UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sun, 19 Apr 2026 16:37:52 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/01/participante-do-projeto-gurias-em-redes-desenvolve-plataforma-para-atividade-em-parceria-com-o-iffar Wed, 01 Apr 2026 11:08:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72350 [caption id="attachment_72351" align="alignleft" width="505"] Plataforma desenvolvida auxiliou crianças na pontuação da atividade[/caption]

A estudante do curso técnico em Redes de Computadores do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM/UFSM), Cláudia Kussuma Flores Lesama, participante do projeto Gurias em Redes, atuou no planejamento, desenvolvimento e implementação da plataforma digital utilizada na atividade “Caça aos Meteoritos”.

A ação foi promovida pelo projeto de extensão Bate-Papo Astronômico, do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), e integrou a programação da segunda edição do projeto Férias no Distrito Industrial, iniciativa da Associação Indústria e Movimento (ASSIM), com apoio de instituições como o IFFar, o Corpo de Bombeiros e a Base Aérea de Santa Maria.

Sob orientação do professor Claiton Pereira Colvero, a estudante participou de todas as etapas de construção da solução, desde a análise da dinâmica da atividade até a definição dos requisitos e estruturação do fluxo de uso da plataforma para dois perfis: participantes (crianças) e administradores.

Desenvolvimento da plataforma

Na plataforma, cada meteorito localizado podia ser identificado e automaticamente convertido em pontuação para as equipes. Para isso, Cláudia priorizou a simplicidade de uso, a clareza visual e a rapidez de operação, considerando o ambiente dinâmico da atividade.

[caption id="attachment_72352" align="alignright" width="501"] Tela de identificação e pontuação dos meteoritos[/caption]

Inicialmente, foram desenvolvidos dispositivos de identificação eletrônica baseados em tecnologia NFC, permitindo o rastreamento automatizado das informações. Posteriormente, esses dispositivos foram incorporados a réplicas de meteoritos produzidas com resina e materiais característicos, de modo a se integrarem ao ambiente e dificultarem sua identificação visual.

A busca pelos meteoritos foi realizada com detectores eletrônicos utilizados pelas crianças. Também foram desenvolvidas técnicas de montagem e compensação para evitar interferências nos sinais de identificação causadas pelos metais presentes nos objetos.

A plataforma foi desenvolvida com HTML5, CSS3 e JavaScript (Vanilla JS), além de PHP e banco de dados SQLite. A comunicação entre as páginas ocorreu por meio de API em JSON com atualização periódica (polling), garantindo atualização automática das informações durante a atividade.

De acordo com a professora Márcia Henke, coordenadora do projeto Gurias em Redes, as tecnologias adotadas permitiram uma implementação ágil, com baixo custo operacional e estabilidade, resultando em um sistema acessível em computadores e dispositivos móveis.

Durante o desenvolvimento, Cláudia também realizou ajustes de usabilidade, organização de navegação, testes e correções para garantir estabilidade e compreensão imediata pelos usuários. As funcionalidades foram definidas em conjunto com a equipe do projeto Bate-Papo Astronômico e validadas em ensaios realizados antes da atividade.

Tecnologia aplicada à aprendizagem

Durante o evento, o painel administrativo permitiu o gerenciamento em tempo real das atividades, incluindo o controle de rodadas, ajuste de tempo, correção de registros, geração de relatórios, visualização do ranking e acesso ao mapa da área da caça, previamente elaborado com o uso de drones.

Antes da dinâmica, o mapa do terreno foi cadastrado e as coordenadas dos meteoritos foram definidas. Durante a atividade, cada objeto encontrado era escaneado por meio da tag NFC, abrindo uma interface com suas informações e permitindo o registro automático da pontuação por equipe. Ao final, os resultados foram apresentados com classificação e premiação.

A experiência evidenciou o potencial da integração entre tecnologia e educação científica. Segundo o professor Claiton Pereira Colvero, a proposta buscou aproximar as crianças da ciência por meio de uma atividade lúdica, promovendo aprendizado de forma dinâmica e colaborativa.

Para Cláudia, a participação no projeto foi significativa para sua formação. “Toda a construção da plataforma foi planejada para proporcionar às crianças uma vivência marcante, incentivando sua participação ativa como protagonistas do próprio aprendizado e tornando conceitos de astronomia mais acessíveis por meio da experimentação”, destaca.

Com informações do Colégio Técnico Industrial
Edição: Agência de Notícias

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Na última semana, 11, integrantes do projeto GuriasTec realizaram uma palestra no auditório da Reitoria da UFSM intitulada “Mulheres que programam o futuro” com a maior parte do público masculino, sendo docentes, servidores e alunos, do Centro de Processamento de Dados e o público em geral da Universidade. O objetivo da atividade foi trazer à tona debates sobre os desafios enfrentados por mulheres nas carreiras STEM, especialmente na computação, inserindo discussões sobre comportamentos socialmente aceitos que muitas vezes acabam criando entraves para a formação permanente acadêmica e profissional feminina. Também foram apresentadas iniciativas do projeto e compartilhamento de experiências pessoais das palestrantes e do público. A ação foi conduzida pela professora Andrea Charão, do Departamento de Computação Aplicada e participante do GuriasTec, e as coordenadoras do projeto: Debora Missio Bayer, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, e Renata Rojas Guerra, do Departamento de Estatística, ambas da UFSM.

Integrantes do GuriasTec conduziram a palestra
Foram compartilhadas experiências pessoais pelas palestrantes e o público

Para Renata Guerra, foi uma oportunidade de troca com diferentes setores da comunidade: “Outra mensagem que queremos passar é que uma sociedade mais equitativa é benéfica para todos e que essa busca também deve ser um compromisso de todos”, enfatizou. Debora Bayer viu resultados positivos no evento: “Nós acreditamos que a gente conseguiu criar esse momento perturbar um pouco esse sistema, para que a partir dali a gente consiga olhar para o que tem acontecido e que se possa surgir um ambiente mais acolhedor e mais diverso”.

Renata Guerra destacou a escuta do público

Renata ainda destacou a importância da escuta de vivências do público presente: “Reforçou a importância desse tipo de discussão não só nas escolas mas em outros atores da nossa sociedade.” O evento foi organizado pelo Centro de Processamento de Dados da UFSM e fez parte de uma extensa programação dedicada às mulheres em março de 2026 na universidade. 

Notícia: Luciana Mendes

Fotos: Luciana Mendes e Nátalie de Paula

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A parceria entre o InovaTec UFSM - Parque Tecnológico e o Google Cloud, no programa Google Career Launchpad, vêm resultando em oportunidades de progressão de carreira e inserção profissional para os alunos da Universidade. Um dos participantes, o mestrando em Ciência da Computação, Guilherme Ramos Londero, foi selecionado para a vaga de Engenheiro de Dados na empresa paulista SantoDigital, após participar ativamente de todas as etapas do programa. 

Guilherme descobriu sobre o curso Google Cloud Computing Foundations Certificate através do e-mail e ficou interessado. As aulas são assíncronas e não possuem data ou horário fixos para a realização das atividades. Para o estudante, esta dinâmica colabora para a adesão de alunos da Universidade, já que possibilita realizar as demandas durante os horários disponíveis na semana ou nos finais de semana. 

O Google Cloud Computing Foundations Certificate é um curso com carga horária de 40 horas, que oferece ao público, com pouca ou nenhuma experiência em computação em nuvem, uma visão detalhada de fundamentos básicos de nuvem, infraestrutura, machine learning, inteligência artificial, redes & segurança e fundamentos de data, além de situar onde e como o Google Cloud se encaixa neste contexto. Ele é dividido em quatro partes: Fundamentos de Computação em Nuvem; Data, ML, e AI no Google Cloud; Rede e segurança no Google Cloud; e Infraestrutura em Google Cloud. 

Para quem concluísse o curso até o dia 15 de novembro de 2025, havia a possibilidade de participar da Job Fair, uma feira de oportunidades de emprego que conecta os alunos à empresas parceiras do Google Cloud, em busca de potenciais talentos. Guilherme se dedicou para acabar o curso no tempo estipulado e conseguiu participar do evento no dia 02 de dezembro, onde conheceu a SantoDigital e, posteriormente, foi selecionado para a vaga de Engenheiro de Dados. Segundo o estudante, esta era a oportunidade que ele precisava para alavancar sua carreira:

“Se não fosse o InovaTec, se não fosse essa parceria entre InovaTec e Google, eu nunca teria chegado na Job Fair e nunca teria conseguido esse emprego que eu estou hoje. Que é um emprego que, sendo sincero, está me ensinando bastante e está me proporcionando a evolução na carreira que eu estava procurando. Então, (o InovaTec) conseguiu fazer essa ponte entre academia e mercado de uma maneira muito eficiente”, afirma. 

Para os próximos meses, Guilherme está com expectativas de realizar outros cursos na plataforma Google Cloud, além de se especializar em computação em nuvem e evoluir profissionalmente em seu trabalho. Ele deixa um recado para outros estudantes da Universidade Federal de Santa Maria:

“Façam o curso dentro do tempo esperado, vale muito a pena se inscrever, vale a pena participar da Job Fair. Porque as oportunidades estão aí e a gente precisa aproveitar o que está aparecendo. Se dediquem, mandem os currículos para as empresas, participem dos processos seletivos, que com certeza vale a pena.”

Na próxima semana, o InovaTec abre as inscrições para mais uma etapa do programa. Desta vez, oferecerá o curso Google Cloud Engineering Certificate, uma formação mais avançada que prepara os alunos para a certificação Associate Cloud Engineer. 

Acompanhe o InovaTec UFSM nas redes sociais e fique por dentro das novidades!

 


Texto: Júlia Petenon, bolsista de comunicação do InovaTec UFSM.

Edição: Jéssica Medeiros, assistente de comunicação do InovaTec UFSM. 

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Duas professoras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foram vencedoras do 17º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Sistema Único de Saúde (SUS). As indicações haviam sido divulgadas em julho deste ano pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a cerimônia de entrega dos troféus ocorreu na última terça-feira (2), no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. Entre as universidades indicadas, a UFSM foi a única instituição gaúcha premiada.

Marli Matiko Anraku de Campos, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas e do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, conquistou o primeiro lugar na categoria Produtos e Inovação em Saúde com o “Teste Molecular Rápido para Tuberculose”. Já a professora Vanessa Ramos Kirsten, dos Programas de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade e em Gerontologia, recebeu o terceiro lugar na categoria Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS, com o trabalho “Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional: uma proposta de educação permanente em saúde para melhoria da qualidade da atenção à saúde nos municípios do Rio Grande do Sul”.

O Teste Rápido para Tuberculose

O Teste Rápido para Tuberculose é uma iniciativa do Laboratório de Micobacteriologia da UFSM, coordenado por Marli, e busca otimizar o diagnóstico e facilitar o tratamento da doença. Para a docente, a conquista do primeiro lugar representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido ao longo de sua carreira. “Esse teste pode contribuir para a saúde pública no Brasil. É muito positivo para a UFSM também, já que nós representamos a universidade em diferentes locais e eventos relacionados à saúde”, reforça. A pesquisadora acrescenta que “está aprimorando a tecnologia para facilitar a manutenção da metodologia utilizada”.

Apesar de o tratamento para tuberculose ser ofertado gratuitamente pelo SUS, a lentidão no diagnóstico ainda é um desafio. Em média, o tempo total entre o início dos sintomas e o início do tratamento é de 11 semanas, isso é causado por dois fatores: o atraso do paciente em reconhecer os sintomas e o atraso do próprio sistema de diagnósticos e consultas. Esses dados foram publicados em levantamento realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela Johns Hopkins University.

Marli destaca que a principal estratégia para o combate à doença é o início precoce do tratamento e, para ela, o Teste tem grande potencial. “Hoje em diaa, quando se suspeita de tuberculose, o protocolo é pedir um raio-X e a cultura do escarro. Esse segundo procedimento consiste em pegar a amostra e aplicar em um ambiente propício para o crescimento do bacilo, caso haja bactéria. Porém, esse crescimento demora em torno de 20 a 60 dias, o que é incompatível com as necessidades do paciente. O Teste surge como uma alternativa a esses métodos tradicionais”, explica.

A pesquisa sobre Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional

A pesquisa conduzida por Vanessa iniciou em 2021, quando foi aprovada em edital de fomento do SUS. Conforme a docente, o recebimento do prêmio representa a valorização de uma temática que, muitas vezes, não recebe destaque entre as pesquisas. “Muitos trabalhos são voltados para tratamento e diagnóstico de doenças, o que é importante, mas a nossa pesquisa trata do processo de trabalho e do monitoramento da situação alimentar e nutricional da população brasileira”, explica.

A professora reforça que o trabalho premiado contribui para a instrumentalização no combate às problemáticas relacionadas à saúde nutricional. “As pessoas precisam registrar esses dados para identificarmos quais problemas existem nesse âmbito”, afirma. Sobre o desenvolvimento da pesquisa, Vanessa conta que os envolvidos realizaram chamadas públicas para que profissionais da saúde que atuam na vigilância alimentar compartilhassem suas experiências, além de desenvolver um chatbot para auxiliar esses trabalhadores “Recolhemos essas experiências, produzimos e-books e montamos um chatbot que tira dúvidas sobre os processos de trabalho de qualificação da vigilância alimentar e nutricional”, pontua.

Em relação às expectativas para o futuro da pesquisa, Vanessa revela que está sendo realizado um levantamento de dados sobre a vigilância alimentar dos municípios gaúchos, a fim de identificar quais têm interesse em aprofundar conhecimentos relacionados à temática nutricional. “Com esses levantamentos, estamos marcando capacitações. Queremos fazer isso em nível estadual, nas coordenadorias de saúde. Nossa expectativa para 2026 é essa: fortalecer a extensão e a capacitação”, reforça.

