UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 17 Mar 2026 22:37:20 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/filosofia-e-educacao-sustentabilidade-violencia-escolar-e-formacao-para-a-cidadania Mon, 03 Nov 2025 12:51:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=597 Filosofia e educação: sustentabilidade, violência escolar e formação para a cidadania
Amarildo Luiz Trevisan, Elisete Medianeira Tomazetti, Noeli Dutra Rossatto (organizadores)
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/10/07/busca-por-novas-perspectivas-para-o-carvao-vegetal Tue, 07 Oct 2025 12:01:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=12261

Um dos maiores municípios do Rio Grande do Sul em termos de território, com mais de 3 mil quilômetros quadrados, Encruzilhada do Sul aposta no carvão vegetal como nova forma de aproveitamento do seu potencial madeireiro. São mais de 75 mil hectares de área plantada de florestas, ocupando o primeiro lugar no ranking do Estado. O investimento iniciou há 20 anos, com plantações de pinus, e hoje há também eucalipto e acácia negra. As variedades têm sido matéria-prima para os cerca de 15 carvoeiros.
 
O produto é feito por agricultores familiares, em pequenas e médias propriedades, e vendido para empresas que empacotam e vendem ao mercado estadual. No município, já foram contabilizados cerca de 200 fornos, mas por conta de entraves, dificuldades e queda de mercado, hoje são cerca de 70. A quantidade varia de um produtor para outro – alguns possuem dois ou três e outros, 15 ou 20.
 
Atualmente, com o crescimento da demanda, principalmente pelo mercado internacional – como a Europa –, o setor quer se reorganizar, lançando mão de novas tecnologias e da regularização ambiental. Além disso, com o apoio do poder público municipal, a expectativa é de que programas de incentivo e de fomento auxiliem no processo.
 
A partir do auxílio da Prefeitura, por meio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Agricultura e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do curso de Engenharia Florestal, o projeto está estruturado em quatro frentes:
• Organização de uma associação de produtores;
• Criação de legislação municipal com protocolo de licenciamento ambiental;
• Transferência de tecnologia, com reengenharia dos fornos existentes para torná-los mais competitivos e eficientes;
• Criação de marca de identidade regional.
 
O potencial de produção no município e a necessidade de habilitação do carvão para exportação têm recebido atenção do professor Jorge Farias, do Departamento de Ciências Florestais da UFSM, que está realizando pesquisas e assessoramento aos envolvidos no projeto.
 
Segundo o professor Farias, a produção de carvão vegetal no Sul do Brasil é altamente compatível com o tamanho das propriedades familiares, contribuindo para aspectos sociais, econômicos e ambientais. “Ele é totalmente sustentável, utiliza apenas árvores de plantios comerciais. E com o passar do tempo, a partir de novas tecnologias, será o fixador de carbono no solo, estratégia importante para retirar da atmosfera e mitigar o aquecimento global e as mudanças climáticas”, explica.
 
O coordenador da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Lucas Selbach, enfatiza que o objetivo é organizar a cadeia, com Poder Público, carvoeiros e empresas de madeira. O tripé para estruturar o setor envolve conhecimento, tecnologia e investimento, explica ele. “Com escalas de produção bem consideráveis, o Município se debruça na habilitação do produto para exportação e na busca de formas de fomentar a estrutura dos carvoeiros.”
 
O acesso a novas tecnologias para a carbonização da madeira – como adaptações ao sistema forno-fornalha – é uma das metas desta parceria entre a UFSM, Município e produtores rurais. Essa tecnologia queima os gases nocivos gerados no processo, o que reduz em cerca de 95% a poluição e ainda apresenta ganhos em qualidade e rendimento do carvão.
 
Clóvis Halinski Cardoso, que trabalha com o auxílio de três pessoas na localidade de Caneleira, comenta que a infraestrutura afeta a produção e a qualidade do carvão e, por isso, essa mudança de tecnologia dos fornos agregaria muito no processo. “Hoje dependemos muito do clima. Em tempos de seca e de calor, a lenha carboniza mais fácil, o que exige menos fogo e gera menos fumaça. E isso tudo influencia também na qualidade do carvão.”
 
Dion Porto Ferraz, da localidade de Alto da Aviação, dedica-se à atividade há cerca de 16 anos. Na sua propriedade são 22 fornos, que mensalmente produzem de 30 a 50 mil quilos. Cada queima, por forno, dura em média 50 horas. Ele ainda destaca que seu objetivo é obter o selo verde (produto ecológico) para o pacote próprio. “Com utilização de 100% de madeira certificada, mais a regularização legal, vai ser possível alcançar esta meta”, acredita. “Claro, com a chegada desse apoio da Prefeitura e da UFSM as possibilidades de adequação das legislações, começamos a ver uma luz no fim do túnel.”
 

Outras opções para o mercado

Com a cadeia organizada, a categoria já visualiza alternativas além da produção do carvão. Derivado do processo de queima da madeira, o extrato pirolenhoso é utilizado na agricultura como fertilizante e adubo e na indústria alimentar como aditivo para gerar o sabor defumado. Outros usos estão no tratamento de água, na indústria química e na produção de cosméticos.
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SolarButterfly em frente ao CT

Santa Maria recebeu, nesta sexta-feira (19/09), o SolarButterfly, o maior veículo movido a energia solar do mundo. A tripulação do veículo, que partiu da Suíça, está na reta final de uma jornada de quatro anos ao redor do planeta, tendo percorrido até então mais de 86 mil quilômetros em 43 países. O grupo foi recebido na UFSM por professores e estudantes do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE) do Centro de Tecnologia (CT).

Depois da chuva do começo da manhã, o sol voltou junto da chegada do veículo - fundamental para recarregar as baterias do SolarButterfly, que conta com 80m² de painéis solares. O veículo ficou estacionado em frente ao prédio principal do CT e esteve aberto para visitação da imprensa e dos estudantes. À tarde, a equipe fez uma apresentação, no auditório Pércio Reis, onde os suíços Simon Hofmann e Reto Baumann compartilharam as experiências da expedição e responderam perguntas.

O SolarButterfly

Com formato inovador, o SolarButterfly é uma tiny house autônoma em forma de borboleta, com 9 metros de comprimento. O projeto é rebocado por um carro elétrico e é abastecido por asas solares retráteis, que geram energia suficiente para percorrer até 200 km por dia sem qualquer emissão de poluentes. Idealizado pelo pioneiro solar Louis Palmer e desenvolvido pela Universidade de Lucerna (HSLU), na Suíça, é o primeiro veículo do mundo construído em grande parte com garrafas PET recicladas retiradas do oceano.

Em seu interior, a casa sobre rodas conta com uma cozinha completa, quatro camas, chuveiro e espaços de trabalho e oficina. A missão central do projeto, uma iniciativa de uma ONG (http://solarbutterfly.org/), é promover a sustentabilidade e apresentar ao público soluções economicamente viáveis para os problemas causados pelas mudanças climáticas. Envolvendo uma equipe de mais de 100 pessoas, o projeto do SolarButterfly já reuniu centenas de inovações de fácil aplicação e vem visitando escolas em vários continentes para sensibilizar os jovens acerca das tecnologias sustentáveis.

Simon Hofmann, um dos tripulantes do SolarButterfly, aponta que "a ideia nasceu durante a pandemia, com a visão de demonstrar que já é possível viajar e viver completa e suficientemente sem o uso de energia vinda de combustíveis fósseis". Ele explica a origem do nome, uma metáfora sobre a transformação que deve inspirar o modo de vida dos humanos:

"Como uma borboleta, que se transforma ao longo de sua jornada, coletamos também outras soluções que encontramos em todo o mundo, que já existem e que funcionam para frear o aquecimento global e para dar à próxima geração um planeta para viver em uma situação confortável. E isso é incrível! Por exemplo, encontramos um engenheiro na Alemanha que construiu pequenas turbinas em forma de peixe que, inseridas nos riachos, geram energia para vilarejos inteiros. Na Finlândia, descobrimos um inventor que está aquecendo areia em silos durante o verão e no inverno ele usa o calor para gerar aquecimento e energia para sua casa".

Após passar pela África e desembarcar recentemente no Uruguai, o SolarButterfly segue viagem pelo Brasil até Belém (PA), para a COP 30, em novembro, com destino final na Colômbia. Simon destaca: "Estamos indo a Belém para participar da próxima Conferência do Clima, onde políticos de todo o mundo estão se juntando. Gostaríamos de apresentar para eles o projeto SolarButterfly e todas as soluções que já coletamos, para lhes dizer que agora é hora de parar de falar e começar a agir, as soluções estão aqui". Até o fim da viagem, a equipe pretende totalizar os 100 mil quilômetros rodados, levando a mensagem da sustentabilidade.

