International Centre for Theoretical Physics – South American Institute for Fundamental Research (ICTP-SAIFR) em São Paulo.

Luciane Treulieb: Jornalista na UFSM, criadora e editora-chefe da Revista Arco, de jornalismo científico e cultural. Tem especialização em Divulgação e Popularização da Ciência pela Fiocruz, na qual estudou aspectos do jornalismo narrativo e ciência a partir da análise do podcast 37 graus. Também tem mestrados em Periodismo Documental, pela Universidad Nacional de Tres de Febrero (Argentina), e em Inovação na Comunicação de Interesse Público, pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul. Dirigiu o documentário “Depois daquele dia”, sobre a tragédia da Boate Kiss.

Samara Wobeto: Jornalista formada pela UFSM e mestranda em Comunicação no Poscom/UFSM, na linha de Estratégias Comunicacionais, com ênfase no estudo da acessibilidade no jornalismo. Faz parte do Grupo de Pesquisa Circulação Midiática e Estratégias Comunicacionais (Cimid/UFSM). Foi repórter bolsista na Revista Arco, e estagiária na TV 55BET Pro. Participou da 2ª turma do Programa InfoVacina, para reportar temáticas de saúde e vacinação. Fez os podcasts FuraBolha e Abaixo do Nível, além de participar do primeiro episódio do podcast Nossos passos vêm de longe

José Vitor Goulart Zuccolo: Jornalista recém-formado pela UFSM. Foi bolsista na função de social media no projeto C.Integra!, vinculado ao curso de odontologia/UFSM e bolsista do projeto O Q Quântico. Participou do programa Radar Esportivo, como produtor e apresentador, vinculado à Rádio Universidade, e que tem sua versão em podcast. 

Também contribuem para o projeto:

Mixagem: Felipe Barbosa

Suporte de gravação: Pablo Ruan

Música original: Pedro Leal David

Identidade visual e ilustrações de capa: Augusto Zambonato

Mídias sociais: Milene Eichelberger

Desenvolvimento do site: Daniel de Carli

Contato

Site:  http://www.55bet-pro.com/midias/arco/o-q-quantico

Instagram: http://www.instagram.com/oqquantico/ 

E-mail: oqquantico@gmail.com

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/09/27/13a-edicao-da-revista-arco-sera-lancada-no-descubra Wed, 27 Sep 2023 11:15:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63840

Em 2023, a Revista Arco completa 10 anos de existência. Ao longo dos anos, consolidou-se como um veículo de divulgação científica das pesquisas, projetos e tudo o que move a UFSM. Nesta edição, o tema central da publicação é “Mudanças Climáticas: impactos na produção de alimentos, saúde e migração”. O lançamento da nova revista será durante o Descubra, nos dias 28, 29 e 30 de setembro, no estande da Coordenadoria de Comunicação Social, no Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia (PICT), antigo Centro de Eventos da UFSM. Nos dias 28 e 29, o evento ocorre das 9h às 17h, e no dia 30, das 9h às 15h.

Para além do tema das mudanças climáticas, a 13ª edição da revista traz matérias em diferentes formatos sobre uma amplitude de temas, como: prática da canoagem para alunos da Quarta Colônia, tecnologia para produzir morangos com torrão, representatividade negra no cenário gaúcho por meio de pinturas, as clássicas curiosidades, dentre tantos outros assuntos.

A Revista tem distribuição gratuita e para garantir o seu exemplar, basta passar pelo Descubra nos dias do evento.

Outras ações

Com reportagens e ilustrações realizadas por estudantes da Instituição, a revista é uma experiência de aprendizado também para quem produz. Por isso, a equipe da Arco está realizando ao longo de todo o ano exposições de reportagens marcantes na última década, exibidas pelos campi da UFSM e por escolas da região. Os visitantes do Descubra também poderão conhecer parte dessa exposição, que estará no estande da Coordenadoria de Comunicação Social.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/o-futuro-da-economia-criativa-e-o-artista-digital Tue, 26 Sep 2023 17:57:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9848 Estimulada desde criança pelo seu avô, arquiteto e historiador, a trabalhar na área criativa, a paulista veio para o Rio Grande do Sul cursar Artes Visuais em 2009 e concluiu mestrado na mesma área, na linha de Arte e Tecnologia, em 2015. No segundo ano da graduação, Giovanna decidiu fazer parte do Laboratório de Pesquisa em Arte Contemporânea, Tecnologia e Mídias Digitais (Labart), orientada pela professora Nara Cristina Santos. Para ela, a relação com a orientadora foi essencial para sua formação como pesquisadora e profissional: “A Nara me deu muito norte nesse processo, porque ela tem uma visão muito objetiva e crítica do que é o campo das artes e isso me ajudou a encontrar o meu caminho”. A artista conta que sempre se interessou por temas relacionados à inovação, e que foi desafiador ter feito estudos na área em um curso que, segundo ela, era muito conservador na época, baseado em linguagens artísticas mais tradicionais: “Nós éramos um grupo pequeno que tinha uma visão de que o futuro da discussão das artes não se determinava em ser analógico, mas que era híbrido na sua natureza”. Giovanna ressalta que as discussões acadêmicas foram essenciais para a estruturação da sua capacidade crítica e científica e hoje são um diferencial na sua carreira: “Ainda que meu trabalho seja na produção de eventos virtuais no metaverso, de produção de conteúdo e games, ter um olhar crítico é o que me fez entender o poder de transformação que a gente tem com a tecnologia”. Após a finalização do mestrado, Giovanna fez doutorado em Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo (USP), na área de Patrimônio e Open Source, e foi professora no curso de bacharelado em Design Digital pelo Centro Universitário SENAC, em Santo Amaro (SP). Apesar de inicialmente ter sido seu plano seguir carreira acadêmica, ela descobriu que pesquisar e lecionar deixaram de ser seu objetivo profissional: “Me dei conta que queria estar em projetos dinâmicos, coisas que estavam se transformando o tempo inteiro, liderando iniciativas. Hoje eu me vejo muito mais como uma pessoa que trabalha com desenvolvimento de negócios, com empreendedorismo e inovação”. Mais de 10 anos depois da sua entrada na UFSM e já inserida no mercado internacional, Giovanna reitera suas percepções sobre as mudanças no cenário das artes: “Na época em que cursei Artes Visuais, ainda se tinha uma visão muito primitiva do que a arte digital podia fazer e do que a arte e a tecnologia eram capazes. Hoje posso dizer que o futuro da economia criativa é o artista digital”. Reportagem: Alice dos Santos Ilustração e diagramação: Noam Wurzel]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/07/25/exposicao-de-10-anos-da-revista-arco-esta-no-shopping-praca-nova Tue, 25 Jul 2023 14:55:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63100 [caption id="attachment_63101" align="alignright" width="405"] Exposição da Revista Arco fica até dia 28 de julho no Praça Nova[/caption]

A exposição comemorativa de 10 anos da Revista Arco pode ser visitada no espaço da UFSM no Shopping Praça Nova até o dia 28 de julho. A Arco é a publicação de jornalismo científico e cultural da UFSM, que visa divulgar pesquisas e projetos da instituição para o público leigo, com linguagem acessível e visual atraente. Como parte da celebração de aniversário, foi montada uma exposição itinerante, para a qual foram selecionadas 19 capas e ilustrações que fizeram parte de reportagens da Arco e traçam a trajetória da revista. Elas abordam diversas temáticas, como saúde mental, diversidade e acessibilidade, esporte, inteligência artificial, astrofotografia, envelhecimento. Também estão sendo disponibilizados catálogos impressos da mostra aos visitantes.

Segundo Luciane Treulieb, editora da revista, a ideia, ao ocupar este espaço no shopping, é ampliar o público e levar o conhecimento produzido na UFSM para ‘além do arco’.  A jornalista destaca também que a época escolhida para levar a exposição ao shopping - férias escolares -  foi proposital: “Pensamos que a exposição pode provocar interesse em crianças e adolescentes e despertar vocações - pois, a partir do momento em que eles se dão conta da diversidade de temas que são pesquisados na Universidade, podem se interessar por estudar na instituição”.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/05/29/pesquisador-da-ufsm-e-destaque-no-exterior-com-estudo-sobre-exercicios-fisicos-e-saude-mental Mon, 29 May 2023 11:42:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62365

[caption id="attachment_62366" align="alignright" width="595"]Fotografia horizontal do professor Felipe palestrando. Ele é um homem branco, de cabelos curtos e pretos. Utiliza óculos e uma camisa cinza de botões. Ele está no canto direito da tela com o corpo levemente inclinado para a esquerda. Está de boca aberta, falando, e sua mão segura um microfone. A outra mão está gesticulando. Atrás dele, um slideshow com frases ilegíveis para a foto. Professor Schuch já ministrou palestras com o tema em várias universidades[/caption]

Uma pesquisa vinculada à Universidade Federal de Santa Maria foi destaque em sites de renome internacional neste ano. Felipe Schuch, professor do Departamento de Métodos e Técnicas Desportivas, foi um dos autores de um estudo que identificou os benefícios do exercício físico para sintomas de depressão.

A produção foi aceita em janeiro na revista acadêmica British Journal of Sports Medicine (Jornal Britânico de Medicina Esportiva), do periódico BMJ, um dos mais conceituados sobre medicina no mundo. Além disso, também foi divulgado em outros países, como em uma matéria do renomado jornal americano The Washington Post em março.

Para o professor, tal reconhecimento apenas reforça a vontade de seguir pesquisando a área da saúde física e mental: “A divulgação no exterior é sempre uma motivação no sentido de receber visibilidade ao conhecimento que a gente está gerando. Ele não fica só nos muros da academia, mas sai, extrapola os muros e alcança públicos distantes”.

