UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 06 Mar 2026 23:59:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/01/professor-da-ufsm-apresenta-pesquisa-sobre-asfaltos-sustentaveis-na-cop-30 Mon, 01 Dec 2025 15:06:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71521 O professor Deividi da Silva Pereira, líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Pavimentação e Segurança Viária da UFSM (GEPPASV), palestrou, no dia 20 de novembro, na COP 30, em Belém. A apresentação sobre ligantes asfálticos modificados destacou pontos relacionados à minimização dos Gases de Efeito Estufa (GEE).

A palestra “A tecnologia dos asfaltos e seus impactos econômicos e ambientais sobre a infraestrutura rodoviária brasileira” destacou os benefícios dos ligantes asfálticos modificados (como o AMP 60/85, o Asfalto-Borracha e o HiMA). O professor do Departamento de Transportes do Centro de Tecnologia demonstrou como o melhor desempenho à fadiga do asfalto permite reduzir espessuras de revestimento e emissões de GEE, o que resulta em estruturas mais econômicas e sustentáveis.

O convite surgiu a partir do Setor de Sustentabilidade, do Ministério dos Transportes. Para o professor Deividi, representar o grupo de pesquisa na COP 30 foi gratificante. A apresentação aconteceu no âmbito do Painel de Discussão “Tecnologia, Regulação e Sustentabilidade: O Caminho para a Mitigação de GEE na Nova Infraestrutura Rodoviária Brasileira”, ocorrido na Estação de Desenvolvimento da Confederação Nacional do Transporte, instalada na Zona Verde da COP. Neste espaço, sociedade civil, instituições públicas e privadas e líderes globais puderam se conectar por meio do diálogo, inovação e investimento sustentável.

Segundo o professor, o objetivo da palestra foi mostrar ao público geral como o desenvolvimento das tecnologias asfálticas podem trazer benefícios econômicos e ambientais. “Na medida em que a gente tem rodovias melhores, por agregar mais tecnologia aos ligantes asfálticos, a gente tem melhores desempenhos no pavimento, que propiciam menores custos de consumo de combustível, emissões de gases poluentes por esses veículos”, relata o pesquisador.

Foto colorida horizontal do professor Deivid em pé, com roupa social, com microfone em punho no palco do evento. Atrás dele, um painel escrito COP30. Do lado esquerdo, um púlpito de madeira. À frente, a plateia.
Professor Deividi Pereira, do CT, palestrou na COP 30

O que são os ligantes asfálticos modificados?

Os ligantes asfálticos modificados são tipos de cimento asfáltico de petróleo (CAP) que recebem aditivos para melhorar suas propriedades mecânicas e reológicas (deformação dos materiais), oferecendo desempenho superior em pavimentação, especialmente sob tráfego intenso ou condições climáticas específicas.

O Asfalto Modificado por Polímero (AMP 60/85) recebe, geralmente, com adição de polímeros elastoméricos como SBS (Estireno-Butadieno-Estireno). É recomendado para tráfego pesado a médio.

Já o asfalto-borracha é modificado pela adição de pó de borracha de pneus inservíveis (pneu moído) e oferece maior durabilidade (cerca de 40% mais resistente que o asfalto comum), maior aderência e redução de ruído e spray (neblina de água) em dias de chuva.

Por fim, o HiMA, Highly Modified Asphalt (Asfalto Altamente Modificado), caracteriza-se por uma alta concentração de polímero (geralmente acima de 7,5%, enquanto um AMP comum tem cerca de 3-5%) e é indicado para tráfego extremamente pesado.

A participação do professor na COP 30 dialoga diretamente com as ações da COP Local na UFSM, que promoveu debates sobre sustentabilidade, inovação e redução de emissões no ambiente universitário. A presença de um docente da instituição no evento internacional reforça o compromisso da UFSM com a agenda climática, ampliando para, o cenário global, discussões que já são desenvolvidas localmente.

Texto: Emmanuelly Zini, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
Foto: Acervo GEPPASV/CT/UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/22/lancamento-cop-ufsm Mon, 22 Sep 2025 19:04:39 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70591 [caption id="attachment_70592" align="alignleft" width="500"]Foto horizontal colorida, que retrata uma apresentação em uma sala para um grupo de pessoas.  À esquerda e ocupando quase todo espaço da cena, pessoas estão sentadas em fileiras de cadeiras, algumas anotando em cadernos ou segurando celulares. À direita, um homem de camiseta roxa com a inscrição “Conexões que transformam” está em pé apresentando, diante de uma parede branca com projeção de texto em tela. Encontro deu início ao debate para organização da COP UFSM[/caption]

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) é considerada um dos maiores eventos globais sobre sustentabilidade. O encontro anual reúne líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para, ao longo de dez dias, debater ações de enfrentamento às mudanças climáticas. Neste ano, a conferência acontece em Belém (PA), a partir de 10 de novembro.

Buscando aproximar as pautas discutidas na conferência da realidade acadêmica e regional, a UFSM vai realizar a COP UFSM: Transformando o global em local. A iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão propõe uma programação cultural, científica e ambiental que reconheça e valorize experiências sustentáveis já existentes na universidade, além de incentivar novas ações de extensão.

A pró-reitora adjunta e técnica em assuntos educacionais da Pró-Reitoria de Extensão, Jaciele Sell, destacou a relevância da iniciativa:  “A gente foi provocado por essa 30ª edição da COP acontecer no Brasil  e isso nos faz olhar melhor para essa temática. Isso nos atrai e nos faz ver o quanto a gente deveria estar participando dessas discussões. O quanto a universidade tem um papel fundamental nessa discussão.”

Compromisso institucional com o tema

O reitor Luciano Schuch também participou da reunião e reafirmou o engajamento da UFSM nas temáticas ambientais: “Eu espero que, através da COP local, nós estejamos ampliando o diálogo socioambiental. Para que, durante esses dez dias, todo mundo na universidade tire um momento para discutir as mudanças climáticas e o impacto na nossa realidade.”

Schuch destacou ainda a importância de debater os biomas regionais: “O nosso bioma aqui no Rio Grande do Sul é o Pampa. Durante os encontros, cada região do país vai apresentar seu bioma, o estado de preservação e as ações possíveis para sua proteção. Essa é a ideia da ida a Belém: discutir de forma mais detalhada esses aspectos, o que não é viável durante a COP em si, pela dimensão e pela logística do evento. É importante lembrar que, embora a conferência aconteça no Brasil, ela não é organizada pelo país, e por isso as universidades não participam de forma mais ativa. Assim, realizamos programações paralelas, que nos permitem reunir documentos e encaminhá-los à COP.”

O reitor viaja nesta semana a Belém junto com a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), que realizará encontro paralelo à conferência. A agenda reunirá uma comissão de reitores para debater o papel das universidades no enfrentamento às mudanças climáticas, com foco na preservação dos biomas e no desenvolvimento sustentável.

Programação da COP UFSM

A COP UFSM acontece entre os dias 9 e 19 de novembro de 2025, no campus da universidade. A programação inclui palestras, minicursos, mesas-redondas, oficinas, cine-debates, apresentações culturais e vivências.

Entre os temas que serão debatidos estão: monitoramento climático, gestão de riscos de desastres, direito ambiental, soluções baseadas na natureza, saúde sustentável, práticas comunitárias e tecnologias sociais voltadas à adaptação e à mitigação das mudanças climáticas.

Texto: Ellen Schwade, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, estudante de desenho industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/19/nao-somos-de-ferro Fri, 19 Sep 2025 11:53:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70536 Entre o 5º e o 10º, ambientados na associação e na rua, a HQ trata da realidade da reciclagem. O aperto fez Margarete procurar outras formas de sustento. Não demorou muito para que ela se aproximasse de outras pessoas que, como ela, viam na reciclagem uma maneira de garantir o pão de cada dia. Dois anos depois, em 1992, estava entre os fundadores da Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis de Santa Maria, a Asmar. Mas o início não foi nada simples. O preconceito era pesado e constante. O trabalho, que já era árduo, vinha carregado de humilhações. “Tivemos que combater a vergonha que os outros nos fazem sentir em relação ao nosso trabalho”, conta Margarete, que hoje é coordenadora da Asmar. Foi preciso força para continuar e resistir. A descrição deste bloco foi feita na imagem anterior Do 19º ao 22º quadrinho, a HQ foca na personagem Margarete. Ela conta que na Asmar, a esteira carrega, junto com papel, vidro e plástico, seringas, papel higiênico, animais mortos, restos de comida, fraldas usadas. Tudo misturado. É comum se cortar com cacos de vidro mal embalados. “Nós não somos de ferro”, afirma Margarete. As imagens trazem a professora e a catadora. O destaque é o quadro em que Margarete mostra o mão com um corte. A ilustração usa o vermelho na mão, única cor usada até então A partir do 23º, a HQ trata do isopor, material que os catadores não recebem porque não há empresas interessadas em Santa Maria. No 25º, uma nova personagem conversa com o repórter, a professora Martha Tochetto, aposentada do curso de Química da UFSM, que aparenta ser idosa. Ela comenta:. “O isopor é reciclável, mas, no sistema capitalista, o que não gera lucro acaba sendo inviável”. Sem destino, toneladas acabam nos aterros, custando caro ao meio ambiente. Neste bloco temos a continuação do trecho descrito na imagem anterior. Destaca-se a professora Martha. No 32º quadrinho, a professora explica o impacto do plástico, que demora quatro séculos para se decompor, liberando microplásticos que invadem água, solo e ar, alcançando plantas, animais e seres humanos. “Esses microfragmentos atingem órgãos, causam esterilidade, problemas cardíacos e até a morte de aves, mamíferos e organismos marinhos”, alerta a pesquisadora. A personagem usa uma lupa para analisar o plástico Entre o 34º e o 41°, Margarete conta como mudou sua perspectiva em relação à reciclagem e como é o cotidiano na associação. Ela diz: “Hoje nós entendemos que não devemos ter vergonha do nosso trabalho”, ela afirma. Sua fala vem carregada de orgulho. Na Asmar as tarefas são divididas: um grupo cuida do papel, outro do metal, outro da esteira. Cada um sabe o trabalho que faz. O trabalho poderia ser mais leve se, em casa, as pessoas se preocupassem em separar os resíduos. Os próximos quadrinhos trazem desenhos de itens reclicáveis e da personagem. No final da página, em destaque a fala da Margerete, que aponta para a tela "A responsabilidade também é sua". Do 42º ao 49º, a professora Martha acrescenta informações sobre reciclagem: “Se as embalagens viessem limpas, já seria meio caminho andado”. Ela ensina: a lavagem não precisa desperdiçar água potável. “Eu fecho o ralo da pia e uso a água do enxágue da louça para lavar a embalagem. Assim a gente dá novo uso para uma água que iria virar esgoto”, explica a professora aposentada. O vidro, quando vai para o lixo, deveria ser enrolado em papel ou plástico bolha, com aviso de “cuidado”. Caso contrário, a triagem se transforma em risco. E os materiais que chegam sujos, impregnados de restos de comida, acabam destinados aos aterros, quando poderiam ser reciclados, se viessem limpos. Informação, divulgação e cobrança do poder público são, segundo Martha, caminhos para mudar essa realidade. A descrição do bloco foi feita em conjunto com a imagem anterior No último quadrinho, agora com uma foto colorida do repórter, um homem jovem, no lado esquerdo, e Margarete, uma mulher de meia idade, do lado direito. Os dois estão sentados. Acima da mesa, um celular. Atrás deles, itens da usina de reciclagem. O repórter pergunta: "Se pudesse deixar um recado, qual seria?". A entrevistada responde: “Somos importantes e ajudamos a mudar o mundo”.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/04/como-o-uso-de-inteligencias-artificiais-consome-agua Thu, 04 Sep 2025 15:00:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70398

O dicionário de Oxford define a palavra “tecnologia” da seguinte forma: “conhecimento, ferramentas e processos utilizados para resolver problemas e melhorar a vida das pessoas, por meio da aplicação do conhecimento científico em atividades práticas”. Porém, o que acontece quando o uso dessas ferramentas gera consequências ao meio ambiente e, com isso, afeta a humanidade?