Sobre o Prêmio

O Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS é uma parceria do CNPq com o Ministério da Saúde com o objetivo de reconhecer o mérito de pesquisadores, professores e profissionais de todas as áreas do conhecimento cujos trabalhos tenham contribuído de forma relevante para o SUS, em consonância com a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.

O Prêmio é dividido em cinco categorias:

  • Tese de Doutorado

  • Dissertação de Mestrado

  • Produtos e Inovação em Saúde

  • Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS

  • Trabalho Publicado em Revista Indexada

Informações sobre próximas edições podem ser acompanhadas no site do Governo Federal.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias
Fotos: arquivo pessoal de Marli Anraku
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/07/ufsm-fw-e-iffar-fw-promovem-xv-eati-inteligencia-artificial-como-eixo Fri, 07 Nov 2025 17:23:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71308 [caption id="attachment_71309" align="alignleft" width="521"]Foto colorida horizontal de palestra. Bem ao fundo, o palestrante. À frente dele um grupo expressivo de pesssoas sentadas. Palestra com Cleber Zanchettin sobre IA para Negócios[/caption]

A XV edição do Encontro Anual de Tecnologia da Informação (EATI) reuniu estudantes, pesquisadores(as) e profissionais no Salão Social do Instituto Federal Farroupilha 55BET Pro Frederico Westphalen (IFFar/FW), nos laboratórios do 55BET Pro da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW) e no Salão Nobre da Associação Empresarial do município (AEFW). A iniciativa, realizada entre 3 e 7 de novembro, é promovida conjuntamente pela UFSM/FW e pelo IFFar/FW e, nesta edição, teve como tema central a Inteligência Artificial (IA).

  Ao longo da programação, o EATI contou com palestras e minicursos, proporcionando atualização de conhecimentos e troca de experiências entre os(as) participantes. O evento também buscou fortalecer os vínculos entre estudantes, comunidade e mercado de trabalho, estimulando o diálogo sobre o papel da tecnologia no desenvolvimento regional.

Palestras 

Entre os palestrantes convidados, esteve Cleber Zanchettin, doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco (CIn/UFPE) e referência nacional na área.  Cleber abordou o tema “IA para Negócios”, além de ministrar as palestras “IA para Todos: Descubra, Use e Entenda” e “Aumento de Produtividade no Desenvolvimento de Softwares utilizando IA”, destacando como as ferramentas de IA podem ser aplicadas no comércio, na indústria e na tecnologia, tornando as rotinas empresariais e profissionais mais eficientes e estratégicas.

A programação contou ainda com Lucas Machado da Palma, gerente de projetos no Laboratório de Segurança em Computação (LabSEC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que apresentou a palestra “Documentos Eletrônicos na Era das Credenciais Verificáveis”, com reflexões fundamentais sobre segurança, autenticidade e confiabilidade na era dos documentos eletrônicos. 

Outro destaque foi a palestra “Desvendando a IA: Estratégias para Inovar’”, ministrada por Douglas Pereira, pós-graduado em MBA em Gestão de Pessoas e em Gestão pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que trouxe uma visão de gestão e inovação, buscando mostrar como pensar estratégias para inovar com o uso da IA nas organizações. O público também acompanhou o relato de Gabriel Ferreira Umbelino, engenheiro de software sênior na Upsiide, que compartilhou sua experiência internacional na palestra “Trabalhando para o Exterior”, abordando desafios, oportunidades e competências exigidas no mercado global de tecnologia.

Sobre a programação do EATI

 De acordo com André Fiorin, docente do IFFar/FW e um dos organizadores do evento, a escolha da temática surgiu a partir de um debate entre os alunos dos diretórios acadêmicos dos cursos envolvidos, considerando a relevância e o crescimento do debate sobre IA nos últimos anos e a consolidação das credenciais digitais verificáveis, duas áreas que estão transformando tanto o mercado quanto a forma como as pessoas se relacionam com a informação e com a tecnologia. “A IA deixou de ser um tema do futuro para se tornar uma ferramenta do presente, nas empresas, na educação, no setor público, entre outros. O XV EATI veio para discutir esses temas de forma prática, aproximando o conhecimento técnico da realidade das organizações e da vida das pessoas. As credenciais verificáveis, por sua vez, interessam tanto à área acadêmica quanto à sociedade, pois impactam diretamente a forma como validamos diplomas, certificados e identidades digitais”, destacou o organizador.

O evento aproximou o ambiente acadêmico das tendências reais do mercado e reforçou o seu papel como espaço de inovação, integração e desenvolvimento regional, reafirmando o compromisso da UFSM/FW e do IFFar/FW com a formação de profissionais qualificados e o desenvolvimento científico e tecnológico da região do Alto Médio Uruguai.



Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM/FW

Fotos: Aline Eduarda Iora, bolsista da Assessoria de Comunicação da UFSM/FW

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/10/30/carancho-ufsm-representa-a-universidade-na-27a-competicao-sae-brasil-de-aerodesign Thu, 30 Oct 2025 12:53:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14111 A equipe Carancho Aerodesign representará a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) na 27ª Competição SAE BRASIL de AeroDesign, que ocorre entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro de 2025, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). Considerada a maior competição estudantil de engenharia aeronáutica do país, o evento reúne cerca de 80 equipes de universidades brasileiras e estrangeiras, desafiando os estudantes a projetar, construir e fazer voar aeronaves em escala reduzida.

Neste ano, o Carancho participará novamente na categoria Micro, que envolve aviões de pequeno porte com envergadura entre 1 e 2 metros. A proposta da categoria é simular missões humanitárias, em que os protótipos devem transportar e lançar cargas utilizando paraquedas. 

De acordo com o capitão da equipe, Vitor Araujo Moreira, estudante do 8º semestre do curso de Engenharia Aeroespacial, a decisão de permanecer na categoria Micro faz parte de uma estratégia de consolidação da equipe. Ele explica que o Carancho já competiu em outras classes no passado, mas nos últimos anos optou por concentrar esforços em uma única categoria para alcançar resultados mais consistentes.

Segundo Vitor, o grupo chega à edição de 2025 com grandes expectativas, após conquistar o 3º lugar entre 19 equipes na edição anterior, o melhor resultado da história da Carancho e o melhor desempenho entre as equipes gaúchas. O capitão destaca que a equipe vem aprimorando processos de planejamento e documentação técnica, etapas fundamentais na competição.

“Tínhamos bons projetos, mas percebemos que precisávamos refletir essa qualidade também nos relatórios e apresentações. Evoluímos muito nesse aspecto e queremos manter o desempenho entre as três melhores do país, mirando agora o P1 (primeiro lugar)”, explica o capitão.



Protótipo de 2024 com o tema "Carros" que conquistou o 3º lugar na categoria Micro.

A competição

A Competição SAE BRASIL de AeroDesign é um evento técnico e educacional organizado pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE BRASIL) desde 1999, em parceria com a SAE International, responsável pela versão norte-americana. O evento tem como objetivo desenvolver competências práticas em projeto, construção e operação de aeronaves em escala. Além da categoria Micro, o evento conta com as classes Regular e Advanced, que se diferenciam pelo tamanho e complexidade das aeronaves.

Voltada a estudantes de graduação e pós-graduação em Engenharia e áreas relacionadas, a competição simula um projeto real da indústria aeronáutica. As equipes são responsáveis por projetar, construir e operar uma aeronave em escala capaz de cumprir as missões estabelecidas pelo regulamento da edição.

As avaliações são divididas em duas etapas: o projeto técnico, composto por relatórios e apresentações orais; e a competição de voo, em que as aeronaves precisam cumprir missões reais enfrentadas pela indústria aeronáutica. Cada categoria tem suas missões específicas; na Micro, por exemplo, são o transporte de carga útil e pousar com estabilidade. O regulamento é atualizado anualmente, o que exige das equipes constante adaptação e inovação.

Em 2025, acontece a 27ª edição do evento, que tem início no dia 30 de outubro e vai até 2 de novembro. Neste ano, a categoria Micro conta com 20 equipes inscritas. 

 

Os dias da competição são divididos da seguinte forma:

  • 1º dia: Credenciamento, cerimônia de abertura e exposição das aeronaves.
  • 2º e 3º dia: Competições de voo e cerimônia de premiação.
  • 4º dia: Visita à Embraer.




Trabalho em equipe e criatividade

Fundado em 2004, o Carancho Aerodesign é um projeto multidisciplinar formado majoritariamente por estudantes dos cursos de Engenharia e da área de tecnologia. Desde a sua criação, a equipe participa anualmente da competição da SAE BRASIL, acumulando experiência, inovações e conquistas importantes.

Ao longo dos anos, o grupo tem se destacado pela dedicação e pela busca constante por aprimoramento. O terceiro lugar conquistado em 2024 na categoria Micro marcou um ponto alto na trajetória da equipe e reforçou o potencial dos estudantes da UFSM em nível nacional.

Além do desempenho técnico, o Carancho também se destaca pela criatividade na identidade visual dos seus protótipos. A cada edição, o grupo escolhe um tema para personalizar o projeto. Neste ano, a aeronave será inspirada no universo do filme Toy Story. De acordo com Vitor, a escolha reflete o espírito coletivo e cooperativo da equipe, já que a animação aborda valores como amizade, superação e trabalho em grupo.

O capitão explica que a definição do tema é um processo colaborativo: “Buscamos referências que sejam reconhecidas pelo público e que representem valores e momentos da equipe. Nesta temporada, o Toy Story simboliza muito bem a ideia de parceria e aprendizado conjunto, algo que faz parte da essência da Carancho”.

Protótipo de 2025 com o tema "Toy Story".

Aprendizado que vai além da sala de aula

Com cerca de 45 integrantes, entre estudantes de diferentes cursos da UFSM e do CTISM, a equipe Carancho é estruturada em subsistemas que abrangem as áreas de aerodinâmica, estruturas, elétrica, modelagem 3D, ensaios estruturais, desempenho e controle, além dos setores administrativo, financeiro e de marketing.

Os testes de voo da equipe são realizados em parceria com a Associação Santamariense de Aeromodelismo (ASA) e com a Base Aérea de Santa Maria, o que garante condições próximas às encontradas na competição. Vitor ressalta que essas colaborações são fundamentais para o desenvolvimento técnico da equipe e para a segurança dos testes.

Mais do que uma disputa técnica, a competição da SAE BRASIL é um espaço de aprendizado e integração entre ensino, pesquisa e extensão. Para Vitor, a participação na equipe Carancho é uma oportunidade de aplicar o conhecimento teórico aprendido em sala de aula em desafios reais e desenvolver habilidades essenciais para a atuação profissional.

O estudante explica que o projeto proporciona uma formação mais completa, unindo o desenvolvimento técnico ao trabalho em equipe e à gestão de projetos. Ele considera que a competição é também uma forma de aproximar a Universidade das demandas da indústria e da sociedade.



Membros montando o protótipo de 2025.

Acompanhe a participação da equipe da UFSM na competição através do Instagram: @caranchoufsm

Texto e fotos: Gabriele A. Mendes, Bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

Revisão: Catharina V. Carvalho, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/17/foguetemodelismo Fri, 17 Oct 2025 18:12:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71024 Foto colorida horizontal de grupo de pessoas em um auditório. Todas as pessoas estão em pé e seguram duas bandeiras, uma branca e a outra preta, com o nome Taura Rocket Team. O grupo de pessoas é composto por jovens, homens e mulheres, com diferentes fenótipos e com roupas casuais.
Tau Rocket reúne 55 integrantes de diferentes cursos de Engenharia e, também, das Ciências Econômicas, do Desenho Industrial e das Letras

No universo da matemática, as letras possuem um papel fundamental. São elas que representam valores, incógnitas e carregam história. A letra 𝜏 (Tau), por exemplo, é a última letra do alfabeto hebraico e a nona do alfabeto grego antigo. Ela também é utilizada na área da engenharia para cálculos diversos. Além do papel na matemática, a Tau desempenha papel na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Não é por acaso que um time de foguetemodelismo da instituição carrega o nome da letra. 

A Tau Rocket Team é uma equipe de acadêmicos da UFSM que tem como objetivo desenvolver foguetes e satélites em nível universitário para competir com outras equipes do Brasil e do mundo. Fundado em 2020, o projeto nasceu a partir de uma disciplina do curso de Engenharia Espacial, a Concepção, Projeto, Implementação e Operação (CPIO). Durante a disciplina, os acadêmicos realizam um projeto desde a concepção até a implementação. “A gente faz toda a parte teórica, com a expectativa de criar o projeto na vida real. Muitas vezes não acontece por questões orçamentárias”, explica o atual capitão da Tau, Nelson Ciancaglio Netto. 

O capitão da equipe conta que, na época, a ideia era desenvolver um foguete que pousasse de ré, “como os foguetes do Elon Musk”. No andamento da disciplina, abriu um edital da Agência Espacial Brasileira (AEB) que oferecia financiamento para foguetes universitários movidos à propulsão híbrida, tecnologia pouco difundida no país até então. Para contemplar o edital, os acadêmicos mudaram o projeto do foguete que pousava de ré para um com tecnologia mais complexa, a híbrida. A proposta foi aceita e recebeu o financiamento da AEB.  

Além do protótipo do grupo, outro projeto do Centro de Tecnologia foi agraciado pela AEB. A iniciativa, também feita para a disciplina CPIO, consiste em uma bancada para teste de motor híbrido. Assim, a Tau nasceu. “O nome Tau é da letra grega, que é muito utilizada na engenharia, em mecânica de sólidos, na parte estrutural do curso. É uma letra bem comum para a gente”, conta Nelson sobre a origem do nome da equipe. 