O estudo foi uma parceria de pesquisadores de grandes universidades do globo que Schuch já mantém contato no mundo acadêmico. Entre as instituições associadas ao estudo, estão a Universidade de Potsdam, na Alemanha; a Universidade de Manchester, da Inglaterra; a KU Leuven, da Bélgica; a Universidade de New South Wales e a Universidade de Mcquaire, da Austrália; e o Instituto Karolinska, da Suécia. Um dos participantes, Brendon Stubbs, da King's College London, palestrou na UFSM neste mês.

Exercício como remédio para sintomas depressivos?  

A pesquisa é uma atualização de um estudo que iniciou em 2016 pelo professor. Esta, mais recente, envolve uma maior quantidade de dados na área até o momento, reunindo 41 estudos com mais de duas mil pessoas com depressão. A conclusão é que o exercício físico pode ser considerado como uma opção terapêutica que pode auxiliar na redução de sintomas de pessoas com a doença.

Além disso, a pesquisa concluiu que se exercitar não é apenas benéfico para a saúde mental, mas também para demais deficiências provenientes desta. “É importante ressaltar que pessoas com transtornos mentais têm um risco aumentado de terem doenças cardiometabólicas, como hipertensão, diabetes e obesidade, condições nas quais o exercício também parece ter algum benefício no manejo clínico”, explica o docente.

Em 2016, a Revista Arco da UFSM entrevistou o professor sobre seu trabalho. Em 2022, o mesmo veículo publicou uma reportagem especial com detalhes de como as atividades combatiam os sintomas da doença mental. “O exercício faz com que os tecidos respondam mais rápida e efetivamente no processo de combate à inflamação, e assim, potencialmente, restaure algumas das áreas que estão afetadas pela depressão”, explicou o professor na oportunidade.

Texto: Paula Appolinario, estudante de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Foto: Arquivo pessoal/Felipe Schuch
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/05/22/evento-sobre-divulgacao-cientifica-reune-centenas-de-pessoas-na-ufsm Mon, 22 May 2023 14:33:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62306 [caption id="attachment_62310" align="alignright" width="601"] Mais de 400 pessoas participaram do evento para discutir a importância da popularização da ciência[/caption]

Na última sexta-feira (19), a Universidade Federal de Santa Maria promoveu o evento "UFSM Divulga Ciência: como aproximar conhecimento científico e sociedade". O evento marcou o pré-lançamento do Guia de Divulgação Científica, celebrou os 10 anos da Revista Arco e discutiu sobre a importância de disseminar novos saberes desenvolvidos pela ciência. Para contribuir com o diálogo, a atividade contou com a presença do biólogo e youtuber Pirula, que juntou centenas de pessoas para ouvi-lo no Auditório Wilson Aita, localizado no Centro de Tecnologia (CT) da Universidade. 

Conhecido como Pirula, apelido que ganhou durante a faculdade, Paulo Nascimento é doutor em Zoologia pela Universidade de São Paulo (USP), com ênfase em Paleontologia, e criador do Canal do Pirulla, voltado a falar sobre ciências, religião e evolução no YouTube, onde hoje possui mais de um milhão de inscritos. Desde 2006, o paleontólogo atua na plataforma produzindo vídeos em que discute temas como criacionismo, vacinação e ciência brasileira em linguagem acessível e de forma descontraída, com o intuito de atingir um público que não está habituado a consumir conteúdos científicos. 

Ao encontro do objetivo do seu canal, Pirula criou em 2016, em conjunto com outros influenciadores científicos brasileiros, o selo de qualidade colaborativo Science Vlogs Brasil, garantindo que determinados produtos midiáticos contenham informação de qualidade, confiável e relevante, a fim de combater a onda de pseudociência e desinformação que tem tomado conta das plataformas virtuais.

A comunicação como novo pilar da ciência 

Durante sua fala, o paleontólogo abordou sobre a necessidade de que cientistas aprendam a divulgar seus estudos, tanto para outros pesquisadores quanto para a sociedade em geral, além de explicar formas de fazer essa divulgação, porque, segundo ele, a ciência só faz sentido quando é compartilhada com os outros, uma vez que ela afeta a vida de toda a população. 

Somado a isso, o pesquisador afirma que, apesar de as desinformações existirem desde sempre, o avanço das mídias comunicacionais tornou sua disseminação muito mais rápida e de difícil identificação de quais conteúdos falam fatos verídicos e quais apresentam mentiras. Como exemplo, Pirula cita o caso das fake news contadas a respeito da vacinação contra a Covid-19 durante a pandemia. Por isso, ’entender a ciência é necessário para evitar vieses cognitivos [interpretações erradas]’’, explica o youtuber. Assim, é preciso que os cientistas se dediquem mais a divulgar seus estudos de forma popular, o que pode ser feito por meio de documentários, palestras, livros, plataformas na internet e jornalismo científico.

A UFSM, bem como as demais universidades federais, tem papel fundamental nessa discussão, já que é nesses ambientes que se produz a maior parcela da ciência brasileira. Para se ter uma ideia, de acordo com o relatório de 2018 da Clarivate Analytics para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), 99% da produção científica do Brasil é feita nas universidades públicas (federais e estaduais). Pensando nisso, a Revista Arco deve lançar ainda em maio o seu Guia de Divulgação Científica, onde haverá instruções sobre como um pesquisador deve se portar ao fornecer uma entrevista, como escrever um texto divulgando pesquisa de forma acessível a pessoas leigas no assunto e considerando aspectos jornalísticos, como o que pode ser considerado pauta, dentre outras dicas. 

10 anos da Revista Arco

[caption id="attachment_62309" align="alignright" width="607"] Exposição de 10 anos da Revista Arco no hall do CT[/caption]

O evento também comemorou os 10 anos da Revista Arco, com exposições de algumas matérias produzidas ao longo deste período. A Arco é uma publicação de jornalismo científico e cultural da UFSM, e terá sua 13ª edição impressa lançada ainda neste ano. O objetivo da revista é transmitir conhecimento para que não fiquem restritos à academia.

Luciane Treulieb, jornalista responsável pela revista, esteve presente no evento e comenta que a Arco teve como inspiração a revista de jornalismo científico Darcy, da Universidade de Brasília (UnB) e conta que a primeira ideia de nome para a revista é que fosse “Marianinho”, em homenagem a Mariano da Rocha Filho, fundador da Universidade. No entanto, Arco pareceu representar mais a ligação entre a comunidade e a UFSM. No ano passado, o site da revista teve um milhão de acessos. “O que estamos fazendo é de interesse público”, comenta Luciane. 

A Arco teve início apenas no modelo impresso e depois passou para o digital. De acordo com Luciane, atualmente a revista está passando por um processo de transformação, pois o objetivo é que a produção de jornalismo científico da Universidade não fique restrita apenas à revista, mas seja uma prática de diversos setores de comunicação.  

Perspectiva do público

[caption id="attachment_62313" align="alignleft" width="600"] Público lotou auditório no CT[/caption]

Com o auditório lotado, a expectativa do público estava alta para ver o Pirula. A estudante Fernanda Quadros conta que foi ao evento na intenção de absorver tudo que o youtuber tinha para acrescentar sobre divulgação científica, ciência e outros temas que o biólogo trata. O humor e a espontaneidade com que o Pirula explica temas complexos e que precisam ser discutidos sempre me agradam muito, e no evento não foi diferente. A forma clara com que ele salienta a questão da necessidade da ciência e da divulgação dos conhecimentos é admirável e, com certeza, de muito valor para toda a comunidade, seja acadêmica ou não”, relata Fernanda.

O professor dos cursos de Comunicação Social da UFSM Maurício Fanfa também comenta que foi ao evento por já conhecer e ser fã do youtuber. “O que eu mais gostei foi ver o Pirula comentando sobre os aspectos mais práticos da rotina dele de percepções pessoais que ele teve enquanto criador de conteúdo, especialmente no sentido de coisas que ele percebeu durante a carreira dele e que se relacionam com experiências que também temos,” conta Maurício. Além disso, o professor também comenta sobre a importância da divulgação científica: “ela é muito motivadora para o tipo de pensamento que a gente deve incentivar na Universidade. Muito se falou hoje [no evento] sobre divulgação científica para públicos amplos, mas falo para públicos universitários, nós mesmos devemos valorizar um pouco mais esse pensamento o máximo possível. Acho que isso sempre é bom porque motiva a gente a seguir fazendo isso. Ver que a gente está fazendo coisas legais”.

Também participaram do evento o reitor da UFSM, Luciano Schuch, a pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Cristina Nogueira, o pró-reitor de Planejamento, Rafael Lazarri e o coordenador de Comunicação Social, Maurício Dias. A palestra está disponível no YouTube, no canal da UFSM.

Texto: Laurent Keller e Gabriel Escobar, acadêmicos de Jornalismo, bolsistas da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alicia Flores, acadêmica de Desenho Industrial
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/05/10/ufsm-promove-evento-de-divulgacao-cientifica-com-palestra-exposicao-e-pre-lancamento-de-guia Wed, 10 May 2023 14:07:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62156

No dia 19 de maio (sexta-feira), o projeto UFSM Divulga Ciência promove um evento especial de divulgação científica que contará com diversas atividades. A iniciativa visa ampliar a popularização da ciência e do conhecimento produzido na Universidade para toda a sociedade. 

Na ocasião, o youtuber com mais de 1 milhão de inscritos Pirula vai dar uma palestra sobre como aproximar o conhecimento científico da sociedade. Doutor em Zoologia pela Universidade de São Paulo, ele já deu aulas sobre evolução e paleontologia. Atualmente, está entre os nomes mais proeminentes na popularização da ciência no Brasil por meio do “Canal do Pirulla”. 