Esse questionamento evidenciou um debate inesperado: o aumento de consumo de água doce devido ao uso de inteligências artificiais (IA). Por mais inofensivas que pareçam, as respostas, as imagens ou os vídeos gerados automaticamente por ferramentas como Chat GPT, Google Gemini ou Deep Seek, movem uma série de mecanismos que exigem o uso de energia e, por consequência, água.

Tudo isso acontece nos “data centers”, em português: centros de processamento de dados (CPD), locais, muitas vezes grandes pavilhões, onde os sistemas computacionais de uma empresa, organização ou instituição de ensino, armazenam informações. Ao contrário do que muitos pensam, as inteligências artificiais não “vivem” em dispositivos como celulares e computadores, mas sim em um data center, o “cérebro” responsável por gerar o que pedimos às IAs.

O egresso do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e especialista em Gestão de Tecnologia de Informação (TI), Marcelo Henrique Casali, apontou que os data centers são estruturas essenciais na era digital e são considerados uma base invisível que sustenta quase tudo que fazemos no mundo virtual. “Eles funcionam como grandes centrais de processamento e armazenamento de dados, garantindo que serviços digitais como redes sociais, e-mails, sistemas corporativos, streaming e agora também as inteligências artificiais estejam sempre disponíveis e operando com eficiência”, explica.

Foto em preto e branco horizontal. Sala com grandes painéis de cabos e circuitos do Integrador Numérico Eletrônico e Computador ocupando toda a parede. Dois profissionais trabalham, um homem à esquerda e uma mulher à direita, ambos próximos às máquinas.
Equipe de programadores operando o Integrador Numérico Eletrônico e Computador, o Eniac (Fonte: ARL Technical Library / U.S. Army/Reprodução)
Foto colorida horizontal. Interior de data center com várias fileiras de servidores prateados alinhados. Cabos pretos e azuis estão organizados nas estruturas.
Imagem interna do Server Blade, data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)
Foto colorida horizontal. Vista aérea de pavilhões brancos de data center alinhados lado a lado, cercados por ruas asfaltadas e carros estacionados. Mais ao fundo, uma área verde extensa com árvores e, à direita, uma torre de água branca.
Visão externa dos pavilhões de data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)

Data centers e o gasto de água

O primeiro data center surgiu ainda em 1945 - ao fim da Segunda Guerra Mundial - com a criação do Mainframe, uma instalação,  na  Universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos, para armazenar o Integrador Numérico Eletrônico e Computador (Eniac), o primeiro sistema computacional eletrônico e digital. Na época, utilizado para fins militares, o sistema inteiro pesava 27 toneladas e ocupava 27 metros quadrados de espaço.

Com o tempo, os limites da engenharia foram desafiados até que empresas como Google, Apple, Microsoft e Meta, as Big Techs, tornaram-se proprietárias dos maiores centros existentes no mundo e os grandes responsáveis pelo consumo exagerado de energia e água no setor da tecnologia, mesmo antes da fama chegar às IAs. 

Para exemplificar, os data centers da Google possuem, hoje em dia, aproximadamente, um padrão de 100 mil metros quadrados de extensão. Nessa linha, apenas em 2021, conforme pesquisa feita pela Faculdade de Engenharia Bourns, os CPDs da empresa, nos Estados Unidos, consumiram cerca de 12,7 bilhões de litros de água doce. 

Em paralelo a isso, o Relatório de Sustentabilidade da Microsoft de 2022 evidenciou que o consumo de água nos CPDs da empresa cresceu 34%, em relação a 2021, devido à implementação de IAs no sistema. Em números mais expressivos, o aumento foi de 6,4 milhões de litros, cerca de 2.500 piscinas olímpicas. Outro estudo desenvolvido pela Universidade da Califórnia Riverside, publicado em abril de 2023, apontou que o treinamento completo do GPT‑3 em data centers da Microsoft consumiu cerca de 700 mil litros de água potável. 

Além disso, dados da pesquisa realizada pela Universidade Riverside, nos Estados Unidos, também revelaram que a cada 20 a 50 interações de uso pessoal das IAs utilizam, aproximadamente, 500ml de água. Tendo isso em mente, um levantamento do site Exploding Topics (2025) apontou que o ChatGPT, desenvolvido pela Open IA, possui cerca de 800 milhões de usuários ativos por semana e mais de 122 milhões de acessos diários, somando mais de 1 bilhão de interações por dia. Com base nessas estimativas, isso representaria um consumo de 10 a 25 milhões de litros de água diariamente.

Infográfico colorido horizontal .Título: “Consumo em Dados”. À esquerda, texto sobre aumento de uso de água pela Microsoft em 6,4 milhões de litros, equivalente a 2.500 piscinas olímpicas. Ao centro, texto indicando que a cada 20 a 50 interações com IA, 500ml de água são consumidos. À direita, informação de que mais de 1 bilhão de interações diárias com o ChatGPT representam de 10 a 25 milhões de litros de água consumidos por dia.

Imagens geradas com IA exigem 30 vezes mais água

Outro ponto relevante, é o tipo de interação. Recentemente, os feeds das redes sociais têm sido tomados por imagens e vídeos gerados por ferramentas de inteligências artificiais, bem como o programa de auditório fictício Marisa Maiô, produção desenvolvida pelo artista brasileiro Raony Phillips, com o uso do Veo 2, IA geradora de vídeos da Google. 

Uma pesquisa realizada pelo MIT Technology Review revelou que o uso de IAs generativas de imagens podem consumir 30 vezes mais energia e, portanto, utilizam mais água nesse processo.

O professor Leonardo Emmendörfer, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, explica que o consumo por parte das inteligências artificiais varia de acordo com o tipo de conteúdo processado - como textos, imagens ou vídeos. Isso acontece por causa das diferentes “dimensionalidades” desses arquivos.

Foto colorida vertical de Marisa Maiô, que sorri segurando um celular para selfie, cercada por três homens sorridentes que a acompanham. Um deles segura microfone, outro está com fones e câmera, e o terceiro também sorri próximo ao grupo.
Programa de auditório fictício Marisa Maiô, desenvolvido com a IA geradora de vídeos Veo 2, da Google (Fonte: Instagram/Reprodução)

No caso dos textos, antes de serem interpretados pela IA, eles são convertidos em uma sequência de elementos chamados “tokens”. “Em geral, cada palavra é transformada em um token, o que cria uma estrutura unidimensional, ou seja, uma linha de dados que a IA consegue ler e processar com mais facilidade”, explica.

Já as imagens são mais complexas. Elas são formadas por milhões de “pixels” organizados em duas dimensões (altura e largura), o que exige maior capacidade de processamento. E os vídeos são ainda mais exigentes: além da imagem, é preciso considerar o tempo de duração, o que transforma o arquivo em uma estrutura tridimensional. “Como o processamento por IA depende da análise de todas essas dimensões para identificar padrões, arquivos como vídeos e imagens acabam exigindo muito mais energia do que os textos”, resume o professor.

Mas afinal, por que os data centers, e as IAs, utilizam a água?

Sabemos que as IAs não se alimentam de água diretamente. O seu consumo está atrelado a outra questão: o resfriamento dos data centers. Na prática, quando os computadores processam as perguntas feitas a uma IA, milhares de cálculos são realizados, atividade que consome energia elétrica, aquece as estruturas do sistema e compromete a eficiência do computador. 

Leonardo explica que, atualmente, os data centers utilizam duas formas de resfriamento. Segundo ele, sistemas mais simples são baseados no uso de ar condicionado. “Por meio desta abordagem, o efeito de resfriamento se dá por meio da troca de calor resultante do contato entre os circuitos e o ar resfriado.  O funcionamento é baseado na refrigeração por meio do uso de compressores”, conta.

O outro modelo mais utilizado realiza o resfriamento dos circuitos se dá por meio de serpentinas - tubos, geralmente de cobre ou alumínio que otimizam a transferência de calor - nas quais circula a água resfriada. “Tal abordagem em sistemas de resfriamento é motivada pelo princípio físico de que os líquidos são condutores de calor muito mais eficientes do que o ar, de um modo geral”, afirma Leonardo.

Marcelo Casali é autor do trabalho “Uma pesquisa descritiva para compreender aspectos de sustentabilidade ambiental em tecnologia da informação”. Nesse estudo, ele destacou que o consumo de recursos naturais por data centers é uma discussão antiga. “Em minha pesquisa, foi mostrado que, mesmo antes da IA, o consumo já era preocupante. Agora, com o crescimento acelerado dessas tecnologias, a eficiência operacional e a sustentabilidade ambiental desses centros se tornaram ainda mais estratégicas, exigindo ações concretas das empresas e uma discussão mais ampla na sociedade sobre os impactos ambientais da transformação digital”, elucida o especialista.

Foto colorida horizontal de um prédio sistema de resfriamento com grades metálicas largas, de onde saem várias colunas de vapor branco em direção ao céu. Ao fundo, colinas escuras.
Torres de resfriamento de data center do Google em Oregon, Estados Unidos (Fonte: Google/Reprodução)

Brasil, data centers e a crise hídrica

No Brasil, o mercado dos data centers ainda está em expansão. Esse cenário retoma uma reflexão feita por Marcelo: “embora tenhamos uma legislação ambiental relativamente robusta em temas como uso da água, energia e licenciamento ambiental, falta uma abordagem mais direcionada aos desafios específicos da infraestrutura digital e aos impactos causados pelos data centers”, denuncia.

Conforme ele, atualmente, os data centers operam em uma espécie de “zona cinzenta” regulatória, onde as exigências ambientais ainda não acompanham o avanço e a escala da transformação digital. “Não há normas específicas que obriguem os operadores a divulgar o consumo hídrico ou a adotar tecnologias mais eficientes do ponto de vista ambiental”, exemplifica.