Com 55 membros, o time é composto por pessoas de diversas áreas. A maioria é das Engenharias Aeroespacial, da Computação, de Controle e Automação, Mecânica, da Produção, Civil, Telecomunicações e Química. Mas também há participantes de outras áreas, como Ciências Econômicas, Desenho Industrial e Letras.

Imagem colorida vertical com fundo em azul e desenho em branco de foguete.

Tau levará foguete e satélite para competição

A Latin American Space Challenge (LASC), uma das maiores competições de foguetes e satélites experimentais do mundo,  acontece em Bauru, São Paulo, e dura três dias. “Esse ano estão previstos 100 times diferentes, incluindo do México, da Índia e de Taiwan”, complementa Nelson. 

A primeira vez que a equipe competiu na LASC foi em 2023. “A equipe lançou o primeiro foguete competitivo da UFSM. Desde então, o grupo tem evoluído continuamente, tanto em termos técnicos quanto educacionais. Hoje é reconhecido como um importante projeto de pesquisa, extensão e formação de engenheiros”, complementa o professor orientador Cesar Valverde

A competição inclui diferentes categorias, divididas de acordo com o apogeu dos foguetes: 500 metros, 1 quilômetro e 3 quilômetros. Dentro das categorias, há subdivisões para os tipos de motor usados nos foguetes.

Neste ano, a equipe da UFSM vai competir com o Quark II na categoria de propulsão sólida. Ainda, os integrantes pretendem competir nas categorias de 1km e de 500m. 

A Tau também levará o primeiro satélite à competição, o Áquila. Com o tamanho de uma lata de refrigerante, o Áquila é um nanosatelite educacional. Sua missão principal é ser um sistema de monitoramento climático capaz de monitorar e estimar a qualidade do ar e capturar imagens do ambiente em tempo real. 

Para chegar ao LASC, a equipe buscou meios de ajuda financeira. Com a “Campanha Premiada” fazem promoções com empresas de Camobi. “A gente optou por sortear pequenos prêmios que fazem sentido no cotidiano do universitário”, explica o integrante do time e um dos responsáveis pela campanha, Carlos Pereira. Uma das ações é uma promoshare no Instagram

Foto colorida horizontal de dois estudantes segurando um foguete verde, preto e branco, uma menino e uma menina. O foguete tem cerca de meio metro. Pouco atrás deles, um outro estudantes, atrás de uma mesa, com alguns foguetes menores em exposição
Quark é o segundo foguete criado pela equipe Tau

A concepção de um foguete 

De acordo com o orientador do grupo, Cesar Valverde, tudo começa pela definição da missão, que estipula qual será o objetivo do voo, a altitude, o tipo de carga útil e as restrições técnicas. Depois, cada subequipe trabalha em um subsistema: propulsão, aerodinâmica, estrutura, eletrônica, recuperação e integração. Na sequência, os projetos passam por fases de simulação, construção e testes de bancada, em que os sistemas são avaliados em condições controladas. Após os testes, o foguete é preparado para lançamentos em campo, que costumam acontecer durante competições, como a LASC.

Extensão atrai estudantes para a universidade

Como projeto de extensão, a Tau realiza atividades em escolas de Santa Maria. Durante os encontros, os universitários ensinam os estudantes a construir e lançar foguetes com garrafas PET. “Nesse processo, vários conceitos de física e de matemática são abordados, e as implicações na tecnologia desses foguetes. Medidas, áreas e trajetórias são investigadas dessa forma”, relata a professora e coorientadora do projeto, Karine Magnago. Ela acrescenta que os tópicos de engenharia aeroespacial, considerados mais complexos, são apresentados de maneira lúdica. 

As atividades extensionistas despertam o interesse dos alunos da educação básica por cursos superiores. “Muitos estudantes da rede pública, que compõem o público alvo principal das nossas ações, não se vêem capazes de traçar carreiras com formação universitária, especialmente nas áreas das exatas e da tecnologia. Essas práticas aproximam os estudantes dessas áreas e podem reduzir crenças limitantes e preconceitos”, afirma Karine.

Foto colorida horizontal de foguete preto, verde e branco ao lado de um cubo preto com inscrições em branco. O foguete tem mais de um metro e meio e está no situado no chão em um corredor de um prédio da universidade
Nome do foguete, Quark, também é o de uma partícula elementar da física

Diferencial na formação acadêmica

Segundo o orientador do projeto, Cesar Valverde, a Tau é um espaço de aprendizado ativo. É nele que os alunos aplicam conceitos aprendidos em aula. “A Tau tem um papel de formação cidadã ao estimular a curiosidade científica, a autonomia, o senso de propósito e formar profissionais comprometidos com o avanço da ciência e da engenharia no Brasil”, explica.  

Além disso, os acadêmicos podem desenvolver soft skills, ou seja, habilidades não técnicas, como trabalho em equipe, liderança, resolução de problemas e criatividade. O capitão Nelson comenta que o contato com o cargo o fez ter diferentes visões sobre como liderar um time: “é uma corda bamba entre puxar o pessoal para que o projeto ande, mas também respeitar o tempo de cada um”.  

Como participar 

Os novos integrantes costumam ser selecionados, por meio de processos, após as competições. “A princípio, depois de novembro, a gente faria processo seletivo. A gente só não sabe exatamente se vamos fazer logo depois da competição ou se vamos esperar até o início do próximo ano”, antecipa Nelson. 

Mais informações, acompanhe o Instagram da Tau Rocket Team

Texto: Jessica Mocellin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Carlos Pereira/Tau Rocket Team/Divulgação/UFSM

Infográfico: Lisa Nielsen de Melo, acadêmica de Desenho Industrial e estagiária da Agência de Notícias sob a supervisão de Daniel Michelon De Carli

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/14/ctism-promove-5a-edicao-da-feira-de-ciencias-tecnologia-e-cultura Tue, 14 Oct 2025 17:38:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70977

O Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM) realizará a 5ª Edição da Feira de Ciências, Tecnologia e Cultura nesta sexta (17) e neste sábado (18) no prédio 5C do campus sede. Assim como no ano passado, a feira ocorrerá em conjunto com outros dois eventos: 2ª CTISM School Maker Faire e a 2ª Conexão CTISM-Empresa. 

Enquanto a Feira de Ciência, Tecnologia e Cultura divulga os projetos e protótipos de estudantes do Colégio, a School Maker Faire traz trabalhos de alunos de escolas da região. Já o Conexão CTISM-Empresa propicia a participação de empresários da região com o objetivo de ofertar oportunidades de estágios aos estudanes. 

A programação prevê exposição de trabalhos e protótipos desenvolvidos pelos estudantes e visitação aos laboratórios e exposição de cursos, projetos e atividades do Colégio. Os eventos serão realizados na sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h, e no sábado, das 9h às 12h, na sede do CTISM.

Conforme a comissão organizadora, a Feira de Ciências, Tecnologia e Cultura do CTISM recebeu 145 inscrições de projeto nesta edição. Em 2024, foram 95 trabalho. O público visitante chegou a 900 pessoas, entre estudantes, professores, servidores, pais, responsáveis e demais interessados.

Mais informações no site do CTISM ou no Instagram.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/2025/09/11/guriastec-grava-episodio-de-podcast-com-mulheres-pioneiras Thu, 11 Sep 2025 23:04:14 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/?p=266 Nesta terça (9), o Programa GuriasTec fez a gravação do quarto episódio do guriastec podcast.  O programa teve como tema “mulheres inovadoras na ciência” e  tratou de assuntos como liderança feminina e projetos de pesquisa e extensão nas áreas da química e engenharia elétrica. O episódio contou com a presença da Vice-reitora, Professora Martha Bohrer Adaime, eleita como reitora da UFSM, e a integrante do GuriasTec, doutora em Engenharia Elétrica e primeira professora do Centro de Tecnologia da UFSM, Nilza Venturini Zampieri. A gravação foi realizada de forma presencial e contou com apoio do Sistemas de Rádios da UFSM.

ep 4 podcast
A gravação do episódio foi feita de maneira presencial
gravação 4
Renata Rojas, Martha Adaime, Nilza Zampieri, Luciana Mendes e Jaqueline Kegler

As convidadas foram recepcionadas pela coordenadora do projeto, a professora Renata Rojas Guerra e a coordenadora do Gurias_Com, a professora Jaqueline Quincozes Kegler. Na ocasião, foram entregues as camisetas e as canecas do projeto. 

As participantes do episódio destacaram ações como essa na valorização da participação feminina na ciência e tecnologia. Para a Martha, é essencial que as meninas e mulheres se posicionem nas suas carreiras: “Não há idade para a gente inibir sonhos”, destacou. Nilza ressaltou a importância da confiança feminina no trabalho: “Acreditar que é possível fazer sim”.

A primeira temporada do programa tem formato de roda de conversa e conta com a presença de egressas da UFSM das áreas de atuação do projeto e integrantes do GuriasTec, com apresentação da bolsista de divulgação científica do projeto e radialista, Luciana Mendes. Os episódios vão ao ar sempre na última semana de cada mês.

O episódio 4 estará disponível no dia 26 de setembro no Spotify e Deezer pelos links abaixo.

http://open.spotify.com/show/21QsgaNYUndWPpglf9MX3X

http://www.deezer.com/br/show/1001999481?host=6572464941&deferredFl=1

Expediente:

Notícia e fotos: Luciana Mendes

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O dicionário de Oxford define a palavra “tecnologia” da seguinte forma: “conhecimento, ferramentas e processos utilizados para resolver problemas e melhorar a vida das pessoas, por meio da aplicação do conhecimento científico em atividades práticas”. Porém, o que acontece quando o uso dessas ferramentas gera consequências ao meio ambiente e, com isso, afeta a humanidade?

Esse questionamento evidenciou um debate inesperado: o aumento de consumo de água doce devido ao uso de inteligências artificiais (IA). Por mais inofensivas que pareçam, as respostas, as imagens ou os vídeos gerados automaticamente por ferramentas como Chat GPT, Google Gemini ou Deep Seek, movem uma série de mecanismos que exigem o uso de energia e, por consequência, água.

Tudo isso acontece nos “data centers”, em português: centros de processamento de dados (CPD), locais, muitas vezes grandes pavilhões, onde os sistemas computacionais de uma empresa, organização ou instituição de ensino, armazenam informações. Ao contrário do que muitos pensam, as inteligências artificiais não “vivem” em dispositivos como celulares e computadores, mas sim em um data center, o “cérebro” responsável por gerar o que pedimos às IAs.

O egresso do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e especialista em Gestão de Tecnologia de Informação (TI), Marcelo Henrique Casali, apontou que os data centers são estruturas essenciais na era digital e são considerados uma base invisível que sustenta quase tudo que fazemos no mundo virtual. “Eles funcionam como grandes centrais de processamento e armazenamento de dados, garantindo que serviços digitais como redes sociais, e-mails, sistemas corporativos, streaming e agora também as inteligências artificiais estejam sempre disponíveis e operando com eficiência”, explica.

Foto em preto e branco horizontal. Sala com grandes painéis de cabos e circuitos do Integrador Numérico Eletrônico e Computador ocupando toda a parede. Dois profissionais trabalham, um homem à esquerda e uma mulher à direita, ambos próximos às máquinas.
Equipe de programadores operando o Integrador Numérico Eletrônico e Computador, o Eniac (Fonte: ARL Technical Library / U.S. Army/Reprodução)
Foto colorida horizontal. Interior de data center com várias fileiras de servidores prateados alinhados. Cabos pretos e azuis estão organizados nas estruturas.
Imagem interna do Server Blade, data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)
Foto colorida horizontal. Vista aérea de pavilhões brancos de data center alinhados lado a lado, cercados por ruas asfaltadas e carros estacionados. Mais ao fundo, uma área verde extensa com árvores e, à direita, uma torre de água branca.
Visão externa dos pavilhões de data center da Microsoft (Fonte: Microsoft/Reprodução)

Data centers e o gasto de água

O primeiro data center surgiu ainda em 1945 - ao fim da Segunda Guerra Mundial - com a criação do Mainframe, uma instalação,  na  Universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos, para armazenar o Integrador Numérico Eletrônico e Computador (Eniac), o primeiro sistema computacional eletrônico e digital. Na época, utilizado para fins militares, o sistema inteiro pesava 27 toneladas e ocupava 27 metros quadrados de espaço.

Com o tempo, os limites da engenharia foram desafiados até que empresas como Google, Apple, Microsoft e Meta, as Big Techs, tornaram-se proprietárias dos maiores centros existentes no mundo e os grandes responsáveis pelo consumo exagerado de energia e água no setor da tecnologia, mesmo antes da fama chegar às IAs. 

Para exemplificar, os data centers da Google possuem, hoje em dia, aproximadamente, um padrão de 100 mil metros quadrados de extensão. Nessa linha, apenas em 2021, conforme pesquisa feita pela Faculdade de Engenharia Bourns, os CPDs da empresa, nos Estados Unidos, consumiram cerca de 12,7 bilhões de litros de água doce. 

Em paralelo a isso, o Relatório de Sustentabilidade da Microsoft de 2022 evidenciou que o consumo de água nos CPDs da empresa cresceu 34%, em relação a 2021, devido à implementação de IAs no sistema. Em números mais expressivos, o aumento foi de 6,4 milhões de litros, cerca de 2.500 piscinas olímpicas. Outro estudo desenvolvido pela Universidade da Califórnia Riverside, publicado em abril de 2023, apontou que o treinamento completo do GPT‑3 em data centers da Microsoft consumiu cerca de 700 mil litros de água potável. 