O evento busca também comemorar os 10 anos da Revista Arco de jornalismo científico da UFSM. Os participantes poderão conferir a exposição itinerante de aniversário da revista, que mostra 19 ilustrações de capas e matérias produzidas pelo veículo na última década. A Arco é desenvolvida pela Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM desde 2013 e dedica-se à divulgação científica e cultural da Universidade. 

Além disso, também vai ocorrer o pré-lançamento do “Guia de Divulgação Científica”. O público do guia são os pesquisadores da UFSM e o material tem o objetivo de mostrar, de forma breve e prática, como divulgar ciência - de maneira independente ou por meio da imprensa. O guia apresenta a estrutura de comunicação da Universidade, cujos veículos e assessorias podem contribuir para espalhar conteúdos científicos produzidos pelos pesquisadores. 

“Todos ganham quando as pesquisas são divulgadas: é bom para a UFSM, é bom para o cientista, é bom para a sociedade. Estamos buscando institucionalizar e potencializar a divulgação científica na UFSM”, explica a editora-chefe da Revista Arco, Luciane Treulieb. Segundo ela, a partir do lançamento do guia, a intenção é promover oficinas com os pesquisadores para qualificar o que já vem sendo produzido e estimular que mais cientistas vejam a divulgação científica como uma etapa importante do processo de produção da ciência. 

Para a pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Cristina Wayne Nogueira, o guia vai propiciar uma maior visibilidade ao que é produzido em termos de ciência, tecnologia e inovação na instituição. “Certamente contribuirá com o propósito de que a ciência gerada na instituição extrapole o 'arco' ", destaca. 

Programação

O evento é gratuito e ocorre no dia 19 de maio, às 14h30, no auditório Wilson Aita do Centro de Tecnologia da UFSM. Haverá transmissão pelo canal da UFSM no YouTube.

Inscrição

Os interessados em receber certificado de presença podem se inscrever no dia do evento, na entrada do auditório.

Mais informações podem ser solicitadas pelo email arco@55bet-pro.com

Texto: Rebeca Kroll, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias da UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editais/001-2023-2 Wed, 19 Apr 2023 18:57:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/?post_type=editais&p=61880 A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio do projeto Institucional FIEX, torna pública a abertura de inscrições para seleção de acadêmico(a) dos Cursos de Comunicação  da UFSM (Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Produção Editorial) para Bolsa de Extensão Universitária, conforme Resolução 01/2013, para integrar o projeto 10 anos da Revista Arco: exposição itinerante leva ciência e cultura para as escolas de Santa Maria e região.

 

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio do projeto Institucional FIEX, torna pública a abertura de inscrições para seleção de acadêmico(a) dos Cursos de Comunicação  da UFSM (Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Produção Editorial) para Bolsa de Extensão Universitária, conforme Resolução 01/2013, para integrar o projeto 10 anos da Revista Arco: exposição itinerante leva ciência e cultura para as escolas de Santa Maria e região.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/02/13/revista-arco-publica-hq-sobre-a-trajetoria-da-vice-diretora-do-ccr Mon, 13 Feb 2023 14:24:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=7326

A Revista Arco, revista de Jornalismo Científico e Cultural da UFSM, publicou no mês de janeiro uma História em Quadrinhos contando a trajetória da Professora Fernanda Silveira Flores Vogel, atual Vice-Diretora do Centro de Ciências Rurais. 

A Professora Fernanda é bolsista de produtividade 1c do CNPq, possui graduação (1999), mestrado (2000) e doutorado (2003) em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria. O mestrado foi realizado na área de Medicina Veterinária Preventiva, sub-área de virologia e o doutorado na área de fisiopatologia da reprodução, sub-área de viroses na reprodução.

Atualmente é professora titular da Universidade Federal de Santa Maria. Na graduação leciona nas Disciplinas de Doenças Parasitárias dos Animais Domésticos, Saúde Pública Veterinária, Higiene e Profilaxia animal e técnicas de diagnóstico em doenças parasitárias. No programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária da UFSM é orientadora de mestrado e doutorado e participa das Disciplinas: Helmintozes, Protozooses e Infertilidade infecciosa - causas não virais.

Tem como principal linha de pesquisa com protozoários do grupo Apicomplexa como Neospora caninum, Toxoplasma gondii e Sarcocystis spp. Trabalha paralelamente com helmintoses de ruminantes e com o Riphicephalus (Boophilus) microplus.

Para visualizar a HQ produzida pela Revista Arco clique aqui.

 

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/11/17/exposicao-itinerante-comemora-os-10-anos-da-revista-arco-da-ufsm Thu, 17 Nov 2022 18:20:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60509 Capas e ilustrações de matérias da revista foram expostas no 55BET Pro de Frederico Westphalen[/caption] Na última sexta-feira (11), ocorreu o lançamento da exposição itinerante de comemoração dos 10 anos da Revista Arco. Para dar início à celebração da primeira década da publicação, 19 capas e ilustrações de matérias da revista foram expostas no 55BET Pro da UFSM em Frederico Westphalen, durante o evento “Sou UFSM, Seja Você Também”. As imagens escolhidas para a exposição marcaram a história da Arco e abordam diversas temáticas envolvendo saúde mental, diversidade e acessibilidade, esporte, inteligência artificial, astrofotografia, envelhecimento, entre outras. A Arco é desenvolvida pela Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM desde 2013 e dedica-se à divulgação científica e cultural da universidade, buscando aproximar a sociedade das pesquisas e dos cientistas da instituição. Assim, a Revista Arco compartilha, por meio de linguagem didática e de visual atraente, o que é produzido e debatido dentro da Universidade. A Arco interpreta dados e faz a adequação de termos científicos para que os conteúdos atraiam o interesse da comunidade. Ao pensar as pautas da revista, o foco está no público e os temas tratados devem ser de relevância social. A exposição itinerante da Revista Arco foi organizada pela UFSM com apoio do projeto Observatório de Comunicação Pública – núcleo do 55BET Pro de Frederico Westphalen. Pelo menos outras quatro cidades também sediarão a exposição: Pinheirinho do Vale, Rodeio Bonito, Planalto e Nonoai. Texto: Revista Arco]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editais/005-2022 Fri, 05 Aug 2022 19:59:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?post_type=editais&p=59332 Seleção destinada a estudante de Jornalismo para atuar como repórter/mídia social na Revista Arco, da Coordenadoria de Comunicação Social. A carga horária semanal exigida é de R$ 16h. Auxílio de R$ 380,00

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Seleção destinada a estudante de Jornalismo para atuar como repórter/mídia social na Revista Arco, da Coordenadoria de Comunicação Social. A carga horária semanal exigida é de R$ 16h. Auxílio de R$ 380,00

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/06/20/licenca-de-operacao-autoriza-poda-e-corte-de-arvores-exoticas-no-campus-sede-da-ufsm Mon, 20 Jun 2022 14:08:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58909

Desde 2020, a Universidade Federal de Santa Maria, realiza a poda e o corte seletivo de árvores exóticas que colocam em risco edificações e pedestres. Para isso, um estudo é feito determinando quais plantas ameaçam a segurança no local ou causam riscos para fiações, entupimentos de calhas ou problemas em edificações. Os cortes são planejados e efetuados mediante autorização de órgãos ambientais. Concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a Licença de Operação auxilia na retirada de árvores que não são nativas e ameaçam a segurança do local. Já o corte de nativas é compensado através da escolha do cultivo propício para a região. A poda só é realizada através de pedidos feitos e autorizados pela Fepam. 

A cartilha Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras Projeto - Pró-Espécies: Todos contra a extinção, produzida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), tem como objetivo mostrar as diferenças de espécies invasoras e nativas, bem como exemplificar a importância da manutenção de árvores nativas. 

O documento explica a diferença entre espécie exótica e exótica invasora. A primeira é definida como “espécie, subespécie ou táxon de hierarquia inferior ocorrendo fora de sua área de distribuição natural passada ou presente. Inclui qualquer parte, como gametas, sementes, ovos ou propágulos que possam sobreviver e subsequentemente reproduzir-se". Já a segunda é definida como "espécie exótica cuja introdução e/ou dispersão ameaçam a diversidade biológica". No item 3.2 da licença de operação, a Universidade fica autorizada também a evitar que este tipo de árvore apareça pelo 55BET Pro Sede. 

A chefe do Setor de Planejamento Ambiental da UFSM, engenheira sanitarista e ambiental Nicolli Reck, relata que o corte de árvores exóticas é autorizado junto à Fepam. “Tudo que for exótico a gente pode cortar sem autorização, que é o caso, por exemplo, o mais comum aqui na UFSM, pinos e eucalipto, o paisagismo já está autorizado a cortar. No entanto, embora autorizado pela Fepam, nada será feito sem análise do Setor de Planejamento Ambiental da Universidade, sobre a real necessidade de corte”, complementa. A bióloga e professora Marilise Mendonça Krügel, também da equipe da Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra), conta que, além de eucalipto e pinus, plantados para fins de ensino e pesquisa, também são encontradas no 55BET Pro Sede outras espécies arbóreas exóticas, como goiabeira, ligustro, uva-do-japão, jambolão, ameixeira, amora, abacateiro, jasmim-manga, tipuana, extremosa, cinamomo, plátano e cipreste. 

Árvores nativas requerem autorização da Fepam

Já a poda - ultrapassando ⅓ da copa - ou o corte em árvores nativas exige uma autorização geral da Fepam anexa ao processo, e junto dela, uma planta de localização com todas as informações da área, o inventário florestal, laudo da cobertura vegetal e laudo técnico-paleontológico da área. Além disso, a cada processo aberto cobra-se uma taxa e espera-se para a análise. Após o corte de uma árvore nativa, é preciso que seja feita a compensação desta, e isso leva em conta vários fatores.