Outra questão apontada pelo pesquisador é a falta políticas públicas mais integradas, que incentivem a construção de data centers sustentáveis. “Essa falta de investimento para o uso de energias renováveis, reaproveitamento de calor ou alternativas ao resfriamento por água é evidente. Também é necessário investir em capacitação técnica e institucional, para que os órgãos reguladores consigam acompanhar a complexidade e o crescimento desse setor”, reforça Marcelo.

O uso exagerado da água retoma outra questão: a crise hídrica. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 bilhões de pessoas já enfrentam escassez severa de água durante, pelo menos, um mês ao ano. Em contraponto a isso, a demanda global por água deve aumentar entre 20% a 30% até 2050, conforme dados da ONU-Água, setor responsável por coordenar ações relacionadas à água em nível global. 

Ao observar esses levantamentos, o professor Pedro Kemerich, do Departamento de Geociências da UFSM,  ressalta que a escassez de água não se limita à ausência de chuvas, mas resulta de fatores combinados, como o crescimento populacional acelerado, urbanização desordenada e má gestão dos recursos.

Segundo o professor, “a distribuição desigual da água, a poluição dos mananciais e a superexploração de aquíferos são componentes críticos que agravam esse cenário”. Ele alerta ainda para os efeitos das mudanças climáticas: “O aumento das temperaturas, a irregularidade das chuvas e a evaporação intensificada afetam diretamente a disponibilidade hídrica e os ciclos naturais da água”.

Apesar da fama de país com grande disponibilidade de água doce, o docente reforça que “a distribuição hídrica no Brasil é profundamente desigual”. Ele pontua que “enquanto a região Norte concentra a maior parte da água superficial, o Sudeste e o Nordeste sofrem com escassez devido à alta densidade populacional e à intensa atividade econômica”. 

Tendo em vista essas desigualdades ressaltadas pelo docente, vale apontar que os data centers existentes no Brasil estão concentrados em regiões que sofrem com intensa escassez hídrica. De acordo com dados da Associação Brasileira de Data Centers, há, atualmente, 162 estruturas no país, sendo 110 na região Sudeste, 27 no Sul, 15 no Nordeste, 8 no Centro-oeste e 2 no Norte. Esses dados representam os centros de empresas externas como Amazon, Microsoft e Google.

Pedro reforça que “a crise hídrica é resultado de fatores interconectados e exige ações integradas entre diferentes setores da sociedade”. Para ele, só será possível garantir o acesso à água no futuro “com políticas públicas fortalecidas, tecnologias eficientes e uma mudança no comportamento social frente ao uso dos recursos naturais”.

Alternativas sustentáveis

Ao observar essa realidade, em sua pesquisa, Marcelo buscou reunir e sintetizar práticas sustentáveis nas relações humanas com a tecnologia. Segundo ele, uma das alternativas para redução do uso de água seria: “adotar  sistemas de resfriamento com menor uso de água, como os baseados em ar ou circuitos fechados. Além disso, instalar data centers em regiões com clima naturalmente frio pode reduzir drasticamente a necessidade de refrigeração ativa”, sugere .

Nessa linha, Leonardo aponta os sistemas de resfriamento por imersão líquida como uma possível alternativa. “Nesse modelo, o equipamento do servidor é imerso em um líquido não condutor de eletricidade. Esta alternativa permite reduzir ou, até mesmo, eliminar a necessidade de utilização de água”, pontua. O professor ainda acrescenta: “esta solução, ambientalmente mais responsável, demanda um custo financeiro mais elevado para os investidores”.

Outra possibilidade destacada por Marcelo é a utilização de inteligências artificiais para otimizar o funcionamento dos sistemas de refrigeração. “Uma alternativa é usar as IAs para  distribuir a carga computacional, reduzindo o pico de consumo energético e, consequentemente, a necessidade de resfriamento com a água”, explica.

De acordo com o pesquisador, a conscientização popular sobre os impactos ambientais  gerados pelo uso das IAs é cada vez mais urgente. “No meu trabalho, analiso justamente como a sustentabilidade precisa ser incorporada às decisões em TI, e isso vale também para o comportamento dos usuários e a forma como a sociedade entende a tecnologia”, conta Marcelo.

“Hoje, usamos IA com naturalidade e até com certa banalização, pedimos respostas, geramos imagens, automatizamos tarefas sem refletir”, alerta o autor.

Para Marcelo, a educação ambiental digital deve ser parte da formação de novos profissionais, usuários e tomadores de decisão. “É necessário ensinar que o uso de tecnologia tem custo ambiental, e que escolhas mais conscientes, como otimizar tarefas, evitar uso excessivo e cobrar transparência das empresas, fazem parte de um novo tipo de cidadania digital. A tecnologia não é neutra, e seu impacto pode ser positivo ou negativo, dependendo da forma como a usamos e entendemos o seu papel no mundo”, conscientiza.

Os desafios para integrar tecnologia e sustentabilidade

Para a professora Rutineia Tassi, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, integrar tecnologia e sustentabilidade é um dos grandes desafios do século XXI. “Os avanços tecnológicos podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis, mas, às vezes, essa conciliação enfrenta diferentes desafios que são complexos e interdependentes, afetando os componentes ambiental, social e econômico”, avalia a pesquisadora.

Ela também chama atenção para a origem dos componentes tecnológicos. “Os dispositivos eletrônicos demandam minerais como lítio e cobalto, que são recursos naturais extraídos do meio ambiente, geralmente com impactos ambientais significativos”, alerta.

Além disso, a obsolescência programada e o descarte inadequado de lixo eletrônico agravam o cenário. “O descarte inadequado desses materiais pode causar a contaminação do solo e da água, além de representar uma perda de recursos que poderiam ser reciclados”, acrescenta Rutineia.

Outro ponto levantado pela professora é a desigualdade de acesso às tecnologias sustentáveis. “Algumas soluções tecnológicas como a energia solar ou sistemas de reaproveitamento de água ainda são caros, e inacessíveis para grande parte da população”, aponta. Essa barreira econômica, aliada à ausência de regulamentações específicas e políticas públicas atualizadas, acaba dificultando o avanço sustentável da inovação.

Diante desse cenário alarmante, Marcelo reforça que a questão é de responsabilidade corporativa e ambiental. “Se a transformação digital quer ser, de fato, sustentável, ela precisa considerar não só o avanço tecnológico, mas o equilíbrio com os recursos do planeta. O impacto ambiental das tecnologias digitais pode ser significativo, mas com responsabilidade e inovação, é possível equilibrar desempenho e preservação ambiental”, frisa.

Leonardo também reflete sobre o papel das universidades no atual contexto: “Devemos, por meio de projetos de extensão, por exemplo, evidenciar e abordar aspectos relacionados ao uso consciente da IA, promovendo uma maior consciência ambiental nesta área”. 

Em concordância com o pensamento de Marcelo e Leonardo, Rutineia conclui: “É necessário desenvolver políticas de uso ético e sustentável da tecnologia, com critérios transparentes de avaliação ambiental, metas de eficiência energética e compromisso com a justiça climática”.

Essa reportagem integra a série “Inteligência Artificial em Pauta”, uma iniciativa da Agência de Notícias que busca refletir os desafios, oportunidades e consequências das IAs em diferentes contextos.

Texto e artes gráficas: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

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Aprovado no final de 2024, o Plano Diretor de Logística Sustentável (PLS) da UFSM tem como objetivo implementar ações sustentáveis em todas as áreas da Universidade, integrando a sustentabilidade ao cotidiano dos campi. As ações estabelecidas no PLS abrangem aspectos como consumo de energia e água, gestão de resíduos, transportes, compras e contratações sustentáveis.

O plano tem vigência de quatro anos, iniciando em 2025 e se estendendo até 2028, reafirmando o compromisso da UFSM com a sustentabilidade e a redução dos impactos ambientais. O PLS está alinhado às políticas, estratégias e planejamento da Instituição, ampliando as iniciativas de sustentabilidade presentes nos pilares do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).

Histórico do PLS no Brasil

O Plano de Logística Sustentável foi instituído no Brasil pelo Decreto nº 7.746/2012, que regulamenta a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável e incentiva as contratações públicas sustentáveis. Posteriormente, a Instrução Normativa nº 10/2012 do Ministério do Planejamento detalhou as diretrizes para a elaboração e implementação dos PLS nas instituições públicas federais.

O PLS visa integrar ações que promovam a sustentabilidade em todos os âmbitos da administração pública, abrangendo desde a gestão de recursos naturais e energéticos até o estímulo à economia circular e a adoção de práticas ambientalmente responsáveis. Como parte da estratégia nacional de sustentabilidade, o plano tem relevância significativa ao alinhar as instituições públicas às metas de desenvolvimento sustentável, contribuindo diretamente para o cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil em fóruns internacionais.

Além de promover a eficiência e a redução de desperdícios, o PLS reforça a importância do setor público como indutor de boas práticas socioambientais e de inovação sustentável. Na UFSM, é possível acessar o plano atual e os anteriores no site da Proinfra.

Metodologia utilizada

Baseado no caderno do PLS do Governo Federal, que orienta as instituições a adotarem práticas sustentáveis, o PLS da UFSM foi elaborado para atender às necessidades específicas da Universidade. A metodologia adotada foi dividida em oito fases, com as cinco primeiras realizadas ainda em 2024:

  • Formação da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável (CGPLS), composta por uma equipe multidisciplinar com servidores de diferentes pró-reitorias;
  • Reuniões para planejamento das ações, diagnósticos e elaboração do texto do PLS pela CGPLS;
  • Apreciação do texto do PLS pela alta gestão da UFSM;
  • Consulta aos gestores;
  • Aprovação do plano pelo Conselho Superior;
  • Execução do Plano de Ações e Metas no período de vigência (2025-2028);
  • Monitoramento, controle e avaliação para elaboração do relatório do PLS pela CGPLS;
  • Desenvolvimento do PLS para os anos seguintes.

Eixos temáticos

Para garantir maior efetividade, o PLS foi estruturado em 11 tópicos que tratam de temas específicos:

  • Promoção da racionalização e do consumo consciente de bens e serviços;
  • Racionalização da ocupação dos espaços físicos;
  • Identificação de objetivos de menor impacto ambiental;
  • Fomento à inovação no mercado;
  • Inclusão dos negócios de impacto nas contratações públicas;
  • Divulgação, conscientização e capacitação;
  • Gestão de água e saneamento ambiental;
  • Gestão de energia;
  • Gestão de resíduos (coleta seletiva);
  • Arborização e manutenção de áreas verdes;
  • Tecnologia da Informação Verde.

Cada eixo contém objetivos, metas, indicadores, informações sobre a implementação das ações, unidades responsáveis e prazos de execução.

Próximos passos

Após a aprovação, a Comissão Gestora do PLS será responsável pela elaboração, implementação e monitoramento das ações, contando com o suporte das coordenadorias da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan).