CT-UFSM: protagonismo em mobilidade sustentável

O Centro de Tecnologia da UFSM foi escolhido como ponto de parada estratégico devido ao seu protagonismo nas pesquisas sobre mobilidade alternativa à combustão. Além do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, anfitrião da visita e um dos melhores cursos da área no país, há outras iniciativas de destaque na área. Dentre elas: o Instituto de Energia e Mobilidade (IEM, antigo INRI), que desenvolve projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em parceria com o setor industrial e elétrico; as pesquisas do Grupo de Pesquisas em Motores, Combustíveis e Emissões (GPMOT); e o novo grupo de competição, Bombaja H2, que está desenvolvendo um protótipo movido a hidrogênio. A acolhida à equipe envolveu também membros do Ramo Estudantil do IEEE UFSM.

Simon disse que a decisão de vir a Santa Maria se deu por sugestão de Louis Palmer, que é quem organiza o roteiro da viagem. "É uma universidade enorme, serve bem para nosso projeto e eu espero que nosso projeto também sirva para sua Universidade; estou orgulhoso de estar aqui", afirmou Simon.

SolarButterfly com as "asas" fechadas

Por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.
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O recém-formado Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM) da UFSM realizará sua aula inaugural no dia 25 de abril, às 9h30, no auditório do prédio do INPE. O PPGECAM é fruto da fusão entre os Programas de Pós-Graduação, em Engenharia Civil – PPGEC e em Engenharia Ambiental – PPGEAmb. O palestrante para esta data especial será o Prof. Dr. Marx Chhay, pesquisador da Université Savoie Mont Blanc (França), que ministrará a palestra "Engineering Issues Related to the Environmental and Energy Transition" ("Desafios da Engenharia na Transição Ambiental e Energética", em tradução livre).

Com doutorado em Mecânica pela La Rochelle Université e pós-doutorados na Paris-Sud (2009) e Universidade de Nantes (2010), Chhay atua desde 2011 no laboratório LOCIE, dedicado à otimização de projetos de engenharia ambiental. Sua aula abordará temas globais ligados à sustentabilidade e inovação tecnológica.

Programação e inscrições
O evento terá abertura às 9h30, seguida da palestra principal às 10h. As inscrições são gratuitas, mas devem ser feitas antecipadamente pelo formulário online para garantir espaço adequado. Acesse aqui o formulário: http://forms.gle/5VwJbMT61MukqSvN6

Palestra para graduação
No mesmo dia, às 13h30, o professor Chhay fará uma apresentação voltada a estudantes de Engenharia do Centro de Tecnologia (CT), com o tema "Oportunidades para Estudar na França na Graduação". O debate incluirá informações sobre intercâmbios, duplo diploma e programas de mobilidade acadêmica no país europeu. Trata-se de excelente oportunidade para os estudantes interessados em participarem dos futuros editais do BRAFITEC.

Card de divulgação do evento, com foto do professor, do auditório do INPE e serviço do evento.

Serviço
O que: Aula Inaugural do PPGECAM
Quando: 25 de abril de 2025, às 9h30
Onde: Auditório do INPE – UFSM
Inscrições: Formulário online
Evento aberto à comunidade acadêmica e interessados no tema.


Com informações de Luciane Iop, PPGECAM - Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental da UFSM; edição por Subdivisão de Comunicação do CT-UFSM.

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Na última sexta-feira (14), o professor Gustavo Brunetto, do Departamento de Solos da UFSM, participou do evento RS Resiliência & Sustentabilidade - Seminário Científico, realizado no Salão de Atos da UFRGS, em Porto Alegre.

O professor Gustavo Brunetto foi expressivamente aplaudido pelo público presente ao apresentar sua contribuição ao projeto, trazendo não apenas o conhecimento técnico construído ao longo dos anos, mas também experiências práticas atuais que reforçam a importância da ciência aplicada na reconstrução e sustentabilidade do estado. Sua participação destacou a relevância do trabalho desenvolvido pela UFSM, consolidando a instituição como um polo de referência em estudos sobre solos e sobre sustentabilidade.

O evento é fruto do projeto RS: Resiliência & Sustentabilidade, promovido por meio de um acordo de cooperação entre a Secretaria Extraordinária de Reconstrução do RS, do Governo Federal, e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, com apoio da Open Society Foundations. O projeto resultou na publicação de artigos desenvolvidos por pesquisadores de universidades federais do Rio Grande do Sul, sendo os conteúdos de relevância perante a crise climática.

A participação do professor Gustavo Brunetto reforça a relevância da UFSM no cenário acadêmico e científico do estado, contribuindo para soluções sustentáveis e resiliência ambiental em um momento crucial para o Rio Grande do Sul.

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O sétimo Fórum de Direitos Humanos teve como tema principal a discussão acerca da crise climática. Para contribuir com o debate, estiveram presentes na Mesa Redonda o jornalista, professor e especialista em segurança pública Marcos Rolim, e a advogada e professora de Direito Janaína Soares Schorr.

Percepções e análises dos convidados

Durante suas falas, ambos os profissionais destacaram a importância de discutir o impacto das ações humanas no futuro do meio ambiente. “As mudanças climáticas são um tema central no mundo inteiro e vão sempre atingir de forma mais rápida e violenta as pessoas mais fragilizadas socialmente. Então, é preciso repensar a luta pelos direitos humanos diante das emergências climáticas e pensar nas populações mais fragilizadas como sendo aquelas que devem merecer os cuidados emergenciais”, comentou o ativista Marcos Rolim, que propôs a reflexão sobre “Políticas públicas com base em evidências: Caminhos para a superação do negacionismo”.

A professora Janaína trouxe uma perspectiva sobre “Agenda 2030: um olhar necessário sobre o planeta e os direitos humanos”. Durante sua apresentação, ela possibilitou uma análise sobre como as pessoas devem agir em relação ao meio ambiente para que seja possível alcançar um planeta sustentável para as próximas gerações.

O coordenador de Desenvolvimento Regional e Cidadania, Victor de Carli Lopes, foi um dos responsáveis pela organização do evento, que já está em sua sétima edição. Ele destacou que esta é uma oportunidade para discutir assuntos relacionados aos direitos dos cidadãos junto a personalidades importantes, outras universidades e instituições, além de proporcionar interação com a comunidade.


Texto: Myreya Antunes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração– PRE

Revisão: Valéria Luzardo, Subdivisão de Divulgação e Editoração – PRE.

Imagens: Myreya Antunes

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No dia 14 de novembro, às 9h, a UFSM realizará uma plenária voltada à construção de sua política ambiental. O evento acontecerá no Auditório Wilson Aita, localizado no Centro de Tecnologia, e tem como objetivo envolver a comunidade acadêmica em um processo participativo e colaborativo para a definição de diretrizes ambientais que orientarão as ações da instituição.

A plenária é uma oportunidade para estudantes, professores, técnicos e demais interessados contribuírem com sugestões e opiniões sobre os rumos da sustentabilidade e da gestão ambiental dentro da UFSM. A criação de uma política ambiental é fundamental para estruturar ações que promovam o uso consciente dos recursos naturais, a redução de impactos ambientais e a promoção de práticas ecologicamente responsáveis no campus.

Todos os membros da comunidade acadêmica estão convidados a participar e contribuir para o desenvolvimento de uma política que reflita os valores e compromissos da UFSM com a sustentabilidade e o meio ambiente.

O evento é promovido pela Associação de Pós-Graduandos da UFSM, ASSUFSM, ATENS, Comitê Ambiental da CEU, DCE, Programa de Educação Ambiental e SEDUFSM.

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Na tarde do dia 16 de outubro, ocorreu no Auditório do Colégio Politécnico da UFSM a 2ª Tarde de Campo da Coleção Forrageira, um evento que reuniu técnicos da Emater (Regional de Santa Maria) e produtores rurais da região. Coordenado pela professora Juliana Medianeira Machado e pelo professor Arthur Bettencourt, do Departamento de Zootecnia do Centro de Ciências Rurais, pelo professor Rafael Venturini, do Colégio Politécnico, e pela professora Paula Montagner, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia do Centro de Ciências da Saúde, o evento teve como objetivo apresentar resultados de pesquisas relacionadas à produção de forragens na região Sul do país.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer os avanços obtidos ao longo do ano em projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão vinculados à Coleção Forrageira, com destaque para as apresentações conduzidas por alunos dos cursos de Agronomia e Zootecnia da UFSM, que atuam diretamente nas pesquisas.

Além das demonstrações práticas, um dos momentos de maior relevância foi o lançamento de um folder intitulado “Planejamento de Pastagens”, contendo recomendações baseadas nos resultados dos projetos para diversas espécies forrageiras usadas na região. O material foi desenvolvido com o intuito de auxiliar técnicos e produtores no manejo sustentável e eficiente das pastagens, contribuindo para o aumento da produtividade e da sustentabilidade na pecuária local.

O evento reforçou a importância da integração entre academia, assistência técnica e produtores, visando o desenvolvimento de soluções práticas e científicas que beneficiem o setor agropecuário regional.

