UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 30 Mar 2026 13:10:45 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/23/mutirao-no-husm-amplia-atendimentos-e-reforca-cuidado-com-a-saude-da-mulher Mon, 23 Mar 2026 15:22:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72236 [caption id="attachment_72237" align="alignright" width="600"]Foto colorida na horizontal com uma placa sinalizadora escrito ‘sala de espera’ localizada no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) Em Santa Maria foram realizados 408 atendimentos[/caption]

O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) realizou, no último sábado (21), o Dia E da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). A quarta edição do mutirão nacional de atendimentos ocorreu de forma simultânea em 45 hospitais universitários federais em todo o país, e contabilizou cerca de 45 mil procedimentos, entre cirurgias, consultas e exames especializados. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), foram ofertados aproximadamente 36,5 mil exames e terapias, 7,3 mil consultas especializadas e 1,2 mil cirurgias eletivas realizadas em pacientes que aguardavam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Santa Maria, aconteceram 408 atendimentos ao longo do dia, contemplando diversas especialidades médicas. Neste ano, parte significativa da programação teve foco na saúde da mulher, com ações voltadas à ginecologia, mastologia, planejamento reprodutivo e aleitamento materno. Entre os atendimentos, 30 cirurgias foram realizadas, com destaque para as ginecológicas e de mama. Na área de diagnóstico, o mutirão também contou com mais de 170 exames especializados e terapias, como mamografias e ultrassonografias, ampliando o acesso a serviços essenciais e fortalecendo o cuidado com a saúde das mulheres.

Pacientes são atendidos no mutirão 

Cidadãos de diferentes faixas etárias participaram do mutirão em busca de atendimentos aguardados há meses. A paciente Francisca Martins Vieira, de 72 anos, natural de Santa Maria, conseguiu antecipar uma ultrassonografia que estava inicialmente prevista para maio. “Eu fiquei contente porque vou ter uma consulta e não ia conseguir fazer o exame antes. Agora vou realizar a tempo”, afirma. Para ela, iniciativas como essa fazem diferença no acesso à saúde pública. “Eu gostei porque estão antecipando para quem está mais necessitado. Então, eu achei uma boa ação e precisa continuar assim para ficar cada vez melhor”, destaca. 

[caption id="attachment_72238" align="alignright" width="599"]Foto colorida na horizontal onde mostra a paciente Marisa Schwertner esperando para ser atendida na sala de espera do HUSM Paciente Marisa Schwertner na sala de espera do HUSM[/caption]

Além da antecipação de exames, o mutirão também possibilitou o acesso mais rápido a procedimentos cirúrgicos. A paciente Marisa Schwertner, de 70 anos, relata que convivia com artrite reumatoide nos dois punhos, doença inflamatória crônica em que o sistema imunológico ataca o tecido que reveste a articulação. Essa condição vinha causando dores intensas e limitações no dia a dia. Encaminhada para a realização do procedimento, ela aguardava o atendimento para dar continuidade ao tratamento. “Eu tenho muita dor, não consigo dormir de noite e tomo muito medicamento. Isso acaba prejudicando outras coisas também”, conta. Segundo ela, o encaminhamento para a cirurgia ocorreu de forma ágil. “Dessa vez foi muito rápido. Eu fui ao posto de saúde e 20 dias depois já me chamaram aqui”, afirma. Para Marisa, a realização do procedimento representa alívio e melhora na qualidade de vida. “É maravilhoso poder fazer uma coisa dessas, porque é uma cirurgia que sai caro. E pelo HUSM, pra mim, é tudo”, destaca.

O mutirão também possibilitou o acesso de 25 unidades do método contraceptivo ‘Implanon’. Disponibilizado pelo SUS, o dispositivo permite ampliar o acesso das pacientes a alternativas de planejamento reprodutivo. A jovem Jaqueline, de 21 anos, moradora de São Francisco de Assis, foi até o hospital para a colocação do método. “É algo bom, porque é um método seguro, principalmente para quem já tem filhos. Então, é bom conseguir pelo SUS”, destaca. Conhecido como “chip anticoncepcional”, o Implanon consiste em uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço. O dispositivo libera continuamente o hormônio etonogestrel, prevenindo a gravidez por até três anos com alta eficácia. Além disso, é um método reversível e não contém estrogênio.

Profissionais destacam a importância do planejamento reprodutivo

[caption id="attachment_72239" align="alignleft" width="440"]Foto colorida na vertical exibindo Izabel Cristina Hoffman, a esquerda, e Camila Jacques, a direita. As duas estão localizadas no setor de ginecologia do HUSM para realizar a aplicação do Implanon nas pacientes. A enfermeira Izabel Cristina Hoffman, junto a ginecologista Camila Jacques, no setor de ginecologia do HUSM[/caption]

A oferta de métodos contraceptivos de longa duração durante o mutirão também mobilizou profissionais da área da ginecologia e enfermagem, responsáveis pela inserção dos implantes e organização dos atendimentos. A ginecologista Camila Jacques e a enfermeira Izabel Cristina Hoffman atuaram auxiliando os residentes na ação.

Segundo Camila, a iniciativa amplia o acesso das mulheres a diferentes opções de contracepção. “Eu acho que é preciso ter a opção de escolha. Então, quanto mais métodos disponíveis, melhor vai ser a escolha dessas pacientes. Por optar pelo que é melhor para elas no planejamento familiar e não ficarem restritas a algumas opções, pois quanto mais opções a gente tem, em termos de SUS, melhor para essa mulher”, afirma.

Izabel também destaca o impacto da ação na autonomia feminina. “Conseguir fazer o planejamento reprodutivo é uma forma de empoderamento feminino também, pois a mulher pode decidir gestar ou não”, ressalta.

Além de ampliar o acesso, o Implanon surge como uma alternativa importante para mulheres que não se adaptam a outros métodos contraceptivos. “Muitas vezes a paciente não atende aos critérios de outros métodos já são disponíveis. O Implanon, que é um método de longa duração, serve para as pacientes que não querem ter filhos agora, estando protegidas por mais tempo”, explica Camila. A médica também destaca que o método pode ser indicado em casos específicos. “Às vezes elas têm contraindicação ao uso do DIU ou outros contraceptivos, e daí entra um método também de longa duração com o uso de progesterona, que traz inúmeras vantagens”, completa. Por ser livre de estrogênio, reduz riscos cardiovasculares, como trombose, além de evitar efeitos colaterais associados a contraceptivos combinados, como melasma e diminuição da libido.

Futuras edições do mutirão

Segundo o chefe do setor de contratualização e regulação do HUSM, Helder Ferreira de Souza, o “Dia E” permite ampliar o funcionamento do hospital para além da rotina habitual, possibilitando o atendimento de pacientes de Santa Maria e região que, em um dia comum, não estariam sendo contemplados. “Hoje seria um dia que o hospital não estaria funcionando plenamente. Então é um dia que ampliamos o funcionamento desses serviços, tanto na parte de consultas, exames e cirurgias.”, explica.

De acordo com Souza, a ação também contribui para agilizar o andamento das listas de espera, ao antecipar atendimentos que ocorreriam apenas nas semanas seguintes. “Com a abertura desses horários, conseguimos adiantar atendimentos e também beneficiar outros pacientes que serão chamados na sequência”, destaca.

A iniciativa deve ter continuidade ao longo do ano, com a previsão de pelo menos mais duas edições do “Dia E”, programadas para os meses de maio e novembro.

Mais informações sobre essa edição do mutirão e as próximas ações podem ser acompanhadas pelos canais oficiais do hospital, como o Instagram (@husmufsm) e o site institucional do HUSM.

 

Texto: Giovanna Felkl, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Gabriele Mendes, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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Ouvir o som de um latido, jogar uma bolinha para o cão buscar ou simplesmente dividir a companhia de um animal de estimação pode parecer parte comum do dia a dia de quem convive com cães. Apesar disso, essas vivências podem contribuir para o bem-estar psicológico de quem precisa. Apresentar esse potencial foi o objetivo do 1º Seminário de Cinoterapia, ou Terapia Assistida por Cães, realizado no Auditório do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) nesta sexta-feira (12).

[caption id="attachment_71651" align="alignleft" width="555"]Foto horizontal e colorida de uma mesa de abertura com sete pessoas sentadas em um auditório, diante de um telão com a arte do evento. Bandeiras estão posicionadas ao fundo e o ambiente é organizado para uma apresentação formal. Autoridades que integraram a mesa de abertura do Seminário destacaram a relevância do evento para a divulgação de evidências científicas (Foto: Julia Cervo)[/caption]

O evento foi realizado em alusão aos oito anos de existência do projeto Cinoterapia no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). A iniciativa foi organizada pelo Grupo de Pesquisa Cuidado em Saúde Mental e Formação em Saúde, vinculado ao curso de Enfermagem da UFSM e liderado por Daiana Foggiato, enfermeira e doutora em Enfermagem. Durante a abertura do Seminário, ocorrida nesta manhã, Daiana destacou que “esse projeto representa um avanço quanto às instituições. Hoje trouxemos os resultados, os relatos e como o projeto é visto pelo público".

Na sequência, a diretora do CCS, Maria Denise Schimith, ressaltou que o projeto rompe barreiras pois questiona a racionalidade biomédica. “Temos que questionar outras possibilidades que também proporcionam saúde para a comunidade. Não são apenas os remédios que fazem a diferença. Os anos de extensão a pesquisa deste projeto trazem motivos para celebrar”, disse.

A vice-reitora da UFSM, Martha Adaime, esteve presente entre os membros da mesa de abertura. Em sua fala, reforçou a importância dos parceiros da Universidade e frisou a relevância do projeto em um contexto em que a saúde mental é uma preocupação coletiva. “A terapia, que antes parecia fraqueza, hoje sabemos que é um sinal de maturidade. E também entendemos que, intuitivamente, os animais melhoram nossos dias e hoje vamos ver resultados científicos que comprovam isso na prática”, afirmou.

A mesa de abertura também foi composta pelo superintendente do Husm, Humberto Palma; pelo Major do quadro de oficiais do Estado-Maior, Mateus Bastianello; pelo comandante do segundo Canil do Batalhão de Busca e Salvamento, o primeiro sargento Jaubert Ribeiro; e pela chefe da Unidade de Saúde Mental do Husm, Helena Moro Stochero.

Ciclo de palestras aborda efetividade e repercussão da cinoterapia

A palestra de abertura do Seminário foi realizada pela psicóloga e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM, Priscila Zubiaurre. Na ocasião, a estudante apresentou pesquisas que investigaram a percepção de usuários, familiares e trabalhadores sobre a cinoterapia. O estudo, realizado em forma de pesquisa quantitativa, descritiva e exploratória, foi desenvolvido por meio de entrevistas semiestruturadas com questões sobre perfil sociodemográfico e assuntos relacionados à cinoterapia.

[caption id="attachment_71652" align="alignright" width="567"]Foto horizontal e colorida de um auditório. À esquerda, uma mulher está em pé ao lado de um púlpito, segurando um microfone enquanto apresenta slides projetados na tela ao fundo Priscila Zubiaurre, psicóloga e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM, apresentou pesquisa sobre a percepção da cinoterapia (Foto: Pedro Moro)[/caption]

Entre os resultados encontrados, Priscila destacou que os usuários percebem a cinoterapia como uma prática humanizada e terapêutica. Além disso, os participantes destacaram que a técnica promove sentimentos de aceitação e familiaridade por meio da interação com o cão. A pesquisadora disse ainda que sentimentos de distração, liberdade, afeto, proteção, confiança e tranquilidade foram citados pelos usuários que participaram do estudo.

Durante a apresentação, Priscila compartilhou trechos das entrevistas e, para preservar a identidade dos participantes, optou por identificá-los apenas pela letra “U”, de usuário. Entre os relatos exibidos, um deles destacou o impacto afetivo da presença dos cães: “Dá segurança para o ser humano [...] Entendo ser uma terapia através dos cães para a pessoa fazer um carinho [...] quem sai beneficiado não é só o cachorro, mas nós também”, afirmou um dos participantes. 

O evento seguiu ao longo da manhã e da tarde com palestras que abordaram pesquisas acadêmicas sobre os efeitos da cinoterapia, relatos de experiências em unidades de saúde mental e na atuação de bombeiros cinotécnicos. As apresentações também destacaram impressões de trabalhadores e usuários, além da presença da cinoterapia nas mídias e seus impactos na percepção pública. A programação detalhada por ser conferida no aqui.

Cães-terapeutas marcam presença no encerramento do Seminário

O encerramento do Seminário foi marcado pela participação de cães-terapeutas dos Bombeiros Militares Cinotécnicos. Segundo 1º sargento do Quadro de Praças Bombeiros-Militares, Alex Sandro Teixeira Brum, hoje o grupo conta com oito cães, sendo que apenas três participam das atividades do projeto de Cinoterapia do Husm. “Levamos em consideração que o condutor saiba atuar na atividade e que o cão se sinta confortável. Temos muita atenção com o bem-estar animal e, por isso, sempre indicamos os cães mais sociáveis e que aceitem bem o toque e o carinho, já que faz parte do processo da cinoterapia”, explicou.

Final do encontro foi marcado pela participação dos cães-terapeutas (Foto: Paulo Baraúna)

Brum ainda salientou sobre o valor da parceria entre as instituições públicas para o bem comunitário e avanço na produção de conhecimentos científicos. “Esse projeto se tornou de grande importância e hoje temos um grande papel nessas pesquisas. São duas instituições públicas que se unem para entregar melhores resultados para a sociedade”, reforçou o sargento.

O projeto de Cinoterapia do Husm

Fundado em 12 de dezembro de 2017, o projeto é oferecido para pacientes da Unidade de Saúde Mental do Husm. Uma vez por semana, cães de busca e resgate do 4º batalhão de Bombeiros Militares da cidade realizam visitas aos pacientes da Unidade. Atualmente, as sessões ocorrem nas terças-feiras e possuem duração de uma hora. 

Mais informações sobre a iniciativa podem ser conferidas no site do Verdadeiramente e na reportagem da TV 55BET Pro, produzida em 2022.

O futuro do Seminário

Conforme Daiana Foggiato, o evento trouxe grande satisfação ao público e surgiu devido a solicitações para que o grupo divulgasse os resultados recolhidos ao longo da existência do projeto. Daiana ainda compartilhou suas expectativas para as próximas edições do Seminário. “Completamos oito anos de projeto e já estava na hora de compartilharmos esses conhecimentos. Esperamos fazer outro quando o projeto completar dez anos e trazer novas evidências e dados sobre o potencial da cinoterapia”, previu a enfermeira.