O monitoramento e a avaliação serão conduzidos em três etapas: monitoramento contínuo, avaliação periódica e elaboração de um relatório final. Este relatório será entregue à administração da Universidade e publicado para garantir transparência e engajamento da comunidade acadêmica.

Texto: Gabriel Escobar da Silva, jornalista, voluntário da Agência de Notícias
Foto de capa: Ana Alicia Flores/Arquivo
Edição: Ricardo Bonfanti

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/12/10/ufsm-discute-politica-ambiental-em-audiencia-publica Tue, 10 Dec 2024 12:55:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67877
Abertura da audiência com o pró-reitor Rafael Lazzari, da Proplan
Participação da professora Marta Tocchetto durante a audiência da política ambiental

Representantes dos três segmentos da comunidade universitária participaram da audiência "Juntos pela Política Ambiental" na última sexta-feira pela manhã (6), no auditório Wilson Aita, no Centro de Tecnologia e pelo Youtube da instituição. Organizada pela Pró-Reitoria de Planejamento, a audiência contou com explanações sobre o processo de elaboração da política, compartilhamento da primeira versão do documento e espaços para intervenções dos presentes. Novo encontro está previsto para os próximos dias. 

O pró-reitor de Planejamento, Rafael Lazzari, responsável pela abertura da audiência, destacou a importância do momento para ampliar as visões sobre a política e democratizar a elaboração da minuta, que partiu da Proplan e da Pró-Reitoria de Infraestrutrua. O professor enfatizou que as sugestões seriam incorporadas nos autos do processo.

A professora Marta Tocchetto, aposentada do Departamento de Química e filiada à Sedufsm, contextualizou que as entidades representativas da comunidade universitária - APG, Apusm, Assufsm, Atens, Casa do Estudante, DCE e Sedufsm - e a Fundação Mo'ã formaram um grupo de mobilização, um coletivo, para debater a políticia ambiental da instituição. Entre os pontos elencados pelo coletivo está a necessidade de ampliar a perspectiva para uma "Política Socioambiental". "Precisamos explicitar a fusão do termo "socioambiental" para que a sustentatibilidade seja contemplada em todos os seus pilares", explicou durante a primeira participação na audiência. "A questão ambiental é de todos, não apenas da comunidade acadêmica, mas da comunidade que vem a todos os campi da UFSM. São as pessoas que vão executar no dia a dia as diretrizes da política", comentou.

O grupo ainda questionou a necessidade de prever uma instância deliberativa e sugeriu a formação de um colegiado. A vice-reitora, Martha Adaime, respondeu que é consenso entre os participantes que a política ambiental preveja deliberação, mas reforçou que, por questão legal, a representação precisa seguir os percentuais 70% para docentes em atividade e 30% para os demais segmentos.

A vice-reitora considera fundamental que a participação dos sindicatos e dos grupos de pesquisa na área ambiental são fundamental para discutir a temática e participar de um marco, que é a elaboração do documento que vai "traçar a espinha dorsal desse trabalho". "Precisamos saber como destinar adequadamente os resíduos de toda a ordem e como sermos sustentáveis, levando em consideração a abrangência do que é sustentabilidade", complementou.

Nova audiência

Ao final da audiência pública, ficou definido que havia necessidade um novo encontro para discutir os ponto em que não se chegou a um consenso. A data ainda não foi definida por incompatibilidade de agendaa entre os envolvidos. Assim que for definida, as mídias da UFSM irão divulgar a data, o horário e o local.

Texto: Maurício Dias

Fotos: Milena Gubiani, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/29/juntos-pela-politica-ambiental Fri, 29 Nov 2024 15:08:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67759

A discussão da minuta da Política Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria será a pauta da audiência pública agendada para o dia 6 de dezembro, sexta-feira da próxima semana, às 9h. A audiência terá formato híbrido, presencialmente no auditório Wilson Aita, no Prédio 7C, anexo C do Centro de Tecnologia, e pelo YouTube da instituição.

A Política Ambiental deve expressar, em seu texto, o compromisso da instituição com a sustentabilidade socioambiental. A construção é coletiva e democrática, de modo a refletir as demandas e expectativas da sociedade em relação à pauta ambiental.

A Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan) é a responsável pela audiência “Juntos pela Política Ambiental” e pelo encaminhamento do documento final. Já a construção da política envolve o Comitê Ambiental, o Programa Socioambiental e todas as entidades representativas das três categorias - estudantes, técnico-administrativos e professores.Compõem o grupo de entidades o Diretório Central dos Estudantes (DCE), a Associação de Pós-Graduandos (APG), a Associação dos Servidores da UFSM (Assufsm), a Seção Sindical dos Técnicos de Nível Superior (Atens), a Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm) e a Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (Apusm). 

 

Plenária e participações online

Antes da audiência, as contribuições das comunidades acadêmica e externa foram colhidas de duas formas: em plenária organizada pelas entidades representativas e pela Plataforma Participa Mais Brasil. A plenária ocorreu no dia 14 deste mês com participação dos três segmentos. Ao todo, a comissão reuniu 25 contribuições do setor público e de pessoas físicas.

A partir dessas colaborações, a UFSM e as entidades representativas selecionam os tópicos para composição da minuta. A reunião pré-audiência será nesta sexta (29) na Proplan.

 

Dinâmica da audiência "Juntos pela Política Ambiental"

No dia 6 pela manhã, a proposta do documento da Política Ambiental será apresentada pela Proplan. Após, haverá espaço para debate, sugestões e esclarecimentos com especialistas da área. A participação da comunidade é fundamental para consolidação de uma política ambiental inclusiva, eficiente e alinhada com os desafios socioambientais contemporâneos.

 

Como participar da audiência

Presencialmente: Auditório Wilson Aita (Prédio 7C) no dia 6 de dezembro (sexta) às 9h

Online: Pelo seguinte endereço no YouTube: http://www.youtube.com/live/qiFEgGt7_-E - os interessados podem se inscrever para receber notificações.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/30/pesquisadora-da-ufsm-e-premiada-internacionalmente-por-projeto-de-pesquisa-que-aborda-quimica-verde-e-sustentabilidade Wed, 30 Oct 2024 13:45:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67450 [caption id="attachment_67451" align="alignright" width="552"] Paola Azevedo foi reconhecida e premiada por pesquisa em Química Verde (Fonte: Arquivo pessoal de Paola)[/caption]

No dia 19 de outubro de 2024, durante a 10ª Conferência Internacional em Química Verde da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), realizada em Beijing, China, a professora Paola de Azevedo Mello, do Departamento de Química do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM, recebeu o prêmio PhosAgro/UNESCO/IUPAC Research Grant in Green Chemistry  (Reconhecimento em pesquisa em Química Verde). O prêmio foi concedido pelo programa PhosAgro/UNESCO/IUPAC Partnership in Green Chemistry for Life (Parceria PhosAgro/UNESCO/IUPAC em Química Verde para a Vida), que reconheceu o projeto da docente, focado em novas tecnologias sustentáveis para transformar resíduos alimentares em produtos com valor agregado. O reconhecimento para projetos brasileiros aconteceu só duas vezes antes em toda a história da premiação. É a primeira vez que uma Instituição gaúcha tem o projeto contemplado. 

A pesquisa

O projeto, intitulado “Obtenção de produtos com valor agregado a partir do desperdício de alimentos, combinando tecnologias de processamento químicos emergentes e sustentáveis“, foi selecionado na chamada de 2023 do programa. O trabalho tem como objetivo criar alternativas inovadoras para o processamento de resíduos alimentares, gerando produtos úteis e diminuindo o impacto ambiental, em linha com os princípios da química verde. 

A pesquisa é conduzida no Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais (LAQIA) da UFSM e envolve um grupo de aproximadamente 70 integrantes, incluindo estudantes de graduação e pós-graduação, além de professores das áreas de química, engenharia química, farmácia e ciência e tecnologia de alimentos. O projeto conta ainda com a colaboração do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA), sob a coordenação do professor Juliano Smanioto Barin, além de uma parceria com o Restaurante Universitário da UFSM e a Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (FATEC), responsável pela intermediação dos recursos obtidos pela UNESCO, o que permite a aquisição de insumos laboratoriais e a concessão de bolsas para estudantes.

Química Verde

A química verde, também conhecida como química sustentável, refere-se a um conjunto de princípios e práticas que visam minimizar o impacto ambiental e aumentar a segurança dos processos químicos e dos produtos resultantes. Os principais objetivos da química verde incluem a redução de resíduos, desenvolvendo processos que gerem menos resíduos ou que transformem resíduos em produtos úteis. Além disso, busca-se o uso eficiente de recursos, promovendo a utilização de materiais e energia de forma mais eficaz e buscando alternativas que exijam menos recursos naturais.

Outro aspecto importante é a redução de substâncias perigosas, minimizando ou eliminando o uso de produtos químicos tóxicos e perigosos tanto na produção quanto no consumo. A química verde também prioriza a sustentabilidade, com ênfase em matérias-primas renováveis em vez de não-renováveis, ajudando a preservar recursos naturais para as futuras gerações. 

Texto: Subdivisão de Comunicação do CCNE

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/06/12/ufsm-sobe-e-e-a-2a-melhor-universidade-do-brasil-em-sustentabilidade-segundo-a-times-higher-education Wed, 12 Jun 2024 19:57:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66039

A revista britânica Times Higher Education (THE) divulgou nesta quarta-feira (12) o THE Impact Ranking 2024, recorte de universidades mais sustentáveis do mundo, que mede o engajamento da sustentabilidade através do cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Organização das Nações Unidas (ONU). 

O grande destaque da UFSM foi o crescimento na classificação geral do Brasil, subindo da 4ª para a 2ª posição nacional, 1ª entre as federais. Neste ano, foram classificadas 55 universidades no Brasil. No âmbito mundial, a UFSM manteve-se na faixa das 301-400.

Além do escore geral, o Times Higher Education Impact Ranking também classifica as universidades de acordo com cada um dos 17 ODSs. A UFSM continua sendo destaque no ODS 2 - Combate à fome: 2º lugar no Brasil e 52º no mundo. Neste ODS, são verificadas as pesquisas das universidades sobre fome, ensino sobre sustentabilidade alimentar e compromisso no combate ao desperdício de alimentos, tanto dentro dos campi como em suas regiões de abrangência.

Outro resultado de destaque da UFSM foram no ODS 1 - Combate à Pobreza: 2º lugar no Brasil e 87º no mundo. Neste objetivo, foi avaliada a pesquisa realizada nas universidades sobre pobreza e suas atuações e suporte para estudantes e cidadãos pobres das comunidades locais.

A Instituição também obteve êxito no ODS 15 - Vida na Terra: 3ª melhor do Brasil e na faixa das 401-600 no mundo. Neste ODS, a UFSM destacou-se no combate à perda de biodiversidade, na promoção da gestão florestal sustentável e na recuperação de terras degradadas. 