Além disso, dados da pesquisa realizada pela Universidade Riverside, nos Estados Unidos, também revelaram que a cada 20 a 50 interações de uso pessoal das IAs utilizam, aproximadamente, 500ml de água. Tendo isso em mente, um levantamento do site Exploding Topics (2025) apontou que o ChatGPT, desenvolvido pela Open IA, possui cerca de 800 milhões de usuários ativos por semana e mais de 122 milhões de acessos diários, somando mais de 1 bilhão de interações por dia. Com base nessas estimativas, isso representaria um consumo de 10 a 25 milhões de litros de água diariamente.

Infográfico colorido horizontal .Título: “Consumo em Dados”. À esquerda, texto sobre aumento de uso de água pela Microsoft em 6,4 milhões de litros, equivalente a 2.500 piscinas olímpicas. Ao centro, texto indicando que a cada 20 a 50 interações com IA, 500ml de água são consumidos. À direita, informação de que mais de 1 bilhão de interações diárias com o ChatGPT representam de 10 a 25 milhões de litros de água consumidos por dia.

Imagens geradas com IA exigem 30 vezes mais água

Outro ponto relevante, é o tipo de interação. Recentemente, os feeds das redes sociais têm sido tomados por imagens e vídeos gerados por ferramentas de inteligências artificiais, bem como o programa de auditório fictício Marisa Maiô, produção desenvolvida pelo artista brasileiro Raony Phillips, com o uso do Veo 2, IA geradora de vídeos da Google. 

Uma pesquisa realizada pelo MIT Technology Review revelou que o uso de IAs generativas de imagens podem consumir 30 vezes mais energia e, portanto, utilizam mais água nesse processo.

O professor Leonardo Emmendörfer, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, explica que o consumo por parte das inteligências artificiais varia de acordo com o tipo de conteúdo processado - como textos, imagens ou vídeos. Isso acontece por causa das diferentes “dimensionalidades” desses arquivos.

Foto colorida vertical de Marisa Maiô, que sorri segurando um celular para selfie, cercada por três homens sorridentes que a acompanham. Um deles segura microfone, outro está com fones e câmera, e o terceiro também sorri próximo ao grupo.
Programa de auditório fictício Marisa Maiô, desenvolvido com a IA geradora de vídeos Veo 2, da Google (Fonte: Instagram/Reprodução)

No caso dos textos, antes de serem interpretados pela IA, eles são convertidos em uma sequência de elementos chamados “tokens”. “Em geral, cada palavra é transformada em um token, o que cria uma estrutura unidimensional, ou seja, uma linha de dados que a IA consegue ler e processar com mais facilidade”, explica.

Já as imagens são mais complexas. Elas são formadas por milhões de “pixels” organizados em duas dimensões (altura e largura), o que exige maior capacidade de processamento. E os vídeos são ainda mais exigentes: além da imagem, é preciso considerar o tempo de duração, o que transforma o arquivo em uma estrutura tridimensional. “Como o processamento por IA depende da análise de todas essas dimensões para identificar padrões, arquivos como vídeos e imagens acabam exigindo muito mais energia do que os textos”, resume o professor.

Mas afinal, por que os data centers, e as IAs, utilizam a água?

Sabemos que as IAs não se alimentam de água diretamente. O seu consumo está atrelado a outra questão: o resfriamento dos data centers. Na prática, quando os computadores processam as perguntas feitas a uma IA, milhares de cálculos são realizados, atividade que consome energia elétrica, aquece as estruturas do sistema e compromete a eficiência do computador. 

Leonardo explica que, atualmente, os data centers utilizam duas formas de resfriamento. Segundo ele, sistemas mais simples são baseados no uso de ar condicionado. “Por meio desta abordagem, o efeito de resfriamento se dá por meio da troca de calor resultante do contato entre os circuitos e o ar resfriado.  O funcionamento é baseado na refrigeração por meio do uso de compressores”, conta.

O outro modelo mais utilizado realiza o resfriamento dos circuitos se dá por meio de serpentinas - tubos, geralmente de cobre ou alumínio que otimizam a transferência de calor - nas quais circula a água resfriada. “Tal abordagem em sistemas de resfriamento é motivada pelo princípio físico de que os líquidos são condutores de calor muito mais eficientes do que o ar, de um modo geral”, afirma Leonardo.

Marcelo Casali é autor do trabalho “Uma pesquisa descritiva para compreender aspectos de sustentabilidade ambiental em tecnologia da informação”. Nesse estudo, ele destacou que o consumo de recursos naturais por data centers é uma discussão antiga. “Em minha pesquisa, foi mostrado que, mesmo antes da IA, o consumo já era preocupante. Agora, com o crescimento acelerado dessas tecnologias, a eficiência operacional e a sustentabilidade ambiental desses centros se tornaram ainda mais estratégicas, exigindo ações concretas das empresas e uma discussão mais ampla na sociedade sobre os impactos ambientais da transformação digital”, elucida o especialista.

Foto colorida horizontal de um prédio sistema de resfriamento com grades metálicas largas, de onde saem várias colunas de vapor branco em direção ao céu. Ao fundo, colinas escuras.
Torres de resfriamento de data center do Google em Oregon, Estados Unidos (Fonte: Google/Reprodução)

Brasil, data centers e a crise hídrica

No Brasil, o mercado dos data centers ainda está em expansão. Esse cenário retoma uma reflexão feita por Marcelo: “embora tenhamos uma legislação ambiental relativamente robusta em temas como uso da água, energia e licenciamento ambiental, falta uma abordagem mais direcionada aos desafios específicos da infraestrutura digital e aos impactos causados pelos data centers”, denuncia.

Conforme ele, atualmente, os data centers operam em uma espécie de “zona cinzenta” regulatória, onde as exigências ambientais ainda não acompanham o avanço e a escala da transformação digital. “Não há normas específicas que obriguem os operadores a divulgar o consumo hídrico ou a adotar tecnologias mais eficientes do ponto de vista ambiental”, exemplifica.

Outra questão apontada pelo pesquisador é a falta políticas públicas mais integradas, que incentivem a construção de data centers sustentáveis. “Essa falta de investimento para o uso de energias renováveis, reaproveitamento de calor ou alternativas ao resfriamento por água é evidente. Também é necessário investir em capacitação técnica e institucional, para que os órgãos reguladores consigam acompanhar a complexidade e o crescimento desse setor”, reforça Marcelo.

O uso exagerado da água retoma outra questão: a crise hídrica. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 bilhões de pessoas já enfrentam escassez severa de água durante, pelo menos, um mês ao ano. Em contraponto a isso, a demanda global por água deve aumentar entre 20% a 30% até 2050, conforme dados da ONU-Água, setor responsável por coordenar ações relacionadas à água em nível global. 

Ao observar esses levantamentos, o professor Pedro Kemerich, do Departamento de Geociências da UFSM,  ressalta que a escassez de água não se limita à ausência de chuvas, mas resulta de fatores combinados, como o crescimento populacional acelerado, urbanização desordenada e má gestão dos recursos.

Segundo o professor, “a distribuição desigual da água, a poluição dos mananciais e a superexploração de aquíferos são componentes críticos que agravam esse cenário”. Ele alerta ainda para os efeitos das mudanças climáticas: “O aumento das temperaturas, a irregularidade das chuvas e a evaporação intensificada afetam diretamente a disponibilidade hídrica e os ciclos naturais da água”.

Apesar da fama de país com grande disponibilidade de água doce, o docente reforça que “a distribuição hídrica no Brasil é profundamente desigual”. Ele pontua que “enquanto a região Norte concentra a maior parte da água superficial, o Sudeste e o Nordeste sofrem com escassez devido à alta densidade populacional e à intensa atividade econômica”. 

Tendo em vista essas desigualdades ressaltadas pelo docente, vale apontar que os data centers existentes no Brasil estão concentrados em regiões que sofrem com intensa escassez hídrica. De acordo com dados da Associação Brasileira de Data Centers, há, atualmente, 162 estruturas no país, sendo 110 na região Sudeste, 27 no Sul, 15 no Nordeste, 8 no Centro-oeste e 2 no Norte. Esses dados representam os centros de empresas externas como Amazon, Microsoft e Google.

Pedro reforça que “a crise hídrica é resultado de fatores interconectados e exige ações integradas entre diferentes setores da sociedade”. Para ele, só será possível garantir o acesso à água no futuro “com políticas públicas fortalecidas, tecnologias eficientes e uma mudança no comportamento social frente ao uso dos recursos naturais”.

Alternativas sustentáveis

Ao observar essa realidade, em sua pesquisa, Marcelo buscou reunir e sintetizar práticas sustentáveis nas relações humanas com a tecnologia. Segundo ele, uma das alternativas para redução do uso de água seria: “adotar  sistemas de resfriamento com menor uso de água, como os baseados em ar ou circuitos fechados. Além disso, instalar data centers em regiões com clima naturalmente frio pode reduzir drasticamente a necessidade de refrigeração ativa”, sugere .

Nessa linha, Leonardo aponta os sistemas de resfriamento por imersão líquida como uma possível alternativa. “Nesse modelo, o equipamento do servidor é imerso em um líquido não condutor de eletricidade. Esta alternativa permite reduzir ou, até mesmo, eliminar a necessidade de utilização de água”, pontua. O professor ainda acrescenta: “esta solução, ambientalmente mais responsável, demanda um custo financeiro mais elevado para os investidores”.

Outra possibilidade destacada por Marcelo é a utilização de inteligências artificiais para otimizar o funcionamento dos sistemas de refrigeração. “Uma alternativa é usar as IAs para  distribuir a carga computacional, reduzindo o pico de consumo energético e, consequentemente, a necessidade de resfriamento com a água”, explica.

De acordo com o pesquisador, a conscientização popular sobre os impactos ambientais  gerados pelo uso das IAs é cada vez mais urgente. “No meu trabalho, analiso justamente como a sustentabilidade precisa ser incorporada às decisões em TI, e isso vale também para o comportamento dos usuários e a forma como a sociedade entende a tecnologia”, conta Marcelo.

“Hoje, usamos IA com naturalidade e até com certa banalização, pedimos respostas, geramos imagens, automatizamos tarefas sem refletir”, alerta o autor.

Para Marcelo, a educação ambiental digital deve ser parte da formação de novos profissionais, usuários e tomadores de decisão. “É necessário ensinar que o uso de tecnologia tem custo ambiental, e que escolhas mais conscientes, como otimizar tarefas, evitar uso excessivo e cobrar transparência das empresas, fazem parte de um novo tipo de cidadania digital. A tecnologia não é neutra, e seu impacto pode ser positivo ou negativo, dependendo da forma como a usamos e entendemos o seu papel no mundo”, conscientiza.

Os desafios para integrar tecnologia e sustentabilidade

Para a professora Rutineia Tassi, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, integrar tecnologia e sustentabilidade é um dos grandes desafios do século XXI. “Os avanços tecnológicos podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis, mas, às vezes, essa conciliação enfrenta diferentes desafios que são complexos e interdependentes, afetando os componentes ambiental, social e econômico”, avalia a pesquisadora.

Ela também chama atenção para a origem dos componentes tecnológicos. “Os dispositivos eletrônicos demandam minerais como lítio e cobalto, que são recursos naturais extraídos do meio ambiente, geralmente com impactos ambientais significativos”, alerta.

Além disso, a obsolescência programada e o descarte inadequado de lixo eletrônico agravam o cenário. “O descarte inadequado desses materiais pode causar a contaminação do solo e da água, além de representar uma perda de recursos que poderiam ser reciclados”, acrescenta Rutineia.

Outro ponto levantado pela professora é a desigualdade de acesso às tecnologias sustentáveis. “Algumas soluções tecnológicas como a energia solar ou sistemas de reaproveitamento de água ainda são caros, e inacessíveis para grande parte da população”, aponta. Essa barreira econômica, aliada à ausência de regulamentações específicas e políticas públicas atualizadas, acaba dificultando o avanço sustentável da inovação.

Diante desse cenário alarmante, Marcelo reforça que a questão é de responsabilidade corporativa e ambiental. “Se a transformação digital quer ser, de fato, sustentável, ela precisa considerar não só o avanço tecnológico, mas o equilíbrio com os recursos do planeta. O impacto ambiental das tecnologias digitais pode ser significativo, mas com responsabilidade e inovação, é possível equilibrar desempenho e preservação ambiental”, frisa.

Leonardo também reflete sobre o papel das universidades no atual contexto: “Devemos, por meio de projetos de extensão, por exemplo, evidenciar e abordar aspectos relacionados ao uso consciente da IA, promovendo uma maior consciência ambiental nesta área”. 

Em concordância com o pensamento de Marcelo e Leonardo, Rutineia conclui: “É necessário desenvolver políticas de uso ético e sustentável da tecnologia, com critérios transparentes de avaliação ambiental, metas de eficiência energética e compromisso com a justiça climática”.

Essa reportagem integra a série “Inteligência Artificial em Pauta”, uma iniciativa da Agência de Notícias que busca refletir os desafios, oportunidades e consequências das IAs em diferentes contextos.

Texto e artes gráficas: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou nesta quinta (31), em seu site, os finalistas do 17º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Sistema Único de Saúde (SUS). Na listagem de indicados, duas professoras da Univerisade Federal de Santa Maria (UFSM).

O prêmio é uma parceria do CNPq com o Ministério da Saúde com a finalidade de reconhecer o mérito de pesquisadores, professores e profissionais de todas as áreas do conhecimento, cujos trabalhos tenham contribuído de forma relevante para o SUS, em consonância com a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PNCTIS). O Prêmio tem cinco categorias: Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS); Trabalho Publicado em Revista Indexada e Produtos e Inovação em Saúde. O anúncio dos vencedores será realizado em cerimônia de premiação, a ser realizada em Brasília, em data e local ainda não divulgados. 