[caption id="attachment_58913" align="alignright" width="540"] Plantio de espécies nativas ao longo da Av. Roraima[/caption]

Marilise pontua que é necessário considerar os grupos sucessionais e funcionais das espécies. “Quanto aos grupos sucessionais, priorizamos o plantio de espécies pioneiras e secundárias (estas subdivididas em iniciais e tardias). Espécies pioneiras produzem grande número de sementes, crescem a pleno sol, apresentam crescimento rápido e geralmente apresentam ciclo de vida curto (em torno de 10 anos). Espécies secundárias iniciais também têm crescimento rápido e crescem a pleno sol”, explica. Ela complementa que a escolha também se relaciona com a disponibilidade de mudas nos viveiros florestais e do local do plantio. Ao longo da execução do trabalho, desde 2020, mais de 15 espécies nativas e centenas de mudas já foram plantadas no campus e na Av. Roraima: jacarandá-mimoso, goiabeira-serrana, araçá, araticum, guabiroba do campo, angico vermelho, pata-de-vaca rosa, ipê roxo, cangerana, cedro, camboatá vermelho, açoita-cavalo, falso barbatimão, caroba, corticeira do banhado, dedaleiro, sibipiruna e ingazeiro.

As demandas mais recorrentes são as que atrapalham fiação elétrica e telhados e o entupimento de calhas. “Os pedidos têm surgido cada vez mais tendo em vista estes problemas, e com toda a questão de necessidade de autorização, caso o corte ultrapasse 1/3 da copa de nativas, como diz a lei, pode demorar um pouco”, relata a engenheira. 

O Setor de Planejamento Ambiental trabalha junto ao Setor de Urbanismo e Paisagismo para a realização destes serviços, além de receber apoio de professores do Departamento de Engenharia Florestal e do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (Cappa) para a realização dos laudos necessários. Além de ser um trabalho buscando a segurança do ambiente e de quem vive ao redor do 55BET Pro Sede, é também pensado para apreciação das flores e frutos. A Revista Arco produziu uma reportagem listando 15 espécies de árvores frutíferas dispostas pelo 55BET Pro.

Texto: Letícia Klusener, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Foto de capa: Daniel Michelon de Carli/Unidade de Comunicação Integrada
Foto do texto: Erli Bolzan

Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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Trabalho doméstico é temática de estudo de pesquisas na América Latina

O quartinho da empregada e o banheiro separado nos fundos da cozinha são retratos arquitetônicos da herança de uma sociedade colonial escravocrata. Além disso, pagamentos em formato de salário indireto, a partir de alimentação, moradia e vestimenta são formas de manifestação sistemática dessa herança. Nair Jane de Castro Lima, 90 anos, trabalhadora doméstica desde os nove e sindicalizada na Associação Profissional das Trabalhadoras Domésticas do Rio de Janeiro – hoje Sindicato dos Trabalhadores Domésticos – desde os anos 1970, conta sobre o período em que foi presidenta da associação: “Eu enfrentei muitos problemas com patroas que traziam meninas do interior e diziam que era para estudar, e de repente não estudavam nada e estavam ‘escravizadas’, trancadas dentro daquelas casas”, conta.


Na categoria do trabalho doméstico remunerado, há um perfil: em geral são mulheres mais velhas, negras, de classe baixa. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) de 2020 mostram que as mulheres representam mais de 92% da categoria. Do total de 4,5 milhões de trabalhadoras, três milhões são negras, ou seja, 67% do total. A informalidade também é um dado importante: 75% dessas mulheres não têm carteira assinada. A renda média mensal caiu de R$924,00, em 2019, para R$876,00, em 2020, valor abaixo do salário mínimo na época, que era de R$1045,00. Além disso, a média de horas trabalhadas, que é de 52 horas semanais, tem diferenças entre mulheres negras e não negras: na região Norte, por exemplo, enquanto uma trabalhadora negra tem uma jornada de 51 horas semanais, a de uma trabalhadora não negra é de 49 horas semanais.

Os dados mostram uma intersecção entre raça, classe e gênero que é central no debate do trabalho doméstico. Jurema Brites, docente no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), antropóloga e pesquisadora da temática há 25 anos, afirma que o trabalho doméstico é um dos lugares de maior subalternidade, uma vez que a relação com os patrões acontece em um espaço isolado dentro da casa. “Aí nós temos uma precariedade dos direitos, e elas são sempre sobre gênero e raça, estão sempre interseccionadas com outras precariedades”, salienta.

 

O primeiro Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Brasil nasceu em Santos (SP), em 1936. Desde lá, já são 86 anos de luta pela busca de direitos e pela garantia daqueles já conquistados. A precarização e o desrespeito à categoria também são comuns, mesmo com conquistas importantes como a PEC das Domésticas. Notícias sobre violações de direitos da categoria são frequentes, como a primeira vítima de Covid-19 no Brasil: uma doméstica infectada por sua patroa no Rio de Janeiro. Ou como a morte do menino Miguel, em Recife. Ou como os vários resgates de trabalhadoras domésticas em condições de trabalho análogo à escravidão. De acordo com o Ministério do Trabalho e da Previdência, de 2017 a 2021, 38 trabalhadoras domésticas foram resgatadas nessas condições.

 

Mary Garcia Castro, professora aposentada na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pesquisadora do trabalho doméstico há 33 anos, explica que, desde que investiga o assunto, as mudanças podem ser consideradas paradoxais: “Mudou muita coisa e não mudou nada. Em especial no Brasil, continua a exploração das trabalhadoras domésticas, apesar de elas terem conseguido muitas coisas em nível internacional”, expõe. Mary participou da organização de um livro latino-americano sobre o trabalho doméstico remunerado. ‘Muchachas no more: Household Workers in Latin America and the Caribbean’ (Trabalhadoras domésticas na América Latina e no Caribe, em português), foi lançado em 1991 e é base, até hoje, para os estudos desenvolvidos na área.

A PEC das Domésticas e a criação da figura da diarista

A Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi aprovada durante a Conferência Internacional do Trabalho, em 2011. Para Aguinaldo Maciente, especialista em políticas de emprego e mercado de trabalho da OIT do Brasil, a principal função da Convenção é a de reconhecimento do status dos trabalhadores e trabalhadoras: “Ela veio trazer esses trabalhadores para dentro da legislação e da normativa internacional da garantia de direitos. Em muitos países, até mais que no caso brasileiro, a situação de total informalidade dos vínculos prevalece”, destaca.  Até 2021, a Convenção foi ratificada por 31 países, com destaque para a América Latina, com 16 ratificações. Aguinaldo explica que, uma vez aprovada uma convenção da OIT, o texto segue para apreciação do Poder Executivo de cada país, que inicia um processo de análise para a posterior ratificação, que acontece no Legislativo e é sancionada pelo Executivo. A partir disso, o texto da Convenção é adaptado para a legislação interna. No Brasil, o trâmite ocorreu por meio da Emenda Constitucional nº 72, e foi sancionada pela Lei Complementar nº 150, que ficou conhecida como PEC das Domésticas, aprovada em 2016. “Com certeza foi um marco muito grande para se tornar mais concreta a garantia dos direitos dos empregados domésticos”, reforça.

 

Um dos grandes debates em torno da PEC das Domésticas é a criação da figura das diaristas, que não consta no próprio documento da OIT. A diferença entre uma diarista e uma trabalhadora doméstica está na quantidade de dias trabalhados na casa de um mesmo empregador.

 Diarista: trabalha até dois dias por semana na casa de um mesmo empregador e é considerada como ‘auto-empregadora’;

Trabalhadora doméstica: trabalha mais de dois dias por semana na casa de um mesmo empregador e, em tese, tem a carteira assinada e se beneficia de todos os direitos garantidos pela legislação;

Louisa Acciari, pesquisadora da Universidade de Londres e que fez sua tese sobre a PEC das Domésticas, aponta que a criação da figura da diarista abre uma brecha para a precarização dos direitos. Carteira assinada, salário mínimo, 13º salário e férias remuneradas são direitos básicos garantidos às trabalhadoras domésticas pela Lei Complementar nº 150. Entretanto, a mesma lei assegura aos empregadores a não obrigatoriedade do vínculo quando a trabalhadora vai até a casa do empregador até duas vezes na semana, o que configura a diarista. “Quer dizer que a maioria dos direitos não se aplicam porque a carteira não é assinada. Esse ponto contradiz inclusive a Convenção 189 da OIT e gera um problema que permite que a lei não se aplique”, explica. De acordo com dados da Pnad Contínua de 2021, a contratação de diaristas foi a que mais cresceu no país no ano passado, somando 28,7%.

 

Apesar da criação da figura da diarista, Louisa aponta que o avanço da Lei nº 150 não pode ser diminuído: “Botar na Constituição o princípio de igualdade e uma lista de direitos não é pouca coisa. É uma luta que elas têm há mais de 80 anos. É uma lei que elas pediram. É uma demanda que veio do movimento delas, e é uma conquista gigante: uma das categorias mais exploradas e marginalizadas conseguir essa lei”, reforça. Louisa aponta que o problema está em como a lei é implementada. “Precisa de um governo que realmente queira priorizar a implementação e fiscalização, que coloca recurso para isso e que corra atrás de formalizar e de fazer um sistema fácil de usar, de penalizar empregador que não respeita direitos”, indica. Para a pesquisadora, um dos obstáculos para a implementação da Lei nº 150 também passou pelo momento político na época, com o impeachment de Dilma Rousseff, e com a posterior Reforma Administrativa. 

 

Nair Jane resume a legislação brasileira sobre o trabalho doméstico: “É uma colcha de retalhos”. Para a trabalhadora, fica o questionamento: “O Brasil assinou [a Convenção 189 da OIT], mas cadê a prática?”. Ela afirma que a luta não acaba por essa razão: “Cada hora a gente pensa que vamos usufruir dos ganhos, mas tem que continuar lutando para fazer valer esses ganhos e não vê-los escoar ralo abaixo”.

