UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 06 Mar 2026 13:16:33 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/08/25/ufsm-unipampa-e-vinicola-salton-promovem-a-2a-vitrine-tecnologica-na-viticultura-em-outubro Mon, 25 Aug 2025 14:31:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=12046

O Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (GEPACES/UFSM), em parceria com a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e a Vinícola Salton, promoverá no dia 23 de outubro de 2025 a 2ª Vitrine Tecnológica na Viticultura. O evento será realizado a partir das 8h, na sede da Vinícola Salton, em Santana do Livramento/RS.

A iniciativa tem como objetivo estimular a troca de experiências e a divulgação de inovações e tecnologias aplicadas à viticultura, reunindo produtores rurais, pesquisadores, estudantes, empresas e representantes de instituições públicas e privadas ligadas ao setor.

A programação contará com apresentações e estações técnicas sobre temas como fertilidade do solo, manejo nutricional, novas tecnologias, práticas sustentáveis e casos de sucesso na produção de vinhos na Campanha Gaúcha. Ao final da manhã, será lançado o vinho GEPACES–UFSM e UNIPAMPA, fruto da aplicação de conhecimentos técnicos em nutrição de plantas para alcançar maior qualidade na produção de vinhos.

As inscrições estarão abertas até 5 de outubro de 2025 e podem ser realizadas clicando aqui. Mais informações no perfil do Instagram do Gepaces, clicando aqui. Dúvidas: gepacescontato@gmail.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/04/03/estudantes-testam-seus-conhecimentos-na-competicao-agronomica-da-ufsm Thu, 03 Apr 2025 19:26:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=11512 [caption id="attachment_11513" align="alignright" width="488"] 1º Lugar - Equipe Telmo Amado[/caption]

No sábado, 29 de março, a área experimental do Sistema Irriga da UFSM foi sede da Competição Agronômica, evento que envolveu 12 provas nas quais os estudantes puderam aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula. A competição foi organizada pelo PET Agronomia UFSM, com o apoio da coordenação do Curso de Agronomia, da Direção do Centro de Ciências Rurais (CCR) e dos departamentos de Fitotecnia, Defesa Fitossanitária e Solos.

Equipes vencedoras

1º Lugar - Equipe Telmo Amado

  • Augusto Fischer Roberti - 8º semestre

  • Augusto Alencar Tratsch Rossi - 8º semestre

  • Kamille Marques de Souza - 8º semestre

  • Beatriz Michelato de Barcelos - 8º semestre

  • Arthur Dallanora - 6º semestre

  • Igor Cavalli - 8º semestre

    [caption id="attachment_11514" align="alignright" width="482"] 2º lugar - Equipe Yoshida[/caption]
  • Luiz Henrique Buligon - 2º semestre

  • Ingrid Rodrigues Soncini - 8º semestre

2º Lugar - Equipe Yoshida

  • Gabriel Jahnke Marchioro - 7º semestre

  • Pedro Henrique Figueiredo Boscaini - 5º semestre

  • José Pedro Maraschin Vieira - 7º semestre

  • Rafael Begnini Pinzetta - 7º semestre

  • Vitor Cargnin Pegoraro - 7º semestre

  • Samuel Levi de Andrade Ferreira - 3º semestre

  • Guilherme da Silva Figueira - 7º semestre

  • Vinícius Duarte Bicca - PPGAgronomia

3º Lugar - Equipe Romeu Afonso de Souza Kiihl

[caption id="attachment_11515" align="alignright" width="477"] 3º Lugar - Equipe Romeu Afonso de Souza Kiihl[/caption]
  • José Eduardo Facco - 5º semestre

  • Felipe Schmidt Dalla Porta - PPGEA

  • Laurem Lago - 7º semestre

  • Vitória Signor - 7º semestre

  • Bianca Bock Almeida - 3º semestre

  • Érico dos Santos Drobut - 4º semestre

  • Carlos Augusto Marconato - 5º semestre

  • Marylia Posser Cargnin - 8º semestre

A competição permitiu que os estudantes demonstrassem habilidades técnicas e trabalho em equipe, fundamentais para sua formação profissional.

Após a competição, teve confraternização dos participantes e do público que prestigiou com salchipão. 

Confira a reportagem da TV 55BET Pro sobre o evento clicando aqui.

 

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O Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Erosão e Hidrologia de Superfície (GIPEHS) da UFSM promoverá, no dia 15 de abril, um evento especial em comemoração ao Dia da Conservação do Solo e da Água. A programação inclui palestras no período da manhã e uma tarde de campo na Bacia do Rio Guarda Mor, proporcionando uma experiência prática sobre a importância da conservação dos recursos naturais.

Manhã: As atividades terão início às 07h40 no Auditório do Centro de Ciências Rurais (CCR) - Prédio 42, UFSM, onde especialistas discutirão estratégias para a conservação do solo e da água, abordando desafios e soluções para a sustentabilidade ambiental.

Tarde: A partir das 13h, os participantes seguirão para a Bacia do Rio Guarda Mor, onde serão realizadas atividades de campo, permitindo a observação de práticas de manejo sustentável e análise das condições ambientais da região.

O evento tem o apoio do Departamento de Solos e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Solo da UFSM. As vagas são limitadas. Interessados podem se inscrever gratuitamente até o dia 10 de abril clicando aqui.

O evento representa uma oportunidade única para estudantes, pesquisadores e profissionais da área aprofundarem seus conhecimentos teóricos e práticos sobre a preservação dos recursos hídricos e do solo, fundamentais para a manutenção dos ecossistemas e da produção agrícola sustentável.

A programação completa pode ser visualizada clicando aqui.

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O Grupo de Estudos em Pedometria (GEPED) da UFSM realiza, nesta sexta-feira, um dia de pesquisa de campo com coleta de dados sobre a infiltração de água em uma lavoura com solos pedregosos no município de Ivorá, RS.

A atividade tem como objetivo avaliar o comportamento da infiltração da água em áreas agrícolas e os dados coletados serão utilizados para escolher o manejo do solo e estratégias para otimizar o uso da água na região.

A pesquisa conta com a participação de estudantes e do professor Fabrício Pedron do GEPED, que realizam medições utilizando infiltrômetros e outros instrumentos específicos para análise da taxa de infiltração, permitindo uma melhor compreensão dos processos hidrológicos nesses tipos de solos.

O estudo faz parte das iniciativas do GEPED/UFSM para aprimorar o conhecimento sobre o manejo sustentável dos recursos hídricos no meio rural, contribuindo para práticas agrícolas mais eficientes e resilientes às variações climáticas.

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Análises de solo funcionam como exames médicos que buscam identificar doenças. No caso da terra, a intenção é descobrir a qualidade e as necessidades do solo para o cultivo de plantas. O projeto de extensão dos Programas de Pós-Graduação em Ciências do Solo (PPGCS), em Agrobiologia (PPGAgroBio) e em Química (PPGQ) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou um trabalho de coleta e análise de solo na Serra Gaúcha, em cidades  atingidas pelas enchentes de maio de 2024. Nos municípios de Pinto Bandeira, Bento Gonçalves e Veranópolis, os pesquisadores coletaram amostras em áreas de deslizamento de propriedades rurais dedicadas à fruticultura.

Allan Kokkonen, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Solo (PPGCS) e integrante do projeto, explica que as análises comuns revelam dois padrões distintos: os solos de áreas nativas, que tendem a ser muito ácidos e apresentam baixa disponibilidade de nutrientes, tornando-se menos adequados para o cultivo; e os solos de áreas já cultivadas, nos quais geralmente se identifica a necessidade de reposição de adubação ou fertilização.