Número de universidades avaliadas aumentou

Neste ano, o THE Impact Ranking divulgou uma lista de 1.963 universidades do mundo todo, enquanto na edição anterior foram 1.591. Desta forma, é atualmente o maior ranking de sustentabilidade do mundo, à frente do GreenMetric e do QS Sustainability.

Para Lucas Langner, da Coordenadoria de Planejamento Informacional da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan), o crescimento do número de universidades avaliadas se deve à aproximação com o prazo da Agenda 2030, quando o mundo todo olhará para os esforços coletivos no cumprimento das ODS, sendo que as universidades têm papel fundamental, mas também é resultado da metodologia muito bem desenvolvida pelo ranking, avaliando cada ODS separadamente, com um rigoroso critério de evidência sobre cada informação prestada.

"Ao todo, são cobradas quase 300 informações relacionados ao trabalho da Universidade com relação aos ODS, quase todas perguntas necessitam de comprovação documental, o que torna o desafio ainda maior", destaca Lucas, ressaltando a solidez e a seriedade do ranking.

Empenho de toda a comunidade acadêmica

O reitor da UFSM, Luciano Schuch, avalia que o destaque novamente conquistado pela UFSM no ranking mostra o trabalho e o empenho de toda a comunidade acadêmica em cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, tão importantes para se ter um país e um mundo mais justos.

"O que passamos neste momento no RS é muito por não estarmos cumprindo os ODS. A resiliência climática que tanto precisamos está nestes Objetivos, e temos que seguir lutando", afirma Schuch. "Quero agradecer a toda a comunidade que vem pesquisando, trabalhando com extensão, que tem feito um ensino voltado para o cumprimento dos ODS", acrescenta.  

Resultados completos, metodologia e demais informações sobre o ranking estão disponíveis no site do THE

Mais informações sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável no site da Pró-Reitoria de Extensão.

Arte gráfica: Daniel Michelon De Carli

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/05/20/desafio-encirculo-incentiva-a-sustentabilidade-no-campus Mon, 20 May 2024 10:39:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65740

Acadêmicos da UFSM podem se inscrever para o Desafio EnCírculo. A iniciativa aceita inscrições em equipes e contará com três etapas: em um primeiro momento, os alunos inscritos realizarão o curso EAD Campo Limpo e terão acesso ao relatório de Gestão de Resíduos da Universidade. Após, os participantes devem sugerir uma melhoria ou solução para algum problema relacionado à sustentabilidade no campus. As propostas inscritas serão avaliadas e a vencedora receberá o prêmio de R$ 300,00.

A iniciativa surgiu junto ao projeto de extensão Time Enactus UFSM, ligado à rede Enactus Brasil - uma organização não governamental que busca incentivar os estudantes a "desenvolver iniciativas empreendedoras com viés social, econômico e ambiental”. O Desafio EnCírculo surge da participação do Time da UFSM em um edital organizado pela Enactus Brasil em parceria com o INPEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias).

O Time Enactus da UFSM já desenvolve ações junto a comunidade acadêmica e externa. Uma das ações ocorre na Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi, onde são realizadas atividades com foco na conscientização acerca da separação dos resíduos e o cuidado com o meio ambiente, para estimular as crianças a permanecerem no ambiente escolar. Neste ano, as atividades do projeto com o ensino fundamental estão voltadas para a educação ambiental e as atividades com o ensino médio estão voltadas para a educação empreendedora. 

A equipe na UFSM é multidisciplinar e conta com 23 estudantes dos cursos de Administração, Agronomia, Gestão Ambiental, Química, Pedagogia, Serviço Social, Psicologia e também discentes da pós-graduação. Além da UFSM, o Enactus possui time na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e UNISC (Universidade de Santa Cruz do Sul.

O EnCírculo aceita inscrições até o dia 26 de maio pelo link. Demais informações podem ser encontradas no edital disponível aqui.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/06/12/maior-projeto-de-producao-sustentavel-de-arroz-da-america-latina-apresenta-resultados-em-evento-realizado-no-uruguai Mon, 12 Jun 2023 11:19:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62470 [caption id="attachment_62471" align="alignleft" width="501"] Participantes presentes na entrega de resultados Campeonato Rice Money Maker 2ª Edição[/caption]

No último sábado (10), em Tacuarembó, no Uruguai, foi realizada a entrega de resultados e premiação do maior campeonato de sustentabilidade de arroz irrigado das Américas, o Campeonato Rice Money Maker – Safra 2022/2023. O evento, que contou com produtores da Argentina, Uruguai, Paraguai e dos três maiores produtores de arroz do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins), tinha como principal objetivo promover interação entre produtores e técnicos e compartilhar conhecimento e experiências vindos dos diferentes países participantes do campeonato.

O objetivo do Rice Money Maker é identificar e incentivar manejos sustentáveis no sistema produtivo, fornecendo evidências científicas que possam ajudar a América Latina a cumprir suas metas de produção agrícola por meio da intensificação dos atuais sistemas de produção de arroz irrigado e por meio da eficiência produtiva de cada lavoura, que é o grande diferencial do campeonato. Assim, diante da necessidade de aumentar a produção de alimentos de forma vertical e sustentável e do importante papel da América Latina na produção de arroz, a Equipe FieldCrops da UFSM, Esalq/USP e Universidade de Entre Rios, da Argentina, realizaram a segunda edição do Campeonato de Sustentabilidade Rice Money Maker.

Resultados e Publicação

Todas informações e resultados gerados no Campeonato foram apresentadas no evento e estão no E-book O Segredo da Sustentabilidade na Lavoura de Arroz – 2ª Edição.A publicação pode ser acessA publicação pode ser acessada gratuitamente aqui.ada gratuitamente aqui.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/03/24/equipe-fieldcrops-ensina-produtividade-e-sustentabilidade-de-lavouras-de-soja-no-maranhao Fri, 24 Mar 2023 22:59:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61630 O dia de campo ocorreu no município de Brejo, localizado no leste maranhense, na divisa com o Piauí (foto: Washington Sousa/UFMA)[/caption] Na última quarta-feira (22), ocorreu o Dia de Campo “Sustentabilidade e Lucratividade no Sistema de Produção de Soja”, no município de Brejo, no Maranhão. Na oportunidade, foram feitas trocas e construção de conhecimento, divulgação e debate acerca da temática. Além da equipe FieldCrops e da UFSM, também participaram da organização uma equipe da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a Fazenda Barbosa e a empresa ICL. O público foi composto não só por representantes de fazendas de grãos do Maranhão, mas também do estado do Mato Grosso. O professor Gregori Ferrão, do curso de Agronomia da UFMA, conta que a organização transmitiu os principais conhecimentos gerados em lavouras de todo o país, a fim de que os participantes ampliem suas noções de produtividade, sustentabilidade e lucratividade do agro brasileiro. O professor do Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM Alencar Zanon (que coordena a equipe FieldCrops junto com o professor Nereu Streck) destacou a participação de um número expressivo de produtores (foram ao todo 158 participantes), que buscavam entender o potencial de produtividade das lavouras de soja do Maranhão. Além disso, a ação foi promovida pelo campeonato Soybean Money Maker, também da FieldCrops e coordenado por Zanon, que esteve presente na atividade. Seu propósito é incentivar os agricultores de soja a produzirem de forma sustentável e lucrativa. Através do mapeamento da realidade no Brasil, a equipe consegue indicar o nível de sustentabilidade da produção. Em uma entrevista concedida para a Revista Arco, o professor falou sobre a relação entre produção de soja e redução do desmatamento no Brasil. O dia de campo também contou com a participação e representação de apoiadores como Agrosoja Maranhão, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Maranhão (Crea-MA), Comitê de Desenvolvimento Rural da Microrregião de Chapadinha, Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Rede ILPF, Agroplus, Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Cargill, Associação de Engenheiros Agrônomos do Maranhão (Aeama), Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (Sedepe), Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão (Sagrima), Secretaria da Fazenda (Sefaz), ICL, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e CSF, dentre outros. Ainda na tarde da última quarta-feira, ocorreu um workshop sobre Ecofisiologia da Produção na UFMA, em Chapadinha (MA). O foco da atividade foi transferir conhecimento sobre ecofisiologia e nutrição de plantas. A UFMA, a UFSM, a Abiove e a Embrapa Meio Norte foram as organizações responsáveis por ministrar as palestras. Vale lembrar que a FieldCrops é uma iniciativa da UFSM, com objetivo de ser uma equipe multidisciplinar e multi-institucional de pesquisa e extensão em soja, arroz, mandioca, milho, trigo e plantas de cobertura. Assim, busca a intensificação sustentável na agricultura. O nome FieldCrops é oriundo do inglês “culturas de lavoura”. A equipe desenvolve trabalhos de pesquisa e extensão dentro da lavoura do produtor através de demandas, com foco também na sustentabilidade da agricultura a nível global, sendo parceira em projetos internacionais como o Global Yield Gap Atlas. Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/01/13/servidora-da-ufsm-realiza-pesquisas-sobre-sustentabilidade-na-alemanha Fri, 13 Jan 2023 13:07:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60936 [caption id="attachment_60938" align="alignright" width="685"]foto colorida horizontal com uma mulher loira, do lado direito, de braços cruzados, sorrindo para a câmera, usando longo cachecol branco, tendo ao lado vasos com plantas e ao fundo uma vidraça que mostra prolongamentos do prédio Laís está visitando as universidades mais sustentáveis do mundo, como a de Leiden[/caption]

Compreender as estratégias organizacionais das universidades para promover sustentabilidade é um dos principais objetivos da pesquisa da servidora técnico-administrativa da UFSM Laís Viera Trevisan, que está realizando doutorado sanduíche na Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo (Hochschule für Angewandte Wissenschaften Hamburg), na Alemanha.

Para isso, está visitando as universidades mais sustentáveis do mundo, listadas pelo ranking UI GreenMetric, conhecendo e entrevistando gestores das instituições e dos escritórios de sustentabilidade. Até o momento já visitou três universidades: University of Southern Denmark, na Dinamarca, Wageningen University & Research, nos Países Baixos, e Leiden University, Países Baixos. Nos próximos meses, já está com visitas agendadas a universidades na Itália, Inglaterra e Irlanda.

Laís é servidora da UFSM desde 2017 e atua na Pró-Reitoria de Administração (PRA), sob coordenação dos pró-reitores José Carlos Segalla e Isabel Bohrer Scherer. É egressa do curso de Administração da UFSM, mestre em Gestão de Organizações Públicas pela UFSM e está realizando doutorado em Administração na UFRGS, na linha de pesquisa de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade.

Sua pesquisa na Alemanha conta com financiamento do Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD), sendo um dos 30 pesquisadores brasileiros, de todas as áreas do conhecimento, selecionados pelo programa em edital de 2021, colocada em primeiro lugar no ranking de prioridade. Na Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo, atua no Research and Transfer Centre Sustainable Development and Climate Change Management, sob supervisão do professor Walter Leal Filho, um dos pesquisadores mais relevantes em nível mundial no tópico de sustentabilidade.