A sindicalização como ferramenta emancipatória

Ernestina Pereira, 65, é remanescente do Quilombo do Algodão, que fica em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Quando tinha 13 anos, começou a trabalhar com sua mãe: ela buscava trouxas de roupas e lavava para outras pessoas. Aos 14, ela assumiu uma casa de família em que passou a fazer todo o trabalho doméstico, entre cozinhar, limpar e cuidar dos netos da patroa. Foi só com a mudança do interior para a cidade que Ernestina conseguiu estudar. Na comunidade em que morava, o racismo impedia que crianças negras pudessem ir à escola. “A dívida da sociedade é muito grande com as mulheres negras. Quando eu penso na questão da educação e penso em mim – eu não gosto de ser egoísta, mas eu sou exemplo disso – os meus parentes brancos foram pra escola e estudaram, e os meus parentes negros, a maioria não foi”, relembra.

 

Foi por meio da religião, com o envolvimento em comunidades de base e na atuação como agente pastoral negra, que Ernestina descobriu o sindicato. “Quando eu tomei consciência da minha negritude, eu entrei pra Associação das Empregadas Domésticas”. A entidade foi transformada em Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Pelotas em janeiro de 1987, após Ernestina participar do Congresso Nacional das Trabalhadoras Domésticas e conhecer duas lideranças negras da categoria: Laudelina Campos Melo, que fundou o primeiro sindicato das domésticas, e Benedita da Silva, liderança política que já atuou como trabalhadora doméstica. “Eu me senti bastante provocada e incentivada a fazer minha parte”, diz. Para Ernestina, o trabalho desenvolvido no sindicato é fundamental: “É que nem um posto de gasolina: os carros se abastecem de gasolina e a trabalhadora se abastece de informação e de empoderamento, e também passa informação da situação que ela vive”, explica. Aposentada por questões de saúde, Ernestina atende no sindicato três vezes por semana, em que recebe trabalhadoras em busca de informação e combate situações de desrespeito aos direitos delas. 

 

Ernestina também concorreu a deputada federal em 1990 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e a vereadora da cidade de Pelotas em 1992 e em 2000. Não se elegeu mas, para ela, concorrer a um cargo político era uma forma de marcar posição. “Era para questionar a sociedade. Com a preparação da Campanha da Fraternidade em 1997, que celebrava cem anos da abolição e teve um grande movimento de consciência negra, eu tomei consciência da minha negritude e vi que teria que assumir também a questão de raça e classe”, relata. Para Ernestina, a categoria não deve sentir-se inferior: “Nós temos que valorizar a profissão que temos e cobrar respeito por este trabalho que fizemos. A trabalhadora doméstica e a sociedade em geral tem que reconhecer. A trabalhadora doméstica é um ser humano que merece o mesmo respeito que qualquer outra pessoa precisa”, reitera.

 

Nair Jane de Castro Lima também conheceu a militância por meio da religião. Quando tinha 37 anos, após quase 30 anos no trabalho doméstico, ela participava de encontros supletivos em uma escola no Rio de Janeiro em que a igreja atuava. “Lá a gente também tinha essas aulas sobre direitos e sobre deveres. Aprendemos o seguinte: direitos implicam deveres. E tem que saber quais são. E foi nesse período que eu descobri que existia uma associação de empregadas domésticas”, relembra. Depois, Nair Jane se tornou presidenta da Associação Profissional dos Trabalhadores Domésticos no Rio de Janeiro. Segundo ela, a responsabilidade era triplicada: além do trabalho na casa dos patrões, tinha o trabalho na associação e a formação de projetos para conscientização de outras trabalhadoras. “Esse foi um período muito importante para a conscientização da gente, de ter os mesmos direitos e de que precisávamos nos considerar trabalhadoras. Os patrões diziam que o nosso trabalho não dava lucro. E aí eu dizia para a minha patroa: como é que a senhora pode ir para o seu escritório? Como é que a senhora pode viajar? Como é que a senhora pode ter uma comida gostosa?”, descreve Nair Jane. Ela relembra que descobriu a importância de se afirmar enquanto trabalhadora. “Nós somos trabalhadoras e temos que provar que nós produzimos sim. Nós produzimos a riqueza: crianças que a gente educa, a alimentação sadia, a casa limpa, o telefone com todos os recados anotados. Podem me dizer o que quiserem, como quiserem, eu vou sempre afirmar: trabalho doméstico produz riqueza, trabalho doméstico produz saúde, trabalho doméstico produz educação”, evidencia. Nair Jane está afastada do sindicato há dois anos por conta da pandemia, mas ainda participa de reuniões online e, com o arrefecimento da contaminação da doença, de vez em quando vai até o sindicato para conversar e participar de alguma reunião.

 

Para Jurema Brites, a sindicalização não beneficia somente as trabalhadoras sindicalizadas, mas todas as mulheres do Brasil. “Nas conquistas de direitos, elas foram decisivas. A partir das parcerias, primeiro com a igreja católica nos anos 1970 e 1980, depois, na década de 1990, começa uma aliança com as feministas e com ONGs que conseguiam trabalhar diretamente com os parlamentares. Elas iam para o parlamento pressionar para votar. A PEC foi aprovada por isso. Na centésima reunião da Organização Internacional do Trabalho, as trabalhadoras brasileiras foram decisivas”, afirma. A importância do sindicato também está nas nuances das relações de trabalho: “Ter um sindicato que te defenda, ter um lugar para chegar e falar de abuso, é um lugar que pode denunciar trabalho escravo. Às vezes a mulher chega lá despedaçada e é atendida na questão emocional e na questão trabalhista. A sindicalização é muito importante, mas é bem difícil conquistar essa categoria para a sindicalização”, sustenta Jurema.

 

Na pandemia, o trabalho do sindicato foi fundamental, entre promoção de lives e formações online, a categoria conseguiu uma visibilidade grande, principalmente por meio das redes sociais da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad). Além disso, elas atuaram no enfrentamento da Covid-19, com distribuição de álcool em gel, confecção de máscaras e distribuição de cestas básicas, uma vez que o desemprego na área cresceu. De acordo com levantamento da Pnad Contínua de 2020, cerca de 1,5 milhão de trabalhadoras domésticas perderam seu emprego no período.

Para saber mais:

Rithal: Red de Investigación sobre Trabajo del Hogar en América Latina (Rede de Investigação sobre Trabalho Doméstico na América Latina, em português), é uma rede de pesquisadores que nasceu em 2017 por meio de uma lista de e-mails. O objetivo é a criação e estabelecimento de espaços de diálogo sobre a temática do trabalho doméstico nos países da América Latina. A rede tem a integração de trabalhadoras domésticas e pesquisadoras como uma metodologia de trabalho. Atualmente a rede conta com 125 participantes. Em março de 2021, aconteceu o 1º Congresso da Rithal, sediado na UFSM  em formato online.


Podcast Nossos passos vêm de longe: Desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Políticas da Intimidade e pelo Laboratório de Experimentação em Jornalismo (LEX) da UFSM, com apoio da ONG Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos, o podcast conta as histórias de trabalhadoras domésticas do Brasil. O primeiro episódio já está disponível aqui.

 

Revista Arco

Expediente: 

Reportagem: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Design gráfico: Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e  Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;

Relações Públicas: Carla Isa Costa;

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.

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Aconteceu no fim da tarde desta segunda-feira (11), no hall do Restaurante Universitário (RU), o evento de recepção institucional aos calouros da UFSM. A atividade foi organizada pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e Gabinete do Reitor, e contou com a presença do reitor, Luciano Schuch, da vice-reitora, Martha Adaime, pró-reitores e representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE). O evento também contou com o lançamento e distribuição da 12ª edição da Revista Arco e apresentação musical da banda Tudo di Bom.

O representante do DCE, Luiz Eduardo Boneti, utilizou o espaço para falar aos calouros sobre a importância da luta estudantil, da presencialidade na Universidade e das medidas que possibilitaram o retorno, sobretudo a vacinação contra a Covid-19. Para garantir segurança no retorno, o Centro de Operações de Emergência em Saúde para Educação (COE-E UFSM) solicita aos estudantes o esquema vacinal completo contra a Covid-19. Conforme a Normativa N. 01/2022, os estudantes devem anexar ao Portal do Estudante o comprovante de vacinação.

[caption id="attachment_58221" align="alignleft" width="521"]Foto colorida horizontal mostra pessoas ao redor de uma barraquinha, folheando revistas. Todos usam máscaras Evento teve distribuição da 12ª edição da Revista Arco[/caption]

O reitor, professor Luciano Schuch, reforçou a importância dos estudantes na Universidade. Um dos pontos ressaltados foi a assistência que a Universidade presta aos estudantes. “Temos orgulho de ter uma das maiores e melhores assistências estudantis do Brasil, mais de 2.600 vagas para morar nos nossos quatro campi. O Restaurante Universitário tem hoje capacidade de fornecer 12 mil refeições por dia”, afirmou ele durante a sua fala.

[caption id="attachment_58222" align="alignright" width="323"]Foto vertical colorida mostra um grupo de sete alunas posando para foto com um quadro vazado ao meio em que está escrito "passei na federal" Recepção aos calouros ocorreu no hall do RU[/caption]

A vice-reitora, Martha Adaime, deu boas-vindas aos estudantes e lembrou que, ao entrar na UFSM, os calouros são representantes da Instituição, não só durante o curso, mas para a vida toda.

Os estudantes sentiram o acolhimento da Universidade, como a caloura de Engenharia Química Pamela de Matos. “Antes de chegar eu ainda não tinha certeza sobre a minha escolha, mas hoje todas as minhas expectativas foram superadas, foi muito legal. Senti que me encontrei”, disse ela.

Confira mais informações sobre a Calourada 2022 e a programação do DCE de recepção aos estudantes.