No caso da Serra Gaúcha pós enchente, os pesquisadores identificaram ainda um terceiro tipo de solo, que mistura características de áreas nativas e cultivadas. No deslizamento de terra, tanto as áreas que perderam quanto as que receberam sedimentos passam por uma grande transformação. O material deslocado pode conter solo, pedras e outros elementos, tornando o cenário imprevisível. “É uma completa surpresa, um tiro no escuro. A gente não sabe o que vai encontrar ali”, destaca Allan. Para o pesquisador, na comparação com exames de sangue, é como se a análise mostrasse uma doença nova, que ainda não tem padrão de tratamento.

Os resultados mostram que as áreas degradadas não perderam grandes quantidades de nutrientes, mas apresentaram um aumento na acidez. Esse problema, porém, pôde ser facilmente corrigido com aplicação de calcário, permitindo que muitas áreas já estejam aptas para o cultivo. “Esse foi um resultado que a gente não esperava: essas áreas de deposição têm fertilidade relativamente boa para a maioria dos nutrientes”, ressalta Allan.

No entanto, para o pesquisador, o maior problema diz respeito à qualidade ou saúde do solo, ou seja, não se trata apenas de analisar os nutrientes, mas também a estrutura. Os pesquisadores perceberam que os solos analisados tiveram perda de matéria orgânica. Allan explica: “É aquele material que tem origem orgânica, formado por microorganismos que vieram de plantas decompostas”. Allan ressalta que a matéria orgânica tem várias funções importantes. “Ela é responsável por dar estrutura e agregação ao solo, o que é crucial, pois é essa estrutura que facilita a retenção de água”, detalha. Essa característica auxilia em períodos de seca, em que a água é mais escassa – como o que o Rio Grande do Sul enfrenta agora.

Um segundo ponto é que a matéria orgânica oferece nutrientes para a planta, principalmente nitrogênio, um dos mais importantes para o fornecimento de energia. “Provavelmente esses solos que perderam muita matéria orgânica – e foi bastante a quantidade perdida – vão ter um volume de micróbios, de fungos e de bactérias muito pequenos. E eles são benéficos”, especifica Allan.

Além disso, de acordo com o pesquisador, a matéria orgânica também pode interagir com o ambiente. “Ela é feita basicamente de carbono”, afirma. Ou seja, quando está no solo, permite que ele funcione como dreno de carbono, que se converte em energia para o desenvolvimento das plantas. “Quando se perde ela, provavelmente foi liberada na forma de gás. Ou seja, toneladas e toneladas de carbono que estavam na matéria orgânica, estocadas no solo, foram para a atmosfera”, conclui. Para Allan, essa perda transforma os sistemas agrícolas de drenos em emissores. “Aquela área de deslizamento emitiu bastante carbono, o que a gente sabe que vai potencializar as mudanças climáticas e o efeito estufa”, destaca.

Prejuízos no setor da agricultura

Na Serra Gaúcha, cujas características são de encostas e morros, o relevo acidentado facilita o escoamento superficial das águas. De acordo com pesquisadores do Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces) da UFSM, esses solos têm adaptações que favorecem a condução de águas em períodos de chuva normais. No entanto, em maio de 2024, em regiões como a da Serra, choveu mais de 500 milímetros em 48 horas, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesses casos, há uma sobrecarga dos sistemas hídricos, o que resultou em deslizamentos de terra em encostas.

Estes eventos não causaram só consequências sociais, mas também prejuízos financeiros, especialmente na agricultura. De acordo com dados de estudo realizado em novembro pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), são pelo menos R$88,9 bilhões em prejuízos financeiros, entre o setor produtivo (69%), o social (21%), a infraestrutura (8%) e o meio ambiente (1,8%).

Já no setor da agricultura, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou, em junho do ano passado, perdas que somam pelo menos R$ 467 milhões, em pequenas, médias e grandes propriedades. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ocorreram danos diversos em setores produtivos de grãos, olericultura – cultivo de hortaliças, legumes e verduras -, floricultura, pastagens, produção leiteira e produção florestal, além de animais mortos e solos afetados. A fruticultura também foi impactada, afetando a produção de uva, pêssego, caqui, kiwi, bergamota, ameixa, nectarina e outras frutas.

Rubiane Rubo é engenheira agrônoma e presidente da Associação dos Produtores de Frutas de Pinto Bandeira. Depois de terminar a graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela retornou à propriedade familiar para continuar o negócio iniciado pela avó. São cerca de cem hectares com plantações de frutas diversas em um terreno extenso em comprimento. Rubiane conta que, nas enchentes, três grandes deslizamentos atingiram a propriedade. “Um no início, um no meio e um no final. Isso comprometeu os tratamentos de inverno, porque a gente trabalha em patamares, então não tinha como um trator andar”, explica. Patamares são formas de organizar o terreno dos pomares, em uma espécie de escada. Maurício Bonafé, engenheiro agrônomo na Vinícola Aurora, esclarece que esses sistemas são feitos para evitar a perda de solo por escorrimento superficial de água, ou seja, em volumes normais de chuva. “Isso faz com que a água caia com menor velocidade no solo. A gota tem menos impacto e consequentemente a água consegue penetrar com mais facilidade”, detalha. Além disso, outra estratégia que tem esse intuito é a da cobertura verde, ou seja, o plantio de árvores e vegetações, o que também favorece a função do solo como reservatório de água.

[caption id="" align="aligncenter" width="675"] Cratera no final da propriedade da família de Rubiane Rubo, em Pinto Bandeira. No lado esquerdo da foto, é possível ver os patamares que restaram.[/caption]

Os deslizamentos atrasaram os tratamentos de inverno nos pomares, por conta do risco e da dificuldade de acesso à propriedade. “Comprometeu a floração depois, que não foi de tanta qualidade, e consequentemente impactou em menor quantidade de frutos”, relata Rubiane.

Análise de solo como técnica de avaliação de perdas

Na UFSM, um dos projetos que busca auxiliar na avaliação dos impactos das enchentes no solo é o ‘Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos’, dos Programas de Pós-Graduação em Ciências do Solo (PPGCS), em Agrobiologia (PPGAgroBio) e em Química (PPGQ). Foi contemplado no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). O objetivo é produzir conhecimento para facilitar o retorno das atividades agrícolas, com foco no fortalecimento das famílias de pequenos agricultores.

A técnica usada no projeto é a análise de solo. Gustavo Brunetto é coordenador do projeto e professor no Departamento de Solos e no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Solo da UFSM. Ele explica que alguns solos não conseguem fornecer as quantidades de nutrientes que uma planta precisa para o crescimento. Para conhecer essas características, se faz uma análise. “Se recomenda ir até o campo e fazer a coleta de uma porção do solo, que depois é levado para o laboratório e analisado”, descreve Gustavo.

A análise de solos tem algumas etapas:
1 – Amostragem: definição das áreas a serem analisadas e coletadas. Em uma gleba (área de terra), se define de dez a 20 pontos de coleta, em locais variados do terreno, mas que tenham as mesmas características, de histórico de adubação e plantio. Em cada um desses pontos, a coleta é feita em uma profundidade de zero a dez ou de zero a 20 centímetros, a depender das características. Com uma pá de corte, um trado ou até um quadriciclo, coleta-se uma porção de solo de cada ponto. Com as coletas feitas, pega-se uma porção de solo de cada um dos pontos e se mistura em um balde, para ter uma representação homogênea da área. Depois, pega-se cerca de 500 gramas da amostra de solo para fazer uma pré-secagem, o que envolve desfazer os torrões de terra, espalhar em uma superfície limpa e deixar secar de dois a três dias, a depender das condições climáticas. Depois de seca, a terra é colocada em um saco plástico e identificada com a propriedade e produtor/a, nome da gleba e demais características.