 

Texto: Pedro Moro,estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

 

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Duas professoras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foram vencedoras do 17º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Sistema Único de Saúde (SUS). As indicações haviam sido divulgadas em julho deste ano pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a cerimônia de entrega dos troféus ocorreu na última terça-feira (2), no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. Entre as universidades indicadas, a UFSM foi a única instituição gaúcha premiada.

Marli Matiko Anraku de Campos, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas e do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, conquistou o primeiro lugar na categoria Produtos e Inovação em Saúde com o “Teste Molecular Rápido para Tuberculose”. Já a professora Vanessa Ramos Kirsten, dos Programas de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade e em Gerontologia, recebeu o terceiro lugar na categoria Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS, com o trabalho “Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional: uma proposta de educação permanente em saúde para melhoria da qualidade da atenção à saúde nos municípios do Rio Grande do Sul”.

O Teste Rápido para Tuberculose

O Teste Rápido para Tuberculose é uma iniciativa do Laboratório de Micobacteriologia da UFSM, coordenado por Marli, e busca otimizar o diagnóstico e facilitar o tratamento da doença. Para a docente, a conquista do primeiro lugar representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido ao longo de sua carreira. “Esse teste pode contribuir para a saúde pública no Brasil. É muito positivo para a UFSM também, já que nós representamos a universidade em diferentes locais e eventos relacionados à saúde”, reforça. A pesquisadora acrescenta que “está aprimorando a tecnologia para facilitar a manutenção da metodologia utilizada”.

Apesar de o tratamento para tuberculose ser ofertado gratuitamente pelo SUS, a lentidão no diagnóstico ainda é um desafio. Em média, o tempo total entre o início dos sintomas e o início do tratamento é de 11 semanas, isso é causado por dois fatores: o atraso do paciente em reconhecer os sintomas e o atraso do próprio sistema de diagnósticos e consultas. Esses dados foram publicados em levantamento realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela Johns Hopkins University.

Marli destaca que a principal estratégia para o combate à doença é o início precoce do tratamento e, para ela, o Teste tem grande potencial. “Hoje em diaa, quando se suspeita de tuberculose, o protocolo é pedir um raio-X e a cultura do escarro. Esse segundo procedimento consiste em pegar a amostra e aplicar em um ambiente propício para o crescimento do bacilo, caso haja bactéria. Porém, esse crescimento demora em torno de 20 a 60 dias, o que é incompatível com as necessidades do paciente. O Teste surge como uma alternativa a esses métodos tradicionais”, explica.

A pesquisa sobre Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional

A pesquisa conduzida por Vanessa iniciou em 2021, quando foi aprovada em edital de fomento do SUS. Conforme a docente, o recebimento do prêmio representa a valorização de uma temática que, muitas vezes, não recebe destaque entre as pesquisas. “Muitos trabalhos são voltados para tratamento e diagnóstico de doenças, o que é importante, mas a nossa pesquisa trata do processo de trabalho e do monitoramento da situação alimentar e nutricional da população brasileira”, explica.

A professora reforça que o trabalho premiado contribui para a instrumentalização no combate às problemáticas relacionadas à saúde nutricional. “As pessoas precisam registrar esses dados para identificarmos quais problemas existem nesse âmbito”, afirma. Sobre o desenvolvimento da pesquisa, Vanessa conta que os envolvidos realizaram chamadas públicas para que profissionais da saúde que atuam na vigilância alimentar compartilhassem suas experiências, além de desenvolver um chatbot para auxiliar esses trabalhadores “Recolhemos essas experiências, produzimos e-books e montamos um chatbot que tira dúvidas sobre os processos de trabalho de qualificação da vigilância alimentar e nutricional”, pontua.

Em relação às expectativas para o futuro da pesquisa, Vanessa revela que está sendo realizado um levantamento de dados sobre a vigilância alimentar dos municípios gaúchos, a fim de identificar quais têm interesse em aprofundar conhecimentos relacionados à temática nutricional. “Com esses levantamentos, estamos marcando capacitações. Queremos fazer isso em nível estadual, nas coordenadorias de saúde. Nossa expectativa para 2026 é essa: fortalecer a extensão e a capacitação”, reforça.

Sobre o Prêmio

O Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS é uma parceria do CNPq com o Ministério da Saúde com o objetivo de reconhecer o mérito de pesquisadores, professores e profissionais de todas as áreas do conhecimento cujos trabalhos tenham contribuído de forma relevante para o SUS, em consonância com a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.

O Prêmio é dividido em cinco categorias:

  • Tese de Doutorado

  • Dissertação de Mestrado

  • Produtos e Inovação em Saúde

  • Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS

  • Trabalho Publicado em Revista Indexada

Informações sobre próximas edições podem ser acompanhadas no site do Governo Federal.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Fotos: arquivo pessoal de Marli Anraku
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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Imagem colorida horizontal em diferentes tons de azul. Ao centro, duas mãos seguram um coração vermelho com uma cruz branca. O cartaz traz as informações disponíveis no texto sobre as duas capacitações em saúdeA Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas está com inscrições abertas para atividades voltadas para a Saúde e Qualidade de Vida em novembro. A agenda é a seguinte:

Dia 12 (quarta-feira) - Prevenção às Doenças Cardiovasculares e Promoção da Saúde Bucal

Dia 19 (quarta-feira) - Como enfrentar os desafios da intergeracionalidade e o etarismo

Os cursos são exclusivos para servidores da UFSM.

As inscrições devem ser feitas pelo Portal da Capacitação

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No dia 13 de setembro, o auditório Gulerpe do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) recebeu um evento alusivo ao Mês Mundial da Doença de Alzheimer. A atividae reuniu profissionais da saúde, especialistas, estudantes e cuidadores para debater o panorama atual da doença no Brasil e os desafios cotidianos do cuidado na velhice. 

A mesa de abertura foi composta pela Coordenadora do Projeto PACTO UFSM e da ABRAz Santa Maria, professora Kayla Palma; pela Chefe da Unidade de Atenção Domiciliar e dos Cuidados Paliativos, Anna Aracy Barcelos Ourique; pela coordenadora da pós graduação em gerontologia, Melissa Medeiros Braz; e pelo superintendente do HUSM, Humberto Palma.

Kayla lembrou que o dia 21 de setembro é reconhecido internacionalmente como a data de conscientização sobre demências, sendo o Alzheimer a mais prevalente. Neste ano, a atividade ocorreu em paralelo ao mutirão com mais de 300 procedimentos no HUSM como forma de ampliar o alcance junto à comunidade atendida. “Era uma forma de as pessoas que estão sendo atendidas também terem acesso a mais uma forma de atenção, prestada dentro do hospital por profissionais que atuam no HUSM e na Universidade Federal de Santa Maria, para dar esse suporte”, destacou.

A programação contou com palestras de especialistas em diferentes áreas relacionadas ao cuidado de pessoas com demência, indo da saúde à arquitetura. Entre os temas, estiveram em pauta os impactos do ambiente físico na qualidade de vida, com orientações sobre adaptação de espaços, além da importância da alimentação adequada. O destaque foi a conferência de abertura “Panorama atual da Demência de Alzheimer no Brasil e estratégias de cuidado não farmacológico”, ministrada pela geriatra Fernanda Birk, que apresentou um panorama nacional da doença e ressaltou alternativas de acompanhamento que vão além do uso de medicamentos.

Entendendo o Alzheimer

De acordo com o Ministério da Saúde, a Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo que provoca a deterioração da memória, do raciocínio e de outras funções cognitivas, além de comprometer atividades do dia a dia e estar associada a sintomas comportamentais. A condição está ligada ao acúmulo de fragmentos de proteínas tóxicas no sistema nervoso central, que levam à perda de neurônios em regiões como o hipocampo — responsável pela memória — e o córtex cerebral, essencial para a linguagem, o pensamento abstrato e o reconhecimento de estímulos.

Embora a causa ainda seja desconhecida, há indícios de que fatores genéticos estejam relacionados ao desenvolvimento da doença. O Alzheimer é a forma mais comum de demência em pessoas idosas, respondendo por mais da metade dos casos registrados nessa população.

PACTO UFSM e ABRAz: apoio para famílias e cuidadores

Criado em 2013 pela professora Kayla Palma, o PACTO é um projeto de extensão da UFSM que atua na promoção da saúde integral de cuidadores de idosos e adultos com doenças crônicas. Por meio de ações educativas e grupos de apoio, o projeto ensina técnicas de manejo e cuidado diário, além de incentivar hábitos de vida mais saudáveis. Entre as iniciativas, estão os grupos de apoio online, o tele acolhimento individual, o acompanhamento a cuidadores de pacientes do ambulatório de Terapia Ocupacional, o ACALANTO - que presta acolhimento em leitos hospitalares do HUSM - e o LiberTO, voltado à atenção de idosos em privação de liberdade. 

Já a ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer) mantém em Santa Maria um grupo de apoio para familiares e cuidadores de pessoas com a doença. A entidade organiza encontros e atividades que buscam acolher, orientar e compartilhar experiências, além de promover eventos de conscientização sobre o Alzheimer e outras demências.

Texto: Isadora Bortolotto, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Foto: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalismo

 

 

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O auditório Wilson Aita, do Centro de Tecnologia da UFSM, se tornou berço do primeiro Congresso Internacional de Vítimas de Queimaduras em Tragédias na manhã desta terça-feira (2). O evento reúne, entre hoje e amanhã, 22 palestrantes divididos entre sobreviventes, pesquisadores da saúde e especialistas no tratamento de queimaduras para um momento de depoimentos, trocas de experiências e reflexão sobre os avanços no tratamento e nas políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas.

Conforme Flávio José da Silva, presidente da Associação das Vítimas da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) e organizador da ação, a ideia do congresso surgiu da carência de eventos do tipo. “Depois de ver matérias de vítimas de queimaduras e perceber que não havia um evento desse tipo, decidimos fazer um congresso que traga pessoas de diferentes locais, como do Paraguai, Argentina e Bahia, para ter esse intercâmbio de experiências”, contou.

A abertura do Congresso contou com depoimentos de políticos e da gestão da Universidade, e ainda foi marcada pela entrega da Medalha do Mérito Farroupilha à AVTSM. A honraria, concedida pelo deputado estadual Valdeci Oliveira, é a maior homenagem oferecida pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Flávio é pai de uma das vítimas do incêndio da Boate Kiss, tragédia que causou a morte de 242 pessoas e feriu outras 636. Atualmente, está em seu terceiro mandato na associação e compartilha: “Precisamos liderar essa busca por justiça e mudança. Nossa missão é fazer com que isso não se repita mais”.

Sobreviventes compartilham relatos no Congresso

Na manhã desta terça, a palestrante Adrielle Macedo Silva, sobrevivente e vítima de queimadura, compartilhou sua trajetória e o papel que desempenhou na luta por um tratamento digno na Bahia, seu estado natal, com a conquista da distribuição gratuita de malhas compressivas — um tipo de vestuário terapêutico que exerce pressão controlada sobre a área afetada pela queimadura. “Eu busquei ajuda em várias instâncias e entrei com um processo judicial na procuradoria pública. Hoje, o Hospital Geral do Estado da Bahia oferece a malha gratuitamente para quem precisa”, revelou Adrielle.

Vinda de Goiânia (GO), a psicóloga e sobrevivente de queimadura Rhafrezzya Alves de Freitas, que palestrará no Congresso na tarde desta quarta-feira, destacou que sua fala abordará a autoaceitação e como viver após a recuperação. Ela contou que este é o primeiro evento do tipo em que participa e considerou o momento um “marco, que deveria acontecer em cada cidade com índices altos de queimaduras”. A psicóloga acrescentou ainda: “O Estado precisa saber que existimos. Se ficarmos escondidos, eles não vão saber nossas necessidades”.

Atualmente, Rhafrezzya oferece apoio psicológico para mulheres dependentes químicas e vítimas de queimaduras. “Há 15 anos eu dedico minha vida a isso. Eu percebi que existiam pessoas em sofrimento invisivelmente. Não costumo encontrar sobreviventes de queimaduras nos lugares. Sinto que os corpos de queimados não ocupam espaços. Eu vi a psicologia como um caminho de acesso a essas pessoas e uma forma de conquistar o nosso espaço”, pontuou.

Além de Adrielle e Rhafrezzya, o palestrante Delvani Rosso, sobrevivente da Boate Kiss e integrante da AVTSM, também esteve presente. Delvani, que participará de uma mesa-redonda na tarde desta terça-feira, enxerga o Congresso como uma oportunidade de ressignificação. “Vejo essa troca de experiências como algo positivo. Receber pessoas, não só daqui, mas de outros lugares, com histórias similares, ajuda a entender como eles conseguiram ressignificar o que sofreram. Eu vivi muitos anos de forma revoltada com a vida até buscar ajuda. Busquei ressignificar as dores e os traumas. Hoje eu faço palestras e trabalho com desenvolvimento pessoal e comunicação”, compartilhou.

Fotografia horizontal. Mostra duas mulheres que sorriem. À esquerda Adrielle Macedo, uma mulher com cabelos pretos, curtos e lisos. Ela veste uma blusa que diz “Associação Nacional dos Amigos e Vítimas de Queimaduras”. Ela olha para a câmera. À direita está Rhafrezzya Alves, uma mulher loira, com cabelos lisos e longos. Ela usa um vestido azul e branco longo, com alças finas.
Adrielle Macedo (à esquerda) e Rhafrezzya Alves (à direita) são palestrantes no Congresso
Fotografia horizontal. Mostra um homem que olha para a câmera. É Delvani Rosso, um homem alto, calvo, com óculos com armação redonda. Ele veste uma camisa preta lisa. Ao fundo está a sala onde o congresso.
Delvani Rosso, sobrevivente da Boate Kiss palestrará na tarde desta terça-feira (2)

Autoridades prestigiaram a ocasião

[caption id="attachment_70374" align="alignleft" width="506"]Fotografia horizontal, Mostra uma mesa grande com cinco pessoas. Mais à esquerda está Edson Roberto, um homem de cabelos pretos e curtos, que veste roupa social. Ao lado direito dele está Valdeci Oliveira, vestindo um paletó azul, uma camisa branca e uma calça de alfaiataria da mesma cor do paletó. À direita de Valdeci está Flávio José da Silva. Ele veste uma camisa preta e calça jeans escura. À sua direita está Martha Adaime que veste um blazer verde limão e uma blusa bege. Ao lado direito de Martha está Marina Callegaro, que está com o cabelo preso e veste uma blusa preta. Autoridades governamentais e gestão da UFSM estiveram presentes na abertura do evento[/caption]

O superintendente do Hospital Universitário de Santa Maria, Humberto Palma, participou da abertura oficial do Congresso e destacou o valor da inovação e da reflexão trazidas pela iniciativa. “Esse evento é feito para trazer reflexões e técnicas. Um dos pontos relevantes que temos que debater é a necessidade de descentralizar as unidades de tratamento de queimados. Outro ponto relevante é a importância das equipes multiprofissionais, além do investimento em técnicas acessíveis a todos que precisarem”, frisou o médico.

