UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 17:40:33 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/24/estudante-da-medicina-da-ufsm-e-finalista-em-premiacao-de-psiquiatria-com-estudo-que-desafia-narrativas-sobre-uso-de-telas-e-tdah Mon, 24 Nov 2025 14:09:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71456 Foto colorida horizontal de dois homens jovens sentados em poltronas à frente de uma parede azul. O jovem da direita é o estudante Ricardo. À esquerda dele, outro homem segura o microfone. À frente deles, a plateia.
Estudante Ricardo Bombardelli durante o Congresso Gaúcho de Psiquiatria

O estudante Ricardo Kaciava Bombardelli, do sexto semestre de Medicina da UFSM, foi finalista entre os melhores trabalhos de psiquiatria da infância e adolescência no XVII Congresso Gaúcho de Psiquiatria. O estudo investigou se o aumento do uso de telas - como televisão, computador, celular e videogame - estaria associado ao aumento de sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ao longo do tempo. O resultado surpreendeu: a pesquisa mostrou que essa relação não se confirma.

O trabalho, orientado pelo professor chefe do Departamento de Neuropsiquiatria, Mauricio Hoffman, analisou dados de uma coorte brasileira acompanhada ao longo de oito anos, considerada uma das maiores e mais robustas do país em saúde mental do desenvolvimento. A pesquisa utilizou três momentos de coleta: quando os jovens tinham cerca de 10 anos, depois aos 14 e novamente por volta dos 18.

 

Estudo inédito no país sobre TDAH

O professor explica que a equipe utilizou um modelo estatístico capaz de observar oscilações individuais ao longo dos anos, e não apenas comparar grupos. “A gente consegue medir o além da média de cada jovem. Se, em determinado momento, ele aumentou o tempo de tela além do que era típico para ele mesmo, e se isso gerou um aumento também atípico nos sintomas”, disse o orientador.

O estudo aplicou escalas de desatenção e hiperatividade respondidas pelos pais, e verificou diariamente o tempo de exposição a telas. Segundo Hoffman, isso permitiu analisar tendências reais de comportamento, isolando confundidores importantes. Ele destaca que efeitos como psicopatologia materna, por exemplo, influenciam tanto na atenção dada ao filho quanto no uso de telas - algo que a análise conseguiu mensurar. “O que encontramos é que o tempo de tela geral não tem impacto duradouro nos sintomas de desatenção. Pelo menos não em longo prazo”, afirmou. O orientador da pesquisa ressalta que efeitos curtos, como irritabilidade após muitas horas seguidas, podem existir, “mas não algo que permaneça anos depois”.

 

Questionar a narrativa dominante

Para o acadêmico Ricardo, o estudo nasceu de uma inquietação: a distância entre o que a mídia repete e o que a ciência mostra. “A gente vê muita notícia dizendo que as telas estão ‘gerando’ TDAH nas crianças. Sempre achei estranho que isso se disseminasse tanto sem estudos sólidos por trás”, questionou.

Ao mergulhar na literatura, estudante e orientador observaram resultados inconsistentes entre estudos anteriores, muitos com metodologias frágeis. A partir disso, os pesquisadores decidiram aplicar um modelo que permitisse analisar a direção dos efeitos - se o tempo de tela aumentava sintomas ou se os próprios sintomas faziam as crianças usarem mais telas.

Ricardo explica: “Talvez a criança com sintomas elevados busque mais estímulos, então ela vai para a tela. A gente não sabia se era isso ou o contrário. Nosso objetivo era entender essa direcionalidade”.

Foto colorida horizontal do estudante Ricardo em pé com microfone na mão direita, próximo à boca, e controle na mão esquerda, usado para comandar a apresentação visual projetada no telão. Atrás dele, um painel azul e um parte da apresentação com desenhos de telas. À frente dele, algumas pessoas
Ricardo apresentou estudo decorrente de oito anos de coleta de dados sobre uso de telas e TDAH

Reconhecimento em congresso e futuro na pesquisa 

O Congresso Gaúcho de Psiquiatria é um dos principais eventos científicos estaduais da área. Promovido pela Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS), o encontro reúne psiquiatras, profissionais da saúde mental, pesquisadores e estudantes para discutir avanços, apresentar estudos e debater temas atuais da psiquiatria. O congresso é reconhecido pela relevância acadêmica e por promover a atualização profissional e a circulação de pesquisas inéditas na área. A 17ª edição aconteceu de 4 a 6 de setembro em Porto Alegre.