[caption id="attachment_68665" align="alignleft" width="365"] Trado usado para a coleta de porções do solo[/caption]

2 –  Análise no laboratório: as amostras de solo são enviadas para um laboratório credenciado, que faz a análise. A credencial pode ser emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ou pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)

3 – Interpretação da análise: feita por um técnico, que pode ser alguém formado em Engenharia Agronômica. Envolve entender os resultados de análise para indicar soluções.

4 – Recomendação: A partir dos resultados, a pessoa responsável pela interpretação elabora as recomendações de aplicação no solo analisado. Quantidade de adubação e calagem (aplicação de cal), qual a melhor fonte de nutrientes, melhor época de aplicação, entre outras questões, podem compor esse relatório.

Apesar de ser uma técnica simples e de baixo custo, Gustavo afirma que ela é fundamental. A etapa da amostragem precisa ser feita com cuidado e rigor para que o resultado seja qualitativo. “É mais ou menos você ter a preocupação de ir no médico e ele interpretar o teu resultado da análise de sangue, mas se não foi feito um procedimento adequado na amostragem, ele não vai ter validade”, compara.

As coletas na Serra Gaúcha

As coletas de porções de solo para análise do projeto da UFSM foram realizadas em dez áreas de pomares e vinhedos atingidos por deslizamentos nos municípios de Veranópolis, Bento Gonçalves e Pinto Bandeira. Para a escolha das áreas, o grupo do professor Gustavo Brunetto contou com o apoio do engenheiro agrônomo Maurício Bonafé, que é gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Aurora, de Bento Gonçalves. Por conta do contato direto com as famílias, Maurício já tinha um mapeamento das áreas degradadas. “Fizemos alguns apontamentos sobre as áreas que podiam ser recuperadas e, com isso, se propôs as áreas para coleta das amostras”, explica Maurício.

A fase de mapeamento e escolha das propriedades levou em torno de dois meses, em meados de setembro de 2024. A coleta das amostras foi feita entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, concomitantemente com as análises.

Próximos passos

Os próximos passos do projeto envolvem o encaminhamento dos resultados de análise para as famílias de produtores, além da realização de eventos para a divulgação e explicação dos dados. O projeto também pretende realizar análises agrobiológicas e químicas, a partir dos programas de pós-graduação parceiros, e criar cartilhas e relatórios para os técnicos e produtores.

Capítulo de livro

No dia 14 de março, o grupo de pesquisadores do projeto foi até Porto Alegre para o evento de lançamento do livro ‘RS: Reflexões para a reconstrução do Rio Grande do Sul’. O produto foi feito a partir do projeto ‘RS: Resiliência & Sustentabilidade’, que é uma promoção de acordo de cooperação entre a Secretaria Extraordinária de Reconstrução do RS, do Governo Federal e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Também contou com o apoio da Open Society Foundations. O grupo de 17 pesquisadores da UFSM assina o capítulo 4, ‘Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos na Serra Gaúcha’. O livro pode ser acessado por meio deste link.

Expediente:

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista

Edição: Luciane Treulieb, jornalista

Design: Evandro Bertol, designer

Fotografias: Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces)

Aluata Comunicação e Ciência


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Na última sexta-feira (14), o professor Gustavo Brunetto, do Departamento de Solos da UFSM, participou do evento RS Resiliência & Sustentabilidade - Seminário Científico, realizado no Salão de Atos da UFRGS, em Porto Alegre.

O professor Gustavo Brunetto foi expressivamente aplaudido pelo público presente ao apresentar sua contribuição ao projeto, trazendo não apenas o conhecimento técnico construído ao longo dos anos, mas também experiências práticas atuais que reforçam a importância da ciência aplicada na reconstrução e sustentabilidade do estado. Sua participação destacou a relevância do trabalho desenvolvido pela UFSM, consolidando a instituição como um polo de referência em estudos sobre solos e sobre sustentabilidade.

O evento é fruto do projeto RS: Resiliência & Sustentabilidade, promovido por meio de um acordo de cooperação entre a Secretaria Extraordinária de Reconstrução do RS, do Governo Federal, e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, com apoio da Open Society Foundations. O projeto resultou na publicação de artigos desenvolvidos por pesquisadores de universidades federais do Rio Grande do Sul, sendo os conteúdos de relevância perante a crise climática.

A participação do professor Gustavo Brunetto reforça a relevância da UFSM no cenário acadêmico e científico do estado, contribuindo para soluções sustentáveis e resiliência ambiental em um momento crucial para o Rio Grande do Sul.

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Na última terça-feira (11), o Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS) da UFSM promoveu um evento especial em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, com foco na Ciência do Solo. A iniciativa ocorreu na Sala Inovadora 3301 e reuniu estudantes, professores e pesquisadores para debater o papel e os desafios das mulheres na área.

O destaque do evento foi a palestra da Dr.ª Beatriz Wardzinski Barbosa, que abordou o tema "Mulheres na Ciência do Solo", tema central de sua tese de doutorado. Em sua apresentação, a pesquisadora destacou a crescente presença feminina na área, os desafios enfrentados ao longo da história e as conquistas alcançadas pelas cientistas do solo.

Além da palestra, o evento contou com um café compartilhado e uma roda de conversa enriquecedora. As professoras Zaida Inês Antoniolli e Miriam Fernanda Rodrigues compartilharam suas experiências e trajetórias na Ciência do Solo, incentivando o diálogo sobre a importância da equidade de gênero no meio acadêmico e científico.

Durante o debate, foram discutidas questões como o reconhecimento do trabalho das mulheres, os desafios na progressão de carreira e a necessidade de maior apoio institucional. O evento proporcionou um momento de reflexão e inspiração para as participantes, reforçando a importância da representatividade feminina na Ciência do Solo.

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No dia 2 de dezembro de 2024, o Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS) da UFSM promoveu o Seminário de Autoavaliação e Planejamento. O evento teve como objetivo debater os pontos fortes e os desafios enfrentados pelo programa, além de traçar estratégias para o futuro.

Durante o encontro, os participantes realizaram discussões aprofundadas sobre a Avaliação Quadrienal (Sucupira), destacando indicadores de desempenho acadêmico e administrativo. Foram abordadas estratégias para a melhoria contínua do programa, buscando aperfeiçoar tanto a produção científica quanto a gestão interna.

Ao final do seminário, os presentes contribuíram com sugestões e propostas para as metas do PPGCS para o período de 2025-2028. As propostas priorizaram o impacto social do programa, a qualidade da formação oferecida e o fortalecimento de parcerias institucionais.

O Seminário destacou o compromisso do PPGCS com a excelência acadêmica e a responsabilidade social, consolidando seu papel na formação de profissionais e na geração de conhecimento na área de Ciência do Solo.

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O Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS) da UFSM convida sua comunidade acadêmica a participar do Seminário de Planejamento e Autoavaliação, que será realizado no dia 2 de dezembro de 2024, das 13h30 às 15h30, na sala 3301 do Prédio 42 do Centro de Ciências Rurais.

Este encontro tem como objetivo promover uma reflexão coletiva sobre os avanços e desafios do programa, além de discutir estratégias de aprimoramento e fortalecimento para os próximos anos. A atividade integra o compromisso contínuo do PPGCS com a excelência acadêmica e a formação de pesquisadores comprometidos com a ciência do solo.

Por que participar?
Sua contribuição é fundamental para identificar pontos fortes, propor melhorias e alinhar as ações do programa às demandas da comunidade acadêmica e do setor produtivo. É uma oportunidade para docentes, discentes e técnicos administrativos colaborarem no planejamento estratégico do PPGCS.

Detalhes do evento:

  • Data: 2 de dezembro de 2024
  • Horário: 13h30 às 15h30
  • Local: Prédio 42, sala 3301, CCR

Sua presença será essencial para construir um programa ainda mais inovador e alinhado aos desafios da pesquisa em ciência do solo. Participe e faça a diferença.