Também esteve presente a vice-reitora da UFSM, Martha Adaime, que comentou sobre o valor das trocas de experiências proporcionadas pelo Congresso. “Essas reflexões precisam ser discutidas, repassadas e investigadas diante do que deveria ter sido feito de diferente. A falta de centro de referência em queimaduras na época levantou a necessidade dessas reflexões. Muito se tem a falar e aprender nesses dois dias de evento”, finalizou.

Além de Humberto e Martha, estiveram presentes o deputado estadual Valdeci Oliveira, o secretário adjunto de Resiliência Climática e Relações Comunitárias de Santa Maria, Edson Roberto das Neves Junior, e a vereadora Marina Callegaro.

O futuro e a programação do Congresso

Promovido pela AVTSM, com apoio da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS), o Congresso está em fase experimental. O presidente Flávio Silva conta que a expectativa é realizar o evento anualmente e abordar temáticas diferentes. “Estamos pensando em uma segunda fase que também vai contemplar estratégias de prevenção de incêndios”, contou.

O Congresso segue na tarde desta terça-feira (2) e durante a quarta-feira (3). A programação detalhada pode ser conferida abaixo:

Terça-feira (2)

Tarde:
13h50min – Retomada das atividades
14h – Mesa-redonda: Dra. Kelly Daniele de Araújo, Dr. Cristiano Frank e Ariane Lopes
16h – Coffee Break
16h30min – Mesa-redonda: Prof. Marcos Fuhr, Rosa Serafim e Delvani Rosso
18h – Encerramento do primeiro dia

Quarta-feira (3)

Manhã:
8h50 – 55BET Pro Brasil – Site Oficial de Apostas Online das atividades
9h – Mesa-redonda: Carmen Lúcia Hartman e Cláudia Davidovich Nunez
10h – Coffee Break
10h30min – Dr. Jorge Cavagna e Dr. Eduardo Chem
12h – Intervalo para almoço

Tarde:
13h50 – Retomada das atividades
14h – Mesa-redonda: Ana Paula Rodrigues, Rhafrezzya de Freitas, Maike dos Santos e Daniel Moraes
16h – Coffee Break
16h30min – Mesa-redonda: Felipe Palácios, Maria Estela de Palácios, Gabriel Rovadoschi e Liane Righi
18h – Encerramento do Congresso

Informes e outros avisos relacionados ao Congresso podem ser acompanhados pelo Instagram da AVTSM.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/12/lapics-seleciona-terapeutas-voluntarios-em-praticas-integrativas-e-complementares Tue, 12 Aug 2025 21:17:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70122 edital de seleção de voluntários terapeutas. Dos candidatos, exige-se que tenham formação comprovada – por meio de cursos de extensão universitária ou cursos livres, entre outros – em práticas integrativas e complementares (PICs) reconhecidas pelo Ministério da Saúde. Para se inscrever é necessário enviar a documentação exigida no edital para o e-mail angela.zanella@55bet-pro.com até a próxima segunda-feira (18). O processo seletivo é constituído por análise documental, entrevista e atividades integrativas. Com carga de 4 horas semanais, os candidatos classificados vão atuar no Laboratório de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Lapics), localizado na sala 4134 do prédio 20 do campus sede da UFSM. As PICs são práticas terapêuticas complementares à medicina convencional reconhecidas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, do Ministério da Saúde. Entre elas, destacam-se as seguintes: acupuntura, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais e fitoterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social/crenoterapia, ioga, apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/04/nova-tecnica-para-realizar-exame-de-fundo-de-olho-sera-implementada-no-husm-ufsm Wed, 04 Jun 2025 17:21:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69390 [caption id="attachment_69391" align="alignright" width="660"] O oftalmologista Rafael Henrique Martini Mariano da Rocha realizando exame de fundo de olho com a nova técnica.[/caption]

O oftalmologista Rafael Henrique Martini Mariano da Rocha, que atua no Ambulatório de Oftalmologia do Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria (HUSM-UFSM), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), está realizando uma capacitação para  implementar uma nova técnica de exame de fundo de olho em áreas estratégicas do hospital. 

Também conhecida como fundoscopia e oftalmoscopia, a técnica é essencial para identificar doenças sistêmicas, inflamações do nervo óptico, doenças na retina, manifestações oculares da diabete, da hipertensão, entre outras. 

A novidade é o uso de uma lente de aumento (capaz de ampliar a imagem 3,5 vezes) e a gravação do exame por meio do telefone celular, o que permite uma avaliação - a distância - pelo oftalmologista. Ao mesmo tempo em que oferece ao médico emergencista do Pronto-Socorro ou da UTI o diagnóstico para várias doenças. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 285 milhões de pessoas no mundo têm a saúde dos olhos prejudicada. Além disso, 60% a 80% dos casos podem ser evitados ou dispõem de tratamento. Outra problemática é que a maioria das pessoas não realiza esse tipo de exame. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) de 2020 indicou que 34% da população adulta nunca foi a um oftalmologista.

O exame na prática

O novo método consiste em observar o olho do paciente utilizando a lente - que amplia a imagem do fundo de olho - e a câmera do celular (no modo vídeo e com o flash ativado) para a gravação do exame. Dessa forma, os médicos plantonistas não precisam utilizar o oftalmoscópio indireto - equipamento usado apenas pelos oftalmologistas.

O vídeo gravado é enviado para um oftalmologista, para obter uma resposta mais rápida e apurada do resultado do exame. “Com esse novo método, teremos mais agilidade em alguns diagnósticos, mesmo à noite ou em fins de semana, quando não há oftalmologistas de plantão. Poderemos analisar o exame de casa e enviar um parecer e discutir os resultados.”  enfatiza Rafael, ao revelar que o novo método foi apresentado, recentemente, em cursos no Congresso Latino Americano de Emergências e no Congresso Brasileiro de Medicina de Emergência, no final do ano passado.

Doenças e sintomas que o exame pode identificar

Os olhos possuem duas câmaras, a posterior e a anterior. A anterior é a mais externa e visível, onde se encontra a córnea, a íris, a pupila e a esclera (parte branca). Para ser observada em detalhe, os oftalmologistas utilizam a chamada lâmpada de fenda - um tipo de microscópio.

“Já a câmara posterior é onde se localiza todas as partes que ficam atrás da pupila (vítreo, a úvea e a retina).  Ou seja, é o fundo do olho que dá nome ao exame. A retina é uma área muito vascularizada, e é nela que podem ser encontradas alterações vasculares de doenças sistêmicas, como a diabete e a pressão alta, e sinais de algumas infecções, como por citomegalovírus, toxoplasmose, e bartonelose, sinais de esclerose múltipla e até mesmo violência física em bebês. Mesmo que não apresentem hematomas externos, pelos olhos é possível ver bolsas de sangue que indicam a violência.” afirma.

Capacitação está indo para terceira turma

Por meio do curso, os alunos aprendem a realizar o método corretamente para identificar essas doenças e sintomas. Serão formadas turmas pequenas - com cerca de 7 alunos - para que os residentes possam receber um atendimento personalizado.

O curso tem carga horária de 4 horas e está sendo oferecido por meio da Unidade de Desenvolvimento de Pessoal (UDP). A primeira turma já está em andamento. Nas próximas semanas, uma nova turma será aberta. 

Texto: Unidade de Comunicação do HUSM

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Desde quinta-feira (29), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sedia o Congresso Brasileiro sobre Catástrofe (ConBrasCC). Com isso, o Centro de Convenções da UFSM se tornou palco de palestras ministradas por pesquisadores e especialistas, em especial aqueles que atuam em serviços de saúde, para abordar o novo contexto de mudanças climáticas e suas repercussões sociais.

Conferências abordam acolhimento psicossocial e estratégias de Atenção Primária em Saúde (APS)

Na manhã desta sexta-feira (30), o ciclo de conferências foi aberto pela doutora em saúde coletiva Liane Beatriz Righi, com a palestra “Atenção Primária em Saúde (APS) em tempos de catástrofes climáticas: capacidade de gestão e reconfiguração de redes e territórios afetados”. Em sua fala, Liane destacou a necessidade de uma estruturação metodológica para atuar em situações de emergência. “Precisamos de um modelo de atenção integral e fortalecer os protocolos de APS. Além de estabelecer uma capacitação eficaz para as equipes de atenção primária”, argumenta.

Enquanto refletia sobre os serviços de APS, a palestrante frisou a importância da adaptabilidade para esses setores. “É necessário que as equipes de gestão revisem suas metodologias, a fim de se adaptar às mudanças climáticas e suas consequências, e não retroceder suas táticas a ponto de não aprender com esses eventos de desastres”, alertou.

Na sequência, a conferência sobre “Intervenção psicológica em catástrofes: abordagens práticas no primeiro acolhimento emocional”, foi ministrada pela psicóloga da Força Tarefa do Sistema Único de Saúde (SUS), Débora Noal. Em paralelo à fala de Liane, a palestrante apontou a necessidade de estabelecer um acolhimento sistemático e pré-estabelecido. “Quando há uma crise, os órgãos de gestão recebem uma enxurrada de psicólogos voluntários que, após a calmaria, descontinuam o auxílio. Isso traz consequências ao emocional, já que o paciente para de receber a atenção apropriada e corre o risco de sentir-se abandonado”, explica. 

Com essa preocupação, Débora apresentou aos presentes a metodologia utilizada pela Força Tarefa SUS para resposta a emergências em saúde pública. Além disso, a psicóloga reforçou aspectos que profissionais do acolhimento psicossocial devem prestar mais atenção, caso venham atuar em situações emergenciais. “O entendimento do contexto social de um ser humano, sua cultura e meio que está inserido são de extrema importância para o profissional elaborar uma estratégia de atendimento eficaz”, descreve.

[caption id="attachment_69336" align="alignright" width="551"] Débora Noal é psicóloga na Força Tarefa SUS e trouxe suas perspectivas sobre o acolhimento psicossocial em tempos de desastres[/caption]

Débora ainda apontou que o Congresso traz visibilidade para a temática do acolhimento psicossocial, e permite uma grande troca de experiências entre gestores, profissionais de saúde e estudantes. “As pessoas aqui, hoje, vivem em um estado onde a questão climática é sensível. Então, ter uma população mais qualificada em gestão de crises pode garantir a maior segurança da população com um todo”, finaliza a palestrante.

Pela tarde, o evento seguiu com a mesa redonda “Desastres não escolhem fronteiras: A Importância interinstitucional na Resposta Humanitária”, ministrada por Eduardo Fernando de Souza, enfermeiro e membro do Comitê Nacional de Enfermagem em Desastres e Emergências de Saúde Pública do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por Melissa Haigert Couto Moraes, psicóloga Fundadora da RAP (Rede de Apoio Psicossocial), especialista em Emergências e Desastres, e Ismael Pereira, presidente da Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul.

Em seu discurso de abertura da roda, Ismael apresentou um panorama sobre os eventos extremos de 2024. Segundo ele, devemos reconhecer que os desastres não foram apenas hidrológicos e geológicos, mas também biológicos, já que a incidência de certas doenças foi agravado após as chuvas. O palestrante ainda reforçou a importância de uma resposta emergencial interdisciplinar para lidar com catástrofes climáticas.

Após Ismael, o enfermeiro Eduardo Fernando de Souza trouxe para debate a importância de cuidar dos profissionais da enfermagem que atuam em situações extremas. Em sua fala, Eduardo comentou que, após os eventos de maio, o Cofem criou o “Comitê Nacional de Enfermagem em Desastres, Catástrofes e Emergências de Saúde Pública”, na intenção de mapear e acolher enfermeiros. Na sequência, o palestrante ainda apontou que a falta de comunicação e coordenação das instituições governamentais prejudica a eficiência da resposta em momentos emergenciais.

O momento foi encerrado com a fala da psicóloga Melissa Couto, que em meio a relatos pessoais e profundos de sua atuação no acolhimento psicossocial em situações extremas, reforçou a necessidade inserir cada vez mais essa temática no universo acadêmico. “Em toda a minha carreira, eu nunca tive a oportunidade de oferecer uma disciplina que aborde técnicas de acolhimento psicológico em desastres. Felizmente, agora, está se criando uma abertura para esse tema”, contextualiza. Melissa ainda afirmou que “acontecer eventos como esse, dentro de uma instituição que forma profissionais para uma atuação prática, promove a troca de experiências e reforça que nossas ações não são, nem devem ser, isoladas”.

Ismael Pereira retomou os eventos extremos de maio de 2024
Eduardo Fernando de Souza (à esquerda) e Melissa Couto (à direita) reforçaram a importância da integralidade na atuação em situação de desastres

Congressistas apresentam trabalhos no Centro de Convenções

Além das conferências, o Congresso abriu espaço para apresentações de trabalhos sobre experiências relacionadas ao enfrentamento de desastres climáticos, ambientais e outras catástrofes. A comissão organizadora considerou os formatos de relato, pesquisa original e/ou pesquisa bibliográfica. Ao total, o evento recebeu um total de 124 submissões, nas quais 14 delas concorrerão a prêmios. 

Natalie Pereira Soares apresentou trabalho sobre fontes jornalísticas em meio ao desastre climático

A jornalista e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (POSCOM) da UFSM, Natalie Pereira Soares, e a jornalista Taís Schakofski Busanello, trouxeram ao Congresso o artigo “Fontes jornalísticas em meio ao desastre climático”. Natalie, que foi responsável pela apresentação do banner,  descreve a temática do trabalho: “Esse trabalho é um recorte de um artigo que escrevemos, dessa vez nós focamos nos tipos de fontes utilizadas por um veículo jornalístico e identificamos que havia poucas fontes testemunhais, ou seja, carece de humanização”, explica a estudante.

Bruna Rezende Martins apresentou o trabalho desenvolvido junto às colegas Ana Beatriz Panzera e Hawane Lopes

Vindas de fora dos portões da UFSM, as estudantes Bruna Rezende Martins, doutoranda de Enfermagem na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Ana Beatriz Panzera, graduanda de Psicologia na Unisc, e a graduanda de Enfermagem pela Universidade do Vale Taquari (Univates), Hawane Lopes, também apresentaram trabalhos (em totem) no evento. “Nós apresentamos uma análise sobre a 28ª região de saúde, no Vale do Rio Pardo, verificando a incidência de dengue, número de desaparecidos e óbitos dessa região”, comentou Bruna.