A professora Marli Matiko Anraku de Campos, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas e do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde, foi indicada na categoria Produtos e Inovação em Saúde com o Teste Molecular Rápido Para Tuberculose. 

Já a professora Vanessa Ramos Kirsten, dos Programas de Pós-Graduação em Saúde e Ruralidade e em Gerontologia, recebeu indicação na categoria Experiências Exitosas do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) com o trabalho "Qualificação da Vigilância Alimentar e Nutricional:  uma proposta de educação permanente em saúde  para melhoria da qualidade da atenção à saúde nos   municípios do Rio Grande do Sul".

 

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Até esta sexta-feira (11), está aberta ao público a exposição coletiva “Abafação Transitória”, com obras desenvolvidas por alunos da disciplina de Interatividade, Arte e Tecnologia, no espaço do SIPEH, prédio 74E, no campus da UFSM. A proposta foi produzida através da criatividade dos alunos, levando como base as possibilidades de interatividade dos trabalhos com o espectador.

A abertura oficial aconteceu na terça-feira (8). O professor do Departamento de Artes Visuais, Raul Dotto, explica que a turma ficou responsável por todo o processo de criação da iniciativa, a partir do seu auxílio. “A ideia é justamente que os estudantes tomassem a frente da organização. Eles se articularam após a gente discutir quem faria cada função e começaram a construir os textos, a parte visual, gráfica, além da produção autoral dos trabalhos que estão expostos”, afirmou o docente.

Dessa forma, o nome Abafação Coletiva foi escolhido pelos alunos. O acadêmico de Comunicação Social - Jornalismo, Vinícius Maeda, conta que a decisão se deu após a visita ao espaço do SIPEH, no prédio 74E. “Quando a gente fez a visita técnica, para saber onde colocar as obras, nós sentimos que o espaço era baixo, abafado. Assim veio a ideia de ‘abafação’. Transitório porque a proposta é que os espectadores transitem pelas obras, caminhando entre elas”, revelou.

O nome diferenciado, na visão de Dotto, é uma ruptura em relação a outras exposições institucionais. O professor conta que o conceito traz uma perspectiva dos próprios estudantes, a partir das experiências e das sensações que eles tiveram quando visitaram o espaço.

[caption id="attachment_69782" align="alignleft" width="550"] Aluno Vinícius Maeda e seu trabalho "Percepção de um desmaio"[/caption]

“É uma exposição que, além de trazer essa relação do espaço físico, dessa ‘abafação’, dessa transitoriedade, ela também é articulada para outras questões das próprias materialidades dos trabalhos. Há questões que transitam entre mídias digitais, computacionais, físicas, todos elaborados no conceito da interatividade”, declarou o docente.

Entre os visitantes da Abafação Coletiva, estava o estudante de Relações Públicas, Rafael Paiva. Frequentador assíduo de exposições artísticas, o aluno exalta o curso de Artes Visuais, que, na sua visão, proporciona diferentes experiências sensoriais, como a da exposição que finaliza nesta sexta-feira, para a comunidade acadêmica, e sonha que esse desenvolvimento já na UFSM auxilie a valorização da arte no país.

“Eu sinto esperança de que um dia a arte aqui no Brasil seja tão vista como outras áreas. Eu fico muito feliz pela união dos alunos e de ver que eles estão dispostos a mostrar a própria visão de mundo para os outros estudantes”, destacou. Nessa ideia, o professor vê a disciplina como um bom caminho para iniciar na área: “muitos que estão participando da exposição ainda não tinham elaborado nada do tipo, participado de uma organização dessas. Isso, dos entendimentos de como é o funcionamento, os mecanismos, as tecnologias envolvidas, fica de aprendizado para eles também”.

Texto: Pedro Pereira, jornalista

Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agências de Notícias

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exercício
Professora Marcia Pasin conduziu o exercício
bolsistas e professoras
Professoras, alunas bolsistas e a professora Marcia

Para a professora do Departamento de Linguagens e Sistemas de Computação da UFSM, Marcia Pasin, a tarefa tinha como objetivo fazer com que as meninas pudessem se ver e ocupar o espaço da universidade. As alunas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Pão dos Pobres Santo Antônio contaram que os exercícios foram divertidos e fáceis, além de nunca terem realizado nada parecido. “A gente tinha até medo, nunca nem ouvi falar antes”, explica Samanta. As estudantes ressaltaram a importância da utilização desses materiais no cotidiano. “O da buzina dá pra usar em carros, interfones, despertadores. O da luz em semáforos, setas de carro. Também ter sensores de detectores de movimento”, destacaram Maria Vitória, Ana Clara, Lavínia e Giovana.

led
Atividade de programação de led realizada pelas alunas
som
Atividade de programação de sensor de áudio realizada pelas alunas

Ao final, as gurias puderam fazer um passeio pelo campus da UFSM, como prédios dos cursos do Centro de Ciências Naturais e Exatas, a Biblioteca Central, Casa do Estudante e Restaurante Universitário (RU). As próximas atividades incluirão as outras escolas parceiras e estão previstas para agosto e a ideia é que as próximas aulas sejam ministradas pelas graduandas.

Acompanhe o grupo para as demais ações.

Expediente:

Notícia e imagens: Luciana Mendes

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/2025/06/30/guriastec-lanca-podcast Mon, 30 Jun 2025 13:38:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/?p=226 Hoje, 30 de junho, o Programa GuriasTec lançou o guriastec podcast. A iniciativa tem o objetivo de incentivar o ingresso, a formação e a permanência de meninas e mulheres nas suas carreiras das áreas de ciências exatas, engenharias e computação, ao divulgar a atuação de mulheres e promover o debate sobre o tema. O primeiro episódio contou com a presença de duas convidadas: Brenda Salenave Santana, egressa da UFSM, doutora em Ciência da Computação e professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPeL), e Marcia Pasin, doutora em Ciências da Computação, professora no Departamento de Linguagens e Sistemas de Computação da UFSM e integrante do GuriasTec. A gravação foi realizada de forma remota.

A gravação do episódio foi feita de maneira remota
Luciana Mendes, Brenda Salenave e Marcia Pasin

A primeira temporada do programa tem formato de roda de conversa e conta com a presença de egressas da UFSM das áreas de atuação do projeto, e uma integrante do GuriasTec, com apresentação da bolsista de divulgação científica do projeto e radialista, Luciana Mendes. O intuito é sempre na última semana do mês, tratar de possibilidades de carreira, futuro no mercado de trabalho e academia.

Marca criada por Marina Huppes Kist

A marca foi desenvolvida pela estudante de Desenho Industrial, Marina Huppes Kist. A construção dos elementos buscou seguir a do GuriasTec, remetendo a um produto da marca ao mesmo tempo trazendo o símbolo do podcast: o microfone.

O episódio já está disponível no Spotify e Deezer pelos links abaixo.

http://open.spotify.com/show/21QsgaNYUndWPpglf9MX3X?si=ca6afe6dc86c44f3

http://link.deezer.com/s/30l33Ui5uZBxmP74Z093a

Expediente:

Notícia e fotos: Luciana Mendes
Desenvolvimento de marca: Marina Huppes Kist, bolsista de Desenho Industrial

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/2025/05/30/isolamento-machismo-velado-e-diminuicao-de-mulheres-nas-areas-stem-por-que-o-debate-de-genero-emerge-como-necessidade Fri, 30 May 2025 23:18:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/?p=210 Em uma sala de aula da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), há um quadro com números que ensinam questões estatísticas e, nas cadeiras dispostas pela sala, duas mulheres entre vários homens. Uma delas é Yasmin Pires, estudante do 7º semestre de Estatística. Essa imagem representa o isolamento de meninas e mulheres na chamada área STEM: Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (em inglês, Science, Technology, Engineering and Maths). A graduação é motivo de orgulho para ela. “Estar adentrando uma área em que não há uma presença feminina significativa me parece muito disruptivo, então o fato de eu estar aqui é muito satisfatório pra mim. Mas é um pouco solitário também”, comenta. Yasmin conta que, quando ingressou na UFSM, em 2022, em sua turma havia apenas mais uma mulher. Tem contato com alunas de outras turmas, mas as disciplinas que cursa geralmente não recebem mais do que duas ou três mulheres.

A sensação de isolamento em cursos como o da Estatística não é exceção. Invisibilidade no local de trabalho, preconceito de gênero, maior dificuldade para chegar em posições de prestígio e atribuição de papeis de cuidado são relatos comuns de profissionais de áreas como as Engenharias, a Computação e as Ciências Exatas. No ambiente acadêmico, que é de formação, o debate sobre gênero também é escasso. Yasmin relata que, em uma disciplina do primeiro semestre, foi apresentada a uma lista com mulheres relevantes para a estatística, mas considera o tema menos presente do que deveria. Quem insere estes questionamentos são as professoras do curso, que são três, e que Yasmin considera inspiradoras.

Uma delas é Renata Rojas Guerra, que se mudou de Uruguaiana para Santa Maria para estudar Economia. Depois, fez mestrado em Engenharia de Produção na UFSM e Doutorado em Estatística na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Renata teve orientadores homens tanto no mestrado quanto no doutorado, e não raro ouvia elogios a eles por nunca terem assediado as alunas. Para ela, isso sempre provocou estranhamento e incômodo.

“Hoje eu ainda escuto e aí acho mais estranho ainda. Era uma coisa que todo mundo falava como um elogio. Aí a gente vê como tem um caminho a seguir. A pessoa faz a obrigação dela, que é não assediar seus estudantes, e está sendo aclamada por isso”, desabafa.

Diminuição de mulheres na área STEM

Em maio de 2023, foi lançado o relatório Sexo e Raça em Matemática, Matemática Aplicada e Estatística: perfil dos estudantes de graduação no Brasil, feito pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e Associação Brasileira de Estatística (ABE). Renata foi uma das pesquisadoras envolvidas na coleta, tratamento e análise dos dados. 

 

Uma das conclusões do relatório é a diminuição do ingresso e permanência de meninas e mulheres nos cursos analisados. Se em 2009 as mulheres eram 42% das ingressantes, em 2019 passaram a ser 39%. Quanto ao número de formadas, em 2009 elas eram 49%, enquanto em 2019, 47%. Ao olhar para a especificidade dos dados de cursos de bacharelado, a porcentagem de ingressantes é mais baixa: 39% em 2009 e 28% em 2019. Enquanto em 2009 se formavam 43%, em 2019 esse índice diminuiu para 37%.

 

Renata conta que os números, que sempre foram sua paixão, nesse momento trouxeram um ponto de alerta: diferente de Yasmin, suas turmas de graduação, mestrado e doutorado tinham várias mulheres. “É muito triste e preocupante, porque tinha muitas. Quando fomos olhar os dados do boletim, vimos que tá diminuindo a proporção de mulheres”, comenta. A percepção da docente é de que este número continua em decréscimo: na UFSM, em 2024, havia uma mulher em uma turma de 11 calouros. Neste ano, novamente, uma única mulher, desta vez em uma turma de 17 estudantes.

Uma das hipóteses da diminuição do ingresso feminino neste curso é porque a profissão começou a ser mais valorizada. Renata comenta que é um apontamento feito por uma colega, com o qual ela concorda: “A profissão começou a entrar no hall das melhores, das profissões mais bem pagas, né? O cientista de dados ganha mais que um médico no início da carreira, essas propagandas que fazem. E eu acho que isso realmente faz com que os homens comecem a se interessar mais por esses cursos e acabam tirando o espaço que antes era mais das mulheres”, explica.

‘Shhh!’: machismo velado

A desigualdade de gênero no ambiente universitário e de trabalho não se manifesta apenas por meio de situações criminosas de assédio. Muitas vezes, são práticas cotidianas de machismo velado, como delegar tarefas de gestão, burocráticas e de cuidado para as mulheres - mesmo que as mesmas sejam pesquisadoras e docentes de alto nível. Desde a ata até a preocupação com o coffe break de um evento, são designadas para elas. Por serem tão naturalizadas, podem passar despercebidas. A professora do Departamento de Engenharia Ambiental e Sanitária, Débora Missio Bayer, conta que não sentiu isolamento em sua formação como engenheira civil. Ela sente que tinha uma certa inocência com relação a não ser afetada pelos estereótipos e preconceitos de gênero. “Aí tu começa a trabalhar e parece que tudo leva um esforço maior: aí tu começa a perceber essas diferenças”, comenta.

 

O nascimento da filha, Julia, em janeiro de 2020, foi responsável por um chacoalhão. Com a pandemia e o retorno da licença em modelo remoto, Débora não conseguiu voltar a trabalhar na mesma intensidade que antes. Com a maternidade, o olhar se transformou. “Do grupo das minhas colegas de faculdade, poucas seguimos a carreira. [Quase] todas largaram a engenharia, umas por causa da maternidade, outras por outros motivos. Poxa, quantas? Porque os meninos todos estão trabalhando como engenheiros”, desabafa. A percepção da sobrecarga, tanto própria quanto das colegas de turma, inquietou Débora. Para ela, não é mais possível ignorar o debate de gênero no ambiente das áreas de Engenharias, Exatas e Computação.

 

“Quando tu vê uma situação de preconceito ou de assédio, tu vê a vida daquela pessoa ser alterada. Se já não alterou a vida emocionalmente, [também altera] na profissão, porque às vezes essas ocorrências são práticas: é um credenciamento no programa, uma chance que se dá pra um homem em vez da mulher. Tu começa a te afetar, né? A te sentir mal por isso”, relata Débora.