Texto: Ana Laura Iwai e Karla Essy, acadêmicas de Jornalismo, bolsistas da Agência de Notícias
Fotos: Daniel Michelon de Carli/Unidade de Comunicação Integrada

Edição: Ricardo Bonfanti/Agência de Notícias

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  • Relações Públicas para a Revista Arco;
  • Repórter para a Revista Arco;
  • Produtor/Repórter para a UNIFM.
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Seleção de três bolsistas para a Coordenadoria de Comunicação Social. As vagas são para:

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CARTA DOS EDITORES

LEIA A 12ª EDIÇÃO DA REVISTA ARCO EM PDF

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/2022/01/06/oferta-de-emprego-e-remuneracao-salarial-em-santa-maria-acompanham-o-ciclo-da-crise-politica-e-economica-do-pais Thu, 06 Jan 2022 19:09:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/?p=3139

Estudo desenvolvido por grupo de pesquisa das Ciências Econômicas da UFSM mostra as mudanças no mercado de trabalho no município na última década

 

Redução do nível de produção e consumo, queda das taxas de lucro e aumento do desemprego: essas são características de uma crise econômica. Ao longo da história, já aconteceram muitos períodos de crise, como a Grande Depressão de 1929 nos Estados Unidos ou a Crise Imobiliária de 2008, que atingiu o mundo inteiro. Da mesma maneira que apresenta fases de crescimento contínuo, o sistema de produção capitalista também tem momentos de recessão. A última década brasileira foi marcada por crises econômicas e políticas que impactaram o mercado de trabalho. Assim como no restante do país, a economia de Santa Maria também sentiu os efeitos desses momentos de instabilidade.  

Um relatório feito por pesquisadores da UFSM traçou um panorama geral do mercado formal de trabalho no município de Santa Maria entre 2010 e 2019. O estudo tem ênfase sobre os empregos qualificados, aqueles que exigem mais capacitações profissionais e técnico-científicas, os quais incorporam trabalhadores com maior ganho de produtividade, assim como, melhor remuneração salarial. Além disso, traz informações importantes da última década e compreende dados sobre gênero, faixas salariais, idade e experiência. Os resultados podem ser utilizados como base para políticas públicas e setoriais voltadas para questões como a qualificação profissional ou promoção de igualdade de gênero. “O trabalho foi pensado para beneficiar a todos os cidadãos de Santa Maria e outros que se interessam pela temática do emprego”, comenta Lázaro Dias, mestre em Economia e Desenvolvimento pela UFSM e coautor da pesquisa.

O estudo é fruto do esforço coletivo do grupo de pesquisa Dinâmica Industrial, Instituições e Desenvolvimento (DEID), vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Estruturada em dois pilares principais, o levantamento traz estatísticas da produção e do emprego no município e propõe uma análise dos empregos formais. 

A base do estudo foi a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Previdência. A RAIS é um registro administrativo nacional que apresenta informações e estatísticas sobre o mercado formal de trabalho. Possui uma cobertura de aproximadamente 97% do cenário de empregos no país. Entre seus objetivos estão subsidiar as políticas de formação de mão de obra e salarial. A pesquisa utiliza classificações como o porte das empresas de Santa Maria, estoque de empregos e características individuais dos empregados. São separadas três categorias de atividades com aspectos importantes para o crescimento e desenvolvimento econômico local: operacionais, nível técnico e área tecnológica.

O relatório mostrou que a quantidade de empregos formais em Santa Maria teve um crescimento de 22,5% entre os anos estudados, apesar de algumas oscilações nesse período. Os dados coletados são do período pré-pandêmico. A seguir, a Revista Arco apresenta outras informações sobre as mudanças na última década que estão disponíveis no estudo produzido pelo DEID. 

 

Mais empregos formais no início da década 

Entre os anos de 2010 e 2014, houve um aumento de 19,5% no total de empregos formais no município, crescimento que vai ao encontro de uma tendência nacional. Entre as muitas razões que explicam esse progresso, uma delas é que entre 2000 e 2014 ocorreu o “boom das commodities”, um período de alta nos preços de grande parte das matérias primas no mundo – tais como alimentos, petróleo, metais e energia. O aumento na procura por commodities aconteceu graças à ascensão de países em desenvolvimento, como a China. Esse ciclo trouxe benefícios, principalmente, para países da América do Sul e da África, grandes exportadores de matérias primas.

Nesse cenário, a economia brasileira, liderada pela venda de commodities, teve um  aumento significativo nas exportações. A receita gerada no período resultou em investimentos públicos em setores estratégicos e na expansão do setor de serviços, o que colaborou com um ciclo virtuoso de empregos. 

Entretanto, a partir do ano de 2015, houve uma baixa no número de trabalhos formais em Santa Maria e no Brasil. O ciclo recessivo também aconteceu devido aos efeitos da Nova Matriz Econômica, um plano criado em 2011 para minimizar a intervenção e participação do setor público na economia do país, que seria compensada pelo setor privado, tido como suficiente e capaz de promover investimentos que impulsionariam a economia. “A ideia seria aumentar a margem de lucro das indústrias para que o capital fosse reinvestido e gerasse renda e emprego. Infelizmente, o setor privado, apesar dos bônus – como subsídios e desonerações fiscais – não levou à frente os diversos projetos de investimentos na economia brasileira”, explica Valdinei das Chagas, mestrando em Economia e Desenvolvimento pela UFSM e coautor do relatório.

Os anos a partir de 2015, foram marcados por incertezas geradas no campo político do país. Fatores como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e, em seguida, as medidas de cortes na economia, como a Emenda do Teto de Gastos e a Reforma Trabalhista, promulgadas no governo de Michel Temer, desestimularam contratações e investimentos e o mercado formal de trabalho encolheu. 

 

Fuga de cérebros

Ao longo da década, o número de empregos em nível superior aumentou em Santa Maria. Em 2010, eram 10.689 empregados; em 2015, 13.602 trabalhadores; e em 2019, eram 14.733. Também há um crescimento no número de contratados com pós-graduação. Contudo, mesmo com o aumento no número de oferta de empregos, a porcentagem de vagas para nível superior caiu de 20% para 18%. Para pós-graduação, a queda foi de 5% para 1,6%. 

 

A falta de oportunidades de trabalho para profissionais com graduação, mestrado ou doutorado em Santa Maria, pode acarretar no fenômeno chamado fuga de cérebros. “A cidade mantém-se como um polo de qualificação e especialização profissional, mas, assim que terminam os estudos, os indivíduos vão para outras localidades que eventualmente lhes oferecem melhores empregos e salários mais altos”, explica Lázaro Dias.

O estudo não abrange a explicação para o fenômeno complexo, mas deixa indícios que podem ser investigados por pesquisas futuras sobre o assunto. “Esse é um aspecto negativo, e precisaria ser melhor investigado pela equipe de pesquisa em estudos futuros, para entendermos se e como ocorre”, complementa Lázaro. 

Mudanças no perfil da remuneração média dos empregos

No decorrer do período analisado, também houve aumento na participação relativa dos empregados remunerados entre 1,5 e 2,0 salários mínimos, que passaram de 18,8% em 2010 para 26,6% em 2019. Na faixa seguinte, 2,01 a 3,00 salários mínimos, também há acréscimo. Em 2010 eram 14,8% e em 2019, 17,4%. Andressa Neis, Mestre em Economia e Desenvolvimento pela UFSM e coautora da pesquisa, esclarece que esse é um processo significativo e muito importante. “Os trabalhadores dessas faixas comprometem parte relevante da sua renda com consumo – alimentação, moradia, saúde e educação – e os impostos, quando bem aplicados, são revertidos em políticas públicas de saúde, educação e segurança pública”.

A elevação nas faixas salariais pode ter relação com mudanças estruturais, já que parte dos empregos operacionais de nível escolar básico foram gradualmente diminuídos ao longo da década. O contexto mostrou que houve aumento na escolaridade da força de trabalho, de nível médio e superior. Andressa afirma que o fenômeno vai ao encontro da Teoria do Capital Humano, que propõe que a educação torna as pessoas mais produtivas, tende a valorizar os seus salários e pode influenciar o progresso econômico.

Nos dois extremos da tabela, isto é, as faixas salariais de até 0,5 salários mínimos e mais de 20 salários, o índice percentual continuou praticamente o mesmo, 0,7% e 1,0%, respectivamente.

Previsões futuras não indicam melhora

O estudo mostrou que Santa Maria tem sofrido impactos negativos na geração de postos de trabalho no período, isto é, o município acompanhou o ciclo de crescimento econômico da economia brasileira que, até meados de 2014, teve um significativo aumento no número de empregados e depois apresentou um recuo. Atualmente, a economia do município, bem como a economia brasileira, ainda sofre os efeitos de políticas macroeconômicas guiadas desde 2012. “Alguns colegas economistas já sinalizam que, até o ano de 2030, a economia brasileira não recupera totalmente ao patamar de 2010, devido a retrocessos, sobretudo sociais, além da forte desindustrialização e falências de empresas, em especial as micro e pequenas, que tiveram seu ciclo ainda mais afetados pela pandemia”, revela Valdinei.

Desde 2020, com a crise da pandemia de Covid-19, houve uma acelerada perda nas ocupações no Brasil. O Rio Grande do Sul, bem como Santa Maria, seguiu a tendência nacional. O DEID produziu um estudo complementar com informações sobre o emprego formal no contexto da pandemia.

 

Revista Arco 

Reportagem: Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário

Design Gráfico: Luiz Figueiró e Cristielle Luise, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas

Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/12/13/arco-seleciona-bolsistas Mon, 13 Dec 2021 21:26:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57479

A Revista Arco, publicação de jornalismo científico e cultural mantida pela Coordenadoria de Comunicação Social, recebe até quinta-feira (16) inscrições de estudantes interessados em participar da seleção para vagas de Design Gráfico e Reportagem.  Na sexta (17), devem ser realizadas as entrevistas com os selecionados na primeira fase, que consiste na análise no currículo e do portfólio.