Ceura Beatriz de Souza Cunha trouxe relatos do Núcleo de Imunizações de Porto Alegre

No segundo andar do Centro de Convenções, acontecia a apresentação de trabalhos na modalidade oral. A técnica de enfermagem Ceura Beatriz de Souza Cunha compartilhou um relato de experiência da equipe do Núcleo de Imunizações de Porto Alegre durante a época das enchentes de maio de 2024. Ceura relembrou que devido a enxurrada, o Núcleo sofreu alagamentos e a equipe precisou se adaptar a situação, além de continuar o oferecimento de apoio social no setor de imunização. “Tínhamos que dar suporte ao município e, ao mesmo tempo, fazer a entrega das vacinas, fazer capacitações com a população e campanhas de vacinação, tendo em vista que na época o Ministério da Saúde buscou imunizar quem estava na linha de frente do desastre”, pontua. 

Congresso promoverá oficinas pós-evento

O Congresso encerrará o ciclo de conferências e mesas redondas nesta sexta-feira (30), mas o evento segue até sábado (31), com cursos e oficinas práticas sobre as temáticas abordadas. Demais informações sobre as oficinas podem ser encontradas na página oficial do ConBrasCC.

Mais detalhes sobre o primeiro dia do ConBrasCC podem ser conferidos na reportagem produzida pela Agência de Notícias.

 

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Vinícius Maeda, estudante de Jornalismo e estagiário na Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) se prepara para sediar o Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas (ConBrasCC), que ocorrerá de 29 a 31 de maio. O evento reunirá especialistas, gestores e profissionais para discutir os impactos e as soluções relacionadas a enchentes e desmoronamentos, um ano após os desastres climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul. As inscrições estão abertas até 29 de maio, pelo site www.conbrascc.com.br, com opções e valores diferenciados para participação presencial e online.

O congresso é organizado pela UFSM e pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM-UFSM), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A expectativa é reunir cerca de mil participantes, fomentando discussões alinhadas à Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Segundo a gerente de Atenção à Saúde do HUSM e coordenadora do congresso, Tânia Magnago, “o ConBrasCC é uma iniciativa importante para discutir e encontrar soluções para os desafios impostos pelas catástrofes climáticas, promovendo a colaboração entre diferentes setores, níveis de governo e serviços de saúde. Todos os preparativos estão sendo realizados com muito carinho para receber cada participante”.

A conferência de abertura será conduzida pelo vice-presidente da Ebserh, Daniel Beltrammi, que abordará os desafios da gestão em saúde diante das mudanças climáticas. Gestores dos três hospitais universitários federais do Rio Grande do Sul, vinculados à estatal, também compartilharão suas experiências durante as enchentes de 2024. Entre os temas do congresso estão: gestão em saúde em situações de catástrofes climáticas, saúde mental em desastres, adaptação dos serviços às mudanças do clima, uso de inovação e tecnologia em emergências e comunicação para o combate à desinformação.

Complementando a programação, haverá a apresentação de 122 trabalhos acadêmicos resultantes de pesquisas, relatos, reflexões, revisões e/ou sistematizações de experiências exitosas. “Ficamos muito contentes com o quantitativo e, principalmente, com a qualidade dos trabalhos científicos submetidos. Os temas englobam diferentes áreas do conhecimento e expressam tanto as experiências e vivências dos participantes no enfrentamento da situação emergencial quanto o levantamento de evidências da literatura. As apresentações desses trabalhos serão uma importante oportunidade de networking e de compartilhamento de conhecimentos”, detalhou Tânia.

O ConBrasCC é um dos seis projetos aprovados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo é capacitar gestores e profissionais para enfrentar emergências climáticas e promover melhorias na saúde pública. Além disso, os valores arrecadados com as inscrições serão destinados ao Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul, fortalecendo ações solidárias.

 

Com informações da Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh

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O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson é comemorado nesta sexta-feira (11). E, no dia 4 deste mês, foi celebrado o Dia Nacional do Parkinsoniano. Parkinson é uma doença neurodegenerativa, em que os neurônios produtores de dopamina, em uma região do cérebro chamada substância negra, se degeneram. A dopamina tem a função de inativar os neurônios excitadores e, na falta dela, ocorre uma desregulação motora. 

A Terapeuta Ocupacional e Técnica Administrativa em Educação da UFSM, Kátine Marchezan Estivalet, é pesquisadora da área e explica que “os principais sintomas motores mais comumente percebidos nas pessoas são o tremor, que acontece em repouso; a rigidez, na qual a pessoa acaba tendo uma resistência constante que impacta na amplitude do movimento; e a bradicinesia, que nada mais é do que a lentidão para manter o movimento”. A falta de dopamina, além de causar os sintomas motores, também causa sintomas não motores. “Quem tem Doença de Parkinson também pode ter problemas no sono, distúrbios de humor e alterações emocionais, como depressão e ansiedade, e também dor. Em outros casos, há também a prevalência de comprometimento cognitivo leve e de demência, nos casos de estágios avançados”, complementa a Terapeuta Ocupacional.

É preciso desmitificar 

A Doença de Parkinson, apesar de não ter cura, tem tratamento, assim como Diabetes e Hipertensão, por exemplo. “O diabético ainda pode comer quindim, Parkinson não é uma sentença de morte. Eu sempre digo que as pessoas morrem com Parkinson e não de Parkinson”, frisa a psicóloga e Presidente da Associação Parkinson Rio Grande do Sul (APARS), Neusa Chardosim. Marlene Gomes Terra, co-fundadora do Movimento Parkinson Santa Maria, complementa: "A gente precisa que as pessoas entendam que a doença de Parkinson não define uma pessoa. Todos somos seres humanos”.

Há, ainda, o mito de que todo tremor é relacionado a Parkinson. O Neurocirurgião Alexandre Reis afirma “nem todo tremor é Doença de Parkinson e nem toda Doença de Parkinson é tremor”. Ele conta que Parkinson é uma enfermidade extremamente heterogênea, que se apresenta de maneiras diferentes em cada pessoa, e acrescenta que a doença também não é mais associada ao envelhecimento, por isso é necessário desmistificar.

Outra questão é a nomenclatura que não é mais utilizada. “Por mais que ainda possam ter pessoas que usem o termo ‘Mal de Parkinson’, não é um termo correto e pode gerar discriminação com as pessoas que têm a doença. Acho importante corrigir no sentido informativo e inclusivo, para evitar rotulações, assim como também acontece em outras doenças. Estamos falando de pessoas, antes de qualquer coisa”, explica Estivalet. 

Tratamento

Os tratamentos são destinados ao controle dos sintomas da doença. “Não são todas as pessoas que vão precisar de todos os tipos de reabilitação. É importante, mas a pessoa, junto com o neurologista, vai direcionar o tratamento diante das suas necessidades”, afirma Kátine , já que são diversas as possibilidades de tratamento. Uso de medicação, prática de exercícios físicos, operação cirúrgica, entre outros. A escolha vai de acordo com os sintomas apresentados por cada paciente.

Além disso, a Terapeuta Ocupacional da UFSM destaca que existe uma série de dificuldades no processo de tratamento: falta de orientação adequada sobre o uso correto da medicação, horários, dosagens e cuidados com a alimentação; desinformação sobre direitos, como acesso à medicação gratuita ou à cirurgia (quando indicada); dificuldades de acesso físico e financeiro aos serviços de saúde; diagnóstico tardio, muitas vezes por falta de informação, acesso ou erros médicos; e negação ou resistência ao diagnóstico, o que leva algumas pessoas a se limitarem apenas ao tratamento medicamentoso, sem explorar outras possibilidades.

Um constrangimento de pacientes com a Doença de Parkinson, comentado por Chardosim, é para comer em restaurantes. Por isso, em Porto Alegre, já existe uma parceria com a Tramontina para a confecção de talheres assistivos - garfos de cinco dentes e facas de lâminas super afiadas - que geraram confiança e preveniram os parkinsonianos de deixar a comida cair.

E com a finalidade de estimular a prática dos pacientes, a Psicóloga e Presidente da APARS reafirma que os exercícios são muito importantes: “Não parem! Quanto mais pararem, mais travados vão ficar” - e não só alongamentos, exercícios de peso também são importantes por conta da perda de massa muscular adquirida pela Doença de Parkinson.

Pesquisa em andamento

A Terapeuta Ocupacional da UFSM, Kátine Estivalet, realiza uma pesquisa vinculada ao programa de pós-graduação em Ciências da Reabilitação da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) sobre o tema. A pesquisa está em fase de coleta de dados e é um ensaio clínico randomizado que envolve propostas de intervenção de reabilitação neurológica inovadora. 

O protocolo dela se difere das demais por considerar os sintomas motores nos membros superiores, “incluindo amplitude de movimentos amplos e finos, uso das mãos para realização de prensões e pinças, a força, a velocidade do movimento para realizar as tarefas e a destreza manual, além dos sintomas não motores como cognitivo”, adiciona Estivalet. 

Como intervenção, a ideia é investigar se as abordagens vão melhorar os sintomas motores dos membros superiores e também os cognitivos. Dessa forma, o protocolo elaborado para a reabilitação é intensivo, o que justifica as sessões contínuas e diárias de prática mental, em que a pessoa vai imaginar determinada ação ou vai observar determinada ação assistindo a um vídeo. O protocolo também considera as atividades que são importantes para a pessoa e aqueles com que ela está com dificuldade em realizar ou que não consegue mais realizar por causa dos sintomas da Doença de Parkinson. 

Nesta segunda-feira (07), foi publicado um artigo do estudo de protocolo da pesquisa, na Revista Plos One, de acesso livre. O texto descreve o protocolo utilizado por Kátine e outros pesquisadores para que os demais profissionais possam usá-lo nas suas práticas. O artigo na revista científica permite o acesso de outros profissionais da reabilitação e de quem tiver curiosidade de aprofundar-se nos detalhes de como acontece a pesquisa.

Resultados

“O que temos de resultados que podem ser antecipados, diante da comparação do pré-teste e pós-teste de cada participante, é que para a maioria das avaliações, e para alguns participantes, houve uma melhora na pontuação, já que são avaliações quantitativas, o que reflete a melhora nos sintomas motores e cognitivos” comenta Estivalet. 

Os resultados também são advindos por meio dos relatos dos participantes em relação à realização das suas atividades. Eles explicam qual atividade não estavam conseguindo fazer e agora conseguem, ou dificuldades em alguma atividade que demandava ajuda e estão conseguindo fazer de maneira melhor desempenhada. “São os retornos que motivam para a realização da pesquisa, no sentido de que realmente é uma proposta positiva na reabilitação”, acrescenta a pesquisadora

Para acompanhar e participar da pesquisa desenvolvida por Kátine Marchezan Estivalet, o telefone para contato é (55) 999369852.

Movimento Parkinson: "se a gente tiver um grupo, ninguém nos segura"

“É muito difícil a gente vivenciar um sofrimento, uma dor, seja nossa, ou de um companheiro, ou de um familiar, sozinho. Mas se a gente tiver um grupo, ninguém nos segura.” Essa afirmação é de Marlene Gomes Terra, de 68 anos, co-fundadora do Movimento Parkinson Santa Maria, sobre o papel do coletivo para os participantes. Co-fundadora porque o projeto foi criado em parceria com seu esposo Benônio Terra Villalba, de 67 anos, diagnosticado com Parkinson há cerca de nove anos. Marlene é pós-doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e foi docente e tutora na Residência Multiprofissional em Saúde, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na área de concentração Saúde Mental. Benônio formou-se em Medicina na UFSM e atuou no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), no Serviço de Transplante de Medula e Hemato-oncologia.

O grupo se instituiu em outubro de 2023 com o auxílio de mais uma pessoa: Tatiane Medianeira da Conceição Vieira, formada em Educação Física pela UFSM. Foi ela quem disponibilizou o espaço para os encontros do projeto e, desde então, dá o suporte necessário para a continuação do programa voluntariamente. O Movimento Parkinson, em si, é completamente voluntário, e não é uma iniciativa de tratamento para parkinsonianos, mas sim de orientação, convívio e atualização para pessoas com a doença e familiares. O coletivo busca promover o acesso dos integrantes à multidisciplinaridade do tratamento por meio de palestras com profissionais de Fisioterapia, Neurocirurgia, Psicologia, Fonoaudiologia e Nutrição. Também conta com o envolvimento profissional dos participantes fixos: Enfermagem (Marlene), Medicina (Benônio) e Educação Física (Tatiane). Em 2025, a Terapeuta Ocupacional Kátine também passou a integrar a equipe.

Encontro especial do mês de abril

O último encontro do mês de abril foi especial, em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson e ao Dia Nacional do Parkinsoniano. A reunião aconteceu na quarta-feira (09), e contou com duas palestras via Zoom: da Psicóloga e Presidente da Associação Parkinson Rio Grande do Sul (APARS), Neusa Chardosim, e do Neurocirurgião Alexandre Reis, responsável pela cirurgia do Benônio e de mais quatro participantes do grupo.

Durante o encontro, a Tatiane, carinhosamente chamada de Tati por todos do coletivo, foi peça-chave para facilitar a comunicação. Ela providenciou caixa de som e microfone para melhorar a interação com os palestrantes, buscou bastões nórdicos - citados pela presidente da APARS - para ilustrar o uso para os presentes e demonstrou a prática ao final da videochamada. “A Tati é uma grande parceira, não só por nos ceder o espaço, mas pela capacidade profissional que tem e de como nos abraça”, conta Marlene.

Kátine ressalta a importância da calendarização para a conscientização. “É um dia de informação, não somente para as pessoas com Doença de Parkinson, que já estão em tratamento, mas também para quem ainda não sabe, alertando sobre a manifestação dos sintomas para buscar ajuda e ter um diagnóstico para fazer um tratamento correto”.

Integrantes do Movimento Parkinson estão sentados em cadeiras, em frente à uma tela que projeta o Dr. Alexandre Reis, durante a sua palestra no encontro especial de abril.
Conversa com Alexandre Reis durante o encontro (Foto: Arquivo pessoal Tatiane Medianeira)

Quem faz parte do Movimento Parkinson?

Atualmente, são cerca de 30 participantes, incluindo parkinsonianos e familiares, e nem todos são moradores de Santa Maria. ”Nós temos pessoas que vêm de Agudo, de Livramento, da Mata. Nós temos pessoal, quando a gente faz por Zoom, também de Belo Horizonte, de outros estados, da Argentina e do Uruguai”, conta Marlene. 