Além de desenvolver a sua pesquisa de doutorado, no Centro de Pesquisa de Hamburgo, Laís colabora com outros estudos, atua no Green Office da instituição e auxilia na organização de diversos eventos, como o 4th World Symposium on Sustainability Science and Research, que ocorrerá na cidade de Murcia, Espanha, nos dias 19 e 20 de janeiro de 2023. Desde outubro de 2022, quando iniciou o período sanduíche na Alemanha, também já participou de diversos eventos internacionais.

Recentemente, Laís publicou o seguinte artigo oriundo da sua pesquisa, "Digital transformation towards sustainability in higher education: state-of-the-art and future research insights". O texto foi publicado na Revista Environment, Development and Sustainability e pode ser acessado pelo link.

Com o desenvolvimento da sua pesquisa, a servidora da UFSM espera contribuir para o avanço teórico da área, mas principalmente em termos práticos para a gestão das instituições de ensino superior, de forma a colaborar para o desenvolvimento sustentável por meio de uma educação transformadora.

Foto: Arquivo pessoal

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De acordo com divulgação do GreenMetric 2022, a Universidade Federal de Santa Maria é a 19ª Instituição de Ensino Superior (IES) mais sustentável do Brasil. A nível mundial, a Universidade fica na posição 470 - um avanço de mais de 40 posições em relação a 2021, quando ocupou o 517º lugar. O ranking é feito pela Universidade da Indonésia e avalia seis áreas das instituições que se relacionam com a questão ambiental.

Os destaques para a UFSM vão para as categorias “Água" onde figura no oitavo lugar entre as brasileiras e o terceiro entre IES Federais e “Mobilidade”, com a 13° posição entre as instituições nacionais e a sétima posição entre as federais. Programas de conservação e tratamento de água, consumo de água tratada, assim como pista para pedestres, projetos de redução de circulação de veículos e espaços destinados a estacionamento são alguns dos critérios considerados para a pontuação nas categorias. Outro destaque é para a categoria “Energia e Mudanças Climáticas”, em que a Universidade saiu da 31ª posição em 2021 para a 15ª em 2022. 

Histórico

Desde 2020 a UFSM participa do levantamento do GreenMetric. Ao longo destes anos, o rankeamento da Instituição vem melhorando. A meta de 2021, para o ano de 2022 - e que foi alcançada -, era melhorar o desempenho e chegar entre as 20 as instituições brasileiras mais bem colocadas na classificatória. Dados completos dos rankings que a UFSM participa podem ser encontrados no site da Pró-Reitoria de Planejamento.

Como funciona o GreenMetric

O ranking busca avaliar a sustentabilidade das instituições tendo em vista ações reunidas em seis áreas, que são: Ambiente e Infraestrutura, Energia e Mudanças Climáticas, Resíduos, Água, Mobilidade e Educação e Pesquisa. A partir de um questionário, o representante da instituição responde e indica quais critérios são atendidos e, através das respostas, dados estatísticos são gerados. 

Neste ano 1.050 instituições mundiais fizeram parte da avaliação. Os resultados completos podem ser encontrados no site do GreenMetric.

Texto: Letícia Almansa Klusener, estudante de jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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Pessoas sorrindo abanando. Escrito: UFSM é a quarta universidade mais sustentável do Brasil Foi divulgado nesta quarta-feira (26) os resultados do QS Ranking Mundial - edição 2023, com recorte para Sustentabilidade. O destaque que a Universidade Federal de Santa Maria obteve foi na categoria “Instituição Sustentável”, estando classificada como a 4ª melhor do Brasil e a 1ª do Rio Grande do Sul.

Neste critério é considerada a atuação e o compromisso de uma instituição com a sustentabilidade. São levados em conta aspectos como: impacto ambiental; governança com foco em sustentabilidade; participação em organizações e grupos dedicados ao desenvolvimento sustentável; compromisso da instituição com o tema; adoção de políticas e investimentos com foco em sustentabilidade; comunidade estudantil comprometida com o desenvolvimento sustentável; controle sobre uso de energia, água e emissões de gases poluentes da instituição. 

A avaliação

Esta é a primeira vez que o QS ranking faz uma avaliação com este recorte e 700 instituições de ensino superior foram classificadas. A metodologia utilizada é composta por indicadores que medem a capacidade de uma instituição para enfrentar os desafios ambientais, sociais e de governança do mundo. 

Informações completas sobre o ranking, classificação e metodologia utilizada podem ser encontradas no site do QS World University Rankings: Sustainability 2023.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/10/14/professora-da-ufsm-sera-painelista-em-webinar-sobre-a-restauracao-de-ecossistemas Fri, 14 Oct 2022 21:27:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60050 Como mobilizar a sociedade para o desafio de expandir a restauração de ecossistemas? Como aumentar o engajamento das escolas? O que tem sido feito para dar visibilidade e fortalecer quem faz a restauração e defende o tema? As questões vão inspirar o debate no webinário “Como dar escala à restauração de ecossistemas – o papel da participação social”, que se realizará de forma online na próxima terça-feira (18), das 16h30min às 18h, no canal do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Youtube. Entre as painelistas, estará a professora Ana Paula Rovedder, do Departamento de Ciências Florestais da UFSM. Realizado pela The Nature Conservancy (TNC), pelo Pnuma e pela Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (Sobre), o evento é o segundo de uma série de três encontros centrados nos pilares da Década da Restauração de Ecossistemas das Nações Unidas: compromisso político, participação social e capacidade técnica para implementação das ações. O objetivo é promover o diálogo e contribuir com a construção de um processo unindo governos, iniciativa privada e sociedade civil para elevar o desafio a um novo patamar no Brasil. Neste segundo webinar da série, o debate está centrado nas ações do pilar “Movimento regional para compromisso ou participação social”, que inclui promover e facilitar a sensibilização pública, viabilizar engajamento, levar o tema às escolas, dar visibilidade a defensores e promover ação. Além da professora da UFSM, o webinário terá como painelistas Vitor Leal Pinheiro, do Pnuma, Karla Giovanna Braga, da Cooperação da Juventude Amazônica para o Desenvolvimento Sustentável (Cojovem), e Claudia Picone, da TNC.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/10/03/sustentabilidade-e-propriedade-intelectual-serao-abordadas-em-oficina-no-dia-13-de-outubro Mon, 03 Oct 2022 19:11:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59905 O Núcleo de Pesquisa e Práticas em Direito Internacional da UFSM convida para uma Oficina de Direito Humanos no dia 13 de outubro, que terá como tema “Sustentabilidade e propriedade intelectual: omissões e contradições na governança global das mudanças climáticas”. A oficina será ministrada às 10h, via Google Meet, pela professora Liz Beatriz Sass, do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A atividade é promovida em parceria com os programas de pós-graduação em Direito e Relações Internacionais da UFSM, juntamente com o Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH). Sinopse – Cada vez mais, e em todo o mundo, o enfrentamento das mudanças climáticas perpassa pelo acesso a tecnologias sustentáveis, as quais dependem em grande monta das regulações internacionais sobre propriedade intelectual. Nesse cenário, esta oficina quer discutir o papel da propriedade intelectual na otimização e na obstaculização do acesso a essas tecnologias e como ocorre o seu tratamento no âmbito da governança global. Quais são as omissões e contradições dessa regulação? Há diferenças de impacto entre o norte e o sul globais? Os interessados podem se inscrever pelo e-mail nppdi@55bet-pro.com. Posteriormente, os inscritos receberão o link para assistir à oficina. Com informações da Subdivisão de Comunicação do CCSH]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/08/30/premio-futuro-da-terra-miguel-reichert Tue, 30 Aug 2022 12:39:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59516 [caption id="attachment_59521" align="alignleft" width="549"] Momento da premiação (Foto: Tiago Haas Reichert)[/caption]

Aconteceu ontem à noite a cerimônia de entrega da premiação O Futuro da Terra, na Expointer, em Esteio/RS, onde o professor do Departamento de Solos da UFSM José Miguel Reichert recebeu o prêmio na categoria Preservação Ambiental.  O docente acredita que a honraria é em decorrência de sua trajetória de 38 anos dedicados à agronomia, envolvendo extensão, pesquisa, ensino e administração. Para ele, ser homenageado representa uma distinção e uma responsabilidade: “para além do prêmio recebido, sou feliz por ser Professor e Cientista, casualmente as duas categorias profissionais mais confiáveis para os brasileiros”, afirma Reichert, ao citar pesquisa do Instituto Ipsos

Longo caminho 

O professor conta que ao longo de sua caminhada profissional sempre esteve presente a preocupação ambiental, a fim de investigar e aplicar conhecimentos para minimizar os impactos negativos de atividades agrícolas. Além disso, reconhece o papel fundamental da academia na pesquisa e na formação de recursos humanos com sensibilidade e capacidade de atuação. “Cada vez mais a sociedade cobrará do setor rural a produção de comida mais saudável e com menor impacto ambiental”, entende. 

Dentre os projetos de base científica e tecnológica que desenvolve neste tema, o professor destaca os seguintes: quantificação da retenção de água no solo e sua disponibilidade para as plantas; manejo do solo na cultura do fumo para a redução de perdas e da contaminação hídrica de solo, nutrientes e agrotóxicos; qualidade do solo na produção agroecológica de citrus; condição estrutural do solo para melhorar sua exploração pelas raízes de cultivos diversos; estrutura do solo (inclusive com o uso de tomografia computadorizada) pela sua compactação/descompactação mecânica e biológica, e a relação com a funcionalidade do sistema poroso para os componentes hídrico e gasoso; manejo florestal  em bacias hidrográficas para melhorar o uso da água do solo (medição do fluxo de seiva para uma estimativa da evapotranspiração pelas árvores),  reduzir a erosão hídrica e manter a vazão nos riachos; e  determinação da origem dos sedimentos em bacias hidrográficas agrícolas, florestais e sob pastagem. 

Impacto na sociedade 

[caption id="attachment_59522" align="alignright" width="549"] Professor Miguel Reichert durante pesquisas (Foto: Ederson Ebling)[/caption]

Segundo o pesquisador, esses estudos contribuem para a definição do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, que é uma ferramenta de gestão que orienta sobre as épocas de cultivo de espécies agrícolas em que há menor risco de perda de produtividade, devido às variações climáticas. Ele também atua em projetos de irrigação e manejo do solo que auxiliam no trabalho de diversos setores da sociedade que exercem atividades no campo. 

O docente continua ao afirmar que os resultados dos estudos sobre erosão e origem dos sedimentos apresentam-se como ferramentas para indicar locais prioritários para execução de práticas de conservação do solo e da água, sejam elas nas lavouras, estradas públicas não-pavimentadas ou nas barrancas dos riachos. Portanto, podem ser utilizados tanto por parte dos agricultores como do poder público. Os resultados sobre manejos mais conservacionistas auxiliam os extensionistas, agricultores e empresas rurais no incremento da sustentabilidade agrícola e redução dos impactos ambientais.