A área de Design Gráfico está com três vagas: duas para 12 horas semanais e uma para 16 horas semanais. As demandas incluem elaboração de ilustrações, animações, infografias, diagramação, webcards e soluções visuais para mídias impressas e digitais. Podem concorrer estudantes dos cursos de Desenho Industrial, Publicidade e Propaganda e Produção Editorial a partir do terceiro semestre.

Já as duas vagas para Reportagem são para 12 horas semanais. As atividades compreendem sugestões de pautas relacionadas à ciência e à cultura, apuração de informações, redação de textos para mídias impressa e digital e produção de podcast. Podem concorrer estudantes de Jornalismo dos campi Santa Maria ou Frederico Westphalen que estão pelo menos no terceiro semestre.

Mais informações disponíveis no edital.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editais/006-2021 Mon, 13 Dec 2021 21:04:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?post_type=editais&p=57476 Seleção de cinco bolsistas para as áreas de DESIGN GRÁFICO e REPORTAGEM para a REVISTA ARCO. Podem concorrer estudantes de Desenho Industrial, Publicidade e Propaganda e Produção Editorial para as TRÊS VAGAS para DESIGN GRÁFICO (duas de 12h e uma de 16h). Já as DUAS VAGAS de REPORTAGEM são destinadas a estudantes de Jornalismo a partir do terceiro semestre.

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Seleção de cinco bolsistas para as áreas de DESIGN GRÁFICO e REPORTAGEM para a REVISTA ARCO. Podem concorrer estudantes de Desenho Industrial, Publicidade e Propaganda e Produção Editorial para as TRÊS VAGAS para DESIGN GRÁFICO (duas de 12h e uma de 16h). Já as DUAS VAGAS de REPORTAGEM são destinadas a estudantes de Jornalismo a partir do terceiro semestre.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/revista-arco-referencia-livros-sites Fri, 01 Oct 2021 14:27:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8687

Com o propósito de divulgar o conhecimento científico produzido na Universidade, a Revista Arco busca discutir temas de interesse público e aproximar a comunidade acadêmica da sociedade. Só neste ano, o site da revista acumula quase 500 mil visualizações e mais de 50 reportagens inéditas. A produção de conteúdos exclusivos para as redes sociais também faz parte do cotidiano da equipe. 

A revista, que completou oito anos em 2021, foi criada pela Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM. Por meio de um visual atraente e do uso de uma linguagem acessível, o objetivo é divulgar e facilitar o entendimento de termos e temáticas encontradas em pesquisas, atividades de extensão e projetos culturais da Universidade. Além disso, promover experiência prática para alunos de diferentes cursos da instituição - com uma equipe formada por bolsistas, voluntários e estagiários, que atuam em áreas como mídias sociais, design gráfico e jornalismo. 

Apesar do foco inicial da revista ter sido na publicação impressa - com 11 edições até o momento -, desde 2016 a Arco investe em produções semanais para o espaço digital. Essa integração com o online possibilita o contato com um público mais diverso - de maneira independente a aspectos geográficos. Em 2021, a revista  recebeu pedidos de publicação de suas reportagens e ilustrações em diversos livros didáticos, além de ser citada em artigos científicos e sites, como o da Pfizer

Popularização da ciência

Ao todo, a revista soma seis pedidos de reprodução de seus materiais neste ano O uso de seus materiais por parte de editoras é para integrar livros didáticos de nível fundamental e médio em disciplinas como ciências, química e linguagens. Entre as publicações estão reportagens e ilustrações da Arco. A editora Tempo Composto, por exemplo, solicitou o uso de um infográfico sobre tráfico de animais para integrar um livro de Ciências do ensino fundamental. A revista também foi citada no livro de Linguagens “Identidade em Ação”, da editora Moderna, como exemplo para o ensino de divulgação científica.

Reprodução do infográfico da Revista Arco pela editora Tempo Composto

Outro material selecionado foi o texto “Chá de boldo pode melhorar os sintomas ou curar a covid-19?”, que irá compor o livro “Projetos Integradores” para crianças do Ensino Fundamental I, a ser lançado pela Editora Moderna. A doutora  em Linguística Aplicada, Juliana Vegas Chinaglia,  também  autora e editora do livro, explica que, para um texto integrar um material destinado às crianças e ao aprendizado, é preciso que ele possua uma boa escrita e tenha uma linguagem acessível.

“O interesse na matéria se deu pelo tema, que se encaixava perfeitamente no que eu estava buscando. Em seguida, verifiquei a qualidade da escrita e achei que o texto tinha uma linguagem boa para ser utilizada com crianças, pois explica os conceitos científicos de forma acessível. Outro ponto que ajudou na escolha do texto foi a sua publicação em uma revista da UFSM, o que dá credibilidade ao livro”, diz Juliana. 

Outras reportagens da revista também foram utilizadas por editoras, como a “Alimentos alcalinos ajudam a combater a ação do novo coronavírus?”, que fez parte do Guia de Estudos de Química para o ensino médio da editora Positivo. Já para livros do ensino fundamental foram escolhidos mais dois textos:  “Efeitos colaterais do distanciamento físico na saúde mental”, pela editora Saraiva para o livro “Ações Itinerários” de Linguagens, e uma entrevista com um paleontólogo  para o livro “Rotas” de ciências da editora Edebê.

A revista ainda foi mencionada em diversos sites na internet, nos quais suas reportagens são utilizadas como referência. O destaque foi a sua menção no site oficial da farmacêutica Pfizer, onde o mitômetro “As vacinas de RNA contra Covid-19 podem alterar o DNA” foi utilizado na composição de um texto sobre fake news e mitos sobre as vacinas. Segundo Maurício Dias, coordenador de Comunicação Social, “A citação da Pfizer para nós é muito gratificante. Ter uma empresa especializada em produção de vacinas usando um conteúdo produzido aqui na universidade para levar conhecimento para seus internautas nos mostra que estamos no caminho certo. É a comprovação que a comunicação institucional está cumprindo o seu papel de fazer com que a ciência e o conhecimento cheguem a todos”.  

Além disso, por meio de busca no Google Acadêmico, é possível perceber que a revista atinge estudantes do ensino superior de diversos cursos. A Arco tem mais de 40 citações em textos acadêmicos e suas produções foram citadas em livros digitais e artigos científicos de diversas instituições do país. Alguns exemplos são: o e-book “Diários de Virologia” da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que utiliza uma matéria sobre as pesquisas para criação de vacinas; uma dissertação de mestrado sobre o ensino de biologia para alunos surdos da Universidade de Brasília (UNB) que cita de um texto sobre estratégias de ensino para alunos com surdez; e um artigo científico do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) que tem como referência a reportagem “15 fatos sobre cadáveres que você nem fazia ideia que eram reais”

Maurício acredita que os textos de jornalismo científico da Revista Arco são mais acessíveis e complementam assuntos recentes que ainda não possuem grande base bibliográfica, por isso estão sendo utilizados em trabalhos acadêmicos.  “Isso nos mostra que a revista está sendo buscada por pessoas de qualquer parte do país e, às vezes, até do mundo - e que a sua linguagem é compreensível para pessoas leigas, cumprindo seu objetivo de popularização da ciência”.

Sobre a Arco

Com o propósito de ampliar o seu público e promover um ambiente de aprendizagem dinâmico para sua equipe de estudantes, nos últimos anos, a revista também tem buscado explorar outros formatos jornalísticos. Um deles é a checagem de informação, por meio da editoria Mitômetro - a qual busca combater a desinformação e encontrar respostas para questões que repercutem nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Outro é o formato sonoro, com o podcast Arco no Fone, que tem seis episódios disponíveis nos principais agregadores, como Spotify, Deezer e Google Podcasts. Em 2020, a Arco também lançou sua primeira edição internacional, publicada totalmente em inglês. Ainda, procura manter a interação com o público por meio do envio quinzenal de sua Newsletter

 Atualmente, a revista trabalha no lançamento da sua 12ª edição impressa, que terá como temática central os 60 anos da UFSM. Concomitante a isso, a Arco conta com três publicações semanais no site e com conteúdos exclusivos nas redes sociais. Você pode acompanhar os posts pelo Facebook e pelo Instagram da @Revista Arco. 