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Em outubro de 2024, o professor Gustavo Brunetto, docente do Departamento de Solos da UFSM e coordenador do Gepaces - Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos, realizou uma visita técnica à Itália, reforçando parcerias acadêmicas e científicas com instituições italianas na área de agricultura. A viagem incluiu reuniões, palestras e visitas técnicas focadas em temas como a dinâmica de carbono em sistemas de cultivo e a fruticultura italiana.

No início da visita, o professor Brunetto reuniu-se com o professor Massimo Tagliavini, da Liberà Università di Bolzano, em Bolzano. Referência europeia no estudo da dinâmica de carbono, o professor Tagliavini discutiu com Brunetto avanços e desafios na gestão do carbono em diferentes sistemas agrícolas, tema central da pesquisa do professor brasileiro.

Além da reunião técnica, Brunetto ministrou uma palestra na Università di Bologna, em Bologna, direcionada a professores e estudantes. A apresentação contou ainda com a presença de uma comitiva de professores da Turquia, ampliando o intercâmbio de ideias entre diferentes realidades agrícolas.

A agenda também incluiu visitas técnicas a propriedades e experimentos agrícolas, acompanhadas pelo professor Moreno Toselli, da Università di Bologna. Durante essas visitas, o professor Brunetto teve a oportunidade de observar práticas italianas atuais na fruticultura, especialmente em cultivos de frutas como pêssegos e maçãs, e trocar conhecimentos sobre manejo sustentável e inovação no setor.

A visita fortalece uma parceria estabelecida desde 2006 entre a UFSM e universidades italianas, com foco em pesquisa e desenvolvimento agrícola. Representando a UFSM, o professor Brunetto reafirma o compromisso com os acordos bilaterais firmados com a Università di Bologna e a Liberà Università di Bolzano, promovendo avanços na agricultura por meio da cooperação internacional.

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O professor Alexandre Swarowsky, do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental e do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da UFSM, líder do Grupo de Pesquisa em Água e Solo, realizou recentemente uma missão de internacionalização na Universidade de Wisconsin, em Madison, EUA. A visita teve como objetivo estreitar colaborações acadêmicas e científicas com pesquisadores de destaque no campo da ciência do solo, fortalecendo as parcerias internacionais da UFSM.

Durante a estadia, o professor teve a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho do aluno Marcelo Brumm, atualmente realizando seu Doutorado Sanduíche na Universidade de Wisconsin através do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE). Um dos principais contatos desenvolvidos foi com o professor Jingyi Huang, do departamento de Solos, cuja pesquisa explora o uso de ferramentas de aprendizado de máquina (machine learning), imagens de satélite e o conteúdo de água no solo para monitoramento e análise. Este trabalho tem grande relevância para o Brasil, onde o grupo de pesquisa liderado pelo professor na UFSM desenvolve estudos similares. A colaboração entre os grupos promete agregar novos métodos e dados ao desenvolvimento de tecnologias e práticas sustentáveis para o manejo de água e solo no Brasil.

Outro contato importante foi estabelecido com a professora Xia Zhu-Barker, também do departamento de Solos, cuja linha de pesquisa investiga a lixiviação de contaminantes no solo, em especial o nitrato, e o desenvolvimento de ferramentas computacionais que auxiliam os produtores a minimizar esse problema ambiental. A pesquisa realizada pelo grupo brasileiro alinha-se com esses temas, sendo a parceria uma oportunidade significativa para aprimorar os métodos e soluções tecnológicas que possam ser aplicadas no contexto brasileiro.

A missão de internacionalização do professor da UFSM representa um passo importante para o fortalecimento da pesquisa e do ensino na área de recursos hídricos e conservação do solo, proporcionando trocas de conhecimento que beneficiam não só a comunidade acadêmica, mas também práticas agrícolas e ambientais sustentáveis no Brasil e nos Estados Unidos.

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Os professores Fabrício Pedron, Ricardo Dalmolin e Jean Bueno, membros do Grupo de Estudos em Pedometria (GEPED) da UFSM, estiveram imersos na XV Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos (RCC), evento de destaque que reuniu especialistas na área de pedologia. A equipe estudou os solos das várzeas ao longo do médio rio Amazonas, percorrendo um trajeto que se estende desde Manaus, AM, até Santarém, PA, entre os dias 18 e 25 de outubro.

Com duração de oito dias, o evento proporcionou uma experiência de campo singular, pois grande parte das atividades ocorreu a bordo de embarcações pelo rio Amazonas. Essa jornada permite uma análise detalhada dos solos de várzea, fundamentais para compreender melhor os processos de formação, classificação e correlação dos solos da região amazônica, que desempenham papel crucial no equilíbrio ambiental e na biodiversidade local.

Cada evento é uma oportunidade única para agrupar especialistas, professores, pesquisadores e estudantes que atuam na área de Pedologia e Ciência do Solo, promovendo maior interação e ampliando a comunicação interpessoal e institucional. Permite, também, o contato direto dos profissionais com ambientes distintos de sua realidade, contribuindo para o aprendizado na avaliação de vulnerabilidades e potencialidades para uso agrícola e ampliação dos conhecimentos sobre gênese, manejo e conservação dos solos.

A participação dos professores do GEPED da UFSM reforça o compromisso da universidade em contribuir para o avanço científico na área de ciências do solo, promovendo trocas de conhecimento e colaborando com outros pesquisadores no estudo dos ecossistemas amazônicos.

Se quiser saber mais sobre as RCC e objetivos deste evento clique aqui.

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Estudantes do CCR alcançaram um destaque importante na VI Competição Sul Brasileira de Solos, realizada entre os dias 12 e 14 de setembro de 2024, na Universidade de Passo Fundo. O time composto por Eduardo Bernardt, Lucas Feldens, Cauan Martins e liderado pelo professor Fabrício Pedron, conquistou o 1º lugar por equipes na competição.

Além disso, a UFSM também brilhou na categoria individual. Os estudantes Eduardo Bernardt e Noeme Santos garantiram, respectivamente, o 1º e 2º lugar. Esse resultado reforça a excelência e o comprometimento da UFSM no campo da Ciência do Solo, contribuindo para o avanço da pesquisa e da prática na área.

O evento é uma oportunidade única para estudantes testarem seus conhecimentos em solos, interagirem com outras instituições e promoverem a troca de experiências na área. A direção do CCR parabeniza os campeões por este feito.

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Nos dias 05 e 06 de agosto, membros do Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (GEPACES) da UFSM estiveram em campo na Serra Gaúcha, especificamente nas cidades de Pinto Bandeira e Bento Gonçalves. O objetivo da visita foi a coleta de plantas inteiras de videira (incluindo parte aérea e raízes) em estágio fenológico de repouso vegetativo em três vinhedos que cultivam as variedades Merlot, Bordô e Isabel.

As amostras coletadas serão utilizadas para avaliar a capacidade das videiras em acumular nutrientes no caule, ramos e raízes durante esse estágio de repouso. Além da coleta das plantas, o grupo também realizou a coleta de amostras de solo nas camadas de 0-20 cm e 20-40 cm próximas às raízes das videiras. Esse procedimento permitirá correlacionar os níveis de nutrientes presentes no solo com os encontrados nas plantas, contribuindo para uma compreensão mais profunda da nutrição das videiras.

Essas atividades fazem parte da dissertação de mestrado de Laura S. Dunker, integrante do GEPACES, e têm como objetivo contribuir para o conhecimento sobre a nutrição das videiras e sua adaptação às condições edafoclimáticas da região.