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Entre os dias 16 e 18 de outubro, o professor Alencar Zanon e o mestrando em Agronomia Marcos Dalla Nora, da UFSM, juntamente com o pesquisador Leandro do Prado Ribeiro, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), realizaram visitas a diversas lavouras de trigo no estado de Santa Catarina. As propriedades visitadas integram o projeto “Potencial e lacunas de produtividade do sistema de produção com trigo em Santa Catarina”, cujo objetivo é identificar o potencial de produtividade e os fatores que limitam o rendimento nas diversas regiões do estado.

Durante as visitas, os pesquisadores puderam coletar informações práticas e observar de perto as técnicas de manejo empregadas pelos produtores. Isso permitiu uma análise detalhada dos fatores que influenciam a produtividade, como clima, solo e práticas de cultivo. As observações em campo são essenciais para validar o modelo Ceres-Wheat, que está sendo testado em experimentos com as principais cultivares de trigo semeadas em Santa Catarina, sob a coordenação dos pesquisadores da EPAGRI, Wordel e Leandro do Prado Ribeiro.

O projeto também tem como meta quantificar perdas de produtividade causadas por erros de manejo e identificar os principais problemas que reduzem o rendimento das lavouras de trigo. Com a conclusão da pesquisa, espera-se reunir dados de mais de 2400 lavouras em Santa Catarina, resultado do acompanhamento dos extensionistas da EPAGRI e das cooperativas COPÉRDIA, COPERALFA e COPERCAMPOS.

Essa abordagem visa aumentar a produtividade e a lucratividade dos produtores de trigo, promovendo práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, com o mínimo impacto ambiental.

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Impressão 3D. Conectores USB. Placas de memória. Criatividade. Esses foram os ingredientes utilizados pela equipe liderada pelos professores Moacir Eckhardt e Gilmar Fernando Vogel para a produção de um pen drive para uso na UFSM. O projeto utiliza placas de memória doadas, conectores USB em desuso e corpos de apoio impressos em 3D, com impressoras e materiais do CTISM (Colégio Técnico Industrial de Santa Maria), criando um produto sustentável que já faz parte da rotina de equipes de setores da universidade.

Segundo Victor de Carli Lopes, da Coordenadoria da Cidadania da PRE (Pró-reitoria de Extensão), as placas de armazenamento fazem parte de uma doação da Receita Federal. Elas chegaram à UFSM isoladas, mas com o potencial de auxiliar em demandas que envolvem o compartilhamento e a mobilidade de arquivos. O problema era justamente a ausência de uma estrutura adequada e firme, o que impedia as placas de terem contato com o computador e, portanto, de serem utilizadas.

Neste momento, entrou em ação a equipe do CTISM. Além dos professores do curso de Fabricação Mecânica, participaram da empreitada o técnico administrativo Carlos Benetti e os bolsistas de graduação Guilherme Benites Rodrigues, Matheus Steindorff Xavier e Samuel Davi Bley. Juntos, eles passaram a buscar possíveis soluções, esboçando ideias de estruturas e chegando, ao final, à ideia de um pen drive.

[caption id="attachment_10594" align="alignright" width="400"] Conectores USB reutilizados são destaque sustentável do projeto.[/caption]

Ao longo da ideação e discussão dos protótipos possíveis, a equipe teve a ideia de reutilizar a estrutura de metal de conectores de USB. Com isso em mente, deslocaram-se até o Almoxarifado Central da UFSM e recolheram esses materiais de periféricos (mouses, teclados e afins) que estavam a caminho do descarte. Para acabamento, a equipe utilizou um material termocontrátil, que encolhe ao entrar em contato com calor. A partir daí, foi fácil dar continuidade ao projeto, que foi concluído em menos de um mês.

Ao todo, 55 pen drives foram fabricados. Antes de enviá-los para os usuários finais, a equipe ainda testou um por um, identificando uma perda mínima de dois dispositivos. Concluídos, eles foram distribuídos para a PRE e entre os professores do CTISM, onde têm sido especialmente úteis para estudantes que não possuem condições financeiras para adquirir um pen drive novo. Além disso, o professor Eckhardt afirma que existe interesse e disponibilidade de produção de novas unidades, caso haja demanda – “O conhecimento de como fazer, nós já temos”, afirma. 


Texto: Pedro Souza, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

Revisão: Valéria Luzardo, da Subdivisão de Divulgação e Eventos da PRE

Imagens: Professor Moacir Eckhardt, do curso de Fabricação Mecânica do CTISM

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[caption id="attachment_10399" align="alignleft" width="470"] Da esquerda para direita: pró-reitora da UFSM Cristina Nogueira, diretor do CCR Alessandro Dal'Col Lúcio, professor Mauro Schumacher, professor Eduardo Flores, vice-diretora do CCR Fernanda Flores Vogel e professor Gustavo Brunetto.[/caption]

O diretor-presidente do Jornal do Comércio, Giovanni Jarros Tumelero, disse que o prêmio e o Jornal do Comércio estão em sintonia com a marca da Expointer deste ano, de superação, resiliência e retomada. “Estamos divulgando ações positivas da iniciativa privada e do poder público voltadas à reconstrução do Estado”, disse. Tumelero acrescentou que os avanços no campo devem sempre estar aliados ao respeito ao meio ambiente. Tanto que boa parte dos premiados são trabalhos de preservação ambiental que focam nos recursos hídricos e na conservação do solo. Além disso, citou a importância da pesquisa para o trabalho no campo. “Esses trabalhos auxiliam em um fator decisivo para o agronegócio: o aumento da produtividade”, elogiou. Para Tumelero, o desenvolvimento da pesquisa foi responsável pela transformação do Brasil no segmento, tornando-o um dos mais competitivos do mundo. “Por isso é que nós do Jornal do Comércio realizamos todos os anos aqui na Expointer este evento, que marca a nossa homenagem aos homens e mulheres, pesquisadores e técnicos, que trabalham para a manutenção e o crescimento das cadeias produtivas”, disse.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse que no próximo ano o Estado terá o maior orçamento em pesquisa já destinado até hoje. “Para que o conhecimento vire resultado a ser aproveitado pela sociedade e seja fixado no Estado”, disse Leite. Ele destacou a força e capacidade do povo gaúcho de ser forte, do seu apreço pelo trabalho e pela ética. “Fizeram essa terra com suor, esforço e também pela capacidade técnica, por saber mais que é a função relevante da ciência. É uma terra que respeita a ciência e acredita no desenvolvimento científico para que possamos extrair dessa terra o que o mundo demanda de alimentos”. O governador falou sobre o nome do prêmio Futuro da Terra, destacando que “vivemos é de futuro, como diz o prêmio, construído no presente e com a participação dos jovens”.

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, disse que será preciso criar prêmio passado, presente e futuro da Expointer. “Quando resolvemos fazer a feira, que parecia impossível, vimos o parque numa revolução de pessoas, máquinas, eu passei a admirar ainda mais o povo gaúcho que genuinamente tem coragem. Essa é a Expointer da coragem”. Para ele, o povo gaúcho tem a qualidade de fazer ciência e colaborar para o crescimento e desenvolvimento do Estado. “Construímos essa Expointer em cima de talentos, de gente que é capaz de mudar e de fazer”.

Também estiveram presentes na cerimônia de entrega do prêmio, o secretário estadual da Agricultura, Clair Kuhn, a secretária de Inovação, Simone Stülp, a secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Adolfo Brito (PP), o deputado estadual, Frederico Antunes (PP), o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, o prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal e o diretor regional do Bradesco, Cesar Silvani.

Criado em 1997, o Prêmio O Futuro da Terra chegou, neste ano, a 28ª edição.

1. Categoria Prêmio Especial - Inovação e Tecnologia: Eduardo Furtado Flores (CCR/UFSM)
2. Categoria Cadeia de Produção e Alternativas Agrícolas: David Barcellos (UFRGS)
3. Categoria Cadeia de Produção e Alternativas Agrícolas - Gustavo Brunetto (CCR/UFSM)
4. Categoria de Cadeia de Produção e Alternativas Agrícolas: Vitoria Di Domenico (UFRGS)
5. Categoria Inovação e Tecnologia Rural: Carlos Eduardo Wayne Nogueira (UFPel)
6. Categoria Inovação e Tecnologia Rural: Enilson Luiz Saccol de Sá (UFRGS)
7. Categoria Inovação e Tecnologia Rural: Mauro Schumacher (CCR/UFSM)
8. Categoria Inovação e Tecnologia Rural: Vanessa Galli (UFPel)
9. Categoria Preservação Ambiental: Gabrielli Lewandovski (Centro Tecnológico Frederico Jorge Logeman)
10. Categoria Preservação Ambiental: João Carlos Soares (Tanac S/A)
11. Categoria Startup do Agronegócio: Mrs Bio Inovação e Tecnologia em MIP Ltda
12. Homenagem: Arrozeiros gaúchos que ajudaram na drenagem do Aeroporto Salgado Filho e aos 60 anos da Fapergs.