Ser finalista no congresso foi uma surpresa para Ricardo Bombardelli. “Eu fiquei bem nervoso na hora de apresentar”, contou. “Tinha 40 ou 50 pessoas me olhando, e eu tremia um pouco. Mas, depois, ver as professoras vindo falar comigo, pedindo para eu explicar a pesquisa… foi muito gratificante”, acrescentou. Para o estudante, representar a UFSM em um congresso regional de destaque foi simbólico. “Se não fosse o ambiente acadêmico aqui, o estímulo da universidade e do meu orientador, eu não teria chegado até aqui”, revelou

Ricardo já sabe que quer seguir na pesquisa. Ele revela que só escolheu Medicina por causa da psiquiatria. E,  hoje, o estudante se vê ainda mais perto desse caminho: “Eu sempre quis trabalhar com saúde mental e com pesquisa. Agora estou mexendo com estatística, programação, comportamento… tudo o que eu queria”.

 

Texto: Isadora Bortolotto, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: APRS/Divulgação

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/08/18/encontro-sobre-tdah-e-autismo-promovido-pelo-setor-de-apoio-pedagogico-do-ccr Tue, 19 Aug 2025 00:08:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=12009

O Setor de Apoio Pedagógico -CCR/UFSM convida a comunidade acadêmica para participar de um encontro sobre TDAH e Autismo — Transtornos do Neurodesenvolvimento, que será conduzido por Fabiane de Souza Bridi, no dia 21 de agosto, às 16h.

O tema tem se mostrado cada vez mais desafiador para o trabalho docente, e o evento tem como objetivos:

  • Compreender melhor esses transtornos;
  • Aprender estratégias para lidar no dia a dia;
  • Contribuir para uma prática mais inclusiva.

Com o número de estudantes diagnosticados em constante crescimento, a proposta é construir caminhos que fortaleçam uma educação mais acolhedora e eficaz.

A presença de todos é fundamental para ampliar a reflexão e o diálogo sobre práticas inclusivas no espaço universitário.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/09/14/ufsm-vai-oferecer-projeto-gratuito-voltado-para-criancas-com-tdah Thu, 14 Sep 2023 13:10:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63705
Laboratório de Avaliação e Clínica Cognitiva (LACCog) da UFSM vai oferecer um projeto voltado para crianças de 8 a 12 anos que tenham diagnóstico prévio de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). É preciso que o diagnóstico seja atestado por médico ou psicólogo.
 
TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que costuma aparecer antes dos 12 anos de idade. Tem como sintomas desatenção, hiperatividade e impulsividade. Acredita-se que entre 8% e 12% das crianças sejam afetadas, podendo apresentar prejuízos escolares, dificuldades na convivência social, perturbação nos momentos de estudo e lazer, alto número de acidentes por distração, entre outras características.
 
No ano passado, o LACCog ofereceu um grupo para adultos com TDAH, e neste semestre, pela primeira vez, o público-alvo serão crianças, por meio de uma intervenção gamificada. Está prevista a realização de brincadeiras e jogos que estimulam as funções executivas, além de tentar facilitar e tornar mais atraentes as atividades do cotidiano, conferindo pontos para os deveres e rotinas que as crianças com TDAH têm dificuldade.

Os pais e as crianças devem ter disponibilidade para participar do grupo nas segundas-feiras, das 17h30 às 18h30, no 55BET Pro Sede da UFSM. Devem ser selecionados de 10 a 15 participantes. A participação é gratuita.
 
Inscrições pelo link.
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/coordenador-do-curso-de-medicina-da-ufsm-relata-experiencias-com-tdah Mon, 05 Dec 2022 12:46:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9571 Dificuldades de atenção, inquietude motora e impulsividade. Esses são alguns dos sintomas de quem apresenta o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Conforme informa Mauricio Moller Martinho, professor e integrante do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM, o TDAH é “um transtorno do neurodesenvolvimento, de origem multifatorial, e causa prejuízos nos âmbitos social, familiar, acadêmico e ocupacional”. 

 

Rafael Vaz, professor do Departamento de Clínica Médica e coordenador do curso de Medicina da UFSM, tem TDAH. Ele descobriu a doença na fase adulta - algo atípico. “Uma das coisas que mascarou bastante é que eu sempre fui um dos melhores da turma desde a escola, depois na faculdade. E isso também é um perfil do diagnóstico tardio: você estuda mais do que os outros, tem algumas técnicas indiretas para corrigir algumas falhas, e dá certo”, destaca.