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Neste mês de julho, os professores Ricardo Dalmolin e Fabrício Pedron, do Departamento de Solos da UFSM, conduziram uma viagem técnica com os alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo. A excursão, que abrangeu as regiões de Santana do Livramento e Pelotas, proporcionou uma experiência prática e enriquecedora para os estudantes.

A iniciativa teve como principal objetivo aprofundar os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula por meio de observações e atividades de campo, focando em:

  • Análise de Solos: estudo das características físicas, químicas e biológicas dos solos das regiões visitadas.
  • Conservação do Solo: discussão sobre práticas de manejo sustentável e técnicas de conservação do solo.
  • Diversidade de Solos: identificação e classificação de diferentes tipos de solos presentes nas áreas visitadas.

 Além da observação das práticas agrícolas locais e suas implicações no manejo do solo, os alunos do PPGCS tiveram a oportunidade de aplicar os conceitos aprendidos em sala de aula no ambiente real, além de fomentar a troca de conhecimentos entre alunos e professores. 

A viagem técnica conduzida pelos professores Ricardo Dalmolin e Fabrício Pedron demonstrou o compromisso do Departamento de Solos da UFSM em proporcionar uma formação de excelência, integrando teoria e prática de maneira eficaz. Os conhecimentos adquiridos e as experiências vivenciadas pelos alunos certamente contribuirão para seu desenvolvimento acadêmico e profissional, fortalecendo a atuação da UFSM na formação de especialistas em ciência do solo.

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Na última sexta-feira, 5 de julho, o Hotel Itaimbé, em Santa Maria, RS, foi palco do Simpósio sobre Recuperação de Solos Impactados pelas Chuvas. O evento reuniu especialistas, pesquisadores, estudantes e profissionais do setor agrícola para discutir os desafios e soluções para a recuperação dos solos afetados pelas recentes enchentes que devastaram o estado do Rio Grande do Sul.

O simpósio contou com uma mesa-redonda com representantes de órgãos governamentais, como a Emater/RS e a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul. Durante a discussão, foram abordadas políticas públicas e incentivos para apoiar os agricultores na recuperação dos solos e na prevenção de possíveis futuros desastres naturais.

O simpósio foi encerrado com uma apresentação dos resultados preliminares de um estudo conduzido pela equipe da UFSM sobre o impacto das chuvas nas propriedades rurais da região de Santa Maria. O estudo destacou a importância da resiliência agrícola e da adaptação às mudanças climáticas para garantir a sustentabilidade da produção agrícola no estado.

[caption id="attachment_10201" align="alignright" width="477"] Comissão organizadora juntamente com o coordenador do evento - Professor Rodrigo Seminoti Jacques[/caption]

Os organizadores do evento, em colaboração com diversas universidades e instituições de pesquisa, expressaram sua satisfação com o sucesso do simpósio e reiteraram seu compromisso em continuar promovendo iniciativas que visem à recuperação e preservação dos solos no Rio Grande do Sul.

Este evento marcou um passo importante na busca por soluções eficazes para os desafios enfrentados pelo setor agrícola em decorrência das mudanças climáticas e ressaltou a importância da cooperação entre academia, governo e setor produtivo para garantir a sustentabilidade e a produtividade da agricultura brasileira.

A realização deste evento foi do Programa de Pós-graduação em Ciência do Solo e do Departamento de Solos, ambos da UFSM, e contou com a presença de mais de 700 participantes.

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O Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (GEPACES/UFSM) está com inscrições abertas para a seleção de novos integrantes de iniciação científica. O foco da seleção é na área de fertilidade do solo, nutrição de plantas e modelagem de solos e plantas.

Para participar da primeira etapa da seleção, os interessados devem seguir os seguintes passos:

  1. Acessar o link disponível aqui e responder ao questionário disponível;
  2. Enviar o currículo e histórico escolar (para estudantes a partir do 2° semestre; calouros não precisam enviar histórico) para o e-mail gepacescontato@gmail.com com a identificação "CURRÍCULO + SEU NOME".

O prazo para as inscrições é até o dia 23 de março. Em caso de dúvidas, os candidatos podem entrar em contato pelo e-mail gepacescontato@gmail.com com o assunto "DÚVIDA INSCRIÇÃO". O avanço nas etapas da seleção será comunicado por e-mail aos candidatos.

O GEPACES é reconhecido por sua atuação e pesquisa de qualidade na área de agronomia e ciências do solo. Para conhecer mais sobre o grupo, os interessados podem acessar o site oficial em www.gepaces.com.br ou o Instagram do Grupo.

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Nas últimas semanas de fevereiro, a professora Zaida Inês Antoniolli, do Departamento de Solos da UFSM, recebeu pesquisadores do Slovenian Forestry Institute, fortalecendo uma parceria de sucesso.
 
Na busca por avanços no conhecimento sobre trufas em plantações de nogueira-pecã, a professora Zaida, do Departamento de Solos da UFSM e atuante nos Programas de Pós-graduação em Ciência do Solo e de Agrobiologia nesta instituição, recebeu os pesquisadores Tine Grebenc  (BSc Biology e PhD Biotechnology) e Nejc Suban  (BSc Biology-ecology) do Slovenian Forestry Institute.
 
Esta colaboração internacional tem sido fundamental desde 2010, quando iniciaram o projeto “Uso de resíduos orgânicos na agricultura e fungos ectomicorrízicos em plantações de nogueira-pecã”, financiado pelo CNPq. Durante a visita dos pesquisadores eslovenos, foram discutidas as pesquisas em andamento e os novos desafios no estudo das trufas em nogueira-pecã. Além disso, houve saídas de campo para avaliar a presença de trufas e outros fungos ectomicorrízicos em pomares de nogueira-pecã, sob a coordenação do professor Diniz Fronza, do Colégio Politécnico da UFSM.
 
A colaboração internacional também se estendeu à realização do “I Seminário de trufas: truficultura e fungos micorrízicos”, na UNIPAMPA, em São Gabriel/RS. Os pesquisadores eslovenos, juntamente com o Dr. Marcelo Sulzbacher e o professor Jair Putzke (UNIPAMPA), organizaram e ministraram palestras neste evento, que contou com a participação de alunos de iniciação científica e pós-graduandos da UFSM. A visita dos pesquisadores do Slovenian Forestry Institute fortalece os laços internacionais da UFSM e promove avanços significativos no estudo das trufas, contribuindo para o desenvolvimento da agrobiologia e da ciência do solo no Brasil e no mundo.
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Neste ano, o Museu de Solos do Rio Grande do Sul (MSRS), projeto vinculado ao Departamento de Solos da UFSM, completa 50 anos de existência. Em alusão ao Dia Internacional do Solo, celebrado na terça-feira (5), foi promovido um evento para homenagear alguns colaboradores do projeto por suas contribuições para o desenvolvimento do espaço.

A festividade aconteceu no próprio MSRS, localizado no subsolo do prédio 42 do 55BET Pro Sede, e reuniu docentes e outros profissionais relacionados à temática. Inaugurada em 1973 e pioneira na América Latina, a iniciativa tem como propósito primordial fomentar as práticas ligadas ao ensino, à pesquisa e à extensão, por meio da divulgação científica com foco nos estudos da Ciência do Solo e de suas conexões socioambientais e econômicas com a sociedade.

Com 114 monolitos de diversas classes de solos do Estado em exposição, além de rochas, minerais, mapas, quadros, maquetes e livros, o Museu é o maior do Brasil neste quesito. Os convidados reverenciados foram o professor do Departamento de Solos e do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS) Ricardo Dalmolin, o professor aposentado Ari Zago e o ex-aluno e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Carlos Alberto Flores. Receberam homenagens póstumas os professores Luiz Mutti e Raimundo Lemos – sendo este último o fundador do MSRS.

foto colorida horizontal de 3 homens sentados, sorrindo, segurando no colo placas de homenagem, e ao fundo amostras de solo em vidros
Homenageados: Ricardo Dalmolin, Ari Zago e Carlos Alberto Flores

O Museu como laboratório para os alunos

Criado através de um projeto de extensão do Departamento de Solos, a inauguração oficial do MSRS aconteceu durante a 14ª edição do Congresso Brasileiro de Ciência do Solo, realizada em Santa Maria. No espaço, os visitantes têm a oportunidade de analisar visualmente as características dos mais diferentes solos encontrados em território gaúcho, além de entender a importância ambiental, social e econômica destes recursos naturais.