 
Notícia elaborada por ALINA SOUZA/JC.
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), em parceria com o Jornal do Comércio, tem a honra de anunciar os selecionados para a 28ª edição do Prêmio "O Futuro da Terra". Este prêmio, que ao longo de quase três décadas vem reconhecendo iniciativas que promovem a produtividade do agronegócio e a preservação ambiental no campo, é uma das mais prestigiadas distinções no setor.

O Prêmio "O Futuro da Terra" foi criado em 1997 com o objetivo de valorizar o trabalho de pesquisadores, produtores rurais, instituições e empresas que se destacam pela implementação de práticas inovadoras e sustentáveis. Os selecionados são escolhidos com base em rigorosos critérios técnicos pelo Comitê de Ciências Agrárias da FAPERGS, sendo reconhecidos por suas contribuições significativas ao desenvolvimento do agronegócio e à preservação ambiental no Rio Grande do Sul. Três vencedores do Centro de Ciências Rurais da UFSM: professor Eduardo Furtado Flores do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, professor Gustavo Brunetto do Departamento de Solos e Mauro Valdir Schumacher do Departamento de Ciências Florestais.

A cerimônia de premiação acontecerá no dia 26 de agosto, às 19h, no Auditório da Farsul, localizado no Parque de Exposições de Esteio, durante a Expointer 2024. O evento contará com a participação dos agraciados, que terão seus trabalhos divulgados pelo Jornal do Comércio, que também é responsável pela organização do prêmio.

Confira abaixo os vencedores de 2024:

PRÊMIO ESPECIAL

  • Eduardo Furtado Flores – CCR/UFSM

CADEIA DE PRODUÇÃO E ALTERNATIVAS AGRÍCOLAS

  • Gustavo Brunetto - CCR/UFSM
  • David Emilio Santos Neves de Barcellos - UFRGS
  • Vitória Leite Di Domenico – UFRGS

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA RURAL

  • Mauro Valdir Schumacher – CCR/UFSM
  • Vanessa Galli – UFPel
  • Enilson Luiz Saccol de Sá – UFRGS
  • Carlos Eduardo Wayne Nogueira– UFPel

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

  • Gabrielle Mariáh Lewandovski - Centro Tecnológico Frederico Jorge Logemann
  • João Carlos Ronchel Soares - Tanac S/A

STARTUP DO AGRONEGÓCIO

  • MRS Bio Inovação e Tecnologia em MIP Ltda

A direção do CCR parabeniza todos os premiados por suas contribuições excepcionais ao agronegócio e à sustentabilidade no Rio Grande do Sul. 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2024/07/23/preservar-para-existir Tue, 23 Jul 2024 20:30:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3921

Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:

Ilustração horizontal e colorida da UFSM estilizada em miniatura nas cores turquesa e laranja. O estilo geral é plano e simplificado, com cores sólidas e contornos nítidos. Há uma mão de cor laranja no canto superior esquerdo, que coloca uma peça de árvore na maquete. Várias árvores laranjas com bases verdes circulares estão espalhadas ao longo de um rio laranja que serpenteia pelo centro horizontal da imagem. No rio, há um barco de papel azul. Na esquerda da imagem e ao lado do rio, há uma placa de Área de Preservação Permanente - APP. Do outro lado do rio e na direita da imagem, está o Planetário da UFSM com teto preto e estrutura azul. No plano de fundo, há uma ponte preta que se estende horizontalmente. O fundo é azul.
Maquete da UFSM | Ilustração: Pedro Pagnossin

Ao atravessar o Arco da UFSM, também se cruza a sanga Lagoão do Ouro. Próximo ao CTISM e à Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo, o córrego está em um local de grande circulação humana e animal. O Lagoão, com nascente no Residencial Novo Horizonte, é uma extensão do rio Vacacaí-Mirim e percorre o núcleo habitacional Fernando Ferrari, as vilas Santos Dumont, Santa Tereza e Assunção. O terreno em torno do córrego é delimitado como uma Área de Preservação Permanente (APP), mas, ao mesmo tempo, apresenta sinais de poluição. Para recuperar áreas como essa, foi criado o “Projeto de Proteção e Revestimento Vegetal”.  

A iniciativa é da Pró-reitoria de Infraestrutura (Proinfra) em parceria com o Laboratório de Engenharia Natural (LabEN), com coordenação da engenheira biofísica    e pesquisadora de pós-doutorado, Rita Sousa. A proposta é um exemplo do uso da engenharia natural  para a reconstituição de APPs. Essa modalidade se difere da engenharia civil por ter benefícios ecológicos e sociais para a fauna e a flora, como a regulação da temperatura ambiental. “O uso de plantas tem funções técnicas, como alta filtragem, que não são atendidas pela engenharia civil. Dependendo das exigências de cada local, a engenharia natural é o melhor caminho”, afirma a engenheira biofísica.

Para Rita, o conceito de engenharia natural remete a um conjunto de técnicas que utilizam elementos da própria natureza a fim de proporcionar estabilidade na área em que é aplicada. Nessa modalidade, o uso de plantas, madeira, pedras e outros materiais inorgânicos são importantes devido às suas funcionalidades ecológicas. A engenharia natural tem sido utilizada em diversas partes do mundo como uma alternativa para amenizar os impactos da degradação ambiental.

A sanga Lagoão do Ouro foi escolhida como área pioneira para aplicação do projeto, criado em 2022, devido ao alto nível de erosão no local. Rita argumenta que o objetivo é diminuir a incidência de desgaste das margens do córrego, com a  introdução de espécies de plantas nativas da região, “A erosão está progredindo rapidamente nos dois lados da área. Achamos que era um ponto importante para aplicar o projeto já que há grande circulação de pessoas”, conta Rita. Já foram feitos estudos sobre a água, solo e relevo da região, e agora a iniciativa está na fase de contratação da execução.

Legislação das APPs

O Código Florestal Brasileiro, criado em 2012, define que as APPs são locais protegidos e voltados à conservação do ecossistema. Essa legislação tem especificações para zonas urbanas e rurais. O Artigo 4° impõe o estabelecimento de margens, com metragens específicas, ao redor de cursos d’água, conforme sua largura. Em áreas urbanas, por exemplo, as margens devem ter 30 metros, e em regiões rurais, 100 metros - exceto para corpos d’água com até 20 hectares de superfície, o que equivale a aproximadamente 20 campos de futebol.

Em 2020, a UFSM recebeu a Licença de Operação, emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A coordenadora do Setor de Planejamento Ambiental e Urbano da Proinfra, Nicolli Reck, explica que após receber o documento, a Universidade passou a monitorar as APPs. “A partir de então, a nossa prioridade é recuperar todos os locais de preservação do 55BET Pro”, pontua.

Conforme dados da Proinfra, na UFSM, aproximadamente 16% da extensão territorial total são de APPs e 144,9 desses hectares possuem necessidade de recomposição. O pró-reitor de Infraestrutura, Mauri Lobler, explica que o setor mapeia o terreno da UFSM e elabora estratégias de restabelecimento dessas áreas. “Elaboramos um plano de recuperação, com o plantio de árvores e projetos de revestimento vegetal”, acrescenta.

Resiliência nas correntezas

Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior catástrofe climática da sua história. Conforme dados da Defesa Civil, 95% das cidades do estado foram afetadas por alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de energia e falta de água potável.

Devido ao grande volume de chuvas, nos primeiros dias do evento climático extremo, a Prefeitura de Santa Maria registrou pontos de alagamento causados pelo aumento do nível da água do Rio Vacacaí-Mirim, próximos ao Lagoão. Os alertas de evacuação foram emitidos nos bairros João Goulart, Km 3 e Campestre do Menino Deus, na região leste do município.

As Áreas de Preservação Permanente (APP) contribuem ativamente para reduzir os riscos de enchentes. Rita exemplifica como uma área preservada se comporta ao receber grandes quantidades de água: “Em um muro de concreto, há pouca permeabilidade e maior risco de transbordar. Já em uma área com vegetação, a água tem menor velocidade e a infiltração ocorre de forma mais eficiente”.

As APPs não agem sozinhas: a combinação de estratégias estruturais e medidas de categorização, manutenção e recuperação de áreas naturais amenizam os riscos de enchentes. A engenheira ainda ressalta que o projeto será um dos pilares para a reconstituição das APPs no 55BET Pro, o que vai permitir que elas diminuam os riscos de enchentes.

Durante o período de calamidade, a UFSM promoveu uma série de ações para dar suporte à comunidade atingida. Dentre as iniciativas, houve mutirão para produção de alimentos, recolhimento de doações, recuperação de eletrodomésticos, auxílio na construção de abrigos emergenciais, assistência psicológica, entre outras ações, registradas no site da Universidade.

Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e ângulo fechado, de uma placa que delimita uma Área de Preservação Permanente. A placa tem tem detalhes em azul e prata fixada em um suporte de madeira. Está com limo e suja, ao fundo, há árvores que fecham o ambiente ao redor. A iluminação é natural.
Placa de Área Preservação Permanete - APP | Foto: João Agripino Veigas
Fotografia horizontal e colorida da sanga Lagoão do Ouro. A fotografia está em plano aberto, tirada em um ângulo de baixo para cima, com destaque para as águas e as pedras do córrego. A sanga está entre um corredor de árvores e vegetação. No lado esquerdo da imagem, uma encosta verde e arborizada que se eleva até uma ponte de concreto, que está por cima da sanga. No lado direito do córrego, há plantas rasteiras, pedras e arbustos ao longo das margens. Ao fundo da imagem, com leve desfoque, é possível ver árvores e prédios. A fotografia tem iluminação natural.
Sanga Lagoão do Ouro | Foto: João Agripino Veigas
Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e ângulo aberto, da Sanga Lagoão do Ouro. A corrente de água, no centro da imagem, tem cor cinza escuro e carrega dejetos como galhos de árvores e plásticos pequenos de cor branca. Nos dois lados do córrego, árvores compõem a mata ciliar. Também há galhos secos e pedras que circundam o córrego. É dia com céu nublado e a iluminação do lugar é natural.
Sanga Lagoão do Ouro | Foto: João Agripino Veigas

Reportagem: João Victor Souza e Pedro David Pagnossin

Contato: victor.souza@acad.55bet-pro.com/pedro.moro@acad.55bet-pro.com

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[caption id="attachment_10211" align="alignleft" width="736"] Participantes do evento: representantes das empresas que participaram do encontro e os professores da UFSM[/caption]

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal (PPGEF) da UFSM marcou presença no 2º Encontro Técnico 2024 da Associação Gaúcha de Empresas Florestais (AGEFLOR), realizado ontem (10) na sede da CMPC em Guaíba. Com a participação de 13 professores do PPGEF, o evento contou com 10 palestras que abordaram pesquisas e atuações do programa.

Essa atividade faz parte da estratégia do PPGEF de construir uma relação institucional permanente e orgânica entre a UFSM e as empresas do setor de base florestal do Rio Grande do Sul. O evento teve a participação de 70 pessoas, representando todas as empresas associadas à AGEFLOR, com destaque para a fala do Coordenador do PPGEF, Prof. Jorge A. de Farias, que apresentou a UFSM, o Programa de Pós-graduação e as iniciativas institucionais de integração universidade-empresa.

Como resultado do encontro, algumas empresas já agendaram visitas à UFSM para agosto de 2024, com o objetivo de conhecer os laboratórios e iniciar um processo de cooperação técnico-científica.

Este encontro reforça o compromisso do PPGEF em fomentar parcerias que impulsionem a pesquisa e a inovação no setor florestal, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a competitividade das empresas gaúchas.

[caption id="attachment_10210" align="alignright" width="519"] Coordenador do PPGEF, Prof. Jorge A. de Farias, que apresentou a UFSM aos participantes[/caption]

Saiba mais sobre a AGEFLOR:

A AGEFLOR – Associação Gaúcha de Empresas Florestais – é a entidade representativa das empresas da cadeia produtiva de base florestal do Rio Grande do Sul. É uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos e de duração ilimitada que foi fundada em 22 de setembro de 1970, inicialmente com a criação da Associação Sul Riograndense de Reflorestadores – ASRR, que posteriormente realizou uma fusão com a AFLOVEM – Associação de Reflorestadores e Transformadores Verticalizados de Madeira, em 1989 dando origem a atual denominação.

Reúne em seu quadro social empresas que atuam em diferentes segmentos da cadeia produtiva de base florestal, tais como: florestamento e reflorestamento; produção de madeira serrada para uso na construção civil e indústria move­leira; produção de chapas (MDF, MDP), compensados, aglomerados, laminados e faqueados; celulose e papel; movelaria; resinas (breu e terebintina); tanino; postes tratados; cavacos para produção de celulose; cavacos para geração de energia; mudas florestais; energia (lenha e carvão); máquinas e equipamentos; insumos e produtos químicos.

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A Rede Latino-Americana de Comunicação Organizacional - RedLAco promoverá o seu IV Encontro nos dias 9 e 10 de  outubro de 2024, de forma remota, sob a organização da UFSM e da Universidade Católica do Uruguai. Destinado a pesquisadores e profissionais latino-americanos de comunicação organizacional e relações públicas, o tema desta edição é: Comunicação, Mudança Climática e Agenda 2030: escutar a natureza, conversar sobre sustentabilidade.

O IV Encontro da RedLAco tem como propósito fomentar o diálogo, construir conhecimento coletivo e estabelecer relações colaborativas entre pesquisadores, professores, profissionais e estudantes de pós-graduação na América Latina. O evento concentra-se em temas cruciais relacionados à comunicação organizacional, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mudanças climáticas e territorialidade.

O Encontro abrange três eixos temáticos diferentes, com diversas subcategorias dentro  de cada um deles e cujo detalhamento encontra-se disponível aqui. Os três eixos são:

  • “Responsabilidade da comunicação organizacional com os ODS.”
  • “Comunicar as mudanças climáticas.”
  • “Sustentabilidade, populações e territorialidades.”

Interessados em apresentar suas contribuições e reflexões sobre o tema do Encontro devem submeter apenas um resumo (500 a 1.000 palavras)  por meio do formulário (disponível aqui),  com uma foto e breve apresentação (máximo de 100 palavras) de cada autor antes de 14 de julho de 2024. Serão aceitas propostas em espanhol e português. Propostas fora dos eixos temáticos, mas dentro das perspectivas pesquisadas na Rede também serão aceitas, sendo relacionadas à:  

  • Projetos de Pesquisa Implantados
  • Pesquisas em Andamento
  • Transferência de Experiência
  • Inovação Educacional.

Para outras informações e inscrições, acesse o convite oficial do evento. (disponível aqui)

As  dúvidas ou mais informações podem ser encaminhadas para: encuentro@redlaco.org

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Na edição de 2024 da Expoagro Afubra, ocorrida semana passada em Rio Pardo (RS), que se caracteriza por ser um evento de destaque que reúne as mais recentes inovações e tendências do setor agrícola, os estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA) da UFSM deixaram sua marca com contribuições notáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

[caption id="attachment_9737" align="alignleft" width="413"] Da esquerda para a direita: Matheus A.P. Pedroso, Larissa S. Nunes e Greici C. Uliana. [/caption]

Greici C. Uliana, Larissa S. Nunes e Matheus A.P. Pedroso, sob a orientação da professora Neila Richards, líder do grupo de pesquisa "Tecnologia de Lácteos Especiais" do CNPq, apresentaram projetos que demonstram como a inovação pode ser aplicada para atender aos objetivos globais. O queijo desenvolvido pela pesquisa e a geleia com o claim de aproveitamento integral de alimentos não apenas prometem encantar os paladares, mas também refletem um compromisso profundo com a redução do desperdício alimentar (ODS 12), promovendo práticas de produção mais sustentáveis.

Além disso, a distribuição de folders sobre os conceitos de Boas Práticas de Manipulação em Alimentos (BPM) vai além da promoção da segurança alimentar, contribuindo diretamente para o ODS 3, ao garantir alimentos mais seguros e saudáveis para a população. Essa ação educativa reflete a importância da informação e da conscientização na promoção da saúde e do bem-estar.

Essas ações fazem parte do projeto Geoprodotto e do Programa Prodotti Alimentari, ambos coordenados pela professora Neila, que visam não apenas o desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, mas também a implementação de práticas sustentáveis na cadeia produtiva. Essa abordagem está diretamente alinhada ao ODS 2, ao buscar soluções que promovam a agricultura sustentável e combatam a fome através de métodos de produção que respeitam o meio ambiente e garantem a segurança alimentar.

A participação dos estudantes do PPGCTA na EXPOAGRO 2024 exemplifica a contribuição vital da academia para os desafios globais, demonstrando que é possível integrar qualidade, inovação e responsabilidade ambiental. Por meio da pesquisa, inovação e extensão, o grupo que representou a Ciência e Tecnologia dos Alimentos na Expoagro Afubra não apenas atende às demandas do consumidor moderno por produtos de alta qualidade e sustentáveis, mas também contribui significativamente para os esforços globais de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, promovendo um futuro mais saudável e sustentável para todos.

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A professora Daiane Loreto de Vargas, do Departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural (DEAER), foi reeleita como uma das coordenadoras do Fórum Nacional de Professoras e Professores de Extensão Rural. A docente já havia sido eleita na gestão de 2022-2024 e na última eleição que ocorreu na noite do último dia 29 de fevereiro, em assembleia nacional, foi reeleita para o biênio 2024-2026.