Dessa forma, o objetivo maior de toda pesquisa desenvolvida pelo professor é que o ambiente e os ecossistemas sejam favorecidos de modo sustentável, com um melhor aproveitamento da energia que vem do sol e da água da chuva. “Com produção mais sustentável, não há necessidade de avançar sobre ecossistemas naturais”, complementa Reichert. 

Produção x preservação 

Nesse cenário, é comum pensar que a preservação ambiental é oposta à produção agrícola, alicerce da economia brasileira. Para o professor, esse conflito está, muito provavelmente, nas percepções díspares entre setor rural e urbano. Ele compreende que a  grande maioria dos agricultores não é “inimiga da natureza”, e estão interessados em preservar a própria saúde, a dos consumidores e a do ambiente. O meio urbano, ao exigir comida e outros produtos agrícolas produzidos de forma mais sustentável, tem um efeito positivo sobre a forma de produção. Todavia, ele reconhece a existência de grupos articulados politicamente para resistir à ideia de preservação. “Há muitos exemplos de agressão à conservação das águas e da biodiversidade”, lamenta. 

O professor então destaca que é preciso atuar em uma nova lógica. Um exemplo de inovação no campo aliado à preservação é a popularização de pesticidas naturais, que buscam, aos poucos, ser uma alternativa aos cancerígenos agrotóxicos. Reichert explica que, com o controle biológico, busca-se controlar pragas agrícolas e insetos transmissores de doenças a partir do uso de seus inimigos naturais. Também, faz-se o controle de enfermidades de plantas a partir da redução da densidade de inóculo ou das atividades determinantes da doença com a participação de um ou mais organismos. Esses seriam exemplos de como é possível uma atuação mais sustentável no campo.

Reichert esclarece que essa discussão e aplicação tecnológica é mais comum nos últimos anos. As razões são muitas, desde a pressão da sociedade por comida sem agrotóxicos, a preocupação de uma parcela dos agricultores com a saúde própria e coletiva, a atuação de órgãos de extensão com foco na agroecologia, a maior produção científica e tecnológica sobre o tema, e a existência de empresas produtoras e comercializadoras desses produtos.

Agricultura familiar x latifúndio 

Em meio a isso, vale refletir se o pequeno e o grande produtor rural dividem espaço no mercado. “Claramente, a agricultura familiar não é concorrente da agricultura para exportação, mas precisa de incentivo”, acredita o professor. Isto é, a agricultura de exportação atende a uma crescente demanda mundial por comida e alimentação animal. Em relação a esta última, enquanto houver grande demanda de soja pela China, deverá haver aumento na produção da mesma para exportação na forma de grãos, mesmo com a recente escassez e aumento de preços dos fertilizantes, aponta Reichert. 

Já a comida para os gaúchos e povo brasileiro é produzida, em grande parte, pela agricultura familiar. “É necessário que haja, novamente, políticas públicas de financiamento e incentivo à produção de comida para o mercado interno”, diz. 

Dessa forma, para o pesquisador, a agricultura familiar é sólida no RS e no território brasileiro. Contudo, o envelhecimento, a masculinização (mais homens do que mulheres no campo) e a sucessão na condução da propriedade - além da escassez de políticas públicas (extensão, pesquisa, financiamento e comercialização) para esse grupo de produtores - são problemas que devem ser encarados pelos governos. “Não apenas no discurso, mas em ações”, frisa. 

Alternativas ao desmatamento 

Para Reichert, não é necessário desmatar territórios, como a Amazônia, para continuar com a produção agrícola, cujo regramento ambiental deve ser seguido. O desmatamento da Amazônia, região de extrema importância no padrão de chuvas no território brasileiro, a não implantação ou manutenção de áreas de preservação ambiental e o uso intensivo e inadequado de agroquímicos são fatores os quais não contribuem com agricultura sustentável, entende o pesquisador. 

Em seu raciocínio, é possível produzir mais se a terra for tratada como sistema e com princípios conservacionistas, e se a que estiver degradada for recuperada. Por exemplo, ele crê que a recuperação de milhões de hectares de pastagens degradadas no centro e norte do Brasil representa uma possibilidade de expansão na produção agropecuária, sem necessidade de incorporar novas áreas. 

Agradecimentos 

Com o reconhecimento, Reichert destaca a participação de muitas pessoas em sua caminhada, além do apoio familiar, como seus colegas no Departamento de Solos, os professores Dalvan Reinert, Paulo Gubiani, Jean Minella e Danilo Rheinheimer dos Santos. Além disso, lembra os outros inúmeros pesquisadores de outras instituições e os estudantes que atuaram e atuam no campo e nos laboratórios para a execução das atividades de pesquisa: até o momento, 33 mestres e 36 doutores contribuíram diretamente nessas pesquisas. “A todos, muito obrigado! Compartilho esse Prêmio com todos vocês”, celebra. 

Ademais, o professor enxerga como grande desafio a recuperação do financiamento da pesquisa, o qual está sendo reduzido. Ainda, não se deve esquecer a contribuição da ciência no crescimento econômico e bem-estar das pessoas.

O prêmio O Futuro da Terra reconhece iniciativas e pesquisas que contribuem para a valorização de práticas que estimulam o desenvolvimento do agronegócio no Estado do Rio Grande do Sul. A promoção é do Jornal do Comércio, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).


Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/08/24/comite-pelo-o-meio-ambiente-promove-bate-papo-sobre-reciclagem-e-coleta-seletiva Wed, 24 Aug 2022 11:39:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59467

Nesta sexta-feira (26), às 9h e 30min,  o Comitê pelo Meio Ambiente promove o seu segundo bate-papo. Nesta edição o tema é Reciclagem e Coleta Seletiva e os convidados serão o catador e integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Alexandro Cardoso, e a professora do Instituto Federal Farroupilha e coordenadora de projeto de catadores do Vale do Jaguari, Simoni Bochi Dorneles.

O evento será realizado na sede do Grupo Diário. Para participar presencialmente, é preciso enviar e-mail para carolinecechin@ufn.edu.br, informando o nome completo. O bate-papo também terá transmissão pela TV Diário, nos canais 26 e 526 da NET Santa Maria, Rádio CDN, no YouTube do Diário e na TV Câmara.

Comitê pelo o Meio Ambiente

O Comitê pelo o Meio Ambiente foi lançado em julho e congrega, atualmente, representantes de seis instituições de Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Franciscana, Instituto Federal Farroupilha, Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, e o Grupo Diário.

O objetivo do Comitê é discutir ações e iniciativas práticas, com foco no cuidado com o meio ambiente e sustentabilidade, que promovam mudanças comportamentais da sociedade de Santa Maria.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/07/26/ufsm-participa-da-estruturacao-de-projeto-de-producao-sustentavel-de-alimentos-no-paraguai-2 Tue, 26 Jul 2022 13:36:39 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59220

A produção agrícola do Paraguai tem aumentado de forma significativa. Este aumento se deve, em grande parte, à expansão da área cultivada e crescimento na produtividade. No entanto, apesar da adoção de práticas e estratégias de produção, os rendimentos médios no Paraguai são inferiores aos obtidos em países como Argentina e Brasil, o que sugere que há espaço para aumentar os rendimentos em nível nacional.

Essas percepções são apresentadas pelo professor de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria Alencar Júnior Zanon, um dos coordenadores do GYGA-Paraguai, um projeto que visa aumentar a produção sustentável de alimentos naquele país, a partir de um estudo sobre as características da produtividade local.

O objetivo da iniciativa é fornecer evidências científicas que possam ajudar o Paraguai a cumprir suas metas de produção agrícola por meio da intensificação dos atuais sistemas de produção. Zanon explica que para aumentar a produção de alimentos com um impacto ambiental mínimo, “é preciso determinar o potencial de produtividade, ou seja, o quanto se pode produzir, a partir disso determinar o quanto que os produtores estão produzindo, e identificar a chamada lacuna. Sabendo a lacuna, determinamos as causas ou os fatores de manejo que estão impedindo os produtores de colherem mais” explica.

Para isso, o grupo responsável pelo projeto faz uso do Global Yield Gap Atlas (GYGA) que é um banco de dados agronômicos que abrange 15 principais culturas alimentares em 70 países da América, Europa, Ásia, África e Oceania. O objetivo do GYGA é determinar o quanto é possível produzir de alimentos em cada hectare agricultável ao redor do mundo e identificar as regiões mais promissoras para investimentos em desenvolvimento agrícola e tecnologia, a partir de 5 variáveis de análise: diferença de rendimento e rendimento real e potencial; produtividade real e potencial da água; exigência de nutrientes reais e mínimos; dados subjacentes sobre os sistemas meteorológicos, de solo e de cultivo; zonas climáticas e domínios de extrapolação de tecnologia.

No caso da América do Sul, o Atlas foi concluído apenas para as principais culturas agrícolas da Argentina, Brasil e Uruguai. E a proposta apresentada agora visa estender os benefícios do GYGA ao Paraguai, a partir de três aspectos principais:

1) estimar o rendimento potencial de soja, milho e trigo sob sistemas de produção de sequeiro e a variabilidade de rendimento associada ao clima;
2) mapear as lacunas de produtividade das culturas de soja, milho e trigo;
3) determinar as causas das lacunas de desempenho.

Assim, conforme os resultados, os dados podem ser destinados para pesquisa e tomada de decisões para que o investimento de recursos tenha melhores resultados. Além do processo de identificar o potencial de produção agrícola de determinado país, o projeto busca, também, através destes resultados, investimentos para a produção.

Lançamento do GYGA-Paraguai

[caption id="attachment_59221" align="alignleft" width="700"] Grupo que participou da apresentação do projeto no Paraguai[/caption]

No início do mês (04/07 e 05/07) o professor Alencar, junto dos professores Patricio Grassini e Juan Pablo Monzon da Universidade de Nebraska-Lincoln (EUA) e da Professora Maria Soledad Armoa da Universidade Nacional de Assunção (Paraguai), esteve presente no Paraguai para a apresentação do projeto e da metodologia de execução. Além disso, o aluno do Programa de Pós-Graduação da Agronomia da UFSM Eduardo Lago e o aluno da Agronomia da UFSM Marcos Dallanora estão integrados na iniciativa.

A estimativa é de que o projeto se desenvolva em três anos, com duas etapas. A primeira é a determinação do potencial e das lacunas de produtividade, determinando o quanto é possível produzir de soja, de trigo e de milho em toda área agricultável do Paraguai. A segunda é a capacitação de profissionais para a continuidade da iniciativa. O objetivo é capacitar pesquisadores, técnicos e profissionais paraguaios em áreas-chave como modelagem de culturas, análise de dados espaciais e determinação de brechas de rendimento, o que garantirá a sustentabilidade da iniciativa após os três anos iniciais do projeto.