Atualmente, a iniciativa conta com o apoio de discentes de graduação e pós-graduação de cursos do Centro de Tecnologia (CT), do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e do Centro de Ciências Rurais (CCR). De acordo com o coordenador, Fabrício Pedron, é importante que os estudantes tenham experiências e conhecimentos que vão além dos encontrados nos livros e em artigos. “Quanto mais atividades práticas o aluno fizer e exercitar aquilo que ele vai precisar para desenvolver habilidades e competências, com o objetivo de ser um bom profissional, melhor e mais tranquilo ele vai ser no futuro. O Museu colabora dessa forma: permitindo que os participantes reconheçam os diferentes solos, que é algo extremamente difícil”, revelou o coordenador, que também é professor do Departamento de Solos.

Pedron ainda destacou a importância do MSRS na popularização do trabalho da UFSM país afora, no que diz respeito às atividades desenvolvidas com a temática ambiental. “É um espaço que, por ser pioneiro e ter uma qualidade bastante alta, é reconhecido. A gente leva o nome da Universidade para a comunidade externa através de trabalhos de extensão para outras instituições, por exemplo”, revelou o docente, para quem a Instituição é referência na área.

Dalmolin, professor homenageado, define a experiência de estar no Museu como “uma viagem pelo Rio Grande do Sul sem sair da sala”, visto que os visitantes têm a oportunidade de conhecer solos de diferentes regiões do território gaúcho sem precisar ir aos locais. “A minha principal contribuição no Museu é com a educação ambiental, por mostrar a importância destes recursos naturais para jovens, adolescentes, estudantes de graduação e de pós-graduação, além das pessoas que nunca viram as peculiaridades de cada tipo de solo”, afirmou o orientador do PPGCS.

foto colorida horizontal com monolitos expostos, na verdade pedaços de solos em formato estreito e alto, envoltos em vidros, em uma sala
Museu conta com 114 monolitos de diversas classes de solos

A visita ao MSRS é gratuita. Entretanto, é necessário agendamento prévio para visitas guiadas – o setor recebe uma média de dois mil alunos por ano, sendo metade do ensino superior e metade dos ensinos médio e fundamental. Basta enviar um e-mail para fapedron@55bet-pro.com com informações pessoais básicas (nome, instituição, telefone, cidade/estado, data, horário para a visita) e número de pessoas. Mais informações podem ser encontradas no site.

Museu e PPPGCS

Entre os 25 programas de pós-graduação que tiveram aumento de conceito na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 2022, o PPGCS foi um dos quatro que receberam a nota máxima, 7. Os estudantes do programa são parte do grupo envolvido no trabalho realizado no Museu.

Dalmolin conta que ter um espaço de educação como o MSRS, em que é priorizado o estudo do solo, é um auxílio muito grande para a boa classificação do programa na qualificação. “As pessoas vêm aqui e visitam a nossa iniciativa, seja por meio de projetos de extensão, projetos de pesquisa, ou por estarem em busca de informações detalhadas a respeito do solo do Estado. Muita gente é beneficiada”, afirmou o professor.

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alicia Flores, estudante de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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O professor Fabrício Pedron, membro do Grupo de Estudos em Pedometria (GEPED) da UFSM e docente do Departamento de Solos, fez parte da organização da I Competição de Solos da Amazônia Ocidental. A organização das provas de identificação de solos, realizada em parceria com os professores Luis Antonio Coutrim dos Santos, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e Milton Campos, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), para a competição que ocorreu na Universidade Estadual do Amazonas em Itacoatiara, AM, entre os dias 27 e 29 de novembro.

A competição ocorreu concomitantemente ao V Simpósio de Solos da Amazônia Ocidental e reuniu especialistas, pesquisadores e estudantes interessados na compreensão e análise dos solos nesta região da Amazônia. O professor Fabrício Pedron levou seus conhecimentos para enriquecer o evento, que contou com atividades práticas, palestras e discussões acadêmicas.

Durante os três dias de competição, os participantes tiveram a oportunidade única de aprimorar suas habilidades, trocar experiências e contribuir para o avanço do conhecimento sobre os solos na Amazônia Ocidental. O evento não apenas promoveu a interação entre os participantes, mas também estimulou o desenvolvimento de abordagens inovadoras e soluções para desafios relacionados ao estudo e uso dos solos na região.

O Prof. Fabrício Pedron expressou sua satisfação em participar da iniciativa e ressaltou a importância de eventos como esse para fomentar a pesquisa e a colaboração científica. A Competição de Solos da Amazônia Ocidental proporcionou uma plataforma única para a troca de conhecimentos e o fortalecimento dos laços entre os pesquisadores dedicados ao estudo do solo.

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Durante os meses de setembro e outubro de 2023, o Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos da UFSM (GEPACES) concentrou seus esforços na Serra Gaúcha, realizando atividades de manutenção de experimentos e coletas para análise.

O principal foco da pesquisa envolve experimentos conduzidos em vinhedos, nos quais diferentes manejos de adubação com fontes orgânicas estão sendo testados. O objetivo é aprimorar as recomendações de adubação para produtores orgânicos, visando otimizar o desempenho das vinhas e a qualidade dos produtos finais.

O projeto, coordenado em colaboração com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) campus Restinga, recebe o apoio essencial da Cooperativa Vinícola Garibaldi. Esta parceria estratégica permite a integração de conhecimentos acadêmicos com a experiência prática do setor vinícola, promovendo um ambiente propício para a inovação e o desenvolvimento sustentável.

Durante a fase de pesquisa, foram realizadas coletas de solo e folha, além da aplicação de fertilizantes específicos para os experimentos em andamento. Uma técnica fundamental empregada foi a medição do índice SPAD, que fornece informações valiosas sobre o estado nutricional das plantas.

O projeto de pesquisa é uma dissertação de mestrado conduzida por Allan Kokkonen, membro do GEPACES. A expectativa é que os resultados obtidos forneçam conhecimentos valiosos para os produtores orgânicos na Serra Gaúcha, permitindo aperfeiçoar as práticas de adubação e, por conseguinte, otimizar a produção de uvas de alta qualidade. Este trabalho exemplar do GEPACES demonstra o comprometimento da academia em solucionar desafios reais enfrentados pelos agricultores, promovendo a inovação e a sustentabilidade na agricultura.

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Será entregue neste mês para viticultores da Campanha Gaúcha a atualização de uma pesquisa que está em andamento há mais de 10 anos na região. A segunda edição do guia Recomendação de Adubação para Vinhedos da Campanha Gaúcha traz novas informações sobre os níveis de nutrientes adequados em solos cultivados com videiras, entre outras especificidades que contribuem para qualificar a viticultura na região.
 
A região da Campanha, na Metade Sul do RS, vem se destacando como uma das áreas mais promissoras no cultivo de uvas para a elaboração de vinhos no Brasil e já possui selo de Indicação de Procedência.
[caption id="" align="alignleft" width="543"]Campanha Gaúcha vem se destacando como uma das áreas mais promissoras no cultivo de uvas para a elaboração de vinhos no Brasil Campanha Gaúcha vem se destacando como uma das áreas mais promissoras no cultivo de uvas para a elaboração de vinhos no Brasil — Foto: Daniela Radavelli[/caption]
 
O guia é elaborado com base em estudos conduzidos por professores, pesquisadores e estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, ligados ao Departamento de Solos e Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo, com apoio da Vinícola Salton. O projeto teve início em 2011, com a primeira versão do material entregue para produtores de uva há cerca de dois anos, e continuará em realização.
 