O Fórum Nacional de Professoras e Professores de Extensão Rural é formado por um coletivo, sem fins lucrativos, que reúne mais de 150 docentes das diferentes regiões do país. A entidade busca articular, discutir e pesquisar a complexidade da extensão rural no Brasil, sempre levando em consideração os interesses acadêmicos e sociais, promovendo uma interação e um intercâmbio de experiências teóricas e práticas.

O coletivo atua no enfrentamento dos desafios da extensão rural no país. Via Fórum, a professora Daiane terá como objetivo “ampliar a participação docente no coletivo para discutir a complexidade da extensão rural no âmbito do ensino, da pesquisa, da política pública, do serviço de extensão rural no campo e das ações de extensão dentro da extensão rural. Para que, dessa o Fórum amplie sua capacidade política e pedagógica nessa área do conhecimento. Dentro do Fórum, nos propomos a colaborar e ser uma voz ativa de representação da extensão rural junto aos órgãos e instituições relacionadas”.

A professora destaca que esse debate tem se tornando ainda mais importante no momento em que o Plano Nacional de Educação (PNE) determina que ao menos 10% dos créditos curriculares precisam ser cumpridos por meio de extensão universitária, promovendo uma relação entre as instituições de pesquisa e extensão com a sociedade. Nesse sentido, “a inserção da extensão universitária dentro da extensão rural pode ser uma oportunidade de tornar a disciplina mais prática. Pois, a extensão rural é uma prática dialógica que compreende a comunicação e troca de saberes entre os vários atores sociais do campo. A extensão rural se ocupa de entender a complexidade da sociedade que vive e trabalha no campo, o diagnóstico desse cenário se faz necessário para que ações de desenvolvimento rural sejam traçadas respeitando os saberes locais, o desenvolvimento dos territórios e a sustentabilidade social e ambiental das diferentes comunidades”.

Compõem a nova coordenação do Fórum, as professoras Daiane Loreto de Vargas, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Marielen Kaufmann, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), ambas no Rio Grande do Sul e Cecilia Tayse Teixeira, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). E ainda, os professores José Roberto Rambo, da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat), Ricardo Serra Borsatto, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e José Maria Cardoso Sacramento, do Instituto Federal do Pará (IFPA).

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Na última quinta-feira, uma reportagem da série especial "24 Ideias para 2024", veiculada pela RBS TV, mostrou uma inovação promissora para a produção sustentável de carvão vegetal. A matéria apresenta um projeto liderado pelo professor Jorge Farias, do Departamento de Ciências Florestais da UFSM, que está revolucionando a forma como o carvão é produzido.

A nova tecnologia desenvolvida pela Universidade Federal de Viçosa, em parceria com a UFSM, busca minimizar os impactos ambientais associados à produção de carvão vegetal, um processo historicamente relacionado à degradação florestal e emissões de gases de efeito estufa. A iniciativa, que segue dentro do modelo silvipastoril, não apenas visa reduzir esses impactos, mas também promover a conservação dos ecossistemas florestais.

O método inovador proposto pela equipe envolve o uso de resíduos agrícolas e florestais como matéria-prima principal para a produção de carvão vegetal. Além disso, o processo adota um sistema que permitem uma queima mais limpa e eficiente, resultando em menores emissões de poluentes atmosféricos.

O professor Jorge Farias, coordenador do projeto, ressalta a importância de investir em alternativas sustentáveis para suprir a demanda por carvão vegetal. "Nosso objetivo é mostrar que é possível conciliar a produção de carvão com a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico", afirma Farias.

O conteúdo completo da reportagem pode ser acessado clicando aqui.

Com a divulgação dessa inovação, espera-se que iniciativas como essa ganhem destaque e incentivem a adoção de práticas mais sustentáveis na produção de carvão vegetal, contribuindo para a construção de um futuro mais verde e consciente.

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Se você costuma andar pelo campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em algum momento já passou pela Sanga Lagoão do Ouro, um curso d’água que liga a parte norte a parte sul da UFSM. A Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA), em parceria com o Laboratório de Engenharia Natural (LabEN), está dando passos significativos em direção à sustentabilidade ambiental com o desenvolvimento de um projeto inovador para a proteção e revestimento vegetal das margens e leito da Sanga. A proposta, parte da renovação da Licença de Operação da UFSM, promete ser um marco no equilíbrio entre a engenharia e a preservação ambiental.

O Setor de Planejamento Ambiental, da PROINFRA, é o órgão responsável por tratar das questões ambientais da UFSM. Segundo Nicolli Reck, Engenheira Sanitarista e Ambiental e Coordenadora de Gestão Ambiental, o LabEN apresentou ao setor um documento referente ao "Projeto Conceitual de Proteção e Revestimento Vegetal". Esse documento destaca uma abordagem inovadora, com técnicas de Engenharia Natural que marcam um significativo avanço na busca por práticas sustentáveis em contraposição às soluções tradicionais de Engenharia Civil. O projeto visa não apenas solucionar os processos erosivos na Sanga Lagoão do Ouro, mas fazê-lo de maneira ecologicamente consciente.

Como vai funcionar o projeto

O plano se desdobrará em três fases distintas: projeto conceitual, projeto básico e projeto executivo. A fase conceitual, apresentada no documento, destaca a análise detalhada dos processos erosivos, propondo soluções que incorporam a vegetação como um elemento construtivo vivo.

O Engenheiro Florestal e professor Dr. Fabrício Sutili, juntamente com a Engenheira Biofísica e pesquisadora de pós-doutorado Rita Sousa, lideram o projeto. De acordo com a pesquisadora, a Engenharia Natural é muito utilizada mundialmente em obras de proteção e estabilização de margens e leitos de rios, córregos ou semelhantes: “as plantas deixam de ser consideradas apenas do ponto de vista estético, passando a desempenhar funções de elemento vivo construtivo, podendo ser utilizadas de forma isolada, ou combinadas com materiais inertes”, afirma Rita. Além disso, o projeto se alinha aos princípios da sustentabilidade, promovendo a utilização consciente dos recursos naturais.

A Engenharia Natural, apesar de seu uso em constante crescimento, ainda enfrenta desafios em comparação com as técnicas tradicionais de construção. Para Rita, o desafio está na falta de conhecimento sobre essas técnicas:

O maior desafio é a aplicação destes conceitos que seguem uma visão de uma engenharia que é mais ecológica, mas tem resultados técnicos iguais aos das obras tradicionais, e que são ainda mais potencializados do ponto de vista ambiental”, diz a pesquisadora.

Dessa forma, a UFSM destaca-se como uma instituição comprometida com a inovação sustentável, buscando soluções que transcendem as demandas convencionais da engenharia, assumindo um papel crucial na disseminação de abordagens inovadoras, como a engenharia natural. O projeto da Sanga Lagoão do Ouro representa um passo significativo na busca por práticas mais responsáveis e ecológicas no campo da engenharia.

 

Texto: Camila Londero, acadêmica de Jornalismo
Foto: Camila Londero

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Cães que vivem na Central de Resíduos da UFSM ganham casinha sustentável feita de ecoblocos, resultado do projeto "PET pra pet". Iniciado em 2020, o projeto acabou sendo interrompido, mas ganhou impulso em 2023 durante a disciplina de Sustentabilidade no Ambiente Construído. A disciplina faz parte do programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da UFSM (PPGAUP) e é ministrada pelo professor Marcos Alberto Oss Vaghetti.

O protótipo, elaborado por alunos do programa de Pós-Graduação, foi confeccionado com materiais reciclados, destacando o uso de ecoblocos - garrafas PET 2L preenchidas com resíduos plásticos. Essa abordagem inovadora não apenas proporciona um abrigo sustentável para os cães, mas também reforça a importância da reutilização de materiais na construção de espaços ecologicamente responsáveis.

[caption id="attachment_2554" align="alignright" width="181"] Integrantes do PPGAUP na entrega ao Setor de Planejamento Ambiental/PROINFRA[/caption]

De acordo com Bruna Hegele, aluna e participante do projeto, o protótipo da casinha sustentável, finalizado em julho de 2023 e inicialmente exposto no hall do prédio 9F, foi concebido para atender à demanda de abrigo para os pets abandonados na UFSM. Em novembro, através do setor de Planejamento Ambiental, a casinha encontrou seu destino na Central de Resíduos da UFSM, oferecendo abrigo a cinco cães. Essa iniciativa evidencia o compromisso da UFSM com a sustentabilidade e o bem-estar dos animais abandonados no campus.

 

 

 

Texto: Camila Londero, acadêmica de Jornalismo
Fotos: arquivo do setor

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Nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, a UFSM sediará o III Seminário de Agricultura Urbana e Periurbana, um evento de destaque que promove o diálogo e a troca de experiências entre profissionais comprometidos com o desenvolvimento sustentável.