Expediente

Repórter: Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustrador:  Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, estagiária de Jornalismo; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/07/22/revista-arco-8-anos-de-ciencia-e-cultura-da-ufsm Thu, 22 Jul 2021 18:42:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56344 No dia 22 de julho, a Revista Arco comemora 8 anos de existência. Desenvolvido, inicialmente, pela Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM em parceria com o curso de Jornalismo, o projeto começou com a coordenação de Luciane Treulieb e Lucas Missau. A proposta era fazer uma revista científica e cultural que divulgasse as produções da universidade através de uma linguagem acessível e de um visual atraente, de maneira que os conhecimentos não ficassem restritos à comunidade acadêmica. No início de sua história, em 2013, o foco das produções era direcionado às edições impressas – que, em geral, tinham um processo de elaboração trimestral -, porém, hoje, a Arco também conta com conteúdos inéditos produzidos para a plataforma digital, situada em um domínio da UFSM. Só no ano de 2021, já foram aproximadamente 40 reportagens que contam com mais de 300 mil visualizações. “Ao longo do tempo, e até devido à dificuldade em obter recursos para imprimir, fomos nos dando conta de que valia a pena investir mais no ambiente digital - inclusive pela possibilidade de alcançar um público maior e mais diverso. Então começamos a produzir, além das matérias para a Arco impressa, conteúdos específicos para o site, que atualmente é onde estão nossos principais esforços. A parceria com o LEx foi fundamental nesse momento”, comenta Luciane Treulieb, servidora técnico-administrativa da UFSM e editora-chefe da revista.  Além das reportagens publicadas duas vezes por semana no site, a Arco desenvolve, neste momento, a 12ª revista impressa, que será em homenagem aos 60 anos da UFSM. A publicação também tem um objetivo pedagógico, na medida que promove a prática da profissão para alunos de cursos como Jornalismo, Produção Editorial, Desenho Industrial e Relações Públicas, tanto do campus sede como de Frederico Westphalen. Atualmente, a equipe conta com 9 bolsistas, 5 voluntários e 7 estagiários, além dos coordenadores. Ainda, há a busca por explorar outros formatos jornalísticos – como em quadrinhos, em checagens, e em produções sonoras. O podcast “Arco no Fone” é um exemplo que já está em prática e conta com 5 episódios, disponíveis nos principais agregadores. Além disso, a editoria “Mitômetro” foca no combate à desinformação, com a checagem de informações que estejam sendo muito discutidas nas redes sociais - em especial, no momento, relacionadas à Covid-19.  Segundo Maurício Dias, servidor técnico-administrativo e editor digital da revista, “Um dos princípios da política editorial da Coordenadoria de Comunicação é a participação pedagógica e, nesse sentido, trabalhar com diferentes formatos a partir da revista é uma forma de atender a esse objetivo. A oferta de conteúdo hoje é muito variada. As pessoas consomem conteúdo de diferentes maneiras e o tempo todo. E esse conteúdo informativo é acessado junto com o institucional, o publicitário e o de entretenimento. E é a partir daí que precisamos pensar como fazer que [o conteúdo jornalístico] chegue e, também, de que maneira as pessoas vão acessar”.  Ainda há o envio quinzenal da Newsletter da Arco e a busca pela interação com o público e por uma maior circulação dos conteúdos da revista por meio de conteúdos exclusivos nas redes sociais da revista. Para conferir e acompanhar os posts no Facebook e no Instagram, é @RevistaArco.  Ilustração do banner: Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Arco Redação: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Arco]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editais/002-2021 Thu, 10 Jun 2021 21:08:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/?post_type=editais&p=56018 A Coordenadoria de Comunicação Social seleciona duas vagas para bolsistas.

A primeira é na área de design editorial para a Revista Arco. As  principais funções estão relacionadas com ilustração, diagramação, elaboração de infográficos, animações e soluções visuais para mídias digitais e impressas. Podem concorrer estudantes dos seguintes cursos: Desenho Industrial, Produção Editorial ou Publicidade e Propaganda.

A segunda é para jornalismo na rádio 107.9 FM. Já a vaga de jornalismo é para a produção de programa vinculado ao projeto Rede Básica. O bolsista terá de apurar, gravar entrevistas e locuções, produzir boletim e elaborar roteiro. Podem concorrer estudantes de Jornalismo com interesse por mídia sonora.

 

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A Coordenadoria de Comunicação Social seleciona duas vagas para bolsistas.

A primeira é na área de design editorial para a Revista Arco. As  principais funções estão relacionadas com ilustração, diagramação, elaboração de infográficos, animações e soluções visuais para mídias digitais e impressas. Podem concorrer estudantes dos seguintes cursos: Desenho Industrial, Produção Editorial ou Publicidade e Propaganda.

A segunda é para jornalismo na rádio 107.9 FM. Já a vaga de jornalismo é para a produção de programa vinculado ao projeto Rede Básica. O bolsista terá de apurar, gravar entrevistas e locuções, produzir boletim e elaborar roteiro. Podem concorrer estudantes de Jornalismo com interesse por mídia sonora.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/05/18/revista-arco-polifeira Tue, 18 May 2021 21:40:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55815

Desde a última terça-feira (18), a 11ª Edição da Revista Arco passou a ser entregue semanalmente na Polifeira do Agricultor para clientes e público em geral. A distribuição ocorre sempre durante o horário da feira, das 7h às 12h30, na Avenida Roraima, próximo à Universidade Federal de Santa Maria.

Segundo Cristiano Dotto, assessor técnico da equipe de coordenação da Polifeira, a entrega ocorre nas bancas dos agricultores do local. “Quando o consumidor adquire o alimento em uma banca, ele é convidado a levar uma revista para casa”, comenta. 

Desde a suspensão das atividades presenciais acadêmicas e administrativas não essenciais na Universidade, a Revista Arco estava sendo entregue apenas em pontos fixos da Universidade, como no prédio da Reitoria, em que a circulação de pessoas segue baixa devido à pandemia. 

O editor-chefe da 11ª Edição da Revista Arco, Maurício Dias, expõe os prejuízos desse momento na circulação do material: “com a pandemia não estávamos conseguindo distribuí-la em nenhum local, deixamos guardada durante todo esse tempo”. Ele também explica a importância da circulação para um maior alcance de público, proporcionado pela contribuição dos agricultores, servidores e bolsistas da Polifeira do Agricultor. “É uma maneira de fazer com que as pessoas possam ter acesso a um conteúdo de uma maneira gratuita, além de acompanhar o que a Universidade faz”, aponta.

A Revista Arco é uma publicação de jornalismo científico e cultural produzida pela Coordenadoria de Comunicação Social da universidade. A equipe é composta por alunos dos cursos de Comunicação Social e Desenho Industrial da UFSM e coordenada pelos jornalistas Maurício Dias e Luciane Treulieb. A 11ª Edição da Revista traz o dossiê sobre mídias sociais, que aborda os problemas das fake news e do discurso de ódio; diário de campo sobre autocuidado dos recicladores de lixo; ensaio fotográfico sobre visibilidade trans; matéria em quadrinhos acerca da Língua Brasileira de Sinais; infográfico que resgata a descoberta e a evolução da cerveja.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/03/25/oficina-pablito-aguiar Thu, 25 Mar 2021 13:48:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55403 Revista Arco promoveu uma oficina sobre jornalismo em quadrinhos com o designer Pablito Aguiar. O evento teve mediação do jornalista Augusto Paim e contou com a presença de mais de 40 participantes de diversos estados brasileiros. Em fevereiro, a Arco havia realizado a primeira oficina, na qual Paim apresentou os resultados de sua tese sobre reportagem em quadrinhos, realizada na Universidade Bauhaus, na Alemanha. Formado em Design pela Unisinos, Pablito Aguiar contou sobre sua trajetória pessoal e profissional com o desenho e seus projetos de entrevistas em quadrinhos. No primeiro momento, o quadrinista trouxe relatos sobre sua infância e adolescência, e sobre um projeto que fez enquanto ainda estava na graduação, em que aproveitava o longo trajeto entre sua casa e a universidade para desenhar os passageiros que estavam sentados nos bancos próximos aos seus. Na época, Pablito foi convidado pela Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre, a Trensurb, para expor os seus desenhos nas estações do metrô. Quando questionado sobre seu interesse pelos quadrinhos, Pablito contou que foi natural, devido às leituras de quadrinhos que fazia e ao fato de ter trabalhado em um jornal em Alvorada: “Uma pessoa que me inspirou muito foi o argentino Liniers, que fazia entrevistas em quadrinhos com artistas famosos para o jornal La Nación. Então tive a ideia de propor algo parecido, entrevistar moradores da minha cidade para valorizar a história de Alvorada, e eles toparam”, conta o designer. Enquanto trabalhava no jornal “A Semana”, o cartunista realizou o projeto “Alvorada em Quadrinhos”, para o qual ele entrevistava moradores da cidade e depois contava suas histórias por meio dos quadrinhos. Posteriormente, esse trabalho virou livro e foi distribuído nas escolas públicas da cidade. Ele conta que decidiu fazer tal projeto pois sentia um interesse em documentar a história da sua cidade e de seus moradores. Em 2018, Pablito deu seguimento ao seu projeto de entrevistas em quadrinhos, mas desta vez em Porto Alegre. Lá entrevistou nove pessoas e contou suas histórias. Porém, em vez do jornal, ele as publicou nas redes sociais, visando a um alcance maior.  Esse projeto foi interrompido devido à pandemia de Covid-19.

Trabalho reconhecido nacionalmente

Por conta da pandemia, Pablito precisou encontrar novas maneiras de realizar as entrevistas em quadrinhos, e foi então que decidiu dialogar com as pessoas através da internet, perguntando sobre suas rotinas durante este período pandêmico. Para uma dessas histórias, ele foi procurado por um grupo de amigos que queriam contar sobre uma amizade que surgiu, durante a pandemia, com o vizinho deles, que vivia do outro lado de uma avenida em Porto Alegre. Essa entrevista fez tanto sucesso que os “personagens” e Pablito foram convidados a participar de uma matéria no programa Fantástico, da Rede Globo.  Ao final da oficina, Pablito contou suas expectativas de trabalho, que incluem contar histórias de pessoas do Brasil inteiro assim que for possível viajar novamente. Mesmo sem ter formação na área do jornalismo, Pablito enfatiza que têm Eliane Brum como inspiração e que foi principalmente a partir da leitura dos livros dela, como “O olho da rua” e “A vida que ninguém vê”, que aprendeu a como exercitar o olhar empático e fazer uma boa entrevista.   O jornalismo em quadrinhos é uma área em crescente no mercado e, para Pablito, que é tido como referência por muitos, a principal dica é “Faça! Fui aprendendo na prática, assim como aprendi a enfrentar a minha timidez na hora das entrevistas. Quanto mais praticamos, mais nos conhecemos e melhor ficamos naquilo que escolhemos fazer”, enfatiza o designer. Reportagem: Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária na revista Arco Ilustração: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista na revista Arco Mídia Social: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista na revista Arco Edição: Luciane Treulieb, jornalista]]>