Segundo os organizadores do estudo, esses experimentos sobre adubação de solo devem estar entre os de maior duração no território brasileiro e na região da Campanha Gaúcha. A atualização da cartilha é considerada fundamental para especialistas porque apresenta também teores de nutrientes indicados em folhas de videiras em relação à produção de uva e variáveis de qualidade do mosto.
 
“São poucas recomendações no mundo que apresentam quais são os teores adequados de nutrientes em folhas, que permitem a obtenção dos valores máximos, por exemplo, de variáveis como acidez e sólidos solúveis no mosto. Também apresentamos doses de nutrientes a serem aplicadas em vinhedos, em versões mais precisas que as constatadas na primeira aproximação de recomendação de adubação”, explica o coordenador do grupo de pesquisas, professor Gustavo Brunetto, que é engenheiro agrônomo e Doutor em Ciência do Solo.
 
“Por fim, são apresentadas as épocas de aplicação de nutrientes em vinhedos”, completa.
 

Manejo

Com acesso aos novos dados, técnicos e viticultores podem definir detalhes sobre o uso de fertilizantes, identificando qual a dose e o momento ideal de aplicação. A prática, conforme o estudo, contribui para uma viticultura mais sustentável, uma vez que agrega na qualidade da fruta e evita o excesso de nutrientes em solos, que podem aumentar o potencial de contaminação de solos e águas.
 
O objetivo é impactar positivamente, também, na qualidade do vinho elaborado na região. “Hoje, podemos dizer que a recomendação de adubação em videiras na Campanha Gaúcha é uma das mais qualificadas do Brasil e de países da América do Sul. É mais avançada que outras recomendações, inclusive de países tradicionais produtores de uva no mundo”, afirma Brunetto.
 
Segundo o professor, esse patamar foi possível devido aos estudos realizados em parceria entre a UFSM e outras universidades, como a Unipampa - 55BET Pro Dom Pedrito, e outras instituições. Assim como com colaboração e apoio do setor privado, como a Vinícola Salton, que é patrocinadora do estudo.
 
Além do suporte financeiro ao projeto, a pesquisa tem os vinhedos da Salton na Campanha Gaúcha - a Azienda Domenico - como cenário. Pesquisadores da UFSM e profissionais da vinícola fazem o monitoramento e o manejo da área experimental.

 

[caption id="" align="alignright" width="656"]Experimentos sobre adubação de solo devem estar entre os de maior duração no território brasileiro — Foto: Daniela Radavelli/Divulgação Experimentos sobre adubação de solo devem estar entre os de maior duração no território brasileiro — Foto: Daniela Radavelli[/caption]

Boas Práticas

Os agricultores parceiros da Salton na Campanha Gaúcha receberão a atualização do guia em um encontro na quinta-feira, dia 26 de outubro. Na oportunidade, será ministrada também uma capacitação referente a boas práticas nas relações de trabalho no campo.
 
Na Serra Gaúcha, cerca de 300 produtores rurais parceiros da vinícola já passaram pela atualização de boas práticas, com destaque a aspectos voltados à contratação de mão de obra sazonal e à gestão rural, entre outros temas.
 
As ações integram o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado pelas vinícolas Salton, Aurora e Garibaldi, com o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS), em março deste ano, após envolvimento em caso de trabalho em condições análogas à escravidão.
 
Com 113 anos, a Salton é a vinícola mais antiga em atividade no Brasil e está entre as maiores produtoras de espumantes do país.
 
Notícia publicado por Globo Rural - São Paulo - 24 de outubro de 2023.
 
 

 

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O APSUL América 2023, um dos principais eventos do setor de Agricultura de Precisão, promete trazer para o centro do palco as discussões sobre inovações em robótica agrícola e o cuidado com a saúde do solo. Com o tema "O Protagonismo da Agricultura de Precisão rumo à Sustentabilidade Agrícola", o congresso, que ocorrerá nos dias 26 e 27 de setembro, no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, será o epicentro das conversas sobre o futuro tecnológico e sustentável da agricultura.

Robótica Agrícola

Um dos destaques do evento será a robótica agrícola, uma área que está revolucionando a forma como a agricultura é realizada. A automação e a utilização de robôs na agricultura têm o potencial de aumentar a eficiência e a precisão em várias tarefas agrícolas, desde o plantio até a colheita. Especialistas do Brasil e do exterior compartilharão suas experiências e perspectivas sobre como a robótica está moldando o futuro da agricultura de precisão.

Saúde do Solo

Outro tópico crucial em discussão será a saúde do solo. A preservação e o cuidado com o solo são fundamentais para a sustentabilidade agrícola a longo prazo. Através de práticas como a agricultura regenerativa, os participantes do evento discutirão como manter a fertilidade do solo, melhorar a retenção de água e reduzir a erosão. A saúde do solo é essencial para a produção de alimentos de alta qualidade e para a proteção do meio ambiente.

Além desses temas em destaque, o APSUL América 2023 abordará uma ampla gama de tópicos relacionados à Agricultura de Precisão, incluindo georreferenciamento, gestão agrícola em tempos de economia volátil, aplicação de drones na agricultura e muito mais. O evento reunirá especialistas e entusiastas do setor, oferecendo uma oportunidade única para a troca de conhecimento e experiências.

A organização do evento, composta pelo Sindicato Rural, Sistema Farsul, Prefeitura de Não-Me-Toque, Cotrijal e UFSM, promete um ambiente propício para a conexão entre participantes e a disseminação de informações atualizadas sobre as tendências da agricultura de precisão.

O APSUL América 2023 representa um marco importante para o setor agrícola, destacando o compromisso com a sustentabilidade, a inovação e a aplicação responsável da tecnologia na agricultura moderna. Para mais informações sobre o evento, acesse o site oficial em www.apsulamerica.com.br.

Texto: Fernando Teixeira - AGROLINK

 
 
 
 
 
 
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/08/25/professor-fabricio-pedron-ministra-curso-de-coleta-e-preparacao-de-monolitos-de-solos-para-tecnicos-da-funceme Fri, 25 Aug 2023 14:24:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=8812

O professor Fabrício de Araújo Pedron, docente do Departamento de Solos da UFSM, está conduzindo um curso especializado em coleta e preparação de monolitos de solos destinado aos técnicos da Funceme – Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos. O evento, que teve início no dia 22 de agosto e se estenderá até o hoje (25), tem como objetivo capacitar os participantes na criação e manutenção de um acervo de referência de solos do Ceará para a fundação.

O curso, com quatro dias de duração, está sendo realizado de forma híbrida, com a parte teórica ocorrendo em Fortaleza e a parte prática sendo desenvolvida na região de Quixeramobim, no interior do Ceará. Durante a capacitação, os técnicos da Funceme aprenderão as técnicas avançadas de coleta e preparação de monolitos de solos, fundamentais para a criação do Museu de Solos do Ceará.

O professor Fabrício tem experiência nas atividades de extensão do Museu de Solos do Rio Grande do Sul, ligado ao Centro de Ciências Rurais da UFSM. A instituição, que abriga o primeiro museu de solos da América Latina, é pioneira na difusão das técnicas de preservação e exposição de monolitos de solos. Essas técnicas foram adotadas em diversos outros museus de solos no Brasil, incluindo o Museu de Solos de Santa Catarina (UDESC), Museu de Solos de Roraima (UFRR), Museu de Solos do Brasil (UFRRJ), Museu de Solos da Amazônia (UEA), Museu de Solos da UFPel, Coleção de Solos da Bahia (UESC) e Coleção de Solos de Minas Gerais (UFLA).