Descrição da imagem: colagem horizontal e em tons claros de um menino com a cabeça abaixada sobre um livro. Ele está na metade direita da imagem. Tem pele branca, cabelos loiros e veste camiseta amarela com listras pretas. Está com os braços sobre o livro, que está aberto. Sobre sua cabeça, um cérebro sobreposto em dois aviões de papel e um arbusto de flores nos tons creme e lilás. Sobre os olhos dele, uma faixa horizontal preta e o texto, em branco, "TDAH". Ao redor do menino, dois livros nas cores roxa e turquesa, mais quatro aviões de papel que seguem riscos pontilhados, uma peça de lego na cor amarela, um aparelho horizontal preto, e a conta "2+2" em vermelho. O fundo é creme com textura de papel.

O docente relata que começou a perceber melhor os sintomas durante a faculdade, quando começou a apresentar sinais de desatenção: “Aconteceram algumas coisas anedóticas, como deixar as pessoas falando sozinha; colocar a xícara de café na cafeteira, preparar o café e não tomar; perder o carro, coisas do tipo”, conta. Até que, com a sobrecarga do trabalho, resolveu consultar um psiquiatra e fazer uma avaliação.

“Tudo que eu falo eu aprendi com os psiquiatras. Eu faço tratamento farmacológico e faz bastante diferença. Eu tenho um padrão mais desatento. Eu não tenho aquela hiperatividade, apesar de ter um pouquinho às vezes, de fazer várias atividades ao mesmo tempo”, explica Vaz.

O professor, que assumiu a coordenadoria do curso de Medicina da Universidade em agosto deste ano, enfatiza que falar sobre o problema em ambiente universitário é importante para que mais pessoas, principalmente alunos, saibam que podem tê-lo e possam tratá-lo. Além disso, o professor faz um alerta para pessoas que fazem autodiagnóstico da doença: “Quando eu fui ao psiquiatra, ele fez vários testes para confirmar se aquilo me trazia dano, porque a ideia do diagnóstico é essa: você pode ser desatento, mas, para você ter TDAH, você tem que ter dano”, destaca.

Como diagnosticar o transtorno na infância e na fase adulta?

Segundo o professor do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM, Maurício Martinho, para um correto diagnóstico do TDAH na infância, é essencial entender a distinção entre o comportamento típico para a idade e o comportamento em que o ‘limiar patológico foi ultrapassado’: “Conhecer o desenvolvimento humano típico é necessário para o diagnóstico. É importante entender que, mesmo crianças e adolescentes sem TDAH podem ter algum grau de desatenção, hiperatividade ou impulsividade”, relata. 

 

Além disso, Maurício salienta que dois terços das crianças diagnosticadas com TDAH na idade escolar continuam com sintomas na vida adulta, mas que, em adultos, os sintomas apresentam-se de forma diferente: o nível de hiperatividade muitas vezes diminui, enquanto os sintomas de desatenção tornam-se mais evidentes.

“No adulto, a hiperatividade costuma se manifestar como uma sensação subjetiva de inquietude. A impulsividade pode se apresentar como impaciência, falar em excesso, e ‘agir sem pensar’. Alguns sintomas podem resultar em conflitos nos relacionamentos, instabilidade em empregos e envolvimento em situações perigosas. A desatenção pode ser identificada pelo comprometimento da capacidade de manter a atenção, esquecimento de compromissos e perda frequente de objetos”, explica Maurício.

Com relação ao tratamento da doença, o especialista destaca que ele deve ser ‘multimodal’, ou seja, integrar psicoeducação sobre a doença com a família e a escola, suporte acadêmico, psicoterapias, treinamento de habilidades  parentais e farmacoterapia. Para ele, a ideia corrente de que o diagnóstico de TDAH seja um prenúncio definitivo de  fracasso escolar e acadêmico é algo que prejudica o paciente. Da  mesma forma, o receio das famílias quanto aos efeitos da medicação sobre as crianças muitas vezes atrasa ou impossibilita o início do tratamento.

Expediente:

Reportagem: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Design gráfico: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; 

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; 

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb, jornalista.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2022/08/17/tdah-e-desempenho-academico Wed, 17 Aug 2022 19:56:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3671

Ilustração na horizontal, colorida, com predominância de tons em laranja e vermelho, no centro temos um homem, de cabelos e olhos escuros, com o cotovelo apoiado na mesa e a cabeça apoiada na mão. Ele veste camiseta amarela, e calça marrom escuro. Ele está sentado em uma cadeira com uma classe de sala de aula a sua frente, na cor marrom escuro. De sua cabeça, saí um balão de pensamentos, com símbolos desenhados. Ao fundo e à direita tem a silhueta de outros personagens, também sentados em classes, com seus braços levantados.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) afeta cerca de 2 milhões de brasileiros com mais de 18 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, que dá seus primeiros sinais na infância. Ele possui três grupos de sintomas: a desatenção, hiperatividade e impulsividade causados por uma falha no sistema inibitório. Entretanto, passam despercebidos dentro da comunidade acadêmica, o que pode dificultar a permanência desse aluno no ensino superior.