Apesar de não ter sofrido nenhuma situação de assédio sexual ou moral, Débora conta que, como coordenadora de curso, já auxiliou alunas que passaram por estas violências. Sobre estereótipos de gênero com mulheres da área, ela comenta: “Imagina tu ser uma engenheira de obras, de transportes, uma engenheira eletricista, sempre tem um peso. ‘Ah, foi uma mulher que fez o projeto dessa ponte. Será que é confiável?’ Ninguém questiona isso se é o projeto de um homem’. Para Renata, uma situação que a marcou negativamente foi quando recebeu uma avaliação discente anônima no final de um semestre: “Recebi um comentário dizendo que eu usava minissaia - e eu posso dizer que nunca usei, mas se usasse também não teria problema - e que eu derrubava o apagador de propósito para pegar ele no chão…”.

GuriasTec nasce para provocar incômodos

Débora e Renata são as coordenadoras do programa GuriasTec, que contempla cursos das áreas de Engenharias, Computação e Ciências Exatas. Um dos objetivos é o acolhimento às estudantes da UFSM, para diminuir a sensação de isolamento e aumentar a de pertencimento. O incômodo com a pouca presença de gurias e a ausência do debate de gênero foram motivadores para a criação da iniciativa. “Não vamos conseguir reinventar a roda, mudar o mundo, mas acho que vamos conseguir fazer um pouquinho de mudança”, reflete Débora. Para ela, são pequenas ‘perturbaçõezinhas’ que se deve causar na Universidade. “Criar um ambiente de acolhimento, onde as meninas se sintam acolhidas, com quem elas possam contar. Se elas precisarem, vai ter alguém para dar uma mão, para ajudar a se sentirem mais confortáveis dentro daquele lugar, que se sintam no lar delas”, projeta.

Por meio de vários projetos, o GuriasTec vai até quatro escolas de Santa Maria: EMEF Adelmo Simas Genro, EMEF Diácono João Luiz Pozzobon, EMEF Pão dos Pobres Santo Antônio e Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso. Cinco alunas de cada uma das escolas são bolsistas de iniciação científica júnior (ICJ) e vão participar de variadas atividades, tanto no ambiente escolar quanto no universitário. Para Renata, ir até as escolas é importante para tentar mudar a realidade de pouca inserção de mulheres nas áreas em que elas atuam:

“A gente não pode usar a régua de mulheres em posições de poder, que as pessoas veem como mérito. ‘Ah, ela é mulher e chegou lá, então outras mulheres também podem chegar’. A gente tem que usar a régua das meninas que estão nas escolas e tentar fazer com que elas tenham as oportunidades de chegar onde a gente chegou de maneira mais fácil. Se a gente não fizer isso, vai ter uma Renata e uma Débora nas posições que estamos hoje. Mas e todas as outras?”

O projeto, para Yasmin Pires, é uma forma de mostrar para as meninas as possibilidades que existem na universidade. “Eu sei como é ser uma adolescente que não sabe qual faculdade/carreira escolher, que não se acha pertencente a nada e não se acha capaz de nada. É muito assustador! E como uma mulher presente em uma área dominada por homens, acredito estar nesse projeto obrigatório, já que posso estar “recrutando” futuras estaticistas brilhantes”, declara. A falta de incentivo para meninas nestas áreas se perpetua na escola, mas começa quando as meninas são crianças e são incentivadas a brincadeiras relativas ao cuidado, como as bonecas, enquanto os meninos são presenteados com carrinhos, kits de cientistas e ferramentas de brinquedo. Yasmin lembra que brincava muito de boneca: “Minha vó era costureira, e ela me ensinava a costurar as roupinhas. Basicamente me incentivavam a brincar de “mãe”. Mas acho que os brinquedos que eu mais gostava eram aqueles de montar. Sabe aquelas mini casinhas de madeira que você montava uma cidadezinha? Adorava brincar com aquilo”.


As ações do programa GuriasTec já começaram, por meio das visitas do Conhecer + às escolas. As notícias podem ser acessadas aqui e aqui.

[Bastidores]

Enquanto escrevia esta reportagem, ao falar do acolhimento ‘às estudantes’, a própria ferramenta de texto do GoogleDocs me sugeriu uma correção: achou que eu deveria estar falando ‘dos estudantes’. Até aqui, o debate de gênero é necessário.

Expediente:

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/23/next-feira-de-oportunidades-no-ct-e-sucesso-de-publico-em-sua-primeira-edicao Fri, 23 May 2025 20:07:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69256 [caption id="attachment_69258" align="alignleft" width="600"] Estudantes de diversas áreas do CT aproveitaram a oportunidade para se aproximar do mercado de trabalho (Foto: Bernardo Silva)[/caption]

Na quinta-feira (22), aconteceu no Prédio 9F a primeira edição da Next – Feira de Oportunidades, evento que recebeu mais de 1,5 mil visitantes ao longo de toda a “Área de Conexões”. No espaço, 17 empresas de relevância estadual, nacional e internacional expuseram produtos, áreas de atuação e oportunidades para os estudantes do Centro de Tecnologia (CT).

No início da tarde, durante o momento da abertura, foi anunciada a criação de uma plataforma de oportunidades para estudantes do CT, o Talent Hub, que funcionará como um "mini LinkedIn da unidade de ensino". Nela, os alunos poderão criar um perfil com seu currículo e suas qualificações, enquanto as empresas anunciarão as oportunidades de emprego ou estágio e as habilidades requeridas para cada vaga.

O cadastro das empresas na plataforma inicia na próxima semana, enquanto o dos alunos começará a partir do próximo mês. As empresas que participaram da Next - Feira de Oportunidades terão acesso pelo período de um ano. Para o acadêmico de Engenharia Acústica, Jóshua Cordeiro, o evento chamou a atenção por ter sido sua primeira chance de criar conexões com o mercado de trabalho dentro da UFSM. “Meus momentos favoritos no foram a feira de oportunidades, que me proporcionou contato com diversos profissionais”, destaca o estudante.

A Next foi idealizada CT junto do Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia (InovaTec). O objetivo é ser uma ponte entre o universo acadêmico e o setor produtivo, conforme explica a secretária administrativa da unidade de ensino e uma das responsáveis por organizar o evento, Tatiana Stradiotto: “a universidade promove eventos para a captação e permanência dos alunos, mas não havia um evento para prepará-los no momento de saída da universidade. Essa também era uma demanda das empresas, que desejam divulgar suas oportunidades”.

Conexões e reconexões com a UFSM

Das 17 empresas, pelo menos duas tinham em seus estandes representantes que vieram de Santa Maria. John Deere, referência internacional na produção de maquinários agrícolas, montou um estande composto apenas por egressos da UFSM formados no Centro de Tecnologia.

“Eu trabalho na unidade de Horizontina e muitos dos profissionais de lá são oriundos daqui, como é o meu caso. A empresa sempre tenta se aproximar dos alunos porque sabemos que a universidade forma profissionais muito capacitados”, afirma Júnior Osmari, engenheiro da empresa e formado em Engenharia Mecânica pela UFSM. Ele ainda destaca a importância desse evento para colocar alunos em contato com empresas das quais eles somente ouvem falar e das suas diversas possibilidades de atuação no ramo da tecnologia.

O Átrio do Prédio 9F estava cheio de dispositivos tecnológicos. No entanto, um dos estandes mais procurados consistia basicamente em duas pessoas e dois notebooks. Era a área de exposição da Google, que foi representada pela gerente de Atração e Desenvolvimento de Talentos no Canadá e América Latina, Bruna Seibert, e o engenheiro de software, Eduardo Kapp, naturais de Santa Maria.

Quando se fala em Google, geralmente a primeira coisa que vem à mente são os serviços de busca oferecidos pela empresa. No entanto, sua área de atuação é diversa, com espaço para os mais diversos profissionais da área da tecnologia. “Trabalhamos com tecnologias do passado, do presente e do futuro”, enfatiza Kapp. 

[caption id="attachment_69259" align="alignright" width="600"] Segundo uma das organizadoras, a secretária administrativa Tatiana Stradiotto, a Feira deve receber novas edições anualmente (Foto: Vinícius Maeda)[/caption]

Engenheiro de software há um ano e três meses no Google, ele participou de grupos de pesquisa na área de telecomunicação durante a graduação. Com o objetivo de aplicar no mercado de trabalho o conhecimento adquirido na pesquisa acadêmica, ele passou a atuar no setor de Ciência de Dados. “É uma trajetória pouco comum, consequência de ter desbravado as oportunidades que apareciam. Se me dissessem no primeiro semestre do curso que eu passaria por tudo isso, eu não acreditaria”, conta o egresso de Engenharia Elétrica da UFSM.

Antes da sua atuação no setor de RH da Google, onde trabalha há três anos e meio, Bruna se formou em Publicidade e Propaganda pela Universidade Franciscana e fez mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação na Universidade de São Paulo. “Toda formação é relevante pelo repertório que ela nos oferece e possibilidade de conexão com alunos e professores, o que dá uma visão de carreira mais ampla”, destaca a profissional ao falar sobre a importância da formação acadêmica na sua vida profissional.

A oportunidade de trocas proporcionadas pelo Next foi importante não apenas para os estudantes, mas também para os profissionais. “Desde a minha graduação eu queria trabalhar no Google. Achava a coisa mais incrível do mundo, mas ao mesmo tempo inalcançável. Para mim é muito emocionante vir aqui junto com o Eduardo e mostrar que é possível, mas obviamente com muito esforço e resiliência”, disse Bruna.

Sucesso de público garante a realização de novas edições

A partir das 17h o evento deu início aos talks, em que profissionais do Crea, Google, BAT, Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos, Prolec GE Brasil, Forte Security, Focklink, Bruning Tecnometal, WEG Equipamentos Elétricos e John Deere sobre mercado de trabalho e gestão de carreira na área da tecnologia em palestras de 15 minutos.

Além dos 1,1 mil estudantes que se inscreveram antecipadamente para a programação da tarde do Next, há os que fizeram sua inscrição na entrada do evento. Com a soma dos dois grupos, a organização estima que a feira teve mais de 1,5 mil visitantes. Tatiana Stradiotto, uma das organizadoras da Next, relata que, por ser a primeira edição, a Feira de Oportunidades não tem uma periodicidade definida. Mas, pela boa resposta do público, deve ocorrer anualmente.

Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Pedro Pereira, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/proinova/2025/05/19/workshop-falara-sobre-valoracao-de-tecnologias Mon, 19 May 2025 19:18:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/proinova/?p=8482

A Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM os convida para o evento “Descomplicando a Valoração de Tecnologias”, no dia 03/06 (terça-feira), às 09h, no Auditório do INPE.

O evento abordará da teoria à prática, como a Proinova avalia o valor de uma tecnologia para fins de negociação, licenciamento ou transferência e impulsiona a inovação na UFSM. A Pró-Reitoria também resgatará seus cases Zagaia Cervejaria - Transferência de Tecnologia por Know-How e BioDos – Transferência de Tecnologia por Licenciamento, sucessos dos últimos anos no Núcleo de Prospecção e Valoração.

As inscrições estão abertas até 02/06. Mais informações estão disponíveis na página do evento.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/2025/04/16/guriastec-ufsm-desenvolve-projeto-de-equidade-de-genero-na-area-de-tecnologia Wed, 16 Apr 2025 13:40:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/projetos/extensao/guriastec/?p=171 A partir de uma percepção de escassez nas representações femininas, em especial negras e indígenas, no ambiente universitário, especialmente nas áreas de tecnologia, surge um novo projeto da UFSM. Trata-se do projeto GuriasTec que, em parceria com a rede pública de educação básica, visa atenuar essa defasagem por meio da construção coletiva. O projeto envolve dois grandes centros de ensino da UFSM, o CT e o CCNE, e quatro escolas públicas, todas localizadas em regiões periféricas. Recentemente, o projeto foi aprovado na chamada pública Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e terá financiamento do CNPq.

Com o objetivo de potencializar o protagonismo social de meninas e mulheres de escolas da periferia de Santa Maria, o projeto GuriasTec busca incentivar o interesse de alunas no ingresso, formação, permanência e ascensão em carreiras nas áreas de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. O público de interesse são estudantes de escolas públicas do Ensino Fundamental e Médio, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, com a finalidade de compartilhar experiências e aprendizados, difundindo o conhecimento das profissões científicas e tecnológicas em uma linguagem acessível.

Fotografia retangular e colorida de seis mulheres em frente a um quadro de giz com desenhos e escritos. São todas mulheres brancas, que sorriem amplamente. Estão todas sentadas em uma espécie de sofá. Duas estão no assento e as outras ao redor dele. No fundo, quadro preto do tipo giz com vários desenhos pequenos e anotações.
Servidoras participantes do projeto GuriasTec. Na foto, da primeira fila, da esquerda para a direita, as servidoras Eliane Cristina Amoretti e Lais Helen Loose. Na segunda fila, da esquerda para a direita, Evelyn Paniz Possebon, Marcia Pasin, Andrea Schwertner Charão e Jaqueline Quincozes da Silva Kegler

Contexto de surgimento do projeto

Santa Maria é um polo de educação, com cerca de dez instituições de ensino superior. Dentre elas, a UFSM tem um lugar de destaque, por ser uma instituição pública, com infraestrutura, apoio socioeconômico e ensino de qualidade em diferentes áreas e níveis. Por isso, é dela que se espera o início de movimentos para transformação da realidade, com um olhar cuidadoso para as vulnerabilidades socioeconômicas e étnico-raciais. Dada a realidade de vulnerabilidade das regiões periféricas da cidade, é especialmente importante que, nessas regiões, as meninas sejam estimuladas a perceberem e a buscarem novas possibilidades; para que seja expandido o mundo em que elas se percebem fazendo parte e, por consequência, possibilitando a mudança de suas realidades educacionais e sociais.