Os monolitos de solos, que consistem em blocos intactos de solo com suas camadas e características preservadas, são peças-chave nesses museus, desempenhando um papel educativo significativo. Além de serem ferramentas essenciais na formação de profissionais em áreas como Agronomia, Engenharia Florestal, Zootecnia, Geografia, Engenharia Ambiental e Engenharia Civil, esses monolitos também desempenham um papel importante na educação ambiental nas escolas locais e na região.

O Museu de Solos do Rio Grande do Sul ostenta o maior acervo de monolitos de solos do Brasil, atualmente exibindo 114 monolitos de solos do estado em sua exposição permanente. Para saber mais sobre o Museu de Solos do RS e explorar seu acervo, visite o site oficial clicando aqui.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/07/03/pesquisa-da-ufsm-e-embrapa-mostra-que-o-trigo-absorve-mais-co2-do-que-emite Mon, 03 Jul 2023 13:17:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62826 [caption id="attachment_62827" align="alignright" width="661"]foto colorida horizontal mostra uma extensão de terra que é para ser uma lavoura, com palha na terra, ao fundo uma área de mata, coxilhas, em um dia nublado, e em destaque um equipamento que parece uma placa solar em um tripé com uma antena em cima Torre de fluxo captou os dados em uma lavoura em Carazinho[/caption]

Uma pesquisa realizada pela UFSM e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontou que o trigo tem condições de absorver mais carbono do que emite, contanto que bem manejado, com a redução ao máximo dos períodos de entressafra (pousio), em que o solo fica sem outros cultivos. Com o objetivo de avaliar as diferenças entre emissão e retenção de carbono no sistema de produção trigo-soja, quantificando os fluxos de CO2 em uma lavoura comercial de grãos, o estudo apontou que, durante o ciclo produtivo, o trigo atua como “descarbonizante”, ajudando a reduzir os gases de efeito estufa da atmosfera.

Os resultados deram origem ao artigo "CO2 flux in a wheat/soybean succession in subtropical Brazil: a carbon sink", de autoria do então doutorando em Física da UFSM Gustavo Pujol Veeck e de outros pesquisadores, entre os quais o doutorando de Meteorologia da UFSM Tiago Bremm, a professora Lidiane Buligon, do Departamento de Matemática, o professor Rodrigo Josemar Seminoti Jacques, do Departamento de Solos, e a professora Débora Regina Roberti, do Departamento de Física, orientadora de Gustavo.

Débora explica que a UFSM já executou estudos semelhantes, mas este foi o primeiro em uma lavoura comercial, de dimensões maiores, e não em áreas experimentais. À Universidade coube o processamento dos dados coletados por pesquisadores da Embrapa Trigo em uma lavoura em Carazinho por meio de uma torre de fluxo. De acordo com a professora, a torre de fluxo, que abrange uma área de 30 a 40 hectares, permite uma resposta rápida sobre os fluxos de gases no sistema, gerando uma sólida base de dados em apenas um ano, enquanto outras técnicas de campo demandam até mais de cinco anos para uma resposta segura em relação ao balanço de carbono no ambiente.

Trigo "descarbonizante"

O balanço de carbono foi registrado em cada etapa do sistema de produção, abrangendo o cultivo do trigo, o pousio de primavera (entre a colheita do trigo e a semeadura da soja), o cultivo da soja e o pousio de outono (após a colheita da soja até a entrada da cultura de inverno). Para avaliar o balanço de CO2, a pesquisa considerou a retenção no sistema de produção e a emissão para a atmosfera, descontado o carbono que foi exportado nos grãos colhidos.

O balanço de carbono em cada etapa da produção de grãos, após descontada a quantidade extraída pelos grãos na colheita, mostrou que o trigo incorporou no sistema 75g de CO2 por metro quadrado (m2); a soja, apenas 3g CO2/m2; e os dois períodos de pousio emitiram 572g CO2/m2.

Assim, o trigo apresentou o que os pesquisadores chamam de “balanço negativo” de carbono, já que a cultura sequestra mais carbono do que emite para a atmosfera. A absorção da cultura do trigo durante o ciclo neutralizou as emissões dos períodos de pousio e garantiu a oferta líquida de 185g CO2/m2, ou seja, 1.850kg CO2 por hectare, comprovando a possibilidade de o trigo atuar como cultura “descarbonizante” na produção de grãos do sul do Brasil, região responsável por mais de 90% do trigo e por 30% da soja produzidos no país.

Os resultados da pesquisa apontam ainda os impactos negativos do pousio no sistema de produção de grãos em relação à emissão de CO2. Em apenas 30 dias, foi capaz de emitir 27% de todo o carbono que o trigo e a soja acumularam em 11 meses de cultivo. Dessa forma, o cultivo de inverno ajuda a equilibrar o sistema, já que a soja absorve praticamente o mesmo valor de CO2 que emite, enquanto o trigo retira CO2 da atmosfera. Alternativas para reduzir ou eliminar o pousio entre as culturas no outono, tornando o balanço de carbono ainda mais negativo, seriam plantas de cobertura, para produção de grãos e de forragens.

 

O trabalho no Laboratório de Gases de Efeito Estufa

Os dados coletados por pesquisadores da Embrapa na torre de fluxo em Carazinho foram analisados no Departamento de Física da UFSM pelo
Laboratório de Micrometeorologia, que recentemente se desmembrou também no Laboratório de Gases de Efeito Estufa. Este laboratório é especialista em estimativa de fluxo de gases do efeito estufa entre uma superfície e a atmosfera obtidos por torres de fluxo através da metodologia “Eddy Covariance” (ou covariância dos vórtices).

Este método estima os fluxos de gases entre uma superfície do solo e a atmosfera, através de uma covariância estatística entre as flutuações temporais da velocidade vertical do vento com as flutuações temporais da concentração de gases. A turbulência é o processo físico responsável por estes fluxos na atmosfera, estudado principalmente na área de micrometeorologia. Como os dados a campo podem ser afetados por intempéries e outros fatores, inúmeras técnicas estatísticas para fechamento de falha e processamento final dos fluxos são necessárias, inclusive redes neurais e inteligência artificial.

Esta metodologia é considerada o estado da arte na estimativa dos balanços de carbono em ecossistemas, pois é capaz de fornecer resultados precisos a cada 30 minutos e medidas contínuas a longo prazo, podendo, assim, determinar fatores de emissão em diferentes etapas na produção, apontando períodos que demandam aperfeiçoamento. 

O resultado, segundo Débora, foi traduzido para uma linguagem simples, acessível ao produtor e à assistência técnica, para que os conhecimentos possam ser adotados na lavoura, visando a um manejo mais eficiente das áreas agrícolas na retenção de carbono em prol de um sistema de produção de grãos mais sustentável.

Para a professora, o estudo mostra que o Rio Grande do Sul tem potencial enorme de absorção de carbono, ficando claro que a rotação de culturas e a cobertura permanente do solo trazem mais benefícios do que impactos ao meio ambiente. "É importante não só a título de pesquisa, mas de política pública, de como encaminhar a agricultura gaúcha, e mostra como a agricultura pode ser sustentável se bem manejada", destaca.

Este tipo de dado obtido pela pesquisa da UFSM e Embrapa também será fundamental quando o mercado de carbono estiver regulamentado, porque vai indicar se um determinado sistema de produção agropecuário é emissor ou absorvedor de carbono.

Texto: Ricardo Bonfanti, jornalista, com informações da Assessoria de Imprensa da Embrapa
Arte: Assessoria de Imprensa da Embrapa
Foto: Divulgação

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