Alencar Zanon destaca que o projeto GYGA-Paraguai já foi apresentado a universidades, ministérios, empresas privadas e associações de agricultores durante reuniões na Universidade Nacional de Assunção, em novembro de 2021. Os participantes de todos os setores manifestaram interesse e apoio à iniciativa, ressaltando o impacto potencial, não apenas para aumentar a produção agropecuária em nível local, mas também contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas nacionais e internacionais e orientar investimentos nos setores público e privado.

Para o coordenador da iniciativa na Universidade, para a UFSM, participar de um projeto desta grandeza, com expressividade internacional, é de extrema relevância e coloca a Instituição em um patamar alto de relevância no assunto. “Participar deste projeto é estar inserido naquilo que há de mais sólido do ponto de vista de ciência. Este é um projeto global que envolve, atualmente, setenta países e a gente representa o Brasil em um projeto feito no Paraguai. É com o conhecimento que temos em Santa Maria e desenvolvemos na UFSM que podemos atuar com um projeto no exterior. Isso nos coloca em outro nível, que é difícil de ser alcançado. Estamos em um município no centro do Rio Grande do Sul, no Brasil, desenvolvendo projetos fora do país. Isto é muito complexo e demanda muito dos pesquisadores, ao mesmo tempo em que é um reconhecimento do trabalho que a gente vem fazendo nos últimos anos”, finaliza Zanon.

 

Texto: Letícia Klusener, estudante de jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Foto: Arquivo pessoal de Alencar Zanon
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/07/25/feira-alternativa-sera-realizada-no-jardim-botanico-da-ufsm Mon, 25 Jul 2022 18:51:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59212

No próximo domingo, 31 de julho, acontecerá o Brota na Feira, uma feira alternativa no Jardim Botânico da UFSM. O evento está programado para acontecer das 14 às 17 horas.

O Brota na Feira é um evento experimental da disciplina de Gestão de Eventos do curso de Relações Públicas, executado por acadêmicos. A partir do viés de sustentabilidade e da motivação de potencializar as visitas ao espaço do Jardim, a feira vai contar com brechós e comércios alternativos vinculados ao Coletivo Pura Traça, feirantes da Polifeira do Agricultor e artistas independentes de Santa Maria, em parceria com o projeto JukeBox.

A entrada é gratuita e em caso de chuva a feira será cancelada.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/07/22/campeonato-de-sustentabilidade-de-arroz-da-equipe-fieldcrops-divulga-resultados-neste-sabado-23%ef%bf%bc Fri, 22 Jul 2022 11:32:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59182

imagem quadrada com foto aérea de colheitadeiras em uma fazenda, com sobreposição de bandeiras do brasil, argentina e uruguai e as infos do eventoVisando aperfeiçoar a produção agrícola da América Latina e salientar seu relevante papel no cultivo do arroz, a Equipe FieldCrops da UFSM promoveu o campeonato de sustentabilidade Rice Money Maker - Safra 2021/2022, em parceria com a Universidad Nacional de Entre Ríos, da Argentina. Neste sábado (23), em Cachoeira do Sul, a partir das 8h30, ocorre a entrega dos resultados (ver programação abaixo).

De acordo com o professor do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais (CCR) Alencar Junior Zanon, “o projeto Rice Money Maker tem como foco determinar indicadores do ponto de vista econômico, social e ambiental para a produção sustentável de arroz na América Latina”. Com o objetivo de intensificar a cultura da semente de forma eficiente, diferentes critérios foram analisados para cada aspecto: no econômico, a lucratividade e produtividade em função do potencial produtivo; no âmbito social, nível de educação, representatividade e sucessão familiar; e ambientalmente, foi averiguada a emissão de CO2 e a eficiência nos usos de nitrogênio e de energia.

O campeonato contou com a participação de produtores do Brasil, da Argentina e do Uruguai, permitindo, assim, que técnicos e agricultores tivessem a oportunidade de dividir os conhecimentos e compartilhar as experiências que adquiriram em seus países. Segundo Zanon, 14 lavouras de produtores desses países foram analisadas na última safra - produção agrícola durante o período de um ano.

As informações e conclusões geradas no campeonato estão no e-book “O segredo da sustentabilidade na lavoura de arroz irrigado na América Latina”, que foi disponibilizado gratuitamente.

Programação do Rice Money Maker:

8h30 - Abertura: boas-vindas aos produtores do campeonato Rice Money Maker - Safra de 2021/2022;

8h45 - O segredo da sustentabilidade das lavouras de arroz na Argentina, Brasil e Uruguai;

9h15 - Lavoura sustentável e lucrativa na Argentina;

9h45 - Lavoura sustentável e lucrativa no Brasil;

10h15 - Lavoura sustentável e lucrativa no Uruguai;

10h45 - Apresentação dos resultados das lavouras analisadas;

11h15 - Visita à lavoura que colheu mais de 14 toneladas por hectare;

12h - Almoço de confraternização.

Coordenada pelos professores Nereu Augusto Streck e Alencar Junior Zanon, a FieldCrops é uma equipe multidisciplinar e multiinstitucional que desenvolve trabalhos de pesquisa, ensino e extensão dentro da lavoura do produtor, atendendo demandas locais, porém focando e impactando na sustentabilidade global. Da mesma forma, a organização busca a intensificação sustentável de sistemas de produção com soja, arroz, milho, trigo, mandioca e plantas de cobertura.

Texto: Pedro Pereira, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/04/20/parada-de-onibus-com-placa-solar-sera-instalada-no-campus-sede-da-ufsm Wed, 20 Apr 2022 23:46:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58319 [caption id="attachment_58320" align="alignright" width="652"] O processo de instalação da parada solar começou na última terça-feira (19). Foto: Carlos Félix[/caption]

Na última terça-feira (19), iniciou-se a instalação de uma parada de ônibus com painel solar, localizada no campus sede da UFSM, na Avenida Roraima, perto das agências bancárias. Quando concluída, a parada gerará e distribuirá energia de forma sustentável e sem custos. Além da placa solar com potência de 360 W (cuja dimensão é de 2 m x 1 m), o projeto engloba ainda duas lâmpadas e dois carregadores USB. Estima-se que o pico de geração mensal da placa seja de 35 kWh e que as lâmpadas e carregadores consumam em média 10 kWh, com 20 a 25 kWh de devolução por mês para a rede elétrica. A inauguração está prevista para a próxima semana.

Desenvolvimento sustentável – A iniciativa é do professor Carlos Félix – docente do Departamento de Transportes do Centro de Tecnologia da UFSM, onde coordena o Grupo de Estudos em Mobilidade – e do Instituto TodaVida, organização não governamental (ONG) de Porto Alegre, que realiza seminários, cursos e projetos socioambientais, a fim de contribuir com a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da sociedade. Por integrar o conselho da ONG, Carlos pediu que a instalação da parada solar (antes prevista para Porto Alegre) fosse no campus da UFSM. Após a aceitação do instituto e da universidade, o engenheiro eletricista Max Braunstein e o arquiteto Alberto Wolle, ambos da Pró-Reitoria de Infraestrutura, ficaram responsáveis pela realização da obra. Esta não teve custos nem para a UFSM, nem para a entidade, pois a última participou de um edital do Fundo Casa, apoiada pelo Fundo Gagga (Global Alliance for Green and Gender Action), e conquistou o financiamento.

Segundo Lígia Miranda, engenheira de transportes e presidente do TodaVida, ações como essa visam a contribuir para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). O projeto da parada solar relaciona-se com o objetivo 11, de tornar as cidades e comunidades mais sustentáveis, e o objetivo 7, de garantir energia limpa para todos. De acordo com Lígia, a tendência do transporte coletivo é a eletromobilidade, é transformar todos os carros e ônibus em elétricos, mas questiona: “para isso, de onde virá a energia para carregá-los?”. Segundo ela, não adianta existir essa inovação se a fonte de energia vier de uma termoelétrica, por exemplo. São os painéis fotovoltaicos, como o da parada solar, que garantiriam uma energia limpa.

InovaçãoDiferente da maioria das paradas solares, a da UFSM será on grid, isto é, além de gerar a energia necessária para o seu funcionamento, gera também um excedente que é devolvido à rede. Esse excedente é a diferença do que ela gerou e do que consumiu. Segundo Lígia, no mundo todo, é mais comum a instalação de paradas solares de ônibus off grid, ou seja, com bateria. “A nossa, não. Ela devolve a energia para a rede, aquilo que não foi consumido”, explica.

Possibilidades – A partir dessa ação, diversas outras podem ser desencadeadas. Para o professor Carlos, no futuro a universidade poderá aprimorar a parada solar com a instalação de câmara e aparelho de TV, para que os alunos possam ver os horários do ônibus, dentre outras opções. “Ela vai prover uma série de situações que são ótimas, vai servir para estudos, para relatórios, para carregar o celular”, afirma.

Ademais, ele espera que, dentro de um padrão proposto pela própria universidade, previsto em seu plano de desenvolvimento, possa-se ter cada vez mais paradas solares, com esta primeira como modelo. E vai além: deseja que a própria cidade de Santa Maria possa se espelhar neste projeto padrão, com o intuito de mais pessoas aproveitarem e conhecerem uma energia limpa e sustentável e “para que a UFSM tenha mais e mais oportunidades de expor produtos tecnologicamente superiores como esse”, almeja.

Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Lucas Casali

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/12/17/campus-da-ufsm-sobe-7-posicoes-em-ranking-mundial-de-sustentabilidade Fri, 17 Dec 2021 16:57:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=57538

A Universidade Federal de Santa Marria melhorou suas posições na edição de 2021 do GreenMetric Ranking. Criado em 2010 pela Universitas Indonesia, o ranking busca mensurar os esforços de universidades de todo o mundo em ações de sustentabilidade, analisando as condições e políticas implementadas para a construção de um campus sustentável. Atualmente, 956 universidades em 84 países são analisadas através de indicadores de infraestrutura, energia e alterações climáticas, resíduos, água, transporte e pesquisa.

Em 2021, a UFSM subiu sete posições no ranking mundial, saltando de 524º de 911 instituições ranqueadas em 2020 para 517º de 956 instituições em 2021. Já entre as universidades brasileiras, subiu duas posições, de de 25º de 38 em 2020 para 23º de 40 em 2021.

Ainda entre as universidades brasileiras, a UFSM obteve avanços significativos em dois eixos de avaliação do ranking. No eixo água, cujo objetivo é a diminuição do uso de água, aumentar o programa de conservação e proteger o meio ambiente, a UFSM subiu de 33º para 11º. Já no eixo Ambiente e Infraestrutura, cujo objetivo é estimular o oferecimento de mais espaço para a vegetação e a preservação do meio ambiente, além de desenvolver energia sustentável, a universidade foi de 33º para 17º. Para o ano de 2022, além de melhorar o desempenho nos eixos de avaliação, a principal meta é chegar ao top 20 das universidades mais sustentáveis do Brasil.

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