José Otavio Binato, de 76 anos, é um dos membros do grupo. Ele conta que só começou a se exercitar aos 75 anos: “O grupo me deu essa possibilidade”. Para ele, outro ponto essencial é a participação da família: “É muito importante para que eles possam entender as dificuldades da vida com Parkinson”. Em tom bem-humorado, José relembra um conselho do pai: “Três coisas são importantes na vida: a primeira é paciência, a segunda é paciência e a terceira, muita paciência!”. José também relata que levou tempo para a esposa entender que não precisava mais andar de mãos dadas: “Porque a gente perde toda a autonomia e aquela mão fica atrapalhando. ‘Ah, mas eu quero ajudar’, e acaba que não tá”, e o Movimento Parkinson ajudou nesse entendimento.

Benônio, um dos co-fundadores, foi quem motivou a iniciativa do coletivo, exatamente por ter a Doença de Parkinson. “Há uns dois anos e alguns meses eu fiz uma cirurgia chamada DBS, Deep Brain Stimulation, que é estimulação cerebral profunda. Foi com a colocação de dois chips cerebrais e um marcapasso que controla quando falha os movimentos. E aí a minha vida se transformou novamente”, conta Benônio. Ele ainda é um  estudioso da área e está sempre por dentro das atualizações da Doença de Parkinson no mundo inteiro. “Existem estudos na Argentina, na Espanha e na Inglaterra com relação aos benefícios do tango nos sintomas motores de parkinsonianos”, essa foi a atualização acrescentada pelo médico, para finalizar o último encontro, antes demonstrar seus anos de prática na dança com Marlene, para os integrantes do projeto.

Futuro

A palestra com a presidente da APARS teve um propósito maior: o desejo do grupo de se tornar um núcleo da Associação em Santa Maria. Neusa Chardosim afirmou que há interesse da entidade em descentralizar e interiorizar suas ações. Uma visita técnica está prevista para os próximos meses, e o objetivo é oferecer suporte sem tornar o grupo dependente. Marlene enxerga vantagens: “Podemos nos tornar uma potência do Rio Grande do Sul para justamente buscar recursos para tratamento, orientação, saber os melhores centros e trazer também para Santa Maria”.

Marlene, Benônio e Tatiane não contam com patrocínios e estão em constante procura de formas de divulgar o Movimento Parkinson para cada vez mais pessoas. “A gente precisa de divulgação. Quanto mais a gente espalhar o conhecimento, quanto mais falarmos que existe um grupo aqui em Santa Maria, que tem a intenção de orientação, de auxílio, de ajuda, melhor. A gente abraça, acolhe, para que nós possamos nos fortalecer enquanto pessoas!”, reforça Marlene. 

Para mais detalhes sobre o coletivo e também caso haja intenção de integrar o grupo, basta contatar a Marlene (55) 981116657, ou o Benônio (55) 999711905.

A tulipa vermelha

A tulipa vermelha é o símbolo da campanha de conscientização da Doença de Parkinson. A associação foi instituída na década de 1980. Um floricultor holandês chamado J. W. S. Van de Wereld desenvolveu uma tulipa vermelha com bordas brancas e logo em seguida da criação da flor, foi diagnosticado com Parkinson e batizou a tulipa em homenagem ao médico que descreveu a enfermidade - James Parkinson. 

Na Associação Parkinson do Rio Grande do Sul (APARS), alguns pacientes utilizam um cordão de girassol com a carteirinha de associado e uma tulipa vermelha para sinalizar a Doença de Parkinson. “Eles gostam de usar a sinalização porque evita o preconceito”, explica a Presidente da Associação.

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

Arte: Daniel de Carli,designer

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A Política de Alimentação e Nutrição da Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio Grande do Sul, em parceria com o Observatório de Vigilância Alimentar e Nutricional da UFSM, realizou o lançamento de dois importantes produtos voltados aos profissionais da Atenção Primária à Saúde que atuam diretamente na organização da atenção nutricional.

O primeiro produto apresentado foi o E-Book – 2ª edição: Ações de Alimentação e Nutrição na Atenção Primária à Saúde: Relatos de Experiências dos Municípios Gaúchos, coordenado pela professora Vanessa Ramos Kirsten. O livro conta com a participação de Laura Virgili Claro, egressa do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia (PPGGeronto), e Marivana Nessler, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade (PPGSaR). A apresentação do material abordou desde a submissão dos relatos até a sua publicação, destacando a importância do compartilhamento de experiências para a construção de novos conhecimentos e fortalecimento da Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN). O e-book pode ser acessado no link.

Já o segundo produto lançado foi o Agente Conversacional do Observatório de Vigilância Alimentar e Nutricional, desenvolvido pela nutricionista Eliza Sella Batistti e pela professora Greisse Viero da Silva Leal. Esta tecnologia inovadora tem como objetivo auxiliar de maneira prática e segura a organização e execução da Vigilância Alimentar e Nutricional. O projeto é resultado da dissertação de mestrado de Eliza Batistti, com a orientação das professoras Vanessa e Greisse, no âmbito do PPGGeronto da UFSM. Os interessados podem interagir com a ferramenta acessando o link.

Essas iniciativas reforçam o compromisso dos profissionais da UFSM, especialmente do curso de Nutrição e do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade da UFSM-PM, em promover soluções inovadoras para a Atenção Primária à Saúde voltadas à atenção nutricional. A expectativa é que essas ferramentas inspirem cada vez mais profissionais a compartilharem suas práticas e a utilizarem novas metodologias para aprimorar seu trabalho e o atendimento à população.

Fonte: Assessoria de Comunicação UFSM-PM

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Informamos que o Setor de Atenção Integral ao Estudante (SATIE) oferece acolhimento presencial individual em saúde mental para estudantes com Benefício Socioeconômico (BSE). O Acolhimento é realizado por profissionais da psicologia e do serviço social e configura-se como um espaço de escuta e promoção de saúde mental. O Acolhimento pode ser agendado através do formulário (http://forms.gle/FBmdGc753y7FnCYz7), pelos estudantes e servidores.

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Uma iniciativa de extensão na área de planejamento reprodutivo do Departamento de Saúde Coletiva do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSM, em parceria com o Núcleo de Educação Permanente em Saúde, Policlínica Central e Secretaria de Saúde de Santa Maria, apresentou resultados positivos, visualizados através de pesquisa desenvolvida por Renato Holkem Bonafé, Médico de Família e Comunidade do Departamento de Saúde Coletiva e aluno do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde.

No início de dezembro, com a orientação de Liane Beatriz Righi, Renato defendeu a dissertação "Inserção e retirada de DIU com cobre na APS: experiência na cidade de Santa Maria, RS" e, entre os principais resultados, o médico destacou que, no período avaliado, o estudo evidenciou um aumento de 405% das unidades básicas de saúde (UBS) que passaram a realizar o procedimento pelos médicos das atenção primária municipal (APS), saindo de 2 (duas) para 11 (onze) unidades de saúde. 

Além disso, o estudo mostrou uma aprovação geral de mais de 80% dos participantes do projeto de extensão universitário, denotando uma resposta positiva dos profissionais, da população e dos serviços de saúde à oferta ampliada desse método contraceptivo. Outro ponto que merece destaque foi a redução da fila de espera na atenção secundária para o uso do método, aumento da resolutividade da atenção primária municipal, fortalecimento da integração instituições de ensino superior e serviços de saúde através da Extensão, empoderamento das mulheres no planejamento reprodutivo, melhora na qualidade de vida e do cuidado à saúde das usuárias do sistema, entre outros. 

Renato também explica que além da ampliação do acesso para a população, “o projeto também contribui para a qualificação da formação médica da universidade, uma vez que atua no aprimoramento de habilidades médicas da preceptoria de campo dos alunos da graduação e pós-graduação em medicina. A experiência trazida neste trabalho evidencia que projetos de extensão, quando bem planejados e executados, têm o potencial de transformar realidades locais, promovendo melhorias no cuidado à saúde e no processo de formação de novos profissionais”, afirma o médico

Acesso ao método

Mesmo após a defesa da dissertação, a iniciativa continua, com ainda mais unidades de saúde ofertando o método. Interessadas, podem acessar o serviço entrando em contato diretamente com as Unidades Básicas de Saúde abaixo ou então diretamente com a Policlínica Central pelo telefone (55) 31741594.

Unidades Básicas de Saúde que oferecem o método:

  • UBS Centro Social Urbano
  • ESF Nova Santa Marta
  • ESF Estação dos Ventos
  • ESF São Francisco
  • ESF Bela União
  • ESF São José
  • ESF Vila Lídia
  • ESF Passo das Tropas
  • ESF Itararé
  • ESF Alto da Boa Vista
  • ESF Kennedy
  • ESF Oneyde de Carvalho
  • ESF Felício Bastos
  • UBS Joy Betts
  • ESF Victor Hoffmann
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O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM-UFSM), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), adquiriu um novo equipamento de medicina nuclear, a câmara gama. Este aparelho substituiu o antigo que estava em funcionamento há aproximadamente 20 anos. O investimento foi de R$ 2,3 milhões, proveniente de recursos de emendas parlamentares.  Após a instalação, o equipamento passou por teste e a equipe assistencial passou por capacitação. 

Segundo o físico-médico da Unidade de Diagnóstico Especializados (UDE) do HUSM, Guilherme Lopes Weis, o equipamento antigo estava defasado e funcionando abaixo de sua capacidade. “Com a aquisição do novo equipamento câmara gama, melhoramos significativamente nossos padrões de segurança e qualidade. Este equipamento permite exames com menores doses de radiação e menores tempos de aquisição das imagens, proporcionando maiores benefícios aos pacientes e à equipe assistencial”, explicou Guilherme.

Benefícios e avanços

As imagens funcionais produzidas pela câmara gama demonstram o funcionamento do órgão a ser estudado, utilizando um método de diagnóstico por imagem não invasivo e com doses de radiação relativamente baixas para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos no HUSM-UFSM. Segundo as médicas nucleares do Setor de Medicina Nuclear do HUSM, Maria Cecília Dambrós Gabbi e Clarissa Pereira Bornemann, as principais linhas diagnósticas incluem a investigação de metástases ósseas, artrites, isquemia ou infarto miocárdico, disfunções renais e alterações de tireoide.

O novo equipamento, com tecnologia de última geração, atenderá com maior agilidade a demanda do HUSM. “Além disso, alguns estudos, que antes não conseguíamos realizar, serão feitos com o equipamento atual, como cintilografias de tireoide, que precisavam ser encaminhadas para fora do HUSM, pois nosso equipamento não era hábil para realização”, destacou Clarissa.

Dentre as principais vantagens do novo equipamento estão a redução do tempo de realização dos exames, que será praticamente à metade em vários tipos de cintilografias. Como detalhou Maria Cecília: “Agora, com as duas câmaras funcionando perfeitamente, o exame poderá ser adquirido de forma mais rápida e completa, por gerar mais imagens e em menos tempo. Além de comodidades adicionais, como maca específica para crianças e opção de alguns estudos serem adquiridos com o paciente na maca hospitalar (sem precisar movê-lo)”.

Os benefícios incluem maior agilidade diagnóstica, mais conforto para os pacientes, aumento no rol de exames oferecidos e a possibilidade de início mais precoce de tratamentos que exigem o exame de medicina nuclear. A expectativa é que o novo equipamento permita realizar um número maior de exames por mês, reduzindo o tempo de espera dos pacientes. Além disso, deve otimizar diversos tratamentos, possibilitando o início precoce de quimioterapia, radioterapia ou intervenção cardiológica.

Texto: Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh

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No domingo, 20 de outubro, Itaara promoveu um evento único com a emocionante Caminhada Internacional na Natureza. O encontro, iniciado na Capela São Geraldo, localizada no km 23, começou às 8h com uma apresentação da comunidade sobre São Geraldo, pároco da comunidade, marcando a importância da fé e da religiosidade no rural Itaarense. 

Após, os trabalhos de orientação foram conduzidos pelo extensionista rural Aliel Corrêa, do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Itaara, dando as boas-vindas aos participantes e informando-os sobre as orientações da caminhada. Monique Chaves, supervisora do escritório regional da Emater/RS-Ascar Santa Maria, apresentou a proposta e também explicou o funcionamento da organização local através dos carimbos e do passaporte ao final da caminhada. 

O evento rural reuniu 161 entusiastas da natureza e de caminhadas que percorreram cerca de 12Km de nível moderado, sem muitos obstáculos. Eliane Amoretti, moradora de Itaara, que realizou o trajeto acompanhada de sua filha, destacou que foi uma experiência tranquila e enriquecedora, porque, além das belas paisagens, a caminhada também proporcionou que ambas conhecessem um pouco mais sobre a história do município.  

[caption id="attachment_10677" align="alignright" width="300"] Primeiro cemitério de Judeus Israelitas do Brasil em Itaara, RS.[/caption]

Participaram da organização da caminhada 16 pessoas, envolvendo a colaboração de instituições (ODS 16), servidores públicos, famílias rurais, a Emater/RS e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Teve o apoio do Grupo Escoteiros Boca do Monte, do Grupo Andantes, da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago de Santa Maria, do Grupo Bandeirantes da Serra, do Caminho do Corredor Ecológico da Quarta Colônia e da Rede Brasileira de Trilhas. Alunos e servidores da UFSM lotaram um ônibus saindo do planetário da universidade para participar da caminhada. 

Para Kleber Ferretti, natural de Rio Verde – GO, e doutorando da UFSM, o ponto alto foi conhecer o cemitério dos primeiros imigrantes de judeus israelitas no Brasil, que fica localizado no trajeto pelo qual passa a caminhada. Outro ponto de destaque foi o almoço oferecido pela comunidade aos caminhantes e, também, a atenção das pessoas responsáveis pela recepção. 

Ao final da caminhada, foram servidos 180 almoços, com um cardápio que incluía risoto, churrasco, galeto, maionese, pão e saladas diversas. À tarde, foi realizada na comunidade a festa de São Geraldo, com uma apresentação da invernada artística do CTG Querência do Pinhal, um torneio de pênaltis e uma domingueira que ficou a cargo da banda CIA do Bailão. Além disso, o evento contou com feira de artesanatos e agroindústrias. 

A Caminhada na Natureza em Itaara reforçou o compromisso com a sustentabilidade, o fortalecimento da agricultura familiar e o turismo rural, mostrando que é possível aliar desenvolvimento econômico (ODS 8), preservação ambiental (ODS 11) e bem-estar social (ODS 3), em uma só caminhada. Na UFSM, a ação integra o Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER), que objetiva investir esforços em prol do desenvolvimento com foco no turismo rural e sustentável da Região Central do Estado do Rio Grande do Sul. 

 

Confira algumas fotos da caminhada: 


Texto: Ezequiel Redin, Maria Francisca de Mello e Michele Hennig Vestena. 