Por vezes, taxados de “avoados” ou “desinteressados”, os estudantes que são diagnosticados com o transtorno lidam com muitas adversidades e podem ter um desempenho acadêmico inferior. A doutora e coordenadora do curso de Psicologia da UFSM, Clarissa Tochetto de Oliveira, explica que: “De fato, eles possuem um desempenho acadêmico menor, mas isso não significa que são menos inteligentes, porém, a pessoa diagnosticada vai lutar muito mais para fazer as mesmas coisas em função dessas distrações”.

A estudante de Artes Cênicas da UFSM, Renata Diefembach Gassen (22), que possui sintomas de TDAH, diz já ter ouvido comentários de colegas e professores que acreditavam que mentia sobre seu transtorno para não ser tão “cobrada”, ou então, “se você não faz tratamento com medicação, você não tem problema”. Situações como essa deixam claro o despreparo da sociedade e ainda reforçam a teoria de que o TDAH não existe. De acordo com Clarissa, “Negar esse transtorno é negar a assistência que essas pessoas precisam, porque elas só vão receber assistência e tratamento se a gente souber que existe uma condição a ser tratada”.  

A UFSM oferece, por meio da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED), uma assistência multiprofissional com uma equipe formada por Fonoaudiólogas, Psicopedagogas, Educadoras Especiais, Pedagogos, Psicólogos, Psiquiatras e, mais recentemente, contam com uma especialidade em clínica geral. A intenção é oferecer um atendimento voltado ao processo do aprender, como ele ocorre e quando se pode ser potencializado. A coordenadora do CAED, professora Silvia Pavão, problematiza que nesses casos o aprendizado não acontece em sua plenitude: "Muitas vezes os estudantes chegam na Universidade e conseguem aprender o que está sendo exposto, mas e a descoberta? Aquilo que o aluno pode vir a ser dentro do mundo acadêmico?”.

Perigos do autodiagnóstico

A Chefe da Subdivisão da Acessibilidade da CAED, Fabiane Breitenbach, reforça a importância de um diagnóstico clínico e pontua como a questão do autodiagnóstico baseado em informações lidas e pressupostas da internet vem se alastrando. Atualmente, cada vez mais as pessoas têm buscado explicações rápidas para padrões comportamentais, inclusive, existe um termo coloquial utilizado para definir essa prática, cyberchondriac. De acordo com o dicionário Oxford, o termo significapessoa que busca compulsivamente informação na internet sobre sintomas reais ou imaginários de determinada doença. 

Os efeitos da desinformação afetam e contribuem para que o transtorno seja banalizado. Vídeos que circulam pelas redes sociais citam alguns sintomas e fazem com que se efetue um autodiagnóstico que, muitas vezes, não coincide com a realidade. O autodiagnóstico é preocupante, pois muitos estudantes entram em contato com a CAED afirmando ter o transtorno.,  Eles buscam pela confirmação de suas hipóteses para se sentirem amparados, em alguns casos, passam por outras dificuldades que têm os mesmos sintomas de TDAH. “Os acadêmicos buscam motivação para estudar e esquecem que o fundamento disso está em ter disciplina'', explica a chefe da subdivisão de Acessibilidade, Fabiane Breitenbach.

A desinformação quanto ao TDAH sempre existiu e não ocorre somente no mundo virtual. Existem profissionais que negam a existência do transtorno ou que não estão preparados para fazer o diagnóstico. Quando isso ocorre, gera um desserviço que contribui para a banalização. Contudo, há informações científicas de qualidade, que ajudam a entender o transtorno e a tratá-lo, e, para isso, é preciso que haja a informação.

  • COMO CONSEGUIR ASSISTÊNCIA DA CAED?

Para solicitar um atendimento psicológico ou pedagógico, trabalha-se com o seguinte processo: Cada centro de ensino tem sua unidade de apoio pedagógico, e há um diálogo com a Caed. Desse modo, deve-se  procurar  as unidades para que possa ser feito o encaminhamento para o atendimento. Existe a possibilidade de efetuá-lo através do site http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/caed/, lá terá um formulário a ser preenchido, para em seguida, o estudante seja dirigido ao atendimento. Entretanto, o mais correto é identificar a demanda, para ver o que o acadêmico de fato necessita.

Repórteres: Bruna Piedras e Nicole Vargas Zanotto

Ilustração: Ana Caroline Alves Crema

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