Dentre os cursos da UFSM na área de Ciências Exatas (Matemática, Química, Física e Estatística), de Engenharias (Elétrica, Civil, Química, Mecânica, Ambiental e Sanitária, Produção, Controle e Automação, Acústica, Computação, Aeroespacial e Telecomunicações); de Computação (Ciência da Computação e Sistemas de Informação) e de Arquitetura e Urbanismo, apenas 29,85% dos ingressantes foram mulheres no período de 1970 até o momento.

Na análise curso a curso, é possível identificar que em alguns o percentual de mulheres ingressantes não chegou a 20% – o curso de Engenharia Mecânica tem o menor percentual (8% de ingressantes femininas). Mesmo no curso de Arquitetura e Urbanismo, que tem a maior procura por mulheres (cerca de 75% de ingressantes femininas no período analisado), as professoras enxergam a necessidade de uma mudança para além do ingresso, uma mudança estrutural na sociedade e nas instituições – o que justifica o seu engajamento no projeto.

Em relação à representatividade feminina nos departamentos didáticos, o Centro de Tecnologia possui em seu quadro docente apenas 28% de mulheres, enquanto que no Centro de Ciências Naturais e Exatas, considerando os departamentos de Estatística, de Química, de Física e de Matemática, é de apenas 35%. A representatividade de negras e indígenas é irrisória. Considerando que, para ingressar na carreira docente na Instituição é necessário um alto nível de escolaridade (doutorado) é possível perceber como o percurso é ainda mais complexo para as mulheres negras e indígenas.

Logo, o contexto aponta que ainda é necessário um esforço conjunto para a criação e/ou a consolidação de políticas e de estímulos que tornem as áreas em questão de interesse de atuação das meninas. Para além do ingresso delas na Educação Superior, seja ele pelo sistema de cotas ou universal, faz-se necessário minimizar as possíveis distorções, preconceitos e dificuldades oriundas de suas bagagens pessoais, de modo a não afetarem o seu desempenho acadêmico. Nessa conjuntura, ampliar a conexão da sociedade com a UFSM, em especial das meninas, se faz pertinente e urgente.

O projeto

O GuriasTec é uma iniciativa de docentes e técnicas administrativas em educação (TAEs) do Centro de Tecnologia (CT) e do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) da UFSM. Atualmente, integra em sua equipe 23 servidoras das unidades de ensino já citadas e do Centro de Educação (CE), Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) e Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED).

Além da equipe da UFSM, o projeto conta com a participação do Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal de Santa Maria (NTEM) e das seguintes escolas municipais: Escola Municipal de Ensino Fundamental Diácono João Luiz Pozzobon, Escola Municipal de Ensino Fundamental Adelmo Simas Genro e Escola Municipal de Ensino Fundamental Pão dos Pobres Santo Antônio e Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso.

A vigência do GuriasTec será de três anos, prevendo a oferta de 28 bolsas de estudo, destinadas a alunas dessas escolas, professoras da educação básica e discentes de iniciação científica, pós-doutorado e divulgação científica. O projeto também disponibilizará recursos para custeio, tendo em vista a recente aprovação do projeto na chamada pública nº 31/2023 do MCTI/CNPq.

Quanto aos resultados esperados, o projeto prevê além da parceria com escolas, NTEM e lideranças indígenas, a capacitação de pelo menos 20 alunas e 4 professores(as) da educação básica como multiplicadoras e influenciadoras sociais, dentre outros.

Fotografia horizontal e colorida de 14 mulheres em frente a um painel colorido. São 12 mulheres brancas, uma mulher negra e uma mulher parda. Seis estão sentadas e oito em pé. A maioria sorri amplamente, umas de maneira mais discretas. Estão na frente de um painel colorido, em tns de amarelo, azul, laranja, e branco. No painel, o desenho de uma menina de perfil, em tons de cinza, que tem um olhar marcante e expressão séria. No fundo dela, elementos coloridos como raios de sol, quadriculados e imagens abstratas, que formam um cenário futurista.
Na foto, sentadas, da esquerda para a direita, as servidoras Ísis Portolan dos Santos, Vanessa Schmidt Giacomelli, Tatiana Cureau Cervo, Candice Muller, Elisandra Maziero e Renata Guerra. Em pé, da esquerda para a direita, Ana Lúcia Souza Silva Mateus, Dyana Duarte, Natália Daudt, Vanessa Sari, Rosane Brum Mello, Simoni Timm Hermes, Larissa Kirchhof, Débora Missio Bayer. Participantes não presentes na foto: Carmen Vieira Mathias (CCNE) e Nilza Zampiere (CT).

Texto por Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM, com informações e imagens das gestoras do projeto GuriasTec. 

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Notícia publicada pela Agência de Notícias da UFSM em 25/11/2024 neste link.

O projeto GuriasTec, idealizado por docentes e técnicas administrativas em educação (TAEs) do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, foi contemplado na chamada pública Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação (Camada CNPq Nº 31/2023), divulgada no dia 9. A proposta, submetida pela professora Renata Rojas Guerra, conta com 23 colaboradoras em sua elaboração, incluindo servidoras do CCNE, CT, Centro de Educação (CE), Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) e Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED).

Fotografia horizontal e colorida de 14 mulheres em frente a um painel colorido. São 12 mulheres brancas, uma mulher negra e uma mulher parda. Seis estão sentadas e oito em pé. A maioria sorri amplamente, umas de maneira mais discretas. Estão na frente de um painel colorido, em tns de amarelo, azul, laranja, e branco. No painel, o desenho de uma menina de perfil, em tons de cinza, que tem um olhar marcante e expressão séria. No fundo dela, elementos coloridos como raios de sol, quadriculados e imagens abstratas, que formam um cenário futurista.
Na foto, sentadas, da esquerda para a direita, as servidoras Ísis Portolan dos Santos, Vanessa Schmidt Giacomelli, Tatiana Cureau Cervo, Candice Muller, Elisandra Maziero e Renata Guerra. Em pé, da esquerda para a direita, Ana Lúcia Souza Silva Mateus, Dyana Duarte, Natália Daudt, Vanessa Sari, Rosane Brum Mello, Simoni Timm Hermes, Larissa Kirchhof, Débora Missio Bayer. Participantes não presentes na foto: Carmen Vieira Mathias (CCNE) e Nilza Zampiere (CT).

A Chamada do CNPq apoia iniciativas que contribuem de modo significativo para o desenvolvimento científico-tecnológico e a inovação no Brasil por meio do estímulo ao ingresso, à formação, à permanência e à ascensão de meninas e mulheres nas carreiras de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. O programa tem como objetivo viabilizar experiências construtivas e democratizar a ciência, e se destina a estudantes de escolas públicas, especialmente as que vivem em situação de vulnerabilidade. 

 

Com vigências de três anos, o projeto prevê a oferta de 20 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para estudantes de Ensinos Fundamental e Médio. Professoras da educação básica e discentes de iniciação científica, pós-doutorado e divulgação científica de escolas também concorrem. A seleção será feita pelas instituições de ensino participantes mediante edital, com critérios a serem estabelecidos conjuntamente. Estão reservadas 40% das vagas para meninas negras ou indígenas.

 

Para quem já está no Ensino Superior, haverá ações e oportunidades específicas na UFSM, com espaços coletivos de acolhimento e discussão sobre gênero, assédio, racismo, violência, entre outras temáticas. No pós-doutorado, o plano de trabalho abarca o mapeamento da desigualdade de gênero e raça em nível regional. Essas questões serão estudadas e disseminadas pela divulgadora científica escolhida pelo edital.

 

Estão envolvidos no planejamento, ainda, o Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal de Santa Maria, o Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso e as escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEF) Diácono João Luiz Pozzobon, Adelmo Simas Genro e Pão dos Pobres Santo Antônio. Para cada escola, serão destinadas cinco bolsas e a tutela de um(a) docente. Além das bolsistas, todas as meninas serão incluídas em atividades a serem desenvolvidas.

 

Conforme a professora Débora Missio Bayer, integrante do projeto e associada ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA) do CT, essa é uma chance de mudar o cenário da ciência e da educação superior. “As áreas das ciências exatas, engenharia e computação possuem minoria feminina, que fica menor ainda se pensarmos em mulheres negras e indígenas. Muito disso se deve a não noção de pertencimento que as meninas têm nesses ambientes”, afirma. 

 

Débora ressalta que essa minoria feminina fica ainda mais destacada quanto às mulheres negras e indígenas e que, nesse contexto, o projeto representa uma vitória significativa para mulheres, docentes e TAEs da UFSM. “Ao criar oportunidades de desenvolver essas habilidades e confiança nas meninas, por meio de uma parceria com escolas públicas, especialmente em regiões de vulnerabilidade social, conseguiremos estimular esses potenciais. Esperamos que, a médio e longo prazo, mais mulheres ocupem e liderem esses espaços, contribuindo para um futuro mais diverso e inclusivo”, conclui.

Fotografia retangular e colorida de seis mulheres em frente a um quadro de giz com desenhos e escritos. São todas mulheres brancas, que sorriem amplamente. Estão todas sentadas em uma espécie de sofá. Duas estão no assento e as outras ao redor dele. No fundo, quadro preto do tipo giz com vários desenhos pequenos e anotações.
Na foto, da primeira fila, da esquerda para a direita, as servidoras Eliane Cristina Amoretti e Lais Helen Loose. Na segunda fila, da esquerda para a direita, Evelyn Paniz Possebon, Marcia Pasin, Andrea Schwertner Charão e Jaqueline Quincozes da Silva Kegler

Texto: Kemyllin Dutra, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Maria Eduarda Pedroso/ Arquivo Pessoal

Edição: Maurício Dias, jornalista

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O Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR) da UFSM/PM promoveu uma palestra com o Prof. Dr. Tiago Bandeira Marchesan, diretor do Centro de Tecnologia da UFSM, sobre "Transferência de Tecnologia para o desenvolvimento social e tecnológico da região”. O evento ocorreu na UFSM/PM e reuniu alunos, professores e pesquisadores para discutir inovação e tecnologia na região, na última quarta-feira, 2 de abril.

O Prof. Dr. Tiago Bandeira Marchesan apresentou estratégias e desafios da transferência de tecnologia, destacando a interação entre a universidade, o setor produtivo, o governo e a sociedade civil para o desenvolvimento regional.

A palestra abordou o papel da universidade na geração e transferência de conhecimento; a inovação para o desenvolvimento social e econômico; os desafios e as oportunidades da transferência de tecnologia na região; e a interação entre universidade, empresas, governo e sociedade.

O diretor do campus da UFSM Palmeira das Missões, Prof. Dr. Adriano Lago, destacou a importância das interações entre a universidade e a sociedade para fortalecer o desenvolvimento regional: “A comunidade confia na UFSM como um espaço de credibilidade. Quando discutimos transferência de tecnologia, falamos sobre aproximar conhecimento e prática, permitindo que as soluções desenvolvidas na universidade cheguem para comunidade”, afirmou.

O Prof. Dr. Tiago Bandeira Marchesan destacou a importância de transformar conhecimento em inovação acessível à sociedade. “Esse processo de levar a inovação para a sociedade exige reflexão sobre como cada um pode levar seus resultados para a comunidade. As inovações precisam contribuir para a evolução regional e promover mudanças significativas”, afirmou.

A palestra faz parte das ações do PPGAGR voltadas à inovação e à integração entre universidade e sociedade.


Texto e fotos por PPGAGR, UFSM/PM; edição por Subdivisão de Comunicação do CT-UFSM.

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Na última semana, a Universidade Federal de Santa Maria foi palco de duas importantes Semanas Acadêmicas que mobilizaram estudantes, professores e profissionais de suas respectivas áreas: a Semana Acadêmica da Engenharia Florestal e a Semana Acadêmica de Tecnologia em Alimentos.

Semana Acadêmica da Engenharia Florestal

Promovida pelo Diretório Acadêmico da Engenharia Florestal (DAEF) em parceria com a Coordenação do Curso, a Semana da Engenharia Florestal trouxe uma programação diversificada voltada para os desafios e inovações no setor florestal.

Entre os destaques estiveram palestras sobre manejo sustentável, uso de tecnologias de geoprocessamento e oportunidades no mercado internacional. Rodas de conversa com profissionais renomados e oficinas práticas também marcaram o evento, conectando os acadêmicos às demandas reais do mercado.

Semana Acadêmica de Tecnologia em Alimentos

Organizada pelo Diretório Acadêmico de Tecnologia em Alimentos (DATA) e pela Coordenação do Curso, a Semana Acadêmica de Tecnologia em Alimentos destacou os avanços na produção, qualidade e segurança alimentar.

Palestrantes do setor industrial, pesquisadores e especialistas compartilharam conhecimentos sobre tendências de consumo, desenvolvimento de novos produtos e regulamentações sanitárias. Oficinas sobre análise sensorial e inovação tecnológica foram especialmente elogiadas pelos participantes.

Integração e Impacto

Ambas as semanas acadêmicas proporcionaram aos estudantes uma oportunidade única de aprofundar conhecimentos, estabelecer contatos profissionais e discutir os rumos de suas áreas de atuação. Além disso, fortaleceram a relação entre a universidade e o mercado de trabalho, ampliando as perspectivas de carreira dos futuros profissionais.

O CCR reafirma, por meio de eventos como esses, seu compromisso com a excelência acadêmica e a formação de lideranças capacitadas para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.