Fotos: Ezequiel Redin; Michele Vestena. 

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, da Subdivisão de Divulgação e Editoração da PRE.

Projeto UFSM: Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) – Eixo: Fomento ao turismo rural – Caminhada Internacional na Natureza.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/a-campanha-setembro-amarelo-salva-vidas Thu, 19 Sep 2024 13:09:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/?page_id=292

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, promovida ao longo de todo o mês de setembro. A iniciativa, realizada no Brasil desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), visa aumentar a discussão e promover ações relacionadas ao tema. Em sua nona edição, o tema é "Se precisar, peça ajuda!" A campanha culmina no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro e apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

História:

O movimento Yellow Ribbon (Laço Amarelo) surgiu nos EUA após o suicídio de Mike Emme em 1994. Mike, um jovem de 17 anos que havia restaurado um Mustang 68 pintado de amarelo, lutava com problemas psicológicos não reconhecidos por seus familiares e amigos. No dia do seu velório, cartões com fitas amarelas e a mensagem "Se você precisar, peça ajuda" foram distribuídos, dando início ao movimento de prevenção ao suicídio. A cor amarela foi escolhida para representar a campanha devido ao Mustang de Mike, simbolizando a busca por apoio e a importância de pedir ajuda. Em 2003, a OMS instituiu o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio em 10 de setembro, e o movimento Yellow Ribbon se expandiu para 47 países. Os pais de Mike, Dale e Dar Emme, continuam a promover o programa, que já salvou cerca de 5 mil vidas, e enfatizam a importância de viver um dia de cada vez e buscar apoio, destacando que, apesar da dor, o legado de Mike continua a impactar positivamente muitas vidas.

 

Epidemiologia do suicídio:

Dados da OMS indicam que o número de mortes por suicídio supera o de HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a quarta principal causa de morte, após acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Entre 2016 e 2021, o Brasil viu um aumento de 49,3% nas taxas de mortalidade por suicídio em adolescentes de 15 a 19 anos e de 45% em adolescentes de 10 a 14 anos. As taxas de suicídio variam por país e gênero, sendo mais altas entre homens, especialmente em países de alta renda, e entre mulheres em países de baixa e média renda. A Europa registrou uma redução nas taxas, enquanto países do Leste Asiático, América Central e América do Sul observaram um aumento. Apesar de alguns países priorizarem a prevenção do suicídio, muitos ainda não possuem estratégias nacionais para enfrentá-lo, com apenas 38 países implementando tais políticas.

Você não está sozinho:

Para as pessoas que querem e precisam conversar, o Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, por meio do telefone: 188, chat ou e-mail.

 

Referências:

REIS, S. Setembro Amarelo: pais de jovem que deu origem à campanha contam que dor não tem fim e alertam: “se precisar, peça ajuda”. Disponível em: <http://g1.globo.com/saude/saude-mental/noticia/2024/09/10/setembro-amarelo-pais-de-jovem-que-deu-origem-a-campanha-contam-que-dor-nao-tem-fim-e-alertam-se-precisar-peca-ajuda.ghtml>. Acesso em 14 de Setembro, 2024.

Setembro Amarelo - Prevenção ao Suicídio - Brasil. Disponível em: <http://www.setembroamarelo.com/>. Acesso em 14 de Setembro, 2024.

Setembro Amarelo é o mês dedicado a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Disponível em: <http://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2023/setembro/setembro-amarelo-e-o-mes-dedicado-a-campanha-de-conscientizacao-sobre-a-prevencao-do-suicidio>. Acesso em 14 de Setembro, 2024.

Autores:

Carolina Piccolo Carvalho, discente do curso de graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail: carvalho.carolina@acad.55bet-pro.com, Lattes:  http://lattes.cnpq.br/3098931727210662 .

Douglas Gonçalves Friedrichs, discente do curso de graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail: Douglas.friedrichs@acad.55bet-pro.com, Lattes: http://lattes.cnpq.br/3554617523788031

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/doping-entenda-mais-sobre-o-assunto-com-nosso-convidado-andre-valle-de-bairros Thu, 19 Sep 2024 13:03:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/?page_id=284

O que é “Doping”?

É fazer uso de qualquer substância que aumente seu condicionamento físico e que conste como proibida na lista divulgada pela WADA (acesse clicando em: lista oficial 2024). A Lista Proibida é dividida em substâncias e métodos proibidos a todo tempo, em competição e em esportes específicos.

De acordo com o Artigo 2.1.1 do Código Mundial Antidopagem, os atletas são responsáveis por qualquer substância, metabólito ou marcador que seja encontrados em suas amostras. Os casos de resultados positivos no teste  de antidopagem são conduzidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD), que irá julgar essas violações. Há duas possíveis consequências para o atleta: levar a uma suspensão definitiva ou provisória.

Sobre nosso convidado: André Valle de Bairros

Farmacêutico com doutorado em Toxicologia e Análises Toxicológicas, atuando como professor de Toxicologia Clínica pelo curso de Farmácia da UFSM, orientador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFSM e coordenador do Núcleo Aplicado a Toxicologia (NAT), realizando projetos de pesquisa, ensino e extensão envolvendo Toxicologia e Análises Toxicológicas.

Sobre nosso convidado: André Valle de Bairros

Como é feita a detecção?

“Inicialmente, é necessário uma etapa pré-analítica, do qual a coleta de amostra (sangue e urina) é assistida pelo pessoal cadastrado pelo WADA (se for Olímpiadas). Sempre a coleta tem prova e contraprova, do qual são etiquetados e assinados pelo atleta para confirmar que não houve fraude ou adulteração de ambas as partes. Posteriormente vai ao laboratório, onde a amostra-prova passa por um processo de triagem analítica, que varia conforme o perfil de analito e prova esportiva.”

“Exames bioquímicos, esteroidais e hematimétricos são realizados para avaliar alterações significativas nos exames antidopagem. A análise de moléculas de baixo peso molecular, do qual a maior parte das drogas se enquadram, é realizada empregando cromatografia líquida ou gasosa acoplada a espectrometria de massas do tipo single. Para moléculas de grande peso como hormônios peptídicos (GH, eritropoetina recombinante humana, insulina, e outros), a análise é baseada em técnicas de radioimunoensaio, eletroforese em gel e western blotting.”

Como se confirma?

“Por cromatografia líquida ou gasosa acoplada a espectrometria de massas tipo Tandem ou acoplada a espectrometria de massas de alta resolução como QTOF (1) ou Orbitrap (2). Também há a GC-C-IRMS (3) que diferencia os isótopos de Carbono para verificar o uso de esteroides endógenos oriundo de aplicação externa.”

 Estatísticas:

Tabela confeccionada em 2022, em que AAF  significa “adverse analytical findings” ou, ao traduzir, “resultados analíticos adversos”. 

As principais substâncias utilizadas são os esteroides anabólicos androgênicos, estimulantes, eritropoetina e diuréticos. Porém, atualmente o problema está também nas drogas sem registro químico, ou seja, que ainda não são identificadas devido desconhecimento das autoridades, conhecidas como “Designer Drugs”.

Um caso famoso relacionado a drogas não conhecidas foi da indústria Balco, que sintetizava esteroides anabolizantes sem registro químico, sem CAS, e que, dessa forma, não eram identificados nos exames de dopagem.

E como funciona para os atletas paraolímpicos?

Alguns atletas com deficiência precisam de medicamentos de uso contínuo que podem incluir substâncias da Lista Proibida. Nesse caso, é preciso solicitar uma Autorização de Uso Terapêutico (AUT), que dará ao atleta a permissão para a presença dessa substância em sua amostra biológica sem incorrer em uma Violação à Regra Antidopagem.

OBS.: A AUT emitida pela Organização Nacional Antidopagem (ONAD) é válida apenas em âmbito nacional para períodos em competição e/ou fora dela.

Referências:

Seize Oga, Márcia Maria de A. Camargo, José Antonio de O. Batistuzzo. Fundamentos de Toxicologia. 5 edição, 2021.

WADA. 2022 Anti-Doping Testing Figures. 2024. Disponível em: http://www.wada-ama.org/sites/default/files/2024-04/2022_anti-doping_testing_figures_en.pdf . Acesso em: 15 agosto 2024.

CÔMITE PARALÍMPICO BRASILEIRO. Notícias. São Paulo, SP: 2022. Disponível em: http://cpb.org.br/noticias/como-funciona-a-antidopagem-para-atletas-paralimpicos-que-usam-medicamentos/ . Acesso em: 15 agosto 2024.

Autores:

Luísa dos Santos Furquim, discente do curso de graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail luisa.furquim@acad.55bet-pro.com, Lattes: http://lattes.cnpq.br/6264603590739657.

Roberta Danieli Marchesan, discente do curso de graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail roberta.danieli@acad.55bet-pro.com, Lattes: http://lattes.cnpq.br/9252659605014994.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/a-china-descobriu-a-cura-para-o-diabetes Fri, 06 Sep 2024 21:25:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/ensino/traduzindo_a_ciencia/?page_id=267

Introdução

O Diabetes Mellitus é um distúrbio metabólico que compromete o modo como o organismo processa a glicose. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), em 2021, cerca de 537 milhões de adultos, entre 20 e 79 anos, viviam com diabetes globalmente, sendo uma das condições crônicas mais prevalentes. Se as tendências atuais persistirem, estima-se que até 2045, 783 milhões de pessoas estarão convivendo com a doença. Os avanços na pesquisa sobre diabetes têm o potencial de transformar significativamente o manejo da doença, e consequentemente, a qualidade de vida de todos os afetados, trazendo esperança para milhões de pacientes. 


Distribuição do Diabetes Mellitus pelo mundo

O diabetes afeta diferentes regiões e populações de maneiras variadas, refletindo tanto fatores genéticos quanto ambientais. A prevalência crescente exige uma atenção global, especialmente para encontrar soluções eficazes e acessíveis para todos os afetados.


Principais tipos de Diabetes Mellitus

Tipo 1 - O diabetes Tipo 1 é uma condição autoimune em que o sistema imunológico do paciente ataca as células do pâncreas, tornando a produção de insulina insuficiente. É geralmente diagnosticado na infância ou adolescência e requer administração de insulina externa para o controle dos níveis de glicose no sangue. 

Tipo 2 – É a forma mais comum da doença (entre 90 a 95% dos casos), e ocorre quando o corpo se torna resistente à insulina ou não a produz em quantidade suficiente. Está associada a questões genéticas e também ao estilo de vida. Obesidade, sedentarismo e má alimentação são fatores que elevam a chance de desenvolvê-lo.

Diabetes Gestacional – O Diabetes Gestacional ocorre durante a gravidez quando o organismo não consegue produzir insulina suficiente para atender às demandas adicionais. Embora, geralmente, se resolva após o parto, o Diabetes Gestacional pode implicar maiores riscos para a saúde da mãe e do bebê e aumentar as chances de a mulher desenvolver Diabetes Tipo 2 no futuro.


Avanços nas pesquisas sobre o Diabetes Mellitus

Os cientistas empregaram uma abordagem experimental inovadora no tratamento. Inicialmente, foram coletadas células mononucleares do sangue do próprio paciente. Essas células do sistema sanguíneo foram então submetidas a um processo de modificação avançada, no qual foram reprogramadas para atuarem como células-tronco pluripotentes induzidas. As células pluripotentes são um tipo de célula que tem capacidade de se transformar em diferentes tipos celulares especializados. Após a reprogramação, essas células foram induzidas a se diferenciarem em células produtoras de insulina, que são normalmente encontradas nas ilhotas pancreáticas e são responsáveis pela produção da insulina. Para finalizar, essas células foram transplantadas de volta no corpo do paciente.


Metodologia do Estudo

Os cientistas empregaram uma abordagem experimental inovadora no tratamento. Inicialmente, foram coletadas células mononucleares do sangue do próprio paciente. Essas células do sistema sanguíneo foram então submetidas a um processo de modificação avançada, no qual foram reprogramadas para atuarem como células-tronco pluripotentes induzidas. As células pluripotentes são um tipo de célula que tem capacidade de se transformar em diferentes tipos celulares especializados. Após a reprogramação, essas células foram induzidas a se diferenciarem em células produtoras de insulina, que são normalmente encontradas nas ilhotas pancreáticas e são responsáveis pela produção da insulina. Para finalizar, essas células foram transplantadas de volta no corpo do paciente.


O que eles descobriram? 

Onze semanas após o tratamento: O paciente não necessitava mais fazer uso de insulina externa;

Um ano após o tratamento: Ele não precisava mais de medicamentos orais para controlar os níveis de glicose;

Exames posteriores: Demonstraram que a função renal e pancreática melhorou significativamente.


Limitações do estudo 

Reconhecemos a importância deste estudo, no entanto, é crucial reconhecer suas limitações. Para que um estudo tenha relevância a nível clínico, é necessário que ele demonstre uma melhora significativa em uma amostra maior. Resultados obtidos em um único paciente são importantes, mas servem para direcionar novos estudos e não para fundamentar decisões clínicas definitivas.

Outro fator que deve ser levado em consideração, são potenciais influenciadores desta resposta. O indivíduo já havia passado por um transplante renal anteriormente e fazia uso de medicamentos imunossupressores. 

Além disso, também existem potenciais riscos, como a possibilidade de as células transplantadas se tornarem defeituosas e formarem tumores a longo prazo.


Conclusão

Embora longe de representar uma cura, este estudo representa um passo muito importante na pesquisa sobre o diabetes. Tratamentos envolvendo células-troncos ainda são experimentais e não estão prontos para uso generalizado. Portanto, são necessários estudos com amostra maior e delineamento clínico mais robusto para avaliar a segurança e a eficácia desse tratamento. A ciência progride com passos rigorosos, e é fundamental manter expectativas realistas.


Referências

American Diabetes Association. (2023). Tipos de Diabetes. Disponível em: http://diabetes.org/ Acesso em: 10 ago. 2024.

Conselho Federal de Farmácia. (2024). Primeiro relato no mundo: estudo experimental cura homem de diabetes tipo 2. Disponível em: http://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/20/05/2024/primeiro-relato-no-mundo-estudo-experimental-cura-homem-de-diabetes-tipo-2 Acesso em: 10 ago. 2024.

International Diabetes Federation (IDF). (2021). Diabetes Atlas 2021. Disponível em: http://diabetesatlas.org/ Acesso em: 10 ago. 2024.

Wu, Jiaying, et al. Treating a type 2 diabetic patient with impaired pancreatic islet function by personalized endoderm stem cell-derived islet tissue. DOI: 10.1038/s41421-00662-3. Disponível em: http://www.nature.com/articles/s41421-024-00662-3.. Acesso em: 10 ago. 2024.