O primeiro dia do seminário contará com uma programação diversificada, iniciando às 9h com o Painel sobre "Políticas Públicas da Agricultura Urbana", abordando panoramas nacional, estadual e municipal. Representantes da prefeitura de Santa Maria, o Secretário-Adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Rural e a Secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional estarão presentes.

O segundo painel, "Enfrentando as Mudanças Climáticas em Escala Global", trará o Professor Sérgio Schneider como palestrante online, seguido por debates. Durante o Painel intitulado "Desafios e Caminhos para Soluções Sustentáveis", a professora Gerusa Kist discutirá o tratamento de resíduos orgânicos em centros urbanos. O professor Ednaldo Michelon, participando online, abordará o programa "Paraná mais orgânico".

O segundo dia iniciará com uma apresentação cultural de Gisele e Maninho e após vem o Painel 6, "Conversando sobre Agricultura Urbana e Periurbana Sustentável", que destaca experiências em hortas de diferentes regiões. Haverão rodas de conversa sobre diversos temas, como hortas em estabelecimentos de ensino, saúde, sistema prisional e comunidades.

O evento culminará com a leitura e apreciação da Carta Aberta, onde relatores apresentarão sínteses dos debates realizados nos grupos. O encerramento será marcado por um momento cultural com o DTG Noel Guarany.

O III Seminário de Agricultura Urbana e Periurbana é uma oportunidade única para aqueles envolvidos na causa da agricultura sustentável se conectarem, compartilharem conhecimentos e contribuírem para um futuro mais verde e equitativo nas cidades.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2023/07/22/sustentabilidade-para-um-mundo-melhor Sat, 22 Jul 2023 12:00:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3811

De acordo com o relatório de 2023 feito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), há mais de 50% de chance da temperatura global atingir - ou ultrapassar - 1,5ºC até 2040. Além disso, a maior causa da crise climática é a utilização de combustíveis fósseis, junto ao carvão e ao carbono. 

Assim, é de extrema importância que alternativas para as fontes poluentes sejam criadas. Exemplos disso podem ser vistos nos estudos desenvolvidos na UFSM, uma instituição com mais de 200 projetos que apresentam soluções sustentáveis por meio da pesquisa científica. Entre eles estão iniciativas que buscam substitutos para o plástico, como uma embalagem à base de colágeno e óleos essenciais, um herbicida que reduz o uso de agrotóxicos, e uma pesquisa sobre a meliponicultura - prática de criação das abelhas sem ferrão.

Fotografia horizontal e colorida de uma mulher de pé em um laboratório. Ela sorri, tem pele branca, rosto redondo, olhos escuros e cabelos lisos, compridos e na cor loiro escuro. Usa óculos de grau com armação e veste jaleco branco sobre blusa florida. Ela segura uma embalagem amarela e transparente, um pedaço de carne vermelha crua embalado a vácuo Ela está atrás de uma bancada de mármore cinza, na parte inferior da foto, em que há materiais de laboratório, como dois béqueres com um líquido branco, um tubo de ensaio e três placas de petri com pó branco dentro, além de outras embalagens abertas. Ao fundo, armários de cor cinza e uma geladeira de cor preta.
Suslin Raatz com a embalagem sustentável no laboratório do Centro de Ciências Rurais (CCR). | Foto: Júlia Almeida

Embalagem Biodegradável

Altamente prejudicial ao meio ambiente, o plástico representa 85% dos resíduos que chegam aos oceanos, segundo relatório da ONU de 2021. Será que podem existir alternativas menos poluentes que o plástico? O projeto da doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos da UFSM, Suslin Raatz Thiel, apresenta uma embalagem biodegradável à base de colágeno e óleos essenciais. De maneira contagiante, ela contou como foi o processo e as dificuldades encontradas durante o desenvolvimento do produto, que em um mês se degrada no solo. 

A ideia do uso de óleos essenciais surgiu da paixão da pesquisadora pelo material, ainda na graduação. Devido ao odor e sabor forte, esta substância se tornou inviável para utilização direta na alimentação. Desta forma, sua aplicação foi pensada em uma espécie de embalagem, que, somente após um ano de testes, chegou à formulação atual. Composta pelo uso de fibras de colágeno bovino - extraídos de pele, couro e ossos - misturado ao álcool polivinílico biodegradável, o produto é parecido com embalagens à vácuo.

Foi realizado um teste qualitativo, em que esse material foi enterrado no solo, para ver quanto tempo demoraria para se degradar. “Em seis a nove dias, já começa a se degradar, em torno mais ou menos, de um mês ele já se degrada”, comenta Suslin. Além de resistente e biodegradável, pode aumentar a conservação dos alimentos. “É uma embalagem ativa, que tem atividade antimicrobiana e antioxidantes. Então ela pode também aumentar o tempo de vida da prateleira dos produtos”, explica a doutoranda. 

O entusiasmo é aparente no olhar e nos gestos de Suslin, que expõe com orgulho a pesquisa que desenvolveu. Ela explica que todas as análises foram feitas na UFSM, e que é uma ideia inovadora dentro do departamento: “No início, a minha orientadora na época, ficou um pouco receosa de começar esse projeto. Porque nós não tínhamos uma estrutura, mas então eu consegui fazer umas análises ali no departamento de engenharia mecânica, na engenharia química, então foi acontecendo”. Suslin ainda destaca a importância da divulgação dessas pesquisas.“Eu acho que cria um sentimento nas pessoas de cuidar melhor do planeta, de que é possível. E principalmente que aqui, dentro das universidades públicas, se faz muita pesquisa de qualidade”, declara.

Fotografia horizontal e colorida de seis placas de petri com fungos dentro. Elas estão dispostas em duas fileiras. O fungo tem cor verde acinzentado e textura de bolor. As placas estão em uma geladeira de laboratório, que é branca e tem manchas amareladas nas extremidades.
Fungos em geladeira do laboratório do Centro de Ciências Rurais (CCR) | Foto: Gabriel Barros

Bioherbicida

Um projeto feito na UFSM desenvolve o que pode ser o primeiro bioherbicida registrado do Brasil. A alternativa sustentável faz parte dos estudos do docente nos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Química e Engenharia Agrícola da UFSM, Marcio Mazutti. O pesquisador explica que herbicidas são produtos químicos utilizados no controle de ervas daninhas e contém uma substância chamada glifosato, o qual muitas plantas estão se tornando resistentes.

Segundo Marcio, a ideia é ter um substituto para o glifosato, e explica que essa é a área mais carente em relação ao desenvolvimento ecológico: “Existem produtos biofungicida, bioinseticida, bio organismos para fertilidade do solo, mas hoje não tem nenhum bioproduto para controle de plantas daninhas”. Ele também relata que, como o país tem uma agricultura tropical, o crescimento destas plantas é muito rápido, o que ocasiona o grande uso de agentes químicos para realizar o controle. Assim, o bioherbicida se apresenta como uma alternativa sustentável que pode evitar uma série de problemas, inclusive em relação à saúde pública. “Eu acho que tudo é um equilíbrio entre os dois. Se ele conseguir simplesmente reduzir a quantidade de produtos químicos que se utiliza na agricultura, já cumpriu com seu papel”, declara o docente.

Em abril de 2023, o projeto fechou uma parceria com a empresa catarinense Transfertech, que contribui com um investimento financeiro de mais de R$ 680 mil e fará a interligação com outra firma para a comercialização do produto. “A Transfertech foi quem abraçou esse projeto e viu potencial nele. Então, a gente vai ter estrutura física para possibilitar a implantação de uma planta piloto de bioinsumos”, conta Marcio. O pesquisador ainda destaca a importância da Universidade para o desenvolvimento do projeto. ”A infraestrutura e as pessoas que estão vinculadas no desenvolvimento, desde os alunos de iniciação científica, alunos de mestrado, alunos de Doutorado, todo mundo teve uma participação, teve um uma contribuição no todo desse projeto”, relata o pesquisador.

Meliponicultura

“Vamos conversar sobre abelhas?” Esse é o nome do projeto desenvolvido pela docente e doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela UFSM, Mari Silvia Rodrigues de Oliveira. A iniciativa foi idealizada com o professor de Agroecologia do Instituto Federal Sertão Pernambucano em Petrolina, Silver Jonas Alves Farfan. A pesquisa visa analisar as abelhas típicas de cada região, como a jataí, no Rio Grande do Sul, e a tiúba, encontrada na região nordestina. 

Ambas espécies têm características em comum: são da tribo Meliponini, que tem em torno de 250 a 300 espécies no Brasil, e tem ferrão atrofiado. Isso significa que ele não é usado para defesa, e as abelhas são mais dóceis comparadas a outra espécie. Mais uma diferença entre as duas é que as abelhas da tribo Meliponini preferem temperaturas mais amenas e produzem menos mel, porém com grande qualidade nutricional - menos açúcar e mais ácido. Assim, o projeto também faz um controle de qualidade físico-químico da produção.