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Escolas de Santa Maria podem usar o aplicativo “eFauna UFSM” para ver os animais registrados de forma complementar a aulas de Ciências e Biologia

A partir de agora, a comunidade acadêmica poderá contribuir com as pesquisas da Universidade sobre a biodiversidade em questão de segundos. Na última quinta-feira (21), ocorreu o lançamento do aplicativo “eFauna UFSM”, que busca estimular o interesse dos estudantes em conhecer a fauna por meio do registro de animais avistados n campus sede. O evento aconteceu no Jardim Botânico.

 

A iniciativa tem o propósito de incentivar a criação de uma rede de voluntários para divulgar a diversidade de vertebrados que habitam os arredores da instituição com base nos princípios da ”ciência cidadã”, de uma produção de conhecimento de forma coletiva e participativa. O aplicativo está disponível gratuitamente na Play Store e pode ser instalado em celulares com sistema operacional Android a partir da versão 9 Pie.

 

O projeto eFauna UFSM surgiu em maio de 2023 e foi desenvolvido pelo professor Enio Giotto, do Departamento de Engenharia Rural, e pelos acadêmicos Fabrício Ramos e Lorenzo Lengedolff, do curso de Redes de Computadores, com coordenação da professora Marilise Krügel, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental. 

A docente contou que o programa foi elaborado também com a ideia de ser uma ferramenta de aprendizagem que une diferentes campos do conhecimento. “Esta interface contribui para a formação do aluno, qualifica o ensino de graduação e estimula ações de compromisso e ética com o meio ambiente. São muitas as disciplinas obrigatórias nas áreas de zoologia, ecologia, biodiversidade e manejo de fauna silvestre que se conectam com o aplicativo, abrangendo os cursos de Zootecnia, Engenharia Florestal, Ciências Biológicas, Técnico em Meio Ambiente e Tecnologia em Gestão Ambiental”, explicou Marilise.

 

Ao abrir o APP eFauna e acessar a aba “Conhecendo a Fauna”, é possível encontrar a listagem completa das 339 espécies de vertebrados terrestres já registrados no campus sede da UFSM. Isso, inclusive, pode ser útil para as escolas de Santa Maria usem de forma complementar às aulas de Ciências ou Biologia, como aconselha a professora. Caso o indivíduo não reconheça a espécie, o registro pode ser feito normalmente para, na sequência, ser avaliado pelos moderadores do aplicativo e devidamente identificado.

 

Conhecer as espécies que dividem os mesmos ambientes que as pessoas e contribuir para os estudos na área impacta diretamente na questão da proteção e conservação ambiental, como explica a coordenadora do eFauna UFSM: “ainda existem muitas lacunas, mas sabe-se que as mudanças climáticas impactam diretamente sobre as populações de animais e plantas de diferentes formas”. A professora Marlise exemplifica: “as múltiplas interações entre animais e plantas como, por exemplo, a polinização, o controle de insetos e a dispersão de sementes, geram inúmeros benefícios ecossistêmicos. Garantir a manutenção dos serviços ecossistêmicos é valioso e imprescindível para o enfrentamento das mudanças climáticas”. 

 

Para entender mais, o internauta pode acessar o perfil do projeto no Instagram.

 

Texto: Pedro Pereira, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Laurent Keller, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista

Foto colorida horizontal de um grupo de pessoas reunidas em um espaço com várias árvores em volta
Aplicativo “eFauna UFSM” busca construir uma rede de voluntários para registrar animais avistados no campus sede e, assim, contribuir com pesquisas sobre a biodiversidade
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/25/guriastec Mon, 25 Nov 2024 12:25:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67684 Foto colorida horizontal de grupo de 14 mulheres. Elas estão posicionadas em frente a um painel colorido e estilizado com uma mulher e um sol. Do grupo, seis estão sentadas e oito estão em pé, atrás das que estão sentadas.
Na foto, sentadas, da esquerda para a direita, as servidoras Ísis Portolan dos Santos, Ana Lúcia Souza Silva Mateus, Dyana Duarte, Natália Daudt, Vanessa Sari e Rosane Brum Mello. Em pé, da esquerda para a direita, as servidoras Simoni Timm Hermes, Larissa Kirchhof, Débora Missio Bayer, Vanessa Schmidt Giacomelli, Tatiana Cureau Cervo, Candice Muller, Elisandra Maziero e Renata Guerra. Participantes não presentes na foto: Carmen Vieira Mathias (CCNE) e Nilza Zampiere (CT).

O projeto GuriasTec, idealizado por docentes e técnicas administrativas em educação (TAEs) do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, foi contemplado na chamada pública Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação (Camada CNPq Nº 31/2023), divulgada no dia 9. A proposta, submetida pela professora Renata Rojas Guerra, conta com 23 colaboradoras em sua elaboração, incluindo servidoras do CCNE, CT, Centro de Educação (CE), Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) e Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED). 

 

A Chamada do CNPq apoia iniciativas que contribuem de modo significativo para o desenvolvimento científico-tecnológico e a inovação no Brasil por meio do estímulo ao ingresso, à formação, à permanência e à ascensão de meninas e mulheres nas carreiras de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. O programa tem como objetivo viabilizar experiências construtivas e democratizar a ciência, e se destina a estudantes de escolas públicas, especialmente as que vivem em situação de vulnerabilidade. 

 

Com vigências de três anos, o projeto prevê a oferta de 20 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para estudantes de Ensinos Fundamental e Médio. Professoras da educação básica e discentes de iniciação científica, pós-doutorado e divulgação científica de escolas também concorrem. A seleção será feita pelas instituições de ensino participantes mediante edital, com critérios a serem estabelecidos conjuntamente. Estão reservadas 40% das vagas para meninas negras ou indígenas.

 

Para quem já está no Ensino Superior, haverá ações e oportunidades específicas na UFSM, com espaços coletivos de acolhimento e discussão sobre gênero, assédio, racismo, violência, entre outras temáticas. No pós-doutorado, o plano de trabalho abarca o mapeamento da desigualdade de gênero e raça em nível regional. Essas questões serão estudadas e disseminadas pela divulgadora científica escolhida pelo edital.

 

Estão envolvidos no planejamento, ainda, o Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal de Santa Maria, o Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso e as escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEF) Diácono João Luiz Pozzobon, Adelmo Simas Genro e Pão dos Pobres Santo Antônio. Para cada escola, serão destinadas cinco bolsas e a tutela de um(a) docente. Além das bolsistas, todas as meninas serão incluídas em atividades a serem desenvolvidas.

 

Conforme a professora Débora Missio Bayer, integrante do projeto e associada ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA) do CT, essa é uma chance de mudar o cenário da ciência e da educação superior. “As áreas das ciências exatas, engenharia e computação possuem minoria feminina, que fica menor ainda se pensarmos em mulheres negras e indígenas. Muito disso se deve a não noção de pertencimento que as meninas têm nesses ambientes”, afirma. 

 

Débora ressalta que essa minoria feminina fica ainda mais destacada quanto às mulheres negras e indígenas e que, nesse contexto, o projeto representa uma vitória significativa para mulheres, docentes e TAEs da UFSM. “Ao criar oportunidades de desenvolver essas habilidades e confiança nas meninas, por meio de uma parceria com escolas públicas, especialmente em regiões de vulnerabilidade social, conseguiremos estimular esses potenciais. Esperamos que, a médio e longo prazo, mais mulheres ocupem e liderem esses espaços, contribuindo para um futuro mais diverso e inclusivo”, conclui.

 

Texto: Kemyllin Dutra, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Maria Eduarda Pedroso/ Arquivo Pessoal

Edição: Maurício Dias, jornalista

Foto colorida horizontal de grupo de seis mulheres posicionadas em frente a um quadro com vários símbolos da Universidade, como o Jardim Botânico e o Cappa. Do grupo, duas estão sentadas mais à frente e as outras quatro estão sentadas atrás das primeiras.
Na foto, da primeira fila, da esquerda para a direita, as servidoras Eliane Cristina Amoretti e Lais Helen Loose. Na segunda fila, da esquerda para a direita, Evelyn Paniz Possebon, Marcia Pasin, Andrea Schwertner Charão e Jaqueline Quincozes da Silva Kegler
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Nesta sexta (18) e neste sábado (19), o Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM) realiza três eventos simultâneos para receber a comunidade, expor trabalhos e conectar os estudantes com as empresas da região. Os três eventos abertos às escolas e à comunidade em geral são: a 4ª Feira de Ciências, Tecnologia e Cultura do CTISM, o CTISM School Maker Faire, e o Conexão CTISM-Empresa.

Mais de 80 trabalhos estão expostos na Feira de Ciências, Tecnologia e Cultura do CTISM e permitem que os visitantes entrem em contato com as produções tecnológicas, artísticas e culturais desenvolvidas pelos estudantes. As atividades ocorrem nos prédios 5C, 5D e 5E, na sexta até 17h e no sábado das 8h30 às 11h30.

De acordo com Fredi Zancan Ferrigolo, vice-diretor do CTISM, cerca de 15 escolas e mais de mil estudantes agendarem participação nos eventos.  atividades. O professor estima que a adesão possa ser maior, pois não era obrigatória a inscrição prévia para participar e as escolas de toda a região estão convidas.  

“O objetivo principal é que os alunos possam expor seus projetos de ensino, pesquisa e extensão, muitas vezes desenvolvidos em estágios que fazem aqui dentro. É essa questão pedagógica, de eles apresentarem seus trabalhos, e também de divulgação do CTISM, para que o público de fora possa conhecer o que a gente produz aqui”, explica.



Feira de Ciências, Tecnologia e Cultura do CTISM

[caption id="attachment_67291" align="alignleft" width="593"]Foto colorida horizontal de plataforma colorida com pessoa se equilibrando Visitantes podem experimentar a plataforma Neuro X[/caption]

Otávio Scolari e Augusto Ricardo, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vicente Farencena de Santa Maria, têm interesse na área de tecnologia e contaram que acharam vários projetos interessantes. “O projeto de reabilitação de pessoas idosas e cadeirantes, e o trabalho em que uma mão com controle por câmera segue o seu comando”, destaca Otávio sobre os que mais chamaram sua atenção na Feira de Ciências, Tecnologia e Cultura. O aluno ainda comenta que quer cursar Engenharia Mecânica, enquanto o colega, Augusto, quer fazer Informática.

Um dos projetos mencionados pelos alunos é o “Neuro X - Aplicação da pneumática para uso em fisioterapia”, que chama a atenção de quem passa por apresentar uma plataforma que se movimenta e pode ser experimentada pelos visitantes. O trabalho, desenvolvido por discentes do CTISM, criou um dispositivo que auxiliará na recuperação de pessoas com deficiências neurológicas ligadas ao equilíbrio. Além desse, outros trabalhos inovadores atraem a a atenção do público: teste de qualidade de gasolina, elevador de naftalina, motor de corrente contínua, fabricação de etanol e manipulador industrial.

 

School Maker Faire

[caption id="attachment_67292" align="alignleft" width="594"]Foto colorida horizontal de crianças de costas olhando para pequeno robô Crianças se encantaram com robô que dança[/caption]

Na School Maker Faire, os alunos de outras escolas têm a oportunidade de expor projetos de diversas áreas: ciência, tecnologia, arte, artesanato, performances e habilidades cotidianas. “Maker Faire”, em uma tradução livre “feira de fabricantes”, é um conceito criado em 2006 pela revista americana Make e que reúne entusiastas do método DIY (Do It Yourself, que significa faça você mesmo) para expor suas criações. Atualmente essas convenções estão espalhadas pelo mundo inteiro, e o CTISM sedia a única edição brasileira deste ano. E com o objetivo de aproximar estudantes de empresas da região, a primeira edição do CTISM-Empresa recebe 18 empresas para apresentar oportunidades de estágios e empregos aos alunos.

As crianças menores não ficaram de fora da diversão, principalmente entretidas pelos robôs que dançam os mais variados hits. Os alunos da Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo ficaram encantados com o trailer do Mundo Ferroviário em Miniatura, que traz uma maquete de 6 m de comprimento de vários cenários brasileiros, como estações ferroviárias e pontos turísticos. A maquete levou mais de 10 anos para ser construída, é a maior maquete ferroviária itinerante do Brasil.

As atividades continuam pela manhã deste sábado (19), das 8h30 às 11h30.

 

Texto: Giulia Maffi, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Gustavo Damascena, estudante de produção editorial e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias, jornalista















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Estão abertas, entre 14 de outubro e 06 de novembro, as inscrições de trabalhos para a XIV Jornada de Elaboração de Materiais, Tecnologia e Aprendizagem de Línguas (XIV JETAL). O evento acontece nos dias 05 e 06 de dezembro de 2024 na Universidade Federal de Santa Maria. 

O encontro objetiva discutir o uso de tecnologias digitais em rede no ensino e na aprendizagem de línguas. A iniciativa é coordenada por grupos de pesquisa das universidades Federal de Santa Maria, de Pelotas, do Pampa, da Fronteira Sul, de Roraima e do IFRS 55BET Pro Rio Grande. 

O evento é gratuito e acontece no Auditório do prédio 40A. Mais informações e inscrições podem ser obtidas no site.

Programação

05/12

13h30min: Credenciamento

14h30min - 16h: Mesa de Abertura: Desafios da sociedade em rede: entre a regulação tecnológica e a educação para a prática da liberdade

16h30min - 18h30min: Simpósio Regulação tecnológica: um desafio da sociedade em rede.

06/12

9h - 10h15min: Palestra - Prof. Petrilson Alan Pinheiro da Silva (Unicamp)

10h30min - 12h: Simpósio Tecnologias na sala de aula: um desafio da sociedade em rede. 

14h - 15h30min: Simpósio Professores e tecnologias: um desafio da sociedade em rede. 

16h - 17h30min: Simpósio Sociedade em rede e propiciamentos na escola.

17h30min: Roda de Conversa

18h30min: Encerramento

 

 

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