Autora

Isadora Zanon, discente do curso de graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ciência, e-mail: isadora.zanon@acad.55bet-pro.com e link do currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1224903091360952

 

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/20/husm-promove-acoes-para-o-agosto-dourado Tue, 20 Aug 2024 18:24:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66582

Nesta segunda-feira, dia 19, foi realizado o encerramento das atividades para o Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno, promovidas pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). A campanha foi instituída no Brasil em 2017, por meio da lei nº 13.435, visando a conscientização a respeito da amamentação. No HUSM, todas as unidades da Linha Materno-Infantil se envolveram e promoveram as ações durante o mês, e a edição de 2024 teve o tema “Reduzindo a Lacuna: Apoio à Amamentação para Todos”.

A enfermeira do HUSM e responsável pela Consultoria do Aleitamento Materno, Cláudia Diaz, explica a necessidade de ações voltadas para esse tema: “A informação será a principal aliada na conscientização sobre a importância do aleitamento materno. Para isso, ações em diversas áreas são realizadas, como por meio da promoção de ações educativas, de apoio e incentivo em toda a área Materno-Infantil, voltadas para gestantes, parturientes, puérperas, acompanhantes e profissionais das Unidades”, destaca.

Neste mês, todas as unidades foram decoradas na cor dourada, com balões, mensagens de incentivo e lembrancinhas para as pacientes. No Centro Obstétrico, foram produzidos flyers sobre o contato pele a pele entre mãe e bebê, com capacitação setorial para a equipe de enfermagem, e também sobre a importância da Hora Ouro (primeira hora de vida do bebê após o parto), distribuídos durante o acolhimento das gestantes, puérperas (mulheres em período pós-parto) e familiares.

Na Unidade Tocoginecológica, foram distribuídas garrafinhas de água decoradas para incentivar a hidratação durante a amamentação, além da realização de rodas de conversa nas enfermarias e grupos semanais de gestantes, puérperas e familiares, para discussões a respeito do Aleitamento Materno.  A UTI Neonatal também realizou grupos de conversa com familiares e distribuiu cartões com frases de incentivo às mães.

No centro de Pediatria a decoração temática contou com orientações sobre os 10 passos do Aleitamento Materno, além de grupos com mães e bebês. O Ambulatório de Alto Risco (AGAR) criou o espaço “Cantinho da Amamentação”, para estimular a amamentação em salas de espera. O Serviço de Consultoria em Aleitamento Materno participou do 7º Seminário Integrado de Aleitamento Materno da 4ª Coordenadoria Regional da Saúde no dia 16 de agosto, com a mesa redonda “O papel das maternidades na redução das desigualdades em amamentação”, representada pela professora Claudia Diaz e pela professora adjunta do Departamento de Fisiologia, Geovana Bolzan.

Durante a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que ocorreu de 1º a 7 de agosto, o Setor de Internação Tocoginecologia realizou pinturas de barriga com as pacientes gestantes. Na entrada do HUSM, estão expostas fotografias de mães amamentando, que foram coletadas até o dia 16 e ficarão expostas até o final do mês. Além de ações de incentivo e conscientização, as atividades foram marcadas por muita música e dança, com a apresentação de Poderosas do Tetê no dia 15, dança materna com bebês em slings, e uma coreografia realizada pela equipe de enfermagem do alojamento conjunto. 

Cláudia comenta a importância da realização do Agosto Dourado, que é uma iniciativa global proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e ganhou força a partir da década de 1990. “Como é uma campanha mundial de incentivo e apoio à prática da amamentação, todas as ações desenvolvidas provocam discussões e contribuições importantes, não só entre profissionais, mas na sociedade como um todo. Amamentar exclusivamente até os 6 meses de vida do bebê e manter até os 2 anos, ou mais, é muito importante para a saúde de mulheres e crianças. Precisamos aumentar as taxas de aleitamento materno no Brasil e no mundo, pois seus benefícios são imensuráveis, tanto no âmbito biológico, como no âmbito afetivo e emocional”.

O encerramento das atividades com mães, gestantes e familiares ocorreu ontem, no hall de entrada do 2º andar, com a apresentação do Coral Vozes do Vagão e Dança Materna. Ainda, a partir do dia 9 de setembro, será oferecida uma capacitação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), com o “Curso de Manejo, Incentivo e promoção da amamentação em um Hospital Amigo da Criança”, para profissionais da saúde que atuam diretamente com a assistência Materno-Infantil no HUSM. 

Importância da amamentação

Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), publicado em 2021, no Brasil a prevalência do aleitamento materno entre crianças menores de 6 meses foi de 45,8%, o que está abaixo do recomendado. A amamentação é o único fator que, sozinho, pode reduzir em até 13% a mortalidade infantil de crianças menores de cinco anos por causas preveníveis, de acordo com o Ministério da Saúde. Além disso, são inúmeros os benefícios, tanto para a mãe quanto para o bebê: a amamentação imediata após o nascimento pode reduzir a mortalidade neonatal; auxilia nas contrações uterinas - diminuindo o risco de hemorragia -; e fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho. Segundo a UNICEF, o leite materno promove um melhor crescimento e desenvolvimento, e protege contra doenças, agindo como a primeira “vacina” do bebê.

Texto: Giulia Maffi, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Foto: Arquivo pessoal de Cláudia Diaz
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/12/estao-abertas-51-vagas-para-a-residencia-multiprofissional-em-saude-na-ufsm Mon, 12 Aug 2024 17:53:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66524 Estão abertas até o dia 9 de setembro as inscrições no Exame Nacional de Residência (Enare), por meio do qual será realizada a seleção para a Residência Multiprofissional e em Área Profissional de Saúde. Na UFSM, há 51 vagas disponíveis, nas áreas de educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social e terapia ocupacional. Para a medicina veterinária, será realizado um processo seletivo em separado, a ser divulgado posteriormente. As vagas, conforme o quadro ao lado, estão distribuídas entre a Onco-Hematologia, Atenção à Saúde da Mulher e da Criança, Saúde do Adulto com Ênfase em Doenças Crônico-Degenerativas, Atenção à Saúde Mental, Saúde da Família e Vigilância em Saúde. Santa Maria será um dos centros de aplicação da prova objetiva, marcada para o dia 20 de outubro.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/05/cartilha-cuidado-em-rede Mon, 05 Aug 2024 15:33:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66477

O Programa de Extensão “Viva criança: ações colaborativas em rede voltadas à cronicidade e deficiência na infância”, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – 55BET Pro Palmeira das Missões lançou, no mês de julho, a cartilha Cuidado em rede para crianças e adolescentes: possibilidades na integração entre família, escola e saúde.

A cartilha foi elaborada de forma colaborativa por uma equipe multidisciplinar das áreas de educação e saúde de Palmeira das Missões e região, tendo como autoras a coordenadora do Programa, professora Neila Santini de Souza, acadêmicas dos cursos de Enfermagem e de Nutrição da UFSM-PM e profissionais das áreas da psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicopedagogia. 

O e-book tem o objetivo de contribuir com as práticas de educação em saúde junto às escolas, famílias e comunidade, levando informações que possam nortear práticas pedagógicas e orientar as famílias. Além disso, pode contribuir para minimizar as dificuldades enfrentadas pelas crianças e adolescentes que possuem algum tipo de deficiência, transtorno ou déficit em seu desenvolvimento e processo de ensino-aprendizagem, favorecendo a inclusão escolar e social, bem como socializa informações para facilitar o acesso aos serviços da rede de atenção à criança e ao adolescente, em Palmeira das Missões/RS e região.

O desenvolvimento infantil é considerado um processo que envolve várias dimensões, que inicia na gestação e que engloba o crescimento físico, a maturação do sistema nervoso, o desenvolvimento do comportamento, de como a criança sente e percebe o mundo, como fala, pensa e se comunica, assim como suas relações sociais e afetivas, tornando a criança capaz de responder às suas necessidades e as do seu meio, considerando seu contexto de vida no Brasil em 2012. Diante disso, os órgãos internacionais que orientam as práticas de saúde apontam a necessidade de se ter o conhecimento do desenvolvimento infantil típico, que servirá de base para comparação com alterações e doenças relacionadas. Dessa forma, na cartilha são abordados aspectos que possam dar suporte ao trabalho e acolhimento de crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência, transtorno ou déficit em seu desenvolvimento e seu processo de ensino-aprendizagem. “A partir de ações de extensão junto às famílias e às escolas, constata-se que existem muitas dúvidas no cotidiano de como encaminhar, orientar, acolher e acompanhar estas crianças e adolescentes. Com intuito de contribuir com práticas educativas inclusivas nas escolas, informações mais acessíveis e claras que possam orientar as famílias destas crianças e adolescentes, que apresentam alguma dificuldade no processo educacional ou atraso de desenvolvimento, apresenta-se esta cartilha, que está dividida em seções para melhor compreensão do leitor, a partir das fases do desenvolvimento infantil”, afirmam as autoras. 

O livro é dividido nas seguintes seções:

Desenvolvimento na 1ª Infância: Seção que destaca que a partir dos marcos do desenvolvimento apresentados na carteira da criança, os profissionais de saúde, as famílias e a escola podem identificar atrasos, como sentar, engatinhar ou andar tardiamente, posturas inadequadas, atrasos na fala ou até mesmo suspeita de que a criança tenha alguma alteração auditiva, baixa visão, fatores estes que poderão estar associados futuramente com dificuldades no processo de aprendizagem e descobertas que fazem parte desta faixa etária. 

Desenvolvimento na 2ª Infância Seção aborda fatores relacionados à aprendizagem, como a criança aprende e sinais de alerta para que a família e a escola possam buscar auxílio e acompanhamento na rede de atenção, facilitando a inclusão e a estimulação precoce. 

Na Fase da Adolescência: Seção destacada alguns aspectos que podem influenciar de forma positiva ou negativa no desenvolvimento, no aprendizado e na inclusão escolar, como o autismo, seletividade alimentar, uso de comunicação adequada e acessível. 

Além disso, são apresentados alguns instrumentos que podem ser usados para avaliação de risco do desenvolvimento. Por fim, ao final na cartilha são apresentadas legislações de suporte à família, comunidade em geral e escola, além de serviços de referência regional da rede de atenção à criança e ao adolescente. 

A obra, que faz parte da Série Extensão realizada pela Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, tem o apoio da Coordenadoria de Tecnologia Educacional também da UFSM e será lançada na 51ª Feira do Livro de Santa Maria, no dia 04 de setembro, às 18h. A cartilha pode ser adquirida de maneira gratuita clicando AQUI!

Assessoria de Comunicação UFSM-PM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/08/01/16a-edicao-do-congresso-internacional-da-rede-unida-acontece-na-ufsm Thu, 01 Aug 2024 15:56:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66443 [caption id="attachment_66444" align="alignright" width="502"] Abertura do evento[/caption]

A 16ª edição do Congresso Internacional da Rede Unida teve início na noite de quarta-feira (31), no largo do Planetário da UFSM. Intitulada “As mil e uma saúdes dos territórios”, a edição deste ano visa discutir saúde, cuidado e liberdade como atributos éticos da educação e da saúde pública.

Durante a programação do evento, que vai até o próximo dia 3, estão previstas mesas de conversa, távolas, e fóruns internacionais, explorando muito mais do que apenas a área da saúde, já que, conforme a lei 8.080, a saúde não é apenas a ausência de doenças, mas é determinada por vários fatores, como casa, comida, trabalho e renda. Durante a abertura do evento, integrantes do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) assinaram um Acordo de Cooperação Técnica que garantirá que 30% das compras institucionais do HUSM seja da agricultura familiar.

O Congresso ocorre de 2 em 2 anos. A última edição, em 2022, ocorreu na cidade de Vitória, no Espírito Santo. Esta é a primeira vez que o evento ocorre fora de uma capital. A presidenta desta edição e diretora do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSM, Maria Denise Schimith, comenta que trazer o Congresso para a UFSM é muito importante para criar uma maior horizontalidade nas rodas de conversa e nos fóruns, unindo acadêmicos, professores e a comunidade. A Universidade, que, conforme destaca Maria Denise, é referência na implementação de residências em saúde e destaca-se por sua Assistência Estudantil na América Latina, pode tornar o debate muito mais rico e horizontal. 

Acordo de Cooperação Técnica

[caption id="attachment_66445" align="alignleft" width="506"] Humberto Moreira Palma, Edegar Pretto e Arthur Chioro, respectivamente, durante assinatura do Acordo[/caption]

Durante a cerimônia, o presidente da Conab, Edegar Pretto, o superintendente do HUSM, Humberto Moreira Palma, e o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica. O compromisso tornará o HUSM o primeiro entre os hospitais universitários federais do Brasil a garantir que, pelo menos, 30% do recurso financeiro seja destinado à compra de gêneros alimentícios da agricultura familiar. A ação vai ocorrer por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que é executado pela Conab, na modalidade Compra Institucional.

O superintendente do HUSM, Humberto Moreira Palma, destaca que anualmente são produzidas 470 mil refeições no Hospital. Por isso, o Sistema Único de Saúde é também um “distribuidor de renda, que movimenta a economia, porque trabalha por bem-estar social, pela saúde, pela vida e pela alimentação”. Destaca ainda que, com o Acordo, além de melhorar a qualidade da alimentação, também será possível melhorar a economia regional, a partir de uma saúde global. 

Após a assinatura, o Acordo passará por um chamamento público, por isso, ainda não há previsão para quando começará a valer.

Rede Unida

[caption id="attachment_66446" align="alignright" width="509"] Maria Denise Schimith durante cerimônia de abertura[/caption]

A Rede Unida é uma associação internacional de profissionais, trabalhadores de saúde, gestores, usuários do sistema único de saúde, professores. Teve início nos anos 70, com a reforma sanitária brasileira. “Unida” significa uma proposta de unir as ações identificadas na época como “Integração Docente Assistencial” - IDA. É uma importante iniciativa de inserção dos alunos na dinâmica de trabalho das unidades básicas de saúde, pois tem a função de aproximar a academia dos serviços de saúde da população, do território.

O Congresso ocorre de 2 em 2 anos. A última edição, em 2022, ocorreu na cidade de Vitória, no Espírito Santo. Esta é a primeira vez que o evento ocorre fora de uma capital. A presidenta desta edição do evento e diretora do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSM, Maria Denise Schimith, comenta que trazer o Congresso para a UFSM é muito importante para criar uma maior horizontalidade nas rodas de conversa e nos fóruns, unindo acadêmicos, professores e a comunidade. A Universidade, que, conforme destaca Maria Denise, é referência na implementação de residências em saúde e destaca-se por sua Assistência Estudantil na América Latina, pode tornar o debate muito mais rico e horizontal.