A professora destaca que a ideia do projeto vai além da pesquisa científica e busca levar a prática e a importância da meliponicultura - criação das abelhas sem ferrão -, para as crianças e os agricultores. “A captura pode ser feita com material reciclável. É pet, jornal velho, coisas que não tem tanto valor agregado. Existe uma geração de renda, é uma forma de manter o homem no campo e é mais um atrativo”, afirma Mari Silvia. Ela também explica que esta forma de captura é permitida pelos órgãos de fiscalização e ajuda a perpetuar a espécie.

Entre 2021 e 2022 o projeto foi levado para as escolas dos nove municípios da Quarta Colônia com o objetivo de disseminar a meliponicultura entre os estudantes. A pesquisadora conta, com brilho nos olhos, a resposta positiva por parte das crianças durante as visitas. “Eles ficaram encantados, deslumbrados, e essa curiosidade é fantástica, né? Então eles vão servir de atores sociais, vão contar para a família, e aí a gente vai difundir esse conhecimento em relação às abelhas”, ela relata.

Mari Silvia ainda ressalta a importância da pesquisa para a Universidade e a comunidade ao ajudar a desenvolver a consciência ecológica, além da falta de disseminação da meliponicultura: “A gente tem muita pesquisa linda, que não chega na comunidade. E olha todas essas nossas viagens, quantas crianças a gente encantou e fomos encantados também por elas. Então eu acho que a gente tem que devolver mais para a sociedade”.

Fotografia horizontal e colorida de uma mulher sentada atrás de uma mesa branca, em que há quatro frascos de vidro e uma caixa de madeira A mulher está com os braços escorados na mesa. Ela tem pele branca, olhos escuros, cabelo ondulado, preto e comprido. Sorri amplamente. Veste blusa verde e lisa. Usa óculos escuros no cabelo e brincos de pérolas em branco. Na frente dela, quatro potes de vidro enfileirados e com tampa quadriculada vermelha e branca, com mel dentro e uma etiqueta branca na frente. Ao lado dos potes, uma caixa de madeira grande com uma tampa de vidro e, na frente, uma abertura circular com um pano vazado amarrado em volta. O fundo é uma parede branca.
Mari Silvia com potes de mel e a caixa das abelhas no Centro de Ciências Rurais (CCR) | Foto: Gabriel Barros

Reportagem: Giulia Maffi e Júlia Almeida
Contato: giuliamaffi08@gmail.com / juliaalmeidarechia@gmail.com

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A 3ª Edição do Campeonato Soybean Money Maker, coordenada pela Equipe FieldCrops da UFSM, chegou ao fim com resultados promissores. O campeonato, que contou com a participação de mais de 100 produtores de 13 estados do Brasil, teve como principal objetivo identificar práticas de manejo sustentáveis que permitam aos produtores maximizar o retorno ao investimento e a eficiência produtiva das lavouras de soja, com mínimo impacto ambiental na safra 2022/2023.

A competição, realizada ao longo de meses, despertou o interesse de produtores de todas as regiões do país, ávidos por aprimorar suas técnicas agrícolas e tornar suas plantações de soja mais sustentáveis. Com foco em indicadores de sustentabilidade, os participantes enfrentaram desafios que demandavam inovação, criatividade e a aplicação de práticas ecologicamente responsáveis.

Ao longo do campeonato, os produtores foram estimulados a adotar técnicas de manejo que reduzissem o impacto ambiental e promovessem a conservação dos recursos naturais, como o uso adequado de fertilizantes e agroquímicos, a adoção de sistemas de rotação de culturas e o manejo integrado de pragas e doenças. Além disso, foram incentivados a empregar tecnologias modernas e sustentáveis, como o monitoramento do solo e o uso de máquinas e equipamentos com menor pegada de carbono.

Os resultados alcançados impressionaram a equipe de avaliação, composta por especialistas em agricultura, sustentabilidade e meio ambiente. Diversos produtores conseguiram aumentar significativamente a produtividade de suas lavouras, ao mesmo tempo em que reduziam a quantidade de insumos aplicados e minimizavam os efeitos adversos sobre o ecossistema. Esses avanços reforçam o potencial da agricultura sustentável como uma solução viável para garantir a segurança alimentar global e a proteção do meio ambiente.

A iniciativa da UFSM em promover o Campeonato Soybean Money Maker é vista como um exemplo inspirador para outras instituições de ensino e produtores em todo o Brasil, incentivando a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e o aprimoramento contínuo das técnicas de manejo utilizadas nas lavouras de soja.

Com o sucesso desta terceira edição, a expectativa é que o Campeonato Soybean Money Maker se torne uma oportunidade permanente de aprendizado e compartilhamento de conhecimentos que contribuam para uma agricultura cada vez mais eficiente e amigável ao meio ambiente.

Os resultados do campeonato você pode conferir atráves do e-book Campeonato Soybean Money Maker 3ª Edição - A REVOLUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE NA LAVOURA DE SOJA NO BRASIL, basta clicar aqui.

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O Seminário Anual da Produção da SLC Agrícola, conhecido como SAP 2023, foi palco para uma importante palestra ministrada pelo professor Ricardo Bergamo Schenato, Departamento de Solos da UFSM. O evento, realizado na Fazenda Planeste, em Balsas - MA, reuniu especialistas, profissionais e estudantes para discutir os desafios e avanços da agricultura sustentável.

Com o tema "O carbono do solo como chave para uma agricultura sustentável", o professor Schenato abordou os impactos da mudança do uso do solo e das diferentes estratégias de manejo das culturas agrícolas sobre os estoques de carbono e emissão de gases de efeito estufa. Sua palestra despertou interesse dos participantes e foi um dos destaques do evento.

Durante três dias intensos de debates e troca de experiências, os participantes puderam conhecer diversas iniciativas inovadoras voltadas para a promoção da sustentabilidade e eficiência no setor agrícola. O SAP 2023 se consolidou como o maior evento técnico da SLC Agrícola, proporcionando um ambiente propício para a disseminação de conhecimento e a busca por soluções que beneficiem a agricultura e o meio ambiente.

Um dos pontos destacados durante o seminário foi a importância da parceria entre universidades e empresas agrícolas na busca por tecnologias que contribuam para a melhoria das práticas agrícolas. O professor Schenato ressaltou a relevância dessas interações e parcerias, afirmando que é por meio delas que a universidade pode colaborar de forma efetiva com o desenvolvimento de soluções inovadoras para o campo.

A temática central do evento refletiu a crescente preocupação do setor agrícola com a preservação do meio ambiente e a adoção de práticas sustentáveis. A conscientização sobre o papel do carbono do solo na mitigação das mudanças climáticas tem ganhado cada vez mais destaque, e a palestra do professor Schenato trouxe importantes evidências científicas sobre o assunto.

O SAP 2023 encerrou com a certeza de que a agricultura sustentável é uma prioridade para a SLC Agrícola e seus parceiros. A empresa continuará investindo em pesquisa e desenvolvimento, visando encontrar soluções cada vez mais eficientes e amigas do meio ambiente. A união entre conhecimento acadêmico e práticas agrícolas inovadoras será essencial para garantir a sustentabilidade do setor e o futuro das gerações.

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Uma parceria internacional entre a Equipe PhenoGlad da UFSM, a Universidade de Florença na Itália, o Conselho de Pesquisa Agrícola e Economia Agrária da Itália (CREA/OF), a Mansuino Breeding Emotions e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil está revolucionando a indústria de floricultura. O objetivo é desenvolver práticas sustentáveis para garantir um futuro florido para as próximas gerações, alinhadas aos princípios da sustentabilidade econômica, social e ambiental do projeto "Flores para Todos".

Durante uma semana intensa na Europa, a Coordenadora Nacional de Planejamento do Projeto Flores para Todos e pesquisadora – Regina Tomiozzo - está realizando análises dos girassóis de corte, flores conhecidas por sua beleza e imponência. Essa pesquisa tem o propósito de aprimorar técnicas de cultivo e manejo para garantir a produção sustentável dessas flores radiantes.

A parceria entre as instituições de pesquisa e a indústria da floricultura visa desenvolver estratégias que maximizem a eficiência produtiva, minimizem o impacto ambiental e promovam o bem-estar social das comunidades envolvidas. Para acompanhar as atividades da equipe PhenoGlad durante essa estadia na Europa, basta acessar a rede social, além de oferecer dicas e informações valiosas para todos os amantes e pesquisadores de flores.

A pesquisa em girassóis de corte na Europa é apenas um dos muitos passos rumo a uma floricultura sustentável e consciente do impacto ambiental. Com a união de forças e o compromisso de diversas instituições e empresas, espera-se que essas iniciativas possam trazer um futuro mais florido e equilibrado para o nosso planeta.

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