Estiveram presentes na cerimônia de abertura representantes do ministério da saúde, reitores de universidades brasileiras e internacionais, autoridades políticas e povos indígenas e quilombolas.

Texto: Andreina Possan, acadêmica de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Gustavo Damascena, estudante de produção editorial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2024/07/25/a-escolha-de-se-doar-a-ciencia Thu, 25 Jul 2024 20:30:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3915

Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:

A morte não é um medo da enfermeira Martha Azevedo. Com 32 anos, ela comunicou à família o destino que deseja para seu corpo: a doação aos laboratórios e salas de aula do Departamento de Morfologia da UFSM. A profissional de saúde é uma das 54 inscritas no Programa de Doação Voluntária de Corpos, que registra um crescimento de 40% após a pandemia.

No Brasil, há 39 programas semelhantes. O Rio Grande do Sul concentra uma em cada quatro iniciativas no país. São dez espalhadas pelo Estado. A UFSM tem o quinto programa de doação mais antigo do Estado. Criada em 2016 para estudos e pesquisas, a iniciativa auxilia na formação acadêmica de mais de mil alunos por ano. Desde a fundação do projeto, 11 corpos foram doados e 54 intenções foram formalizadas.

Comunicar em vida o desejo de doar o próprio corpo é uma prática assegurada por lei desde 2002. O texto diz, no artigo 14, que “É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte”. Martha fala que o desejo de ser doadora surgiu durante a graduação em enfermagem, há seis anos: “Ter contato com um corpo foi essencial para minha formação. Fiquei pensando em uma forma de retribuir o gesto de quem já se foi, e também poder ajudar outros alunos assim como eu”, contou a enfermeira.

Crescimento de doadores

Fotografia horizontal, colorida, de metade de um crânio humano, de resina, da cor amarela. No lado esquerdo da imagem aparece parte da cavidade do nariz, um dos olhos e metade dos dentes. O fundo está desfocado e retrata uma sala de aula, com mesas e cadeiras brancas. Há um corpo deitado sobre uma das mesas, coberto por um tecido azul. Na parede branca existe um quadro verde-escuro fixado.
Crânio humano | Foto: Francine Castro

As intenções de doação cresceram na UFSM até 2019, mas foram prejudicadas com o início dos casos de Covid-19. Em 2020, o programa não recebeu nenhuma declaração. No entanto, o número aumentou depois de 2021 e chegou a sete em 2023, uma alta de 40% com o fim da pandemia. No primeiro semestre deste ano, o departamento recebeu cinco documentos.

Mais da metade das pessoas que manifestam formalmente a vontade têm idade superior a 40 anos e cerca de 60% são mulheres. No entanto, não há um perfil socioeconômico definido dos doadores, como informa o professor Carlos Eduardo Seyfert, coordenador do programa. “Tivemos, por exemplo, pessoas que são gratas à ciência, por serem curadas de câncer ou doença rara. Outros simplesmente querem encontrar uma forma de continuar sendo úteis após a morte”, afirmou.

A terapeuta Marisa Zuse, 54, é outro exemplo. Ela já comunicou à família sobre o desejo de destinar seu corpo à ciência. Residente em Santa Maria, tomou a decisão após um encontro com familiares, quando um estudante de Medicina comentou sobre os programas que existiam. “Na mesma hora já decidi. Posso contribuir de alguma forma. Quero ser útil”, completou. 

Gráfico de colunas verticais na cor amarelo-mostarda, mostra que em 2020 não houve doações. Em 2021 tiveram quatro. Em 2022, cinco. No ano de 2023, sete doações e em 2024, cinco. O fundo é branco.
Fonte: Departamento de Morfologia da UFSM

O que é feito com os corpos?

Os corpos que chegam no Departamento de Morfologia do 55BET Pro de Santa Maria passam por um processo de fixação. A etapa inclui formol ou salmoura para evitar a decomposição. Cerca de seis meses após a aplicação do produto, o corpo poderá ser usado. 

Os materiais são utilizados em aulas de anatomia humana, como informa o chefe do Departamento de Morfologia da UFSM, professor João Cezar Dias. Ele destaca a importância do contato direto com corpos humanos reais, que proporcionam a compreensão detalhada - algo que modelos anatômicos não conseguem replicar."Todos os cursos da saúde têm disciplinas de anatomia, às vezes mais de uma, inclusive. Nosso respeito é total, com todo corpo sobre a bancada. Mantemos a ética com quem está ali nos ajudando", afirmou João Cezar.

Como ser um doador?

Qualquer pessoa maior de 18 anos pode doar o corpo para fins acadêmicos e científicos. A única excessão é que não são aceitos corpos em caso de morte violenta, ou seja: decorrente de acidentes de qualquer natureza, homicídio ou suicídio. Isso porque os corpos devem ser submetidos à necropsia e, conforme necessidade da investigação, devem estar à disposição para exumação.

A declaração de doação de órgãos e restos mortais é feita com base em um modelo disponível no site da universidade (acesse aqui o documento). Para reconhecimento é preciso procurar um cartório ou realizar a assinatura digital por meio do cadastro online no Gov.br (acesse o serviço aqui). O professor orienta que pelo menos uma pessoa  - de preferência familiar - assine como testemunha, pois apesar de declarar o desejo em vida, a família é superior na decisão da destinação do corpo após a morte. O documento deve ser preenchido em três vias: uma é entregue diretamente no Departamento de Morfologia da UFSM e as outras duas ficam com o doador e a família. No caso do indivíduo manifestar interesse para a família em destinar o corpo para a universidade, mas não formalizar o desejo, a família pode optar por destinar mesmo assim.

Depois do falecimento, a família deve fazer contato com a Universidade para informar o óbito. É permitido que o corpo seja velado antes de ser encaminhado ao Departamento. A decisão cabe à família, que também arca com o custo do transporte entre a funerária e a UFSM.  Participar do programa não exclui a possibilidade de doar órgãos para transplante e é possível doar apenas partes do corpo.

Reportagem: Francine Castro e Tayline Manganeli

Contato: francine.castro@acad.55bet-pro.com/tayline.alves@acad.55bet-pro.com

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2024/07/22/cuidar-de-quem-cuida-2 Tue, 23 Jul 2024 00:52:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3941

Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:

Fotografia horizontal, colorida e em plano detalhe da pele de Neite, que enfoca as marcas da idade. A pele é branca. A idosa parece estar na faixa etária dos 80 a 90 anos. Na mão esquerda há um acesso venoso, fixado por um pedaço de fita. Está sentada em uma maca hospitalar e veste um avental na cor branca, com o nome “Hospital Universitário de Santa Maria” escrito na cor verde. Ela está coberta da cintura para baixo por uma manta branca com detalhes em vermelho. Ao fundo da imagem, desfocado, está um boneco sentado sobre uma almofada azul marinho. Ele tem a pele branca, veste um tip top azul marinho e está com uma chupeta azul claro na boca.
Marcas da idade em paciente do HUSM | Foto: Giovana Chaves

No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), a professora de Terapia Ocupacional (TO) da UFSM, Silvani Vieira Vargas, assume dois papeis: docente e cuidadora familiar. Devido ao progresso de doenças incapacitantes, sua mãe Neite, de 85 anos, está sob cuidado paliativo na ala geriátrica. Silvani relata que ter o conhecimento técnico e exercer o papel de cuidadora simultaneamente é algo muito angustiante. Apesar de ter atuado na área por 13 anos, ela diz se sentir desconfortável com a posição que ocupa hoje. “Minha formação faz com que eu saiba muitas coisas da área, mas aqui ele não é levado em conta. Aqui, eu sou apenas cuidadora”, conta Silvani.

Ao mesmo tempo, a professora de TO da UFSM, Kayla Araújo Ximenes Aguiar Palma, compartilha sentimentos semelhantes aos de Silvani. Sua mãe, que completa 89 anos em breve, está em processo demencial e Kayla não imaginava experienciar o tema que estudou durante quase três décadas.

O Programa de Apoio a Cuidadores da Terapia Ocupacional (Pacto) surgiu em 2013, através de um olhar empático de Kayla,  que está com o pós-doutorado em  Gerontologia Biomédica pelo Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em andamento. Inicialmente, o projeto começou com o intuito de oferecer suporte técnico e emocional aos cuidadores de idosos e de adultos com doenças crônicas ou incapacitantes.

Atualmente, o Pacto é coordenado pela professora Silvani e desenvolve palestras, workshops e oficinas com profissionais da saúde. Uma das principais queixas relatadas pelos cuidadores é a sobrecarga, proveniente do processo de cuidado. Assim, o principal objetivo é o desenvolvimento de estratégias e possibilidades de cuidado, a fim de amenizar o cansaço. 

O grupo amplia suas ações por meio de encontros on-line e presenciais - que ocorrem uma vez no mês -, tele acolhimento e atendimentos no ambulatório. Além disso, desenvolve atividades itinerantes nas cidades de Itaara e Silveira Martins, municípios próximos de Santa Maria. Tais práticas - que abrangem ensino, pesquisa e extensão - proporcionam formação inicial e continuada de acadêmicos de cursos de graduação da área da saúde, como Terapia Ocupacional, Psicologia e  Enfermagem, além de pós-graduandos e residentes da Universidade.

Para desenvolver os assuntos abordados nas capacitações, o grupo estuda sobre os temas que os participantes querem compreender. As ações abrangem desde conteúdos educativos sobre atenção à saúde dos idosos e seus responsáveis até atividades voltadas para melhorar a qualidade de vida e hábitos saudáveis. Os cuidadores têm uma classificação que os diferencia entre formais - que têm algum grau de capacitação técnica para o trabalho e recebe remuneração para tanto - ou informais, que têm um elo afetivo e de parentesco e não são remunerados para a função.

Há nove anos, Marlei do Carmo recebeu essa responsabilidade. Seu marido Cirilo, aos 60 anos de idade, foi diagnosticado com Alzheimer. A doença neurodegenerativa, progressiva e sem cura afeta 1,2 milhão de pessoas e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano no Brasil, de acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Como cuidadora informal, Marlei relata que a rotina é cansativa e que, muitas vezes, se sente frágil, pois o trabalho requer paciência e atenção. “Cursei técnico de enfermagem e o estágio que fiz no Hospital Psiquiátrico foi bem difícil, me desgastou muito. Mas tenho uma grande fé em Deus e creio que se Ele me permitiu cuidar de alguém é porque sou capaz”, conta. Apesar do desafio, ela garante que todo o esforço e dedicação proporcionam melhores resultados no tratamento do marido e amenizam os sintomas da doença.

Em 2019, após indicação feita por um médico neurologista do HUSM que atendia Cirilo, Marlei começou a frequentar os encontros semanais do Pacto que, na época, eram presenciais. No ano de 2020, com o início da pandemia da COVID-19, os encontros passaram a ser feitos on-line. Devido à dificuldade de acesso, ela optou pela saída das atividades, mas guarda com muito carinho os momentos que compartilhou com o projeto. “Além de uma troca de experiências e conhecimento, fiz novas amizades que me ajudaram  a lidar com a situação de uma forma mais leve”, lembra.

A mudança do formato presencial para o on-line tornou-se o método definitivo dos encontros semanais após a pandemia. Entretanto, o grupo realiza, em parceria com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) Sub-Regional Santa Maria, um encontro presencial mensal com especialistas da área, no prédio da antiga Reitoria da UFSM, localizado no centro da cidade. Os eventos focam na psicoeducação em saúde, que relaciona instrumentos psicológicos e pedagógicos com o objetivo de ensinar o paciente e/ou os cuidadores, principalmente os informais, sobre a doença e seus tratamentos. Assim, é possível desenvolver um trabalho de prevenção e conscientização.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa - 60 anos ou mais - teve um aumento de 56% de 2010 a 2022. Nessa perspectiva, o Pacto surge como um lugar de aprendizado e de acolhimento para todos aqueles que se sentirem confortáveis em participar.

Terapia da boneca

O delírio é um estado de alteração mental que faz com que um indivíduo apresente uma visão distorcida da realidade, e isso pode ser demonstrado de diferentes formas: por meio de uma confusão mental, de uma redução da consciência e até mesmo de alucinações. A nomenclatura nos casos de idosos que apresentam a condição é delirium, especialmente quando está associado à confusão mental.

No mês de maio, próximo da sua primeira internação, Neite Vargas Vieira, mãe de Silvani, começou a ter delirium e alucinações com crianças em situação de risco - como quedas, acidentes e afogamentos. Diante disso, uma de suas noras lhe presenteou com um bebê reborn, carinhosamente chamado de “André Luiz”. O boneco, com aparência de um bebê real, ajuda a acalmar Neite em momentos de confusão mental.

Fotografia horizontal, colorida e em plano médio da interação entre Neite e Silvani com um boneco, em um leito hospitalar. À esquerda da imagem, é possível observar Neite. Ela tem pele branca, cabelos grisalhos na altura da orelha e está com a boca levemente aberta. Ela parece estar na faixa etária dos 80 a 90 anos. Está sentada em uma maca hospitalar e veste um avental na cor branca. Seu braço esquerdo está levantado, nele há uma pulseira de identificação e suas unhas estão pintadas de vermelho. No centro da imagem está Silvani, que se encontra de pé ao lado da maca. Ela parece estar na faixa etária dos 50 anos. Tem a pele branca, cabelos loiros, compridos e lisos e sorri enquanto olha o boneco. Veste uma blusa de cor marrom com detalhes em verde, rosa, branco e laranja, que tem uma amarração na parte do peito. Sobre a blusa, um crachá de identificação. Os braços dela, que seguram o boneco, estão apoiados em uma almofada azul marinho. À direita da imagem está o boneco, que é a representação realista de um bebê. Tem a pele branca, cabelos castanhos na altura da orelha e um sorriso. Veste touca branca de lã e um tip top azul com um prendedor de chupeta na altura do peito. Ele está sentado na almofada azul marinho e voltado para Neite. Ao fundo, há uma cortina bege que separa os leitos hospitalares.
Interação entre mãe e filha no leito hospitalar I Foto: Giovana Chaves

Do inglês, Dolls Therapy, a Terapia da Boneca é uma abordagem não farmacológica que ganha destaque no manejo dos sintomas da Doença de Alzheimer. Silvani relata que sua mãe sempre teve grande afeto por crianças e que se acostumou a viver rodeada por seus filhos, netos e bisnetos. Isso facilitou a inserção do boneco para amenizar as crises. Apesar disso, durante os momentos de lucidez, Neite tem plena consciência de que André Luiz não passa de um brinquedo.

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Reportagem: Daniele Gabriel e Luiza Silveira Ventura

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